Matematica Basica
Matematica Basica
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MATE:MAT!CA BAS!CA
Governo Federal
Ministro de Educação
Aloizio Mercadante Oliva
Pró-Reitor de Graduação
Augusto Carlos Pavão
EDUFERSA
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ISBN: 978-85-63145-35-2
1. Matemática. I. Título.
RN/UFERSA/BCOT CDD: 510
Bibliotecário-Documentalista
Mário Gaudêncio – CRB-15/476
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APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA
Nesta disciplina, você irá rever e utilizar alguns conceitos do ensino fundamental e
médio, dando um enfoque de nível superior. A diferença estará na forma da
aborda- gem que será dada. Além de rever esses conceitos de forma efetiva, você
construirá uma atitude matemática profissional.
Para orientar o seu estudo, nossas atividades estarão divididas em três unidades.
Cada unidade será organizada em tópicos que irão abordar o objetivo de cada
assunto, os conteúdos e os exemplos, além de exercícios propostos.
Ao final de cada assunto, haverá vários exercícios resolvidos com grau de dificul-
dade que aumenta gradativamente e uma lista de exercícios propostos a resol-
ver e praticar os conceitos estudados.
Prezado(a) aluno(a),
Gostaríamos de dar boas vindas na disciplina de Matemática Básica. Você está
iniciando uma jornada que mudará a sua vida, fazendo parte de uma universidade
pública, que lhe oferece a oportunidade de obter uma formação de excelente
qualidade.
Estamos contentes por começar esta caminhada juntos com este tão nobre objeti-
vo que é a formação de quadros docentes com qualidade. Para atingir tão precioso
objetivo, planejamos um curso aberto, com a maior flexibilidade possível, e favore-
cendo o processo individual de construção de sua autonomia. A proposta do curso
é a formação de qualidade diversificada, permitindo planejar caminhadas futuras
no Ensino Básico e Médio e em Pós-graduações, sem limites na escalada do pro-
cesso de conhecimento, na perspectiva maior da educação autônoma, cujo lema é
aprender ao longo da vida.
Falando agora sobre minha formação, fiz dupla graduação em Engenharia Civil
pela Universidade Federal do Ceará (2003) e em Engenharia Generalista pela Eco-
le Centrale de Lyon (2003), da França. Tenho também mestrado em Engenharia e
Ciência de Materiais pela Universidade Federal do Ceará (2006) e, ainda,
douto- rado na Ecole Normale Supérieure de Cachan, na França, em
Engenharia Mecâ- nica e de Materiais (2011). Atualmente, sou professor
adjunto no Departamento de Ciências Ambientais e Tecnológicas (DCAT) da
Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA).
Meu interesse é de contribuir para que o ensino a distância seja um sucesso e,
com a disciplina de Matemática Básica, ajudar a solidificar uma formação de base
para a boa sequência do curso.
Um abraço!
Rodrigo.
SUMÁRIO
UNIDADE I
CONJUTOS NUMÉRICOS
NOÇÕES PRELIMINARES 13
UNIDADE II
DEFINIÇÃO DE FUNÇÃO 29
FUNÇÃO CONSTANTE 31
FUNÇÃO AFIM 31
• Domínio e imagem 34
• Estudos de sinais 35
• Inequações 38
FUNÇÃO QUADRÁTICA 40
• Concavidade 42
• Forma canônica 42
• Zeros 43
• Imagem 45
• Eixo de simetria 47
• Sinais da função 49
• Inequações 51
FUNÇÃO MODULAR 56
• Equações modulares 60
• Inequações modulares 62
FUNÇÃO EXPONENCIAL 64
• Propriedades operatórias 64
• Equação exponencial 67
• Inequação exponencial 68
FUNÇÃO LOGARÍTMICA 70
• Conceito de logaritmo 70
• Mudança de base 71
FUNÇÃO TRIGONOMÉTRICA 76
CONCEITO DE POLINÔMIOS 87
• Adição de polinômios 87
• Diferença de polinômios 88
• Produto de polinômios 89
• Polinômio nulo 89
• Quociente de polinômios 89
DIVISIBILIDADE DE POLINÔMIOS 92
• Multiplicação de matrizes 97
DETERMINANTES 101
Noções preliminares
UN 01
O conjunto é um conceito fundamental em todos os ramos da Matemática. Este pode ser considerado
uma noção primitiva, assim como o elemento e a pertinência entre elemento e conjunto.
Intuitivamente, um conjunto é uma lista, coleção ou classe de objetos bem definidos. Os objetos em um
conjunto são chamados de elementos e podem ser: números, algarismos romanos, naipes das cartas de
um baralho, mas também variáveis, equações, operações, algoritmos, sentenças, nomes, etc. Utilizam-se
as letras maiúsculas (A, B, C, ...) para representar os conjuntos e as letras minúsculas (a, b, c, x, y, ...) para
representar os elementos.
Exemplo:
V é o conjunto das vogais, logo, V = {a, e, i, o, u}, que se lê: “V é o conjunto cujos elementos são a, e, i, o,
u”. Existem duas maneiras de representarmos um conjunto: (1) listando-se todos os seus elementos
ou
(2) enunciando uma propriedade característica dos elementos do conjunto, ou seja, o exemplo ante-
rior pode ser reescrito da seguinte forma:
Exemplo:
Com relação aos símbolos, para representar que o elemento x está no conjunto A, escrevemos x ∈ A “lê-
se x pertence a A” e y ∉ A “lê-se y não pertence a A”.
Usualmente, representamos os conjuntos na forma de balões, onde os elementos no interior dos mesmos 13
pertencem ao conjunto, ao passo que quando um elemento está no exterior do conjunto, significa que ele
não pertence ao mesmo (Figura 1.1), de modo que x ∈ A; w ∈ A; r ∉ A e y ∉ A.
x x
w w
z z
m m
y y
n n
r r
(a) (b)
Chama-se conjunto unitário aquele que possui um único elemento, e conjunto vazio aquele que não pos-
sui elemento algum. Usualmente, o símbolo para este conjunto é ∅.
Exemplos:
Um conjunto A está contido em um conjunto B se, e somente se, todo elemento de A é também ele-
mento de B. Ou seja, escreve-se em notação A ⊂ B e lê-se “A está contido em B” ou “A é subconjunto de
B” como mostrado na Figura 1.2. Trata-se de uma relação de inclusão, e em símbolos a definição fica
da seguinte forma: A ⊂ B ⇔(∀x)(x ∈ A ⇒x ∈ B).
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I - CONJUNTOS
Dados dois conjuntos A e B (Figura 1.3), onde A = {x, z, n, w, m} e B = {w, m, r, y}. Denomina-se união (ou
reunião) de A e B o conjunto formado pelos elementos que pertencem a A ou a B (Figura 1.4).
14
A B
w
y
z
m
r
n
A B
w
y
z
m
r
n
MATEMÁTICA BÁSICA
M Autor: Rodrigo Nogueira de
I - CONJUNTOS
A B
x
w
y
z
m
r
n
1. A ∪ (A ∩ B) = A
2. A ∩ (A ∪ B) = A
3. Distributiva da reunião em relação à interseção:
A ∪ (B ∩ C) = (A ∪ B) ∩ (A ∪ C)
4. Distributiva da interseção em relação à reunião:
A ∩ (B ∪ C) = (A ∩ B) ∪ (A ∩ C)
15
Supondo que A = {x, z, n, w, m}, B = {w, m, r, y} (como na Figura 1.3) e C = {n, m, r, p}. Para demonstrar a
primeira propriedade, tem-se que, primeiramente:
A ∪ (A ∩ B) = {x, z, n, w, m} = A
A B
w
y
z
m
r
n
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I - CONJUNTOS
A B
w
y
z
m
r
n
Ainda com os mesmos dois conjuntos A e B, chama-se diferença entre A e B o conjunto formado pelos
ele- mentos de A que não pertencem a B (Figura 1.8).
16 Logo, A – B={ x | x ∈ A e x ∉ B}
A B
w
y
z
m
r
n
EXERCÍCIO RESOLVIDO
1. Quais são os elementos dos conjuntos seguintes:
b) M = {x |Resposta:
x é múltiplo inteiro de 7}
E = {Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe,
Bahia}
Resposta:
M = {0, 7, -7, 14, -14, 21, -21, ...}
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M Autor: Rodrigo Nogueira de
I - CONJUNTOS
Resposta:
b) B = {abril,
A =junho,
{x | x ésetembro, novembro}
inteiro, ímpar e não negativo}
Resposta:
EXERCÍCIO
B = {x | x PROPOSTO
é nome de mês de 30 dias}
1. Demonstre as propriedades 2 e 4 que relacionam a reunião e a interseção de conjuntos.
a) 31 b) 37 c) 47 d) 51 e) 71
d) B = {d, e} e) B = ∅
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I - CONJUNTOS
Até o momento, falou-se sobre conjuntos de um modo geral. Na sequência, serão abordados os conjuntos numéricos.
Esses números surgiram “naturalmente” pela necessidade de se contar objetos ou seres já nas
comunida- des primitivas na Antiguidade, por volta de 4.000 anos antes de Cristo. No conjunto dos
números naturais, dado um elemento n qualquer, diz-se que o antecessor de n é o elemento n - 1 e o
sucessor de n é o elemen- to n + 1. Logo, 2 é antecessor de 3 e 4 é o sucessor de 3.
Como operações fundamentais para os números naturais, têm-se a adição e a multiplicação. Dados a, b e c
∈ , pode-se apresentar as seguintes propriedades:
1. Associativa da adição: (a + b) + c = a + (b + c)
2. Comutativa da adição: a + b = b + a
3. Elemento neutro da adição: a + 0 = a
4. Associativa da multiplicação: (ab)c = a(bc)
5. Comutativa da multiplicação: ab = ba
18 6.
7.
Elemento neutro da multiplicação: a.1 = a
Distributiva da multiplicação relativamente à adição: a (b + c) = ab + ac
No conjunto dos números naturais, as operações de adição e multiplicação são fechadas, ou seja, são pos-
síveis com quaisquer que sejam os números naturais. Porém, o mesmo não é sempre verdade com as
operações da subtração e divisão. Por exemplo, admitindo que a = 3 e b = 7, então a – b ∉ e a b ∉ .
Os conjuntos numéricos a serem apresentados posteriormente são ampliações de *.
+
= { 0, 1, 2, 3, 4, 5 ... } = , ou seja, ⊂
–
= { 0, -1, -2, -3, -4, -5 ... }
Os números negativos apareceram, historicamente, em registros contábeis, mas também como símbolo
indicativo de faltas ou dívidas.
Os números inteiros podem ser representados sobre uma reta (Figura 1.9), onde em primeiro lugar mar-
camos o número 0 (zero). Todos os números à direita do zero são positivos (conjunto +) e aqueles à sua
esquerda são os números negativos (conjunto – ).
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M Autor: Rodrigo Nogueira de
I - CONJUNTOS
Para cada inteiro positivo n, a partir de 0, marcamos um segmento de medida nu no sentido positivo cuja
ex- tremidade representará n, ao passo que u representa uma unidade de medida. Marca-se também de
medida nu no sentido negativo cuja extremidade representará o inteiro –n. Assim, cada nú mero inteiro
correspon- derá a um ponto da reta. Portanto, o nú mero -4 corresponderá, partindo-se da origem, 4
unidades para a es- querda, ao passo que o nú mero 3 corresponderá ao ponto partindo-se da origem três
unidades para a direita.
Para efetuar uma subtração de 2 – 4, basta caminhar, primeiramente, na reta duas unidades para a direita a
partir da origem, e na sequência, caminhar a partir deste ponto, de quatro unidades para a esquerda,
resultando em – 2.
