Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 2ª edição 170
INDICAÇÕES
Auxiliar no tratamento sintomático decorrente de afecções da cavidade oral como anti-inflamatório e
antisséptico (MATOS et al. 2001; PROPLAM, 2004; RICCI et al., 2006; CÁRCERES, 2009;
CARVALHO & SILVEIRA, 2010; PANIZZA et al. 2012; PEREIRA et al., 2017).
MODO DE USAR
Uso externo.
Fórmula 1: fazer bochechos ou gargarejos três vezes ao dia (PEREIRA et al., 2017).
Fórmula 2: diluir 15 mL da tintura em 150 mL de água. Fazer bochechos e gargarejos três vezes ao
dia (PANIZZA et al. 2012).
REFERÊNCIAS
BIESKI, I. G. C.; MARI GEMMA, C. Quintais medicinais. Mais saúde, menos hospitais. Cuiabá: Governo do Estado
de Mato Grosso. 2005.
CÁRCERES, A. Vademécun nacional de plantas Medicinales. Editora Universitaria. Guatemala, 2009.
CARVALHO, A. C. B.; SILVEIRA, D. Drogas vegetais: uma antiga nova forma de utilização de plantas medicinais.
Brasília Médica, v. 47, p. 218-236, 2010.
MATOS, F. J. A.; VIANA, G. S. B.; BANDEIRA, M. A. M. Guia fitoterápico. Fortaleza: Editora da UFC, 2001.
PANIZA, S. T. Uso tradicional de plantas medicinais e fitoterápicos. São Luiz: Conbrafito, 2012.
PEREIRA, A. M. S.; BERTONI, B. W.; SILVA, C. C. M.; FERRO, D.; CARMONA, F.; CESTARI, I. M.; BARBOSA,
M. G. H. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 2. ed. Ribeirão Preto: Editora Bertolucci. 2014.
PEREIRA, A. M. S.; BERTONI, B. W.; SILVA, C. C. M.; FERRO, D.; CARMONA, F.; DANDARO, I. M. C.;
BARBOSA, J. C.; MOREL, L. J. F.; BARBOSA, M. G. H.; ANGELUCCI, M. A.; DONEIDA, V. Formulário de
preparação extemporânea: farmácia da natureza - chás medicinais. 1. ed. São Paulo: Bertolucci, 2017. 270p.
PROPLAM. Guia de Orientações para implantação do Serviço de Fitoterapia. Rio de Janeiro. 2004.
RICCI, D.; GIAMPERI, L.; BUCCHINI, A.; FRATERNALE, D. Antioxidant activity of Punica granatum fruits.
Fitoterapia, v. 77, p. 310-312, 2006.
VIANA, G. S. B.; BANDEIRA, M. A. M.; MATOS F. J. A. Guia fitoterápico. Fortaleza: Editora da UFC, 1998.
WHO, World Health Organization. Who monographs on selected medicinal plants. Geneva, Switzerland: World Health
Organization, v. 4, 2009.
Rosmarinus officinalis L.
NOMENCLATURA POPULAR
Alecrim.
Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 2ª edição 171
PREPARAÇÃO EXTEMPORÂNEA
Fórmula 1 (EMA, 2010)
Componentes Quantidade
Folha 1a2g
Água q.s.p. 150 a 250 mL
TINTURA
Fórmula 2 (VANACLOCHA & CAÑIGUERAL, 2006, PEREIRA, 2014)
Componentes Quantidade
Folha 10 a 20 g
Álcool etílico a 70% q.s.p. 100 mL
EXTRATO FLUIDO
Fórmula 3 (VANACLOCHA & CAÑIGUERAL, 2006; EMA, 2010)
Componentes Quantidade
Folha 100 g
Álcool etílico a 45% 100 mL
ORIENTAÇÕES PARA O PREPARO
Fórmula 1: preparar por infusão, considerando a proporção indicada na fórmula. Utilizar as folhas
secas e rasuradas (EMA, 2010).
Fórmula 2: seguir as técnicas de secagem do material vegetal e preparo de tintura descritas em
Informações gerais em Generalidades.
Fórmula 3: preparar por maceração, considerando a proporção 1:1 (RDE) com álcool etílico a 45%.
