EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ DE DIREITO DO JUIZADO
ESPECIAL DA COMARCA DE ORLEANS – ESTADO DE SANTA CATARINA
ALCÂNTARA, DEBIASI & FELISBINO - Advogados Associados, com
inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil – Seção do Estado de Santa Catarina, sob o
nº 2158, inscrição no CNPJ sob o nº 19.532.579/0001-61, com sede à Avenida Getúlio
Vargas, nº 11, Edifício São Marcos, 1° andar, sala 02, centro, município de Orleans, SC -
Fone: (48)3466–0820, endereço eletrônico
[email protected], por seu
representante legal RICARDO DE ALCÂNTARA RODRIGUES, brasileiro, casado, advogado,
inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil – Seção do Estado de Santa Catarina, sob o
nº 4833, CPF nº 128.612.004-72, vem, com o devido respeito e acatamento à presença
de Vossa Excelência promover a presente AÇÃO DE EXECUÇÃO DE TÍTULO
EXTRAJUDICIAL – CONTRATO DE HONORÁRIOS, em face de CLAUDIO RENATO
RODRIGUES, brasileiro, viúvo, motoboy, inscrito no CPF nº 468.442.879-68 e RG nº
1.566.827, residente e domiciliado à Rua Miguel Couto, nº 412, Porão embaixo do Pavei
Som, Centro, município de Orleans, SC, CEP 88.870-000, endereço eletrônico
desconhecido, telefone/whatsapp (48) 9.96153206, consoante os fatos e fundamentos a
seguir aduzidos:
I. DOS FATOS
Conforme contrato de prestação de serviços advocatícios em anexo, a
Exequente fora contratada para prestar serviços advocatícios visando o ajuizamento de
ação judicial de reparação por danos morais e materiais em razão de acidente de
trânsito.
Os honorários advocatícios foram pactuados no percentual de 30% (trinta
por cento) do valor da condenação ou acordo realizado (judicial ou administrativo),
conforme cláusula IV, item 1.
A Exequente então promoveu a ação judicial autuada sob o nº 5003233-
64.2020.8.24.0004, que tramitou no Juízo da 1ª Vara Cível da Comarca de Araranguá, SC.
Referida demanda veio a ser extinta por sentença sem resolução de mérito
(ev. 32), tendo em vista que o Executado firmou diretamente com a Seguradora do Réu
daquele processo, Sr. Cristiano Pereira da Silva, acordo para quitação de todo objeto do
processo, sendo uma parcela no valor de R$ 15.675,00 e outra no valor de R$ 50.728,00,
totalizando então a quantia de R$ 66.403,00, conforme termos de quitação datados de
26/06/2020 e 01/12/2020, os quais constam dos autos em anexo (ev. 18, OUT8 e
OUT9).
Ora, o contrato de honorários em questão fora firmado em 28 de abril de
2020, sendo a ação ajuizada em 30/04/2020, de modo que, em razão do acordo firmado
entre as partes, faz jus a Exequente ao recebimento do montante de 30% do valor
atualizado do acordo, previsto expressamente no contrato.
Em nada sendo pago a Exequente, só resta o ajuizamento da presente ação
executória, para ver garantido o recebimento dos honorários advocatícios devidos, que
por expressa determinação legal é reconhecido como verba alimentar (art. 85, §14, CPC).
II. DO DIREITO
Nos termos do artigo 24, da Lei nº 8.906/94, o contrato escrito que estipula
honorários advocatícios é considerado como título executivo extrajudicial, senão
vejamos:
Art. 24. A decisão judicial que fixar ou arbitrar honorários e o
contrato escrito que os estipular são títulos executivos e
constituem crédito privilegiado na falência, concordata,
concurso de credores, insolvência civil e liquidação
extrajudicial.
Deste modo, o contrato anexo é considerado legalmente como título
executivo extrajudicial, sendo hábil a ensejar a presente execução.
Conforme verifica-se na Ação Judicial nº 5003233-64.2020.8.24.0004 (cópia
integral anexa), houve a efetiva prestação de serviços por parte da Exequente, com o
ajuizamento e acompanhamento da ação.
