INSTITUTO PHALA
Centro de Desenvolvimento para Surdos
OSCIP Processo n° 08015.009587/2003-16
CNAS Resolução nº 102 / Processo nº 44006.001295/2002-27
CNPJ 03.677.800/0001-30
CMDCA n° 06/2012
Inicialmente, ao buscarmos entender o que é Libras, é necessário antes, esclarecer o
que é a língua de sinais:
A língua de sinais é também conhecida como língua
gestual, pois tal é seu sentido literário. A mesma utiliza-se
de gestos e sinais em substituição à língua que todos nós
bem conhecemos em nossas comunicações: a língua de
sons ou oral.
Falamos em “comunicação” e a língua de sinais possui
exatamente esse sentido, ou seja, de ser o meio de um
grupo de indivíduos poderem comunicar-se, pois é através
dela que as pessoas surdas trocam comunicações entre si,
e até mesmo com as pessoas que já aprenderam a
interpretá-la. Aliás, isto vem ocorrendo de forma
significativa.
Assim como existem várias línguas faladas no mundo,
também existem várias línguas de sinais pelo mundo. De
todas, a mais comum é a Língua de Sinais Americana (ASL
– American Sign Language). Muitas línguas de sinais já
receberam reconhecimento de governos em muitos países.
Chamamos isso de reconhecimento oficial.
Exemplo de sinal em Libras: frio.
Repare no uso da expressão
facial.
O que ocorre na língua de sinais é que muitas pessoas criaram mitos sobre ela e que
devem ser desfeitos de uma vez por todas:
É universal? Não, isto é, ela não é igual em todo o mundo. Cada país tem sua própria
língua de sinais, tal como temos nossa própria língua falada. Apesar disso, pode ocorrer de
pessoas utilizando códigos diferentes possam entender-se ao menos no mínimo
necessário, tal como conseguimos, sem falar outra língua.
Vejam algumas siglas:
Libras Língua Brasileira de Sinais
LGP Língua Gestual Portuguesa
SLN Sign Language of Netherlands
ASL American Sign Language
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LSA Lengua de Señas Argentina
BSL British Sign Language
LSCH Lengua de Señas Chilena
LSF Langue des Signes Française
Muitos acham até que, por se tratar de comunicação por gestos, ela deveria ser igual para
todos os surdos. Outros acham que a comunidade surda do mundo, por ser pequena,
deveria fazer uso de apenas uma língua de sinais, até mesmo, por se tratar de uma
linguagem icônica (representativa). Vejamos por que não é assim:
Primeiro que a língua de sinais não é baseada em gestos ou mímicas, trata-se de uma
língua natural, com léxico (léxico é todo o conjunto de palavras que as pessoas de uma
determinada língua têm à sua disposição para expressar-se, oralmente ou por escrito) e
gramática próprios.
Segundo que cada comunidade de surdos desenvolveu a sua própria língua de sinais, tal
como cada povo desenvolveu sua língua oral. Isso demandou muito tempo. Como num
país pode haver mais de uma língua, há países que contam com mais de uma língua de
sinais.
A língua de sinais se difere das línguas orais-auditivas, uma vez que elas se realizam pelo
canal visual e da utilização do espaço, por expressões faciais e até movimentos gestuais
perceptíveis pela visão. Note-se aqui que a língua de sinais não faz apenas uso de gestos.
A língua de sinais é um legítimo sistema linguístico, inclusive estudada pelos Linguistas,
pois atende eficazmente às necessidades de comunicação entre os indivíduos surdos, os
quais são capazes de expressarem qualquer assunto de seu interesse ou conhecimento.
Libras:
Libras, abreviação de Língua Brasileira de Sinais. Libras é usada pela comunidade de
surdos no Brasil e já foi reconhecida pela Lei, ou seja, é uma língua oficial, tal como nossa
língua falada. Estão garantidas pelo poder público, formas institucionalizadas de apoio
para o uso e a difusão da Libras como meio de comunicação nas comunidades surdas,
inclusive o sistema educacional federal, estadual e municipal devem garantir a inclusão do
ensino da Libras nos cursos de formação de Educação Especial, Fonoaudiologia e
Magistério, tanto nos níveis médio como no superior.
Libras é uma língua derivada da língua de sinais autóctone (que é natural da região onde
ocorre), ou seja, do Brasil, e também da língua gestual francesa. Daí sua semelhança
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com línguas de sinais da Europa e da América. Como citado anteriormente, a Libras não é
uma língua de gestos representando a língua portuguesa, e sim uma autêntica língua de
nosso país.
Semelhante à língua oral que é composta por fonemas (qualquer dos traços distintivos de
um som da fala, capaz de diferençar uma palavra de outra), a Libras também possui níveis
linguísticos como fonologia, morfologia, sintaxe e semântica. E as semelhanças não param
por aí: na língua de sinais também existem itens lexicais, os quais se chamam de sinais.
Motivo pelo qual é considerada uma autêntica língua. O que é denominado
de palavra (item lexical), na língua oral-auditiva, na língua de sinais são denominados
de sinais. O diferencial da língua de sinais das demais línguas é a sua modalidade visual-
espacial.
Vamos elucidar o que isso significa: É que os sinais são formados a partir da combinação
da forma e do movimento das mãos e do ponto no corpo (ou no espaço) onde esses sinais
são realizados. Por exemplo, a mesma formação das mãos, porém em lugar diferente no
espaço ou do corpo adquire outro sentido, isto é, significa uma outra palavra. Há ainda de
considerar que tal como a língua oral possui significados diferentes para a mesma palavra
em regiões diferentes do Brasil, na Libras isso também ocorre.
Conclui-se que não basta apenas saber os sinais, mas sim sua gramática, para que se
possa combinar as frases e estabelecer a comunicação.
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