Gerência e Gestão de Riscos Empresariais
Gerência e Gestão de Riscos Empresariais
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Sumário
1 GERÊNCIA ................................................................................................. 4
2 RISCOS ...................................................................................................... 5
2
9 ANÁLISE DAS CONDIÇÕES POSTURAIS DOS TRABALHADORES ..... 41
10 ANÁLISE DOS ASPECTOS PSICOLÓGICOS DOS TRABALHADORES
42
11 ANÁLISE ORGANIZACIONAL............................................................... 43
12 CONDIÇÕES AMBIENTAIS .................................................................. 43
13 TEMPERATURA.................................................................................... 44
14 RUÍDO ................................................................................................... 44
15 ILUMINAÇÃO ........................................................................................ 45
16 VIBRAÇÃO ............................................................................................ 45
17 ANÁLISE ERGONÔMICA DA ATIVIDADE ............................................ 45
18 DIAGNÓSTICO ERGONÔMICO ........................................................... 46
19 O CADERNO DE ENCARGOS.............................................................. 47
20 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICAS ......................................................... 49
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1 GERÊNCIA
encurtador.com.br/DIY68
4
c) Na perspectiva crítica, os gestores são portadores e defensores da
transmissão de uma ordem econômica que é dissimulada por meio de
instrumentos ideológicos.
2 RISCOS
Segundo WHARTON56 a palavra risq, em árabe, significa algo que lhe foi dado
(por Deus) e do qual você tirará proveito, possuindo um significado de algo inesperado
e favorável ao indivíduo. Em latin, riscum conota algo também inesperado, mas
5
desfavorável ao indivíduo. Em grego, uma derivação do árabe risq, esta palavra relata
a probabilidade de um resultado sem imposições positivas ou negativas. O francês
risque tem significado negativo, mas ocasionalmente possui conotações positivas,
enquanto que, em inglês, risk possui associações negativas bem definidas.
Portanto, de um ponto de vista mais científico, o significado do termo risco pode
ser o resultado inesperado de uma ação ou decisão, seja um resultado positivo ou
negativo, ou um resultado indesejável e a possibilidade de sua ocorrência. No entanto,
vemos o risco como a incerteza de eventos inesperados que ocorrem em sistemas
industriais. Nesse sentido, são múltiplas as definições do termo “risco” buscando um
significado mais completo.
De acordo com Sommerville, 2003, o risco é a probabilidade de que alguma
circunstância adversa realmente venha a acontecer, e pode afetar tanto o projeto de
software em desenvolvimento quanto a organização. Muitos outros autores também
definem riscos não apenas como sendo uma probabilidade, mas também como sendo
algo que já aconteceu. Normalmente, a gerência de risco não controla esse tipo de
risco, ou seja, a gerência de risco gerencia apenas os possíveis riscos antes da
ocorrência do fato possível, sendo assim uma gerência preventiva.
Sommerville, 2003, ainda defende que os riscos podem ocorrer por diversas
decorrências, como requisitos mal definidos, dificuldade de estimar prazos e recursos,
dependência de habilidades individuais, mudanças nos requisitos, entre outros.
DE CICCO e FANTAZZINI, (1994), atribuem dois significados à palavra risco.
O primeiro, influenciado pelo trabalho de BASTIAS, (1977), associa o risco a "uma ou
mais condições de uma variável com o potencial necessário para causar danos, que
podem ser entendidos como lesões a pessoas, danos a equipamentos e instalações,
danos ao meio ambiente, perda de material em processo ou redução da capacidade
de produção". Desta forma, a um risco sempre estará associada uma possibilidade de
ocorrência de efeitos adversos. No segundo significado atribuído à palavra, risco
"expressa uma probabilidade de possíveis danos dentro de um período específico de
tempo ou número de ciclos operacionais", e pode ser relacionado à probabilidade de
ocorrência de um acidente multiplicado pelo dano decorrente deste acidente, em
unidades operacionais, monetárias ou humanas.
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A identificação dos riscos permite aos gestores estimar o custo de evitar ou
reduzir riscos, ou seja, reduzir a possibilidade de problemas. Depois de entender o
custo, pode-se escolher se deseja tomar medidas preventivas. Às vezes, esperar que
o risco ocorra é mais vantajoso do que tentar mitigar o risco para aumentar o custo do
projeto, por exemplo, quando a identificação dos riscos que requerem recursos
significativos para mitigar o risco.
Nesse ponto, duas tendências óbvias podem ser observadas na definição de
risco, uma está abordando o risco de forma objetiva e a outra está abordando o risco
de forma subjetiva. Do ponto de vista objetivo, o risco representa a possibilidade de
eventos adversos, que podem ser facilmente quantificados por meio de métodos
estatísticos. Do ponto de vista subjetivo, o risco está relacionado à possibilidade de
acidentes e depende de uma avaliação separada da situação, não podendo ser
quantificado.
Jorion (2000), acredita que três tipos de riscos podem ser identificados, e esses
riscos estão relacionados e trazem condições negativas para a organização:
7
2.2 Riscos internos e externos
3 GESTÃO DE RISCOS
8
estar sempre exposto a um conjunto de riscos (PADOVEZE e BERTOLUCCI, 2008,
p. 194).
