DPOC
Prof. Alexandre do Nascimento Justiniano
Pós Graduado em Análises Clínicas (UNIRIO)
Pós-Graduado em Terapia Intensiva(UNESA)
Especialista em Fisioterapia Respiratória(ASSOBRAFIR /COFFITO)
Mestre em Clínica Médica(HUCFF/UFRJ)
Professor do Curso de Graduação em Fisioterapia da UNESA
Professor do Curso de Pós Graduação em Fisioterapia Intensiva
e Fisioterapia Cardiorespiratória da ISECENSA /INTERFISIO/
UNESA/UNIVERSO/IEES/IDOR/FABA
Coordenador Adjunto da Câmara Técnica de Terapia Intensiva do
CREFITO-2
Fisioterapeuta Rotina do Hospital Estadual Ricardo Cruz e CER
LEBLON
Dados sobre a DPOC
Dados sobre a DPOC
A DPOC é a 4a causa de morte nos EUA (atrás das
doenças cardíacas, do câncer e da doença
cerebrovascular).
Em 2000, a OMS estimou em 2,74 milhões as mortes por
DPOC em todo o mundo.
Em 1990, a DPOC estava classificada como a 12a doença
em termos de impacto global; estima-se que em 2020 ela
venha ocupar a 5a posição.
Causas de mortalidade nos
EUA em 2008
Causas de Morte Número
1. Doença cardíaca 724.269
2. Câncer 538.947
3. Doença cerebrovascular 158.060
4. Doenças respiratórias (DPOC) 114.381
5. Acidentes 94.828
6. Pneumonia e influenza 93.207
7. Diabetes 64.574
8. Suicídio 29.264
9. Nefrite 26.295
10. Doença hepática crônica 24.936
11. Outras causas 469.314
G lobal Initiative for Chronic
O bstructive
L ung
D isease
Definição
• O termo doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é
utilizado para definirmos os complexos evolutivos da
bronquite crônica e do enfisema pulmonar, visto que
dividem características clínicas, fisiopatológicas e
funcionais comuns, sendo sua principal expressão, a
limitação ao fluxo de gases nas vias aéreas de progressão
lenta, progressiva e irreversível (consenso Brasileiro de
DPOC, 2000)
• Condição patológica caracterizada pela presença de
obstrução do fluxo aéreo resultante da bronquite crônica
ou do enfisema
DPOC
DPOC
BRONQUITE
BRONQUITE ENFISEM
ENFISEMA
A
Definida por base exclusivamente “Alargamento anormal,
“Alargamento anormal,
Definida por base exclusivamente
clínica: “Paciente que tosse e expectora permanente dos espaços
clínica: “Paciente que tosse e expectora permanente dos espaços aéreos
pelo menos três meses ao ano, por dois aéreos
or pelo menos três meses ao ano, por dois distais distais do
do bronquíolo terminal,
anos consecutivos”. acompanhando
bronquíolo determinal,
destruição de
anos consecutivos”.
suas acompanhando
paredes, sem fibrose
de óbvia”.
destruição de suas paredes,
sem fibrose óbvia”.
ENFISEMA X BRONQUITE:
DPOC
BRONQUITE ENFISEM
A
Definida por base exclusivamente “Alargamento anormal,
clínica: “Paciente que tosse e expectora permanente dos espaços
pelo menos três meses ao ano, por dois aéreos distais do
anos consecutivos”. bronquíolo terminal,
acompanhando de
destruição de suas paredes,
sem fibrose óbvia”.
Definition of COPD
COPD is a progressive disease characterized by airflow
limitation that is not fully reversible.
Normal
Damage +
Cholinergic
Tone
[Link]
Alveolar Destruction
Normal COPD
Nagai A, Thurlbeck WM. Scanning electron microscopic observations of emphysema in
humans: a descriptive study. Am Rev Respir Dis. 1991;144:901 -908.
