DIREITO DAS FAMÍLIAS
E SUCESSÕES
Magnum Eltz
Herança
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Definir transmissão da herança e ordem de vocação hereditária.
Indicar as hipóteses de aceitação e renúncia da herança.
Explicar as formas de cessão da herança.
Introdução
A herança é a transmissão de direitos entre um parente, pelo evento de
sua morte, aos seus sucessores, seja por forma de testamento, seja por
determinação legal (legítima).
Neste capítulo, você vai ler sobre as formas de transmissão causa mor-
tis, as possibilidades de aceitação ou renúncia da herança e as hipóteses
de cessão do quinhão hereditário.
Herança
A herança é a transmissão de direitos de determinada pessoa ao final de sua
vida. Se a existência de uma pessoa natural finda com sua morte — como
lembra —, para o mundo jurídico, no mesmo instante desse fato transmite-
-se o direito de herança aos herdeiros, sejam legítimos ou testamentários do
de cujus (art. 1.784 do Código Civil), ainda que estes ignorem o fato. Nesse
conceito, consiste o que a doutrina chama de princípio da saisine, segundo
o qual o de cujus transmite aos sucessores o domínio e a posse da herança de
forma automática (le mort sisit le vif).
O princípio da saisine também se comunica com o art. 1.207 do Código
Civil corrente, no qual “[...] o sucessor universal continua de direito a posse
do seu antecessor” (BRASIL, 2002, documento on-line).
O Direito das Sucessões opera por meio da morte do titular de direitos (desde
que não sejam personalíssimos) para que não encontrem a sua extinção, o que
Hironaka e Pereira (2004) chamam de sucessão mortis causa.
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A autora destaca que o sujeito ativo da sucessão é o antigo titular do direito
transmissível (de cujus), chamado de autor da herança, seja pela expressão de sua
última vontade por meio do testamento, seja pelo silêncio que remete à sucessão
legal (legítima) aos herdeiros necessários.
O polo passivo da relação sucessória é ocupado pelos sucessores, que podem
ser herdeiros legítimos ou legatários, conforme agraciados com uma quota-parte
ideal do patrimônio ou de cujus ou bem ou direito específico. Há ainda aqueles
que possuem condições de herdeiros testamentários e herdeiros legítimos (ex lege)
(HIRONAKA; PEREIRA, p. 2004).
A capacidade sucessória — ou seja, a possibilidade de adquirir a herança por
meio da sucessão, seja testamentária ou legítima — pertence a todas as pessoas
existentes no momento da abertura da sucessão, sejam físicas ou jurídicas, em
oposição à situação de premoriência ou existência posterior à causa mortis (nascituro
concebido após a causa mortis) (GOMES, 2004).
Em regra, a capacidade para suceder é comum à sucessão legítima e testamen-
tária. Nesta, pode ocorrer a incapacidade absoluta e as causas de incapacidade
pessoais. Na sucessão ex lege, a incapacidade por indignidade é relativa e com
efeitos pessoais.
Em relação à indignidade, aquele herdeiro que cometeu atos ofensivos à pessoa
ou à honra do de cujus ou que atentou contra a sua liberdade de testar — a partir
do reconhecimento da condição de indigno por sentença, em processo aberto para
essa finalidade pelo autor da herança — acaba por ser excluído da sucessão
(GOMES, 2004).
Os casos de indignidade encontram-se taxativamente listados no art. 1.814 do Código Civil:
Art. 1.814 São excluídos da sucessão os herdeiros ou legatários:
I — que houverem sido autores, co-autores ou partícipes de homicídio
doloso, ou tentativa deste, contra a pessoa de cuja sucessão se tratar, seu
cônjuge, companheiro, ascendente ou descendente;
II — que houverem acusado caluniosamente em juízo o autor da herança ou
incorrerem em crime contra a sua honra, ou de seu cônjuge ou companheiro;
III — que, por violência ou meios fraudulentos, inibirem ou obstarem
o autor da herança de dispor livremente de seus bens por ato de última
vontade (BRASIL, 2002, documento on-line).
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Gonçalves (2007, p. 28), no entanto, lembra que o Código Civil, em seu art.
1.818, prevê a reabilitação ou perdão do indigno pelo ofendido, ao prescrever que:
Art. 1.818 Aquele que incorreu em atos que determinem a exclusão da herança
será admitido a suceder, se o ofendido o tiver expressamente reabilitado em
testamento, ou em outro ato autêntico.
