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Imunologia Fundamental - Medbook R Augusto

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COMPÊNDIO DE

IMUNOLOGIA

ANTÍGENOS - DEFINIÇÃO: São estruturas (solúveis ,


celulares ou particuladas) com capacidade de induzir resposta
imune específica e de interagir com LT ou anticorpos.
DETERMINANTE ANTIGÊNICO OU EPÍTOPO : menor
porção do antígeno que se liga ao receptor dos LT ou dos
anticorpos.
HAPTENOS : moléculas pequenas que só são capazes
de induzir resposta imune quando ligadas a moléculas
carreadoras (proteínas)
Penetram na pele e se conjugam por ligações
covalentes, com proteínas do organismo.

SUBSTÂNCIAS ATIVADORAS DE LINFÓCITOS, OS


CHAMADOS IMUNÓGENOS:
são substâncias que ativam linfócitos interagindo
especificamente com receptores dos LT / LB.
Os linfócitos são capazes de reconhecer estruturas
próprias do organismo.
● Quando as substância entra em contato com o
indivíduo ocorre o reconhecimento de SELF e NON SELF.
● Proteínas - bons imunógenos
● Lipídeos - bons quando associados a proteínas
carreadoras
● Polissacarídeos - raramente
ANTÍGENOS E AGENTES AGRESSORES
BIOLÓGICOS:

I. BACTERIAS : Células eucariontes


e procariontes

Procarionte- microscópico, mais visualizado é o


estafilococos, Cromossomo disperso no citoplasma ,
ausência de carioteca , possuem DNA na forma de um anel
não-associado a proteínas (como acontece nas células
eucarióticas, nas quais o DNA se dispõe em filamentos
espiralados e associados à histonas).
Estas células são desprovidas de mitocôndrias,
plasmídeos, complexo de Golgi, retículo endoplasmático e
sobretudo cariomembrana o que faz com que o DNA fique
disperso no citoplasma. com poucas organelas e geralmente
não revestidas por membrana, apresentam muito ribossomo
para formar proteínas. Para escapar do sistema imune as
bactérias passaram a apresentar outras estruturas que não
proteica.
Apresentam parede celular que recobre a membrana. Form
ada por peptídeo glicanos(aminoaçucares).Além da parede
celular algumas bactérias tem cápsula
Glicocalix - divisão mitótica- dificulta o reconhecimento-
mucopolissacarídeo- aderência- ajuda a escapar das células
fagocitária- inibe antibióticos,
Apresentam flagelos – proteína, locomoção, sem
mitocôndria, facilita a aderência nas células.

As células eucariontes ou eucarióticas , também


chamadas de eucélulas , são mais complexas que as
procariontes. Possuem membrana nuclear individualizada e
vários tipos de organelas. A maioria dos animais e plantas a
que estamos habituados são dotados deste tipo de células.
É altamente provável que estas células tenham surgido
por um processo de aperfeiçoamento contínuo das células
procariontes.

Coloração
GRAM:
As bactérias gram +
apresentam parede celular
com camada grossa de
amino açúcares, que se
coloram facilmente.
As bactérias gram(-)
apresentam parede celular
com camada fna de proteo-
glicanos e com lipopolissacarideos que são lavados então
a coloração fica fraca

TINÇÃO DE ZIEHL NILSEN : Identifica micobactérias; como


o bacilo da tuberculose. Corado com fucsina e azul de metileno.
Coloração para Álcool-Ácido-Resistentes
As micobactérias são revestidas por um material lipídico
e espesso (ácido-micólico), que resiste à coloração;
entretanto, uma vez corado este material resiste à
descoloração com solventes
orgânicos fortes, tais como o
álcool-ácido.

Técnica de Ziehl-Neelsen
1 - Cobrir um esfregaço, seco
e fixado pelo calor, com o
corante carbolfucsina.
2 - Aquecer a lâmina até que
se desprendam vapores (o corante não deve entrar em
ebulição). Deixar por 5minutos.
3 - Lavar o excesso de corante com água destilada e descorar
com álcool-ácido (97% álcool absoluto e 3% HCl)até que não
aparece mais corante na lâmina.
4- Fazer a coloração de contraste com azul de metileno (1-2
minutos).
5 - Lavar o excesso de corante, escorrer e secar ao ar.
6 – Examinar com objetiva de 100 x, com imersão em óleo.
As micobactérias ficam coradas em vermelho e o fundo em
azul

Bioterrorismo: Bactérias que produzem esporos como


Clostridium tetani, Clostridium botulinium.

Patogenicidade ou fator de virulência: Capacidade


do micro-organismo de burlar o sistema de defesa e causar
doença
● Invasão
● Adesão
● Burlar a defesa
● Causar doença

VIRULÊNCIA : Grau de patogenicidade em um grupo.


Depende de vários fatores relacionados ao hospedeiro
microrganismo e interação entre eles.
Fatores promotores de virulência:
● Cápsula bacteriana
● Toxinas

Dentro das toxinas de um antígeno podemos dividi-las


em Endotoxinas e exotoxinas:
Endotoxinas: toxinas que estão dentro da bactéria e
que são liberadas após sua morte. Em geral encontrada
nas bactérias com lipopolissacarideos (gram - ). Destruída
com calor acima de 70ºC
LIPOPOLISSACARIDEO→ LIPIDIO A→ TOXINA
Por isso que ao dar antibióticos para combate a gram. –
o paciente tem uma piora (24 a48h) para depois melhorar.

Exotoxinas : toxinas secretadas pelas bactérias vivas


como produto de metabólitos.
Pode ser encontrada tanto em gram + quanto em gram
-.
De composição proteica, é destruída com calor acima
de 40ºC.
Dividida em 3 grupos:
● Enterotoxinas: toxina colérica.
● Citotoxinas: estafilococos áureos (rompe
desmossomos)
● Neurotoxinas: toxina botulinica.
Enzimas: Proteases, Acidoialuronidases, Coagulases,
Nucleases, Lípases, Colagenases, Estreptoquinases.

II. VÍRUS
Seu nome vem do termo em latim, VENENO. Descoberto
por Pasteur no final do século XIX.
Os vírus são seres que não possuem atividades
metabólicas e nem ribossomo, por isso não sintetizam
proteínas e apresentam grau de virulência e patogenicidade
quando se reproduzem, sendo assim parasitas intracelulares
obrigatórios.
Tem de 10 - 300 nm, seres acelulares.
Os vírus contem apenas um tipo de informação
genética: DNA ou RNA, podendo então redirecionar as funções
metabólicas dos hospedeiros para sua replicação
Podendo ainda ser, fita dupla ou fita simples. Podem
possuir de 10-200 genes
● DNA fita dupla=variola
● DNA fita simples= animais-parvo apenas
● RNA fita dupla= rotavirus
● RNA fita simples= poliomelite
Possuem 2 componentes; CAPSIDEO ou capsula proteica
e a CADEIA DE ACIDO-NUCLEICO
PARTÍCULA VIRAL: Os vírus são formados por um
agregado de moléculas mantidas unidas por forças
secundária, formando uma estrutura denominada partícula
viral. Uma partícula viral completa é denominada vírion. Este
é constituído por diversos componentes estruturais
● Ácido nucléico: molécula de DNA ou RNA que constitui
o genoma viral.
● Capsídeo: envoltório protéico que envolve o material
genético dos vírus.
● Nucleocapsídeo: estrutura formada pelo capsídeo
associado ao ácido nucléico que ele engloba (Os capsídeos
formados pelos ácidos nucleicos são englobados a partir de
enzimas) .
● Capsômeros: subunidades proteicas (monômeros) que
agregadas constituem o capsídeo.
● Envelope: membrana rica em lipídios que envolve a
partícula viral externamente. Deriva de estruturas
celulares, como membrana plasmática e organelas.
● Peplômeros (espículas): estruturas proeminentes,
geralmente constituídas de glicoproteínas e lipídios, que
são encontradas ancoradas ao envelope, expostas na
superfície.

