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Endodontia 2

Resumo

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mariana caraschi
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Endodontia 2

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Diagnóstico em endodontia - frio, calor, doces e analgésicos

- estruturação do tratamento
odontológico Análise objetiva dos sinais (semiotécnica)
- especialmente pela queixa DOR - criterioso e sistemático
- extra-oral e intra-oral
Fase semiogênica: interrogatório do
paciente Inspeção e exploração
- anamnese, queixa principal, - visão e boa exploração
histórico e etc. - uso de aparelhos e afastadores
- características da lesão
Fase semiotécnica: - alteração de cor
- coleta dos sinais e sintomas - ex.
físico e complementares Palpação
- consistência e compressibilidade
Fase propedêutica: - sensibilidade dolorosa
- análise, estudo e interpretação de - elevação de temperatura
dados - edema e ponta de flutuação
- hiṕótese de diagnóstico
Extra-oral
Identificação do paciente - presença de assimetria facial
História buco-dental: traumas, fraturas, - alteração de volume e consistência
alergias (anestésico, NaOCl, etc), - limite marginal de tumefação
hemorragias e complicações - sensibilidade

História médica: condições sistêmicas Intra-oral


atual e pregressa, medicamentos, - secagem com gaze = elimina
internações, antecedentes familiares dispersão de luz pela saliva
- cor e translucidez dos dentes
Hábitos: - lesões cariosas, restaurações e
- higiene: frequência diária, fio infiltrações
dental, bochecho - trincas e fraturas de coroa e ou
- nocivos: álcool e fumo, drogas raiz
ilícitas e parafuncional - anomalias de desenvolvimento
- condições periodontais
Queixa principal: motivo da consulta - grau de mobilidade
- relato da evolução da doença - oclusão (contatos, prematuros,
- sintomas desvios, ausência de contato)
- experiências anteriores
Condições periodontais
DOR - distinguir as lesões de origem
- caracterização da dor endodôntica daquelas de origem
- condição de aparecimento periodontal
(provocada ou espontânea) - diagnóstico diferencial
- sede (localizada ou difusa) - associação: sondagem
- frequência (contínua ou periodontal, testes de sensibilidade
intermitente) pulpar e radiografias
- duração da dor (declínio rápido ou - lesões endo-perio
lento)
Percussão - fase de transição
- vertical - O mais importante é a duração
- lateral e horizontal (rápido ou lento declínio) não a
- condição periodontal intensidade (subjetivo)
- localização do dente responsável
- NÃO INICIAR NO DENTE Teste elétrico
SUSPEITO - passagem de corrente elétrica
estimulando diretamente fibras
Palpação intra-oral sensoriais
- mucosa - limitações: não reflete o estado de
- região apical dos dentes: aumento saúde ou doença pulpar
de volume, extensão, sensibilidade - só denota fibras viáveis -
significado com dente controle
Mobilidade - falso positivo: estímulo de fibras
- instrumentos rígidos periodontais ou em necrose (fibras
nervosas são as últimas a serem
Exames complementares necrosadas por isso o falso
- teste de vitalidade ou sensibilidade positivo)
pulpar - falso negativo dentes com grandes
- subjetivo espessuras dentinárias,
- dor: estimulada, exacerbada ou restaurações extensas e
atenuada portadores de coroas totais
- avaliar o estado fisiológico e - contra indicado: marca passo
patológico do tecido pulpar
- grau de inflamação ou necrose Térmico x elétrico:
- resposta negativa não - não existe diferença entre os
necessariamente relacionada à resultados
necrose - térmicos + seguros: rizogênese
incompleta
Testes térmicos - teste ao frio: revelar a saúde e a
- endo Ice integridade da polpa (dor ausente,
- guta-percha aquecida momentânea ou prolongada)
- Como fazer?
- isolamento relativo, secar área Fluxometria laser doppler
- porção vestibular cervical - menor - quantificação do fluxo sanguíneo
espessura de esmalte e maior - fibra emissora de radiação = fibra
volume da câmara pulpar receptora
- vaselina no quente - resultados precisos
- cuidado com o periodonto - custo benefício
- tempo de aplicação de 1 a 3 - acesso limitado
segundos
- dentes envolvidos adjacentes Oximetria de pulso e dedo
- saturação de 02 do tecido pulpar
Dor: positivo - vital - necessidade de adaptadores,
negativo: vital ou não vital paralelismo dos receptores
- casos de necrose: falso positivo
- falso negativo (restauração ou
dentina)
Teste de cavidade - Panorâmica: ver extensão e
- preparo cavitário: exposição de envolvimento de lesões periapicais
dentina sadia - Destruição óssea no osso
- broca esférica de alta rotação esponjoso não se observa na
- sem anestesia radiografia
- Se doer: interromper o - Evidências quando lesão se
procedimento e restaurar estende em direção cortical
- Se não doer: necrose pulpar
(indicativo) Fatores que interferem se interpretação:
- Capacidade do clínico na tomada
Somente quando os outros testes são radiográfica
inconclusivos ou inviáveis (coroa ou - Qualidade do filme radiográfico
restauração Ag) - Qualidade da fonte de exposição
- Qualidade do processamento do
Transiluminação filme
- investigar presença de fraturas e - Habilidade com a qual o filme é
trincas visualizado
- aplicação de corantes
- aplicação de fibra óptica Radiografia Digital
- separação na dentina = - Disponível há 20 anos -
movimentos dos fluídos tubular Aperfeiçoamento hardware e
estimulando nociceptores pulpares software
- Melhor controle das variáveis na
Exame radiográfico qualidade diagnóstica
- quantidade de informação - Não se degrada com o tempo
- associação ao exame clínico
prévio Tomografia Computadorizada
- evitar exposição desnecessária - Superar limitações das
- Observar: lesões de cárie radiografias convencionais
- periodonto - Interpretação tridimensional
- fraturas de instrumentos ou corpos "cortes" dos tecidos em diversos
estranhos planos
- calcificações - Diagnóstico de trincas e fraturas,
- fraturas radiculares planejamento de cirurgia
- qualidade de obturações paraendodôntica
endodônticas
- nódulos pulpares
- reabsorções internas e externas
- lesões radiolúcidas
- fistulografia

