Imunologia Fundamental - Medbook R Augusto
Imunologia Fundamental - Medbook R Augusto
IMUNOLOGIA
Coloração
GRAM:
As bactérias gram +
apresentam parede celular
com camada grossa de
amino açúcares, que se
coloram facilmente.
As bactérias gram(-)
apresentam parede celular
com camada fna de proteo-
glicanos e com lipopolissacarideos que são lavados então
a coloração fica fraca
Técnica de Ziehl-Neelsen
1 - Cobrir um esfregaço, seco
e fixado pelo calor, com o
corante carbolfucsina.
2 - Aquecer a lâmina até que
se desprendam vapores (o corante não deve entrar em
ebulição). Deixar por 5minutos.
3 - Lavar o excesso de corante com água destilada e descorar
com álcool-ácido (97% álcool absoluto e 3% HCl)até que não
aparece mais corante na lâmina.
4- Fazer a coloração de contraste com azul de metileno (1-2
minutos).
5 - Lavar o excesso de corante, escorrer e secar ao ar.
6 – Examinar com objetiva de 100 x, com imersão em óleo.
As micobactérias ficam coradas em vermelho e o fundo em
azul
II. VÍRUS
Seu nome vem do termo em latim, VENENO. Descoberto
por Pasteur no final do século XIX.
Os vírus são seres que não possuem atividades
metabólicas e nem ribossomo, por isso não sintetizam
proteínas e apresentam grau de virulência e patogenicidade
quando se reproduzem, sendo assim parasitas intracelulares
obrigatórios.
Tem de 10 - 300 nm, seres acelulares.
Os vírus contem apenas um tipo de informação
genética: DNA ou RNA, podendo então redirecionar as funções
metabólicas dos hospedeiros para sua replicação
Podendo ainda ser, fita dupla ou fita simples. Podem
possuir de 10-200 genes
● DNA fita dupla=variola
● DNA fita simples= animais-parvo apenas
● RNA fita dupla= rotavirus
● RNA fita simples= poliomelite
Possuem 2 componentes; CAPSIDEO ou capsula proteica
e a CADEIA DE ACIDO-NUCLEICO
PARTÍCULA VIRAL: Os vírus são formados por um
agregado de moléculas mantidas unidas por forças
secundária, formando uma estrutura denominada partícula
viral. Uma partícula viral completa é denominada vírion. Este
é constituído por diversos componentes estruturais
● Ácido nucléico: molécula de DNA ou RNA que constitui
o genoma viral.
● Capsídeo: envoltório protéico que envolve o material
genético dos vírus.
● Nucleocapsídeo: estrutura formada pelo capsídeo
associado ao ácido nucléico que ele engloba (Os capsídeos
formados pelos ácidos nucleicos são englobados a partir de
enzimas) .
● Capsômeros: subunidades proteicas (monômeros) que
agregadas constituem o capsídeo.
● Envelope: membrana rica em lipídios que envolve a
partícula viral externamente. Deriva de estruturas
celulares, como membrana plasmática e organelas.
● Peplômeros (espículas): estruturas proeminentes,
geralmente constituídas de glicoproteínas e lipídios, que
são encontradas ancoradas ao envelope, expostas na
superfície.
VIRUS NÃO-ENVELOPADOS
O capsômero e a unidade menor de um vírus que pode
ser vista a microscópio ótico, podendo conter apenas uma
proteína. este capsômero não encontra-se recoberto pelo
envelope lipídico que o protege.
REPLICAÇAO VIRAL
ENZIMAS VIRAIS; a maioria não apresenta, porem:
● NEUROAMINIDASE – quebram pontes glicosídicas
em glicoproteínas e glicolipídios de tecidos conectivos de
animais.
● HEMAGLUTININA - é uma glicoproteína, que tem
como principal função ligar o vírus ao receptor da célula
hospedeira. Ela reconhece um açúcar da nossa membrana
celular, o ácido siálico, e é a responsável pelo
reconhecimento e ligação do vírus a nossas células do
sistema respiratório. A Hemaglutinina se liga ácido siálico
do monossacarídeo que está presente na superfície das
células alvo.
