Caderninho Da Riqueza - V1
Caderninho Da Riqueza - V1
DA
RIQUEZA $$$
PEDIATRIA HC-‐FMRP)
Este “Caderninho” não é uma publicação
oficial do Departamento de Pediatria do HCRP nem
tem o objetivo de “passar por cima” dos docentes
e médicos assistentes.
Ele surgiu do aprimoramento do “Caderninho
do Mickey” que fiz durante a residência e por
muito tempo foi xerocado pelos residentes. Depois
veio o “Caderno dos Fungos” que por problemas na
cópia e encadernação foi de pouca utilidade.
Com a ajuda das residentes Joana Faria e
Ariadne B. Silvério, além de vários outros
residentes que ajudaram com ideias e muita
torcida.
Trata-se de uma compilação de nossas
anotações de estudo, tabelas de referência e
algumas rotinas consolidadas do nosso serviço.
Não temos a intenção de fazer dele um livro
nem uma referência para estudos, o “Caderninho”
é apenas um guia de consulta rápida, um “Manual
de Sobrevivência” para os residentes de pediatria.
Procuramos sempre utilizar boas referências
bibliográficas, porém o “Caderninho” não é
inquestionável nem definitivo. Contamos com a
colaboração de todos para críticas, sugestões e
contribuições para aprimorá-lo.
Seila Prado
INFECÇÕES EM PEDIATRIA
Febre .................................................................................. 1
Infecções Respiratórias Altas .................................................. 6
Celulites Periorbitárias ...........................................................12
Diagnóstico Diferencial das Síndromes Mononucleose Like ......... 14
Influenza ............................................................................ 16
Estomatites ..........................................................................22
Pneumonia Comunitária na Infância .........................................26
Avaliação do Raio X de Tórax ................................................. 31
Análise do líquido pleural .......................................................33
Coqueluche ..........................................................................35
Meningites Bacterianas ..........................................................41
Valores do LCR em Diferentes Patologias Infecciosas ou não
Infecciosas do SNC ................................................................43
Quimioprofilaxia dos Contactantes de Meningites Bacterianas ..... 45
Abscesso Cerebral..................................................................47
Encefalites Virais .................................................................. 50
Infecções Osteoarticulares e de Pele e Partes Moles....................59
Doenças Exantemáticas .........................................................67
Manejo da Dengue na Criança..................................................72
Doença de Kawasaki ..............................................................73
Linfadenites Cervicais na Infância ............................................76
ITU na Infância .....................................................................85
Tratamento das Diarreias Infecciosas .......................................91
Tratamento das Parasitoses em Pediatria .................................93
MOLÉSTIAS INFECCIOSAS
Coleta Microbiológica ............................................................99
Classificação das Bactérias ...................................................102
Resistência Bacteriana Intrínseca ..........................................105
Endocardite Infecciosa .........................................................106
Diagnóstico de Tuberculose na Criança ...................................111
Classificação dos Fungos ......................................................117
Tratamento das Infecções por Candida em Pediatria ................119
Tratamento da Neurocriptococose e Paracoccidioidomicose .......126
Aspergilose Invasiva ...........................................................128
Hepatites virais ...................................................................131
HIV em Crianças ................................................................135
Imunodeficiências Primárias .................................................140
CCIH
Infecções Relacionadas aos Cateteres Vasculares......................149
Pneumonia Hospitalar ..........................................................156
Profilaxia Cirúrgica em Pediatria ............................................160
Precauções e Isolamentos em Pediatria ..................................164
Prevenção da Infecção Hospitalar pelo Vírus Sincicial Respiratório e
Coqueluche .......................................................................170
Prevenção da Infecção Hospitalar por Varicela ........................174
VACINAS
Calendários Vacinais ............................................................177
Eventos Adversos das Vacinas .............. ................................182
Vacinas em Pacientes com Doenças de Base ...........................187
Profilaxia da Raiva ..............................................................195
Profilaxia pós-exposição ......................................................197
Intervalo entre Imunoglobulinas, Sangue ou Hemoderivados X
Vacinas contra Sarampo ......................................................204
Doenças de Notificação Compulsória ..................................... 205
URGENCIAS E EMERGENCIAS
Generalidades em Urgências Pediátricas..................................207
Sedação e Analgesia ............................................................214
Choque ..............................................................................216
Drogas de Infusão Contínua...................................................219
Avaliação da Pressão Arterial ................................................222
Desidratação ......................................................................225
Princípios da Fluidoterapia- Esquemas de Hidratação – Apostila Dra
Palmira...............................................................................227
Reposição de Eletrólitos .......................................................235
Hipernatremia e Hiperpotassemia...........................................241
Hipoglicemia .......................................................................243
Avaliação da Gasometria ......................................................244
Cetoacidose Diabética- Apostila Dra Palmira.............................246
Edema cerebral na Cetoacidose Diabética ...............................251
SSIHAD e Diabetes Insipidus ................................................252
Escala de Glasgow Modificada para Crianças ...........................254
Manejo do TCE Leve ............................................................255
Manejo das Crises Convulsivas e Doses de Anticonvulsivantes....256
Avaliação do Queimado ........................................................260
Intoxicações Exógenas .........................................................263
Acidentes com Animais Peçonhentos – Apostila Dra Palmira.......267
Profilaxia Antimicrobiana após Mordeduras de Animais .............275
Orientações para o atendimento de crianças expostas a acidentes
com materiais biológicos ......................................................277
Vitimização Sexual ..............................................................282
Ingestão de Corpo Estranho ................................................. 287
Manejo das Laringites Agudas ...............................................292
Asma .................................................................................287
Encefalopatia Hepática .........................................................295
Anticoagulação ...................................................................296
Indicações de Transfusão, Reações Transfusionais e Coagulopatias
.........................................................................................298
Reposição de Fator nas Hemofilias.........................................304
Farmacodermias..................................................................306
Doses dos Antihistamínicos ...................................................311
Procedimentos na Emergência em Pediatria ............................312
PEDIATRIA GERAL
Tabelas de Puericultura ........................................................353
Tópicos de Nutrição e Composição das Fórmulas Infantis...........364
Curvas de Crescimento ........................................................368
Anemia Ferropriva ...............................................................376
Constipação Intestinal, Doses de Antiácidos e Antieméticos/Pró
cinéticos ........................................................................... 378
Glomerulonefrite aguda pós-estreptocócica ............................ 381
Síndrome Nefrótica na Infância............................................. 395
Corticoterapia .....................................................................398
Compostos indutores de hemólise em indivíduos com deficiência de
G6PD ................................................................................ 402
Purpura Trombocitopênica Imune ..........................................403
Nutrição Parenteral ..............................................................405
USO DE ANTIMICROBIANOS
Doses de Antibióticos em Pediatria .........................................409
Reações Alérgicas à Penicilina ...............................................420
Doses de Antifúngicos em Pediatria ....................................... 424
Reações Adversas da Anfotericina B .......................................428
Doses de Antivirais em Pediatria ............................................430
Doses dos Antimicrobianos mais usados em Neonatologia .........436
Diluição e infusão de Antimicrobianos em Pediatria ..................444
Ajustes das doses dos Antimicrobianos para Crianças com
Insuficiência Renal pelo Clearance de Creatinina ......................448
Uso de Antimicrobianos na Doença Hepática ...........................462
Uso de Antibióticos em Obesos ..............................................463
Uso de Antimicrobianos durante a Amamentação .....................465
Penetração dos Antimicrobianos no LCR e Antibioticoterapia
Intraventricular ...................................................................469
Profilaxias em Situações Clínicas ...........................................471
Esquemas de Sulfametoxazol-Trimetoprim Profilático................477
Índice remissivo...................................................................479
Febre
Febre Hipertermia
Extremidades frias Extremidades quentes
Ausência de sudorese Sudorese aumentada
Sensação de frio Sensação de calor
Tremores eventuais Ausência de tremores
Taquicardia Pouca resposta a antitérmicos
Taquipnéia Responde melhor a medidas físicas
1
Causas de febre de etiologia não-infecciosa
1. Relacionada com fármacos
a) por hipersensibilidade
- beta-lactâmicos
- fenitoína
b) por inflamação no local de administração
- eritromicina
- cloreto de potássio
- anfotericina B
- citotóxicos
c) por alteração da termo regulação
- tiroxina
- atropina
- adrenalina
- butirofenonas
- fenotiazinas
- anti-histamínicos
- anti-parkinsónicos
d) por síndrome de abstinência
- benzodiazepinicos
- barbitúricos
2. Relacionada com outras terapêuticas
- transfusões de eritrócitos
- transfusões de plaquetas
- antibióticos (reação Jarish-Herxheimer)
3. Relacionada com estados inflamatórios não-infecciosos
- Pós operatório
- Embolia gordurosa
- Infarto agudo do miocárdio
- Fase fibroproliferativa da SARA
- Insuficiência suprarrenal aguda
-Trauma craniano
-Neoplasias
-Rejeição de transplante
4. Outros
Hipertermia (não é considerada febre)
Flebites
Presença de tecido necrótico ou escaras
Atelectasias
Hemorragias intracranianas
Pancreatite
Lise tumoral
Trombose venosa
Tromboembolismo pulmonar
Hipertireoidismo
2
Antitérmicos
Paracetamol Dipirona Ibuprofeno
Critérios de Rochester:
- Exclui:
- Prematuros
- Portadores de anomalias congênitas
- Imunocomprometidos
- Antecedente de infecções bacterianas graves
- Critérios que definem Baixo Risco:
- Ser previamente saudável
- Aparentando estar bem/Sem aparência toxemiada
- Ter nascido a termo
- Não ter ficado hospitalizado no período perinatal ou após
- Não ter usado nem estar usando antibiótico
- Sem evidência de infecção em pele, partes moles, ossos,
articulações ou ouvido médio
3
- Exames laboratoriais:
- leucócitos entre 5.000 -15.000 cél/ mm3
- bastões + outras formas jovens < 1.500/ mm3
- UR < 10 leucócitos
- ≤ 5 leucócitos pc nas fezes se diarreia
4
5
Síndromes Clínicas Pediátricas - Tratamento Empírico Inicial
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Síndromes Clínicas Pediátricas - Tratamento Empírico Inicial
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Síndromes Clínicas Pediátricas - Tratamento Empírico Inicial
INFECÇÕES RESPIRATÓRIAS ALTAS
Síndrome Patógenos Tratamento de escolha Tempo de Tratamento
Mastoidite S. pneumoniae Ceftriaxone + Oxacilina ou 4 semanas
Aguda S. pyogenes Clindamicina Fazer 7-10 dias EV e depois
S. aureus transicionar para VO com
H. influenzae Na suspeita de Pseudomonas Amoxicilina Clavulanato ou
P. aeruginosa e outros Gram negativos substituir Ceftriaxone por Cefuroxima para completar o
(associados a OMC e imunodepressão) Ceftazidima tratamento
Epiglotite H. influenzae B (muito raro após Ceftriaxone ou 7-10 dias
vacinação) Cloranfenicol ou Cefuroxima
Hoje em dia pode ocorrer
secundariamente a um quadro de IVAS e
é causada por S.pneumoniae, S.
pyogenes, S. aureus ou outras espécies
de Haemophilus
Infecção Streptococcus aeróbios e anaeróbios, Amoxicilina/Clavulanato ou 7-10 dias
odontogênica Fusobactérias , Bacteroides, Prevotella, Clindamicina ou
Peptostreptococcus, Actinomyces Amoxicilina + Metronidazol
Penicilina Cristalina +
Metronidazol
Linfadenite S.pyogenes Tratamento Ambulatorial: 10 -14 dias
cervical S.aureus Cefalexina ou Clindamicina
Aguda (Adenite Tratamento Hospitalar:
Bacteriana Cefalotina ou Oxacilina ou
Aguda) Clindamicina
Possível foco dentário: tratar
como infecção odontogênica
10
Síndromes Clínicas Pediátricas - Tratamento Empírico Inicial
Solução de Parsons (salina hipertônica tamponada para limpeza nasal em casos de sinusite)
300 ml de água filtrada
2 colheres (chá) de sal
1 colher (chá) rasa de bicarbonato de sódio
11
Celulites Periorbitárias
Diagnóstico Diferencial
Localização Origem da Agentes Sinais/ Complicações
infecção Sintomas
Celulite Tecidos moles da Lesões S.aureus Edema periorbitário com Incomuns
Peri pálpebra anteriores cutâneas da S.pyogenes enduração, eritema e calor Abscesso da
orbitária ou ao septo da órbita pálpebra pálpebra
pré septal Dacriocistite
Conjuntivite
Celulite Tecidos posteriores Sinusite S. Edema periorbitário, Abscesso
orbitária ou ao septo da órbita, Infecções pneumoniae quemose (edema da retrobulbar e
pós septal musculatura e dentárias H. conjuntiva bulbar), dor que subperiostal
gordura orbitária. Cirurgia influenzae limita movimentação ocular, Meningite
ocular S. aureus proptose, redução da Trombose de
acuidade visual seio cavernoso
12
Tratamento:
Síndrome Tratamento de escolha Tratamento ambulatorial Tempo de
tratamento
Celulite Pré Cefalotina ou Cefalexina 7-10 dias ou
septal Oxacilina até a resolução
Alérgicos á Penicilina: do quadro
Secundária a Alérgicos á Penicilina: Eritromicina ou
lesões cutâneas Clindamicina Clindamicina
Secundária a Clindamicina Amoxicilina/Clavulanato dose habitual 10-14 dias
Foco dentário
Celulite Pós Sempre iniciar com Assim que o paciente estiver afebril e Tempo total de
septal antibioticoterapia EV houver melhora da hiperemia e edema tratamento 2-3
Oxacilina + Ceftriaxone cutâneos, pode-se passar para via oral semanas
com Amoxicilina/Clavulanato dose dobrada
Quadros menos graves podem ser ou Cefuroxima
tratados com
Amoxicilina/Clavulanato dose
dobrada ou Cefuroxima EV
Celulite por via Ceftriaxone ou Não recomendado no inicio do quadro. 7-10 dias
hematogênica Ampicilina + Cloranfenicol Posteriormente pode-se consolidar o
Lactentes jovens tratamento com Cefuroxima VO desde que
não tenha havido acometimento do SNC.
13
Diagnóstico Diferencial das Síndromes Mononucleose Like
Etiologia Percentual dos Características Clínicas Testes Diagnósticos
Casos
EBV 50-90% Linfadenopatia inguinal, axilar e retroauricular moderadamente Anticorpos Heterófilos (Paul
dolorosa e simétrica, mais intensa na primeira semana Bunnel)
Petéquias no pálato em 25% EBV anti –VCA IgM e IgG
Aumento das tonsilas com exsudato acinzentado
Esplenomegalia
Edema bilateral de pálpebras superiores
Rash urticariforme ou maculopapular é incomum mas chega a
>90% após uso de antibiótico
HHV-6 9% Linfadenopatia cervical anterior e posterior bilateral indolor Anti HHV-6 IgM (demonstrar
durando até 3 meses elevação títulos)
PCR HHV-6 no sangue
CMV 5-7% Hepatite anictérica (aumento transaminases 5X/normal em Anti CMV IgM (demonstrar
92%) elevação títulos)
Febre prolongada
Linfadenopatia cervical leve
Hiperemia orofaringe e esplenomegalia menos intensas do que
com EBV
Contato com crianças < 2 anos
HSV-1 6% Gengivoestomatite Diagnóstico Clínico
Exsudato tonsilar com odinofagia intensa
S. pyogenes 3-4% Início súbito de febre alta Cultura
Hiperemia de tonsilas e faringe Teste rápido SGA
Linfadenopatia cervical anterior dolorosa e assimétrica
Ausência de hepato e esplenomegalia
Toxoplasmose ≤3% Pequenos linfonodos cervicais e occipitais simétricos e indolores Sorologia IgM e IgG
Sintomas constitucionais leves
HIV ≤2% Início súbito de sintomas durando até 2 semanas Elisa + Western Blot
Síndrome Retroviral Dor de garganta, mialgia, artralgia, cefaleia e mal estar Carga viral
Aguda Úlceras mucocutâneas dolorosas
Linfadenopatia axilar, cervical e occipital indolor
Exantema macular ou maculopapular não pruriginoso na face,
tronco e extremidades incluindo palmas e plantas
Adenovírus ≤1% Febre alta Pesquisa vírus na secreção
Coriza e Conjuntivite associadas de nasofaringe
Hiperemia de tonsilas e faringe
Achados Clínicos EBV CMV Toxoplasmose
Fadiga +++ + ±
Mal estar ++ + -
Dor de garganta + + ±
Exantema maculopapular precoce ± - -
Edema pálpebras superiores ± - -
bilateral
Adenopatia localizada unilateral - - +
Adenopatia cervical posterior + + -
bilateral
Hepatomegalia dolorosa ± ± -
Esplenomegalia + ± ±
Elevação enzimas hepáticas + ++ ±
Linfócitos atípicos ≥ 10% + + -
Plaquetopenia ± ± -
Influenza
16
− Hepatopatias
− Doenças hematológicas (incluindo anemia falciforme)
− Distúrbios metabólicos (incluindo diabetes mellitus)
− Transtornos neurológicos e do desenvolvimento que podem
comprometer a função respiratória ou aumentar o risco de
aspiração (disfunção cognitiva, lesão medular, epilepsia,
paralisia cerebral, Síndrome de Down, Acidente Vascular
Cerebral ou doenças neuromusculares)
− Imunossupressão associada a medicamentos, neoplasias,
HIV/Aids ou outros
− Obesidade (Índice de Massa Corporal - IMC > 40 em adultos)
− Indivíduos menores de 19 anos de idade em uso prolongado
de AAS
− População indígena aldeada
MANEJO:
A. Síndrome Gripal em pacientes COM FATORES DE RISCO
para complicações
− Iniciar Oseltamivir empírico independente da situação vacinal.
− NÃO AGUARDAR CONFIRMAÇÃO LABORATORIAL
17
− Disfunções orgânicas graves
− Alteração do sensório
− Exacerbação dos sintomas gastrointestinais em crianças
− Desidratação
Diagnóstico Diferencial
18
Observações:
− Em pacientes com fatores de risco para complicações e com
SRAG, o antiviral apresenta benefícios mesmo se iniciado
após 48h do início dos sintomas
− No caso de gestantes não deve se protelar a realização de
exame radiológico em qualquer período gestacional quando
for necessário averiguar a hipótese de pneumonia
− Atualmente não há evidência científica consistente para
indicar o aumento da dose ou do tempo de utilização do
antiviral. Relatos de casos sugerem possível benefício em
casos graves ou em imunossuprimidos, com dose dobrada e
prolongamento do tratamento acima de cinco dias
Quimioprofilaxia
Indicações da quimioprofilaxia para influenza:
− Após exposição a caso suspeito ou confirmado de influenza se:
o Pessoas com risco elevado de complicações, não vacinadas
ou vacinadas há menos de 2 semanas
o Crianças com menos de 9 anos de idade, primovacinadas,
no intervalo entre a primeira e a segunda dose ou há
menos de 2 semanas após a segunda dose, caso tenham
fatores de risco ou idade abaixo de 2 anos
o Pessoas com graves deficiências imunológicas
(medicamentos imunossupressores; AIDS com
imunodepressão avançada) ou outros fatores que possam
interferir na resposta à vacinação contra a influenza
o Profissionais de laboratório, não vacinados ou vacinados a
menos de 15 dias, que tenham manipulado amostras
clínicas de origem respiratória contendo o vírus influenza
sem uso adequado de EPI
o Trabalhadores de saúde, não vacinados ou vacinados a
menos de 15 dias, e que estiveram envolvidos na
realização de procedimentos invasivos geradores de
aerossóis ou na manipulação de secreções de caso suspeito
ou confirmado de influenza, sem o uso adequado de EPI
o Residentes de alto risco em instituições fechadas e
hospitais de longa permanência, durante surtos na
instituição.
− A quimioprofilaxia não é recomendada se o intervalo após a
última exposição a uma pessoa com infecção pelo vírus for
maior que 48h.
− Para que a quimioprofilaxia seja efetiva, o antiviral deve ser
administrado durante a potencial exposição à pessoa com
influenza e continuar por 7 dias após a última exposição
conhecida
19
− Crianças com menos de 3 meses - Não é recomendado a menos
que a situação seja julgada crítica
− Crianças de 3 meses - 1 ano (3 mg/kg, uma vez ao dia)
20
− Uso de máscara cirúrgica por todos os profissionais de
saúde ao entrar no quarto do paciente. Ao sair do quarto,
desprezar imediatamente a máscara no lixo lavando as
mãos em seguida.
− Uso de máscara cirúrgica no paciente durante transporte
− Limpeza e desinfecção de superfícies
− Remoção de sujidades com água e sabão ou detergente
− Fricção de outras superfícies e objetos com álcool a
70%
Referencias:
1. Protocolo de Tratamento de Influenza 2013.Ministério da Saúde.
Secretaria de Vigilância em Saúde. Brasília/DF 2013
2. Centers for Diseases Control and Prevention. Prevention Strategies
for Seasonal Influenza in Healthcare Settings. Disponível em:
http://www.cdc.gov/flu/professionals/infectioncontrol/healthcareset
tings.htm
3. American Academy of Pediatrics. Recommendations for Prevention
and Control of Influenza in Children, 2012-2013. PEDIATRICS
Volume 130, Number 4, October 2012.
21
22
ESTOMATITES
a) GENGIVOESTOMATITE HERPÉTICA
- É a principal forma de manifestação da primo-infecção pelo vírus
Herpes Simples tipo 1 (eventualmente também pelo HSV 2)
- Pico de incidência: crianças entre 6 meses e 5 anos de idade
- Sem distribuição sazonal
- A transmissão ocorre a partir do contato direto com lesões
periorais ativas ou indireto por objetos contaminados por
secreções orais
- Período de incubação: 2 dias a 2 semanas (média de 1
semana)
Quadro Clínico:
- Febre alta e irritabilidade
- Lesões vesiculares em gengivas, lábios, língua, pálato duro e
mucosa jugal, poupando a faringe posterior. As lesões evoluem
para úlceras rasas sobre base eritematosa e cursam com dor
intensa, salivação e recusa alimentar
- Linfonodomegalia submandibular dolorosa
- Podem surgir lesões vesiculares secundárias à auto-inoculação
nas mãos, face e conjuntivas.
- A febre dura 4-5 dias e as lesões orais de 7-10 dias
- Excreção viral pode persistir por 7 dias em média
- Em adolescentes a primo-infecção pelo herpes pode
manifestar-se com faringite exsudativa aguda posterior
Após a infecção primária o vírus permanece latente no gânglio
trigeminal podendo ocasionalmente reativar como herpes labial.
O quadro de recorrência é leve, precedido por 1-2 dias de dor,
queimação e formigamento local. Surgem pequenas vesículas
agrupadas em cachos que evoluem para úlcera e crosta que
resolvem-se completamente em 8-10 dias. O sítio mais comum de
recorrência é a borda labial, mas pode haver lesões intra-orais ou
em outro local da face.
O Aciclovir, tanto sistêmico quanto tópico, é pouco efetivo nos
quadros de recorrência do HSV. Pode ser útil quando iniciado no
período prodrômico, antes do surgimento das lesões vesiculares.
Complicações:
- Desidratação devido à baixa ingesta oral
- Infecção bacteriana secundária
- Acometimento do SNC ou infecção disseminada (mais comum
em imunossuprimidos)
Diagnóstico é clínico
Tratamento é sintomático
- Manutenção da ingesta hídrica
- Antitérmicos e Analgésicos
22
- Anestésicos tópicos em spray, gel oral ou bochechos aliviam
temporariamente a dor permitindo a ingesta. Não devem ser
usados em crianças menores de 2-3 anos.
- Antivirais tópicos não são efetivos
- Aciclovir sistêmico está indicado apenas em crianças
imunodeprimidas
- O uso de antibióticos só está indicado no caso de infecção
secundária das lesões (Streptococcus sp, Actinomyces sp,
espiroquetas, fusobactérias e Prevotella). Neste caso iniciar
Amoxicilina ou Amoxicilina Clavulanato 50mg/kg/dia de 8/8h ou
Clindamicina 20-30mg/kg/dia de 8/8h por 7-10 dias.
- O uso de Nistatina tópica também não oferece benefício exceto
se houver superinfecção por Candida
b) HERPANGINA
- Agente etiológico: Vírus Coxsackie A e B ou Echovírus
- Pico de incidência: 3-10 anos
- Período de incubação: 4 dias
- Mais comum no verão e início do outono
Quadro Clínico
- Início súbito de febre alta, cefaleia, mal estar, vômitos e dor de
garganta.
- Lesões vesiculares e ulceradas, bastante dolorosas, localizadas
nos pilares amigdalianos anteriores, úvula, tonsilas e faringe
posterior.
- Estas lesões começam como vesículas de 1-2 mm que dentro de
2-3 dias atingem 3-4 mm. Estas vesículas se ulceram deixando
úlceras rasas esbranquiçadas circundadas com anel eritematoso
que não coalescem.
- O quadro dura em média 3-6 dias
- Pode haver recorrência
Diagnóstico é clínico
Complicações:
- Desidratação por dificuldade de ingesta
- Outras complicações são raras. Pode haver meningite asséptica,
paralisia flácida ou ataxia cerebelar aguda
Tratamento
- Sintomático com medidas analgésicas e manutenção do estado
de hidratação
- Nenhum antiviral é efetivo
c) SÍNDROME MÃO-PÉ-BOCA
- O principal agente é o Vírus Coxsackie A16, mas pode ser
causada por outros enterovírus.
- Acomete geralmente crianças < 5 anos
- Mais comum na primavera e inicio do verão
23
- Transmissão pelo contato direto com saliva, secreção nasal ou
fezes dos indivíduos infectados
- Período de incubação 3-6 dias
- Quando causada pelo enterovírus 71 pode complicar-se com
meningite asséptica, meningoencefalite ou síndrome do neurônio
motor inferior
Quadro Clínico:
Inicia-se com febre, tosse, dor de garganta, anorexia e mal
estar.
- Após 12-36 horas surgem lesões orais acometendo o palato,
mucosa jugal e língua. Estas lesões começam como pequenos
pontos avermelhados que tornam-se vesículas e logo se rompem
deixando úlceras dolorosas.
- Após 1-2 dias algumas crianças apresentam também pequenas
vesículas acinzentadas com bordas eritematosas, medindo de 3-
5 mm, nas palmas das mãos e plantas dos pés. Pode também
ocorrer lesões em nádegas, genitália, joelhos e cotovelos
- Resolução espontânea em 5-7 dias
Diagnóstico, Complicações e Tratamento: idem Herpangina
IMPORTANTE !!!
Cuidado com o uso abusivo de anestésicos tópicos em spray
ou gel. Há risco de absorção sistêmica e risco de aspiração
secundária a paralisia dos músculos da deglutição.
OS ANESTÉSICOS EM SPRAY ESTÃO CONTRAINDICADOS
PARA CRIANÇAS ABAIXO DE 3 ANOS.
24
Diagnóstico Diferencial das Estomatites
Doença/ Agente Lesões Localização Particularidades
Herpangina (Coxsackie A Vesículas com até de 3-4 Pilares amigdalianos Média de 5 lesões. Úlceras
e B, outros enterovírus) mm que rompem-se anteriores, úvula, que não coalescem
deixando ulceras rasas com tonsilas e faringe
Bastante dolorosas
halo eritematoso. posterior.
Síndrome mão –pé- boca Pequenos pontos Pálato, língua e mucosa Lesões em palma,
(Coxsackie A-16 e outros avermelhados que tornam- jugal. plantas, nádegas, joelhos
enterovírus) se vesículas e logo se e cotovelos
rompem deixando úlceras
rasas
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Pneumonia Comunitária na Infância
Idade Principais agentes
Recém nascido S. agalactiae
Bacilos gram negativos
S. aureus
1 - 3 meses Vírus respiratórios
Chlamydia trachomatis, Ureaplasma
urealyticum ou Mycoplasma hominis
S.pneumoniae
H.influenzae
S. aureus
3 meses -5 Vírus respiratórios – principalmente < 2 anos
anos S.pneumoniae
H.influenzae
S. aureus
> 5 anos S.pneumoniae
Mycoplasma pneumoniae
Chlamydophila pneumoniae
Características Diferenciais:
Bacteriana Viral
Febre > 38,5º C Lactentes/pré-escolares
Ausência de chiado Sibilância
Rx com infiltrado alveolar Febre < 38,5º C
ou consolidação lobar RX com infiltrado intersticial difuso
hiperinsuflação e atelectasia
Indicações de Internação
• Menores de 3 meses com etiologia bacteriana
• Presença de comorbidades
• Sat O2 ≤ 92% ou cianose
• Desconforto respiratório moderado a grave
ü FR >70 em lactentes e >50 em crianças maiores
• Toxemia
• Apnéia intermitente
• Recusa alimentar ou s
• inais de desidratação
• Incapacidade de aceitar medicação oral
• Limitação familiar para tratamento domiciliar
• Falha no tratamento ambulatorial
• Complicações: Derrame pleural, pneumatocele, abscesso
pulmonar
26
Tratamento Empírico da Pneumonia Comunitária
IMPORTANTE
Crianças com quadros leves aparentemente virais NÃO
devem receber antibiótico
Tratamento ambulatorial
Crianças em bom estado geral podem devem ser tratadas via
ambulatorial.
Obrigatório retorno para reavaliação em 48 horas ou antes se
piora
IDADE ATB inicial
Recém Nascidos Não indicado tratamento ambulatorial
- 2 meses
2 meses - 5 anos Amoxicilina VO ou Penicilina Procaína IM
Lactentes de 1-3 meses com suspeita de
pneumonia afebril por Chlamydia*: macrolídeo
> 5 anos Amoxicilina VO ou Penicilina Procaína IM
Suspeita de Pneumonia Atípica**: Macrolídeos
ou Doxiciclina se > 8 anos
Tratamento Hospitalar
Idade Antibiótico
Recém Nascidos - Ampicilina ou Penicilina Cristalina
2 meses + Aminoglicosídeo
2 meses - 5 anos Penicilina Cristalina ou Ampicilina
Suspeita de S.aureus***: Oxacilina
> 5 anos Penicilina Cristalina
Suspeita de Pneumonia Atípica: Macrolídeos
ou Doxiciclina se > 8 anos
27
28
Tempo de tratamento:
• 3-5 dias após a resolução dos sintomas
ü Em geral 7-10 dias
• 21 dias na pneumonia estafilocócica
29
Evolução da Infecção por Mycoplasma
Teste da Crioaglutinina:
Colocar 1 ml de sangue no tubo de tampa roxa e deixar em 1
recipiente com gelo por poucos minutos
Um resultado positivo equivale a um título de 1:64 mas é pouco
específico
30
Avaliação do Raio- X de Tórax
Pulmão Direito
31
Análise do líquido pleural
Exsudato X Transudato
Transudato Exsudato
Proteína g/L < 3,0 g% > 3,0 g%
Proteína liq/plasma <0,5 >0,5
LDH <200 >200
LDH liq/plasma <0,6 >0,6
pH 7,4-7,5 <7,3
Indicações de Drenagem:
- Todos os derrames purulentos
- Derrames citrinos de grande volume que necessitem de repetidas
punções
- Derrames citrinos cuja cultura foi positiva.
- Derrames citrinos que preencham 3 ou + dos seguintes critérios:
- pH < 7,2
33
- Celularidade > 10.000 células/mm³
- Glicose ≤ 40 mg/dL
- Proteína > 3,5 g/dL
§ Ou proteína do líquido pleural/sérica > 0,5
- LDH > 1.000 U.I./L
§ Ou LDH do líquido pleural/sérica > 0,6
34
Coqueluche
35
persiste por mais 2 a 3 semanas porém, em alguns casos, pode se
prolongar por até 3 meses nos lactentes menores de 6 meses.
Infecções respiratórias de outra natureza, que se instalam durante
a fase de convalescença, podem provocar o reaparecimento dos
paroxismos de tosse.
ATENÇÃO
Indivíduos vacinados há mais de 5 anos podem apresentar
formas atípicas da doença, com tosse persistente, porém sem o
guincho característico.
Nos lactentes menores de 6 meses a doença pode cursar com
apneia, cianose e ausência de guincho.
Complicações:
Pneumonia bacteriana secundária, pneumotórax, atelectasias,
convulsões, encefalopatia, hemorragia conjuntival, surgimento de
hérnias, prolapso retal e desnutrição.
Definição de Caso Suspeito:
Em decorrência do aumento do número de casos da doença, esta
definição foi atualizada na Nota Informativa nº 08, de 2014
DEVIT/SVS/MS. Anteriormente era considerado o período de tosse
há 14 dias ou mais em todas as idades.
36
A. Menor de seis meses de idade: Toda criança, independente do
estado vacinal, que apresente tosse de qualquer tipo há 10 dias
ou mais, associada a um ou mais dos seguintes sinais e
sintomas:
- Tosse paroxística – tosse súbita incontrolável, com tossidas
rápidas e curtas (5 a 10), em uma única expiração.
- Guincho inspiratório
- Vômitos pós-tosse
- Cianose
- Apneia
- Engasgos
B. Idade ≥ 6 meses: Todo indivíduo, independente da idade e
situação vacinal, que apresente tosse de qualquer tipo há 14
dias ou mais, associada a um ou mais dos seguintes sinais e
sintomas:
- Tosse paroxística
- Guincho inspiratório
- Vômitos pós-tosse
- Cianose
- Apneia
- Engasgos
C. Todo indivíduo com tosse por qualquer período e história de
contato íntimo com um caso confirmado de coqueluche
Alterações Laboratoriais:
Ao final da fase catarral o número total de leucócitos é maior
do que 20 mil, podendo elevar-se para 30-40 mil/mm3 no período
paroxístico, com linfocitose de 60% a 80%.
Os lactentes jovens e aqueles pacientes parcialmente
imunizados podem não apresentar uma linfocitose significativa.
O Raio X de tórax apresenta a característica a imagem de
“coração borrado” ou “franjado”, onde as bordas da imagem
cardíaca não são nítidas, devido aos infiltrados pulmonares.
Confirmação Diagnóstica:
Coleta de secreção de nasofaringe para cultura e PCR para
B.pertussis. Colher de preferência no início dos sintomas e antes da
antibioticoterapia (no máximo 3 dias após o início)
Requer um swab de algodão alginato ou Dracon e um tubo
com meio de transporte com antibiótico - Regan-Lowe (RL). Enviar
ao Instituto Adolfo Lutz
ATENÇÃO!!!
O tratamento antimicrobiano em geral não modifica o curso
da doença, quando iniciado após a fase catarral, mas é essencial
para erradicar a B. pertussis.
37
Tratamento: Recomendações Nota Informativa nº 08, de 2014
DEVIT/SVS/MS
1a Escolha Azitromicina
Idade Posologia
<6 10mg/kg 1x/dia por 5 dias
meses
≥6 10mg/kg (máximo 500mg) no primeiro dia e após 5 mg/kg
meses (máximo 250mg) 1x/dia por mais 4 dias
Adultos 500mg no primeiro dia e após 250mg 1x/dia por mais 4 dias
2a Escolha Claritromicina
Idade Posologia
< 1mês Não recomendado
1-24 meses ≤ 8kg 7,5mg/kg/dose de 12/12 h por 7 dias
> 8kg 62,5 mg/dose de 12/12 h por 7 dias
3-6 anos 125 mg/dose de 12/12 h por 7 dias
7-9 anos 187,5 mg/dose de 12/12 h por 7 dias
≥ 10 anos 250 mg/dose de 12/12 h por 7 dias
Adultos 500 mg/dose de 12/12 h por 7 dias
Eritromicina
Idade Posologia
< 1mês Não recomendado
1-24 meses 125 mg/dose de 6/6h por 7-14 dias
2-8 anos 250 mg/dose de 6/6h por 7-14 dias
> 8 anos 250-500 mg/dose de 6/6h por 7-14 dias
Adultos 500 mg/dose de 6/6h por 7-14 dias
38
Indicações de internação:
− Desconforto respiratório e/ou taquipnéia
− Pneumonia bacteriana secundária
− Incapacidade de alimentação
− Cianose ou apneia
− Convulsões
Critérios de alta:
− A criança é capaz de tolerar os acessos de tosse sem ficar
com hipóxia ou bradicárdica
− Capacidade de se alimentar
− Cuidadores confiáveis e seguros
− Garantia de seguimento clínico
Tratamento Adjuvante
− Suporte clínico e monitoramento (FC, FR, Sat O2)
− Prevenção e tratamento das complicações
− Podem ser necessárias hidratação EV ou alimentação por SNE
(lembrar que a sonda pode estimular o reflexo de tosse em
algumas crianças)
− Nenhuma medicação é comprovadamente eficaz no controle
da tosse. O uso de aerossóis pode precipitar e piorar os
acessos de tosse.
− Sinais de Alarme:
− Taquipnéia com FR acima de 60 irpm
− Frequência Cardíaca abaixo de 50 bpm
− Hipóxia persistente após paroxismos
− Contagem de leucócitos acima de 50.000 células/mm3
Quimioprofilaxia dos Contactantes:
− Tem objetivo de evitar o surgimento de casos secundários da
doença.
− São usadas as mesmas medicações e doses
recomendadas para tratamento
− Deve ser indicada em situações muito especiais
− Para decidir sobre sua indicação devemos considerar:
− Contagiosidade do paciente índice
− Intensidade da exposição
− Potenciais consequências da coqueluche no contactante
− Possibilidade de exposição secundária a indivíduos de
alto risco
− Os comunicantes íntimos, menores de 7 anos
inadequadamente vacinados deverão receber assim que
possível uma dose de vacina contra a coqueluche e orientação
para completar o esquema de vacinal
A quimioprofilaxia está indicada para os seguintes comunicantes*:
− Crianças menores de 1 ano que tenham tido contato íntimo
com um caso de coqueluche independente da situação vacinal
− Crianças com idade entre 1-7 anos não vacinadas ou com
39
esquema vacinal incompleto (menos de 4 doses) que tenham
tido contato íntimo com um caso de coqueluche
− Comunicantes adultos que trabalhem em profissões que
envolvam o contato direto e frequente com menores de 1 ano
ou imunodeprimidos (estes devem ser afastados de suas
atividades, por 5 dias após o início do uso do antimicrobiano),
− Comunicantes adultos que residam com crianças < 1 ano de
idade
− Comunicantes que são imunodeprimidos
*Definição de Comunicante:
Qualquer pessoa que tenha tido contato íntimo** com um
caso de coqueluche, entre o início da fase catarral até 3 semanas
após o início da fase paroxística da doença (período de
transmissibilidade).
** Definição de Contato Íntimo:
− Moradores do mesmo domicílio
− Crianças que frequentem a mesma sala na creche
− Compartilhar o mesmo ambiente fechado com um paciente
sintomático por período ≥ 1 hora
− Contato direto com secreções respiratórias ou orais (tosse,
espirro, compartilhar alimentos ou talheres, respiração boca a
boca...) de um paciente sintomático
IMPORTANTE!!!
A quimioprofilaxia apresenta maior eficácia quando instituída
dentro de 21 dias do início da fase paroxística no caso índice.
Caso a exposição tenha ocorrido após 21 dias ou mais do
início da tosse no caso índice, a quimioprofilaxia deve ser
considerada para aqueles indivíduos com contatos de alto
risco***
40
Meningites Bacterianas
41
Tratamento por agente isolado em crianças com Meningite Bacteriana
Agente Isolado Antibiótico de Escolha Alternativa Tempo de
tratamento
N. meningitidis Penicilina Cristalina Ampicilina 5-7 dias
H. influenzae B Ceftriaxona Ampicilina quando 7-10 dias
sensível Cloranfenicol
S. pneumoniae Sensível a Penicilina (MIC ≤ Penicilina Cristalina ou Ampicilina 10-14 dias
0,06)
S. pneumoniae Resistente à Penicilina (MIC Ceftriaxona 10-14 dias
≥ 0,12) e Sensível a Cefalosporina (MIC ≤
0,5)
S. pneumoniae Resistente a Penicilina e a Ceftriaxona + Vancomicina 10-14 dias
Cefalosporina (MIC > 0,5) Acrescentar rifampicina?
S. aureus Oxa S Oxacilina 14-21 dias
S. aureus Oxa R Vancomicina 14-21 dias
L. monocytogenes Ampicilina + SMX/TMP ≥ 21 dias
Gentamicina (primeiros 3
dias)
S. agalactiae Penicilina Cristalina + Ampicilina + Genta 14-21 dias
Genta (primeiros 3 dias) (primeiros 3 dias)
Enterococo Ampicilina + AG Vancomicina + AG
Enterobactérias (E. coli, Klebsiella...) Cefotaxima ou Cefepime ou ≥ 21 dias
Ceftriaxona ± AG Meropenem ± AG
P. aeruginosa Ceftazidima + AG Meropenem± AG ≥ 21 dias
Cefepime± AG
AG: Aminoglicosídeo
42
Valores do LCR em Diferentes Patologias Infecciosas ou Não Infecciosas do SNC
Normal Meningite Meningite Viral Encefalite Meningite Meningite Neurocisticercose Meningite Abscesso ADEM
Bacteriana Tuberculose Fúngica bacteriana cerebral6
parcialmente
tratada
Aspecto e Límpido e Opalescente, Límpido e Límpido e Límpido ou Geralmente Límpido e incolor Límpido ou Geralmente Límpido e
cor incolor turvo ou incolor incolor opalescente Límpido e ou ligeiramente opalescente claro incolor
purulento incolor turvo
Celularidade 0-6 céls em geralmente <250-500 céls 0-500 céls 100-500 10-1000 céls 1-100 Geralmente 5-500 0-50
cças 1 >1000 céls2 4
aumentada
0-5 céls no
adulto
Diferencial Predomínio Predomínio Predomínio de Predomínio de Predomínio Predomínio de Predomínio de com predomínio de Predomínio
de neutrófilos linfócitos5 linfócitos de linfócitos linfócitos ou linfócitos predomínio de PMN de
linfócitos >80%3 eosinófilos 2-7% eosinófilos PMN linfócitos
Glicose 45-100 <40 Normal >407 <40 normal ou >40 Normal ou Normal ou Normal
mg/dl baixa diminuída discretamente
diminuída
Relação >0,6 <0,6 >0,6 >0,6 <0,6 >0,6 >0,6 >0,6
glicose
LCR/soro
Proteínas 15-40 100-500 50-100 (normal Discretamente 100-500 50-200 50-200 Elevada Levemente 15-75
mg/dl ou ligeiramente aumentada geralmente Discretamente Discretamente aumentada
aumentada) >250 aumentada aumentada
43
Valores normais de LCR:
Adulto Criança RN a termo RN pré-
termo
Celularidade <5 até 6 8 (0 a 32) 5 (0-44)
(leucócitos/ até 60% de até 60%
microlitro) PMN de PMN
Proteína mg/dL 15-40 mg/dL até 45mg/dL 90 (20 a 115 (65 a
170) 200)
Glicose mg/dL 50-80 mg/dL 50-80 mg/dL 52 (34-119) 50 (24-
63)
Relação glicose ≥0,6 ≥0,6 0,7-0,8 0,55-1,05
LCR/soro
Lactato < 3,5 mmol/L (3,8mg/dL)
Cloretos 680-750 mEq/L
Pressão de 5-20 cmH2O em decúbito lateral
abertura geralmente<15
Dissociação Proteinocitológica
Aumento de proteínas com celularidade normal ou levemente aumentada:
- Processos expansivos intracranianos (ex. tumores, hematomas,
abscessos cerebrais)
- Síndrome de Guillain- Barré
Dissociação Citoproteíca
Aumento da celularidade com proteína normal ou levemente aumentada:
- Encefalites e mielites
44
45
Quimioprofilaxia dos Contactantes de Meningites Bacterianas
Deve ser iniciada PREFERENCIALMENTE NAS PRIMEIRAS 24
HORAS APÓS O DIAGNÓSTICO DO CASO-ÍNDICE; porém, a
Vigilância Epidemiológica recomenda a administração da mesma
dentro de até 30 dias após o contato
A quimioprofilaxia não garante proteção absoluta, mas ajuda a
prevenir os casos secundários
Doença Meningocócica
Indicada para as pessoas que tiveram contato com o caso-índice
nas seguintes situações:
a) Contactantes Domiciliares*
b) Indivíduos que compartilham o mesmo dormitório em quartéis
ou orfanatos
c) Contactantes de Creche ou Pré-escola que frequentem a mesma
sala e período
d) Pessoas que tenham tido relação íntima com o paciente, com
possível exposição a secreções orais (ex: beijos).
e) Profissional de saúde SOMENTE nos casos em que houve
respiração boca a boca, intubação ou aspiração de vias aéreas
sem o uso de máscara.
f) Pacientes tratados com Penicilina também devem receber a
quimioprofilaxia antes da alta hospitalar
Observação: A indicação da quimioprofilaxia na Doença
meningocócica INDEPENDE DO ESTADO VACINAL do contactantes.
Rifampicina:
− Crianças de 1 mês- 10 anos: 10mg/kg/dose de 12/12h por 2
dias (máximo 600mg por dose)
− Recém-nascidos: 5 mg/kg/dose de 12/12h por 2 dias
− Adultos: 600mg/dose de 12/12h por 2 dias
45
e) Pacientes tratados com Ampicilina, Penicilina ou Cloranfenicol
caso sejam menores de 2 anos de idade ou tenham em casa
uma outra criança menor de 5 anos também devem receber
quimioprofilaxia antes da alta hospitalar
Rifampicina:
− Crianças de 1 mês – 10 anos: 20mg/kg/dose 1x/dia por 4 dias
(máximo 600mg por dose)
− Recém-nascidos: 10 mg/kg/dose 1x/dia por 4 dias
− Adultos: 600mg/dose 1x/dia por 4 dias
Observação:
Se o tratamento foi realizado com Ceftriaxone nas doses
indicadas, a quimioprofilaxia do caso índice não é necessária.
É importante o seguimento destes contatos por um período
médio de 10 dias, orientando sobre os sinais e sintomas da doença
e recomendando procurar o serviço de saúde frente a um quadro
clínico suspeito de meningite.
Atenção!!!
Lembrar que a Quimioprofilaxia está indicada inclusive para o
caso índice quando o tratamento foi realizado com Penicilina ou
Ampicilina e/ou Cloranfenicol, pois estas drogas não erradicam a
bactéria da nasofaringe.
46
Abscesso Cerebral
Vias de Infecção:
- Disseminação direta por contiguidade: 20-60% dos casos.
- Via Hematogênica
- Após trauma ou procedimento neurocirúrgico
- Indefinida em 20-30%
Aspecto das lesões Fatores
predisponentes
Por Geralmente é um abscesso Otite média e mastoidite
contiguidade único cuja localização é subaguda ou crônica
determinada pelo possível Sinusite frontal ou
foco da infecção (vide etmoidal
abaixo) Infecção dentária
Hematogênica Geralmente são lesões Endocardite bacteriana
múltiplas localizadas Cardiopatias congênitas
na junção da substância cianosantes
branca com a cinzenta onde Shunts intrapulmonares
micro infartos quebram a D→E
barreira hemato-encefálica. Infecções pulmonares
Ocorrem principalmente no crônicas (ex: abscessos)
território da artéria cerebral em pacientes com
média. bronquiectasia ou
fibrose cística
Infecções de pele
Infecções pélvicas e
intra-abdominais
Dilatação esofágica ou
esclerose de varizes
Fatores de Risco:
- Otite média e mastoidite subaguda ou crônica
- Sinusite
- Infecções dentárias
- Endocardite Bacteriana
- Cardiopatia Congênita Cianosante
- Trauma craniano
- Procedimentos neurocirúrgicos
- Imunodepressão
- Pneumopatias crônicas
- Meningites bacterianas por bacilos Gram negativos em recém nascidos
47
Etiologia:
Situação Principais agentes
Predisponente
Otite média e mastoidite Estreptococos, Cocos Gram positivos
subaguda ou crônica anaeróbios, Enterobactérias, Pseudomonas
e Bacteroides
Sinusite ou Infecção Estreptococos do grupo Viridans, Cocos
dentária Gram positivos anaeróbios, S. aureus,
Haemophilus sp, Bacteroides e
Fusobacterium
Endocardite Estreptococos do grupo Viridans e S.
aureus
Cardiopatia congênita Estreptococos do grupo Viridans, S. aureus
cianosante e Haemophilus sp.
Infecções pulmonares Estreptococos aeróbios, Cocos Gram
crônicas positivos anaeróbios, Fusobacterium e
Actinomyces
Após procedimento S. aureus, S. epidermidis, Pseudomonas e
neurocirúrgico Enterobactérias
Após trauma penetrante S. aureus, Enterobactérias, Estreptococos
Recém nascidos Mais comuns: Estreptococos do Grupo B e
E.coli
Outros: Citrobacter, Enterobacter, Proteus
e Serratia
Imunossuprimidos Aspergillus, Candida, Mucormicose, Listeria,
Nocardia asteroides
Quadro Clínico:
- A tríade clássica de febre + cefaleia + sinais neurológicos focais pode
estar ausente em até metade dos casos
Localização Sinais focais
Lobo frontal Cefaleia, alterações de comportamento, distúrbios motores
da fala, perda de memória, rebaixamento do nível de
consciência e hemiparesia
Lobo Dispraxia e afasia (se hemisfério dominante), paralisia
temporal ipsilateral do 3o par craniano, cefaleia ipsilateral,
hemianopsia homônima superior, disfunção motora da
face e membro superior
Cerebelo Vertigem, vômitos, ataxia e tremores ipsilaterais, paralisia
do 6o par craniano e nistagmo em direção ao lado da lesão
Lobo Alterações do campo visual no quadrante inferior,
parietal hemianopsia homônima, disfasia (se hemisfério
dominante), dispraxia e desorientação espacial (se
hemisfério não dominante)
Diagnóstico:
O LCR fornece poucas informações: pode ser normal ou apresentar
elevação da proteína com discreto aumento da celularidade e a cultura em
geral é negativa. É formalmente contra indicado na presença de
papiledema ou sinais neurológicos focais pelo elevado risco de
herniação
48
Exames de Imagem:
Alterações vistas no CT
− A cerebrite inicial aparece como uma área mal definida de
hipodensidade (edema) que não se reforça após o contraste. O CT
pode também ser normal nesta fase precoce
− Com a evolução, a lesão apresenta um reforço espesso e irregular após
o contraste indicando quebra da BHE e formação de uma capsula
inflamatória. Nesta fase, a imagem pré contraste mostra uma área mal
delimitada com densidade maior do que a região edemaciada ao redor.
− Quando a lesão se torna encapsulada, aparece um anel de reforço
estreito e bem definido após o contraste que é menos espesso na sua
superfície medial.
− Lesões em pacientes imunossuprimidos costumam apresentar menos
edema e reforço
Alterações vistas na RM
− Pré contraste: Imagem levemente hipointensa em T1 e hiperintensa
em T2
− Após a injeção do contraste a lesão em T1 tem o centro hipointenso
circundado por um halo irregular hiperintenso. Já em T2, o abscesso
maduro mostra uma área central hiperintensa circundada por um anel
hipointenso e edema.
− Abscessos são hiperintensos em DWI
Tratamento:
Antibioticoterapia Empírica
Fonte da infecção Antibiótico de escolha
Sinusite Ceftriaxone + Metronidazol
Otite média e mastoidite Penicilina + Ceftazidima+ Metronidazol
subaguda ou crônica
Infecção dentária Penicilina G + Metronidazol
Endocardite ou Infecções Oxacilina (ou Vancomicina) com ou sem
pulmonares Ceftriaxone + Metronidazol
Pós neurocirurgia Vancomicina + Ceftazidima ou
Cefepime.
Pós trauma penetrante Oxacilina (ou Vancomicina) +
Ceftriaxone (ou Cefotaxima)
Dexametasona:
Quando houver edema com efeito de massa significativo.
Dose: 0,6mg/kg/dia em crianças de 6/6h (máximo 10mg de ataque e 4
mg após) de 6/6h. Suspender assim que possível
49
Encefalites Virais
Definição: processo inflamatório do parênquima cerebral com
evidência clínica de disfunção neurológica
Alguns agentes produzem inflamação associada das meninges
(meningoencefalite) ou medula espinhal (encefalomielite). Pode
também haver acometimento isolado do cerebelo (cerebelite) ou
do tronco cerebral (rombencefalite).
Agentes Etiológicos:
Em indivíduos imunocompetentes os principais agentes são:
Herpes Vírus 1 e 2
Enterovírus
Caxumba
Sarampo
Varicela Zoster
Arbovírus- vírus transmitidos por artrópodes
Influenza
Outros: adenovírus, VSR, rubéola, rotavírus, raiva...
Em 32-75% dos casos nenhuma etiologia é encontrada.
Nos imunodeprimidos: além dos agentes acima também EBV,
CMV, Herpes Vírus 6 e 7
Vias de Infecção:
Os vírus podem alcançar o parênquima cerebral por via
hematogênica (ex: enterovírus, arbovírus, caxumba) ou por
migração a partir das raízes nervosas (ex: herpesvirus)
Quadro Clínico:
Febre + Cefaleia + Alteração do nível de consciência
Nos recém nascidos e lactentes jovens manifesta-se com
febre, convulsões, recusa alimentar, irritabilidade e letargia
Nas crianças maiores e adolescentes a encefalite apresenta-se
com febre alta, torpor, convulsões, sinais neurológicos focais,
distúrbios do movimento, coma, sintomas psiquiátricos ou
labilidade emocional.
Rombencefalite: neuropatia de pares cranianos baixos,
mioclonias e disfunção autonômica. Agentes: enterovírus
(principalmente o 71), tuberculose, listeria e brucelose
Avaliação Clínica:
Na anamnese pesquisar:
• Sintomas associados (respiratórios, gastrointestinais,
exantemas, vesículas...)
• Presença de Imunodeficiência
• Viagens recentes (região Amazônica- arbovírus)
• Contato com pessoa doentes
• Contatos com insetos ou carrapatos
• Exposição a toxinas, medicações etc
• Vacinas recebidas
• Infecções recentes
50
No exame físico avaliar:
• Sinais vitais
• Exame neurológico completo com escala de Glasgow,
descartar presença de hipertensão intracraniana.
• Pesquisar presença de exantemas ou vesículas
Exames Diagnósticos:
EEG:
Pode mostrar alterações precocemente, porém os achados
são inespecíficos exceto na encefalite pelo vírus herpes.
É importante para avaliar a presença de status não convulsivo
em pacientes confusos ou comatosos.
A intensidade das alterações EEG não têm correlação com a
gravidade da doença aguda, mas a melhora do EEG indica
bom prognóstico
Exames de Imagem:
O CT de Crânio é pouco sensível e específico, mas é útil para
descartar diagnósticos alternativos ou avaliar a presença de
HIC antes da punção liquórica. Fazer de preferencia com
contraste.
A RM mostra as alterações mais precocemente e é o exame
de escolha.
Os achados variam de acordo com o agente etiológico.
Enterovírus 71: imagens hiperintensas em T2 e FLAIR
localizadas no mesencéfalo, ponte e bulbo que podem evoluir
com desmielinização e necrose.
Encefalites por Flavivírus: imagens de intensidade mista ou
hipodensas em T1 no tálamo, gânglios da base e mesencéfalo
e hiperintensas em T2 e FLAIR.
LCR:
É essencial em todos os pacientes com suspeita de encefalite,
exceto se formalmente contraindicado.
Alterações Observadas:
Pleocitose moderada (5-1.000 céls) com predomínio
linfomonocitário (inicialmente pode ser de PMN)
Proteína discretamente elevada (no máximo 100 mg/dL)
Glicose normal
Na encefalite herpética pode haver a presença de hemácias
em 75-85% dos casos (encefalite hemorrágica)
O LCR pode ser normal em 10% dos pacientes
51
-Pacientes com leve confusão sem sinais localizatórios podem
realizar LCR sem exame de imagem.
PCR:
Quais vírus pesquisar no LCR?
Imunocompetentes: HSV 1 e 2, VZV e enterovírus
52
Suspender caso seja definido um diagnóstico alternativo ou o
PCR para HSV for negativo.
A suspensão do Aciclovir quando o PCR é negativo é segura pois
o exame tem elevada sensibilidade, exceto se os demais achados
(imagem, EEG...) forem sugestivos de encefalite por HSV e o
LCR foi colhido com menos de 72 horas do início dos sintomas.
Neste caso o Aciclovir não deve ser suspenso e o LCR repetido
em 3-7 dias e, caso este resultado seja negativo, o tratamento
pode ser suspenso.
Tratamento com agente identificado:
Herpes simples: 14 – 21 dias (em geral 14 dias para
imunocompetentes e 21 dias para imunocomprometidos)
Em pacientes cuja resposta clínica foi inadequada, um
novo PCR deverá ser feito no final do tratamento e caso o
resultado seja positivo, o tratamento deverá ser
continuado.