Limitações:
- Sobreposições de raízes,
estruturas anatômicas e
patológicas "escondidas" (Técnica
de Clark - dissociação de imagens
/ Técnica de Le Master)
Pulpectomia e penetração desinfetante - Cirurgia de acesso - remoção
polpa coronária
Tratamento endodôntico - Irrigação Aspiração da Câmara
- polpa viva Pulpar
- polpa necrosada - Preparo cervical e Extirpação
- retratamento Pulpar

Tratamento imediato Preparo cervical


- Polpa viva (tecido pulpar - particularidades anatômicas
inflamado ou não) = (critério)
PULPECTOMIA - canais amplos: extirpa polpa
- Polpa Necrosada (com ou sem - canais atresiados: fragmentação
lesão periapical) =
PENETRAÇÃO DESINFETANTE CAE - 4 mm = radiografia com menor
distorção possível
Controle da contaminação - desinserção da polpa: instrumento
- favorável ao reparo tecidual de fino calibre. Inserir por todas as
- selamento biológico paredes. Evitar dilaceração pulpar.
- manutenção da cadeia asséptica

Isolamento não é o problema


- grampos retratores: 212, W8A, 00
e 14
- barreira gengival “top dam”

Descontaminação do campo operatório:


- peróxido de hidrogênio 3%
- clorexidina 2%
- hipoclorito de sódio 2,5%
- álcool iodado 5%

Pulpectomia ou biopulpectomia
- extirpação da polpa hígida ou
doente, porém viva Rx. de odontometria e confirmação
- PULPOTOMIA: remoção da polpa - CT. CRD - 0,5 a 1 mm
coronária Canais atrésicos
- PULPECTOMIA: remoção total da 1. confirmar a odontometria: CT. CRD
polpa - 0,5 a 1 mm
2. Após a determinação do CT:
Indicações: remoção da polpa por
- exposição pulpar fragmentação
- contaminação
- reação inflamatória irreversível Polpa necrosada - PENETRAÇÃO
- finalidade protética ou periodontal DESINFETANTE:
- penetração desinfetante
PROTOCOLO CLÍNICO: - esvaziamento
- Anestesia, isolamento e - neutralização
embrocação - necropulpectomia
Cuidado para não levar por meio de
instrumentos produtos tóxicos para a
região periapical: EXTRUSÃO
- extrusão será menor quando a
cinemática do instrumento for
diferente ao trabalho de um pistão

PROTOCOLO CLÍNICO:
- Anestesia (?), isolamento e
embrocação
- Cirurgia de acesso
- Irrigação/Aspiração da Câmara
Pulpar
- Penetração desinfetante

Importante: irrigação, aspiração e


inundação

CTP = CAE - 4 mm
Rx de estudo - CAE

Retratamento endodôntico
Indicações:
- insucesso de tratamento anterior
- possibilidade de instituir melhor
tratamento
Faz por via convencional (ortógrado):
remove a obturação e faz de novo ou
cirúrgico (retrógrado); acesso a região
periapical.

