Dentistica
3
1
Lesão paralisada
DENTISTICA III Equilíbrio do processo de
desmineralização e remineralização
DIAGNÓSTICOS DE LESÕES CARIOSAS Pode acontecer em qualquer estagio
Tecido mais resistente, sem necessidade
Diagnóstico: guia para a elaboração de decisões de intervenção
sobre os processos patológicos que podem sofrer Mancha branca: brilhante, tendência a
interferências. Identificar pacientes com a lesão ou desaparecer, discreta, distante da margem
pacientes de risco através dos sinais e sintomas. gengival, incorporação de pigmentos
Cavidade (dentina): consistência dura,
Objetivos: detectar a presença da lesão de cárie, marrom ou preto e aspecto seco
reconhecer a atividade da lesão e os estágios,
fase de reversibilidade, monitoramento e DE ACORDO COM A LOCALIZAÇÃO
remineralização das lesões, preservação de
estrutura dentaria Superfície oclusal:
Exame visual: superfície lisa e com boa Maior risco
iluminação. Na face oclusal utilizar a escova de Exame visual
Robinson e nas faces livres utilizar as taças de
borracha + o fio dental. A superfície deve estar Diagnostico problemático devido a anatomia
seca (o índice de refração do esmalte e do ar é
diferente, melhorando a visualização) Efeito do uso de fluoretos
Exame radiográfico: técnica interproximal para
SEQUÊNCIA DO EXAME CLÍNICO: detectar lesões clinicamente ocultas ao exame
clínico visual, auxiliar na estimativa da
1° quadrante, 2° quadrante, 3° quadrante, 4°
profundidade da lesão, método não invasivo,
quadrante, 18-28 e 38-48
possibilidade de arquivo. Limitações:
A utilização da sonda exploradora não é subestimação da lesão, não informa a atividade da
aconselhada pois pode comprometer a estrutura lesão, deve ser complementar ao exame visual,
dentaria e transferir microorganismos cariogênicos baixa validade para lesões incipientes
para outras superfícies. Só utilizar em lesões com
Em esmalte: mancha branca opaca, micro
cavidade para checar a consistência
cavidade, geralmente marrom claro
CLASSIFICAÇÃO DAS LE SÕES DE CÁRIE Lesão de cárie oculta (dentina): sem cavidade,
fissura escura, esmalte opaco, acinzentamento,
DE ACORDO COM A ATIVIDADE precisa de acesso
Sulcos escurecidos: podem ser poder lesão
LESÕES ATIVAS:
cariosa, pigmentação extrínseca, lesões
Lesão em progressão, desmineralização maior paralisadas devido ao selamento biológico
que a remineralização
Superfície proximal:
Mancha branca: opaca, superfície rugosa,
Difícil visualização
proximidade com áreas de biofilme, inflamação
gengival Progressão em dentina (alteração da cor dos
tecidos)
Cavidade (dentina): tecido amolecido, marrom e
com aspecto úmido Necessita de métodos complementares para
diagnostico (exame radiográfico e separação
LESÕES INATIVAS: temporária)
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Em esmalte: mancha branca, precisa de Lesões em esmalte: tratamento não
exame complementar invasivo, paralização da lesão e sem
Em dentina: tem alteração de cor cavidade (ex: aplicação de verniz
fluoretado)
Superfície radicular: Lesão em dentina: acumulo de biofilme,
proliferação de bactérias, nicho de
Lesões ativas: consistência amolecida,
estagnação, indicação de tratamento
próxima a margem gengival, biofilme,
invasivo
presença de sangramento e gengiva
inchada
CRITÉRIO DE DUREZA:
Lesões inativas: consistência dura e
brilhante, distante da margem gengival Remoção da dentina infectada: necrótica,
amolecida e desorganizada
CÁRIE SECUNDÁRIA OU RECORRENTE
Manutenção da zona desmineralizada
