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Guia do DFD na Lei de Licitações

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Gustavo Souza
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Módulo II

Artefatos da Fase Preparatória -


Parte 1

1. Documento de Formalização da Demanda (DFD)

1.1 Conceito

LEI FEDERAL Nº 14.133/2021 DECRETO FEDERAL Nº


10.947/2022
Art. 12 - No processo licitatório, Art. 2º - Para fins do disposto
observar-se-á o seguinte: neste Decreto, considera-se:

(...) (...)

VII - a partir de documentos de IV - documento de formalização


formalização de demandas, os órgãos de demanda - documento que
responsáveis pelo planejamento de fundamenta o plano de
cada ente federativo poderão, na forma contratações anual, em que a área
de regulamento, elaborar plano de requisitante evidencia e detalha a
contratações anual, com o objetivo de necessidade de contr
racionalizar as contratações dos órgãos
e entidades sob sua competência,
garantir o alinhamento com o seu
planejamento estratégico e subsidiar a
elaboração das respectivas leis
orçamentárias.

A elaboração do Plano de Contratações Anual (PCA), apesar de sua grande importância,


não é obrigatória nos moldes do art. 12, VII da Lei nº 14.133/2021.

O PCA é construído através do Documento de Formalização de Demanda (DFD)


elaborado pelas unidades demandantes e merece destaque, pois apesar da não
obrigatoriedade do PCA, o DFD é elemento indispensável em todo processo de
contratação iniciado a partir da Lei nº 14.133/2021.

Depreende-se, portanto, que o Documento de Formalização de Demanda é o


instrumento inaugural para a futura contratação licitação, através do qual a
Administração manifesta e justifica a sua necessidade, identificando-a, quantificando-a
e qualificando-a, motivadamente.
Segundo o art. 150 da lei nº 14.133/2021 “Nenhuma
“Nenhuma contratação será feita sem a
caracterização adequada de seu objeto e sem a indicação dos créditos orçamentários
para pagamento das parcelas contratuais vincendas
vincendas no exercício em que for realizada
a contratação, sob pena de nulidade do ato e de responsabilização de quem lhe tiver
dado causa”.

A descrição do objeto deve ser sucinta, precisa, suficiente e clara, vedadas


especificações que, por excessivas, irrelevantes
irrelevantes ou desnecessárias, limitem ou frustrem
a competição. De acordo com JUSTEN FILHO (2009, p. 133):

"Grande parte das dificuldades e a quase totalidade dos problemas enfrentados pela
Administração ao longo da licitação e durante a execução do contrato podempod ser
evitados por meio de autuação cuidadosa e diligente nessa etapa interna".

Um objeto mal formulado pode acarretar sérios danos ao procedimento licitatório,


dentre os quais se destaca a precariedade na formulação das propostas pelos licitantes,
restando
tando prejudicado o julgamento destas. Para atendimento aos requisitos de
justificativa e motivação o DFD deve responder objetivamente, entre outros, às
seguintes perguntas:

QUESITOS PONTOS DE ATENÇÃO


Qual é a necessidade da Informar o que se espera solucionar com a
contratação, o “porquê” da
Aquisição /contratação compra/contratação, através da identificação e
pretendida? justificativa da necessidade a ser atendida.
Qual é o Definir a quantidade e periodicidade do
quantitativo e a bem ou serviço necessário para atendimento da
periodicidade? demanda pretendida, levando-se se em conta se a
contratação se dará de forma individual ou
contínua, com base no ano civil.
Qual é o prazo limite para Estabelecer o prazo limite para que a
a conclusão da demanda? demandada seja concluída, a fim de determinar a
viabilidade ou não do processo licitatório.

Ressalta-se
se que o modelo do DFD já se encontra disponibilizado no SEI para
preenchimento pelas unidades, com a possibilidade de inclusão de outras informações
que a unidade julgue necessárias
OBSERVAÇÃO

Além do DFD também deverá ser gerada no Sistema Integrado de Material,


Patrimônio e Serviços (SIMPAS) a requisição de material (RM) ou do serviço (RS)
a ser contratado, sendo posteriormente juntada ao processo. Caso o item a ser
licitado não conste no banco de dados do referido sistema, poderá ser solicitada a
sua inclusão no catálogo, ao administrador do SIMPAS - Diretoria de Material
(DM) ou Diretoria de Serviços (DS), da Superintendência de Recursos Logísticos
(SRL/SAEB),
SAEB), para que seja possível gerar a referida requisição.

1.2 Responsáveis pela Elaboração


O DFD deve ser preenchido pela unidade requisitante (ou solicitante, ou demandante),
sendo um dos primeiros documentos a ser inserido em um processo de aquisição.
aquisição

A depender de suas peculiaridades, a análise do objeto será do setor técnico


competente, nos termos do art. 3º, VI da IN 58/2022 que dispõe o seguinte:

Art. 3º Para fins do disposto nesta Instrução Normativa, considera-


considera
se:

(...)

VI - área técnica: agente


te ou unidade com conhecimento técnico-
técnico
operacional sobre o objeto demandado, responsável por analisar o
documento de formalização de demanda,
demanda, e promover a agregação
de valor e a compilação de necessidades de mesma natureza .

2. Estudo Técnico Preliminar (ETP)


(

2.1 Conceito
LEI FEDERAL Nº 14.133/2021
Art. 6º Para os fins desta Lei, consideram-se:

(...)

XX - estudo técnico preliminar: documento constitutivo da primeira etapa


do planejamento de uma contratação que caracteriza o interesse público
envolvido e a sua melhor solução e dá base ao anteprojeto, ao termo de
referência ou ao projeto básico a serem elaborados caso se conclua pela
viabilidade da contratação;

(...)

Art. 18 - A fase preparatória do processo licitatório é caracterizada pelo


planejamento e deve compatibilizar-se com o plano de contratações anual
de que trata o inciso VII do caput do art. 12 desta Lei, sempre que
elaborado, e com as leis orçamentárias, bem como abordar todas as
considerações técnicas, mercadológicas e de gestão que podem interferir na
contratação, compreendidos:

(...)

I - a descrição da necessidade da contratação fundamentada em estudo


técnico preliminar que caracterize o interesse público envolvido.

O ETP permite identificar a solução mais adequada para atender a necessidade da


Administração, pois uma determinada necessidade pode ser atendida de diferentes
formas. É com base nele que o termo de referência é elaborado, podendo ser modificado
a qualquer momento da fase preparatória, porém a sua alteração implicará no
refazimento dos atos subsequentes, em especial o termo de referência.

O ETP aprofunda o conhecimento sobre o problema a ser resolvido para definir a


solução mais adequada às necessidades administrativas. O objetivo é avaliar a
viabilidade técnica, socioeconômica e ambiental de realizar uma contratação.

Com base no § 1º do art. 6º do decreto estadual nº 22.598/2024, o estudo técnico


preliminar deverá conter ao menos os elementos previstos nos incisos I, IV, VI, VIII e
XIII do § 1º do referido artigo e, quando não contemplar os demais elementos previstos
no referido § 1º, apresentar as devidas justificativas, conforme quadro abaixo:

ELEMENTOS OBRIGATORIEDADE
Descrever a necessidade da eventual contratação,
considerado o problema descrito no documento de
formalização de demanda, sob a perspectiva do interesse SIM
público, identificando-se o que de fato a unidade precisa.
(Inciso I do art. 6º do Decreto Estadual nº 22.598/2024).
Estimar as quantidades a serem contratadas. O quantitativo
do que será contratado deve ser justificado a partir de uma
estimativa considerando-se a interdependência com outras
contratações, bem como o planejamento para evento futuro,
de modo a possibilitar economia de escala. Essa estimativa
deverá ser acompanhada das memórias de cálculo e dos
documentos que lhe dão suporte. (Inciso IV do art. 6º do SIM
Decreto Estadual nº 22.598/2024).

