Manual: SNQC
APLICAÇÃO DE MEDIDAS PUNITIVAS
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Revisão: 3 (Jun/2015)
1. OBJETIVO
Este documento estabelece os critérios e a sistemática para a aplicação de medidas punitivas a candidatos a
certificação e a profissionais certificados pelo Sistema Nacional de Qualificação e Certificação de Pessoas –
SNQC, que infringirem o Código de Ética de Profissionais Certificados e as demais regras de conduta a eles
aplicáveis.
2. DOCUMENTOS COMPLEMENTARES
- RI-005 – Código de Ética dos Profissionais
3. DEFINIÇÃO
3.1 Processo de Certificação
Processo que inclui todas as atividades que conduzem à certificação de um profissional, tais como a
comprovação de pré-requisitos, execução de exames de qualificação, renovação e recertificação.
4. MEDIDAS PUNITIVAS
São passíveis de aplicação as seguintes medidas punitivas:
4.1 Advertência
Penalidade aplicada pelo Gerente do Bureau de Certificação ao infrator em caráter de censura.
4.2 Suspensão
Penalidade aplicada pelo Bureau de Certificação ao infrator que torna ineficaz a certificação, em caráter
temporário, para as atividades objeto da suspensão.
4.3 Cancelamento
Penalidade aplicada pelo Conselho de Certificação que retira a eficácia e a validade da certificação de forma
definitiva.
4.4 Exclusão do Candidato
Penalidade aplicada pelo Gerente do Bureau de Certificação que proíbe o prosseguimento no Processo de
Certificação, Renovação ou Recertificação.
5. CONDIÇÕES PARA A APLICAÇÃO DAS MEDIDAS PUNITIVAS
A opção de aplicação da penalidade e a sua severidade deve considerar as seguintes condições:
a) A intenção do infrator;
b) Os meios utilizados;
c) As consequências e a dimensão da infração;
d) A primariedade e a reincidência;
e) As circunstâncias que levaram à ocorrência da infração ou à sua verificação;
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f) A confissão ou o exercício abusivo do direito de defesa;
g) A cumplicidade e a colaboração de infratores, segundo o grau de participação de cada um no ato.
6. DO PROCEDIMENTO DE APLICAÇÃO DE MEDIDAS PUNITIVAS
6.1 Apuração
6.1.1 O procedimento para aplicação de medidas punitivas pode ser iniciado por decisão do Gerente do
Bureau de Certificação, do Bureau de Certificação ou do Conselho de Certificação, a partir de denúncia,
reclamação ou por verificação de desempenho.
6.1.2 Para decidir sobre a instauração do procedimento para aplicação de medidas punitivas podem os órgãos
competentes se valerem de apuração preliminar que determinarem.
6.1.3 Pode o Gerente do Bureau de Certificação ou quem este delegar suspender preventivamente e a
qualquer tempo o profissional ou candidato até que se apure e decida a aplicação de medida punitiva.
6.1.4 Nos procedimentos preliminares pode o Gerente do Bureau de Certificação comunicar as empresas
envolvidas para que opinem e auxiliem na investigação.
6.1.5 Não se instaurando o procedimento de aplicação de medidas punitivas, pode o Gerente do Bureau de
Certificação comunicar o profissional ou candidatos dos fatos que lhe foram imputados, inclusive de eventual
denúncia anônima, para que possa tomar as medidas que entender conveniente.
6.2 Instauração e Procedimento de Defesa
6.2.1 Instaurado o procedimento para aplicação de medidas punitivas, o candidato ou profissional deve ser
comunicado pelo Gerente do Bureau de Certificação ou por quem este delegar, da infração imputada e da
medida punitiva recomendada.
6.2.2 Instaurado o procedimento para aplicação de medida punitiva, deve o caso ser imediatamente
encaminhado ao Bureau de Certificação para ratificação da punição sugerida ou recomendação de medida
diversa.
6.2.3 O investigado possui o prazo de 15 (quinze) dias para apresentação de defesa escrita dirigida ao
Gerente do Bureau de Certificação, contados da comprovação do recebimento da comunicação da instauração
do processo, presumindo-se esta realizada pelo encaminhamento do respectivo aviso ao endereço do
profissional, o qual incumbe a este manter atualizado em seus registros no SNQC mantido pela ABENDI.
6.2.4 Com ou sem defesa, o Gerente do Bureau de Certificação deve ordenar, se necessário, a apuração e a
produção de provas para o esclarecimento e a comprovação da ocorrência da infração.
6.2.5 Realizadas as apurações pertinentes, o órgão competente para a aplicação da medida punitiva
recomendada pelo BC decide comunicando ao investigado o resultado e os fundamentos.
6.2.6 O investigado pode interpor no prazo de 15 (quinze) dias um único recurso, para o Bureau de
Certificação, das decisões do Gerente do Bureau de Certificação, e para o Conselho de Certificação, das
decisões deste ou do Bureau de Certificação, que não terá efeito suspensivo, salvo critério diverso aplicado
pelos órgãos julgadores.
6.2.7 A decisão fundamentada do recurso deve ser comunicada ao investigado.
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7. DOS EFEITOS DA APLICAÇÃO DAS MEDIDAS PUNITIVAS
Sem prejuízo das ações e sanções civis e penais adequadas, a aplicação das medidas punitivas deve ter as
seguintes consequências no âmbito do SNQC:
7.1 Advertência
A advertência tem caráter preventivo com relação à reincidência pelo período de 5 anos.
7.2 Suspensão
Havendo a aplicação da pena de suspensão que pode vigorar pelo prazo de 3 a 11 meses, dependendo da
infração, o infrator só pode voltar a exercer as funções como profissional certificado após concluir um
retreinamento supervisionado por um profissional nível 3 no método respectivo, na forma e duração a serem
definidas pelo Bureau de Certificação.
No caso de modalidades que não possuem a certificação de um profissional nível 3, o retreinamento deve ser
feito em um Organismo que possua seu treinamento reconhecido pela Abendi.
7.3 Cancelamento
No caso de cancelamento, o Conselho de Certificação deve deliberar sobre o afastamento do infrator do quadro
de profissionais certificados pelo prazo de 1 a 5 anos, findo o qual este pode reiniciar novo processo de
certificação.
7.4 Exclusão do Candidato
O candidato excluído fica proibido de prosseguir com sua participação no Processo de Certificação, devendo
aguardar mais 1 ano para iniciar um novo processo de certificação.
8. CUSTOS DO PROCEDIMENTO DE APLICAÇÃO DE MEDIDAS PUNITIVAS
8.1 Cabe à ABENDI antecipar os custos necessários para viabilizar o procedimento de aplicação de medidas
punitivas.
8.2 Ao profissional punido pode ser imputado, juntamente com a penalidade aplicada, a obrigação arcar com os
custos do procedimento de aplicação de medidas punitivas.
8.3 No caso de denúncia manifestamente descabida ou de má-fé, pode o denunciante ser responsabilizado
pelos custos do procedimento de aplicação de medidas punitivas, independentemente de responder pelos
prejuízos e danos que causar.