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Ver artigos principais: Espanhol rioplatense e Português uruguaio

Como é o caso da vizinha Argentina, o Uruguai emprega tanto o voseo quanto


o yeismo (com [ʃ] ou [ʒ]). O inglês é comum no mundo dos negócios e seu
estudo tem aumentado significativamente nos últimos anos, especialmente
entre os jovens. No entanto, ainda é uma língua minoritária, como são
o francês, o italiano, o alemão e o português, este falado na região norte, perto
da fronteira brasileira.[68] O Uruguai é um dos poucos países não lusófonos em
que o ensino da língua portuguesa é obrigatório. O português é ensinado a
partir do 6º ano de escolaridade.[69] Como poucos povos indígenas existem na
população, as línguas indígenas são pouco presentes no Uruguai.[70]

Composição étnica

Uruguaios festejando o bicentenário do país


Segundo publicações da CIA (The World Factbook), a população uruguaia é
fundamentalmente de origem europeia, representando 88% da população,
seguida por mestiços (8%) e afro-uruguaios (4%). Esta fonte sustenta que a
população indígena é praticamente inexistente.[27] As sucessivas ondas
migratórias que viveram no país têm conformado a população atual, composta
principalmente de espanhóis, seguidos por italianos e com um importante
número
de franceses, alemães, portugueses, britânicos, suíços, russos, polacos, entre
outros. A população de origem asiática é pequena.[71]

Um estudo genético de 2009, publicado no American Journal of Human


Biology, revelou que a composição genética do Uruguai é principalmente
europeia, mas com contribuição indígena (que varia de 1% a 20% em
diferentes partes do país) e significativa contribuição africana (7% a 15% em
diferentes partes do país).[72]

A contribuição indígena no Uruguai foi estimada em 10%, em média, para a


população inteira. Esse número sobe a 20% no departamento
de Tacuarembó e desce a 2% em Montevidéu. O DNA mitocondrial indígena
chega a 62% em Tacuarembó.[73]

Um estudo genético de 2006 encontrou os seguintes resultados para a


população de Cerro Largo: contribuição europeia de 82%, contribuição
indígena de 8% e contribuição africana de 10%. Esse foi o resultado para o
DNA autossômico, o que se herda tanto do pai quanto da mãe e permite inferir
toda a ancestralidade de um indivíduo. Na linhagem materna, DNA
mitocondrial, os resultados encontrados para Cerro Largo foram: contribuição
europeia de 49%, contribuição indígena de 30%, e contribuição africana de
21%.[74]
Religião
Religião Porcentagem
Católicos romanos 45,7%
Sem religião 30,1%
Ateus ou agnósticos 14,0%
Outros cristãos 9,0%
Outros 1,2%
O Uruguai não tem religião oficial e, portanto, igreja e Estado estão oficialmente
separados,[30] enquanto a liberdade religiosa é garantia constitucional. Uma
pesquisa realizada em 2008 pelo Instituto Nacional de Estatística do Uruguai
apontou o catolicismo como a principal religião, com 45,7% da população; 9,0%
são cristãos não católicos, 0,6% são animistas ou umbandistas (uma religião
brasileira, com raízes africanas e indígenas) e 0,4% judeus. 30,1% declararam
acreditar em um Deus, mas não pertencem a nenhuma religião, enquanto 14%
declararam ser ateus ou agnósticos.[75] Entre a grande
comunidade armênia em Montevidéu, a religião dominante é o cristianismo,
especificamente a Igreja Apostólica Armênia.[76]

Os observadores políticos consideram o Uruguai o país


mais secular nas Américas.[77] A secularização do Uruguai começou com o
papel relativamente menor da igreja na época colonial, em comparação com
outras partes do Império Espanhol. O pequeno número de índios do Uruguai e
sua feroz resistência ao proselitismo reduziu a influência das autoridades
eclesiásticas.[78]

