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Tipos e Funções de Fundações Estruturais

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FUNDAÇÕES

Docente: Juliana Santa Cruz


Estrutura Docente: Juliana Santa Cruz
Transferência de Esforços

Transferência de Esforços Docente: Juliana Santa Cruz


Cada um dos elementos estruturais tem a função de suportar e
distribuir as cargas que atuam sobre a casa, perfazendo desta
forma a distribuição:

Lajes – distribuem a carga recebida para seus apoios, que


usualmente são vigas;
Vigas – São elementos horizontais que encaminham a carga
até os pilares;
Pilares ou colunas – conduzem as cargas do edifício as
fundações.

Todos esses elementos trabalham juntos e têm a função de


garantir a estabilidade da estrutura.

Introdução - Esforços Docente: Juliana Santa Cruz


Cargas Atuantes na Estrutura

Direção Tipo Exemplos


Vertical Permanente Peso próprio de
construção: lajes, paredes,
revestimentos, esquadrias,
cobertura, acabamentos e
outros.
Móvel Móveis, caixa d’água,
circulação de pessoas,
veículos.
Horizontal Móvel Vento, movimento de
terra causado por outras
construções, terremoto.

Cargas Atuantes na Estrutura Docente: Juliana Santa Cruz


Fundações são elementos estruturais destinados a transmitir ao terreno as
cargas da estrutura. Devem ter resistência adequada para suportar as tensões
causadas pelos esforços solicitantes.

O solo deve ter resistência e rigidez apropriada para não sofrer ruptura e não
apresentar deformações exageradas ou diferenciais.

A função é suportar com segurança as cargas provenientes do edifício.

Convencionalmente, o projetista estrutural repassa ao projetista de fundação as


cargas que serão transmitidas aos elementos de fundação. Confrontando essas
informações com as características do solo onde será edificado, o projetista de
fundações calcula o deslocamento desses elementos e compara com os
recalques admissíveis da estrutura, ou seja, primeiro elabora-se o projeto
estrutural e depois o projeto de fundação.

Introdução - Fundação Docente: Juliana Santa Cruz


Parâmetros para escolha da Fundação Docente: Juliana Santa Cruz
Parâmetros para escolha da Fundação Docente: Juliana Santa Cruz
Cargas da Edificação Docente: Juliana Santa Cruz
Cargas da Edificação Docente: Juliana Santa Cruz
Tipos de Fundações Docente: Juliana Santa Cruz
Tipos de Fundações Docente: Juliana Santa Cruz
O que caracteriza, principalmente uma fundação rasa ou direta é o fato da
distribuição de carga do pilar para o solo ocorrer pela base do elemento de
fundação.

A carga aproximadamente pontual que ocorre no pilar, é transformada


em carga distribuída, num valor tal, que o solo seja capaz de suportá-la.

Outra característica da fundação direta é a necessidade da abertura da


cava de fundação para a construção do elemento de fundação no fundo da
cava.

A fundação profunda, a qual possui grande comprimento em relação a sua


base, apresenta pouca capacidade de suporte pela base, porém grande
capacidade de carga devido ao atrito lateral do corpo do elemento de
fundação com o solo. A fundação profunda, normalmente, dispensa

Tipos de Fundações Docente: Juliana Santa Cruz


Tipos de Fundações Docente: Juliana Santa Cruz
É sempre aconselhável a execução de sondagens, no sentido de reconhecer o
subsolo e escolher a fundação adequada, fazendo com isso, o barateamento das
fundações.

As sondagens representam, em média, apenas 0,05 a 0,005% custo total da


obra.

Os requisitos técnicos a serem preenchidos pela sondagem do subsolo são os


seguintes (Godoy, 1971):
 Determinação dos tipos de solo que ocorrem, no subsolo, até a profundidade
de interesse do projeto;
 Determinação das condições de compatibilidade (areias) ou consistência
(argilas) em que ocorrem diversos tipos de solo;
Determinação da espessura das camadas constituintes do subsolo e avaliação
da orientação dos planos (superfícies) que as separam;
Informação completa sobre a ocorrência de água no subsolo.

Sondagens Docente: Juliana Santa Cruz


Sapatas
Podem ser isoladas ou corridas. São elementos de apoio de concreto, de menor
altura que os blocos, que resistem principalmente por flexão. É uma fundação
direta, geralmente de concreto armado, com forma aproximada de uma placa
sobre a qual se apóiam colunas, pilares ou paredes.

São fundações semiflexíveis (trabalham a flexão), portanto devem ser


dimensionadas estruturalmente (alturas, inclinações, armaduras necessárias).

Ao contrário dos blocos, as sapatas trabalham apenas à compressão simples,


mas também à flexão, devendo, neste caso, serem executadas incluindo
material resistente à tração (aço).

Fundações de Superfície Docente: Juliana Santa Cruz


Sapata Isolada
Elemento de fundação superficial de concreto armado dimensionado de modo
que as tensões de tração nelas produzidas não podem ser resistidas apenas pelo
concreto, do que resulta o emprego da armadura.

Pode ter espessura constante ou variável e sua base é normalmente quadrada,


retangular ou trapezoidal.

As tensões tração são resistidas pela armadura, e não pelo concreto.

A sapata isolada suporta os esforços de um pilar. Então, resiste a estes esforços


e é dimensionada de acordo com estes esforços.

São feitas em forma de tronco de pirâmide e amarradas umas às outras através


de cintas ou vigas baldrame.
Fundações de Superfície Docente: Juliana Santa Cruz
Sapata Isolada

Fundações de Superfície Docente: Juliana Santa Cruz


Sapata Isolada

Fundações de Superfície Docente: Juliana Santa Cruz


Sapata Isolada

Fundações de Superfície Docente: Juliana Santa Cruz


Sapata Isolada

Fundações de Superfície Docente: Juliana Santa Cruz


Sapata Associada
Sapata comum a vários pilares, cujos centros, em plantas não estejam situados
no mesmo alinhamento.

