NOTA FINAL
CURSO DE MEDICINA - AFYA
Aluno:
Componente Curricular: Integração Ensino Serviço Comunidade VII
Professor (es):
Período: 202401 Turma: Data:
N1_ESPECIFICA_IESC7_17ABRIL2024
RELATÓRIO DE DEVOLUTIVA DE PROVA
PROVA 11580 - CADERNO 003
1ª QUESTÃO
Enunciado:
Paciente do sexo masculino, 32 anos, comparece à consulta com queixa de lesões cutâneas
disseminadas. Relata que as lesões surgiram há cerca de 2 meses, acompanhadas de febre,
mal-estar, perda de apetite e emagrecimento nas últimas semanas. Exame físico revela múltiplas
lesões mucocutâneas distribuídas pelo corpo incluindo palma das mãos e planta dos pés, além de
linfadenopatia generalizada. Diante do quadro clínico, você suspeita de sífilis.
Com base na situação apresentada, responda:
a) Em qual fase da doença o paciente se encontra e quais são os exames que devem ser
solicitados para o diagnóstico confirmatório? (0,75)
b) Qual o tratamento inicial recomendado neste caso? (0,75)
Alternativas:
--
Resposta comentada:
a) O paciente encontra-se em fase de sífilis secundária. Os exames VDRL e FTA-ABS são
utilizados como testes sorológicos confirmatórios para o diagnóstico de sífilis, sendo o VDRL um
teste não treponêmico que detecta anticorpos não específicos, e o FTA-ABS um teste
treponêmico que detecta anticorpos específicos contra o Treponema pallidum.
b) O tratamento inicial recomendado para sífilis secundária é a penicilina benzatina.
Referências:
DUCAN, B, B. et al. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em
evidências. Disponível em: Minha Biblioteca, (5th edição). Grupo A, 2022. (Cap. 155).
Brasil. Guia de vigilância em saúde: volume 2 [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde,
Departamento de Articulação Estratégica de Vigilância em Saúde e Ambiente. – 6. ed. – Brasília:
Ministério da Saúde, 2023, cap. 4.
2ª QUESTÃO
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Enunciado:
Durante um atendimento na Unidade de Saúde da Família, um homem de 45 anos refere que
apresenta uma úlcera peniana única, indolor, fundo limpo e deseja saber se pode ser uma
infecção sexualmente transmissível, pois tem tido relações sexuais sem uso de preservativo com
múltiplas parceiras. O médico resolve realizar o teste rápido para sífilis que teve resultado
positivo. Considerando o diagnóstico de sífilis, qual seria o medicamento de primeira linha para o
tratamento e qual exame poderia ser solicitado para monitoramento da resposta ao tratamento.
Alternativas:
(alternativa A) (CORRETA)
Penicilina G Benzatina e VDRL.
Resposta comentada:
Nos casos de sífilis, a droga de escolha é a penicilina G Benzatina e para monitoramento pode-se
usar testes não-treponêmicos como o VDRL.
Referência:
Brasil. Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Doenças de
Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Protocolo Clínico e Diretrizes
Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis –
IST [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento
de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. – Brasília:
Ministério da Saúde, 2022.
3ª QUESTÃO
Enunciado:
Paciente masculino de 39 anos, vem à consulta referindo duas manchas no membro superior
esquerdo há 6 meses. Ficou preocupado porque notou que no local das manchas não nasceram
mais pelos e diminuiu a sensibilidade ao toque. Nega fraqueza e parestesias nos membros. Ao
exame físico, o médico constatou que as manchas eram hipocrômicas, com diminuição da
sensibilidade térmica, tátil e dolorosa e espessamento à palpação do nervo ulnar esquerdo. Não
foram observadas alterações de sensibilidade em outras partes do membro superior esquerdo e
nos demais membros. Força muscular preservada, reflexos normais. O médico de família, que
trabalha numa região endêmica para hanseníase, suspeita da doença e pede baciloscopias para
Hansen. Na segunda consulta, o paciente traz o resultado das baciloscopias, as quais vêm
negativas.