O risco é onipresente em qualquer atividade profissional, como finanças, por
exemplo, quanto maior o grau de risco aceito, maior a expectativa em relação ao
retorno do risco. Ou seja, como nenhuma empresa tem risco zero, a melhor forma é
utilizar para gerenciá-los todos os componentes que requeiram uma gestão de riscos
qualificada e que auxiliem na tomada de decisão da empresa.
Para Lee (2012) o nível de incerteza e a velocidade das mudanças no ambiente
que rodeiam as organizações vêm aumentando, e, como consequência, a análise de
cenários torna-se um estágio crítico dentro da gestão de risco. Por meio dessa
afirmação, o autor apontou claramente que para gerenciar o risco é necessário estar
atento a todos os ambientes em que a organização está inserida, o que é necessário
compreender todas as variantes dos cenários que enfrenta.
Damodaran (2009, p. 27) afirma que, as empresas que se mantém
constantemente na defensiva diante do risco não são capazes de avaliar o cenário em
que estão e ali encontrar os riscos que são capazes de assumir. O fascínio pelo risco
é que este fornece benefícios potenciais e, por meio de maior exposição, pode-se
buscar estratégias mais ousadas e, assim, buscar retornos mais elevados.
A exposição ao risco é um dos maiores desafios à sobrevivência das
organizações. Se a adoção de estratégias corretas é o que define o futuro de uma
organização, gerenciar adequadamente os riscos a que ela se expõe significa
possibilitar o seu futuro. (BERNSTEIN, 1997, p. 1). O gestor da organização deve
estar ciente que assumir riscos pode diferenciar as empresas líderes de mercado, mas
também pode levar a falhas fatais. Por isso é necessário ter uma gestão respeitada
para auxiliar na tomada de decisões, o objetivo é detalhar os diversos riscos que a
empresa pode enfrentar na implementação de sua estratégia.
Segundo Kumamoto e Henley (1996), a gestão do risco consiste em quatro
fases, a prevenção de falhas, prevenção da propagação, a mitigação de
consequências no local e finalmente a mitigação de consequências externamente. A
primeira e a segunda são utilizadas para prevenção de acidentes e a terceira e quarta,
usadas para gerenciamento de acidentes. Outra questão a se considerar no estágio
9
de gerenciamento de risco é a atitude em relação ao risco, porque algumas pessoas
não assumem os riscos, são neutras ou sentem atração.
Comparação
Identificação Avaliação Tratamento
com risco
dos riscos de riscos de riscos
tolerado
A estratégia que o gestor pretende adotar deve ser consistente com a vontade
da empresa de ganhar mercado em relação ao risco traçado pela organização. No
entanto, para gerenciar riscos com sucesso, as etapas dos componentes existentes
de gerenciamento de riscos devem ser seguidas de forma coerente entre os setores
da organização. Desta forma, de acordo com, Coso, 2007, os processos envolvendo
a empresa devem estar alinhados respeitando seus oito componentes:
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Ambiente Interno: Compreendendo o tom da organização e fornecendo,
assim, a base pela qual o risco é identificado;
Fixação de Objetivos: Os objetivos devem existir antes que a
organização possa identificar as ameaças com potencial para afetar sua
realização;
Identificação de Eventos: Os eventos internos e externos que
influenciam no cumprimento dos objetivos devem ser identificados e
classificados em oportunidade ou ameaça;
Avaliação de Risco: O impacto e probabilidade servem de análise para
determinar de qual modo eles deverão ser administrados;
Resposta ao Risco: A administração escolhe qual resposta se deve dar
ao risco, evitando, aceitando, reduzindo entre outras medidas a serem
tomadas;
Atividades de Controle: políticas e procedimentos são estabelecidos
com intuito de assegurar a resposta ao risco;
Informação e Comunicação: As informações relevantes devem ser
identificadas e comunicadas em um prazo que permita com que sejam
cumpridas suas responsabilidades;
Monitoramento: A integridade da gestão de risco é monitorada sendo
feito as modificações necessárias, este monitoramento é realizado por
meio de atividades gerenciais contínuas ou avaliações independentes
dentro da organização.
De acordo com Purdy (2010), risco não pode ser considerado um efeito
negativo que deve ser evitado; risco é simplesmente um fato que quando identificado
e avaliado com sucesso pode ser mudado para o alcance dos resultados esperados.
A correta identificação dos riscos, avaliação das causas e consequências e a
mudança para atingir os objetivos do projeto significa gerenciar os riscos (ABNT,
2009).
12
comparação do nível de risco encontrado durante o processo avaliatório da análise do
limite de exposição ao risco. Desta forma este devem ser avaliados de acordo com
suas características inerentes e residuais, que são as seguintes:
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brainstorming, workshop (seminários), checklist (listas de verificação), relatórios de
auditoria e análise de fluxogramas.
