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Trabalho de Filosofia

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TRABALHO DE FILOSOFIA

RAISSA FABIANA BASTOS FLAUSINO


RA: G942132

TRABALHO DE FILOSOFIA
PRIMEIRO SEMESTRE DE DIREITO

PROFESSORA: MARISA BARBOSA

UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP

SEM PENA
Ano: 2014
Duração: 1h 27min
Direção: Eugênio Puppo
Gênero: Documentário
Nacionalidade: Brasil
https://www.youtube.com/watch?v=b6RDgB8GVW8&t=18s

Após assistir o documentário acima, respondi as questões propostas abaixo:

1) A disseminada expressão “faça para os outros o que gostaria que outros fizessem para você mesmo” vai ao encontro
do que se extrai do imperativo categórico idealizado por Imannuel Kant. Considerado como o principal filósofo da era
moderna, não separava a moral do direito, preconizando que o indivíduo deve agir apenas segundo a máxima que
gostaria de ver transformada em lei universal. Em outros termos: “Faça para os outros o que gostaria que todos fizessem
para todos”. Na doutrina, encontram-se duas correntes para justificar a finalidade da pena: a que trata o castigo como
retribuição pelo mal cometido (teoria retributiva da pena), e a que vê no castigo uma forma de intimidar a sociedade ou
o próprio infrator a não cometer delitos (teoria preventiva), ou seja, a punição do infrator se dá para amedrontar a
coletividade e com isso evitar (prevenir) crimes.

Sendo assim, considerando os preceitos de Kant, que importou seu ideal filosófico-ético de “dever-ser” ao Direito, com a
premissa de que castigar o delinquente em razões de utilidade não seria eticamente permitido, tem-se que retribuir ao
infrator o mal que ele cometeu. Esse é o imperativo categórico da pena para Kant, pelo qual o Estado deve agir conforme
o que é dever. (Fonte: https://www.jusbrasil.com.br/artigos/o-imperativo-categorico-de-imannuel-kant-e-a-
finalidade-da-pena/447814905 )

Segundo Kant, ser ético é agir por puro dever; a ação ética não deve se basear em visões pessoais, em interesses. Neste
raciocínio, o Estado Brasileiro age de forma ética com os encarcerados? O que seria agir de forma ética com essa
população, segundo Kant? (1,0 ponto)

Segundo Kant, agir de forma ética é agir por puro dever, sem se deixar influenciar por visões pessoais ou interesses. No
contexto do sistema carcerário brasileiro, agir de forma ética significaria tratar os encarcerados com respeito à sua
dignidade como seres humanos, garantindo condições adequadas de vida e oportunidades de reabilitação, em vez de
punição puramente retributiva. Isso implicaria em políticas e práticas que buscam promover a reintegração social e a
recuperação dos detentos, em vez de apenas punição e repressão.

Além disso, uma abordagem ética com os encarcerados também envolveria a garantia de acesso à educação, saúde,
trabalho e condições de vida dignas dentro do sistema prisional, reconhecendo a humanidade e os direitos fundamentais
de cada indivíduo, independentemente de suas ações passadas. Isso requereria uma revisão profunda das políticas e
práticas atuais, visando realmente a ressocialização e a reinserção dessas pessoas na sociedade, em consonância com os
princípios éticos de respeito e dignidade humana defendidos por Kant.
2) Comente as seguintes falas presentes no documentário: (1,0 ponto)

“Não existe crime individual, todo crime é social”.

“Encarceramento da pobreza”.

Essas falas do documentário destacam questões importantes sobre a natureza do crime e do sistema carcerário. A
primeira frase, "Não existe crime individual, todo crime é social", aponta para a ideia de que o crime muitas vezes surge de
condições sociais adversas, como pobreza, desigualdade e falta de oportunidades. Isso sugere que, em vez de
simplesmente culpar o indivíduo pelo crime, é necessário considerar o contexto social mais amplo que pode contribuir
para seu comportamento.

Já a expressão "Encarceramento da pobreza" destaca como o sistema carcerário muitas vezes funciona como uma forma
de lidar com os problemas sociais, como a pobreza, em vez de abordar suas causas subjacentes. Em vez de resolver as
questões estruturais que levam à marginalização e à criminalidade, o sistema tende a punir aqueles que já estão em
situações desfavorecidas, perpetuando um ciclo de desigualdade e exclusão social.

Ambas as falas ressaltam a necessidade de uma abordagem mais holística e justa para lidar com o crime e o sistema
prisional, que leve em conta as questões sociais e econômicas subjacentes, em vez de apenas focar na punição e no
encarceramento.

Essas falas destacam a importância de abordar as raízes sociais do crime e de reconhecer que o encarceramento em
massa muitas vezes perpetua ciclos de pobreza e marginalização. Para promover uma sociedade mais justa e segura, é
crucial investir em políticas que abordem as desigualdades sociais, ofereçam oportunidades de educação e emprego, e
proporcionem apoio para comunidades em situação de vulnerabilidade. Isso não apenas reduziria a incidência de crimes,
mas também criaria um ambiente mais inclusivo e equitativo para todos os membros da sociedade.

3) Analise os dados abaixo. Você tem se sentido mais seguro nos últimos anos, no Brasil? O encarceramento em massa
seria, então, a solução para o combate à violência no Brasil? Explique e argumente. (1,0 ponto)

Nos últimos anos, minha sensação de segurança no Brasil tem sido profundamente abalada, não apenas por conta da
ameaça de assaltos, mas também devido ao constante receio de assédio. A cada saída de casa, o peso da incerteza paira
sobre mim, permeando até mesmo as atividades mais simples do dia a dia.

Quanto ao encarceramento em massa, embora possa parecer uma solução rápida para reduzir a violência, não é uma
abordagem eficaz a longo prazo. O encarceramento em massa pode contribuir para a superlotação prisional, condições
desumanas nas prisões e aumento da criminalidade após a liberação dos detentos.

Uma abordagem mais eficaz para combater a violência no Brasil envolve políticas que abordem as causas subjacentes da
criminalidade, como desigualdade socioeconômica, acesso limitado à educação e oportunidades de emprego, além de
investir em prevenção, reabilitação e reinserção social dos infratores.

Políticas de segurança pública devem ser holísticas, integrando medidas de prevenção, aplicação da lei, justiça criminal e
desenvolvimento social para criar comunidades mais seguras e resilientes. Isso pode incluir investimentos em educação,
saúde, infraestrutura, emprego e políticas de inclusão social, além de reformas no sistema de justiça criminal para
garantir que seja justo, eficiente e focado na resolução de conflitos e na redução da reincidência.

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