Referida ação fora extinta somente em razão de um acordo administrativo
firmado entre o Executado e a Seguradora do Réu, que deu quitação integral ao objeto
do processo, razão pela qual este veio a perder seu objeto.
E referido acordo administrativo foi firmado após a assinatura do contrato
de honorários ora exequendo, da procuração outorgada e do ajuizamento da ação, de
modo faz jus a Exequente ao recebimento dos honorários pactuados.
Até porque, conforme cláusula IV, item 1, os honorários são devidos também
no caso de acordo (judicial ou administrativo), senão vejamos:
IV. DOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS E DEMAIS DESPESAS:
1. O CONTRATANTE obriga-se a título de honorários
advocatícios ao pagamento de 30% (TRINTA POR CENTO) do
valor da condenação ou acordo realizado (judicial ou
administrativo). Os honorários previstos são devidos pela
CONTRATANTE apenas nos casos de êxito total ou parcial da
demanda objeto deste contrato, sendo desincumbida do
pagamento apenas na hipótese de não procedência da ação.
2. O contrato considerar-se-á vencido e imediatamente
exigível os honorários contratados em caso de composição
amigável feita por qualquer das partes litigantes, ou de não
prosseguir a ação ou ações, por quaisquer circunstâncias não
determinada pelo advogado.
Portanto, restou expressamente pactuado que os honorários advocatícios
seriam devidos inclusive na hipótese de acordo entre as partes, inclusive administrativo,
de modo que o mesmo está vencido e imediatamente exigível os honorários contratados.
Conforme as tabelas anexas, o valor atualizado total atualizado do montante
recebido pelo Executado perfaz a quantia de R$ 78.211,52, sendo que, aplicado o valor
pactuado a título de honorários advocatícios de 30% (trinta por cento), temos o
montante de R$ 23.463,45 (vinte e três mil, quatrocentos e sessenta e três reais e
quarenta e cinco centavos).
III. DOS PEDIDOS
Isto posto, requer:
a) A citação do executado para pagar a importância reclamada, qual seja, R$
23.463,45 (vinte e três mil, quatrocentos e sessenta e três reais e quarenta e cinco
centavos), estes calculados até a data da propositura da presente, conforme planilha de
cálculo acima, acrescidas de juros de mora e correção monetária até a data do efetivo
pagamento; bem como a condenação do executado ao pagamento das custas processuais
e dos honorários advocatícios; ou nomeie bens à penhora livres e desimpedidos de
qualquer ônus, respeitando a ordem legal, sob pena de lhe ser penhorado tantos bens
quantos bastem para a solução do principal e acessório; intimando-a ainda, para
querendo, oferecer embargos à execução, sob pena de confissão e revelia.
b) Requer, outrossim, não sendo encontrado o executado, sejam arrestados
tantos bens quantos bastem para garantir a execução.
c) Que seja procedida à penhora de valores existentes nas contas correntes,
contas poupança e aplicações financeiras de titularidade do executado, mediante a
consulta SISBAJUD;
d) Que seja procedida à penhora de bens móveis de propriedade do
executado mediante a consulta RENAJUD;
e) Requer seja determinada a penhora sobre os direitos do Executado
que estão sendo pleiteados no Processo nº 5001158-92.2021.8.24.0044,
promovido por este em face do INSS, especialmente por se tratar de verba
alimentar;
f) Caso o Oficial de Justiça não encontre bens do executado, que esta seja
intimado para apresentar o rol de bens que possuem passíveis de penhora, onde se
encontram e quais os correspondentes valores, sob pena de ato atentatório a dignidade
da justiça, sancionado com multa de 20% do valor atualizado do débito, nos termos do
art. 774, V, e parágrafo único, do CPC;
Protesta provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitidos,
especialmente documental e expedição de ofícios, sem prejuízos de outras provas
necessárias.
Dá-se à causa o valor de R$ 23.463,45 (vinte e três mil, quatrocentos e
sessenta e três reais e quarenta e cinco centavos).
Termos em que,
Pede deferimento.
Orleans (SC), 06 de junho de 2022.
Ricardo Alcântara Juliano Debiasi
OAB/SC 4833 OAB/SC 35002
Willian Juncklos Felisbino Beatriz Volpato de Alcântara Rodrigues
OAB/SC 35096 OAB/SC 41943