Como se pode observar, a quantidade é um elemento de


grande importância para o TR, por isso deve ser o mais
precisa possível, a fim de se evitar desperdícios ou aumento
do custo da contratação.
Estimar o valor da contratação, mas ainda não se trata de
uma pesquisa mercadológica propriamente dita, mas sim
uma simples estimativa do valor da contratação, a partir de
uma pesquisa com os dados disponíveis ao público. Essa
estimativa deverá ser acompanhada dos preços unitários
SIM
referenciais, das memórias de cálculo e dos documentos que
lhe dão suporte, que poderão constar de anexo classificado,
se a Administração optar por preservar o seu sigilo até a
conclusão da licitação. (Inciso VI do art. 6º do Decreto
Estadual nº 22.598/2024).
Justificar o parcelamento ou não da solução. Uma vez que o
parcelamento é a regra para que não se perca a economia de
escala (Súmula 247 do TCU), deve haver justificativa
quando o parcelamento não for adotado. (Inciso VIII do art.
6º do Decreto Estadual nº 22.598/2024).
SIM
Também deve ser identificado se o objeto é composto por
itens divisíveis ou não, de acordo com suas características
técnicas e peculiaridades de comercialização no mercado.
Importante informação para decisão acerca do critério de
adjudicação do objeto (por item, por lotes ou global).
Apresentar manifestação conclusiva sobre a
viabilidade/adequação da contratação para o atendimento da
necessidade a que se destina, indicando a viabilidade SIM
técnica, operacional e orçamentária. (Inciso XIII do art. 6º
do Decreto Estadual nº 22.598/2024).
Demonstrar o alinhamento entre a contratação e o PCA, NÃO
caso este seja elaborado pela Administração. (Inciso II do
art. 6º do Decreto Estadual nº 22.598/2024).

Se for o caso deverá ser justificada a ausência da previsão.


(Inciso VII do art. 12 da Lei 14.133/21)
Descrever os requisitos necessários e suficientes à escolha
da solução. (Inciso III do art. 6º do Decreto Estadual nº
22.598/2024).

Devem ser incluídos padrões mínimos de qualidade e


desempenho, de forma a permitir a seleção da proposta mais
vantajosa. Podem ser incluídas especificações técnicas do
objeto e/ou obrigações da contratada

Importante listar todos os requisitos que sejam essenciais, NÃO


abstendo-se de relacionar requisitos desnecessários e
especificações demasiadas, para não frustrar o caráter
competitivo da futura licitação, sendo interessante também
que a Administração liste e examine os normativos que
disciplinam os serviços a serem contratados, de acordo com
a sua natureza.

Destacar aqui as práticas de sustentabilidade sob as suas


diferentes dimensões (ambiental, social e econômica).
Pesquisar e indicar as diferentes soluções existentes no
mercado e que podem atender à necessidade
levantada. (Inciso V do art. 6º do Decreto Estadual nº
22.598/2024).

Fazer uma comparação entre as soluções encontradas no


mercado para mostrar, de forma objetiva, qual delas é a mais
vantajosa para a Administração sob os aspectos da
conveniência, economicidade e eficiência.

A comparação deve considerar:

1.
NÃO
1. Custos e benefícios durante o ciclo de vida do objeto
(melhor relação custo-benefício) a exemplo
possibilidade de compra ou locação de bens – (Art. 44
da Lei 14.133/2021).
2. Considerar contratações similares feitas por outros
órgãos e entidades, com objetivo de identificar a
existência de novas metodologias, tecnologias ou
inovações que melhor atendam às necessidades da
administração;
3. Realizar, se for o caso, consulta, audiência pública ou
diálogo transparente com potenciais contratadas, para
coleta de contribuições;
4. Considerar outras opções logísticas menos onerosas à
Administração; e
5. Analisar a contratação anterior, ou a série histórica, se
houver, para identificar as inconsistências ocorridas nas
fases do Planejamento da Contratação, Seleção do
Fornecedor e Gestão do Contrato, com a finalidade de
prevenir a ocorrência dessas nos ulteriores Termos de
Referência ou Projetos Básicos.

Descrever a solução como um todo, com as justificativas


técnica e econômica da escolha do tipo de solução, inclusive
das exigências relacionadas à manutenção e à assistência
técnica, quando for o caso. (Inciso VII do art. 6º do Decreto
Estadual nº 22.598/2024).

Atentar que essa solução deverá ser caracterizada


detalhadamente no Termo de Referência ou Projeto Básico.

Atentar também para o § 2º do art.25 (o edital poderá prever NÃO


a utilização de mão de obra, materiais, tecnologias e
matérias-primas existentes no local da execução,
conservação e operação do bem, serviço ou obra) e para o §
4º do art. 40 (a Administração poderá exigir que os serviços
de manutenção e assistência técnica sejam prestados
mediante deslocamento de técnico ou disponibilizados em
unidade de prestação de serviços localizada em distância
compatível com suas necessidades), ambos da Lei federal n.º
14.133/2021.
Apresentar demonstrativo dos resultados pretendidos,
levando-se em conta critérios de economicidade e de
melhor aproveitamento dos recursos humanos, materiais
e financeiros disponíveis], bem como em termos de
efetividade e de desenvolvimento nacional
sustentável (Inciso IX do art. 6º do Decreto Estadual nº
22.598/2024).
NÃO
As contratações públicas devem buscar resultados
positivos para a Administração, assim devem ser
apontados os resultados pretendidos, de forma a
subsidiar a criação dos indicadores de desempenho que
serão utilizados no Acordo de Níveis de Serviço ou
Instrumento de Medição de Resultados, se for o caso.
Verificar. Informar e/ou adotar providências prévias à
contratação, inclusive quanto à capacitação de servidores ou
de empregados para fiscalização e gestão contratual ou NÃO
adequação do ambiente da organização (Inciso XI do art. 6º
do Decreto Estadual nº 22.598/2024).
Verificar se existem em andamento contratações
correlatas ou interdependentes que venham a interferir NÃO
no planejamento da futura contratação.(Inciso XI do art.
6º do Decreto Estadual nº 22.598/2024).

Com relação ao cronograma de execução dos serviços é


importante lembrar do quanto disposto no art. 115, §1º,
da Lei nº 14.133/2021 (“É proibido à Administração
retardar imotivadamente a execução de obra ou serviço,
ou de suas parcelas, inclusive na hipótese de posse do
respectivo chefe do Poder Executivo ou de novo titular
no órgão ou entidade contratante.”).

