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Instrumentos de Menor Potencial Ofensivo

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CURSO DE FORMAÇÃO

DE SOLDADOS POLICIAIS
MILITARES - CFSd.2024

NILSÉ MOREIRA SALES


CAP. QOAPMCE

INSTRUMENTOS DE MENOR
POTENCIAL OFENSIVO - IMPO

MÓDULO - I
INSTRUMENTOS DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO - CFSd PMCE.2024
IMPO/ MÓDULO.I
“Sonhe, apesar das ilusões. Caminhe, apesar dos obstáculos. Lute, apesar das
barreiras e, acima de tudo, acredite em você mesmo.” Larissa Guerreiro.
INSTRUMENTOS DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO - IMPO
1. APRESENTAÇÃO
A presente apostila tem como objetivo geral apresentar aos alunos do Curso de Formação
de Soldados da Polícia Militar do Ceará - CFSd PMCE, os tipos, as especificações, bem como os
procedimentos técnicos e normativos referentes ao uso dos Instrumentos de Menor Potencial
Ofensivo (IMPO), em conformidade com as legislações vigentes. O emprego policial dos IMPO, para
a contenção de infratores, configura-se como uma alternativa à preservação da vida e à minimização
dos danos à integridade física das pessoas envolvidas em ocorrências policiais. Destaca-se a
importância do preparo técnico, postura ética e profissional durante a atuação, independentemente
dos objetivos para os quais os referidos instrumentos foram projetados. Nós como Encarregados da
Aplicação da Lei (EAL), precisamos estar preparados para fundamentarmos nossas decisões em
critérios legais e técnicos, a decisão entre as alternativas de força se baseará na avaliação de riscos,
é importante considerar a relevância da formação e do treinamento de cada policial.
USO DIFERENCIADO DA FORÇA - UDF
2. USO DIFERENCIADO DA FORÇA

Seleção apropriada do nível de uso da força em resposta a uma ameaça real ou potencial
visando limitar o recurso a meios que possam causar ferimentos ou mortes. Essas variações de
níveis podem ser entendidas desde a simples presença e postura correta do agente de segurança
pública em uma intervenção, bem como o emprego de recurso de menor potencial ofensivo e, em
casos extremos, o disparo de armas de fogo.
a) Força: Intervenção coercitiva imposta a pessoa ou grupo de pessoas por parte do agente de
segurança pública com a finalidade de preservar a ordem pública e a lei.
b) Nível do Uso da Força: intensidade da força escolhida pelo agente de segurança pública em
resposta a uma ameaça real ou potencial.
c) Ética: é o conjunto de princípios morais ou valores que governam a conduta de um indivíduo ou
de membros de uma mesma profissão.
USO DIFERENCIADO DA FORÇA - UDF

2.1. USO LEGAL DA FORÇA: a força, no âmbito policial, é definida como o meio pelo qual a
polícia controla uma situação que ameaça a ordem pública, a dignidade, a integridade ou a vida das
pessoas. Sua utilização deve estar condicionada à observância dos limites do ordenamento jurídico
e ao exame constante das questões de natureza ética.

2.2. PRINCÍPIOS BÁSICOS E ESSENCIAIS PARA O USO DA FORÇA: o uso da força pelos
agentes de segurança pública deve ser norteado pela preservação da vida, da integridade física e da
dignidade de todas as pessoas envolvidas em uma intervenção e, ainda, pelos princípios essenciais
relacionados a seguir:
USO DIFERENCIADO DA FORÇA - UDF

2.2. PRINCÍPIOS BÁSICOS E ESSENCIAIS PARA O USO DA FORÇA:

a) LEGALIDADE: os agentes da lei só poderão utilizar a força para a consecução de um objetivo legal e nos
estritos limites da lei.

b) NECESSIDADE: determinado nível de força só pode ser empregado quando níveis de menor intensidade não
forem suficientes para atingir os objetivos legais pretendidos.

c) PROPORCIONALIDADE: o nível da força utilizado deve sempre ser compatível com a gravidade da ameaça
representada pela ação do opositor e com os objetivos pretendidos pelo agente de segurança pública.

d) MODERAÇÃO: o emprego da força pelos agentes da lei deve sempre que possível, além de proporcional, ser
moderado, visando sempre reduzir o emprego da força.

e) CONVENIÊNCIA: a força não poderá ser empregada quando, em função do contexto, possa ocasionar danos
de maior relevância do que os objetivos legais pretendidos.
USO DIFERENCIADO DA FORÇA - UDF

2.3. RESPONSABILIDADE DO USO INDEVIDO DA FORÇA: devemos refletir sempre sobre o Uso da
Força, pois o seu uso indevido traz consequências que podem recair sobre o autor da ação e ainda
sobre seus superiores, já que, são estes que devem manter a boa atuação de seus policiais
provendo os meios e conhecimentos necessários para uma boa prestação do serviço e cobrando
resultados para que a sociedade possa sempre contar com um bom atendimento da Policia em sua
atividade fim.
USO DIFERENCIADO DA FORÇA - UDF
2.4. ASPECTOS INFLUENCIADORES PARA O USO DA FORÇA

• O policial necessita trazer consigo um leque de respostas para as situações de enfrentamento. Ter apenas uma ou duas opções
não é o ideal;

• O policial tem de adequar as opções à intensidade da agressão, estabelecendo formas de comandar e direcionar o suspeito
estabelecendo seu controle;