Método bow-tie
Fonte:youtube
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seu impacto à direita, para que seja visualizada a relação entre os elementos do
sistema de modelagem.
Workshop
Brainstorming
Checklist
Relatórios de auditoria
Desta forma o TCU (2011b) define as principais atividades propostas nas fases
da auditoria, que são elas:
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elaboração do programa ou projeto de auditoria; elaboração preliminar
de papéis de trabalho;
Execução: o programa ou projeto de auditoria é executado mediante a
aplicação dos procedimentos e técnicas estabelecidos na fase de
planejamento. O auditor realiza testes, coleta evidências, desenvolve os
achados ou constatações e documenta o trabalho realizado, observando
as normas, o método ou os padrões de auditoria;
Relatório - atividades: elaboração, revisão e distribuição do relatório
(TCU, 2011b, p.49).
Análise de fluxogramas
Fonte: consultoriaengenharia.com.br
A análise e gestão de riscos inclui uma série de medidas que devem ser
tomadas para prevenir ou mesmo eliminar esses riscos. Essa gestão nada mais é do
que uma série de processos específicos e definidos para realizar todas as operações
de forma que certos riscos não ocorram. Além de ajudar a visualizar e entender as
atividades diárias, o fluxograma também auxilia na organização dos processos. Além
disso, é possível determinar quais dessas etapas produziram bons resultados e quais
precisam de melhorias.
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O tratamento de risco é uma etapa do processo de gerenciamento de risco após
a avaliação de risco, todos estes precisam ser identificados e os riscos inaceitáveis
devem ser selecionados. A principal tarefa da etapa de tratamento de risco é
selecionar uma ou mais opções para resolver cada risco inaceitável e decidir como
mitigar todos eles. São formas de tratamento: evitar o risco, eliminar o risco, reduzir o
risco, aceitar o risco, compartilhar o risco, aumentar o risco.
São aspectos gerais que devem ser considerados no tratamento do risco,
conforme a ISO/IEC (2007):
17
4 CLASSE DE RISCOS
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Essas situações citadas acima podem ser caracterizadas como risco de governança
corporativa, onde a organização está sujeita a perda de mercado e possível falência.
“Governança Corporativa é o sistema pelo qual as organizações são dirigidas,
monitoradas e incentivadas, envolvendo os relacionamentos entre proprietários,
Conselho de Administração, Diretoria e órgãos de controle” (IBGC, 2009, p. 19).
Portanto, é correto afirmar as melhores práticas de governança “convertem princípios
em recomendações objetivas, alinhando interesses com a finalidade de preservar e
otimizar o valor da organização, facilitando seu acesso a recursos e contribuindo para
sua longevidade” (IBGC, 2009, p. 19).
19
da organização, por falha de controle interno, de procedimentos, de atendimento e de
qualidade” (ASSI, 2012, p. 42).
20
Cada organização enfrenta certos tipos de riscos financeiros. Estes estão
relacionados às operações financeiras da organização e, além das questões de
gestão do fluxo de caixa, envolvem retornos e negociações de investimentos abaixo
do esperado.
21
O não cumprimento das leis e regulamentos relevantes sobre segurança e
medicina ocupacional resultará na adoção de penalidades pelos empregadores
prescritas pelas leis pertinentes. É errado que os funcionários se recusem
injustificadamente a desempenhar suas funções com segurança no trabalho. Os
padrões regulatórios atuais são os seguintes:
As Normas Regulamentadoras vigentes estão listadas abaixo:
NR 01 - Disposições Gerais
NR 02 - Inspeção Prévia
NR 03 - Embargo ou Interdição
NR 04 - Serviços Especializados em Eng. de Segurança e em Medicina
do Trabalho
NR 05 - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes
NR 06 - Equipamentos de Proteção Individual - EPI
NR 07 - Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional
NR 08 - Edificações
NR 09 - Programas de Prevenção de Riscos Ambientais
NR 10 - Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade
NR 11 - Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de
Materiais
NR 12 - Máquinas e Equipamentos
NR 13 - Caldeiras, Vasos de Pressão e Tabulações e Tanques Metálicos
de Armazenamento
NR 14 - Fornos
NR 15 - Atividades e Operações Insalubres
NR 16 - Atividades e Operações Perigosas
NR 17 - Ergonomia
NR 18 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da
Construção
NR 19 - Explosivos
NR 20 - Segurança e Saúde no Trabalho com Inflamáveis e
Combustíveis
NR 21 - Trabalhos a Céu Aberto
22
NR 22 - Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração
NR 23 - Proteção Contra Incêndios
NR 24 - Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho
NR 25 - Resíduos Industriais
NR 26 - Sinalização de Segurança
NR 27 - Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho no
MTB (Revogada pela Portaria GM n.º 262/2008)
NR 28 - Fiscalização e Penalidades
NR 29 - Segurança e Saúde no Trabalho Portuário
NR 30 - Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário.