-4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4
No conjunto dos números inteiros, as operações de adição e multiplicação são fechadas, assim como nos
naturais, além da operação da subtração. Porém, o mesmo não é sempre verdade com a operação da
divi- são. Por exemplo, admitindo que a = 3 e b = -7, então a b ∉ .
Define-se como valor absoluto |x| de um número inteiro x como sendo o comprimento do segmento nu
partindo da origem 0. Desse modo |+2|=2; |-2|=2; |+4|=4; |-6|=6.
Onde ⊂ ⊂
Para operações com números racionais, vale a pena lembrar as seguintes definições, largamente utilizadas
na matemática (a, b, c e d são números inteiros):
- Igualdade:
- Adição:
- Multiplicação:
1) Associativa da adição:
2) Comutativa da adição
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4)
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M Autor: Rodrigo Nogueira de
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5) Associativa da multiplicação:
6) Comutativa da multiplicação:
9) Quociente:
Ao dividirmos um número racional do tipo pode-se deparar com três tipos de situação: essa razão pode
ser um número inteiro, um número decimal com uma quantidade finita de algarismos ou um número
decimal com uma quantidade infinita de algarismos, como mostra o exemplo seguinte cada situação
respectivamente.
Exemplos:
20
Para o terceiro caso, observa-se que os algarismos se repetem periodicamente, o que significa dizer que se
trata de uma dízima periódica.
Exemplos:
EXERCÍCIO RESOLVIDO
1. Determine o valor da expressão numérica:
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Resposta:
Logo:
Resposta:
a) Faça x = 0,7777...
10x = 7,7777...
10x = 7 + 0,7777...
10x = 7 + x
Logo, 9x = 7 e
21
b) Nesse caso, faça x = 0,262626... Como o período é 26 (duas casas decimais), tem-se:
100x = 26,262626...
100x = 26 + 0,262626...
100x = 26 + x
Logo, 99x = 74 e
7+x=7+
e) Nesse caso x = 2,94444... O período aqui é 4 (número que se repete infinitas vezes), logo:
10x = 29,4444...
10x = 29 + 0,4444...
10x = 29 +
10x = x =
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EXERCÍCIO PROPOSTO
1. Coloque em ordem crescente os seguintes números racionais:
f) 65,323423423...
0, 987654321...
5,101001000...
22 98,123987...
Pode-se dizer também que um número irracional é um número que representa o comprimento de um
segmento de reta que é incomensurável com relação a qualquer outro segmento de reta.
= 1,4142136…
π = 3,1415926…
irracional} Onde ⊂ ⊂ ⊂
Já vimos que os números inteiros podem ser representados em uma reta e são pontos na mesma.
Analogamen- te, os números racionais que não são inteiros são representados da mesma maneira como
pontos sobre a reta.
Os números racionais, entretanto, não preenchem completamente a reta, pois ainda devemos
representar os números irracionais. Quando a reta representa todos esses números, chamamos de reta
real ou numé- rica, onde, quando se trata de números reais, a representação é feita na forma de
intervalos.
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[a, b]={x ∈ | a ≤ x ≤ b}
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Tem-se também o intervalo fechado à esquerda (ou aberto à direita), representado da seguinte maneira:
direita:
EXERCÍCIO RESOLVIDO
1. Determine os seguintes subconjuntos da reta:
a) ]2,5]∩[4,6]
b) ]–3,4]∪[1,∞[
Resposta:
a) Sabe-se que ]2, 5] = {x ∈| 2 < x ≤ 5} e [4,6] = {x ∈ |4 ≤ x ≤ 6}
A interseção de dois intervalos é o conjunto de todos os números que estão simultaneamente em ambos os conjuntos, e é d
]2, 5] ∩ [4, 6] = {x ∈| 4 ≤ x ≤ 5} Pode-se representar também graficamente do seguinte modo:
]2,5]
23
-4-3-2-1 0 1 2 3 4 5 6
[4,6]
-4-3-2-1 0 1 2 3 4 5 6
]2,5] [4,6]
-4-3-2-1 0 1 2 3 4 5 6
-4-3-2-1 0 1 2 3 4 5 6
[1,+∞[
-4-3-2-1 0 1 2 3 4 5 6
]-3,4] U [1,+ ∞[
-4-3-2-1 0 1 2 3 4 5 6
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a) (A ∪ C) ∪ B
d) (B ∩ A) ∩ C
Resposta
Em primeiro lugar, determinam-se os três conjuntos A, B e C, onde:
A = {x ∈ | -2 ≤ x < 4}
B = {x ∈ | -4 < x ≤ 4}
C = {x ∈ | -3 < x < 1}
Os conjuntos A, B e C são representados na reta real como:
A= [-2,4[
-4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 6
B = ]-4, 4]
-4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 6
C = ]-3, 1[
-4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 6
24 a) (A ∪ C) ∪ B
Inicialmente, obtem-se o conjunto (A ∪ C):
A= [-2,4[
-4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 6
C= ]-3, 1]
-4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 6
AUC
-4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 6
Na sequência, (A ∪ C) ∪ B:
A U C = ]-3, 4[
-4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 6
B= ]-4, 4]
-4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 6
(A U C) U B = ]-4, 4[
-4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 6
b) (B ∪ A) ∩ C
Da mesma forma que no item anterior, inicialmente obtem-se o conjunto (B ∩ A):
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M Autor: Rodrigo Nogueira de
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A = [-2, 4[
-4-3-2-1 01 2 34 5 6
B= ]-4, 4]
-4-3-2-1 0 1 234 5 6
(B A)
-4-3-2-1 0 1 2 3 4 5 6
Nota-se que o elemento 4 está aberto em (B ∩ A), pois tal elemento faz parte do conjunto B
(intervalo fechado), mas não faz parte do conjunto A (intervalo aberto), portanto com a inter-
seção, o elemento 4 não pertencerá ao conjunto (B ∩ A). Além do mais, (B ∩ A) = A. Na sequência, (B ∩ A) ∩ C:
(B A) = [-2, 4[
-4-3-2-101 234 5 6
C= ]-3, 1]
-4-3-2-101 234 5 6
(B A) C
-4-3-2-101 234 5 6 25
EXERCÍCIO PROPOSTO
1. Determine os seguintes subconjuntos da reta:
a) ∩ b) ( ∩ )∪ c) ∪( ∪ )
RESUMO:
Nesta unidade, revisou-se a noção intuitiva de conjuntos, tipos de conjuntos, conjuntos numéricos e inter-
valos. A Figura 1.10 mostra uma representação esquemática dos conjuntos numéricos.
Onde ⊂ ⊂ ⊂
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I FUNÇÕES E
SEUS GRÁFICOS
- Definir funções;
- Identificar o domínio e a imagem das funções;
- Esboçar gráficos;
- Reconhecer as funções através dos gráficos;
- Estudar os sinais das funções;
- Resolver problemas envolvendo funções.
II - FUNÇÕES E SEUS
Definição de função
UN 02
Sejam dois conjuntos não vazios A e B. Uma relação f entre A e B recebe o nome de aplicação de A em B ou
fun- ção definida em A com imagens em B se, e somente se, para todo x ∈ A existe um só y ∈ B tal que (x,
y) ∈ f. O conjunto A é chamado de domínio da função e o conjunto B de contradomínio da função.
f: A → B
x → y = f(x)
O termo y = f(x) (lê-se “f de x”) significa que y é uma função que depende da variável independente x.
Logo y pode também ser chamada de variável dependente, pois depende de x. Quaisquer outras letras
poderiam também ser utilizadas como variáveis dependente e independente. Indica-se o domínio de f
por Df (=A) e o único elemento y, associado ao elemento x, de A, pelo símbolo f(x) ou a imagem de f em
x. A interpretação de uma função em diagramas de Venn pode ser vista na Figura 2.1.
Domínio Contradomínio
A = D( f ) B
Imagem 29
ou Im(f)
X Y = f (x)
Com o auxílio do esquema de flechas, podem-se analisar melhor as condições de satisfazer uma relação f
de A em B para ser uma função, assim como é apresentado na Figura 2.2. Na Figura 2.2a, observa-se um
exemplo clássico de função, onde para cada elemento do conjunto A (domínio) existe um só elemento do
conjunto B correspondente (contradomínio). Na Figura 2.2b, também se pode observar que para três
ele- mentos do conjunto A, existe um só elemento do conjunto B correspondente, porém, existe um
elemento do conjunto A (domínio) que não possui nenhum correspondente em B, logo não se trata de
uma função. No caso da Figura 2.2c, tem-se uma função, pois todos os elementos do domínio (A) são
ligados a somente um elemento no contradomínio. O conjunto imagem nesse exemplo é Im(f) = {1, 2, 5}.
O elemento {7} não faz parte da imagem, pois não está ligado a nenhum elemento do domínio, mas faz
parte do contradomínio CD(f) = {1, 2, 5, 7}. Observa-se que Im(f) ⊂ CD(f). Para a Figura 2.2d, observa-se
que um dos elementos do domínio está ligado a dois elementos do contradomínio, portanto, não se trata
de uma função.
Figura 2.2: Representaçõ es em diagramas de Venn de quatro relaçõ es, onde: (a) é
uma funçã o; (b) nã o é uma funçã o; (c) é uma funçã o e (d) nã o é uma funçã o.
A B A B
x y z w a b c d x y z w a b
c
A A B
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II - FUNÇÕES E SEUS
-1 1
x y z a b
0 2Im c
1 5
2 7
y = x2 + 1
(c) É uma função (d) Nã o é uma função
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M Autor: Rodrigo Nogueira de
II - FUNÇÕES E SEUS
Nesta unidade, será extremamente importante a análise gráfica das funções, suas representações no
plano cartesiano x-y e seu entendimento e interpretação. Na Figura 2.3, observam-se os eixos (X, Y),
onde o eixo X representa o domínio da função (conjunto A) e o eixo Y representa o contradomínio da
função (conjunto B). A imagem da função estará contida dentro deste contradomínio. Cada ponto de X
(domínio) terá um só ponto correspondente em Y (a imagem correspondente).
(x, f(x))
0 x ∈ X (=Df) x
Pode-se verificar através dos gráficos se uma relação f de A em B é ou não uma função. Basta verificar se
a reta paralela ao eixo Y conduzida pelo ponto (x, 0), onde x ∈ A encontra o gráfico de f em somente um
ponto, pois cada ponto do domínio x deve ter somente uma imagem y correspondente. Na Figura 2.4a,
30 observa-se que cada ponto de x tem somente um ponto de y correspondente e retas paralelas ao eixo Y
em qualquer trecho de f só tocam uma vez no gráfico, sendo portanto uma função, o que não ocorre com
o caso da Figura 2.4b, onde na maioria dos casos, tem-se para um valor de x, dois valores de y corres-
pondentes, logo esse gráfico não é uma função.
y y
0 0
x x
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II - FUNÇÕES E SEUS
Função constante
UN 02
Uma funçã o é dita constante quando tal aplicaçã o f de em , onde qualquer que seja o elemento x ∈ ,
este estará associado sempre ao mesmo elemento c ∈ , ou seja
f(x) = c
O grá fico da funçã o constante é uma reta paralela ao eixo X, passando pelo ponto (0, c). Logo, a imagem
é o conjunto Im = {c}, pois este é o ú nico valor de y para qualquer que seja o valor de x desde -∞ a +∞.
A Figura 2.5(a) mostra o grá fico referente à funçã o y = 2, onde para qualquer que seja o valor de x, y = 2.