Critérios de avaliação:
Clínico + radiográfico + tomográfico
pois; pode irritar o local e causar
uma pericementite

3. odontometria (novo DA e
patência). posteriormente faz a
complementação da ação das
soluções irrigadoras e uso de
medicação intracanal (hidróxido de
cálcio PA + iodofórmio)

4. avaliar necessidade de variação


técnica
Proservação: variabilidade no tempo e
modo de preparo.

Pulpopatias inflamatórias agudas


Retratamento ortógrado
1. acesso aos canais radiculares
2. desobturação do conduto
3. retomada do preparo biomecânico
4. nova obturação

1. Restauração diretas, indiretas,


núcleos e retentores.
Para remover as indiretas, usa-se brocas
e para remover coroas usa-se o
saca-prótese (avaliar a possibilidade de
trauma - trincas e periodonto)
Para remover a coroa pode usar o motor
(seccionar no meio a coroa), reduzindo os
traumas.
Para remover o retentor intrarradicular,
pode ser com alicates e extratores de
retentores: 1. desgaste do núcleo
(redução do diâmetro), 2. adapta a pinça
e puxa. Pode ser ultrassom também,
desgasta o núcleo, expõe a linha de
cimentação; aplica o ultrassom no longo
eixo e linha de cimentação.
Para remover pino de fibra de vidro, faz
por desgaste com ponta de ultrassom
desobtura o conduto

2. pode usar solventes e ou


instrumentais. Geralmente
solventes são substâncias tóxicas
(xilol, eucaliptol, óleo de laranja). É
contraindicado para o terço apical,
Tecido pulpar Alterações pulpares
- função de defesa Microbiana
- Dentina secundária: após erupção - Maioria das afecções pulpares
= estímulo fisiológico - gradual e - Penetração de microrganismos por
fisiológico via retrógrada (raro - Anacorese)
- Dentina primária: odontogênese
- Dentina esclerosada: translúcida, Físicas:
calcificação dos túbulos e - mudanças térmicas: frio e calor
permeabilidade (ex: alta rotação sem refrigeração
- Dentina terciária: reacional ou adequada)
reparadora, LOCALIZADA, - traumas: ruptura do feixe
substituindo o tecido pulpar vásculo-nervoso
- movimento ortodônticos
A velocidade e intensidade da agressão iatrogênicos
influencia na resposta pulpar - contato oclusal prematuro
- diferença na quantidade de tecido
dentinário e pulpar Químicas
- qualidade e velocidade da - Elementos incompatíveis com o
resposta biológica pulpar complexo dentina-polpa
- Polpa jovem: menos fibras, mais Eugenol, Fenol, timol, ácido fosfórico,
células e mais vasos monômeros resinosos
- Polpa envelhecida: mais fibras,
menos células, menos vasos

A polpa bem vascularizada: capacidade


de defesa e recuperação
- taxa de fluxo sanguíneo pulpar -
renovação do volume inteiro da
polpa (5 a 14 vezes por minuto)
- avaliação

Fase de transição
- Provocada ou espontânea = frio e
quente
- Declínio lento = uso de analgésico
- localizada = identificar dente
envolvido
- Intermitente = intervalos
assintomáticos

Prognóstico favorável ao dente e a polpa?

