RUTE
Uma história de conversão, coragem e lealdade.
Sobre o livro
● No cânon, o livro de Rute aparece entre Juízes e Samuel.
● Na tradição judaica, era um livro recitado em períodos
festivos, como a festa de pentecostes, associada a colheita,
ou primícias.
Autoria
● O livro não apresenta um autor.
● A tradição judaica atribui a autoria a Samuel, mas não há
evidências bíblicas.
Quando foi escrito?
● Como o livro apresenta a genealogia do Rei Davi ( Rt: 4:
17-22), ele provavelmente foi escrito depois da época de
Davi ou Salomão, até mesmo após o exílio babilônico.
Outras curiosidades
● O livro de Rute é um dos dois únicos livros do Velho
Testamento cujo título leva o nome de uma mulher.
● Rute é uma das 5 mulheres citadas na genealogia de Jesus(Mt
1-17), as outras são Tamar, Raabe, Betseba e Maria.
Qual a história?
● O livro de Rute conta a história da família de Elimeleque, que
viveu durante a época dos juízes (Rute 1:1–2). Por isso,
podemos supor que a história teria ocorrido em 1.300 AC.
● Após a morte dos homens da família, a história foca na
lealdade de Rute a sua sogra Noemi.
Quem era Rute?
● O significado de seu nome é “Amiga” ou “Companheira”.
● Rute era uma moabita(Rt 1:3, Dt. 2:9; Dt. 23: 3-6)
● Mesmo sendo estrangeira, era conhecida como uma mulher
virtuosa(Rt. 3:11);
Panorama:
● Rute 1: Noemi e sua família mudam-se para Moabe onde seu
marido morre e seus filhos casam-se com mulheres moabitas.
Depois da morte dos filhos, Noemi volta para Belém. Uma das
noras de Noemi, Rute, decide ir com ela.
● Rute 2: Rute trabalha para sustentar Noemi e a si mesma nos
campos de Boaz. Boaz é generoso com Rute.
● Rute 3: Rute deita-se aos pés de Boaz, que lhe promete tornar-se
responsável por ela e Noemi se o parente mais próximo não o fizer.
● Rute 4:O parente mais próximo de Noemi e Rute permite que Boaz
assuma a responsabilidade de cuidar delas. Boaz casa-se com Rute
e eles têm um filho.
O auxílio aos pobres:
● Na terra de Israel, as espigas ou os feixes de espigas, os
frutos, as uvas e as azeitonas deixados nos campos após a
colheita eram destinados ao órfão, à viúva e ao estrangeiro,
que assim tinham algo para poder comer (Lv 19,9-10 e Dt
24,19)
● Contraste com a requisição de permissão. (Rt. 2:2)
● Tg 1:27
A Lei do Resgate x Lei do Levirato
● A lei do resgate estabelecia dois pontos principais: 1) Se alguém, por motivo
de empobrecimento, fosse obrigado a vender a sua terra, então o parente
mais rico tinha a obrigação de “resgatá-la”. Ou seja, ele devia comprá-la não
para si mesmo, mas para dá-la ao parente pobre impossibilitado de fazê-lo (Lv
25,23-25). 2) Se alguém, por motivo de empobrecimento, via-se obrigado a
vender- -se a si mesmo como escravo, o parente mais próximo tinha a
obrigação de “resgatá-lo”. Ou seja, ele devia pagar a soma necessária para que
seu irmão recobrar a liberdade (Lv 25,47-49). Esse parente próximo era
chamado de “resgatador” (em hebraico, goel).
A Lei do Resgate x Lei do Levirato
A lei do levirato (Dt 25,5-10) estabelecia que se um homem
casado morresse sem ter filhos, um de seus irmãos devia casar-se
com a viúva, e o primogênito de tal união seria legalmente
considerado como filho do falecido. O objetivo é o de perpetuar a
descendência masculina, “o nome”, garantindo assim a
continuidade da família e impedir que o patrimônio passe para as
mãos de outros. Ver também a história de Tamar (Gn 38,1-26).
A Tipologia de Jesus em Rute:
Um tema proeminente no livro de Rute é o da redenção, que se
aplica a todos nós. Rute era estrangeira, não tinha filhos e era
viúva, o que a deixou na total pobreza, sem nenhuma fonte de
sustento. Embora não pudesse se livrar de sua situação de
pobreza, no final foi “redimida” por um parente, Boaz.
Assim como Rute, não podemos salvar a nós mesmos, mas
podemos confiar no nosso Redentor, Aquele que é capaz de nos
tirar de um estado decaído e assegurar nossa felicidade como
parte de Sua família.