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ORALIDADE

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Tópicos abordados

  • contexto social,
  • velocidade da fala,
  • interação professor-aluno,
  • contexto escolar,
  • críticas de textos,
  • confiança mútua,
  • transferências de conhecimento,
  • expressão oral,
  • frases incompletas,
  • hesitações
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  • velocidade da fala,
  • interação professor-aluno,
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  • confiança mútua,
  • transferências de conhecimento,
  • expressão oral,
  • frases incompletas,
  • hesitações

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COMMUNICCAÇÃO NA SALA DE AULA

A sala de aula apresenta um contexto particular para a comunicação


sendo o educador o principal motivador da aprendizagem através do uso de
estratégias que permitem aos alunos ultrapassar as dúvidas neles existentes.
Na aproximação com os alunos no processo do ensino-aprendizagem
existem vários elementos a ter em conta, neste contexto trouxemos os a baixo
mencionados:
Variar as formas de interacção com os alunos: Na sala de aula, é
altamente necessário o professor variar as formas de dialogar com os alunos, o
que contribui para mantê-los entretidos e focados na aula. Para explicar um
conteúdo novo, por exemplo, o professor pode estimular os alunos e contribuir
com o que já sabem sobre o assunto, o que faz com que o conhecimento seja
construído colectivamente.
Falar a linguagem do aluno: A melhor forma de se fazer entender
pelos alunos é falando a linguagem deles. Apesar de esse ser um caso
simples, muitos professores ainda pecam por utilizar um discurso carregado de
expressões ou de exemplos que não se encaixam no quotidiano dos alunos, o
que abre espaço para mal-entendidos e demais ruídos de comunicação.
Diante disto, é necessário que o professor adeque o seu discurso à
realidade dos alunos dando preferência para recursos de linguagem que esteja
de acordo com a faixa etária e série dos alunos. Também é indicado usar
termos próprios de matéria desde que sejam previamente explicados, para que
a turma se familiarize com eles e amplie o seu repertório léxico a cada aluno.
Dê liberdade e autonomia aos alunos: estabelecer um laço de
confiança com a turma é crucial para que as duas partes comuniquem com
mais facilidade. Ao propor a realização de um trabalho, procure dar um voto de
confiança aos alunos, deixando claro que se todos cooperarem, se houver
ajuda e respeito mútuo os alunos vão fluir melhor, sem trazer desgastes para
ambos lados.
Portanto, evidencie-se que o professor confia nos seus alunos,
reforçando que todos os que têm capacidade, qualidades e competências que
podem e devem ser explorados, mas que isso só se torna possível a partir da
colaboração coletiva. Quando a turma enxerga o professor como uma figura
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confiável, ela tem mais autonomia e liberdade para expressar bem como para
se dedicar às atividades passadas.
Clareza de dicção: A dicção depende do domínio da pronunciação de
fonemas e de estados emocionais. Pronúncias muito acentuadas podem ser
negativas na comunicação por serem de difícil compreensão.
Fluidez: Consiste na facilidade que o professor tem em encontrar
palavras adequadas e expressá-las de forma contínua, sem interrupções,
mantendo uma entoação e um volume adequado e pode ser fundamental,
audível e inteligível.
Velocidade: Diz respeito ao número de emissão de palavras por minuto.
Falar muito depressa pode dificultar a compreensão da mensagem e falar
muito devagar pode dispersar o aluno. A velocidade da fala deve ajustar-se
com a capacidade da descodificação do aluno. Partindo do modo como o aluno
escuta e fala nas palavras e nos gestos, o professor serve como modelo de
comunicação para os alunos.
Desde a primeira aula, deve-se usar o estilo de comunicação afirmativa
que crie um clima de tolerância e respeito, de liberdade e responsabilidade em
que cada aluno possa expor as suas dúvidas ou opiniões sem receio de ser
criticado.
Antes de adotar técnicas para se comunicar com os alunos, é essencial que
o professor saiba identificar se o seu relacionamento com a turma é eficaz ou
não. Para tal, é necessário observar o desempenho da turma nas avaliações e
no dia-a-dia dentro da sala e aula, se conseguem interpretar facilmente as
informações transmitidas ou demonstrem dificuldades.
Integridade: Compreender o aluno de forma integral, buscando
identificar as suas necessidades do desenvolvimento no nível intelectual, físico,
emocional, social e cultural.
Reconhecimento: Conhecer a realidade do aluno, da sua forma e de
comunidade em que a escola e este aluno estão inseridos.
Empatia: Acolher as diferenças, reconhecendo que cada aluno é único,
aprende de uma forma diferente e vive em contexto próprio.
Sonhos: Conhecer os interesses, anseios e/ou o projecto da vida dos
alunos diferentes apoiá-los a alcançar os seus objectivos.
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Tempo integral: Considerar o aluno durante todo o tempo em que está


