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Apostila Do Aluno

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SUMÁRIO

MÓDULO 1 “SUAS NOVAS FERRAMENTAS”: 02


MÓDULO 2 “O INÍCIO DE TUDO”: 05
MÓDULO 3 “ESTÁ CONSUMADO” 09
MÓDULO 4 “MISTÉRIO REVELADO” 12
MÓDULO 5 “ARREBATADOS” 16
MÓDULO 6 “A HORA DO JUÍZO” 26
MÓDULO 7 “O FIM” 43
MÓDULO 8 “FUTURO GLORIOSO” 45
MÓDULO 9 “A ÚLTIMA CHUVA” 51

1
Aula 1: Introdução às Sagradas Escrituras
1 Velho Testamento x Novo Testamento
- Referências (Hb 10:1; 8:5; 2 Co 3:5-9; Rm 7:6; Gl 3:23-26)
- Observação: diferença entre Velha Aliança x Nova Aliança
- Revelação Progressiva (Jo 1:18; Hb 1:1-3; 3:1-6; 11:39-40)

2 Os povos da Bíblia

- Os 3 povos (1 Co 10:32; Gn 12:1-3; 17:1-14; Jo 20:18-22)

O Mistério

- A Igreja e o Mistério (1 Co 2:6-8; Ef 3:1-10; Rm 16:25-26; Cl 1:24-27; 1 Pe 1:10-12)

Estudo Complementar
Durante todo o V.T., a igreja foi um mistério e só foi revelada após a morte e ressurreição de Jesus
(Rm 16:25-26; 1 Co 2:6-8; Ef 3:1-10; Cl 1:26-27; 1 Pe 1:10-12 (refs5)). É depois da rejeição de Mt
12:23-24 que o Senhor faz a primeira promessa à igreja futura (Mt 16:18). Depois da rejeição da cruz,
temos o início da igreja (At 2:1-
4) e depois da rejeição final dos judeus, Deus levanta Paulo como apóstolo dos gentios (At 18:5-6).
Essa era de mistério no plano de Deus para com Israel é iniciada por causa da rejeição ao Messias
(Jo 1:11-12) e deve ser completada para que Deus retome seu plano com Israel para completá-lo.

O gráfico acima demonstra o que o profeta na velha aliança enxergava: o período que antecede a
crucificação do Messias para trás e o período a partir da tribulação em diante. Logo, ele não
enxergava justamente a dispensação da igreja (graça, mistério).

Há também diversos textos que nos mostram que os profetas do A.T. não viam esse Intervalo (Is
61:1-4; Os 5:14-15; Os 6:1-3; Sl 110:1-2; Dn 9:24-27; Is 9:6-7; Lc 1:31-
33; Is 11:1-9; Is 40:3-5; Gn 49:10; Mq 5:1-5; Zc 9:9-10; Zc 13:7; Ml 3:1-2; Dn 11:35-
36; Dn 7:23-27; Dn 2:32-35). A presente era se encerra com o arrebatamento e é seguida pela
septuagésima semana de Daniel (conhecida também como Tribulação) que ocorrerá antes do
segundo advento de Jesus (Mt 24:15-31). Aliado a isso tudo, temos palavras do próprio Senhor de
que haverá um tratamento futuro com Israel e dentro desse período, Israel irá reconhecê-lo como
Messias (Mt 23:37-39; At 1:6-7)

2
Módulo 1
O Início de Tudo!

Receba ensinamentos sobre o Plano Original de Deus na criação entendendo melhor a vontade de
Deus para o homem, a sua identidade e o caminho que Deus decidiu percorrer para nos resgatar e
vencer o poder do pecado através de Cristo. Você sairá mais consciente da sua identidade como filho
de Deus.

Aula 1: O Plano Original

Conexão Gn 1-3 x Ap 21-22

- Gn 1:1-3
A palavra “criar” no verso 1 é originada do hebraico “bara” que significa: criar, moldar, formar; alguns
estudiosos citam que passa a ideia de “trazer a existência do nada”
“Tornou-se” do verso 2 e “Haja” do verso 3 são ambas, a palavra hebraica “hayah” que significa: “ser,
tornar-se, vir a ser, existir, acontecer, ocorrer, tomar lugar, vir a acontecer, vir a existir; passando a
ideia de “transformação”.