O domínio dessa funçã o é o conjunto dos nú meros reais, pois x pode assumir qualquer valor, porém a
imagem é unicamente o elemento {2}, pois para todo x, y = 2. Logo essa funçã o é uma constante e igual a
2 e seu grá fico é uma reta passando pelo ponto y = 2 e paralela ao eixo X. Analogamente, na Figura
2.5(b), o domínio da funçã o y = -4 é o conjunto dos nú meros reais e a sua imagem é o elemento {-4}.
y y
0 x 0 x
31
-4
(a) Y = 2 (b) Y = -4
Função afim
UN 02
Uma função é dita afim quando tal aplicação f de em , onde qualquer que seja o elemento x ∈ , este
estará associado ao elemento (ax+b) ∈ em que a ≠ 0 e b são números constantes e reais dados, ou seja
f(x) = ax +b, a ≠ 0
Exemplos:
y = 2x + 3, onde a = 2 e b = 3
y = -x + 2, onde a = -1 e b =
2 y = 5x, onde a = 5 e b = 0
Observa-se que, para o último exemplo, onde b = 0, a função afim do tipo y = ax + b se torna uma função
chamada linear do tipo y = ax, ou seja, a função linear é um caso particular da função afim. E nesse
último caso, quando a = 1, tem-se a função identidade, onde y = x.
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M Autor: Rodrigo Nogueira de
II - FUNÇÕES E SEUS
EXERCÍCIO RESOLVIDO
1. Construa o gráfico das seguintes funções:
Resposta:
Inicialmente, nota-se que D(f) = .
Em seguida, dados os pontos de x, determina-se f(x), como na tabela a seguir:
x -2 -1 0 1 2
y=x+2 0 1 2 3 4
Localizando esses pontos no plano cartesiano, nota-se que eles estão alinhados, formando
uma reta (Figura 2.6). De fato, o gráfico de qualquer função afim é sempre uma reta.
0
-2-1 x
-2
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II - FUNÇÕES E SEUS
x -2 -1 0 1 2
y = -2x + 1 5 3 1 -1 -3
1
1/2
0 x
33
c) Mais uma vez, também no exemplo 3, tem-se que D(f) = .
Analogamente aos exemplos anteriores, tem-se a seguinte tabela de
valores:
x -1 0 1
y = 3x -3 0 3
E o gráfico para essa função tem seu esboço na Figura 2.8. Essa função, onde
se tem b = 0, é chamada de função linear.
-1 0 1 x
-3
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Domínio e imagem
O valor de x pode assumir qualquer valor real. Logo para a função afim o domínio será sempre o
conjunto dos números reais . Quanto à imagem, para esse tipo de função especificamente, tem-se
também o con- junto dos números reais , pois como se trata de uma reta, qualquer que seja o valor de x,
haverá um valor correspondente em y e a reta, tanto em x como em y, pode assumir valores que vão de -
∞ a+∞.
Por outro lado, uma função f: A → B definida por y = f(x) é decrescente se para dois valores quaisquer x 1
e x2 pertencentes a A, com x1 < x2, tem-se f(x1) > f(x2). Ou seja, significa dizer que quando se aumenta o
valor de x, o valor de y diminui e vice-versa e a função é dita decrescente.
Pode-se dizer também que a função f(x) = ax + b (a ≠ 0) é crescente quando a > 0 e decrescente quando a < 0.
Para mostrar que f é crescente, sejam x1 e x2 pertencentes ao domínio de f com x1 < x2.
Para mostrar que f(x1) < f(x2), primeiramente, rearranjando os termos pode-se dizer que
f(x1) = ax1 + b e
f(x2) = ax2 + b.
Logo f(x1) - f(x2) = (ax1+ b) – (ax2+ b) = a(x1 –x2) < 0, pois a > 0 e x1 – x2 < 0.
A demonstração para uma função decrescente é feita de forma análoga e fica como exercício.
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EXERCÍCIO RESOLVIDO
1. Prove que a função f(x) = x + 3 é crescente, pois a = 1 > 0 e a função f(x) = -(2/3)x é decrescente, pois a = - 2/3 < 0.
Sugestão: Faça uma tabelinha com dois valores quaisquer de x e investigue o comportamento de y.
Resposta:
Para a função f(x) = x + 3, inicialmente, dados quaisquer valores de x, obtem-se os seus
respectivos valores de y, como mostra a tabela abaixo:
x -2 -1 0 1 2
y=x+3 1 2 3 4 5
x -2 -1 0 1 2
Observando-se uma função qualquer, na Figura 2.9, tiram-se as seguintes conclusões: os pontos
x = -5; x = -1 e x = 9/2 são os zeros da função, pois eles cruzam o eixo das abscissas (eixo x). Obser-
vando agora o eixo y, tem-se que: todos os pontos à esquerda de x = -5 são positivos, pois o gráfico
está acima do eixo x (as coordenadas de y são positivas). Todos os pontos entre x = -5 e x = -1 são
negati- vos, pois as coordenadas y do gráfico nesses pontos são negativas. Seguindo o mesmo princípio,
entre os pontos x = -1 e x = 9/2, a função é positiva, e para os pontos de x > 9/2, a função é negativa (os
pontos de y são negativos nesse intervalo).
+ +
-5 -1 9/2 x
- -
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-5 -1 9/2
Sinal de
f(x)
x
+ 0 - 0 + 0 -
f(x) = 0 ⇔ x = -5 ou x = -1 ou x = 9/2
Estudar o sinal da função afim, do tipo f(x) = ax + b (com a ≠ 0), significa determinar os intervalos onde
a função é igual a zero (y = f(x) = 0), a função é positiva (y = f(x) > 0) e negativa (y = f(x) < 0). Nesse
tipo de função, a mesma será crescente quando a > 0 e decrescente quando a < 0.
36 Se os valores de x forem colocados sobre seu eixo, o sinal da função afim, com a > 0, é mostrado na Figura
2.11. Isto significa que quando a > 0, a função é positiva à direita de x = e negativa à esquerda de x = .
Figura 2.11: Estudo dos sinais da funçã o afim, do tipo f(x) = ax + b, para a > 0.
-b/a +
x
-
Se os valores de x forem colocados sobre seu eixo, o sinal da função afim, com a < 0, é mostrado na Figura
2.12. Isto significa que quando a < 0, a função é positiva à esquerda de x = e negativa à direita de x = .
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Figura 2.12: Estudo dos sinais da funçã o afim, do tipo f(x) = ax + b, para a < 0.
+
-b/a x
-
EXERCÍCIO RESOLVIDO
Resposta:
Tem-se que a = 2 > 0 e que x = 3 é seu zero. Logo, f(x) > 0 para x > 3 e f(x) < 0 para
x < 3 . Graficamente, tem-se 2 2
37
que (Figura 2.13):
2
+ +
3/2 0 x
- -
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b) Tem-se que a = -3 < 0 e que x =é seu zero. Logo, f(x) > 0 para x <e f(x) < 0 para x >.
Graficamente, tem-se que (Figura 2.14):
1
++
0 1/3 1 x
- -
Inequações
Para concluir o estudo de função afim, na sequência, serão resolvidas algumas inequações do primeiro
38 grau que dependem, sobretudo, do estudo do sinal da função afim e das operações com intervalos. O
estu- do será apresentado através de exercícios resolvidos.
EXERCÍCIO RESOLVIDO
1. Resolva a inequação simultânea x – 3 < -2x + 7 < 2x + 3
Resposta:
Em primeiro lugar, separam-se as desigualdades.
1) x – 3 < -2x + 7
2) -2x + 7 < 2x + 3
Logo, S1 = {x ∈| x <}
Seja S2 o conjunto solução da segunda inequação, onde
-2x + 7 < 2x + 3 ⇒ -2x - 2x < 3 - 7 ⇒ -4x < -4 ⇒ -x < -1 ⇒ x > 1
Logo, S2 = {x ∈| x < 1}
Representando esses dois intervalos na reta real e determinando a interseção, chega-se à solução
S = S1 ∩ S2 = {x∈| 1 < x <}
S2: x > 1
-4-3-2-1 0 1 2 3 4 5 6
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Resposta:
Essa inequação é chamada de produto, pois há um produto entre duas funções, o produto da função f pela função g. Deve-s
Para g(x) = -3x + 2, tem-se que a = -3 < 0 (função decrescente) e x = 2/3 é o zero de g. À
esquerda de 2/3, a função é positiva, e à direita de 2/3, a função é negativa.
- +
f(x)
-3
+ -
g(x)
2/3
39
- + -
f(x) . g(x)
2/3
-3
3. Resolva a inequação
Resposta:
Essa inequaçã o apresenta um quociente entre as funçõ es f e g do exemplo precedente, portan- to os intervalos serã o exatamente os
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EXERCÍCIO PROPOSTO
1. Para cada funçã o afim abaixo, determine:
c) O esboço do grá fico utilizando apenas os dois pontos de intersecçã o com os eixos coordenados;
d) Verifique também se a funçã o é crescente ou decrescente fazendo o estudo dos sinais da mesma.
1. f(x) = -x + 3
2. f(x) = x + 4
3. f(x) = 4x – 3
4. f(x) = +2
5. f(x) = 2x
a) (x - 4) . (-2x + 6) > 0 b)
3. O grá fico da funçã o f(x) = ax + b passa pelos pontos (1; -1) e (3; -7). Assim, qual o valor de a + b?
40
Função quadrática
UN 02
Uma funçã o é dita quadrá tica quando tal aplicaçã o f de em , onde qualquer que seja o elemento x ϵ ,
este estará associado ao elemento (ax2 + bx + c) ϵ em que a ≠ 0, b e c são nú meros constantes e reais
dados, ou seja
f(x) = ax2 + bx + c, a ≠ 0
Exemplos:
y = x2 + 2x + 3, onde a = 1, b = 2 e c = 3
y = 3x2 + 5x - 2, onde a = 3, b = 5 e c = -2
3 y = 2x2 + 1, onde a = 2, b = 0 e c = 1
y = 2x2, onde a = 2, b = 0 e c = 0
O domínio da funçã o quadrá tica é o conjunto dos nú meros reais, D(f) = , pois qualquer que seja o valor
que se atribua a x, haverá um f(x) correspondente e pertencente ao conjunto .
O grá fico da funçã o quadrá tica é uma pará bola. Seguem alguns exemplos de grá ficos a seguir.
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EXERCÍCIO RESOLVIDO
1. Construa o grá fico das seguintes funçõ es:
f(x) = x2 + 2
f(x) = -x2 + 2
Resposta:
Inicialmente, como já explicado, sabe-se que D(f) = .
Em seguida, dados os pontos de x, determina-se f(x), como na tabela a seguir:
x -2 -1 0 1 2
y = x2 + 2 6 3 2 3 6
Localizando esses pontos no plano cartesiano, nota-se que eles formam uma parábola
(Figura 2.15). De fato, o gráfico de qualquer função quadrática é sempre uma parábola.
3
2
0
-2 -11 2 x
41
Resposta:
x -2 -1 0 1 2
y = x2 + 2 -2 1 2 1 2
Localizando esses pontos no plano cartesiano, nota-se que eles formam uma parábola
(Figura 2.16). De fato, o gráfico de qualquer função quadrática é sempre uma parábola.
0
-2 -1 1 2 x
-2
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Concavidade
A função quadrática é do tipo y = f(x) = ax2 + bx + c e seu gráfico é sempre uma parábola. Tal parábola
pode ter concavidade voltada para cima ou para baixo.
Caso a > 0, a concavidade da parábola será voltada para cima, e se a < 0, sua concavidade será voltada
para baixo. A Figura 2.17 mostra esquematicamente esse comportamento. Observa-se também nos
exemplos anteriores 1 e 2, nas Figuras 2.15 e 2.16, as concavidades para cima (a = 1 > 0) e para baixo
(a = -1 < 0), respectivamente.