Assinale a alternativa que apresenta a conduta adequada para este caso.
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Alternativas:
(alternativa C) (CORRETA)
Considerar que o paciente tem hanseníase na forma paucibacilar e iniciar o tratamento.
Resposta comentada:
O diagnóstico de hanseníase é clínico. Não há outra doença que curse com manchas e
alterações de sensibilidade na pele. A ausência de bacilos sugere a forma paucibacilar da doença.
Referência:
GUSSO, Gustavo; LOPES, José M C.; DIAS, Lêda C. Tratado de medicina de família e
comunidade - 2 volumes: princípios, formação e prática: Grupo A, 2019. E-book. ISBN
9788582715369. Capítulo 205. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582715369/. Acesso em: 29 fev. 2024.
4ª QUESTÃO
Enunciado:
As urgências e emergências são situações de saúde que requerem atendimento rápido e eficaz,
pois representam riscos iminentes à vida ou à integridade física do paciente. Na Atenção Primária
à Saúde, o médico generalista é o profissional responsável pelo atendimento inicial dessas
situações, devendo identificar a gravidade do caso, classificando como urgência ou emergência
para definir conduta: estabilizar o paciente, realizar os primeiros cuidados e encaminhá-lo, se
necessário, para um serviço de maior complexidade.
De acordo o enunciado, quais dessas situações podemos classificar como EMERGÊNCIA na
APS? Assinale a alternativa correta.
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Alternativas:
(alternativa D) (CORRETA)
Infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral, crises convulsivas prolongadas, parada
cardiorrespiratória, trauma grave.
Resposta comentada:
Segundo GUSSO, G, et al., uma urgência é caracterizada por um problema de saúde que requer
intervenção imediata, mas não representa risco imediato à vida. Exemplos de situações de
urgência são: febre alta, dores intensas e persistentes, sangramento moderado, cortes profundos,
crises de asma controláveis, entre outros. Já as emergências são situações de saúde que
colocam o paciente em risco iminente de morte ou sequelas graves, como infarto agudo do
miocárdio, acidente vascular cerebral, crises convulsivas prolongadas, parada cardiorrespiratória,
trauma grave. Nesses casos, é necessária uma intervenção imediata para preservar a vida do
paciente.
Referências:
GUSSO, G, et al. Tratado de medicina de família e comunidade - 2 volumes: princípios, formação
e prática. Disponível em: Minha Biblioteca, (2nd edição). Grupo A, 2019. (Cap. 250) Emergência
pré-hospitalar.
DUCAN, B, B. et al. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em
evidências. Disponível em: Minha Biblioteca, (5th edição). Grupo A, 2022. (Cap.194).
5ª QUESTÃO
Enunciado:
Um homem de 45 anos, com histórico de tosse persistente por mais de 3 semanas, perda de
peso significativa e sudorese noturna, procura a unidade de saúde local. Ele relata também febre
baixa e fadiga. Ao exame físico, são encontradas crepitações em bases pulmonares
bilateralmente. Os exames de imagem mostram infiltrados pulmonares e cavitações típicas de
tuberculose pulmonar. Foram coletadas duas amostras de escarro do paciente as quais testaram
positivo para Mycobacterium tuberculosis no TRM (teste rápido molecular).
Quais são as opções de conduta e tratamento adequados para esse paciente?
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Alternativas:
(alternativa B) (CORRETA)
Iniciar imediatamente o tratamento com uma combinação de isoniazida, rifampicina,
pirazinamida e etambutol por um período mínimo de 6 meses, com acompanhamento regular
para monitorar a resposta ao tratamento e possíveis efeitos adversos.
Resposta comentada:
A conduta mais apropriada para um paciente com suspeita de tuberculose pulmonar na atenção
primária à saúde é de iniciar o tratamento padrão. Esse tratamento consiste em uma combinação
de isoniazida, rifampicina, pirazinamida e etambutol por um período mínimo de 6 meses para
garantir a erradicação da infecção e evitar o desenvolvimento de resistência aos medicamentos,
monitorando os efeitos adversos.