Alterações pulpares AGUDAS


- diagnóstico: características da dor
- condição de aparecimento
(provocada ou espontânea)
- sede (localizada ou difusa)
- frequência (contínua ou
intermitente)
- duração da dor (declínio rápido ou
lento)

Hiperemia reversível (pulpite


reversível)
- dor provocada (condição de Tratamento:
aparecimento) = principalmente - remoção da causa
com frio - restauração do dente
- curta duração = desaparece - avaliação
poucos segundos - tratamento expectante
- localizada = fácil estabelecer o
dente envolvido Hiperemia irreversível (pulpite aguda)
- Prognóstico favorável ao dente e a - espontânea = violenta
polpa - prolongada = cessa com gelo
- Percussão e palpação NEGATIVO - localizada ou difusa = difícil
- sem comprometimento dos tecidos localização
perirradiculares - contínua = sem ser permanente
- lesões cariosas e não cariosas - prognóstico favorável ao dente
- restaurações extensas ou lesões mas desfavorável à polpa
cariosas (sem alterações - percussão e palpação geralmente
radiográficas evidentes) negativo
- POSITIVO à percussão = alodinia
Tratamento: mecânica
- remoção da causa - ativação de mecanociceptores do
- restauração do dente ligamento periodontal
- restaurações extensas ou lesões - úlcera de aspecto granuloso e que
cariosas (ligamento normal ou sangra facilmente abaixo, barreira
ligeiramente espessado na leucocitária
radiografia) - tipo de tecido pulpar e resposta do
Tratamento: tecido pulpar (diferença com a
- pulpectomia hiperplásica)
- A POLPA É ENVOLVIDA DE
Pulpopatias inflamatórias crônicas e FORMA PROGRESSIVA
degenerativas
- dor provocada = mastigação ou
Alterações pulpares CRÔNICAS toque
- Curta duração = desaparece sem
Pulpite Crônica Hiperplásica o estímulo
- Proliferação de tecido - Localizada = fácil de se
cronicamente inflamado estabelecer o dente envolvido
- Tecido de granulação - Exposição pulpar
- Assintomático - Frequente em dentes em estágio
- Cavidade aberta de envelhecimento
- Frequente em dentes jovens - Presença de cavidade profunda e
- Não vai ter pressão sobre a polpa, úlcera pulpar
sofre hiperplasia Tratamento:
- pulpectomia?
- dor provocada = mastigação ou - Pulpotomia (avaliar tecido pulpar,
toque dentes jovens, rizogênese
- Curta duração = desaparece sem incompleta)
o estímulo
- Localizada = fácil de se Doenças degenerativas da polpa
estabelecer o dente envolvido - não apresentam sintomas -
- Presença de cavidade profunda e subjetivos - DOR
pólipo pulpar!! - diagnóstico é por ACASO
Tratamento; - radiografias e exame clínico -
- pulpectomia métodos de diagnóstico