O perdão deve, portanto, ser expresso, sendo ainda irretratável, ou seja,
não é possível em ato posterior revogar o perdão em relação à indignidade.
Esse perdão pode se dar por qualquer declaração, por instrumento público
ou particular, autenticado por escrivão. A sucessão ou a aquisição da herança
podem se dar de duas formas:
sucessão testamentária, que é derivada de ato voluntário (testamento);
sucessão legítima, que é derivada da permissão legal, chamada de
sucessão legítima ou sucessão legal.
A sucessão legal, como ensina Gomes (2004), ocorre quando não houver
disposição dos bens em testamento válido ou quando o testamento extrapola a
legítima por haver herdeiros necessários existentes à época da herança. Além
disso, há herança legítima quando houver:
herdeiros necessários que fazem jus a recolher parte dos bens (à legítima,
são reservados 50% do patrimônio do de cujus);
caducidade do testamento (por lapso temporal ou por não contemplar
formalidades legais);
bens além do disposto em testamento quando não houver herdeiros
necessários, cabendo aos parentes em linha colateral o excedente ou, se
o testamento é declarado inválido em sua totalidade, são chamados os
parentes (herdeiros necessários, colaterais e cônjuge ou companheiro)
em ordem de vocação em relação aos bens passíveis de distribuição
testamentária.
Na sucessão legal, os sucessores são separados em diferentes ordens, classes
e graus. Há três ordens descritas no ordenamento jurídico:
parentes;
cônjuges;
Estado.
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Já as classes de sucessíveis compreendem:
descendentes;
ascendentes;
colaterais;
cônjuges.
O Estado foi excluído da ordem da vocação hereditária estabelecida no art. 1.829 do
Código Civil (BRASIL, 2002), eis que não recebe os bens da herança na qualidade de
herdeiro, mas como sucessor excepcional em relação aos demais herdeiros naturais
do de cujus.
Na classe dos parentes, os graus possuem influência exclusiva entre uns e
outros, sendo que os filhos possuem preferência em relação aos netos e estes
em relação aos bisnetos em linha reta descendente. Na falta de descendentes,
preferem os pais aos avós, e os avós aos bisavôs, perfazendo a linha reta as-
cendente. Na ausência destes, percebem a herança, na qualidade de herdeiros
facultativos, os parentes em linha colateral até o quarto grau.
As três ordens são sucessivas, não se passando a sucessão aos ascen-
dentes senão na falta de descendentes, nem se chamam os colaterais senão
quando faltam ascendentes e, interrompendo a ordem do parentesco, o cônjuge
sobrevivente.
Conforme Dias e Pereira (2002, p. 277), o Código Civil, além de erigir o
cônjuge à condição de herdeiro necessário, também o erigiu como herdeiro
necessário privilegiado, pois concorre com os descendentes e com os ascen-
dentes do de cujus.
O cônjuge sobrevivente, dessa forma, encontra-se no terceiro lugar da ordem
da vocação hereditária, porém ele possui concorrência (herda conjuntamente)
com os herdeiros descendentes na primeira classe e com os ascendentes na
segunda classe. Em falta de descendentes e ascendentes, a sucessão é deferida
ao cônjuge sobrevivente preferencialmente aos herdeiros facultativos (GOMES,
2004). Essa posição sucessória reconhecida ao cônjuge sobrevivente é um dos
grandes avanços do Código Civil:
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Art. 1.829 A sucessão legítima defere-se na ordem seguinte:
I — aos descendentes, em concorrência com o cônjuge sobrevivente, salvo
se casado este com o falecido no regime da comunhão universal, ou no da
separação obrigatória de bens (art. 1.640, parágrafo único); ou se, no regime
da comunhão parcial, o autor da herança não houver deixado bens particulares;
II — aos ascendentes, em concorrência com o cônjuge;
III — ao cônjuge sobrevivente;
IV — aos colaterais (BRASIL, 2002, documento on-line).
Somente é reconhecido o direito sucessório ao cônjuge sobrevivente se, ao tempo
da morte do outro, não estavam separados judicialmente, nem separados de fato há
mais de 2 anos, salvo prova, neste caso, de que essa convivência se tornou impossível
sem culpa do sobrevivente (art. 1.830) (BRASIL, 2002).
A concorrência do cônjuge sobrevivente com os descendentes vai depender
do regime de bens do casamento, não acontecendo se o regime foi o da comu-
nhão universal ou da separação obrigatória, sendo esta última regulada no
art. 1.641 e não no art. 1.640, parágrafo único, sendo equivocada a remissão
que faz o art. 1.829, I. Se o regime foi o da comunhão parcial, a concorrência
dar-se-á se o autor da herança houver deixado bens particulares (art. 1.829,
I) (BRASIL, 2002).
