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Introdução à LINDB e Vigência das Leis

Lindb

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FUNDAÇÃO EDUCACIONAL ROSEMAR PIMENTEL

CENTRO UNIVERSITÁRIO GERALDO DI BIASE

INTRODUÇÃO AO
ESTUDO DO DIREITO

CURSO: Direito
NOME DO DOCENTE: Anderson Ribeiro
LINDB – DL 4.657/42:
Lei de introdução às normas do
Direito Brasileiro.

2
Decreto-lei n.º 4.657, de 04/09/42:

Lei de introdução às normas do direito brasileiro:


• Sistema de vigência das leis brasileiras.

Dispõe sobre:
• Vigência e eficácia das normas jurídicas;
• Conflito de leis no tempo;
• Conflito de leis no espaço;
• Critérios hermenêuticos;
• Critérios de integração do ordenamento jurídico;
• Normas de direito internacional privado (art. 7º ao 19).

Lei complementar n.º 95/98:


• Dispõe sobre a elaboração, a redação, a alteração e a consolidação das leis – direciona o processo
legislativo. 3
Terminologias importantes:

•Em regra, a lei passa a existir com a SANÇÃO.

Existência •A depender da espécie normativa, a espécie normativa passa a existir a partir da


PROMULGAÇÃO.
•Quando a lei passa a existir, ela pode ou não ser válida e eficaz.

•É a compatibilidade da norma infraconstitucional (lei ou espécies normativas) com a

Validade Constituição, que é a Lei Maior. Se não for compatível, a norma é inválida.
•A invalidade da norma (inconstitucionalidade) precisa ser declarada pelo Judiciário.
Enquanto não houver a declaração, presume-se válida.

•É a aptidão para produzir efeitos concretos.


•Em regra, só produzirá efeitos enquanto tiver vigência. Mas é possível que uma lei

Eficácia que não tenha mais vigência ainda produzir efeitos concretos.
•VIGÊNCIA – período que vai do dia em que a lei entra em vigor e á sua revogação.
•VIGOR – é a força vinculante; aptidão para sujeitar os fatos à norma. 4
Art. 1º da LINDB:

Art. 1o Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país


quarenta e cinco dias depois de oficialmente publicada.
§ 1o Nos Estados estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando
admitida, se inicia três meses depois de oficialmente publicada.
§ 2o (Revogado pela Lei nº 12.036, de 2009).
§ 3o Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação de seu texto,
destinada a correção, o prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores começará
a correr da nova publicação.
§ 4o As correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova.

5
Sobre o art. 1º da LINDB:

SISTEMA DE VIGÊNCIA SINCRÔNICO:

• A lei entra em vigor no Brasil – em todas as entidades federativas – ao mesmo tempo


(simultaneamente).
• Não entrará em vigor em datas diferenciadas a depender do ente federativo.

VACATIO LEGIS:

• É o período entre a publicação e a entrada em vigor (início da vigência).


• Prazo para que o povo tenha conhecimento e se prepare para se orientar pela nova lei.
• No silêncio do legislador, a lei entra em vigor 45 dias depois de publicada..
• Contagem: considera o dia da publicação – a lei entra em vigor no dia seguinte da vacatio.
• Quando a lei tiver aplicabilidade no território estrangeiro, a vacatio legis será de três meses.
6
Exemplos de vacatio legis:

Lei n.º 11.804/2008 Lei n.º 13.146/2015


Lei dos alimentos gravídicos – da Lei do Estatuto da pessoa com
gestante. deficiência

Art. 127. Esta lei entre em vigor após


Art. 12. Esta lei entra em vigor na data
decorridos 180 (cento e oitenta) dias
da sua publicação.
de sua publicação oficial

A lei foi publicada em 05/11/2008. A lei foi publicada em 06/07/2015.

Entrou em vigor: 05/11/2008 Entrou em vigor: 02/01/2016 7


Ainda sobre o art. 1º da LINDB:

Retificação do texto antes que a lei entre em vigor:

• Nova publicação do texto legal com alguma correção no período da


vacatio legis.
• O prazo da vacatio legis deve ser restabelecido, ou seja, começa a
contar novamente.

Retificação do texto depois que a lei entra em


vigor:
• Nova publicação do texto legal com alguma correção quando a lei já
está em vigor.
• Considera-se uma nova lei, revogando a anterior. Entrará em vigor de
acordo com o que dispõe a lei (com ou sem vacatio legis). 8
Ainda sobre o art. 1º da LINDB:

A CRFB obriga que se institua vacatio legis em duas


situações:
• Lei que cria ou aumenta contribuição social para a Seguridade Social
(INSS) – art. 195, §6º – vacatio legis de 90 dias.
• Lei que cria ou aumenta tributo – art. 150, III, c – vacatio legis de 90 dias –
mesmo assim, só terá aplicabilidade no exercício financeiro seguinte.

