DPOC
Kelly Cordova
Estágio UTI
Atualmente 4ª causa de morte no mundo 3ª causa em
2020.
Mais de 3 milhões morreram de DPOC em 2012. 6% de
todas as mortes a nível global. 5,4 milhões em 2060.
384 milhões de casos de DPOC em 2010
Importante problema de saúde pública prevenível e
tratável.
INTRODUÇÃO Maior causa de morbidade e mortalidade crônica no
mundo.
Projeção de aumento da prevalência nas próximas décadas
envelhecimento da população e exposição aos fatores
de risco.
Dados inconsistentes sobre prevalência e mortalidade
subdiagnóstico.
Impacto pessoal, econômico e social.
DPOC doença comum, prevenível e tratável.
Caracterizada por sintomas respiratórios persistentes e
limitação ao fluxo aéreo devido anormalidades alveolares
e/ou das vias aéreas.
Exposição a partículas nocivas ou gases.
DEFINIÇÃO
Influenciada por fatores individuais, incluindo
anormalidades do desenvolvimento pulmonar.
Geralmente associado a múltiplas comorbidades (disfunções
musculoesqueléticas, doenças cardiovasculares, síndrome
metabólica, osteoporose, depressão, CA de pulmão).
FISIOPATOLOGIA
Alterações estruturais pulmonares.
Bronquite crônica alta carga
tabágica, envelhecimento
populacional e exposição
ocupacional.
Enfisema destruição de conexões
alveolares.
Inalação de fumaça de cigarro, partículas tóxicas
Inflamação crônica Ruptura dos
pulmonar/estresse mecanismos de
oxidativo/excesso de Hipersecreção de reparo e defesa
proteinases/recrutamento de muco
células inflamatórioas/redução de
antioxidantes
Fibrose de pequenas
vias aéreas
destruição de parênquima (enfisema)
Aprisionamento de ar Limitação progressiva ao fluxo aéreo Hiperinsuflação
Anormalidades nas trocas gasosas Hipercapnia/hipoxemia
Vasoconstrição hipóxica Hipertensão pulmonar
FATORES DE RISCO
Tabagismo
Biomassa (fogão a lenha, carvão)
Poluição ambiental
Fatores genéticos deficiência de alfa-1 antitripsina
Sexo Exposições ambientais ou ocupacionais/tabagismo
Peso ao nascimento / infecções pulmonares na infância desenvolvimento
pulmonar e susceptibilidade ao DPOC
Idade exposição acumulativa
Homens X mulheres
Condições socioeconômicas
Asma e hiperreatividade de vias aéreas
Bronquite crônica (tabagismo)
Infecções colonização por Pseudomonas aeruginosa; HIV; TB
QUADRO CLÍNICO
Dispneia crônica e progressiva; piora ao exercício
Tosse crônica produtiva ou não; intermitente
Expectoração pode ser intermitente, ou com períodos de atividade e
remissão. // Purulenta exacerbação
Chiado e opressão torácica ao esforço ausência não exclui DPOC
Fadiga, perda de peso e anorexia DPOC severo . Podem ser sinais de
outras doenças (TB, Ca pulmão).
Síncope; crises de tosse fratura de costelas;
Edema MMII (Cor pulmonale).
Depressão/ansiedade aumento do risco de exacerbações.
EXAME FÍSICO
Inespecífico.
Sinais podem surgir após
comprometimento importante da
função pulmonar.
Sibilos inspiratórios ou
expiratórios podem ou não estar
presentes.
DIAGNÓSTICO
Anamnese detalhada
Exame físico
Sintomas + fatores de risco
Espirometria FV1/CVF <
0,7 (pós BD) medidas
avaliadas a partir de
comparação com valores de
referência baseados em idade,
sexo, peso e raça // técnica
adequada
IMAGEM DE ESPIRO NORMAL E DE DPOC
DIAGNÓSTICO ACHADOS SUGESTIVOS
ASMA Geralmente infância Variação dos sintomas
Alergia/rinite/dermatiteHistória familiar
ICC Rx: cardiomegalia/congestão pulmonarPFP: restrição
de volume/não limitação ao fluxo aéreo
BRONQUIECTASIA Secreção purulentaInfecção bacterianaImagem:
dilatações ê espessamento da parede brônquica
TUBERCULOSE Qualquer idadeRx: infiltrado pulmonarConfirmação
microbiológicaLocais de alta prevalência DIAGNÓSTICO
DIFERENCIAL
BRONQUIOLITE ARExposição aguda ao fumoIdade jovem/não
OBLITERANTE fumantesApós tx pulmonar ou de medula ósseaTC:
áreas hipodensas
PANBRONQUIOLITE Descendentes asiáticosHomens não fumantes Sinusite
DIFUSA crônicaImagem: pequenas opacidades nodulares
centrolobulares difusas/hiperinsuflação
Fibrose pulmonar Tuberculose
Neoplasia Bronquiectasia
CLASSIFICAÇÃO DE GRAVIDADE
GOLD 1 LEVE VEF1 > = 80% PRED
GOLD 2 MODERADO VEF1 79 – 50%
GOLD 3 GRAVE VEF1 49 – 30%
GOLD 4 MUITO GRAVE VEF1 < 30%
Risco de exacerbação, hospitalização e morte
AVALIAÇÃO DOS SINTOMAS
Cessação do tabagismo
TRATAMENTO Redução da exposição a fatores de risco
Vacinação Influenza/Pneumococo
Reabilitação pulmonar – pacientes estáveis
exercícios supervisionados semanais (treino de
resistência/caminhadas/treinamento de músculos
respiratórios/estimulação elétrica neuromuscular
melhora dispneia e intolerância aos exercícios, reduz
hospitalização e sintomas de ansiedade.
