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Lição 09 - Uma Parábola Sobre Israel Texto Bíblico: Lucas 13.6-9

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Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Pernambuco

Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais


Departamento Infantojuvenil
Pastor Presidente: Aílton José Alves
Av. Cruz Cabugá, 29 – Santo Amaro – Recife-PE / CEP. 50040 – 000 Fone: 3084 1524 / 3084 1543
PROFESSOR 2 – CLASSE DE ADOLESCENTES – 2º TRIMESTRE DE 2024

LIÇÃO 09 – UMA PARÁBOLA SOBRE ISRAEL


TEXTO BÍBLICO: LUCAS 13.6-9

INTRODUÇÃO
Nesta lição estudaremos sobre a parábola da figueira estéril. Veremos que esta faz referência direta a nação de
Israel. Pontuaremos as seguintes lições extraídas: como o vinhateiro intercedeu para a figueira não ser cortada, precisamos
de intercessores que rogue pelas almas sem Cristo; a misericórdia de Deus é causa de não sermos destruídos, e por fim,
ressaltaremos a importância da frutificação espiritual na vida cristã.

I – A MENSAGEM
“E a natureza gloriosa do meu Pai se revela quando vocês produzem muitos frutos e assim mostram que são meus
discípulos” (João 15.8)
Quando uma pessoa crê em Cristo e recebe o seu perdão, recebe a vida eterna e o poder de estar ou permanecer nele.
Tendo esse poder, o crente precisa aceitar sua responsabilidade quanto à salvação e permanecer em Cristo. Assim como a
vara só tem vida enquanto a vida da videira flui na vara, o crente tem a vida de Cristo somente enquanto esta vida flui nele
pela sua permanência em Cristo. A palavra grega aqui é meno, que significa “continuar”, “permanecer”, “ficar”, “habitar”.
As condições mediante as quais permanecemos em Cristo são: (1) conservar a Palavra de Deus continuamente em nosso
coração e mente, tendoa como o guia das nossas ações; (2) cultivar o hábito da comunhão constante e profunda com Cristo,
a fim de obtermos dEle forças e graça; (3) obedecer aos seus mandamentos e permanecer no seu amor e amar uns aos outros;
(4) conservar nossa vida limpa, mediante a Palavra, resistindo a todo pecado, ao mesmo tempo submetendo-nos à orientação
do Espírito Santo (v. 3; 17.17; Rm 8.14; Gl 5.16-18; Ef 5.26; 1 Pe 1.22). Todos os cristãos são escolhidos “do mundo” (v. 19)
para “dar fruto” para Deus (vv. 2,4,5,8). […] Essa frutificação se refere: às virtudes espirituais tais como as mencionadas em
Gl 5.22,23 – amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança (cf. Ef 5.9; Cl 1.10; Hb
12.11; Tg 3.18); e (2) à conversão a Cristo, doutras pessoas (STAMPS, 1995, p. 1603).

II – AUXÍLIO PEDAGÓGICO
Para o momento final da aula na EBD sugerimos refletir com os adolescentes uma das lições
extraídas na Parábola da Figueira Estéril direcionada à frutificação espiritual. Confeccione
antecipadamente uma árvore usando retalhos de cartolina marrom (caule) e verde (silhueta de mãos
para representação da copa). Explique que o crente regenerado pelo Espírito Santo deve originar
fruto que dignifique e reflita o caráter moral de Cristo, e a frutificação espiritual segue a mesma
regra. Para tanto, convide-os a escrever em cada folha representada características de frutos dignos
de arrependimento (Mt 3.8) e construa com a turma uma linda e reflexiva árvore frutífera.