Figura 2.17: Esboço da funçã o quadrá tica do tipo y = ax2 + bx + c. (a) Concavidade
para cima (a > 0); (b) Concavidade para baixo (a < 0).
y y
Yv
a>0
0 0
x x
a>0
Yv
42 Forma canônica
Os gráficos das funções quadráticas dos exemplos 1 e 2 mostrados nas Figuras 2.15 e 2.16 são obtidos
através das tabelas de valores, onde supomos um valor qualquer de x, visto que o domínio é o conjunto
dos números reais e obtêm-se os valores de y = f(x).
No caso das funções quadráticas, nem sempre esse procedimento será o mais adequado para a obtenção
dos gráficos, pois em geral atribuem-se números inteiros para x, e tanto o vértice (valor máximo ou
mínimo da parábola) pode ter uma coordenada não inteira, assim como os seus zeros (pontos que
cortam o eixo x).
Para se estudar mais detalhadamente a função quadrática, primeiramente, deve-se transformá-la em ou-
tra forma mais conveniente que se chama forma canônica.
f(x) = ax2 + bx + c
f(x) = a
f(x)
f(x)
O termo b2 – 4ac é o famoso discriminante do trinômio do segundo grau, representado por ∆ e a forma
canônica é escrita da seguinte forma:
∆
f(x)
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Zeros
Os zeros ou raízes da função quadrática f(x) = ax2 + bx + c são os valores de x reais tais que f(x) = 0,
logo são as soluções da equação do segundo grau ax2 + bx + c = 0.
∆
+
–
+∆
–
Observa-se que se ∆ > 0 , a equação terá duas raízes reais e distintas que são:
43
o que significa dizer que no gráfico, a parábola irá cortar em dois pontos o eixo x.
Logo, a parábola, nesse caso, irá cortar em um ponto o eixo x, no seu vértice (ponto de máximo ou ponto
de mínimo) que será visto em detalhes mais adiante.
E no terceiro caso, em que ∆ < 0, onde nesse caso ∉ , a equação não possui raízes reais. A parábola
não irá cortar o eixo x em nenhum ponto.
Um número yM
ϵ Im(f) é o valor máximo da função y = f(x) quando y ≥ y para qualquer ponto y dessa
função onde y ϵ Im(f). O valor de x ϵ D(f) e y = f(x ). O ponto (x , y ) Mé o máximo da função.
M M M m M M
Quando a > 0, a função terá concavidade para cima, ou seja, ter-se-á um ponto mínimo no gráfico e o
mesmo é o vértice da função (indicado como Y na Figura 2.17a), onde ∆ e
v
Por outro lado, se na função quadrática, a < 0, a concavidade da mesma será para baixo e nesse caso,
ter-se-á um ponto máximo para a função que é o seu vértice (indicado como Yv na Figura 2.17b), onde
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Para a demonstração desses valores, considera-se primeiramente a função quadrática na sua forma canônica
Considerando a < 0, e observando que , para qualquer valor de x, pois a expressão está ao
quadrado. Além disso é um valor constante para uma dada função “y” e assumirá um valor máximo
carem esses valores, teremos um valor máximo e positivo. Como o primeiro termo é sempre positivo, a
menor diferença desse termo será, então, quando , ou seja, quando . Para :
∆ ∆
44 EXERCÍCIO RESOLVIDO
Resposta:
a) Para o primeiro item, tem-se que: a = 5; b = -5 e c = -9.
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Imagem
Para determinar o conjunto imagem de uma função quadrática, mais uma vez, deve-se partir da forma
canônica da função quadrática
∆ ∆
Pode-se observar que para qualquer x ∈ , pois o termo está elevado ao quadrado e qualquer
termo elevado ao quadrado, seja ele positivo ou negativo, resultará em um número positivo. Serão consi-
derados, então, dois casos:
1º caso:
logo ∆ ∆
45
2º caso:
EXERCÍCIO RESOLVIDO
1. Determine o conjunto imagem de cada uma das funções quadráticas listadas
Resposta:
a) Para o primeiro item, tem-se que: a = 1; b = -2 e c = - 8.
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E portanto:
Im(f)={y ∈ | y ≥ -9}
Os zeros da função são: x1=-2 e x2=4, que são justamente os pontos onde a função corta o eixo x.
Tendo esses valores, pode-se esboçar o gráfico e visualizar a imagem da função (Figura 2.18).
46
-2 01 4 x
-9
E portanto:
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Os zeros da função são: x1 = -6 e x2 = 1, que são justamente os pontos onde a função corta o eixo
x. Tendo esses valores, pode-se esboçar o gráfico e visualizar a imagem da função (Figura 2.19)
Figura 2.19: Esboço da funçã o quadrá tica f(x) = -2x2 - 10x + 12 com
a ilustraçã o do intervalo que corresponde ao seu conjunto imagem.
y
24,5
-2,5
01
-6 x
47
Eixo de simetria
O gráfico de uma função quadrática é uma parábola que tem um eixo de simetria vertical no seu vértice,
ou seja, tudo que está à esquerda do vértice pode ser “espelhado” para a direita do mesmo. Isso significa
que o eixo de simetria (reta pontilhada vertical que passa pelo vértice: Figura 2.20) é a reta vertical
que corresponde à abscissa do vértice da função. Isso quer dizer que os pontos à direita e à esquerda
desse eixo de simetria são equidistantes e f(xv + r) = f(xv – r) qualquer que seja o valor de r ∈ e
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Figura 2.20: Tipos de grá ficos de funçõ es quadrá ticas que se pode obter.
X 0
x
48
1. Sabe-se que o gráfico é uma parábola e que ele tem um eixo de simetria vertical que passa pelo seu
vértice e é a reta
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Os tipos de gráficos de função quadrática que se pode obter são ilustrados na Figura 2.21.
Figura 2.21: Tipos de grá ficos de funçõ es quadrá ticas que se pode obter.
y y y
a<0
a<0 a<0 <0
> 0 R2 =0 V
R1
0V
0 x 0
x x
y y y
V
a<0 a<0
=0 <0
R1 R2 V
0 0 0
x x V x
a<0
>0
49
Sinais da função
Considerando a função quadrática do tipo f(x) = ax2 + bx + c (a ≠ 0), deve-se analisar para que valores
de x ∈ a função é:
Para tanto, deve-se estudar o sinal da função quadrática para cada x ∈ . Para o estudo dos sinais da função,
deve-se, em primeiro lugar, calcular o valor do discriminante e em seguida analisar os três casos distintos:
1º caso: ∆ < 0
Nota-se que a > 0 ; e . Logo a f(x) > 0,∀x ∈ . Isso significa dizer que a função
Graficamente, pode-se observar na Figura 2.22a que quando a > 0, a funçã o tem concavidade para cima.
Como ∆ < 0, a mesma nã o toca o eixo x e logo, todos os seus valores de y = f(x) sã o positivos. Quando a <
0 (Figura 2.22b), tem-se a funçã o inteiramente negativa.
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Figura 2.22: Sinais da funçã o quadrá tica para ∆ < 0 (grá fico nã o corta o eixo x) e: (a) a > 0 e (b) a < 0.
f(x) < 0x
f(x) > 0 + + + + + + + +
x
(a) (b)
2º caso: ∆ = 0
Nota-se que a2 > 0 ; e . Logo a f(x) > 0, ∀x ∈ se a > 0. Isso significa dizer que a função
quadrática, quando ∆ = 0, tem o sinal de a para todo x ∈ - {x1}, sendo e x1= x2 são as duas raízes
da função que coincidem com o vértice da função, logo
50
Graficamente, pode-se observar na Figura 2.23a que quando a > 0, a funçã o tem concavidade para cima.
Como ∆=0, a mesma toca o eixo x uma vez, pois a funçã o possui duas raízes reais e iguais que coincidem
com o seu vértice, logo o grá fico tangencia ou toca o eixo x no mesmo e todos os seus valores de y sã o
posi- tivos, menos no vértice onde y é nulo. Quando a < 0 (Figura 2.23b), tem-se a funçã o inteiramente
negativa, menos no seu vértice onde a mesma é nula.
Figura 2.23: Sinais da funçã o quadrá tica para ∆ = 0 (as duas raízes reais sã o iguais e
coincidem com o vértice, logo o grá fico tangencia ou toca o eixo x no mesmo) e: (a) a > 0 e
(b) a < 0.
(a) (b)
3º caso: ∆>0
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onde:
O estudo do sinal para esse caso é bem mais interessante. Este será dado como exercício para o leitor verificar que:
1. O sinal de f (x) é o sinal de a para todo x, tal que x < x ou x > x . Ou seja, é o sinal de a fora do
1
intervalo compreendido entre as raízes x1 e x2 (Figura 2.24).
2. O sinal de f (x) é o sinal de –a para todo x, tal que x < x < x , isto é, entre as raízes x e x (Figura 2.24).
1 2 1
Figura 2.24: Sinais da função quadrática para ∆ > 0 (as duas raízes reais ou
zeros da funçã o cortam o eixo x) e: (a) a > 0 e (b) a < 0.
f(x) > 0
++ + + + - - - - - x
X1 X2
x
f(x) < 0 f(x) < 0
51
- - -
f(x) < 0
(a) (b)
Inequações
Por fim, conclui-se o estudo preliminar sobre a função quadrática resolvendo inequações do tipo ax2 + bx
+ c > 0, ax2 + bx + c < 0, ax2 + bx + c ≥ 0 ou ax2 + bx + c ≤ 0 (a ≠ 0), que são denominadas inequações do
segundo grau.
Tal estudo depende essencialmente do sinal da função quadrática, que foi visto no tópico anterior. Os
exemplos seguintes ilustrarão como devem ser resolvidas questões desse assunto.
EXERCÍCIO RESOLVIDO
1. Resolver as inequações listadas abaixo:
Resposta
a) Para o primeiro item, tem-se que: a = 1; b = -2 e c = 3.
Logo, ∆ < 0 e essa função não possui raízes reais, o que significa que ela não cortará o eixo x em nenhum ponto. Como a > 0, a
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Figura 2.25: Esboço do grá fico da funçã o f(x) = x2 – 2x + 3. Note que o grá fico
nã o toca o eixo x, pois ∆ < 0. Além do mais, a funçã o tem concavidade para
cima, pois a = 1 > 0. Logo, a funçã o será toda positiva.
a>0
Concavidade
para cima
f(x) > 0 + + + +
+ + + +
x
52
Os zeros da função são: x1 = 1 e x2 = -6, que são justamente os pontos onde a função corta o
eixo x. Os sinais dessa segunda função são ilustrados na Figura 2.26.
Figura 2.26: Esboço do grá fico da funçã o f(x) = -2x2 - 10x + 12. Note que o grá fico corta o
eixo x nas suas duas raízes, x1 = -6 e x2 = 1. Além do mais, a funçã o tem concavidade para
baixo, pois a = -2 < 0. Logo, a funçã o será positiva para -6 < x < 1 e negativa para x < -6 e x > 1.
+ +
-6 0 1
- - - - - - x
Para solucionar a inequação produto, colocam-se os sinais de cada função em retas distintas
e depois se faz a interseção das mesmas, onde o conjunto solução será os valores maiores ou
iguais a zero.