Necessário ainda informar se há contratações que


guardam relação/afinidade com o objeto da
compra/contratação pretendida, sejam elas já realizadas,
ou contratações futuras e atentar para a alínea “d” do
inciso VI do § 3º do art. 174 da Lei federal n.º
14.133/2021 (“d) divulgação, na forma de regulamento,
de relatório final com informações sobre a consecução
dos objetivos que tenham justificado a contratação e
eventuais condutas a serem adotadas para o
aprimoramento das atividades da Administração.”).
Descrever possíveis impactos ambientais e medidas de
tratamento mitigadoras, incluídos requisitos de baixo
consumo de energia e de outros recursos, bem como
logística reversa para desfazimento e reciclagem de bens e
refugos, quando aplicável. (Inciso XII do art. 6º do Decreto
Estadual nº 22.598/2024).
NÃO
Com relação ao aspecto ambiental da sustentabilidade,
deverão ser identificados possíveis impactos em decorrência
da contratação pretendida, bem como deverão ser
relacionadas as medidas mitigadoras, que deverão estar
relacionadas com o Plano de Logística Sustentável (PLS) da
Administração, se houver.

OBSERVAÇÃO

Apesar de haver elementos não obrigatórios, é recomendável que o ETP seja o mais completo
possível, pois a exclusão de qualquer elemento não obrigatório, deverá ser justificada no documento.

A Secretaria da Administração do Estado da Bahia (SAEB), publicou a instrução Nº 003/2024, onde


orienta os órgãos e entidades do Poder Executivo Estadual, quanto à elaboração dos Estudos
Técnicos Preliminares (ETP), para a aquisição de bens e a contratação de serviços.

[Link]
_dispoe_sobre_a_elaboracao_dos_estudos_tecnicos_preliminares_-_etp_0.pdf
2.2 Responsáveis pela Elaboração

Nos moldes do art. 5º do Decreto Estadual nº 22.598/2024 o ETP poderá ser elaborado
conjuntamente por servidores da área técnica e requisitante, observado o parágrafo
único do art. 3º do referido decreto, o qual dispõe que os papéis de requisitante e de área
técnica poderão ser exercidos pelo mesmo agente público ou unidade, desde que, no
exercício dessas atribuições, detenha conhecimento técnico-operacional sobre o objeto
demandado.

3. Análise de Riscos

3.1 Conceito

LEI FEDERAL Nº 14.133/2021


Art. 18 (...)

(...)

X - a análise dos riscos que possam comprometer o sucesso da


licitação e a boa execução contratual.

Toda contratação possui riscos próprios, que precisam ser identificados, analisados,
tratados, monitorados e informados dentro do Processo Administrativo respectivo, por
meio da Análise de Riscos ou Mapa de Riscos.

A Análise de Riscos (AR) é o documento que estabelece na fase preparatória um estudo


(documento técnico) que identifica os riscos de um processo de contratação e ficará à
disposição da Administração de modo a orientá-la em seus passos no decorrer da
licitação propriamente dita, assim como na execução contratual. Entende-se, portanto,
que “risco” é o evento futuro e incerto que pode afetar o resultado final buscado pela
compra.

Essa análise deve compreender o processo de contratação como um todo englobando as


fases de planejamento da contratação, seleção do fornecedor e gestão do contrato.

Desse modo verifica-se que o principal objetivo deste documento é deixar a


Administração ciente dos eventuais riscos a fim de que possa, desde logo, fixar regras
para minorá-los e/ou eliminá-los, e se isso não for possível, ao menos conduzir a
execução contratual de modo a minimizar os impactos desses riscos.

Para cada risco apontado, deve-se registrar:

1. A probabilidade de o evento incerto acontecer.

2. As ações que podem diminuir o risco e quem deve tomá-las.


3. Os impactos que poderão acontecer se o evento ocorrer e que ações devem ser
adotadas para diminuir o seu efeito.

QUESITOS PONTOS DE ATENÇÃO


Verificar os riscos envolvidos na
formatação dos lotes da licitação para
Qual é o risco?
não afetar a competitividade do
certame.
A probabilidade do evento poderá ser
baixa, média ou alta.
Qual a
Ex: Se há poucos fornecedores de
probabilidade?
um determinado produto, é altamente
provável que a licitação possa
fracassar.
O impacto do evento será baixo,
médio ou alto.
Qual o
Ex: O fracasso de um processo de
impacto?
compra de merenda escolar causa
alto impacto nas políticas
educacionais.
Ação preventiva

Apontar uma ação que possa


diminuir o risco.
Como
prevenir?
Ex: Se a quantidade de itens
aumenta o risco de fracasso da
licitação, uma ação preventiva seria
a divisão do lote em lotes menores.
Ação contingencial

Caso o evento indesejado aconteça,


qual medida será adotada.

Como Ex: Se em uma contratação de obra


remediar? for identificado alto risco de que
eventos climáticos podem aumentar
o seu custo, o contrato deverá
indicar quem (administração pública
ou contratado) deverá arcar com o
prejuízo.
A análise de risco deve identificar o
Quem são os
responsável por cada ação preventiva
responsáveis?
ou de contingência.
A Auditoria Geral do Estado (AGE) disponibilizará Mapa de Riscos e
Controles Internos nas Contratações Públicas para auxiliar as unidades e
órgãos do Estado na elaboração dessas análises.

3.2 Diferença entre Análise de Riscos e Matriz de Riscos

LEI FEDERAL Nº 14.133/2022


Art. 6º - Para os fins desta Lei, consideram-se:

(...)

XXVII - matriz de riscos: cláusula contratual definidora de riscos e


de responsabilidades entre as partes e caracterizadora do equilíbrio
econômico-financeiro inicial do contrato, em termos de ônus
financeiro decorrente de eventos supervenientes à contratação,
contendo, no mínimo, as seguintes informações:

a) listagem de possíveis eventos supervenientes à assinatura do


contrato que possam causar impacto em seu equilíbrio econômico-
financeiro e previsão de eventual necessidade de prolação de termo
aditivo por ocasião de sua ocorrência;

b) no caso de obrigações de resultado, estabelecimento das frações


do objeto com relação às quais haverá liberdade para os contratados
inovarem em soluções metodológicas ou tecnológicas, em termos de
modificação das soluções previamente delineadas no anteprojeto ou
no projeto básico;

c) no caso de obrigações de meio, estabelecimento preciso das


frações do objeto com relação às quais não haverá liberdade para os
contratados inovarem em soluções metodológicas ou tecnológicas,
devendo haver obrigação de aderência entre a execução e a solução
predefinida no anteprojeto ou no projeto básico, consideradas as
características do regime de execução no caso de obras e serviços de
engenharia;

(...)

Art. 22 - O edital poderá contemplar matriz de alocação de riscos


entre o contratante e o contratado, hipótese em que o cálculo do
valor estimado da contratação poderá considerar taxa de risco
compatível com o objeto da licitação e com os riscos atribuídos ao
contratado, de acordo com metodologia predefinida pelo ente
federativo.

§ 1º - A matriz de que trata o caput deste artigo deverá promover a


alocação eficiente dos riscos de cada contrato e estabelecer a
responsabilidade que caiba a cada parte contratante, bem como os
mecanismos que afastem a ocorrência do sinistro e mitiguem os seus
efeitos, caso este ocorra durante a execução contratual.

§ 2º - O contrato deverá refletir a alocação realizada pela matriz de


riscos, especialmente quanto:

I - às hipóteses de alteração para o restabelecimento da equação


econômico-financeira do contrato nos casos em que o sinistro seja
considerado na matriz de riscos como causa de desequilíbrio não
suportada pela parte que pretenda o restabelecimento;

II - à possibilidade de resolução quando o sinistro majorar


excessivamente ou impedir a continuidade da execução contratual;

III - à contratação de seguros obrigatórios previamente definidos no


contrato, integrado o custo de contratação ao preço ofertado.