Varicela Zoster: Aciclovir 10-15mg/kg/dose EV de 8/8h por 10-
14 dias
CMV: Ganciclovir 5mg/kg/dose EV 12/12h por 2-3 semanas
EBV: Aciclovir tem pouco ou nenhum benefício e não é
recomendado.
HHV-6: Ganciclovir
Outros vírus: SEM INDICAÇÃO DE TRATAMENTO ANTIVIRAL
Diagnóstico Diferencial
Infeccioso Não Infeccioso
• Meningites bacterianas • Encefalopatias *
• Tuberculose meníngea • Trauma
• Neurotoxoplasmose • Intoxicações
• Neurocriptococose • Hemorragia intracraniana
• Abscesso cerebral • Vasculites SNC
• Listeriose • AVC
• Brucelose • Tumores
• Doença de Lyme • Enxaqueca Confusional
• Riquetsioses (ex. DAG) Aguda
• Neurossífilis
• Encefalites pós infecciosas
(ADEM)
* Encefalopatia: disfunção neurológica não decorrente de processo
inflamatório ou estrutural do parênquima cerebral (ex: distúrbios
metabólicos, hipóxico isquêmica, intoxicações, hipertensão arterial). O
LCR e a RM são normais
Complicações:
Status epilético
Edema cerebral
SSIADH
53
2/3 dos casos apresentarão sequelas neuropsiquiátricas,
incluindo comprometimento da memória (69%), distúrbios de
personalidade e do comportamento (45%), disfasia (41%) e
epilepsia (25%).
Encefalite Herpética:
90% HSV 1 e 10% HSV 2, sendo este último mais comum em
imunodeprimidos e neonatos.
70% dos casos ocorrem por reativação do vírus latente.
Diferentemente dos adultos, a encefalite por HSV-1 nas
crianças ocorre durante a infecção primária.
Quadro Clínico:
Comprometimento do nível de consciência, muitas vezes com
sintomas relacionados ao acometimento do lobo temporal:
alterações de comportamento, alucinações, agressividade e
convulsões parciais.
Este quadro clássico é mais comum no adulto onde o vírus
alcança o SNC via nervo olfatório após reativação.
EEG:
O EEG dos pacientes com encefalite herpética mostra ondas
lentas nas regiões temporais com descargas epileptiformes
periódicas lateralizadas (ondas agudas de alta voltagem com
intervalos de 2 a 3 segundos).
Este achado é observado entre o 2o e o 14o dia do início da
doença, sobretudo entre o 5o e o 10o dia.
A Sensibilidade destes achados é de 84% porém a
especificidade de apenas 32,5%
Neuroimagem:
O CT de crânio pode ser normal na primeira semana da
doença ou apresentar discreta hipodensidade nas regiões
anterior e medial do lobo temporal, com edema e efeito de
massa. Pode ou não haver um leve reforço pós contraste. Ao
final da primeira semana estas áreas progridem para lesões
de aspecto hemorrágico.
A RM evidencia áreas de edema e hiposinal em T1 e hipersinal
em T2 e FLAIR na região frontotemporal, uni ou bilateral de
forma assimétrica.
Infecção do SNC pelo Vírus Varicela Zoster:
Pode ocorrer durante a infecção primária ou na reativação
Na Infecção primária:
Ataxia cerebelar aguda (cerebelite)
Meningoencefalite
Meningite Asséptica
Mielite transversa
Na Reativação viral:
Neurite
Mielite
Encefalite
54
Ataxia Cerebelar Aguda Pós varicela:
Ocorre em 1/4000 crianças na primo-infecção
Quadro Clínico: marcha com base alargada, nistagmo,
hipotonia e fala arrastada, leve rigidez de nuca.
Ocorre 1 a 3 semanas após o início das vesículas
LCR: normal ou com pleocitose linfocítica e aumento da
proteína em 25% das vezes
O EEG e os exames de imagem são normais
O quadro dura em média 2-4 semanas (raramente meses).
O prognóstico é excelente com recuperação completa em
quase todos os casos.
Tratamento: Aciclovir 500mg/m2/dose EV de 8/8h por 7 dias
Encefalite pelo VZV:
Afeta 0,1-0,2% dos pacientes com infecção pelo VZV
Incidência:
0,3/1000 casos de varicela
0,5-5% dos casos de H. Zoster
O VZV é encontrado na parede das artérias do SNC e não no
parênquima cerebral, sugerindo tratar-se na verdade de uma
vasculopatia que pode afetar grandes ou pequenos vasos.
55
Mielite por VZV
É uma complicação neurológica incomum do herpes zoster
que ocorre em menos de 1/1000 casos.
Os sintomas aparecem dias a semanas após o início do rash e
incluem: paraparesia, perdas sensórias e alterações
esfincterianas.
A RM mostra lesões hiperintensas em T2
Pode haver recuperação total, evolução para mielite
transversa ou mielite ascendente
56
Etiologia Epidemiologia Características Clínicas Diagnóstico Tratamento
Adenovírus Crianças e adultos Pneumonia associada Cultura ou PCR do LCR ou Suporte
imunodeprimidos secreções respiratórias
CMV Imunocomprometidos Outros sinais de doença pelo CMV (retinite, PCR CMV no LCR Ganciclovir
pneumonite...) preferencialmente
quantitativo
EBV Imunocomprometidos Convulsões, coma, alteração de personalidade, Sorologia sangue Suporte
ataxia cerebelar, paralisia de pares cranianos e PCR no LCR pode indicar Antivirais não
mielite transversa apenas infecção latente recomendados
HSV 1 e 2 5-10% de todas as encefalites. Febre, cefaleia hemicraniana, distúrbios do PCR no LCR Aciclovir
comportamento e linguagem, convulsões e
déficit de memoria
HHV-6 Imunocomprometidos Exantema recente PCR no LCR (pode ser falso Ganciclovir
(especialmente transplantados) Convulsões positivo)
Sorologia
VZV Maior incidência em adultos Primoinfecção: acometimento cerebelar PCR no LCR Aciclovir
Nos imunodeprimidos pode ocorrer autolimitado em crianças. Encefalite é rara IgM VZV no LCR
sem rash prévio Reativação: encefalite com déficits neurológicos
focais e convulsões
Influenza Causa incomum de encefalite. Sintomas respiratórios prévios ou Cultura viral, detecção de Oseltamivir
Acomete especialmente crianças concomitantes antígenos virais ou PCR
em secreção respiratória
Sarampo Não vacinados Rebaixamento de consciência, sinais Sorologia no sangue e LCR Ribavirina (sob
Encefalite com corpúsculos de neurológicos focais e convulsões Cultura viral ou PCR de investigação)
inclusão 1-6 meses nasofaringe e urina
Caxumba Não vacinados Parotidite prévia em 50% Sorologia Suporte
Cefaleia, vômito, convulsões, alteração de Cultura viral ou PCR na
consciência e surdez neurossensorial saliva
Rubéola Não vacinados Início 1-6 dias após o início do rash Sorologia Suporte
Mais comum em adultos Cefaleia, tontura, alterações de comportamento IgM no LCR
e convulsões
Enterovírus Crianças e adolescentes Meningite mais comum que encefalite PCR no LCR (menor Suporte
Pico incidência no final do verão e sensibilidade)
início do inverno Pesquisa viral nas fezes ou
orofaringe
57
Meningites Virais:
A principal etiologia são os Enterovírus que respondem por
mais de 90% dos casos de meningite viral em lactentes e
mais de 50% em todas as idades. Cerca de 5-10% dos casos
cursam com sintomas também de encefalite. Predominam os
do gênero Coxsackie B e Echovirus. Acometem principalmente
crianças e adultos jovens
Outros: caxumba, arbovírus, VZV
As meningites por HSV 1 e 2 respondem por apenas 0,5-3%
de todas as meningites linfomonocitárias. Ocorre
principalmente na primo-infecção pelo HSV-2, ocorrendo
esporadicamente nas reativação, e pode ser recorrente.
ADEM- Encefalomielite Difusa Aguda
Doença desmielinizante secundária à resposta imunomediada
contra antígenos previamente apresentados
Incidência 0,4-0,8/100.000.Acomete principalmente crianças
e adolescentes
1 - 4 semanas após quadro infeccioso ou vacina
Pós infecciosa : Mycoplasma, sarampo, caxumba, rubéola,
VZV, EBV, CMV, HSV, HAV, HHV-6, influenza e enterovírus
Pós imunização: febre amarela, sarampo, influenza, DPT,
hepatite B e raiva
Quadro Clínico: letargia, irritabilidade ou coma associado a
múltiplos déficits neurológicos: hemiplegia, ataxia, neurite
óptica, sinais extrapiramidais. Afebril no início dos sintomas
neurológicos
LCR: pleocitose linfocítica leve, proteína elevada e glicose
normal
RM: lesões multifocais ou confluentes na substância branca
subcortical e às vezes também na substância cinzenta
subcortical em T2 e FLAIR.
Tratamento: pulso de metilprednisolona, IGEV, plasmaférese
Referências:
1. Tunkel, AR et al. The Management of Encephalitis: Clinical
Practice Guidelines by the Infectious Diseases Society of
America. Clinical Infectious Diseases 2008; 47:303–27
2. Solomon, T. Hart, IJ. and Beeching, NJ. Viral encephalitis: a
clinician’s guide. Pract Neurol 2007; 7: 288–305
3. Cherry, JD.,Shields,WD and Bronstein,DE. Encephalitis and
Meningoencephalitis. In Feigin & Cherry’s textbook of pediatric
infectious diseases.6th ed. 2009. P. 504-518.
4. Beckham, JD and Tyler, KL. Encephalitis. In Mandell, Douglas,
and Bennett’s principles and practice of infectious diseases 7th
ed. 2010. P 1243-1263
58
Síndromes Clínicas Pediátricas - Tratamento Empírico Inicial
INFECÇÕES OSTEOARTICULARES
Idade Agentes Droga de Escolha Alternativa Tempo de
Tratamento
RN - 3 meses S.aureus Oxacilina + Gentamicina Risco de MRSA (ex: RN 3-4 semanas
S. agalacitiae OU Oxacilina + Cefotaxima internado em UTI
Bacilos Gram negativos neonatal) substituir a
N.gonorrheae Oxacilina por Vancomicina
3 meses - 3 anos S.aureus Oxacilina Clindamicina OU Cefalotina S.aureus:
S. pyogenes N. meningitidis: Penicilina (a Clindamicina não provê 3-4 semanas
Kingella kingae Cristalina cobertura para K.kingae) K.kingae e S.
N. meningitidis pyogenes:
ARTRITE AGUDA
59
Síndromes Clínicas Pediátricas - Tratamento Empírico Inicial
Idade Agentes Droga de Escolha Alternativa Tempo de
Tratamento
RN - 3 meses S.aureus Oxacilina + Risco de MRSA (ex: 4-6 semanas
S. agalacitiae Gentamicina OU RN internado em
Bacilos Gram negativos Oxacilina + UTI neonatal):
Cefotaxima Vancomicina
3 meses - 3 anos S.aureus Oxacilina Clindamicina (não
S. pyogenes provê cobertura
Kingella kingae para K.kingae) OU
Cefalotina
OSTEOMIELITE AGUDA
60
Síndromes Clínicas Pediátricas - Tratamento Empírico Inicial
61
Síndromes Clínicas Pediátricas - Tratamento Empírico Inicial
62
Síndromes Clínicas Pediátricas - Tratamento Empírico Inicial
63
Indicações de tratamento sistêmico nas Infecções de pele
Localizadas:
Falha do tratamento tópico
Infecções periorais, em pálpebras ou no couro cabeludo
Lesões múltiplas (mais de 5 ou 6 lesões)
Febre e/ou calafrios
Linfadenite regional dolorosa ou Linfangite
Celulite circunjacente
Imunossuprimidos
64
Tratamento:
Reposição volêmica associada ou não à aminas vasoativas
para manter o débito cardíaco.
Suporte clínico com manejo da falência de múltiplos órgãos
Antibioticoterapia com Oxacilina + Clindamicina. Na suspeita
de S.aureus Oxa-R substituir a Oxacilina por Vancomicina.
O uso de Imunoglobulina Endovenosa está indicado em:
Choque tóxico refratário à varias horas de terapia
agressiva
Presença de um foco infeccioso não drenável
Oligúria persistente associada a edema pulmonar.
A dose recomendada é 1-2g/kg em dose única ou
400mg/kg/dia por 5 dias
Tratamento:
Reposição volêmica associada ou não à aminas vasoativas para
manter o débito cardíaco.
65
Suporte clínico com manejo da falência de múltiplos órgãos
Drenagem e desbridamento do foco infeccioso. Esta medida é
essencial e deve ser realizada precocemente.
Antibioticoterapia com Penicilina Cristalina + Clindamicina.
Uso de Imunoglobulina Endovenosa conforme indicações acima
66
67
DOENCAS EXANTEMÁTICAS
67
Exantema Papulovesicular - presença de pápulas e lesões de
conteúdo líquido (vesículas). É comum a transformação sucessiva
de maculo-pápulas em vesículas, vesico-pústulas, pústulas e
crostas. Pode ser localizado ou generalizado.
Doenças e condições caracterizadas por erupção papulovesicular
Infecções por Varicela-zóster
Eczema herpético
Enteroviroses
Impetigo
Infecções Fúngicas Sistêmicas
Prurigo Estrófulo
Erupções por drogas (Farmacodermias)
Rubéola
Etiologia e modo de transmissão: Rubivírus (família Togaviridae),
transmitido pelo contato com secreções nasofaríngeas.
Grupo etário: Todos os não vacinados.
Quadro Clínico: Período de incubação de 14-21 dias. Em crianças
geralmente não há pródromos. Adultos podem apresentar sintomas
leves como febre baixa, cefaleia, mal-estar e linfonodos retro-
auriculares, cervicais posteriores e sub-occipitais aumentados e
dolorosos, cerca de 5 dias antes do aparecimento do exantema.
Exantema maculopapular róseo, difuso e discreto, distribuição
crânio caudal, com intensidade máxima no 2º dia, desaparecendo
até o 6º dia, sem descamação. Há pouco comprometimento do
estado geral.
Transmissibilidade: 7 dias antes até 7 dias após o aparecimento do
exantema.
Diagnóstico Laboratorial: Sorologia IgM reagente (Inibição de
Hemaglutinação ou ELISA) ou títulos crescentes de IgG em
amostras pareadas (fases aguda e convalescente).
Prevenção e tratamento: tratamento sintomático. Vacinação.
Eritema Infeccioso
Etiologia e modo de transmissão: Parvovírus humano B19 (família
Parvoviridae). Transmissão por contato com secreções respiratórias.
Grupo etário: Principalmente crianças pré-escolares e escolares
Quadro Clínico: Período de incubação variável (15-18 dias). Em
geral sem pródromos, mas podem ocorrer sintomas inespecíficos
como anorexia e artralgia. O exantema aparece na face poupando a
68
região perioral, é intenso, em forma de asa de borboleta ou
lembrando o aspecto de face esbofeteada. Após 1-2 dias o
exantema atinge os membros em geral poupando o tórax. Pode
reaparecer ou intensificar-se com irritantes cutâneos, alteração de
temperatura ou exposição ao sol durante semanas ou meses após a
infecção. Não descama.
Transmissibilidade: é máxima antes do aparecimento do exantema.
Diagnóstico Laboratorial: PCR viral. Sorologia (ELISA) com IgM
reagente em amostras de sangue de fase aguda ou incremento de
títulos de IgG em sorologias de amostras pareadas (fase aguda e
convalescente).
Prevenção e tratamento: Não há vacina nem tratamento específico.
Sarampo
Etiologia e modo de transmissão: Morbilivírus (família
Paramixoviridae). Transmissão ocorre via respiratória por aerossóis.
Grupo etário: Todos os não vacinados.
Quadro Clínico: Período de incubação de 8-12 dias. Pródromo
característico, com 3-5 dias de febre alta, tosse e conjuntivite. O
sinal de Koplik (manchas esbranquiçadas na mucosa oral), é
patognomônico e costuma preceder o exantema em 48 horas. O
exantema maculopapular morbiliforme aparece entre o 30 e 70 dia,
inicia-se na região retroauricular, na linha de implantação do couro
cabeludo e segue o sentido craniocaudal sem acometer palmas e
plantas. Intensidade máxima depois de 3 dias, dura de 4-7 dias e
desaparece com descamação leve (furfurácea).
Transmissibilidade: de 7 dias antes a 5 dias após o aparecimento do
exantema.
Diagnóstico Laboratorial: Sorologia com IgM reagente ou
incremento de títulos de IgG em sorologias pareadas (fase aguda e
convalescente).
Prevenção e tratamento: tratamento sintomático. Vacinação.
69
Escarlatina
Etiologia e modo de transmissão: Streptococcus pyogenes
(estreptococo beta hemolítico do Grupo A), produtor de toxina
eritrogênica. Transmissão ocorre através de contato com secreções
respiratórias.
Grupo etário: Principalmente crianças de 2-10 anos de idade.
Quadro Clínico: Período de incubação de 2-5 dias. Concomitante ou
após faringoamigdalite, apresenta-se com febre alta e mal-estar,
exantema eritematoso puntiforme (pele áspera como uma lixa). A
erupção começa pelas dobras cutâneas (pescoço, cotovelos, axilas,
regiões inguinais) estendendo-se pelo tronco e membros, durante 3
dias. Sinais característicos são palidez perioral (Sinal de Filatov),
linhas marcadas nas dobras de flexão (Sinal de Pastia). A língua
reveste-se de crosta esbranquiçada que descama no 3º ou 4º dia
exibindo uma cor vermelho vivo com papilas salientes (língua em
framboesa). Após uma semana inicia-se uma descamação
furfurácea que pode ser laminar em mãos e pés (em dedos de
luva).
Transmissibilidade: de 10-21 dias em pacientes não tratados. Não
há transmissão após 24h do tratamento.
Diagnóstico Laboratorial: Clínico. Pesquisa do estreptococo na
orofaringe por cultura ou teste rápido estreptocócico.
Prevenção e tratamento: Antibioticoterapia específica (Penicilina
benzatina dose única ou outras penicilinas por 10 dias). Não há
vacina.
Adenovírus
Etiologia e modo de transmissão: Gênero Adenovírus (mais de 51
sorotipos). Transmissão por contato com secreções respiratórias.
Incidência maior no final do inverno, primavera e início do verão.
Grupo etário: Principalmente pré-escolares, especialmente de 6
meses a 2 anos.
Quadro Clínico: Período de incubação de 2-14 dias. Sintomas
respiratórios, otite média e conjuntivite acompanhados de febre.
Exantema maculopapular pode ocorrer, geralmente confundido com
70
alergia à antibióticos.
Transmissibilidade: maior nos primeiros dias.
Diagnóstico Laboratorial: Isolamento viral à partir de amostras de
orofaringe colhidas nos primeiros 5 dias após o aparecimento do
exantema.
Prevenção e tratamento: Tratamento sintomático. Não há vacina.
Dengue
Etiologia e modo de transmissão: Flavivírus, com 4 sorotipos (1, 2,
3, 4) transmitidos pela picada do mosquito Aedes aegypti.
Grupo etário: acomete pessoas de qualquer idade principalmente no
Verão.
Quadro Clínico: Período de incubação de 4-5 dias (varia de 1-15
dias). Pródromo de 1-5 dias com febre, astenia, cefaleia com dor
retro-ocular e fotofobia, dores musculares e articulares intensas.
Exantema quando presente, é maculopapular, morbiliforme ou
escarlatiniforme. Surge no tronco no 3º ou 4º dia, espalha-se para
a face e membros, é fugaz (1-5 dias) e pode ser pruriginoso.
Diagnóstico Laboratorial: Acentuada leucopenia, com neutropenia.
IgM reagente na sorologia (ELISA) de sangue a partir do 6º dia
após início do exantema, ou pesquisa do NS1 nos primeiros 5 dias.
Prevenção e tratamento: tratamento de suporte. Não há vacina.
Curso da Dengue:
Sensibilidade do NS1:
2o dia: 90%
4o dia: 50%
71
Dose
AAS:
Dose
antiinflamatória:
80-‐100
mg/kg/dia
de
6/6h
(máximo
4g/dia)
até
ficar
afebril
por
48-‐72h
Dose
antiagregante:
3-‐5mg/kg/dia
73
Diagnóstico
Kawasaki
Atípico
Sugere outra doença que não Kawasaki:
− Conjuntivite Exsudativa
− Faringite exsudativa
− Lesões intraorais distintas
− Rash bolhoso ou vesicular
− Adenopatia generalizada
Critérios laboratoriais suplementares:
− Albumina ≤3.0g/dL
− Anemia
− Elevação da TGP
− Plaquetas após o 7o dia > 450.000/mm3
− GB ≥15.000/mm3
− Urina ≥10 leucócitos (campo de grande aumento)
74
75
Linfadenites Cervicais na Infância
76
Grupo de Área de Drenagem
Linfonodos
Pré auricular Couro cabeludo anterior e temporal, face média,
nariz, conjuntiva lateral, conduto auditivo externo
anterior e pavilhão auricular anterior
Pós Auricular Couro cabeludo temporal e parietal, parede
posterior do conduto auditivo externo, metade
superior do pavilhão auricular
Cabeça
77
Avaliação:
Historia Clínica:
- Duração do quadro (agudo X subagudo X crônico)
- Alterações no tamanho dos linfonodos
- Sintomas associados (febre, perda de peso, sudorese...)
- Contato com pessoas doentes ou animais e viagens
- Ingestão de leite não pasteurizado ou carne crua
- Presença de lesões orais ou dentárias, dor de garganta,
sintomas respiratórios ou lesões cutâneas
Exame físico:
- Avaliar as demais cadeias ganglionares, fígado e baço
- Avaliar número, tamanho, consistência dor e mobilidade dos
gânglios
- Examinar cavidade oral, dentes, orofaringe, ouvidos, olhos, pele
e couro cabeludo (ex: pediculose)
78
− Anaeróbios em crianças maiores com abscesso dentário ou
doença periodontal
− Em lactentes jovens (2-6 semanas de vida): estreptococo do
grupo B. Cursa com celulite facial ou submandibular e otite
media ipsilateral.
Adenite Bacteriana Aguda:
Idade: 1- 4 anos
50-60% submandibular e 25-30% cervical alto
Celulite associada é frequente
Lactentes: mais comum S. aureus
Crianças maiores: S. aureus ou S. pyogenes
Antecedente de IVAS
25-33% tornam-se flutuantes. A supuração é mais rápida e comum
(85%) quando é S. aureus
Manejo:
− Em caso de febre, dor ou celulite iniciar antibioticoterapia oral
com Cefalexina, Cefadroxil ou Clindamicina.
− Em caso de toxemia ou sinais de flutuação internar para ATB EV
com Cefalotina ou Oxacilina ou Clindamicina.
− O US pode ser útil para detectar a presença e extensão do
abscesso quando a flutuação não é evidente à palpação.
− Caso haja formação de abscesso é indicada a drenagem
− Em caso de doença periodontal Amoxicilina Clavulanato ou
Clindamicina oferecem boa cobertura contra os anaeróbios da
cavidade oral.
− Tempo de tratamento: mínimo de 10 dias ou 5-7 dias após a
melhora clínica
79
em 10-20% dos casos e hepatoesplenomegalia. Na
ceratoconjuntivite epidêmica a linfadenopatia é pré-auricular e
unilateral.
Rubéola: linfadenopatia ocorre 7 dias antes do exantema.
Mais comum envolvimento das cadeias pós-auricular, suboccipital e
cervical.
Tularemia: Francisella tularensis. Linfadenopatia cervical
aguda é a manifestação mais comum. Múltiplos gânglios cervicais
bilatérias. Nos casos não tratados a pele ao redor fica inflamada e
50% podem evoluir para supuração. Pode causar síndrome
oculoganglionar com edema de pálpebra, conjuntivite dolorosa e
linfadenopatia submandibular, pré-auricular e cervical.
Outros: HIV, Parvovírus B-19, HHV-6 e 8, Mycoplasma
pneumoniae e Difteria.
Manejo:
− Em geral conduta expectante, pois quase sempre trata-se de um
quadro autolimitado.
− Quando houver associação de prostração e febre fazer
hemograma completo, PCR e sorologias para EBV, CMV, HIV.
− Caso os gânglios persistam por mais de 6-8 semanas considerar
biópsia se avaliação laboratorial não esclareceu etiologia.
C. Linfadenites Subagudas
− Em geral indolores
− Causas mais comuns: Micobactérias, Doença da Arranhadura do
Gato e Toxoplasmose
− Menos comum: Actinomicose e Nocardia
Micobactérias não tuberculose:
- M. avium complex, M. scrofulaceum, M. kansasii dentre outras.
- Crianças de 1-4 anos
- Gânglio único, geralmente submandibular, em média 3 cm de
diâmetro.
- Aumento gradual em 2-3 semanas
- Com a progressão do quadro, a pele ao redor do gânglio adquire
coloração violácea, sem calor.
- 50% podem tornar-se flutuantes e 10% fistulizam
- Dor e sintomas constitucionais são mínimos
- Rx tórax normal e PPD geralmente <15 mm
- A biópsia excisional é o tratamento de escolha por ser
diagnostica e terapêutica
- Contra indicada aspiração e drenagem pelo risco de fistulização
crônica
- Caso a excisão não seja possível, fazer tratamento com
Azitromicina ou Claritromicina associado à Rifabutina ou
80
Etambutol ou Rifampicina por 4-6 meses com menor índice de
cura do que a excisão.
Drogas e Doses:
- Azitromicina: 5 mg/kg/dia VO 1x/dia (Max 250mg/dia) ou
- Claritromicina: 15 mg/kg/dia VO de 12/12h (Max 1g/dia)
Mais um dos seguintes:
- Etambutol: 15 mg/kg/dia 1x/dia (Max 1g/dia) ou
- Rifabutina: 5 mg/kg/dia 1x/dia (Max 300mg/dia) ou
- Rifampicina: 20 mg/kg/dia de 12/12h (Max 600mg/dia)
Tuberculose Ganglionar:
- Os mais envolvidos são os linfonodos tonsilares e
submandibulares em decorrência da extensão dos linfonodos
paratraqueais.
- A linfadenopatia é geralmente discreta e indolor. Geralmente são
firmes, uni ou bilaterais (pode predominar do lado direito).
- Ocorre alguns meses após a primo infecção
- Sintomas sistêmicos são comuns além da história de exposição a
Tb
- Pode haver Rx tórax alterado e PPD > 15 mm
- Tratamento: esquema RIP
81
- Em geral o tratamento antibiótico é desnecessário em pacientes
imunocompetentes sem sintomas sistêmicos associados
- A aspiração do gânglio reduz a dor
- Caso seja indicado tratamento as opções são: Rifampicina,
SMX/TMP, Azitromicina ou Gentamicina.
Toxoplasmose Aguda:
- A toxoplasmose adquirida é sintomática em apenas 10% dos
pacientes
- No hospedeiro imunocompetente quase sempre é assintomática
- Na forma linfonodal, há enfartamento ganglionar cervical,
indolor. A adenomegalia é em geral discreta (<3 cm), em
cadeias cervical posterior, occipital e supraclavicular.
- Outras vezes, é acompanhado de enfartamento ganglionar em
outras cadeias, febre, prostação, sinais inflamatórios em
orofaringe, rash maculopapular, aumento de fígado e baço e
presença de linfócitos atípicos (Síndrome Monolike)
- A forma linfonodal da Toxoplasmose Adquirida habitualmente
não tem indicação de tratamento no paciente imunocompetente,
a menos que haja comprometimento visceral concomitante ou o
quadro de linfadenite seja grave e persistente.
- Nesse caso, o tratamento deve ser realizado com SMX-TMP ou
Sulfadiazina + Pirimetamina + Ácido Folínico por 2 a 4 semanas.
É importante descartar comprometimento ocular (coriorretinite)
82
- Persistência dos gânglios além de 6-8 semanas sem diagnóstico
etiológico
Modo de início
Agente Agudo Subagudo/Crônico Supuração Celulite Adenopatia
generalizada
BACTÉRIAS
S. aureus ++++ - ++++ ++++ -
S. pyogenes ++++ - +++ ++++ +
Anaeróbios +++ - +++ ++ -
Bartonella - ++++ +++ + +
henselae
Francisella +++ ++ +++ +++ -
tularensis
Yersinia ++ ++ +++ + +
enterocolitica
Pasteurella +++ - + +++ -
multocida
Micobacterias + ++++ +++ + -
não
tuberculose
M. + ++++ +++ + +++
tuberculosis
Streptococo +++ - + +++ -
Grupo B
Mycoplasma + + - - -
pneumoniae
Nocardia ++ ++ ++ - -
brasiliensis
Actinomyces - ++ ++ - -
israelii
VÍRUS
Epstein-Barr +++ ++ - - ++++
CMV ++ ++ - - +++
Herpes ++++ - - ++ -
simplex
HIV - ++ - - +++
Adenovirus +++ - - - +
Rubéola +++ - - - +++
Influenza +++ - - -
HHV 6 ++ - - - -
Enterovirus ++ - - - +
Parvovirus +++ - - - +++
B19
PROTOZOÁRIOS
Toxoplasma ++ +++ - - +
gondii
++++ característico; +++, frequentemente associado; ++ ocasionalmente associado; +
raramente associado; - não associado.
83
Grupo de Linfonodos
Agente
Submaxilar
clavicular
Posterior
Profundo
auricular
auricular
Occipital
Superior
Anterior
Tonsilar
Cervical
Cervical
Cervical
Supra-
Pós-
Pré-
BACTÉRIA
Staphylococcus - - ++ ++ +++ ++ - ++ +
aureus + + +
Streptococcus - - ++ ++ +++ ++ - ++ +
pyogenes + + +
Anaeróbios - - - +++ ++ ++ - - -
+
Mycoplasma - - - ++ ++ ++ ++ - -
pneumoniae
Francisella ++ - - ++ + ++ ++ + -
tularensis
Mycobacterium - - - +++ +++ - - - ++
tuberculosis +
Mycobacterium ++ - - +++ +++ - - + -
não tuberculose
Bartonella +++ - - + +++ ++ ++ + +
henselae + +
Nocardia - - - +++ + - - - -
brasiliensis +
VÍRUS
Herpes simplex - - - +++ +++ + + + -
Rubéola - + ++ - - - - - -
+
HHV 6 - + ++ - - ++ ++ - -
+
Epstein-Barr - - ++ ++ ++ ++ ++ + -
Ceratoconjuntivit +++ - - - - - - - -
e +
Febre ± - - - - ++ ++ - -
faringoconjuntiv
al
Parvovirus B19 ++ - - + + + - + -
PROTOZOÁRIOS
Toxoplasma - - - - - ++ - -
gondii +
FUNGOS
Tinea capitis - + +++ - - - + - -
+
Histoplasma - - - - - ++ - + ++
capsulatum +
Coccidioides - - - - - - - - ++
immitis +
++++ característico; +++, frequentemente associado; ++ ocasionalmente
associado; + raramente associado; - não associado.
84
Tratamento da ITU Comunitária na Infância
Definições:
Infecção Urinária Baixa= Cistite:
- Infecção limitada à bexiga
- Febre baixa ou ausente sem queda do estado geral
- Cistite Não Complicada: crianças (quase sempre meninas)
maiores de 2 anos de idade sem anormalidades do trato
urinário.
- Cistite Complicada: associada a malformações do trato
urinário, distúrbios miccionais ou bexiga neurogênica.
Costuma ser recorrente.
Infecção Urinária Alta:
- Infecção atinge o parênquima renal
- Quadro clínico sugestivo de pielonefrite com febre alta, toxemia,
dor lombar e/ou abdominal
- Qualquer episódio de ITU em recém-nascidos e lactentes abaixo
de 2 anos de idade de qualquer sexo
ITU Alta Não Complicada: sem antecedente de
malformações do trato urinário
ITU Alta Complicada: associação com malformação do trato
urinário ou urolitíase
Diagnóstico
- Atualmente, o CRITÉRIO DIAGNÓSTICO para ITU em lactentes e
crianças incontinentes é: Presença de piúria E contagem ≥
50.000 UFC/ml de um patógeno único em amostra de urina
colhida de forma adequada, ou seja, por SV ou PSP
- Para Crianças maiores com urocultura de jato médio continua
valendo a contagem ≥ 100.000 UFC/ml de um único germe
associada à piúria e sintomatologia compatível com ITU
Tratamento Via Oral:
- Está indicado em todos os casos de Infecção Urinária Baixa.
- Pode ser empregado em casos de ITU alta em crianças e
lactentes maiores de 2 meses de idade desde que não estejam
toxemiados nem apresentando vômitos. Neste caso, oferecer a
primeira dose intra-hospitalar para testar a aceitação.
- Também pode ser usado sequencialmente ao antibiótico
endovenoso após o paciente apresentar melhora clínica e estar
afebril há pelo menos 24 horas.
Tratamento Via Parenteral:
- Está indicado nas seguintes situações:
Idade < 2 meses
Presença de toxemia e/ou urosepsis
Vômitos ou impossibilidade de aceitação oral
85
Tratamento da ITU Comunitária na Infância
Indicações de Internação:
- Idade < 2 meses
- Urosepsis ou bacteremia
- Imunocomprometidos
- Vômitos ou incapacidade de ingesta VO
- Intolerância á medicação por via oral
- Dificuldade de seguimento adequado
- Pais não confiáveis
- Falha no tratamento ambulatorial
Comentários:
- A E.coli, principal agente etiológico, costuma ser resistente à
Amoxicilina ou Ampicilina por produção de Betalactamases que
são inibidas pelo Ácido Clavulânico, daí a Amoxicilina Clavulanato
ser uma ótima escolha para o tratamento da ITU Alta não
complicada na infância.
- Crianças recebendo antibioticoprofilaxia têm maior possibilidade
de resistência aos antibióticos e infecção por outros germes que
não a E.coli. Considerar esta possibilidade na escolha do
antibiótico.
- A Bacteriúria Assintomática (colonização do trato urinário na
ausência de resposta inflamatória do hospedeiro) NUNCA DEVE
SER TRATADA, exceto no pré operatório de cirurgia urológica e
gestantes
Tempo de Tratamento:
- Lactentes, ITU febril em qualquer idade, presença de
malformações trato urinário: tratar por 10-14 dias
- ITU baixa e ausência de malformações: tratar por 5-7 dias
86
Tratamento da ITU Comunitária na Infância
Sempre ajustar o espectro após o resultado da urocultura, reduzindo-o sempre que possível
88
Tratamento da ITU Comunitária na Infância
Sempre ajustar o espectro após o resultado da urocultura, reduzindo-o sempre que possível
89
Tratamento da ITU Comunitária na Infância
Definição:
– Mulheres assintomáticas com duas UC > 105 UFC/ml
– Homens assintomáticos com uma UC > 105 UFC/ml
– Homens ou mulheres assintomáticos com UC colhida por sonda > 102 UFC/ml
Tratar apenas se:
– Pré operatório de cirurgia urológica onde seja previsto sangramento mucoso
– Gestantes
Não fazer screening nem tratar:
– Mulheres não grávidas
– Mulheres Diabéticas
– Idosos
– Pessoas com lesão medular
– Pacientes submetidos a Tx renal
– Pacientes que permanecem com SVD
90
Tratamento das Diarreias Infecciosas
91
Agente Indicação de Droga de Alternativa
Antibioticoterapia Escolha
Campylobacter Forma disentérica Azitromicina Doxiciclina para
spp Crianças em creche 10mg/kg/dose > 8 anos
Mais eficaz quando por 3 dias ou
iniciado nos 30mg/kg dose
primeiros 3 dias de única
sintomas
E.coli Não recomendado --- ---
Produtora de (risco de SHU)
Shiga toxina
(EHEC)
E.coli Recomendado para Azitromicina Ciprofloxacina
ETEC diarreia do viajante 10mg/kg/dose VO 20-30mg/kg/
por 3 dias dia de 12/12h
SMX-TMP:
8mg/kg/dia de
TMP de 12/12h
apenas se
sensibilidade
documentada
Vibrio cholerae Todos os casos Azitromicina Doxiciclina para
confirmados e 10mg/kg/dose > 8 anos
suspeitos que por 3 dias ou
viajaram para áreas 20mg/kg dose
de transmissão única
Clostridium Todos os casos Metronidazol Vancomicina VO
difficile moderados ou 30mg/kg/dia 40mg/kg de 6/6h
graves de 12/12h por APENAS SE
10 dias FALHA COM
METRONIDAZOL
Referência:
European Society for Paediatric Gastroenterology, Hepatology, and
Nutrition/ European Society for Paediatric Infectious Diseases
Evidence-based Guidelines for the Management of Acute
Gastroenteritis in Children in Europe: Update 2014
92
Tratamento das Parasitoses em Pediatria
Parasita Escolha Alternativa Repetição
Ancilostomíase Mebendazol: 100mg de 12/12h por 3 Albendazol: 400mg DU Após 15-21
dias dias
Ascaridíase Mebendazol: 100mg de 12/12h por 3 Levamisol: < 7 anos=80mg Após 30-60
dias > 7 anos=150mg DU dias
Albendazol: 400mg DU Pamoato de Pirantel 11mg/kg DU (Máx 1g)
Ivermectina DU (ver dose por peso abaixo)
Enterobíase ou Mebendazol 100mg DU Pamoato de Pirvínio 10mg/kg DU (Màx Após 2
Oxiuríase 600mg) semanas
Helmintos
Albendazol 400mg DU
Estrongiloidíase Ivermectina por 1-2 dias Tiabendazol 50m/kg/dia de 12/12 por 2 Após 15-21
(ver dose por peso abaixo) dias (Máx 3g/dia) dias
Na forma disseminada ou no Cambendazol 5mg/kg DU (Máx 360mg)
Imunossuprimido: 5-7 dias Albendazol 400mg/dia por 3 dias
Toxocaríase Albendazol 15mg/kg/dia de 12/12h Tiabendazol 50m/kg/dia de 12/12 por 5
por 3-5 dias (Máx 400mg de 12/12h) dias(Máx 3g/dia)
Forma ocular: tratar por 2 semanas e Mebendazol 200mg de 12/12h por 5 dias
acrescentar Prednisona
Tricocefalíase ou Mebendazol 100mg de 12/12h por 3 Albendazol 400mg/dia por 3 dias Após 2
Tricuríase dias semanas
Himenolepíase Praziquantel 25mg/kg DU Niclosamida: 2-8 anos=1g/dia por 5 dias Após 20-30
>8 anos= 2g/dia por 5 dias dias
Em jejum
Teníase Praziquantel 5-10 mg/kg DU (Máx Albendazol 400mg/dia por 3 dias
600mg) Mebendazol 200mg de 12/12h por 3 dias
Nematóides
93
Tratamento das Parasitoses em Pediatria
Parasita Escolha Alternativa Repetição
Giardíase Metronidazol 15mg/kg/dia de 8/8h Secnidazol 30mg/kg DU (Máx 2g) Após 15-21
por 5-7 dias (Máx 750mg/dia) Nitazoxanida 7,5mg/kg/dose de 12/12h dias
Protozoários
5 dias
Escabiose Ivermectina DU (ver dose por peso abaixo) Repetir após
Refratária ao 10-14 dias
tratamento
tópico
Observações:
DU= dose única
Albendazol só deve ser usado em maiores de 2 anos
Dose Ivermectina: 15-24 kg: ½ cp
25-35 kg: 1 cp
36-50 kg: 1 e ½ cp
51-65 kg: 2 cp
66-79 kg: 2 e ½ cp
>80 kg: 200mcg/kg
94
Tratamento das Parasitoses em Pediatria
Eficácia dos Antiparasitários
Infecção Mebendazol Albendazol Pamoato Levamisol Tiabendazol Praziquantel Ivermectina Nitoxanida
de
Pirantel
Ascaridíase > 85% > 85% > 85% > 85% 60 a 85% Não atua 100% 95%
Ancilostomíase > 85% > 85% 60 a 85% 60 a 85% 60 a 85% Não atua Não atua 96%
Estrongiloídiase < 50% < 50% Não atua < 50% > 85% Não atua 95% 94%
Tricuríase 60 a 85% 43 a 85% Não atua Não atua <50% Não atua Não atua 86%
Enterobiose > 85% > 85% > 85% Não atua > 85% Não atua Atua 95%
Teníase e Atua Atua Não atua Não atua Não atua Atua Não atua 85%
Himenolepíase
Giardíase Não atua 94% Não atua Não atua Não atua Não atua 94%
Amebíase Não atua Não atua Não atua Não atua Não atua Não atua 81%
95
Tratamento das Parasitoses em Pediatria
Apresentações:
Droga Apresentação
Albendazol 400 mg/10 ml
1cp=400 mg
Cambendazol 6mg/ml
1cp=180mg
Exelmin®: 30 ml=150 camben+ 400 mebenda; 1cp=75 camben+200 mebenda
Ivermectina 1cp=6mg
Levamisol 80mg/30 ml
1cp=80 ou 150 mg
Mebendazol 100mg/5 ml
1cp=100mg
Metronidazol 40mg/ml
1cp=250mg ou 400mg
Niclosamida 1cp=500mg
Nitazoxanida 20mg/1 ml
1cp=500mg
Oxamniquine 50mg/ml
1 cp = 250mg
Pamoato de 5 ml/250mg
Pirantel 1cp=250mg
Pamoato de 1 ml/10mg
Pirvínio 1cp=100mg
Praziquantel 1cp= 150 mg ou 500 mg
Secnidazol 30mg/ml
1cp=500mg ou 1g
Tiabendazol 5 ml/250mg
1cp=500mg
Helmiben®: 5ml=166mg tiabenda + 100mg mebenda; 1cp (NF)= 332mg tiabenda
+ 200mg mebenda
Tinidazol 100mg/ml
1cp=500mg
96
Tratamento das Parasitoses em Pediatria
B. Neurocisticercose
C. Amebíase Hepática:
Crianças:
Metronidazol: 35-40 mg/kg/dia de 8/8h EV por 10 dias
Pode-se passar para VO assim que houver melhora clínica ou
Secnidazol: 50 mg/kg/dia 1x/dia por 2-5 dias ou Tinidazol 50-60
mg/kg/dia 1x/dia por 3-5 dias
Adultos:
Metronidazol: 750 mg EV de 8/8h por 10 dias ou Secnidazol: 2g/dia
1x/dia por 2-5 dias
97
Coleta Microbiológica
Considerações Importantes
− Colher sempre que possível antes do antibiótico ou
imediatamente antes da próxima dose em pacientes que já
estejam em uso
− Preencher corretamente o pedido do exame
− Utilizar Precauções Padrão em todas as coletas de todos os
pacientes
− Enviar os materiais o mais rápido possível ao laboratório
Coleta de Hemocultura
− Higienizar as mãos
− Desinfetar a tampa do frasco de hemocultura com álcool 70%
− Identificar a veia preferindo sítios de menor colonização
quando possível (ex: dorso das mãos e prega ulnar)
− Higienizar NOVAMENTE as mãos
− Calçar luvas de procedimento
− Após escolher a veia não tocar mais a área com os dedos
− Fazer a anti-sepsia da pele com álcool 70%
ü Aplicar o anti-séptico de forma circular de dentro
para fora POR 2 VEZES aguardando secar 1 min
entre cada aplicação
− NÃO PALPAR A ÁREA DE PUNÇÃO APÓS A ANTISSEPSIA
ü Caso isto seja necessário usar luva estéril
− Caso não seja enviado imediatamente ao laboratório, manter
o frasco em temperatura ambiente. Nunca refrigerar
− Evitar falar durante o procedimento (caso não seja possível
usar máscara)
− Não precisa trocar a agulha entre a punção e a inoculação no
frasco
− Colher no mínimo 1-3 ml de sangue em crianças e 5-10
ml em adolescentes e adultos
Coprocultura
Amostra de fezes:
− Colher cerca de 5g com espátula limpa e colocar em frasco
estéril
− Em caso de evacuação líquida, colher 5ml com seringa por
sonda retal
Swab
− Melhor para pesquisa de Shigella sp.
− Introduzir no orifício anal e girar suavemente
− Ao retirar o swab, certificar-se de que há fezes
Exames solicitados
− Cultura: E.coli, Salmonella, Shigella, Yersinia, Campylobacter,
Aeromonas
99
− Coprotestes:
ü Rotavírus e Adenovírus: látex
ü Isospora e Cryptosporidium: coloração de Ziehl modificada
100
Podem ser refrigerados
− Urina
− Secreções respiratórias
− Fezes
− Material de ferida
Não podem ser refrigerados
− Sangue
− Líquido pleural semeado
− LCR
− Líquido ascítico
− Swabs
IMPORTANTE
Ao realizar punção liquórica ou pleural utilizar a Clorexidina
ALCOÓLICA 0,5 % e NÃO a Clorexidina AQUOSA 0,2%
Caso não esteja disponível a Clorexidina ALCOÓLICA 0,5% utilizar
a solução de PVPI ALCOÓLICO ou ALCOOL 70%
101
Classificação das Bactérias
102
GRAM NEGATIVOS AERÓBIOS
Cocos Gram negativos
- Neisseria gonorrhoeae
- Neisseria meningitidis
Bacilos Gram negativos
a. Enterobactérias
- Citrobacter
- Enterobacter
- Escherichia coli
- Hafnia
- Kluyvera
- Klebsiella pneumoniae e outras Klebsiellas
- Morganella morganii
- Pantoea
- Proteus
- Providencia
- Salmonella
- Serratia
- Shigella
- Yersínia
b. Fermentadores não enterobactérias
- Aeromonas
- Pasteurella
- Vibrio
c. Não fermentadores
- Acinetobacter
- Burkholderia cepacia
- Chryseobacterium
- Moraxella catarrhalis
- Pseudomonas
- Ralstonia
- Stenotrophomonas maltophilia
103
MICOPLASMAS
- Mycoplasma hominis
- Mycoplasma pneumoniae
- Ureaplasma urealyticum
TREPONEMAS
- Borrelia
- Leptospira
- Treponema pallidum
ANAERÓBIOS
Coco G+
- Peptococcus, Peptostreptococcus...
Coco G-
- Veillonella...
Bacilo G+
- Formador esporos: Clostridium
- Não formador de esporos: Actinomyces, Bifidobacterium,Lactobacillus,
Propionibacterium, Mobiluncus...
Bacilo G-
- Bacteroides fragilis, Fusobacterium, Porphyromonas, Prevotella...
104
Resistencia Bacteriana Intrínseca
Amoxicilina- Clavulanato
Cefotaxima/Ceftriaxona
Ampicilina/ Amoxicilina
Ticarcilina-Clavulanato
Cefalosporinas 1a
Cefalosporinas 2a
Acido Pipemídico
Acido Nalidíxico
Nitrofurantoína
Lincosaminas
Cloranfenicol
Carbenicilina
Gentamicina
Tobramicina
Eritromicina
Ceftazidima
Meropenem
Tetraciclina
Quinolonas
Aztreonam
Tigeciclina
Amicacina
Cefoxitina
Ticarcilina
SMX-TMP
Cefepime
Colistina
geração
geração
Klebsiella sp X X X
Citrobacter diversus
Citrobacter freundii X X X X X
Enterobacter sp.
Serratia marcesens X X X X X X X
Proteus vulgaris X X X X X X
Proteus mirabilis X X X X
Morganella morganni X X X X X X X
Providencia stuartii X X X X X X
Providencia sp X X X X X X X X
Salmonela sp X X X X X
Aeromonas sp X X X
Pseudomonas aeruginosa X X X X X X X X X
Acinetobacter sp X X X X X
Burkholderia cepacia X X X X X X X X X X X X X
S. maltophilia X X X X X X X X X X X X X X X X
Neisseria sp X X
Moraxella catahhalis X X
Cryseobacterium X X
meningosepticum
H. influenzae X X
106
Endocardite Infecciosa
106
2. Evidência de envolvimento cardíaco
A. Alterações no Ecocardiograma:
- Presença de vegetação em valva ou material protético (sem
uma explicação anatômica) ou
- Abscesso perivalvar ou
- Nova deiscência parcial de prótese
OU
B. Nova regurgitação valvar
- Aparecimento de sopro ou mudança das características de um
sopro pré-existente
CRITÉRIOS MENORES
1. Fator predisponente
- Valvopatia prévia ou uso de drogas EV
2. Febre
3. Fenômenos imunológicos
- Fator reumatóide positivo
- Glomerulonefrite
- Nódulos de Osler
- Manchas de Roth
4. Fenômenos vasculares
- Êmbolos sépticos
- Infarto pulmonar séptico
- Aneurisma micótico
- Hemorragia intracraniana
- Hemorragia conjuntival
- Lesões de Janeway
5. Evidência microbiológica:
- Hemocultura positiva sem preencher os critérios maiores ou
evidência sorológica de infecção ativa com microrganismo
compatível com endocardite infecciosa.
Tratamento:
Endocardite Aguda: iniciar antibioticoterapia empírica logo após
coleta de 2-3 pares de hemocultura (intervalo de 30 min-1 hora)
107
Endocardite Subaguda: colher hemoculturas seriadas num período
de 24-72h e iniciar antibioticoterapia somente após os resultados
das hemoculturas
Tratamento Empírico
Valva Nativa
Tratamento Empírico
Inicial
Endocardite Aguda Não usuário de Oxacilina +
Drogas EV Gentamicina
108
Enterococo Ampi S Ampicilina ou Penicilina +
Genta R Estreptomicina por 4 semanas***
(6 semanas para pacientes com
sintomas há mais de 3 meses ou
endocardite de válvula protética)
Alérgicos: Vancomicina +
Estreptomicina por 6 semanas
Ampi R Vancomicina + Gentamicina por 6
Genta S semanas
S. aureus MSSA Oxacilina por 6 semanas**** com ou
sem Gentamicina nos primeiros 3-5
dias
Alérgicos não hipersensibilidade tipo
I: Cefalotina
MRSA Vancomicina por 6 semanas*****
SCoN Vancomicina por 6 semanas
Bacilos Gram negativos Cefalosporina de 3a ou 4a geração +
Amicacina por 6 semanas
HACEK Ceftriaxone por 4 semanas
Candida Anfo Deoxicolato 0,6-1mg/kg ou Anfo
Lipossomal 3mg/kg ou Equinocandina
por pelo menos 6 semanas
*Tratamentos curtos só podem ser realizados em pacientes sem evidência
de complicações intra ou extra cardíacas
** Pode-se suspender a Gentamicina após 2 semanas de uso nos
pacientes que desenvolvem toxicidade renal
*** Caso a cepa seja sensível a Estreptomicina, do contrário utilizar
monoterapia com Ampicilina ou Penicilina
**** Endocardite estafilocócica de câmaras esquerdas e todas a
endocardites estafilocócicas em crianças devem ser tratadas por 6
semanas. É mínimo o benefício clínico da associação de um
Aminoglicosídeo à Oxacilina ou Vancomicina no tratamento de endocardite
estafilocócica de câmaras esquerdas. Endocardites de câmaras direitas
não complicadas em adultos podem ser tratadas por 2 semanas utilizando
a combinação Oxacilina + Gentamicina
***** Não está indicada a associação de gentamicina à vancomicina no
tratamento da endocardite por MSSA ou MRSA em válvula nativa, apenas
em válvula protética mantendo a gentamicina por 2 semanas
Grupo Viridans: S.mitis, S.mutans, S.oralis, S.sanguinis, S.sobrinus e
grupo milleri (S
anginosus, S.constellatus, S.intermedius)
HACEK Haemophilus aphrophilus, Actinobacillus actinomycetemcomitans,
Cardiobacterium hominis; Eikenella corrodens;e Kingella kingae.
Doses:
Penicilina Cristalina:
S.bovis ou S.viridans com MIC≤ 0,1: 200.000Ui/kg/dia
(máximo 12-18 milhões UI/dia) de 4/4 ou 6/6h
109
S.bovis ou S.viridans com MIC 0,1-0,5 e MIC ≥0,5 ou
Enterococos sensíveis: 300.000Ui/kg/dia de 4/4 ou 6/6h (máximo
24 milhões UI/dia)
Ampicilina: 300mg/kg/dia de 4/4 ou 6/6h (máximo 12g/dia)
Oxacilina: 200mg/kg/dia de 4/4 ou 6/6h (máximo 12g/dia)
Gentamicina: 3mg/kg/dia de 8/8h
Estreptomicina: 15mg/kg/dia de 12/12h
Vancomicina: 40mg/kg/dia de 12/12h ou 8/8h
Ceftriaxone: 100mg/kg/dia de 24/24h (máximo 2g/dia)
Indicações cirúrgicas
EI de valva nativa
− Regurgitação aórtica ou mitral relacionadas a IC classe funcional
III ou IV.
− Regurgitação aórtica aguda com taquicardia e fechamento
precoce de valva mitral.
− Endocardite fúngica.
− Evidências de abscesso anular ou aórtico, ou aneurisma/pseudo-
aneurisma do seio Valsalva ou aórtico.
− Evidências de disfunção valvar e bacteremia persistente por
mais de 10 dias.
EI de valva protética
− EI de valva protética precoce com menos de 2 meses de troca
valvar.
− Disfunção da prótese valvar com IC.
− Endocardite fúngica.
− Endocardite estafilocócica não responsiva ao tto .
− Endocardite por Gram negativos.
− Evidências de leak paravalvar, ou abscesso anular ou aórtico, ou
aneurisma/pseudo-aneurisma do seio Valsalva ou aórtico, ou
formação de fístulas intra-cardíacas, ou distúrbio novo de
condução intraventricular.
110
Diagnostico de Tuberculose na Criança
Os achados radiográficos mais sugestivos da tuberculose
pulmonar em crianças são: adenomegalias hilares e/ou
paratraqueais, pneumonias com qualquer aspecto radiológico de
evolução lenta, às vezes associadas a adenomegalias mediastinais,
ou que cavitam durante a evolução; infiltrado nodular difuso
(padrão miliar).
A prova tuberculínica- PPD pode ser interpretada como
sugestiva de infecção por M.tuberculosis quando igual ou superior
a 5 mm em:
− crianças não vacinadas com BCG ou vacinadas há mais de 2 anos
− crianças com qualquer condição imunodepressora
− indígenas independente da idade ou situação vacinal
Prova tuberculínica igual ou superior a 10 mm:
− crianças vacinadas há menos de 2 anos
Pode apresentar resultado negativo nos indivíduos anérgicos,
indígenas, pacientes em fase terminal, pacientes com tuberculose
disseminada, na desnutrição grave e nos pacientes com AIDS
Diagnóstico de tuberculose pulmonar em crianças e adolescentes
negativos a baciloscopia
Escore para diagnóstico de TB pulmonar Pontuação
Critérios clínicos
Febre ou sintomas como: tosse, adinamia, 15 pontos
expectoração, emagrecimento, sudorese >
2 semanas
Assintomático ou com sintomas < 2 semanas 0 pontos
Infecção respiratória com melhora após uso de -10 pontos
antibióticos para germes comuns ou
sem antibióticos
Critérios radiológicos
- Adenomegalia hilar ou padrão miliar 15 pontos
- Condensação ou infiltrado (com ou sem escavação)
inalterado > 2 semanas
- Condensação ou infiltrado (com ou sem escavação) > 2
semanas evoluindo com piora ou sem melhora com
antibióticos para germes comuns
Condensação ou infiltrado de qualquer tipo < 2 semanas 5 pontos
Radiografia normal -5 pontos
Contato com adulto tuberculoso
Próximo, nos últimos 2 anos 10 pontos
Ocasional ou negativo 0 pontos
Teste tuberculínico
≥10 mm em vacinados < 2 anos 15 pontos
≥ 5 mm em não vacinados ou vacinados ≥ 2 anos
≥ 5 mm em imunossuprimidos ou indígenas
0-4 mm 0 pontos
Estado nutricional
Desnutrição grave 5 pontos
111
− ≥40 pontos= diagnóstico muito provável. Permite iniciar o
tratamento do paciente.
− 30-35 pontos = diagnóstico possível pode ser considerado
como indicativo de tuberculose e orienta o inicio de
tratamento da criança a critério clínico
− ≤ 25 pontos= diagnóstico pouco provável
Apresentações:
- Rifampicina: 1cp=300mg ou solução 5ml/100mg
- Isoniazida: 1cp=100mg
- Pirazinamida: 1cp=500mg
- Isoniazida + Rifampicina: Comprimido 100 mg + 150 mg ou
Cápsula 200 mg + 300 mg
Tempo de Tratamento: 2 meses de R+I+P seguidos de mais 4
meses de R+I , totalizando 6 meses de tratamento
Meningo TB: 2 meses de R+I+P seguido de mais 7 meses de R+I,
totalizando 9 meses de tratamento
Associar Prednisona 1-2 mg/kg/dia (máximo 30mg/dia) por 1-4
meses
112
Apresentações:
− Primeira fase: Comprimidos com dosagem fixas combinada
de: Rifampicina 150mg, Isoniazida 75mg, Pirazinamida
400mg e Etambutol 275mg.