Referências:
Manual de Controle da tuberculose. Disponível em:
manual_recomendacoes_controle_tuberculose_brasil_2_ed.pdf (saude.gov.br).
Brasil. Guia de vigilância em saúde: volume 2 [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde,
Departamento de Articulação Estratégica de Vigilância em Saúde e Ambiente. – 6. ed. – Brasília:
Ministério da Saúde, 2023, cap. 5.
6ª QUESTÃO
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Enunciado:
O médico de família é chamado para atender uma paciente em um domicílio ao lado da Unidade
Básica de Saúde. A família solicitou ajuda rapidamente uma vez que a encontrou desacordada,
caída em seu quarto. Não sabem o que aconteceu ao certo, apenas que a paciente se queixava,
nas últimas horas, de uma dor precordial de forte intensidade. O médico rapidamente inicia o
atendimento. De acordo com o caso, responda as questões a seguir:
a) Após a impressão inicial da paciente, descreva os passos a serem realizados neste
atendimento de emergência na APS, levando em consideração os princípios do atendimento de
Urgência e Emergência e Suporte Básico de Vida.
b) Em relação à abordagem do paciente de urgência/emergência na APS, identifique quatro dos
erros mais frequentemente cometidos ao encaminhar à Rede de Atenção à Urgência.
Alternativas:
--
Resposta comentada:
a) Em situações de perda de consciência, realizar a avaliação da responsividade do paciente.
Caso não responda, chamar por ajuda e solicitar um desfibrilador externo automático (DEA).
Verificar o pulso central (carotídeo ou femoral) e respiração. Caso o paciente não apresente pulso
e não respire, iniciar as compressões torácicas efetivas de 100 a 120 por minuto, até a chegada
da ajuda.
b) Erros mais frequentemente cometidos: Menosprezar ou supradimensionar a queixa da pessoa
(percepção situacional); Colocar a equipe em risco no local de atendimento; Fazer o diagnóstico
de exclusão antes de investigar a pessoa, como, por exemplo, diagnosticar o distúrbio
neurovegetativo como primeira hipótese sem avaliação criteriosa; Referenciar a pessoa ao
pronto-socorro sem avaliá-la; Solicitar exames em excesso, sem nenhuma ação com os
resultados alterados; Não examinar a pessoa com queixa recorrente ou com aparência saudável;
Associar medicamentos a possíveis efeitos adversos sinérgicos; Administrar medicação com
diluições erradas; Esquecer-se de utilizar os equipamentos de proteção individual (EPIs).
Referência:
GUSSO, Gustavo; LOPES, José M C.; DIAS, Lêda C. Tratado de medicina de família e
comunidade - 2 volumes: princípios, formação e prática: Grupo A, 2019. E-book. ISBN
9788582715369. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582715369/.
7ª QUESTÃO
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Enunciado:
Paciente do sexo masculino, 32 anos, agenda consulta com sua Médica de Família e
Comunidade para mostrar exames que fez para poder doar sangue. “Dra. eu acabei abrindo o
exame e estou muito preocupado com os resultados”.
Resultado dos exames:
Anti-HIV: não reagente, Anti-HCV: não reagente, Anti-HBc total: reagente,
HBsAg: negativo, Anti HBs: reagente, HBeAg: não reagente
Em relação ao caso clínico descrito, analise as seguintes afirmativas.
I - Paciente encontra-se na fase imunotolerante para hepatite B.
II - Paciente está imune, após infecção pelo vírus da hepatite B.
III - Deve-se solicitar carga viral (RNA- HCV).
IV - Está indicado o início do tratamento para hepatite B.
Assinale a alternativa que contem apenas afirmação(ões) correta(s).
Alternativas:
(alternativa B)
(CORRETA) II.
Resposta comentada:
O resultado reagente para Anti-HBc total indica que o paciente já teve contato com o vírus. O Anti-
HBs reagente indica a imunidade. Portanto o paciente encontra-se imune após infecção pelo
vírus da hepatite B. Não há necessidade de indicar tratamento para hepatite B (paciente imune).