Lesão de cárie primária localizada a
margem de uma restauração Remoção de toda a dentina infectada (que
Geralmente é próximo a fenda marginal, apresenta tecido mole)
com pigmentação do tecido ao redor
Para os microorganismos residuais: selamento da
cavidade, com isso a bactéria tem restrição
REMOÇÃO DO TECIDO CARIADO
nutricional
PROGRESSÃO DA LESÃO EM DENTINA O ideal é preservar a estrutura dental e remover o
tecido infectado
Formação da cavidade
Invasão bacteriana na dentina Lesões muito profundas, remoção gradual:
Ambiente favorável remoção parcial da dentina amolecida para evitar
a exposição da popa (manutenção da parede de
Dificuldade de limpeza
fundo), remover parcialmente o tecido e selar
Proteção para microbiota
(paralisa a agressão e reduz a permeabilidade),
Estágios da progressão:
fazer a re-intervenção em 15-20 dias
1 ZONA DE DESTRUIÇÃO:
decomposição e necrose da dentina Tratamento expectante
2 ZONA DE PENETRAÇÃO: invasão dos
túbulos dentinários pelas bactérias TRATAMENTO MECÂNICO
3 ZONA DE DESMINERALIZAÇÃO: sem
penetração de bactérias Brocas esféricas lisas em baixa rotação,
com tamanho compatível com a lesão
Acesso a lesão: broca/ponta diamantada
em alta rotação
Prevenção de injurias ao tecido pulpar:
refrigeração constante, movimentos intermitentes,
controle da pressão, remoção apenas da dentina
infectada, em lesões de cárie oculta fazer o
tratamento expectante, manter a vitalidade pulpar,
inibir o processo carioso, reduzir a microinfiltração,
estimular a formação de dentina reacional
INTERVENÇÃO
Proteção pulpar:
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3
Cavidades rasas: material restaurador Cavidades Orientação da doença: frequência, ingestão de
médias: CIV + material restaurador carboidratos fermentados, substituição de
alimentos, consistência dos alimentos, horário de
Cavidades profundas: cimento de hidróxido de ingestão, diário alimentar
cálcio + CIV + material restaurador
Remoção dos focos infecciosos: extração dentária
Cavidades profundas com exposição pulpar: e de raízes residuais, tratamento endodôntico,
hidróxido de cálcio P.A + cimento de hidróxido de tratamento periodontal
cálcio + CIV + material restaurador
Remoção de nicho de retenção de biofilme:
ADEQUAÇÃO DO MEIO BUCAL cavidades abertas, restaurações erradas
Hoje prega-se a odontologia minimamente Selamento de lesões abertas
invasiva com objetivo de promover a saúde e
preservar o tecido dental sadio OCLUSÃO APLIACADA À DENTÍSTICA
RESTAURADORA
Tratar a doença é tão ou mais importante que
tratar a lesão
POSIÇÕES MANDIBULAR
O controle da doença é o inicio do tratamento, e
para isso é necessária a adequação do meio bucal Relação cêntrica (RC): posição do côndilo
independente do contato dental
Adequação do meio bucal: conjunto de Máxima intercuspidação habitual (MIH):
procedimentos que visam diminuir os níveis de posição que depende do contato dental. É
microrganismos cariogênicos, eliminar focos o que importa na dentistica
infecciosos, paralisar a doença e dar longevidade Relação de oclusão cêntrica (ROC):
a restauração coincidência da MIH e da RC
Anamnese: hábitos alimentares, higiene oral, MOVIMENTOS MANDIBULARES
doenças e medicamentos, determinar fatores de
risco 1. Lado de trabalho e de balanceio: no lado
de trabalho deve haver toque e no lado de
Exame clínico: higiene (biofilme), mucosas,
balanceio não, para não sobrecarregar
lesões, restaurações, determinar atividade e
2. Lateralidade (função em grupo): tem
experiencia de cárie
contato de caninos, pré-molares e molares
