QUESTÕES
01) João tem sua mala extraviada em voo internacional. Para tentar receber o maior
valor possível de indenização, propõe a mesma demanda no Brasil e no país de
destino, onde a mala não chegou. Não há tratado sobre a jurisdição concorrente na
hipótese. Sobre o exposto, é correto afirmar que:
A ( X ) a ação proposta no exterior não impede o processamento e julgamento
da causa idêntica pelo juiz brasileiro, não havendo que se falar em
litispendência internacional; CP, Art. 7º - Ficam sujeitos à lei brasileira, embora
cometidos no estrangeiro: II - os crimes: c) praticados em aeronaves ou
embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, quando em território
estrangeiro e aí não sejam julgados. Ou seja, se o crime for julgado no exterior
(estiver em trâmite) NÃO CABERÁ propositura de ação no Brasil.
LINDB, Art. 12. É competente a autoridade judiciária brasileira, quando for o réu
domiciliado no Brasil ou aqui tiver de ser cumprida a obrigação.
Art. 24 CPC - A ação proposta perante tribunal estrangeiro não induz à litispendência e não obsta
a que a autoridade judiciária brasileira conheça da mesma causa e das que lhe são conexas,
ressalvadas as disposições em contrário de tratados internacionais e acordos bilaterais em vigor no
Brasil. Parágrafo único. A pendência de causa perante a jurisdição brasileira não impede a
homologação de sentença judicial estrangeira quando exigida para produzir efeitos no Brasil.
B ( ) as convenções de Varsóvia e Montreal vão incidir como limitador do valor da
reparação dos danos, inclusive dano moral; ERRADA, estas convenções cuidam
das reparações dos danos mas não se aplicam.
C ( ) o juiz brasileiro, ciente de que a outra demanda no exterior foi ajuizada antes,
deve conhecer de ofício a litispendência internacional e extinguir a demanda em
respeito à boa-fé processual;
D ( ) o conceito de soberania impede o reconhecimento de litispendência
internacional que somente pode ser conhecida no caso concreto em um tribunal
internacional;
E ( ) por se tratar de relação de consumo, o código de proteção e defesa do
consumidor tem prevalência em relação às convenções de Varsóvia e Montreal.
ERRADA, por se tratar de relação de consumo, o código de proteção e defesa do
consumidor tem prevalência em relação às convenções de Varsóvia e Montreal. "É
AO CONTRÁRIO, APLICA AS CONVENÇÕES: Nos termos do art. 178 da
Constituição da República, as normas e os tratados internacionais limitadores da
responsabilidade das transportadoras aéreas de passageiros, especialmente as
Convenções de Varsóvia e Montreal, têm prevalência em relação ao Código de
Defesa do Consumidor. STF. Plenário. RE 636331/RJ, Rel. Min. Gilmar Mendes e
ARE 766618/SP, Rel. Min. Roberto Barroso, julgados em 25/05/2017 (repercussão
geral) (Info 866).
02) Brasileiro, com domicílio no Rio de Janeiro, falece e deixa bens no Rio de
Janeiro e em Boston, Estados Unidos da América. Deixa um filho apenas como
herdeiro e sucessor. Sobre a jurisdição e competência para processar esse
inventário, conforme jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, é correto afirmar
que:
A ( ) o foro adequado para realizar o inventário de todos os bens é o brasileiro;
“Todos” = errado, pois são apenas os bens no Brasil.
B ( ) por força de convenção internacional, compete ao inventariante escolher onde
processará o inventário de todos os bens, por se tratar de competência concorrente;
C ( ) o foro adequado para realizar o inventário de todos os bens é o
norte-americano, sendo o foro brasileiro absolutamente incompetente;
D ( ) o inventário pode ser feito em cartório por meio de escritura pública onde
serão incluídos todos os bens localizados no Brasil e no exterior;
E ( X ) compete à justiça brasileira processar o inventário e a partilha dos bens
situados no Brasil, não podendo dispor sobre os bens situados no exterior.