CAPSÍDEO E ENVELOPE : O ácido nucléico do vírus é


envolvido por uma estrutura proteica denominada capsídeo, o
capsídeo tem como funções: *proteger o ácido nucléico do
meio ambiente e *servir como veículo para a transferência do
material genético até outra célula hospedeira.
A estrutura do capsídeo é determinada pelo genoma
viral. O capsídeo representa a maior parte da massa viral,
especialmente nos vírus menores.
O capsídeo é formado por subunidades denominadas
capsômeros. Os capsômeros, dependendo do tipo de vírus,
podem ser constituídos de apenas um tipo ou de vários tipos
de proteínas.
A organização dos capsômeros também é característica
de cada tipo de vírus.
Em alguns tipos de vírus o capsídeo é envolvido por um
envelope que é constituído de carboidratos, lipídeos e
algumas proteínas.
Alguns vírus deixam a célula hospedeira por um
processo de extrusão, e levam “pedaços” da membrana
plasmática, esses “pedaços” constituirão o envelope viral,
dependendo do tipo de vírus, o envelope contém proteínas
que são codificadas pelo genoma viral.

VIRUS NÃO-ENVELOPADOS
O capsômero e a unidade menor de um vírus que pode
ser vista a microscópio ótico, podendo conter apenas uma
proteína. este capsômero não encontra-se recoberto pelo
envelope lipídico que o protege.

VIRUS ENVELOPADOS - a maioria infectam os seres


vivos (EX; influenza vírus)
O envelope consiste em uma bi-camada lipídica com
glicoproteínas; geralmente derivados das células hospedeiras

REPLICAÇAO VIRAL
ENZIMAS VIRAIS; a maioria não apresenta, porem:
● NEUROAMINIDASE – quebram pontes glicosídicas
em glicoproteínas e glicolipídios de tecidos conectivos de
animais.
● HEMAGLUTININA - é uma glicoproteína, que tem
como principal função ligar o vírus ao receptor da célula
hospedeira. Ela reconhece um açúcar da nossa membrana
celular, o ácido siálico, e é a responsável pelo
reconhecimento e ligação do vírus a nossas células do
sistema respiratório. A Hemaglutinina se liga ácido siálico
do monossacarídeo que está presente na superfície das
células alvo.
• Lisozima – em pequena quantidade,
fazem pequenos furos na parede celular bacteriana.
• Transcriptase reversa – transcreve o RNA para
formar um DNA

Replicação viral:
1. Adsorção
2. Penetração na célula: - injeção do ácido nucleico
- endocitose
- fusão do envelope viral (HIV)
3. Síntese dos componentes virais
transcrito traduzido
ác. nucleico → RNA m → proteína
↓ replicação
ác. nucleico
4. Montagem (Maturação) dos vírus: espontânea
5. Liberação dos vírus:
a) lise
b) brotamento usado pelos vírus envelopados (parte
proteica - vírus / parte lipídica - cél.) – HIV

ALGUNS EXEMPLOS DE DOENÇAS VIRAIS HUMANAS:


Exemplos de doenças causadas por vírus incluem a
caxumba, raiva, rubéola, sarampo, hepatite, dengue,
poliomielite, febre amarela. Também há a gripe, que é
causado por uma variedade de vírus; a varicela ou catapora;
varíola; meningite viral; AIDS, que é causada pelo HIV.
Proteção contra a infecção
Inata : INF tipo I, NK, LTcd8 e Apoptose
Adaptativa : LB anticorpo neutralização
Erradicação da infecção estabelecida

ETAPAS NA PATOGÊNESE VIRAL


1. Penetração do vírus no hospedeiro→ Transmissão horizontal
Pele: picada de insetos, mordedura,injecções,
transfusões
Mucosas: respiratória, entérica, genito-urinária,
conjuntiva→ Transmissão vertical através da placenta
2. Replicação primária
3. Disseminação do vírus no hospedeiro
4. Tropismo celular e tecidual
5. Injúria celular

III. FUNGOS
Muitas vezes os fungos foram comparados a vegetais,
no entanto, são organismos que não possuem clorofila em
suas células e, portanto não realizam fotossíntese.
Todos os fungos são eucariotos e podem ser
unicelulares (leveduras, quitrídias), ou multicelulares.
Normalmente possuem dois núcleos em suas células os
quais podem ser visualizados pelo microscópio óptico
empregando-se técnicas de coloração apropriadas. Bolores e
leveduras

ANTIGE
NOS E
AGENTES
AGRESSORE
S
FISICOS
Consideram-se
agentes de risco físico
as diversas formas de
energia a que possam
estar expostos os
trabalhadores, tais
como: ruído, calor, frio,
pressão, umidade,
radiações ionizantes e
não-ionizantes,
vibração, etc.
OS RISCOS
FÍSICOS APRESENTAM UM INTERCÂMBIO BRUSCO DE ENERGIA
ENTRE O ORGANISMO E O AMBIENTE, EM QUE A QUANTIDADE
SUPERIOR
ÁQUELA QUE O ORGANISMO É CAPAZ DE SUPORTAR,
PODENDO ACARRETAR AO SER HUMANO DOENÇAS.

FATORES AGRAVANTES
● TEMPO DE EXPOSIÇÃO: Quanto maior o tempo de
exposição, maiores são as possibilidades de se produzir
uma doença.
● CONCENTRAÇÃO OU INTENSIDADE DOS AGENTES
Quanto maior a concentração ou intensidade, dos
agentes agressivos presentes, tanto maior a possibilidade
de danos à saúde do trabalhador.
SUSCETIBILIDADE INDIVIDUAL
A resposta do organismo a um determinado agente,
pode variar de indivíduo para indivíduo, portanto é um fator
importante a ser considerado.

QUIMICOS
Ácidos • têm sabor azedo • são conhecidos como 'doadores
de prótons'• Todas as propriedades de um ácido se devem à
presença do íon Hidrônio . Ex• HCl,H2SO4,etc

Base s • Bases têm sabor amargo e são semelhantes ao


sabão quando as tocamos. • Todas as propriedades de uma
base se devem à presença de íons Hidroxila. A fórmula
química de um íon hidroxila é OH1-. • Bases são conhecidas
como 'aceitadoras de prótons'. Ex:Mg(OH)2 e Al(OH)3

SAIS e OXIDOS • Os efeitos sobre a saúde dependerão:


● Toxicidade: característica da substância
● Exposição: forma em que a substância/produto é
utilizado, que definem a concentração ambiental e e/ou o
tempo de contato

Danos
• À integridade física (morte ou incapacitação para o
trabalho) – Acidentes à quedas, incêndio, explosão, etc.
• À saúde do indivíduo exposto – Efeitos agudos – Efeitos
crônicos
• À saúde e integridade das gerações futuras (descendentes
dos indivíduos expostos)– Efeitos mutagênicos – Efeitos
teratogênicos – Efeitos sobre o poder reprodutivo• Ao
ambiente externo
BARREIRAS E RESPOSTA DE DEFESAS
NATURAIS, INATAS.
A Imunologia, Estudo dos mecanismos de defesa do
organismo contra agentes infecciosos (bactérias, fungos,
parasitase vírus) e outras substâncias estranhas (metais
pesados, agentes tóxicos) presentes no ambiente.