Dessa forma, a herança é a sucessão de direitos e deveres do de cujus, que
se transmite por laços de afinidade, consanguinidade (legítima), pela vontade
(testamento) ou pela condição de cidadão (Estado), legando aos herdeiros a sua
condição de acordo com a quota-parte adquirida pela condição de sucessor
(integral ou parcial).
Aceitação e renúncia da herança
A aceitação é o ato procedimental no qual o herdeiro formaliza sua condição
dentro do rito de inventário e partilha de bens. É ato voluntário que se confunde
com a abertura da sucessão em relação àquele herdeiro (GONÇALVES, 2007).
Conforme Gomes (2004), a aceitação pode ocorrer após a delação ou
devolução sucessória aberta por credor. Como visto, seus efeitos retroagem ao
dia da abertura da sucessão (causa mortis) por força do princípio da saisine.
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Uma vez aceita a herança, o herdeiro ingressa, portanto, na posição jurídico-
-econômica do de cujus, tornando-se titular das relações jurídicas transmis-
síveis em relação à sua quota-parte. Os direitos em si, tais como adquiridos,
conservam sua configuração, passando aos herdeiros as obrigações e os ônus
constituídos pelo de cujus.
A posse dos bens hereditários é transmitida desde a delação, com o título e as caracte-
rísticas que os distinguiam no patrimônio do defunto, consolidando-se em suas pessoas.
Os herdeiros suportam o peso dos encargos que, por lei ou vontade do testador, sejam
impostos a eles, como o pagamento dos legados, o cumprimento de obrigações
instituídas sob a forma de modus, o pagamento do imposto sobre transmissão causa
mortis e doação e a vintena do testamenteiro. Isso confirma, enfim, a investidura em
todos os direitos adquiridos potencialmente com a abertura de sucessão.
A herança, em regra, defere-se aos herdeiros como um todo unitário, sendo
indivisível seu direito até que se faça a partilha. Quando há pluralidade de
herdeiros, no entanto, lembra Gomes (2004) que o ingresso na posição do
defunto opera-se pelo quinhão que a cada um couber. A aceitação pode se
dar de forma:
expressa, ou seja, por declaração escrita juntada aos autos pertinentes;
tácita, quando resultar de conduta própria de herdeiro, nas formas do
art. 1.805;
presumida, quando houver silêncio do herdeiro após notificação de
sucessão nos termos do art. 1.807 em prazo superior a 30 dias da
notificação.
Segundo Gomes (2004), a lei define a aceitação expressa, declarando
que esta é feita por escrito. Tendo exigido declaração proposital, também é
considerada expressa a aceitação constante de documento em que o herdeiro
assume essa condição. É tácita, para o autor, “[...] a aceitação, na definição
legal, quando resulta de atos compatíveis somente com o caráter de herdeiros”
(GOMES, 2004, p. 23).
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A aceitação presumida é suposta pela lei na hipótese de o prazo decorrer
na actio interrogatoria, sem que o herdeiro se pronuncie. Segundo Gomes
(2004, p. 23), “[...] pode, entretanto, ser considerada uma forma especial de
aceitação tácita, se todo o silêncio, como comportamento de que se infere a
aceitação, como se poderia deduzir a renúncia, caso a lei lhe não desse aquela
interpretação” (idem).
Gomes (2004) lembra que a prática de determinados atos, legalmente
excluídos, não induzem à aceitação da herança, como:
atos oficiosos, como funeral do finado;
atos meramente conservatórios;
atos de administração e guarda interina;
cessão gratuita, pura e simples de herança aos demais coerdeiros.
O exercício do direito, conforme Hironaka e Pereira (2004, p. 47), no
entanto, “[...] nem sempre confirma a transmissão do patrimônio do morto,
sendo possível o repúdio à herança por parte do sucessível”. Segundo os
autores, a lei não impõe a obrigatoriedade de recepção da herança, podendo
abdicar ou declinar do chamamento de lei ou testamento em favor da ordem
de vocação hereditária.
A renúncia trata da exclusão de determinado herdeiro ao direito adquirido pelo evento
morte por meio da expressão voluntária de seu repúdio aos direitos e deveres trans-
mitidos pelo de cujus de forma indiscriminada.
