BRANDING MATERIAL COMPLEMENTAR
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branding 1
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APRESENTAÇÃO
Qual o grande objetivo, a finalidade definitiva de uma marca
de produto ou serviço, para além de metas periódicas de
faturamento, senão conquistar (e manter) um lugar de destaque
nos corações e mentes de seu público, fidelizá-lo por qualidade,
credibilidade e empatia de valores? As atividades de branding,
dentro das atribuições do marketing empresarial, dedicam-
se a esse importante processo de construção de imagem e
reputação de empresas como entidades “humanizadas” – com
princípios e discursos agregados a experiências satisfatórias de
consumo cotidiano.
Neste material complementar ao conteúdo disponível no
Administradores Premium, você confere dicas de como melhor
posicionar sua marca no mercado, garantir-lhe identidade e
personalidade próprias e criar conexões emocionais duradouras
com os consumidores.
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resumo
Em Como Construir Grandes Marcas, o pesquisador, professor
e palestrante Marcos Hiller, especialista em branding, discute
o processo de construção de grandes marcas e traz conceitos
e reflexões importantes para auxiliar você a construir e
administrar a sua. O workshop analisa os paradigmas de
concepção, apresentação e posicionamento de algumas
das mais prestigiadas marcas internacionais na atualidade,
refletindo sobre sua gestão, presença social e impacto cultural,
para destacar a importância de aspectos como identidade,
comunicação e público-alvo.
Confira o Workshop
com Marcos Hiller no
Administradores Premium
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A importância de um bom
posicionamento de marca
Você já parou para refletir se sua marca está sendo relevante para o
seu público? Ou melhor, você sabe como tornar a sua marca relevante
para o seu público? A resposta: posicione-a bem. Posicionar uma
marca é criar estrategicamente um espaço para ela na cabeça das
(Adaptado a partir de
artigo desenvolvido por pessoas. Pode ser o mais rápido, o mais gostoso, o melhor (ou até
Lucas Saad para o Portal mesmo o segundo melhor) etc.
Administradores)
É importante sempre ter em mente que se trata de uma promessa
que será um diferencial, mas que deve, de fato, ser entregue. É
necessário que esse diferencial seja claro, que qualifique a marca
como única e que faça as pessoas entenderem por que devem
escolher o seu produto ou serviço em detrimento do concorrente.
Esse é o papel da gestão estratégica de marcas, ela equaliza o
lado emocional e racional para posicionar uma marca, criando
um determinado espaço para ela na cabeça das pessoas. O lado
emocional diz respeito ao que o público deseja, às suas expectativas
em torno daquela empresa, ao passo que o racional trata de metas e
objetivos corporativos, além dos atributos funcionais.
Essa parte do processo é de extrema importância; pode e deve ser
aplicada tanto para novas marcas, que almejam entrar no mercado,
quanto para o reposicionamento de marcas que já estão atuando e
desejam redefinir sua competitividade.
O conceito de posicionamento foi introduzido e popularizado por
Al Ries e Jack Trout. De acordo com os autores, começamos a
posicionar uma marca por um produto, um serviço, uma empresa
ou até mesmo uma pessoa, mas há de se prestar atenção que o
posicionamento é feito, de fato, na mente do público.
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E, levando em consideração a quantidade massiva de informações
à qual as pessoas estão expostas diariamente, o melhor é pensar
em um posicionamento com uma mensagem simples e direta, mas
que deve responder a algumas questões como a credibilidade (as
pessoas podem acreditar na promessa?), relevância (as pessoas se
importam com a promessa?), alcance (isso pode durar?), inspiração
(isso envolve emocionalmente as pessoas?) e diferenciação (poucos
podem verdadeiramente se apropriar disso?).
Quanto à essência desse processo, ela é imutável e intangível, o
posicionamento se caracteriza pela sua natureza prática. Ele pode
mudar de acordo com a situação ou contexto. Isso, contudo, não o
torna menos importante, ao contrário, é ele que define e caracteriza
a promessa da marca.
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O que sua marca
representa para o cliente?
Qual o sentimento que a sua marca transmite ao seu cliente?
Essa não é uma reflexão simples. As possíveis respostas para
essa pergunta trazem consigo diversos desdobramentos, que
não só deveriam ser levados em conta, como também deveriam
(Adaptado a partir de
artigo desenvolvido por fundamentar a própria base do que a sua marca significa.