A resposta do corpo frente a um agente agressor pode


ser dada de duas formas:

A primeira, chamada de sistema imune inato, onde


participa toda uma rede de fatores e desencadeadores de
uma resposta inespecifica, ou seja, uma resposta geral que
atua em vários tipos de antígenos, desde um grão de poeira a
um vírus ou bactéria. Desse sistema participam as seguintes
estruturas:
● Barreira anatômica : pele e mucosas – impedem a
entrada do patógeno.
● Barreira fisiológica : pH (ácido), mediadores
químicos, temperatura e ac. lático – impedem a
replicação do patógeno.
● Mediadores inflamatórios : sistema complemento
– lise de patógenos ou de células infectadas.
● Citocinas e Interferon – ativação de componentes
da imunidade.
● Lisozimas – quebra de parede celular bacteriana;
enzimas naturais, presentes em todas as secreções, que
participa da imunidade inata e degrada a parede
bacteriana
● Proteínas de fase aguda e lactoferrina -
mediação de resposta.
● Prostaglandinas e leucotrienos – vasodilatação e
quimiotaxia e diapedese (permeabilidade vascular)É a
primeira linha de defesa, é inespecifica, servindo para
destruição de qualquer componente indicado como não
proprio. Faz parte do processo inflamatório.
PMN : Neutrofilos - Basófilos - Eosinófilos - NK
(natural killer)

E a segunda é a imunidade adaptativa. Na qual o


organismo utiliza-se de mecanismos de reconhecimento e
memória para combater a doença. È a segunda linha de
defesa e é ativada quando a resposta imune inata não
consegue. Ela é mais especifica, autolimitada, e distingue o
próprio do não-próprio.

A DISTRIBUIÇÃO DO SISTEMA IMUNOLÓGICO

PRINCIPAL
● Medula óssea: hematogênese
● Timo: diferenciação dos linfócitos

SECUNDÁRIO
● Baço
● Nodos linfáticos
● Tecido linfoide associado ao sistema digestório
(placas de Peyer, apêndice), cavidade oral -tonsilas,
sistema respiratório -adenoides

CARACTERÍSTICAS DA RESPOSTA IMUNOLÓGICA


As células que participam da resposta imunológica são:
● Linfócitos= Divididos em B e T
● B→pasmocitos→imunoglobulina(proteína
Maturados expressam receptores de antigemos;
Imunoglobulinas\ gamaglobulinas\anticorpo
IgA (superfície do trato respiratório, secreções mucosas
e leite materno)
IgD (receptores de membrana, se liga ao linfócito B e
facilita o reconhecimento do antigeno)
IgE (presente na asma e irritação, envolvida em
alergias e parasitoses)
IgG (aparece na fase crônica da infecção, pode passar
pela barreira placentária )
IgM (receptores de membrana, é a primeira a aparecer,
se liga ao sistema complemento para realizar a opsonização)
Responsáveis pela especificidade e memóri a ⇒
Resposta Inflamatória específica (linfócito B e T)
Resposta Inflamatória inata (linfócitos NK)
Grande núcleo, cromatina densa, citoplasma escasso
com o amadurecimento passam a expressar receptores para
antígenos em sua superfície -suscetível à estimulação
antigênica =desenvolvimento de classes funcionais
diferentes. Células de Memória→mucosas,

CÉLULAS DE DEFESA:
MACRÓFAGO : fagocitose e apresentação de antígenos
para os linfócitos T. Na inflamação, os macrófagos atuam
como APCs, potencializando a ativação de LT e LB pela
expressão de moléculas co-estimuladoras, e liberam citocinas
pro-inflamatórias como IL-1, IL-6, IL-12, TNF-α e quimiocinas.
Também produzem espécies reativas de oxigênio (EROs),
como ânion superóxido, radical hidroxila e peróxido de
hidrogênio (H2O2), e intermediários reativos do nitrogênio
cujo principal representante é o óxido nítrico (NO). O NO é
produzido pela sintetase do óxido nítrico induzível, iNOS,
ausente em macrófagos em repouso, mas induzida por
ativação de TLRs em resposta a PAMPs, especialmente na
presença de INF-γ.4

NEUTROFILO : fagocitária, sensíveis a agentes


quimiotáxicos como produtos de clivagem de frações do
complemento (C3a e C5a) e substâncias liberadas por
mastócitos e basófilos.

MONÓCITOS : circulantes no sangue podem expressar


MHC II. Os monócitos constituem 3% a 8 % dos leucócitos
circulantes e, no tecido conjuntivo ou parênquima de órgãos,
dão origem a macrófagos e células dendríticas mieloides.
APC ou NK’s : células apresentadoras de antígenos
NK: São uma importante linha de defesa inespecífica,
reconhecendo e lisando células infectadas por vírus, bactérias
e protozoários, bem como células tumorais. Ademais,
recrutam neutrófilos e macrófagos, ativam DCs e linfócitos T e
B. A expansão e a ativação das NKs são estimuladas pela IL-
15, produzida por macrófagos, e pela IL-12, indutor potente
da produção de IFN-γ e ação citolítica. Uma vez ativadas, as
NKs lisam células infectadas e tumorais e secretam citocinas
pro-inflamatórias (IL-1, IL-2 e principalmente IFN-γ).

NEUTRÓFILOS : dominantes na circulação. Apresentam


vida curta, sendo importantes na defesa contra bactérias

EOSINÓFILOS : 2 a 5% dos leucócitos circulantes


destruição de organismos patogênicos grandes,
principalmente parasitas podem liberar proteínas básicas de
alto peso molecular

BASÓFILO : encontrados com pouca freqüência receptor de


alta afinidade para IgE liberação de histamina. Os basófilos
também expressam FcεRI, ligam IgE e são ativados por
complexos IgE-antígeno, podendo contribuir para as reações
de hipersensibilidade imediata.

MASTÓCITO : encontrados somente em tecidos receptor de


alta afinidade para IgE, liberação de histamina. Os mastócitos
são células derivadas de progenitores hematopoiéticos
CD34+ na medula óssea e, em geral, não são encontrados na
circulação. Da medula óssea, os progenitores migram para os
tecidos periféricos como células imaturas e se diferenciam in
situ de acordo com as características particulares do
microambiente.
Estímulos como produtos da ativação do
complemento, substâncias básicas, inclusive alguns venenos
de animais, certos neuropeptídeos e diversos agentes físicos
(trauma mecânico, calor e frio) podem ativar mastócitos,
independentemente da ligação de IgE.

LEUCÓCITOS
DO SANGUE
:PMN:Basófilo
/Eosinófilo
/Neutrofilo
Mononucleares:Linf
ócitos, monocitos
LEUCÓCITOS
DO TECIDO :
Macrófagos/Mastócitos/ NK

IMUNIDADE INATA E PROCESSO INFLAMATÓRIOS


Características Gerais
Ação imediata
Não depende de expansão clonal(não precisa de
proliferação de Linfócitos)
Reconhece estruturas características dos
microrganismo

Funções
● Iniciar a resposta contra os agentes agressores
● continuar a resposta juntamente com a imunidade
específica
● Influenciar o tipo de resposta específica

Características Gerais da Resposta Imune Inata


● Ação imediata
● Não depende de expansão clonal (proliferação de
Linfócitos)
● Reconhece estruturas características dos
microrganismo

Funções da Resposta Imune Natural


● Iniciar a resposta contra os agentes agressores
● Continuar a resposta juntamente com a imunidade
específica
● Influenciar o tipo de resposta específica

TIPOS DE BARREIRA DO SISTEMA IMUNE INATO


mecânica:
● Pele íntegra
● Movimento ciliar
● Reflexos fisiológicos

Química:
● pH
● Lisozima ácido lático
● Bacteriocina secreção sebácea
● Lactoferrina muco

microbiológica
● Microbiota
● Produtos do metabolismo microbiano
Participantes
:
Células
NK Inibe
células
tumorais e
virais. É
formada e
diferenciada na
própria
medula(medul
a – LB e NK;
timo –
LT)Libera
mediadores →
interferon →
inibe
multiplicação viral e induz apoptose ( MHC – glicoproteina do
glicocalix que reconhece o próprio e impróprio)
Subpopulação de linfócitos →destruição de células que
apresentam ↓MHC I
Infecção viral – ↓ das moléculas de MHC I – ativação da
NK
● Secreção de IFN-
● Ativação do NK
● Mecanismo de Ação
● PERFORINA - Linfocitos T
● GRANZIMA - Linfocitos T
● Fagócitos
● Neutrófilos
● Macrófagos