− Segunda fase: comprimido ou cápsula de 300mg
Rifampicina/200mg de Isoniazida ou 150mg
Rifampicina/100mg de Isoniazida.
− Quando estiver disponível a apresentação de e 150/75 mg as
doses serão: a) 2 comprimidos/dia para 20 a 35kg de peso;
b) 3 comprimidos para 36 a 50kg de peso e c) 4 comprimidos
para >50kg de peso.
Controle de Contatos:
Definição de Contato: toda pessoa que convive no mesmo ambiente
com o caso índice no momento do diagnóstico da TB. Esse convívio
pode se dar em casa e/ou em ambientes de trabalho, instituições de
longa permanência, escola ou pré-escola. A avaliação do grau de
exposição do contato deve ser individualizada considerando-se a
forma da doença, o ambiente e o tempo de exposição.
Contatos menores de 5 anos, pessoas vivendo com HIV-AIDS
e portadores de condições consideradas de alto risco devem são
considerados prioridade na avaliação
113
− Contactantes Sintomáticos, seja eles crianças ou adultos,
deverão ter sua investigação diagnóstica ampliada com
radiografia de tórax, baciloscopia de escarro e/ou outros exames
de acordo com o caso
Quimioprofilaxia Primária:
O recém-nascido coabitante de caso índice bacilífero não
deverá ser vacinado ao nascer.
Iniciar Isoniazida por três meses e após esse período realizar o PPD
− Se o PPD for ≥ 5 mm manter a Isoniazida por mais 3 meses
− Se o PPD for < 5 mm caso contrário: suspender a Isoniazida e
vacinar com BCG.
114
Pacientes com HIV/AIDS
− Radiografia de tórax normal e:
− PPD ≥ 5 mm
− Contatos intradomiciliares ou institucionais de pacientes
bacilíferos independentemente da PPD
− PPD < 5 mm com registro documental de ter tido PPD ≥ 5
mm e não submetido a tratamento ou quimioprofilaxia na
ocasião
− Radiografia de tórax com presença de cicatriz radiológica de TB,
sem tratamento anterior para TB (afastada possibilidade de TB
ativa através de exames de escarro, radiografias anteriores e se
necessário, TC de tórax), independentemente do resultado da
PPD.
Meningite Tuberculosa:
O curso da doença não tratada é dividido em três estágios:
115
hipertensão intracraniana).
Nessa fase, alguns pacientes apresentam manifestações de
encefalite, com tremores periféricos, distúrbios da fala, trejeitos e
movimentos atetóides.
116
Classificação Dos Fungos
117
Antifúngico Espectro Não age
Itraconazol Candida spp * C.glabrata **
Cryptococcus neoformans C. tropicalis **
Histoplasma capsulatum Pseudallescheria boydii
Coccidioides immitis Fusarium spp
Blastomyces dermatidis Zigomicoses
Paracoccidioides brasiliensis (Mucor,Rhizopus,Absidia)
Dermatófitos
Aspergillus sp.*
Sporotrichum schenckii
Pseudallescheria boydii
Agentes da Feofomicose
Voriconazol Candida spp Sporotrix schenckii
Aspergillus spp Zigomicoses
Fusarium spp (Mucor,Rhizopus,Absidia)
Pseudallescheria boydii
Penicillium
Cryptococcus neoformans
Blastomyces dermatidis
Histoplasma capsulatum
Coccidioides immitis
Paracoccidioides brasiliensis
Posaconazol Candida spp
Aspergillus spp
Cryptococcus neoformans
Zigomicoses
(Mucor,Rhizopus,Absidia)
Pseudallescheria boydii
Fusarium spp
Histoplasma capsulatum
Coccidioides immitis
Equinocandinas Candida spp * C. parapsilosis tem MIC
Aspergillus spp.** mais elevado
Histoplasma capsulatum Zigomicoses
Pneumocystis jiroveci (Mucor,Rhizopus,Absidia)
Cryptococcus neoformans
Fusarium spp**
Paracoccidioides brasiliensis
5- Candida spp Blastomyces dermatidis
Fluorocitosina Cryptococcus neoformans Histoplasma capsulatum
Coccidioides immitis
Pseudallescheria boydii
Paracoccidioides brasiliensis
Griseofulvina Dermatófitos Histoplasma capsulatum
Sporotrichum schenckii Cromomicose
Outras micoses profundas
Terbinafina Dermatófitos (Epidermophyton
e Tricophyton)
Blastomyces dermatidis
Histoplasma capsulatum
Sporotrichum schenckii
Candida spp
Malassezia furfur
Scedosporium apiospermum é a forma asexuada da Pseudallescheria
boydii
118
Tratamento das Infecções por Candida sp em Pediatria
Terapia Empírica
Quando pensar em Candidemia???
Febre não responsiva a antibioticoterapia de amplo espectro +
Hospitalização prolongada + exposição a múltiplos fatores de risco
119
Tratamento das Infecções INVASIVAS por Candida
Primeira Escolha Alternativa Tempo de Tratamento Observações
Candidemia ou FLUCONAZOL (com dose ANFO-D ou Tratar por 14 dias a partir da É fortemente
Candidíase de ataque) ou ANFO- L primeira HMC negativa recomendado remover o
disseminada em NÃO EQUINOCANDINA associada a resolução dos acesso vascular
NEUTROPÊNICOS (preferível em pacientes sintomas e ausência de
clinicamente instáveis complicações metastáticas Caso necessário, ajustar o
e/ou com exposição espectro após o resultado
prévia a Antifúngicos Não existe mais o da cultura.
Azólicos) conceito de Dose
Acumulada no caso de Transicionar para
infecções por Candida. Fluconazol quando for
Candidemia ou EQUINOCANDINA ou FLUCONAZOL em Tratar por 14 dias a partir da identificada uma espécie
Candidíase ANFO-D ou pacientes com quadro primeira HMC negativa sensível e o paciente
disseminada em ANFO- L clinico leve e sem associada a resolução dos estiver clinicamente
NEUTROPÊNICOS exposição prévia a sintomas e da neutropenia e estável.
Antifúngicos Azólicos) ausência de complicações
ou metastáticas Recomendado exame de
VORICONAZOL quando se Fundo de Olho em todos os
deseja cobertura também pacientes ao final de
de Fungos Filamentosos primeira semana de
tratamento
Candidemia ANFO-D ou ANFO-L (caso não haja Tratar por 3 semanas a partir É fortemente
NEONATAL FLUCONAZOL (com dose acometimento renal) ou da primeira HMC negativa recomendado remover o
de ataque) EQUINOCANDINA associada a resolução dos acesso vascular
(Micafungina é a única sintomas e ausência de
liberada para uso em complicações metastáticas Recomendado: LCR e fundo
recém nascidos) de olho de TODOS OS
PACIENTES
120
Primeira Escolha Alternativa Tempo de Tratamento Observações
Endocardite ANFO- L ou ANFO- D com Transicionar para No mínimo 6 semanas A troca valvar é fortemente
ou sem 5-FLUCITOSINA FLUCONAZOL após a recomendada. Quando não
ou negativação da HMC se a for possível, recomenda-se
EQUINOCANDINA espécie de Candida for terapia supressiva com
sensível e o paciente Fluconazol por toda a vida
Tromboflebite ANFO- L ou ANFO- D ou estiver estável Manter por pelo menos 14 Obrigatória a remoção do
séptica FLUCONAZOL ou dias após primeira HMC acesso venoso.
EQUINOCANDINA negativa A drenagem ou excisão da
veia, quando viável, é
fortemente recomendada.
Meningite ANFO- L com ou sem 5- FLUCONAZOL desde o Tratar até a resolução dos Remover dispositivos
FLUCITOSINA por várias início apenas em casos de sintomas, normalização do intraventriculares
semanas seguida de contraindicação ou LCR e resolução das
FLUCONAZOL intolerância à Anfo-L alterações tomográficas
Endoftalmite FLUCONAZOL ou ANFO- D ANFO- L ou 4-6 semanas conforme Discutir intervenção
com ou sem 5- VORICONAZOL exame oftalmológico cirúrgica e uso de
FLUCITOSINA Anfotericina intravitrea
Osteomielite e FLUCONAZOL (sem dose ANFO-D ou ANFO-L por 6-12 meses Frequentemente é
Discite de ataque) algumas semanas seguida necessário o desbridamento
de FLUCONAZOL VO até cirúrgico
completar o tempo de
tratamento
Artrite Idem osteomielite Idem osteomielite Pelo menos 6 semanas O desbridamento cirúrgico
e a remoção de próteses
articulares são sempre
recomendados
Candidíase Pacientes estáveis: EQUINOCANDINA por 1-2 Duração do tratamento é Transicionar para
Disseminada Crônica FLUCONAZOL (sem dose semanas e seguida de indeterminada, geralmente Fluconazol após algumas
de ataque) FLUCONAZOL vários meses (até a semanas sempre que
Casos graves: resolução das lesões) possível
ANFO-D ou ANFO- L por Deve ser mantido durante os
1-2 semanas e seguida de períodos de
FLUCONAZOL imunossupressão.
121
Drogas e Doses:
Adultos Crianças Recém
nascidos
Fluconazol
Dose Ataque 800 mg no 12mg/kg/dia 25mg/kg/dose
primeiro dia 1x/dia no primeiro dia
Dose 400 mg 1x/dia 12mg/kg/dose
Manutenção 1x/dia
Itraconazol 200 mg de12/12h 2,5 mg/kg/dose Não
de 12/12h recomendado
Voriconazol
VO 400 mg de 9 mg/kg/dose de Não liberado
12/12h no 12/12h SEM DOSE abaixo de 2
primeiro dia e DE ATAQUE anos de idade
após 200 mg de (no máximo
12/12h 200mg/dose VO e
EV 6mg/kg/dose de 350mg/dose EV)
12/12h no
primeiro dia e
após 3-4mg/ kg/
dose de 12/12h
Anfotericina 0,5-1 mg/kg/dia 0,5-1 mg/kg/dia 1-1,5mg/kg/dia
Deoxicolato
Anfotericina 3-5mg/kg/dia 3-5mg/kg/dia 3-5mg/kg/dia
Lipossomal
Anfotericina 2,5-5mg/kg/dia 2,5-5mg/kg/dia 2,5-5mg/kg/dia
Complexo
Lipídico
Anfotericina 5mg/kg/dia 5mg/kg/dia 5mg/kg/dia
Dispersão
Coloidal
Caspofungina
Dose Ataque 70 mg no Acima de 3 Não liberado*
primeiro dia meses de idade
70mg/m2/dose no
primeiro dia
Dose 50 mg 1x/dia 50mg/m2/dose
Manutenção 1x/dia
Micafungina 100mg/dia 4-12mg/kg/dia 10-12mg/kg/dia
Anidulafungina
Dose Ataque 200 mg no Não liberado** Não liberado
primeiro dia
Dose 100 mg 1x/dia
Manutenção
5-Flucitosina 25mg/kg/dia de 6/6h Não
recomendado
* existem relatos de uso de Caspofungina em recém nascidos e lactentes
< 3 meses na dose de 2mg/kg/dia ou 25mg/m2/dia
** existem relatos de uso de Anidulafungina em crianças a partir de 2
anos de idade na dose de 3mg/kg/dia no primeiro dia seguida de 1,5
mg/kg/dia
Tratamento das Infecções NÃO INVASIVAS por Candida
122
Primeira Escolha Alternativa Tempo de
tratamento
Orofaríngea Quadros Leves: ITRACONAZOL 7-14 dias
NISTATINA suspensão ou 200mg
Miconazol gel oral 4 x/dia (2,5mg/kg/dose)
Quadros Refratários: de 12/12h ou
FLUCONAZOL 200 mg ANFO-D:
(6mg/kg) no primeiro dia 0,3mg/kg/dia
seguida de 100 mg/dia
(3mg/kg/dia)
Esofágica FLUCONAZOL 200 mg EQUINOCANDINA 14-21 dias
(6mg/kg) no primeiro dia ou ITRACONAZOL (se
seguida de 100 mg/dia 200mg de 12/12h Anfotericina ou
(3mg/kg/dia) ou ANFO- Equinocandina
D: 0,3-0,7mg/ kg/ dia 7-14 dias)
Cândida Não deve ser tratada pois representa apenas colonização
isolada em
material do
trato
respiratório
123
Tratamento das Infecções GENITO-URINÁRIAS por Candida
Primeira Alternativa Tempo de
Escolha tratamento
Candidúria Tratamento não é indicado Eliminar os fatores
Assintomática rotineiramente. predisponentes (ex:
Apenas antes de cirurgia SVD,
urológica (dose = pielonefrite) antimicrobianos)
Em pacientes de alto risco como
os neutropênicos e os RNPT de
EBPN investigar candidíase
disseminada.
Cistite Fluconazol: 200 Anfo-D: 0,3- Eliminar os fatores
sintomática mg (3 mg/kg/dia 0,6 mg/kg/dia predisponentes
em crianças) por por 1-7 dias
7-14 dias
Pielonefrite Fluconazol: Anfo-D: 0,5-
200–400 mg (3– 0,7 mg/kg/dia
6 mg/kg/dia em por 14 dias
crianças) por 14
dias
Bola fúngica idem pielonefrite idem A remoção cirúrgica
urinária pielonefrite é fortemente
recomendada
Observação: Anfotericina Lipossomal não deve ser utilizada para o
tratamento de infecção urinária por Candida por não apresentar
concentração adequada no parênquima renal
Candida S S S S S S
albicans
C. tropicalis S S S S S S
C. parapsilosis S S S S S SaR
C. lusitaniae S S S S SaR S
124
Candidemia Neonatal
Escore diagnóstico de Candidemia Neonatal
Item Pontos
Plaquetas ≥ 150.000 0
<150.000 2
Uso de Cefalosporinas de 3a geração ou carbapenens Sim 1
nos últimos 7 dias Não 0
Idade gestacional ≥ 28 sem 0
25-27 sem 1
< 25 sem 2
Profilaxia da Candidemia Neonatal
Devido à elevada incidência e morbimortalidade, muitos autores
recomendam a profilaxia das infecções fúngicas invasivas para os recém
nascidos de elevado risco como peso ao nascer <1000g e pelo menos
2 dos seguintes:
- Jejum prolongado
- Cirurgia abdominal
- Nutrição parenteral
- Uso de antimicrobianos de amplo espectro
- Corticoterapia prolongada
A droga recomendada é o Fluconazol na dose de 3-6mg/kg/dose IV ou VO
2 vezes por semana
A profilaxia deve ser suspensa assim que os fatores de risco deixarem
de existir ou ser mantida por no máximo 2 semanas
125
Tratamento Neurocriptococose
126
Tratamento da Paracoccidioidomicose
Escolha Alternativa
Controle de Tratamento:
A redução dos títulos de anticorpos específicos deve ocorrer em torno de 6 a 10 meses após o
tratamento, devendo negativar ou estabilizar em títulos baixos, após 10 meses.
É desejável que ocorra negativação ou estabilização em diluição de 1:2 ou menos para considerar-
se preenchido o critério de cura sorológica.
Após a interrupção do tratamento, uma vez observados os critérios de cura, os pacientes devem
ser acompanhados ambulatorialmente, em consulta semestrais, ao longo do primeiro ano. Apos este
período, permanecendo o paciente com critérios de cura, o mesmo poderá ter alta
127
Aspergilose Invasiva
Critérios Micológicos:
Diretos:
− Visualização de fungo no escarro, lavado broncoalveolar,
escovado brônquico ou aspirado de seios da face mostrando
hifas na microscopia ou na cultura
Indiretos:
− Galactomana positiva (>0,5 em 2 amostras) no soro, lavado
bronco alveolar broncoscópico ou LCR
− β D- Glucana Sérica positiva
Critérios Clínicos*:
Trato Respiratório Inferior**:
a) Presença no CT de tórax de um dos seguintes:
− Lesões densas, bem circunscritas, com ou sem sinal do halo
− Sinal do ar crescente
− Cavitação
b) Traqueobronquite:
− Ulceração traqueobrônquica, nódulo, pseudomembrana, placa
ou escara vistos na broncoscopia
Infecção naso sinusal:
Imagem no CT mostrando sinusite MAIS um dos seguintes:
− Dor aguda localizada (incluindo dor que irradia para o olho)
− Úlcera nasal com escara enegrecida
− Extensão a partir dos seios paranasais através dos ossos
incluindo para a órbita
Infecção do SNC:
Presença de um dos seguintes:
− Lesões focais no exame de imagem
− Reforço meníngeo visto no CT ou RM
*consistentes e temporalmente relacionados com os achados
micológicos se houver
** após realizadas todas as tentativas possíveis para se excluir
outras etiologias
128
Aspergilose PROVADA:
Requer evidência histológica de invasão fúngica:
− Exame microscópico de material estéril: Exame histopatológico,
citopatológico ou microscópico direto de material obtido através
de aspiração por agulha ou biópsia exibindo hifas ou leveduras
melaninizadas associada à evidências de invasão tecidual OU
− Cultura de material estéril: crescimento de fungo ou leveduras
enegrecidas em cultura de material obtido de maneira estéril
proveniente de um sítio normalmente estéril que apresente
evidência clínica ou radiológica compatível com processo
infeccioso, excluindo lavado bronco alveolar, secreção do seio da
face e urina.
Aspergilose PROVÁVEL:
− 1 critério do hospedeiro + 1 critério clínico + 1 critério
micológico
Aspergilose POSSÍVEL:
− 1 critério do hospedeiro + 1 critério clínico
Galactomanan:
− Polissacarídeo componente da parede celular do fungo que é
liberado durante o crescimento da hifa
− Em mais de 2/3 dos casos precede em mais de 1 semana os
achados radiológicos e microbiológicos.
− Interpretação: positivo quando índice OD ≥ 0,5 no soro
− Taxa de falso positivo 4-10% podendo ser bem maior em
crianças
− Causas de falso positivo: uso de Piperacilina tazobactam,
Amoxicilina Clavulanato ou outros antibióticos Betalactâmicos e
até alguns alimentos
− Positivo também em fusariose e histoplasmose
Sensibilidade Especificidade
Aspergilose Provada 71% 89%
Aspergilose Provada + Provável 61% 93%
Sinal do Halo:
Massa pulmonar circundada por um halo com atenuação em vidro fosco.
Corresponde ao nódulo fúngico circundado por um anel de necrose
hemorrágica ou coagulativa
Dura pouco tempo, em média 5-7 dias
129
Nas 2 primeiras semanas de doença tem sens de 72% e espec de 100%
Dia de Doença Visualização do sinal do halo
0 100%
3 68%
7 22%
14 19%
Sinal do Ar Crescente:
Cavitação pulmonar que indica angioinvasão e necrose
Aparece mais tardiamente, quando a medula já está se
Recuperando. Não é patognomônico de AI
Dia de Doença Visualização do sinal do ar crescente
0 0%
3 8%
7 28%
14 63%
Tratamento:
Indicada apenas em casos de Aspergilose Provada e Provável:
Terapia Primária: Voriconazol
Alternativa: Anfotericina
Terapia combinada não é recomendada no tratamento
primário
Tempo de Tratamento: não é bem definido. Avaliar pela melhora
clínica e estabilização ou redução das alterações radiológicas.
Manter por no mínimo 6-12 semanas em pacientes
imunossuprimidos.
Outras medidas:
− Redução da imunossupressão
− Ressecção cirúrgica
130
HEPATITES
VIRAIS
131
HEPATITES
VIRAIS
132
HEPATITES
VIRAIS
133
HEPATITES
VIRAIS
134
Imunização na Criança HIV positiva
nasc 1m 2m 3m 4m 5m 6m 7m 12m 15 m 18 m 24 m 4-6 a
BCG X
Hepatite B X X X X
DPT X X X X X
Hib X X X X
IPV (Salk) X X X X
Rotavírus X X
Pneumo 10 X X X X
Pneumo 23 X X
Meningo C X X X
SCR * X X
Varicela* X X
Febre Amarela * A PARTIR DOS 9 MESES DEPENDENDO DA SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA E IMUNOLÓGICA
Influenza X X
Hepatite A X X
* Não aplicar em crianças com imunodepressão moderada-grave
135
Categorias Clínicas
Categoria N - Assintomática:
Ausência de sinais e/ou sintomas ou com apenas uma das condições da
categoria A
Categoria A - Sinais e/ou sintomas leves:
Presença de 2 ou mais das condições abaixo, porém sem nenhuma das
condições das categorias B e C:
1. linfadenopatia (maior que 0,5 cm em mais de 2 cadeias diferentes)
2. hepatomegalia
3. esplenomegalia
4. parotidite
5. infecções persistentes ou recorrentes de vias aéreas superiores (otite
média ou sinusite)
136
10.Encefalopatia pelo HIV (achados que persistem por mais de 2 meses),
definida por:
A) déficit do desenvolvimento neuropsicomotor
B) evidência de déficit do crescimento cerebral ou microcefalia
adquirida identificada por medidas de PC ou atrofia cortical mantida
em CT ou RM sucessivas de crânio; e
C) déficit motor simétrico com 2 ou mais dos seguintes achados:
paresias, reflexos patológicos, ataxia e outros
11.Toxoplasmose cerebral com início após o 1º mês de vida
12.CMV em locais além do fígado, baço ou linfonodos, a partir de 1
mês de vida
13.Mycobacterium tuberculosis disseminada ou extra pulmonar
14.Mycobacterium avium ou M. Kansasii disseminados
15.Mycobacterium, outras espécies ou não identificadas, disseminadas
16.Infecção por HSV, úlceras mucocutâneas com duração maior do que
1 mês ou pneumonite ou esofagite (crianças > 1 mês de vida)
17. Salmonelose disseminada recorrente
16.Criptosporidíase ou isosporíase com diarréia (> 1 mês)
17.Síndrome da caquexia, manifestada por:
A) perda de peso > 10% do peso anterior; ou
B) queda de dois ou mais percentis nas tabelas de peso para a
idade; ou
C) peso abaixo do percentil 5, em duas medidas sucessivas; e
D) diarréia crônica (duração maior que 30 dias); ou
E) febre por 30 dias ou mais, documentada.
16. Leucoencefalopatia multifocal progressiva
17. Sarcoma de kaposi;
18. Linfoma primário do cérebro ou outros linfomas
Categorias Imunológicas
Alteração Contagem de Linfócitos T CD4 Porcentagem
imunológica
Idade
< 12 1-5 6-12
meses anos anos
Ausente 1 ≥1500 ≥1000 ≥ 500 >25%
Moderada 2 750-1499 500-999 200-499 15-24%
Grave 3 < 750 <500 <200 <15%
137
Profilaxia PRIMÁRIA infecções oportunistas em crianças com HIV/AIDS
Patógeno Indicação 1ª Escolha Alternativo
Pneumocystis Crianças de 4-6 sem a 12 m de SMX-TMP: 750mg de SMX/m2/dia, Dapsona: 2mg/kg/dia (max 100 mg) ou
jiroveci idade, com infecção definida ou de 12/12h ou 5mg/kg/dia de TMP 4mg/kg, 1x/semana (max 200 mg)
indeterminada de 12/12h Crianças ≥5 anos: pentamidina aerosol
1-5 anos: CD4< 500 ou 15% 3x/semana, em dias consecutivos 300mg, 1x/mês ou Atovaquona
6-12 anos: CD4< 200 ou 15% ou alternados
Micobacteriose <12 meses: CD4 <750 Azitromicina: 20mg/kg/dia, Azitromicina, 5mg/kg (max. 250mg) VO,
atípica (MAI) 1-2 anos: CD4 <500 1x/semana ou Claritromicina: diariamente
2-6 anos: CD4 <75 15mg/kg/dia 2x/dia
≥6 anos: CD4 <50
138
Profilaxia SECUNDÁRIA* infecções oportunistas em crianças com HIV/AIDS
*A profilaxia secundária é indicada após ter havido um episódio da infecção oportunista em questão
I . Por tempo indeterminado
Patógeno Indicação 1ª Escolha Critérios de Descontinuação
Citomegalovírus Doença prévia Ganciclovir 6mg/kg/dia, IV, Preencher todos os critérios abaixo:
5x/semana ou 10mg/kg/dia, ter completado ≥6 meses de TARV;
IV, 3x/semana ter consultado o oftalmologista;
idade de 1-6 anos com contagem ou % CD4 >500 ou ≥15% por >3
meses consecutivos;
idade >6 anos com contagem de CD4 >100 por >3 meses
consecutivos.
O seguimento oftalmológico a cada 3-6 meses é recomendado para
detecção precoce de recidiva ou uveíte de restauração imune
Pneumocystis Pneumocistose SMX-TMP: 750mg de Preencher todos os critérios abaixo:
jiroveci prévia SMX/m2/dia de 12/12h, 3x Ter completado ≥6 meses de TARV;
semana, em dias Idade de 1-5 anos: CD4 ≥500 ou 15% por 3 meses consecutivos;
consecutivos ou alternados Idade ≥6 anos: CD4 ≥200 ou 15% por 3 meses consecutivos
Toxoplasma Encefalite por Sulfadiazina 85-120 mg/ Preencher todos os critérios abaixo:
gondii toxoplasma kg/dia de 12/12h + Ter completado ≥6 meses de TARV;
prévia Pirimetamina 1mg/kg/dia Ter completado a terapia inicial para encefalite por toxoplasma;
(max. 25mg) + Não ter sintomas de encefalite por toxoplasma;
Ácido folínico 5mg/dia, a Idade de 1-5 anos: CD4 ≥15% por ≥3 meses consecutivos;
cada 3 dias Idade ≥6 anos: contagem de CD4 ≥200 ou 15% por >3 meses
Micobacteriose Doença prévia Claritromicina 15mg/kg/ dia Preencher todos os critérios abaixo:
atípica (MAI) de 12/12h + Etambutol 15- Ter completado ≥6 meses de TARV;
25 mg/ kg/dia Ter completado ao menos 12 meses de terapia para MAC;
Não ter sintomas de MAC;
Idade de 2 a 5 anos: CD4 ≥200 por ≥6 meses consecutivos;
Idade ≥6 anos: CD4 >100 por ≥6 meses consecutivos
II- Somente em caso de episódios recorrentes frequentes e graves
Infecções bacterianas Graves recorrentes (meningite, IVIG 400mg/kg/mês ou SMX-TMP 750mg SMX/m2/dia, duas doses diárias
pneumonia, septicemia, infecções ósseas ou articulares) mais
que 2 episódios/ano
Candidíase esofágica recorrente/grave Fluconazol: 3-6mg/kg/dia (max.200mg)
139
Os 10 Sinais de Alerta para Imunodeficiência Primária na Criança (Fundação Jeffrey Modell (EUA), 1996)
A presença de mais de um sinal indica a necessidade de se investigar ID primária:
1. Duas ou mais Pneumonias no último ano
2. Quatro ou mais novas Otites no último ano.
3. Estomatites de repetição ou Monilíase por mais de dois meses.
4. Abscessos de repetição ou ectima.
5. Um episódio de infecção sistêmica grave (meningite, osteoartrite, septicemia)
6. Infecções intestinais de repetição / diarréia crônica / giardíase
7. Asma grave, doença do colágeno ou doença auto-imune
8. Efeito adverso ao BCG e/ou infecção por Micobactéria
9. Fenótipo clínico sugestivo de síndrome associada à Imunodeficiência
10. História familiar de imunodeficiência.
140
GERMES ASSOCIADOS COM AS PRINCIPAIS CATEGORIAS DE IMUNODEFICIÊNCIAS PRIMÁRIAS:
Imunodeficiência Vírus Bactérias Fungos Micobactérias Protozoários
Deficiências de Anticorpos Enterovírus S. pneumoniae Não Não G. lamblia
Agamaglobulinemia ligada ao X H. influenzae
Agamaglobulinemia autossômica M. catarrhalis
recessiva S. aureus
Imunodeficiência Comum Variável P. aeruginosa
Deficiência seletiva de IgA S. pyogenes
Deficiência de Subclasse de IgG N. menigitidis
Deficiência específica de Anticorpos Mycoplasma sp.
Hipogamaglobulinemia Transitória Campylobabter
da Infância jejuni
Síndrome de Hiper IgM
Deficiências de Imunidade Varicela Salmonella sp, C. albicans Micobactérias Pneumocystis jiroveci
celular CMV,EBV H. capsulatum não tuberculose T. gondii
HSV Aspergillus sp. inclusive BCG Giardia lamblia
Rotavírus C. immitis Strongyloides
Sarampo C. neoformans Cryptosporidium sp,
Deficiência combinada Varicela Todos da ID C. albicans Micobactérias Pneumocystis jiroveci
SCID CMV,EBV Humoral e mais: H. capsulatum não tuberculose Toxoplasma gondii
Síndrome de Wiskott-Aldrich HSV,HHV6 L. monocytogenes Aspergillus sp. inclusive BCG Cryptosporidium parvum
Ataxia Telangiectasia VSR Salmonella sp. C. immitis Microsporidium sp
Síndrome de DiGeorge Parainfluenza Enterobactérias C. neoformans
Deficiência de ligação do CD40
Defeito de Fagócitos Não S. aureus Aspergillus sp Micobactérias Não
Doença Granulomatosa Crônica P. aeruginosa Candida sp não tuberculose
Defeitos de Adesão Leucocitária S. marcescens inclusive BCG
Síndrome de hiper IgE Salmonella sp.
Síndrome de Chediak-Higashi Burkholderia
Neutropenias cepacia
Nocardia sp.
Enterobactérias
Deficiência de complemento Não S. pneumoniae Não Não Não
H. influenzae
N. menigitidis
141
Valores Normais de Imunoglobulinas
IGA mg/dL IGM IGG IGG1 IGG2 IGG3 IGG4
mg/dL mg/dL mg/L mg/L mg/L mg/L
0-12m 0-83 0-145 232-1411 Até 2 anos 1700-9500 215-4400 134-694 4-1200
1-3 anos 20-100 19-146 453-916 2-4 anos 2900-10650 280-3150 35-705 8-900
4-6 anos 27-195 24-210 504-1465 4-6 anos 3300-10650 565-3450 75-1256 18-1155
7-9 anos 34-305 32-208 572-1474 6-8 anos 2250-11000 420-3750 91-1069 3-1380
10-11 anos 53-204 31-108 698-1560 8-10 anos 3900-12350 610-4300 100-975 11-945
12-13 anos 58-359 35-239 759-1550 10-12 anos 3800-14200 730-4550 156-1938 14-1530
14-15 anos 47-249 15-188 716-1711 12-14 anos 1650-14400 710-4600 115-1775 15-1425
16-19 anos 61-348 23-259 549-1584 14-18 anos 1150-10200 435-4950 75-2088 45-1635
Adultos 82-453 46-304 751-1560 Adulto homem 2396-10835 1235-5487 276-1344 84-888
Adulto mulher 3422-11178 1476-5246 211-1142 69-888
142
Células T auxiliares (Th)-receptor CD4
Responsáveis por orquestrar outras células da resposta imune
na erradicação de patógenos além da ativação dos linfócitos
B, macrófagos ou mesmo LT CD8.
Células T citotóxicas- receptor CD8
Envolvidas principalmente nas repostas antivirais e
também atividade antitumoral.
Subclasses de IgG
IgG1 e IgG3
• timo-dependentes e direcionados a antígenos protéicos
• Atingem níveis semelhantes aos do adulto por volta dos 2 anos de idade
• IgG1 60-70% da IgG sérica total
• IgG3 4-8% da IgG sérica total
IgG2
• timo-independentes com participação importante na resposta humoral
contra antígenos da parede bacteriana (carboidratos e polissacárides)
• Atingem níveis semelhantes aos do adulto na adolescência
• IgG2 14 a 30% dos níveis de IgG total.
143
Valores de Referencia das Imunoglobulinas
144
145
Vacinas em Pacientes com Imunodeficiência Primária
Imunodeficiência Vacinas contra Vacinas extras
indicadas recomendadas
Deficiências combinadas da BCG Salk
imunidade celular e humoral Sabin Influenza
(SCID, di George, Wiskott Aldrich, Rotavírus Porém a resposta á
Ataxia teleangiectasia) SCR vacina é insatisfatória
Varicela
Febre Amarela
Deficiências da imunidade Sabin Salk
humoral grave Rotavírus Influenza
(Agamaglobulinemia, IDCV) SCR Porém a resposta á
Varicela vacina é insatisfatória
Febre Amarela
Deficiências da imunidade Sabin Salk
humoral leves (Deficiência de IgA Pneumo
e de subclasse de IgG ) Meningo C
Influenza
Varicela
Deficiências do complemento e Nenhuma Varicela
da lectina fixadora de manose Pneumo
Meningo C
Influenza
Deficiências da fagocitose: BCG Influenza
Doença granulomatosa crônica. Varicela
Vacinas virais Pneumo
vivas são seguras Meningo C
Asplenia Vacinas vivas Meningococo
virais e Pneumococo
bacterianas são Hib
seguras
146
Doença Granulomatosa Crônica
147
Linfohistiocitose Hemofagocítica
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS HLH 2004
148
Infecções Relacionadas aos Cateteres Vasculares
Tratamento
− Sempre realizar cobertura para Estafilococos
− Acrescentar cobertura para Bacilos Gram Negativos em caso de:
− Pacientes sépticos
− Pacientes neutropênicos
− Pacientes com cateter inserido em veia femoral
− Considerar cobertura para Candida em pacientes sépticos que
apresentem algum destes fatores de risco:
− Nutrição Parenteral Total
− Uso prolongado de antibióticos de amplo espectro
− Neoplasias hematológicas
− Receptores de TMO ou órgãos sólidos
− Colonização por Candida em múltiplos sítios
Quando NÃO manter o CVC?
− Sepse severa e instabilidade hemodinâmica
− Endocardite ou evidência de infecção metastática
− Tromboflebite supurativa
− Hemocultura positiva após 72 h de tratamento com antibiótico
− Presença de lesão valvar prévia ou próteses endovasculares
− Neutropenia
− Infecção por S. aureus, Candida sp., e Bacilos Gram Negativos
149
A troca com fio guia pode ser realizada em caso de
dificuldades técnicas ou elevado risco de complicações de uma
nova punção desde que não haja sinais de infecção no sitio de
saída do cateter. Contudo, se a cultura da ponta do cateter
retirado for positiva, o sítio de inserção deve ser trocado
150
Nas ICSRC complicadas o tempo de tratamento é:
− Endocardite: 4-6 semanas
− Tromboflebite supurativa: 4-6 semanas
− Osteomielite: 4-6 semanas em crianças e 6-8 semanas em
adultos
151
Infecções Sistêmicas
Remover o Cateter em caso de:
− Mesmas indicações dos CVC de curta permanência
− Infecção do túnel ou do “Port”.
− Cateteres infectados por germes pouco virulentos mas de difícil
erradicação como: Bacillus sp., Micrococcus e Propionebacterium
após excluída a possibilidade de contaminação da hemocultura
152
Pesquisa de Endocardite com Ecocardiograma
− Em casos de ICSRC por S. aureus é recomendado realizar ECO
de todos os pacientes entre o 5o e o 7o dia do início da
bacteremia onde a sensibilidade é maior. Caso o ECO descarte
endocardite o antibiótico sistêmico pode ser mantido por 14 dias
− Para os demais germes o ECO só está indicado em caso de
sintomatologia sugestiva ou hemoculturas persistentemente
positivas
Indicação:
Infecções não complicadas em cateteres tunelizados ou
totalmente implantados inseridos 14 dias ou mais e causadas por:
− Estafilococos coagulase negativos
− Enterococo
− Bacilos Gram Negativos exceto P.aeruginosa
A terapia de selo deve sempre estar associada ao ATB
sistêmico.
A única situação em que pode ser empregada isoladamente é em
caso de colonização do cateter por SCN ou BGN sem infecção
concomitante da corrente sanguínea. Estes casos caracterizam-se por
múltiplas HMC do cateter positivas porém HMC periféricas negativas e
ausência de sinais clínicos de infecção da corrente sanguínea
153
Como realizar a terapia de selo:
− Preparar a solução diluindo o antibiótico em soro fisiológico no
volume necessário para preencher o cateter, em geral 2-5 ml são
suficientes.
− Sempre que possível preferir selo com adição de heparina exceto
se:
− Incompatibilidade concentração dependente com alguns
antibióticos
− Risco de sangramento
− Trombocitopenia induzida por heparina
− Quando a heparina estiver contra indicada, apenas os
antibióticos estáveis em uso isolado podem ser usados
− Ao final do tempo programado para permanência do selo,
a solução deve ser drenada e desprezada e jamais
infundida no paciente
Cancelar a terapia e remover imediatamente o cateter se:
− Deterioração clínica durante o tratamento
− Não houver resolução da bacteremia após 72 horas de
tratamento com antibiótico para o qual o germe é sensível
− Recorrência da infecção
154
Antibiótico e concentração Estabilidade (horas)
Rifampicina 5 mg/mL 48
Teicoplanina 10 mg/mL 48
Tigeciclina 2 mg/mL 4
Vancomicina 5 mg/mL 72
Daptomicina 2 mg/mL e Rifampicina 2 4
mg/mL
Linezolida 2 mg/mL e Rifampicina 2 mg/mL 4
Tigeciclina 2 mg/mL e Rifampicina 2 mg/mL 4
Vancomicina 2 mg/mL e Rifampicina 2 4
mg/mL
Observação: Betalactâmicos inativam Aminoglicosídeos in vitro e estes
não devem ser misturados na mesma solução
Selo de Anfotericina B
− Deve sempre último recurso pois os cateteres infectados por
Candida devem ser sempre retirados
− Preparar uma solução com a seguinte concentração: Anfotericina
5mg/ml + Heparina 100 Ui/ml de solução glicosada 5% (nunca
SF0,9%)
− Deixar durante 6 horas no cateter e desprezar após
− Fazer por 14 dias associado ao tratamento sistêmico
Selo de Etanol
Diluir 7 ml de etanol absoluto (formulação medicamentosa) em 3 ml
de AD
Selo Profilático
− Instilar 2-3 ml da solução em todas as vias do cateter e deixar
agir por no mínimo uma hora.
− Após esse período, infundir 10-20ml de SF0,9% para “lavar” o
cateter antes de ser usado. Repetir diariamente, enquanto o
paciente estiver hospitalizado.
Selo Terapêutico
− Instilar 2-3ml da solução em todas as vias do cateter deixando-a
agir por 12 horas. Após esse período, a solução deverá ser
aspirada do cateter por e desprezada.
− Imediatamente após a remoção do etanol, o cateter deverá ser
“lavado” com 40ml de SF0,9%, antes da infusão da nova solução
de etanol. Esse processo deverá ser repetido a cada 12 horas,
por 7 dias.
− O uso concomitante de antibióticos sistêmicos deverá ser feito
quando houver febre e outros sinais clínicos de infecção mesmo
quando o cateter não estiver sendo usado. Caso os sintomas só
apareçam durante o uso do cateter, a terapia sistêmica é
desnecessária.
− Repetir a hemocultura após o término da terapia intra-luminal,
para confirmação da erradicação do agente infeccioso
155
Pneumonia Hospitalar
Classificação:
• Início precoce
• até 5 dias após a admissão
• Menos grave
• Início tardio
• 5 dias ou mais após a admissão ou intubação
• Maior morbimortalidade
• Bactérias mais resistentes
156
157
ATENÇÃO!!!
Culturas de secreções respiratórias (ex. Aspirado Traqueal)
não têm valor na ausência de sinais clínicos e radiológicos de PAV.
Não devem ser colhidas na ausência de suspeita clínica (piora de
febre, aumento nos parâmetros ventilatórios, mudança no aspecto
da secreção) e radiológica (novo velamento) consistente com
Pneumonia.
Caso esteja indicada sua coleta, a análise deve ser
quantitativa, considerando positivo o crescimento ≥ 105UFC/ml
Tratamento
• Considerar:
• Gravidade do quadro clínico
• Pneumonia Precoce X Tardia
• Fatores de risco para infecção por germes resistentes
• Perfil de resistência bacteriana da unidade
• Escolher sempre que possível um ATB de classe diferente do
usado nas 2 semanas anteriores
• De preferência monoterapia
• Tempo de Tratamento: 7-10 dias
• Exceto se:
• Pseudomonas, Acinetobacter: 10-14 dias
• S. aureus: 14-21 dias
158
159
Profilaxia Cirúrgica em Pediatria
Esquema Droga Dose Repique intraoperatório Dose do Repique Doses subsequentes (pós operatório)
Indução intraoperatório
1 Cefazolina 50mg/kg 3/3h 25mg/kg 25mg/kg (máximo 1g) de 8/8h
Máximo 2g Máximo 1g
2 Cefuroxima 50mg/kg 4/4h 50mg/kg 50mg/kg (máximo 750mg) de 8/8h
Máximo Máximo 750mg
1,5g
3 Cefoxitina 40mg/kg 3/3h 20mg/kg 20mg/kg (máximo 1g) de 8/8h 8/8h
Máximo 2g Máximo 1g
4 Clindamicina 20mg/kg 4/4h 10mg/kg 10mg/kg (máximo 300mg) de 6/6h
Máximo Máximo 300mg
600mg
5 Vancomicina 20mg/kg 6/6h 10mg/kg Cardíaca:20mg/kg/dose 12h após última
+ Máximo Máximo 500mg dose (uma única vez)
500mg Neuro:10mg/kg/dose (máximo 500mg) de
6/6h quando indicado
Amicacina 15mg/kg Somente se houver grande 7,5mg/kg Cardíaca: não indicado
Máximo sangramento Máximo 500mg Neuro: 10mg/kg/dose (máximo 500mg) de
500mg 12/12h quando indicado
6 Metronidazol 30mg/kg 4/4h 15mg/kg 7,5mg/kg/dose (máximo 500mg) de 8/8h
+ Máximo Máximo 500mg
500mg
Gentamicina 3-5mg/kg Apenas se houver grande 1mg/kg 1m/kg/dose de 8/8h
Máximo sangramento Máximo 60-80mg
60-80mg
7 Vancomicina 20mg/kg 6/6h 10mg/kg 10mg/kg/dose (máximo 500mg) de 6/6h
Máximo Máximo 500mg
500mg
8 Ampicilina + 50mg/kg 3/3h 25mg/kg 25mg/kg/doses de 6/6h
Gentamicina 2,5- Apenas se houver grande 1mg/kg 1m/kg/dose de 8/8h
3mg/kg sangramento
160
Profilaxia Cirúrgica em Pediatria
Classificação das Cirurgias quanto ao Risco de Infecção
Limpas Cirurgias realizadas em tecidos limpos, passíveis de Artroplastias
descontaminação. Cirurgias ortopédicas eletivas
Risco de Infecção de Não penetra os tratos respiratório, gastrointestinal e Cirurgias cardíacas
1 a 2% geniturinário. Neurocirurgias
Sem evidência de inflamação local Herniorrafias de todos os tipos
Técnicas assépticas respeitadas Mastectomia
As feridas limpas são fechadas por primeira intenção e Mastoplastia
drenadas por drenagem fechada quando necessário Vagotomia superseletiva
São cirurgias eletivas e não-traumáticas. Cirurgia vascular
Cirurgias de ovário
Enxertos cutâneos
Esplenectomia
Potencialmente Realizadas em tecidos colonizados por flora microbiana Histerectomia abdominal
contaminadas pouco numerosa Cesárea
Cirurgia que intervém nos tratos gastrointestinal, Cirurgias ginecológicas
Risco de Infecção geniturinário, respiratório e orofaringe com Cirurgia eletiva do intestino delgado
até 2-4 % extravasamento mínimo do seu conteúdo. Cirurgia gástrica e duodenal
Sem evidência de inflamação e técnica asséptica Cirurgia das vias biliares
adequada. Cirurgia intra nasal
Feridas traumáticas recentes. Cirurgias orais e de orofaringe
Feridas traumáticas limpas – até 10 horas do trauma
Contaminadas Cirurgia em tecidos com flora abundante e de difícil Apendicectomia sem supuração
descontaminação ou quando é encontrada Inflamação Cirurgia colorretal eletiva
Risco de Infecção de aguda não purulenta Cirurgias orais
7-10% Quebra de técnica asséptica com extravasamento Cirurgia de vias biliares na presença de bile contaminada
grosseiro do conteúdo de víscera oca exceto cólon. Feridas traumáticas com atendimento após 10 h
Infectadas Cirurgias realizadas em qualquer tecido ou órgão com Nefrectomia com infecção
presença de processo infeccioso, tecido necrótico e Cirurgia abdominal com presença de pus ou conteúdo do
Risco de Infecção de corpos estranhos. cólon
10-40% Extravasamento de pus ou conteúdo do cólon. Cirurgia de reto ou anus com pus
Lacerações por mordedura humana ou de animais. Fraturas expostas há mais de 6 horas
Feridas traumáticas antigas com tecido desvitalizado
161
Profilaxia Cirúrgica em Pediatria
162
Profilaxia Cirúrgica em Pediatria
CLOREXIDINA:
• Bactericida contra cocos G+ e BGN, virucida e fungicida
• Efeito residual de 6-8h
• Degermante 2 e 4%
– Lavagem das mãos antes de procedimentos invasivos
– Lavagem das mãos em unidade críticas
– Degermação da pele antes de procedimentos cirúrgicos
– Banho do RN internado
• Alcoólica 0,5%
– Antissepsia complementar da pele no campo operatório
– Antissepsia da pele na coleta de culturas
• Aquosa 0,2%
– Antissepsia complementar de procedimentos invasivos nos RN
prematuros extremos
– Antissepsia para cateterismo vesical
• Higiene oral:
– Líquida 0,12%
• bochecho no paciente consciente
– Gel 2 %
• Aplicação nos pacientes sob VM com redução do nível de
consciência
163
Precauções e Isolamentos recomendados nas situações mais
frequentes em pediatria
Guideline for Isolation Precautions: Preventing Transmission of Infectious Agents
in Healthcare Settings 2007. Jane D. Siegel and the Healthcare Infection Control
Practices Advisory Committee
164
Infecção/Agente Etiológico Precauções
Tipo Duração
Herpes zoster
Localizado em paciente imunocompetente P
Pacientes imunocomprometidos ou A,C Até a ausência de
disseminado (2 ou mais dermátomos) em vesículas
qualquer paciente
Impetigo C Até 24h do inicio da
antibioticoterapia
Influenza (gripe) G DD (8)
Infecções respiratórias por Parainfluenza e VSR C Durante toda a
em Crianças internação
Infecções respiratórias por Adenovírus em C, G Durante toda a
Crianças internação
Leptospirose P
Meningite
Neonatal P
Viral P
Por H. influenzae B G Até 24h do inicio da
antibioticoterapia
Por meningococo G Até 24h do inicio da
antibioticoterapia
Por pneumococo P
Tuberculosa P
Outras bactérias P
Fúngica P
Meningococcemia G Até 24h do inicio da
antibioticoterapia
Micobacterioses atípicas P
Mononucleose (e outras infecções pelo EBV) P
Neutropênicos P
Organismos multirresistentes-infecção ou C DI
colonização (7)
Parvovírus B 19 G (11)
Pediculose C Até 24h do final do
tratamento
Pneumonia
Mycoplasma G DD
Pneumocócica P
Pneumocystis jiroveci P
Burkholderia cepacia em pacientes com FC C(9) DH
(inclusive colonização)
S. pyogenes G Até 24h do inicio da
antibioticoterapia
165
Infecção/Agente Etiológico Precauções
Tipo Duração
Pneumonia (continuação)
Outras bactérias P
Vírus sincicial respiratório C Até a alta
Adenovírus G,C DD
Rubéola
Congênita C Até 1 ano de idade (3)
Adquirida G Até 7 dias do inicio do
exantema
Sarampo (todas as apresentações) A Até 4 dias do inicio do
exantema
SARS C,G DD
Sífilis, todas as formas, inclusive congênita P
Síndrome de Stevens-Johnson P
S. aureus
Ferida extensa e grande queimado (1) C T24H
Ferida pequena e contida (2) P
Síndrome do choque tóxico P
Síndrome da pele escaldada (10) C DD
S. pyogenes
Ferida extensa e grande queimado (1) C T24H
Ferida pequena e contida (2) P
Pneumonia, faringite ou escarlatina em crianças G T24H
Tíneas P
Toxoplasmose P
Tuberculose
Extrapulmonar sem drenagem P
Extrapulmonar com drenagem A,C (12)
Pulmonar em adultos e crianças > 10 anos A Até 3 baciloscopias
negativas
Pulmonar em crianças < 10 anos P
Meníngea P
Miliar P
Úlcera de decúbito
Extensa, com secreção não contida C DD
Pequena ou com secreção contida P
Varicela A,C Até a ausência de
vesículas
Verminoses P
166
P= Precauções PADRÃO
C= Precauções de CONTATO (somadas às precauções padrão)
G= Precauções com GOTÍCULAS (somadas às precauções padrão)
A= Precauções com AEROSSÓIS (somadas às precauções padrão)
Duração das precauções:
DD= Durante toda a duração da doença (em feridas, até o
desaparecimento da secreção)
T= Até o tempo especificado, após início da terapêutica apropriada
CN= Até que a cultura seja negativa
DH= Durante todo o período de hospitalização
F= Ver notas adicionais
AMBIENTE PROTETOR
O ambiente protetor é indicado somente para pacientes submetidos
a transplante de medula óssea (TMO) alogênico, nos primeiros 100
dias após o transplante.
Não há estudos conclusivos sobre sua necessidade para
outros tipos de pacientes imunodeprimidos.
Notas Adicionais:
1. Sem curativo ou curativo que não contém a drenagem
2. Curativos que adequadamente contêm a drenagem
3. Rubéola Congênita: A não ser que as culturas virais de urina e
secreção de nasofaringe sejam repetidamente negativas após os três
meses de idade.
4. Até que duas culturas coletadas com intervalo de 24 horas se mostrem
negativas
5. Hepatite A em Incontinentes: Manter precauções de contato durante
toda a hospitalização para crianças menores de três anos. Em crianças
de 3-14 anos, mas que sejam incontinentes, manter por até 14 dias do
início dos sintomas. Para > 14 anos manter por 7 dias após o início dos
sintomas.
6. Herpes Neonatal: indicado precauções de contato também para recém
nascidos de mães com lesões ativas nascidos de parto normal ou
cesárea com bolsa rota por mais de 4-6 horas mesmo que
assintomáticos até o resultado negativo das culturas de superfície
7. Patógenos multirresistentes devem ser definidos de acordo com
critérios epidemiológicos de cada hospital
8. Influenza: o CDC recomenda 5 dias a partir do início dos sintomas. O
Manual de Influenza do MS orienta por 7 dias após o início dos
sintomas ou até por 24 horas após o desaparecimento da febre e
sintomas respiratórios.
9. Evitar coorte ou internação em mesmo quarto que paciente portador
de fibrose cística não-colonizado ou infectado por B. cepacea.
10.Bolhas são causadas por toxinas, e não pela bactéria. No entanto,
muitas vezes o paciente é maciçamente colonizado por S. aureus.
11.Parvovírus B19: manter as precauções durante toda a hospitalização
no caso de doença crônica em imunocomprometidos. Pacientes com
crise plástica transitória manter por 7 dias
12.Até melhora clínica e 3 culturas negativas da secreção drenada
167
PRECAUÇÕES PADRÃO
1. Higiene das mãos
Sempre que tiver contato com o paciente, entre procedimentos no
mesmo paciente, após contato com sangue, líquidos corporais,
secreções, excreções, artigos ou equipamentos contaminados e
após a remoção das luvas.
A higiene das mãos pode ser realizada com água e sabão ou com
álcool-gel.
2. Uso de luvas
Para prevenir contaminação grosseira das mãos com sangue,
líquidos corporais, etc. Usar luvas de procedimento não – estéreis.
3. Uso do avental
Para proteger a roupa e superfícies corporais sempre que houver
possibilidade de ocorrer contaminação por líquidos corporais e
sangue. Devem ser de manga longa.
4. Uso de máscara, protetor ocular e facial
Estes equipamentos são usados sozinhos ou associados, quando
houver risco de respingo de secreções ou fluidos biológicos, para
proteção da mucosa dos olhos, nariz e boca.
5. Limpeza e desinfecção de artigos e equipamentos
contaminados
Os equipamentos e artigos utilizados para os cuidados do paciente
devem ser manuseados com precaução padrão, quando estiverem
sujos de sangue ou fluidos corporais.
A reutilização em outros pacientes deve ser precedida de limpeza
mecânica e desinfecção ou esterilização de acordo com a
classificação do artigo.
6. Cuidados com perfurocortantes
Cuidados com o uso e manipulação de materiais perfurocortantes.
168
PRECAUÇÕES RESPIRATÓRIAS PARA GOTÍCULAS
São partículas > 5µ geradas durante tosse, espirro ou fala, e
na realização de procedimentos como aspiração de VA ou
broncoscopia. Podem se depositar nas mucosas (nariz, boca e
olhos).
Esta via de transmissão exige uma proximidade com o
paciente fonte.
Estas gotículas, por serem maiores, só atingem curta
distância (até 1 metro) e não permanecem suspensas no ar não
sendo necessários cuidados especiais com a ventilação e aeração.
Consistem em:
1. Quarto privativo, ou coorte de pacientes com a mesma
condição. A distância mínima entre dois pacientes ou entre
pacientes e visitantes deve ser de 1 metro;
2. Proteção respiratória: Uso de máscara cirúrgica sempre
que os profissionais de saúde entrar no quarto;
3. Transporte de paciente com máscara cirúrgica comum,
devendo ser limitado ao mínimo possível.
PRECAUÇÕES DE CONTATO
Para pacientes suspeitos ou sabidamente infectados ou
colonizados por patógenos importantes epidemiologicamente, e que
possam ser transmitidos por contato direto ou contato indireto.
Consistem em:
1. Internação em quarto privativo ou coorte, caso os pacientes
estejam acometidos pelo mesmo agente
2. Uso de luvas de procedimento ao entrar no quarto do paciente, e
após contato com material que possa estar contaminado por
microorganismos. Lavar as mãos ao retirar as luvas. Após a lavagem
das mãos, evitar contato com superfícies contaminadas;
3. Uso de aventais de mangas longas ao entrar no quarto, ou entrar em
contato com paciente que possa estar contaminando o ambiente (ex:
diarréia, incontinência, colostomia, ileostomia, ferida com secreção
abundante ou não contida com curativo).
4. O avental deve ser retirado antes da saída do quarto, com cuidado
para evitar o contato da roupa com superfícies ambientais
5. O transporte de pacientes para fora do quarto deve ser reduzido ao
mínimo possível e as precauções devem ser mantidas durante o
transporte;
6. Os itens que o paciente tem contato e as superfícies ambientais
devem ser submetidos à limpeza diária e desinfecção com álcool 70%
7. Equipamentos como respirador e bomba de infusão, estetoscópio,
esfigmomanômetro, sempre que possível devem ser usados
exclusivamente para um único paciente. Se isso não for possível, a
desinfecção destes materiais deverá ser realizada antes que o
artigo/equipamento seja usado em outro paciente.
169
Prevenção da Infecção Hospitalar pelo Vírus Sincicial
Respiratório
170
C. Evitar que os profissionais com sintomas respiratórios cuidem de
pacientes de maior risco, como os recém nascidos prematuros e
aqueles portadores de doenças cardíacas e pulmonares além de
solicitar que os mesmos utilizem máscaras ao cuidar dos demais
pacientes
171
Definição de Caso Suspeito de Coqueluche:
Menor de seis meses de idade: Toda criança, independente do
estado vacinal, que apresente tosse de qualquer tipo há 10 dias
ou mais, associada a um ou mais dos seguintes sinais e
sintomas:
- Tosse paroxística – tosse súbita incontrolável, com tossidas
rápidas e curtas (5 a 10), em uma única expiração.
- Guincho inspiratório
- Vômitos pós-tosse
- Cianose
- Apneia
- Engasgos
172
Conclusão:
− Enquanto que nas infecções pelo VSR não há indicação de uso de
máscara cirúrgica (apenas se for fazer aspiração das VAS), nos
casos suspeitos de Coqueluche a mesma está indicada.
− Lactentes abaixo de 6 meses com infecção por VSR podem
apresentar um quadro de Síndrome Coqueluchóide, muitas vezes
difícil de diferenciar de um episódio de Coqueluche. Também é
possível que a criança esteja infectada pelos dois agentes ao
mesmo tempo.