§3º - Quando a contratação se referir a obras e serviços de grande


vulto ou forem adotados os regimes de contratação integrada e semi-
integrada, o edital obrigatoriamente contemplará matriz de alocação
de riscos entre o contratante e o contratado.

§4º - Nas contratações integradas ou semi-integradas, os riscos


decorrentes de fatos supervenientes à contratação associados à
escolha da solução de projeto básico pelo contratado deverão ser
alocados como de sua responsabilidade na matriz de riscos.

(...)

Art. 103 - O contrato poderá identificar os riscos contratuais


previstos e presumíveis e prever matriz de alocação de riscos,
alocando-os entre contratante e contratado, mediante indicação
daqueles a serem assumidos pelo setor público ou pelo setor privado
ou daqueles a serem compartilhados.

§1º - A alocação de riscos de que trata o caput deste artigo


considerará, em compatibilidade com as obrigações e os encargos
atribuídos às partes no contrato, a natureza do risco, o beneficiário
das prestações a que se vincula e a capacidade de cada setor para
melhor gerenciá-lo.

§2º - Os riscos que tenham cobertura oferecida por seguradoras


serão preferencialmente transferidos ao contratado.

§3º - A alocação dos riscos contratuais será quantificada para fins de


projeção dos reflexos de seus custos no valor estimado da
contratação.

§4º - A matriz de alocação de riscos definirá o equilíbrio


econômico-financeiro inicial do contrato em relação a eventos
supervenientes e deverá ser observada na solução de eventuais
pleitos das partes.

§5º - Sempre que atendidas as condições do contrato e da matriz de


alocação de riscos, será considerado mantido o equilíbrio
econômico-financeiro, renunciando as partes aos pedidos de
restabelecimento do equilíbrio relacionados aos riscos assumidos,
exceto no que se refere:

I - às alterações unilaterais determinadas pela Administração, nas


hipóteses do inciso I do caput do art. 124 desta Lei;

II - ao aumento ou à redução, por legislação superveniente, dos


tributos diretamente pagos pelo contratado em decorrência do
contrato.

§6º - Na alocação de que trata o caput deste artigo, poderão ser


adotados métodos e padrões usualmente utilizados por entidades
públicas e privadas, e os ministérios e secretarias supervisores dos
órgãos e das entidades da Administração Pública poderão definir os
parâmetros e o detalhamento dos procedimentos necessários a sua
identificação, alocação e quantificação financeira.

A matriz de risco está definida no artigo 6º, XXVII, e depois disciplinada pelo artigo
103, e em síntese serve para ressalvar os riscos do contrato antes de sua execução, bem
como aferir qual das partes tem mais condições de enfrentá-los e administrá-los, para
assumir a responsabilidade por esses riscos. O objetivo final é conferir eficácia nas
soluções dos problemas quando surgirem, reduzir custos extraordinários decorrentes de
surpresas que serão evitadas, e esvaziar os litígios, gerando mais harmonia na relação
contratual.

Importante destacar que a análise de riscos é diferente do procedimento estabelecido


pelo artigo 22 da lei 14.133/21, através do qual o edital poderá (nos casos do parágrafo
3º, do artigo 22, deverá) contemplar matriz de alocação de riscos entre o contratante e o
contratado, hipótese em que o cálculo do valor estimado da contratação poderá
considerar taxa de risco compatível com o objeto da licitação e com os riscos atribuídos
ao contratado, de acordo com metodologia predefinida pelo ente federativo.

A obrigatoriedade da matriz de risco está prevista apenas para contratação de obras e


serviços de grande vulto ou quando se adotarem regimes de contratação integrada e
semi-integrada (artigo 22, parágrafo 3º).
Por fim, tem-se que a análise de risco é um estudo preliminar, obrigatório nos termos do
artigo 18, X, que orienta a licitação e o contrato; a matriz de risco, por sua vez, integra o
contrato, repartindo os riscos entre a administração e o contratado (art.6º, XXVII e
outros).

3.3 Responsáveis pela Elaboração


A elaboração e o gerenciamento do documento competem à área técnica demandante ou
equipe de planejamento da contratação, entretanto, por ser um documento que necessite
da análise de mais de um setor dentro do órgão, nada impede que o setor demandante
seja auxiliado por servidores de outras áreas para a construção do mapa de riscos.

4. Termo de Referência

4.1 Conceito

LEI FEDERAL Nº 14.133/2021


Art. 6º - Para os fins desta Lei, consideram-se:

(...)

XXIII - termo de referência: documento necessário para


a contratação de bens e serviços, que deve conter os
seguintes parâmetros e elementos descritivos:

a) definição do objeto, incluídos sua natureza, os


quantitativos, o prazo do contrato e, se for o caso, a
possibilidade de sua prorrogação;

b) fundamentação da contratação, que consiste na


referência aos estudos técnicos preliminares
correspondentes ou, quando não for possível divulgar
esses estudos, no extrato das partes que não contiverem
informações sigilosas;

c) descrição da solução como um todo, considerado todo


o ciclo de vida do objeto;

d) requisitos da contratação;

e) modelo de execução do objeto, que consiste na


definição de como o contrato deverá produzir os
resultados pretendidos desde o seu início até o seu
encerramento;

f) modelo de gestão do contrato, que descreve como a


execução do objeto será acompanhada e fiscalizada pelo
órgão ou entidade;

g) critérios de medição e de pagamento;

h) forma e critérios de seleção do fornecedor;

i) estimativas do valor da contratação, acompanhadas


dos preços unitários referenciais, das memórias de
cálculo e dos documentos que lhe dão suporte, com os
parâmetros utilizados para a obtenção dos preços e para
os respectivos cálculos, que devem constar de
documento separado e classificado;

j) adequação orçamentária;

(...)

Art. 18. A fase preparatória do processo licitatório é


caracterizada pelo planejamento e deve compatibilizar-
se com o plano de contratações anual de que trata
o inciso VII do caput do art. 12 desta Lei, sempre que
elaborado, e com as leis orçamentárias, bem como
abordar todas as considerações técnicas, mercadológicas
e de gestão que podem interferir na contratação,
compreendidos:

(...)

II - a definição do objeto para o atendimento da


necessidade, por meio de termo de referência,
anteprojeto, projeto básico ou projeto executivo,
conforme o caso;

III - a definição das condições de execução e pagamento,


das garantias exigidas e ofertadas e das condições de
recebimento;

(...)

VII - o regime de fornecimento de bens, de prestação de


serviços ou de execução de obras e serviços de
engenharia, observados os potenciais de economia de
escala;

VIII - a modalidade de licitação, o critério de


julgamento, o modo de disputa e a adequação e
eficiência da forma de combinação desses parâmetros,
para os fins de seleção da proposta apta a gerar o
resultado de contratação mais vantajoso para a
Administração Pública, considerado todo o ciclo de vida
do objeto;

IX - a motivação circunstanciada das condições do


edital, tais como justificativa de exigências de
qualificação técnica, mediante indicação das parcelas de
maior relevância técnica ou valor significativo do
objeto, e de qualificação econômico-financeira,
justificativa dos critérios de pontuação e julgamento das
propostas técnicas, nas licitações com julgamento por
melhor técnica ou técnica e preço, e justificativa das
regras pertinentes à participação de empresas em
consórcio;

(...)