• Lisozima – em pequena quantidade,
fazem pequenos furos na parede celular bacteriana.
• Transcriptase reversa – transcreve o RNA para
formar um DNA
Replicação viral:
1. Adsorção
2. Penetração na célula: - injeção do ácido nucleico
- endocitose
- fusão do envelope viral (HIV)
3. Síntese dos componentes virais
transcrito traduzido
ác. nucleico → RNA m → proteína
↓ replicação
ác. nucleico
4. Montagem (Maturação) dos vírus: espontânea
5. Liberação dos vírus:
a) lise
b) brotamento usado pelos vírus envelopados (parte
proteica - vírus / parte lipídica - cél.) – HIV
III. FUNGOS
Muitas vezes os fungos foram comparados a vegetais,
no entanto, são organismos que não possuem clorofila em
suas células e, portanto não realizam fotossíntese.
Todos os fungos são eucariotos e podem ser
unicelulares (leveduras, quitrídias), ou multicelulares.
Normalmente possuem dois núcleos em suas células os
quais podem ser visualizados pelo microscópio óptico
empregando-se técnicas de coloração apropriadas. Bolores e
leveduras
ANTIGE
NOS E
AGENTES
AGRESSORE
S
FISICOS
Consideram-se
agentes de risco físico
as diversas formas de
energia a que possam
estar expostos os
trabalhadores, tais
como: ruído, calor, frio,
pressão, umidade,
radiações ionizantes e
não-ionizantes,
vibração, etc.
OS RISCOS
FÍSICOS APRESENTAM UM INTERCÂMBIO BRUSCO DE ENERGIA
ENTRE O ORGANISMO E O AMBIENTE, EM QUE A QUANTIDADE
SUPERIOR
ÁQUELA QUE O ORGANISMO É CAPAZ DE SUPORTAR,
PODENDO ACARRETAR AO SER HUMANO DOENÇAS.
FATORES AGRAVANTES
● TEMPO DE EXPOSIÇÃO: Quanto maior o tempo de
exposição, maiores são as possibilidades de se produzir
uma doença.
● CONCENTRAÇÃO OU INTENSIDADE DOS AGENTES
Quanto maior a concentração ou intensidade, dos
agentes agressivos presentes, tanto maior a possibilidade
de danos à saúde do trabalhador.
SUSCETIBILIDADE INDIVIDUAL
A resposta do organismo a um determinado agente,
pode variar de indivíduo para indivíduo, portanto é um fator
importante a ser considerado.
QUIMICOS
Ácidos • têm sabor azedo • são conhecidos como 'doadores
de prótons'• Todas as propriedades de um ácido se devem à
presença do íon Hidrônio . Ex• HCl,H2SO4,etc
Danos
• À integridade física (morte ou incapacitação para o
trabalho) – Acidentes à quedas, incêndio, explosão, etc.
• À saúde do indivíduo exposto – Efeitos agudos – Efeitos
crônicos
• À saúde e integridade das gerações futuras (descendentes
dos indivíduos expostos)– Efeitos mutagênicos – Efeitos
teratogênicos – Efeitos sobre o poder reprodutivo• Ao
ambiente externo
BARREIRAS E RESPOSTA DE DEFESAS
NATURAIS, INATAS.
A Imunologia, Estudo dos mecanismos de defesa do
organismo contra agentes infecciosos (bactérias, fungos,
parasitase vírus) e outras substâncias estranhas (metais
pesados, agentes tóxicos) presentes no ambiente.