Pulpotomia
- avaliar o tecido pulpar/raiz - 1. Degeneração HIALINA
- Deixar o tecido pulpar das raízes - Acúmulo de proteínas no interior
- Dente com polpa jovem de células ou no meio extracelular.
- limpeza + curetagem = Material - Resultado de irritantes com
bioativo + restauração provisória intensidade moderada.
- Estimulando a formar dentina e - Massas translúcidas arredondadas
fechar a exposição pulpar ou poligonais, com parte central
(dentina terciária) calcificada.
- SEM alteração
Pulpite Crônica Ulcerativa CLÍNICA/Radiográfica
- Polpa em contato com o meio - Diagnóstico APENAS Histológico
bucal - NÃO necessita de
TRATAMENTO**
- 2. Degeneração GORDUROSA dentinárias, provocando
- Deposição de gorduras neutras no reabsorções.
citoplasma de células que - A reabsorção faz-se pela presença
normalmente não as armazenam. de células gigantes multinucleadas
- Infiltrações gordurosas ao redor (células clásticas).
dos vasos e dos nervos. - TEM alteração
- Aos poucos, o tecido pulpar é CLÍNICA/Radiográfica
envolvido totalmente. - Diagnóstico CLÍNICO E
- SEM alteração RADIOGRÁFICO
CLÍNICA/Radiográfica - NECESSITA de tratamento
- Diagnóstico APENAS Histológico - Dentina como um corpo estranho e
- NÃO necessita de começa a reabsorver
TRATAMENTO** - Mancha rósea- reabsorção na
coroa dental. A cor da polpa é
- 3. Esclerose PULPAR visualizada, pela translucidez do
- Comum em dentes idosos. esmalte
- Aparecimento prematuro denuncia - Pode afetar a coroa e a raiz. Sua
a aceleração patológica de um evolução pode levar a perfuração
processo normalmente relacionado da parede do canal.
com a idade. - NÃO HÁ MANIFESTAÇÃO
- Formação de dentina, reduzindo a DOLOROSA
câmara pulpar. - TESTE DE SENSIBILIDADE -
- TEM alteração NORMAL
CLÍNICA/Radiográfica - Geralmente causada por trauma
- Diagnóstico CLÍNICO E - Polpa não reconhece a dentina,
RADIOGRÁFICO reabsorvendo-a internamente.
- TRATAMENTO ?? - não - OBSERVAÇÃO CLÍNICA - CÁRIE,
necessariamente vai fazer uma RESTAURAÇÕES PROFUNDAS
intervenção pulpar, caso precise E TRAUMATISMOS.
fazer o tratamento se tiver com
pulpite
- Escurecimento por ter mais Medicação intracanal
dentina
- Envelhecimento: elementos Quando usar?
celulares da polpa diminuem em indicações:
número, enquanto aumentam os - Preparo biomecânico incompleto:
componentes fibrosos. - Ação mecânica dos instrumentos +
- Calcificação em toda a extensão efeito químico e físico dos
ou localizada em sítios específicos irrigantes
(calcificação distrófica) - Medicação entre sessões
- nódulos pulpares (completar o preparo em condição
oportuna)
- 4. Reabsorção INTERNA - Patologias distintas > terapêuticas:
- Alterações vasculo/celular, que - Contaminação (disseminação do
gradativamente cede lugar a um biofilme)
tecido de granulação que passará - Lesões refratárias (resistência a
a comprimir as paredes tratamento prévio)
- Iatrogenias operatórias - Atenua a intensidade da reação
(rompimento do CDC e inflamatória
perfurações) - Decadron e Otosporin (otosporin=
- Limitações para obturação: os dois juntos: antibiótico +
(sintomatologia dolorosa e corticoide = polpa viva e ação
drenagem/sangramento via canal) rápida)

Resumo: Indicação:
● Preparo Biomecânico Incompleto ● Polpa viva / Trauma
● Contaminação (sobreinstrumentação)
● iatrogenias operatórias ● Polpa coronária removida
● Limitações para a obturação ● Polpa do canal parcialmente
removida
Qual o objetivo? ● Ação tópica (por contato)
Efeito antimicrobiano
- eliminar a agressão biológica
- Favorece o reparo e reduz Limitações
sintomatologia - permanência maior que 7 dias
Neutralização de produtos tóxicos (interferência no reparo tecidual)
- restos microbianos e ou - Limpar a câmara pulpar = algodão
subprodutos embebido
- Favorece o reparo e reduz - Limpar e secar o canal =
sintomatologia preencher até refluxo
Efeito anti-inflamatório
- conforto ao paciente Formaldeído - Formocresol
- Reduz sintomatologia - controle da contaminação
Controle da exsudação - Fixação tecidual = redução da dor
- reduz sintomatologia - Alta citotoxicidade
- Favorece o selamento adequado - Mutagênico e carcinogênico
Fixação tecidual
- evitar contaminação Derivados fenólicos
- Redução da sintomatologia - controle da contaminação
Barreira mecânica - Fixação tecidual = redução da dor
- selamento entre sessões - Paramonoclorofenol canforado
- Contaminação/ recontaminação
INDICAÇÕES
Resumo: - Dentes SEM preparo biomecânico
● Ação Antimicrobiana - Polpa viva / Necrosada
● Neutralização de produtos tóxicos - Ação à distância (vapor)
● Ação Anti Inflamatória
● Controle de exsudação LIMITAÇÕES
● Fixação tecidual - Pericementite química (avaliar
● Barreira Mecânica D.A)
- Permanência maior que 7 dias
Medicamentos - (Interferência no reparo tecidual -
citotóxico)
antibióticos + anti-inflamatórios:
- Controle da contaminação
- secar o canal = penso de algodão Veículo aquoso = soro + hidróxido de
estéril cálcio PA
- Remover o excesso (vapor) - limpar o canal e secar = preencher
até o refluxo
Hidróxido de cálcio - Seringa + capillary tip
- PA = puro para análise
- Ph alcalino 12,6 Com propilenoglicol
Dissociação iônica - instrumentos manuais
Efeitos Biológicos + - calibrar no CT
- Proliferação e diferenciação celular
- pouca Permeabilidade capilar - pastas com seringas de aplicação
(pouco Líquido intercelular) - Preencher até a câmara pulpar
- Ativação de enzimas fosfatases
(mineralização) Pasta de Maisto & Capurro (1964)
- Antibacteriano e inativação do LPS PÓ DE Ca(OH) + IODOFÓRMIO (menor
• Propriedade Físico-Química - quantidade)
- associação a veículos tem que
misturar ele com algo ÁGUA DESTILADA OU
CARBOXIMETILCELULOSE A 3%
Veículo adequado
- Permitir a dissociação iônica Ca(OH) + PROPILENOGLICOL +
- Não interferir no pH iodofórmio
- Mesmas indicações Ca(OH)2
Aquoso - Recidivas (Fístula recorrente)
- H,O destilada
- Soro fisiológico CASO 1:
- Solução anestésica (atrapalha CA + odontometria (polpa viva)
mais) - PPMC ou otosporin até 7 dias