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+ + + + + + + + + + + + + + + + + +
f(x) = x2 - 2x + 3
-6-5-4-3-2-101234
Como os valores que nos interessam são aqueles que f(x) . g(x) 0. O conjunto solução será, portanto,
S = {x ∈| -6 ≤ x ≤ 1}
2. Para as funções quadráticas, determine:
Resposta:
i) f(x) =x2 - 8x - 13
x2 - 8x - 13 = 0
O vértice da função, nesse caso, será o máximo da função, pois a < 0 e a função tem conca- vidade para baixo e é calculada da seguint
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8,33
+ + +
0
-8,67 -5,33 -2 x
- - - - -
54
d) O estudo dos sinais da função pode ser observado também na Figura
Questão 2
ii) f(x) = x2 - 2x + 1
f(x) = 0
x2 - 2x + 1 = 0
∆ = b2 - 4ac = (-2)2 - 4 1 1 ⇒ ∆ = 0
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b) O vértice da função, nesse caso, será o mínimo da função, pois a > 0 e a função tem concavi-
dade para cima e é calculada da seguinte maneira:
Observe que o vértice V(1; 0) se confunde com as duas raízes da função, ou seja, as duas raízes
reais da função e o vértice da mesma são o mesmo ponto.
x -1 1 3
y = x2 -2x + 1 4 0 4
55
4
+ + + +
-1 0 1 3
x
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EXERCÍCIO PROPOSTO
1. Para as funções quadráticas, determine:
7) f(x) =
Função modular
UN 02
Seja x ∈ , a definição de módulo ou valor absoluto de x, que é representado por |x|, é dada por:
1) O módulo de um número real não negativo (positivo ou nulo) é igual ao próprio número;
Exemplos:
1) |+6| = +6, pois +6 > 0; 2) |π| = π, pois π > 0; 3) |-4| = -(-4) = + 4, pois -4 < 0;
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EXERCÍCIO PROPOSTO
1. Para cada uma das propriedades acima, atribua números quaisquer e prove a validade dessas propriedades.
Uma função é dita modular quando tal aplicação f de em quando a cada x ∈ associa o elemento |x| ∈ , ou
Usando o conceito de módulo de um número real, a função modular pode ser definida da seguinte maneira: 57
f(x)
Observe que se têm duas funções: a primeira, com seu domínio compreendendo os números positivos e o
zero da função, D(f1 ) = +, ao passo que a segunda função tem como domínio os números negativos, D(f1 )
= . D(f) = D(f1 ) ∪ D(f2 ) = . Pode-se reescrever a definição da função modular da seguinte forma:
f(x)
As duas funções, que juntas compreendem a função modular, nesse caso, é a reunião de duas semiretas
de origem O, que são bissetrizes do 1º e 2º quadrantes. O esboço desse gráfico é mostrado na Figura 2.29.
0 x
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EXERCÍCIO RESOLVIDO
1. Esboce o gráfico das seguintes funções:
d) f(x) =
Resposta:
a) Pela definição de módulo, tem-se que:
f(x)
Portanto,
f(x)
Fazendo o gráfico das funções y = f 1 (x) e y = f2(x), em seus domínios, a partir da tabela
abaixo, tem-se a reunião das duas semiretas que se encontram no ponto (0,0). Observe
que a função 1 é válida para os pontos de x ≥ 0 e a função 2 é válida para os pontos de x
< 0. A Figura 2.30 mostra o esboço do gráfico.
58 x -2 -1 0 1 2
y = |2x| 4 2 0 2 4
-2 -1 0 1 2 x
f(x)
Portanto,
f(x)
MATEMÁTICA
BÁSICA M
II - FUNÇÕES E SEUS
Fazendo o gráfico das funções y = f1(x) e y = f2 (x), em seus domínios, a partir da tabela
abaixo, tem-se a reunião das duas semiretas que se encontram no ponto (-2, 0). Observe
que a função 1 é válida para os pontos de x ≥ -2 e a função 2 é válida para os pontos de x
< -2. A Figura 2.31 mostra o esboço do gráfico.
x -6 -4 -2 0 2
y = |x + 2| 4 2 0 2 4
-6 -4 -2 0 2 x
59
c) Nesse caso em que f(x) = |x – 1| + 2, deve-se inicialmente construir o gráfico da função g(x)
= |x – 1|, pois sempre se deve partir do termo da função que está dentro do módulo. Para se
obter o gráfico da função f(x) = g(x) + 2, desloca-se cada ponto da função g duas unidades
“para cima”.
A tabela abaixo mostra alguns pares coordenados para esse gráfico. A Figura 2.32 mostra o
esboço do gráfico.
x -3 -1 -1 3 5
y = |x - 1| + 2 6 4 2 4 6
6
f(x) = | x - 1 | + 2
4
g(x) = | x - 1 |
-3 -1 0 1 3 5
x
MATEMÁTICA BÁSICA
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II - FUNÇÕES E SEUS
d) Inicialmente, observa-se que x não pode assumir o valor 0 (zero), pois o denominador de
uma fração não pode ser nulo. Conclui-se que o domínio dessa função é D(f) = *+, ou seja, os valores de
Portanto,
Fazendo o gráfico das funções y = f1(x) e y = f2(x), em seus domínios, a partir da tabela abai- xo, tem-se q
que existe um salto entre estas duas semi-retas no ponto x = 0, que não pertence à função. A
Figura 2.33 mostra o esboço do gráfico.
x -4 -2 2 4
y=x -1 -1 1 1
-4 -2 0 2 4 x
-1
Equações modulares
Para resolver equações modulares, utiliza-se a propriedade 8 vista acima, ou seja, se
a > 0 (a ∈ ), |x| = a ⇔ x = a.
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EXERCÍCIO RESOLVIDO
1. Resolva as seguintes equações modulares.
Resposta:
a) Pela propriedade 8, tem-se que:
Portanto,
Portanto,
61
c) Pela propriedade 8, tem-se que:
Portanto,
d) Para este caso, inicialmente, precisa-se ter 3x + 2 ≥ 0, pois, pela propriedade 8, o valor de a ≥ 0,
logo . Usando a propriedade 8, tem-se que:
Observa-se que não satisfaz a essa equação modular, pois se deve ter
= -0,666..., valor este estabelecido pela condição inicial para a ≥ 0
Portanto,
Vale ressaltar que sempre que não tivermos um módulo do lado direito da equação, deve-se
estabelecer essa condição. Caso haja o módulo nos dois termos (direito e esquerdo), essa
verificação não é necessária, pois o módulo já garante que o valor será positivo, como no
caso do exercício resolvido acima.
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II - FUNÇÕES E SEUS
Portanto,
S={-6; -1; 1; 4}
Se cada uma das soluções acima for substituída na equação modular, verifica-se que todas convêm à equaç
Inequações modulares
O estudo das inequações modulares decorre das propriedades 9 e 10 vistas anteriormente e
reproduzidas logo abaixo
-a a x
-a a x
EXERCÍCIO RESOLVIDO
1. Resolva as seguintes inequações modulares.
Resposta:
a) Pela propriedade 9, tem-se que:
|3x + 2| < 4
-4 < 3x + 2 < 4
-4 – 2 < 3x < 4 – 2
-6 < 3x < 2
-2 < x <
|3x + 2| > 4
3x + 2 < -4 ou 3x + 2 > 4
3x < -6 ou 3x > 2
x < -2 ou x > 2/3
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EXERCÍCIO PROPOSTO 63
d) f(x) =
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Função exponencial
UN 02
f(x) = ax
x
a) f(x) = 3 b) c) p(x) = 10x d) r(x) = ( )x
Propriedades operatórias
Sejam a e b números reais e m e n números inteiros positivos, pode-se definir as seguintes proprieda-
des operatórias envolvendo potências que são extremamente importantes para as funções exponenciais.
64 2.
3. a0 = 1, para a ≠ 0
5.
6.
7.
8. , para b ≠ 0
9. , quando bn =
a 10.
11. para b ≠ 0
13.
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x > -2 e x ≠ -1
Levando-se em conta essas duas restrições, tem-se que o domínio da função é o seguinte conjunto:
D = {x ∈ | x > -2 e x ≠ -1}
Com relação à imagem, se f(x) = ax, ter-se-á uma imagem sempre positiva, pois a base é positiva e
diferente de 1. Além do mais, a imagem não assume o valor 0 (zero), então
2. O gráfico corta o eixo y no ponto de ordenada 1, pois quando x = 0, qualquer valor de a elevado a 0
(zero) é igual a 1.
3. Se a > 1, a função é crescente e se 0 < a < 1, a função é decrescente, lembrando que a é sempre positivo.
O esboço de uma função exponencial é mostrado na Figura 2.35, onde na Figura 2.35a, tem-se a forma de
uma função exponencial crescente e na Figura 2.35b a de uma decrescente.
y y
1 1
0
x 0 x
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EXERCÍCIO RESOLVIDO
1. Esboce o gráfico das seguintes funções:
x
x
a) f(x) = 3 b) f(x) = c) f(x) = 3x – 1
Resposta:
a) Construindo-se uma tabela com os valores de x e y da função, tem-se que
x -2 -1 0 1 2
y = 3x 1 3 9
66 3
0 1 2 x
x -2 -1 0 1 2
y= 9 3 1
x
Figura 2.37: Esboço do grá fico da funçã o f(x) = .
y
-2 -1 0 x
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x -2 -1 0 1 2
x-1 -3 -2 -1 0 1
y = 3x-1 1 3
0 12 x
67
Equação exponencial
Uma equação exponencial é uma equação cuja incógnita está no expoente.
Exemplos:
3x = 27
( )x =
9x + 3x = 3
Um dos métodos para a resolução dessas equações é a redução a uma base comum, ou seja, se ambos os
membros da equação apresentarem a mesma base, igualam-se os expoentes da mesma.
ab = ac ⇔ b = c (0 < a ≠ 1)
EXERCÍCIO RESOLVIDO
1. Resolva as seguintes equações exponenciais.
Resposta:
Reduzindo-se todos os termos da equação à mesma base, tem-se que:
3x + 4 = 33
x+4=3
x=
1
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Inequação exponencial
68 Inequações exponenciais são as inequações com incógnita no expoente.
3x > 27
( )x >
9x+3x > 3
Assim como em equações exponenciais, existem dois métodos fundamentais para resolução das inequa-
ções exponenciais. Um dos métodos para a resolução dessas inequações é a redução a uma base comum.
Lembrando que a função exponencial f(x) = ax é crescente, se a > 1, ou decrescente, se 0 < a < 1, logo:
EXERCÍCIO RESOLVIDO
1. Resolva as seguintes inequações exponenciais.
a) b) (x - 3) 2-x < 0 c)
Resposta:
a) Reduzindo-se todos os termos da equação à mesma base e utilizando a propriedade 13, tem-se que:
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b) Nota-se que nesse produto o fator 2-x é sempre positivo, pois 2 elevado a qualquer número
real positivo ou negativo será sempre um número positivo. Então o sinal do produto será o mesmo sinal do fator (x – 3).
x–3<0⇒x<3
Logo, o produto (x - 3) 2-x < 0 será negativo para todos os valores de x < 3 e positivo para todos os valores de x > 3.
69
Como a base é maior que 0 e menor que 1 , inverte-se o sinal de maior ou igual para
menor ou igual, logo:
5x2 – 3x – 2 ≤ 3x – 2
5x2 – 6x + 1 ≤ 0
EXERCÍCIO PROPOSTO
1. Esboce o gráfico das seguintes funções:
a) b) c)
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Função logarítmica
UN 02
Conceito de logaritmo
Sejam dois números reais a e b, tais que a > 0, a ≠ 1 e b > 0, chama-se logaritmo de b na base a a solução
x da equação exponencial ax = b. Logo,
Exemplos:
log 1 = 0, pois a0 = 1.
a
loga a
a loga b = b
4. Dois logaritmos em uma mesma base são iguais, se e somente se, os logaritmandos são
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Demonstração:
Fazendo
Pela definição de logaritmo, tem-se que: ax = b; ay = c; az = b c.