A sapata é uma fundação rasa com carga baixa e média. Sua indicação é para
caso as sondagens de reconhecimento indiquem a presença de argila rija.

Fundações de Superfície Docente: Juliana Santa Cruz


Sapata Associada

Fundações de Superfície Docente: Juliana Santa Cruz


Sapata Associada

Fundações de Superfície Docente: Juliana Santa Cruz


Sapata Corrida
É utilizada para suportar cargas oriundas de elementos contínuos que possuem
cargas distribuídas linearmente como muros, paredes, e outros elementos
alongados.

Por ser uma fundação rasa sua escavação geralmente é feita à mão sem
necessidade do uso de máquinas ou equipamentos especiais. Normalmente, é
executados com concreto ciclópico (concreto e pedras de mão).

São elementos contínuos que acompanham a linha das paredes, as quais lhe
transmitem a carga por metro linear.

A sapata é um bloco de concreto armado construído diretamente sobre o solo


dentro de uma escavação.

Fundações de Superfície Docente: Juliana Santa Cruz


Sapata Corrida

Fundações de Superfície Docente: Juliana Santa Cruz


Sapata Corrida em Alvenaria

São utilizadas em obras de pequena área e carga, (edícula sem


laje, barraco de obras, abrigo de gás; água etc.).

É importante conhecer esse tipo de alicerce pois foram muito


utilizados nas construções antigas e se faz necessário esse
conhecimento no momento das reformas e reforços dos mesmos.

Fundações de Superfície Docente: Juliana Santa Cruz


Sapata Corrida em Alvenaria
Execução:
Abertura da vala;
Apiloamento do solo;
Lastro de concreto;
Alicerce de alvenaria;
Cinta de amarração;
Re-aterro.

Fundações de Superfície Docente: Juliana Santa Cruz


Sapata Corrida em Alvenaria

Fundações de Superfície Docente: Juliana Santa Cruz


Sapata Corrida em Alvenaria

Fundações de Superfície Docente: Juliana Santa Cruz


Sapata Corrida em Alvenaria

Fundações de Superfície Docente: Juliana Santa Cruz


Viga Baldrame
Constitui-se de uma viga, que pode ser de alvenaria, de concreto simples ou
armado construída diretamente no solo, dentro de uma pequena vala.

Esse tipo de fundação evita trincas nas paredes e a umidade ascendente


proveniente da capilaridade.

A viga baldrame pode ser considerada a própria fundação. No caso de terrenos


firmes e cargas pequenas, pode-se utilizar este tipo de fundação rasa e bem
econômica que, nada mais é do que uma viga, calculada como viga sobre base
elástica e construída em uma cava com muito pouca profundidade, destinada a
suportar a carga de todas as paredes de uma construção, transferindo-a ao solo.

Fundações de Superfície Docente: Juliana Santa Cruz


Viga Baldrame
As vigas baldrame são os elementos estruturais que dividem a infraestrutura
(fundação) da supraestrutura (estruturas acima do solo, em geral) e podem ou
não estar abaixo do nível do terreno.

Fundações de Superfície Docente: Juliana Santa Cruz


Viga Baldrame

Fundações de Superfície Docente: Juliana Santa Cruz


Viga Baldrame

Fundações de Superfície Docente: Juliana Santa Cruz


Viga Baldrame versus Sapata Corrida
Viga Baldrame - Constitui-se de uma viga, que pode ser de alvenaria, de
concreto simples ou armado construída diretamente no solo, dentro de uma
pequena vala.

Viga Baldrame Sapata Corrida


Cargas mais leves Cargas mais pesadas
Solo mais resistente Solo menos resistente
Quase não há escavação Há uma maior escavação
(rasa)
Alvenaria, concreto simples Alvenaria, concreto armado
ou concreto armado

Fundações de Superfície Docente: Juliana Santa Cruz


Bloco

Elemento de fundação de concreto, geralmente


dimensionado de modo que as tensões de tração nele
produzidas são resistidas pelo concreto.

Pode ter as faces verticais ou escalonadas e apresentar plantas


de seção quadrada, retangular, triangular ou mesmo
poligonal.

Fundações de Superfície Docente: Juliana Santa Cruz


Bloco

Fundações de Superfície Docente: Juliana Santa Cruz


Bloco versus Sapata isolada

Bloco - Elemento de fundação de concreto, geralmente


dimensionado de modo que as tensões de tração nele produzidas
são resistidas pelo concreto.

Sapata Isolada - Elemento de fundação superficial de concreto


armado dimensionado de modo que as tensões de tração nelas
produzidas não podem ser resistidas apenas pelo concreto, do que
resulta o emprego da armadura.

Fundações de Superfície Docente: Juliana Santa Cruz


Radier
É um tipo de sapata associada que abrange todos os pilares da obra ou
carregamentos distribuídos.

É comum a vários pilares.

Fundações de Superfície Docente: Juliana Santa Cruz


Radier

Fundações de Superfície Docente: Juliana Santa Cruz


ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIMENTO
PORTLAND. Mãos à Obra Pro 2. São Paulo; Editora
Alaúde, 2013.

YAZIGI, Walid. A Técnica de Edificar. 11º Edição. São


Paulo: PINI, 2011.

BARROS, Carolina. Apostila de Fundações: Técnicas


Construtivas e Edificações. Instituto de Educação, Ciência e
Tecnologia: Pelotas, 2011.

Referências Docente: Juliana Santa Cruz

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