VANTAGENS DA ADEQUAÇÃO: 3. Latero-protrusão (guia canina): único
contato palatino/vestibular e incisal e
Controlar causas da doença desoclusão dos demais
Paralisa a progressão da lesão 4. Protrusão (guia anterior): contato na
Melhora as condições de higiene bucal palatina/vestibular e incisal dos dentes
Institui medidas preventivas anteriores e desoclusão dos posteriores
Condicionamento psicológico
Objetivo principal: promoção de saúde CONTATO OCLUSAL
PROCEDIMENTOS CLÍNICOS DA ADEQUAÇÃO Toque dos dentes antagonistas ao final dos
movimentos mandibulares:
Índice de higiene oral: controle do biofilme. Usar a
Contato oclusal cêntrico: fisiológico, estabilidade à
técnica de varredura se não tiver retração gengival
mandíbula no fechamento em MIH
ou inflamação na gengiva. Fazer profilaxia, utilizar
dentifrício fluoretado e escovação supervisionada Contato prematuro: não fisiológico, dificulta ou
impede o completo fechamento mandibular em
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4
MIH. É quando o paciente fala que a restauração Materiais: pinça muller e papel articular
está “alta” (carbono)
Ajuste oclusal de restaurações: pontas
Contato oclusal prematuro deflectivo: não
diamantadas, brocas multilaminadas,
fisiológico, dificulta ou impede o completo
chegar contatos antes da restauração:
fechamento da mandíbula em MIH. Desvio:
espaços para a restauração e contato na
instabilidade da mandíbula
interface dente/restauração
Desliza anterior: distal dos inferiores e mesial dos
PROTOCOLO
superiores
Antes e depois da restauração
Primeiro registro em MIH (abre e fecha):
1. Alinhado com os demais dentes
2. Infra-oclusão: falta de material
3. Supra oclusão sem desvio: ajuste
pontual
4. supra oclusão com deslizamento:
anterior, anterior à linha média e fora
da linha média
Deslize à linha média (direita/esquerda): vertente
lisa da cúspide funcional e triturante cúspide não supra oclusão com deslizamento (morder e
funcional esfregar):
1. Trajetória de deslizamento
2. Desgaste do contato que originou o
deslizamento
3. Marcar a lateralidade e protrusão,
corrigir qualquer interferência
4. Verificar contatos bilaterais em MIH
Registrar a MIH de novo
Desliza contrário à linha média: vertentes Em dentes anteriores: desgastar faces palatinas
triturantes de duas cúspides funcionais e/ou vestibular, guia canina e protrusão
CONSEQUÊNCIAS DA FALTA DE AJUSTE
Alterações endodônticas e dos tecidos de suporte.
Sensibilidade dolorosa
APLICAÇÃO DOS CONCEI TOS
Lesões cervicais não cariosas (classe V)
Identificar interferências na oclusão e
movimentos mandibulares: oclusão Fratura da restauração e da estrutura dental
mutualmente protegida
Distúrbios temporo-mandibular
Oclusão mutualmente protegida: contatos
bilaterais em MIH, relação oclusal, guia FALHAS E CRITÉRIOS PARA A SUBSTITUÍÇÃO D A
canina, desoclusão em função em grupo RESTAURAÇÃO
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Dentistas gastam 70% do tempo clínico
substituindo restaurações Manchamento Polimerização
incorreta, polimento
52% das restaurações de resina duram menos de incorretos, hábitos
7 anos Degradação Envelhecimento,
marginal, anatomia margens finas,
60% das restaurações de amalgama duram deficiente escultura deficiente
menos de 10 anos
Ausência de contato Protocolo clínico
O tratamento restaurador não garante o controle proximal e inadequado
da doença carie sobrecontorno
Durabilidade: Toda falha deve levar à substituição da
restauração? Não, pois na troca também perde