PRINCIPAL
● Medula óssea: hematogênese
● Timo: diferenciação dos linfócitos
SECUNDÁRIO
● Baço
● Nodos linfáticos
● Tecido linfoide associado ao sistema digestório
(placas de Peyer, apêndice), cavidade oral -tonsilas,
sistema respiratório -adenoides
CÉLULAS DE DEFESA:
MACRÓFAGO : fagocitose e apresentação de antígenos
para os linfócitos T. Na inflamação, os macrófagos atuam
como APCs, potencializando a ativação de LT e LB pela
expressão de moléculas co-estimuladoras, e liberam citocinas
pro-inflamatórias como IL-1, IL-6, IL-12, TNF-α e quimiocinas.
Também produzem espécies reativas de oxigênio (EROs),
como ânion superóxido, radical hidroxila e peróxido de
hidrogênio (H2O2), e intermediários reativos do nitrogênio
cujo principal representante é o óxido nítrico (NO). O NO é
produzido pela sintetase do óxido nítrico induzível, iNOS,
ausente em macrófagos em repouso, mas induzida por
ativação de TLRs em resposta a PAMPs, especialmente na
presença de INF-γ.4
LEUCÓCITOS
DO SANGUE
:PMN:Basófilo
/Eosinófilo
/Neutrofilo
Mononucleares:Linf
ócitos, monocitos
LEUCÓCITOS
DO TECIDO :
Macrófagos/Mastócitos/ NK
Funções
● Iniciar a resposta contra os agentes agressores
● continuar a resposta juntamente com a imunidade
específica
● Influenciar o tipo de resposta específica
Química:
● pH
● Lisozima ácido lático
● Bacteriocina secreção sebácea
● Lactoferrina muco
microbiológica
● Microbiota
● Produtos do metabolismo microbiano
Participantes
:
Células
NK Inibe
células
tumorais e
virais. É
formada e
diferenciada na
própria
medula(medul
a – LB e NK;
timo –
LT)Libera
mediadores →
interferon →
inibe
multiplicação viral e induz apoptose ( MHC – glicoproteina do
glicocalix que reconhece o próprio e impróprio)
Subpopulação de linfócitos →destruição de células que
apresentam ↓MHC I
Infecção viral – ↓ das moléculas de MHC I – ativação da
NK
● Secreção de IFN-
● Ativação do NK
● Mecanismo de Ação
● PERFORINA - Linfocitos T
● GRANZIMA - Linfocitos T
● Fagócitos
● Neutrófilos
● Macrófagos
MICROBIOTA
MICROBIOTA NORMAL DO SER HUMANO
INTERAÇÃO SER HUMANO E MICRORGANISMOS
1. Colonização transitória
2. Colonização permanente
3. Doença (processo patológico → lesão
MICROBIOTA
NORMAL DA PELE
Microrganismos
residentes
predominantes são:
● Bacilos aeróbios
e anaeróbios;
estafilococos aeróbios
e anaeróbios não
hemolíticos; bacilos
gram (+) aeróbios,
estreptococos e enterococos; bacilos coliformes gram(-) e
Acinetobacter; fungos e leveduras nas pregas cutâneas;
micobactérias não patogênicas em áreas ricas em
secreções sebáceas.
O pH baixo, os ácidos graxos nas secreções sebáceas e a
lisozima podem ser fatores importantes para eliminação da
flora não residente da pele
Acidez da mucosa vaginal (pH de 4 a 4,5) é devida ao
crescimento dos
lactobacilos.
Aparelho respiratório também contém uma série de
defesas escalonadas contra
microrganismos
Reflexo epiglótico, aderência de muco na árvore
respiratória, cílios e epitélio
respiratório e tosse.
A sudorese profusa, a lavagem e o banho não
conseguem eliminar ou modificar significativamente a flora
residente normal
COMPLEMENTO
Sistema Complemento é constituído por uma família de
mais de 20 glicoproteínas plasmáticas, sintetizadas
principalmente no fígado, mas também por macrófagos e
fibroblastos.