MICROBIOTA
MICROBIOTA NORMAL DO SER HUMANO
INTERAÇÃO SER HUMANO E MICRORGANISMOS
1. Colonização transitória
2. Colonização permanente
3. Doença (processo patológico → lesão

MICROBIOTA
NORMAL DA PELE
Microrganismos
residentes
predominantes são:
● Bacilos aeróbios
e anaeróbios;
estafilococos aeróbios
e anaeróbios não
hemolíticos; bacilos
gram (+) aeróbios,
estreptococos e enterococos; bacilos coliformes gram(-) e
Acinetobacter; fungos e leveduras nas pregas cutâneas;
micobactérias não patogênicas em áreas ricas em
secreções sebáceas.
O pH baixo, os ácidos graxos nas secreções sebáceas e a
lisozima podem ser fatores importantes para eliminação da
flora não residente da pele
Acidez da mucosa vaginal (pH de 4 a 4,5) é devida ao
crescimento dos
lactobacilos.
Aparelho respiratório também contém uma série de
defesas escalonadas contra
microrganismos
Reflexo epiglótico, aderência de muco na árvore
respiratória, cílios e epitélio
respiratório e tosse.
A sudorese profusa, a lavagem e o banho não
conseguem eliminar ou modificar significativamente a flora
residente normal

Ao nascimento, as mucosas da boca e da faringe quase


sempre são estéreis, podendo ser contaminadas durante a
passagem pelo canal de parto.
Nas primeiras 4-12h de vida, os Streptococcus viridans
colonizam, e se tornam os membros mais importantes da
microbiota residente, permanecendo por toda vida.
No início da vida, aparecem os estafilococos aeróbios e
anaeróbios, os diplococos gram(-), e lactobacilos
Com a dentição, acrescenta-se a esse meio
espiroquetas anaeróbias, espécies de Fusobacterium...
As leveduras, principalmente espécies de Candida, são
encontradas na boca.
A microbiota do nariz consiste em corinebactérias,
estafilococos e estreptococos.
Na faringe e traquéia encontramos estreptococos ,
neissérias, estafilococos, pneumococos, haemophilus,
Mycoplasma .
Os bronquíolos e alvéolos são normalmente estéreis.
MICROBIOTA NORMAL DO TRATO INTESTINAL
Ao nascimento o intestino é estéril
Os microrganismos são introduzidos através dos
alimentos
Nos lactentes amamentados ao seio, o intestino é
repleto de microrganismos aeróbios e anaeróbios, Gram(+)
destacando-se os estreptococos e lactobacilos produtores de
ácido láctico.
O esôfago contém microrganismos provenientes da
saliva e dos alimentos.
O nível de microrganismos no estômago mantém-se em
nível mínimo devido a acidez gástrica.
O pH ácido do estômago protege o indivíduo de
infecções por alguns patógenos entéricos
À medida que o pH do conteúdo intestinal se torna
alcalino, a microbiota residente aumenta gradualmente
No cólon 96-99% da microbiota residente é constituída
de anaeróbios: espécies de Bacterioides, principalmente B.
fragilis; espécies de Fusobacterium; lactobacilos anaeróbios;
clostrídios e cocos gram(+) anaeróbios
1-4% da microbiota normal do cólon é constituída de
aeróbios facultativos
10% dos traumatismos intestinais leves podem induzir a
bacteremia transitória
As bactérias intestinais são importantes na síntese de
vitamina K, conversão de pigmentos e ácidos biliares ,
absorção de nutrientes e produtos de degradação e no
antagonismo a patógenos
A microbiota intestinal produz amônia e outros produtos
de degradação que são absorvidos pelo organismo
Nos seres humanos, a administração de antimicrobianos
pode suprimir temporariamente os membros da microbiota
fecal suscetíveis a fármacos

MICROBIOTA NORMAL DA URETRA


A uretra anterior de ambos os sexos contém pequeno
número de microrganismos provenientes da pele e períneo
Os microrganismos aparecem regularmente na urina
normal eliminada
MICROBIOTA NORMAL DA VAGINA
Após o nascimento, aparecem lactobacilos aeróbios
que persistem enquanto o pH estiver ácido (várias semanas)
Quando o pH se torna neutro ( até a puberdade),
aparece uma flora mista
composta de cocos e bacilos
Na puberdade os lactobacilos aeróbios e anaeróbios
reaparecem em grande quantidade e contribuem para
manutenção do pH ácido
Quando os lactobacilos são suprimidos por algum
agente antimicrobiano, as leveduras ou bactérias aumentam
em número, causando inflamação e irritação local
Após a menopausa, os lactobacilos diminuem em
número, e reaparece uma flora mista

MICROBIOTA NORMAL DO OLHO


Os microrganismos predominantes da conjuntiva são
Staphylococcus epidermides e Corynebactérium xerosis e
eventualmente podem ser encontradas outras bactérias.
Com frequência, encontramos espécies do gênero
Neisseriae e bacilos gram (-)
A microbiota da conjuntiva é controlada pelo fluxo de
lágrimas (contém lisozima)

COMPLEMENTO
Sistema Complemento é constituído por uma família de
mais de 20 glicoproteínas plasmáticas, sintetizadas
principalmente no fígado, mas também por macrófagos e
fibroblastos.
Capazes de adquirirem atividade enzimática pela ação
de outras proteases
3 vias de ativação:
a. clássica (induzida pela imunidade adaptativa)
A via clássica se assemelha à via das lectinas e se inicia
pela ligação do componente C1q a duas moléculas de IgG ou
a uma de IgM, complexadas ao antígeno-alvo
(imunocomplexos). Essa ligação ativa as proteases R (C1r) e S
(C1s) associadas a C1q, que clivam os componentes C2 e C4,
dando sequência à via como descrito. A via clássica está
associada à resposta imune específica humoral, pois depende
da produção prévia de anticorpos específicos aderidos à
superfície dos patógenos

b. alternativa (pré-formada)
A via alternativa se inicia com a quebra espontânea do
componente C3 nos fragmentos C3a e C3b. A clivagem expõe
uma ligação tioéster no fragmento C3b, que permite sua
ligação covalente à superfície dos micro-organismos
invasores. Não havendo ligação do componente C3b, a
ligação tioéster é rapidamente hidrolisada e o fragmento,
inativado. A ligação do C5b à superfície do patógeno dá início
à formação do complexo de ataque à membrana pela ligação
sucessiva dos componentes C6 e C7 na bicamada lipídica da
membrana celular.
O complexo C5b,6,7 permite a ligação do componente
C8 e, finalmente, há polimerização do C9 atravessando a
bicamada lipídica e promovendo lise osmótica do agente
infeccioso.

C. Lectinas: que se ligam à manoses (induzida pela


imunidade inata)
A via das lectinas tem início pelo reconhecimento de
manose na superfície de micro-organismos pela MBL ligada às
serinaproteases MASP1 e MASP2. A ativação dessas proteases
resulta na quebra dos componentes C2 e C4 do SC em
fragmentos menores (C2b e C4a) e fragmentos maiores (C2a
e C4b). O complexo C4bC2a constitui a C3 convertase da via
clássica, que cliva C3 em C3a solúvel e C3b, que, por sua vez,
se liga a C4bC2a na superfície do micro-organismo. O
complexo C4bC2aC3b, denominado C5 convertase, cliva o
componente C5, dando sequência a essa via, que culmina
com a formação do MAC(citolise).

Inibição : proteínas reguladoras presentes em nossas


células e ausentes nos microrganismos. Formação do
Complexo de Ataque à Membrana (CAM)

ATIVIDADES BIOLÓGICAS DO SISTEMA COMPLEMENTO:

1)CITÓLISE: lise celular (CAM\ MAC = Complexo de Ataque à


Membrana)
evento principal após ativação do Sistema Complemento
atinge vários tipos de células:
● hemácias
● bacterianas
● células infectadas por vírus
● Sinaliza para a fagocitose.