Foro competente: Autoridade judiciária brasileira para os bens que estiverem no
Brasil. Art. 23 cpc. Compete à autoridade judiciária brasileira, com exclusão de
qualquer outra: II - em matéria de sucessão hereditária, proceder à confirmação de
testamento particular e ao inventário e à partilha de bens situados no Brasil, ainda
que o autor da herança seja de nacionalidade estrangeira ou tenha domicílio fora do
território nacional; Os juízes brasileiros não podem deliberar sobre bens situados no
exterior.
Lei aplicável: BRASILEIRA, porque o de cujus tem domicílio no Brasil. Art. 10. A
sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do país em que domiciliado o
defunto ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situação dos bens.
03) O crescimento das relações jurídicas internacionais e respectivos contenciosos
que delas decorrem revelam a necessidade do fortalecimento da cooperação
jurídica internacional, realidade que o Poder Judiciário cada vez mais vem se
deparando, especialmente nas questões atinentes às cartas rogatórias e às
sentenças estrangeiras. Acerca do tema, à luz do estatuto processual civil pátrio, da
Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 e do Regimento Interno do
STJ, assinale a afirmativa correta.
A ( ) A competência para concessão do exequatur às cartas rogatórias é do STJ,
ao passo que ao STF compete a homologação de sentenças estrangeiras.
ERRADA, Art. 105 da CF. Compete ao Superior Tribunal de Justiça: i) a homologação de
sentenças estrangeiras e a concessão de exequatur às cartas rogatórias.
B ( ) O ordenamento brasileiro veda que as cartas rogatórias passivas tenham por
objeto atos executórios, em reverência à soberania nacional. ERRADA, Art. 961 e
962. É passível de execução a decisão estrangeira concessiva de medida de urgência. Não
veda.
C ( ) A contenciosidade nas cartas rogatórias é ilimitada, sendo cabível a revisão
do mérito do pronunciamento judicial estrangeiro pela autoridade judiciária
brasileira. ERRADA, Art. 36, § 2º Em qualquer hipótese, é vedada a revisão do mérito do
pronunciamento judicial estrangeiro pela autoridade judiciária brasileira.
D ( X ) A decisão estrangeira somente terá eficácia no Brasil após a
homologação de sentença estrangeira ou a concessão do exequatur às cartas
rogatórias, salvo disposição em sentido contrário de lei ou tratado. Art. 961 do
CPC - A decisão estrangeira somente terá eficácia no Brasil após a homologação de sentença
estrangeira ou a concessão do exequatur às cartas rogatórias, salvo disposição em sentido
contrário de lei ou tratado.
E ( ) Não será homologada a sentença estrangeira cujo pronunciamento
encontra-se em desacordo com a lei material do país de origem. ERRADA, Art. 964.
Não será homologada a decisão estrangeira na hipótese de competência exclusiva da
autoridade judiciária brasileira.
04) Ao processar e julgar uma demanda envolvendo como autora uma sociedade
empresária chinesa e, como ré, uma brasileira e aplicar o direito estrangeiro, por
expressa determinação da regra de conexão brasileira, assinale a opção que indica
a lei que deverá ser efetivamente observada pela autoridade judiciária nacional,
considerando que a lei estrangeira remete à aplicação da lei da nacionalidade da
empresa demandante.
- caso de reenvio, o brasil não faz. A lei estrangeira remete a legislação brasileira,
se fosse aceitar o reenvio seria a lei brasileira, mas como nao admite, vai aplicar
realmente a lei estrangeira. o brasil nao atua o reenvio, art. 14 e 16 da LINDB
A (x) A lei estrangeira - elementos de conexão.
B ( ) A lei mais favorável ao demandado
C ( ) A lei brasileira
D ( ) A lei mais favorável ao demandante
E ( ) A lei chinesa
05) Dadas as assertivas que se seguem, assinale a alternativa CORRETA:
A ( X ) A via de transmissão da cooperação jurídica internacional denominada
“autoridade central” consiste em órgão de comunicação estatal, o qual possui
a função de gerenciar o trâmite dos pleitos cooperacionais, recebendo e
enviando-os a outro Estado, zelando ainda pela adequação das solicitações
enviadas e recebidas aos termos da legislação de regência. Pode ainda, a
depender do tratado, a autoridade central exercer funções de execução dos
deveres impostos ao Estado-Parte.
