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Drenagem Agrícola: Tipos e Sistemas Eficazes

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DRENGEM AGRÍCOLA

2.1. CONSIDERAÇÕES GERAIS


A drenagem agrícola é processo de remoção do excesso de água dos solos aplicado pela irrigação
ou proveniente das chuvas, de modo que o solo tenha condições de aeração, estruturação e
resistência. Importância da drenagem agrícola
A drenagem agrícola traz uma série de importâncias para o produtor, a saber:
 Pode-se utilizar em áreas inundadas, tornando-as agricultáveis e produtivas.
 Melhora as condições físicas e químicas do solo como, por exemplo: melhor aeração,
melhor actividade microbiana, melhor fixação de nitrogénio e fósforo, aumento da
profundidade efectiva do sistema radicular.
 Pode-se controlar o nível de salinidade através da lixiviação dos sais que se encontram na
faixa do solo utilizado pelo sistema radicular da planta.
 Fornece condições ao desenvolvimento das plantas não adaptadas com a técnica para o
rebaixamento do lençol freático.
Divisão de drenagem agrícola
A drenagem agrícola pode se apresentar em alguns tipos de acordo com o objectivo do agricultor.
Assim, ela pode ser dividida de acordo com as seguintes categorias a saber:
 Drenagem superficial: visa à remoção do excesso de água da superfície do solo ou piso
construído.
 Drenagem subterrânea ou profunda: visa à remoção do excesso de água do solo até uma
profundidade determinada.
Sistemas de drenagem
Os sistemas de drenagem em geral são constituídos por drenos laterais, drenos colectores e o dreno
principal.
Drenos laterais:
têm a finalidade de controlar a profundidade do lençol freático ou absorver o excesso de
água da superfície do solo.
 Drenos colectores:
têm a finalidade de receber a água dos drenos laterais e levá-la ao dreno
principal.
 Dreno principal:
têm a finalidade de receber a água de toda a área e conduzi-la até a saída.
Tipos de drenos
A drenagem subterrânea emprega basicamente dois tipos de drenos: abertos e fechados (tubulares).
Os drenos abertos são canais construídos no formato trapezoidal, cujas duas laterais possuem inclinação
com objectivo exclusivo de evitar o desmoronamento. Possuem a capacidade de receber e conduzir a
água. Actualmente é mais utilizado para a drenagem superficial, pois o escoamento da água ocorre de
forma mais rápida.
Desvantagens relativas:
As duas grandes limitações desse tipo de dreno são os custos com sua manutenção e realizações de
actividades relacionadas à cultura como, por exemplo, colheita mecanizada, trânsito de tractores e
máquinas etc.
Os drenos fechados (tubulares ou corrugados)
são formados por tubos rígidos e flexíveis com superfície corrugada para drenagem enterrada, possui a
mesma função dos drenos abertos, porém não existe a necessidade de realizar constantes actividades de
manutenção.
Vantagens relativas:
 Possibilita melhor aproveitamento da área útil – não gera perdas de área que ocorrem com uso das
valas abertas.
 Não apresenta restrições às passagens de máquinas agrícolas e aos tratos culturais na cultura
instalada.
 Requer menor número de manutenções, com isso o custo é reduzido quando se compara com os
canais abertos.
Esquemas de implantação de uma rede de drenagem
Em geral, os principais esquemas são os seguintes: natural, intersecção, paralelo, espinha de peixe, grade,
duplo principal e por agrupamento.
Natural:
usado quando na área existirem depressões que não poderiam ser aterradas economicamente,
por meio de uma sistematização. O dreno principal deve acompanhar a maior depressão do terreno,
recebendo os drenos secundários que partem das pequenas e isoladas áreas húmidas (Figura 1).
Figura 1 – Esquema natural.
Intersecção: usado em áreas planas e húmidas, cujo excesso de humidade tem origem em terrenos
adjacentes altos. O dreno é instalado no início da elevação do terreno, interceptando a água de
escoamento superficial levando-a para o ponto de desaguamento final (Figura 2).

Figura 2 – Esquema intersecção.


Paralelo: usado em áreas planas e húmidas, cujo excesso de humidade tem origem na elevação do
lençol freático. O colector é instalado no meio da área de projecto, e os laterais ficam
perpendiculares à ele, podendo ocorrer drenos laterais em apenas um lado ou dos dois lados do
colector. (Figura 3).
Figura 3 – Esquema paralelo
Espinha de peixe: usado quando a área a ser drenada apresenta uma depressão estreita, onde serão
locados os coletores. Os drenos laterais descarregam dos dois lados do coletor (Figura 4)

Figura 4 – Esquema espinha de peixe.


Grade: utilizado em áreas planas, tendo como objetivo o efeito da dupla drenagem. Constrói-se
um coletor principal e tantos coletores secundários quanto forem necessários (Figura 5).

Figura 5 – Esquema grade.

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