NR 31 - Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura, Pecuária
Silvicultura, Exploração Florestal e Aquicultura
NR 32 - Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de
Saúde
NR 33 - Segurança e Saúde no Trabalho em Espaços Confinados
NR 34 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da
Construção, Reparação e Desmonte Naval
NR 35 - Trabalho em Altura
NR 36 - Segurança e Saúde no Trabalho em Empresas de Abate e
Processamento de Carnes e Derivados
NR 37 - Segurança e Saúde em Plataformas de Petróleo
NRR 1 - Disposições Gerais (Revogada pela Portaria MTE 191/2008)
NRR 2 - Serviço Especializado em Prevenção de Acidentes do Trabalho
Rural (Revogada pela Portaria MTE 191/2008)
NRR 3 - Comissão Interna De Prevenção De Acidentes Do Trabalho
Rural (Revogada pela Portaria MTE 191/2008)
NRR 4 - Equipamento De Proteção Individual - EPI(Revogada
pela Portaria MTE 191/2008)
NRR 5 - Produtos Químicos (Revogada pela Portaria MTE 191/2008).
23
1.1 Conceitos, métodos e técnicas utilizados em ergonomia
24
A importância dessas formas de ergonomia consiste em suas aplicações,
conforme o seu objetivo nos diferentes ambientes laborais. A análise ergonômica do
trabalho (AET), desenvolvida por franceses, e um exemplo de ergonomia de correção,
pois visa a aplicar os conhecimentos da ergonomia para analisar, diagnosticar e
corrigir uma situação real do trabalho (IIDA, 2005).
A elaboração de uma AET e um passo importante para se alcançar essa
adaptação da máquina ao homem, pois ela funciona como um mecanismo de auxílio
para a compreensão dos problemas existentes no processo produtivo (CORREA;
BOLETTI, 2015).
Por meio do conhecimento prévio da demanda, da tarefa ou da atividade, e
possível aumentar a qualidade de vida do trabalhador em seus aspectos físicos,
sensoriais, cognitivos, sociais e organizacionais (WEBER, 2018).
O fisioterapeuta do trabalho e um dos profissionais habilitados para a
elaboração da AET, pois tem conhecimento técnico-cientifico sobre a anatomia
fisiologia humana e a biomecânica corporal, itens importantes na avaliação e em todo
o processo que resulta na AET (CONSELHO FEDERAL DE FISIOTERAPIA E
TERAPIA OCUPACIONAL [Coffito], 2016).
Outros profissionais com conhecimento em anatomia, fisiologia, biomecânica
corporal, organização do trabalho e com curso de pós-graduação lato sensu de, no
mínimo, 360 horas em ergonomia em instituição pública ou privada credenciada pelo
Ministério da Educação também podem elaborar e assinar uma AET (BRASIL, 2016).
A Norma Regulamentadora de Ergonomia 17 (NR 17), publicada pelo
Ministério do Trabalho e Emprego (atual Secretaria de Trabalho), estabelece os
parâmetros ergonômicos norteadores que permitem a avaliação da adaptação das
condições de trabalho as características psicofisiologicas dos trabalhadores.
(CORREA; BOLETTI, 2015).
O objetivo dessas alterações e fornecer o máximo de conforto, segurança e
desempenho eficiente ao trabalhador, e isso deve ser a base da AET, pois é uma
forma de avaliar a adaptação das condições de trabalho as características
psicofisiologicas do trabalhador (BRASIL, 1990).
Por esse motivo, são avaliados o levantamento, o transporte e a descarga
individual de materiais, bem como os equipamentos, o mobiliário, as condições
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ambientais e a organização do trabalho. Entre as premissas da AET, destacam-se a
compreensão da situação do trabalho e suas implicações, a elaboração de um
diagnóstico para investigar as situações mais preocupantes, a emissão de pareceres
e a busca por soluções para melhorias (CORREA; BOLETTI, 2015).
Além disso, essa e uma importante ferramenta utilizada para a gestão da
saúde e segurança ocupacional. Cabe ao empregador realizar as analises
ergonômicas por meio de um profissional da ergonomia, tornando-se importante que
ele entenda as três etapas da AET. (CORREA; BOLETTI, 2015).
A elaboração de um relatório de AET engloba uma extensa teoria, bem como
o conhecimento das ferramentas ergonômicas que são recursos auxiliares nas
avaliações posturais, as quais se diferenciam pelos fatores analisados e os dados de
entrada (SOUZA et al., 2019). Essas ferramentas fornecem recursos de cálculo para
estabelecer o limite de peso recomendável em determinadas atividades de trabalho e
consistem em registros importantes de análises sobre queixas álgicas e de agravos à
saúde. Além disso, elas reúnem informações sobre satisfação no ambiente de
trabalho e são ótimos fundamentos para propostas futuras relacionadas com a
atuação empresarial, como nos casos de expansão empresarial, além de serem um
ótimo indicativo de saúde e segurança ocupacional. Dessa forma, o melhor método a
ser utilizado é aquele que se enquadra à necessidade da sua avaliação (SOUZA et
al., 2019).
