Olfato
O olfato é um dos cinco sentidos humanos. Além de atuar na captação e na identificação dos
odores, auxilia na percepção das sensações gustativas.
O olfato desempenha um papel importante na experiência sensorial diária, influenciando a
percepção do ambiente.
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O olfato é um dos cinco sentidos humanos. Ele é responsável pela detecção e interpretação de
odores no ambiente. Esse sistema sensorial está intimamente ligado ao paladar, influenciando
a percepção dos sabores. Além disso, desempenha um papel muito importante na detecção de
perigos, orientação no ambiente e interação social. A presença de distúrbios no olfato, devido a
condições médicas ou lesões, impactam significativamente a qualidade de vida.
Leia também: Quais são os cinco sentidos humanos?
Tópicos deste artigo
• 1 - Resumo sobre o olfato
• 2 - Videoaula sobre o olfato
• 3 - O que é o olfato?
• 4 - Função do olfato
• 5 - Órgãos do olfato
• 6 - Como funciona o olfato?
• 7 - Relação entre o olfato e o paladar
• 8 - Doenças do olfato
o → Distúrbios qualitativos
o → Distúrbios quantitativos
• 9 - Curiosidades sobre o olfato
• 10 - Exercícios resolvidos sobre o olfato
Resumo sobre o olfato
• O olfato é um dos cinco sentidos humanos.
• É o sentido envolvido na detecção de odores do ambiente.
• Quando moléculas odoríferas são captadas pelos receptores olfativos presentes no
epitélio olfativo, estes desencadeiam sinais elétricos que são transmitidos ao cérebro
pelo nervo olfativo.
• Além de garantir as sensações olfativas, o olfato desempenha um papel importante na
percepção dos sabores, uma vez que contribui para a complexidade das sensações
gustativas.
• A capacidade olfativa varia entre os indivíduos, e algumas pessoas têm uma
sensibilidade maior às moléculas presentes no meio.
• O olfato está integrado a outras áreas sensoriais e de memória do cérebro,
influenciando a resposta emocional.
• Distúrbios no olfato, como anosmia e fantosmia, podem ocorrer devido a condições
médicas ou lesões, impactando a qualidade de vida.
Videoaula sobre o olfato
Vídeos
O que é o olfato?
O olfato é um dos cinco sentidos humanos. Esse sentido desempenha um papel fundamental
na nossa interação com o ambiente e é responsável pela transdução das moléculas químicas
presentes no meio externo em informações percebidas como odores, sendo o nariz o órgão
central nesse processo.
Função do olfato
O olfato possui as seguintes funções:
• Garantir as sensações olfativas: Por meio de receptores localizados nas células do
epitélio olfativo, somos capazes de captar e identificar o cheiro de moléculas odoríferas
do meio externo.
• Auxiliar as sensações gustativas: A palatabilidade dos alimentos é resultado da
combinação entre o paladar e o olfato, contribuindo para experiências gustativas mais
ricas e complexas.
• Atuar na manutenção do estado de alerta: A identificação de odores é importante não
apenas na identificação de alimentos, mas também como um mecanismo de alerta
para substâncias ou locais potencialmente nocivos. Com base em odores específicos,
conseguimos discernir situações adversas, uma capacidade importante para a nossa
sobrevivência.
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Órgãos do olfato
O nariz é o principal órgão envolvido na captação de substâncias químicas voláteis. Localizada
na parte superior da cavidade nasal, o epitélio olfativo é um neuroepitélio colunar
pseudoestratificado formado por três tipos celulares: células de sustentação, células basais e
células olfatórias. As células olfatórias (também conhecidas como neurônios olfativos ou
células receptoras olfativas) são células quimiorreceptoras especializadas na detecção de
odores. Elas possuem cílios com proteínas receptoras olfativas projetando-se no epitélio
olfativo. Em uma superfície de 10cm2, há entre 10 e 20 milhões de células olfatórias. Além
disso, existem mais de 300 genes codificadores de proteínas receptoras olfativas em humanos,
capazes de responder a diferentes estímulos odoríferos.
Também envolvidos no olfato estão o nervo olfatório, o bulbo olfativo, o trato olfativo e o
córtex olfativo. O bulbo olfativo é uma região localizada na base do cérebro. Ele recebe os
sinais elétricos das células olfativas por meio do nervo olfativo, uma estrutura constituída por
fibras nervosas que se estendem a partir dos neurônios olfativos. O bulbo olfativo é
responsável por processar e transmitir as informações para as demais áreas do cérebro, como
o córtex olfativo, com o auxílio do trato olfativo. Uma vez no córtex cerebral, as informações
serão interpretadas e reconhecidas.