Welton Ramos para o
Portal Administradores)
Muitas empresas se esforçam em focar suas ações em grandes
campanhas, preocupadas com sua imagem em diversas
plataformas. Claro que isso é de extrema importância, porém, sem
responder e definir bem a sua identidade de marca antes de tudo
isso, todo esse esforço é em vão.
Quer um exemplo? Um comercial da Coca-Cola fala sobre
refrigerante? O que ursos polares, o Papai Noel ou a vida jovem tem
a ver com refrigerante? Nada. A Coca-Cola tem uma identidade
de marca tão forte que eles podem colocar diversos elementos
em seus comerciais, podem inclusive falar de tudo menos de
refrigerante, que seu público consumidor vai saber do que se trata
a propaganda, vai querer comprar Coca-Cola, e não é por uma
questão persuasiva daquele comercial em específico. Ela associa o
produto a fatores positivos que quer enfatizar.
A marca que conhece seu público é pautada nele, diz algo sobre ele,
se comunica com ele pelo simples fato de existir, e isso dá peso a um
trabalho de comunicação. Isso faz com que o processo de branding
seja quase que a criação da “alma” da marca ou da empresa.
Quando essa força existe, mesmo que produtos ruins sejam
produzidos ou haja alguma falha, tanto de produto quanto de
comunicação, isso não será um fator terminal para a empresa, pois
a confiabilidade criada é muito mais intensa.
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A marca não é a sua comunicação e nem o seu produto.
Campanhas vêm e vão. Pode parecer absurdo, mas a grande
campanha daquele momento vai servir por algum tempo, e o que
vai continuar a alimentar sua empresa com leads é a força que sua
marca tem na visão do consumidor, e isso nem sempre vem de uma
propaganda, ação de marketing ou mesmo divulgação na imprensa.
Muitas empresas comentem esse erro, focando a gerência de sua
empresa ao pilar da comunicação externa. São raras as empresas
que adotam um pensamento antropológico para sua marca, dando
rosto, corpo, gostos e desgostos para o cliente que as define.
Isso é subestimar a capacidade do impacto psicológico que a
marca tem no público.
O trabalho de construção da marca deve construir, acima de tudo,
uma imagem na cabeça de seu público-alvo. Quais os aspectos
psíquicos a serem explorados pela marca na mente do público? É
por isso que técnicas de storytelling dão tão certo, pois elas ligam
uma marca ao emocional do cliente, criando um vínculo muito mais
profundo do que o do estímulo consumista.
Lembre-se dessa reflexão, isso vai te ajudar a não criar uma marca
rasa e sem o core necessário para conquistar clientes, de verdade!
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Sete passos
indispensáveis
do branding
(Adaptado a partir de O trabalho de branding vai muito além da composição de um
artigo desenvolvido por
D.J. Castro para o Portal novo logo ou um slogan. Uma consultoria de gestão estratégica
Administradores) das marcas tem, em seu escopo, o alinhamento dos objetivos
estratégicos da empresa, com suas metas comerciais e estratégias de
marketing, criando personalidade para a marca. Qualquer empresa
está suscetível a oscilações de mercado e falhas de comunicação.
Neste cenário, o branding surge como um processo de estruturação
estratégica da gestão da empresa, baseada na marca e no que ela
representa, em como ela quer fazer a diferença no mercado em que
está inserida, na comunidade, na sociedade, no mundo. Branding é
uma metodologia de gestão.
É imprescindível ver o branding como um novo modelo de gestão,
em que a marca é o principal ativo da empresa, para gerar mais valor
e melhores negócios, de maneira sustentável e duradoura. Podemos
listar sete fatores indispensáveis do branding que auxiliam os
empresários a entender onde a marca está hoje, aonde quer chegar e
como se posicionar para superar a concorrência.
1. Fazer o diagnóstico da marca
O primeiro passo para iniciar o trabalho de branding começa por
um diagnóstico, uma análise e pesquisa do histórico da marca e da
empresa. O diagnóstico da marca também inclui estudar o mercado
em que ela está inserida, para entender seu funcionamento, como
é influenciado por ela e como ela o influencia. Entender como a
empresa se comporta no mercado é importantíssimo para definir a
personalidade da marca. Após esta abordagem, é possível definir
estratégias de atuação, sejam elas voltadas para o marketing,
comunicação ou design.
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2. Definir o propósito da marca
Entender o propósito e a razão do porquê a marca existe no mundo
e de que forma ela contribui com a sociedade é preponderante.