Método OWAS
O método OWAS é utilizado na análise das posturas das costas, dos braços,
das pernas e do esforço do trabalhador (Figura 6), fornecendo uma categoria de ação
em que se pode analisar a frequência e o tempo em que o trabalhador fica em cada
postura em sua tarefa. Assim, é possível avaliar cada postura, fornecendo pontos,
bem como o nível de esforço avaliado por carga. A porcentagem de tempo em
determinada postura apresenta categorias de ação, mensurando também a força
empregada e as propostas de categorias de ação conforme a pontuação. De acordo
com Souza et al. (2019), existem quatro classes de posturas, conforme descrito a
seguir.
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2. Postura levemente prejudicial: pode ser necessária uma medida
corretiva.
3. Postura prejudicial: é necessário corrigir a postura o mais rápido
possível.
4. Postura extremamente prejudicial: são necessárias medidas
imediatas de correção.
27
Método RULA
O método RULA é uma adaptação do OWAS, utilizando esquemas de postura
do corpo com tabelas de risco de exposição a fatores de cargas externos. Assim, a
demonstração do risco de desenvolver doenças ocupacionais é mais simples. Esse
método é muito utilizado para a análise das sobrecargas concentradas no pescoço e
nos membros inferiores durante execução das atividades laborais (SOUZA et al.,
2019).
Para o método RULA, o corpo é dividido em duas partes: A e B, que são os
membros superiores e os inferiores (pescoço, tronco, pernas e pés). A análise é feita
de acordo com as angulações do corpo e dos membros, com pontuação de 1 a 7,
sendo 1 o menor risco e 7 o maior risco de lesão.
Método NIOSH
O NIOSH é um órgão do governo norte-americano que desenvolveu uma
equação que permite calcular o limite de peso recomendável, levando-se em
consideração fatores como a manipulação assimétrica de cargas, a duração da tarefa,
a frequência dos levantamentos e a qualidade da pega. Essa equação considera os
critérios a seguir para estabelecer os limites de carga, de acordo com o Manual de
aplicação da Norma Regulamentadora nº 17 (BRASIL, 2002).
28
Biomecânico: limita o estresse na região lombossacral.
Fisiológico: limita o estresse metabólico e a fadiga associada a tarefas
repetitivas.
Psicofísico: limita a carga conforme a percepção da capacidade do
trabalhador.
29
1.2 Introdução à análise ergonômica da atividade com enfoque nos aspectos
materiais, fisiológicos, psicológicos e organizacionais
30
qualidade: pode ser por consequências de erros de dimensionamento do posto de
trabalho, ou pela sequência inadequada de tarefas;
e. Recomendações ergonômicas: as recomendações ergonômicas
referem-se as providências que deverão ser tomadas para resolver o problema
diagnosticado. Devem-se prescrever todas as etapas necessárias para resolver o
problema. Estas podem vir acompanhadas de figuras com detalhamento das
modificações a serem feitas em máquinas ou postos de trabalho, e indicar as
respectivas responsabilidades (pessoa e seção do departamento encarregado, com
indicação do respectivo prazo).
31
levem a adequada realização das tarefas laborativas, evitando dores e possíveis
desenvolvimento de doenças.
Com a industrialização acelerada em todos os países do mundo, somada às
necessidades econômicas imediatas, são geradas agressões constantes ao homem
e ao meio ambiente, que para VIEIRA (2000), deixa os trabalhadores à mercê da sorte
no que se refere à segurança e à saúde ocupacional. Para o autor, a ocorrência de tal
fato se dá não somente pela inexistência de legislação, mas principalmente pela falta
de conscientização da responsabilidade que engloba tanto os trabalhadores, como
empresários e profissionais da área no aspecto da prevenção, dos acidentes de
trabalho e das doenças ocupacionais.
De acordo com COUTO (1998), a ergonomia apresenta cinco áreas aplicadas
ao trabalho:
32
Prevenção da fadiga no trabalho: a ergonomia procura identificar os
fatores que predispõem à fadiga, tanto física quanto psíquica, objetivando propor
soluções capazes de diminuir esta sobrecarga;
Prevenção do erro humano: adequa os postos de trabalho de tal forma
que diminua o risco de erro humano. Sabe-se que nem todo o erro acontece por
condições ergonômicas desfavoráveis, mas em muitos casos estas condições podem
desencadear tal erro.
Os riscos ergonômicos são responsáveis por grande parte das queixas, dores,
distúrbios e doenças osteomusculares relacionadas às atividades laborais. Esses
riscos são referentes à ergonomia física, sendo eles: posturas inadequadas,
levantamento manual de carga, repetitividade, esforço físico e condições ambientais
(ruído, iluminação e temperatura). (WEBER, 2018).
Em seu cotidiano, o profissional de ergonomia se depara com situações em
que, após o mapeamento de um ambiente de trabalho, percebe que, em algumas
atividades laborais, ocorre a associação de dois ou mais riscos ergonômicos. Isso
pode ser fundamental para o aumento de dores e de lesões osteomusculares,
promovendo um crescimento do índice de absenteísmo na empresa e,
consequentemente, a redução da produtividade e o crescimento do custo com
afastamento relacionado a acidentes de trabalho.