Risco e atividade de carie remanescente dentário
Função oclusal
Habilidade do profissional Ciclo restaurador repetitivo: falha da
Propriedade do material restaurador e restauração, substituição, não diagnostico da
indicação causa, nova falha, nova substituição
Numero de faces envolvidas
Quanto maior a restauração, maior a chance de
Substituição de restauração: restauração fracasso
insatisfatória, critérios clínicos para o diagnostico
ALTERNATIVAS. À SUBSTITUIÇÃO DE
Critérios clínicos específicos e bem definidos: RESTAURAÇÕES
mecânicos, funcionais, biológicos e estéticos
Vantagens: menor tempo clínico, baixo custo, fácil
Diagnósticos de restaurações execução, preservação de estrutura dental
insatisfatórias:
Identificar as restaurações insatisfatórias RECONTORNO E REPOLIMENTO
Associar a causa da falha antes de tratar
Evitar que o problema seja repetido Adaptação marginal
Remover irritantes periodontais
FALHAS CAUSAS Oclusão funcionais
Remover irregularidades
Lesão de cárie Hábitos de higiene,
secundaria ativa Indicações: degradação marginal
dieta cariogenica e
fluxo salivar (amalgama), contorno inadequado,
descoloração em restaurações estéticas
Fratura da Preparo incorreto,
restauração indicação incorreta,
SELAMENTO MARGINAL
protocolo clínico
incorreto e hábitos
parafuncionais Indicações: adaptação marginal não
melhorada com recontorno
Fratura do dente Preparo incorreto, Carie secundaria incipiente ou inativa,
indicação incorreta e dependendo da extensão
hábitos
Pode ser feito com CIV ou resina fluida
parafuncionais
Descoloração Polimento deficiente, REPARO
marginal e perda de qualidade do
forma anatômica material, hábitos
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Reconstituição biológica, morfofuncional e Opções de tratamento: 1º reparo, 2º
estética de parte de dentes ou restaurações com substituição
defeito
PARA SOBRECONTORNO
Indicações: perda de forma e função de parte da
restauração e fraturas em restaurações estéticas Opções de tratamento para sobrecontorno:
(na ausência de grandes defeitos marginais ou 1º recontorno e repolimento
cárie secundária), lesões de cárie ativa Opções de tratamento para subcontorno:
(dependendo da extensão e do material 1º reparo, 2º substituição
restaurador, ausência de contato proximal
MEDIDAS RESTAURADORAS NÃO INVASIVAS
Limitações: falha em grande parte da restauração,
lesão de cárie ativa sob o remanescente
A atividade e risco a cárie vão modular a decisão
/restauração, impossibilidade de
terapêutica
reestabelecimento da função, restaurações
pequenas com grandes ou várias fendas Baixo risco: sem cavidade, lesões paralisadas,
níveis salivares normais, baixa frequência na
PARA CÁRIE SECUNDARIA: ingestão de açúcar e carboidratos, higiene bucal
adequada
Avaliar: localização e extensão,
material restaurador Médio risco: sem cavidade, reduzido número de
Opção de tratamento: 1º reparo, 2º lesões ativas (sem cavidade), níveis salivares
substituição normais ou reduzidos, frequência moderada na
ingestão, higiene bucal moderada
PARA FRATURA DA RESTAURAÇÃO
Alto risco: cavidades, alto número de lesões ativas
Avaliar: extensão, localização, material (cavidade), níveis salivares reduzidos, níveis
restaurador, hábitos bacteriológicos alterados, frequência alterada na
ingestão de açúcar, higiene bucal deficiente
Opções de tratamento: 1º reparo, 2º
substituição
PARÂMETROS PARA DECISÃO TERAPÊUTICA
PARA FRATURA DO DENTE
Avaliar: extensão, localização, hábitos
Opções de tratamento: 1º reparo, 2º