Entender o contexto do mercado em que está inserida, quais suas
potencialidades e como estas podem serem exploradas junto aos
seus públicos. Desenvolver uma identidade a partir dos pontos fortes,
tendo uma definição clara de quais valores são importantes, do que
não pode abrir mão e de como deve agir.
3. Alinhar a estratégia da empresa com o propósito da marca
Estratégia e propósito da marca precisam seguir uma mesma linha
de raciocínio. Este é um dos papéis do branding: alinhar as decisões
da marca, evitando gaps na gestão, focando na criação e no valor,
pregando o relacionamento com os seus stakeholders de forma
duradoura. A sintonia entre equipe, empresa e marca é indispensável
para atingir o público-alvo.
4. Linguagem consistente
Criar uma linguagem consistente para cada grupo de stakeholders. Os
stakeholders nada mais são do que todos os públicos que interagem
com a marca (colaboradores, parceiros, fornecedores, formadores
de opinião, comunidade, sociedade, consumidores etc). Embora
cada peça existente neste cenário tenha necessidades e motivações
diferentes, todos têm o seu valor e precisam entender o valor da
marca com que estão lidando. Estas estratégias precisam estar
alinhadas para que a comunicação seja uniforme.
5. Criar a plataforma da marca
Definir e construir a plataforma da marca, que inclui desde naming
(a definição do nome da marca e de suas linhas de produtos, por
exemplo); definição da identidade e personalidade e arquétipos
da marca, passando pelo brandbook; posicionamento; fazer uma
projeção do perfil do seu público-alvo e como ele percebe (brand
sense); etc. Em resumo, a plataforma de marca é um documento
que explica detalhadamente a essência da marca e como ela
representa a empresa.
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6. Ações de marketing e comunicação
Se a marca é o principal ativo da empresa, para gerar mais valor,
mais e melhores negócios, é imprescindível criar conexões reais e
duradouras da marca com todos os seus stakeholders. As estratégias
de marketing e as ações de comunicação adotadas para disseminação
da marca ganham importância máxima na divulgação e retorno que
irá gerar para a empresa.
7. O bom uso do design
Usar o design como ferramenta para criar identidade única para a
marca. O aspecto visual da marca também faz diferença neste elo
entre cliente e produto. A identidade da marca usa o design para
traduzir de forma visual, agradável e eficiente todo o conceito criado
para definir a essência da marca, contextualizando-a dentro do
modelo projetado pelo branding.
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Cinco dicas de branding
para pequenas empresas
Branding é o termo em inglês para a gestão da estratégia de
marca, e marca é um conjunto complexo de sentimentos, é como
as pessoas veem você e o seu negócio. É um ponto de conexão
emocional que transcende o produto ou serviço. É a sua reputação.
(Adaptado a partir de
artigo desenvolvido por
Branding não é modismo, não é passageiro, mas algo que todo
Joyce M. Müller para o
Portal Administradores) empreendedor deve se preocupar. É um investimento em longo
prazo para qualquer tipo de negócio, grande ou pequeno. Não é um
luxo restrito às grandes empresas.
Se você é um pequeno empreendedor que se preocupa com
sua marca, mas dispõe de poucos recursos, confira algumas
recomendações:
1. Contrate um especialista
Pode parecer óbvio, mas muita gente ainda é adepta do faça você
mesmo. O especialista em branding irá traçar a estratégia da sua
marca junto com você e fará com que você economize tempo e
dinheiro em ações de marketing que não levarão a lugar nenhum.
2. Esteja presente nas redes sociais
Com a estratégia em mãos, é possível ser muito mais assertivo
nas redes sociais. Elas são acessíveis e costumam trazer bons
resultados. Mas não se engane, requer muita dedicação.
3. Deixe os clientes conhecerem você
Muitas pessoas escolhem determinadas empresas por conhecerem
e confiarem em seus donos. Isso é ainda mais forte quando falamos
de pequenas empresas em pequenas cidades. Mostre quem você é,
use a sua boa reputação para alavancar o seu negócio.
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4. Use a sua criatividade
Você pode dar um toque criativo naquela comunicação tradicional.
Por exemplo, uma empresa de produtos infantis pode usar uma voz
(linguagem) infantil para falar com seus clientes por meio do e-mail
marketing. Faça um brainstorm com a sua equipe e encontre formas
criativas de chamar a atenção, mas cuidado para não exagerar na
dose: até mesmo isso deve estar alinhando com a sua estratégia!