Para Weber (2018, p. 114):
33
Transporte manual de cargas
Atualmente, na grande maioria das atividades dos setores operacionais,
ocorre algum tipo de transporte manual de cargas, sendo este um dos riscos
ergonômicos mais comuns de se identificar no ambiente de trabalho. O transporte
manual de cargas refere-se à quando um trabalhador, de forma individual ou em dupla,
realiza o levantamento, a sustentação, o transporte ou o deslocamento (puxar ou
empurrar) de cargas de qualquer peso. (WEBER, 2018).
Pode-se identificar facilmente os principais erros durante a execução da
atividade de levantamento manual de carga. De forma descritiva, a grande maioria
dos trabalhadores executa essa atividade realizando uma flexão da coluna vertebral
e mantendo os joelhos estendidos. Como essa atividade é repetida várias vezes
durante o dia com essa postura errada, com o decorrer do tempo, ocorrerá fadiga na
musculatura da coluna lombar, sendo essa patologia uma das mais decorrentes nos
casos de afastamento do trabalho. (WEBER, 2018).
Segundo Iida (2005), o número de lesões e traumas musculares relacionados
à atividade de transporte manual de cargas é de 60% do total, sendo, ainda, 20% da
atividade de puxar e empurrar. Kroemer e Grandjean (2005, p. 103) reforçam o alto
índice de distúrbios relacionados ao transporte manual de cargas:
[…] O British Health and Safety Executive (Health and Safety Executive,
1992) informou que no Reino Unido mais de um quarto dos distúrbios
registrados na indústria, entre 1990 e 1991, estavam associados com o
manuseio de cargas — o transporte ou manutenção de cargas pela força
manual ou corporal. Destes distúrbios, 45% ocorreram nas costas, 22 nas
mãos e 13 nos braços. Dados similares são reportados nos Estados Unidos
(Marras et al., 1995). De acordo com Krämer (1973), na Alemanha, os
problemas discais são a causa de 20% de absenteísmo e 50% de
aposentadorias prematuras. Os problemas de coluna estão entre as causas
mais comuns de distúrbios e invalidez em muitas populações industriais.
34
Condições ambientais
A Norma Regulamentadora do Trabalho 17 (NR-17), em seu item 17.5, cita as
normativas que se deve seguir quanto aos riscos ergonômicos causados pelas
condições ambientais. A NR descreve como riscos ambientais: ruído, temperatura,
iluminação, velocidade e umidade relativa do ar. (BRASIL, 2017).
É importante ressaltar que o mapeamento ergonômico é uma “apreciação”
dos riscos existentes no ambiente de trabalho, sendo assim, é uma análise qualitativa,
ou seja, o profissional realizará uma investigação do ambiente, dos mobiliários e das
atividades executadas pelo trabalhador. (BRASIL, 2017).
Dessa forma, quando se trata da análise qualitativa de riscos ambientais,
deve-se atentar para três riscos visíveis durante a apreciação ergonômica, são eles:
ruído, temperatura e iluminação. Contudo, todos os riscos ambientais deverão ser
mensurados em uma etapa futura (durante a elaboração da análise ergonômica do
trabalho). (BRASIL, 2017).
O ruído é o primeiro risco que deve ser observado em um mapeamento
ergonômico. Ao investigar a atividade laboral e seu ambiente, o profissional deve se
atentar a ruídos externos e a ruídos provocados por ferramentas de impacto ou
maquinários. (BRASIL, 2017).
A temperatura, por sua vez, deve ser classificada na análise qualitativa de
forma bem simples: local com temperatura ambiente (sem influência de ar-
condicionado e ventiladores) ou local com temperatura controlada (ambiente fechado
com uso de ar-condicionado). É importante destacar que as mensurações
quantitativas desses riscos serão realizadas na análise ergonômica do trabalho.
(BRASIL, 2017).
Quanto à iluminação, deve-se observar os tipos de iluminação existentes no
posto de trabalho, sendo eles: natural (ambiente aberto ou semifechado que tenha
como iluminação somente a luz solar), artificial (ambiente fechado com luz gerada por
lâmpadas) ou uma associação entre eles. Além disso, deve-se ficar atento quanto ao
ofuscamento da luz natural ou da luz artificial nas telas e nos monitores dos postos
informatizados. (BRASIL, 2017).
Durante o mapeamento ou análise ergonômica, o profissional deve embasar
os seus resultados na NR-17 de ergonomia, que rege a legislação a respeito desse
35
assunto. Assim, ele deve ter total conhecimento dos itens existentes, sendo o
levantamento de cargas um item citado em especial. (BRASIL, 2017).
Confira, a seguir, os itens da NR-17 referentes ao levantamento e ao
transporte manual de cargas (BRASIL, 1978).
17.2 Levantamento, transporte e descarga individual de materiais.
17.2.1. Para efeito desta Norma Regulamentadora:
17.2.1.1 Transporte manual de cargas designa todo transporte no qual o peso
da carga é suportado inteiramente por um só trabalhador, compreendendo o
levantamento e a deposição da carga.