Então z = b + c. Ou seja,
Mudança de base
Até agora, todas as operações com logaritmos envolvem propriedades onde estes têm a mesma base. Em
algumas aplicações é interessante transformar um logaritmo de uma base para outra.
logc b
loga b =
logc a
Demonstração:
Provando que
loga b
71
logc b
logc a
Logo:
Exemplos:
log3 5
log2 5 =
log3 2
log100 7 convertido para a base 10:
log10 7 log10 7 1
log 7
log100 7 = =
log10 100 = 100
2 2
Se a, b e c são números reais positivos e a e c diferentes de 1, a propriedade de mudança de base pode
também ser interpretada das seguintes formas:
loga b = loga b
As demonstrações para essas consequências das mudanças de base ficam como exercícios propostos.
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a) f (x) = log3 x b) c) d)
x
Para o exemplo c, quando não se diz a base, significa que é a base 10. No caso do exemplo, d ln significa
que é o logaritmo na base e que é chamado de logaritmo natural ou neperiano onde, e ≈ 2,718, muito
utilizado nas ciências aplicadas, como Economia e Física.
Exemplos:
4. Toma um dos aspectos da Figura 2.39, sendo a função crescente no primeiro caso e decrescente no
segundo.
Figura 2.39: Esboço do grá fico de funçõ es do tipo f(x) = logax.
y y
f(x) = logax f(x) = logax
(1,0) x (1,0) x
a>1 0<a<1
EXERCÍCIO RESOLVIDO
1. Sabendo que b = 3, c = 2, calcule:
73
a) b) c)
Resposta:
a) Aplicando-se a propriedade 1 dos logaritmos, tem-se:
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a) b)
Resposta:
a) Para se construir esse gráfico, é interessante primeiramente se fazer uma tabela dando valores inicialm
74 y = log3x x
-2 1/9
-1 1/3
0 0
1 3
2 9
2
1
01 3 9 x
-1
-2
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b) Adotando a mesma estratégia do item anterior, tem-se a tabela abaixo e o gráfico na Figura 2.41.
x
-2 9
-1 3
0 0
1 1/3
2 1/9
2
1
01 3 9 x
-1
-2
75
3. Determine o domínio da seguinte função:
a)
( )
Resposta:
Pela definição de logaritmo, o logaritmando deve ser sempre maior do que zero e a base deve
ser maior do que zero e também diferente de 1. Logo, tem-se:
(I)
(II)
-6-5-4-3-2-1 0 1 2 3 4
(II)
-6-5-4-3-2-1 0 1 2 3 4
(I)(III)
-6-5-4-3-2-1 0 1 2 3 4
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EXERCÍCIO PROPOSTO
1. Construa o gráfico das seguintes funções:
a) b) c) d)
a) b) c)
a) b) c)
Função trigonométrica
UN 02
76 O assunto sobre funções trigonométricas é muito extenso. Aqui neste curso, serão abordadas apenas de
maneira resumida as funções trigonométricas de um ângulo agudo, as relações fundamentais, que serão
importantes em disciplinas posteriores de cálculo, e para as funções seno, cosseno e tangente será dada
apenas uma pincelada geral no assunto. Sugere-se ao aluno que deseja aprofundar seus conhecimentos
em trigonometria procurar livros clássicos do assunto, que é muito relevante em matemática.
h
b
A C
a
MATEMÁTICA
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II - FUNÇÕES E SEUS
As relações que definem seno, cosseno e tangente do ângulo agudo são escritas da seguinte forma:
, e
Substituindo os valores de seno e cosseno de na relação fundamental de acordo com o triângulo retân-
gulo da Figura 2.42 e usando o teorema de Pitágoras, tem-se que:
77
ou
Seno, cosseno e tangente também são chamados razões trigonométricas por serem razões entre
números que expressam as medidas dos lados dos triângulos. São grandezas adimensionais, pois são
razões entre dois lados do mesmo triângulo. Porém, as medidas dos lados devem estar na mesma
unidade de medida.
As seguintes relações são muito importantes na trigonometria e nas posteriores disciplinas de Cálculo:
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EXERCÍCIO RESOLVIDO
1. Calcule o valor das relações trigonométricas, a partir do valor dado, supondo que 0 < α < 2π. Sabendo
que , calcule sen α, cos α, cotg α, sec α e cossec α.
78 3
A C
4
h2 = 32 + 42. Logo h = 5.
Com isso, pode-se responder a todos os itens propostos:
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2. Calcule sen105°.
Como será visto na tabela 2.1 a seguir, os ângulos 30°, 45° e 60° são chamados ângulos notáveis, onde
seus valores de seno, cosseno e tangente são mais utilizados e conhecidos.
Logo, pode-se reescrever o enunciado como: sen(60° + 45°) Resolvendo:
Como será visto adiante, basta substituir os valores desses senos e cossenos dos ângulos notáveis e poderá ser obtido o valor de sen
3. Calcule cos15°.
Partindo do mesmo princípio do exemplo anterior, pode-se reescrever o enunciado como: cos(60° - 45°) Resolvendo:
Da mesma forma, basta substituir os valores desses senos e cossenos dos ângulos notáveis e poderá ser obtido o valor de cos15°.
C1
B1
A1
0A
B C x
Logo, pode-se dizer que 2π rad = 360°. A partir dessa relação, pode-se determinar para quaisquer ângulos
em graus a sua medida em radianos através de uma simples regra de três.
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Exemplos:
x--------60°
Ou seja, 2π rad corresponde a 360° e 60° corresponderá a x rad. Logo, fazendo a multiplicação em cruz na
diagonal, tem-se que:
y--------30°
Pode-se simplificar a primeira linha da regra de três, dividindo-a toda por dois, e reescrevê-la da seguinte
forma
π rad------180°
y--------30°
Ou seja, π rad corresponde a 180° e 30° corresponderá a y rad. Logo, fazendo a multiplicação em cruz na
diagonal, tem-se que:
80 π rad . 30° = 180° . x
Ciclo trigonométrico
O ciclo trigonométrico (Figura 2.44) é um círculo orientado cujo sentido positivo é o anti-horário que
tem como origem de todos os arcos um ponto A. Esse círculo tem raio unitário (igual a 1), está dividido
em quatro quadrantes e pode-se representar no mesmo as funções trigonométricas.
As funções seno e cosseno são as mais facilmente representadas no ciclo trigonométrico. Tais funções têm
como domínio os números reais e como imagem o intervalo de -1 a 1, ou seja, Im = [-1; 1].
As medidas dos arcos estão associadas ao sinal positivo se estes estiverem no sentido anti-horário e
nega- tivo se no sentido horário.
Anti-horário
1º quadrante
2º quadrante
1
{
0 A x
3º quadrante 4º quadrante
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Uma volta completa no ciclo representa um arco de 360° ou 2π rad. A vantagem de trabalharmos no
ciclo trigonométrico é que se pode representar quaisquer ângulos ou arcos, incluindo aqueles das voltas
nega- tivas (-510° ou -420°, por exemplo) e os que são maiores que uma volta positiva (780° e 3π, entre
outros). Isso é possível porque, para qualquer arco de comprimento α, pode-se associar um número
inteiro k de voltas negativas ou positivas.
O ciclo trigonométrico pode ser associado a um sistema de coordenadas, onde a abscissa (eixo x) representa
o cosseno de um ângulo ou arco e a ordenada (eixo y) o seno do mesmo. Da Figura 2.45, observa-se que o
arco AP é representado pelo ângulo θ. Para se determinar o cos θ, deve-se projetar no eixo x o ponto P. A
distância OP1 representa o cosseno do ângulo θ. Analogamente, para se determinar o sen θ, deve-se
projetar no eixo y o mesmo ponto P. A distância OP2 representa o seno do ângulo θ. O par ordenado do
ponto P é P(cos θ, sen θ).
y
90º = π/2 rad
P
P2
1
se
Com relação aos senos máximo e mínimo, deve-se olhar agora a projeção no eixo y e observa-se que sen
90° = 1 e sen 270° = -1.
cos θ = abscissa de P
sen θ = ordenada de P
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II - FUNÇÕES E SEUS
A' A
-1
0 1 x
-1B'
A Figura 2.46 representa os pontos onde se tem seno e cosseno máximos e mínimos. Os ângulos repre-
sentados pelos pontos A, A´, B e B´ estão expressos na Figura 2.45. A Tabela 2.1 a seguir mostra o seno,
o cosseno e a tangente dos principais ângulos na trigonometria, ou seja, além dos ângulos expressos por
tais pontos, tem-se também os ângulos notáveis, que são: 30° = π/6 rad; 45° = π/4 rad e 60° = π/3 rad.
Observa-se queÂngulo
tg 90° eθtg180° não existem,
sen θ pois os cossenoscos
desses
θ ângulos são iguais
tg θ a zero e como
82 0° = 360° = 2π rad 0 1 0
e o denominador de uma razão não pode ser igual a zero, essas tangentes não existem.
45° = π/4 rad 1
Os gráficos das funções seno, cosseno e tangente no intervalo de [0; 2π] são expressos nas Figuras 2.47,
2.48 e 2.49 respectivamente.
60° = π/3 rad
Na Figura 2.47, que expressa o gráfico da função y = sen x, observa-se claramente que sen 0 = 0; sen π =
0 e sen 2π = 0, ao passo que sen π/2 = 1 e sen 3π/2 = –1, assim como se pode verificar através do ciclo
90° = π/2 rad
trigonométrico. 1 0 Não existe
Já na Figura 2.48,
180°que
= π expressa
rad o gráfico0da função y = cos x,–1
observa-se claramente
0 que cos π/2 = 0 e
cos 3π/2 = 0. Além de cos 0 = 1; cos π = –1 e cos 2π = 1.
270° = 3π/2 rad –1 0 Não existe
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0,5
π
sen
0 3π/2 2π
π/2
-0,5
-1
0 1 2 3 4 5 6
ângulo x (rad)
0,5
π 2π
cos
0 π/2 3π/2
-
83
0,5
-1
0 1 2 3 4 5 6
ângulo x (rad)
Para o caso da tangente na Figura 2.49, observa-se duas assíntotas em π/2 rad (90°) e em 3π/2 rad
(270°), que são os pontos onde essa função não existe, como comentado anteriormente. Para os demais
pontos, pode-se obter o valor da tangente e do gráfico. Tem-se que tg 0 = 0; tg π = 0 e tg 2π = 0.
10
π
0 2π
tg
π/2 3π/2
-5
-10
0 1 2 3 4 5 6
ângulo x (rad)
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EXERCÍCIO PROPOSTO
1. Calcule o valor das relações trigonométricas, a partir do valor dado, supondo que 0 < α < 2π.
B
15
4
1
A C A C
2
d) e)
a) b) c)
6. Calcule:
a) b)
7. Prove as relações:
MATEMÁTICA
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II - FUNÇÕES E SEUS
II
POLINÔMIOS, MATRIZES,
DETERMINANTES E
SISTEMAS LINEARES
• Conceituar os polinômios;
• Realizar operações com polinômios;
• Conceituar matrizes;
• Realizar operações com matrizes;
• Calcular determinantes;
• Estudar os sistemas lineares.
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III - POLINÔMIOS, MATRIZES, DETERMINANTES E SISTEMAS
Conceito de polinômios
UN 03
Um polinômio que tem como incógnita X e possui a coeficientes é uma expressão que pode ser escrita
da seguinte forma:
Onde os coeficientes são an, an-1, a1, a0 que são números reais. O índice n é um número inteiro maior ou igual
a zero. n também é o grau do polinômio, ou seja, o grau de P(X) = n.
O termo a0 é o termo independente do polinômio P(X). Quando an = 1, diz-se que o polinômio é mônico.
Exemplos:
Para o primeiro exemplo, trata-se de um polinômio do grau 5 cuja incógnita é X. Com relação aos
coeficien- tes de P(X), observa-se que: a5 = 6; a4 = 0; a3 = 0; a2 = -3; a1 = 2 e o termo independente a0 = -4.