173
Conduta diante de um caso de paciente internado com
Varicela
Definições:
Período de Contagiosidade: 1-2 dias antes do início do exantema
até que todas as lesões estejam na fase de crosta
Período de Incubação: 10-21 dias (mais curto em
imunossuprimidos)
Exposição Significativa: compartilhar quarto ou permanecer por
período ≥1 hora em ambiente fechado com paciente com varicela
174
5. Os profissionais de saúde expostos e suscetíveis a varicela
devem, se possível, ser afastados do contato direto com os
pacientes do 8° ao 21° dia ou caso não seja possível devem usar
máscara cirúrgica
6. Quando não houver contra indicação vacinar os suscetíveis até o
5º dia após o contato (idealmente nas primeiras 72 horas).
Nesta situação a vacinação é 85-90% eficaz na prevenção do
caso secundário.
7. Nas situações em que a vacina é contra indicada e o paciente
tenha risco de desenvolver uma forma grave da doença, indicar
VZIG nas primeiras 96 horas do contato para:
- Menores de 1 ano de idade
ü A vacina Varilix ® (laboratório GSK) pode ser utilizada em
crianças a partir do 9 meses
- Gestantes suscetíveis
- Imunodeprimidos
ü Deficiência de imunidade celular, infecção pelo HIV, uso de
imunossupressores ou corticóides na dose >2mg/kg de
prednisona ou equivalente
- História de anafilaxia com gelatina ou neomicina
Contactante
suscetível?
NÃO
SIM
Sem necessidade
de isolamento ou
Alta hospitalar se possível imunoprofilaxia
Vacina ou VZIG
Manter em Precauções
respiratórias para aerossóis do 8º
ao 21º dia (28º dia se VZIG)
175
Contato com varicela por mais de 1 hora em ambiente
fechado
Período de 48h antes do início do exantema até todas as lesões em crosta
Contactante
suscetível?
NÃO
SIM
Sem
necessidade
de profilaxia
Idade < 1 ano? SIM VZIG*
Imunossuprimido?
Gestante ?
NÃO VACINA**
Doses:
Vacina = 0,5 ml via SC
Até 120 horas do contato
VZIG = 125U/10 kg, sendo o mínimo 125U e o máximo 625U, via
IM
Até 96 horas após a exposição
Duração do efeito= 3 semanas
176
Calendários Vacinais
dT X
Hib* * * *
Pólio IPV IPV OPV OPV OPV
Rotavírus X X
Pneumo X X X X
10v
Meningo X X X
C
Influenza Crianças entre 6 meses e 5 anos durante as campanhas anuais
Febre X X
Amarela
SCR X
Tetra X
viral
Hepatite X X
A
177
Ministério da Saúde 2014 Adolescentes 11-19 anos
Vacinas Esquema inicial Reforço
Hepatite B Não vacinados ou sem comprovante de vacinação anterior: três Não é necessário
doses (0, 1 e 6) com intervalo de um mês entre a 1ª e a 2ª
dose e 6 meses entre a 1ª e a 3ª
Esquema vacinal incompleto: completar o esquema
dT Sem comprovação de vacinação anterior: 3 doses com intervalo 1 dose a cada 10 anos
de 60 dias (mín 30 dias). Em caso de gravidez e ferimentos contaminados
Vacinados anteriormente com 3 doses das vacinas DTP, DT ou antecipar dose de reforço caso a última dose tenha
dT: esquema de reforço sido há mais de 5 anos
SCR 2 doses intervalo mínimo 30 dias para aqueles não vacinados Não é necessário
anteriormente
178
Sociedade Brasileira de Pediatria 2013 Crianças
Vacina Ao 2 3 4 5 6 7 9 12 15 18 4-6 10 14-
nascer meses meses meses meses meses meses meses meses meses meses anos anos 16
anos
BCG X
Hepatite X X X
B
DPT/DPTa X X X X X
dT/dTpa X
Hib X X X X*
Polio IPV IPV OPV OPV OPV
Rotavírus X X
Pneumo X X X X
10v
Meningo C X X X X*
Meningo X*
ACWY
Influenza Anualmente entre 6 meses e 5 anos de idade
Febre X X
Amarela
SCR X X
Varicela X X
Hepatite X X
A
179
Sociedade Brasileira de Pediatria 2013 Adolescentes
Vacinas Esquema
HPV 3 doses
180
Vacinação do prematuro
• Em geral é seguida a idade cronológica
• Exceções:
ü Adiar BCG até 2 kg de peso
ü 4 doses de Hepatite B nos PT < 2kg (esquema 0,1,2 e 6 meses)
ü Nos < 1kg substituir DPT por DPTa na 1ª dose
• Vacinar pais, cuidadores e profissionais de saúde
• Caso o bebê ainda esteja hospitalizado aos 2 meses:
ü Substituir a DPT pela DPT acelular.
ü Contraindicada a vacina contra o Rotavírus
PREMATURIDADE
− Pretermo com IG < 28 sem e 6d, sem DPC, que tenha menos de 12 meses de idade no inicio da sazonalidade do
VSR
DOENÇA PULMONAR CRÔNICA
− Crianças < 2 anos com DPC da prematuridade, que necessitam tratamento* nos 6 meses anteriores ao início da
sazonalidade do VSR
*oxigênio inalatório, diuréticos, bronco dilatador, corticosteroide inalatório
CARDIOPATIAS
− Crianças < 2 anos com cardiopatia que:
• necessite tratamento da ICC
• HP moderada-grave
• cardiopatia cianosante
− Cardiopatias que não necessitam: CIV e CIA sem repercussão hemodinâmica, cardiomiopatia moderada e aquelas
corrigidas totalmente cirurgicamente, sem IC residual
181
Eventos Adversos das Vacinas- BCG
Evento adverso Descrição Tempo para Frequência Conduta
ocorrência
Abscesso São quentes, vermelhos e dolorosos. Precocemente, Antimicrobiano para processo
Subcutâneo Aparecem sinais de flutuação e em torno do até o 15º dia. infeccioso da pele.
Quente local da aplicação. Deve-se à contaminação
por germes piogênicos.
Linfadenopatia Linfonodos hipertrofiados com mais de 3 cm Nos primeiros 3 1-10% dos casos Notificar e acompanhar.
regional NÃO sem evidência de supuração (flutuação e/ou meses. Orientar retorno, pois pode
supurada fistulização). evoluir para supuração.
Não puncionar nem
administrar Isoniazida
Linfadenopatia Linfonodos hipertrofiados axilares, supra ou Em média O risco médio Notificar e acompanhar.
regional infraclaviculares, inicialmente endurecidos, Nos primeiros 3 descrito para Administrar Isoniazida
supurada podem atingir mais de 3 cm de diâmetro. Em meses. efeitos locais e 10mg/kg/dia 1x/dia até o
seguida há formação de abscesso com regionais (úlcera, desaparecimento da
amolecimento central que pode sofrer abscesso e supuração e diminuição
drenagem espontânea originando uma fístula linfadenopatia significativa do tamanho do
residual. regional gânglio.
supurada) é de Esses gânglios não devem ser
0,387 por mil incisados nem fazer exérese.
Úlcera com Úlcera grande e profunda que aparece no local Nos primeiros 6 vacinados. Notificar e acompanhar.
diâmetro maior da aplicação e não evolui para cicatrização meses. No caso da não cicatrização
que 1 cm dentro de 12 semanas. Administrar Isoniazida
Abcesso São frios, indolores e tardios e têm como Nos primeiros 3 10mg/kg/dia 1x/dia até a
Subcutâneo Frio causa a aplicação subcutânea, por erro na meses. regressão completa da lesão.
técnica de administração da vacina. Em torno
do local da aplicação da vacina aparece uma
área de flutuação ou não (dependendo do
tempo de evolução).
Podem fistulizar.
Isoniazida: Dose máxima de 400mg/dia (apresentação 1cp=100mg)
182
Eventos Adversos das Vacinas- DPT
Evento adverso Descrição Tempo para Frequência Conduta
ocorrência
Febre ≥39,5o C Inicia-se entre 2 a 8 1:100 doses Notificar e investigar a
Choro persistente Choro contínuo e inconsolável durante horas, prolongando- 1:100 doses existência de relação com outras
3 horas ou mais. se até 48 horas após causas.
a vacina. Tratamento sintomático
NÃO CONTRAINDICA AS
DOSES SUBSEQUENTES.
Recomendar antitérmico
profilático.
Orientar os pais sobre os riscos
e complicações da coqueluche.
Episódio Palidez, diminuição do tônus muscular Nas primeiras 48 1:1500 doses Notificar e investigar.
Hipotônico - ou ausência de resposta a estímulos horas, principalmente Tratamento de suporte.
Hiporresponsivo diminuída ou ausente. Pode ocorrer nas primeiras 6 horas Contra indicado DPT
(EHH) cianose, depressão respiratória, sono após a vacina. CONTINUAR ESQUEMA COM
prolongado e perda de consciência. Duração 10 min-4 DTP ACELULAR.
horas
Convulsão Quadro convulsivo, geralmente TCG, Até 72 horas, quase 1/5.000 doses
duração de poucos minutos até mais sempre primeiras 12 (observadas
de 15 minutos, geralmente com febre e horas. nas primeiras
sem sinais neurológicos focais. 48 horas).
Encefalopatia Convulsões de difícil controle, alteração Nos primeiros 7 dias 1: 110.000 Notificar e investigar.
profunda da consciência e do doses Tratamento a cargo do
comportamento. neurologista.
CONTRAINDICA AS DOSES
SUBSEQUENTES TANTO DE
DPT QUANTO DE DPTa.
Completar o esquema com a DT
(dupla infantil).
183
Eventos Adversos das Vacinas- Influenza
Eventos Descrição Tempo Frequência Conduta Observação
adversos aplicação/evento
Eventos Dor local, eritema, 1-2 dias após 10% – 64% Notificar reações Não contraindica
locais enduração a vacinação dos muito extensas. doses
Dura 48 horas vacinados Analgésicos, subsequentes.
se necessário.
Eventos Febre, mialgia, 6-12 horas após - Tratamento Não contraindica doses
sistêmicos cefaleia, sintomas a vacinação sintomático. subsequentes.
“flu”-like de leve Dura 48 horas Afastar diagnósticos
intensidade diferenciais.
184
Eventos Adversos das Vacinas- Tríplice e Tetra Viral
Evento adverso Descrição Tempo Frequência Conduta
Aplicação/evento
Cefaleia, Associadas aos Entre o 5o e o 12o dia após a 0,5 a 4% dos Notificar e
irritabilidade, componentes do vacinação primovacinados acompanhar
febre baixa, Sarampo e da Rubéola
conjuntivite e/ou
manifestações
catarrais
Exantema Pode ter extensão variável. Entre o 7o e o 14o dia após 5% dos Notificar e
Dura em torno de 2 dias vacinação primovacinados acompanhar
Linfadenopatia Associada ao componente Entre o 7o e 21o dia após a Menos de 1% dos Investigar e
da Rubéola vacinação primovacinados acompanhar
Meningite Relacionada ao componente da Caxumba Entre o 15o e 21o dia após Cepa Jeryl Lynn: Notificar, investigar e
a vacinação 1/250.000 a 1/1.800.000 acompanhar
Cepa Urabe: Avaliação clínica
1/11.000 a 1/400.000.
e laboratorial
Cepa Leningrad-
Contraindicar doses
Zagreb: 1/3.390
subsequentes.
Púrpura Geralmente de evolução benigna 2 a 3 semanas após a 1/30.000 a 1/40.000 Notificar e
Trombocitopênica vacinação vacinados acompanhar
Contraindicar doses
subsequentes
Artralgia As articulações mais afetadas são: Entre 1 a 3 semanas após 25% das Notificar, investigar e
e/ou artrite interfalangeanas, metacarpofalangeanas, a vacinação mulheres acompanhar, apenas
joelhos, cotovelos e tornozelos vacinadas com os casos de artrite
Associado ao componente da Rubéola. a cepa RA 27/3 Tratamento
Duração de 1 a 3 semanas sintomático.
Parotidite, Associado aos componentes 10o ao 21o dia após a Parotidite: com Investigar e
pancreatite, da caxumba vacinação cepa Jeryl Lynn: acompanhar
orquite e (parotidite) 1,6%, com cepa Não contraindica
ooforite Urabe AM9 1 a 2% doses
Outros: bastante subsequentes
raros
185
Eventos Adversos das Vacinas –Febre Amarela
Evento adverso Descrição Tempo entre Frequência Conduta
(EAPV) vacinação e o EAPV
Manifestações Febre, mialgia A partir <4% Notificar/investigar
gerais e cefaleia do 3º dia (menor em aglomerados de casos;
Sintomas leves por revacinados) não contraindica
1–2 dias revacinação
Encefalite Febre, meningismo, 7–21 dias 1 em 22 milhões Notificar e
convulsões, torpor investigar também
outras síndromes
neurológicas no
diagnóstico diferencial
Revacinação
contraindicada
Doença Viscerotrópica Síndrome ícterohemorrágica Primeiros < 1 para 450.000 Notificação imediata
aguda 10 dias doses e coleta urgente de
espécimes
Revacinação
contraindicada
186
Patologias e esquemas Vacinais Indicados
Doença Vacina Observações
Hepatopatias Influenza Dose anual durante campanha a partir dos 6 meses de idade
Crônicas Hepatite A A partir dos 12 meses de idade
Duas doses com intervalo de 6 meses
Hepatite B Esquema padrão para a idade
realizar sorologia após
Pneumocócica Menores de 2 anos: calendário normal
Conjugada Entre 2-5 anos ainda não vacinadas 2 doses com intervalo de 2 meses
10V Maiores de 5 anos: não faz
Pneumocócica A partir dos 2 anos de idade
23V 2 doses com intervalo de 5 anos
Cardiopatia e/ou DPTa Para crianças < 2 anos com risco de descompensação da doença em vigência de
Pneumopatias febre
Crônicas* (exceto Em substituição à DPT dentro do calendário básico
Asma) Pneumocócica Menores de 2 anos: calendário normal
Asma Conjugada Entre 2-5 anos ainda não vacinadas 2 doses com intervalo de 2 meses
moderada/grave em 10V Maiores de 5 anos: não faz
uso de corticoide em Pneumocócica A partir dos 2 anos de idade
dose 23V 2 doses com intervalo de 5 anos
imunossupressora Influenza Dose anual durante campanha a partir dos 6 meses de idade
fazer como Haemophilus Menores de 1 ano: Esquema padrão para a idade
Pneumopatia Crônica influenzae B 1-18 anos: dose única
Asma Influenza Dose anual durante campanha a partir dos 6 meses de idade
**Doença pulmonar crônica da prematuridade, Pneumonite alveolar, Bronquiectasias, Asma persistente moderada ou grave em
uso de corticóide em dose imunossupressora
187
Doença Vacina Observações
Diabetes mellitus Influenza Dose anual durante campanha
HaemophilusMenores de 1 ano: Esquema padrão para a idade
influenzae B
1-18 anos: dose única
Pneumocócica
Menores de 2 anos: calendário normal
Conjugada Entre 2-5 anos ainda não vacinadas 2 doses com intervalo de 2 meses
10V Maiores de 5 anos: não faz
Pneumocócica
A partir dos 2 anos de idade
23V 2 doses com intervalo de 5 anos
Coagulopatias Hepatite A A partir dos 12 meses de idade
Duas doses com intervalo de 6 meses
Hepatite B Esquema padrão para a idade
Neoplasias ou uso Pneumocócica Menores de 2 anos: calendário normal
de Conjugada Entre 2-5 anos não vacinadas anteriormente 2 doses com intervalo de 2 meses
imunossupressores 10V Maiores de 5 anos: não faz
Pneumocócica A partir dos 2 anos de idade
23V 2 doses com intervalo de 5 anos
Influenza Dose anual durante campanha
Haemophilus Menores de 1 ano: Esquema padrão para a idade
influenzae B 1 -18 anos: 2 doses com intervalo de 2 meses
Hepatite A A partir dos 12 meses de idade
Duas doses com intervalo de 6 meses
Hepatite B 4 doses (0,1, 2 e 6) com dose dobrada
realizar sorologia após
VIP Segui o calendário para a Idade
Em substituição à VOP
Hemoglobinopatias Hepatite A A partir dos 12 meses de idade
Duas doses com intervalo de 6 meses
188
Doença Vacina Observações
Usuários Crônicos Influenza Dose anual durante campanha
de AAS Varicela Esquema padrão para a idade
Para aqueles que não tiveram a doença
Suspender a medicação por 6 meses após a vacina
Doença Renal Influenza Dose anual durante campanha
Crônica Hepatite B 4 doses (0,1, 2 e 6) com dose dobrada
Síndrome nefrótica realizar sorologia após
Pneumocócica Menores de 2 anos: calendário normal
Conjugada Entre 2-5 anos ainda não vacinadas 2 doses com intervalo de 2 meses
10V Maiores de 5 anos: não faz
Pneumocócica A partir dos 2 anos de idade
23V 2 doses com intervalo de 5 anos
Haemophilus Menores de 1 ano: Esquema padrão para a idade
influenzae B 1 -18 anos: dose única
Varicela Esquema padrão para a idade
Para aqueles que não tiveram a doença e que não estejam imunossuprimidos
Fístula Liquórica Pneumocócica Menores de 2 anos: calendário normal
Conjugada Entre 2-5 anos ainda não vacinadas: 2 doses com intervalo de 2 meses
10V Maiores de 5 anos: não faz
Pneumocócica A partir dos 2 anos de idade
23V 2 doses com intervalo de 5 anos
Haemophilus Menores de 1 ano: Esquema padrão para a idade
influenzae B 1-18 anos: dose única
Maiores de 18 anos: não faz
Doença Convulsiva DPTa Em substituição à DPT dentro do calendário básico
Crônica na Crianças até 6 anos de idade
Infância
189
Doença Vacina Observações
Asplenia Pneumocócica Menores de 2 anos: calendário normal
Anatômica e Conjugada Entre 2-5 anos não vacinadas anteriormente 2 doses com intervalo de 2 meses
funcional 10V Maiores de 5 anos: não faz
Esplenectomia Pneumocócica A partir dos 2 anos de idade
eletiva, a vacina 23V 2 doses com intervalo de 5 anos
deve ser aplicada Meningo C Menores de 1 ano: Esquema padrão para a idade
pelo menos 2 Maiores de 1 ano: 2 doses com intervalo de 2 meses
semanas antes da Haemophilus Menores de 1 ano: Esquema padrão para a idade
cirurgia influenzae B 1 -5 anos: 2 doses com intervalo de 2 meses
Nos casos de 5-18 anos: dose única
esplenectomia de Influenza A partir dos 6 meses de idade
urgencia aguardar Dose anual durante campanha
pelo menos 14 dias Varicela Esquema padrão para a idade para aqueles que não tiveram a doença
para vacinar Hepatite B Esquema padrão para a idade
Doenças de Pneumocócica Menores de 2 anos: calendário normal
Depósito Conjugada Entre 2-5 anos ainda não vacinadas 2 doses com intervalo de 2 meses
Gaucher, Nieman Pick, 10V Maiores de 5 anos: não faz
Mucopolissacaridoses Pneumocócica A partir dos 2 anos de idade
tipo I e II, 23V 2 doses com intervalo de 5 anos
Glicogenoses
Haemophilus Menores de 1 ano: Esquema padrão para a idade
influenzae B 1-18 anos: dose única
Hepatite A A partir dos 12 meses de idade
Duas doses com intervalo de 6 meses
Hepatite B Esquema padrão para a idade
Meningo C Esquema padrão para a idade
Influenza A partir dos 6 meses de idade
Dose anual durante campanha
190
Doença Vacina Observações
Fibrose Cística Hepatite A A partir dos 12 meses de idade
Duas doses com intervalo de 6 meses
Hepatite B Esquema padrão para a idade
Influenza Dose anual durante campanha a partir dos 6 meses de idade
Pneumocócica Menores de 2 anos: calendário normal
Conjugada Entre 2-5 anos ainda não vacinadas 2 doses com intervalo de 2 meses
10V Maiores de 5 anos: não faz
Pneumocócica A partir dos 2 anos de idade
23V 2 doses com intervalo de 5 anos
Haemophilus Menores de 1 ano: Esquema padrão para a idade
influenzae B 1-18 anos: dose única
Doença Pneumocócica Menores de 2 anos: calendário normal Entre 2-5 anos ainda não vacinadas 2
neurológica Conjugada doses com intervalo de 2 meses
crônica 10V Maiores de 5 anos: não faz
incapacitante Pneumocócica A partir dos 2 anos de idade
23V 2 doses com intervalo de 5 anos
Influenza Dose anual durante campanha a partir dos 6 meses de idade
DPTa Em substituição à DPT dentro do calendário básico
Crianças até 6 anos de idade
Implante de Cóclea Influenza Dose anual durante campanha
Pneumocócica A partir dos 2 anos de idade
23V 2 doses com intervalo de 5 anos
Meningo C Dose única
Doenças Varicela Esquema padrão para a idade
dermatológicas Para aqueles que não tiveram a doença
graves**
***Epidermólise bolhosa, psoríase, dermatite atópica grave, ictiose e outras, assemelhadas
191
Doença Vacina Observações
Trissomias Pneumocócica Menores de 2 anos: calendário normal
Conjugada Entre 2-5 anos ainda não vacinadas 2 doses com intervalo de 2 meses
10V Maiores de 5 anos: não faz
Pneumocócica A partir dos 2 anos de idade
23V 2 doses com intervalo de 5 anos
Influenza Dose anual durante campanha a partir dos 6 meses de idade
Haemophilus Menores de 1 ano: Esquema padrão para a idade
influenzae B 1-18 anos: dose única
Hepatite A A partir dos 12 meses de idade
Duas doses com intervalo de 6 meses
Varicela Esquema padrão para a idade para aqueles que não tiveram a doença
Imunodeficiências VIP Casos de ID Humoral e Celular
Primárias Menores de 1 ano: calendário normal
Nas IDs de Maiores de 1 ano: 3 doses na falta de esquema básico
imunidade Humoral Pneumocócica Menores de 2 anos: calendário normal
grave ou Combinada Conjugada Entre 2-5 anos ainda não vacinadas 2 doses com intervalo de 2 meses
a resposta à vacina é 10V Maiores de 5 anos: não faz
prejudicada Pneumocócica A partir dos 2 anos de idade
23V 2 doses com intervalo de 5 anos
Meningo C Casos de ID humoral, do complemento e da lecitina fixadora de manose
Menores de 1 ano: Esquema padrão para a idade
Maiores de 1 ano: Dose única
Influenza Dose anual durante campanha a partir dos 6 meses de idade
Haemophilus Casos de ID Humoral ou complemento
influenzae B Menores de 1 ano: Esquema padrão para a idade
1 -5 anos: 2 doses com intervalo de 2 meses
5-18 anos: dose única
Varicela Esquema padrão para a idade
Para aqueles que não tiveram a doença
Não fazer em caso de ID Humoral ou celular
192
Doença Vacina Observações
Transplantados de VIP Apenas para os não vacinados previamente
órgãos Sólidos 3 doses com intervalo de 2 meses
Iniciar quando o nível Hepatite A Duas doses com intervalo de 6 meses
de imunossupressão Naqueles com sorologia negativa
for reduzido ao Hepatite B Naqueles com sorologia negativa
menor possível, 4 doses (0,1, 2 e 6) com dose dobrada na vigência de imunossupressão
geralmente após 6 Pneumocócica Menores de 2 anos: calendário normal
meses Conjugada Entre 2-5 anos ainda não vacinadas 2 doses com intervalo de 2 meses
10V Maiores de 5 anos: não faz
Pneumocócica A partir dos 2 anos de idade
23V 2 doses com intervalo de 5 anos
Influenza Dose anual durante campanha
Transplantados de VIP* 3 doses com intervalo de 2 meses
Medula Óssea Independente da idade
Ver abaixo Hepatite A* Duas doses com intervalo de 6 meses
observação sobre Hepatite B* 4 doses (0,1, 2 e 6) com dose dobrada
início da vacinação realizar sorologia após
após o TMO Haemophilus 2 doses com intervalo de 2 meses para qualquer idade
influenzae B*
Influenza* Dose anual durante campanha
Pneumocócica Entre 2-5 anos: 2 doses com intervalo de 2 meses
Conjugada Maiores de 5 anos: não faz
10V*
Pneumocócica A partir dos 2 anos de idade
23V* 2 doses com intervalo de 5 anos
SCR** 2 doses com intervalo de 1 mês
Varicela ** 2 doses com intervalo de 1 mês
* Início 6 meses- 1 ano após o TMO
** Início 12-24 meses após o TMO desde que não haja imunossupressão
193
Influenza Hepatite Hepatite Pneumo Meningo HiB Varicela DPTa VIP
A B
Hepatopatias Crônicas X X X X
Pneumopatia e Cardiopatias X X X X
Crônicas
Asma X
Neoplasias ou X X X X X X
Imunodepressão
terapêutica
Coagulopatias X X
Usuários Crônicos de AAS X X
Doença Renal Crônica X X X X X
Asplenias X X X X X X
Diabetes Mellitus X X X
Doenças Dermatológicas X
Graves
Doenças de Depósito X X X X X X
Fibrose Cística X X X X X
Trissomias X X X X X
Doenças Neurológicas X X X
Crônicas Incapacitantes
Doença Convulsiva Crônica X
Fístula Liquórica X X
Implante de Cóclea X X X
Imunodeficiências X X X X X X
Primárias
Após TMO X X X X X X X
Após Tx órgão Sólidos X X X X X
Hemoglobinopatias X
194
Profilaxia da Raiva
195
196
PROFILAXIA PÓS-EXPOSIÇÃO
VARICELA
A transmissão ocorre por disseminação aérea de partículas
virais (aerossóis) ou contato direto com as lesões de pele.
O período de maior transmissibilidade inicia-se 2 dias antes do
aparecimento das vesículas e perdura enquanto houver vesículas.
Considerar:
- Contato significativo
- Susceptibilidade do indivíduo exposto à varicela
- Condição especial de risco do indivíduo exposto
Contato Significativo:
Varicela= permanência por mais de 1 hora em ambiente fechado
(ex: mesmo quarto de internação) ou convívio domiciliar
Herpes Zoster=tocar ou abraçar paciente com lesões ativas.
Pacientes imunodeprimidos ou com zoster disseminado (dois ou
mais dermátomos) considerar como varicela
VZIG
Dose: 125U/10 kg Via IM
-Mínimo 125 U
-Máximo 625 U (5 frascos)
Deve ser feita idealmente em até 96 horas (4 dias)
− Proteção dura 3 semanas
B. Vacina:
Na exposição intra-hospitalar:
− Todos os indivíduos maiores de 1 ano* de idade (pacientes,
acompanhantes e profissionais de saúde), suscetíveis à Varicela,
desde que sejam imunocompetentes e não gestantes
197
Na exposição em creches e pré escolas:
− A partir da ocorrência do primeiro caso, até no máximo 4
semanas após o último caso.
− Todas Serão as crianças na faixa etária de 1 ano* a 5 anos 11
meses e 29 dias idade, suscetíveis para varicela desde que não
apresentem contraindicações
* Caso esteja disponível, a vacina da GSK (Varilix®) pode ser feita
em crianças a partir de 9 anos)
VACINA
- Deve ser feita idealmente em até 72 horas (3 dias)
- Mas pode ser feita até 120 h do contato (5 dias)
C. Na indisponibilidade da VZIG:
− Aciclovir 20mg/kg/dose 4 vezes ao dia por 7 dias (máximo
3,2g/dia)
− Iniciar entre o 7o e 10o dia pós exposição
− Pode também ser indicado quando foi ultrapassado o tempo
hábil para aplicação da VZIG (96 horas)
198
Observação:
− Não se preconiza o uso de VZIG para os pacientes de grupos de
risco, contactantes de pessoas vacinadas que apresentarem
vesículas (ocorrem em menos de 5% dos vacinados-2 a 5
vesículas de curta duração- 1 a 2 dias), pois a possibilidade de
transmissão do vírus vacinal é insignificante.
TÉTANO
Imunoglobulina antitetânica (IGHAT)
− Obtida a partir do plasma de doadores selecionados
− Neutraliza toxina do C.tetani
Indicações da IGHAT:
− Ferimentos Contaminados em pessoas sem esquema vacinal
completo
− Recém-nascidos em situações de risco para tétano cujas mães
sejam desconhecidas ou não tenham sido adequadamente
vacinadas
− Recém-nascidos prematuros com lesões potencialmente
tetanogênicas, independentemente da história vacinal da mãe.
− Indivíduos imunodeprimidos com ferimentos contaminados
independente da história vacinal
Situação Vacinal Ferimento Ferimento
Limpo Contaminado
Vacina Ig Vacina Ig
Vacinação desconhecida ou < 3 sim não sim sim
doses
≥ 3 doses última há menos 5 não não não não
anos
≥ 3 doses última entre 5 e 10 não não sim não
anos
≥ 3 doses última há mais de 10 sim não sim não
anos
IGHAT
Dose: 250 UI Via IM
- Independente de peso ou idade
- Aplicar em grupo muscular local diferente da vacina
HEPATITE A
Indicações - Red Book 2012:
Após exposição a caso confirmado de Hepatite A em:
− Contatos domiciliares não imunizados
− Crianças pequenas sem controle esfincteriano que frequentam
creche após o 1º caso secundário
199
Tempo Idade do Paciente Exposto Profilaxia
decorrido indicada
desde a
exposição
≤ 2semanas < 12 meses Ig
≥ 12 meses Vacina
Imunodeprimidos e Portadores Ig + vacina
de Doença Hepática Crônica (caso seja >
independente da idade 1ano)
> 2 semanas independente da idade Nenhuma*
*Considerar vacinação caso haja possibilidade de exposição futura
Vacina
− É tão eficaz quanto a Imunoglobulina quando administrada em
até 14 dias da exposição com a vantagem de oferecer proteção
duradoura
Imunoglobulina
− Não existe Imunoglobulina Específica sendo utilizada a
Imunoglobulina Standard
− Dose: 0,02 ml/kg via IM profundo
− Eficácia > 85% com duração da proteção de 3 meses. Sua
eficácia não está estabelecida após 2 semanas da exposição e
não deve ser indicada
HEPATITE B
A. Prevenção da INFECÇÃO PERINATAL pelo HBV
− RNs de mães HBsAg positivas: Vacina + Ig Específica (IGHAHB)
− Vacinar nas primeiras 12 horas de vida (independente do
peso de nascimento)
− IGHAHB idealmente nas primeiras 12 horas de vida, mas
pode ser aplicada em até 7 dias após o parto
− A eficácia da associação Vacina + IGHAHB é maior de 95%
quando realizada nas primeiras 24h de vida
− RNs de mãe com sorologia desconhecida podem receber apenas
a vacina que é altamente eficaz quando aplicada nas primeiras
12 horas.
− Os lactentes filhos de mães HBsAg positivas devem ser testados
para HbsAg e Anti- HbsAg entre 9 e 18 meses de idade.
− Caso o Anti- HbsAg seja negativo (e o HbsAg negativo)
repetir esquema vacinal.
− Caso sejam HbsAg positivos significa que foram
infectados apesar das medidas de profilaxia.
B. Vítimas de ABUSO SEXUAL
− Não vacinada/esquema vacinal incompleto: Vacina + IGHAHB
− Vacina: o quanto antes
− IGHAHB: assim que possível
200
− Vacinados: colher Anti- HbsAg:
− Anti- HbsAg ≥10: nenhuma medida específica
− Anti- HbsAg <10: fazer IGHAHB e reiniciar esquema
vacinal
− A Ig pode ser aplicada até 14 dias após o evento, portanto
pode-se aguardar o resultado do Anti HbsAg
201
Em crianças a maioria dos acidentes com pérfuro ocorre com
agulhas que já estavam no ambiente há bastante tempo o
que torna o risco de infecção muitíssimo baixo
IGHAHB:
Dose: 0,06 ml/kg via IM
− Dose única
− Mínimo 0,5 ml
− Máximo 5 ml
− Aplicar em grupo muscular diferente da vacina
− Proteção dura 3-6 meses
RAIVA
Na maioria das situações em que está indicada a soro vacinação
contra a raiva, a imunização passiva é feita com o soro heterólogo e
a Imunoglobulina reservada para situações especiais
Imunoglobulina Antirrábica (IGHAR)
− Imunidade passiva transitória
− Obtida através do plasma de doadores selecionados
− Ao contrario do Soro Antirrábico (heterólogo), não requer pré-
medicação
− Aplicar em local anatômico diferente da vacina
− Indicada nas situações em que é contraindicado o soro
heterólogo:
ü Hipersensibilidade prévia a algum tipo de soro heterólogo
ü Indivíduos que não completaram esquema antirrábico por
eventos adversos à vacina
ü Indivíduos imunodeprimidos
IGHAR
− Dose única: 20UI/kg (1 ml=150UI)
− Não tem dose máxima
− Não precisa pré medicação
202
Indicações da IGHAR SMS RP 2009:
− Quadros anteriores de hipersensibilidade grave quando da
utilização anterior de outros soros heterólogos específicos:
(antiescorpiônico, antirrábico, antiofídico, etc.).
− Histórico de contato frequente com cavalos, mulas, pôneis, etc.
por trabalho ou lazer.
− Gestantes
− Imunodeprimidos
− Diabéticos Graves
− Menores de 2 anos
− Portadores de doenças autoimunes
− Obesos mórbidos com complicações cardíacas, pulmonares, etc
203
204
Intervalo entre Imunoglobulinas, Sangue ou Hemoderivados
X Vacinas contra Sarampo, incluindo MMR e Varicela
Dose IG Intervalo
Meses
IG Antitetânica 250 U independente 3
do peso
IG anti rábica 20U/kg 4
HBIG (Hepatite B) 0,06ml/kg 3
VZIG (Varicela) 125U/10kg 5
IG Standard como profilaxia 0,02ml/kg 3
Hepatite A
Anticorpo Monoclonal VSR 15mg/kg nenhum
(Palivizumab)
Concentrado hemácias lavado --- nenhum
Concentrado de hemácias --- 5
Sangue total --- 6
Plasma ou plaquetas --- 7
Ig em dose de reposição para 300-400mg/kg 8
imunodeficiências
IGEV para PTI 1g/kg 10
IGEV para PTI ou Kawasaki 1,6-2g/kg 11
204
Lista Nacional de Doenças e Agravos de Notificação Compulsória
Botulismo* Raiva Humana*
Carbúnculo ou Antraz* Rubéola
Cólera* Síndrome da Rubéola Congênita
Coqueluche Sarampo*
Dengue Sífilis Congênita
Difteria Sífilis em gestante
Doença de Creutzfeldt - Jacob Síndrome da Imunodeficiência Adquirida - AIDS
Doenças de Chagas (casos agudos) Síndrome Febril Íctero-hemorrágica Aguda*
Doença Meningocócica e outras Meningites Síndrome Respiratória Aguda Grave*
Esquistossomose (em área não endêmica) Tétano
Eventos Adversos Pós-Vacinação Tularemia*
Febre Amarela* Tuberculose
Febre do Nilo Ocidental* Varíola*
Febre Maculosa
Febre Tifóide *Doenças e Agravos de notificação imediata (telefônica)
Hanseníase para casos suspeitos ou confirmados
Hantaviroses*
Hepatites Virais Também são de notificação imediata:
Infecção pelo HIV em gestantes e crianças expostas ao − Caso confirmado de Tétano Neonatal
risco de transmissão vertical − Surto ou agregação de casos ou de óbitos por:
Influenza humana por novo subtipo (pandêmico)* o Agravos inusitados
Leishmaniose Tegumentar Americana o Difteria
Leishmaniose Visceral o Doença de Chagas Aguda
Leptospirose o Doença Meningocócica
Malária o Influenza Humana
Meningite por Haemophilus influenzae
Peste*
Poliomielite*
Paralisia Flácida Aguda
205
Generalidades em Urgências Pediátricas
FR
Recém nascido 30-60
1-3 anos 25-40
3-12 anos 20-30
> 12 anos 12-20
FC acordado FC dormindo
RN - 3 meses 85-205 80-160
3 meses - 2 anos 100-190 75-160
2-10 anos 60-140 60-90
> 10 anos 60-100 50-90
Escolha da COT:
Escolha do Laringo:
207
Tamanho da lâmina:
- RNPT: 0
- RNAT: 1
- Lactente: 1
- 3-10 anos: 2
- 10 anos: 3
Insuficiência Respiratória
1. Hipoxêmica
PO2 em AA < 60 e relação PO2 /FiO2 anormal (normal=450)
Fisiopatologia :
a. Alteração da relação ventilação- perfusão
- Shunt – perfunde, mas não ventila
- Espaço morto – ventila, mas não perfunde
b. Hipoventilação alveolar
c. Distúrbios na difusão do O2
d. Altas altitudes
Sob condições normais a Hb está 90% saturada em uma PAO2 de
60 mmHg
2. Hipercapnéica
PCO2 > 50 com pH < 7,36
Fisiopatologia :
a. Hipoventilação alveolar
b. Aumento no espaço morto
3. Mista
208
SDRA- Síndrome do Desconforto Respiratório
Evolui em3 fases:
A. Aguda (até 5 dias)
- Influxo de líquido no espaço aéreo por perda de continuidade da
membrana alvéolo capilar secundária a injúria do endotélio
capilar e do epitélio alveolar.
- Lesão das células epiteliais alveolares tipo 2, produtoras de
surfactante
- A liberação de citocinas amplifica a resposta inflamatória
- As regiões edemaciadas colapsam levando a atelectasias e
redução na complacência pulmonar
- A hipoxemia resulta em distúrbio da relação ventilação perfusão
devido ao shunt intra pulmonar
B. Subaguda ou fibroproliferativa (5-10 dias)
- Fibroblastos e pré colágeno no espaço alveolar produzindo
fibrose e consequente hipercapnia e alteração da complacência
pulmonar
C. Crônica (após 10 dias)
Diagnóstico:
- Início agudo
- Velamento alveolar bilateral com ou sem efusão pleural
- Sem evidencia de insuficiência cardíaca de base
- PO2/FiO2 ≤ 200
Injúria pulmonar aguda = PO2/FiO2 > 200 e ≤ 300
SRIS
Presença de pelo menos 2 dos seguintes, sendo um deles febre ou
leucocitose:
• Temperatura central > 38,5 ou < 36º C
• Taquicardia ou bradicardia
– Na ausência de estímulo externo, dor ou drogas
• Taquipnéia
• Leucocitose (GB>17.500) ou leucopenia (GB<5.0000)
Sepse= SRIS desencadeada por infecção
Choque séptico=sepse + sinais de redução da perfusão tecidual
Débito Urinário
Diurese normal: 1,5 - 4 ml/kg/hora (média 2,4 ml/kg/hora) ou 12-
80ml/m2/hora
Oligúria:
• RNs e lactentes: <0,5-1,0ml/kg/hora
• Crianças maiores e adolescentes: < 12ml/m2/hora ou
300ml/m2/dia
Poliúria: > 5ml/kg/hora ou > 80ml/m2/hora (40-100)
Anúria: <1ml/kg/dia
– adultos < 50ml/dia
209
Clearance Creatinina em Adultos
210
• Sob condições normais a Hb está 90% saturada em uma PAO2 de
60 mmHg
• Desvio da curva para a esquerda: aumento da afinidade da Hb
pelo O2, é necessária uma menor PAO2 para saturar a Hb. A
intoxicação por CO também desvia para a Esq
• Desvio da curva para a direita: reduz a afinidade pela Hb pelo
O2, necessária uma PAO2 mais elevada para obter a mesma
saturação
Eixo do ECG:
211
• Hipocalcemia
– aumento da duração do segmento ST
– aumento do intervalo QTc
• Hipercalcemia
– encurta mento do segmento ST
a+b
c
212
Definição de Tempo de Jejum
Idade Sólido Sólido Leite Leite Líquidos
refeição refeição não materno claros*
leve- completa- humano
(torrada (gordura e
e chá) carnes)
<6 --- 6 horas 4 horas 2 horas
meses
*Líquidos Claros: água, chá, sucos de fruta sem polpa, isotonicos, refrigerantes
211
Diuréticos:
212
213
Sedação e Analgesia
AGENTE INÍCIO DE DURAÇÃO DA
AÇÃO AÇÃO
Diazepam 2-3 min 30-90 min
0,1 a 0,2mg/kg/dose EV 5-15 min 2-4 h
0,3 a 0,5mg/kg/dose VO ou
VR
Midazolam 1-2 min 30-60 min
0,05 a 0,1mg/kg/dose EV 5-15 min 30-60 min
Dose única max 5mg 10 min 1-2 h
Repetir até 0,4mg/kg ou 10mg 5-10 min 30-60 min
- 0,1 a 0,2mg/kg/dose IM
- 0,25 a 0,5mg/kg/dose VO
(max 20mg)
- 0,5 a 1mg/kg/dose VR
- 0,2 a 0,4mg/kg/dose IN
Lorazepam 3-5 min EV e 10- 2-6 h
0,05 a 0,1mg/kg; dose única 20min IM 2-8 h
max 4mg IM, EV 60 min
0,05 a 0,1 mg/kg; dose única
max 2mg VO
Agente reversor
Flumazenil: (1ml/0,1mg)
Dose: 0,01mg/kg=0,1ml/kg
Repetir se necessário após 20 mi com metade da dose
Duração do efeito ± 1 hora
Máximo= 0,2mg/dose
Reverte a depressão respiratória ou as reações excitatórias
paradoxais.
Cuidado pois pode induzir convulsões!
214
Agente reversor:
Naloxone:(1ml/0,4mg)
Dose: 0,1mg/kg=0,25ml/kg
Máximo= 2mg/dose
Se depressão respiratória administrar pequenas doses 1-10µ/kg ou
0,01mg/kg p/ manter certa analgesia p/ dor subjacente
Para reversão imediata e completa 100µ/kg ou 0,1mg/kg a cada 1-
2 min EV, IM
ou traqueal
Hidrato de Cloral
A 16% 1ml=160mg
Ansiolítico: 5-15mg/kg/dose
Sedativo; 20-40 mg/kg/dose
Máximo de 2g/dia
215
Choque
Tipos de Choque
a. Hipovolêmico: Perda de fluidos ou sangue
b. Distributivo: Neurogênico, anafilático, intoxicações.
- A perda do tônus vascular aumenta o território venoso sem
aumentar o volume sanguíneo (hipovolemia relativa)
- No choque neurogênico a FC está baixa
c. Cardiogênico: Cardiopatias congênitas, arritmias
miocardiopatias
- Hepatomegalia, pulsos finos, congestão pulmonar
d. Obstrutivo: Obstrução da via de saída do VE, tamponamento
cardíaco, pneumotórax hipertensivo
216
Dopamina:
- Dose alta (10-20µg/kg/min): efeito α1
- Dose intermediária (5-10µg/kg/min) efeito β1 e β2
- Dose baixo (2,5-5 µg/kg/min): efeito dopaminérgico (apenas
vasodilatação renal)
Droga Dose Dose Comentários
inotrópica vasopressora
Dopamina 2-15 >12 µg/kg/min Primeira linha no choque
µg/kg/min séptico, crianças
pequenas podem ser
insensíveis devido a
depleção nos estoques
miocárdicos de
noradrenalina
Dobutamina 2,5-20 --- Problema: ↑ a FC e ↓ a
217
Aqui no HC:
− Ataque 50 mg em lactentes, 100 a 150 mg em crianças
maiores e adolescentes
− Manutenção 100 mg/m2/dia, 6/6 horas
218
Tamanho do manguito:
Denominação do Circunferência Largura do Comprimento
manguito máxima do manguito da bolsa(cm)
Braço (cm) (cm)
Recém-nascido 10 4 8
Criança 15 6 12
Infantil 22 9 18
Adulto pequeno 26 10 24
Adulto 34 13 30
Adulto grande 44 16 38
Manguito de Coxa 52 20 42
Técnica de medida:
Insuflar a pera até 20 mmHg após o desaparecimento do pulso
braquial, a seguir liberar a pera lentamente, observando o som de
Korotkoff sobre a artéria braquial. Som de Korotkoff:
- K1 Pressão arterial sistólica, primeiro som (abertura da artéria)
- K2 Constante
- K3 Mais intenso
- K4 Som abafado
- K5 Pressão diastólica, desaparecimento do ruído
223
224
Avaliação da Desidratação
I grau II grau III grau
Aspecto geral sedento, mas sedento, mas letárgico, não
alerta irritado chora
Mucosas um pouco secas secas muito secas
Olhos normais encovados muito
encovados
Lágrimas diminuídas ausentes ausentes
Saliva espessa/escassa ausente ausente
Fontanela normal deprimida muito deprimida
anterior
Turgor normal pastoso pastoso
Diurese normal diminuída e oligúria/anúria
concentrada
Enchimento normal normal >4-5 s
capilar
FC normal taquicardia aumentada
Pulso normal rápido e fraco débil
PA normal normal ou baixa
hipotensão
ortostática
Desidratação Hipernatrêmica
Água desloca-se do intra para o extracelular
Sinais de depleção extracelular menos evidentes
Quadro clínico:
- Sede intensa
- Irritabilidade, hipertonia/hiperreflexia
- Febre
- Meningismo, convulsões
Causas
- Febre
- Taquipnéia
- Oferta de soluções concentradas
- Diluição inadequada do SRO
- Leite de vaca puro
- “Outras” soluções
Desidratação Hiponatrêmica
A água desloca-se do extra para intracelular
Depleção do volume é exacerbada
Quadro clínico:
- Desidratação acentuada
- Convulsões - edema cerebral
Causas
- Perdas muito profusas
- Oferta de soluções hipotônicas (ex:água, chá)
- Desnutrição
225
226
DEPARTAMENTO DE PUERICULTURA E PEDIATRIA - FMRP-USP
SETOR DE HIDRATAÇÃO - UNIDADE DE EMERGÊNCIA HOSPITAL DAS
CLÍNICAS
FASE DE REPARAÇÃO
Deve ser realizada de preferência em 4 horas. Se o volume infundido foi
insuficiente, por erro na avaliação inicial ou por perdas abundantes durante essa fase, e a
criança estiver desidratada no máximo de 1º grau, prolongar a reparação por mais 2
horas, passando 3 a 5% de volume, totalizando 6 horas. Se o grau da desidratação for
maior, o volume deverá ser reajustado, bem como o tempo de infusão.
Observação:
Em crianças desidratadas, apresentando sinais e sintomas compatíveis com
hiponatremia (crise convulsiva, edema cerebral, movimentos de descerebração,
irritabilidade ou apatia extremas, alteração do ritmo cardio-respiratório), corrigir sódio
pela fórmula :
(Na desejado - Na atual) x 0,6 x peso = mEq de Na+
227
utilizando para o Na desejado, valores entre 125 e 130 mEq/l, dependendo do valor do
Na atual (a diferença deve ser ao redor de 10 mEq/l).
Administrar 50% do total calculado, utilizando solução de NaCl a 20% (1 ml = 3,4
mEq Na = 22 ml SF), diluída em 5 partes de SG5%, durante aproximadamente 30
minutos. Tomar a precaução de infundir essa solução em veia mais ou menos calibrosa,
cuidando para que não haja extravazamento, dada sua alta osmolaridade (igual cuidado
deve ser tomado com a infusão de sais de cálcio "em bolo"). O soro de reparação
programado (2/3 SF : 1/3 SG5%) deve ser administrado ao mesmo tempo, em outra veia.
2. Correção da Acidose Metabólica
O critério para utilização de bicarbonato de sódio quando em hidratação EV é o
achado de HCO3 ≤ 13 mEq/l.
Corrigir pela fórmula BE x 0,3 x peso, não ultrapassando 6 mEq/kg por período
de 4 a 6 horas. Não esquecer de descontar o teor de sódio do SF, substituindo-o por
SG5%.
FASE DE MANUTENÇÃO
Não iniciar a manutenção se não houver DIURESE !!!!!
Necessidades Basais
1. Água
A necessidade hídrica diária durante a fase de manutenção é calculada de acordo
com a regra de Darrow, a qual estabelece que para cada 100 calorias metabolizadas, há
consumo de 150 ml de água, assim distribuída:
O gasto calórico ou metabolismo basal, varia com a atividade física, idade, "stress
ʺ″e febre, entre outros. Em lactentes internados, é estimado que o gasto calórico médio
oscila entre 60 a 80 cal/kg/dia, diminuindo com o crescimento, chegando a 20 a 30 cal
kg/ dia no adulto (vide tabela).
Gasto Calórico Diário
-------------------------------------------------
Peso em kg Cal. / kg
-------------------------------------------------
RN 45 - 50
3 - 10 60 - 80
11 - 15 45 - 65
16 - 25 40 - 50
26 - 35 35 - 40
35 - 60 30 - 35
> 61 25 - 30
-------------------------------------------------
229
Para crianças maiores, com peso acima dos 10 kg, também pode ser utilizada a
regra de Holliday, que é uma adaptação da de Darrow:
até 10 kg - 100 ml / kg
11 - 20 kg - 1000 ml + 50 ml/kg acima de 10 kg
21 - 30 Kg - 1500 ml + 20 ml/kg acima de 20 kg
2. Sódio e Cloro
A necessidade diária de sódio e cloro é de aproximadamente 3 a 5 mEq / 100 cal.
metabolizadas, que é fornecida com a seguinte solução (para todas as idades):
• 1/4 SF : 3/4 SG5% ou SG10%
3. Potássio
1 a 2,5 ml / 100 cal. metab./ dia da solução de KCl 19,1% (1 ml = 2,5 mEq)
4. Cálcio
1 a 2 ml / kg /dia da solução da CaCl2 10% (1 ml = 27 mg) ou
4 a 8 ml / kg /dia da solução de Gluconato Ca 10% (1 ml = 9 mg )
(máximo basal: 20 ml CaCl2 10% ou 80 ml Gluconato Ca 10% / dia)
5. Magnésio
0,5 a 1 ml / kg /dia da solução de MgSO4 6% (1 ml = 1,0 mEq)
(máximo basal: 20 ml / dia)
6. Fósforo
1 a 2 ml /kg /dia da solução de KH2PO4 13,6% (1 ml = 1 mEq K e 1mMol
PO4)
(máximo basal: 20 ml/dia)
Observação
Crianças que apresentam hiponatremia (Na < 130 mEq/l ) na fase de manutenção:
230
A. Sem sintomatologia clínica
A correção deve ser lenta, alterando-se apenas a composição do soro de reposição
para 2/3 SF : 1/3 SG5%, se Na até 125 mEq/l. Se abaixo desse valor, alterar a
composição final do soro (manutenção + reposição) para 1/2 SF : 1/2 SG5% ou mesmo
2/3 SF : 1/3 SG5%, programada para 12 ou 24 horas, dependendo da natremia
encontrada.
• Se HCO3 < 13 mEq/l, continuar correção com bicarbonato EV. Como há limite
de volume e de sódio a ser fornecido nessa fase, consegue-se passar apenas 3 a 4 mEq/ kg
de NaHCO3 em 6 horas. O que se faz geralmente é calcular o soro de manutenção na
base de 80 cal / kg, acrescentando-se 30 a 40 ml / kg perdas, tornando a composição final
do soro 1/2 SF : 1/2 SG5% nesse período.
Caso o bicarbonato continue < 13 mEq/l após 6 horas, pode-se repetir esse
mesmo esquema mais uma vez, observando apenas se a criança não está edemaciada,
quando então as perdas devem ser revistas. Nesta eventualidade, dependendo da
avaliação clínica de cada caso, talvez seja necessário passar cálcio "em bolo".
• Se HCO3 ≥ 13 mEq/l, tentar correção com NaHCO3 por via oral, calculando-
se a dose necessária pelo BE e fracionando-a em 4 a 6 tomadas. Em lactentes menores
que 3 meses, naquelas crianças com desnutrição acentuada ou naquelas que apresentem
diarréia profusa, pode ser utilizado maior quantidade de NaHCO3, como 1.5 a 2 vezes o
BE. Sempre diluir o NaHCO3 com água, para diminuir a osmolaridade da solução.
Como regra geral, com HCO3 ≥ 16 mEq/L, não é mais necessário utilizar
NaHCO3 por via oral, com exceção dos casos onde a perda fecal é profusa ou em
lactentes pequenos.
• A correção da acidose metabólica é feita de modo mais lento que nos outros
tipos de desidratação, pois a oferta de sódio no soro programado para 24 horas, é menor.
Fase de Reparação
Calcular volume correspondente ao grau da desidratação (5 a 12% do peso). A
composição da solução deverá ser 1/2 SF : 1/2 SG5%, programada para 4 horas.
Deve ser a via de escolha para reidratação, desde que se respeite as contra-
indicações:
Observação :
Está absolutamente contra-indicado o uso de sucos, chás, refrigerantes e água
como soluções alternativas para a reidratação. Também não deve ser estimulado o uso
do soro caseiro.
233
FASE DE MANUTENÇÃO + REPOSIÇÃO
Intensidade da Diarréia Volume ( SH - OMS/ Leite ) Tempo
234
Reposição de Eletrólitos
SÓDIO
Sérico =135-145 mEq/L
Cloro=98-107 mEq/L
Hiponatremia= crise convulsiva, edema cerebral, movimentos de
descerebração, irritabilidade ou apatia extremas, alteração do ritmo
cardiorespiratório, náuseas, vômitos, confusão mental e coma
Corrigir só se sintomática ou Na < 120mEq/L pela fórmula:
Reposição EV:
Preparação do NaCl 3%: dividir o volume desejado por 6,7-7=
volume de NaCl 20% e completar com AD. Exemplo: 1,5 ml de NaCl
20% + 8,5 ml de SF0,9%= 10 ml de NaCl3 %
1ml de NaCl 3%=0 ,5mEq de sódio
Na esperado Velocidade de infusão
Hiponatremia Aguda 130 mEq/L 10ml/kg/hora
Hiponatremia Crônica 120 mEq/L 5ml/kg/hora
ATENCÃO!!!
Não aumentar o sódio mais do que 12 mEq/L nas primeiras
24h!!!
Lembrar que...
NaCl 20% 1ml=3,4 mEq
NaCl 3% 1ml=0,5 mEq
NaCl 1g=17 mEq
POTÁSSIO
Sérico= 3,5-5 mEq/L
235
Lembrar que...
KCl 19,1% 1ml=2,5 mEq
KH2PO4 13,6% 1ml=1mEq de K
Reposição oral
Se K=2,5-3,5 e assintomático repor oral 3-5 mEq/kg/dia
Lembrar que...
KCl Xarope 6% 1ml=0,8 mEq
KCl Xarope 20% 1ml=2,66 mEq
KCl 1cp=500mg=7mEq
Slow K 1cp=600mg de KCl=8 mEq
CÁLCIO
Iônico= 1,12-1,32
Total= 8,4-10,5mg/dl
Hipocalcemia: estridor laríngeo, hipertonia muscular,
tremores, clônus, irritabilidade, crise convulsiva, hipotensão,
bradicardia, bloqueios e arritmias. Tetania, Sinais de
Trousseau (espasmo do carpo induzido por compressão da
artéria braquial com manguito de PA) e Chevostek
(contrações dos músculos faciais á percussão da região pré
auricular)
236
Reposição EV
− 1-2ml/kg de GluCa 10% (ou 0,25-0,5 ml/kg de CaCl 10%),
diluído em igual volume de SG 5% sob ausculta cardíaca
− Infundir lento, não ultrapassar 50mg/kg/min
− Suspender de FC cair abaixo de 80 bpm
− Monitorar magnésio e fósforo
Lembrar que...
GluCa 10% 1ml=9,3mg de Ca elementar =0,45 mEq
CaCl 10% 1ml=27,2mg de Ca elementar =1,36mEq
Reposição oral
− 300-500mg/kg/dia de Ca elementar
− CaCO3= Cada 1g do sal tem 400mg de Ca elementar (20
mEq de Ca)
− Então 1,5g=600mg=30mEq
BICARBONATO
Venoso =25-29 mEq/L
Arterial= 21-28 mEq/L
Corrigir EV quando Bic < 13
Corrigir VO quando Bic 13-16
Bic > 16 só corrigir se perdas profusas
Lembrar que...
Bic Na 8,4% 1ml= 1mEq de Na e 1 mEq de Bic
1ml Bic Na 8,4%=6,6ml de SF 0,9%
Bic Na 3% 1ml=0,36 mEq de Bic e 0,36 mEq de Na
Bic Na 10% 1ml=1,2 mEq de Bic e 1,2 mEq de Na
Bic Na 1g=12 mEq
MAGNÉSIO
Sérico=1,4-2,3 mEq/L
237
Lembrar que...
