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Diário de um Soldado em Busca de Paz

Enviado por

Felipe Niec
Direitos autorais
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Título da Obra:

Diário Perdido de um Soldado

Nome do Autor:
Felipe Niec

Diário:

05 de junho de 1916

A guerra é uma doença. Está em todos os lugares, como


uma praga que devora a humanidade e a deixa apodrecer.
Eu me pergunto, o que fizemos para merecer tal destino?
Apenas queríamos viver nossas vidas em paz, mas fomos
arrancados de nossos lares e jogados neste inferno
chamado trincheira. A cada dia que passa, sou consumido
pelo medo, pela dor e pela incerteza.

A vida nas trincheiras é insuportável. O cheiro de


decomposição e de morte impregna o ar, tornando difícil
até mesmo respirar. O barulho constante das explosões e
dos tiros ecoa em nossos ouvidos, como um lembrete
constante de que a morte está sempre à espreita. E o
frio... Ah, o frio é implacável, penetrando em nossos
ossos e roubando o pouco de ânimo que ainda nos resta.

Nossos inimigos, os soldados que enfrentamos do outro


lado das trincheiras, são apenas homens como nós. Eles
também têm famílias, sonhos e esperanças, mas a guerra
os transformou em máquinas de matar. Eles não são nossos
verdadeiros inimigos; nosso verdadeiro inimigo é a
própria guerra, que nos consome e nos destrói por
dentro.
Eu não aguento mais. Decidi que vou fugir desta guerra e
buscar refúgio em algum lugar distante, onde possa encontrar
paz e redenção. Ouvi falar de um paraíso chamado Brasil, um
país de vastas terras e riquezas naturais, onde a guerra ainda
não chegou. É para lá que irei, mesmo que isso signifique
abandonar tudo o que conheço.

12 de outubro de 1916

A fuga não foi fácil. Tive que enfrentar muitos perigos e


desafios, mas, a cada passo, a esperança de um futuro melhor
me guiava. Atravessei campos de batalha, fugi de soldados e
me escondi em vilarejos devastados pela guerra. A cada noite,
dormia com medo de ser descoberto e arrastado de volta para o
inferno que deixei para trás.

Finalmente, depois de semanas de sofrimento e incertezas,


cheguei ao Brasil. Este país é tudo o que eu sonhava e mais.
As pessoas são acolhedoras e gentis, e a natureza é exuberante
e bela. Aqui, posso finalmente começar a curar as feridas que
a guerra deixou em minha alma.

Consegui um emprego modesto em uma fazenda, onde trabalho com


as mãos e sinto o sol aquecer minha pele. A cada dia que passa,
me sinto mais conectado com esta terra e com as pessoas que a
habitam. Eles me ensinaram a valorizar a simplicidade e a
beleza da vida, algo que eu havia esquecido em meio ao caos
da guerra.
20 de julho de 1917

Conheci uma mulher incrível, que me mostrou que é possível


encontrar felicidade mesmo depois de tanto sofrimento.
Juntos, construímos uma família e uma vida humilde, mas cheia
de alegria e esperança.

A guerra ainda assombra meus pensamentos e pesadelos, mas


agora, em meu novo lar, tenho a chance de deixar esse passado
sombrio para trás e construir um futuro melhor. Aprendi que a
vida é muito mais do que apenas sobreviver; é encontrar beleza
e significado em cada momento, mesmo nos mais difíceis.

Escrevo este diário para que, talvez, alguém possa ler e


compreender os impactos da guerra na vida de um homem. Que a
humanidade aprenda com os erros do passado e busque sempre a
paz, para que outros jovens não precisem passar pelo que
passei.

A guerra é uma doença, mas o amor e a compaixão são a cura. E


é essa cura que encontrei no Brasil, meu novo lar e meu
refúgio. Eu sou apenas um soldado alemão que foi iludido pela
guerra, mas encontrei a paz em um terra de cheia de vida. E é
aqui que pretendo viver o resto de meus dias, cercado por
aqueles que amo e pela beleza que a vida tem a oferecer.

Que a guerra seja apenas uma lembrança distante, e que a paz


e o amor prevaleçam em nossos corações e mentes.

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