Pode-se observar ainda que o polinômio não é mônico, pois a5 ≠ 1.
2. Q(X) = X3 – X –
Para o segundo exemplo, trata-se de um polinômio do terceiro grau cuja incógnita é X. Seus coeficientes
pertencem aos números reais e são: a3 = 1; a2 = 0; a1 = -1 e o termo independente a0 = . Pode-se
obser- var ainda que o polinômio é mônico, pois a3 = 1. 87
Cada termo do polinômio é chamado de monômio, logo o polinômio é uma soma de monômios.
Na sequência, serão tratadas as operações com os polinômios, a saber: adição, diferença, produto e quo-
ciente de polinômios com uma dada incógnita.
Adição de polinômios
A soma de dois polinômios P(X) e Q(X) é feita adicionando-se os monômios do mesmo grau de cada polinômio.
Exemplos:
Q(X) = X3 – X – 7
S(X) = X2 + X – 12
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III - POLINÔMIOS, MATRIZES, DETERMINANTES E SISTEMAS
kP(x) = ka Xn + ka Xn-1 + … + ka X+ ka
n n-1 1
Exemplo:
Considere o polinômio
Diferença de polinômios
A diferença de dois polinômios P(X) e Q(X) é feita da seguinte maneira:
Exemplos:
88 1. Considere os polinômios P(X) e Q(X)
Q(X) = X3 – X – 7
S(X) = X2 + X – 12
MATEMÁTICA
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III - POLINÔMIOS, MATRIZES, DETERMINANTES E SISTEMAS
Produto de polinômios
O produto de polinômios se faz aplicando-se seguidamente a propriedade distributiva, ou seja,
Logo, para a multiplicação de dois polinômios, deve-se multiplicar cada termo do primeiro polinômio por
todos os outros termos do segundo.
Exemplo:
P(X) = 3X2 + 2X – 4
Q(X) = X – 7
28
Sejam P(X) e Q(X) dois polinômios de tal forma que o gr(P) = m (lê-se: grau de P) e gr(Q) = n, o grau do
produto dos dois polinômios é gr(P.Q) = gr(P) + gr(Q) = m + n.
Polinômio nulo 89
Um polinômio é dito nulo ou identicamente nulo quando todos os seus coeficientes a são nulos, então P(X)≡0.
EXERCÍCIO RESOLVIDO
1. Seja P(X) = (m2 – 9)X2 + (n – 1)X + (p – 5). Calcule os valores de m, n e p para que P(X) seja um
polinô- mio identicamente nulo.
Resposta:
Quociente
Para quede
P(X)polinômios
seja nulo, todos os seus coeficientes devem ser nulos, ou seja,
Onde R(X) é identicamente nulo ou o seu grau satisfaz a desigualdade 0 ≤ gr(R) < gr(D). Chama-se P(X)
de dividendo, D(X) de divisor, Q(X) de quociente e R(X) de resto da divisão. Pode-se ilustrar esses
polinô- mios da seguinte maneira, de acordo com a Figura 3.1.
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EXERCÍCIO RESOLVIDO
1. Determine o quociente Q(X) e o resto R(X) dos polinômios P(X) = 9X3 + 12X – 135 E D(X) = X2 + 2X
Resposta:
Para determinar Q(X) e R(X), deve-se colocar os polinômios como na Figura 3.1, de tal forma como
são efetuadas as divisões comuns. A divisão será efetuada e comentada passo a passo.
O primeiro passo é dividir o monômio de maior grau do dividendo P(X) pelo monômio de
maior grau do divisor D(X). Observa-se que 9x3 dividido por x2 é 9x. Esse resultado é
colocado no espaço do quociente Q(X).
+ 12x - 135 x2 + 2x
9x
9x
O segundo passo é multiplicar o primeiro monômio do quociente (9x) por cada termo do di-
visor D(X) e subtrair esse produto do dividendo P(X). Por conta da subtração, todos os
sinais desse produto serão trocados. Para facilitar a adição algébrica dos polinômios,
escreve-se o polinômio completo, inclusive com os coeficientes com valor zero.
-9x3 - 18x2 9x
-18x2 + 12x - 135
(primeiro resto parcial)
O terceiro passo será mais uma vez dividir o monômio de maior grau do primeiro resto par-
cial pelo monômio de maior grau do divisor D(X). Observa-se que –18x2 dividido por x2 é –
18. Esse resultado é acrescentado no espaço do quociente Q(X).
No quarto passo, repete-se o segundo passo, onde desta vez o segundo monômio do quociente (–18)
é multiplicado por cada termo do divisor D(X) e esse produto é subtraído do primeiro resto parcial.
-9x3 -18x2
-18x2 + 12x - 135
-18x2 + 36x
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x2 + 2x
9x -18
(primeiro resto parcial)
(resto R(x))
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Observa-se que o grau do resto R(X) é igual a 1 e o grau do divisor D(X) é igual a 2. Quando
se tem gr(R) < gr(D), encerra-se a divisão. Então R(X) = 48x – 135 e Q(X) = 9x - 18. Para
verificar que realmente se tem a resposta correta, basta verificar utilizando o
Algoritmo de Euclides, onde P(X) = Q(X)D(X) + R(X).
É importante ressaltar que o número de zeros ou raízes do polinômio é igual ao grau do mesmo. Se o
gr(P) = n, existirão n raízes para o polinômio P(X), ainda que existam raízes iguais ou repetidas.
EXERCÍCIO RESOLVIDO
1. Determine os zeros dos polinômios abaixo:
Como temos a multiplicação de dois termos, o primeiro é igual a zero ou o segundo é igual a zero. Então X = 0 ou (X 2 + 4X + 4) = 0.
A partir daí, conclui-se que a primeira raiz X1 = 0.
As segunda e terceira raízes são calculadas a partir de (X2 + 4X + 4) = 0
Resolvendo essa equação do segundo grau, vem:
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Divisibilidade de polinômios
UN 03
O polinômio P(X) é divisível pelo polinômio D(X) quando o resto da divisão de P(X) por D(X) é igual a
zero, ou seja, R(X) = 0. Em outras palavras, o Algoritmo de Euclides, visto na seção 3.2.6, se reduz a
EXERCÍCIO RESOLVIDO
1. Mostre que o polinômio X3 – a3 é divisível pelo polinômio X - a e que
Resposta:
Calculando a divisão, tem-se que:
92 x3 - a3 x-a
-x3 + ax2 x2 + ax + a2
ax2 - a3
-ax2 + a2x
a2x - a3
-a2x + a3
0
Como o resto é igual a zero, prova-se que o polinômio X3 – a3 é divisível pelo polinômio X - a e
que o quociente deles é X2 + aX + a2.
Logo, todo polinômio P(X) será divisível por X – r se r for uma raiz desse polinômio.
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ax2 + bx + c = 0, com a ≠ 0
Essa equação possui duas raízes, nomeadas r1 e r2. Tal equação pode ser reescrita da seguinte forma
Tais igualdades são conhecidas como relações de Girard para uma equação quadrática. Elas expressam
uma relação entre coeficientes e raízes de uma equação do 2º grau.
Exemplo:
a) b)
Para um polinômio do terceiro grau do tipo P(X) = ax3 + bx2 + cx + d (a ≠ 0), o mesmo procedimento
pode ser usado e este pode ser fatorado da seguinte forma: 93
ax3 + bx2 + cx + d = a(x – r ) (x – r ) (x – r )
1 2
A partir dessa igualdade, tem-se que o primeiro membro da expressão pode ser reescrito como
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Além do mais
EXERCÍCIO PROPOSTO
1. Sejam P(X) = 4X4 – 3X2 + 1 e Q(X) = 2X3 – 4X – 7, calcule:
2. Determinar os valores de m e n para que os polinômios P(x) = (m² – 3m)x² + 4x – 1 e Q(x) = –2x²
94 + (n + 3)x – 1 sejam idênticos.
b) Encontre um polinômio de grau 4 com coeficiente líder 3 e cujas raízes sejam –2, –1, 1, 2.
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Neste tópico, serão estudadas as matrizes e certas operações algébricas nela definidas. Uma matriz é
uma tabela com m linhas (horizontais) e n colunas (verticais) nomeada matriz m x n (lê-se: matriz m por
n). Elas são muito utilizadas para resolver sistemas de equações lineares e transformações lineares. São
im- portantes também para problemas computacionais.
Onde os aij são escalares em K. A matriz K também tem a seguinte notação K = (a ij). O índice i da matriz
significa em que linha (horizontal) está determinado elemento. Este índice varia de 1 até m (i = 1, ..., m).
O índice j da matriz significa em que coluna (vertical) está o mesmo elemento. Este índice varia de 1 até
n (j = 1, ..., n). Em outras palavras, o elemento de K que está na i-ésima linha e na j-ésima coluna é
chamado de elemento i,j ou (i,j)-ésimo elemento de K. Este tem a notação a ij. O par de números (m, n) é
chamado tamanho ou forma da matriz.
Exemplo:
Tem-se que
As matrizes são denotadas por letras maiúsculas (A, B, ...) e seus elementos por letras minúsculas (a, b,
...). Duas matrizes A e B são iguais se elas tiverem a mesma forma e se seus elementos correspondentes
forem também iguais.
Uma matriz é dita matriz linha quando ela tiver uma linha e n colunas (também chamado de vetor linha).
Por outro lado, uma matriz coluna tem m linhas e 1 coluna (também chamado de vetor coluna).
Exemplos:
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O produto de um número escalar k pela matriz A, por exemplo, é simplesmente kA, ou seja, a
multiplicação de k por cada elemento da matriz A.
96 Observa-se que tanto no primeiro caso (A + B) como no segundo (kA) as matrizes resultantes têm a
mes- ma forma inicial m x n. Não é possível estabelecer a soma de matrizes com tamanhos diferentes.
–A = (–1) A e A – B = A + (–B)
Exemplos:
Sejam
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As propriedades básicas da adição de matrizes e da multiplicação das mesmas por um escalar, sendo V o
conjunto de todas as matrizes m x n sobre um corpo K e para quaisquer matrizes A, B, C ∈ V e quaisquer
escalares k1 e k2 ∈ K são as seguintes:
1) (A + B) + C = A + (B + C)
2) A + 0 = A
3) A + (–A) = 0
4) A + B = B + A
5) k1(A + B) = k1 A + k1 B
6) (k1 + k2)A = k1 A + k2 A
8) 1 A = A e 0 A = 0
Multiplicação de matrizes
O produto de matrizes AB é algo mais complicado. Supondo que A = (aij) e B = (bij) são matrizes tais que
o número de colunas de A é igual ao número de linhas de B. Ou seja, se A é uma matriz de forma m x p e
B é uma matriz p x n. A Figura 3.2 ilustra quando é possível haver multiplicação de matrizes. Então o
produto das duas matrizes terá a forma m x n cujo elemento ij do produto é obtido multiplicando a i-
ésima linha Ai de A pela j-ésima coluna Bj de B.
Onde
Vale ressaltar que o produto AB não é definido se A é uma matriz de forma m x p e B é uma matriz do
tipo q x n, pois p q.
Exemplos:
1) Sejam
Nota-se que a multiplicação de uma matriz 2x2 por uma 2x3, pode ser realizada, pois o número de
colunas da primeira é igual ao número de linhas da segunda. Além do mais, a matriz produto terá a forma
2x3, que é o número de linhas da primeira pelo número de colunas da segunda, assim como ilustram as
flechas acima.