Utilizar as folhas secas e rasuradas (VANACLOCHA & CAÑIGUERAL, 2006; EMA, 2010). Em
razão do baixo teor alcoólico da formulação, é recomendada a utilização de conservantes.
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
A embalagem deve garantir proteção do fitoterápico contra contaminações, efeitos da luz e umidade
e apresentar lacre ou selo de segurança que garanta a inviolabilidade do produto.
Para as formas farmacêuticas tintura e extrato fluido: acondicionar em frasco de vidro âmbar.
Para a forma farmacêutica preparação extemporânea: a embalagem deverá ser confeccionada em
material que não reaja com os componentes da droga vegetal.
ADVERTÊNCIAS
Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 2ª edição 172
Fórmula 1: uso adulto e pediátrico acima de 12 anos.
Fórmulas 2 e 3: uso adulto.
Uso contraindicado para pessoas que apresentam hipersensibilidade aos componentes da formulação,
assim como às crianças menores de 12 anos, gestantes e lactantes, devido à falta de dados adequados
que comprovem a segurança nessas situações. Se após duas semanas de uso oral, do fitoterápico os
sintomas persistirem, um médico deverá ser consultado. Pessoas com obstrução dos ductos biliares
ou qualquer outra disfunção biliar (VANACLOCHA & CAÑIGUERAL, 2006), colangite ou doenças
hepáticas, necessitam de supervisão de um médico para o uso seguro desse fitoterápico por via oral.
Esse medicamento pode desencadear quadros de dermatite e episódios de asma (EMA, 2010). Pode
alterar o sono se utilizada à noite, antes de dormir. Utilizar com cautela em hipertensos, diabéticos e
portadores de adenomas prostáticos. Pode reduzir o limiar convulsígeno em pacientes epilépticos
(PEREIRA et al., 2014). Não utilizar em doses acima das recomendadas. Em caso de aparecimento
de eventos adversos, suspender o uso do produto e consultar um médico.
INDICAÇÕES
Fórmula 1: auxiliar no alívio de sintomas dispépticos; auxiliar nas desordens espasmódicas leves do
trato gastrointestinal (EMA, 2010).
Fórmula 2: auxiliar no alívio de sintomas dispépticos (HOFFMANN, 2003; VANACLOCHA &
CAÑIGUERAL, 2006; ALONSO, 2007; PEREIRA et al., 2014).
Fórmula 3: auxiliar no alívio de sintomas dispépticos; auxiliar nas desordens espasmódicas leves do
trato gastrointestinal (EMA, 2010).
MODO DE USAR
Uso oral.
Fórmula 1: tomar de 150 a 250 mL do infuso, conforme preparado, 15 minutos após o preparo, duas
a três vezes ao dia entre as refeições (EMA, 2010).
Fórmula 2: tomar de 3 a 8,5 mL da tintura, diluídos em 50 mL de água, ao dia (VANACLOCHA &
CAÑIGUERAL, 2006).
Fórmula 3: tomar de 2 a 4 mL do extrato fluido, diluídos em 50 mL de água, ao dia (EMA, 2010).
REFERÊNCIAS
ALONSO, J. Romero. Tratado de Fitofarmacos y Nutraceuticos, Editora Corpus, Rosario, Argentina, p. 883-887, 2007.
EMA, European Medicines Agency. European Union herbal monograph on Rosmarinus officinalis L., folium.
London: Committee on Herbal Medicinal Products (HMPC), 2010. Disponível em: <
http://www.ema.europa.eu/docs/en_GB/document_library/Herbal_-
_Community_herbal_monograph/2011/01/WC500101494.pdf>. Acesso em: 23 nov. 2017.
HOFFMANN, D. Medical Herbalism: The Science and Practice of Herbal Medicine, Rochester, Vermont: Arts Press
Healing, 2003, 666p.
PEREIRA, A. M. S.; BERTONI, B. W.; SILVA, C. C. M.; FERRO, D.; CARMONA, F.; CESTARI, I. M.; BARBOSA,
M. G. H. Formulário fitoterápico farmácia da natureza. 2. ed. Ribeirão Preto: Bertolucci. 2014. 407p.
VANACLOCHA, B.; CAÑIGUERAL, S. Fitoterapia: vademécum de prescripción. 4. ed. Barcelona: Masson, 2006.