substituição
PARA DESCOLORAÇÃO MARGINAL
Opções de tratamento: 1º recontorno e
repolimento, 2º substituição (estética)
PARA DESCOLORAÇÃO MARGINAL
Opções de tratamento: 1º recontorno e
repolimento, 2º selamento marginal CONTROLE DO BIOFILME
PARA MANCHAMENTO MARGINAL CONTROLE MECÂNICO
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Higienização bucal realizada pelo material aderente (maior quantidade de flúor
paciente: incorporado)
Métodos de escovação: mudança na posição Isolamento relativo ou uso de moldeiras
da escova, escova interproximais, remoção do
biofilme da língua. Cerdas macias e escova Remover depois de 2 a 4 minutos
pequena, 2 ou 3 dentes, sequencialmente em Seleção:
quadrantes, adaptar a técnica e habilidade
motora do paciente Baixo risco: agua + dentifrícios
A escova elétrica pode ter efeito estimulador Médio e alto risco: 4 sessões de flúor
transitório profissional + dentifrício e agua + selante
O controle efetivo do paciente depende dele
Profilaxia realizada no consultório: médio e alto SELANTES E RESTAURAÇ ÕES
risco + IHO PREVENTIVAS
CONTROLE QUÍMICO DO BIOFILME Objetivos do selante: selar mecanicamente as
cicatrículas e fissuras, impede o acumulo de
Substâncias antimicrobianas em forma de biofilme. Paciente com alto risco a cárie
colutórios (bochechos)
Associados à dentifrícios Tipos:
INDICAÇÕES: falta de habilidade manual, Resinosos: autopolimerizaveis ou
alterações sistêmicas, alto risco à cárie, fotopolimerizaveis, selantes com pigmentos ou
antissepsia pré e pós-operatória incolores
Triclosan 0,03%, óleos essenciais, cloreto de Ionoméricos: civ restaurador, dificuldade de
cetilpiridineo 0,05%, clorexidina 0,2% ou 0,12% isolamento absoluto, molar recém irrompidos, infra
(uso continuo por no máximo 14 dias, tem efeitos oclusão
adversos – manchamento do dente e
Duvidas nas indicações dos selantes:
restaurações, alteração de sensibilidade
gustativa) Sulcos escurecidos: estética (selante opaco ou
matriz)
É complementar ao controle mecânico:
descontinuar o uso após o controle do risco Lesão paralisada, selamento biológico, pigmentos
Fluoretos: método racional de controle a cárie Fazer isolamento absoluto
Exposição constante (dentifrícios) + remoção Fazer profilaxia antes
mecânica do biofilme Conferir a retenção do selante com a
sonda exploradora
Aplicações pelo profissional: Checar oclusão
Altas concentrações: + glóbulos de fluoreto de Importante: selante ou métodos não invasivos
cálcio. Indicado para médio e alto risco isolados não constituem medidas preventivas
eficaz.
Flúor fosfato acidulado a 1,23% (gel ou espuma):
ph ácido, grande quantidade de fosfato de cálcio
Fluoreto de sódio neutro a 2% (gel): ph neutro,
inicialmente menor quantidade de fluoreto,
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DESGASTE DENTAL Depressões, concavidades
Perda de morfologia
Perda de estrutura dental Desgaste dental > desgaste da restauração
Atrito entre superfícies Exposição da dentina
Lubrificante saliva
Reduz o atrito
Fatores etiológicos:
Hábitos: palito de dente, agulhas, tacinhas
PROCESSOS FUNDAMENTAIS Escovação dental: frequência tempo, força,
escova, dentifricio.
Desgaste corrosivo
Desgaste abrasivo
Desgaste por fadiga
Desgaste corrosivo-Erosivo:
Degradação química, dissolução mineral
Fatores etiológicos:
Agentes intrínsecos:
Vômitos recorrentes: anorexia/bulimia,
alcoolismo crônico, gravidez.
Agentes extrínsecos:
Bebidas e alimentos ácidos, refrigerantes,
bebidas alcóolicas, medicamentos ácidos,
ocupação (natação).