BRONQUITE :
DPOC
" Condição crônica ou recorrente de secreção de excessivo
muco na árvore brônquica" (1959- American Thoracic Society)
"Desordem não neoplásica da estrutura e função bronquiais,
BRONQUITE ENFISEM
resultante de infecção ou agentes irritativos. Inclui a existência
de hipersecreção de muco com hipetrofia dos elementos
mucíparos" (1975- American Thoracic Society) A
Definida por base exclusivamente “Alargamento anormal,
“Condição
clínica: clínica
“Paciente caracterizada
que tosse permanente
e expectorapor excesso dedos espaços
secreção
pelo menos na
mucosa trêsárvore
meses brônquica, havendoaéreos
ao ano, por dois distaisou
tosse crônica dode
repetição, junto anos
comconsecutivos”.
expectoração, porbronquíolo terminal,
um período mínimo de
3 meses em dois anos consecutivos” (Bethlem)
acompanhando de
destruição de suas paredes,
sem fibrose óbvia”.
Bronquite crônica
• Tosse com produção excessiva de escarro por no mínimo 3 meses
do ano por 2 anos consecutivos.
• Aumento do tamanho das glândulas mucosas traqueobrônquicas e
hiperplasia das células globosas resultando em uma diminuição do
número de células ciliadas.
• São observados nas vias aéreas periféricas , bronquiolite,
estreitamento bronquiolar e aumento da quantidade de muco.
• Muco mais espesso dificuldade de movimento ciliar
retenção de muco obstrução brônquica favorece as
infecções
:
DPOC
BRONQUITE ENFISEM
A
Definida por base exclusivamente “Alargamento anormal,
clínica: “Paciente que tosse e expectora permanente dos espaços
pelo menos três meses ao ano, por dois aéreos distais do
anos consecutivos”. bronquíolo terminal,
acompanhando de
destruição de suas paredes,
sem fibrose óbvia”.
Fisiopatologia :
DPOC
BRONQUITE ENFISEM
A
Definida por base exclusivamente “Alargamento anormal,
clínica: “Paciente que tosse e expectora permanente dos espaços
pelo menos três meses ao ano, por dois aéreos distais do
anos consecutivos”. bronquíolo terminal,
acompanhando de
destruição de suas paredes,
sem fibrose óbvia”.
ENFISEMA
DPOC
"Alongamento anormal dos espaços aéreos distais ao
bronquíolo terminal, acompanhado de destruição da
parede alveolar"(1995- American Thoracic Society)
“É definido em bases anatômicas, ao contrário da
BRONQUITE
bronquite ENFISEM
que utiliza critérios clínicos. Compreende
alterações estruturais do parênquima pulmonar, A
consistindo em aumento do volume dos espaços
Definida por base exclusivamente “Alargamento anormal,
aéreos distais aos bronquíolos terminais, com
clínica: “Paciente que tosse e expectora permanente dos espaços
pelo destruição dos ao
menos três meses septos alveolares.”
ano, por dois (Bethlem)
aéreos distais do
anos consecutivos”. bronquíolo terminal,
acompanhando de
destruição de suas paredes,
sem fibrose óbvia”.
Enfisema
Definição: do grego insuflar, soprar
(en=dentro; physan=soprar)
a) Enfisema centrolobular
Lesão no centro do ácino;
Bronquíolos de 1 2 3 ordem estão dilatados e as paredes destruídas
Sem distribuição uniforme;
Bolhas isoladas e volume pulmonar reduzido;
Zonas superiores
b) Enfisema panlobular
Ácino como um todo;
Bronquíolos segmentares e lobares estão dilatados;
Volume pulmonar aumentado;
Predomínio na base;
c) Enfisema Senil
Ausência de lesão obstrutiva;
dos espaços aéreos;
Alargamento dos Poros de Kohn;
Redução do leito capilar;
Perda da elasticidade do parênquima.
DPOC
BRONQUITE ENFISEM
A
Definida por base exclusivamente “Alargamento anormal,
clínica: “Paciente que tosse e expectora permanente dos espaços
pelo menos três meses ao ano, por dois aéreos distais do
anos consecutivos”. bronquíolo terminal,
acompanhando de
destruição de suas paredes,
sem fibrose óbvia”.