Capazes de adquirirem atividade enzimática pela ação
de outras proteases
3 vias de ativação:
a. clássica (induzida pela imunidade adaptativa)
A via clássica se assemelha à via das lectinas e se inicia
pela ligação do componente C1q a duas moléculas de IgG ou
a uma de IgM, complexadas ao antígeno-alvo
(imunocomplexos). Essa ligação ativa as proteases R (C1r) e S
(C1s) associadas a C1q, que clivam os componentes C2 e C4,
dando sequência à via como descrito. A via clássica está
associada à resposta imune específica humoral, pois depende
da produção prévia de anticorpos específicos aderidos à
superfície dos patógenos
b. alternativa (pré-formada)
A via alternativa se inicia com a quebra espontânea do
componente C3 nos fragmentos C3a e C3b. A clivagem expõe
uma ligação tioéster no fragmento C3b, que permite sua
ligação covalente à superfície dos micro-organismos
invasores. Não havendo ligação do componente C3b, a
ligação tioéster é rapidamente hidrolisada e o fragmento,
inativado. A ligação do C5b à superfície do patógeno dá início
à formação do complexo de ataque à membrana pela ligação
sucessiva dos componentes C6 e C7 na bicamada lipídica da
membrana celular.
O complexo C5b,6,7 permite a ligação do componente
C8 e, finalmente, há polimerização do C9 atravessando a
bicamada lipídica e promovendo lise osmótica do agente
infeccioso.
3)Ação Pró-Inflamatória
ANAFILATOXINAS (C3a e C5a) e QUIMIOTAXIA (C5a) :
- S.C. podem induzir liberação de HISTAMINA de MASTÓCITOS
e BASÓFILOS
- S.C. capaz de promover a migração de LEUCÓCITOS
(DIAPEDESE).
Outras atividades:
● Aumento das propriedades aderentes dos
NEUTRÓFILOS à parede dos capilares sangüíneos
● Auxiliam na secreção de Ig
● Aumento da permeabilidade vascular
● Solubilização e liberação de imunocomplexos
O MHC
O complexo de histocompatibilidade principal humano,
MHC, é composto por um conjunto de genes altamente
polimórficos, denominados complexo HLA ( human leukocyte
antigen ), e compreende mais de 120 genes funcionais, dos
quais cerca de 20% estão associados à imunidade.
A associação entre doenças autoimunes e genes do
MHC reflete o importante papel dessas moléculas no
direcionamento da resposta imune. Por seu papel na
apresentação de antígenos, o MHC estabelece um elo entre a
resposta inata e a resposta
adaptativa.
No homem, esses genes situam-se no cromossomo 6 e,
tradicionalmente, são divididos em classes I, II e III.
Apenas os genes de classes I e II estão envolvidos na
apresentação de antígenos proteicos para LT.
As moléculas de classe I estão presentes na superfície
de todas as células nucleadas, enquanto as de classe II são
encontradas basicamente nas APCs(macrófagos, DCs e LB).
Todas as moléculas de MHC presentes na superfície de
uma célula têm um peptídeo associado. Embora as moléculas
de classe I e II apresentem características estruturais
diversas, ambas são expressas como heterotrímeros em que
duas cadeias são
da molécula de MHC e a terceira é o peptídeo apresentado
aos LT
Na região HLA de classe I, existem cerca de 20 genes, e
três deles, HLA-A, B e C, são ditos clássicos .
As moléculas de classe I apresentam para os LTs CD8
peptídeos endógenos, isto é, peptídeos derivados de
proteínas autólogas no citoplasma.
As moléculas HLA de classe II são constituídas por duas
cadeias, α e β, ambas codificadas por genes polimórficos
existentes nas regiões do complexo MHC de classe II.
As moléculas HLA de classe II apresentam para os LT
peptídeos exógenos, isto é, derivados da proteólise de
proteínas não autólogas nos fagolisossomos
INFLAMAÇAO
PROCESSO INFLAMATÓRIO:
Conjunto de alterações bioquímicas, vasculares e
celulares que visam a manutenção da homeostase.