Após a independência, ideias anticlericais se espalharam para o Uruguai, em


particular da França, minando ainda mais a influência da igreja. Em 1837,
o casamento civil foi reconhecido e em 1861 o Estado assumiu a gestão
dos cemitérios públicos. Em 1907 o divórcio foi legalizado e em 1909 toda e
qualquer educação religiosa foi banida das escolas públicas.[78] Sob a influência
do radical reformador Colorado, José Batlle y Ordóñez (1903-1911), a
completa separação entre Igreja e Estado foi introduzida com a nova
Constituição da 1917.[78]

Indicadores socioeconômicos

Departamentos do Uruguai por IDH (2002):


IDH elevado
IDH médio
Segundo dados publicados pelas Nações Unidas o índice Gini do Uruguai em
2010 era de 45,3.[6] Uma pontuação de 100 nessa escala significaria um estado
de máxima desigualdade entre classes sociais, e uma pontuação de 0
representaria uma distribuição igual da riqueza.[79]

Um recente relatório usou dois indicadores para estimar o número de pessoas


vivendo em estado de pobreza no país. Esses indicadores são a "linha de
indigência", abaixo da qual o salário da família não é o suficiente para o
consumo básico de alimentos, e a "linha da pobreza", abaixo da qual o salário
da família não é o suficiente para o consumo básico de alimentos, roupas,
saúde e transporte.[79] Em 2013, cerca de 12% da população uruguaia era
classificada como pobre pelo governo.[80]

O salário médio da mulher em 2002 no Uruguai equivalia a 71,8% do salário do


homem da mesma atividade.[81] O salário médio dos descendentes de africanos
equivalia a 65% do dos descendentes de europeus.[82]

Apesar de o aluguel em lugares que não possuem tanta demanda não serem
tão caros, é normalmente necessário que a pessoa tenha uma outra
propriedade para servir de garantia para o contrato, ou um depósito que muitos
não conseguem pagar.[79] A primeira condição torna o aluguel especialmente
difícil para os setores menos favorecidos da população. De acordo com o INE,
23,3% da população vive em lugares que não são nem deles nem são
alugados. Alguns deles são casas construídas propriamente, enquanto outros
são construções precárias construídas ilegalmente em terras públicas ou
privadas ao redor das cidades. Assim, novas comunidades inteiras foram
criadas nas últimas décadas. Elas são chamadas de "Asentamientos" e este
fenômeno é similar às "Favelas" no Brasil, "Villas
Miseria" na Argentina, "Barrios" na Venezuela, "Invasiones" na
Colômbia, "Arrabales" na Espanha, "Poblaciones
Callampa" no Chile e "Jacales" no México.[79]

Política
Ver artigo principal: Política do Uruguai

Luis Alberto Lacalle Pou, o atual presidente do Uruguai


O Uruguai é uma república democrática representativa com um sistema
presidencial.[83] Os membros do governo são eleitos para um mandato de cinco
anos por um sistema de sufrágio universal.[83] O Uruguai é um Estado unitário:
justiça, educação, saúde, segurança externa, política e defesa são
administradas em todo o país.[83] O poder executivo é exercido
pelo presidente e por um gabinete de 13 ministros.[83]

O poder legislativo é constituído pela Assembleia Geral, composta por duas


câmaras: a Câmara dos Deputados com 99 membros que representam os 19
departamentos, eleitos com base na representação proporcional; e a Câmara
dos Senadores, composta por 31 membros, dos quais 30 são eleitos por um
mandato de cinco anos por representação proporcional e pelo vice-presidente,
que a preside.[83]

O poder judiciário é exercido pelo Supremo Tribunal Nacional, a bancada e


juízes em todo o país. Os membros da Suprema Corte são eleitos pela
Assembleia Geral, os membros da Magistratura do Tribunal Supremo, com o
consentimento do Senado, e os juízes são diretamente afetados pelo Supremo
Tribunal Federal.[83]