• Rover (2000) afirma que os Estados devem equipar seus agentes com uma série de meios que permitam uma abordagem
diferenciada do uso da força;

• Cada encontro entre o policial e o cidadão deve fluir de uma sequência lógica e legal de causa e efeito, baseada na percepção de
risco por parte do policial e na avaliação de atitude do suspeito;

• Além de equipado com recursos que aumentem sua segurança. Ao mesmo tempo, o policial deve ter a capacitação necessária
para sua utilização de maneira efetiva e finalmente tenha treinamento e domínio de procedimentos e técnicas para sua defesa
pessoal.
USO DIFERENCIADO DA FORÇA - UDF
2.5. PROPOSTA DE MODELO DO USO DA FORÇA: é um recurso visual, destinado a auxiliar na
conceituação, no planejamento, treinamento e na comunicação dos critérios sobre o uso de força. A
sua utilização aumenta a confiança e a competência do agente de segurança pública, na organização
e na avaliação das respostas práticas adequadas.

Fonte: Modelo sugerido no Brasil - SENASP (Uso Diferenciado da Força)


AGENTES QUÍMICOS OU AGRESSIVOS QUÍMICOS
3. AGENTES QUÍMICOS
AGENTES QUÍMICOS OU AGRESSIVOS QUÍMICOS

3.1. BREVE HISTÓRICO SOBRE OS INSTRUMENTOS DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO:

Existe uma longa história associada ao uso de armas químicas. As primeiras aplicações
conhecidas datam de 2000 anos atrás, quando os chineses usaram pimenta para cegar
temporariamente as tropas oponentes. Em 428 a. C. os espartanos usaram vapores de enxofre e de
betume e, mais tarde, a mistura inflamável conhecida como “fogo grego”, para sufocar soldados
inimigos. Focando-se na Idade Contemporânea, acredita-se ter sido a polícia de Paris, na França, em
1912, o primeiro organismo policial a fazer uso de agentes químicos na área de segurança pública.
Os policiais usavam bombas de mão, cheias de um agente químico chamado etilbromacetato (ou
gás de lágrima), para poder incapacitar integrantes de gangues que estavam ameaçando vidas e
propriedades francesas na capital.
AGENTES QUÍMICOS OU AGRESSIVOS QUÍMICOS

Mais próximo da nossa era, a primeira grande guerra (guerra de trincheiras) foi o palco da
utilização de armas químicas em grande escala, sendo comuns fotos de militares com máscaras
contra gases. Também na segunda grande guerra e Vietnã houve a utilização dessa tecnologia. Já
na dita fase chamada de “guerra-fria”, a partir de 1960, houve um grande desenvolvimento dessas
tecnologias e a utilização delas pelos aparatos policiais.

O emprego de armas químicas pelo homem surgiu para evitar o contato físico entre os
agentes participantes do conflito. Na atualidade seu emprego pelos agentes encarregados de
aplicação da lei, visa não somente defender sua integridade física, como também evitar a utilização
da força mecânica contra a manifestação de pessoas ou grupos de pessoas que venham a ofender
e/ou desrespeitar as leis.
AGENTES QUÍMICOS OU AGRESSIVOS QUÍMICOS

Hoje temos diversas tecnologias de menor potencial ofensivo que estimulam debilidades no
corpo humano, diminuindo a sua resistência. Não se concebe mais que um policial utilize força letal
contra pessoas desarmadas em geral ou movimentos sociais, por exemplo. Como disse ROVER
(2000):

Mais do que isso, busca-se técnicas e tecnologias que dotem o agente de segurança pública
de capacidade para imobilizar pessoas que tentem contra a sua vida, dele próprio e de terceiros,
seja através de instrumentos cortantes, armas de fogo ou até explosivos.

Atualmente é disciplinada a utilização dos instrumentos de menor potencial ofensivo pelas


forças de segurança pública, por todo território nacional, através da Lei nº 13060/2014.
AGENTES QUÍMICOS OU AGRESSIVOS QUÍMICOS

3.2. AGENTE QUÍMICO OU AGRESSIVO QUÍMICO - DEFINIÇÃO:


são todas substâncias que, por sua atividade química, produzam, quando
empregado para fins militares, um efeito tóxico, fumígeno ou incendiário. Este
efeito tóxico em situações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) restringe-se
aos agentes inquietantes, que tem por finalidade diminuir a capacidade
combativa e operativa do oponente.” Caderno de Instrução Tecnologia Menos
Letal do Exército Brasileiro - EB70-CI-11.415 (2017)”
AGENTES QUÍMICOS OU AGRESSIVOS QUÍMICOS

3.2.1. TÓXICOS: compreende todos os agentes que, quando empregados contra pessoal, para
contaminar áreas e materiais produzam efeitos tóxicos. Exemplos: CS, CN, Fosgênio, Sarin,
Cloropícrina, Mostarda, etc.

3.2.2. FUMÍGENOS: são todos os agentes que por queima, hidrólise ou condensação, produzam
fumaça ou neblina. Exemplos: MB-502 (HC), GL-302 (CS), etc.