17.2.1.2 Transporte manual regular de cargas designa toda atividade
realizada de
Maneira contínua ou que inclua, mesmo que de forma descontínua, o
transporte manual de cargas.
17.2.1.3 Trabalhador jovem designa todo trabalhador com idade inferior a
dezoito anos e maior de quatorze anos.
17.2.2. Não deverá ser exigido nem admitido o transporte manual de cargas
por um trabalhador cujo peso seja suscetível de comprometer sua saúde ou sua
segurança.
17.2.3. Todo trabalhador designado para o transporte manual regular de
cargas, que não as leves, deve receber treinamento ou instruções satisfatórias quanto
aos métodos de trabalho que deverá utilizar, com vistas a salvaguardar sua saúde e
prevenir acidentes.
17.2.4. Com vistas a limitar ou facilitar o transporte manual de cargas, deverão
ser usados meios técnicos apropriados.
17.2.5. Quando mulheres e trabalhadores jovens forem designados para o
transporte manual de cargas, o peso máximo destas cargas deverá ser nitidamente
inferior àquele admitido para os homens, para não comprometer a sua saúde ou a sua
segurança.
17.2.6 O transporte e a descarga de materiais feitos por impulsão ou tração
de vagonetes sobre trilhos, carros de mão ou qualquer outro aparelho mecânico
deverão ser executados de forma que o esforço físico realizado pelo trabalhador seja
36
compatível com sua capacidade de força e não comprometa a sua saúde ou a sua
segurança.
17.2.7 O trabalho de levantamento de material feito com equipamento
mecânico de ação manual deverá ser executado de forma que o esforço físico
realizado pelo trabalhador seja compatível com sua capacidade de força e não
comprometa a sua saúde ou a sua segurança.
Posturas no trabalho
As posturas no ambiente de trabalho podem variar durante a jornada laboral.
Na maioria das situações, elas são determinadas pelo ambiente ou pela atividade que
está sendo executada pelo trabalhador. Por esse motivo, deve-se atentar para a
importância da ação da ergonomia nas empresas, a fim de corrigir as inadequações
físicas do ambiente, reduzir os riscos posturais e promover a qualidade de vida do
trabalhador. (BRASIL, 2017).
É considerada uma boa postura no ambiente de trabalho quando o sistema
musculoesquelético do trabalhador se encontra fisiologicamente adequado e
equilibrado enquanto este realiza as atividades laborais. Segundo o Comitê sobre
Postura, da Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos, referida por Hall e Brody
(2001, p. 130):
[…] A postura é o arranjo relativo das partes do corpo. Boa postura é o estado
de equilíbrio muscular e esquelético que protege as estruturas de sustentação
do corpo contra as lesões ou as deformidades progressivas,
independentemente da atitude (p. ex., ereta, deitada, agachada, inclinada) na
qual essas estruturas estão trabalhando ou repousando. Nessas condições,
os músculos funcionam mais eficientemente e as posições ótimas são
proporcionadas para os órgãos torácicos e abdominais.
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sobrecarga no sistema musculoesquelético e, consequentemente, o aumento do risco
de dores e distúrbios relacionados ao trabalho. (BRASIL, 2017).
Ausência de conscientização ergonômica: quando o ambiente ou
posto de trabalho se encontra adequado ergonomicamente, porém, devido à falta de
conhecimento (treinamentos) dos conceitos de ergonomia, o trabalhador assume
vícios posturais inadequados. (BRASIL, 2017).
Movimentos repetitivos
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Sendo assim, é importante realizar o mapeamento ergonômico para identificar
esse risco, bem como uma análise quantitativa futura, a fim de, por meio de ações
ergonômicas, reduzir o risco de doenças relacionas à repetitividade. (BRASIL, 2017).
39
no local analisado, ampliando de forma significativa às perspectivas do estudo
realizado.
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O leiaute é disposto em “U”, onde existe apenas uma entrada para os materiais
e uma saída para os mesmos. Esse impasse foi solucionado aplicando horários
específicos para entrada e saída dos materiais. O ambiente interno da área produtiva
apresenta boa higienização, além da ausência de umidade, o que reduz os riscos de
enfermidades respiratórias, entre outras.
Para os materiais foram dispostos locais específicos de armazenagem, onde o
ambiente também se encontra sob condições boas de acondicionamento, sem sofrer
variações provocadas por intempéries externas como iluminação extrema,
temperaturas elevadas, entre outros. Embora haja a manipulação de agentes
químicos de caráter inflamável, não existem registros de acidentes de trabalho
relacionados com manipulação dos componentes.
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os entrevistados relataram que seus desconfortos causados pelas más posturas
adotadas no local de trabalho são amenizados com o repouso. Nenhum dos
trabalhadores afirmou praticar a ginástica laboral ou qualquer outro tipo de
alongamento e aquecimento, que é importante para a preparação dos músculos
envolvidos nas atividades exercidas.
Para a realização da coleta de dados para efetuar essa análise foi necessário
além de aplicação da entrevista, a utilização de um checklist, para definir as
características dos esforços de trabalho em cada setor da área produtiva. Os
empregados não encontram dificuldades em executarem suas atividades, e possuem
um bom relacionamento no local de trabalho, apesar da pressão da chefia para o
alcance da meta de produção pela empresa.