MgSO4 6% 1ml= 0,5 mEq
MgSO4 10% 1ml= 0,8 mEq
MgSO4 20% 1ml= 1,6 mEq
MgSO4 50% 1ml= 4 mEq
Aporte VO 2 mEq/kg/dia
Pidolato de Mg 1ml=150mg=1mEq
Cada 500mg de MgSO4=49,3mg de Mg elementar=4,1
mEq
Hidróxido de Mg 5ml=166mg=13,8mEq de Mg
FÓSFORO
Sérico RN= 4,2-9,0 mg/dL
Até 1 ano= 3,8-6,2 mg/dL
De 2-5 anos =3,5-7,0 mg/dL
Hipofosfatemia =fraqueza muscular, dificuldade no desmame
da VM
Aporte basal= 0,5- 1,1 mmol/kg/dia
Reposição Terapêutica= 1,0 - 2,2 mmol/kg em 6-8 horas
Lembrar que...
Fosfato Tribásico de Ca 1ml=0,2mmol de PO4 e 390 mg da Ca
elementar/g (0,65mEq) de Ca
Cada 31mg P= 1 mMol
238
ZINCO
Sérico=50-120 mcg%
Sulfato de zinco 1% =4mg/ml
Dose: 2mg/kg/dia
Composição de perdas anormais
Fluido Sódio Potássio Cloro Bicarbonato Proteína
mEq/L mEq/L mEq/L
Saliva 10 26 10 30
Gástrico 20-80 5-20 100- - -
150
Pancreático 120- 5-15 40-80 115 -
140
Duodeno 100- 5-15 90-130 - -
140
Bile 120- 5-15 80-120 35 -
140
Ileostomia 45-135 3-15 20-115 30 -
Colon 60 30 40 -
Tampa da Bic
239
240
HIPOGLICEMIA
Insulinas:
243
Interpretação da Gasometria
Ph=7,40
PCO2=40
Bic=25
Distúrbio RESPIRATÓRIO puro
Acidose: para cada aumento de 10 mmHg na PCO2 há queda de
0,08 no pH
Aguda: Para cada aumento de 10 mmHg na PCO2 há aumento de 1 mEq/L
no Bicarbonato
Crônica: Para cada aumento de 10 mmHg na PCO2 há aumento de 3
mEq/L no Bic
Alcalose: para cada queda de 10 mmHg na PCO2 há aumento de
0,08 no pH
Aguda: para cada queda de 10 mmHg na PCO2 há queda de 2 mEq/L no
Bicarbonato
Crônica: para cada queda de 10 mmHg na PCO2 há queda de 5mEq/L no
Bic
Distúrbio METABÓLICO puro
Acidose: para cada queda de 10 mEq/l no Bicarbonato há queda de 0,15
no pH
Para cada queda de 1 mEq/l no Bic há queda de 1 mmHg na
PCO2
Alcalose: para cada aumento de 10 mEq/l no Bicarbonato há aumento de
0,15 no pH
Para cada aumento de 1 mEq/l no Bic há aumento de 0,7 mmHg
na PCO2
Desidratação CAD
Quando repor Bic ≤ 13 Bic ≤ 7
bicarbonato?
Como repor o Bic? BE inteiro 1/2 BE
Suspender quando Bic ≥ 10
Máximo de Bic por vez 6mEq/kg 4mEq/kg
Quando passar Sempre que K≤ Sempre que K≤ 6,0
potássio? 4,5
244
245
DEPARTAMENTO DE PUERICULTURA E PEDIATRIA - FMRP-USP
SETOR DE HIDRATAÇÃO - UNIDADE DE EMERGÊNCIA HOSPITAL DAS
CLÍNICAS
LÍQUIDOS
O grau da desidratação deverá ser estimado clinicamente, considerando-se 2,5 a
12% para os lactentes e 3 a 9% para as crianças maiores, programando-se a infusão de
líquidos para 6 horas, devido ao componente de hipertonicidade e desidratação celular.
Apenas no caso de sinais de hipovolemia ou má-perfusão periférica, pode-se infundir 10
ml/kg da solução programada na primeira hora e a seguir, o volume restante nas próximas
5 horas.
A composição da solução deve ser a seguinte:
BICARBONATO DE SÓDIO
Administrar bicarbonato de sódio, apenas se o nível plasmático estiver ≤ 7,0
mEq/l. Nessa condição, utilizar dose equivalente a 50% do déficit (BE x 0,3 x peso), não
ultrapassando 4 mEq/kg durante a fase de reparação (6 horas). Colher a gasometria pelo
menos a cada 2 horas, e quando HCO3 ≥ 10 mEq/l, descontinuar a infusão do mesmo,
substituindo o soro. Esse cuidado deve ser tomado, porque com a administração de
insulina, ocorre regeneração do bicarbonato consumido no tamponamento dos cetoácidos,
e portanto, pode-se precipitar uma alcalose metabólica (lembrar que a fisiopatologia da
acidose metabólica no diabetes é diferente da que ocorre na desidratação e diarréia, onde
o bicarbonato é perdido para o meio externo).
INSULINA
Administrar 0,1 U/kg de insulina simples IM.
A seguir, aplicar 0,1 U/kg de insulina simples, IM, de hora em hora, com
controles de dextro horários e de glicemia a cada 2-3 horas pelo menos. Podem ocorrer
as seguintes situações:
correção parcial da acidose metabólica ( pH ≥ 7,25 e HCO3 ≥15 mEq/l ) e
nível de glicemia próximo a 250 mg% : aplicar mais uma dose de insulina simples IM,
0,1 U/kg, acrescentar SG5% ao soro de reparação ou manutenção e espaçar a insulina
para cada 4 a 6 horas, passando para a via SC, já iniciando VO, se não houver contra-
indicação.
não correção da acidose ( pH ≤ 7,25 e/ou HCO3 ≤ 15 mEq/l ) e glicemia
ao redor de 250 mg% : continuar com a dose de insulina horária, IM, e acrescentar
glicose ao soro, na base de 2,5%, 5% ou até mesmo 10%, até que haja correção da
acidose (essa condição ocorre geralmente quando há processo infeccioso concomitante).
Quando isto ocorrer, proceder como em .
correção parcial da acidose e glicemia acima de 300 mg% : aplicar mais
uma dose de insulina IM, 0,1 U/kg, e espaçar a aplicação da mesma para cada 4 a 6 horas,
via SC, iniciando VO, como indicado em .
Uma vez satisfeitas as condições acima, com a melhora parcial da acidose e níveis
de glicemia próximos de 250 mg%, e com a criança hidratada, consciente e sem vômitos,
iniciar líquidos VO (sucos e leite sem açúcar), e espaçar a aplicação da insulina para cada
4 a 6 horas, utilizando a via SC. Procura-se o mais rápido possível iniciar dieta sólida e
com isso a insulina passa a ser aplicada 30 minutos antes das principais refeições, mais
ou menos a cada 6 horas, na dosagem de 0,1 a 0,3 U/kg, de acordo com os resultados de
glicemia ou glico-ceto. Como regra prática:
247
F dextro ou G ≤ 150 mg% = 0,1 U/kg
Após 2 a 3 dias, se tudo estiver bem, passar para a insulina NPH, via SC,
utilizando como cálculo para a dose diária o total de insulina simples utilizada no dia
anterior. Iniciar com duas doses de NPH, sendo 2/3 pela manhã e 1/3 à tarde, antes do
jantar. Concomitantemente, aplicar uma dose de insulina simples pela manhã, conforme
os resultados de glicemia (ou glico-ceto descritos acima, em crianças maiores).
Continua-se com glico-ceto antes das principais refeições (em lactentes que não
controlam a urina, isso se torna impossível ! - faz-se dextro - , e em crianças maiores,
solicitar sempre uma segunda amostra de urina) e inicia-se a coleta de urina de 24 horas,
diariamente, para quantificação da glicosúria fracionada, ajustando-se a dose de NPH.
Quando as condições da criança estiverem mais ou menos estabilizadas, pode-se também
traçar um perfil glicêmico (antes das refeições principais, antes das doses de insulina, às
23 horas e às 2 horas).
De preferência, quando em uso de NPH, só utilizar insulina simples quando
houver dextro acima de 350-400 mg%. Deve-se evitar alterar as doses de insulina NPH
diariamente, para uma melhor observação e evitar superposição de efeitos, e quando
necessário a dose deve ser ajustada com variações de 10 a 20%, no máximo.
Geralmente o controle da criança diabética é feito com 0,5 a 1,0 U /kg/dia de
insulina NPH.
SITUAÇÕES ESPECIAIS
q No caso de descompensação, com hiperglicemia, glicosúria e cetonúria, porém
sem acidose, estando ou não a criança hidratada, pode-se iniciar esquema de manutenção
de insulina simples, via SC, 30 minutos antes das principais refeições, conforme citado
acima.
q Se a criança fez uso de NPH no dia da descompensação, deve-se
complementar com insulina simples, conforme esquema, cuidando apenas para não haver
superposição do pico de ação das mesmas.
q As infecções causam descompensação na criança diabética pelo aumento
relativo da insulina devido ao "stress" e/ou aumento dos hormônios contrareguladores.
Por outro lado, a anorexia, náusea e/ou vômitos, diminuindo a ingestão, levam à
hipoglicemia, podendo então ocorrer efeitos opostos. Dependendo da situação dominante,
podem-se tomar as seguintes condutas:
F manter a dose diária de NPH, complementando com insulina simples, se
necessário.
F diminuir a dose diária de NPH de 10 a 20%, complementando com insulina
simples, se necessário.
248
F suspender a insulina NPH e passar para insulina simples, de 6 em em 6 horas.
DIETA
A base para o cálculo da dieta é a seguinte:
até 10 kg = 100 cal/kg
10 a 20 kg = 1000 cal + 50 cal/kg acima de 10 kg
20 a 30 kg = 1500 cal + 20 cal/kg acima de 20 kg
MONITORIZAÇÃO LABORATORIAL
Devem ser solicitados à admissão: glicemia, eletrólitos, gasometria, hemograma,
uréia e creatinina, cetonemia, glicosúria e cetonúria. Se necessário, exames radiológicos e
culturas.
Durante a correção da cetoacidose, o dextro deve ser realizado de hora em hora, e
a glicemia a cada 2 horas, juntamente com a gasometria, eletrólitos e osmolalidade
plasmática. Determinações mais ou menos frequentes ficam a critério clínico.
Lembrar que a creatinina sérica, dependendo do método utilizado, pode estar
anormalmente elevada, devido à presença do ácido aceto-acético.
Também deve ser lembrado que a cetonúria pode até se intensificar durante a
correção da cetoacidose, não sendo portanto um exame útil para avaliar a eficácia do
tratamento. Isso porque com a correção da cetoacidose, o ácido betahidroxibutírico
transforma-se em ácidoaceto-acético e acetona, os quais são detectados pelo
nitroprussiato, enquanto o primeiro não.
LM Atenção: O edema cerebral é uma complicação rara (1 a 2%), porém muito
grave e potencialmente fatal, da CAD. Ocorre principalmente em crianças, na maioria das
vezes com diabetes recém-diagnosticado, e geralmente nas primeiras horas do tratamento,
quando aparentemente as condições clínicas e bioquímicas do paciente estão melhorando.
Os sinais neurológicos mais precoces são cefaléia, sonolência excessiva, e pupilas
dilatadas, fixas e não responsivas à luz, convulsões, bradicardia e alterações da
249
temperatura, entre outros. Deve-se imediatamente utilizar manitol (0,5-1 g/kg peso iv,
rápido), elevar a cabeceira da cama, restringir líquidos e se necessário, iniciar
hiperventilação, não muito agressiva. Pode ser utilizado também salina hipertônica.
Várias teorias têm sido propostas para explicar o edema cerebral : - velocidade de
reidratação, quantidade e tonicidade dos líquidos infundidos, variações bruscas na
glicemia, utilização de bicarbonato, excessiva secreção de hormônio antidiurético -
porém até o momento nenhuma delas isoladamente parece justificar satisfatoriamente os
casos relatados. Alguns autores referem que certo grau de edema cerebral provavelmente
ocorre durante o tratamento da CAD em todos os pacientes, porém só raramente ele se
torna clinicamente significante.
Alguns fatores devem ser considerados para identificar os pacientes com maior
risco de desenvolverem edema cerebral, embora a prevenção da CAD continue sendo
a arma mais importante para evitar as compliações intracerebrais :
Tratamento:
Manitol: 0,25-1,0 g/kg em 30 minutos
Pode ser repetido em 2 horas se não houver resposta inicial
NaCl 3%: 5-10 ml/kg em 30 min
(associação ao manitol)
Intubação e ventilação não agressiva
Glicemia Ideal
HbA1c(%) Pré-prandial Pós-prandial
lactentes, pré escolares < 8,5 100-180 <200
escolares <8 80-150 <200
adolescentes < 7,5 70-140 <180
Cetonemia ≥ 3mmol/ml
250
Sinais/sintomas
- Cefaleia
- Redução abrupta na FC
- Hipertensão arterial
- Alteração no nível de consciência
- Alterações pupilares
- Papiledema
- Alucinações
Manejo:
− Cabeceira elevada
− O2
− Monitorização de FC, PA e nível de consciência
− Manitol= 0,2-1g/kg em 30 minutos
− Ou NaCl3% 5-10ml/kg em 30 min
− Não há indicação de furosemida nem dexametasona
251
SSIHAD
IV- Outros:
Ansiedade, dor, estresse
Neoplasias
Doença de Addison
Tratamento:
- Restrição de volume a 50% das necessidades
- Se hiponatremia sintomática corrigir sódio
- Se necessário utilizar diuréticos
Salina a 3% (0,5mEq/ml)
252
Diabetes Insipidus
- Poliúria
- Hipernatremia
- Densidade urinária < 1.005
- Osmolaridade urinária <200 mOsm/L
- Osmolaridade plasmática≥ 295 mOsm/L
Tratamento:
- Reposição de água livre e DDAVP
- Déficit de água livre (em litros) = Peso X 0,6 X (Na
encontrado - Na esperado/ Na esperado)
volemi Débito Na Na UOsm POs UOsm
a urinári séric urinário m /
o o POsm
SSIHAD Normal ↓ ↓ Aumentad >500 <280 >1
ou ↑ o > 30m
Eq/L
Síndrome ↓ Normal ↓ Muito ↑ ↓ >1
perdedor ou ↑ aumentad
a de sal o
>100
mEq/L
Diabetes ↓ ↑ ↑ ↓ Reduzid >300 <1,5
insipidus a
(±100)
Intoxicação hídrica:
- Sódio corporal total normal
- Sódio sérico reduzido
- Sódio urinário variável
- UOsm reduzida
Intoxicação salina:
- Volemia aumentada
- Sódio urinário > 20 mEq/l
- UOsm >300 mOsm/kg
253
254
255
255
Anticonvulsivantes
256
Dose Manutenção:
Fenobarbital 3-5mg/kg/dia de 12/12h
− Iniciar 12h após o ataque
Difenilhidantoína 5-7,5mg/kg/dia de 12/12h
− Iniciar 8h após o ataque
Carbamazepina 10-20mg/kg/dia de 12/12 ou 8/8h
Aumentar se necessário a cada 5-7 dias até o máximo de
35mg/kg/dia (máximo de 100mg/dose a cada 12h)
Ácido Valpróico iniciar com 10-15mg/kg/dia de 8/8 ou 6/6h
Aumentar 5-10mg/kg semanalmente se necessário até o máximo
de 60mg/kg/dia
Dose EV=10-15mg/kg/dia de 6/6h
Níveis Séricos:
257
Doses Benzodiazepínicos
Anticonvulsivante mg/kg/dose
EV VR IN IM SL
Diazepam 0,3 0,5 ---- Não ----
(0,06ml/kg) (0,1ml/kg) fazer
Máx 10mg
Midazolam 0,05-0,1 0,2 0,2-0,4 0,1-0,2 0,2
Máx 10mg (0,04ml/kg) Máximo
Máx 7,5mg 5mg
Sedativo mg/kg/dose
EV VO VR IM IN
Diazepam 0,1-0,2 0,2-0,3 0,2- Não fazer ---
(0,04ml/kg) 0,3
Midazolam 0,05-0,1 0,5-0,75 0,3- 0,1-0,2 0,2-0,4
1,0
Clonazepam:
Iniciar com 0,01-0,03mg/kg/dia em 2-3x e aumentar a dose a cada
3 dias até no máximo 0,5mg/dia
Manutenção habitual: 0,1 a 0,2mg/kg/dia em 2-3x/d (até
0,3mg/kg/dia)
Lorazepam
0,02-0,08mg/kg/dose (dose usual= 0,05 mg/kg) a cada 4-8 horas
Dose máxima =4 mg/dose.
Apresentações:
Diazepam: 1 cp = 5mg e 10mg
1 amp = 2ml=10mg
Midazolam: 1 cp= 7,5 mg e 15mg
Solução oral = 2 mg/ml
1amp 3ml=15mg; 5ml=5mg e 10ml=50mg.
Clonazepam: 1 cp= 0,25; 0,5 e 2mg
gotas 2,5mg/ml ou 0,1mg/gota
Lorazepam: 1cp=2mg
259
Pequeno Queimado:
- Queimaduras de primeiro grau em qualquer extensão, em qualquer
idade
- Segundo grau com área corporal atingida até 5% em crianças
menores de 12 anos
- Segundo grau com área corporal atingida até 10% em maiores de
12 anos
Médio Queimado:
- Queimaduras de segundo grau com área corporal atingida entre 5%
a 15% em menores de 12 anos
- Segundo grau com área corporal atingida entre 10% a 20% em
maiores de 12 anos
- Qualquer queimadura de segundo grau envolvendo mão, pé, face,
pescoço, axila ou grande articulação (axila ou cotovelo ou punho ou
coxofemoral ou joelho ou tornozelo), em qualquer idade
- Queimaduras de terceiro grau que não envolva face, mão, períneo
ou pé, com até 5% da área corporal atingida em crianças até 12
anos, ou até 10% da área corporal atingida em maiores de 12 anos
Grande Queimado:
- Queimaduras de segundo grau com área corporal atingida maior do
que 15% em menores de 12 anos
- Segundo grau com área corporal atingida maior do que 20% em
maiores de 12 anos
- Terceiro grau com área corporal atingida maior do que 5% em
menores de 12 anos
- Terceiro grau com área corporal atingida maior do que 10% em
maiores de 12 anos
- Segundo ou terceiro grau atingindo o períneo, em qualquer idade
- Terceiro grau atingindo mão ou pé ou face ou pescoço ou axila, em
qualquer idade
- Queimaduras por corrente elétrica
260
REPOSIÇÃO HIDRO-ELETROLÍTICA
261
262
Intoxicações Exógenas
Lavagem Gástrica
Eficaz se realizada em até 1 hora após a ingestão
- Passar SNG calibrosa (16 ou 18fr)
- Colocar criança em decúbito lateral esquerdo
- Infundir SF 0,9% 10 ml/kg/vez, no máximo de 200 ml/vez
- Abrir a sonda em seguida
- Repetir até o retorno de líquido claro
Carvão Ativado
− Dose 1g/kg/dose no máximo 50-100g para adultos
− Diluir a 10% (em SF, SG 5%...)
− Na maioria das vezes uma dose única é suficiente (vide
abaixo)
ATENÇÃO!!!
Em caso de intoxicação “crônica” fazer carvão se: Carbamazepina,
Fenobarbital, Dapsona e Teofilina, pois absorve a droga na
circulação entero-hepática
Metemoglobinemia
Ocorre quando a Hb é oxidada em uma velocidade maior do
que a capacidade enzimática de redução.
A metemoglobina é incapaz de ligar-se e transportar O2
O Fe do heme é oxidado do estado ferroso (Fe2+) para o
férrico (Fe3+)
263
Agentes:
- Anestésicos tópicos
- Antimaláricos
- Sulfonamidas
- Dapsona
- Nitratos e nitritos
- Benzeno
- Naftalina
- Solventes
- Fenacetina
- Fenazopiridina...
Exames:
Gasometria mostra PAO2 normal
Dosagem da Metemoglobina
Nível de Metemoglobina Quadro clínico
0-3 % Assintomático
3-5% Apenas cianose
15-20% Cianose e sangue achocolatado
20-50% Dispneia, cefaleia, fadiga,
vertigem e síncope.
50-70% Convulsão, choque, arritmia e
coma.
>70% Óbito
Tratamento:
O2 a 100%
Azul de Metileno 1%: 1-2 mg/kg EV em 30 minutos
A melhora clínica ocorre em 20 minutos
Contra indicado em pacientes com deficiência de G6PD
Na intoxicação por Dapsona passar carvão ativado por SNG
Em casos muito graves pode ser repetido 1mg/kg após 30-60 min
Azul de Metileno 1%: 1 amp=10ml
Azul de Metileno 4%: 1 amp=5ml
264
Toxisíndromes
Síndrome Sinais e sintomas Principais agentes
Sd Anticolinérgica Rubor de face, Atropina, anti-histamínicos,
(parassimpaticolítica) mucosas secas, antiparkinsonianos,
hipertermia, antidepressivos tricíclicos,
taquicardia, antiespasmódicos,
hipertensão midriáticos, cogumelos, erva
moderada, midríase, do diabo, plantas da família
retenção urinária, Solanaceae
agitação psicomotora,
alucinações e delírios
Sd Anticolinesterásica Sudorese, Inseticidas
ou colinérgica lacrimejamento, organofosforados, inseticidas
(parassimpáticomimética) salivação, aumento carbamatos,
das secreções fisostigmina, algumas
brônquicas, miose, espécies de cogumelos
bradicardia,
fasciculações
musculares, diarréia
Sd Narcótica Depressão Opiáceos, elixir paregórico,
respiratória, difenoxilato, loperamida
depressão
neurológica, miose,
bradicardia,
hipotermia,
hipotensão,
hiporreflexia
Sd Depressiva Depressão Barbitúricos,
neurológica, benzodiazepínicos, etanol
depressão
respiratória, cianose,
hiporreflexia,
hipotensão
Sd Simpatomimética ou Midríase, hiperreflexia, Cocaína, anfetamínicos,
adrenérgica distúrbios psíquicos descongestionantes nasais
(ansiedade, agitação), (efedrina, pseudoefedrina),
convulsões, cafeína, teofilina
hipertensão,
taquicardia,
piloereção,
hipertermia, sudorese
Sd extrapiramidal Distúrbios do Fenotiazídicos,
equilíbrio, da butirofenonas,
movimentação, fenciclidina, lítio
hipertonia, distonia
facial, mioclonias,
trismo, opistótonos,
parkinsonismo
265
266
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDICINA
DE RIBEIRÃO PRETO DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
não-peçonhenta (falsa-coral*)
PRIMEIROS SOCORROS
1. Decúbito dorsal; evitar deambulação;
2. Manter o paciente aquecido;
3. Transporte imediato para receber o SAV;
4. Limpeza local apenas com água ou água e sabão;
5. Oferecer água , se a pessoa não estiver vomitando;
6. Levar a cobra para identificação, se possível.
NÃO FAZER: Torniquete, cortes, ferimentos no local, uso de substâncias de qualquer natureza sobre o
local, bebidas alcoólicas, calmantes.
PRIMEIRO ATENDIMENTO
1. Limpeza local e regional com água e sabão ou SF;
2. Não romper bolhas, não suturar ferimento, não aplicar SAV ou outro medicamento ao redor da picada;
3. Elevar passivamente o membro permitindo a extensão de todas as articulações;
4. Analgesia, se necessário;
5. Hidratação e controle da diurese;
6. Iniciar rotina para aplicação do SAV
267
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DOS ACIDENTES OFÍDICOS
SERPENTE
Característica Bothrops Lachesis Crotalus Micrurus
Fosseta loreal + + + -
Cauda Lisa Com escamas Com chocalho Com anéis coloridos
eriçadas
Epidemiologia Todo o Brasil Amazônia Sul, Sudeste, Todo o Brasil
Centro-Oeste,
Nordeste
Ações do veneno C/H/P C/H/P/N C/M/N N
Alterações +++ +++ - ou discretas - ou discretas
locais/dor
Incidência 85% Poucos casos 10% 0,5%
Manifestações * Locais: dor, Confunde-se com o * Locais: ausentes * Locais: ausentes;
precoces (<6h) edema, calor, rubor, acidente botrópico, ou edema discreto, * Sistêmicas:
sangramento; pois há grande parestesia; náuseas, vômitos,
* Sistêmicas: superposição de * Sistêmicas: sudorese, ptose
náuseas, vômitos, sinais e sintomas. A náuseas, vômitos, palpebral,
sudorese, gravidade é avaliada sudorese, secura da oftalmoplegia, fácies
hipotermia, pela dor e sinais boca, sonolência, miastênica;
hemorragias locais acrescidos de ptose palpebral, * Laboratório: não
(gengiva, nariz, manifestações oftalmoplegia, específico.
digestiva, etc.), vagais, tais como diplopia, turvação
CIVD; bradicardia, visual, gengivor-
* Laboratório: hipotensão e ragia, mialgia;
pode ocorrer: diarréia. * Laboratório: TC
↑TC (incoagulável), normal ou ↑, ↑CPK,
↑TP e TTPA e ↑LDH, ↑TGO,
↓fibrinogênio, ↑mioglobina sérica
proteinúria e proteinúria e
hematúria mioglobinúria (urina
vermelha/marrom),
mionecrose.
Manifestações * Locais: equimoses, - * Locais: ausentes; * Locais: ausentes;
tardias bolhas e necrose; * Sistêmicas: * Sistêmicas: saliva
* Sistêmicas: oligúria, anúria; espessa, dificuldade
hipotensão, oligúria, * Laboratório: de deglutição,
anúria; ↑↑Creatinina, dispnéia, apnéia,
* Laboratório: ↑↑Uréia, paralisia muscular:
↑Creatinina, ↑Uréia, ↑↑Ácido úrico, ↑↑K venopalatina,
↑K , ↓Οsmolaridade (se IRA). respiratória, MMII.
urinária (se IRA),
↑VHS, culturas
positivas.
Complicações * Locais: abcesso, * Locais: bolhas, * Locais: ausentes; * Locais: ausentes;
sd. compartimental, necrose , sd. * Sistêmicas: IRA , * Sistêmicas: I.
gangrena; compartimental, I. Resp. Aguda Resp. Aguda.
* Sistêmicas: abcessos; (raro);
choque e IRA. * Sistêmicas: * Laboratório: IRA
choque e IRA. hipercatabólica.
C = coagulante, H = hemorrágica, P = proteolítica, N = neurotóxica, M = miotóxica.
IRA = insuficiência renal aguda
268
CLASSIFICAÇÃO DOS ACIDENTES OFÍDICOS QUANTO À GRAVIDADE
ACIDENTE
Serpente LEVE MODERADO GRAVE
Bothrops1,2 * dor e edema * dor e edema mais * dor intensa;
discretos; evidentes, que * edema local e endurado,
* sangramento local ultrapassam o intenso, ultrapassando o
discreto ou segmento anatômico segmento anatômico picado;
ausente; picado; * pode ocorrer sangramento
* TC normal ou * pode ocorrer local e/ou sistêmico;
alterado. sangramento local e/ou * bolhas, necroses;
sistêmico * oligúria, anúria, IRA;
(gengivorragias, * TC normal ou alterado;
epistaxes, hematúria); * choque.
* TC normal ou alterado.
Lachesis - * dor, edema e * dor, edema, hemorragia,
hemorragia locais; bolhas e necrose locais;
* edema ascendente; * edema intenso que ultrapassa
* sintomas vagais: o segmento anatômico
diarréia, dor abdominal picado;
(cólicas), bradicardia; * pode ocorrer choque
* TC normal ou alterado. hipovolêmico;
* sintomas vagais: dor
abdominal, bradicardia,
diarréia, hipotensão, choque;
* TC alterado.
Crotalus * sinais e sintomas * sem dor ou edema * sem dor ou edema locais;
neurotóxicos locais; * prostração, sonolência;
discretos e de * parestesia local; * vômitos;
aparecimento * fácies miastênica; * mialgia intensa e
tardio; * mialgia discreta ou generalizada;
* ausência de ausente; * secura da boca;
alteração da cor da * urina pode ter cor * fácies miastênica evidente
urina; escura; (ptose palpebral, diplopia
* ausência de * ausência de oligúria ou oftalmoplegia, visão escura);
mialgia; anúria; * urina cor-de-café;
* TC normal ou * TC normal ou * oligúria, anúria, IRA;
alterado. aumentado. * TC normal ou aumentado.
269
bolhas, equimoses e sinais de isquemia também definem o caso como grave, independentemente das manifestações
sistêmicas.
OBS: Após esse preparo, administrar o SAV por via EV, sem diluição, gota a gota, durante 15 a 30
minutos, sob VIGILÂNCIA CONTÍNUA DA EQUIPE MÉDICA. Usar doses iguais em adultos e
crianças. Devem estar preparadas para uso imediato, se necessário: solução aquosa milesimal de adrenalina,
aminofilina, oxigênio, soluções salinas e material de intubação.
AÇÕES DO VENENO
A toxina escorpiônica atua em sítios específicos dos canais de sódio, causando despolarização das
membranas das células excitáveis do organismo, desencadeando liberação maciça de catecolaminas e
270
acetilcolina dos sistemas simpático e parassimpático, bem como pela medula da supra-renal. Como efeitos
reflexos do veneno sobre o sistema parassimpático, observam-se arritmias respiratórias.
EXAMES COMPLEMENTARES
Exame Alteração esperada
Glicemia Hiperglicemia nas formas moderadas e graves, nas primeiras horas após a picada
(adrenalina).
Amilase Pode estar elevada nos casos moderados e graves (acetilcolina).
Hemograma Leucocitose com neutrofilia presente nas formas moderadas e graves (adrenalina).
Potássio (K) Hipopotassemia (adrenalina).
CPK e CK-MB Elevadas em porcentagens significativas dos casos graves (comprometimento
cardíaco).
Urina rotina Glicosúria.
ECG Taquicardia ou bradicardia sinusal, extrassístoles ventriculares, distúrbios da
repolarização ventricular como inversão da onda T em várias derivações, presença de
ondas U proeminentes, alterações semelhantes às observadas no infarto agudo do
miocárdio (presença de ondas Q e supra ou infra-desnivelamento do segmento ST) e
bloqueio da condução átrio-ventricular ou intra-ventricular do estímulo. Estas
alterações desaparecem em 3 dias na grande maioria dos casos, mas podem persistir
por 7 ou mais dias.
Radiografia de Tórax Pode evidenciar aumento da área cardíaca e sinais de edema pulmonar agudo,
eventualmente unilateral.
Ecocardiograma Tem demonstrado, nas formas graves, hipocinesia ou acinesia transitória do septo
interventricular e da parede posterior do ventrículo esquerdo, às vezes associada
à regurgitação mitral.
Cutâneo
Manifestações Clínicas
* dor e edema local;
* eritema, vesícula, bolha, necrose, placa marmórea, febre, mal estar geral, exantema;
Tratamento Sintomático
* Analgésicos;
* Anti-histamínicos;
Tratamento Específico
5 ampolas EV
SAL ou SAA (SAL = Soro Antiloxoscélico; SAA = Soro Antiaracnídico)
Laboratório
HMG (leucocitose e neutrofilia)
Cutâneo-Visceral
Manifestações Clínicas
* anemia aguda, hemoglobinúria (urina escura), oligoanúria, sangramentos, podendo ou não estar presentes
as manifestações cutâneas;
Tratamento Sintomático
* Controle da função renal e dos parâmetros sanguíneos;
* Corticóides sistêmicos;
Tratamento Específico
10 ampolas EV
SAL ou SAA
Laboratório
HMG (anemia aguda, plaquetopenia, reticulo-citose), ↑ biliruibina indireta), ↑K,
↓ haptoglobulina, , uréia, creatinina e coagulograma (alterados);
272
OBS: Se houver evidências de hemólise intravascular, impõe-se hidratação adequada e alcalinização da
urina, no sentido de prevenir a precipitação intratubular de hemoglobina e uma possível NTA
hemoglobinúrica, além de controle rigoroso da hemoglobina e hematócrito.
Pode-se fazer aplicação de compressas de gelo e uso de antissépticos no local da picada. Em caso
de lesão necrótica, proceder ao debridamento cirúrgico.
Medicamentos Utilizados:
Medicamento Utilização
Analgésico Dipirona 10mg/kg/dose 6/6h para dor local.
Anti-inflamatório Dapsona 50-100mg/dia VO por 14 dias (controverso), como potente inibidor da
reação inflamatória mediada por leucócitos polimorfonucleares, porém os efeitos
colaterais desta medicação não indicam seu uso rotineiro
Corticóide Prednisona, adulto=40mg/dia, criança=1-2mg/kg/dia por 3-4 dias VO.
Antisséptico Permanganato de Potássio 1:40.000 (1 comp/4 litros de água) por 10 minutos,
quando houver úlcera.
Gênero Phoneutria
LEVE
Manifestações Clínicas
* apenas dor local, na maioria dos casos, eventualmente, agitação e aumento da FC;
Tratamento Sintomático
* combate à dor com analgésicos e/ou anestésicos locais;
* observar crianças e idosos por 6-12 horas;
MODERADO
Manifestações Clínicas
* além da sintomatologia local, presentes algumas manifestações sistêmicas isoladas: sudorese, sialorréia,
taquicardia ou taquipnéia leve;
Tratamento Sintomático
Idem.
Tratamento Específico
Em crianças <7 anos indicado SAA: 4 ampolas EV
GRAVE
Manifestações Clínicas
* vômitos intensos, convulsão, coma, bradicardia, insuficiência cardíaca, choque, edema agudo de pulmão;
Tratamento Sintomático
Idem.
* combate aos vômitos;
* cuidados de UTI;
Tratamento Específico
8 ampolas EV de SAA (SAA = Soro Antiaracnídico)
Laboratório
HMG (leucocitose com neutrofilia), glicose (hiperglicemia), gasometria (acidose metabólica), ECG
(taquicardia sinusal);
Medicamentos Utilizados:
Do mesmo modo como descrito para o escorpionismo, o tratamento visa combater os sintomas do
envenenamento, neutralizar o veneno circulante e dar suporte às condições do paciente. O combate à dor
deve ser sempre realizado, podendo ser utilizados analgésicos por via oral ou parenteral e/ou anestésicos
locais (vide tratamento para o escorpionismo).
273
TEMPO DE COAGULAÇÃO - TÉCNICA
VALORES NORMAIS
BIBLIOGRAFIA
PARDAL, Pedro Pereira de Oliveira; YUKI, Rubens Nobuo. Acidentes por animais peçonhentos: Manual
de Rotinas. Centro de Informações Toxicológicas do Hospital Universitário João de Barros Barreto da
Universidade Federal do Pará. Belém, PA: 2000.
274
Indicação de Quimioprofilaxia:
- Lesões moderadas a graves, profundas, com edema e laceração.
- Feridas puntiformes atingindo ossos, cartilagens, tendões ou
articulações.
- Mordeduras em face, mãos e pés, ou genitais.
- Mordedura humana independente do aspecto da lesão.
- Indivíduos asplênicos, imunodeprimidos, diabéticos ou usuários
crônicos de corticóide independente do local ou gravidade da lesão.
Opções de Antibióticos
Animal Via Oral Via Intravenosa
Cão e Amoxicilina- Amoxicilina-Clavulanato ou Ampicilina-
Gato Clavulanato Sulbactam ou
Cefalosporinas de 2ª ou 3ª geração +
Clindamicina (ou Metronidazol)
Alternativas para alérgicos á penicilina:
Doxiciclina (em adultos) ou Sulfametoxazol-Trimetoprim +
Clindamicina (em crianças) ou Ciprofloxacina + Clindamicina
(em adultos)
Cefuroxima + Clindamicina quando não se tratar de
hipersensibilidade tipo I
Humana Amoxicilina- Amoxicilina-Clavulanato ou Ampicilina-
clavulanato Sulbactam ou Cefoxitina ou Piperacilina-
Tazobactan
Alternativas para alérgicos á penicilina:
Sulfametoxazol-Trimetoprim + Clindamicina (em crianças) ou
Ciprofloxacina + Clindamicina (em adultos)
Répteis Amoxicilina- Ampicilina-Sulbactam + Gentamicina
e clavulanato. Cefalosporina de 3ª geração + Clindamicina
Ofídios Alternativas para alérgicos á penicilina:
Clindamicina + Gentamicina
Sulfametoxazol-Trimetropim + Clindamicina
275
Iniciar nas primeiras 8 horas após o acidente. Manter por 3-5 dias.
Quando a infecção já estiver estabelecida tratar por 5-10 dias
Além da quimioprofilaxia são importantes: limpeza da lesão,
desbridamento cirúrgico quando necessário, avaliação da situação vacinal
para tétano e hepatite B (mordedura humana). A necessidade de
imunização anti-rábica também deve ser avaliada.
Observações:
Pasteurella multocida e P. canis são resistentes à: Oxacilina,
Cefalosporinas de primeira geração, Clindamicina e Eritromicina mas são
sensíveis a Cefalosporinas de segunda e terceira geração e
Fluorquinolonas
Eikenella corrodens é resistente à: Oxacilina, Cefalosporinas de primeira
geração, Clindamicina, Metronidazol e Eritromicina mas é sensível à
Fluorquinolonas e Sulfametoxazol-Trimetoprim
*Anaeróbios= Bacteróides, Fusobacterium, Porphyromonas, Prevotella,
Proprionibacteria e Peptoestreptococo. Em geral são produtores de Beta
lactamases e resistentes às penicilinas.
Drogas e Doses:
Droga Dose crianças Dose adultos
Amoxicilina- 45-50 mg/kg/dia de 8/8h 500/125mg de 8/8h
Clavulanato
Ampicilina- 100-200 mg/kg/dia de 6/6h 1,5-3 g de 6/6h
Sulbactam
Ceftriaxona 100 mg/kg/dia de 12/12h 1g de 12/12h
Cefoxitina 80-160 mg/kg/dia de 6/6h 1g de 6/6h ou 8/8h
ou 8/8h
Cefuroxima VO 20-30 mg/kg/dia de VO 500 mg de
12/12h 12/12h
EV 50 -100 mg/kg/dia de EV 750 mg - 1,5g de
8/8h 8/8h
Ciprofloxacina VO 20-30mg/kg/dia 12/12h VO 500mg de
EV 10-20mg/kg/dia 12/12h 12/12h
EV 200-400mg de
12/12h
Clindamicina VO 15-30 mg/kg/dia de VO 600mg de
6/6h 6/6hEV 600-900mg
EV 15-30 mg/kg/dia de de 8/8h
8/8h
Doxiciclina* 2-4 mg/kg/dia 100mg de 12/12h
Gentamicina 3 mg/kg/dia 1x/dia 3 mg/kg/dia 1x/dia
Metronidazol 7,5mg/kg/dose de 6/6h 250-500mg de 6/6h
Piperacilina- 240 mg/kg/dia de 8/8H 4,5g de 8/8h
Tazobactan
Sulfametoxazol- 40 SMX/ 8 mg/kg/dia de 800/160mg de
Trimetopim 12/12h 12/12h
* Só pode ser utilizado a partir dos 8 anos de idade
276
Orientações para o atendimento de crianças expostas a
acidentes com materiais biológicos
A. Tipos de Exposições:
As exposições que podem trazer risco de transmissão do HIV e
das Hepatites B e C são definidas como:
- Percutâneas: lesões provocadas por instrumentos perfurantes e
cortantes (agulhas, lâminas...)
- Mucosas: respingos nos olhos, nariz ou boca
- Cutâneas: contato com pele não íntegra (ex: dermatites ou
feridas abertas)
- Por mordeduras humanas: são consideradas exposição de
risco quando houver presença de sangue. Nesta situação
devem ser avaliados tanto o individuo que mordeu quanto
aquele que foi mordido
B. Definições
- Exposição percutânea leve: lesão superficial, ausência de
sangue visível no dispositivo, agulha sem lúmen (ex: de sutura).
- Exposição percutânea grave: lesão profunda, sangue visível
no dispositivo, agulhas com lúmen e de grosso calibre
- Exposição cutaneomucosa leve: pouca quantidade de
material biológico, tempo de contato curto
- Exposição cutaneomucosa grave: grande quantidade de
material biológico, contato prolongado
IMPORTANTE!!!
Em crianças a GRANDE maioria dos acidentes com pérfuro cortante
ocorre com agulhas que já estavam no ambiente há bastante tempo
o que torna o risco de infecção muitíssimo baixo
277
ATENÇÃO!!!
Do paciente vítima do acidente o que importa é sabermos se o
mesmo possui anticorpos protetores contra Hepatite B para
indicação ou não da IG específica por isso colher o Anti- HBsAg
IMPORTANTE!!
279
c) Hepatite B
Situação Fonte HBsAg positivo Fonte HBsAg Fonte
vacinal da negativo desconhecido **
criança
Não vacinado IGHAHB + iniciar Iniciar vacinação
vacinação
Vacinação IGHAHB + Completar Completar vacinação
Incompleta vacinação
Vacinação Colher Anti- HbsAg* Colher Anti- HbsAg*
Completa - Anti- HbsAg ≥ 10 - Anti- HbsAg ≥ 10 mUI/mL:
mUI/mL: nenhuma nenhuma medida
medida - Anti- HbsAg < 10 mUI/mL:
- Anti- HbsAg < 10 iniciar 2ª série de vacinação
mUI/mL: IGHAHB +
iniciar 2ª serie de
vacinação
* Como a IGHAHB pode ser administrada em até 7 dias pode-se aguardar
o resultado do Anti- HbsAg para sua indicação.
** Avaliar a probabilidade do dispositivo estar contaminado pelo VHB
(prevalência da infecção naquela população, local onde o material
perfurante foi encontrado, procedimento ao qual ele esteve associado e
presença ou não de sangue no dispositivo)
Dose da IGHAHB:
− 0,06 mL/kg de peso corporal
− Mínimo 0,5 ml e máximo 5 ml
− Quando indicada, fazer idealmente nas primeiras 24
horas após o acidente e no máximo em 7 dias
− A vacina e a IGHAHB devem ser aplicadas em sítios
anatômicos diferentes.
d) Hepatite C
− Não existe nenhuma medida especifica eficaz para a
redução do risco de infecção pelo vírus da hepatite C após
a exposição
− Recomenda-se o acompanhamento clínico e laboratorial de
todo paciente exposto ao HCV
H. Acompanhamento do paciente exposto
− Encaminhar ao CRIE para vacina e/ou IGHAHB quando
indicado
− Marcar retorno no Ambulatório de Moléstias Infecciosas
Infantis (AMII), balcão 5-azul, na primeira quinta feira pela
manha
Exames para Seguimento do Paciente
Situação Momento 2ª 4-6 3 6 12
280
do seman semana meses meses meses
acidente a s
Investigar Elisa HIV Elisa HIV Elisa Elisa HIV Eventual
HIV HIV ELISA
HIV
Monitorizar HMG, TGO, TGP
efeitos Uréia e Cr se PPE
adversos básica. Acrescentar
TARV glicemia se PPE
extendida
Investigar Vacinados Não
HBV* anti-HBs vacinado
Não anti-
vacinados HBs,
anti-HBs, anti-HBc
anti-HBc total,
total, HBsAg
HBsAg
Investigar Anti-HCV TGO/TGP TGO/TG TGO/TG Eventual
HCV TGO/TGP P P Anti- Anti-HCV
Anti- HCV
HCV
HCV-
RNA
Os pacientes de acidente de fonte desconhecida devem ter
acompanhamento para investigação de HIV, HCV e HBV. Aqueles vítimas
de acidente com fonte conhecida devem ser acompanhados apenas para a
exposições conhecidas.
*O acompanhamento para Hepatite B só precisa ser feito naqueles
pacientes suscetíveis a infecção (não vacinados, esquema vacinal
incompleto ou vacinados não respondedores). O período de incubação da
hepatite B é de 70 dias em média, variando entre 30 e 180 dias. Quando
ocorre soroconversão, o HBsAg é primeiro marcador detectável, o que
ocorre dentro de 1 a 10 semanas após a exposição e de 1 a 6 semanas
antes do surgimento de sintomas clínicos. O anti-HBC total surge
aproximadamente um mês após o HBsAg
281
Vitimização Sexual
Avaliação Laboratorial
− Hepatite B: HBsAg, Anti-HBcAg, Anti-HBsAg (especificar no
pedido: Abuso Sexual)
− Hepatite C: Anti-HCV
− Sífilis: VDRL
− HIV: Elisa Anti-HIV
Sem indicação de profilaxia
− Casos crônicos
− Casos que envolvem 2 crianças
Indicações de Profilaxia contra DSTs
− Casos AGUDOS com contato com secreções genitais
− Para as demais DSTs exceto HIV, fazer idealmente nos
primeiros 5 dias após o abuso (máximo 1 semana)
Menina Menino
Clamídia e Cancro X X
Mole
Gonorreia e Sífilis X X
Tricomoníase X Não
HIV Apenas se:
− Exposição há menos de 72 horas
E
− Penetração vaginal ou anal
− Sexo oral apenas se houve ejaculação
intrabucal
Hepatite B De acordo com estado vacinal (ver
abaixo)
Drogas e Doses:
DST Droga de Escolha
Clamídia e Cancro Mole Azitromicina 20mg/kg VO dose única
Dose Máxima: 1g
Gonorreia e Sífilis Ceftriaxona:
Crianças: 125mg IM dose única
>45kg: 250mg IM dose única
Tricomoníase Metronidazol 40mg/kg dose única
>45kg: 2g
Profilaxia do HIV:
Esquema: AZT + 3TC + LPV/RTV
− Manter por 4 semanas (28 dias)
− Oferecer medicações de estômago cheio
282
Profilaxia da Hepatite B:
− Vacinar aqueles com esquema vacinal incompleto ou não
vacinados
− Fazer Imunoglobulina APENAS naqueles sem esquema vacinal
completo
− Nas crianças vacinadas aguardar resultado do anti HbsAg para
indicar a IG (pode ser feita até 14 dias após) quando não houve
soroconversão (Anti HbsAg <10)
− Dose: 0,06ml/kg IM DU (máx. 5ml) – grupo muscular diferente
da vacina se aplicado no mesmo dia
Profilaxia do Tétano:
− De acordo com estado vacinal e contaminação do ferimento
Anticoncepção de Emergência
− Ideal: nas primeiras 72 hs após o coito suspeito (efeito até 5
dias do abuso)– fazer o mais rápido possível
− Não realizar em caso de abusos repetidos
− Dose recomendada: Levonogestrel 0,75mg, via oral, 2cp em DU
ou 1 cp de 12x12h ou Levonogestrel 1,5mg, via oral em DU
Método de Yuzpe: cps combinados
− 50mg etinilestradiol e 250mg de levonogestrel/ cp – 2cp
12x12h 1d ou 4cp DU
− 30mg etinilestradiol e 150mg de levonogestrel/cp – 4cp
12x12h 1d ou 8cp DU
Obs: quando associada a profilaxia de HIV com uso de Ritonavir,
não deve-se usar o método de Yuzpe
Seguimento Laboratorial
EXAME Inicial 6 3 6
semanas meses meses
VDRL X X X X
ELISA Anti-HIV X X X X
1
ELISA HBsAg X X1 X1
ELISA Anti X X3
HBsAg2
Anti-HCV X X X
283
284
285
Sintomas de Corpo Estranho no Esôfago:
Saliva com sangue, tosse, salivação, disfagia/odinofagia, recusa
alimentar, gagueira, irritabilidade, dor no pescoço, garganta ou
tórax, desconforto respiratório, estridor, taquipnéia ou dispneia,
vômitos, sibilância.
287
Manejo das Laringites Agudas
a) Laringite Viral
- Principal causa de obstrução das vias aéreas superiores em
crianças
- Vírus: Parainfluenza (mais comum), Influenza, VSR, Adenovírus...
- Acomete crianças entre 6 meses e 5 anos, sendo mais comum em
meninos
Quadro Clínico:
− Início com rinorréia hialina, dor de garganta, tosse leve e febre
baixa.
− Após 12-48 horas surgem os sintomas de obstrução das vias
aéreas superiores (rouquidão, tosse ladrante, estridor, retração
de fúrcula)
− Costuma ser mais grave quanto mais jovem a criança. As
crianças maiores de 5 anos podem ter apenas rouquidão
− Duração de 3-7 dias
Manejo:
− Avaliar o grau de obstrução da via aérea para classificar a
gravidade e assim definir a conduta. Existem diferentes escores
para avaliação.
Escore de Westley para Crupe (1978)
Pontos
Estridor
Ausente 0
Com agitação 1
Em repouso 2
Retrações
Ausentes 0
Leves 1
Moderadas 2
Intensas 3
Entrada de ar
Normal 0
Levemente diminuída 1
Bastante diminuída 2
Cianose
Ausente 0
Com agitação 4
Em repouso 5
Nível de consciência
Normal 0
Deprimido 5
288
Escore: < 3 pontos= leve
3-6 pontos=moderado
> 6 pontos=grave
Aerossol de Adrenalina:
- Produz vasoconstrição reduzindo o edema subglótico
- Dose: 0,5ml/kg no máximo 5 ml sem diluir
− Caso o volume seja < 5ml, completar com SF 0,9% até 5ml
- Início de ação: 10 minutos
- Duração do efeito: 60-90 minutos
Corticoide:
- Reduz a duração e a gravidade dos sintomas
- Seu uso precoce reduz a necessidade de internação e de retorno
ao serviço de saúde e deve ser usado em todos os casos
- Dose única geralmente é suficiente
- Efeito surge a partir de 4-6 horas de uso e dura até 48 horas
- A melhor opção é a Dexametasona que pode de feita IM, EV ou
VO (difícil, pois a apresentação disponível tem baixa
concentração requerendo administração de grandes volumes).
- Alternativa Prednisolona VO 2mg/kg/dia de 12/12h
Laringite Leve
- Dexametasona 0,15-0,3 mg/kg em dose única (VO, EV ou
IM)
- Nebulização com soro fisiológico
- Alta para casa com orientações
Laringite Moderada
- Aerossol com Adrenalina
- Dexametasona 0,3-0,6 mg/kg em dose única (EV ou IM)
- Observar por 3-4 horas após a Adrenalina
289
- Se critérios de alta liberar para casa com orientações
Laringite Grave
- Aerossol com Adrenalina
- Dexametasona 0,6 mg/kg em dose única (EV ou IM)
− Na maioria das vezes não precisa ser repetida nos dias
seguintes, avaliar caso a caso.
- Hospitalização
- Pode ser necessária a intubação (escolher cânula com diâmetro
menor do que o indicado para a idade)
Critérios de Alta:
- Pais confiáveis
- Facilidade de retorno para atendimento se necessário
- Ausência de estridor em repouso
- Entrada normal do ar
- Ter recebido uma dose de Dexametasona
Importante
Ao final do efeito do aerossol de adrenalina a criança pode voltar
ao estágio inicial de desconforto (efeito “rebote”), por isso a mesma
deve ser mantida em observação por 3-4 horas antes de liberada
para casa.
b) Laringite Estridulosa
− Edema não inflamatório dos tecidos subglóticos
− Etiologia desconhecida (alérgica? infecção?? DRGE??)
− Crianças entre 3 meses -3 anos
Quadro Clínico
− Criança previamente assintomática, sem febre nem pródromo
infeccioso
− Acorda subitamente com dispneia, rouquidão, tosse ladrante e
estridor inspiratório.
− Costuma apresentar melhora parcial ou até completa durante o
trajeto ao pronto socorro apenas por respirar o ar frio e úmido
da madrugada
− Costuma ser recorrente
Manejo
− Tranquilizar a criança e os pais
− Em geral apenas a nebulização com soro fisiológico é suficiente
− Quadros mais intensos: tratar como laringite viral
290
Diagnóstico Diferencial das obstruções de vias aéreas superiores de etiologia
infecciosa
Crupe Laringite Epiglotite Traqueíte Abscesso
viral estridulosa bacteriana retrofaríngeo
Início Gradual, Súbito Rápido 6-12 Pródromo viral Pródromo viral
pródrom Sem pródromo horas seguido de seguido de
o viral Pode ser rápida rápida
de 1-7 recorrente deterioração deterioração
dias
Idade típica 6 meses 3 meses -3 2-8 anos 6m-8 anos <5 anos
-4 anos anos
Estação Final do O ano todo Outono e O ano todo
ano outono e inverno
inverno
Causas Parainflu Desconhecida H influenzae B S. aureus S. aureus
enza (alérgica? Pneumococo Pneumococo S. pyogenes
VSR DRGE??) S. pyogenes S. pyogenes Anaeróbios
Influenz Hemófilos
a
Fisiopatolo Edema Edema não Edema Secreção Coleção
gia inflamat inflamatório da inflamatório mucopurulenta purulenta no
ório da região da região espessa e espaço virtual
região subglótica supra glótica membranosa entre a parede
subglótic obstruindo a posterior da
a traqueia faringe e a fáscia
pré-vertebral
Febre baixa ausente alta alta alta
Tosse Ladrante Ladrante nenhuma Geralmente Geralmente
ou como ou como “foca” ausente ausente
“foca”
Dor de nenhum nenhuma intensa nenhuma intensa
garganta a
Salivação nenhum nenhuma frequente nenhuma intensa
a
Postura Qualquer Qualquer uma Sentado para Qualquer uma Sentado para
uma frente, com a frente, com a
boca aberta e boca aberta e o
o pescoço pescoço
estendido estendido
(posição em (posição em
tripé) tripé)
Voz Normal Normal ou abafada Normal ou abafada
ou rouca rouca rouca
Aparência Não Não toxemiado Toxemiado Toxemiado Toxemiado
toxemia
do
RX Estreita Edema Irregularidade Alargamento do
mento supraglótico subglótica espaço
subglótic (sinal do dedo retrofaríngeo
o (sinal de luva)
da torre)
291
Aerossol Contínuo:
Terbutalina EV (0,5mg/ml)
292
293
294
Encefalopatia Hepática
Tratamento
1. Jejum até descartar doença metabólica
2. SNG
3. Restrição protéica 1g/kg/dia
4. Restrição hídrica 75% das necessidades
5. Monitorar hipoglicemia e hiponatremia
6. Corrigir distúrbios hidroeletrolíticos e acido base
7. Suspender quaisquer medicamentos desnecessários
8. Prevenção da Hemorragia digestiva (Ranitidina ou Omeprazol)
9. Em caso de sangramento administrar plasma fresco
10. Vitamina K EV lactentes 1mg, crianças 5mg, crianças
maiores 10mg
11. Lactulose 1-2ml/kg/dose de 3-4 vezes ao dia
12. Neomicina 50-100mg/kg/dia de 6/6h
13. Flumazenil pode reverter temporariamente os efeitos da
encefalopatia, sua administração é seguida por um período de
despertar de minutos a horas
14. Monitorização neurológica (risco de edema cerebral)
15. Manter Hb >10g/L
295
Anticoagulação
1. Heparina
Ajustes:
TTPA Bolus Suspensão % Repetir
(segundos) (U/kg) (min) mudança TTPA
< 50 50 0 + 10% 4h
50-59 0 0 + 10% 4h
60-85 0 0 0 Dia
seguinte
86-95 0 0 - 10% 4h
96-120 0 30 - 10% 4h
>120 0 60 - 15% 4h
Reversão da Heparinização
Tempo desde a última Dose de Protamina
dose
de heparina
<30 min 1,0 mg/100 unidade de heparina recebida
30-60 min 0,5-0,75 mg/100 unidade de heparina
recebida
60-120 min 0,375—0,5 mg/100 unidade de heparina
recebida
>120 min 0,25- 0,375 mg/100 unidade de heparina
recebida
Enoxaparina (Clexane)
Heparina de baixo peso molecular. Inibe o fator Xa sem afetar
o tempo de sangramento, função plaquetária, TP ou TTPA
Dose 0,5-1mg/kg/dose SC de 12/12h
Maximo 40mg
Ampola 30mg/0,3ml
Controle: dosagem de anti-fator Xa=0,5-1,0 unidades/ml 4-6h após
a dose
Manter por no mínimo 5 dias e então associar o anticoagulante oral
suspendendo quando INR=2-3
Dose profilática 0,5mg/kg
2. Anticoagulação oral
Dias 2-4
INR Ação
1,1-1,3 Repetir dose de ataque inicial
1,4-1,9 50% da dose de ataque inicial
2,0-3,0 50% da dose de ataque inicial
3,1-3,5 25% da dose de ataque inicial
>3,5 Suspender até INR < 3,5 e depois reiniciar
com 50% da última dose
Manutenção:
INR Ação
1,1-1,4 Aumentar em 20% a dose
1,5-1,9 Aumentar em 10 % a dose
2,0-3,0 Manter
3,1-3,5 Reduzir em 10% a dose
>3,5 Suspender até INR < 3,5 e depois reiniciar
com 20% menos do que a última dose
297
Indicações:
– Pacientes renais crônicos (sobrecarga de potássio)
– Pacientes com antecedente de reação alérgica
– Paciente com deficiência de IgA
– Não é mais indicado na prevenção de RFNH
Hemocomponentes leucorreduzidos:
Indicações:
– Prevenir recorrência de reações febris não hemolíticas (após 2º
episódio)
298
Hemocomponentes irradiados:
Indicações:
– Prevenção da doença do enxerto x hospedeiro pós
transfusional (febre,exantema maculo-papular, diarréia,lesão
hepatocelular e pancitopenia de 10-12 dias após a
transfusão)
– Imunodeficiências congênitas de imunidade celular
– Pacientes onco-hematológicos em QT ou RxT
– Transplantados
– Recém nascidos prematuros
– EST e transfusão intrauterina
– Anemia aplástica
– Receptores de sangue de doadores relacionados (pai, mãe,
irmão)
Volemia:
299
Reações Transfusionais
Classificação
Temporal
− Imediatas – até 24h do ato transfusional
− Tardias - > 24h do ato transfusional
Presença ou não de febre
− RT Febril
− RT Não Febril
Presença ou não de hemólise
− RT Hemolítica
− RT Não-hemolítica
Immune
− Imunomediadas
o Hemólises imuno-mediadas
o Trombocitopenia Pós-Transfusional
o GVHD
o TRALI
− Não Imunomediadas
Reações Imunológicas:
Tipo de Reação Causa Principal
Hemolítica Incompatibilidade ABO
Anafilática Anticorpo do paciente contra IgA do plasma do
doador
Febril não Anticorpo do paciente contra antígenos leucocitários
hemolítica do doador
Urticariforme Anticorpo do paciente contra proteínas plasmáticas
do doador
TRALI Anticorpos do doador contra leucócitos do paciente
Reação Hemolítica Aguda
− Os anticorpos naturais anti-A, Anti-B e Anti-AB do paciente reagem
com as hemácias A, B ou AB do doador, causando hemólise
intravascular das hemácias transfundidas e de parte das hemácias do
próprio paciente.