MANIFESTAÇÕES CLINICAS- LESÃO DE CORROSÃO
Superfície lisa, fosca e transparente
Borda de esmalte intacto na margem
gengival
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Medidas individualizadas
Escolha da estratégia
Manifestação clínica:
Frequencia
Lesões de abfração quantidade
Região cervical –subgengival
DESGASTE CORROSIVO -EROSIVO
1- Tratamento das condições sistêmicas
Reconhecimento da desordem
Encaminhamento para profissionais
Características: Ângulos internos agudo – forma especializados
de “V” Associação de outras estratégias
Por fadiga (abfração) – ABRASIVO/CORROSIVO
2- Hábitos dietéticos: evitar alimentos e
bebidas ácidas
Região cervical comprometida desgaste
3- Diminuir frequência de ingestão: restringir
abrasivo/corrosivo ás refeições principais.
4- Condições e métodos de ingestão
Tempo de contato com superfície dental
Deglutir rapidamente
Uso de canudos
Contato com superfície dentais
Movimento
Tempo de permanência na
cavidade bucal.
5- Temperatura
PREVENÇÃO E CONTROLE
Diagnpstico precoce
Conscientização do paciente
Orientação
Controle da causa
Dificuldade em eliminar o agente causal
Sensibilidade dolorosa
Prescrição de outras estrátégias 6-
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7- Uso de substâncias remineralizastes Reduzir a desmineralização da
Favorecer a remineralização superficie dental
Reduzir a solubilidade da superfície dental
Controle da sensibilidade Bicarbonato de sódio: alcalinidade e
capacidade tampão, neutralização de
Flúor
ácidos
Alto concentração
Processo superficial
Superfície menos permeável
Proteção mecânica- barreiras
Aumento da resistência contra-ataques
ácidos
FORMAÇÃO DE FLUORETO DE CÁLCIO
Antiácidos: (Leite de magnésio,estomazil,
milantraPluz)
Alcalinidade
Neutralização de ácidos
Hidróxido de aluminio, hidróxido de magnésio,
bicarbonato de sódio/carbonato de cálcio.
9. Uso de goma de mascar
Aumento do fluxo salivar
Potencial salivar de remineralização
Outros produtos: Capacidade tampão
Neutralização de ácidos
Recaldent cassein phosphoptides –CPP
Desgaste abrasivo da suerficie erodida
Amorphous calciun phosphate – ACP
Redução do refluxo
Sensodyne Pro-Esmalte
São: 10. uso de protetores bucais
Reservatório de minerais Proteção de superficie dental
Dissociação sob desafios ácidos Gel fluoretado
Prevenir a des e favorecer a Duante o sono (Refluxo)
remineralização Nadadores
Substantividade
Vomitos frequentes
Alto conteudo de fluor
Operário ( industria de baterias)
Potencialização do efeito dos fluoretos
Leite e queijo: fonte de minerais, favorece DESGASTE ABRASIVO
a remineralização, forças mastigatórias =
desgaste abrasivo da superficie Eliminar hábitos
desmineralizada.
8- Uso de substâncias neutralizantes
Neutralizar ácidos no fluido bucal
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Sensibilidade
Recuperação da função dental, auto-
estima e bem estar
Facilita higienização bucal
Tratamento restaurador e reabilitador
Limitações: técnica operatoria ematerial
restaurador.
CORROSIVO- ABRASIVO
Adiar escovação após episódios ácidos, por 1 hora
Ação neutralizante e remineralizante da
saliva
Resistencia superficial
Substância com sacarose Risco de
cáribrasividadee dental SELEÇÃO DE MATERIAL RESTAURADOR
Dentifricio fluoretado de baixa abasividade Procedimentos restauradores DIRETO
(sensitive)
Quantidade de remanescente dental
Uso de flúor após contato com ácido (bochechos) Ausência de etapas laboratoriais
Sucesso depende do material, técnica
Remineralização restauradora e atuação profissional
Secreção salivar Evolução dos materiais restauradores:
Redução do desgaste abrasivo opção para seleção
Substâncias neutralizantes QUAL A MELHOR OPÇÃO DE MATERIAL
RESTAURADOR DIRETO
Neutralizar ácidos remanescentes.