Viscoso CASO 2:
- Glicerina CA + odontometria (polpa necrosada)
- Polietilenoglicol - PMCC até 7 dias
- Propilenoglicol (o que se usa)
CASO 3:
Tempo de ação CA + odontometria + preparo biomecânico
- Aquoso: (polpa viva)
- Rápida difusão e diluição - Ca(OH)2 + PROPILENOGLICOL
- Máximo 7 dias mais de 7 dias
- Viscoso: - ou
- Difusão e diluição + lenta - Ca(OH)2 + Soro até 7 dias
- Mínimo 14 dias
- Máximo 60 dias CASO 4:
- Efeito terapêutico CA + odontometria + preparo biomecânico
(polpa necrosada)
Métodos de aplicação - Ca(OH)2 + PROPILENOGLICOL
- limas K e alargadores mais de 7 dias
- Propulsor lentulo - ou
- Seringas de aplicação - Ca(OH)2 + Soro até 7 dias
CASO 5:
CA + odontometria + preparo biomecânico
(polpa necrosada + lesão)
- Ca(OH)2 + PROPILENOGLICOL
mais de 14 dias

CASO 6:
CA + odontometria + preparo biomecânico
com fístula recorrente (polpa necrosada)
- Ca(OH) + PROPILENOGLICOL +
iodofórmio. Mínimo 14 dias

Diagnóstico e tratamento
periapicopatias

Nomenclatura:
- pericementite apical
- Periodontite apical

- etiologia
Infecção da polpa dental causada por
cárie
Traumas
Agentes químicos irritantes

- cárie dental
- extensos e repetidos tratamentos
restauradores = alterações
- "O resultado final das alterações inflamatórias irreversíveis =
pulpares (se não tratadas) é a necrose = infecção
necrose total da polpa dental" - Traumas com exposição pulpar
- Agentes químicos irritantes
- Trauma (sem exposição pulpar)
- Falha no tratamento endodôntico =
persistência da infecção e
reinfecção
Aguda - Restaurações com contato
- número de microorganismo prematuro = pode ocorrer com
- Virulência polpa viva
- Intensidade/duração da agressão - Sobreobturação
- Sobreinstrumentação
Crônica
- resistência do hospedeiro Pericementite Química
- Soluções Irrigantes
Aguda (sintomática) Altas concentrações de NAOCl
- traumática Extravasamento da solução
- Química - Medicação Intracanal
- Bacteriana Paramonoclorofenol
- Abscesso agudo Formocresol
Tricresolformalina
Crônica (assintomática)
- granuloma - "Embora a medicação elimine os
- Cisto microrganismos, também mata
- Abscesso crônico células teciduais e promove
respostas inflamatórias
Pericementite Apical Aguda periapicais"
- Inflamação aguda inicial dos
tecidos situados ao redor do ápice Pericementite bacteriana
- A causa mais comuns desta
alterações da infecção da polpa
dental, como sequela da cárie
- Microrganismos proveniente da
necrose
- Persistência da inflamação
periapical