− Incidência de 1 caso para 33.000 a 12.000 transfusões
− Mortalidade elevada
− Quadro Clínico: dor no tórax, dor no local de infusão, abdome e/ou
flancos, hipotensão grave, febre e hemoglobinúria. Pode evoluir para
insuficiência renal aguda e CIVD
− Sempre que houver suspeita de reação hemolítica, aguda, a transfusão
deve ser imediatamente suspensa, realizada a checagem da
identificação da bolsa e do paciente.
− O diagnóstico, além de clínico, baseia-se nos achados laboratoriais
como, Coombs Direto positivo, hemoglobinúria, queda da Hb/Ht e,
após algumas horas, elevação dos níveis de bilirrubina indireta
− Tratamento: infusão de SF0,9% para manter uma diurese de 100ml/h
por pelo menos 18–24 h. Considerar diuréticos. Suporte clínico
300
Reações Anafiláticas
− Ocorre em aproximadamente 1 a cada 170.000 a 18.000 transfusões
− A explicação clássica para esse tipo de reação é a presença de
anticorpos anti-IgA em receptores congenitamente deficientes dessa
classe de imunoglobulina. Esses anticorpos IgA específicos reagem
com as proteínas IgA presentes no componente transfundido
− Quadro Clínico: náuseas, vômitos cólicas abdominais e diarreia.
Hipertensão transitória é seguida de profunda hipotensão. Rubor
generalizado e, ocasionalmente, calafrios podem estar presentes mas
não há febre.
− Tratamento: interromper a transfusão, tratamento da anafilaxia com
adrenalina, expansão volêmica etc
Reação Urticariforme
− Ocorre em 1 – 3% das transfusões
− Geralmente, apresenta boa evolução
− Resulta da reação antígeno-anticorpo, onde os antígenos são
substâncias solúveis no plasma do doador contra os quais o receptor
tenha sido sensibilizado previamente.
− Tratamento: A transfusão deve ser interrompida, o paciente medicado
com anti-histamínico
301
Coagulopatias
CIVD
Fisiopatologia:
a) Consumo de plaquetas e fatores de coagulação
- Plaquetopenia, TP prolongado, TTPA prolongado, ↓ fator V e VIII
b) Aumento da formação de fibrina
- Queda progressiva do fibrinogênio, TT prolongado, hemólise
microangiopática
c) Aumento da fibrinólise
- Aumento dos PDFs (produtos de degradação da fibrina) e aumento dos
dímeros D
302
Critérios Diagnósticos:
- Queda progressiva do fibrinogênio (< 70-100mg/dL)
- Aumento dos dímeros D
- Aumento dos produtos de degradação de fibrina
- Alargamento de TP, TTPA e TT
- Plaquetopenia
- Anemia hemolítica com esquizócitos
Tratamento:
- Plasma fresco congelado
- Transfundir plaquetas se <30.000
- Crioprecipitado para manter fibrinogênio >100mg/dL
Valores normais:
Fibrinogênio: 200-400mg/dL
Dímeros D ≤ 0,5 UG/ml
303
Reposição do fator nas hemofilias
304
HIC sem sinais - Após 1 infusão Elevar a 100% - Após 1 infusão Elevar a 100% na 1
neurológicos 1x dia por 14 na 1 infusão 1x dia por 14 infusão
dias dias
HIC com sinais - Após 1 infusão Elevar a 100% - Após 1 infusão Elevar a 100% na 1
neurológicos elevar a 50% a na 1 infusão elevar a 50% a infusão
cada 12h por 7 cada 12h por 7
dias e depois a dias e depois a
cada 24h até o cada 24h até o
14 dia 14 dia
305
Farmacodermias
306
307
309
310
311
311
Punção Lombar
A. Indicações:
- Diagnóstico de patologias do SNC (infecções, sangramentos ou
neoplasias)
C. Contra Indicações:
As seguintes alterações no CT contraindicam a realização da
punção liquórica:
– Desvio da linha média
– Apagamento das cisternas supra-quiasmática e basilar
– Obliteração do 4º ventrículo
– Obliteração das cisternas cerebelar e placa quadrigeminal
312
D. Material Necessário:
- Luvas estéreis
- Gaze
- Antisséptico em formulação alcoólica (Clorexedine ou PVPI)
- Agulha para LCR com mandril nos tamanhos:
Bebês: 25 G X 25 mm (laranja)
Crianças menores de 2 anos: 22 G X 40 mm (preta
pequena)
Crianças de 2-12 anos: 22 G X 70 mm (preta grande)
- Tubos para exames (inclusive ágar chocolate para cultura)
- Lamparina para flambar tubo de ensaio
- Esparadrapo
E. Preparação:
- Monitorização cardíaca e respiratória contínua
- Posicionar a criança em decúbito lateral com flexão dos joelhos,
quadril e pescoço para obter máxima flexão da coluna vertebral
(vide figura abaixo)
- Para crianças maiores que colaboram há a opção de punção
sentada no leito com flexão do pescoço e coluna torácica
apoiando os cotovelos nos joelhos
F. Técnica:
1. Posicionar a criança em decúbito lateral, flexão dos joelhos em
direção ao tórax
2. Realizar antissepsia na região de L3-L5 até as cristas ilíacas, de
dentro para fora.
3. Traçar linha imaginária entre as cristas ilíacas. O ponto de
intersecção com a coluna corresponde ao 4º disco vertebral. O local
da punção é entre L3-L4 em crianças maiores e L4-L5 em bebês
4. Marcar o local de punção pressionando a unha sobre a pele.
5. Introduzir a agulha entre os processos espinhosos das vértebras,
direcionada para cicatriz umbilical
6. Caso sinta uma resistência inicial, tracione a agulha sem retirar da
pele e redirecione ligeiramente o ângulo.
7. Retirar o mandril após sentir a resistência da dura-mater (2,5 cm
no lactente, 5 cm de 3-5 anos e 7 cm adolescente)
o
8. Se o LCR não fluir girar a agulha 90 ou introduzi-la um pouco mais.
9. Flambar a borda do tubo de cultura antes da coleta e não tocar a
tampa nem as bordas do tubo
10. Retirar a agulha com o mandril em movimento rápido e ocluir com
esparadrapo
G. Complicações:
- Cefaléia pós punção
314
Paracentese
A. Indicações:
- Diagnóstica: suspeita de peritonite bacteriana
- Terapêutica: ascite volumosa
B. Material Necessário:
- Luva estéril
- Gaze
- Antisséptico
- Seringa de 3 ml para anestesia
- Lidocaína 2%
- Agulha para punção com mandril (ex: de LCR 22Gx38mm)
- Seringa de 20 ml para aspirar o líquido
- Campo fenestrado
- Tubos para coleta de exames
C. Preparação:
- Esvaziar a bexiga previamente
- Posicionar a criança em posição semi-sentada ou decúbito lateral
D. Técnica:
1. Realizar antissepsia de todo abdome inferior
2. Colocar campo estéril
3. Infiltrar pele com anestésico
4. Puncionar com agulha com mandril, em um ângulo de 45o segurando
firmemente a parede abdominal
5. Após penetrar a cavidade retirar o mandril e aspirar o líquido
Obs: Pode-se conectar a agulha a um equipo de soro e este a um
frasco que deve ser deixado em posição inferior ao abdome permitindo a
drenagem espontânea do líquido
315
A. Indicações:
- Diagnóstico de ITU quando a possibilidade de contaminação por outro
método for muito grande
- Obstrução do fluxo urinário uretral
B. Contra Indicação:
- Bexiga não palpável ou não percutível (vazia)
C. Material Necessário:
- Luva estéril
- Seringa de 10 ou 20 ml
- Agulha 25 x 0,8 (verde) ou 25 x 0,7 (preta)
- Solução antisséptica
- Gaze estéril
- Tubo estéril para cultura
D. Preparação:
- Posicionar a criança em decúbito dorsal com as pernas entreabertas e
ligeiramente flexionadas
E. Técnica:
1. A criança não deve ter urinado dentro de uma hora do procedimento
2. Realizar antissepsia da pele
3. Palpar e percutir o abdome para identificar o nível da bexiga e
confirmar que está cheia
4. Palpar sínfise púbica para determinar o local da punção e introduzir a
agulha perpendicularmente a pele
5. Após sentir mudança da resistência, inclinar suavemente a seringa em
direção a sínfise púbica mantendo suave pressão negativa na seringa.
6. Se houver insucesso, retornar à pele e reintroduzir a agulha mais
direcionada a pelve
7. Após remover a agulha limpar a pele novamente com antisséptico e
cobrir com esparadrapo
F. Complicação:
- Hematúria transitória (rara) e hematoma no local da punção
316
Punção Pleural
A. Indicações:
- Diagnóstica: diferenciar tipo de derrame: exsudato X transudato
pesquisar a etiologia do derrame
- Terapêutica: aspiração de grande quantidade de líquido para melhora
da função ventilatória
B. Contra Indicações:
- Coagulopatias
- Infecção de pele no local da punção (relativa)
- Pneumatocele gigante
C. Material Necessário:
- Luva estéril
- Gaze
- Antisséptico: PVPI ou Clorexedina Alcoólica
- Seringa de 3 ml para anestesia
- Agulha para anestesia local
- Lidocaína 1 ou 2% sem vasoconstritor
- Duas ou mais seringas de 20 ml para aspirar ao líquido
- Campo fenestrado
- Scalp número 19 ou Abocath número 18 ou 20 com torneirinha de 3
vias (crianças maiores e/ou obesas)
- Soro fisiológico para preencher o scalp
317
D. Preparação:
- Realizar semiologia torácica para demarcar o derrame
- Monitorização cardíaca e respiratória contínua
- Posicionar a criança em decúbito dorsal com elevação do tronco de
600 com apoio ou sentado sem apoio. Levantar o membro superior do
local a ser puncionado colocando o antebraço ao nível da cabeça
- Sedação e analgesia: usar bom senso!
E. Técnica:
1. Antissepsia de todo o hemitórax a ser puncionado e do esterno.
2. Colocar campo estéril
3. Anestesiar o local a ser puncionado atingindo e pele, subcutâneo
musculatura intercostal e pleura.
o
4. Introduzir a agulha a 90 da pele rente a borda superior da costela
inferior.
318
F. Complicações:
- Pneumotórax
- Lesão parênquima pulmonar
- Lesão diafragma e vísceras abdominais
- Oscilação rápida do mediastino com instabilidade cardiovascular
- Ruptura de pneumatocele
Punção intra-óssea
A. Indicação:
- Obtenção de acesso para infusão de líquidos e/ou drogas na parada
cardio respiratória ou choque descompensado após 3 tentativas de
acesso venoso sem sucesso.
B. Material Necessário:
- Agulha própria para punção intra-óssea
- Opção: agulha para punção de MO ou agulha de LCR com mandril
(ruim, pois é flexível) ou agulhas de calibre 14 a 18
- Antisséptico
- Gaze
C. Locais de Punção:
319
D. Técnica:
Inserção na tíbia proximal:
1. Antissepsia do local a ser puncionado
2. Apoiar a perna em uma superfície firme com o joelho fletido à 60º.
3. Identificar o local da punção por palpação (1-3 cm abaixo da
tuberosidade da tíbia na superfície antero-medial)
4. Verificar se o bisel e o mandril da agulha estão alinhados
5. De frente para a perna, segurar as bordas medial e lateral da tíbia
com a mão não dominante (polegar de um lado, indicador e médio
do outro). Não deixar a mão por detrás da perna!
6. Inserir a agulha através da pele e com um movimento de torção
suave, porém firme, introduzir a agulha perpendicular (ou
ligeiramente caudal) ao eixo longo do osso.
7. Parar de introduzir a agulha quando sentir uma diminuição súbita
da resistência
8. Desparafuse o topo, remova o mandril e tente aspirar medula (se
não for bem sucedida não necessariamente indica insucesso). Se
esta aspiração for bem sucedida desconecte a seringa e conecte um
sistema de infusão
9. Caso não tenha havido retorno na aspiração, injete 10 ml de
SF0,9% e verifique se há resistência, infiltração local ou aumento
na circunferência da perna
10. Se a injeção de prova não foi bem sucedida remova a agulha e
tente em outro osso
11. Obs: quando for introduzir em outro osso que não a tíbia, aponte a
agulha ligeiramente para longe do espaço articular mais próximo
320
321
323
Reanimação Neonatal
324
325
0 1 2
Movimento do
tórax
Retração
intercostal
Retração
xifoide
Batimento de
aletas
Gemidos
expiratórios
326
Convulsões no Período Neonatal
327
Teste do coraçãozinho
328
Capurro somático
0 5 10 15
Textura Fina, Fina e lisa Algo mais Grossa, com Grossa,
da pele gelatinosa grossa com sulcos apergaminh
discreta superficiais, ada com
descamaçã descamação de sulcos
o mãos e pés profundos
superficial
0 5 15 20
10
Forma da Chata, Pavilhão Pavilhão Pavilhão
orelha disforme, parcialment parcialment totalmente
pavilhão e encurvado e encurvado
não na borda encurvado
encurvado em toda
borda
0 8 superior 24
16
Tamanho Ausência Diâmetro Diâmetro 5 Diâmetro >
da de tecido <5mm mm a 10 10mm
glândula mamário mm
mamária
0 5 10 15
Sulcos Ausentes Marcas mal Marcas Sulcos na Sulcos em
plantares de finidas bem metade mais da
na metade definidas anterior da metade
anterior da na metade planta anterior da
planta anterior e planta
no terço
0 5 anterior 15 20
10
329
330
331
Reavaliação em 72 horas:
Rápida melhora clínica E Escore <2 E Culturas negativas: suspender
antibiótico e reavaliar por 48 horas
Quadro clínico persiste OU Escore ≥ 2 OU Culturas positivas:
manter 7-10 dias
332
Observação:
− Outras causas de neutropenia: HA materna, asfixia perinatal
− Outras causas de alteração I/T: asfixia perinatal, febre materna,
parto estressante
− Outras causas de aumento PCR: aspiração de mecônio,
hemorragia ventricular, Bolsa Rota prolongada, asfixia perinatal,
febre materna, parto estressante
− Trabalho de parto estressante: GB total e I/T aumentam com
12h de vida mas o PCR é normal. Após 24-48h, o PCR eleva-se
mas o GB fica normal
333
GB < 5.000
Neutrofilia ou Neutropenia* 1
Aumento do número de neutrófilos imaturos* 1
Índice Neutrofílico aumentado* 1
Neutrófilo imaturos/segmentados >0,3 1
Alterações degenerativas dos neutrófilos: granulações 1
tóxicas, (vacuolização e corpos de inclusão de Dohle)
Plaquetopenia < 150.000 mm3 1
* letargia, hipo ou hipertonia, convulsão, apneia, irritabilidade
excessiva, abaulamento fontanela
334
Antibioticoprofilaxia Intraparto:
Indicações:
− Colonização pelo SGB na gestação atual
− RN anterior infectado pelo SGB
− Bacteriúria assintomática ou ITU por SGB em qualquer momento
da gestação atual mesmo que tratada com cultura da gestação
atual negativa
− Cultura desconhecida ou não realizada nas seguintes situações:
• Trabalho de parto prematuro ou amniorrexe com IG < 37
semanas
• Ruptura de membranas ≥18h
• Temperatura materna intraparto ≥38°C
Importante
Exceto em casos de ITU pelo SGB que devem ser
obrigatoriamente tratadas, o antibiótico é ineficaz quando realizado
no decorrer da gestação pois a colonização recidiva após o
tratamento
334
A. Antibióticos Preconizados:
Droga de escolha: Penicilina Cristalina 5.000.000 U EV dose de
ataque e 2.500.000 U de 4/4h até o parto (diluir em 100 ml de
SF0,9% e infundir em 1 hora)
Alternativa: Ampicilina 2g EV dose de ataque e 1g de 4/4h até o
parto
Pacientes com Alergia à Penicilina:
− Casos SEM Hipersensibilidade Imediata (anafilaxia, urticária,
angioedema...):
Cefazolina: 2g EV dose de ataque e 1g de 8/8h até o parto
− Casos COM Hipersensibilidade Imediata: Clindamicina 900mg
de 8/8h até o parto (diluir em 100 ml de SF0,9% e infundir
em 1 hora) ou Vancomicina 1g de 12/12h até o parto (diluir
em 100 ml de SF0,9% e infundir em 1 hora) este último em
caso de resistência à Clindamicina.
335
B. Observações Importantes:
O relato de alergia à Penicilina pela paciente é bastante
comum, mas na grande maioria das vezes não se trata de alergia
verdadeira (Reação de Hipersensibilidade Tipo I mediada por
IgE)
A Cefazolina apresenta 10% de reação cruzada com a
Penicilina.
A Resistência do SGB à Penicilinas é extremamente rara e
sem significância clínica. Contudo á resistência à Clindamicina é
possível e vem aumentando.
Referencias:
1. Centers for Disease Control and Prevention. Prevention of Perinatal
Group B Streptococcal Disease Revised Guidelines from CDC,
2010.MMWR 2010;59 (Vol 59,RR-10):[1-36]
2. Diagnóstico e Prevenção de IRAS em Neonatologia. Coordenação
Rosana Richtmann. 2a ed. Rev. e ampl.- APECIH, São Paulo 2011
3. American Academy of Pediatrics. Group B Streptococcal Infections.
In: Pickering LK et al. Red Book: 2012. Report of the Committee on
Infections Diseases. 2012:680-85
4. Blanca, M. et al. Update on the evaluation of hypersensitivity
reactions to betalactams. Allergy 2009: 64: 183–193
336
337
Sífilis Congênita
C. Neurossífilis
a. Neurossífilis Confirmada: VDRL no líquor positivo,
independentemente do valor do VDRL sérico.
b. Neurossífilis Possível:
− Presença de alterações na celularidade e/ou bioquímica do LCR
com VDRL sérico positivo, independentemente do VDRL do líquor
− Quando não é possível a realização de LCR em qualquer recém-
nascido com diagnóstico de sífilis congênita confirmada ou
provável.
Valores normais do LCR:
No período neonatal: leucócitos ≤ 25 células/mm3 e proteína ≤ 150
mg/dL.
Após 28 dias de vida: leucócitos ≤ 5 células/mm3 e proteína ≤ 40mg/dL.
340
341
342
Toxoplasmose Congênita
Testes Sorológicos:
Principais testes ELISA e RIF
- IgG: detectável a partir de 1-2 semanas após a infecção
- Pico em 1-2 meses
- Diminuição lenta após
- Um aumento em pelo menos quatro vezes do título de IgG em duas amostras
colhidas com intervalo de 3 semanas indica infecção aguda
- IgM: detectada na 1ª -2ª semana após infecção
- Permanece elevado por 2-3 meses, ás vezes por mais tempo
343
Teste de Avidez
Um índice de avidez superior a 60% indica que a infecção aguda ocorreu há mais
de 3-4 meses
Valores ≤ 30% indicam infecção há menos de 3 meses
Diagnóstico na Gestante
344
Diagnóstico no recém-nascido:
- Ao nascimento o título de IgG do RN não infectado é semelhante ao materno
(colhido na mesma ocasião)
- Caso o RN apresente IgG 4 vezes ou mais elevado que o materno sugere
infecção congênita mas isso raramente ocorre
- A IgM tem baixa sensibilidade, em torno de 75% com ELISA e apenas 25% com
RIF
- Detecção IgA sensibilidade 75-93% porém pouco disponível
345
- Nas crianças não infectadas, o título dos anticorpos IgG diminui gradativamente,
até que ocorra negativação em torno de um ano de vida.
Toxoplasmose Congênita
Comprovada:
• Aumento nos títulos de IgG durante os primeiros 12 meses de vida, com ou sem
sinais clínicos sugestivos de infecção congênita
• Persistência de IgG positiva após 12 meses de vida, com ou sem sinais clínicos
sugestivos de infecção congênita
• Crianças com IgM anti-Toxoplasma positiva entre dois dias e seis meses de idade.
• Crianças com IgA anti-Toxoplasma positiva entre 10 dias e seis meses de idade.
• Crianças com sinais e/ou sintomas sugestivos de toxoplasmose congênita, filhas de
mães com IgG positiva para toxoplasmose, após exclusão de outras possíveis
etiologias (sífilis, CMV, rubéola).
• Crianças cujas mães apresentaram PCR positiva para toxoplasmose no líquido
amniótico.
Ausente:
• Soronegativação* durante os primeiros 12 meses de vida na ausência de tratamento
• Crianças soronegativas* 6 meses após o término do tratamento
*confirmar soronegativação com uma segunda amostra colhida com 2 meses de
intervalo
Monitorar com HMG semanal durante os primeiros 2 meses. Caso não haja
alterações espaçar para 1 mês.
Crianças com toxoplasmose congênita comprovada devem ser submetidas a
avaliações oftalmológicas semestrais até a idade escolar, mantendo-se exames anuais
após
Em geral, nenhuma terapêutica é recomendada após 12 meses de idade, exceto
em casos de reativação da doença ocular.
347
Toxoplasmose
materna
RN
assintomático
Toxoplasmose
materna
possível
comprovada
ou
provável
Sorologias
maternas
inconclusivas
-‐ELISA
IgG
e
IgM
(RN
e
mãe)
-‐ELISA
IgG
e
IgM
(RN
e
mãe)
-‐Fundoscopia
ocular
-‐Fundoscopia
ocular
-‐US
e
CT
crânio
-‐US
crânio
-‐LCR
-‐Hemograma
-‐Hemograma
NÃO
INICIAR
TRATAMENTO
-‐Função
hepática
-‐Avaliação
auditiva
INICIAR
TRATAMENTO
Resultados
normais
Sorologias,
US
e/ou
fundoscopia
alterados
Estabilização
ou
aumento
nos
Queda
progressiva
nos
títulos
de
IgG
até
títulos
de
IgG
negativação
348
349
ICTERÍCIA NEONATAL
Icterícia Fisiológica
RNPT RNAT
Início 4-5 ddv 2-3 ddv
Pico 6-8 ddv 2-4 ddv
Queda 7-9 ddv 5-7 ddv
350
Níveis de bilirrubina total em percentis de
acordo com tempo de vida e grau de risco do RNPT (<35 sem)
Mecanismo:
- Maior produção de Bilirrubina (maior massa eritrocitária e maior
turnover das hemácias)
- Deficiência transitória de captação ou conjugação hepáticas da
Bilirrubina
- Maior absorção de Bilirrubina desconjugada no intestino
- Acúmulo quase que exclusivo de BI
Icterícia Patológica
- Icterícia iniciada nas primeiras 24h de vida
- BT > 15mg/dL
- BD > 2mg/dL
- Aumento > 5mg/dL na BT em 24h
- Icterícia por + de 1semana no RN AT
351
49-72h ≥15 ≥18 ≥25 ≥30
>72h ≥17 ≥20 ≥25 ≥30
352
Tabelas Puericultura
Nascimento:
Perímetro Cefálico:
- 1º ano aumenta aproximadamente 12 cm
- 1º ao 3º ano= 0,25/mês.
- Até o 6º ano= 1 cm/ano
Estimativas:
Peso: 3-12m idade (meses) + 9
2
353
Estimativa de estatura para crianças com limitações físicas
Para crianças de 2-12 anos (Stevenson 1995)
Canal familiar:
Feminino: estatura da mãe + (estatura do pai -13) ± 9cm
2
Estirão Puberal:
Meninas:
- Inicia-se com a telarca entre 9 a 11 anos
- Velocidade: 8 a 9 cm/ano
- Desaceleração após a menarca
- Há aceleração do ganho de peso cerca de 6 meses antes.
Meninos:
- Inicio da Puberdade 11 a 13 anos
- Velocidade: 10 cm/ano
- Desaceleração após estágio (Tanner - G4)
- Coincidência entre os picos de peso e estatura
354
Curva crescimento dos demais tecidos
355
356
357
Avaliação do Estado Nutricional
A. Desnutrição
PI=Peso/idade
EI PE
Eutrofia >95% >90%
Desnutrição Aguda (“wasted”) >95% ≤90%
Desnutrição Crônica (“wasted and stunted”) ≤95% ≤90%
Desnutrição pregressa (“stunted”) ≤95% >90%
PE
DPC moderada 70-79%
DPC grave <70%
358
IMC= Peso (Kg)
2
Altura (m)
IMC *
< p5 Subnutrição
≥p85 e <p95 Sobrepeso
≥ p95 Obesidade
* Em relação a curva do CDC 2000
Em pacientes com desnutrição pregressa, avaliar o IMC em relação
a idade estatural e não a cronológica
B. Obesidade:
LIPIDOGRAMA
Idade Desejável Limítrofe Aumentado
(anos) mg/dl mg/dl mg/dl
Colesterol 2-19 <170 170-199 ≥200
Total
LDL 2-19 <110 110-129 ≥130
HDL <10 ≥40 - -
10-19 ≥35
TG <10 ≤100 - >100
10-19 ≤130 >130
Kwiterovich, 1989
359
HEPATIMETRIA
RN= 5,6-,9 cm
2 meses= 5cm
1 ano=6cm
2 anos=6,5cm
3 anos=7cm
4 anos=7,5cm
5 anos=8cm
12 anos=9cm
Papa de Epstein
• 1 copo de água
• 2 colheres de maisena
• Cozinhar um pouco, oferecer 1 colherinha antes do seio
materno
Capacidade Gástrica:
RN=45 ml
1 mes: 80-150 ml
1 ano: 150-290 ml
adolescentes: 750-900 ml
360
Moro Até os 2 meses: completo 100%
3 mês: presente 100%,
incompleto
De 4 a 6 meses: respostas
discretas
A partir do 7 mês: ausente
Preensão palmar Até 4 meses: presente 100%
Aos 7 meses: 25%
Preensão plantar Até 7 meses: 100%
12 meses: ausente
Cutâneo –plantar em Até 4 meses: 100%
extensão 12 meses: presente em 20%,
inconstante, 80% apresenta RCP
em flexão
ANTIANÊMICOS
Vitamina B6 ..................................................................... 20 mg
PASTA D’ÁGUA
Talco .................................................................................. 25 g
361
Glicerina ............................................................................. 25 g
Talco .................................................................................. 25 g
Glicerina ............................................................................. 25 g
DERMATITE SEBORRÉICA
Cetoconazol .......................................................................... 2%
Cetoconazol .......................................................................... 2%
CREME DE CLOTRIMAZOL
Clotrimazol ........................................................................... 1%
362
Posologia: aplicar nas áreas afetadas, 1 vez ao dia.
LOÇÃO DE MICONAZOL
Miconazol ............................................................................. 2%
Cetoconazol .......................................................................... 2%
363
Formulas Infantis:
Composição por 100 ml
Calorias Proteínas Lipídeos Carboidratos
LNO 67 1,2 3,8 7
LNO + FM 85 84,35 2,2 3,82 10,3
(5g)
Pré Nan 1:25 92,3 2,7 4,5 10,5
Pré Nan 1:30 70 2 3,4 7,9
Nan 1 1:20 111,5 2 6 12,5
Nan 1 1:25 89,2 1,6 4,8 9,97
Nan 1 1:30 67 1,2 3,6 7,5
Nan 2 1:25 89,2 2,7 3,88 10,7
Nan 2 1:30 67 2,1 3 8
Nan sem lactose 67 1,7 3,3 7,6
1:30
Nan Soy 1:30 67 1,85 3,4 7,34
Nestogeno 1 67 1,7 3,4 7,4
Nestogeno 2 67,5 2,8 3 7,25
Aptamil 1 66 1,5 3,3 7,5
Aptamil 2 71 2,4 3 8,6
LV 1/2 com 5% 50,5 1,8 1,5 7,45
sacarose
LV 2/3 com 5% 60,8 2,41 2 8,28
sacarose
LV integral sem 61,4 3,6 3 5
sacarose (81 c/ 5% (9,9 c/ 5%
sacarose) sacarose)
Molico 6% 21,6 2,1 0,06 3
Molico 8% 28,8 2,9 0,08 4,2
Molico 10% 36,9 3,5 0,1 5,5
Pregomin 15% 75 2 3,6 8,69
Alfarré 1:20 118,5 3,6 6 12,9
Alfarré 1:25 94,5 2,88 4,8 10,3
Alfarré 1:30 70 2,1 3,6 7,7
Neocate 15% 71 1,9 3,45 8,1
Vivonex 80 2 2,4 12,4
Pediatric
Nutren Jr 22% 100 3 3,9 13,6
Nutren 100 4 4 13
Nutren Diabetes 100 4 4,5 11
Pediasure 20% 100 3 5 11
Pediasure 1,5 150 4,6 7,6 16,3
cal/ml 30,3%
Peptamen 100 4 3,9 12
23,1%
Peptamen Jr 102 3 3,9 14
21,6%
Fortini 20,3% 100 2,2 4,7 12
364
Por 100g de pó
Calorias Proteínas Lipídeos Carboidratos Medida
(g)
Pré Nan 498 14 26 53 5,37
Aptamil pré 485 15,1 26,7 46,1 5,5
Aptamil 1 484 9,76 25,9 53,1 4,6
Aptamil 2 457 13,7 21 53,3 4,9
Nan 505 9,3 28 55 4,3
Comfor 1
Nan 469 15 21 54 4,77
Comfor 2
Nan sem 503 11 25 59 4,43
lactose
Nan Soy 509 14 26 56 4,4
Nestogeno 510 11 26 58 4,37
1
Nestogeno 483 15 22 58 4,7
2
Pregomin 515 14 27,3 53,4 4,3
pepti
Alfarré 494 15 25 54 4,8
Neocate 475 13 23 54 5
Nutren Jr 466 14 18 62 7,8
Fortini pó 493 11 23 61 6,1
Suplementos Nutricionais
Dieta Calorias Proteínas CH Lipídeos Idade
Sustagen 118cal 1,3g 27g 0,6g Diluir
Kids 30g/200
Mead ml de leite
Johnson
Medida
30g
Sustain 152 1,7g Maltodextrina, 0g A Diluir
Danone lactose, partir 40g/200
Medida dextrose, dos 3 ml leite
40g sacarose anos
Nutren 112 7,6g 1,0g A Diluir
Active partir 31,5g/180
Nestlé de 4 ml leite
Medida anos Crianças
31,5g 20g/180
ml leite
365
366
367
Birth to 36 months: Girls NAME
Length-for-age and Weight-for-age percentiles RECORD #
Birth 3 6 9 12 15 18 21 24 27 30 33 36
in cm AGE (MONTHS)
cm in
41 41 L
40 40 E
100 95 100
39 90 39 N
38 G
75 38
95 95 T
37 50 37 H
36 25 36
90 90
35 10 35
5
34
85
33
32 38
80 95 17
31
L 30 36
E 75 90 16
N
29
34
G 28
70 75
15
T 27 32
H 26 65 14
25 50 30 W
24 E
60 13
23 25 28 I
G
22 55 12 H
10 26
21 5 T
20 50 11 24
19
18 45 10 22
17
16 40 9 20
15
8 18
16 16
7 AGE (MONTHS)
kg lb
12 15 18 21 24 27 30 33 36
14
6 Mother’s Stature Gestational
W Father’s Stature Age: Weeks Comment
E 12
Date Age Weight Length Head Circ.
I 5 Birth
G 10
H
T
4
8
3
6
2
lb kg
Birth 3 6 9
Published May 30, 2000 (modified 4/20/01).
SOURCE: Developed by the National Center for Health Statistics in collaboration with
the National Center for Chronic Disease Prevention and Health Promotion (2000).
http://www.cdc.gov/growthcharts
2 to 20 years: Girls NAME
Stature-for-age and Weight-for-age percentiles RECORD #
12 13 14 15 16 17 18 19 20
Mother’s Stature Father’s Stature cm in
Date Age Weight Stature BMI*
AGE (YEARS) 76
190
74
185 S
72
180 T
70 A
95
175 T
90
68 U
170 R
75 66
165 E
in cm 3 4 5 6 7 8 9 10 11 50
64
160 25 160
62 62
155 10 155
60 5 60
150 150
58
145
56
140 105 230
54
S 135 100 220
T 52
A 130 95 210
50
T 125 90 200
U
48 190
R 120 85
E 95 180
46
115 80
44 170
110 90 75
42 160
105 70
150 W
40
100 75 65 140 E
38 I
95 60 130 G
50
36 90 H
55 120
25 T
34 85 50 110
10
32 80
5
45 100
30
40 90
80 35 35 80
W 70 70
30 30
E 60 60
I 25 25
G 50 50
H 20 20
40 40
T
15 15
30 30
10 10
lb kg AGE (YEARS) kg lb
2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
Published May 30, 2000 (modified 11/21/00).
SOURCE: Developed by the National Center for Health Statistics in collaboration with
the National Center for Chronic Disease Prevention and Health Promotion (2000).
http://www.cdc.gov/growthcharts
Birth to 36 months: Girls
Head circumference-for-age and NAME
Weight-for-length percentiles RECORD #
Birth 3 6 9 12 15 18 21 24 27 30 33 36
in cm AGE (MONTHS) cm in H
E
A
52 52
D
95
20 90 20
50 50 C
75 I
50 R
H 19 19
48 48 C
E 25 U
A 10 M
D 18 46 5 46 18 F
E
R
C 44 44 E
I 17 17 N
R C
C 42 42 E
U 16
M 40 50
F 22 48
E
15 38 21 46
R
E 20 44
N 36 19 42
14
C 95
E 18 40
34 90
17 38
13 75 36
32 16
50 34
12 25
15
30 32
10 14
5 30 W
13 28 E
12 I
26 G
24 11 11 24 H
22 10 10 22 T
20 9 9 20
18 8 8 18
16 7 7 16
W
E 14 14
6 6
I 12 12
G 5 5
10 kg lb
H 4 LENGTH
T 8 cm
64 66 68 70 72 74 76 78 80 82 84 86 88 90 92 94 96 98100
6 3
26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 in
4 2
Date Age Weight Length Head Circ. Comment
2 1
lb kg
cm 46 48 50 52 54 56 58 60 62
in 18 19 20 21 22 23 24
35
34
33
32
95
31
30
29
BMI 28
90
27 27
26 85 26
25 25
24 75 24
23 23
22 22
50
21 21
20 20
25
19 19
10
18 5
18
17 17
16 16
15 15
14 14
13 13
12 12
kg/m
2
AGE (YEARS) kg/m2
2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
Birth 3 6 9 12 15 18 21 24 27 30 33 36
in cm AGE (MONTHS)
cm in
41 41 L
40 95 40 E
100 90 100 N
39 39
75 G
38 38
95 50 95 T
37 37 H
25
36 36
90 10 90
35 5 35
34
85
33
32 95 38
80 17
31
L 90 36
30
E 75 16
N
29
75
34
G 28
70 15
T 27 32
H 26 50
65 14
25 30 W
24 25 E
60 13
23 28 I
10 G
22 55 12 H
5 26
21 T
20 50 11 24
19
18 45 10 22
17
16 40 9 20
15
8 18
16 16
7 AGE (MONTHS)
kg lb
12 15 18 21 24 27 30 33 36
14
6 Mother’s Stature Gestational
W Father’s Stature Age: Weeks Comment
E 12
Date Age Weight Length Head Circ.
I 5 Birth
G 10
H
T
4
8
3
6
2
lb kg
Birth 3 6 9
Published May 30, 2000 (modified 4/20/01).
SOURCE: Developed by the National Center for Health Statistics in collaboration with
the National Center for Chronic Disease Prevention and Health Promotion (2000).
http://www.cdc.gov/growthcharts
2 to 20 years: Boys NAME
Stature-for-age and Weight-for-age percentiles RECORD #
12 13 14 15 16 17 18 19 20
Mother’s Stature Father’s Stature cm in
Date Age Weight Stature BMI*
AGE (YEARS) 76
95
190
74
90
185 S
75
72
180 T
50 70 A
175 T
25 68 U
170 R
10 66
165 E
in cm 3 4 5 6 7 8 9 10 11 5
64
160 160
62 62
155 155
S 60 60
T 150 150
A 58
T 145
U 56
140 105 230
R
54
E 135 100 220
52
130 95 95 210
50
125 90 200
90
48 190
120 85
46 180
115 80
75
44 170
110 75
42 160
105 50 70
150 W
40
100 65 140 E
25
38 I
95 60 130 G
10
36 90 5 H
55 120
T
34 85 50 110
32 80 45 100
30
40 90
80 35 35 80
W 70 70
30 30
E 60 60
I 25 25
G 50 50
H 20 20
40 40
T
15 15
30 30
10 10
lb kg AGE (YEARS) kg lb
2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
Published May 30, 2000 (modified 11/21/00).
SOURCE: Developed by the National Center for Health Statistics in collaboration with
the National Center for Chronic Disease Prevention and Health Promotion (2000).
http://www.cdc.gov/growthcharts
Birth to 36 months: Boys
Head circumference-for-age and NAME
Weight-for-length percentiles RECORD #
Birth 3 6 9 12 15 18 21 24 27 30 33 36
in cm AGE (MONTHS) cm in H
E
95 A
52 90 52
D
20 75 20
50 50 C
50
I
25 R
H 19 19
48 48 C
E 10 U
A 5 M
D 18 46 46 18 F
E
R
C 44 44 E
I 17 17 N
R C
C 42 42 E
U 16
M 40 50
F 22 48
E
15 38 21 46
R
E 20 44
N 36 19 42
14
C
E
95
18 40
34 90
17 38
13 75
36
32 50
16
34
12 25 15
30 10 32
5 14
30 W
13 28 E
12 I
26 G
24 11 11 24 H
22 10 10 22 T
20 9 9 20
18 8 8 18
16 7 7 16
W
E 14 14
6 6
I 12 12
G 5 5
10 kg lb
H 4 LENGTH
T 8 cm
64 66 68 70 72 74 76 78 80 82 84 86 88 90 92 94 96 98100
6 3
26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 in
4 2
Date Age Weight Length Head Circ. Comment
2 1
lb kg
cm 46 48 50 52 54 56 58 60 62
in 18 19 20 21 22 23 24
35
34
33
32
31
30
95
29
BMI 28
90
27 27
26 85 26
25 25
75
24 24
23 23
50
22 22
21 21
25
20 20
10
19 19
5
18 18
17 17
16 16
15 15
14 14
13 13
12 12
kg/m
2
AGE (YEARS) kg/m2
2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
377
CONSTIPAÇÃO INTESTINAL
Definição:
- Frequência reduzida de evacuações (menos de 3 vezes por semana)
- Aumento da consistência das fezes: duras, cíbalos, seixos ou cilíndricos
com rachaduras, fezes muito calibrosas que entopem o vaso
- Desconforto ao evacuar
- Presença de escape fecal
Enemas Esvaziatórios:
Fazer durante 3 a 5 dias
O objetivo é eliminar as fezes ressecadas retidas no reto e colón,
permitindo a ação adequada das outras medidas terapêuticas.
Suspendê-los quando o paciente eliminar fezes amolecidas, 1-2
vezes ao dia.
Opções:
a. Fleet enema® (fosfato de sódio dibásico 0,06 g + fosfato de sódio
monobásico 0,16 g/mL frasco 130 mL)
- Dose=6 mL/Kg (máximo de 1 frasco)
- Não usar antes dos 2 anos, na insuficiência renal ou na Doença de
Hirschsprung
Tratamento de Manutenção:
a. Óleo Mineral
- Dose=1-3 ml/kg/dia em 1-3 vezes, longe das refeições.
- 5-11 anos: 5-10 ml/dia em 1-3X
- >12 anos 15-45 ml/dose
- Contra indicado para < 2 anos e crianças com refluxo gastro
esofágico acentuado ou problemas neurológicos pelo alto risco de
pneumonia lipoídica
378
c. Lactulose (Lactulona® 667 mg/mL)
- 1 a 3 ml/kg/dia distribuída em 1 ou 2 tomadas.
- < 1 ano: 5 ml/dia
- 1-5 anos: 5-10 ml/dia
- 6-12 anos: 10-15 ml/dia
- >12 anos: 15-30 ml/dia
Lactulose na Profilaxia da Encefalopatia Hepática:
1-2 ml/kg/dose em 3-4 vezes
- Lactentes 2,5-10 ml/dia divididos em 3-4 vezes
- Crianças 40-90 ml/dia divididos em 3-4 vezes
- Adultos: 35-40 ml/dose em 3-4 vezes
Antiácidos Doses
Droga Dose Intervalo Dose Apresentações
máxima
Ranitidina Recém De 8/8h 150mg/dose 15mg/ml
VO nascidos:2-4 ou 1cp=150 mg
mg/kg/dia 12/12h
Lactentes e
crianças:4-5
mg/kg/dia
Ranitidina Recém De 6/6 50mg/dose 1amp=50mg/2ml
EV nascidos:2 ou 8/8h
mg/kg/dia
Lactentes e
crianças:2-4
mg/kg/dia
Famotidina 1-1,2 1x/dia 40mg/dia 1cp=20 ou 40mg
mg/kg/dia ou
12/12h
Cimetidina Lactentes: 6/6h ou 400mg/dose 1cp=200,300,400
10-20 12/12h ou 800mg
mg/kg/dia
Crianças: 20-
40 mg/kg/dia
Omeprazol 0,6-0,7 1x/dia 40mg/dose 1cp=10 ou 20mg
mg/kg/dose ou de 1amp=40mg
(0,3-3,3 12/12h
mg/kg/dia)
Lanzoprazol 0,8 1x/dia 30mg/dose 1cp=15 ou 30mg
Adultos: 15- ou de
30mg/dose 12/12h
Pantoprazol 6-13 anos: 1x/dia 40mg/dia 1cp=20 ou 40mg
0,5- 1 amp=40mg
1mg/kg/dia
ou
20mg/dose
Maiores: 20-
40mg/dose
Sucralfato 40-80 6/6h 1g/dose 1g/5ml
mg/kg/dia 1cp=1g
379
Pró Cinéticos e Anti-eméticos:
Droga Dose Intervalo Dose apresentações
entre máxima
doses
Bromoprida 0,5-1mg/kg/dia 8/8h 10-20 Gotas 4mg/ml
(3-6 mg/dose Solução 1mg/ml
gotas/kg/dia) 1cp=10mg
EV: 1amp=10mg/2ml
0,03mg/kg/dose
Domperidona 0,25mg/kg/dose 8/8h 1ml/1mg
Granisetrona > 2 anos: 10- 1amp=1ml
20mg/kg/dose
Ondasetrona <4 anos: 8/8h 1cp=4 ou 8mg
0,15mg/kg/dose 1amp=4 ou 8mg
4-11a:
4mg/dose
>12a:8mg/dose
380
GLOMERULONEFRITE AGUDA PÓS-ESTREPTOCÓCICA
Manual de diagnóstico e conduta
2. Exame físico.
A criança com GNAPE apresenta-se via de regra em bom estado
geral, sem maiores queixas além do edema e da hematúria quando
macroscópica. Palidez cutâneo-mucosa pode chamar a atenção e ocorre
por anemia dilucional secundária à sobrecarga de volume.
O primeiro aspecto a ser analisado no exame físico é o edema. Por
ser secundário à hipervolemia, o edema é duro (diferentemente do edema
nefrótico, que é depressível). Aparece predominantemente pela manhã,
primeiramente em pálpebras e rosto. Durante o decorrer do dia, acomete
também pernas, tornozelos e pés. Em ocasiões muito raras pode haver
estado de anasarca, sendo que essas situações são decorrentes da não
retirada do sódio da dieta. O edema é secundário à hipervolemia
decorrente da diminuição no ritmo de filtração glomerular (RFG), e está
intimamente relacionado com a retenção de sódio e água.
Em seguida, devemos avaliar a pressão arterial da criança.
Hipertensão arterial (HTA) é definida por uma pressão arterial acima do
percentil 90 para idade, sexo e estatura da criança. Está presente na
maioria dos casos, embora a ausência de HTA não exclua o diagnóstico de
GNAPE. Em geral, assume níveis leves ou moderados, mas casos de HTA
maligna podem ocorrer, e estão relacionados a uma evolução sombria da
381
doença, com acometimento cardíaco e de sistema nervoso central. Uma
oscilação nos níveis de pressão arterial pode ser observada na evolução
da doença, por isso a mesma deve ser aferida não só no primeiro dia, mas
no decorrer do acompanhamento clínico. A HTA é somente em parte
decorrente da hipervolemia, visto que há outros fatores envolvidos, sendo
o principal a presença de vasoconstricção periférica. Está relacionada com
maior retenção orgânica de sódio durante a primeira semana da doença.
Considera-se urgência hipertensiva quando a pressão arterial se eleva
de forma súbita a níveis superiores ao percentil 95 (P95) para idade e
sexo, mas a criança não manifesta sintomas graves. A emergência
hipertensiva é caracterizada quando há sinais importantes de
comprometimento do sistema nervoso central (cefaléia intensa,
convulsão, alterações visuais e queda do nível de consciência) associado a
uma HTA, mesmo que leve. Para um cálculo rápido do P95 utilizamos as
seguintes fórmulas (PAS = pressão arterial sistólica; PAD = pressão
arterial diastólica):
382
Consideremos agora o aspecto mais importante do exame físico,
pois é o elemento fisiopatológico que está presente em 100% dos casos, e
que define a GNAPE: a sobrecarga de volume. Vale lembrar que a
GNAPE se inicia com o depósito de imunocomplexos circulantes na
membrana basal dos capilares glomerulares em associação com uma
proliferação mesangial, e tudo decorre destes eventos iniciais. O depósito
desencadeia eventos inflamatórios, incluindo consumo de complemento,
que terminam por diminuir a luz do capilar glomerular, o que resulta nos
elementos clínicos de sobrecarga de volume. Desta forma, devemos
sempre fazer uma ausculta cardíaca cuidadosa, que mostrará uma
tendência a bradicardia, por conta do aumento do tempo de enchimento
ventricular, bem como uma hiperfonese de segunda bulha nos focos da
base. Taquicardia com ritmo de galope chama a atenção para evolução
com insuficiência cardíaca congestiva secundária a falência da bomba
cardíaca. A ausculta pulmonar também é de suma importância, já que o
ambiente de sobrecarga intravascular pode culminar em edema agudo de
pulmão. Deve-se buscar presença de estertores bolhosos em bases, sendo
que sua presença urge início de terapêutica diurética. O fígado deve ser
avaliado sistematicamente, não somente por palpação, mas por método
de percussão associada à ausculta, para que seus limites sejam
precisamente estabelecidos (hepatimetria). Via de regra, encontra-se uma
hepatomegalia congestiva, que regredirá conforme a sobrecarga de
volume for se resolvendo.
3. Exames laboratoriais.
O primeiro exame a ser pedido é a urina rotina. Sua principal
função é a confirmação da hematúria. Apesar de haver hematúria em
quase 100% das GNAPE’s, somente cerca de metade delas são
macroscópicas. Portanto, todas as suspeitas de GNAPE merecem um
exame de urina rotina. Além de confirmar e quantificar a hematúria,
podem estar presentes: cilindros hemáticos, leucocitúria e proteinúria leve
ou moderada, densidade elevada (acima de 1.025). Nos primeiros dias, a
urina rotina pode até mostrar uma proteinúria de +++ ou ++++, não
significando, todavia, proteinúria intensa. O que acontece é que, com a
diminuição do volume de diurese, a urina torna-se mais concentrada, e
uma quantidade normal de proteinúria em um volume reduzido de diurese
faz com que tal fenômeno ocorra. Caso haja necessidade de tirar a
dúvida, pode-se fazer uma proteinúria de 24h, que mostrará uma
proteinúria no máximo moderada.
383
Membranoproliferativa ou Nefropatia de Berger), sendo indicação de
biópsia renal diagnóstica.
A dosagem sérica de anti-estreptolisina O (ASLO) acima de 400
unidades de Todd por ml confirma a infecção pregressa pelo estreptococo.
Tal substância eleva-se após 10 a 14 dias da infecção, atinge seu pico
após 4 semanas e normaliza-se após 1 a 6 meses do pico. Porém, o
exame só é positivo em cerca de 50% dos casos. Portanto, a ASLO
positiva confirma, mas a ASLO negativa não exclui o diagnóstico de
GNAPE.
O hemograma mostra uma anemia normocítica e normocrômica,
na verdade uma “falsa anemia”, pois o que acontece é uma hemodiluição
secundária à hipervolemia. Na série branca pode haver leucocitose às
custas de neutrófilos.
Para determinação de alterações funcionais nas proteínas séricas, a
velocidade de hemossedimentação (VHS) pode ser dosada, embora
não seja um exame obrigatório. Em geral, a velocidade estará diminuída,
o que significa que o resultado do exame virá aumentado. Não raro, a
VHS ultrapassa 100 mm em 1 hora.
A dosagem de uréia e creatinina é necessária apenas nos casos
que evoluem com óligo-anúria. Considera-se oligúria uma diurese menor
que 400 ml/m2/24h, e anúria uma diurese menor que 250 ml/m2/24h.
A insuficiência renal aguda instalada prevê medidas específicas para tal
situação, tanto dietéticas quanto medicamentosas, que não serão
analisadas aqui.
O complemento sérico está diminuído em 90% dos casos de
GNAPE, pela própria fisiopatologia da doença. O consumo da fração C3 se
dá nos imunocomplexos que depositam na membrana basal glomerular.
Com isso, esta fração estará diminuída no sangue. As dosagens de C3 e
complemento hemolítico total (CH50) são imperativas no início do
quadro, a título tanto de confirmação diagnóstica como de
acompanhamento futuro. A fração C4 não se altera, portanto não é
necessária a sua dosagem. C3 e CH50 permanecem diminuídos durante 6
a 8 semanas, e depois desse período seus níveis retornam aos valores
normais. Nesta época da doença, a nova dosagem das frações é de
extrema importância, porque a permanência de baixos níveis é indicativa
de presença de uma glomerulonefrite de evolução crônica, sendo
indicação formal de biópsia renal. Nestes casos, a análise anátomo-
patológica evidenciará com maior freqüência Glomerulonefrite
Membranoproliferativa ou Nefrite lúpica.
Apesar do comprometimento da função de filtração, a função
tubular está 100% íntegra. Por isso, os túbulos renais interpretam o baixo
fluxo de filtrado em seus interiores como hipovolemia, e tendem a
reabsorver todo o sódio para o espaço intravascular, que leva água
consigo. Existe uma íntima relação entre a retenção de sódio nos
primeiros dias de doença com o desenvolvimento de HTA severa e de
difícil manejo na evolução da doença. Por isso, a avaliação da Fração de
Excreção de Sódio (FENa) nos primeiros dias, apesar de não ser
fundamental para se definir as condutas iniciais, tem importante valor
prognóstico com relação à HTA. A FENa pode ser calculado com dosagem
de sódio e creatinina no sangue e na urina. Os exames devem ser colhidos
antes do início da administração de diuréticos, visto que tal medicação
influencia a excreção renal de sódio. Durante a fase de sobrecarga de
384
volume, uma FENa menor que 0,5% define maiores riscos de HTA mais
grave, mais prolongada e/ou de mais difícil manejo.
4. Avaliação clínica.
O prognóstico da GNAPE é invariavelmente a cura, portanto maior
atenção deve ser dada aos primeiros dias de doença, pois é nesta fase
que a sobrecarga de volume se instala. Se este processo for estabelecido
de forma muito rápida, e principalmente se uma dieta restrita em sal não
for instituída, os riscos de complicações clínicas decorrentes da sobrecarga
serão reais e graves.
Quatro aspectos devem ser avaliados e seguidos nos primeiros dias
do quadro: a sobrecarga de volume, a HTA, a insuficiência renal
aguda e o comprometimento do sistema nervoso central. Vamos a
cada um deles.
RCT = H1 + H2
T
386
métodos de depuração extra-renal. Devemos ficar atentos a esses
casos quando a creatinina estiver próxima de 2,0 mg/dl e a uréia
próxima de 120 mg/dl, associados a mais de três dias de óligo-
anúria. O método mais comumente utilizado é a diálise peritoneal, e
requer instalações, recursos materiais e humanos adequados.
5. Critérios de internação.
Nem toda criança com diagnóstico de GNAPE necessita ser
internada. Os critérios formais de internação são os seguintes:
a. Nos primeiros dias, quando houver evidências de sobrecarga de
volume moderada ou grave, até tal condição ser resolvida;
b. Quando houver HTA moderada ou grave, até tal condição ser
resolvida;
c. Quando houver insuficiência renal instalada;
d. Quando houver comprometimento de sistema nervoso central;
e. Quando houver necessidade de maior vigilância com relação à
dieta pobre em sal e à restrição hídrica;
f. Nos primeiros dias, quando de impossibilidade de seguimento
ambulatorial adequado.
387
a) Tratamento dietético. Na Fase 1 utilizamos o regime sem sal
estrito, que corresponde a 0,5 mEq/kg/dia de sódio (30
mg/kg/dia de NaCl), sendo no máximo 20 mEq/dia (1.170
mg/dia de NaCl) para crianças acima de 40 kg e adolescentes.
Esta dieta deve ser indicada mesmo na ausência de
sintomatologia importante. Pelo fato de sempre haver uma
diminuição no RFG, devemos também evitar a sobrecarga
protéica, o que conseguimos simplesmente retirando o feijão da
dieta e limitando carnes a 50g duas vezes ao dia (100g por dia).
Pode-se também substituir um bife de 50g por um ovo (teor
protéico semelhante). Deve-se ainda, devido à diminuição do
RFG, evitar a sobrecarga de potássio, o que conseguimos
restringindo frutas a 2 unidades por dia e evitando excesso de
legumes.
389
estiver em acompanhamento ambulatorial, um retorno semanal
para aferição da pressão poderá ser programado.
7. Resumo.
391
eventos mento
fisiopatoló (todos os
gicos alimentos
iniciais liberados,
Hiperaldo sem
steronism adição de
o sal)
Fase4 D31 – Regressão Hematúria Urina Liberar sal
D... total dos ainda rotina gradativa
eventos persiste C3 e mente
(6 meses CH50
até 2
anos)
392
Regimes restritos em Sódio (apostila Prof Paulo Franco)
Na criança de 4 a 9 anos de idade (faixa mais frequente da GNA) o
aporte habitual é em torno de 3 a 5 mEq/kg/dia (50 a 150 mEq/dia), ou
seja, em torno de 3 a 9 gramas de cloreto de sódio por dia.
Regime sem sal estrito vide tabela-cardápio
(SSE) ou muito pobre
em sódio
Aporte diário abaixo de
0,5mEq/Kg
Regime sem sal amplo Além do cardápio liberar o leite para 3 copos
(SSA) ou pobre em de 150g por dia (café da manhã, café da
sódio tarde e a noite antes de dormir), aumentar a
Aporte diário em torno carne para 150 gramas e adicionar 1 ovo/dia
de 1,0mEq/Kg
Regime sem sal de Suprimir o sal adicionado no preparo dos
aconselhamento (SSAc) alimentos não havendo restrição quanto ao
tipo de alimento.
Regime moderado em Adicionar muito pouco sal na água de
sódio. cozimento e não acrescentá-lo aos alimentos
na mesa de refeições.