Estabelecer criteriosamente :
DESGASTE POR FADIGA
Aspectos relacionados ao paciente
Situações clinicas
Categorias de materiais diretos:
Medidas terapeuticas Invasivas Caráter do material vantagens e limitações
indicações
Estágio avançado
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Indicações gerais: Indicações gerais:
Dentes posteriores, estética menos favorável, Restaurações anteriores e posteriores
cavidade com profundidade maior que a largura, Restauração conservadoras e
impossibilidade de isolamento absoluto, margem ultraconservadoras
cervical em cemento, considerações Grandes reconstruções
socioeconômicas. Fechamento de diastemas. Facetas e
reanotomizações
INDICAÇÕES – SITUAÇÕES CLINICAS Substituição de amálgamas deficientes
Quantidade de remanescente, SENSIBILIDADE PÓS-OPERATÓRIA
Localização,
Expectativa do paciente Pouca espessura de dentina remanescente no
Hábitos assoalho da cavidade
O amalgama demanda a realização de um preparo Proteção pulpar: condicionamento ácido
cavitário que possa protege-lo contra riscos dos excessivo da dentina
esforços mastigatórios.
Seguir rigorosamente o protocolo adesivo:
SUCESSO RESTAURADOR contração durante a fotopolimerização.
Técnica incremental de inserção, protocolo de
Isolamento absoluto: sempre
fotoativação, resinas Bulk fill.
Trituração – mecânica amalgamadores,
resistência do material
Condensação e brunidura pré-escultura:
adaptação e reduz porosidade
Escultura e brunidura pós-esculturas: adaptação,
reduz porosidade, diminui mercúrio residual
melhor selamento.
Acabamento e polimento final: lisura, oclusão,
resistência a corrosão diminui marginais
Fator c Emaiaruvieri-Odonto
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Diodos emissores de Luz (LED): 2000, espectro
de luz+ estreito, aparelhos leves.
Fotoiniciadores alternativos CQ (violeta e
ultravioleta)
Óxido de acil fosfinas (APO)
Degradação em multiplos radicais
Indicações:
Não dependem de aminas terceárias
Fotoativação- clivagem alta Restaurações classe V,III (estética não
Diminuição cor amarelada fundamental)
Restaurações de lesão de cárie radicular
Estabilidade de cor
Restaurações classe I de pequena
COMO SELECIONAR O LE D CAPAZ DE extensão
FOTOPOLIMERIZAR ADEQUADAMENTE Restaurações classe II conservadoras, sem
RESINAS COM FOTOINICIADORES DIFERENTES envolvimento de crista marginal
Paciente de alto risco á carie.
Precisa ter a capacidade de emissão de espectro
amplo o sulficiente azul e [Link] de TIPOS DE CIV
amplo espectro POLIWAVE
Convencionais ( presa quimica): único incremento,
tempo de trabalho limitado
FOTOATIVAÇÃO X TIPO DE RESINA Fotoativados: controle tempo de presa.
Pó-liquido: sensibilidade técnica, proporciomanto,
Micropartículas mais monômeros Maior
manipilação
energia para conversão.
Capsulas: minimizam incorporação de bolhas,
Opacas polimerização mais lenta que
manipulação facilitada.
translucidas : aumentar o tempo de fotoativação,
diminuir incrementos. inserção: seringa centrix, reduz bolhas,
uniforme,homogenea.
Proteção superficial: sinérese, embebição, matriz
FOTOATIVAÇÃO X LONGEVIDADE estávil,menor rugosidade.