RESPOSTA INFLAMATÓRIA:
resposta do sistema imune frente à uma lesão acompanhada
de edema, dor, rubor, calor e algumas vezes perda de função.
Mediadores da Inflamação
• Histamina: interagem com receptores específicos,
aumentam a permeabilidade venular pós-capilar,
vasoconstrição pulmonar, aumento da secreção de muco,
produção de prostaglandinas no pulmão.
• PAF: liberado pelas plaquetas, neutrófilos e mastócitos, ativa
m a síntese de leucotrienos e prostaglandinas, ativam o siste
ma complemento, induz desgranulação de neutrófilos e eosin
ófi[Link] eritema
EVENTOS
VASCULARES E
CELULARES .
A) aumento da
densidade capilar -
através dos
estímulos os
esfíncteres dos
capilares
sanguíneos se
dilatam e tornam
esse capilar
permeável à
passagem
sangüínea.
B) edema -
passagem de
proteínas e
aumento da
pressão no local
leva à retenção de
maior número de
moléculas de
água.
REGENERAÇÃO TECIDUAL
O influxo de neutrófilos é seguido da migração de monócitos
que se transformam em macrófagos notecido, aumentando o
número destas células no foco inflamatório.
ativado → produz citocinas (TGF, PDGF, VEGF,growth factor)
↓
-proliferação de fibroblastos
-neoformação de capilares sanguíneos
-síntese de componentes da matriz extracelular
↓
Regeneração
IL – interleucinas
Ativam e diferenciam células.
REAÇOES DE
HIPERSENSIBILIDADE
HIPERSENSIBILIDADE = estimulação antigênica
anterior em contato adicional com o ANTÍGENO, leva a
um reforço secundário da Resposta Imune, causando reação
excessiva com grandes danos celulares e
teciduais(hipersensibilidade)
TIPO I
Mastócitos e basófilos expressam receptores de alta
afinidade para fração Fc deIg E.
Seqüência de eventos:
1) produção de Ig E (LB) em resposta a 1ª exposição a
um Ag.
2) ligação de Ig E aos receptores Fc na superfície de
mastócitos e basófilos.
3) interação do Ag reintroduzido com Ig E ligada,
levando à:
4) ativação das células e liberação dos mediadores
químicos (armazenados nosgrânulos citoplasmáticos dos
mastócitos e basófilos).
* As manifestações clínicas e patológicas
da hipersensibilidade se devem às ações dos mediadores
liberados (PAF, citocinas, histamina,
leucotrienos, prostaglandinas).
Indivíduos
atópicos: níveis
sensivelmente
elevados de IgE;
quantidades
ligeiramente
maiores de
mastócitos; mais
receptores Fc de
alta afinidade em
cada mastócito
e maior proporção
destes receptores está ocupada por IgE.
Formas mais comuns de doenças atópicas:
● rinite alérgica (febre do feno)
● asma brônquica
● dermatite atópica (eczema)
● alergias alimentares
* pólen, plantas, ácaros de poeira, alguns
medicamentos e alimentos produzem tipicamente reação de
hiper sensibilidade.
Reações de Hipersensibilidade Imediata de Pele
mediadores liberados → relaxamento das céls. da
musculatura lisa = local vermelho(acúmulo de hemácias),
células endoteliais retraem → extravasamento do
plasma=eritema → pápula, vasos sangüíneos nas margens
dilatam → rubor.