Não há necessidade de solicitar carga viral para hepatite C, já que o teste de rastreio Anti- HCV
estão não reagente.
Referências:
GUSSO, G, et al. Tratado de medicina de família e comunidade - 2 volumes: princípios, formação
e prática. Disponível em: Minha Biblioteca, (2nd edição). Grupo A, 2019. Cap. 175. Hepatites.
Manual Técnico para o Diagnóstico das Hepatites Virais / Ministério da Saúde, Secretaria de
Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções
Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids e das Hepatites Virais. – Brasília: Ministério da Saúde,
2018.
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8ª QUESTÃO
Enunciado:
Médico é chamado pela enfermeira da equipe de saúde da família de sua área de abrangência
para avaliar gestante com oito semanas na 1ª consulta de pré-natal e que teve resultado positivo
em um teste rápido para HIV.
Qual é a conduta inicial mais adequada para essa situação?
Alternativas:
(alternativa C) (CORRETA)
Realizar um segundo teste rápido com antígeno diferente do 1º teste ainda nesta consulta.
Resposta comentada:
No pré-natal, recomenda-se o rastreamento da infecção pelo HIV no primeiro trimestre, no
terceiro trimestre (a partir de 28 semanas), no momento do parto e em quaisquer outras situações
como abortamentos ou em casos de exposição a violência sexual.
Os testes rápidos são a via preferencial de diagnóstico e uma vez positivos, devem ser seguidos
da carga viral (CV), da contagem de células CD4+ e da genotipagem, antes de iniciarmos o
tratamento com os antirretrovirais (ARV). A genotipagem é importante para rastrear possível
resistência à ação das medicações e deve ser realizado para toda gestante vivendo com HIV.
Para o diagnóstico de HIV devemos sempre fazer dois exames, podemos fazer as seguintes
combinações para diagnosticar a infecção pelo HIV:
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O Ministério da Saúde em 2022 recomenda independente da idade gestacional:
TENOFOVIR (TDF) + LAMIVUDINA (3TC) + DOLUTEGRAVIR (DTG)
Fique atento que, antes, haviam dúvidas quanto a segurança do dolutegravir no primeiro trimestre
da gestação, porém novas evidências científicas não confirmaram a associação do DTG com
defeitos do tubo neural.
Diante de um primeiro resultado positivo no teste rápido para HIV, está recomendado repetir o
quanto antes um segundo teste rápido com antígeno diferente do primeiro.
Diante de um primeiro teste rápido de HIV, recomenda-se um segundo teste rápido com antígeno
diferente do primeiro para confirmação imediata do HIV, para então solicitar a carga viral para o
HIV.
Deve-se pensar no teste rápido nas possibilidades de falso-positivo. Mas cuidado, não se deve
aguardar 1 semana. Está indicado repetir imediatamente um segundo teste rápido para a
confirmação diagnóstica e assim, solicitar a caga viral.
A contagem do CD4 e o início da TARV está indicado após a confirmação diagnóstica com pelo
menos 2 testes rápidos positivos.
Referências:
Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Prevenção da Transmissão
Vertical de HIV, Sífilis e Hepatites Virais. Brasília: Ministério da Saúde, 2022.
Secretaria de Vigilância em Saúde. Protocolo de Enfermidades de Notificação Compulsória.
Brasília: Ministério da Saúde, 2022.
Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Atenção
ao pré-natal de baixo risco / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento
de Atenção Básica. – 2. ed. – Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2012.
Organização Mundial da Saúde. Diretrizes Consolidadas sobre o HIV e o Trabalho de Parto,
Parto, o Puerpério e o Tratamento do HIV na Criança. Genebra: OMS, 2021.
American College of Obstetricians and Gynecologists. Management of Human Immunodeficiency
Virus in Pregnancy. ACOG Practice Bulletin No. 243. Obstet Gynecol. 2022.Parte superior do
formulário.