O sistema olfatório envolve estruturas ligadas ao nariz e cerebrais.
Como funciona o olfato?
A percepção das diferentes substâncias químicas é feita por células receptoras presentes no
epitélio olfativo. Cada uma expressa apenas uma proteína receptora, e células semelhantes
projetam-se para um mesmo glomérulo olfativo, uma estrutura presente no bulbo olfativo, de
modo que existe uma separação espacial dos tipos de estímulos odoríferos. Após a interação
das partículas odoríferas com os receptores, a célula sensorial gera impulsos elétricos (ou
impulso nervoso). Esses sinais viajam pelo nervo olfatório e chegam ao cérebro através do
bulbo olfatório. Por meio do trato olfativo, as informações odoríferas chegam ao córtex
olfativo, onde são interpretadas, identificando o cheiro que entrou pelo nariz.
As informações sensoriais são transmitidas ao hipocampo, uma estrutura cerebral que
contribui para a formação de memórias associadas a esses odores e que serão armazenadas
em outras regiões do cérebro. A percepção olfativa desperta experiências emocionais e
comportamentais mediadas também pelo hipotálamo, estrutura cerebral responsável por
desencadear respostas viscerais e endócrinas.
Relação entre o olfato e o paladar
A maior parte daquilo que percebemos como sabor é, na verdade, uma combinação de
informações gustativas e olfativas. Embora os receptores do paladar e do olfato sejam
diferentes e seus estímulos sejam interpretados em regiões diferentes do nosso cérebro, os
dois sentidos agem em conjunto para produzir a sensação de gosto. As partículas voláteis dos
alimentos, ao serem liberadas, complementam as informações recebidas pelos receptores
gustativos na língua, contribuindo para a complexidade das sensações gustativas e para a
forma como as experiências alimentares se tornam memórias. Ou seja, é comum um odor
relembrar um gosto específico, assim como um sabor remeter a um cheiro.
Quando estamos com o nariz entupido devido a um resfriado, além de não sentir direito os
cheiros, temos dificuldade de sentir o gosto dos alimentos. Isso acontece porque durante um
resfriado, a produção excessiva de muco impede que as moléculas odoríferas entrem em
contato com os receptores, prejudicando a interpretação gustativa.
Veja também: Sinestesia — condição neurológica que provoca uma mistura dos sentidos
humanos
Doenças do olfato
O olfato pode ser afetado por diversas condições médicas, tanto qualitativamente (distúrbios
que afetam a percepção do cheiro) quanto quantitativamente (distúrbios que afetam a
quantidade de odor que percebemos).
→ Distúrbios qualitativos
• Fantosmia: Também conhecida como alucinação olfativa, é uma condição
caracterizada pela percepção de um odor que não está presente no ambiente. O mais
comum é a percepção de um cheiro desagradável, como de algo podre ou queimado.
No geral, as causas da fantosmia estão relacionadas a infecções virais e doenças
neurológicas.
• Parosmia: Esse distúrbio é caracterizado pela distorção de um estímulo existente,
sentindo um odor diferente daquele exposto. Essa condição pode ocorrer devido a
infecções respiratórias ou bacterianas, problemas neurológicos, tabagismo, entre
outros. A covid-19 colocou essa condição em evidência, uma vez que sua ocorrência
durante a fase de recuperação da doença se tornou comum. O tratamento varia de
acordo com a causa. No caso de pacientes com covid-19, tem sido usado treinamento
olfatório com essências. O treinamento olfatório envolve a exposição regular a cheiros
distintos e a tentativa de identificar e diferenciar esses odores.
→ Distúrbios quantitativos
• Hiposmia: é caracterizada pela redução da capacidade olfativa. Devido a isso, é
necessária a presença de uma concentração maior das partículas que provocam o odor
para que ele seja percebido. Obstrução do canal nasal, sinusite, rinite, lesões nasais,
problemas neurológicos, câncer, infecções e certos medicamentos podem levar a essa
condição.
• Hiperosmia: há o aumento da capacidade total do olfato. Dessa forma, é necessária a
presença de uma concentração baixa de partículas responsáveis pelo odor para senti-
lo. É um distúrbio raro, e pode estar presente em condições como esclerose múltipla,
doença de Lyme e enxaqueca.
• Anosmia: ocorre a perda total do olfato e, muitas vezes, do paladar. A maioria dos
casos de anosmia ocorre por infecções respiratórias, mas o sintoma também pode
estar presente nas doenças neurológicas, como Alzheimer e Parkinson, e em alguns
tipos de câncer. É um dos sintoma