DPOC
BRONQUITE ENFISEM
A
Definida por base exclusivamente “Alargamento anormal,
clínica: “Paciente que tosse e expectora permanente dos espaços
pelo menos três meses ao ano, por dois aéreos distais do
anos consecutivos”. bronquíolo terminal,
acompanhando de
destruição de suas paredes,
sem fibrose óbvia”.
DPOC
BRONQUITE ENFISEM
A
Definida por base exclusivamente “Alargamento anormal,
clínica: “Paciente que tosse e expectora permanente dos espaços
pelo menos três meses ao ano, por dois aéreos distais do
anos consecutivos”. bronquíolo terminal,
acompanhando de
destruição de suas paredes,
sem fibrose óbvia”.
DPOC
Pulmão Enfisematoso
BRONQUITE ENFISEM
A
Definida por base exclusivamente “Alargamento anormal,
clínica: “Paciente que tosse e expectora permanente dosnormal
Pulmão espaços
pelo menos três meses ao ano, por dois aéreos distais do
anos consecutivos”. bronquíolo terminal,
acompanhando de
destruição de suas paredes,
sem fibrose óbvia”.
FISIOPATOLOGIA DA BRONQUITE:
DPOC
ação mucociliar normal:
desloc. partículas/ação de imunoglobulinas/
umidificação/ aquecimento)
BRONQUITE
na bronquite:
ENFISEM
hipertrofia elementos mucíperos – mucoviscoso
atuação ciliar prejudicada + ação gravitacionalA
=retenção debase
Definida por secreções “Alargamento
- obstrução/
exclusivamente infecçõesanormal,
clínica: “Paciente que tosse e expectora permanente dos espaços
pelo menos três meses ao ano, por dois aéreos distais do
anos consecutivos”. bronquíolo terminal,
acompanhando de
destruição de suas paredes,
sem fibrose óbvia”.
FISIOPATOLOGIA DO ENFISEMA:
DPOC
histoarquitura pulmonar normal:
substs proteicas - colágeno/elastina
Elastina - instersticio- atuação mecânica resp. - condiciona a
retratilidade elástica
BRONQUITE
Sujeita a degradação por proteases
ENFISEM
Inibição proteolítica - antiproteases (@1 AP) A
Desequilibrio protease/antiprotease“Alargamento
- destruição daanormal,
elastina-
Definida por base exclusivamente
clínica: “Paciente que tosse e expectora permanente dos espaços
Causas: exógenas - poluentes e fumo
pelo menos três meses ao ano, por dois aéreos distais do
endógenas - atividade
anos consecutivos”. inflamatória
bronquíolo terminal,
acompanhando de
Pulmão menos retrátil - resistência destruição de suas- distenção
do fluxo expiratório paredes,dos
espaços aéreos sem fibrose óbvia”.
Fatores de risco
• Tabagismo (75%);
• Ocupações de risco;
• Infecções respiratórias repetidas;
• Poluição do ar;
• Exposição passiva ao fumo;
• Fator genético (deficiência de enzimas);
Patogênese da DPOC
AGENTE NOCIVO
(fumaça de cigarro, poluentes, agentes
ocupacionais)
Fatores genéticos
Infecções
respiratórias
Outros
DPOC
INFLAMAÇÃO
Doença das pequenas Destruição do parênquima
vias aéreas
Inflamação das vias aéreas Ruptura das ligações alveolares
Remodelamento das vias Redução do recolhimento elástico
aéreas
LIMITAÇÃO AO FLUXO AÉREO
ASMA DPOC
Agente sensibilizante Agente nocivo
inflamação asmática das vias aéreas Inflamação das vias aéreas da DPOC
Linfócitos-T CD4+ Linfócitos-T CD8+
Eosinófilos Macrófagos
Neutrófilos
Completamente Limitação Completamente
reversível ao fluxo aéreo irreversível
Diagnóstico
• Exame físico;
• História clínica;
• Exames complementares.