3.2.3. INCENDIÁRIOS: são todos os agentes que, após ignificados, queimam a altas temperaturas
provocando incêndios e destruindo materiais. Exemplos: Coquetéis Molotov, Coquetéis Químicos,
etc.
INSTRUMENTOS DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO (IMPO)
3.3. CONCEITOS IMPORTANTES DURANTE A UTILIZAÇÃO DOS AGENTES QUÍMICOS:

a. CONCENTRAÇÃO: quantidade de um agente químico existente em determinado volume de ar. E


pode ser:
b. LETAL: aquela capaz de produzir a morte de pessoas desprotegidas.
c. EFICIENTE: aquela em que o agente produz o efeito que lhe é característico e para o qual ele foi
produzido.
d. INQUIETANTE: concentração que, embora não produza integralmente seus efeitos característicos,
exige o uso de proteção respiratória (máscara contra gases) para evitar efeitos secundários.
e. DOSAGEM: concentração de determinado agente multiplicada pelo tempo.
f. PERSISTÊNCIA: tempo em que o agente de menor potencial ofensivo permanece em
concentração eficiente no ponto em que foi lançado.
g. FATORES QUE INTERFEREM NA PERSISTÊNCIA: temperatura, umidade, relevo, vegetação, chuva,
vento, etc.
AGENTES QUÍMICOS OU AGRESSIVOS QUÍMICOS

3.4. ESTUDO DOS AGENTES QUÍMICOS LACRIMOGÊNEOS UTILIZADOS NA ATUALIDADE PELAS


FORÇAS DE SEGURANÇA PÚBLICA: a utilização de Agentes químicos pelas forças de segurança
tem origem na guerra química, sendo dela aproveitada apenas aquelas que não sejam destinadas a
causar mortes propositais ou incapacitação permanente.

3.4.1. O ORTOCLOROBENZALMALONONITRILO (CS): é o agressivo químico mais utilizado nas


Tecnologias Não letais fabricadas em nosso país. Trata-se de uma substância sintética, descoberta
em 1928 pelos cientistas americanos Ben Corson e Roger Stoughton, os quais a denominaram com
as iniciais de seus sobrenomes (CS). Os Britânicos foram os primeiros a usá-lo como método de
repressão de distúrbios em 1961, na ilha de Chipre.
AGENTES QUÍMICOS OU AGRESSIVOS QUÍMICOS
3.4.1.1. PECULIARIDADE DO AGENTE QUÍMICO (CS):

a. É um agente químico irritante lacrimogêneo para emprego em operações de combate à criminalidade e


controle de distúrbios. Foi desenvolvido para uso em áreas abertas. Exige do agente da lei, treinamento
específico para aplicação, descontaminação e primeiros socorros. Apresenta-se na forma de micropartículas
sólidas que em diversas concentrações forma o misto químico (granadas explosivas ou de emissão
lacrimogênea) ou a solução lacrimogênea (espargidores).

b. O efeito inicia-se de 3 (três) a 10 (dez) segundos após o contato inicial, atuando nos olhos, pele, mucosas e
vias respiratórias, causando grande desconforto, lacrimejamento intenso, espirros, irritação da pele, das
mucosas e do sistema respiratório. Não surte efeito contra animais, em razão de seus aparelhos lacrimais
diferenciados. Porém podem apresentar medo e desorientação em decorrência da fumaça. Pode não ser eficaz
contra pessoas alcoolizadas, drogadas ou psicologicamente motivadas, uma vez que estarão com a
sensibilidade reduzida.
AGENTES QUÍMICOS OU AGRESSIVOS QUÍMICOS

3.4.1.1. PECULIARIDADE DO AGENTE QUÍMICO (CS):

c. Costumeiramente o CS é chamado de “gás lacrimogêneo”, todavia é uma expressão equivocada. Como já


vimos, esse agente, de efeito lacrimogêneo, apresenta-se em estado sólido, em micropartículas. Durante o
processo de queima, o CS é pulverizado na atmosfera e permanece em suspensão, sendo carregado pela
fumaça, proveniente da combustão do misto industrial.

3.4.1.2. EFEITOS FISIOLÓGICOS DO AGENTE QUÍMICO (CS): contração involuntária das pálpebras;
Lacrimejamento abundante; Corrimento nasal; Ardência nas partes úmidas do corpo; Náuseas;
Vômitos; Tonturas, etc.
AGENTES QUÍMICOS OU AGRESSIVOS QUÍMICOS

3.4.1.3. FORMAS DE PROTEÇÃO E CUIDADOS ESPECÍFICOS COM O CS: uso de máscaras contra
gases e uniformes que proteja a pele exposta. O AGENTE LACRIMOGÊNEO (CS), por ser um produto
químico agressivo, deve ser usado em concentrações adequadas, por profissionais treinados, em
locais abertos e arejados. Usar sempre a favor do vento.

3.4.1.4. RECOMENDAÇÕES QUANTO AO USO: o operador antes de fazer uso deste agente químico
deverá avaliar os seguintes fatores:

• VENTO: por ser um fator basilar para otimização e dispersão dos agentes químicos, sempre se
deve tomar conhecimento da direção e velocidade do vento, evitando a contaminação da Tropa, de
locais indesejados e garantindo a contaminação eficiente dos manifestantes.
AGENTES QUÍMICOS OU AGRESSIVOS QUÍMICOS

• TERRENO: a topografia e o tipo de terreno sempre devem ser avaliados, levando em consideração
o local onde o CS deverá atingir, se existem barreiras que façam que a cortina de fumaça persista
por mais tempo. De grande relevância também é verificar se o processo de queima desse agente
químico não provocará incêndios.

• DISTÂNCIA: este agente químico deve ser lançado a uma distância ideal com o intuito de assegurar
que apenas os manifestantes sejam contaminados.