III – COMENTÁRIO DA LIÇÃO


3.1 A figueira simboliza Israel. Existem três árvores mencionadas nas Escrituras Sagradas que simbolizam a nação de
Israel: a Oliveira, a Videira e a Figueira. Uma passagem que exprimi com maior precisão a figueira como uma ilustração de
Israel está registrada no livro do profeta Oseias: “Achei a Israel como uvas no deserto, vi a vossos pais como as primícias
da figueira nova…” (Os 9.10). Outro texto que confirma essa assertiva foi escrito pelo profeta Jeremias: “Então o
SENHOR me perguntou: Jeremias, o que você está vendo? —Figos! —respondi. —Os bons são muito bons, e os ruins
são muito ruins, tão ruins, que ninguém pode comê-los. Aí Deus me disse: Eu, o SENHOR, o Deus de Israel, digo que os
israelitas que foram levados para a Babilônia são como esses figos bons, e eu os tratarei com bondade.” (Jr 24. 3-5 –
NTLH). Com base nesses textos podemos assegurar que a figueira na parábola da figueira estéril representa Israel.
3.2 O propósito da parábola. A figueira é usada geralmente como um símbolo para a nação de Israel (Mt 24.32-33; Mc
11.12-14). Embora as figueiras novas sejam demoradas para começar a dar fruto, três anos era um tempo suficiente para as
árvores amadurecerem e assim frutificarem. O ano adicional requisitado pelo vinhateiro representava a última oportunidade
para as árvores tornarem-se frutíferas. Caso contrário, elas podiam ser corta[das], Essa parábola, portanto, se referia à
última oportunidade de Israel antes do juízo. Se eles rejeitarem a mensagem os milagres de Jesus, o tempo de paciência se
encerrará. No entanto, resta uma esperança futura para Israel (Rm 11). (grifo nosso - HOLMAN p. 2018, 1631)
3.3 A finalidade da parábola da figueira estéril. No AT, uma árvore frutífera frequentemente era usada como um símbolo
de uma vida reta (S11.3; Jr 17.7,8). Jesus indicou o que aconteceria com o outro tipo de árvore, a que tomou tempo e espaço
valiosos e nada produziu para o paciente jardineiro. Através dessa ilustração. Jesus advertiu seus ouvintes de que Deus não
toleraria para sempre a falta de produtividade de uma pessoa. Você tem desfrutado do tratamento especial de Deus sem dar
qualquer coisa em troca? Neste caso. responda ao cuidadoso e paciente Jardineiro, produzindo os frutos que Deus lhe
destinou a produzir (BÍBLIA DE APLICAÇÃO PESSOAL, 2003, p. 1381).
3.4 A figueira plantada entre as vinhas. O fato de uma figueira ser plantada em uma vinha não é incomum. As figueiras e
as vinhas estão associadas em várias passagens do Antigo Testamento (por exemplo, SI 105.33; Ct 2.13; Jr 8.13; J1 1.7, 12;
Mq 4.4). Na verdade, as videiras eram cultivadas tendo as figueiras como apoio para as plantações de uvas. Alguns
historiadores antigos chegam a dizer que a figueira é irmã da videira (SNODGRASS, 2010, p. 365).
3.5 A falta de frutos da figueira. Encontramos a seguinte informação no livro de levítico: “Quando vocês estiverem
morando na terra de Canaã e plantarem árvores frutíferas, não comam as frutas que as árvores derem nos primeiros três
anos; essas frutas são impuras” (Lv 19.23). De acordo com esse texto deveriam se passar três anos até que o fruto de uma
figueira fosse ritualmente “limpo”, e pudesse ser comido. Portanto, o dono da terra havia plantado a árvore há cerca de seis
anos. Tudo indica que a árvore era permanentemente estéril. O problema é que as figueiras tiram da terra quantidades
extremamente grandes de minerais, fazendo com que as outras plantas morram de fome. Era apenas uma questão de
prudência para o dono da terra ordenar a remoção da árvore inútil que exauria a terra sem fornecer nada em
troca.(RICHARDS, 2008, p. 171).
IV – LIÇÕES EXTRAÍDAS DA PARÁBOLA DA FIGUEIRA ESTÉRIL
4.1 A lição da importância do intercessor. A parábola mostra o papel do intercessor: “E, respondendo ele, disse-lhe:
Senhor, deixa-a este ano, até que eu a escave e a esterque”(Lc 13.8). A figueira aqui representa os perdidos, que pelo seu
próprio livre-arbítrio decidiram viver longe de Deus. Nós não podemos e nem devemos violar o livre-arbítrio deles,
obrigando-os a crer, pois a fé não pode ser coagida, mas deve surgir livremente pela decisão de cada um. Neste caso, o que
nós podemos fazer para com os perdidos? Uma das respostas a esta questão está aqui nesta parábola: orar para que Deus lhes
dê mais tempo para que se arrependam, antes de serem “cortados” (o que pode ocorrer pela morte ou por rejeitarem todas as
oportunidades oferecidas).
4.2 A lição da misericórdia de Deus. No entanto, a árvore também nos traz à memória a bondade especial de Deus para
com Israel (Is 5:1-7; Rm 9:1-5) e sua paciência com eles. Deus esperou três anos durante o ministério de jesus aqui na Terra,
mas a nação não produziu frutos. Assim, esperou mais cerca de quarenta anos antes de permitir que os exércitos romanos
destruíssem Jerusalém e o templo; e, durante esses anos, a Igreja testemunhou com poder a mensagem do evangelho. Com
isso, fica evidente a misericórdia do Senhor, pois o texto bíblico declara: “As misericórdias do SENHOR são a causa de
não sermos consumidos; porque as suas misericórdias não têm fim” (Lm 3.22). Outros versículos colaboram com essa
assertiva (Ml 3:6; Sl 89:1; Sl 103:17; Is 63:7; Is 1:9; Hc 3:13; Jr 44:18; Sl 57:10; Sl 92:2; Sl 100:4; Sl 103:10; Sl 108:4; Dn
9:9). São as misericórdias de Deus que concede oportunidade ao pecador para ele aceitar a Jesus como salvador.