TIPO II
Apresentam 3 subtipos:
TIPO III
hipersensibilidade mediada por imunocomplexos ou
reação de Arthus
- pode ser local ou sistêmica
-algumas regiões são mais propícias(articulações, leito
capilar dos glomérulos renais)
- Ag presentes na circulação ligam-se a Ac, formando
um complexo que liga-se às paredes vasculares
-sistema complemento ativado para destruir o Ag lesão
das célulasendoteliais= vasculite aguda
- falta de suprimento sanguíneo local – isquemia
- liberação de enzimas líticas por PMN e ativação do
sistema de coagulação sanguínea = formação de
trombos, trombose e isquemia
TIPO IV - celular
Hipersensibilidade retardada ou celular,
hipersensibilidade à tuberculina
-Envolve apenas células, principalmente linfócitos T e
macrófagos demora ao menos 12 horas para se desenvolver
-O principal local da atividade destrutiva do sistema
imune é a pele, por onde o Ag entra em pequenas
quantidades
-Mecanismo da hipersensibilidade tipo IV o mesmo da
resposta imune na infecção pelo bacilo da tuberculose, por
vírus, fungos ou parasitas inflamação crônica ou
granulomatosa
- granuloma: aglomerado circundado por macrófagos e
linfócitos
- necrose tipo caseosa (tem o aspecto e consistência de
queijo)
ANTICORPOS
ATIVAÇÃO DOS LINFÓCITOS B
Os LB são responsáveis pela imunidade humoral que se
caracteriza pela produção e liberação de anticorpos capazes
de neutralizar, ou até mesmo destruir, os antígenos (Ag)
contra os quais foram gerados.
O complexo do
receptor de LB (BCR)
inclui, além da
imunoglobulina de
membrana, duas
cadeias peptídicas,
Igα e Igβ, que têm
função de dar início
à sinalização
intracelular após o
encontro com o
antígeno.
As moléculas
Igα e Igβ contêm
motivos de ativação
(ITAMs) que são fosforilados após ligação do antígeno ao
complexo BCR, e ativam fatores que promovem a transcrição
de genes envolvidos na proliferação e diferenciação dos LB
Proteínas do complemento também fornecem sinais
secundários para ativação por meio do receptor para o
fragmento C3d, denominado CR2 ou CD21, expresso na
superfície dos LB.
Esta ligação promove o início da cascata de sinalização
de ambos os receptores, gerando uma resposta muito maior
se comparada à resposta do antígeno não ligado à molécula
C3d. Microorganismos e antígenos que ativam o
complemento. Esse é também um mecanismo de
amplificação da resposta imune humoral, uma vez que
anticorpos capazes de ativar o complemento vão resultar em
maior estímulo dos LB.
A resposta dos LB a antígenos peptídicos requer a ajuda
dos LT auxiliares e esses antígenos são, por isso,
denominados “antígenos T dependentes”.
Muitos antígenos não proteicos, com epítopos
repetitivos, não necessitam da cooperação dos LT e são
denominados “antígenos T independentes”
RESPOSTA PRIMÁRIA
O primeiro contato com um antígeno, por exposição
natural ou vacinação, leva à ativação de LB virgens, que se
diferenciam em plasmócitos produtores de anticorpos e em
células de memória, resultando na produção de anticorpos
específicos contra o antígeno indutor.
Após o início da resposta, observa-se uma fase de
aumento exponencial dos níveis de anticorpos, seguida por
uma fase denominada platô, na qual os níveis não
se alteram.
Segue-se a última fase da resposta primária, a fase de
declínio, na qual ocorre uma diminuição progressiva dos
anticorpos específicos circulantes
RESPOSTA SECUNDÁRIA
Ao entrar em contato com o antígeno pela segunda vez,
já existe uma população de LB capazes de reconhecer esse
antígeno devido à expansão clonal e células de memória
geradas na resposta primária.
A resposta secundária difere da primária nos seguintes
aspectos: a dose de antígeno necessária para induzir a
resposta é menor; a fase de latência é mais curta e a fase
exponencial é mais acentuada; a produção de anticorpos é
mais rápida e são atingidos níveis mais elevados; a fase de
platô é alcançada mais rapidamente e é mais duradoura e a
fase de declínio é mais lenta e persistente.
LINFÓCITOS B1
Os LB1 constituem uma subpopulação distinta dos LB
convencionais(B2). Possuem forte capacidade
autorrenovadora e são encontrados principalmente na
cavidade pleural, peritoneal e em menor quantidade no baço.