Pericementite aguda
Histopatologia
- hiperemia periapical
- vasodilatação
- exsudação inflamatória
- infiltração de leucócitos (1
- Todas têm os mesmos sinais e inespecíficos)
sintomas (exceto teste vitalidade) - extrusão do dente (mobilidade)
= O que difere é a CAUSA! - estimulação de fibras nervosas
livres (dor pressão e dor
ETIOLOGIA percussão)
Pericementite traumática -
- Extrações = pode ocorrer com
polpa viva Sinais e sintomas
- Separação imediata dos dentes = - dor intensa, espontânea e
pode ocorrer com polpa viva localizada
- Movimentos ortodônticos = pode - mobilidade dental
ocorrer com polpa viva - sensação de dente crescido
- teste de vitalidade (-) = (-) ou (+) - remover exsudato
pericementite traumática - medicação
- percussão - selamento
- palpação (- ou +) - remover isolamento
- achados radiográficos: nenhum ou - verificar oclusão
espessamento do ligamento - analgésico e anti-inflamatório
periodontal
Pericementite química
Sinais e sintomas da pericementite - anestesiar a distância
traumática - isolamento absoluto
- contato prematuro - remover medicação
- afastamento dental brusco - irrigação abundante (soro
- apoio indevido de alavanca fisiológico estéril)
- ativação de aparelho ortodôntico - desobstruir o forame
- TESTE DE VITALIDADE: + !!! - esperar 10’ a 15’
Tratamento: - remover exsudato
- eliminação da causa (agente - algodão estéril
agressor) - selamento
- alívio oclusal - remover isolamento
- prescrição de analgéśico ou anti - verificar oclusão
inflamatório - analgésico e anti inflamatório
- NÃO FAZ PENETRAÇÃO
TRATAMENTO IMEDIATO:
Pericementite traumática - polpa Pericementite apical aguda
necrosada - tratamento imediato depende do
Pericementite química fator etiológico e condição pulpar
Pericementite bacteriana - tratamento definitivo: polpa
- remoção irritante necrosada = endodontia
- liberação exsudato - polpa viva = remoção da causa
- alívio oclusal
- prescrição de analgésico e ou anti
inflamatório

Liberação de exsudato via canal


- desbridamento foraminal - sem
alargamento

Pericementite traumática - polpa


necrosada
Pericementite bacteriana
- anestesiar a distância
- isolamento absoluto
- preparo da coroa
- irrigação (NAOCl)
- penetração desinfetante Abscesso Apical Agudo
- desobstruir o forame Processo inflamatório agudo,
- esperar 10’ a 15’ caracterizado pela formação de pus, que
afeta os tecidos que envolvem a região - Fase mais avançada - Pus rompe
apical. Tem evolução rápida e causa dor o periósteo
violenta.
- Abscesso Alveolar Agudo Não adianta tentar drenar pelo periósteo
- Abscesso Periapical Agudo
- Periodontite Supurativa Aguda Fase evoluída ou submucosa
- O pus chega na MUCOSA
Etiologia - Edema MAIS VISÍVEL (mole): com
- Agentes físicos, químicos e ou sem ponto de flutuação
microbianos, que são - Pode romper a mucosa - intra ou
responsáveis por alterações extra-oral: (fístula =› crônico)
inflamatórias irreversíveis do órgão - Se chegar com fístula talvez nem
pulpar, com posterior infecção. tenha mais tanta dor

- Infecção pulpar que passar do Sinais e sintomas


interior do canal radicular para o - Dor intensa, espontânea e
periápice localizada
- Movimentos inadequados - Edema (*)
(extrusão) durante penetração - Mobilidade dental
desinfetante - Sensação de dente crescido
- Sequência de uma pericementite - Teste de vitalidade (-)
apical aguda ou abscesso apical - Percussão/palpação (+) aumento
crônico (abcesso Fênix) de temperatura
- Achados radiográficos:
1. As bactérias atingem periápice espessamento do ligamento
inflamação : recrutamento dos periodontal
neutrófilos.
2. Processo de fagocitose das
bactérias
3. Ocorre lise celular, e liberação de
uma substância semi-fluida
amarelada
4. Transformação do exsudato
seroso em purulento,
caracterizando o abscesso.