Existem atos normativos que não se sujeitam a


vacatio legis (aplicação imediata):
• Atos administrativos (decretos);
• Emendas constitucionais;
• Lei que cria ou altera processo eleitoral – mas só se aplicam às eleições
que ocorram depois de um ano (art. 16 da CRFB). 9
Art. 2º da LINDB:

Art. 2o Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que
outra a modifique ou revogue.
§ 1o A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare,
quando seja com ela incompatível ou quando regule inteiramente a
matéria de que tratava a lei anterior.
§ 2o A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das
já existentes, não revoga nem modifica a lei anterior.
§ 3o Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter
a lei revogadora perdido a vigência.

10
Sobre o art. 2º da LINDB:

PRINCÍPIO DA CONTINUIDADE DAS LEIS:

• Em regra, uma lei permanece em vigor até que outra lei a revogue ou a modifique.
• Apenas LEI revoga ou altera outra LEI. Lei não é revogada ou alterada por outras fontes do direito.
• Logo, em regra, as lei tem eficácia permanente – foi feitas para ter vigência permanente.

REVOGAÇÃO

• Fenômeno pelo qual uma NOVA LEI retira a obrigatoriedade (vigor) de OUTRA LEI.
• EXPRESSA – a nova lei (LEI REVOGADORA) expressamente aponta quais dispositivos da lei
antiga (LEI REVOGADA) perderão a obrigatoriedade (vigência).
• TÁCITA – a LEI REVOGADORA apenas dispõe sobre a mesma matéria tratada na LEI
REVOGADA de maneira INCOMPATÍVEL.
• TOTAL – quando a lei antiga é integralmente revogada – é o que se denomina AB-ROGAÇÃO.
• PARCIAL – quando a lei antiga é parcialmente revogada – é o que se denomina DERROGAÇÃO.
11
Ainda sobre o art. 2º da LINDB:

Sobre a revogação, é importante registrar que:

• A revogação de uma lei só pode ser feita pelo mesmo ente federativo que a criou.
• Lei Geral só revoga lei geral; lei especial só revoga lei especial.

Há leis que não são permanentes – são elaboradas para terem vigência
temporária:
• LEIS TEMPORÁRIAS – O legislador fixou o tempo de sua vigência, de modo que não precisará de
outra lei para perder a vigência.
• PRAZO DETERMINADO (ou LEIS TEMPORÁRIAS EM SENTIDO ESTRITO) – o legislador
fixa uma data em que perderá a vigência.
• EXCEPCIONAL – o legislador não fica uma data, mas uma circunstância, que quando
extinta, provocará a perda da vigência pela lei, independentemente de revogação.
• RELEVÂNCIA – as leis temporárias (por prazo determinado ou excepcionais) não precisam de uma
nova lei revogando-as para perderem a vigência; por outro lado, mesmo não vigentes, devem
continuar sendo aplicadas as fatos que aconteceram durante a sua vigência, ainda que mais
gravosas (ou seja, são ultrativas (têm eficácia ainda que não possuam mais vigência. 12
Ainda sobre o art. 2º da LINDB:

REPRISTINAÇÃO

• É o retorno da vigência da norma que foi anteriormente revogada pela perda da


obrigatoriedade (revogação) da norma revogadora.

• Exemplo:
• Lei A, de 2015 – dispõe sobre determinado assunto.
• Lei B, de 2018 – dispõe sobre o assunto de maneira diferente e incompatível –
revogação tácita da Lei A.
• Lei C, de 2020 – revoga (expressa ou tacitamente) a Lei B.
• Com a revogação da Lei B (que revogou a Lei A),, não haverá o restabelecimento
automático da Lei A, porque prevalecerá o disposto na Lei C.

• Segundo o §3º do art. 2º da LINDB, a repristinação não é presumida, não é automática. No


entanto, uma lei nova, ao revogar uma antiga, pode determinar o restabelecimento da lei
mais antiga. 13
Arts. 3, 4º e 5º da LINDB:

Art. 3o Ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece.

Art. 4o Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia,
os costumes e os princípios gerais de direito.

Art. 5o Na aplicação da lei, o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às
exigências do bem comum.