• CONCENTRAÇÃO: deve-se utilizar uma quantidade ideal de CS, sendo um uso racional e
proporcional, pois aqui o objetivo é incapacitar o opositor temporariamente, de forma que, se utilizar
em quantidades muito baixas gerará apenas leve irritação e em quantidades muito altas pode gerar o
pânico dos manifestantes e até mesmo ser letal.
AGENTES QUÍMICOS OU AGRESSIVOS QUÍMICOS
3.4.2. O OLEORESIN CAPSICUM (OC): é uma substância natural extraída da pimenta, sendo a
consequência de uma complexa mistura de substâncias ativas daquele vegetal chamadas
capsaicinoides, sendo o principal a Capsaicina. Utilizada em operações de combate à criminalidade,
controle de distúrbios e defesa pessoal, foi desenvolvida para uso em áreas abertas e ambientes
fechados. Exige do agente da lei, treinamento específico para aplicação, descontaminação e
primeiros socorros. Foi desenvolvido em 1960 na Universidade da Geórgia, pelo Professor James
Jenkins e o Dr. Frank Hayes. Recebe também o nome de Oleoresina de Capsaicina.

3.4.2.1. A palavra capsicum tem origem na expressão grega “Kapto”, que significa “picar”, e
pimenta, no latim “pigmentum”, que significa corante;

3.4.2.2. O OLEORESIN CAPSICUM (OC): foi originalmente desenvolvido como um repelente de


animais, é um agente natural, irritante, que causa grande desconforto devido à dificuldade de
respiração, impossibilidade de abertura dos olhos e sensação de forte ardência nas áreas afetadas.
O efeito é imediato e dura cerca de 40 minutos. É eficaz contra animais, pessoas alcoolizadas ou
drogadas; O calor e a exposição ao sol potencializam a ação do agente pimenta.
INSTRUMENTOS DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO (IMPO)
3.4.2.3. PECULIARIDADES E CUIDADOS ESPECÍFICOS COM AGENTE QUÍMICO (OC): o agente
pimenta (OC), por ser um produto natural agressivo, deve ser utilizado em concentrações
adequadas, por profissionais treinados. Em casos excepcionais onde haja a necessidade de
desalojar pessoas, o agente pimenta (OC) deverá ser usado preferencialmente em vez do agente
lacrimogêneo (CS). Usar sempre a favor do vento.

3.4.2.4. EFEITO FISIOLÓGICO DO AGENTE QUÍMICO (OC): contração involuntária das pálpebras;
Lacrimejamento abundante; Corrimento nasal; Espirros; Ardência nas partes úmidas do corpo;
Diminuição na capacidade respiratória; Constrição do torax; Dermatite, etc.

3.4.2.5. FORMAS DE PROTEÇÃO: uso de máscaras contra gases e uniformes que proteja a pele
exposta.
AGENTES QUÍMICOS OU AGRESSIVOS QUÍMICOS
3.4.3. DESCONTAMINAÇÃO (CS) E (OC): os policiais empregam os agentes químicos contra seres
humanos no intuito de dispersar multidões, dominar um suspeito ou até isolar uma área. Todavia,
este emprego requer que os aplicadores da lei tomem providências para garantir a recuperação do
indivíduo que recebeu o agente químico. Os agentes químicos atuam nos olhos, pele, mucosas e
vias respiratórias causando grande desconforto.

3.4.3.1. DESCONTAMINAÇÃO CS E OC - PROVIDÊNCIAS A SEREM ADOTADAS:

1. Remover a pessoa da área contaminada;


2. Não deixar que a pessoa contaminada esfregue os olhos;
3. Submeter à pessoa a ventilação prolongada;
4. Lavar as partes afetadas com água em abundância e sabão neutro;
5. Troque as roupas da pessoa contaminada;
6. Persistindo os sintomas, procure um médico.
AGENTES QUÍMICOS OU AGRESSIVOS QUÍMICOS
3.4.4. PROTEÇÃO DOS AGENTES QUÍMICOS: máscara contra gases e roupas de campanha
(uniformes) que protejam a pele exposta.

3.4.5. ATENÇÃO:

3.4.5.1. Em decorrência desses efeitos, os agentes químicos, atualmente, são projetados e utilizados
para debilitar, momentaneamente, os indivíduos e dispersar multidões, minimizando, contudo, as
possibilidades de ocorrência de mortes e ferimentos.

3.4.5.2. Estes produtos só podem ser utilizados por pessoas legalmente habilitadas e treinadas. Se
empregado de forma inadequada, podem causar lesão grave ou morte e ainda provocar danos ao
patrimônio e ao meio ambiente.
AGENTES QUÍMICOS OU AGRESSIVOS QUÍMICOS(IMPO)
QUÍMICOS(IMPO)

3.4.6. NÍVEIS DE CONTAMINAÇÃO DOS AGENTES: quando um agente da lei emprega qualquer tipo
de munição de MPO, é importante que identifique os três níveis de contaminação, uma vez que cada
nível afetará o indivíduo de maneira diferente.
AGENTES QUÍMICOS OU AGRESSIVOS QUÍMICOS

3.4.7. MÉTODOS DE DISPERSÃO DOS AGENTES QUÍMICOS NO AMBIENTE:

Fonte: Condor Tecnologias Não-Letais

a. Por Explosão; b. Por Combustão; c. Por Espargimento; d. Por Volatização; e. Por Jato Direto.
AGENTES QUÍMICOS OU AGRESSIVOS QUÍMICOS

3.4.8. FATORES QUE INTEFEREM NA DISPERSÃO DOS AGENTES QUÍMICOS: métodos de


dispersão; Quantidade de agente lançado; Temperatura do ar; Velocidade do vento; Vegetação;
Natureza do solo; Topografia do terreno.