9ª QUESTÃO
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Enunciado:
Durante uma consulta médica em uma Unidade Básica de Saúde em uma comunidade indígena,
um paciente de 60 anos de idade apresenta queixas de dor crônica nas articulações. Durante a
consulta, o médico pergunta ao paciente sobre os métodos tradicionais de cura que ele possa ter
utilizado ou esteja utilizando para tratar sua condição. O paciente relata que tem recebido
tratamentos com ervas medicinais e rituais de cura realizados por um xamã da comunidade.
Analise as seguintes opções e indique a que melhor descreve a aplicação da política nacional de
atenção ao povo indígena durante este atendimento médico.
Alternativas:
(alternativa C) (CORRETA)
O médico reconhece a importância das práticas de medicina tradicional indígena e busca
integrá-las ao tratamento convencional oferecido ao paciente.
Resposta comentada:
A alternativa correta é: O médico reconhece a importância das práticas de medicina tradicional
indígena e busca integrá-las ao tratamento convencional oferecido ao paciente.
Essa é a opção mais adequada, pois reflete uma abordagem respeitosa e culturalmente sensível
à saúde dos povos indígenas, alinhada com os princípios da Política Nacional de Atenção à
Saúde dos Povos Indígenas do Brasil. Integrar as práticas de medicina tradicional indígena ao
tratamento convencional reconhece a importância da cultura e dos saberes locais na promoção
da saúde e no bem-estar das comunidades indígenas, contribuindo para uma abordagem mais
holística e eficaz no cuidado com a saúde desses povos.
Referências:
BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas.
Brasília, 2002. Disponível em:
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_atencao_saude_povos_indigenas.pd
f
OMS. Organização Mundial da Saúde. Estratégia da OMS sobre Medicina Tradicional 2014-2023.
Genebra, 2013. Disponível em:
https://www.who.int/medicines/publications/traditional/trm_strategy14_23/pt/.
10ª QUESTÃO
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Enunciado:
O médico Dr. Gilberto, e sua equipe de Saúde da Família estão reunidos para construção do
Projeto Terapêutico Singular do paciente Geraldo Sergio, 48 anos, recém-chegado no território.
Paciente hipertenso, diabético e usuário de drogas, evoluiu com um transtorno psicótico pelo uso
de cocaína. Aos 22 anos iniciou o uso de drogas ilícitas, com várias internações para
desintoxicação e tentativas de abstinência sem sucesso nos últimos 10 anos. O núcleo familiar é
composto apenas pelos pais já idosos, com quem Geraldo reside. O paciente informa que deseja
tratar a dependência, mas o comportamento ainda é de procura por drogas, com a justificativa de
piora das alucinações e delírios na abstinência.
Diante da necessidade, da equipe identificar estratégias eficazes no manejo da dependência de
psicoativos, avalie as afirmativas a seguir:
I - Pacientes como Geraldo Sergio, que apresentam importante comorbidade psiquiátrica, ou
história de múltiplas tentativas de abstinência sem sucesso, podem ser encaminhados para
serviços especializados de referência mesmo no início do tratamento.
II - A estratégia de redução de danos pode ser uma alternativa para a equipe, já que propõe o
afastamento do paciente do ambiente de uso da substância e é focada na abstinência, sendo este
o maior desafio do paciente neste momento.
III - Estratégias como a Intervenção Breve e a Prevenção de Recaídas são modelos que podem
ser utilizados na abordagem pela equipe, uma vez que apresentam bons resultados para
pacientes com adicções.
Marque a alternativa que apresenta apenas as assertivas corretas.
Alternativas:
(alternativa B) (CORRETA)
I e III, apenas.
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Resposta comentada:
As assertivas I e III estão corretas, e a assertiva II está incorreta: as estratégias de redução de
danos não focam exclusivamente na abstinência da substância, mas sim na redução dos
comportamentos de risco associados ao uso desta. Objetivando a construção do vínculo quando
o paciente ainda se encontra sem motivação para o tratamento, a redução de danos pode
acontecer no próprio ambiente de uso de substância.
Referência:
DUCAN, B, B. et al. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em
evidências. Disponível em: Minha Biblioteca, (5th edição). Grupo A, 2022. (Cap. 176).
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