Diagnostico, preparo, técnica restauradora, CONSIDERAÇÕES FINAIS:
material, GRAU de polimerização
Opção de materiais
Energia insuficiente, baixa taxa de conversão, mais
Caracteristicas clinicas
monômeros do material, menor durabilidade
Habilidade técnica pra usar os materiais
restauradores
Qualidade e longividade das restaurações.
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RESTAURAÇÃO DIRETA EM RESINA COMPOSTA Seleção do matiz (letra), e croma (saturação da
cor + claro ou + escuro).
DENTES ANTERIORES= autoestima
INSERÇÃO DE INCREMENTOS SEM HIBRIDIZAÇÃO
Resina composta dentes posteriores, quais as
limitações A durabilidade depende da seleção de Fotopolimerização, dentes/resinas úmidos
materiais e técnica operatória.
VERIFICAÇÃO DOS CONTATOS OCLUSAIS
SENSIBILIDADE PÓS-OPERATÓRIA
MIH, lateralidade, protrusão
Evita contatos na interface
Proteção ao complexo dentino-pulpar
dentes/restauração
Condicionamento ácido exessivo
Contração de polimerização ANESTESIAS
Técnicas infiltrativas (superior) e Bloqueio do
Nervo (inferior)
Depende da extensão e localização da lesão.
ISOLAMENTO ABSOLUTO
Dentes Anteriores: grampo 212, de canino a
canino, grampos nos pré-molares, amarrias,
cortar as ameias, algodão,
Classe V- furo único, grampo 212
ISOLAMENTO ABSOLUTO ADAPTADO
(POSTERIORES)
Virar o grampo para que a aba fique para mesial,
deixando a distal livre para tratar a lesão.
ASPECTOS GERAIS DO PREPARO CAVITÁRIO
SELEÇÃO DA COR 1. Remoção do tecido cariado
2. Bisel para anteriores
3. Acabamento das paredes
4. Complexo dentino-pulpar
Remoção do tecido cariado: matriz metálica e
cunha, proteção e desgaste
Brocas esféricas, curetas acesso V ou L/P
Realização do Bisel
Classe IV: transição gradual da resina ao
remanescente dental
Emaiaruvieri-Odonto
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Classe III: bisel, 45º, 0,5- 2,0 mm, somente na CASO
VESTIBULAR.
Classe V: bisel, 45º, 0,5 – 2 ,0 mm NÃO
ENVOLVE CERVICAL
Posterior- ausência de bisel
Risco de fratura durante a função.
Condicionamento ácido por si só já
permitirá bom vedamento marginal
Acabamento da cavidade: (classe I e II)
Remoção de prismas de esmalte:
Machado – paredes circundantes Dente 35- classe I restauração com RC,remoção
Enxada – parede de fundo, axial, pulpar do tec cariado, cimento de hidroxo de cálcio +
Recortador de margem – mesial, distal. CIV+ material restaurador.
Dente posterior: CIV. Dente 16- substituição da RC
Dente anterior –Cotosol + CIV depois restaurar. Dente: 12,22- repolimento
PROTEÇÃO DO COMPLEXO DENTINO PULPAR Dente : 13,14,23,24- verniz
Profundidade da cavidade Dente: 11 classe IV, RC
Condições do tecido pulpar
Idade fisiológica Dente 33,34: classe V- lesão com perda de
Características do material estrutura- sugestivo Ajuste oclusal
ANATOMIA DOS DENTES ANTERIORES Dente 45- Rescessão gengival – Verniz –
dessensibilizante
Obs:
1- queixa principal
2- Exame clinico – situação clinica- visual
3- Proposta de planejamento.
ESMALTE SEM MATERIAL PROTETOR –SISTEMA
ADESIVO
área de adesão em esmalte/dentina limpa.
Dente tratado endodonticamente
(posteriores)
Emaiaruvieri-Odonto
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Emaiaruvieri-Odonto