XI - a motivação sobre o momento da divulgação do


orçamento da licitação, observado o art. 24 desta Lei.

Conforme se depreende da lei 14.133/2021, o termo de referência (TR)


especifica o que será contratado e os parâmetros da contratação. Ele é
utilizado para aquisição de bens e serviços, não sendo aplicado em
contratações de obra e serviços de engenharia, que se utilizam do anteprojeto,
projeto básico ou projeto executivo, os quais serão abordados em curso
específico.

REQUISITOS
1 Definição do objeto.
2 Fundamentação da contratação.
3 Descrição da solução.
4 Requisitos da contratação.
5 Modelo de execução do objeto.
6 Modelo de gestão do contrato.
7 Critérios de medição e pagamento.
8 Forma e critérios de seleção do fornecedor.
9 Estimativas do valor de contratação.
10 Adequação orçamentária.

OBSERVAÇÃO

Quando se tratar de compra de bens, o TR deve conter também:

I. A especificação do produto, requisitos de qualidade, rendimento,


compatibilidade, durabilidade e segurança.

II. A indicação dos locais de entrega dos produtos e das regas para
recebimento provisório e definitivo, quando for o caso.

III. A especificação da garantia exigida e das condições de


manutenção e assistência técnica, quando for o caso.

Segue a descrição do que necessita ser preenchido no TR:

ELEMENTOS O QUE DEVE SER ANALISADO?


A natureza do objeto a ser contratado irá
delimitar a modalidade de licitação cabível. É o
que ocorre com a escolha pelo Pregão,
modalidade utilizada apenas para a
contratação de bens e serviços comuns,
devendo a Administração definir se natureza
do objeto a ser contratado é comum. Entende-
Natureza do
se por bens e serviços comuns aqueles que
Objeto
podem ser definidos mediante padrões de
desempenho e qualidade comuns, ou seja, não
apresentam singularidades ou dificuldades na
definição de suas características.

A Súmula 177 do TCU enfatiza que a definição


precisa e suficiente do objeto licitado constitui
regra indispensável da competição, até mesmo
como pressuposto do postulado de igualdade
entre os licitantes, do qual é subsidiário o
princípio da publicidade, que envolve o
conhecimento, pelos concorrentes potenciais
das condições básicas da licitação.
É necessário fornecer a descrição clara,
completa, precisa e detalhada do objeto a ser
contratado (bens ou serviços), evitando que os
licitantes ofereçam propostas que não
atendam às necessidades da administração
pública, sendo vedadas especificações
excessivas, irrelevantes ou desnecessárias que
comprometam, restrinjam ou frustrem o
caráter competitivo da licitação.

Para tanto as unidades demandantes deverão


informar:

 Todas as características do objeto que


Descrição do sejam importantes para a formulação
Objeto das propostas, conforme a solução
prevista no estudo técnico preliminar,
tais como manutenção, assistência
técnica, condições de armazenamento e
garantias, prazo de validade (caso
aplicável, quantitativos, unidades de
medida, prazo do contrato, possibilidade
de prorrogação e demais elementos
necessários à caracterização do objeto;

 Padrão de qualidade com indicação de


eventuais normas técnicas (ABNT)
existentes quanto aos requisitos
mínimos de qualidade, utilidade,
resistência e segurança;

 Escopo do serviço, destacando as


ferramentas necessárias para sua
execução, periodicidade, necessidade de
montagem e instalação, inclusive
equipamentos, bens e/ou produtos, caso
necessários à execução do serviço;

 Planilhas, desenhos, modelos, ou,


quando for o caso, o cronograma físico-
financeiro do serviço;

 Especificar prazos de execução/entrega


e garantia (se houver);

a) Prazos e condições para os


recebimentos provisório e definitivo
do objeto e dos métodos de avaliação
dos serviços.;

b) Prazo para o saneamento de


incoerências na execução do objeto,
caso apresente vícios etc.

 Se a contratação será processada pelo


Sistema de Registro de Preços (SRP)
(artigo 82 NLLC).

São vedadas indicações:

 De marca (porém, o artigo 41, I, da


NLLC aponta algumas exceções),
especificações ou critérios subjetivos,
excessivos, irrelevantes ou
desnecessários;

 Que comprometam, restrinjam ou


frustrem o caráter competitivo da
licitação;

 Que não representem a real demanda de


desempenho e estejam defasadas
tecnológica e/ou metodologicamente ou
com preços superiores aos de serviços
com melhor desempenho.
No ETP a solução é analisada como um todo e
no TR a análise relativa ao item se dará
levando-se em consideração o objeto já
definido e deverá ser definido se o objeto da
licitação será agrupado em lotes ou dividido
por itens, visando obter o maior número de
ofertas e a contratação de várias empresas. De
acordo com a lei nº 14.133/2021, o
Divisão em
agrupamento em lotes deve ser sempre
Lotes e Itens
justificado, podendo ocorrer quando favorecer
a economia de escala ou quando for
necessário por razões técnicas. Nesse sentido
a Súmula 247 do TCU dispõe ser obrigatória a
admissão da adjudicação por item e não por
preço global.

A divisão em itens é a regra. E ela se justifica


em função da maior competitividade, desde
que haja viabilidade técnica.
√ Os requisitos da contratação também estão no estudo técnico
preliminar e se referem ao atendimento das necessidades; critérios e
práticas de sustentabilidade que podem constar das especificações
técnicas dos produtos e serviços ou das obrigações da contratada e
requisitos específicos de habilitação técnica; identificação das soluções
existentes no mercado, como produtos, fornecedores, fabricantes etc.

√ Quando houver critérios de habilitação técnica, eles devem ser


Requisitos ou
descritos. Não se deve confundir critério de habilitação técnica com
Condições da
qualificação técnica dos bens e serviços. A habilitação técnica é uma
Contratação condição do profissional que prestará o serviço. Ex: A contratação de
empresa para aplicação de vacinas deve apresentar pessoal habilitado
na área da enfermagem para a execução da tarefa.

√ Em se tratando de serviços, pode ser necessário que o licitante faça


uma vistoria no local onde o serviço será prestado para que ele conheça
as reais condições do ambiente. Se houver essa necessidade, a situação
deve ser prevista no TR.
√ O prazo indicado para a finalização do contrato deverá ser suficiente
para sua execução.

√ A necessidade de garantia e assistência técnica e os seus prazos


mínimos devem ser informados.

√ Os requisitos de qualidade, rendimento, segurança e durabilidade dos


bens/serviços ou amostra poderão ser exigidos, mediante justificativa.
O contratante poderá exigir certificação de qualidade do produto por
instituição credenciada.

√ Deve ser descrita a forma de pagamento e suas condições: prazo,


momento da efetivação, documentos que devem ser apresentados pela
contratada, reajuste e reequilíbrio contratual.