2 ) FACILITAÇÃO DA FAGOCITOSE e OPSONIZAÇÃO


(C3b):
SC associado a microrganismos ou células.- Remoção
do microrganismo ou célula através da fagocitose.*
OPSONINAS : indicadores de bactérias.
OPSONIZAÇÃO : processo em que proteínas do sistema
complemento facilitam a fagocitose de antígenos como
bactérias capsulares. Marcando e sinalizando para
macrófagos

3)Ação Pró-Inflamatória
ANAFILATOXINAS (C3a e C5a) e QUIMIOTAXIA (C5a) :
- S.C. podem induzir liberação de HISTAMINA de MASTÓCITOS
e BASÓFILOS
- S.C. capaz de promover a migração de LEUCÓCITOS
(DIAPEDESE).

Outras atividades:
● Aumento das propriedades aderentes dos
NEUTRÓFILOS à parede dos capilares sangüíneos
● Auxiliam na secreção de Ig
● Aumento da permeabilidade vascular
● Solubilização e liberação de imunocomplexos

O MHC
O complexo de histocompatibilidade principal humano,
MHC, é composto por um conjunto de genes altamente
polimórficos, denominados complexo HLA ( human leukocyte
antigen ), e compreende mais de 120 genes funcionais, dos
quais cerca de 20% estão associados à imunidade.
A associação entre doenças autoimunes e genes do
MHC reflete o importante papel dessas moléculas no
direcionamento da resposta imune. Por seu papel na
apresentação de antígenos, o MHC estabelece um elo entre a
resposta inata e a resposta
adaptativa.
No homem, esses genes situam-se no cromossomo 6 e,
tradicionalmente, são divididos em classes I, II e III.
Apenas os genes de classes I e II estão envolvidos na
apresentação de antígenos proteicos para LT.
As moléculas de classe I estão presentes na superfície
de todas as células nucleadas, enquanto as de classe II são
encontradas basicamente nas APCs(macrófagos, DCs e LB).
Todas as moléculas de MHC presentes na superfície de
uma célula têm um peptídeo associado. Embora as moléculas
de classe I e II apresentem características estruturais
diversas, ambas são expressas como heterotrímeros em que
duas cadeias são
da molécula de MHC e a terceira é o peptídeo apresentado
aos LT
Na região HLA de classe I, existem cerca de 20 genes, e
três deles, HLA-A, B e C, são ditos clássicos .
As moléculas de classe I apresentam para os LTs CD8
peptídeos endógenos, isto é, peptídeos derivados de
proteínas autólogas no citoplasma.
As moléculas HLA de classe II são constituídas por duas
cadeias, α e β, ambas codificadas por genes polimórficos
existentes nas regiões do complexo MHC de classe II.
As moléculas HLA de classe II apresentam para os LT
peptídeos exógenos, isto é, derivados da proteólise de
proteínas não autólogas nos fagolisossomos

INFLAMAÇAO
PROCESSO INFLAMATÓRIO:
Conjunto de alterações bioquímicas, vasculares e
celulares que visam a manutenção da homeostase.

RESPOSTA INFLAMATÓRIA:
resposta do sistema imune frente à uma lesão acompanhada
de edema, dor, rubor, calor e algumas vezes perda de função.

EVENTOS VASCULARES E CELULARES DA RESPOSTA


INFLAMATÓRIA
● Substâncias químicas são liberados no local da
inflamação
● Alteração do calibre dos vasos, diminuição da
velocidade do fluxo local, alteração da permeabilidade
● Quimiotaxia

Mediadores da Inflamação
• Histamina: interagem com receptores específicos,
aumentam a permeabilidade venular pós-capilar,
vasoconstrição pulmonar, aumento da secreção de muco,
produção de prostaglandinas no pulmão.
• PAF: liberado pelas plaquetas, neutrófilos e mastócitos, ativa
m a síntese de leucotrienos e prostaglandinas, ativam o siste
ma complemento, induz desgranulação de neutrófilos e eosin
ófi[Link] eritema
EVENTOS
VASCULARES E
CELULARES .

A) aumento da
densidade capilar -
através dos
estímulos os
esfíncteres dos
capilares
sanguíneos se
dilatam e tornam
esse capilar
permeável à
passagem
sangüínea.

B) edema -
passagem de
proteínas e
aumento da
pressão no local
leva à retenção de
maior número de
moléculas de
água.

C) hemoconcentração - inversão da posição dos leucócitos e


das hemácias na luz do capilar sanguíneo.

D) elevação da temperatura local -maior fluxo sanguíneo e


aumento do metabolismo

E) dor - presença de líquido, células e mediadores químicos


no espaço extravascular estimula as terminações nervosas.
Eventos vasculares:
* Edema = excesso líquido no interstício ou cavidades
serosas.
* Exsudato = líquido extravascular inflamatório
(proteínas, restos celulares)
*pus (exsudato purulento) = PMN + outras células do
sangue + bactérias (> das células mortas por enzimas
lisossômicas)

REGENERAÇÃO TECIDUAL
O influxo de neutrófilos é seguido da migração de monócitos
que se transformam em macrófagos notecido, aumentando o
número destas células no foco inflamatório.
ativado → produz citocinas (TGF, PDGF, VEGF,growth factor)

-proliferação de fibroblastos
-neoformação de capilares sanguíneos
-síntese de componentes da matriz extracelular

Regeneração

Resposta Inflamatória pode proporcionar:


● Aumento das células de defesa
● Proteção
● Com a formação de exsudato: diminuir ou inativar
o Ag
● Aumento da secreção glandular (limpeza local)
● Coágulo local (evitando disseminação)
● Cicatrização ou pode desencadear:
● Lesão temporária ou crônica (permanente) dos
tecidos acometidos
● Reações Alérgicas
● Reações de hipersensibilidade
Linfócitos T
LTCD4 ou LTH ou LTA – grupo de diferenciação.
LTH1 – defesa contra células infectadas por agentes que
estão intracelulares.
LTH2 – defesa contra parasitas que estão extracelulares.
LTCD8Linfocina ou citocina – tóxicos Provocam apoptose
(morte celular programada)
NEUTROFILO morre.
MACROFAGO não morre porque produz radicais livres
com as toxinas e fagocita a célula.

IL – interleucinas
Ativam e diferenciam células.
REAÇOES DE
HIPERSENSIBILIDADE
HIPERSENSIBILIDADE = estimulação antigênica
anterior em contato adicional com o ANTÍGENO, leva a
um reforço secundário da Resposta Imune, causando reação
excessiva com grandes danos celulares e
teciduais(hipersensibilidade)

As dos tipos I, II e III - dependem da interação Ag-Ac


humoral reações de tipo Imediato

A do tipo IV - receptores ligados à superfície do LT


e devido a sua maior duração sensibilidade de tipo retardado
ou tardia:

TIPO I
Mastócitos e basófilos expressam receptores de alta
afinidade para fração Fc deIg E.
Seqüência de eventos:
1) produção de Ig E (LB) em resposta a 1ª exposição a
um Ag.
2) ligação de Ig E aos receptores Fc na superfície de
mastócitos e basófilos.
3) interação do Ag reintroduzido com Ig E ligada,
levando à:
4) ativação das células e liberação dos mediadores
químicos (armazenados nosgrânulos citoplasmáticos dos
mastócitos e basófilos).
* As manifestações clínicas e patológicas
da hipersensibilidade se devem às ações dos mediadores
liberados (PAF, citocinas, histamina,
leucotrienos, prostaglandinas).