5. Gerencie todos os pontos de contato com os clientes
Este é o ponto mais importante. Nunca se esqueça que reputação
tem a ver com consistência e coerência. Por isso, toda a experiência
do cliente com a sua empresa deve falar a mesma língua. Uma
experiência é bem mais holística, completa, abrangente, emocional,
transformadora do que um simples serviço.
Um pequeno negócio que está começando deve se preparar
para investir cerca de 10% a 20% de seu faturamento previsto
em marketing. Esta é uma média que a maioria dos estudos de
administração apontam como ideal. Após este período de entrada,
é possível reduzir este investimento para cerca de 3% a 5% do
faturamento previsto.
Afinal de contas, se você se encantou com o seu negócio a ponto
de investir energia, tempo e dinheiro, o seu cliente também pode
se encantar.
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A importância do branding
em tempos de crise
O rio segue a corrente. Em época de crise econômica, o marketing
é uma das primeiras áreas a sofrer cortes de investimento.
Na contramão da correnteza, o branding mostra-se como um
investimento seguro para estruturar a construção da marca
(Adaptado a partir de ao sustentar os valores mais tangíveis, exatamente o que os
artigo desenvolvido por
consumidores buscam na hora de gerenciar o orçamento pessoal
Lara Krumholz para o
Portal Administradores) para definir prioridades.
Ao evidenciar os diferenciais de uma marca ou produto, o branding
pode garantir a sobrevivência e sustentabilidade de empresas e
marcas em momentos críticos para a economia. É ele quem inspira
uma personificação à marca, gerando uma relação interpessoal, de
credibilidade e confiança e, consequentemente, objeto de desejo
dos consumidores.
Um movimento muito frequente durante tempos de crise é o
redirecionamento de investimento publicitário. Visando a retornos
rápidos, os anunciantes acabam por cortar gastos com branding e
redirecionar para performance. A decisão acaba sendo considerada
precipitada por algumas razões. A mais determinante deve-se ao
fato do anunciante desejar um retorno rápido sem, de fato, investir-
se na construção ou manutenção dos valores da marca.
Nesses períodos críticos vemos também consumidores nadando
na correnteza para gerenciar melhor os gastos e comprar produtos
que oferecem maior valor agregado, ao invés de se deixarem
levar por compras por impulso. Por esse motivo, a estratégia de
redirecionar todo investimento para performance, sem dar o valor
merecido ao branding, pode ser uma cilada para as marcas.
Outro fator observado em momentos de economia fraca é o
redirecionamento da verba do offline para o online. Nesse cenário, novas
mídias digitais ganham espaço com propostas que unem ofertas fortes
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de branding com um alinhamento de performance, como é o caso do
vídeo online. Nesse formato, os anunciantes têm a oportunidade de
trabalhar uma estratégia robusta de reputação e conceito da marca,
alinhada com ferramentas que impulsionam vendas.
Como exemplo de marcas que perceberam essa oportunidade e
reforçaram a estratégia de branding em momentos críticos, temos
a Apple. Em outubro de 2001, logo após o fatídico 11 de Setembro,
a empresa ousou ao investir pesadamente em branding para o
lançamento do iPod, novo produto com preço altíssimo para uma
época de recessão. Como diferencial, apostou em inovação: pela
primeira vez as pessoas poderiam levar milhares de músicas em
seus bolsos.
A Renault Clio é outro exemplo que comprovou a efetividade do
branding. Para reverter o impacto da crise da Guerra do Golfo e os
prejuízos causados para além das fronteiras dos EUA, a montadora
francesa apostou no branding para lançar o primeiro modelo Renault
Clio, apoiado pela campanha Papa & Nicole. A campanha fez muito
sucesso e ganhou várias versões entre os anos 1991 e 1998. Em dois
anos, o Renault Clio subiu do nono para o quarto lugar no ranking de
vendas europeu.
Ao considerarmos que a performance é um modelo de compra por
impulso, que incentiva a geração de leads, podemos dizer que em
momentos de economia estagnada ela acaba sofrendo redução. Isso se
deve justamente à necessidade de contenção de gastos por parte dos
consumidores.
Contudo, em tempos de crise, as marcas podem aproveitar a
oportunidade de se diferenciarem no mercado e criar uma distância
segura no futuro em relação aos concorrentes. Dessa forma, o branding
apresenta-se não somente como uma estratégia de investimento a
longo prazo ou para reverter o posicionamento da marca em momentos
de crise, mas principalmente como uma alternativa segura e que
fortalece os atributos da marca no mercado.