√ A garantia de execução ou garantia contratual refere-se a um


percentual sobre o valor inicial do contrato que servirá de “caução” para
assegurar a prestação do serviço ou fornecimento do produto. É exigida
apenas do licitante vencedor, na fase de assinatura contratual. Se o
contrato não for cumprido pelo particular, o Estado pode ficar com a
garantia como ressarcimento pelos eventuais prejuízos causados pela
inexecução contratual ou como pagamento de eventual multa
contratual. Se o contrato for executado corretamente, a garantia é
devolvida ao contratado. A garantia pode ser prestada, de acordo com
opção do contratado, por uma das seguintes modalidades: caução em
dinheiro ou em títulos da dívida pública; seguro-garantia; ou fiança
bancária. Essa garantia tem previsão no Título III, Capítulo III da lei nº
14.133/2021 do art. 96, e caso seja exigida, deverá constar
expressamente no instrumento convocatório, a fim de que o licitante
tenha pleno conhecimento dessa exigência ao elaborar sua proposta.
Desse modo é preciso que a unidade reflita, quando da elaboração da
fase interna, sobre a real necessidade de tal exigência para que não
venha a restringir a competitividade no certame e atrapalhar a obtenção
de uma proposta mais vantajosa para a Administração.

Existem as seguintes consequências para o contrato de grande vulto:

• obrigatoriedade de o edital contemplar matriz de alocação de riscos


para obras e serviços de grande vulto (art. 22, § 3º);

• obrigatoriedade de a contratada instituir programa de integridade (art.


25, § 4º);

• possibilidade de exigir prestação de garantia, para obras e serviços de


engenharia de grande vulto, na modalidade de seguro-garantia, em
percentual de até 30% do valor inicial do contrato.
É a descrição da dinâmica de execução do contrato com seus métodos e
rotinas, tais como:

1. Quando o contrato começará a viger (a partir da assinatura do


contrato, da ordem de serviço, da nota de empenho etc.).

2. Se haverá recebimento provisório e, posteriormente, definitivo, e


como se processará essa etapa ou se apenas haverá recebimento
definitivo.

Modelo de 3. Quando, como e onde os bens serão entregues ou os serviços


prestados.
Execução
Contratual 4. Indicação do regime de execução no caso de serviços, adotando uma
das seguintes hipóteses:
d. Contratação por tarefa. (art.
a. Empreitada por preço unitário. (art. 6º, XXXI);
6º, XXVIII); e. Contratação semi-integrada.
(art. 6º, XXXIII);
b. Empreitada por preço global. (art. 6º, f. Contratação integrada. (art.
XXIX); 6º, XXXII);
g. Fornecimento e prestação de
c. Empreitada integral. (art. 6º, XXX); serviço associado. (art. 6º,
XXXIV).
O TR deve prever os critérios e regras da fase competitiva da licitação,
as quais servirão de base para a elaboração do edital e do contrato.

Por isso, ele indicará a modalidade licitatória escolhida para a


contratação (pregão, por exemplo) ou informar se será contratação
direta por dispensa ou inexigibilidade.

O TR também indicará os critérios de habilitação jurídica e


Forma e regularidade fiscal, qualificação econômico-financeira e qualificação
Critérios de técnica, os quais o TR pode delegar para que sejam definidos no edital,
exceto o critério de qualificação técnica que deverá ser previsto
Seleção necessariamente no termo de referência.

Os critérios de qualificação técnica estão no art. 67 da Lei Federal


nº 14.133/21, cabendo ao TR traduzir as exigências de forma clara e
concisa, com as especificações quantitativas e qualitativas dos critérios
a observados pelo licitante.

Ex: Se o objeto do contrato for a organização de eventos, a


administração pública deve exigir que o licitante comprove ter
experiência na organização de um número mínimo de eventos
similares, especificando o que deve constar no certificado
comprobatório.

Critério de julgamento é aquele utilizado para selecionar a proposta


mais vantajosa. Em se tratando de bens e serviços comuns, pode ser o
menor preço ou maior desconto.

Critério de aceitabilidade dos preços é o valor máximo para a


contratação, seja em valor global ou valor unitário de cada item. Caso o
licitante apresente proposta em desconformidade com o valor máximo
aceitável, ele será desclassificado.

O critério de aceitabilidade pode ser sigiloso, se a administração pública


justificar que essa medida será favorável à obtenção de proposta mais
vantajosa.

O valor estimado a ser indicado no TR é o mesmo informado no


estudo técnico preliminar. Em etapa posterior, a administração pública
elaborará o orçamento estimado observando as regras do art. 23 da Lei
Federal nº 14.133/2021.
Refere-se, no contexto do termo de referência, à verificação da
possibilidade de transferir a totalidade ou parte do serviço/fornecimento
às microempresas (MEs) e empresas de pequeno porte (EPPs). São três
possíveis benefícios a serem avaliados quando da elaboração do TR,
quais sejam:

1. A licitação pode ser exclusiva para microempresas e empresa de


pequeno porte (MPE’s) quando o item/lote não ultrapassar
Aplicabilidade R$ 80.000,00, conforme art. 48, I, da Lei Complementar Federal
da nº 123/06;
2. Nas contratações nas quais seja possível a subcontratação,
Lei
poderá ser exigido que as empresas subcontratem somente
Complementar
nº 123/2006 MPE’s, conforme art. 48, II, da Lei Complementar Federal nº
123/06;
3. Para a aquisição de bens de natureza divisível deverá ser
reservada cota de até 25% do objeto para MPE’s, conforme art.
48, III, da Lei Complementar Federal nº 123/06.

Observa-se que o item ‘1’ é objetivo, já para a aplicação dos itens ‘2’ e
‘3’ deverá ser avaliada inicialmente a possibilidade de subcontratação
ou de divisão do objeto.

Ressalva-se ainda que os benefícios em questão não serão aplicados nas


seguintes situações, que deverão ser informadas nos termos de
referência, quando for o caso:

a) Quando não houver um mínimo de 3 (três) fornecedores


competitivos enquadrados como MPE’s sediados local ou
regionalmente e capazes de cumprir as exigências estabelecidas no
instrumento convocatório, conforme art. 49, II, da Lei Complementar
Federal nº 123/06;

b) Quando a contratação de MPE’s ou a reserva de cotas a estas


não for vantajoso para a administração pública ou representar prejuízo
ao conjunto ou complexo do objeto a ser contratado, , conforme art. 49,
III, da Lei Complementar Federal nº 123/06;

c) Nos casos de dispensa (exceto para as compras de baixo valor)


ou inexigibilidade de licitação, conforme art. 49, IV, da Lei
Complementar Federal nº 123/06;

d) No caso de licitação para aquisição de bens ou contratação de


serviços em geral, ao item cujo valor estimado for superior à receita
bruta máxima admitida para fins de enquadramento como EPP (valor
estimado de R$ 4.800.000,00), conforme art. 4º §1º. I da Lei Federal nº
14.133/2021; e

e) No caso de contratação de obras e serviços de engenharia, às


licitações cujo valor estimado for superior à receita bruta máxima
admitida para fins de enquadramento como EPP (valor estimado de
R$ 4.800.000,00) art. 4º §1º. II da Lei Federal nº 14.133/2021.
Ad É a indicação do elemento de despesa, fonte de recurso e funcional
programática, apontando a existência de recursos orçamentários
equação suficientes para a contratação.

Orçamentária
√ Poderão ser solicitados folder, catálogo, certificados, laudos ou
amostras dos produtos ofertados pelos licitantes quando for
indispensável e mediante justificativa. Tais exigências apenas deverão
Exigência de ser solicitadas do licitante provisoriamente classificado em primeiro
Amostra, lugar no certame, concedendo-se prazo razoável para que providencie a
Certificado de apresentação do lhe foi solicitado devidamente emitido e/ou certificado
Marca ou pela instituição credenciada indicada.
Laudo Técnico
√ A exigência de amostra só deve ser considerada caso não haja
possibilidade de comprovação do atendimento do produto ofertado por
outros meios.
√ A exigência de laudos técnicos para comprovação mínima de
qualidade do objeto deve vir acompanhada da indicação precisa dos
documentos que devem ser apresentados.