4.3 A lição da importância da frutificação espiritual. Notemos que cada planta e árvore devia produzir fruto segundo a
sua espécie: “E disse Deus: Produza… árvore frutífera que dê fruto segundo a sua espécie” (Gn 1.11). Espécie, no
original designa “especificação” ou “ordem”, portanto, a qualidade do fruto aponta para o caráter de sua árvore (Gn 1.12;
Mt 7.16-20). Logo, o crente regenerado pelo Espírito Santo deve originar fruto que dignifique e reflita o caráter moral de
Cristo, e a frutificação espiritual segue a mesma regra: “Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento” (Mt 3.8). Em
João 15.1-16, Jesus enfatizou este princípio esclarecendo aos seus seguidores que, a fim de se desenvolverem
espiritualmente, precisavam apresentar abundante fruto para Deus. De que tipo de fruto Jesus estava falando? A resposta
encontra-se em Gálatas 5.22.

CONCLUSÃO

A Bíblia fala de diferentes níveis de frutificação: o fruto (Jo 15.2a); mais fruto (Jo 15.2b); muito fruto (Jo 15.5,8) e o
fruto permanente (Jo 15.16). Todos nós que já possuímos uma aliança com Deus fomos designados para darmos o fruto do
Espírito Santo a fim de que sejamos espirituais e não mais carnais. O caminho para a frutificação é ser sensível à voz do
Espírito Santo em nosso interior.
REFERÊNCIAS

• HOWARD, Jeremy Royal (Ed.). BÍBLIA DE ESTUDO HOLMAN. CPAD


• BÍBLIA DE ESTUDO APLICAÇÃO PESSOAL. CPAD
• LOCKYER, Herbert. Todas as parábolas da Bíblia. VIDA
• RICHARDS, Lawrence O. Comentário cultural do Novo Testamento. CPAD
• SNODGRASS, Klyne. Compreendendo todas as parábolas de Jesus. CPAD
• STAMPS, Donald. BÍBLIA DE ESTUDO PENTECOSTAL. CPAD.

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