O Uruguai adotou sua atual constituição em 1967. Muitas das suas disposições
foram suspensas em 1973, mas restabelecidas em 1985. A Constituição
uruguaia permite aos cidadãos revogar as leis ou alterar a Constituição
por referendo. Durante os últimos 15 anos, este método foi utilizado várias
vezes: para confirmar uma lei de renúncia dos membros do Ministério Público
dos militares que violaram direitos humanos durante o regime militar (1973–
1985); parar a privatização das empresas de serviços públicos; para defender
rendimentos de pensionistas e para proteger os recursos hídricos.[84]

Palácio legislativo, Montevidéu


Durante a maior parte da história do Uruguai, o Partido Colorado esteve no
governo. A outra parte "tradicional" do Uruguai, o Partido Blanco, governou
apenas duas vezes. As eleições de 2004 trouxeram a Frente Ampla (coalizão
de socialistas, comunistas, tupamaros, ex-comunistas e sociais-democratas,
entre outros) a governar com maioria nas duas casas do parlamento e da
eleição do presidente Tabaré Vázquez, por maioria absoluta.[85]

O Latinobarômetro de 2010 constatou que, na América Latina, os uruguaios


estão entre os que mais apoiam a democracia e, de longe, os mais satisfeitos
com o funcionamento da democracia em seu país.[86] O Uruguai ficou em 27º na
pesquisa Freedom in the World, da organização Freedom House. De acordo
com a Economist Intelligence Unit, em 2010 o Uruguai alcançou a 21ª posição
no Índice de Democracia, entre os 30 países considerados "democracias
plenas" no mundo.[87] O Uruguai foi classificado em 19º lugar no Índice de
Percepções de Corrupção feito pela Transparência Internacional.[11]

Relações internacionais
Em novembro de 2010, o Uruguai ratificou o Tratado Constitutivo da União de
Nações Sul-Americanas (UNASUL), tornando-se a nona das doze nações sul-
americanas a fazê-lo. O tratado foi escrito em 2008 e entrou em vigor 30 dias
após a data de assinatura do nono instrumento de ratificação.[88]

José Mujica e Cristina Kirchner, a ex-presidente da

Argentina Mujica e a ex-presidente do Brasil, Dilma


Rousseff
Argentina e Brasil são os parceiros comerciais mais importantes do Uruguai: a
Argentina foi responsável por 20% das importações totais do país em
2009.[27] Como as relações bilaterais com a Argentina são consideradas uma
prioridade, o Uruguai nega autorização para navios de guerra britânicos com
destino às Ilhas Malvinas de atracarem em territórios e portos uruguaios para
suprimentos e combustível.[89] A rivalidade entre o porto de Montevidéu e o
de Buenos Aires, que remonta aos tempos do Império Espanhol, tem sido
descrita como a "guerra dos portos". Representantes do governo de ambos os
países enfatizaram a necessidade de acabar com essa rivalidade em nome da
integração regional em 2010.[90] A controversa construção de uma fábrica de
papel celulose em 2007, no lado uruguaio do rio Uruguai, causou protestos na
Argentina pelo medo de que a planta industrial iria poluir o meio ambiente e
levou a tensões diplomáticas entre os dois países.[91] A disputa permaneceu um
tema controverso em 2010, especialmente após relatos de aumento da
contaminação da água na área, que mais tarde provaram-se ser de descarga
de esgotos da cidade de Gualeguaychú.[92][93] Em novembro de 2010, o Uruguai
e a Argentina anunciaram que tinham chegado a um acordo final para o
monitoramento ambiental conjunto da fábrica de celulose.[94]

O Brasil e o Uruguai também mantêm um longo histórico de relações bilaterais.