Segundo Gonçalves (2007, p. 22), “[...] a renúncia pode ser de duas espécies:
abdicativa (propriamente dita) ou translativa (cessão, desistência)”. A primeira
ocorre quando da manifestação do herdeiro sem a prática de qualquer ato que
exprima aceitação (aceitação tácita), logo ao iniciar o inventário ou mesmo
antes, quando pura e simples, ou seja, em benefício dos demais herdeiros
sem favorecimento (art. 1.805, § 2º). Quando o herdeiro renuncia em favor
de determinada pessoa, citada nominalmente, está praticando dupla ação:
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aceitando tacitamente a herança e, em seguida, doando-a. Segundo o autor
(idem), “alguns entendem que neste último caso não há renúncia (ou repú-
dio), mas sim cessão ou desistência da herança. Outros, no entanto, preferem
denominar o ato renúncia translativa”.
Para Gomes (2004, p. 25), “[...] a renúncia é o negócio jurídico unilateral
pelo qual o herdeiro declara não aceitar a herança. A renúncia não depende
do assentimento de quem quer que seja. Não se presume. Há de resultar de
expressa declaração”. Tal como a aceitação, é negócio puro, não prevalecendo
se feita sob condição ou a termo, sendo inadmissível, também, a renúncia
parcial.
Ainda, lembra o autor que “[...] a renúncia é negócio formal. Deve constar,
necessariamente, de escritura pública ou termo judicial. A forma, sendo da
substância do ato, sua inobservância importa nulidade. O termo lavra-se nos
próprios autos do inventário” (GOMES, 2004, p. 25). Assim, não pode ser feita
antes da abertura da sucessão, pois implicaria pacto sucessório, legalmente
proibido.
Assim, a aceitação é o ato formal que permite ao herdeiro tomar a posição
do de cujus em relação ao seu quinhão hereditário; a renúncia, por sua vez,
é o ato formal e voluntário que exclui determinado herdeiro de sua posição
natural ou testamentária, relegando aos demais herdeiros a partilha de sua
quota-parte ideal.
Cessão da herança
A cessão da herança remete ao instituto de cessão de direitos, previsto na parte
geral do Código Civil. Dessa forma, a cessão sujeita-se às normas regulatórias
do negócio jurídico a que corresponde, enquadrando-se, pois no esquema
legal dos contratos, como a doação e a compra e venda, que são tipicamente
negócios translativos.
Tal instituto permite aos sucessores transacionar sua quota-parte ou suas
quotas-partes de maneira combinada para que possam organizar, de forma livre,
a disponibilidade de seus quinhões durante a sucessão. A cessão de herança,
muitas vezes, é essencial para o próprio custeio de vida dos sucessores, ou
pode auxiliar no pagamento dos custos do processo de inventário e partilha de
bens a partir da venda adiantada de determinados bens arrolados na partilha
ou pode ter como finalidade a reorganização voluntária dos quinhões entre
os sucessores.
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Segundo Gonçalves (2007, p. 267), “[...] o novo texto do Código Civil supriu
uma lacuna existente no texto revogado, disciplinando a cessão da herança
em seus artigos 1.793 a 1.795”. O autor lembra que o emprego do vocábulo
“cessão” ora designa o negócio translativo de direito, ora seu efeito.
Tal como a cessão de direitos tradicional, trata-se da transferência ou
alienação de bens e pressupõe negócio jurídico, oneroso ou gratuito, idôneo a
operar sua aquisição pelo cessionário. A cessão corresponde, respectivamente,
à compra e venda e à doação, que recebem essa denominação quando se re-
ferem a direitos ou a situações jurídicas. Realiza-se sempre contratualmente,
podendo ter por objeto o próprio contrato, créditos, dívidas, herança e quinhão
hereditário (GONÇALVES, 2007).
Nessa perspectiva, a cessão de herança é negócio jurídico por meio do qual
um coerdeiro, estando aberta a sucessão, dispõe do seu quinhão hereditário,
transferindo-o a outro herdeiro ou a terceiro. A cessão de herança tem como
objeto o nomen hereditarium, isto é, um patrimônio sem a especificação dos
bens e das dívidas.
Segundo o autor, a herança pode ceder-se antes ou depois da aceitação.
No Direito pátrio, a cessão anterior não importa aceitação se feita aos demais
coerdeiros a título gratuito. De forma contrária, se for cedida a estranhos ou
a um dos coerdeiros, será a título oneroso. A cessão de herança faz-se, no
entanto, ordinariamente, depois da aceitação, quando em curso o processo de
inventário (GONÇALVES, 2007).
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Leituras recomendadas
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