Regime sem sal de Não adicionar muito sal na água de
adição cozimento dos alimentos, e não acrescentá-lo
na mesa de refeições.
Apenas os 2 primeiros (SSE e SSA) constituem realmente regimes
restritos em sódio.
Em todos estes regimes é obrigatório eliminar todos os alimentos
ou cuja verdadeira composição não se conheça e aqueles cujo teor de
sódio conhecido seja alto, como é o caso dos produtos industrializados em
geral.
Na primeira fase que corresponde ao período sintomático da GNA
utilizamos o regime muito pobre em sódio (SSE). Embora esse período
possa ser variável, corresponde na maioria dos casos aos 7 primeiros dias
da doença. Com base no exemplo abaixo observe que a quantidade de
sódio não ultrapassa 0,5 mEq/Kg/dia, a de potássio está em torno de 2,5
mEq/ Kg/dia e a de proteínas está em torno de 2,39g/Kg/dia.
Na segunda fase que se inicia após o desaparecimento dos
sintomas e suspensão dos medicamentos é utilizado o regime pobre em
sódio (SSA). Esse regime é mantido em geral por 7 a 10 dias. Na maioria
dos casos esta fase vai do 7o ao 14o dia da doença. Com os acréscimos
de leite, carne e ovo aumenta-se a quantidade de sódio em 11,01mEq
dando um total de 20,38 mEq ,ou seja, em torno de 1,0 mEq/Kg/dia.
Na terceira fase que corresponde em geral do 15o ao 35o dia da
doença utilizamos o regime sem sal de aconselhamento (SSAc), porém só
liberamos as frutas e o feijão 4 a 5 dias após o seu início (em torno do
vigésimo dia), momento em que os níveis séricos de potássio não
mostram tendência a se elevar. Após aproximadamente 15 dias deste
regime iniciamos a liberação gradual do sal de adição da seguinte forma:
Dividimos a dieta em arroz, feijão e misturas. Tomamos o cuidado de
liberar o sal progressivamente a cada 2 dias; primeiro no arroz, depois no
feijão e finalmente nas misturas.
393
Na quarta fase que se inicia após a liberação do sal de adição e
termina com a alta ambulatorial orientamos o regime moderado em sódio.
O gráfico exemplifica a evolução da restrição de sódio em um caso
teórico frequente de GNA.
HTA SCV FG
NORMALIDADE
7 15 30 35 DIAS
FASE 1 FASE 2 FASE 3 FASE 4
REGIME REGIME REGIME SEM SAL DE REGIME
SEM SAL SEM SAL ACONSELHAMENTO MODERADO EM SAL
ESTRITO AMPLO
394
SÍNDROME NEFRÓTICA IDIOPÁTICA DA CRIANÇA
Esquema de Tratamento:
Fase I- Prednisona em altas doses diárias (60 mg/m2/dia)
durante 4 a 6 semanas (quando a resposta ocorre próximo ao final da 4a
semana, a terapia pode ser prolongada até 6 semanas).
Fase II- Prednisona em altas doses (60 mg/m2) em dias
alternados durante 2 meses.
Fase III- período de diminuição das doses de prednisona em dias
alternados até atingir cerca de 1/3 das doses iniciais (20 mg/m2/dias
alternados).
Fase IV- manutenção de 20 mg/m2 de prednisona em dias
alternados durante 3 meses.
Fase V- manutenção de cerca da metade da dose utilizada na fase
IV durante 3 meses.
Fase VI- período de tempo após a suspensão da corticoterapia.
Córticoterapia
Esquema Padrão modificado (2)
Fase I
Fase II
dose
Dose alta em 20 mg/m2
alta <20 mg/m2
dia alternado Fase III
diária Fase IV Fase V Fase VI
1 mês 2 meses 3 meses 3 meses
Recidivas e Recaídas:
Podem ocorrer na presença ou ausência de corticoterapia e na presença
ou não de qualquer tipo de stress: infeccioso, cirúrgico, emocional,
imunológico (vacinas), alérgico (picada de insetos), etc
Recaída: ocorre remissão espontânea com desaparecimento da
proteinúria, sem ser necessário usar altas doses diárias de prednisona.
Recidiva: a remissão só é possível com retorno de prednisona em
altas doses diárias.
Deve-se aguardar um tempo suficiente para que ocorra
desaparecimento espontâneo da proteinúria antes de retornar as doses
altas diárias de prednisona. A estratégia para definir recaída ou recidiva
pode ser diferente na presença ou ausência de stress.
Na Ausência de Stress
Retorno Esperar
15 dias
da SN
Mantém ou Proteinúria Proteinúria
aumenta diminui negativa
proteinúria
e SN
Esperar
15 dias
Recidiva Recaída
396
Na Presênça de Stress
Retorno Dose anterior ou Prednisona
10-20 mg/m2 /d - Esperar 15 dias
da SN
Mantém ou Proteinúria Proteinúria
aumenta diminui negativa
proteinúria
e SN
Esperar
15 dias
Recidiva Recaída
397
Corticoterapia
398
Esquemas de retirada:
Esquema 1:
Dose de prednisolona ou Retirada
equivalente
20mg/dia (1mg/kg/dia) Reduzir ¼ da dose inicial a cada 4
dias
10-20mg/dia (0,5-1mg/kg/dia) Reduzir 2,5mg/semana (0,125mg/kg)
<10mg/dia (<0,5 mg/kg/dia) Reduzir 2,5mg/2 semanas
(0,125mg/kg)
Esquema 2:
− Retirar de 2,5 a 5 mg de prednisona a cada 3 a 7 dias até atingir a
dose fisiológica
− Após duas semanas colher Cortisol basal e suspender se > 10,0
µg/dL
Insuficiência Adrenal
- Anorexia, náuseas e vômitos
- Dor abdominal
- Fadiga, perda de peso
- Mialgia e artralgia
- Apatia
- Confusão
- Hipotensão
- Febre
- Pericardite
- Hipoglicemia e hiponatremia
- Intolerância ao estresse
399
400
401
Compostos indutores de hemólise em indivíduos com
deficiência da enzima glicose-6-fosfato desidrogenase –
G6PD
ANALGÉSICOS / ANTIPIRÉTICOS Furmetonol
Acetanilida Neoarsfenamina
Acetominofen Nitrofurantoína
Acetofenetidina Nitrofurazona
Amidopirina
Antipirina MISCELÂNIAS
Aspirina Ácido acetilsalicílico
Dipirona Ácido ascórbico
Fenacetina Ácido para aminobenzóico
Probenicida Alfa-metildopa
Piramidona Aminopirina
Paracetamol Antazolina
Antipirina
ANTIMALÁRICOS Azul de metileno
Cloroquina Azul de toluidina
Hidroxicloroquina Colchicina
Mepacrina Difenidramina
Pamaquina Dimercaprol
Pentaquina Fenilbutazona
Primaquina Fenitoína
Quinina Hidralazina
Quinocida Isoniazida
Mestranol
SULFONAMIDAS / SULFONAS Naftaleno
Dapsona Niridazol
Sulfacetamida Piridium
Sulfametoxipirimidina Probenicid
Sulfanilamida Pirimetamina
Sulfapiridina Quinina
Sulfasalazina Streptomicina
Sulfisoxazole Sulfadiazina
Sulfacitina
DROGAS CARDIOVASCULARES Sulfaguanidina
Procainamida Sulfamerazina
Quinidina Sulfametoxipiridazina
Sulfisoxazole
CITOTÓXICOS Trimetropim
/ ANTIBACTERIANOS Trinitrotolueno
Ácido nalidíxico Tripelenamine
Ácido para-aminosalicílico Urato oxidase
Cloranfenicol Vitamina K (hidrossolúvel)
Co-trimoxazol Feijão fava
Furazolidona Vinho tinto
Água tônica
402
PTI
Tratamento:
− Orientações gerais, evitar traumas e aspirina
403
404
Nutrição Parenteral
1. Aporte Hídrico
− RNAT iniciar com 60 ml/kg/dia e aumentar 10-20 ml/kg/dia até
atingir 120-150 ml/kg/dia no 7º ddv
− Crianças maiores de 3 meses usar o Holliday
Até 10kg: 100ml/kg
10-20 kg: 1000ml + 50ml/kg acima de 10
>20kg: 1500ml+20ml/kg acima de 20
2. Aporte calórico:
1g glicose= 4 cal
1g proteína= 4 cal
1g gordura= 9 cal
Proteína (g/kg/dia)
(glic x 4) + (lip x 9)
3. Carboidratos
30-50% do aporte
Concentração máxima 12,5% veia periférica e 25% veia
central
% glicose=glic (g/kg/dia) X 100/vol total
4. Lipídeos
30-40% do aporte
− Iniciar com 0,5g/kg/dia e aumentar conforme TGs no
máximo de 3g/kg/dia
TG < 150 aumentar
TG 150-200 manter
TG >200 suspender
5. Proteínas
10-20% do aporte
− Iniciar com 0,5g/kg/dia e aumentar até o máximo de 2,5-
3,5g/kg/dia
− Na insuficiência renal não ultrapassar 2g/kg/dia
− Usar AA 10% 100 ml=10g, portanto 1ml=0,1 g
− Vol de AA 10%= gramas x peso x 10
6. Sódio
Aporte 2-4 mEq/kg/dia
− NaCl 20% 1ml=3,4 mEq
− SF 0,9% 1ml=0,154 mEq
− 1ml NaCl 20%=22 ml de SF 0,9%
− Glicerofosfato de sódio 1ml= 2 mEq de Na
− Concentração final 35-140 mEq/L
7. Potássio
Aporte 2-3 mEq/kg/dia
− KCl 19,1% 1ml=2,5 mEq
− KH2PO4 13,6% 1ml=1mEq de K
− Não ultrapassar a concentração final 80 mEq/L em veia
central e 40 mEq/L veia periférica
8. Cálcio
Aporte 2-4 ml/kg/dia de GluCa 10% no máximo 80
ml/dia
406
9. Magnésio
Aporte 0,25-0,5 mEq/kg/dia
− MgSO4 6% 1ml= 0,5 mEq
− MgSO4 10% 1ml= 0,8 mEq
− MgSO4 20% 1ml= 1,6 mEq
− MgSO4 50% 1ml= 4 mEq
10. Fósforo
Aporte 0,5-2mEq/kg/dia=0,5-2 mmol/kg/dia
− Fosfato monobásico de K 13,6% 1 ml=1 mmol de PO4 e 1
mEq de K Max 20ml/dia
− Glicerofosfato de sódio 1 ml=1 mmol de PO4 e 2 mEq de
Na
− Fósforo orgânico 1 ml=0,33 mmol
Para evitar precipitação para cada 100 ml de NPT
cabem 3 ml de GluCa 10% e 1 ml de KH2PO4 13,6%
11. Vitaminas
− Polivitamínico 3-5 ml/dia
− Vitamina K se jejum prolongado
• 0,1-0,3 ml/semana IM (Kanakion 1 ml=10mg)
− Ácido fólico 0,5ml 15/15 dias IM (Leucovorin 1 ml=1mg)
− Vit B12 100 mcg 15/15 dias IM
12. Oligoelementos
Aporte 0,1-0,2 ml/kg/dia Maximo 4 ml/dia
13. Zinco
− 200 mcg/kg/dia se <14 dias e 400mcg/kg/dia se >14 dias
− Max 1000 mcg/dia
− Descontar do OE (0,1ml=100mcg)
− Não usar se Bilirrubina>2 ou Insuficiência renal grave
14. Osmolaridade
− Via periférica Max 900 mOsm/L
Osmolaridade AA= % solução x 100
Osmolaridade glicose= % solução x 50
Lipídeos= 1,7 mOsm/g
Na e K= 2 mOsm/mEq
Ca=1,4 mOsm/mEq
407
Mg=1,0 mOsm/mEq
408
Doses de Antibióticos para Crianças
Dose Via Apresentação Observações
Acido Nalidíxico 55 mg/kg/dia de 6/6h VO 5ml=250mg Não usar em crianças < 6
Adultos: 500 mg -1g/dose 1cp=500mg meses
Não usar em pacientes com
insuficiência renal
Profilaxia da ITU: 15 a 20
mg/kg/ dose 1x/dia
Acido 25-40 mg/kg/dia de 12/12h VO 1cp= 400mg Não usar em pacientes com
Pipemídico Adultos: 400 mg/dose 5ml=200mg insuficiência renal
Amicacina Dose Única Diária (DUD): EV 1fr= 100mg, 250mg Preferir DUD exceto nas
15mg/kg 1x/dia IM ou 500 mg contraindicações abaixo
Máximo 1,5g/dia
Se ITU:10mg/kg máximo 500mg/dia Ver ajuste da dose para
Fibrose Cística: 20-30mg/kg indivíduos obesos abaixo
Dose Tradicional:
15-22,5 mg/kg/dia de 8/8h
Fibrose Cística: 10mg/kg/dose de 8/8h
Amoxicilina Dose habitual: 45-50 mg/kg/dia de 8/8h VO 5ml=125 ou 250mg Profilaxia da infecção
Adultos: 250 - 500 mg/dose 1cp= 500mg pneumocócica em
Pneumococo de resistência asplênicos: 20mg/kg
intermediária: 80-90 mg/kg/dia 1x/dia
Adultos: 1g/dose
Amoxicilina/ Dose habitual: 45-50 mg/kg/dia de 8/8h a VO Injetável 5:1
Clavulanato “normal” e de 12/12h a BD EV 1fr=500mg Amoxi /100mg Clav ou 1g Amoxi/200mg Clav
Adultos: 250 - 500 mg/dose da “normal” e Normal 4:1
875 mg/dose da BD 5ml=250mg Amoxi/62,5mg Clav ou 5ml=125mg
Amoxi/31,25mg Clav
Pneumococo de resistência
1cp =500mg Amoxi/125mg Clav
intermediária: 80-90 mg/kg/dia BD 7:1
Adultos: 1g/dose 1cp=875mg Amoxi/125mg Clav
5ml=200mg Amoxi/28,5mg Clav ou 5ml=400mg
ITU: 20-40mg/kg/dia de 8/8h Amoxi/57mg Clav
ES 14:1
5ml=600mg Amoxi /42,9mg Clav
409
Doses de Antibióticos para Crianças
Dose Via Apresentação Observações
Ampicilina 100-200 mg/kg/dia de 6/6h EV 1fr=500mg ou 1g
Adultos: 500 mg- 1g/dose
Meningite: 400 mg/kg/dia de 4/4 ou 6/6h
Adultos: 2g/dose
50-100 mg/kg/dia de 6/6h VO 1cp= 500 mg
Adultos: 250mg -1g /dose 5ml=250 mg
Ampicilina/ 100-200 mg/kg/dia de ampicilina de 6/6h EV 1fr =1,5g (1g de Ampi/
Sulbactam 500mg Sulb)
Infecções graves ou meningite:
1fr = 3g (2g de
200-400 mg/kg/dia de ampicilina de 6/6h
Ampi/1g Sulb)
Adultos: 1,5- 3g/dose de ampicilina
25-50 mg/kg/dia de 12/12h VO 5ml=250mg Também conhecida por
Adultos: 375 - 750 mg/dose 1cp = 375 mg Sultamicilina
Azitromicina 10-12 mg/kg/dia 1x/ dia VO 5ml=200mg Conteúdo total de um
Adultos: 500mg/dose 1cp=250 ou 500 mg frasco de suspensão:
600mg, 900 mg ou 1500
Amigdalite: 12mg/kg 1x/dia por 5 dias
mg
Otite/sinusite:10 mg/kg no 1º dia e 5
mg/kg 1x/dia (máx 250mg) por mais 4 dias
Infecção por Clamídia: 20 mg/kg dose
única (máx 1g)
Aztreonam 90 mg/kg/dia de 8/8h EV 1fr=500mg ou 1g
Adultos: 1g/dose IM
Infecções graves ou por Pseudomonas:
120 mg/kg/dia de 6/6 ou 8/8h
Adultos: 2g/dose de 8/8h
Cefadroxil 30mg/kg/dia de 12/12h VO 5ml=250mg
1a Geração Adultos: 500mg-1g/dose 1cp= 500mg ou 1g
Cefalexina Infecções leves: 25-50 mg/kg/dia de 6/6h VO 5ml= 250mg
1a Geração Infecções moderadas: 75-100 mg/kg/dia 1cp = 500mg
de 6/6h
Adultos: 500mg- 1g/dose
410
Doses de Antibióticos para Crianças
Dose Via Apresentação Observações
Cefalotina 80-100 mg/kg/dia de 6/6h EV 1fr = 1g
1a Geração Adultos: 500mg- 1g/dose
Infecções graves: até 160 mg/kg/dia de
6/6h ou de 4/4h
Adultos: até 2g/dose
Cefazolina 50-150 mg/kg/dia de 8/8h EV 1fr=1g
1a Geração Adultos: 500mg - 1g/dose IM
Se >80kg: 2g/dose
Cefaclor 20-40 mg/kg/dia de 8/8 ou 12/12h VO 5ml=125, 250 ou 375mg
2a Geração Adultos: 250-500mg/dose de 8/8h 1cp= 250 ou 500 mg
Cefoxitina 80-160 mg/kg/dia de 6/6h EV 1fr=1 ou 2g É na verdade uma
Adultos: 1-2g/dose de 6/6 ou 8/8h IM Cefamicina
Cefuroxima 75-150 mg/kg/dia de 8/8h EV 1fr=750 mg
2a Geração Adultos: 750 mg - 1,5g/ dose IM
20-30 mg/kg/dia de 12/12h VO 5ml=125 ou 250mg Apresentação sache: 125,
Adultos: 250 - 500mg/ dose 1cp= 250 ou 500mg 250 ou 500 mg
Cefotaxima 50-200 mg/kg/dia de 6/6 ou 8/8h EV 1fr=500 mg ou 1g
3a Geração Adultos: 1-2g/dose de 6/6 ou 8/8h
Meningite: 225-300 mg/kg/dia de 4/4 ou
de 6/6h
Adultos: 2g/dose 4/4 ou 6/6h
Ceftazidima 75-150 mg/kg/dia de 8/8h EV 1fr =1g
3a Geração Adultos:1-2g/dose de 8/8h
Fibrose Cística: 200mg/kg/dia 6/6h
Ceftriaxona 50-100 mg/kg/dia de 12/12h ou 1x/dia EV EV 1fr=500mg ou 1g Para fazer IM diluir 1g em
3a Geração Adultos: 1g/dose 1x/dia IM IM 1fr=250, 500mg ou 3,5 ml de lidocaína 1%
Meningite: 100 mg/kg/dia de 12/12h 1g Não pode ser utilizado em
Adultos: 2g/dose de 12/12h RNs que estejam
Gonorréia não complicada: 125mg IM recebendo soro com cálcio.
dose única Em crianças maiores pode
Oftalmia neonatal: 25-50mg/kg (máx em acessos separados ou
125mg) IM dose única lavando entre as infusões
411
Doses de Antibióticos para Crianças
Dose Via Apresentação Observações
Cefepime 100-150 mg/kg/dia de 8/8 ou 12/12h EV 1fr= 1g ou 2g
4a Geração Adultos: 1-2g/dose IM
Infecções graves, neutropenia febril,
meningite ou Fibrose cística:
150mg/kg/dia de 8/8h
Adultos: 2g de 8/8h
ITU: 50mg/kg/dose de 12/12h
Adultos: 500mg-1g de 12/12h
Ciprofloxacina 20-30mg/kg/dia de 8/8 ou 12/12h EV 1fr=200 ou 400 mg Ver abaixo as situações
Adultos: 200-400mg dose onde pode ser utilizada
Fibrose Cística: 40mg/kg/dia em crianças
20-40mg/kg/dia 12/12h VO 1cp=250 ou 500mg
Adultos: 250- 750 mg/dose
Claritromicina 15 mg/kg/dia de 12/12h EV 5ml=125 ou 250mg
Adultos: 250-500mg/dose VO 1cp=250 ou 500 mg
1 fr= 500mg ou 1g
Clindamicina Infecções leves a moderadas: 20-30 EV 1fr=300, 600 ou 900
mg/kg/dia de 8/8h mg
Adultos: 600 - 900mg/dose
Infecções graves, Fasceíte
necrotizante: 40mg/kg/dia de 6/6 ou 8/8h
Máximo 2,7g/dia
Infecções leves a moderadas: 10-25 VO 1cp=300mg
mg/kg/dia de 8/8h
Adultos: 300-450mg/dose
Infecções graves: 30-40mg/kg/dia de 6/6
ou 8/8h
Máximo 1,8g/dia
Cloranfenicol 50-100 mg/kg/dia de 6/6h EV 5ml=125 ou 250mg
Adultos: 500mg - 1g/dose VO 1cp=250 ou 500mg
1fr= 500mg ou 1g
412
Doses de Antibióticos para Crianças
Dose Via Apresentação Observações
Colistina 50.000.75.000U/kg/dia de 8/8h EV 1fr=1.000.000 UI 1mg=12.500 UI
Polimixina E Adultos: > 60kg: 1.000.000- (Colomycin®) ou 1.000.000UI=80mg de
2.000.000UI/dose de 8/8h 4.500.000 (Colis-Tek®) colistimetato sódico
Daptomicina 2-6 anos: 10mg/kg 1x/dia EV 1fr=500mg Não usar no tratamento de
> 6 anos: Infecções de pele e partes moles: pneumonias (inativada pelo
4mg/kg 1x/dia surfactante)
Bacteremia e Endocardite: 6mg/kg 1x/dia Monitorar CPK
Doxiciclina 2-4 mg/kg/dia de 12/12h ou 4mg/kg na VO 1cp=100 mg Não usar em crianças < 8
primeira dose e depois 2mg/kg/ dose de anos
12/12h
Adultos: 100mg/dose de 12/12h ou 200mg
na 1a dose e depois 100mg/dose de 12/12h
Eritromicina 40-50 mg/kg/dia de 6/6 ou 8/8h* VO 5ml=125mg ou 250mg Profilaxia da infecção
Adultos: 250mg-500mg/dose 1cp= 250 ou 500mg pneumocócica em
asplênicos alérgicos a
**Esterarato=6/6h penicilina:20mg/kg/
*Estolato=8/8h dose de 12/12h
Estolato tem melhor absorção mas não é
recomendado para gestantes nem para
hepatopatas
Ertapenem 30 mg/kg/dia de 12/12h EV 1fr=1g Liberado a partir dos 3
>13 anos: 1g/dose 1x/dia IM meses de idade
Fosfomicina Cistite não complicada: 2g dose única VO 1 envelope=3g
Cistite complicada: 2g/dia por 2 dias
>14 anos: 3g/dose
Gentamicina Dose Única Diária (DUD): EV 1fr =20, 40, 80, 160, Preferir DUD exceto nas
3-7,5 mg/kg 1x/dia IM 240 ou 280 mg contraindicações abaixo
Máximo: 240mg/dia
Se ITU: 5mg/kg Ver ajuste da dose para
Fibrose Cística: 10-12 mg/kg indivíduos obesos abaixo
Dose Tradicional:
3-7,5mg/kg/dia de 8/8h
Fibrose Cística: 3,3mg/kg/dose de 8/8h
413
Doses de Antibióticos para Crianças
Dose Via Apresentação Observações
Imipenem 60-80 mg/kg/dia de 6/6h EV 1fr = 500mg
Adultos: 500mg/dose de 6/6h IM
Infecções graves: 100 mg/kg/dia de 6/6h
Máximo 1g/dose
Levofloxacina Não liberado para < 18 anos VO 1cp=250 ou 500mg Esquema Tb MDR: 7,5-
6 meses-2 anos: 16-20mg/kg/dia de EV 1amp=250 ou 500mg 10mg/kg/dose em
12/12h pacientes < 20kg
5-16 anos: 8-10mg/kg/dia 1x/dia
Adultos: 500- 750mg/dose 1x/dia
ITU: 250mg/dose 1x/dia
Lincomicima 10-20 mg/kg/dia de 8/8 ou 12/12h EV 1fr=300 ou 600 mg
Adultos: 600mg-1g/dose
10-20mg/kg/dia de 12/12h ou 1x/dia IM 1fr=300 ou 600 mg
Adultos: 600mg/dose
30-60 mg/kg/dia de 6/6 h ou de 8/8h VO 1cp=500 mg ou
Adultos: 500mg/dose 5ml=250mg
Linezolida 30mg/kg/dia de 8/8h EV 1cp=600mg Liberado a partir dos 3
> 12 anos: 20mg/kg/dia de 12/12h VO 1fr= 600mg meses de idade
Adultos: 600mg/dose
Meropenem 60 mg/kg/dia de 8/8h EV 1fr= 500mg ou 1g
Adultos: 500mg - 1g/dose
Infecções graves, Meningite:
120 mg/kg/dia de 8/8h
Adultos: 2g/dose
Metronidazol Dose de ataque: 15mg/kg/dose (Máx 1g) EV 1cp=250, 400 ou Giardíase e Amebíase: vide
Após: 7,5mg/kg/dose de 6/6 ou 8/8h VO 500mg doses de antiparasitários
Adultos: 500mg/dose de 6/6 ou 8/8h VO 1ml=40mg
EV 100ml=500 mg
Colite Pseudomembranosa: 30mg/kg/dia
VO de 6/6h por 7-10 dias
Adultos: 250mg/dose VO de 6/6h ou
500mg/dose VO de 8/8h por 10-14 dias
414
Doses de Antibióticos para Crianças
Dose Via Apresentação Observações
Minociclina 4 mg/kg/dose na primeira dose (máximo VO 1cp=100mg Não usar em crianças < 8
200mg/dose) e depois 2mg/kg/dose anos
(máximo 100mg/dose) de 12/12h
Moxifloxacina Não liberado para < 18 anos VO 1cp=400 mg
Adultos: 400 mg/dose 1x /dia EV 1fr=400mg
Neomicina Encefalopatia Hepática: 50-100 mg/kg/ VO 1cp=250mg
dia de 6/6h
Adultos: 1g/dose de 4/4 ou 6/6h
Nitrofurantoína 5-7 mg/kg/dia de 6/6h VO 1ml=5mg Profilaxia ITU: 1-2mg/kg/
Adultos: 100mg/dose de 6/6h 1cp=100mg dia 1x/dia (Máximo
100mg/dia)
Norfloxacina 20-30mg/kg/dia de 12/12h VO 1cp= 400mg
Adultos: 400mg/dose
Ofloxacina Não recomendado par crianças VO 1cp= 200 ou 400mg
Adultos: 200-400mg/dose de 12/12h EV 1 amp=400mg
Oxacilina 100-150 mg/kg/dia de 6/6h EV 1fr=500mg
Adultos: 500mg-1g/dose de 6/6h
Infecções graves, Endocardite:
200 mg/kg/dia de 4/4 ou 6/6h
Adultos: 2g/dose de 4/4 ou 6/6h
Penicilina G < 25kg: 600.00Ui dose única IM 1fr=600.00 ou Profilaxia de infecção
Benzatina ≥ 25kg: 1.200.00Ui dose única 1.200.00Ui pneumocócica em asplênicos
Até 10kg: 300.000Ui
de 10 a 25kg: 600.000Ui
>25kg: 1.200.000Ui
A cada 21 dias
Profilaxia secundária da Febre
Reumática:
< 25 kg: 600.000Ui
≥25 kg: 1.200.000Ui
A cada 3 a 4 semanas
Penicilina G 25.000-50.000 Ui/kg/dia de 12/12h IM 1fr=400.000UI
Procaína Crianças >8kg e Adultos: 400.000Ui/dose
415
Doses de Antibióticos para Crianças
Dose Via Apresentação Observações
Penicilina G Erisipela: 75.000-150.000 Ui/kg/dia de EV 1fr= 1 milhão Ui
Cristalina 6/6h 1fr= 5 milhões Ui
Adultos: 1-2 milhões de Ui de 6/6h 1fr= 10 milhões Ui
Pneumonia: 100.000 -200.000 Ui/kg/ dia
de 6/6h
Adultos: 1,5-3 milhões de Ui de 6/6h
Meningite: 400.000 Ui/kg/dia de 4/4h
Adultos: 4 milhões de Ui de 4/4h
Endocardite: 200-300.000 Ui/kg/dia de
4/4h
Adultos: 2-5 milhões de Ui de 4/4h
Síndrome do Choque Tóxico: 100.000-
250.000 Ui/kg/dia de 4/4h
Adultos: 4 milhões de Ui de 4/4h
Penicilina V 25-50 mg/kg/dia de 6/6h ou 8/8h VO 5ml=400.000Ui=250mg Profilaxia de infecção
Adultos: 250-500mg/dose de 12/12h 1cp=500.000U pneumocócica em asplênicos
Faringoamigdalite: 1.600U=1mg <15kg: 125mg de 12/12h
25-50 mg/kg/dia de 6/6h por 10 dias 125mg=200.000U 15-25kg: 250mg de 12/12h
> 25 kg: 500mg de 12/12h
Adultos: 250mg de 6/6h ou 500mg de
12/12h por 10 dias Profilaxia secundária Febre
Reumática:
< 25 kg: 125mg de 12/12h
>25 kg: 250 mg de 12/12h
Piperacilina/ < 2 meses: 400mg/kg/dia de 6/6h* EV 1fr = 2,25g (2g de * Calculo baseado em mg
Tazobactan 2-9 meses: 240mg/kg/dia de 8/8h* Piperacilina + 250mg de Piperacilina
> 9 meses: 300mg/kg/dia de 8/8h* de Tazobactan)
Adultos: 4,5 g/dose de 6/6 ou 8/8h 1fr= 4,5 g (4g de
Fibrose Cística: 240-400mg/kg/dia de Piperacilina + 500mg
8/8h de Tazobactan)
Polimixina B <2 anos: 15.000-40.000Ui/kg/dia de EV 1fr= 500.000UI Não tem excreção renal e
12/12h 1mg=10.000UI portanto não deve ser
>2 anos: 15.000-25.000 Ui/kg/dia de utilizado no tratamento de
12/12h. Máximo 2.000.000 Ui/dia ITU
416
Doses de Antibióticos para Crianças
Dose Via Apresentação Observações
Quinoprustin- 22,5mg/kg/dia de 8/8h * EV 1fr=150mg * Cálculo baseado em mg
Dalfopristin Quinoprustin + 350mg da soma dos componentes
de Dalfoprustin
Rifampicina Dose para outras infecções que não VO 1cp= 300mg
tuberculose: 20mg/kg/dia de 12/12h 5ml=100mg
Sulfametoxazol/ 8-12 mg/kg/dia de TMP de 12/12h EV EV: 5ml=400mg de Profilaxia Pneumocistose:
Trimetoprim Adultos: 160mg de TMP/dose de 12/12h VO SMZ/80mg de TMP 5mg/kg/dia de TMP de
Pneumocistose: 15-20 mg/kg/dia de TMP VO: 1cp=400mg 12/12h, 3 x/ semana
de 6/6h SMZ/80mg TMP
Profilaxia ITU em crianças:
Infecções por S.maltophilia: 4mg/kg/ 1cp F=800mg
2mg//kg/dose de TMP
dose de TMP de 8/8h ou 12/12h SMX/160mg TMP
1x/dia, diariamente
Adultos: 160mg/ dose de TMP de 8/8h ou 5ml=200mg SMX/40mg
Máximo 160 mg de TMP
12/12h TMP
1x/dia
Teicoplanina Infecções graves: 10 mg/kg/dose de EV 1fr= 200 ou 400mg Em indivíduos acima de 85
12/12h nas 3 primeiras doses e após 10 IM kg, utilizar a dose de 6
mg/kg 1x/dia mg/kg
Adultos: 6mg/kg/dose (máx 400mg) de
12/12h nas 3 primeiras doses e após 6mg/
kg 1x/dia
Infecções moderadas: 10 mg/kg/dose de
12/12h nas 3 primeiras doses e após 6
mg/kg 1x/dia
Adultos: 6 mg/kg no 1º dia e após 3mg/kg
(máx 200mg) 1x/dia
Tianfenicol 30-50mg/kg/dia de 6/6 ou 8/8h VO 1cp=500mg
Adultos: 500mg-1g/dose de 6/6 ou 8/8h EV 5ml=125mg
1fr=250 ou 750mg
Tigeciclina Uso Off-label para crianças EV 1fr=50mg
Dose inicial: 1,5mg/kg
Após: 1mg/kg/dose de 12/12h
Adultos: Dose inicial de 100mg, e após
50mg/dose
417
Doses de Antibióticos para Crianças
Dose Via Apresentação Observações
Tobramicina Dose Única Diária (DUD): EV 1fr=75 ou 150 mg Sempre preferir DUD
3-7,5 mg/kg 1x/dia IM exceto nas
Máximo: 300mg/dia contraindicações abaixo
Se ITU: 5mg/kg Ver ajuste da dose para
Fibrose Cística: 10-12 mg/kg indivíduos obesos abaixo
Dose Tradicional:
3-7,5mg/kg/dia de 8/8h Nebulização: 40-80 mg de
Fibrose Cística: 3,3mg/kg/dose 8/8h ou 12/12h
Vancomicina 40mg/kg/dia de 6/6h EV 1fr=500mg Via Oral na Colite
Adultos: 1g/dose de 12/12h Pseudomembranosa APENAS
Meningite: 60mg/kg/dia de 6/6h após falha do Metronidazol:
Adultos: 500-750mg/dose de 6/6h 40mg/kg/dia de 8/8 ou 6/6h
por 7-10 dias
Adultos: 500mg-2g/dia de
6/6h
Sempre que possível administrar os Aminoglicosídeos em Dose única Diária (DUD), pois:
− A eficácia é maior pois os AG tem atividade concentração dependente
− Prevene o surgimento de resistência adaptativa
− Menor toxicidade (o intervalo livre de droga reduz o acúmulo da medicação no rim e no ouvido interno)
Aminoglicosídeos Inalatórios
– Tobramicina
• 40-80 mg por nebulização de 8/8h ou 12/12 horas diluída em solução salina para um volume de 2
ml
• TOBI® 300 mg de 12/12h por 28 dias (só disponível para FC)
– Gentamicina
• 20 a 40 mg por nebulização de 8/8h ou 12/12 horas diluída em solução salina para um volume de 2
ml
Potenciais Indicações de Ciprofloxacina em Pediatria:
− Exacerbação de doença pulmonar em Fibrose Cística
− ITU complicada por P. aeruginosa ou outro germe multirresistente
− Infecções de baixo risco no Neutropênico Febril onde há possibilidade de tratamento domiciliar
− Infecções graves por germes Gram negativos após falha ou alergia a outras drogas
− Otite Média Crônica/Otite Externa maligna por P. aeruginosa
− Osteomielite por P. aeruginosa
− Infecções por Micobactérias Resistentes a outros agentes
− Diarreia por Shigella, Salmonella ou Cólera multirresistentes
− Exposição ao Antraz
419
Tipos de Reações:
A. Imediatas
− Início em até 20 min após a penicilina via parenteral, e em até 2 h
após VO
− Urticária, angioedema, prurido generalizado, edema de glote,
broncoespasmo e choque anafilático
− Mediadas por IgE contra antígenos Determinantes Menores da
penicilina.
B. Aceleradas
− Ocorre entre uma e 72 horas após a administração de penicilina
− Urticária e Exantema
− Raramente edema laríngeo e hipotensão
− Mediadas por anticorpos IgE contra Determinantes Maiores da
penicilina.
C. Tardias
− São as mais comuns
− Ocorrem após 72 horas
− Erupções cutâneas exantemáticas e raramente urticária.
− Mecanismo exato é desconhecido
420
421
Alternativas ao teste
a) Testes in vitro (ex. RAST)
Sensibilidade 45%
Não detecta todos os determinantes antigênicos
b) Desafio gradual ou “dose teste”
422
Indicação:
História de reações duvidosas ou que tenham ocorrido há muito
tempo e
Necessidade de uso da droga
Procedimento:
Não pré medicar com anti H1 nem corticóide
Iniciar com 1/100 a 1/10 da dose plena
Aumentar 10x a cada 30-60 min até atingir a dose plena
Se sintomas considerar como alérgico
Exantema maculopapular morbiliforme
- Mediadas por células T
- Início mais tardio
- Lesões planas e não migratórias
- Com ou sem prurido
- Mais comuns com aminopenicilinas
- Maior incidência se infecções virais concorrentes
- A readministração da droga é segura e o rash só se repete em
6,8%
Referências
1. Manual: Testes de Sensibilidade à Penicilina - Brasília: Ministério da
Saúde, 1999.
2. Sarti, W., Donadi, E.A . Reações alérgicas à Pencilina. Medicina.
Ribeirão Preto: [s.n.], v.28, n.3, p. 514-28, jul./set. 1995.
3. Blanca, M. et al. Update on the evaluation of hypersensitivity
reactions to betalactams .Allergy 2009: 64: 183–193
4. Salkind,A.R. Is This Patient Allergic to Penicillin? An Evidence-Based
Analysis of the Likelihood of Penicillin Allergy JAMA, May 16, 2001—
Vol 285, No. 19
423
DOSES DE ANTIFUNGICOS EM PEDIATRIA
Droga Dose para Crianças Via Observações
Cetoconazol Idade <2 anos: 3,3-6,6 mg/kg 1x/dia VO
Idade >2 anos: 5-10 mg/kg 1x/dia
Dose máxima: 200mg/dia para candidíase cutâneo
mucosa, pitiríase versicolor ou dermatofitoses e
400mg/dia para micoses sistêmicas
Itraconazol Pb Micose: 5-10mg/kg 1x/dia (ajustar a dose não VO A capsula de Itraconazol não deve ser aberta
abrindo a capsula) nem diluída pois perde a eficácia
Dose máxima: 200mg/dia
Dermatofitoses e Pitiríase Versicolor: 3-5mg/ Oferecer sempre após as refeições
kg/dia.
Dose máxima:100mg/dia Profilaxia de Aspergilose em pacientes com
Histoplasmose pulmonar aguda ou Doença Granulomatosa Crônica: 5mg/kg/dia
disseminada ou Aspergilose: 1x/dia no máximo de 200mg
5-10 mg/kg/dia (máximo 200mg) de 8/8h por 3
dias e após 5-10 mg/kg/dia de 12/12h O Itraconazol não pode ser utilizado conjuntamente
Histoplasmose pulmonar crônica: 5-10mg/kg com: astemizol, antiácidos e bloqueadores de receptor
1x/dia H2, barbituricos, ciclosporina, didanosina, digoxina,
Dose máxima:200-400mg/dia fentanil, fenitoína, rifampicina, cisaprida e terfenadina.
424
DOSES DE ANTIFUNGICOS EM PEDIATRIA
Droga Dose para Crianças Via Observações
Voriconazol 9mg/kg/dose de 12/12h EV Liberado a partir dos 2 anos de idade
Máximo 350mg/dose Diluição: 0,5-5mg/ml de SF0,9% ou SG5%
9mg/kg/dose de 12/12h VO Infundir em 1-2 horas (máximo 3mg/kg/hora)
Máximo 200mg/dose Não se recomenda dose de ataque nos
Oferecer 1 horas antes e após as refeições pacientes pediátricos
Anfotericina B 0,3-1,0 mg/kg 1x/dia EV Diluir apenas em SG5% na concentração de
Deoxicolato Dependendo da gravidade e do sitio da infecção 0,1mg/ml e infundir em 6 horas
Dose máxima: 50mg
Anfotericina B 3-5 mg/kg 1x/dia EV Diluir apenas em SG5% na concentração de
Lipossomal Meningite por Criptococo: 6mg/kg/dia 0,2mg/ml (0,5mg/ml se restrição hídrica) e infundir
(Amb-L) Leishmaniose visceral: 3 mg/kg/dia por 7 dias, em 2 horas (até 1 hora se bem tolerado)
POLIÊNICOS
Máximo 2g/dia
Terbinafina 5mg/kg 1x/dia VO
<20kg: 67,5mg/dose
20-40kg: 125mg/dose
>40kg: 250mg/dose
* Voriconazol em Adultos:
Dose de Ataque de 6mg/kg/dose de 12/12 horas nas primeiras 24 horas e após 4mg/kg/dose de 12/12h.
Quando for via oral usar 400mg/dose de nas primeiras 24 horas e após 200mg de 12/12h
426
DOSES DE ANTIFUNGICOS EM PEDIATRIA
426
DOSES DE ANTIFUNGICOS EM PEDIATRIA
427
Reações Adversas da Anfotericina B
1. Nefrotoxicidade:
Incidência 5-80% com as formulações convencionais
Em geral reversível após a suspensão da droga, mas o dano pode
ser permanente.
Maior com a associação de diuréticos e drogas nefrotóxicas
Espectro:
− Insuficiência renal
− Perda urinária de K+ e hipocalemia
− Perda urinária de Mg2+ e hipomagnesemia
− Acidose metabólica devido a acidose tubular renal distal
− Poliúria devido a DI nefrogênico
Mecanismo:
− Vasoconstrição arteríola aferente com redução do FPR
− Lesão tubular com aumento da permeabilidade tubular
Fatores de risco:
− Idade > 60 anos
− ClCr <60
− ClCr 40-59 com outra droga nefrotóxica associada
− Hipovolemia
− Uso de diuréticos
− Exposição a múltiplas drogas nefrotóxicas
Prevenção:
− Hidratação: 500 ml (10-15ml/kg em crianças) de SF0,9% antes
e após a infusão reduz nefrotoxicidade. Indicado sempre que não
houver necessidade de restrição de volume
− Evitar diuréticos e outras drogas nefrotóxicas
2. Reações á infusão:
− Febre
− Calafrios
− Náuseas e vômitos
− Cefaléia
− Mal estar
− Hipotensão
− Arritmias
− Hipercalemia na infusão rápida (Desvio do K+ do IC para o EC)
Pré medicação é indicada para pacientes que apresentaram reação
a infusão:
– Dipirona 1g EV (10-15mg/kg em crianças) +
– Antihistamínico: Dexclorfeniramina 5mg EV (0,08mg/kg em
crianças)
• Reduz febre, mal estar e calafrios
• Fazer 30 min antes da infusão da Anfotericina
Em caso de calafrios administrar 25-50mg (0,5-1,0 mg/kg em
crianças) de Meperidina
428
3. Tromboflebites:
− Prevenção: pré medicação com Hidrocortisona 25-50mg EV
(0,7mg/kg em crianças) ou acrescentar heparina 1UI/ml na
solução de Anfotericina
4. Anemia
− Por inibição da produção de eritropoietina
5. Neurotoxicidade
− Rara
− Confusão mental, delírio, convulsões, psicose, alteração de
comportamento, visão turva e perda auditiva
Formulações da Anfotericina B
Formulação / Descrição Reações Toxicidade
Nome comercial Infusionais Renal
Deoxicolato Comuns Comum
AmB-D Podem ser Reduzida com
Fungison® controladas com pré hidratação
antitérmicos e com SF 0,9%
anti-H1
Lipossomal Encapsulada em Bem menos Menor do que
L-AmB vesículas de frequente do que com a AmB-D
Ambissome® fosfolipídeo de com a AmB-D
camada dupla
Complexo Combinada a 2 fitas Um pouco menos Menor do que
lipídico lipídicas duplas frequente do que com a AmB-D
ABLC Abelcet® com a AmB-D
Dispersão Complexo estável Comuns (tanto Semelhante a
Coloidal com sulfato de como com a AmB-D
ABCD colesteril sódico AmB-D)
Amphocil®
429
DOSES DE ANTIVIRAIS EM PEDIATRIA
Droga Via Dose Observações
Aciclovir EV Herpes neonatal: 60mg/kg/dia de 8/8h por 14-21 dias 1fr=250mg
Encefalite herpética: 60mg/kg/dia de 8/8h por 14-21 dias
Espectro: Herpes Mucocutâneo em imunodeprimidos: 15-30mg/kg/dia de Diluição: 2,5-5mg/ml (até 7mg/ml em
HSV 1 e 2 8/8h por 7-14 dias pacientes com restrição hídrica) de
VZV HSV genital 1º episódio: 15mg/kg/dia de 8/8h por 5-7 dias SF0,9% ou SG5%
EBV Varicela ou Herpes Zoster: 1500mg/m2/dia de 8/8h Infundir em 1 hora
Dose máxima: 3,2g/dia
Tempo de tratamento: Em pacientes obesos calcular a dose
Varicela em imunodeprimidos: 7-10 dias ou até que não surjam pelo peso ideal
novas lesões por 48 horas
Varicela em imunocompetentes*: 5 dias
Zoster em imunodeprimidos: 7-14 dias
Zoster em imunocompetentes*: 5-7 dias
*vide abaixo as indicações de tratamento
VO Herpes Mucocutâneo no imunodeprimido: 40mg/kg/dia de 6/6h 1cp=200mg
por 7-14 dias (máximo 1g/dia) 1cp=400mg
HSV genital 1º episódio: 40-80mg/kg/dia de 8/8h ou 6/6h por 5-
10 dias (máximo 1,0-1,2g/dia) Profilaxia pós exposição à varicela
Herpes Mucocutâneo primário (gengivoestomatite): em suscetíveis: 40mg/kg/dia VO de
15mg/kg/dose 5x/dia por 7 dias reduz a duração das lesões em 6 6/6 máximo 800mg/dose. Iniciar entre
dias e da febre em 2 dias desde que iniciado nas primeiras 72h o 7º e o 9º dia após a exposição,
de febre mantendo até o 14º dia
Varicela ou Herpes Zoster no imunocompetente*: Apenas se houver indisponibilidade
80mg/kg/dia de 6/6h da Imunoglobulina anti VZV
Dose Máxima: 3,2g/dia para varicela e 4g/dia para H. Zoster
Tempo de tratamento: Prevenção da reativação do HZV
Varicela: 5 dias após TMO (CDC): 250mg/m2/dose EV
Herpes Zoster: 5-7 dias de 12/12h ou 200mg VO de 8/8h.
*vide abaixo as indicações de tratamento Iniciar no condicionamento e manter
até a “pega“ da medula ou resolução da
mucosite
430
DOSES DE ANTIVIRAIS EM PEDIATRIA
Droga Via Dose Observações
Amantadina VO Crianças <10 anos: 5mg/kg/dia de 12/12h (máximo 150mg/dia) 1cp=100mg
Mantidan ® Dose adultos: 100mg/dose de 12/12h ou 200mg 1x/dia
Espectro: Influenza A Tempo de tratamento=3-5 dias
Cidofovir EV Indução: 5mg/kg 1x/semana por 2 semanas 1fr=5ml=375mg (75mg/ml)
Vistide ® Manutenção: 5mg/kg a cada 2 semanas Indicado em infecções por HSV ou CMV
Espectro: HSV Sempre associar Probenecida: 2-3g VO antes da dose do Cidofovir, resistentes a outras opções
CMV e VZV 1g 2h após e 2 g 8h após o término da infusão Diluir 1 fr em 100ml e infundir em 1h
Fanciclovir VO Sem uso em crianças Pró Droga do Penciclovir
Penvir ® HSV genital 1º episódio: 250 mg de 8/8h por 7-10 dias 1cp=125mg
Famvir® HSV genital recorrência: 125 mg de 12/12h por 5 dias ou 1g de 1cp=250mg
Espectro: HSV 1 e 2 12/12h por 1 dia
VZV Herpes Mucocutâneo em imunossuprimidos: 500mg de 12/12h
por 5-10 dias
Varicela: 500mg de 8/8 horas por 5-7 dias
H. zoster: 500mg de 8/8h por 7-10 dias
Foscarnet EV Infecções por HSV ou CMV refratárias a outras opções terapêuticas 1fr= 600mg/ 250ml ou 1fr=1,2g/500ml
Espectro: CMV Indução: 180mg/kg/dia de 8/8h ou 12/12h por 14-21 dias Diluição: em SF0,9% ou SG5% ≤12mg/
CMV, HSV CMV Manutenção: 90-120mg/kg/dia 1x/dia ml em veia periférica e ≤24mg/ml em
VZV HSV: 40mg/kg/dose de 8/8h ou 12/12h por 14-21 dias veia central e infundir em 2h ou mais
Ganciclovir EV CMV congênito sintomático: 12mg/kg/dia de 12/12h por 6 1fr=500mg
Cymevene® semanas Diluição: 5mg/ml (até 10 mg/ml em
Espectro: CMV Indução: 10mg/kg/dia de 12/12h por 14-21 dias pacientes com restrição hídrica) de
CMV CMV Manutenção: 5mg/kg 7x/semana ou 6mg/kg 5x/semana ou SF0,9% ou SG5%
HHV6 10mg/kg 3x/semana (crianças com HIV) Infundir em 1 hora
HHV6 em imunossuprimidos: 10-20 mg/kg/dia de 12/12h
Oseltamivir VO < 15kg=30mg/dose de 12/12h 1cp=75mg
Tamiflu ® 15-23kg =45mg/dose de 12/12h Xarope 12mg/ml
Espectro: 24-40 kg=60mg/dose de 12/12h Em profilaxia usar a mesma dose,
Influenza A e B >40kg= 75mg/dose de 12/12h 1x/dia por 10 dias (só indicada para
Tempo de Tratamento: 5 dias pacientes de risco ou profissionais
Iniciar nas primeiras 36-48h de sintomas saúde não vacinados expostos sem EPI)
431
DOSES DE ANTIVIRAIS EM PEDIATRIA
Droga Via Dose Observações
Ribavirina VO ≥ 3anos:15mg/kg/dia de 12/12h 1cp=100mg
Virazole ® 25-36kg: 200mg/dose de 12/12h 1cp=250mg
Espectro: HCV 36-49kg:200mg manhã e 400mg á noite Solução:10m/ml
VSR 49-61kg:400mg/dose de 12/12h
Rimantadina VO 1-9 anos: 5mg/kg/dia 1x/dia
Espectro: Influenza A ≥10 anos: 5mg/kg/dia de 12/12h
Dose máxima: 100mg/dose de 12/12h
Valaciclovir VO Varicela*: 20mg/kg/dose de 8/8h (máximo 1g/dose) por 5 dias Pró Droga do Aciclovir
Valtrex ® *vide abaixo as indicações de tratamento 1cp=500mg
Espectro: Herpes Zoster*: Liberado para crianças acima de 2 anos
HSV 1 e 2 20mg/kg/dose de 8/8h (máximo 1g/dose) por 7-10 dias
VZV *vide abaixo as indicações de tratamento Relatos de uso em Mononucleose em
Adultos: adolescentes muito sintomáticos: 1g de
Herpes labial: 2g de 12/12h por 1 dia 8/8 horas por 14 dias
HSV genital 1º episódio: 1g de 12/12h por 7-10 dias
HSV genital recorrência: 500mg de 12/12h por 3-5 dias
Herpes Mucocutâneo em imunossuprimidos: 1g de 12/12h por
5-10 dias
Varicela: 1g de 8/8h por 5-7 dias
Herpes zoster: 1g de 8/8 horas por 7-10 dias
Valganciclovir VO CMV congênito: 16mg/kg/dose de 12/12h por 6 semanas Pró Droga do Ganciclovir
Valcyte® CMV Indução: 520mg/m2/dose de 12/12h (máx 900mg/dose) por 1cp=450mg
Espectro: CMV 14-21 dias Solução: 45mg/ml
CMV Manutenção: 520mg/m2/dose 1x/dia (máx 900mg/dose)
Zidovudina VO Crianças: 180mg/m2/dose de 12/12h (máx 300mg/dose) 1cp=100mg
≥ 4kg-9kg: 12mg/kg/dose de 12/12h 1ml=10mg
9kg-30kg: 9mg/kg/dose de12/12h
RNs: 4mg/kg/dose de 12/12h
EV Crianças: 120mg/m2/dose de 6/6h
RNs: 1,5mg/kg/dose de 6/6h
432
DOSES DE ANTIVIRAIS EM PEDIATRIA
Dermátomos
433
DOSES DE ANTIVIRAIS EM PEDIATRIA
434
DOSES DE ANTIVIRAIS EM PEDIATRIA
Agente Mecanismo de Ação Efeitos adversos
Aciclovir Inibe a síntese de DNA e a Nefrotoxicidade principalmente se
replicação viral por competir infusão rápida.
com a deoxiguanosina trifosfato Cristalúria (se uso em altas doses ou
pela DNA polimerase viral. disfunção renal)
Náuseas e vômitos
Neurotoxicidade (agitação, confusão,
alucinações, convulsão e coma) em
altas doses ou se disfunção renal
Tromboflebite relacionada à infusão
Cidofovir Inibe a síntese do DNA Cefaleia, febre e calafrios
suprimindo a replicação viral. Náuseas, vômitos, diarreia e anorexia
Nefrotoxicidade, proteinúria
Redução da pressão intra ocular,
uveíte anterior
Anemia e Neutropenia
Acidose metabólica, astenia
Famciclovir Compete com a com a Cefaleia, náuseas, vômitos, anorexia.
deoxiguanosina trifosfato
inibindo a síntese de DNA e a
replicação viral
Foscarnet Inibe não competitivamente a Nefrotoxicidade
RNA e DNA polimerase virais. Hipocalcemia, hipomagnesemia,
hipocalemia, hipofosfatemia
Náuseas, vômitos, diarreia e anorexia
Febre, Cefaleia e convulsões
Tromboflebite
435
DOSES DOS ANTIMICROBIANOS MAIS USADOS EM NEONATOLOGIA
ATENÇÃO!!!
Utilizar a idade pós menstrual (QUE EQUIVALE À IDADE
GESTACIONAL CORRIGIDA) e não à idade gestacional ao nascimento
ANTIBIÓTICOS
Penicilina G: 25.000 A 50.000 U/Kg/dose
Meningite: 75.000 a 100.000 U/Kg/dose
IG corrigida Idade pós-natal Intervalo entre as doses
(semanas) (dias) (horas)
≤ 29 0 a 28 12
> 28 8
30 a 36 0 a 14 12
> 14 8
37 a 44 0a7 12
>7 8
≥ 45 Todas 6
Ampicilina: 25 - 50 mg/Kg/dose
Meningite e infecções pelo Estrepto do grupo B: 50-100 mg/kg/dose
IG corrigida Idade pós-natal Intervalo entre as doses
(semanas) (dias) (horas)
≤ 29 0 a 28 12
> 28 8
30 a 36 0 a 14 12
> 14 8
37 a 44 0a7 12
>7 8
> 45 Todas 6
Ampicilina-Sulbactam
Dose mg/kg/dia Intervalo entre as doses
(horas)
RN < 7 ddv (PT ou AT) 75 12
RN de 8 a 30 ddv 150 8
Após 30 ddv 100-300 6
Oxacilina: 25 mg/Kg/dose
Meningite: 50 mg/kg/dose
IG corrigida Idade pós-natal Intervalo entre as doses
(semanas) (dias) (horas)
≤ 29 0 a 28 12
> 28 8
30 a 36 0 a 14 12
> 14 8
37 a 44 0a7 12
>7 8
≥ 45 Todas 6
436
DOSES DOS ANTIMICROBIANOS MAIS USADOS EM NEONATOLOGIA
Cefalotina: 20mg/kg/dose
IG corrigida Idade pós-natal Intervalo entre as doses
(semanas) (dias) (horas)
≤ 29 0 a 28 12
> 28 12
30 a 36 0-7 12
>7 8
37 a 44 0a7 8
>7 6
≥ 45 Todas 6
Cefazolina: 25mg/kg/dose
IG corrigida Idade pós-natal Intervalo entre as doses
(semanas) (dias) (horas)
≤ 29 0 a 28 12
> 28 8
30 a 36 0 -14 12
> 14 8
37 a 44 0a7 12
>7 8
≥ 45 Todas 6
Cefuroxima
Idade Dose Intervalo entre as doses
mg/kg/dose (horas)
RN pré-termo ≤ 7 dias de 50 12
vida
RN > 7 dias de vida, a termo 50 8
ou pré-termo
Cefoxitina: 25 a 33mg/kg/dose
Vide tabela Cefazolina
437
DOSES DOS ANTIMICROBIANOS MAIS USADOS EM NEONATOLOGIA
Cefotaxima: 50 mg/kg/dose
IG corrigida Idade pós-natal Intervalo entre as doses
(semanas) (dias) (horas)
≤ 29 0 a 28 12
> 28 8
30 a 36 0 -14 12
> 14 8
37 a 44 0a7 12
>7 8
≥ 45 Todas 6
Ceftriaxona
“Não deve ser utilizado em RN com hiperbilirrubinemia nem naqueles
que estejam recebendo soro com cálcio com 48h de intervalo antes
ou após”
Meropenem
20mg/kg/dose a cada 12 horas
Meningite ou infecções por Pseudomonas: 40mg/kg/dose a cada 8
horas
438
DOSES DOS ANTIMICROBIANOS MAIS USADOS EM NEONATOLOGIA
Teicoplanina:
Dose de ataque: 16 mg/kg no primeiro dia
Dose de Manutenção: 8 mg/kg 1x/dia
Vancomicina: 10 mg/kg/dose
Meningite: 15 mg/kg/dose
IG corrigida Idade pós-natal Intervalo entre as doses
(semanas) (dias) (horas)
≤ 29 0 a 14 18
> 14 12
30 a 36 0 a 14 12
> 14 8
37 a 44 0a7 12
>7 8
≥ 45 Todas 6
Linezolida: 10mg/kg/dose
IG corrigida Idade pós-natal Intervalo entre as doses
(semanas) (dias) (horas)
≤ 29 0a7 12
>7 8
30 a 34 0a7 12
>7 8
≥ 35 Todas 8
Amicacina
IG corrigida Idade pós-natal Dose Intervalo entre as doses
(semanas) (dias) mg/kg (horas)
≤ 29* 0a7 18 48
8 a 28 15 36
≥ 29 15 24
30 a 34 0a7 18 36
≥8 15 24
≥ 35 todas 15 24
* Usar esta dose em RN com asfixia grave, PCA ou uso de indometacina
439
DOSES DOS ANTIMICROBIANOS MAIS USADOS EM NEONATOLOGIA
Gentamicina ou Tobramicina
IG corrigida Idade pós-natal Dose Intervalo entre as
(semanas) (dias) mg/kg doses
(horas)
≤ 29* 0a7 5 48
8 a 28 4 36
≥ 29 4 24
30 a 34 0a7 4,5 36
≥8 4 24
≥ 35 Todas 4 24
*Usar esta dose em RN com asfixia grave, PCA ou uso de indometacina
Tobramicina= mesmas doses e intervalos da Gentamicina
Metronidazol
Dose de Ataque: 15mg/kg/dose
Dose de Manutenção: 7,5 mg/kg/dose
IG corrigida Idade pós-natal Intervalo entre as doses
(semanas) (dias) (horas)
≤ 29 0 a 28 48
> 28 24
30 a 36 0 a 14 24
> 14 12
37 a 44 0a7 24
>7 12
≥ 45 Todas 8
Polimixina-B
Dose: 15.000-25.000 UI/kg/dia a cada 12 h
Só a partir de 45 semanas de IG corrigida
RN com função renal normal podem receber até 40.0000 UI/kg/dia sem
efeitos adversos
Ciprofloxacina
IG corrigida Dose mg/kg/dia Intervalo entre as doses (horas)
(semanas)
30 a 34 10-20 24
≥ 35 semanas 20-30 12
Potenciais indicações da Ciprofloxacina:
- Infecções graves por germes Gram negativos - após falha ou intolerância
a outras drogas
- Exacerbação de doença crônica
- ITU complicada por Pseudomonas ou outro germe multi-R
- Osteomielite por Pseudomonas
440
DOSES DOS ANTIMICROBIANOS MAIS USADOS EM NEONATOLOGIA
ANTIFÚNGICOS
Fluconazol
Candidemia e candidíase disseminada: 12 mg/kg/dose
Candidíase Orofaríngea: 6mg/kg no primeiro dia e 3mg/kg/dia após.