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O poder do
branding sensorial
Que despertar de desejo é esse que acontece através dos nossos
impulsos mais básicos e transforma os aromas, cores e sons em
potentes instrumentos de manipulação? É o branding sensorial.
(Adaptado a partir de Uma marca pode conversar com você sem que perceba, apenas na
artigo desenvolvido por
esfera das sensações.
Regina Nogueira para o
Portal Administradores)
De acordo com dados de um estudo desenvolvido pela
Universidade Rockfeller, o homem é capaz de memorizar
aproximadamente 5% do que vê, 2% do que escuta, 1% do que toca
e 35% dos aromas que sente. Além disso, o estudo aponta que o
olfato aumenta em até 38% as compras por impulso.
Diante de marcas que mexem com nossas sensações é inevitável
sair para comprar um produto e voltar com outros que não estavam
na lista de desejos e necessidades. Trata-se de um instinto que nos
impulsiona, provoca emoções e faz com que tomemos uma decisão
de compra emocional e muito pouco racional.
Imagine passar nas redondezas de um carrinho de nozes e
amêndoas localizado dentro de um shopping. É praticamente
irrelevante e imperceptível, mas se o aroma característico daquela
marca estiver em ação, poucos sairão sem comprar um pacotinho.
Outra situação típica é o cheiro do carro novo que nos proporciona
a sensação de sucesso, realização. As fragrâncias são produzidas
de acordo com o modelo do carro para criar um vínculo do
consumidor com a marca do automóvel.
Contando que um ser humano respira 5 mil vezes por dia é possível
calcular o número de oportunidades que uma marca tem de
provocar os instintos dos consumidores todos os dias.
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Com pequenas ações sensoriais, a marca se instala na mente do
consumidor, a experiência no ambiente comercial torna-se cheia
de emoções e correlações inexplicáveis racionalmente, pois quem
comanda não é você, mas seu instinto.
Muito se percebe também com as cores e sons: dependendo
dos objetivos do ambiente no varejo, tons determinados são
potencializados com o intuito de envolver e causar emoções:
ao som de uma música agradável, compra-se mais por impulso.
Dependendo da cor você se sente mais ou menos atraído a comer,
beber e consumir mais nos pontos de venda.
A prática de atração sensorial se aplica a diversos segmentos desde
restaurantes a varejistas e setor de serviços.
Sun Tzu, o mestre de A Arte na Guerra, disse: “A glória suprema
consiste em quebrar a resistência do inimigo sem lutar”.
Com o branding sensorial tudo vira lazer, sedução velada e
consumo. Respire fundo, pois não tem saída.
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Endobranding:
uma nova forma de
reforçar a marca
(Adaptado a partir de Marcas, empresas, pessoas, ações, produtos, estratégias,
artigo desenvolvido
por Fábio Bandeira de criatividade, metas. Essas, sem dúvida, são palavras continuamente
Mello para a Revista repetidas por todas as pessoas envolvidas com o marketing de
Administradores)
uma organização. E, no fundo, os objetivos giram em torno de duas
premissas básicas: despertar a atenção do público-alvo e fazer com
que esse público lembre o que foi dito, mesmo inconscientemente.
Afinal, ninguém quer dar um duro danado em planejar uma
campanha para que ela seja completamente esquecida pelo
receptor dez segundos após vê-la.
E quando se fala em público, pensar apenas nos consumidores fora
da empresa pode ser um erro estratégico sem igual. Infelizmente,
algumas empresas ainda investem muito em comunicação para
o mercado, para conquistar clientes, mas nem sempre têm o
mesmo cuidado em relação ao público interno. Afinal, aqueles que
compõem o dia a dia de uma organização, além de colocarem
em funcionamento o negócio, são a verdadeira imagem que a
organização vai transmitir para as pessoas de fora.
“Vale destacar que temos um mercado consumidor cada vez mais
exigente e mais informado. Um consumidor atento à postura e
à atitude da marca. Um consumidor que não tolera um discurso
dissonante da prática. Não há como esconder as incoerências
estratégicas e os antagonismos existentes entre imagem e
identidade. Uma empresa que fala em conexão e comunicação, por
exemplo, e não abre espaço para o diálogo interno, certamente não
sustentará a sua promessa”, indica Luciane Paim, sócia da agência
Oito Endobranding.