TRATAMENTO
BRONCODILATADORES REPRESENTANTES EFEITOS COLATERAIS
SABA FENOTEROL/SALBUTAMOL/
TERBUTALINA TAQUICARDIA, TREMOR, HIPOCALEMIA
LABA FORMOTEROL/SALMETEROL/
INDACATEROL
ANTICOLINÉRGICOS REPRESENTANTES EFEITOS COLATERAIS
SAMA IPRATRÓPIO BOCA SECA, RETENÇÃO URINÁRIA,
GOSTO METÁLICO, GLAUCOMA AGUDO
LAMA TIOTRÓPIO/GLICOPIRRÔNIO
TRATAMENTO
LAMA E LABA preferíveis
SABA E SAMA sintomas ocasionais /
resgate
Iniciar em monoterapia associações
conforme sintomas
Teofilinas não são recomendadas efeitos
colaterais // BD indisponível ou inacessível
ICS não recomendado em monoterapia
associação com LABA
(exacerbações/eosinofilia >300)
Azitromicina considerar em exacerbações
Opioides dispneia em DPOC grave
MANEJO
AJUSTAR. REVISAR.
Escalar. Trocar Sintomas
dispositivo dispneia.
inalatório ou Exacerbações
medicamento.
Descalonar
AVALIAR. Técnica e
aderência. Medidas não-
farmacológicas
O2 suplementar: hipoxemia arterial
(PaO2 < 55mmHg / SatO2 < 88%);
PaO2 55-60 mmHg + IC direita ou Ht >
55%
VNI: apneia obstrutiva do sono,
hipercapnia diurna, hospitalização recente
EXACERBAÇÃO
Piora aguda dos sintomas respiratórios com necessidade
de terapia adicional
Impacto no estado de saúde, taxas de hospitalização e
progressão da doença
Aumento de inflamação, produção de muco e
aprisionamento de ar piora da dispneia
Escarro purulento com aumento de volume tosse e
chiado
Desencadeantes infecções
virais/bacterianas, poluição ambiental, clima
Duração média 7-10 dias
Vitamina D imunomodulador
deficiência severa reposição redução
de 50% hospitalização // dosagem em
paciente internados
DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS DA EXACERBAÇÃO DE DPOC
PNEUMONIA
PNEUMOTÓRAX
DERRAME PLEURAL
TEP
EAP
ARRITMIAS (FA/FLUTTER)
CLASSIFICAÇÃO DAS EXCERBAÇÕES
LEVE SABA/SAMA
MODERADA SABA + ATB E/OU CTC ORAL
GRAVE INTERNAÇÃO - IRpA
TRATAMENTO DAS EXACERBAÇÕES
Minimizar impactos negativos / prevenir novas exacerbações
> 80 % ambulatorialmente
CRITÉRIOS DE INTERNAÇÃO
Piora súbita da dispneia Cianose, edema periférico
Dessaturação Falha de resposta ao tratamento inicial
RNC Comorbidades graves (arritmias/IC)
IRpA Ausência de suporte domiciliar
Avaliar gravidade dos sintomas
O2 suplementar gasometria seriada
Broncodilatadores (SABA/SAMA)
CTC oral prednisona 40 mg 5-7dias
ATB (se sinais de infecção bacteriana) 5-7 dias
Profilaxia TVP
VNI: melhora oxigenação, pH, Pco2, dispneia, esforço respiratório, evita
prejuízos da IOT (PNM, prolongamento de internação)
PaCo2 > = 45 mmHG // Ph < = 7,35
Indicações:
Sinais de IRpA (uso de musculatura acessória)
Hipoxemia apesar de O2 suplementar
Terapia de manutenção (técnica adequada)
Vacinação
Cessação de tabagismo
Azitromicina a longo prazo
Vitamina D
PREVENÇÃO
DE Seguimento em 30 dias 3 meses
EXACERBAÇÃO
OBRIGADA!