Bronquite Enfisema
Biótipo Brevilíneo Longilineo
Idade 40-55 anos 50-75 anos
Capac fisica Pouco reduzida Reduzida
Emagrecimento Ausente Acentuado
Dispnéia Intermitente, Precoce,progressiv
moderada a,grave.
Cianose Presente Ausente
ENFISEMATOSO X BRONQUÍTICO
Pacientes com DPOC
A- Enfisema B- Broquite Crônica
• CLASSIFICAÇÃO - PP - pink puffer
BB - blue bloater
• Pink Puffer magro-longilíneo
predominam alterações
destrutivas
idoso/ fáscies angustiada/
corado/ tórax deformado/
condicionamento reduzido/
dispnéia precoce e
progressiva/ sem tosse e
expectoração
importante
• Blue Bloater gordo brevilíneo
predominam as alterações
inflamatórias
cianose labial/ sonolência
fora das crises- dispnéia
discreta/ tosse produtiva
Nos enfisematosos :
diâmetro torácico
antero-posterio
aumentado
turgência das veias
do pescoço
baqueteamento
digital
posição inclinada
viciosa
Nos bronquíticos:
cinose labial
tosse produtiva
dispnéia tardia
obesidade
História clínica
• Dispnéia ao esforço;
• Sibilos;
• Tosse produtiva;
• Relato de tabagismo;
Exame Físico
Enfisematoso Brônquico
[Link]. aumentada Normal ou
Volume Muito aum. Moderad.
residual aum
Complacência Aum Quase
normal
DC Baixo Quase
normal
Exames complementares
• Avaliação radiológica;
• Avaliação funcional respiratória;
• Avaliação espirométrica;
• Avaliação da oxigenação.
IMAGEM RADIOLÓGICA NO DPOC
Copyright © 2001 [Gerald R. Aben, MD
©2006 Imperial College London MSU Department of Radiology]. All rights reserved.
RX:
ENFISEMA: redução da trama/
diâmetro antero-posterior/
retificação diafragmática/
hipertransparência difusa
(pulmão grande!)
BRONQUITE: alts
ausentes/cardiomegalia
DPOC
DPOC(Enfisema Pulmonar)
Tratamento
• Antibióticoterapia
• Broncodilatadores
• Corticóides
• Oxigênio
• Vacinação
• Fisioterapia
***UNIDADE II***
DOENÇAS OBSTRUTIVAS
TRATAMENTO FISIOTERÁPICO:
• Basicamente atuar nas complicações clínicas:
Hipersecretividade, diminuição dos volumes e capacidades
pulmonares, dispnéia/IRpA
➢ Manobras desobstrutivas
➢ Manobras reexpansivas
➢ VNI
➢ Reabilitação pulmonar
Fisioterapia
• Reabilitação pulmonar:
- exercícios respiratórios,
- exercícios de tosse,
- drenagem postural,
- atividade física coordenada com respiração,
- movimentação ativa e passiva dos MMSS e MMII,
- associação com a inaloterapia,
- treinamento da musculatura inspiratória,
- técnicas manuais de desobstrução brônquica,
- incentivo à tosse,
- Huffing,
- programa de treinamento físico
- CPAP (fluxo contínuo)/ BIPAP (bilevel) / PSV (Pressão
de suporte)
Tratamento cirúrgico
• Transplante de Pulmão:
• VEF1(volume expiratório forçado) < ou = 20%
a 25% do predito;
• PaCO2 > ou = 55 mmHG (cor pulmonale)
• Piora clínica evolutiva
Curiosidade
Fonte: [Link]
Dona Madalena, 10 maços de cigarros por dia, Enfisema
pulmonar e Infarto do coração como consequência. Vida às
custas de um CTI instalado em casa. Mantém-se com cigarros
apagados entre os dedos.
GOLD - Endereço do website
[Link]
GOLD – Brasil [Link]