Os dois países assinaram acordos de cooperação em temas diversos, como
defesa, ciência e tecnologia, energia, transporte fluvial e pesca, com a
esperança de acelerar a integração política e econômica entre as duas nações
vizinhas.[95] O Uruguai tem duas disputas na fronteira com o Brasil não
contestadas: sobre a Ilha Brasileira e em região de 235 km² do rio Invernada
próxima à Masoller. Os dois países discordam sobre qual afluente representa a
fonte legítima do rio Quaraí, o que definiria a fronteira na última seção
disputada, de acordo com o tratado fronteiriço firmado entre os dois países em
1851.[27] No entanto, essas disputas fronteiriças nunca impediram os dois
países de manter relações diplomáticas amistosas e fortes laços econômicos.
Até agora, as áreas disputadas permanecem sob controle brasileiro de facto,
com pouco ou nenhum esforço real feito pelo governo uruguaio para fazer valer
suas reivindicações territoriais.

O Uruguai tem desfrutado de relações amigáveis com os Estados


Unidos desde a sua transição de volta à democracia.[47] Os laços comerciais
entre os dois países se expandiram substancialmente nos últimos anos, com a
assinatura de um tratado de investimento bilateral em 2004 e de um Acordo
Quadro de Comércio e Investimento em janeiro de 2007.[47] Os Estados Unidos
e o Uruguai também têm cooperado em assuntos militares, sendo que ambos
os países desempenham papéis importantes na Missão das Nações Unidas
para a estabilização no Haiti (MINUSTAH).[47]

O ex-presidente Mujica apoiou a candidatura da Venezuela para participar


do Mercosul e apoiou o ministro da economia venezuelano, Alí Rodríguez
Araque, a se tornar secretário-geral da Unasul, uma posição anteriormente
ocupada por Néstor Kirchner. A Venezuela tem um acordo para vender ao
Uruguai até 40 000 barris de petróleo por dia em condições preferenciais.[96]

Em 15 de março de 2011, o Uruguai tornou-se o sétimo país sul-americano a


reconhecer oficialmente o Estado palestino, apesar de não haver especificação
para as fronteiras desse país como parte do reconhecimento. Em declarações
oficiais, o governo uruguaio indicou o seu firme compromisso com o processo
de paz no Oriente Médio, mas recusou-se a especificar fronteiras "para evitar
interferir em uma questão que exigiria um acordo bilateral".[97]

Forças armadas
Ver artigo principal: Forças Armadas do Uruguai

Um M41 do Exército do Uruguai


As forças armadas uruguaias são constitucionalmente subordinadas ao
presidente, através do ministro da Defesa.[30] O país possui um efetivo de cerca
de 14 000 militares para o exército, 6 000 para a marinha e 3 000 para a força
aérea.[30] O alistamento é voluntário em tempo de paz, mas o governo tem
autoridade para recrutar em emergências.[27]

Desde maio de 2009, os homossexuais estão autorizados a servir abertamente


nas forças armadas do país, após o ministro da defesa assinar um decreto
afirmando que a política de recrutamento militar já não é mais discriminatória
com base na orientação sexual das pessoas.[98] No ano fiscal de 2010, os
Estados Unidos forneceram ao Uruguai 1,7 milhão de dólares em ajuda militar,
incluindo 1 milhão de dólares em financiamento e 480 mil dólares em educação
e formação militar.[47]

O Uruguai ocupa o primeiro lugar no mundo per capita em contribuições para


as forças de paz das Nações Unidas, com 2 513 soldados e oficiais em 10
missões de paz da ONU.[30] Em fevereiro de 2010, o país tinha 1 136 militares
destacados no Haiti em apoio da MINUSTAH e 1 360 em apoio à MONUC,
na República Democrática do Congo.[30] Em dezembro de 2010, o major
uruguaio Gloodtdofsky foi nomeado chefe da Missão Militar e Grupo de
Observadores Militares das Nações Unidas para Índia e Paquistão.[99]

Subdivisões
Ver artigo principal: Subdivisões do Uruguai

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