- Is 45:18 “Porque assim diz o SENHOR, que criou os céus, o Deus que formou a terra, que a
fez e a estabeleceu; que não a criou para ser um caos, mas para ser habitada: Eu sou o SENHOR, e
não há outro.”

- A palavra “caos” em destaque é a palavra hebraica “tohuw” que é a mesma palavra encontrada
em Gn 1:2 na expressão “sem forma e vazia”.

- [[Gn 1:26-27]]; [[Sl 8:4-6]]; [[Jo 14:9-12]]; [[Sl 115:16]];


- Domínio do grego “radah”: governar, ter domínio, dominar, submeter;

3
- Satanás tornou-se Senhor da Terra que Deus criou ([[Lc 4:6]]; [[2 Co 4:4]]; [[Jo 14:30]]; [[1 Jo
5:19]]; [[Rm 6:16]])

- A restauração da imagem [[Jo 14:6-12]]

Exercício
Quando Deus retomou a autoridade em Cristo Jesus, Ele a confiou de volta a você. Então, tome as
rédeas da sua vida e exerça o domínio que Deus te confiou!
Estabeleça suas metas!

Aula 2: O Pecado e suas sequelas


- O pecado: Gn 3:1-15
- 3 tipos de morte (física, espiritual e eterna)
- Morte física (Tg 2:17, 26)
- Morte espiritual (Rm 6:23; Is 59:2)
- As sequelas do pecado :[[Rm 6:23]]; [[Dt 28:1-6]]; [[Dt 28:15-22]]; [[Dt 30:15]]

- Enfermidade ([[At 10:38]]); paternidade e natureza ([[Jo 8:44]]; [[Ef 2:1-4]]); Miséria (Dt 28 a 30);
Morte ([[Gn 2:16-17]]) “morrendo morrerás”

- O inferno “sheol” e “hades” (Lc 16:19-31)

- A promessa (Jo 14:6; Hb 11:39-40)

4
Aula 3: O Caminho do Amor de Deus
Jesus é o Caminho do amor de Deus, pois vemos o desejo de Deus de cumprir todas as coisas e
resgatar sua criação desde a cena do crime em Gênesis quando sacrificou o cordeiro que tipificava
Jesus e anunciou a chegada do descendente que pisaria na cabeça da serpente. Ao mesmo tempo,
Jesus é o caminho para o amor de Deus, pois somente nEle temos acesso ao Pai.

- [[Gn 3:15]]; [[1 Pe 1:18-21]]; [[Ap 13:8]];


- O cordeiro imolado desde a [eternidade] fundação do mundo
- Eternidade ([[Is 9:6]]; [[Ec 3:11]])
- definições opostas: a existência fora do tempo Vs tempo infinito

- O amor de Deus através das alianças: Jesus, Filho de Abraão, Filho de Davi ([[Is 2:1-4]]; [[Is
9:6-7]]; [[Dn 9:24-27]])
- A cruz no meio do deserto (Nm 2)

- A promessa: [[Gn 3:15-21]]; [[Jo 14:6-13]]; [[Jo 3:16]]; [[Nm 21:7-9]]


- O verdadeiro Tabernáculo (Hb 7 ao 10)

Exercício: 1 – Leia o livro de Hebreus do capítulo 7 ao 10 2 – Fale do amor de Deus para alguém!
Obs.: Falar do amor de Deus é um dos chamados e/ou ministérios que foram confiados à toda a igreja
e por isso, recebemos o título de “Embaixadores de Cristo”. Creio que para falar com propriedade do
amor de Deus é necessário além de outras coisas, conhecer esse amor à luz das escrituras
entendendo o que Deus fez para resgatar o homem e o quanto Ele desejava isso. Esse exercício 2
não tem o objetivo de ser um exercício “às cegas”. Apenas medite no quanto você é amado(a) a partir
dessas verdades e você terá naturalmente uma chance genuína de dividir com alguém. Nem todos
estão com o coração aberto para receber, mas a nossa missão
5
é lançar a sementes! O Senhor é com cada um de vocês! E não esqueçam de contar os testemunhos.