São responsáveis pela produção da maior parte das IgM
naturais e também da maioria dos anticorpos de classe IgM,
incluindo anticorpos contra LT, dsDNA, eritrócitos e anticorpos
que reconhecem constituintes bacterianos comuns. Tem sido
sugerido que os LB1 representam uma relíquia evolutiva
originada de uma linhagem primitiva da imunidade inata que
se tornou uma célula linfoide do sistema adaptativo, mas
ainda mantém muitas características de uma célula do
sistema inato.
Os LB1 parecem representar a primeira linha de defesa
contra infecções sistêmicas por vírus e bactérias e são de
fundamental importância para o equilíbrio homeostático do
organismo.
Produzem anticorpos polirreativos e de baixa afinidade,
importantes para remoção de células envelhecidas e/ou que
sofreram estresse celular e proteção contra o
desenvolvimento de doenças autoimunes e arterosclerose.
LINFÓCITOS T
Os LT só reconhecem antígenos processados,
apresentados por moléculas de MHC na superfície de uma
célula apresentadora de antígeno.
A grande diversidade de repertório dos LT maduros é
gerada pelo processo de recombinação somática na qual um
dado gene V, entre os diversos possíveis, liga-se a um dado
gene J ou combinação DJ.
A diversidade de repertório potencial dos LT é algo em
torno de 10¹³.
A recombinação entre os diferentes segmentos é
mediada por enzimas expressas apenas durante a fase de
maturação dos linfócitos. Este processo de educação tímica
visa garantir que os LT circulantes sejam tolerantes aos Ag
próprios, mas capazes de
reconhecer Ag estranhos ao organismo quando apresentados
pelo MHC próprio.
Entretanto, os mecanismos centrais de tolerância não
são absolutos uma vez que LT autorreativos podem ser
encontrados na periferia.
Entre outros mecanismos de regulação periférica,
destacam-se diferentes populações de LT reguladores que
atuam na periferia impedindo o desenvolvimento
de autoimunidade.
Linfócitos Th1
Os LTh1 produzem grandes quantidades de IL-2, que
induz
proliferação de LT e também induz a proliferação e aumenta
a capacidade
citotóxica dos LT CD8.
Produzida em grandes quantidades pelos LTh1 é o INF-γ,
importante na ativação de macrófagos infectados com
patógenos intracelulares como micobactérias, protozoários e
fungos, que apresenta também um papel relevante na
ativação de LT CD8.
Existe um ciclo de retroalimentação positiva na ação do
INF-γ sobre outros LTh0, induzindo sua polarização para a via
de diferenciação Th1 e inibindo a via Th2. A resposta Th1 é
essencial para o controle de patógenos intracelulares.
Linfócitos Th2
A segunda população Th muito importante nas
respostas imunes humorais é o LTh2, que produz IL-4, IL-5, IL-
6 e IL-10, favorecendo a produção de anticorpos.
As respostas Th2 estão associadas com as doenças
alérgicas e infecções por helmintos, uma vez que a IL-4 induz
a troca de classe de imunoglobulinas nos linfócitos B para IgE
e a IL-5 induz a produção e ativação de eosinófilos. De forma
análoga ao INF-γ, a IL-4 também promove retroalimentação
positiva para a via Th2 e suprime a via Th1.
Em situações de hipersensibilidade imediata, como nas
doenças alérgicas, a terapia visa a dessensibilização imune
Th2 e indução de respostas Th1 alérgeno-específicas.
Linfócitos Th17
Os LTh17 representam um novo subtipo de LT efetores
importantes na proteção contra infecção por microorganismos
extracelulares. Esta nova via de diferenciação Th começou a
ser elucidada com a descoberta da citocina IL-23 que,
juntamente com IL-1 e IL- 6, pode levar ao desenvolvimento
de doenças autoimunes em modelos murinos por seu
importante papel pró-inflamatório e indutor da diferenciação e
ativação de LTh17.