3.4.9. EMPREGO TÁTICO DOS AGENTES QUÍMICOS: os agentes químicos são considerados uns
dos mais eficientes meios a serem empregados contra infratores e outros perturbadores da lei e da
ordem. Apesar de serem considerados como IMPO, se utilizados em desacordo com as orientações
técnicas, em alguns casos, o uso do recurso poderá levar até a letalidade por seu emprego
incorreto. A utilização dos agentes químicos em quaisquer de suas formas deve ser precedida de
um estudo detalhado do ambiente e outras circunstâncias intervenientes. Assim, o manuseio,
utilização e emprego operacional somente poderão ser feitos por militar capacitado e treinado, tendo
em vista as peculiaridades da munição. Algumas regras devem ser observadas para o uso e
emprego dos agentes químicos, de acordo com variáveis, quais sejam:
AGENTES QUÍMICOS OU AGRESSIVOS QUÍMICOS

3.4.9.1. LOCAIS DE LANÇAMENTO:

3.4.9.1.1. O local DEVERÁ possuir uma ou mais vias de escape, dependendo da quantidade de
pessoas aglomeradas, possibilitando escoar a área quando aquelas forem atingidas pelos agentes
químicos, evitando-se que invistam contra a polícia.

3.4.9.1.2. O agente químico não deve ser usado nas proximidades de hospitais, casas de saúde,
asilos e escolas. Tal medida evita que pessoas em estado de saúde debilitado ou com menor
resistência física e imunológica sejam atingidas pelos agentes químicos ou pelo barulho das
explosões (sopro sonoro).
AGENTES QUÍMICOS OU AGRESSIVOS QUÍMICOS

3.4.9.1. LOCAIS DE LANÇAMENTO:

3.4.9.1.3. Caso o local acuse a existência de inflamáveis, não devem ser lançados artefatos
caloríficos (granadas fumígenas e fumígenas lacrimogêneas), devendo-se evitar, também, as
granadas explosivas, devido ao fato de todas serem iniciadas pela queima. Nesses casos, o ideal é a
utilização das ampolas e espargidores;

3.4.9.1.4. Para o emprego de agentes químicos, é ideal que os policiais militares estejam equipados
com máscaras de proteção respiratória (proteção contra gases).
AGENTES QUÍMICOS OU AGRESSIVOS QUÍMICOS
3.4.9.2. DESCONTAMINAÇÃO DE ÁREA: uma região saturada com agentes químicos requer uma
descontaminação de área. Máscaras, luvas e roupas protetoras são necessárias para esse processo.
O grau de contaminação está diretamente relacionado com o tipo, forma do agente e munição
empregada. Nesse caso, os seguintes procedimentos devem ser observados:

a) Identificação e retirada de toda a munição usada ou ativada (fonte de contaminação);

b) Ventilação do local, abrindo janelas e portas ou utilizando ventiladores;

c) Utilização de carbonato ou bicarbonato de sódio a 5%, em água, para a descontaminação de


superfície;

d) Descontaminação de roupas e tecidos, com lavagem a seco;

e) Descarte de comida contaminada.


AGENTES QUÍMICOS OU AGRESSIVOS QUÍMICOS

“Não existe instrução capaz de condicionar o organismo humano a não reagir ante
a presença de um reagente. (Câmara de Gás)
INSTRUMENTOS DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO - IMPO
4. INSTRUMENTOS DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO (IMPO) - CONSIDERAÇÕES

Fonte: http://abordagempolicial.com/2009/07/uso-de-gas-pimenta-oc-lacrimogeneo-cs/
INSTRUMENTOS DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO - IMPO
4.1. O PRINCIPAL FOCO DO USO DOS INSTRUMENTOS DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO - IMPO:
é a Intenção da PRESERVAÇÃO DA VIDA por parte do agente responsável pela aplicação da lei. Mas
além da preservação da vida, existe outro aspecto tão importante quanto este que é o uso correto
dos equipamentos e técnicas de modo a reduzir o máximo o sofrimento das pessoas abordadas pelo
policial.

4.1.1. “O Conceito IMPO não pode ser entendido como uma justificativa para o uso indiscriminado
das armas e munições de MPO”. NÃO HÁ NADA 100% NÃO-LETAL - Doutrina, Regulamento e
Capacitação são garantias da eficácia e segurança de emprego dessas tecnologias.