Fase inicial ou intra óssea


- NÃO há edema visível
- Formação de pus - alojado entre
as paredes ósseas
- Muito rápida -> "procurar" por uma
via de drenagem
- Somente dor, sem sinais
Antibiótico para ação terapêutica
Fase em evolução ou sub periostal - tem que ter envolvimento
- O pus encontra o PERIÓSTEO - sistêmico
mais elástico - Dor de cabeça, linfodenopatia,
- Edema VISÍVEL (duro) náusea, febre, calafrios
- Amoxicilina 500mg com Fase evoluída ou submucosa
metrometasol 250 mg - a drenagem é feita via mucosa/
cutânea
- Fazer via canal também
- Ponto de flutuação

Aguda: número de microorganismos,


virulência
Crônica: resistência, hospedeiro

Abscesso apical agudo


- A fase crônica (assintomática),
pode ser vista como uma
"calmaria" após o confronto entre
neutrófilos e bactérias, com grande
quantidade de células mortas e
microorganismos, restritos,
basicamente, no canal radicular
Associação: endo-perio - Se as bactérias não são
removidas, a área inflamatória
Tratamenta Imediato dominada por neutrófilos
ABSCESSO APICAL AGUDO gradualmente se modifica para
- Drenagem oportuna uma lesão rica em macrófagos,
- Alívio oclusal que ativam osteoclastos
- Prescrição de analgésico e/ou - Processo supurativo que
antibiótico apresenta proliferação microbiana
de pequena intensidade, longa
Fase inicial ou intra óssea duração, reabsorção óssea, sendo
- drenagem do pus via canal geralmente assintomático.

Fase em evolução ou sub-periostal Abscesso Periapical Crônico


- drenagem do pus via canal (todo Periodontite Supurativa Crônica
CRD) Abscesso Dento-Alveolar Crônico

Tratamento imediato completo Etiologia


- anestesia a distância - Agentes físicos
- Isolamento absoluto - Químicos
- Preparo da coroa - Microbianos de baixa intensidade
- Irrigação abundante e associados com infecção
- Desobstruir o forame
- Esperar de 10 a 15 minutos Sinais e sintomas
- Remover pus - Não há dor (assintomático)
- Medicação - Não há Edema (pode ter fístula)
- Selamento - Mobilidade (-)
- Remover isolamento - Teste de vitalidade (-)
- Verificar a oclusão - Percussão/palpação (-)
- Analgésico e antibiótico - Achados radiográficos: nenhum
ligeiro espessamento
- Pode apresentar fístula - exame de - Pode apresentar fístula- exame de
inspeção inspeção
- Fistulografia (exame radiográfico)
Tratamento Imediato
Tratamento Imediato - Penetração desinfetante
- Penetração desinfetante Tratamento definitivo
Tratamento definitivo - Tratamento endodôntico completo
- Tratamento endodôntico completo
Diagnóstico diferencial
Granuloma - Tamanho (> 10 mm: cisto)
Cisto - Ainda não foi possível realizar
- Se as bactérias não são diagnóstico radiográfico
removidas, a área inflamatória diferencial entre cisto e granuloma
apresenta maiores níveis de IL e - Só o exame histopatológico é
TNF, com ativação de osteoclastos capaz de dar um diagnóstico com
segurança

Granuloma: Granuloma
- "Massa de tecido conjuntivo - "O granuloma possui excelente
neoformado com inflamação capacidade de regeneração e
crônica, em resposta a estímulos rapidamente se converte em tecido
nocivos de baixa intensidade. periapical normal."
Constitui-se de fibroblastos, Cisto
macrófagos, capilares, fibras - Existe a crença que lesões císticas
colágenas e substância não regridem após a terapia
fundamental endodôntica. Contudo, fortes
- Maior incidência que cistos evidências científicas indicam que
esta afirmativa não procede.
Cistos: (Lopes; Siquiera Jr, 2004)
- "Formação de uma cavidade
patológica, circundada por epitélio Abcesso fênix
e de parede formada por tecido - Agudização de um processo
conjuntivo condensado, crônico (granuloma/cisto apical ou
encerrando em seu interior um abscesso crônico)
material fluido." - Apresenta rarefação óssea na
- Localização: apical região apical (abscesso apical
agudo não provoca de imediato
Sinais e sintomas: granuloma e cistos área de rarefação)
- Não há dor (assintomático) - Sinais e sintomas - Abscesso
- Não há Edema Periapical Agudo
- Mobilidade (-) - Tratamento - Abscesso Periapical
- Teste de vitalidade (-) Agudo
- Percussão/palpação (-)
- Achados radiográficos: lesão
periapical
- É detectado pelo exame
radiográfico de rotina

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