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Por isso, dar a devida importância ao público interno, seja através de
um mix de ações, que podem ser desde o oferecimento de cursos,
treinamentos, benefícios agregados e campanhas específicas se
torna uma ferramenta para diminuir a rotatividade de pessoal e dar
mais motivação, eficiência e qualidade de vida aos colaboradores.
Um conceito que surge como novidade e tem se mostrado eficiente
ao trabalhar em conjunto com outras estratégias para o público
interno é o endobranding. A ideia é fortalecer uma identidade interna
a ser compreendida e valorizada por funcionários de uma organização.
“Endobranding é a forma de a instituição vender, humanizar e
difundir uma mensagem, um determinado conceito ou uma ideia
em que a empresa acredite fortemente aos seus colaboradores. É
trabalhar a mesma identidade visual e começar a ter uma estratégia
de uniformização na marca para que ela tenha uma cara facilmente
assimilada, memorizada e aceita pelo público interno”, indica Paulo
Ricardo Meira, doutor em Marketing pela UFGRS e professor do
Instituto Legislativo Brasileiro.
Na nova edição do livro Administração de Marketing, os renomados
autores Philip Kotler e Kevin Keller já trazem esse conceito e
destacam se tratar de “atividades e processos que ajudam a
informar e inspirar os funcionários”. Sendo o endobranding
o gerenciamento da marca, por exemplo, em um programa
motivacional para funcionários, nos eventos que forem planejados,
no plano de carreira estabelecido, ou em alguma outra ação
envolvendo a organização.
Conheça bem a empresa
Assim como o desenvolvimento e a fixação de qualquer marca,
os resultados do endobranding não são automáticos, afinal, não
dá pra construir uma marca respeitada, seja ela para o público
interno ou externo, em apenas uma ação. Um estudo desenvolvido
pela Universidade da Califórnia confirma essa premissa. Os
pesquisadores realizaram uma série de experimentos e constataram
que frases repetidas, depois de um tempo, são absorvidas
mais facilmente pelos ouvintes. Quem escuta, aos poucos, fica
familiarizado com o argumento.
Quem trabalha no dia a dia com essa estratégia sabe que uma
boa fixação não nasce do dia para a noite. “Endobranding é um
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processo que demanda certo tempo e envolvimento. Em geral
desenhamos um modelo de trabalho em conjunto e vamos
adequando as rotas de acordo com as necessidades e de forma
integrada com o cliente”, conta Luciane Paim sobre o trabalho
desenvolvido pela agência Oito Endobranding.
E para a implementação dessa estratégia, um passo se torna
essencial. “A única etapa que é fundamental e não podemos abrir
mão é iniciar todo e qualquer trabalho a partir de uma profunda
imersão no contexto interno da empresa em questão através
de entrevistas, grupos de discussão, observação participante,
discussões informais e pesquisas online”, indica Luciane.
Uma das empresas que apostaram nesse conceito foi a Empório
Body Store. De acordo com Tobias Chanan, CEO da companhia,
uma marca se constrói nos detalhes do dia a dia e o alinhamento
da comunicação entre a equipe interna é fundamental para que a
entrega seja a esperada pelos clientes. “O aprendizado que tivemos
foi comprovar que o alinhamento entre quem somos e porque
existimos será decisivo para atingir os objetivos da companhia”,
destacou em seu depoimento à Oito Endobranding.
A ideia é que as marcas não sejam parte das estratégias de
comunicação, mas, sim, parte estratégica da consolidação da
proposta do negócio como um todo. A verdade da empresa deve
estar imbuída na atitude e na certeza de seus funcionários que
criam e transformam juntos o resultado final, materializando mais
que um produto: uma identidade.
Não confunda
Endomarketing: um conjunto de ações utilizadas por uma empresa
para vender a sua própria imagem a funcionários e familiares. É a
utilização de modernas ferramentas de marketing, porém, dirigidas
ao público interno das organizações.
Endobranding: atividades e processos de administração de marca
em programas internos e motivacionais que ajudam a informar e
inspirar os funcionários.
(Definição de Paulo Meira, professor e doutor em Marketing pela
UFGRS).
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TOME NOTA
CAFÉ COM ADM
Quebrando tudo
EBOOK
Como Gerar Vendas
Todos os Dias
PORTAL ADMINISTRADORES
A importância do
comportamento do
vendedor durante a venda
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