14
Sobre o art. 3º da LINDB:

Princípio JURA NOVIT CURIA

• Pelo art. 3º, ninguém pode alegar o desconhecimento da lei como justificativa
para não cumpri-la.
• Quando publicada na imprensa oficial (Diário Oficial), presume-se que todos
passam a conhecê-la.
• Se todos conhecem a lei (por presunção legal), não há necessidade de provar
que uma lei existe para dela de beneficiar. Ou seja, não é necessário provar ao
juiz a existência da lei porque ele também a conhece.
• Há situações, no entanto, que precisam ser comprovadas, porque o juiz não é
obrigado a conhecer:
• Leis internacionais;
• Leis estaduais;
• Leis municipais;
15
• Costumes jurídicos.
Sobre o art. 4º da LINDB:
APLICABILIDADE DAS NORMAS, se dá pela:

• SUBSUNÇÃO LEGAL – que é o enquadramento do fato individual e concreto ao conceito abstrato e geral
previsto na lei, ensejando a aplicação desta.
• Exemplo:
• Fato individual – Caim matou Abel.
• Conceito abstrato e geral da lei – art. 121 do Código Penal – Matar alguém.
• Subsunção – o fato individual se enquadrou perfeitamente ao disposto na lei, de modo a ensejar a
sua aplicação (qual seja, a sanção prevista no mesmo art. 121.
• INTEGRAÇÃO – é o preenchimento das omissões ou lacunas da lei, através de normas individuais (não
servirá para todos) que atendem ao espírito do ordenamento jurídico.
• As formas de integração são:
• Analogia – aplicação de uma lei que tem aplicabilidade em situação semelhante;
• Costumes jurídicos;
• Princípios gerais do direito.
• OBSERVAÇÃO: segundo a doutrina e a jurisprudência:
• se a relação jurídica for privada, e a lei for omissa, prevalece o disposto no negócio jurídico.
• jurisprudência (outras fontes do direito) também pode integrar as lacunas.
• costumes não tem prevalência, necessariamente, sobre princípios gerais do direito. 16
Sobre o art. 5º da LINDB:

INTERPRETAÇÃO DAS LEIS:

•Para a perfeita subsunção é necessária uma adequada interpretação da lei.


•INTERPRETAÇÃO DAS LEIS – operação que tem por objetivo definir o conteúdo exato de uma norma jurídica

Quanto à fonte adotada para a interpretação:

•AUTÊNTICA – é a interpretação feita pelo próprio legislador, que declara qual é o verdadeiro sentido da regra disposta
na lei.
•DOUTRINÁRIA – é a interpretação feita pelos juristas, doutrinadores, em suas obras científicas.
•JURISPRUDENCIAL – é a interpretação feita pelos tribunais, tendo em vista as reiteradas decisões proferidas pelo
Poder Judiciário.

Quanto à intenção do legislador:

•LITERAL ou GRAMATICAL – é feita por meio das normas de gramática.


•LÓGICA ou SISTEMÁTICA – examina-se o dispositivo da lei em confronto com todo o ordenamento jurídico.
•HISTÓRICA – examina os trabalhos que precederam a promulgação das leis, as discussões que permearam a sua
elaboração.
•TELEOLÓGICA – procura adaptar o sentido e a finalidade da lei às novas exigências sociais. 17
Sobre o art. 5º da LINDB:

EQUIDADE:

• Não é forma de integração do ordenamento jurídico, mas uma suavização


pelo juiz dos rigores da norma abstrata com objetivo de fazer justiça em um
caso concreto.
• O juiz só pode se valer da equidade nos casos expressamente permitidos
em lei (art. 140, parágrafo único, do CPC).
• Não pode ser utilizada para revogar ou inutilizar lei ou negócios firmados
livremente pelas partes.
• São características da equidade: particularidade do caso judicial e a
subjetividade da decisão. Por isso, só é possível nos casos previstos em
lei.
• O ECA admite que as causas que envolvam interesses da criança e do
adolescente sejam resolvidas em juízo de equidade. 18
Art. 6º da LINDB:

Art. 6º A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico
perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada.
§ 1º Reputa-se ato jurídico perfeito o já consumado segundo a lei vigente ao
tempo em que se efetuou.
§ 2º Consideram-se adquiridos assim os direitos que o seu titular, ou alguém por
êle, possa exercer, como aquêles cujo comêço do exercício tenha têrmo pré-fixo,
ou condição pré-estabelecida inalterável, a arbítrio de outrem.
§ 3º Chama-se coisa julgada ou caso julgado a decisão judicial de que já não
caiba recurso.

19
Sobre o art. 6º da LINDB:
PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA

• Segundo o art. 5º, inc. XXXVI, da CRFB, uma lei não pode retroagir para violar direito adquirido, ato jurídico
perfeito e coisa julgada.

Direito adquirido:

• É o que pode ser exercido desde já por já ter sido incorporado ao patrimônio jurídico da pessoa. O art. 6º
da LINDB considera adquirido:
a. O direito sob termo (evento futuro e certo);
b. O direito sob condição preestabelecida inalterável pela vontade exclusiva de outrem.

Ato jurídico perfeito:

• É o ato consumado de acordo com a lei vigente ao tempo em que se efetuou.

Coisa julgada:
20
• É a sentença judicial de que não caiba mais recurso.
E fique por dentro de tudo o
que acontece no UGB/FERP

@ugbferp
OBRIGADO !
Anderson Ribeiro

(24) 974010304

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