De acordo com o art. 67, para fins de análise da capacidade técnica do


licitante poderão ser exigidos os seguintes documentos:

1. Comprovação de capacidade técnico - profissional, demonstrada


por meio de atestados devidamente registrados nas entidades
profissionais competentes (exemplo de registro: CAT - Certidão
de acervo técnico do CREA); (Art. 67, I)
2. Comprovação de capacidade técnica operacional para a
execução dos serviços (p. ex. atestado comprovando que a
empresa já realizou serviços compatíveis com o que se pretende
contratar); (Art. 67, II)
3. Indicação do pessoal técnico, das instalações e do
aparelhamento adequados e disponíveis para a realização do
objeto da licitação, bem como da qualificação de cada membro
da equipe técnica que se responsabilizará pelos trabalhos. (Art.
67,III)
4. Prova de atendimento a requisitos previstos em lei especial;
Qualificação (Art. 67,IV)
5. Registro ou inscrição na entidade profissional competente (p.
Técnica ex. CREA); (Art. 67, V)
6. Declaração de que é conhecedor das condições locais e de que
tomou conhecimento de todas as informações para o
cumprimento das obrigações objeto da licitação. (Art. 67, VI)

Importante notar que, enquanto a prova de capacitação técnico-


operacional tem o objetivo de demonstrar que a empresa é capaz de
realizar o serviço/fornecimento, em seus aspectos típicos de estrutura
organizacional (tais como instalações, equipamentos e equipe), a prova
de capacitação técnico-profissional visa demonstrar a experiência do
profissional indicado pelo licitante para atuar como seu responsável
técnico. Observe que, quando exigido o atestado técnico-profissional, a
contratada deverá colocar o seu detentor para atuar diretamente na obra
ou serviço contratado, situação que deve estar prevista no edital de
licitação.

Outros aspectos importantes:

√ Somente poderão ser exigidos atestados relativos às parcelas


relevantes e de valor significativo da obra ou do serviço.

√ Quando for determinado o conhecimento das condições locais, deve-


se facultar - não obrigar - a realização de vistoria pelos licitantes. As
vistorias deverão ser agendadas previamente e nunca poderão ser
realizadas por mais de um licitante ao mesmo tempo.

√ Sempre será admitida a prova de aptidão por meio de atestados ou


certidões que comprovem a atuação em obras ou serviços similares de
complexidade tecnológica e operacional equivalente ou superior.

√ A prova da capacidade técnico-operacional com a exigência de


atestados e certidões será restrita às parcelas de maior relevância ou
valor significativo do objeto da licitação, assim consideradas as que
tenham valor individual igual ou superior a 4% (quatro por cento) do
valor total estimado da contratação.

√ Será admitida a exigência de atestados com quantidades mínimas de


até 50% (cinquenta por cento) das parcelas de que trata o item anterior,
vedadas limitações de tempo e de locais específicos relativas aos
atestados.

√ A exigência de atestado de capacidade técnica deve vincular-se à


prova de desempenho de atividade pertinente e compatível em
características, quantidades e prazos com o objeto da licitação, devendo
ser indicados, de forma objetiva, os critérios de aceitação do(s)
atestado(s) pelo(a) pregoeiro(a) ou agente de contratação na fase de
julgamento.

IMPORTANTE - HABILITAÇÃO TÉCNICA:

Na etapa de habilitação técnica é vedado o estabelecimento de


exigências que restrinjam o caráter competitivo do certame, como:

a) Restrição do número máximo de atestados a serem apresentados


para comprovação de capacidade técnico- operacional;

b) Comprovação de execução de quantitativos mínimos excessivos;

c) Comprovação de experiência anterior relativa a parcelas de


menor relevância técnica ou de valor não significativo em face do
objeto da licitação;

d) Comprovação da capacidade técnica além dos níveis mínimos


necessários para garantirem a qualificação técnica das empresas ou dos
profissionais para a execução do empreendimento.

SÚMULA TCU 263 – “Para a comprovação da capacidade técnico-


operacional das licitantes, e desde que limitada, simultaneamente, às
parcelas de maior relevância e valor significativo do objeto a ser
contratado, é legal a exigência de comprovação da execução de
quantitativos mínimos em obras ou serviços com características
semelhantes, devendo essa exigência guardar proporção com a
dimensão e a complexidade do objeto a ser executado”.

VISTORIA TÉCNICA:

A vistoria técnica do local da obra ou do serviço deve observar as


seguintes condições:

a) A vistoria ao local das obras somente deve ser exigida quando


imprescindível para a perfeita compreensão do objeto e com a
necessária justificativa da Administração nos autos do processo
licitatório, podendo ser substituída pela apresentação de declaração de
preposto da licitante de que possui pleno conhecimento do objeto. A
visita deve ser compreendida como direito subjetivo da empresa
licitante, não como obrigação imposta pela Administração. (Acórdão
TCU 170/2018 - Plenário);

b) As visitas, quando solicitadas, devem ser feitam


individualmente, com cada um dos licitantes, em data e horário
previamente estabelecidos, inviabilizando conhecimento prévio acerca
do universo de concorrentes.

c) A declaração do licitante de que conhece as condições locais


para a execução do objeto e entrega da obra ou serviços supre a
necessidade de visita técnica.
Em muitas contratações, a seleção do fornecedor deverá passar pela
avaliação da competência econômica e de sua capacidade financeira de
executar o objeto contratado. Devem ser indicados os critérios de
seleção e de qualificação econômico-financeira do fornecedor de
Qualificação acordo com os princípios da legalidade, razoabilidade e
competitividade, especificando os documentos relativos à qualificação
Econômico- econômico-financeira da licitante. Essa avaliação aplica-se às
Financeira contratações realizadas por meio de licitação, e também nos casos de
dispensa e inexigibilidade, devendo ser observado que a Lei n°
14.133/2021 limita as exigências possíveis.

No quesito qualificação econômico-financeira, a unidade poderá exigir,


mediante justificativa prévia, que a empresa licitante apresente:

1. Balanço patrimonial, demonstração de resultado de exercício e


demais demonstrações contábeis dos 2 (dois) últimos exercícios
sociais;
2. Certidão negativa de falência ou concordata expedida pelo
distribuidor da sede da pessoa jurídica, ou de execução
patrimonial, expedida no domicílio da pessoa física;
3. Garantia, nas mesmas modalidades e critérios previstos no
artigo 96 da Lei nº 14.133/2021;
4. Comprovação de capital mínimo ou de patrimônio líquido
mínimo de até 10% (dez por cento) do valor estimado da
contratação;
5. Comprovação de boa situação financeira da empresa, por meio
de índices contábeis;
6. Relação dos compromissos assumidos pelo licitante que
importem diminuição da capacidade operativa ou absorção de
disponibilidade financeira.

IMPORTANTE!

√ É vedada a exigência da qualificação econômico-financeira sem


critérios objetivos definidos de aceitação dos índices e dos documentos
apresentados.

√ Poderá ser exigida a apresentação da certidão negativa de falência ou


concordata expedida pelo distribuidor da sede da pessoa jurídica, ou de
execução patrimonial, expedida no domicílio da pessoa física.