ITU fúngica: cistite 3 mg/kg/dia, pielonefrite 3-6mg/kg/dia
IG corrigida Idade pós-natal Intervalo entre as doses
(semanas) (dias) (horas)
≤ 29 0 a 14 72
> 14 48
30 a 36 0 a 14 48
> 14 24
37 a 44 0a7 48
>7 24
≥ 45 Todas 24
Fluconazol Profilático:
Considerar profilaxia com Fluconazol para todos os RN <1kg em
unidades com alta incidência de Candidemia.
Em unidades com baixa incidência de candidemia (<2%) a profilaxia
deve ser considerada naqueles RNs <1kg com fatores de risco adicionais (ex:
jejum prolongado, nutrição parenteral, cirurgia gastrointestinal, CVC, uso de
Cefalosporinas de 3a ou 4a geração ou Carbapenêmicos, colonização por
candida)
Dose: 3mg/kg/dose
Idade Pós natal Intervalo entre as doses
a a
1 e 2 semanas de vida 72/72h
3a e 4a semanas de vida 48/48h
a
A partir da 5 semana de vida 24/24h
Deve ser mantida por no máximo 2 semanas ou suspensa assim que os
fatores de risco deixarem de existir
441
DOSES DOS ANTIMICROBIANOS MAIS USADOS EM NEONATOLOGIA
ANTIVIRAIS
Nevirapina
Apenas para Recém nascidos de mães que não receberam antirretroviral
na gestação, que tenham idade gestacional ≥ 35 semanas e com
possibilidade de receber a medicação por via oral ou enteral
Peso de Dose Intervalo entre as doses
Nascimento
1,5-2kg 8 mg=0,8 ml da 1a dose nas primeiras 48h de
solução vida
> 2kg 12 mg=1,2 ml da 2a dose 48h após a primeira
solução dose
3a dose 96h após a segunda
dose
Apêndice:
Monitorização Amicacina:
Colher nível sérico 24h após a primeira dose
Nível sérico no vale Intervalo entre as doses
≤ 5 mcg/ml 24h
5,1-8,0 mcg/ml 36h
8,1-10,5 mcg/ml 48h
≥ 10,6 mcg/ml Não fazer a medicação e repetir dosagem em
24h
442
DOSES DOS ANTIMICROBIANOS MAIS USADOS EM NEONATOLOGIA
443
DILUIÇÃO E INFUSÃO DE ANTIMICROBIANOS EM PEDIATRIA
444
DILUIÇÃO E INFUSÃO DE ANTIMICROBIANOS EM PEDIATRIA
445
DILUIÇÃO E INFUSÃO DE ANTIMICROBIANOS EM PEDIATRIA
Polimixina B 1fr= 500.000UI Apenas SG5% NÃO 1000 UI ml 1667 UI/ml 60-90 min
Sulfametoxazol/ 1 amp= 5ml= 400mg SMZ SG5% NÃO 1 ml de 1 ml de 60-90 min
Trimetoprim +80mg TMP SF0,9% medicação em medicação em
30ml 15ml
Teicoplanina 1fr= 200 mg SG5% SIM --- --- ---
1fr= 400mg SF0,9%
Tigeciclina 1fr=50mg SG5% NÃO 0,5mg/ml 1mg/ml 30-60 min
SF0,9%
Tobramicina 1fr=75 mg SG5% NÃO 0,75mg/ml 1,5mg/ml 30-60 min
1fr= 150 mg SF0,9%
Vancomicina 1fr=500mg SG5% NÃO 2,5mg/ml 5mg/ml 60 min
SF0,9%
446
DILUIÇÃO E INFUSÃO DE ANTIMICROBIANOS EM PEDIATRIA
1fr= 70 mg SF0,9%
Micafungina 1fr= 50mg SG5% NÃO 0,5mg/ml 1,5mg/ml 1 hora
1fr= 100 mg SF0,9%
Fluconazol 1fr=200mg Já vem diluído NÃO Já vem diluído 1-2 horas
447
Ajustes das doses dos Antimicrobianos para Crianças com Insuficiência Renal de acordo com o Clearance de
Creatinina
ANTIBIÓTICOS
CLEARANCE 50 CORREÇÃO APÓS
DROGA DOSE HABITUAL CLEARANCE 10 -50 CLEARANCE < 10
- 80 HEMODIALISE
13,7mg/kg/dose de
ACIDO NALIDIXICO CONTRAINDICADO NA INSUFICIENCIA RENAL
6/6h
12,5-20mg/kg/dose de
ACIDO PIPEMIDICO CONTRAINDICADO NA INSUFICIENCIA RENAL
12/12h
ClCr 30-50: 5-7,5
mg/kg/dose a cada
Dose tradicional:
NC 12-18h 5-7,5 mg/kg/dose a 5mg/kg/dose após
5-7,5mg/kg/dose de
ClCr 10-29: 5-7,5 cada 48-72h HD
8/8h
mg/kg/dose a cada
AMICACINA
18-24h
ClCr 40-60: 15mg/
Dose única diária: kg a cada 36h ClCr<20: não recomendado o esquema de
NC
15 mg/kg a cada 24h ClCr 30-40: 15mg/ DUD. Preferir dose tradicional
kg a cada 48h
15-30mg/kg/dose de
AMOXICILINA Nos dias de HD fazer
8/8h ClCr > 30: NC
NC Dose habitual a cada a dose como para
15-30mg/kg/dose de ClCr 10-30: dose
AMOXICILINA- 24h ClCr< 10 após a
8/8h habitual a cada 12h
CLAVULANATO sessão
ITU: 6,7-13,3mg/kg/dose
ClCr 30-50: dose Dose diária como
25-100mg/kg/dose de habitual a cada 8h Dose habitual a cada para ClCr< 10
AMPICILINA NC
6/6h ClCr <30: dose 12h Nos dias de HD fazer
habitual a cada 12h a dose após a sessão
448
Ajustes das doses dos Antimicrobianos para Crianças com Insuficiência Renal de acordo com o Clearance de
Creatinina
CLEARANCE 50 CORREÇÃO APÓS
DROGA DOSE HABITUAL CLEARANCE 10 -50 CLEARANCE < 10
- 80 HEMODIALISE
ClCr 15-29: dose Nos dias de HD fazer
Dose habitual a cada
AMPICILINA- 25-100mg/kg/dose de habitual a cada 12h a dose como para
NC 24h
SUBACTAM 6/6h ClCr <15: dose ClCr< 10 após a
habitual a cada 24h sessão
5-10mg/kg/dose
AZITROMICINA NÃO REQUER AJUSTE
1x/dia
ClCr 30-50: NC
90-120mg/kg/dia de 7,5-10mg/kg a cada 7,5-10mg/kg a cada
AZTREONAM NC ClCr 10-29: 15-20
6/6 ou 8/8h 12h 12h
mg/kg cada 8h
15mg/kg/dose de ClCr 10-29: 15mg/
CEFADROXIL NC 15mg/kg a cada 36h 15mg/kg a cada 24h
12/12h kg a cada 24h
Dose diária como
Cl 10-40: dose
6,25-25mg/kg/dose de Dose habitual a cada para ClCr< 10
CEFALEXINA NC habitual a cada 8-
6/6h 12-24h Nos dias de HD fazer
12h
a dose após a sessão
20-40mg/kg/dose de Dose habitual a cada Dose habitual a cada Dose habitual após
CEFALOTINA NC
6/6h 6-8h 12h HD
ClCr >30: não
16,7-50mg/kg/dose de requer ajuste
CEFAZOLINA NC 25mg/kg a cada 24h 25mg/kg a cada 24h
8/8h ClCr 10-29: 25mg/
kg a cada 12h
449
Ajustes das doses dos Antimicrobianos para Crianças com Insuficiência Renal de acordo com o Clearance de
Creatinina
CLEARANCE 50 CORREÇÃO APÓS
DROGA DOSE HABITUAL CLEARANCE 10 -50 CLEARANCE < 10
- 80 HEMODIALISE
CLCr 30-50: 20-40
20-40mg/kg/dose de mg/kg a cada 8h 20-40mg/kg a cada 20-40mg/kg a cada
CEFOXITINA NC
6/6h ClCr 10-29: 20-40 24h 24h
mg/kg a cada 12h
CLCr 30-50: não
25-50mg/kg/dose de NC requer ajuste 25-50mg/kg a cada 25-50mg/kg a cada
CEFUROXIMA (EV)
8/8h ClCr 10-29: 25- 24h 24h
50mg/kg a cada 12h
10-15mg/kg/dose de 10-15mg/kg a cada 10-15mg/kg a cada
CEFUROXIMA (V0) NC NC
12/12h 24h 24h
50-200mg/kg/dia de ClCr 30-50: 35-70 35-70 mg/kg a cada
6/6 ou 8/8h mg/kg a cada 8-12h 35-70 mg/kg a cada 24h
CEFOTAXIMA NC
(meningite até ClCr 10-29: 35-70 24h Nos dias de HD fazer
300mg/kg/dia) mg/kg a cada 12h a dose após a sessão
ClCr 30-50: 50mg/
50mg/kg a cada 48h
25-50mg/kg/dose de kg a cada 12h
CEFTAZIDIMA NC 50mg/kg a cada 48h Nos dias de HD fazer
8/8h ClCr 10-29: 50mg/
a dose após a sessão
kg a cada 24h
25-100mg/kg/dose de
CEFTRIAXONA NÃO REQUER AJUSTE 50mg/kg a cada 24h
12/12 ou 24/24h
50mg/kg/dose a de 50mg/ kg a cada
CEFEPIME NC 50mg/kg a cada 48h 50mg/kg a cada 24h
8/8 ou 12/12h 24h
ClCr<30:dose
CIPROFLOXACINO 10-15mg/kg/dose de Dose habitual a cada Dose diária como
NC habitual a cada 12-
(EV) 8/8 ou 12/12h 12-24h para ClCr< 10
24h
Nos dias de HD fazer
CIPROFLOXACINO 10-20mg/kg/dose de ClCr<30:dose Dose habitual a cada
NC a dose após a sessão
(VO) 12/12h habitual a cada 24h 24h
450
Ajustes das doses dos Antimicrobianos para Crianças com Insuficiência Renal de acordo com o Clearance de
Creatinina
CLEARANCE 50 CORREÇÃO APÓS
DROGA DOSE HABITUAL CLEARANCE 10 -50 CLEARANCE < 10
- 80 HEMODIALISE
ClCr 30-50:não
7,5mg/kg/dose de requer ajuste
CLARITROMICINA NC 4mg/kg a cada 24h 4mg/kg a cada 24h
12/12h ClCr 10-29: 4mg/kg
a cada 12h
VO: 3,3-10mg/kg/
dose de 6/6 ou 8/8h NÃO REQUER AJUSTE
CLINDAMICINA ---
EV: 6,7-10mg/kg/
dose de 6/6 ou 8/8h
12,5-25 mg/kg/dose
CLORANFENICOL NÃO REQUER AJUSTE ---
de 6/6h
16.666-25.000 UI/ 25.000 UI/kg de 25.000 UI/kg de 25.000 UI/kg de 16.666 UI/kg após
COLISTINA
kg/dose de 8/8h 12/12h 24/24h 36/36h HD
2-6 anos: 10mg/kg/
dose 1x/dia ClCr 30-50:NC 4mg/kg a cada 48h
DAPTOMICINA NC ClCr 10-29: 4mg/kg 4mg/kg a cada 48h Nos dias de HD fazer
> 6 anos: 4-6mg/kg/ a cada 24h a dose após a sessão
dose 1x/dia
1-4mg/kg/dose de
DOXICICLINA NC NC 1mg/kg a cada 12h 1mg/kg a cada 12h
12/12 ou 24/24h
7,5-16,7mg/kg/ dose
50% da dose habitual Dose como para ClCr
ERITROMICINA de 6/6 ou 8/8h NC NC
a cada 6h < 10
(30-50mg/kg/dia)
ClCr 30-50: NC Se dose foi há menos
ERTAPENEM
15mg/kg/dose de ClCr < 30: 50% da 50% da dose habitual de 6h da HD, fazer
Sem dados para NC
12/12h dose habitual a cada a cada 24h 15% da dose habitual
crianças
24h após HD
451
Ajustes das doses dos Antimicrobianos para Crianças com Insuficiência Renal de acordo com o Clearance de
Creatinina
CLEARANCE 50 CORREÇÃO APÓS
DROGA DOSE HABITUAL CLEARANCE 10 -50 CLEARANCE < 10
- 80 HEMODIALISE
FOSFOMICINA 2g dose única NÃO REQUER AJUSTE ---
ClCr 30-50: 1-2,5
mg/kg/dose a cada
Dose tradicional
1-2,5mg/kg/dose 12-18h 1-2,5 mg/kg/dose a
1-2,5mg/kg/dose de 2mg /kg após HD
a cada 8-12h ClCr 10-29: 1-2,5 cada 48-72h
8/8h
mg/kg/dose a cada
18-24h
ClCr>60: não
GENTAMICINA
requer ajuste
ClCr 40-60: 3-7,5
Dose única diária mg/kg a cada ClCr<20: não recomendado o esquema de DUD.
3-7,5mg/kg a cada 24h 36h Preferir dose tradicional
ClCr 20-40: 3-7,5
mg/kg a cada
48h
ClCr 30-50: 7,5-12,5
15-25mg/kg/dose de 7,5-12,5mg/kg a mg/kg a cada 8h 7,5-12,5mg/kg a cada 7,5-12,5mg/kg/dose
IMIPENEM
6/6h cada 6-8h ClCr 10-29: 7,5-12,5 24h após a HD
mg/kg a cada 12h
≤ 5 anos: 5-10mg/
kg/dose de 12/12h
5-10mg/ kg a cada 5-10mg/ kg a cada 5-10mg/ kg a cada
LEVOFLOXACINO NC
24h 48h 48h
> 5 anos: 5-10mg/
kg/dose 1x/dia
3,3-10 mg/kg/dose de Dose habitual a cada Dose habitual a cada
LINCOMICINA NC
8/8h ou 12/12h 12h 24h
452
Ajustes das doses dos Antimicrobianos para Crianças com Insuficiência Renal de acordo com o Clearance de
Creatinina
CLEARANCE 50 CORREÇÃO APÓS
DROGA DOSE HABITUAL CLEARANCE 10 -50 CLEARANCE < 10
- 80 HEMODIALISE
LINEZOLIDA 10mg/kg dose de 8/8h NÃO REQUER AJUSTE 10mg/kg de 12/12h
ClCr 30-50: 20-40
mg/kg/dose a cada 10-20mg/kg/dose a
20-40mg/kg/dose de 12h 10-20mg/kg/dose a cada 24h
MEROPENEM NC
8/8h ClCr 10-29: 10-20 cada 24h Nos dias de HD fazer
mg/kg/dose a cada a dose após a sessão
12h
7,5mg/kg/dose de 6/6
METRONIDAZOL NC NC 4mg/kg/dose de 6/6h 4mg/kg/dose de 6/6h
ou 8/8h
2mg/kg/dose de Dose habitual após
MINOCICLINA NÃO REQUER AJUSTE
12/12h HD
MOXIFLOXACINO Não liberado para crianças
1,25-1,75mg/kg/ dose
NITROFURANTOÍNA NC EVITAR USO SE ClCr <50 ---
de 6/6h
10-15mg/kg/dose de Dose habitual a cada Dose habitual a cada
NORFLOXACINO NC --
12/12h 24h 24h
7,5mg/kg/dose de 7,5mg/kg a cada
OFLOXACINO NC 7,5mg/kg a cada 48h 7,5mg/kg a cada 48h
12/12h 24h
25-50mg/kg/dose de
OXACILINA NÃO REQUER AJUSTE ---
4/4 ou 6/6h
Dose diária como
25.000-100.000
75% da dose 20-50% da dose para ClCr< 10
PENICILINA G Ui/kg/dose de 4/4 ou NC
habitual de 6/6h habitual de 6/6h Nos dias de HD fazer
6/6h
a dose após a sessão
453
Ajustes das doses dos Antimicrobianos para Crianças com Insuficiência Renal de acordo com o Clearance de
Creatinina
CLEARANCE 50 CORREÇÃO APÓS
DROGA DOSE HABITUAL CLEARANCE 10 -50 CLEARANCE < 10
- 80 HEMODIALISE
6,25-16,7mg/kg/ dose
PENICILINA V NÃO REQUER AJUSTE ----
de 6/6 ou 8/8h
ClCr 30-50: 35-50 50-75mg/kg a cada
80-100 mg/kg/ dose
PIPERACILINA – mg/kg a cada 6h 12h
de 6/6 ou 8/8h NC 35-50mg/kg a cada 8h
TAZOBACTAM ClCr<20: 35-50 Nos dias de HD fazer
mg/kg a cada 8h a dose após a sessão
ClCr>20: NC
<2 anos: 7.500-20.000
ClCr <20: 3.750-6.250
UI/kg/dose de 12/12h 1.125-
UI/kg/dose de 12/12h
POLIMIXINA B NC 1.875UI/kg/dose de Não faz
>2 anos: 7.500-12.500 12/12h
Alguns autores
UI/kg/dose de 12/12h
sugerem não corrigir
QUINOPRUSTIN- 7,5mg/kg/dose de
NÃO REQUER AJUSTE
DALFOPRISTIN 8/8h
ClCr< 30: 50% da
dose diária habitual
dividida a cada 12-24h
50% da dose diária
4-6mg/kg/dose de
habitual dividida a
TMP de 12/12h Pneumocistose: Dose diária como
cada 12-24h
SULFAMETOXAZOL- NC ClCr 30-50: 5-7,5 mg/ para ClCr< 10
Pneumocistose: 5-
TRIMETOPRIM Pneumocistose: kg/dose de TMP a cada Nos dias de HD fazer
10mg/kg/dose de
5mg/kg/dose de TMP 8h a dose após a sessão
TMP a cada 24h
de 6/6 ou 8/8h ClCr10-30: 5-10 mg/
kg/dose de TMP a cada
12h
454
Ajustes das doses dos Antimicrobianos para Crianças com Insuficiência Renal de acordo com o Clearance de
Creatinina
CLEARANCE 50 CORREÇÃO APÓS
DROGA DOSE HABITUAL CLEARANCE 10 -50 CLEARANCE < 10
- 80 HEMODIALISE
Nos dias de HD fazer
a dose como para
TEICOPLANINA 6mg/kg dose 1x/dia NC 6 mg/Kg a cada 48h 6 mg/Kg a cada 72h
ClCr<10 após a
sessão
TIGECICLINA Não liberada pra crianças
455
Ajustes das doses dos Antimicrobianos para Crianças com Insuficiência Renal de acordo com o Clearance de
Creatinina
Monitorização da Vancocinemia:
Objetivo:
- Manter o nível sérico no vale > 10mcg/dl para evitar surgimento de resistência
- Reduzir risco de nefrotoxicidade
- Infecções graves por S. aureus com MIC ≤ 1 (bacteremia, endocardite, meningite, osteomielite, pneumonia e mediastinite)
requerem nível sérico no vale entre 15-20 mcg/dl (em infecções com MIC ≥ 2 preferir outra droga à Vancomicina)
Colher no estado de equilíbrio - Antes da administração da 4ª dose
Indicações de Monitorização:
- Uso concomitante de outras drogas nefrotóxicas (ex: Aminoglicosídeos, Anfotericina, Polimixina)
- Tempo de tratamento superior a 7 dias
- Infecções que requeiram nível sérico no vale entre 15-20 mcg/dl
- Função renal instável (alterações de 50% do valor da creatinina para mais ou para menos em intervalo de 24-48h)
- Insuficiência renal e pacientes em diálise
- Obesos mórbidos
- Recém nascidos
Frequência de Monitorização:
- Paciente estável e função renal normal: a cada 7 dias
- Pacientes com função renal alterada ou instabilidade clínica: 2 vezes por semana
Concentração sérica no Vale Ajuste na dose Próxima dosagem
< 10 mcg/dl Diminuir o intervalo entre as doses: Antes da 4a dose do novo esquema
Se dose a cada 48hè passar a cada 24h
Se dose a cada 24hè passar a cada 12h
Se dose a cada 12hè passar a cada 8h
Se dose a cada 8hè passar a cada 6h
10-20 mcg/dl Sem alterações Paciente estável e função renal normal: a cada 7 dias
Pacientes com função renal alterada ou instabilidade
clínica: 2-3 vezes por semana
20-30 mcg/dl Diminuir a dose em 50% mantendo o intervalo Antes da 4a dose do novo esquema
>30 mcg/dl Suspender a próxima dose e reduzir as doses Antes da 4a dose do novo esquema
subsequentes em 50%.
456
Ajustes das doses dos Antimicrobianos para Crianças com Insuficiência Renal de acordo com o Clearance de
Creatinina
ANTIFÚNGICOS
CLEARANCE CLEARANCE 10 - CLEARANCE CORREÇÃO APÓS
ANTIMICROBIANO DOSE NORMAL
50 - 80 50 < 10 HEMODIALISE
ANIDULAFUNGINA 0,75-1,5mg/kg 1x/dia NÃO REQUER AJUSTE
ANFOTERICINA B
3mg/kg 1x/dia NÃO REQUER AJUSTE
LIPOSSOMAL
ANFOTERICINA B
0,7-1mg/kg 1x/dia NÃO REQUER AJUSTE
DEOXICOLATO
70mg/m2 (ataque)
CASPOFUNGINA 50mg/m2 NÃO REQUER AJUSTE
(manutenção) 1x/dia
CETOCONAZOL 5-10mg/kg 1x/dia NÃO REQUER AJUSTE
ClCr 30-50: dose Dose habitual a cada
25-37,5mg/kg/dose habitual a cada 8h Dose habitual a 24h
FLUCITOSINA NC
de 6/6h ClCr 10-29: dose cada 24h Nos dias de HD fazer a
habitual a cada 12h dose após a sessão
50% da dose habitual
3-12mg/kg 1x/dia 50% da dose
50% da dose habitual a cada 48h
FLUCONAZOL dependendo da gravidade NC habitual a cada
a cada 24h Nos dias de HD fazer a
e sítio da infecção 48h
dose após a sessão
ITRACONAZOL 3-10mg/kg 1x/dia NÃO REQUER AJUSTE --
458
Ajustes das doses dos Antimicrobianos para Crianças com Insuficiência Renal de acordo com o Clearance de
Creatinina
CLEARANCE 50 CLEARANCE CLEARANCE CORREÇÃO APÓS
ANTIMICROBIANO DOSE NORMAL
- 80 10 -50 < 10 HEMODIALISE
CrCl ≥ 1.6 ml/min/kg de peso: 60 mg/kg a cada 8h
CrCl 1.5 ml/min/kg de peso: 56.5 mg/kg a cada 8h
CrCl 1.4 ml/min/kg de peso: 53 mg/kg a cada 8h
CrCl 1.3 ml/min/kg de peso: 49.4 mg/kg a cada 8h
CrCl 1.2 ml/min/kg de peso: 45.9 mg/kg a cada 8h
CrCl 1.1 ml/min/kg de peso: 42.4 mg/kg a cada 8h
60mg/kg/dose de 8/8h CrCl 1 ml/min/kg de peso: 38.9 mg/kg a cada 8h
FOSCARNET
(indução) CrCl 0.9 ml/min/kg de peso: 35.3 mg/kg a cada 8h
CrCl 0.8 ml/min/kg de peso: 31.8 mg/kg a cada 8h
CrCl 0.7 ml/min/kg de peso: 28.3 mg/kg a cada 8h
CrCl 0.6 ml/min/kg de peso: 24.8 mg/kg a cada 8h
CrCl 0.5 ml/min/kg de peso: 21.2 mg/kg a cada 8h
CrCl 0.4 ml/min/kg de peso: 17.7 mg/kg a cada 8h
459
Ajustes das doses dos Antimicrobianos para Crianças com Insuficiência Renal de acordo com o Clearance de
Creatinina
CLEARANCE 50 CLEARANCE CLEARANCE CORREÇÃO APÓS
ANTIMICROBIANO DOSE NORMAL
- 80 10 -50 < 10 HEMODIALISE
ClCr 30-50: 20
mg/kg a cada
10mg/kg a cada 24h
12h 10mg/kg a cada
VALACICLOVIR 20mg/kg a cada 8h NC Nos dias de HD fazer a
ClCr 10-29: 20 24h
dose após a sessão
mg/kg a cada
24h
520mg/m2/dose de
VALGANCICLOVIR 7 X Superfície Corporal X ClCr= mg/dose de 12/12h
12/12h (indução)
Crianças:
VO: 180mg/m2/dose de
12/12h
EV: 120mg/m2/dose de
EV:
6/6h
ZIDOVUDINA NC NC 50% da dose a
RNs:
VO: 4mg/kg/dose de cada 8h
12/12h
EV: 1,5mg/kg/dose de
6/6h
ANTIPARASITÁRIOS
CLEARANCE 50 CLEARANCE CLEARANCE CORREÇÃO APÓS
ANTIMICROBIANO DOSE NORMAL
- 80 10 -50 < 10 HEMODIALISE (HD)
PIRIMETAMINA 1mg/kg 1x/dia NÃO REQUER AJUSTE
25mg/kg/dose de
SULFADIAZINA NC 50% dose diária 25% dose diária
12/12h
460
Ajustes das doses dos Antimicrobianos para Crianças com Insuficiência Renal de acordo com o Clearance de
Creatinina
TUBERCULOSTÁTICOS
CLEARANCE 50 CLEARANCE CLEARANCE CORREÇÃO APÓS
ANTIMICROBIANO DOSE NORMAL
- 80 10 -50 < 10 HEMODIALISE
ClCr 30-50: NC Dose habitual a cada
ClCr 10-29: dose Dose habitual a 48h
ETAMBUTOL 20mg/kg 1x/dia NC
habitual a cada cada 48h Nos dias de HD fazer a
36h dose após a sessão
ClCr 30-50: 7,5
mg /kg a cada
24h 7,5mg/kg a
ESTREPTOMICINA 20-40mg/kg 1x/dia NC 7,5mg/kg a cada 72-96h
ClCr 10-29: 7,5 cada 72-96h
mg /kg a cada
48h
Nos dias de HD fazer a
ISONIAZIDA 10-15mg/kg 1x/dia NÃO REQUER AJUSTE
dose após a sessão
ClCr 10-29: 30- 30-40mg/kg 3x/semana
30-40mg/kg
PIRAZINAMIDA 30-40mg/kg 1x/dia NC 40mg/kg Nos dias de HD fazer a
3x/semana
3x/semana dose após a sessão
RIFAMPICINA 10-20mg/kg 1x/dia NÃO REQUER AJUSTE
Antibiótico Recomendação
Aminoglicosídeos Peso corrigido. Fator de
correção 0,4
Ampicilina Não requer ajuste de dose
Penicilina G
Meropenem
Ertapenem
Linezolida
Tigeciclina
Ampicilina-Sulbactam Peso corrigido. Fator de
Cefepime correção 0,3
Cefotaxima
Ceftriaxona
Ceftazidima Basear no Clearance de
Cefuroxima Creatinina
Levofloxacina
Piperacilina-Tazobactam Basear no diagnóstico e no
Clearance de Creatinina
Ciprofloxacina Peso corrigido. Fator de
correção 0,45
Eritromicina Dose baseada no peso IDEAL
Aciclovir
Polimixina B
Sulfonamidas (ex: SMX-TMP)
Drogas para tratamento de Tb
Anfotericina B Dose baseada no peso ATUAL
Daptomicina
Vancomicina
Fluconazol 1200mg/dia para infecções
graves
Azitromicina Sem informações
Clindamicina
Metronidazol
Em geral:
− Antibióticos Hidrofílicos: utilizar peso ideal
463
Peso Ideal:
Referencias:
1. Siu, D. “Weighing In” on Antibiotic Dosing in Obese Patients.
Drug Therapy Topics 2006; Vol 35 No 3
2. Wurtz, R. Antimicrobial Dosing in Obese Patients. Clinical
Infectious Diseases 1997;25:112–8
464
Uso de Antimicrobianos durante a Amamentação
Sempre que possível escolher aqueles que apresentam menor passagem para o leite materno ou aqueles que passam para o leite, mas não afetam o
lactente quando usados em doses terapêuticas.
No caso dos antibióticos, a principal preocupação é a alteração da flora intestinal da criança, levando à diarreia e monilíase além da interferir na
interpretação dos resultados de culturas do lactente.
ANTIBIÓTICOS
Uso compatível com a amamentação
Acido Pipemídico Claritromicina Ofloxacina
Amicacina Clindamicina Oxacilina
Amoxicilina Eritromicina Penicilina
Amoxicilina/Clavulanato Ertapenem Piperacilina/Tazobactan
Ampicilina Fosfomicina Polimixina B
Ampicilina/Sulbactan Gentamicina Roxitromicina
Azitromicina Imipenem Teicoplanina
Aztreonam Lincomicima Ticarcilina
Carbenicilina Moxifloxacina Vancomicina
Cefalosporinas
Uso criterioso durante a amamentação. Comentários
Acido Nalidíxico Observar anemia hemolítica e icterícia no lactente, sobretudo se portador de deficiência de G6PD.
Ciprofloxacina Excretada para o leite materno em quantidades elevadas. Relato de colite pseudomembranosa em um lactente
Daptomicina Sem dados sobre segurança na lactação. Excreção para o leite materno improvável
Doxiciclina Meia-vida longa. Possibilidade de manchas nos dentes
Levofloxacina Sem dados sobre segurança na lactação. Observar diarréia no lactente Evitar amamentação 4-6 h após a dose
Lomefloxacina Sem dados sobre segurança na lactação.
Uso criterioso durante a amamentação. Comentários
Meropenem Sem dados sobre segurança na lactação. Excreção para o leite materno provável pelo baixo peso molecular
Metronidazol A maioria dos estudos não relatou efeitos colaterais nos lactentes. Observar perda de apetite, vômitos e diarréia. Quando administrado
na dose única de 2g VO, recomenda-se suspender a amamentação por 24 horas.
Minociclina Uso por período <3 semanas compatível com o aleitamento, pois níveis da droga no leite materno são baixos e a absorção é inibida pelo
cálcio do leite
465
Uso criterioso durante a amamentação (continuação)
Nitrofurantoína. Uso criterioso durante a amamentação de crianças pré-termo, < 1 mês, com hiperbilirrubinemia e/ou deficiência de G6PD
Norfloxacina Excretada para o leite em pequenas quantidades. Observar diarréia no lactente
Quinupristina-dalfopristina Sem dados sobre segurança na lactação. Excreção para o leite materno improvável.
Sulfadiazina Sem dados sobre segurança na lactação.
Sulfametoxazol/ Trimetoprim Compatível com a amamentação em crianças nascidas a termo com mais de 1 mês de vida. Evitar em mães de RN
com hiperbilirrubinemia, prematuros ou lactentes com deficiência de G-6-PD. Observar hemólise e icterícia no lactente.
Tetraciclinas Uso por curto período (até 10 dias) compatível com o aleitamento porque os níveis da droga no leite materno são baixos e a absorção
pelo lactente é inibida pelo cálcio do leite
Tigeciclina Sem dados sobre segurança na lactação.
Tobramicina Não há dados sobre transferência para o leite materno, mas a excreção deve ser insignificante como os demais aminoglicosídeos
Totalmente Contra indicados
Cloranfenicol A droga é secretada no leite materno, apesar da sua concentração no leite não ser suficiente para causar a síndrome do bebe cinzento
podem ocorrer: vômitos, distensão abdominal e letargia em lactentes amamentados. Teoricamente há risco de depressão de medula óssea, mas essa
condição nunca foi relatada associada à ingestão da droga por meio do leite materno. Observar discrasias sanguíneas, anemia aplástica e icterícia no
lactente Evitar principalmente em mães de recém-nascidos.
Linezolida Não há dados sobre segurança para uso durante o período da lactação. Relato de mielossupressão em animais e trombocitopenia em
adultos
TUBERCULOSTÁTICOS
ANTIFÚNGICOS
ANTIVIRAIS
ANTIPARASITÁRIOS E ANTI-HELMÍNTICOS
467
Uso criterioso durante a amamentação. Comentários
Ivermectina: Não há efeitos adversos relatados em lactentes. Pico de concentração no leite materno entre 4 e 6 horas após o uso
Secnidazol Sem dados sobre segurança na lactação.
Tiabendazol Sem dados sobre segurança na lactação.
468
Penetração dos Antimicrobianos no LCR
469
O LCR inflamado tem pH ácido, o que inibe a ação dos
Aminoglicosídeos e Claritromicina
Para os antibióticos hidrofílicos como Betalactâmicos e
Vancomicina, a penetração da droga é maior na meninge inflamada,
assim os corticoides por diminuírem a inflamação podem reduzir a
penetração do antimicrobiano no SNC
Antibioticoterapia Intraventricular
Indicações:
− Falha do antibiótico parenteral em esterilizar o LCR
− Germes MDR só sensíveis a drogas com baixa penetração no
SNC
− Quando a derivação não pode ser removida (reservatório de
Ommaya)
Antibiótico Dose
Vancomicina 5-20 mg/dia
A maioria dos estudos recomenda 10-
20mg/dia
Teicoplanina 5-40 mg/dia
Gentamicina 1-2 mg/dia em crianças
4-8 mg/dia para adultos
Tobramicina 5-20mg/dia
Amicacina 5-50 mg/dia (em geral 30mg/dia)
Polimixina B* 20-25.000 U/dia em crianças < 2anos
50.000 U/dia para crianças > 2 anos e
adultos
Colistina 10mg 1x/dia ou 5mg de 12/12h
Quinoprustin- 2-5mg/dia
Dalfoprustin
Anfotericina** 0,1-0,5 mg/dia
Observação: Este procedimento deve ser realizado apenas pelo
neurocirurgião. Após sua reconstituição de maneira estéril o
antimicrobiano é administrado lentamente sendo diluído no próprio
LCR
*Polimixina: fazer por 3-4 dias e após em dias alternados por pelo
menos 2 semanas
**Anfotericina: iniciar com 0,025 a 0,1 mg diluída em 5 mL de
solução glicosada a 10%, até atingir 0,5 a 1 mg duas a três vezes
por semana dependendo da tolerância do paciente e da evolução da
doença.
470
Profilaxias em Situações Clínicas
Situação Indicação Droga e Dose Alternativa
ITU em Crianças Crianças abaixo de 2-3 anos de idade Nitrofurantoína: Lactentes menores de 2 meses de
com malformações do trato urinário 1-2mg/kg 1x/dia (máximo idade:
e/ou refluxo vesico ureteral grau III 100mg/dia) Cefalexina:
aV Apenas em crianças > 6 meses 12,5 mg/kg/dose de 12/12 horas
SMX/TMP: (máximo 250 mg/dose )
2mg/kg/dose de TMP 1x/dia Maior seleção de germes resistentes
(máximo 150 mg/dia de TMP)
Apenas em crianças > 2 meses
Profilaxia de Doença Falciforme: Iniciar aos 3 Penicilina Benzatina: A cada 21 Amoxicilina 20mg/kg/dia 1x/dia
infecção meses de idade e manter até os 5 dias Em casos de alergia à Penicilina:
pneumocócica em anos de idade até 10kg: 300.000UI Eritromicina 20mg/kg/dose VO de
esplenectomia, de 10 a 25kg: 600.000UI 12/12h
asplenia ou doença Esplenectomia: Iniciar ≥25kg: 1.200.000UI
falciforme imediatamente após a cirurgia Penicilina V: Diariamente
Manter por 3 anos após a <15kg: 125mg de 12/12h
esplenectomia ou até a idade de 5 de 15 a 25kg: 250mg de 12/12h
anos ≥25 kg: 500mg de 12/12h
Oftalmia neonatal Nitrato de prata a 1% ou As crianças nascidas de mães com doença gonocócica não tratada devem
Aplicar na primeira Colírio de eritromicina a 0,5% ou receber Ceftriaxona 25 a 30 mg/kg ou Cefotaxima 100 mg/kg, dose única
hora após o Colírio de Tetraciclina a 1%. IM, além da profilaxia local
nascimento
Doença Profilaxia de doenças bacterianas SMX/TMP 5mg/kg/dia de TMP de 12/12h diariamente pelo resto da vida.
Granulomatosa invasivas: (Máximo 320mg/dia)
Crônica Alérgicos à Sulfa: TMP como único agente ou Cefalosporinas de 1ª geração.
Profilaxia de Aspergilose Itraconazol
– < 50kg 100mg/dia 1x/dia
– ≥ 50 kg: 200mg/dia 1x/dia
A cápsula do Itraconazol deve ser ingerida inteira, jamais dividida ou diluída
471
Profilaxias em Situações Clínicas
Situação Indicação Droga e Dose
Pneumocistose Pacientes com HIV: SMX/TMP:
− Lactentes de 6 semanas até 1 ano de idade com infecção pelo HIV Crianças: 150 mg/m2/dia ou 5 mg/
comprovada ou indeterminada independente da contagem de CD4 kg/dia de 12/12h de TMP, 3 vezes/
− Crianças de 1-5 anos com CD4 <500 ou 15% semana
− Pacientes > 5 anos com CD4 <200 ou 15% Máximo: 160mg de TMP/dose
PBE em cirróticos Após primeiro episódio de PBE, Norfloxacina 400mg 1x/dia SMX/TMP 800mg SMX/160mg TMP
sangramento TGI ou ascite com De 12/12h quando em vigência de (1cp F) 1x/dia ou de 12/12h se em
proteína < 1g/dL sangramento agudo vigência de sangramento agudo
474
Profilaxias em Situações Clínicas
Situação Indicação Droga e Dose Alternativa
Endocardite - Procedimentos dentários que envolvam SEMPRE DOSE ÚNICA Pacientes alérgicos às Penicilina:
Bacteriana manipulação do tecido gengival, região Amoxicilina: 50mg/kg /dose, Clindamicina: 20mg/kg VO, IM ou EV,
Guideline AHA 2007 periapical do dente ou perfuração da VO, 30-60 min antes do 1 hora antes do procedimento
mucosa oral procedimento (Adultos: 600mg/dose )
Ver afecções - Procedimentos com incisão ou biópsia Adultos: 2g/dose Cefalexina: 50mg/kg /dose, VO, 30-60
cardíacas de risco da mucosa respiratória (ex Ampicilina: 50 mg/kg/dose, min antes (Adultos: 2g/dose)
abaixo amigdalectomia, adenoidectomia) IM ou EV, 30 min antes do Cefazolina: 50mg/kg /dose IM ou EV,
- Procedimentos em pele ou partes procedimento 30 min antes (Adultos:1g/dose)
moles infectados Adultos: 2g/dose
Situações de Risco Situações SEM Risco Aumentado
− Endocardite bacteriana prévia − Outras malformações cardíacas congênitas (PCA, CIV, CIA, CoAo, válvula
− Prótese valvar aórtica bicúspide)
− Cardiopatia congênita cianótica incluindo shunts paliativos − Disfunção valvular adquirida (ex: reumática)
− Cardiopatia congênita reparada com material protético há menos de − Prolapso de válvula mitral com ou sem regurgitação
6 meses − Cirurgia de artéria coronariana com by-pass
− Cardiopatia congênita reparada com defeito residual adjacente ao − Sopro funcional ou fisiológico
local do material protético − Doença de Kawasaki prévia
− Após Tx cardíaco que desenvolve valvopatia − Marca-passo cardíaco ou implante de desfibrilador
Febre Reumática Iniciar ao diagnóstico, duração: ver Penicilina Benzatina: a cada Pacientes alérgicos a Penicilina:
Profilaxia quadro abaixo 21 dias Sulfadiazina:
secundária < 20 kg: 600.000 U < 30kg: 500mg 1x/dia
≥ 20 kg: 1.200.000 U ≥ 30kg: 1g 1x/dia
Diretrizes Brasileiras Penicilina V: Alérgicos a Penicilina E Sulfa:
para o Diagnóstico, 250 mg de 12/12h diariamente Eritromicina: 250mg VO de 12/12h
tratamento e Categoria Duração
prevenção de Febre FR sem cardite prévia Até 21 anos ou 5 anos após o último surto, o que cobrir maior período
Reumática 2009 FR com cardite prévia, com resolução da Até 25 anos ou 10 anos após o último surto, o que cobrir maior período
lesão valvar ou apenas insuficiência mitral
leve residual
Lesão valvar residual moderada a severa Até os 40 anos ou por toda a vida
Apos cirurgia valvar Por toda a vida
475
Profilaxias em Situações Clínicas
Situação Indicação Droga e Dose Alternativa
Estreptococo do Início de Trabalho de parto E: Penicilina cristalina: 5 milhões Pacientes Alérgicos à Penicilina:
grupo B em a) Colonização pelo SGB na gestação UI dose de ataque e 2,5milhões Cefazolina 2g dose de ataque e 1g
gestantes atual de 4/4h até o parto de 8/8h até o parto (quando não se
b) RN anterior infectado pelo SGB Ampicilina 2g dose de ataque e 1g tratar de hipersensibilidade tipo I)
Iniciar no início do c) Bacteriúria assintomática ou ITU por de 4/4h até o parto Clindamicina 900 mg de 8/8h até o
trabalho de parto ou SGB em qualquer momento da parto
no momento da gestação atual mesmo que tratada e Vancomicina 1g de 12/12h até o
ruptura das com urocultura controle ou swab parto apenas em caso de resistência
membranas e manter negativos do SGB à Clindamicina
até o nascimento. d) Cultura desconhecida ou não
Para ser considerada realizada nas seguintes situações:
adequada, a profilaxia − Trabalho de parto prematuro ou
deve ser feita por amniorrexe com IG < 37 semanas
pelo menos 4h antes − Ruptura de membranas ≥18h
do nascimento − Temperatura materna intraparto
≥38°C
Profilaxia não Indicada:
− Swab colhido nas últimas 5 semanas
com resultado negativo mesmo na
presença de fatores de risco
− Colonização ou bacteriúria pelo SGB
em gestação anterior sem
acometimento do RN
− Parto Cesáreo realizado antes do
início do trabalho de parto em
gestantes com as membranas
íntegras, independente da idade
gestacional e da presença ou não de
colonização
476
477
Indíce Remissivo:
Abscesso Cerebral...................................................................... 47
Abscesso periamigadaliano e retrofaríngeo ......................................6
Ação das Insulinas ...................................................................246
Acidentes com pérfuro cortantes............................................... 277
Ajustes na Insuficiência Renal ...................................................448
Alergia à Penicilina ..................................................................420
Amebíase Hepática ....................................................................97
Aminoglicosídeos Inalatórios .....................................................409
Análise do líquido pleural........................................................... 33
Anemia Ferropriva ...................................................................376
Animais Peçonhentos – Apostila Dra Palmira ...............................267
Antibióticos em Obesos ............................................................463
Antibioticoterapia Intraventricular .............................................469
Anticoagulação....................................................................... 296
Antifúngicos Azólicos e Equinocandinas...................................... 424
Antimicrobianos em Neonatologia............................................. 436
Antimicrobianos na Amamentação............................................ 465
Antimicrobianos na Doença Hepática......................................... 462
Antiparasitários ........................................................................96
Antitérmicos.............................................................................. 3
Artrite Séptica......................................................................... 59
Aspergilose Invasiva .............................................................. 128
Avaliação da Desidratação....................................................... 225
Avaliação da Pressão Arterial ...................................................222
Avaliação de Toxemia- Escala de Yale ...........................................1
Avaliação do Estado Nutricional................................................ 364
Avaliação do LCR .....................................................................43
Avaliação do Queimado........................................................... 260
Avaliação do Raio X de Tórax .....................................................31
Bacteriúria Assintomática.......................................................... 90
Boletim de Silverman Andersen (BSA)....................................... 326
Calendários Vacinais Ministério da Saúde.................................. 177
Calendários Vacinais Sociedade Brasileira de Pediatria................ 179
Canal Familiar........................................................................ 353
Candidemia Neonatal............................................................... 122
Capacidade Gástrica ................................................................364
Capurro Somático.....................................................................329
Causas de atividade elétrica sem pulso....................................... 216
Causas de febre de etiologia não-infecciosa..................................... 2
Celulites Periorbitárias................................................................ 12
Cetoacidose Apostila Dra Palmira............................................... 246
Choque.................................................................................. 216
CIVD..................................................................................... 298
478
Classificação da Crise de Asma................................................. 287
Classificação da Gravidade da asma............................................287
Classificação das Bactérias........................................................ 102
Classificação das Cirurgias pelo risco de Infecção......................... 160
Classificação dos Fungos.......................................................... 117
Clearance Creatinina em Adultos............................................... 207
Clearance de Creatinina em Crianças......................................... 448
Clorexidinas ...........................................................................164
Coagulopatias......................................................................... 298
Coleta Microbiológica..................................................................99
Composição das Fórmulas Infantis............................................. 364
Composição das Soluções para Hidratação.................................. 227
Composição de perdas anormais............................................... 235
Constipação Intestinal............................................................. 378
Contraindicações de Aminoglicosídeos em DUD........................... 417
Convulsão Febril..................................................................... 256
Convulsões no Período Neonatal................................................327
Coqueluche............................................................................. 35
Corticosteroides Tópicos.......................................................... 398
Corticoterapia........................................................................ 398
Débito Urinário...................................................................... .207
Definição do tempo de jejum.................................................... 214
Dengue.....................................................................................72
Desidratação Hipernatrêmica e Hiponatrêmica............................. 225
Desmame do Corticoide........................................................... 398
Diabetes Insipidus....................................................................252
Diagnóstico Diferencial das Infecções Congênitas......................... 337
Diagnóstico Diferencial das obstruções de VAS............................ 287
Diagnóstico Diferencial entre VSR e Coqueluche.......................... 170
Diluição e infusão de Antimicrobianos........................................ 444
Distribuição dos Dermátomos................................................... 430
Diuréticos.............................................................................. 214
Doença de Kawasaki................................................................. 73
Doenças de Notificação Compulsória.......................................... 205
Doenças Exantemáticas............................................................. 67
Doses Benzodiazepínicos......................................................... 256
Doses de Antiácidos................................................................ 378
Doses de Antibióticos.............................................................. 409
Doses de Anticonvulsivantes.................................................... 256
Doses de Antieméticos/Pró cinéticos......................................... 378
Doses de Antifúngicos............................................................. 424
Doses de Antivirais................................................................. 430
Doses de Bactrim Profilático.................................................... 477
Doses dos Antihistamínicos...................................................... 311
Drogas de Infusão Contínua na Urgência.....................................219
479
ECG em distúrbios do potássio.................................................. 209
ECG na intoxicação digitálica..................................................... 210
Edema cerebral na Cetoacidose Diabética................................... 251
Efeitos Adversos dos Antivirais.................................................. 435
Eixo do ECG........................................................................... 211
Eletroforese de Proteínas......................................................... 146
Encefalites Virais...................................................................... 50
Encefalopatia Hepática............................................................. 295
Endocardite Infecciosa............................................................. 106
Enterocolite Necrotizante......................................................... 349
Escala de Glasgow para Crianças............................................... 254
Escolha da COT....................................................................... 207
Escolha do Laringo................................................................... 207
Escore para Bronquiolite........................................................... 208
Estadiamento Puberal.............................................................. 353
Estado de Mal Epilético ........................................................... 256
Estimativa de estatura para crianças com limitações físicas.......... 353
Estirão Puberal....................................................................... 353
Estomatites.............................................................................. 22
Faringoamigdalite Bacteriana................................................... 6; 11
Farmacodermias...................................................................... 306
Fatores que interferem na leitura do Pox..................................... 211
Febre......................................................................................... 1
Glomerulonefrite aguda pós-estreptocócica.................................. 381
Hemocomponentes Lavados, Irradiados e Leucorreduzidos............ 298
Hepatimetria........................................................................... 353
Hepatites virais........................................................................ 131
Hidratação Apostila Dra Palmira................................................. 227
Hipernatremia..........................................................................241
Hiperpotassemia.......................................................................241
Hipoglicemia........................................................................... 243
HIV em Crianças...................................................................... 135
Icterícia Neonatal..................................................................... 350
Imunodeficiências Primárias.......................................................140
Imunoglobulina Antirrábica....................................................... 195
Indicações de LCR na Convulsão Febril........................................... 4
Indicações de Quinolonas em Pediatria....................................... 409
Indicações de Transfusão de Concentrado de Hemácias................. 298
Indicações de transfusão de plaquetas........................................ 299
Indicações de Tratamento de Varicela e Herpes Zoster.................. 433
Índice cardio torácico............................................................... 212
Indutores de hemólise em deficiência de G6PD............................ 402
Infecção Hospitalar pelo Vírus Sincicial Respiratório..................... 170
Infecção Hospitalar por Coqueluche............................................170
Infecção Hospitalar por Varicela................................................ 174
480
Infecção pelo EBV..................................................................... 15
Infecção pelo Estrepto B em Gestantes....................................... 334
Infecção Urinária....................................................................... 85
Infecções de Cateter................................................................ 149
Infecções de pele e partes moles................................................. 62
Infecções por Candida.............................................................. 119
Infecções Respiratórias Altas........................................................ 5
Influenza.................................................................................. 16
Ingestão de Corpo Estranho...................................................... 287
Insuficiência Adrenal................................................................ 402
Insuficiência Respiratória.......................................................... 207
Interpretação da Gasometria..................................................... 244
Intervalo entre Imunoglobulinas e Hemoderivados X Vacina
Sarampo................................................................................ 204
Intoxicação hídrica X Intoxicação Salina..................................... 252
Intoxicações Exógenas............................................................. 263
Laringites Agudas.................................................................... 292
Limites inferior da pressão arterial............................................. 207
Linfadenites Cervicais................................................................ 76
Linfohistiocitose Hemofagocítica................................................ 147
Lipidograma............................................................................ 353
Manejo do TCE Leve................................................................. 255
Metemoglobinemia................................................................... 263
Necessidades nutricionais.......................................................... 364
Neurocisticercose....................................................................... 97
Neurocriptococose.................................................................... 123
Nutrição Parenteral ................................................................. 405
Osteomielite.............................................................................. 60
Otite Média Aguda.................................................................... 7; 8
Papa de Epstein....................................................................... 364
Paracentese............................................................................ 312
Paracoccidioidomicose.............................................................. 126
Penetração dos Antimicrobianos no LCR...................................... 469
Percentis de Pressão Arterial..................................................... 222
Peritonite Bacteriana Espontânea.............................................. 295
Peso para Idade Gestacional......................................................323
Pneumonia Comunitária............................................................. 26
Pneumonia Hospitalar.............................................................. 156
Precauções e Isolamentos........................................................ 164
Pressão de Perfusão Cerebral.................................................... 216
Prevenção de infecção neonatal pelo Estreptococo do grupo B........334
Profilaxia Antimicrobiana após Mordeduras de Animais.................. 275
Profilaxia Cirúrgica em Pediatria................................................ 160
Profilaxia da Raiva........................................................... 195; 205
Profilaxia de infecção em fraturas expostas................................... 61
481
Profilaxia do Tétano.................................................................. 197
Profilaxia Endocardite............................................................... 471
Profilaxia Febre Reumática........................................................ 471
Profilaxia Pneumocistose........................................................... 471
Profilaxia pós-exposição a Hepatite A.......................................... 199
Profilaxia pós-exposição a Hepatite B.......................................... 200
Profilaxia pós-exposição a Varicela............................................. 197
Profilaxias Clínicas.................................................................... 471
Provas de Atividade Inflamatória – PCR e Procalcitonina.................... 4
Punção Intra óssea.................................................................. 319
Punção Lombar....................................................................... 312
Punção Pleural........................................................................ 317
Punção Supra Púbica............................................................... 316
Purpura Trombocitopênica Imune............................................. 403
Quimioprofilaxia dos Contactantes de Meningites Bacterianas......... 45
Reações Adversas da Anfotericina B.......................................... 428
Reações de Hipersensibilidade Gell e Coombs............................. 306
Reações Transfusionais........................................................... 298
Reações Vacinais –BCG........................................................... 182
Reações Vacinais –DPT............................................................ 183
Reações Vacinais –Influenza..................................................... 184
Reações Vacinais –Febre Amarela.............................................. 186
Reações Vacinais –SCR e varicela.............................................. 185
Reanimação Neonatal............................................................... 324
Regimes Restritos em Sódio...................................................... 381
Reposição de Eletrólitos............................................................ 235
Reposição de Fator nas Hemofilias.............................................. 304
Resistência Bacteriana Intrínseca............................................... 105
Risco Infeccioso Neonatal.......................................................... 330
SDRA- Síndrome do Desconforto Respiratório............................. 207
Sedação e Analgesia................................................................ 214
Selo de Cateter....................................................................... 153
Sensibilidade da Candida aos Antifúngicos.................................. 123
Sepse Neonatal Precoce........................................................... 330
Sífilis Congênita..................................................................... 338
Síndrome do Choque Tóxico....................................................... 64
Síndrome Mononucleose Like ......................................................14
Síndrome Nefrótica.................................................................. 395
Síndrome pós Acidótica............................................................ 246
Sinusite Aguda........................................................................ 7; 9
SRIS...................................................................................... 207
SSIHAD.................................................................................. 252
Superinfestação por Áscaris........................................................ 97
Suplementação Corticoides em Situações Estresse........................ 398
Técnicas de Exame Parasitológico................................................ 95
482
Tempo crítico de chegada de materiais ao laboratório microbiologia.. 99
Teste do Coraçãozinho...............................................................328
Toxi-síndromes........................................................................ 263
Toxoplasmose Congênita........................................................... 343
Tratamento das Diarreias Infecciosas............................................ 91
Tratamento das Meningites Bacterianas.........................................41
Tratamento das Parasitoses em Pediatria...................................... 93
Tuberculose............................................................................ 111
Vacinação após TMO................................................................ 193
Vacinação do Prematuro........................................................... 181
Vacinação em Pacientes com Doenças de Base............................ 187
Volemia normal...................................................................... 298
Zoster de Face....................................................................... 432
483