Indivíduos
atópicos: níveis
sensivelmente
elevados de IgE;
quantidades
ligeiramente
maiores de
mastócitos; mais
receptores Fc de
alta afinidade em
cada mastócito
e maior proporção
destes receptores está ocupada por IgE.
Formas mais comuns de doenças atópicas:
● rinite alérgica (febre do feno)
● asma brônquica
● dermatite atópica (eczema)
● alergias alimentares
* pólen, plantas, ácaros de poeira, alguns
medicamentos e alimentos produzem tipicamente reação de
hiper sensibilidade.
Reações de Hipersensibilidade Imediata de Pele
mediadores liberados → relaxamento das céls. da
musculatura lisa = local vermelho(acúmulo de hemácias),
células endoteliais retraem → extravasamento do
plasma=eritema → pápula, vasos sangüíneos nas margens
dilatam → rubor.

ANTI-HISTAMÍNICO : bloqueia quase


que completamente esta resposta.

Quando a resposta é mediada por citocinas (eczema crônico)


– reação inflamatória deve ser inibida por cortiço-esteróides

Reações de Hipersensibilidade Imediata dos Pulmões-


mediadores atuam nos vasos sangüíneos, musculatura lisa
dos brônquios.
asma brônquica se caracteriza por:
1) constrição brônquica
2) aumento na produção de muco espesso
- obstrução dos brônquios
-dificuldades respiratórias
-Devido: hipersensibilidade imediata e mucosa
brônquica com maior número de mastócitos e basófilos.
Tratamento: medicamentos que relaxam
a musculatura lisa dos brônquios. Ex.: epinefrina e teofilina

Reações de Hipersensibilidade Imediata Sistêmica


- Choque anafilático: vasodilatação e exsudação
vascular de plasma nos leitos vasculares por todo corpo.
Ex.: picada de inseto, injeção, absorção na superfície
epitelial dointestino.
* A queda no tônus vascular e o vazamento do plasma -
diminue a pressão sanguínea e choque (pode ser fatal).
Tratamento: anti-histamínicos e epinefrina (reversão
dos efeitos bronquioconstritivos e vasodilatores dos diversos
mediadores dos mastócitos

TIPO II
Apresentam 3 subtipos:

a) Sistema Complemento Dependente – opsionizaçao =


anemia hemolítica

b) Citotoxicidade Celular Anticorpo Dependente(C.C.A.D.) –


os Acs depositados nas células causam citotoxicidade
quando recrutam neutrófilos e macrófagos em seus ligantes,
induzindo a inflamação aguda = ex: glomerulonefrite

c) Anticorpos-anti-receptores: os Acs se ligam aos receptores


de membrana ou a outra proteína, podendo interferir na
função local, causando doença sem necessariamente a
inflamação real. Ex: Miastenia, hipertireoidismo...

As reações do tipo II dependem da produção de


anticorpos das classes IgG e IgM contra um dado antígeno.
O fato de a resposta humoral causar dano, em vez de
proteção, depende da natureza do antígeno, do isotipo da
imunglobulina formada e, principalmente, da especificidade e
da avidez dos autoanticorpos em questão.
Os mecanismos de dano associados com as reações de
tipo II incluem: lise de células que apresentam o antígeno em
sua superfície por ativação do SC; destruição por
células NK, que apresentam receptores Fc para IgG e realizam
citotoxicidade mediada por anticorpo; e liberação de enzimas
líticas e citocinas por neutrófilos e macrófagos ativados pela
ligação de receptores Fc para IgG.

Os Acs causam dano contra células fixas teciduais,


afetando células ou tecidos em que determinados Ags se
encontram. Ocorrendo a chamada reação cruzada.

TIPO III
hipersensibilidade mediada por imunocomplexos ou
reação de Arthus
- pode ser local ou sistêmica
-algumas regiões são mais propícias(articulações, leito
capilar dos glomérulos renais)
- Ag presentes na circulação ligam-se a Ac, formando
um complexo que liga-se às paredes vasculares
-sistema complemento ativado para destruir o Ag lesão
das célulasendoteliais= vasculite aguda
- falta de suprimento sanguíneo local – isquemia
- liberação de enzimas líticas por PMN e ativação do
sistema de coagulação sanguínea = formação de
trombos, trombose e isquemia

EX: glomerulonefrite, Lupus eritromatoso sistêmico,


artrite reumatoide ( rins e articulações são frequentemente
mais afetados por possuirem uma pressão hidrostática maior
e formarem ultra filtrados)
Estão envolvidos apenas os anticorpos capazes de
ativar complemento, IgM, IgA e todas as subclasses de IgG,
exceto IgG4.

TIPO IV - celular
Hipersensibilidade retardada ou celular,
hipersensibilidade à tuberculina
-Envolve apenas células, principalmente linfócitos T e
macrófagos demora ao menos 12 horas para se desenvolver
-O principal local da atividade destrutiva do sistema
imune é a pele, por onde o Ag entra em pequenas
quantidades
-Mecanismo da hipersensibilidade tipo IV o mesmo da
resposta imune na infecção pelo bacilo da tuberculose, por
vírus, fungos ou parasitas inflamação crônica ou
granulomatosa
- granuloma: aglomerado circundado por macrófagos e
linfócitos
- necrose tipo caseosa (tem o aspecto e consistência de
queijo)

Mediadas por LTs, macrófagos, histiócitos e monócitos.


Linfócitos T citotóxicos (CD8) causam dano tecidual
direto, enquanto LTs auxiliadores (CD4) secretam citocinas(
IFN_y e TNF_a ) que ativam e recrutam LT citotóxicos,
monócitos e macrófagos.
Os macrófagos são os responsáveis pela magnitude da
lesão tecidual e pela formação de granulomas característicos
da persistência do agente infeccioso ou corpo estranho.
Exemplos clássicos de reação do tipo IV são a
tuberculose e a hanseníase em sua forma tuberculóide.
Vasculite de células gigantes e arterite de Takayasu também
parecem decorrer de mecanismos relacionados à
hipersensibilidade do tipo IV. Tambem a pancreatite.

ANTICORPOS
ATIVAÇÃO DOS LINFÓCITOS B
Os LB são responsáveis pela imunidade humoral que se
caracteriza pela produção e liberação de anticorpos capazes
de neutralizar, ou até mesmo destruir, os antígenos (Ag)
contra os quais foram gerados.
O complexo do
receptor de LB (BCR)
inclui, além da
imunoglobulina de
membrana, duas
cadeias peptídicas,
Igα e Igβ, que têm
função de dar início
à sinalização
intracelular após o
encontro com o
antígeno.
As moléculas
Igα e Igβ contêm
motivos de ativação
(ITAMs) que são fosforilados após ligação do antígeno ao
complexo BCR, e ativam fatores que promovem a transcrição
de genes envolvidos na proliferação e diferenciação dos LB
Proteínas do complemento também fornecem sinais
secundários para ativação por meio do receptor para o
fragmento C3d, denominado CR2 ou CD21, expresso na
superfície dos LB.
Esta ligação promove o início da cascata de sinalização
de ambos os receptores, gerando uma resposta muito maior
se comparada à resposta do antígeno não ligado à molécula
C3d. Microorganismos e antígenos que ativam o
complemento. Esse é também um mecanismo de
amplificação da resposta imune humoral, uma vez que
anticorpos capazes de ativar o complemento vão resultar em
maior estímulo dos LB.
A resposta dos LB a antígenos peptídicos requer a ajuda
dos LT auxiliares e esses antígenos são, por isso,
denominados “antígenos T dependentes”.
Muitos antígenos não proteicos, com epítopos
repetitivos, não necessitam da cooperação dos LT e são
denominados “antígenos T independentes”
RESPOSTA PRIMÁRIA
O primeiro contato com um antígeno, por exposição
natural ou vacinação, leva à ativação de LB virgens, que se
diferenciam em plasmócitos produtores de anticorpos e em
células de memória, resultando na produção de anticorpos
específicos contra o antígeno indutor.
Após o início da resposta, observa-se uma fase de
aumento exponencial dos níveis de anticorpos, seguida por
uma fase denominada platô, na qual os níveis não
se alteram.
Segue-se a última fase da resposta primária, a fase de
declínio, na qual ocorre uma diminuição progressiva dos
anticorpos específicos circulantes

RESPOSTA SECUNDÁRIA
Ao entrar em contato com o antígeno pela segunda vez,
já existe uma população de LB capazes de reconhecer esse
antígeno devido à expansão clonal e células de memória
geradas na resposta primária.
A resposta secundária difere da primária nos seguintes
aspectos: a dose de antígeno necessária para induzir a
resposta é menor; a fase de latência é mais curta e a fase
exponencial é mais acentuada; a produção de anticorpos é
mais rápida e são atingidos níveis mais elevados; a fase de
platô é alcançada mais rapidamente e é mais duradoura e a
fase de declínio é mais lenta e persistente.