Justifica-se pelo papel da autoridade central.
B ( ) O reconhecimento e execução de sentença estrangeira em um Estado podem
ser realizados por meio do modo de controle limitado, também chamado de juízo de
delibação, pelo qual o Estado do foro afere determinados aspectos referentes à
sentença estrangeira, mas exige, simultaneamente, a análise do mérito completo da
decisão. ERRADA, o ato homologatório da sentença estrangeira limita-se à análise
dos requisitos formais. Questões de mérito não podem ser examinadas pelo STJ em
juízo de delibação, pois ultrapassam os limites fixados pelo art. 9º, caput, da
Resolução STJ n. 9 de 4/5/2005. (SEC 8.847/EX, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE
NORONHA, CORTE ESPECIAL, julgado em 20/11/2013, DJe 28/11/2013)
C ( ) A Convenção da Haia sobre a Obtenção de Provas no Exterior em matéria
civil e comercial prevê que a autoridade judicial deve aplicar integralmente a
legislação do Estado Requerente no que diz respeito às formalidades a serem
seguidas na obtenção da prova. ERRADA, Art. 9º A autoridade judiciária que
cumprirá a Carta Rogatória (Estado requerido) aplicará a legislação de seu país no
que diz respeito às formalidades a serem seguidas. Entretanto, essa autoridade
atenderá ao pedido da autoridade requerente de que se proceda de forma especial,
a não ser que tal procedimento seja incompatível com a legislação do Estado
requerido ou que sua execução não seja possível, quer em virtude da prática
judiciária seguida, quer em virtude de dificuldades de ordem prática. A PROVA NÃO
É PROVAR O FATO, É PROVAR A LEI.
D ( ) O Protocolo de Las Leñas de Cooperação e Assistência Jurisdicional em
Matéria Civil, Comercial, Trabalhista e Administrativa, de 1992, proíbe que seja
aplicado o reconhecimento e execução de sentenças em matéria de reparação de
danos e restituição de bens pronunciadas na esfera penal. ERRADA, Protocolo de
Las Leñas de Cooperação e Assistência Jurisdicional em Matéria Civil, comercial,
Trabalhista e Administrativa, Cap. V, Art. 18º: " As disposições do presente Capítulo
serão aplicáveis ao reconhecimento e à execução das sentenças e dos laudos
arbitrais pronunciados nas jurisdições dos Estados Partes em matéria civil,
comercial, trabalhista e administrativa, e serão igualmente aplicáveis às sentenças
em matéria de reparação de danos e restituição de bens pronunciadas na esfera
penal."
06) O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) foi o responsável por coordenar e
regulamentar a aplicação da Convenção da Apostila da Haia no Brasil. O tratado
assinado pelo Brasil tem o objetivo de agilizar e simplificar a legalização de
documentos entre os 118 países signatários, permitindo o reconhecimento mútuo de
documentos brasileiros no exterior e de documentos estrangeiros no Brasil. Tal
tratado entrou em vigor em:
A ( ) Agosto de 2014
B ( ) Agosto de 2015
C (X) Agosto de 2016 - Res. 228 CNJ, art. 2º. As apostilas emitidas por países
partes da Convenção da Apostila, inclusive as emitidas em data anterior à vigência
da referida Convenção no Brasil, serão aceitas em todo o território nacional a partir
de 14 de agosto de 2016, em substituição à legalização diplomática ou consular.
D ( ) Agosto de 2017
07) A medida de retirada compulsória de pessoa nacional de outro país, que
ingressou em território nacional com visto de visita e está exercendo atividade
remunerada, será
A ( ) a repatriação, que é a medida administrativa de devolução de pessoa em
situação de impedimento ao país de procedência ou de nacionalidade.