√ Os balanços que podem ser exigidos são aqueles correspondentes aos


dois últimos exercícios sociais que já foram elaborados e apresentados
conforme a natureza jurídica do licitante;

√ O entendimento majoritário da doutrina é no sentido de que os dois


balanços exigidos (e não apenas um) deverão comprovar os requisitos
exigidos para a qualificação econômica financeira, uma vez que a Lei
não estabeleceu nenhuma solução para a hipótese de apenas um dos
balanços demonstrar as exigências contidas no edital.
Modalidade de

Licitação; As modalidades de licitação, definidas no art. 6º da lei 14.133/2021,


Critério de possuem particularidades distintas e únicas para a condução do
Julgamento, processo de contratação pelo poder público e são classificadas em cinco
Modo de tipos: concorrência, concurso, diálogo competitivo, leilão e pregão. De
Disputa acordo com a nova lei a escolha da modalidade da licitação depende
apenas da natureza do objeto. São as modalidades de licitação que
indicarão as regras gerais da competição.

MODALIDADE OBJETO
Aquisição de bens e serviços
Concorrência (art. 6º, XXXVIII) especiais e de obras e serviços
comuns e especiais de engenharia.
Aquisição de bens e serviços
comuns. Obrigatória para esses
Pregão (art. 6º, XLI)
objetos. Para serviços comuns de
engenharia não é obrigatória.
Alienação de bens imóveis ou de
Leilão (art. 6º, XL) bens móveis inservíveis ou
legalmente apreendidos
Escolha de trabalho técnico,
científico ou artístico e para
Concurso (art. 6º, XXXIX)
concessão de prêmio ou
remuneração ao vencedor.
Contratação de obras, serviços e
compras em que a Administração
Pública realiza diálogos com
licitantes previamente
selecionados mediante critérios
Diálogo competitivo (art. 6º,
objetivos, com o intuito de
XLII)
desenvolver uma ou mais
alternativas capazes de atender às
suas necessidades, devendo os
licitantes apresentar proposta final
após o encerramento dos diálogos.

A escolha da modalidade está intrinsecamente relacionada ao critério de


julgamento e ao objeto da licitação e os critérios na NLLC são os
seguintes:
CRITÉRIO DE
CONCEITO MODALIDADE
JULGAMENTO
Menor gasto para a Pregão;
Administração, atendidos os
Menor preço Concorrência.
parâmetros mínimos de qualidade
definidos.
Maior desconto para Pregão;
Administração, em relação ao
Maior desconto Concorrência.
preço estimado que constará no
edital da licitação.
Maior lance Maior valor ofertado. Leilão
Melhor proposta técnica ou Concurso;
artística apresentada. O edital
deverá definir o prêmio ou a Concorrência.
Melhor técnica ou remuneração que será atribuída
conteúdo artístico aos vencedores. Poderá ser
utilizado para a contratação de
projetos e trabalhos de natureza
técnica, científica ou artística.
Maior pontuação obtida a partir Concorrência;
da ponderação das notas
atribuídas aos aspectos de técnica Diálogo
e de preço da proposta, de acordo
com critérios objetivos previstos Competitivo.
Técnica e preço
no edital. Usado
preferencialmente para serviços
técnicos especializados de
natureza predominantemente
intelectual.
Maior economia para a Concorrência;
Administração. Utilizado
exclusivamente para a celebração Diálogo
de contrato de eficiência. A
Maior retorno Competitivo.
remuneração deverá ser fixada em
econômico
percentual que incidirá de forma
proporcional à economia
efetivamente obtida na execução
do contrato.

Por fim, também deverá ser indicado o modo de disputa haja vista que,
conforme o art. 18, VIII, a combinação eficiente e adequada dos
parâmetros: modalidade de licitação, critério de julgamento e modo de
disputa é o que gerará o resultado de contratação mais vantajoso para a
Administração Pública.

MODO CRITÉRIO DE
DE CONCEITO MODALIDADE
DISPUTA JULGAMENTO
Lances públicos e Pregão Menor preço
sucessivos, com Maior desconto
prorrogações. A etapa Concorrência
de envio de lances
durará 10 (dez) minutos
Aberto e, após isso, será Leilão Maior lance
prorrogada Concorrência Maior retorno
(somente) automaticamente pelo econômico
sistema quando houver Diálogo
lance ofertado nos
últimos 2 (dois) Competitivo
minutos do período de
duração desta etapa.
Apresentação de Concurso Melhor técnica
propostas sigilosas até a ou conteúdo
data e hora designadas Concorrência artístico
Fechado para sua divulgação.

(somente) Concorrência Técnica e preço

Diálogo Maior retorno


econômico
Competitivo
Lances públicos e
sucessivos com duração
de 15 (quinze) minutos. Pregão
Após esse prazo o
Concorrência Menor preço
Aberto e sistema fornecerá um
Fechado prazo aleatório de até
Maior desconto
10 (dez) minutos.
Quando esse tempo
aleatório for encerrado
pelo sistema o autor do
melhor lance e os
subsequentes com
valores ou percentuais
até 10 (dez) por cento
superiores (menor
preço) ou inferiores
(maior desconto)
poderão ofertar um
lance final e fechado em
até 5 (cinco) minutos,
que será sigiloso até o
encerramento deste
prazo. Na ausência de,
no mínimo, três ofertas
nas condições acima
serão convocados os
licitantes subsequentes,
na ordem de
classificação, até o
máximo de três, que
poderão oferecer um
lance final fechado.
Apresentação de lances
fechados e serão
classificados para a
etapa da disputa aberta
o licitante que
apresentou a proposta
de menor preço ou
maior desconto e os das
propostas até 10% (dez Pregão
por cento) superiores ou Menor preço
Fechado e
inferiores àquela, para Concorrência
Aberto
que apresentem lances Maior desconto
públicos e sucessivos.
Não havendo pelo
menos 3 (três)
propostas nessas
condições, poderão dar
lances abertos os
licitantes que
apresentaram as três
melhores propostas.
4.2 Responsáveis pela Elaboração

O setor demandante é o responsável pela elaboração do TR, podendo ser


auxiliado por outras unidades administrativas, quando envolver
conhecimentos técnicos específicos (ex: soluções de tecnologia e informação).

O modelo de TR “é o documento que mais terá variação de conteúdo,


conforme órgão ou entidade pública e, principalmente, o objeto licitatório”,
pois é necessário adequar o documento às particularidades do objeto licitado.

Ao analisarmos o conteúdo mínimo que deve constar de um termo de


referência, notamos que boa parte dos itens listados têm estreita correlação
com cada objeto que será licitado, a exemplo do método de execução do
objeto, do valor estimado, do cronograma físico-financeiro, do critério de
aceitação, dos deveres das partes e da qualificação técnica exigível. Isso
aponta para a necessidade de um certo grau de personalização de cada TR,
conforme as particularidades do objeto a ser contratado.

No entanto, há itens do conteúdo do TR que podem ser mais ou menos


padronizados, a exemplo dos procedimentos de fiscalização e gerenciamento
do contrato, prazo de execução e sanções aplicáveis, que demandam pouca ou
nenhuma personalização quando se tratar de outro objeto.

Com isso, o órgão poderá valer-se dos modelos disponibilizados no site da


Procuradoria Geral do Estado ( PGE ).

Por fim, o ato deve ser assinado pelo responsável pela elaboração.

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