CARACTERÍSTICAS DA RESPOSTA T INDEPENDENTE


Antígenos T independentes podem estimular a
produção de anticorpos na ausência total ou relativa de LT.
Esses antígenos são usualmente moléculas não
proteicas, poliméricas, que estimulam a produção de Ig de
baixa afinidade pertencentes, na sua maioria, à classe IgM.
Como, geralmente, não há ativação de LT, não serão
geradas as citocinas necessárias para a mudança de classe,
maturação de afinidade ou formação de LB de memória.
Raramente na resposta a antígenos T independentes ocorre
mudança para outros isótipos.

Linfócitos B da zona marginal – LINFOCITOS B2


As principais populações de LB efetoras do baço são os
LB da zona marginal e os LB foliculares Os LB marginais são
populações especializadas de LB localizadas na região
periférica ou marginal do baço, região denominada sinusoide
esplênico.
Neste sítio estão localizados também os macrófagos da
zona marginal que junto com os LB marginais representam a
primeira linha de defesa rápida, contra antígenos particulados
da corrente sanguínea. No entanto, fenotipicamente, estes
linfócitos são muito semelhantes aos LB convencionais, sendo
classificadas também no grupo LB2.

LINFÓCITOS B1
Os LB1 constituem uma subpopulação distinta dos LB
convencionais(B2). Possuem forte capacidade
autorrenovadora e são encontrados principalmente na
cavidade pleural, peritoneal e em menor quantidade no baço.
São responsáveis pela produção da maior parte das IgM
naturais e também da maioria dos anticorpos de classe IgM,
incluindo anticorpos contra LT, dsDNA, eritrócitos e anticorpos
que reconhecem constituintes bacterianos comuns. Tem sido
sugerido que os LB1 representam uma relíquia evolutiva
originada de uma linhagem primitiva da imunidade inata que
se tornou uma célula linfoide do sistema adaptativo, mas
ainda mantém muitas características de uma célula do
sistema inato.
Os LB1 parecem representar a primeira linha de defesa
contra infecções sistêmicas por vírus e bactérias e são de
fundamental importância para o equilíbrio homeostático do
organismo.
Produzem anticorpos polirreativos e de baixa afinidade,
importantes para remoção de células envelhecidas e/ou que
sofreram estresse celular e proteção contra o
desenvolvimento de doenças autoimunes e arterosclerose.

Estruturas da molécula de anticorpo:


● 2 cadeias polipeptídicas leves (CL -light )
● 2 cadeias polipeptídicas pesadas (CH -heavy)
● 2 cadeias dissulfídricas ou pontes de sulfeto (S-S)
Fab =Fragmento antigen- binding : sítios com sequência
de aminoácidos variáveis - região que determina sua
especificidade- sequência de aminoácidos das regiões
constantes
Fc =Fragment crystallizable : determina a classe da Ig.-
molécula do anticorpo : específica para cada imunógeno
específica para cada indivíduo
IgG- Atravessa a placenta (IgG1*, IgG2, IgG3*, IgG4)
Resposta secundária (memória)70-75% do pool total de
Ig
Participa na opsonização
Participa na reação de citotoxicidade celular anticorpo
dependente (CCAD)
IgM
• 10% do pool total de Ig
• Anticorpo da resposta primária (faseaguda)
IgA
• Elevada concentração nas secreções, saliva, colostro
e leite materno
• 15-25% do pool de Ig
Ig E
• Liga-se a receptores específicos
de mastócitos/basófilos (porção Fc)
• Aumentada em hipersensibilidade do tipo I e
parasitoses
Ig D
• Aparece na superfície de LB
• Menos de 1% do pool de Ig no soro
Para que ocorra a plenitude do processo imune não
adianta apenas ter a ligação do Ig tem que ter também a
ligação com o sistema complemento e a opsonização.

LINFÓCITOS T
Os LT só reconhecem antígenos processados,
apresentados por moléculas de MHC na superfície de uma
célula apresentadora de antígeno.
A grande diversidade de repertório dos LT maduros é
gerada pelo processo de recombinação somática na qual um
dado gene V, entre os diversos possíveis, liga-se a um dado
gene J ou combinação DJ.
A diversidade de repertório potencial dos LT é algo em
torno de 10¹³.
A recombinação entre os diferentes segmentos é
mediada por enzimas expressas apenas durante a fase de
maturação dos linfócitos. Este processo de educação tímica
visa garantir que os LT circulantes sejam tolerantes aos Ag
próprios, mas capazes de
reconhecer Ag estranhos ao organismo quando apresentados
pelo MHC próprio.
Entretanto, os mecanismos centrais de tolerância não
são absolutos uma vez que LT autorreativos podem ser
encontrados na periferia.
Entre outros mecanismos de regulação periférica,
destacam-se diferentes populações de LT reguladores que
atuam na periferia impedindo o desenvolvimento
de autoimunidade.

LINFÓCITOS T CD4 AUXILIARES (TH)


Os LTh são subdivididos funcionalmente pelo padrão de
citocinas que produzem. Durante o estímulo fornecido por
uma APC, um linfócito precursor Th0 pode se tornar um
linfócito Th1( Ag endógeno-MHC I), Th2(Ags, parasitas
exógeno-MHC II) ou Th17(pequenos ags exogenos), na
dependência do ambiente de citocinas presente.

Linfócitos Th1
Os LTh1 produzem grandes quantidades de IL-2, que
induz
proliferação de LT e também induz a proliferação e aumenta
a capacidade
citotóxica dos LT CD8.
Produzida em grandes quantidades pelos LTh1 é o INF-γ,
importante na ativação de macrófagos infectados com
patógenos intracelulares como micobactérias, protozoários e
fungos, que apresenta também um papel relevante na
ativação de LT CD8.
Existe um ciclo de retroalimentação positiva na ação do
INF-γ sobre outros LTh0, induzindo sua polarização para a via
de diferenciação Th1 e inibindo a via Th2. A resposta Th1 é
essencial para o controle de patógenos intracelulares.

Linfócitos Th2
A segunda população Th muito importante nas
respostas imunes humorais é o LTh2, que produz IL-4, IL-5, IL-
6 e IL-10, favorecendo a produção de anticorpos.
As respostas Th2 estão associadas com as doenças
alérgicas e infecções por helmintos, uma vez que a IL-4 induz
a troca de classe de imunoglobulinas nos linfócitos B para IgE
e a IL-5 induz a produção e ativação de eosinófilos. De forma
análoga ao INF-γ, a IL-4 também promove retroalimentação
positiva para a via Th2 e suprime a via Th1.
Em situações de hipersensibilidade imediata, como nas
doenças alérgicas, a terapia visa a dessensibilização imune
Th2 e indução de respostas Th1 alérgeno-específicas.