4.1.2. IMPO - IMPORTANTE: “A diversidade de sistemas de MPO permite fatores táticos operacionais
consideráveis, cujo sucesso, encontra-se diretamente relacionado ao treinamento prévio e
profissionalismo”.
INSTRUMENTOS DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO - IMPO
4.2. TERMINOLOGIAS EMPREGADAS AO IMPO:

a. INSTRUMENTOS DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO: conjunto de Armas, Munições e


Equipamentos, desenvolvidos com a finalidade de preservar vidas, e minimizar danos à integridade
das pessoas. (Portaria Interministerial n.º 4.226/10).
INSTRUMENTOS DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO - IMPO
b. TÉCNICAS DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO: conjunto de procedimentos empregados em
intervenções que demandem o uso da força, através do uso de Instrumentos de Menor Potencial
Ofensivo, com intenção de preservar vidas e minimizar danos à integridade das pessoas.
INSTRUMENTOS DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO - IMPO

c. EQUIPAMENTOS DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO: todos os artefatos, excluindo armas e


munições, desenvolvidos e empregados com a finalidade de conter, debilitar ou incapacitar,
TEMPORARIAMENTE pessoas, para preservar vidas e minimizar danos à sua integridade. EX:
Grades de contenção; Redes de Captura; Plataforma de emissão sonora; VLA e outros.
INSTRUMENTOS DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO - IMPO

d. ARMAS E MUNIÇÕES DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO: são aquelas projetadas e/ou


empregadas, especificamente, com a finalidade de conter, debilitar ou incapacitar temporariamente
pessoas, preservando vidas e minimizando danos à sua integridade.
INSTRUMENTOS DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO - IMPO
i. CONTER: pode ser interpretada como a limitação da expansão individual ou coletiva; a não continuidade
de determinada ação; impedir de prosseguir, controlar a ameaça, etc. Essa contenção pode ser feita de várias
formas, desde o uso de algemas até com o emprego de uma verbalização, instalação de grades demarcando
uma área restrita ou a formação de um “cordão humano”. (Conceito IMPO da SENASP);
ii. DEBILITAR: significa tirar ou perder a energia física ou a saúde; enfraquecer. Os instrumentos considerados
debilitantes baseiam-se principalmente no desconforto ou na inquietação, reduzindo a capacidade agressiva
do indivíduo. São exemplos de instrumentos e técnicas debilitantes: as munições de impacto controlado
(munições de elastômero) e os espargidores lacrimogêneos (inquietantes). (Conceito IMPO da SENASP);

iii. INCAPACITAR: pode ser entendido como tornar incapaz; inabilitar. Um instrumento de menor potencial
ofensivo incapacitante é aquele que atua diretamente no sistema nervoso, causando reações involuntárias no
organismo e fazendo com que a pessoa perca a possibilidade de controle sobre seus atos, a exemplo da
arma de incapacitação neuromuscular. Assim, mesmo que haja dor ou desconforto no uso desses
instrumentos a pessoa exposta não tem opção entre continuar agindo ou cessar a ação. (Conceito IMPO da
SENASP).
INSTRUMENTOS DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO - IMPO
e. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO: são equipamentos destinados à redução de riscos à integridade
física ou à vida dos agentes de segurança pública. Assim, temos como exemplo os Equipamentos
de Proteção Individual (EPIs) e os Equipamentos de Proteção Coletiva (EPCs), como capacetes,
joelheiras e veículos blindados.

EPI EPC
INSTRUMENTOS DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO - IMPO
f. ARMAS NÃO-LETAIS: armas especificamente projetadas e empregadas para incapacitar/debilitar
pessoal ou material, ao mesmo tempo em que minimizam mortes, ferimentos permanentes no
pessoal, danos indesejáveis à propriedade e comprometimento do meio-ambiente”. (Allen Holmes -
Subsecretário de Defesa EUA, por ocasião da II Conferência de Defesa Não-Letal, na Virgínia, em
1996).
4.3. IMPO - CARACTERÍSTICAS: evitar o resultado morte; Incapacitar temporariamente ou debilitar
pessoa ou material; Possui efeitos relativamente reversíveis sobre pessoa e material; Não é
significado de sem dor ou sem efeito.

4.4. NÃO-LETAL X MENOS QUE LETAL X MENOR POTENCIAL OFENSIVO X SUBLETAL X BAIXA
LETALIDADE: não existe termo certo ou errado, tratando-se de mera adequação para efeito
conceitual.
INSTRUMENTOS DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO - IMPO
4.5. MENOR POTENCIAL OFENSIVO X LETAL: as Munições de Menor Potencial Ofensivo não
substituem as munições letais convencionais, e sim, precedem o seu uso até o limite da reação, que
deve ser dosado através do emprego diferenciado da força. Não existe termo certo ou errado,
tratando-se de mera adequação para efeito conceitual.
4.6. IMPO - VANTAGENS: diferente das armas letais convencionais, que destroem principalmente por
meio de explosão, penetração e fragmentação, as armas de MPO empregam outros meios que não a
destruição física indiscriminada, para neutralizar seus alvos.
i. Preservar a integridade física dos Agentes da Lei, e de eventuais infratores, com observância aos
direitos humanos;
ii. Preservar o patrimônio público e privado;
iii. Sustentar a política interna, através de ações legítimas, que atendam a expectativa da opinião
pública.
INSTRUMENTOS DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO - IMPO
4.7. IMPO - CLASSIFICAÇÃO:

Pelo Objetivo (Tipo de alvo); Pela Tecnologia; Pelo Emprego.