B (X) a deportação, que é a medida decorrente de procedimento administrativo
que consiste na retirada compulsória de pessoa que se encontra em situação
migratória irregular em território nacional.
Lei de Migração nº 13.445/2017 - Art. 50. A deportação é medida decorrente de
procedimento administrativo que consiste na retirada compulsória de pessoa que se
encontre em situação migratória irregular em território nacional. Art. 13 § 1°CC.
C ( ) a expulsão, que é medida administrativa de retirada compulsória de migrante
ou visitante do território nacional, conjugada com o impedimento de reingresso por
prazo determinado.
D ( ) a extradição, que é a medida de cooperação internacional entre o Estado
brasileiro e outro Estado pela qual se concede ou solicita a entrega de pessoa sobre
quem recaia condenação criminal definitiva ou para fins de instrução de processo
penal em curso.
Extradição e expulsão envolvem crime
Repatriação é evitar que a pessoa entre.
08) Quanto à expulsão, marque a opção correta:
A ( ) A Lei de Migração expressamente prevê que o estrangeiro cuja presença
atente contra a segurança nacional e ordem pública pode ser expulso. Errada. Art.
55, I, e art. 99, ambos da Lei n. 13.445/2017.
B ( ) O estrangeiro que tiver filho brasileiro sob sua guarda ou dependência
econômica ou socioafetiva pode ser expulso. Errada. Art. 55, II, “a”, da Lei n.
13.445/2017.
C ( X ) Brasileiro naturalizado não pode ser expulso do território nacional.
Nos termos do art. 54, caput, da Lei n. 13.445/2017.
D ( ) Pessoa com mais de 70 anos, residente no Brasil há mais de 10 anos, não
pode ser expulsa em nenhum caso. Art. 55, II, “d”, da Lei n. 13.445/2017.
E ( ) Estrangeiro, com cônjuge ou companheiro residente no Brasil reconhecido
judicial ou legalmente, pode ser expulso. Art. 55, II, “b”, da Lei n. 13.445/2017.
09) Ao tratar dos direitos e das garantias fundamentais, a CF estabelece ser
possível a extradição de:
A ( ) estrangeiro pela prática de crime político com pena igual ou superior a dez
anos de reclusão. BRASIL NÃO EXTRADITA POR CRIME POLÍTICO.
B ( ) brasileiro nato que praticar o crime de tráfico internacional de entorpecentes
e drogas afins. Em nenhuma hipótese BR nato.
C ( ) brasileiro nato pela prática de qualquer crime comum, desde que haja
previsão em tratado internacional.
D (X) brasileiro naturalizado pela prática de crime comum que tenha ocorrido
antes da naturalização. Segundo art. 5ª, inciso LI. diz que nenhum brasileiro será
extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes
naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilicito de entorpecentes e
drogas afins, na forma da lei.
E ( ) brasileiro naturalizado que praticar no Brasil, em qualquer tempo, crime de
homicídio ou latrocínio. Depois de naturalizado, só se for crime de tráfico de drogas
e afins.
10) Juan, Pablo e Jorge nasceram no Brasil em janeiro de 2023. Nesse mês, os pais
de Juan, uruguaios, e os pais de Pablo, argentinos, estavam no Brasil a serviço do
Uruguai; os pais de Jorge, bolivianos, passavam férias no território brasileiro. Nessa
situação hipotética, nos termos da CF, são considerados brasileiros natos:
A ( X ) Jorge e Pablo, somente. Juan não será considerado brasileiro nato pois
seus pais (Uruguaios) estavam a serviço do seu país (Uruguai) aqui no Brasil. Art. 12.
É competente a autoridade judiciária brasileira, quando for o réu domiciliado no Brasil ou aqui tiver de
ser cumprida a obrigação. § 1o Só à autoridade judiciária brasileira compete conhecer das ações
relativas a imóveis situados no Brasil. § 2o A autoridade judiciária brasileira cumprirá, concedido o
exequatur e segundo a forma estabelecida pela lei brasileira, as diligências deprecadas por
autoridade estrangeira competente, observando a lei desta, quanto ao objeto das diligências.