Linfócitos Th17
Os LTh17 representam um novo subtipo de LT efetores
importantes na proteção contra infecção por microorganismos
extracelulares. Esta nova via de diferenciação Th começou a
ser elucidada com a descoberta da citocina IL-23 que,
juntamente com IL-1 e IL- 6, pode levar ao desenvolvimento
de doenças autoimunes em modelos murinos por seu
importante papel pró-inflamatório e indutor da diferenciação e
ativação de LTh17.
Os LTh17 produzem citocinas IL-22, IL-26 e citocinas da
família IL-17.
As citocinas da família IL-17 são potentes indutoras da
inflamação, induzindo à infiltração celular e produção de
outras citocinas pró-inflamatórias.
A produção desregulada de IL-17 está associada a
várias condições autoimunes, como: esclerose múltipla,
doença intestinal inflamatória, psoríase e lúpus. Em pacientes
com artrite reumatoide, níveis aumentados de IL-17 foram
encontrados na sinóvia, onde atua como um importante fator
na ativação dos osteoclastos e reabsorção óssea.
A exata compreensão dos mecanismos de polarização
Th em humanos é fundamental para um melhor entendimento
dos mecanismos fisiopatológicos das doenças
inflamatórias crônicas e para o possível desenvolvimento de
formas mais eficazes de imunoterapia.

LT CITOTÓXICOS (CD8)
Os LT CD8 reconhecem antígenos intracitoplasmáticos
apresentados por moléculas MHC de classe I, que são
expressas por praticamente todas as células nucleadas.
Células infectadas por vírus e células tumorais normalmente
são reconhecidas
pelos LT CD8.

LT REGULADORES DE OCORRÊNCIA
NATURAL - TREGs
As células TREGS representam 5 a 10% do total de LT
CD4+ no sangue periférico, podendo também ser isoladas
diretamente do timo.
As T-REGS presentes no timo são células naive que,
quando saem para a periferia, se tornam ativadas, adquirindo
fenótipo de memória.
Adquire também características de células de
varredura, em busca de AgS nos tecidos

FLUXOGRAMA DAS RESPOSTAS


CELULARES E HIPERSENSIBILIDADE
ANTIBIOTICOTERAPIA
Hospitalar
Domiciliar
Antes de iniciar a terapia antimicrobiana, tentar isolar
o agente responsável pela infecção e se possível realizar o
antibiograma. (agar Muller Hilton )
Propriedades do antimicrobiano
-Mecanismo de ação
-Espectro de atividade
-Propriedades farmacocinéticas. Se o
antibiótico vai conseguir chegar ao local (se passa a barreira
hematocefálica)
-Dose, intervalo e via de administração
-Interação medicamentosa
-Efeitos colaterais
-Via de eliminação e\ou metabolismo
-PreçoAntibiótico a ser prescrito
-Concentração sérica máxima
-Concentração sérica mínima

Grupos de antibióticos:
● Beta lactâmicos
● Glicopeptideos
● Lincosaminas
● Aminoglicosideos
● Rifampicinas
● Polimixinas
● Tetraciclinas e glicilciclinas
● Macrolideos
● Esterptograminas
● Oxazolidinonas
● Quinolonas
● Clorafenicol
● Sulfas
● Ketolideos
Antimicrobianos: toda substância que consegue inibir
bactérias

Bactéria x bactéria bactéria x fungos

Quimioterapicos : substância modificada que


consegue inibir o microorganismo e células cancerígenas
Antibióticos : substancias de um microorganismo que
é ativa contra outros microorganismos
Bacteriostático : inibe o crescimento bacteriano
Bactericida : provoca morte do microorganismo
Efeito ativo ou sinérgico : aumenta a atividade da
droga
Efeito antagônico : diminui ou inativa a ação de
outras drogas
Amplo espectro : gram + e gram –
Pequeno espectro : gram + ou gram –
Concentração inibitória mínima (CMI\ MIC) menor
concentração da droga que inibe o crescimento bacteriano
Concentração bactericida mínima (CBM\MBC) menor
concentração da droga que mata pelo menos99% do inoculo
bacteriano.

MECANISMO DE AÇÃO :
1. inibe sintese de parede (penicilina, vancomicina,
cefalosporinas)A vancomicina não passa pelas porinas – poros
da bactéria – por isso somente funciona contra gram +, já que
as gram – não tem porina.

2. inibe sintese de acido nucléico


Quinolonas(ofloxacina)Rifanplicilina

3. )Inibição da síntese de metabolismo PABA (ac


paraminobenzoico) – precursor do ac fólico, Ac Fólico
Sulfonamidas Trimetoprima
4. inibe a síntese de membrana plasmática.
Altera a permeabilidade da bactéria e a bactéria morre
por ressecamento
Polimixinas
Ligam-se aos esteroide da membrana FUNGICA
Colesterol x ergosterol
Anfotericina B, cetoconazol

5.. inibe a síntese de proteína (inibe sintese de


ribossomos)Ligan-se as subunidades de 50S ou 30S dos
ribossomos
● Clorafenicol
● Eritromicina
● Tetraciclina
● Estreptomicina

Mecanismo de Resistência:
1) sintese de enzimas inativadoras
2) prevenção de acesso ao alvo
Bombas de efluxo
Proteínas
3) modificação do sitio alvo
Intrínsecas
Porinas
Bombas de efluxo
Enzimas inativantes
Adquirida
Mutação (o alvo, na permeabilidade, na
produção enzimática)
Recombinação genética.
ANTIBIOTICOS TERATOGENICOS

A – sem alterações teratogênicas em animais e


humanos. Todos os betalactamicos (penicilinas,
cefalosporinas e carbapeninas)

B – sem alterações em animais


Macrolitios ( eritromicina, claritromicina...) Fluconazol

C – estudos em animais mostram teratogenicidade


Aminoglicosideos
Sulfas
Cloranfenicol
Retrovirais
Antivirais

D – teratogenicidade comprovadas em humanos


Azolicos
Interferon

Eliminação do antibiótico por - metabolismo hepático –


anticoncepcional também
Então duas substâncias entram em competitividade e o
anticoncepcional, como tem maior afinidade é eliminado
primeiro, além disso, a função do metabolismo hepático está
acelerada por estar eliminando duas substâncias ao mesmo
tempo o que reduz o nível sérico de ambas mais rápido.
(Quinolonas, sulfas, antifúngicos azolicos)
No álcool, a afinidade é pelo antibiótico, que sofrem a
eliminação primeiro.

Betalactâmicos:
Penicilinas
Cefamicinas
Carbapens
Cefalosporinas
Monobactâmicos

PENICILINAS
Naturais:
Penicilina G (procaína)
IM
Pneumonias adquiridas na comunidade
Infecções de pele e tecido celular subcutâneo como
impetigo, erisipela e celuliteGonorréia

Penicilina G Na+/K+ (cristalina)EV


Meningites por meningococo ou pneumococo
Endocardite bacteriana por Streptococcus viridans ou
enterococos
Infecções puerperais (Clostridium spp.) ou neonatais por
Streptococcus agalactiae
Infecções pulmonares por anaeróbios (abscesso
pulmonar e empiema pleural)
Leptospirose, sífilis terciária, actinomicose

Penicilina G (benzatina)
IM
Pneumonias adquiridas na comunidade
Infecções de pele e tecido celular subcutâneo como
impetigo, erisipela e celuliteGonorréia

Penicilina V
VO
Infecções leves como faringoamigdalites
Infecções orais e (..... preguiça e preguiça e não vai cair
na prova!)
AINES (anti-inflamatórios não
esteroidais)
Atua na inibição da COX 1 e COX 2, inibindo a converçao
de Ac. Aracdonico em prostaglandinas, assim

Fosfolipidios -----Ác. Aracdonico ----X----Prostaglandinas=


(hist./brad/quim/Hep...)
COX_1/COX_2

CORTICOESTEROIDES
Inibi a cascata desde o seu inicio, iniduzindo o
acoplamento de uma molécula chamada lipocortina, desde a
membrana celular até sua assimilação no núcleo.
Fosfolipidios---X---Ac Aracdonico ------
Prostaglandinas Fosfolipase A2
Leucotrienos lipoxygenase

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