4.7.1. IMPO - CLASSIFICAÇÃO PELO OBJETIVO: podem ser divididos em Anti-Pessoal e Anti-
Material:
• A primeira diz respeito a todas as tecnologias empregadas para incapacitar temporariamente pessoas,
existindo uma grande variedade dessas tecnologias, algumas delas muito usadas no Brasil.
• No que diz respeito aos sistemas anti-materiais, um exemplo clássico são aqueles destinados a
imobilizar veículos em diversas ocorrências policiais, sem, no entanto, haver a necessidade de disparos
de arma de fogo para poder exigir sua parada num bloqueio policial. As tecnologias anti-materiais não são
muito empregadas no Brasil, sendo muito importante a adoção de algumas alternativas que são
indispensáveis em algumas ocorrências policiais.
INSTRUMENTOS DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO - IMPO

4.7.1.1. ANTI-PESSOAIS: são as usadas diretamente contra pessoas, no intuito de evitar fugas,
agressões, ou forçá-las a tomar certas atitudes como desocupar um local.

4.7.1.1.1. IMPO-ANTI-PESSOAL: FÍSICAS: Balas de Borracha (elastômero); Canhão d'água; Redes;


Ar-comprimido, etc; QUÍMICAS: Agentes olfativos; Espumas aderentes; Lacrimogêneos; Calmantes;
etc; ENERGIA DIRIGIDA: Laser não cegante; Infra-sons; etc; BIOLÓGICAS: Repudiadas
mundialmente.

4.7.1.1.2. APLICAÇÃO ANTI-PESSOAL: comércio ambulante ilegal; Briga de torcidas; Remoção de


população de rua; Bêbados e baderneiros; Menores infratores; Saques; Vandalismos; Controle de
rebeliões; Conflitos agrários; Policiamento ostensivo; Controle de distúrbios; Operações especiais;
Operações militares; Forças de paz.
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4.7.1.2. ANTI-MATERIAIS: são as usadas contra veículos e instalações com o objetivo de paralisar
suas atividades.
4.7.1.2.1. MPO - ANTI-MATERIAIS: FÍSICAS: Redes para veículos; Estrepes; Tiras de espeto; etc;
QUÍMICAS: Espumas aderentes; Superácidos; Solventes; Derivados de petróleo, Plásticos; etc;
ENERGIA DIRIGIDA: Pulsos de energia; Interferidores; Infra-sons; etc; BIOLÓGICAS: Derivados de
petróleo; Concreto; Plásticos; etc.
4.7.2. IMPO - CLASSIFICAÇÃO PELA TECNOLOGIA: FÍSICA Ex.: Munições de Impacto controlado
(Elastômero); DEC; Canhão de Micro-Ondas; QUÍMICA: Ex.: Agente Pimenta (OC); Agente
Lacrimogêneo (CS). Lubrificantes e Adesivos de Alta Performance; BIOLÓGICA: Ex.: Bactérias
Modificadoras de Combustíveis; PSICOLÓGICA: Ex.: Guerra de Informação; Influenciam o raciocínio
e a tomada de decisão do oponente.
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4.7.3. IMPO - CLASSIFICAÇÃO E EMPREGO TÁTICO: Debilitantes; Incapacitante; Equipamentos de


Proteção EPI e EPC.
4.7.3.1. DEBILITANTES: se baseiam principalmente na dor, no desconforto ou na inquietação. Com
isso, nem sempre o efeito desejado é alcançado. Exemplos: As Munições de Impacto Controlado
(munições de borracha-elastômero), os Agentes Químicos (inquietantes), o uso da força física e
outros.
4.7.3.2. INCAPACITANTES: são as que atuam diretamente no sistema nervoso, causando reações
involuntárias do organismo e, consequentemente, atingindo 100% do seu objetivo. Exemplo: Taser.
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4.7.3. IMPO - CLASSIFICAÇÃO E EMPREGO TÁTICO: Debilitantes; Incapacitante; Equipamentos de


Proteção EPI e EPC.
4.7.3.3. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO: todo dispositivo ou produto, de uso Individual ou Coletivo
destinado à redução de riscos a segurança ou integridade física dos agentes da lei. Todo policial
militar deverá utilizar equipamentos de proteção individual (EPI) específicos para sua atuação, além
de alternativas de armamentos e tecnologias, inclusive os de menor potencial ofensivo, para
propiciar opções de uso diferenciado de força. Não portar tais materiais no momento oportuno,
muitas vezes por negligência do policial militar, pode levá-lo a fazer uso de técnicas que contrariam
os princípios do uso de força.
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4.7.3.3.1. EPI - DEFINIÇÃO: o Equipamento de Proteção Individual (EPI) - É todo dispositivo ou
produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado a proteção contra riscos capazes de
ameaçar a sua segurança e a sua saúde. EXEMPLOS (EPI): Capacete anti-tumulto; Capacete
balístico; Colete balístico; Escudos balísticos; Escudos anti-tumulto; Perneiras; Máscara contra
gases com elemento filtrante; Balaclava em nomex ou aramida; Luva em nomex ou aramida;
Joelheira; Cotoveleira, Exo-esqueleto; Óculos attacker, etc.
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4.7.3.3.2. EPC - DEFINIÇÃO: o Equipamento de Proteção Individual (EPI) - É todo dispositivo ou


produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado a proteção contra riscos capazes de
ameaçar a sua segurança e a sua saúde. EXEMPLOS (EPC): Extintor de incêndio; Kit de primeiros
socorros; Redes de proteção; Chuveiro e lava olhos; Sinalizações de segurança; Escada com
corrimão; Botão de emergência, etc.
INSTRUMENTOS DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO - IMPO
4.7.4. QUANDO UTILIZAR AS TECNOLOGIAS NÂO LETAIS (IMPO)?