Módulo 2
Está Consumado!
Entenda como Deus agiu legalmente pagando através de Jesus Cristo Homem, todo o preço
necessário para cumprir a Justiça, alterando totalmente a história da humanidade e o futuro de todos
aqueles que creriam em Seu Nome. Aprenda através de aulas didáticas, imagens simples e
explicações práticas como discernir as coisas naturais e as espirituais alcançando assim a maturidade
para cumprir a vontade de Deus em sua vida.

Aula 1: O Preço Requerido


- A face de Deus: O Amor
- Jesus, homem (1 Tm 2:15; Rm 5:15-21)
- A expressão exata: (Jo 1:18, 29; 6:38; Hb 1:1-3; 4:15)

- O sacrifício de Jesus (Rm 6:23; Jo 10:17-18; Jo 18:3-6)


- Is 53:10-12 (O amor em manifestação)

- A Substituição [pobre, enfermo, maldito, desprezado, abandonado]


- Dívida Quitada [Jesus pagou o preço necessário para retirar a punição do pecado, entrou no
verdadeiro Santo dos Santos e cumpriu a Justiça]
- A captura, o julgamento e sentença de Jesus.

Aula 2: A Mudança na História


- O olhar da Eternidade (O Reino espiritual, físico e eterno)
- A Redenção: (Gl 3:13; Dt 21:22-23; Nm 21:5-9; Hb 9:23-27; 2 Co 5:21; Cl 1:13-14;
Cl 2:14)
- Ef :8-9 Pela Graça mediante a Fé [Cristo nos substituiu e redimiu]
- A Ressurreição (Mt 27:46-50; Ef 4:8-10; Mt 28:18; Ap 1:18)
- Os infernos e o quadro profético

6
- Hebraico “Sheol” e Grego “Hades”: lugar dos mortos onde havia o lugar de tormento, abismo e
ainda o seio de Abraão (cativeiro)
- Grego “tártaro”: prisão para anjos em um abismo
- Grego “Geena”: Lago de fogo

Exercícios:
1 - Baseado no que você aprendeu, busque alguma oportunidade para falar de Jesus para
alguém
2 - Rm 5:5 Amando!

Aula 3: Uma Nova Vida (Parte 1)


- Uma nova criatura [As 3 esferas de atuação da redenção: espírito alma e corpo]
- 1 Ts 5:23; Hb 4:12;

- Contexto anterior, pós salvação e contexto futuro;


- Corpo 1 Co 9:27; Gl 5:18-21; alma Tg 1:21; Rm 12:2;
- Corpo: foi vendido ao pecado, após a salvação em Cristo continua como escravo do pecado e
só será redimido no dia do Arrebatamento
- Alma: vai se conectar com o aspecto mais forte, seja o corpo ou o espírito. Mas uma vez que
ela não é salva, a alma vai seguir os impulsos terrenos (Ef 2:1-5). Após a salvação, precisa ser
transformada pela renovação da mente (Rm 12:2).

Aula 4: Uma Nova Vida (Parte 2)


- Uma nova criatura [As 3 esferas de atuação da redenção: espírito alma e corpo]
- 1 Ts 5:23; Hb 4:12;
- Contexto anterior, pós salvação e contexto futuro;

7
- O espírito humano está morto/separado de Deus por causa do pecado. Após a salvação em
Cristo, se torna nova criatura.
- O espírito 2 Co 5:17; Rm 2:28-29; 1 Pe 3:4; Gl 5:22-24; Rm 5:5;
- 1 Co 2:14-3:3

Módulo 3
Mistério Revelado!
Aprenda de fato o que é a Igreja de Cristo entendo o propósito e o quadro profético da mesma. Você
aprenderá a se ver nas escrituras enxergando seu valor diante de Deus e recebendo o benefício de
poder estudar as escrituras discernindo o que a bíblia diz e para quem ela diz. Além disso você
receberá ensinamentos que vão te ajudar a identificar e ativar o seu chamado bem como receber as
direções de Deus específicas para sua vida na Pessoa do Espírito Santo.