B ( ) Juan e Jorge, somente.
C ( ) Pablo e Juan, somente.
D ( ) Jorge, Juan e Pablo.
Texto 1 - No dia 03 de abril de 2017, um refugiado da Síria, nação que vive violenta
guerra civil desde 2011, foi atacado em Copacabana, bairro localizado na Zona Sul
do Rio de Janeiro. Mohamed Ali, vendedor de esfirras e quitutes árabes, foi
agredido por um homem por causa do ponto de venda. No vídeo disponível em
redes sociais, pode-se perceber um homem com dois pedaços de madeira nas
mãos gritando: “saia do meu país! Eu sou brasileiro e estou vendo meu país ser
invadido por esses homens-bombas que mataram, esquartejaram crianças,
adolescentes. São miseráveis”. O mesmo homem ainda afirma: “Essa terra aqui é
nossa. Não vai tomar nosso lugar não”.
Disponível em: <https://oglobo.globo.com/rio/refugiado-sirio-atacado-em-copacabana-saia-do-meu-pais-21665327>. Acesso
em: 28 jun. 2018 (adaptado).
Texto 2 - A Lei n° 9.474/1997 dispõe sobre o instituto do refúgio. Por meio dela
pode-se aferir se uma pessoa é refugiada, quais direitos específicos ela possui e a
quais obrigações está vinculada, sem prejuízo dos deveres e direitos outorgados de
maneira erga omnes aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Brasil,
conforme estabelecido na Constituição Federal e em leis infraconstitucionais. As
pessoas reconhecidas como refugiadas apenas vinculam-se à Lei n° 9.474/1997
nos aspectos específicos nela indicados.
BARRETO, L. P. T. F. (org). Refúgio no Brasil: a proteção brasileira aos refugiados e seu impacto nas Américas. Brasília:
ACNUR, Ministério da Justiça, 2010 (adaptado).
11) Considerando os textos apresentados e a inserção do Brasil nas
organizações de defesa dos direitos humanos, atenda ao que se pede nos
itens a seguir.
A) Apresente, a partir do sistema jurídico de proteção dos direitos humanos,
dois fundamentos jurídicos que asseguram o tratamento a ser conferido a
cidadãos natos e refugiados no Brasil.
Devem ser conferidos aos cidadãos natos e refugiados a igualdade, dignidade,
o que implica na não discriminação sob qualquer forma. Aliás,o ordenamento
pátrio não permite colocar os refugiados em situação de maior debilidade do
que já se encontra, devendo ter resguardados todos os direitos previstos,
especialmente as garantias individuais, como as do art 5º e 7º da CRFB
(condições de moradia, trabalho digno, saúde e educação), além da aplicação
do Pacto San José da Costa Rica, princípio da solidariedade, dignidade humana
e liberdade de locomoção.
B) Apresente, na esfera cível, a consequência jurídica pelo ato praticado
pelo cidadão brasileiro.
R: O crime de xenofobia está previsto no artigo 20 da Lei 7.716/89 (Lei de
combate ao racismo). Quem comete xenofobia está sujeito à reclusão de um a
três anos e multa, podendo ter a pena aumentada para reclusão de dois a cinco
anos e multa, se o crime for cometido em redes sociais.
C) Apresente dois tipos penais pelos quais o cidadão brasileiro poderá
responder em relação às condutas praticadas.
R: artigo 20 da Lei 7.716/89 (Lei de combate ao racismo) e art. 140 (injúria), 147
(ameaça), 129 (lesão corporal) Código Penal.
PROVA:
Competência
Homologação da sentença estrangeira
Apostilamento (importante pois dá veracidade ao documento, não reconhece a
eficácia mas concede veracidade).
Visto
Saída (expulsão, extradição - medidas de cooperação)
Tranferência de execução de pena
Transferência da pessoa condenada