4.7.4.1. Em três situações

a. Quando a força letal não é apropriada;

b. Quando a força letal é justificada, mas a força moderada pode subjugar o infrator;

c. Quando a força letal é justificada, mas seu uso pode gerar efeitos colaterais.
Essas são as três situações definidas pelo National Institute of Justice (NIJ) dos EUA.

4.7.5. IMPO - OBSERVAÇÃO: os encarregados de aplicação da lei devem ter a preocupação e noção
de que nenhuma tecnologia com o objetivo de reduzir a letalidade ou lesões graves, nas ações
policiais, é livre de causar a morte ou lesões permanentes se empregada equivocadamente ou 100%
eficaz e eficiente
INSTRUMENTOS DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO - IMPO
4.7.6. CONSEQUÊNCIAS DO USO INADEQUADO DAS TECNOLOGIAS NÃO LETAIS (IMPOS):
1. Reivindicação de proibição da utilização dos IMPO por parte de Organizações Sociais e
Institucionais;
2. Questionamentos por parte dos Organismos de Direitos Humanos e de Representantes do
Ministério Público;
3. Proibição do uso dos instrumentos para todos os agentes da corporação, em razão do mau uso
ou desvio de conduta de um ou mais profissionais;
3. Condenação penal e até a perda da função para o servidor público ou demissão para o agente de
segurança privada, que fizer uso inadequado do instrumento;
4. Degradação da imagem dos organismos de Segurança Pública em todo o país e do agente da lei
que o empregou fora dos padrões doutrinários;
5. Exposição excessiva na mídia, trazendo sérios danos profissionais e pessoais ao agente de
segurança pública e privada.
INSTRUMENTOS DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO - IMPO

4.7.7. A “Não Letalidade” deve ser o objetivo alcançado pelo profissional de segurança pública e
saber usar corretamente um instrumento de menor potencial ofensivo só é possível por meio de
treinamentos teóricos e práticos efetivos. Assim, o uso correto dos Instrumentos de Menor Potencial
Ofensivo - IMPO, será uma soma desses valores ao estudo teórico, com técnicas e instruções, e
prática, adquiridas através de treinamentos específicos.
IMPO - TRINÔMIO OPERACIONAL

TRINÔMIO OPERACIONAL  Força do Trinômio Operacional: Homem,


Equipamento e Treinamento, sendo este o tripé que
sustenta o elemento operacional da instituição, para
o êxito nas missões. Que não há graus ou
ponderação de importância entre os 3 (três)
elementos, mas sim que cada um deles é
diretamente dependente um do outro.

CAP. QOAPM NILSÉ MOREIRA SALES

A evolução do Homem passa, necessariamente, pela busca do conhecimento. Sun Tzu


INSTRUMENTOS DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO - IMPO
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

 BRASIL. Ministério da Justiça. Portaria Interministerial n.º 4.226, de 31 de dezembro de 2010. Estabelece
Diretrizes sobre o Uso da Força pelo Agentes de Segurança Pública. Brasília, DF: Ministério da Justiça, 2010;
 BRASIL. Lei n.º 13.060, de 22 de dezembro de 2014. Disciplina o uso dos instrumentos de menor potencial
ofensivo pelos agentes de segurança pública, em todo o território nacional. Brasília, DF: Poder Executivo,
2014;
 Condor. Tecnologias não letais. Fichas Técnicas dos Produtos, Edição janeiro 2022;
 Decreto nº 10.030, de 30 de setembro de 2019 - Regulamento de Produtos Controlados;
 EXÉRCITO BRASILEIRO. Manual de Campanha C3-5 - Operações Químicas, Biológicas e Nucleares, 1ª Edição,
1987 - Portaria nº 050-3a. SCh/EME, de 09 de outubro de 1987;
 EXÉRCITO BRASILEIRO. Caderno de Instrução de Tecnologias Menos Letal. Brasília-DF.2017;
 FEDERAL, Polícia Rodoviária. Caderno Doutrinário Operações de Controle de Distúrbios PRF, DIROP -
Diretoria de Operações - XV COCD, abril de 2019;
 GOIÁS. Polícia Militar. Manual de Operações de Choque PMGO: Goiânia-GO. 2015;
 GOIÁS. Polícia Militar do Estado. Apostila do XVI Curso de Operações de Choque - Instrumentos de Menor
Potencial Ofensivo, CAP. QOPM Rodrigo Fernandes de Almeida, Goiânia-GO. Outubro de 2019;
INSTRUMENTOS DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO - IMPO

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

 MINAS GERAIS. Polícia Militar. Caderno doutrinário 12. Instrumento de Menor Potencial Ofensivo. Manual
Técnico Profissional nº 3.04.012/2013-GC PMMG: Belo Horizonte - MG. 2013;
 SANTA CATARINA. Polícia Militar. Apostila do Curso de Operações de Choque - BPChoque PMSC: Santa
Catarina - Florianópolis. 2016;
 SENASP. Secretaria Nacional de Segurança Pública. Instrumentos de Menor Potencial Ofensivo, Ministério da
Justiça e Segurança Pública do Governo Federal - 2020;
 SENASP. Secretaria Nacional de Segurança Pública. Uso Diferenciado da Força, Ministério da Justiça e
Segurança Pública do Governo Federal.

O verdadeiro guerreiro tem na sua alma a persistência, a firmeza no caráter e a


agilidade nas mãos...Porém o que mais o torna melhor é a sabedoria alcançada
pelo tempo e a resistência às tempestades da vida.” (Desconhecido)

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