Dispensacionalismo
- Ef 3:1-10 dispensação “oikonomia”: gerenciamento ou administração dos negócios de uma
casa; fase de revelação.
- “As dispensações geralmente estão associadas com as alianças que Deus estabeleceu com os
homens até que chegasse o Cristo”. São elas: edênica, adâmica, noética, abraâmica, mosaica,
davídica, palestínica e nova aliança.
- As 7 dispensações

8
Aula 1: A Igreja (Parte 1)

- O mistério (Ef 3:1-10; Cl 1:24-27; 1 Co 2:6-8; 1 Pe 1:10-12; Rm 16:25-26)


- O Intervalo (Is 61:1-2; Lc 4:18-19; Is 9:6-7; Dn 9:24-27)
- O tesouro (Mt 6:21) “Somos o tesouro do Senhor”

Abaixo, segue a imagem com mais informações sobre as profecias em relação com as 3 aparições de
Cristo (quando andou sobre a terra, quando virá buscar a igreja entre as nuvens e quando retornará
com Poder e Glória para reinar)

9
Aula 2: A Igreja (Parte 2)
- Igreja, do grego “Eklesia”: ajuntamento, assembleia, chamados para fora! (Mt 16:13-19)
- Cesaréia de Filipe: metrópole de Cezar onde havia imoralidade, idolatria, culto a Cezar;
adoração a uma infinidade de deuses, orgias e coisas do tipo.
- “A igreja está para o mundo como o barco está para o mar!”
- Porta não ataca, se defende!
- “Nós temos a bola! Estamos no ataque e não na defesa” Bill Johnson
- Atuação da Eklesia (O time de elite): Influência pelo Poder/Força e Cultura.
- O templo (1 Co 11:18; 1 Co 14:4; 1 Co 14:28; 1 Co 14:35)

Aula 3: O Propósito (Parte 1)


- Ef 1:18 Olhos iluminados
- Propósito e Chamado
- Vocação vem desde o ventre; Somos chamados para algo maior que nós mesmos. (Gl 1:15-16;
Jr 1:4-8; Ex 3:10-12; Mt 5:14-16; 1 Co 7:20 e 24)

- Há diversidade nos serviços, mas há também responsabilidade em todo o corpo para cooperar
uns com os outros; (Ef 4:7-11; Rm 12:6-8; 1 Co 12:29)
- Exemplo: Todos somos chamados para evangelizar independente de sermos ou não chamados
no ofício de evangelista.
- Existe uma diferença entre cargo e vocação! O cargo pode ser dado com respeito à
administração de esferas da igreja local, já a vocação vem desde o ventre e é dada somente por
Deus. Nossos líderes podem apenas reconhecer a vocação e/ou podem confiar cargos, mas a
vocação é dada pelo Senhor.

Aula 4: O Propósito (Parte 2)


- Como entender qual é o nosso chamado individual e/ou entrar e seguir o plano de Deus para
nossas vidas?
- Os filhos de Deus são guiados pelo Espírito de Deus e essa direção é dada em nosso espírito.
- A frequência de Deus opera no reino espiritual em contato direto com nosso espírito, pois
nosso corpo só será redimido no futuro e nossa alma precisa ser salva todos os dias (Tg 1:21; Rm
12:2)
- O testemunho, a confirmação ou impressão/nota que vem do Espírito de Deus é dada em
nosso espírito (Rm 8:14-16; 1 Jo 5:10).
- A diferença principal entre um bebê espiritual e um homem maduro espiritualmente é a
capacidade de discernir esse testemunho e consequentemente a voz de Deus e Suas direções para
nossas vidas.
- Essa via de comunicação ficou conhecida através dos ensinos de homens como John Wesley
(grande avivalista de sua época) e também de Kenneth Hagin (profeta e mestre da Palavra) como
“Testemunho Interior”. Uma das definições que aprendi e desenvolvi é: “Uma informação que vem do
Espírito de Deus via espírito humano (ou seja, através do espírito humano) sem a intervenção da
mente humana ou circunstâncias exteriores.”
- O Espírito de Deus SEMPRE e FATALMENTE irá concordar com a Palavra de Deus, que é a
nossa base primária para tudo. Contudo, em questões que não estão descritas na Palavra, podemos

10
contar com o Espírito Santo que nos ensina e guia em toda a verdade.