Devido ao grau de pequena complexidade e repetitividade das tarefas, o risco
de sensação de monotonia é visível entre os trabalhadores. Aproximadamente 80 %
dos trabalhadores afirmam que suas atividades são completamente monótonas; pois
apresentam pouca exigência de capacidade intelectual. Nos setores de sache,
envase, rotulagem, laboratório, e pesagem existem todos os riscos de monotonia, e
inclusive de fadiga.
A má postura na realização das atividades traz ao trabalhador uma sensação
forte de fadiga muscular, principalmente nas regiões das pernas, ombros e
antebraços. Os entrevistados afirmam que o ambiente com alta temperatura contribui
para o aumento da irritabilidade, uma sensação de cansaço geral, onde também há,
em alguns casos, a fadiga psicológica, com a queda da capacidade de concentração.
Segundo Grandjean (1998), o grau de satisfação com relação a trabalhos repetitivos
e monótonos é menor do que em tarefas com amplo espaço de atividades.
O aspecto motivacional dos trabalhadores também foi objeto de estudo para se
determinar até que limite o trabalho poderia desenvolver comportamento de stress no
ambiente de trabalho. Todos os trabalhadores afirmaram estarem satisfeitos com o
seu trabalho, exceto pelo aspecto de condições de temperatura do ambiente. O fato
de maior preocupação dos trabalhadores (segundo 90 % dos entrevistados) é a
pressão para manter metas produtivas, que se tornam grandes quando existe uma
42
demanda em maior grau. Isso provoca, segundo eles, um stress caracterizado
principalmente pela fadiga mental, desmotivação e estafa.
7 ANÁLISE ORGANIZACIONAL
8 CONDIÇÕES AMBIENTAIS
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ao desempenho e à saúde dos empregados. Dentre estas variáveis, foram destacadas
as condições de temperatura, iluminação, ruído e vibrações.
9 TEMPERATURA
10 RUÍDO
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11 ILUMINAÇÃO
12 VIBRAÇÃO
14 DIAGNÓSTICO ERGONÔMICO
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As condições ambientais detectaram a presença de aspectos desfavoráveis
com relação aos aspectos de temperatura do ambiente, que deve ter uma intervenção
imediata; pois o nível de desconforto térmico é relevante.
Os ruídos, apesar de estarem dentro dos limites recomendáveis, no setor de
rotulagem, a máquina rotuladora apresenta um ruído irritante para a maior parte dos
responsáveis por manuseá-las.
Os frascos de vidro causam riscos físicos através de cortes e ferimentos que,
apesar de não provocarem até a atualidade, nenhum incidente de proporções graves
com os trabalhadores, não se pode deixar de dar atenção a esse fator observado.
Quanto aos aspectos de iluminação, apenas o setor de envase apresentou os
níveis de iluminação dentro dos limites recomendáveis por Iida (2000) para as
atividades realizadas nos outros setores da área produtiva da empresa. Essa condição
desfavorável ao trabalhador pode causar desconfortos físicos, como prejuízo a visão,
cansaço mental, e indisposição na capacidade de concentração.
Os vasilhames de água não apresentam um carrinho de locomoção que
diminuam o esforço do trabalhador. As dores lombares em alguns dos entrevistados
foram identificadas como resultante do carregamento em posições desconfortáveis
desses recipientes.
15 O CADERNO DE ENCARGOS
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A empresa deveria apresentar um sistema organizado em que os trabalhadores
pudessem sempre alternar suas posições em pé e sentado, evitando o desgaste
produtivo provocado pela fadiga.
A empresa deveria estipular uma escala de horas extras que não
comprometessem a qualidade de vida dos trabalhadores com o desgaste físico e
psicológico mencionados no diagnóstico realizado no local.
Nos aspectos físicos, a empresa deveria substituir as cadeiras
ergonomicamente irregulares por outras com assentos e encostos estofados e
reguláveis, além de estarem dentro das medidas recomendadas por Iida (2000) e
Grandjean (1998).
Manter a cultura da prática da ginástica laboral, pois ajuda na amenização dos
riscos de doenças ocupacionais, além de prepará-los fisicamente melhor, motivando-
os no início do período de trabalho.
Adotar um carrinho de transporte para o carregamento dos recipientes de água
a ser utilizada na mistura.
Melhorar as condições térmicas no setor produtivo através de um melhor
sistema de refrigeração, a fim de diminuir o índice de desconforto sofrido pelos
trabalhadores.
Alterar as condições de iluminação dos setores citados no diagnóstico
ergonômico, para que haja melhor aproveitamento do trabalhador na execução de sua
atividade.
Verificar os motivos pelos quais a máquina de rotulagem apresenta o ruído que
incomoda os trabalhadores, corrigindo esse problema.
Análise dos frascos utilizados na embalagem dos produtos fornecidos pela
empresa para diminuir os riscos de ferimentos nos trabalhadores.
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6 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICAS
49
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