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Admitindo que a matriz produto é C = AB, para se determinar o elemento c11, por exemplo, deve-se
utilizar a linha 1 da matriz A e a coluna 1 da matriz B. Da mesma forma, para se determinar o elemento
c23, deve-se utilizar a linha 2 da matriz A e a coluna 3 da matriz B. Basta verificar o índice de c 23 (linha 2 e
coluna 3) e efetuar a multiplicação do primeiro elemento da linha 2 de A pelo primeiro elemento da
coluna 3 de B e somar com a multiplicação do segundo elemento da linha 2 de A com o segundo
elemento da coluna 3 de B, como ilustrado nas caixas acima.
2) =
3)
98
O exemplo acima mostra que a multiplicação de matrizes não é comutativa, ou seja, os produtos de
matri- zes AB e BA não são necessariamente iguais.
1) (AB)C = A(BC)
2) A(B + C) = AB + AC
3) (B + C)A = BA + CA
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Observa-se que, se A é uma matriz m x n, então sua transposta A t será uma matriz da forma n x m, visto
que trocamos as linhas por colunas.
Exemplo:
1) (A + B)t = At + Bt
2) (At)t = A
4) (AB)t = Bt At
Esse produto matricial equivale a AX = B, onde A = (aij), matriz com i linhas e j colunas e B = (bj) é o vetor
coluna, que tem uma linha e j colunas.
Exemplo:
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Matrizes quadradas
Uma matriz quadrada é aquela que possui o mesmo número de linhas e colunas, ou seja, ela é da forma n
x n ou matriz quadrada de ordem n.
A diagonal da matriz quadrada A = (aij) consiste nos elementos a11, a22, ..., ann.
Exemplo:
Uma matriz triangular superior ou simplesmente matriz triangular é uma matriz quadrada cujos
elemen- tos abaixo da diagonal principal são todos elementos nulos (Figura 3.3).
Da mesma forma que uma matriz triangular inferior é uma matriz quadrada cujos elementos acima da
100 diagonal principal são todos elementos nulos (Figura 3.4).
Uma matriz diagonal é uma matriz quadrada em que todos os elementos que não são da diagonal são
iguais a zero (Figura 3.5).
A matriz diagonal em que todos os elementos da sua diagonal são iguais a 1 é chamada de matriz
unidade ou matriz identidade In ou I (Figura 3.6).
I3 =
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Matrizes inversíveis
Uma matriz quadrada A é dita inversível quando existe uma matriz B com a seguinte propriedade
A.B = B.A = I
A matriz B é chamada a inversa de A e é nomeada A-1. Além do mais, esta relação é simétrica, ou seja, se
B é a inversa de A, então A é a inversa de B.
Exemplo:
Logo, as duas matrizes são inversíveis e também são inversas uma da outra.
Determinantes
UN 03
Para toda matriz quadrada A sobre um corpo K, existe um valor escalar associado chamado de determi-
nante de A. Este é representado da seguinte forma:
det(A) ou |A|
O determinante pode ser visto como uma função da matriz A ou de suas colunas. Ou seja, Det(A) pode ser
escrito como Det(A1, A2) onde A = (A1, A2) e A1 e A2 são as colunas da matriz A.
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Seja
Observa-se que se têm três termos. Cada termo com um elemento da primeira linha (a 11, a12 e a13) multi-
plicado por um determinante 2 x 2. Para se obter esse determinante 2 x 2, no primeiro termo (a 11), basta
eliminar a linha 1 e a coluna 1 da matriz A, e o que resta formará o determinante 2 x 2. No segundo
termo (a12), deve-se eliminar a primeira linha e a segunda coluna, e no terceiro termo (a 13), a primeira
linha e a terceira coluna, assim como ilustra a Figura 3.7 .
Colun
Colun
Se
102
Então Det(A) = a11 A11 – a12 A12 + a13 A13
Nesse caso, que utilizou-se na definição do determinante de uma matriz quadrada n × n é que se chama
de desenvolvimento de Laplace em relação à primeira linha. Porém, pode-se escrever o desenvolvimento
de Laplace, de maneira análoga, em relação a qualquer linha ou coluna da matriz. Demonstra-se que o
valor obtido é o mesmo independentemente da linha ou coluna escolhida, desde que cada termo aij seja
afetado
do sinal apropriado que é (−1)i+j , o que justifica o sinal negativo do segundo termo, pois para a , (−1)i+j
12
= (–1)1 + 2 = –
1.
Exemplo:
então:
Seja
= 2 [(–2) 1 – (1) (1)] – 3[(5) (1) – (1) (1)] + (–3) [(5) (1) – (1) (–2)]
= – 6 – 12 – 21 = – 39
Um método prático para se obter determinantes de matrizes quadradas 3 x 3 é mostrado na Figura 3.8,
onde o primeiro termo da coluna 1 (a11) é colocado abaixo do último termo da mesma coluna 1 (a31) da
coluna e este último termo da coluna 1 (a31) é colocado acima do primeiro termo da mesma coluna 1 (a 11). O
mesmo proce- dimento é feito na terceira coluna. Em seguida, traçam-se as diagonais, como mostra a Figura
3.8. Esse método foi desenvolvido pelo matemático Sarru, porém existem outras maneiras de calcular o
determinante.
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Figura 3.8: Obtençã o de determinante em uma matriz quadrada 3 x 3.
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Para o cálculo do determinante, devem-se multiplicar os termos das diagonais separadamente, e então,
devem-se somar os produtos das diagonais contínuas e subtrair dos produtos das diagonais pontilhadas.
Ou seja,
Det(A)= a31 a12 a23 + a11 a22 a33 + a21 a32 a13 – a21 a12 a33 – a31 a22 a13 – a11 a32 a23
Observa-se que o valor é o mesmo do exemplo anterior quando resolvido pelo desenvolvimento de Laplace.
Propriedades de determinantes
As propriedades básicas do determinante são as seguintes:
4. Se a matriz A é triangular, ou seja, apresenta zeros acima ou abaixo da diagonal, então: |A| = x
produto dos elementos da diagonal. A partir dessa propriedade, |I| = 1 (matriz identidade).
5. Sendo a matriz B obtida da matriz A pela multiplicação de uma linha ou coluna por um escalar k, então
|B| = k|A|.
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7. Sendo a matriz B obtida da matriz A pela troca entre si de duas linhas (ou colunas) de A, então |B|=-|A|.
8. Sendo a matriz B obtida da matriz A pela adição de um múltiplo de uma linha (ou coluna) de A à
outra, então |B|=|A|.
9. Se A é uma matriz quadrada e seu determinante é diferente de zero, A é inversível, ou seja, A possui
uma inversa A–1.
10. O determinante do produto de duas matrizes é igual ao produto dos seus determinantes: |AB|=|A||B|
Os sistemas de equações lineares têm um papel importante no campo da Álgebra Linear. De fato, vários
problemas da Álgebra Linear são equivalentes ao estudo de um sistema de equações lineares.
Onde os valores
104 Chama-se o sistema de equações lineares de homogêneo se as constantes b1, …, bn são todas iguais a zero.
u = (k1, …, kn) é a solução do sistema ou solução particular se estes valores satisfazem a cada uma das
equações. O conjunto de todas essas soluções é denominado conjunto solução ou solução geral.
O sistema acima sempre tem solução, a saber: 0 = (0, 0, ... , 0), chamada de solução zero ou trivial. Qual-
quer outra solução será não nula ou não trivial.
Exemplo:
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Através de uma manipulação entre as linhas, devem-se eliminar as variáveis. Considerando a linha 1
como L1, a linha 2 como L2 e a terceira L3, pode-se eliminar a incógnita x aplicando as operações
seguintes:
L2 → – 2L1 + L2, ou seja, a linha L2 será substituída por essa operação de multiplicar a linha 1 por -2 e
somar isso à linha 2.
Logo:
Em seguida, deve-se fazer uma manipulação semelhante na terceira equação para também eliminar a in-
cógnita x. Aplica-se a seguinte operação:
L → – 3L + L
3 1
105
As segunda e terceira equações formam um sistema de duas equações e duas incógnitas (y e z). Aplicando
o mesmo procedimento para as equações 2 e 3, elimina-se a variável y e se obtém a variável z. Para tanto,
multi- plica-se a segunda equação por 3 e a terceira por -2 e adicionam-se as duas para formar a nova
linha 3. Logo:
L → – 3L – 2L
3 2
2y – 7(3) = – 17 ⇒ y = 2
x + (2) + 2(3) = 9 ⇒ x = 1
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Método de Gauss-Jordan
O método de Gauss-Jordan se utiliza de uma resolução matricial para o sistema de equações lineares.
Para tanto cada linha da matriz corresponde a uma das equações. Logo, para um sistema de três
equações e três incógnitas, tem-se uma matriz de três linhas e quatro colunas, pois as três primeiras
colunas correspon- dem aos coeficientes de cada variável e a última ao valor independente.
A matriz dos coeficientes do sistema, diferente da matriz aumentada acima, é a que se segue:
106 As duas matrizes acima serão utilizadas na sequência. O processo é semelhante ao já feito na seção ante-
rior. Na realidade, a intenção é de manipular as linhas da matriz, exatamente como no exemplo anterior.
Note que essa manipulação modificou apenas a segunda linha, e essa é apenas uma forma de reescrever a
matriz, de tal forma que os resultados continuam sempre os mesmos.
Na sequência, a intenção é que o elemento a31 também se torne zero. Logo, multiplica-se a primeira linha
por -5 e soma-se a duas vezes a terceira linha para modificar esta última (L3 → – 5L1 + 2L3)
Dando continuidade, agora o objetivo vai ser de “zerar” o elemento a32. Para tanto, multiplica-se a
segunda linha por -3 e soma-se à terceira linha, modificando, mais uma vez, a linha 3 (L 3 → – 3L2 + L3)
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A partir daí, conclui-se que z = –3 e assim, pode-se determinar x e y, como no tópico anterior, mas pode-
-se operar a matriz até o fim e obter o resultado lendo suas linhas da seguinte maneira: o elemento a33 da
matriz é o coeficiente z, que vale 1. Uma entrada que vale 1 e tal que todas as entradas à sua esquerda
são nulas é chamada pivô. Operando o pivô, pode-se zerar os elementos a 23 e a13 que são os coeficientes
de z das duas primeiras equações.
O elemento a11 = 2 e, portanto, não é um pivô. Para transformá-lo em um pivô, basta dividir a primeira
linha por 2 e logo:
107
Em resumo, para o método de Gauss-Jordan, podem-se efetuar em uma matriz as seguintes manipulações
para torná-la na forma escalonada reduzida por linhas:
3. Substituir uma linha por ela multiplicada por uma constante mais uma outra linha multiplicada por
outra constante.
EXERCÍCIO PROPOSTO
1. Determine os valores de x, y, z e w para que a seguinte igualdade de matrizes
seja satisfeita.
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3. Dadas as matrizes
determine:
a) 2A + 3B; b) AC – BC.
a) b) c)
a) b) c) d)
e)
108
6. Os sistemas são equivalentes. Calcule a e b.
a) b) c)
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REFERÊNCIAS
BOLDRINI, J. L.; COSTA, S.I.R.; RIBEIRO, V. L. WETZLER, H.G.. Álgebra Linear. Sã o Paulo: Harper-Row.
GUIDORIZZI, H.L.. Um Curso de Cálculo. 5ª ed. Vol 1. Rio de Janeiro: LTC, 2002.
IEZZI, G.; DOLCE, O. e MURAKAMI, C.. Fundamentos da Matemática Elementar: Logaritmos. 10ª ed. Vol
2. Sã o Paulo: Atual, 2013.
IEZZI, G. e MURAKAMI, C.. Fundamentos da Matemática Elementar: Conjuntos e funções. 9ª ed. Vol 1. São
Paulo: Atual, 2013.
LIPSCHUTZ, S.. Álgebra Linear. In.: Coleção Schaum. McGraw-Hill. Rio de Janeiro: 1968.
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