Os LTh17 produzem citocinas IL-22, IL-26 e citocinas da
família IL-17.
As citocinas da família IL-17 são potentes indutoras da
inflamação, induzindo à infiltração celular e produção de
outras citocinas pró-inflamatórias.
A produção desregulada de IL-17 está associada a
várias condições autoimunes, como: esclerose múltipla,
doença intestinal inflamatória, psoríase e lúpus. Em pacientes
com artrite reumatoide, níveis aumentados de IL-17 foram
encontrados na sinóvia, onde atua como um importante fator
na ativação dos osteoclastos e reabsorção óssea.
A exata compreensão dos mecanismos de polarização
Th em humanos é fundamental para um melhor entendimento
dos mecanismos fisiopatológicos das doenças
inflamatórias crônicas e para o possível desenvolvimento de
formas mais eficazes de imunoterapia.
LT CITOTÓXICOS (CD8)
Os LT CD8 reconhecem antígenos intracitoplasmáticos
apresentados por moléculas MHC de classe I, que são
expressas por praticamente todas as células nucleadas.
Células infectadas por vírus e células tumorais normalmente
são reconhecidas
pelos LT CD8.
LT REGULADORES DE OCORRÊNCIA
NATURAL - TREGs
As células TREGS representam 5 a 10% do total de LT
CD4+ no sangue periférico, podendo também ser isoladas
diretamente do timo.
As T-REGS presentes no timo são células naive que,
quando saem para a periferia, se tornam ativadas, adquirindo
fenótipo de memória.
Adquire também características de células de
varredura, em busca de AgS nos tecidos
Grupos de antibióticos:
● Beta lactâmicos
● Glicopeptideos
● Lincosaminas
● Aminoglicosideos
● Rifampicinas
● Polimixinas
● Tetraciclinas e glicilciclinas
● Macrolideos
● Esterptograminas
● Oxazolidinonas
● Quinolonas
● Clorafenicol
● Sulfas
● Ketolideos
Antimicrobianos: toda substância que consegue inibir
bactérias
MECANISMO DE AÇÃO :
1. inibe sintese de parede (penicilina, vancomicina,
cefalosporinas)A vancomicina não passa pelas porinas – poros
da bactéria – por isso somente funciona contra gram +, já que
as gram – não tem porina.
Mecanismo de Resistência:
1) sintese de enzimas inativadoras
2) prevenção de acesso ao alvo
Bombas de efluxo
Proteínas
3) modificação do sitio alvo
Intrínsecas
Porinas
Bombas de efluxo
Enzimas inativantes
Adquirida
Mutação (o alvo, na permeabilidade, na
produção enzimática)
Recombinação genética.
ANTIBIOTICOS TERATOGENICOS
Betalactâmicos:
Penicilinas
Cefamicinas
Carbapens
Cefalosporinas
Monobactâmicos
PENICILINAS
Naturais:
Penicilina G (procaína)
IM
Pneumonias adquiridas na comunidade
Infecções de pele e tecido celular subcutâneo como
impetigo, erisipela e celuliteGonorréia
Penicilina G (benzatina)
IM
Pneumonias adquiridas na comunidade
Infecções de pele e tecido celular subcutâneo como
impetigo, erisipela e celuliteGonorréia
Penicilina V
VO
Infecções leves como faringoamigdalites
Infecções orais e (..... preguiça e preguiça e não vai cair
na prova!)
AINES (anti-inflamatórios não
esteroidais)
Atua na inibição da COX 1 e COX 2, inibindo a converçao
de Ac. Aracdonico em prostaglandinas, assim
CORTICOESTEROIDES
Inibi a cascata desde o seu inicio, iniduzindo o
acoplamento de uma molécula chamada lipocortina, desde a
membrana celular até sua assimilação no núcleo.
Fosfolipidios---X---Ac Aracdonico ------
Prostaglandinas Fosfolipase A2
Leucotrienos lipoxygenase