na escola e não apenas na sala de aula.
Curiosidade dos alunos: Devemos impulsionar e estimular a
curiosidade para as matérias que vamos leccionar. Uma boa introdução do
tema pode captar o interesse do aluno, pois um ouvinte interessado é meio
caminho para que a mensagem chegue devidamente. Utilização de histórias,
exemplos e actos concretos –por vezes factos verídicos despertam mais
interesse nos alunos, muitos podem se identificar com os exemplos dados.
Histórias de vida, sobretudo histórias ligadas à matéria, exemplos
concretos são importantes se ajudarem a despertar a curiosidade dos alunos e
a focar a sua atenção no essencial. Trabalhar um conteúdo por meio de um
estudo de caso ou pela história da ciência podem ser saídas para estimular a
participação dos alunos.
Utilizar comparações –utilizando a comparação com factos
semelhantes do dia-a-dia ou com algo que já conhecem. As comparações
podem aproximar os alunos do conteúdo e pode ser mais fácil de compreender
do que uma explicação abstrata.
Transferências e generalizações – consistem na aplicação, na vida
prática, dos conhecimentos adquiridos. Esta estratégia permite que os alunos
transportem para a realidade determinados conteúdos leccionados.
O professor deve relacionar os conteúdos, sempre que possível, com
aquilo que os alunos já sabem, pois aprendem melhor quando conseguem ligar
os novos conteúdos às aprendizagens anteriores e à realidade concreta da
comunidade na qual se inserem.

A ORALIDADE
Marcas da Oralidade

O texto oral apresenta marcas próprias que o distanciam do texto escrito.


As marcas da oralidade são as seguintes:
a) Frases incompletas
b) Desvios sintáticas
c) Hesitações
d) Repetições
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e) Redundâncias
f) Uso de interjeições
g) Bordões de fala

As situações de comunicação criadas na sala de aula devem aproximar-


se tanto quanto possível de situações reais de comunicação. Assim, os alunos
devem:
a) Ser treinados na sua capacidade de escuta, com os objetivos
seguintes:
1º Ouvir para responder;
2º Ouvir para se informar;
3º Ouvir para se recrear.

b) Pronunciar com articulação e entoação adequadas;


c) Poder relatar as suas experiências, exprimir as suas ideias e
desejos, pedir esclarecimentos e dar opiniões;
d) Poder exprimir-se de acordo com os seus interesses;
e) Poder falar sem serem constantemente interrompidos pelo professor,
mesmo que seja para correção de erros.

Tipos de atividades orais


O desenvolvimento da capacidade de expressão oral pode fazer-se
através de exercícios em que os alunos sejam colocados na situação de
ouvintes e/ ou de falantes.
Entre as atividades de oralidade mais comuns na sala de aula destacam-se:
a) Ouvir;
b) Dialogar;
c) Trocar informações;
d) Relatar experiências;
e) Narrar histórias com ou sem apoio visual;
f) Dizer anedotas, adivinhas e formas de expressão tradicionais;
g) Dizer poemas;
h) Cantar;
i) Fazer jogos orais;
j) Fazer recontos;
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k) Fazer descrições;
l) Fazer dramatizações;
m) Comentar textos
n) Criticar textos
o) Fazer debates

Organização de atividades orais

Na organização das atividades orais de comunicação, o professor terá


em conta princípios didáticos:
a) Falar e fazer falar os alunos sobre temas relacionados com as suas
necessidades e interesses;
b) Partir do nível de conhecimentos dos alunos como base para as
aquisições orais seguintes;
c) Respeitar ritmos de aprendizagem;
d) Utilizar exercícios de repetição como meio de treino do aparelho
fonador, sempre que necessário;
e) Tornar progressivamente maior o intervalo entre essas repetições;
f) Assegurar que as repetições não sejam mecânicas, isto é, desprovidas
de sentido para o aluno;
g) Ultrapassar a fase de repetição, de modo que o aluno seja capaz de
produzir novas frases em novas situações de comunicação.
h) Aplicar, eventuais interferências da língua materna do aluno na língua
portuguesa (a nível fonológico, lexical, morfológico e sintático),
exercícios de correção adequados;
i) Procurar que a linguagem oral dos alunos se aproxime, tanto quanto
possível, da linguagem correta e fluente.

Para o desenvolvimento da fala podem utilizar-se outros meios, tais como:


a) Cartazes para a descrição de ações, lugares, pessoas, expressões, ...;
b) Canções;
c) Dramatizações;
d) Reconto de histórias
e) Jogos
f) Histórias ilustradas
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O que não deve fazer na comunicação com os alunos

Na comunicação com os alunos o professor deve ter atenção com os


seguintes aspectos:

- Não ministre aulas sentado, isso pode causar ruídos na comunicação.


- Não fale muito devagar para que não corra o risco de aborrecer os alunos.
- Não fale muito rápido para que os alunos consigam acompanhar o seu
raciocínio.
- Evite frases cheias de lacunas e repetição de palavras para não desviar a
atenção dos alunos.
- Atente-se aos vícios de linguagens: eles podem levar os alunos ao
desinteresse
- Não seja informal. Lembre-se que está em um ambiente acadêmico.

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