- Podemos ver esse testemunho na vida de Paulo diversas vezes fazendo com que ele seguisse
a instrução de Deus sem olhar para circunstâncias e nem para as instruções de profetas ou irmãos (At
19:21; At 20:17-23; At 21:8-11)
- Observação IMPORTANTE: A função do profeta na Velha Aliança era guiar o povo, mas na
Nova Aliança é colaborar no aperfeiçoamento da Igreja (Ef 4:11-15; At 21:8- 11; At 13:1-3; 1 Co 14:29)

- O pedido de confirmação a Deus é uma prática que tempo atrás era conhecida como “deitar
fora uma porção de lã” devido ao episódio de Gideão (Jz 6:36-40), mas em nenhum momento vemos
a bíblia nos incentivando nem validando essa prática.
- Atenção: “Quando você recebe uma orientação divina, não se preocupe com obstáculos que
parecem insuperáveis. Enquanto você obedecer ao Senhor em cada passo, Ele removerá cada
obstáculo, de modo tão poderoso que você ficará maravilhado” (Keneth Hagin)
- Isso é maravilhoso, mas não significa que Deus deu uma confirmação. Se atente para ser
guiado e entender o Plano de Deus para sua vida.
- Cl 3:15
- A Paz de Cristo não habita em nossas mentes, mas em nossos corações, identificando e
sinalizando com Paz e Alegria quando estamos na direção correta e também sinalizando com a falta
de Paz e Alegria quando estamos indo na direção errada.
- Deus está nos chamando à Maturidade nesses últimos dias/precisão (Ec 8:5)

Exercício

Auto avaliação: “O que eu não estou fazendo para o Senhor que deveria estar fazendo? O que eu
estou fazendo nesse momento da minha vida que não deveria estar fazendo?”

Módulo 4
Arrebatados!
Nesse módulo você perderá completamente o medo desse Grande Dia, irá perder a dúvida com
respeito a possibilidade de ficar na terra durante a Tribulação e o Reinado do Anticristo e aprenderá a
gerar expectativa para o Dia do Arrebatamento assim como uma noiva que anseia pela chegada do
Noivo. Seus olhos serão iluminados para começar a enxergar a ETERNIDADE.

Aula 1: Os sinais e os Últimos dias


11
- Os últimos dias (2 Tm 3:1-5; 1 Jo 2:18)
- “Não estamos na pior época da história da humanidade” (imundo; maldade) (Ap 22:10-11)

- A doutrina do Último Dia ou o “Dia do Senhor” compreende o período desde o Arrebatamento e


início da tribulação até a destruição dos céus e terra que agora existem (1 Ts 5:2-3; 2 Pe 3:7).

- A Iminência do Arrebatamento (1 Co 15:51-52; 1 Ts 4:16-17; 1 Ts 5:1-6; Mt 24:1-3;


Mt 24:4-8; Mt 24:27-31; Mt 24:37-42);
- Não seremos pegos de surpresa (Mt 24:32-37; 1 Ts 5:1-6)

Exercício
Fazer a releitura de Mateus 24

Aula 2: Salvos pela Graça


- A Graça (Ef 2:8-9)
- A lei serviu de aio (Gl 3:24)
- O Livro de Gálatas (Gl 1:13-17; Gl 2:9-16; Gl 3:2-6; Gl 3:24-27; Gl 4:4-6; Gl 5:1-6;
Gl 5:17-24; Gl 6:15-18)
- O Livro de Romanos (Rm 1:16-17; Rm 2:28-29; Rm 3:23-24; Rm 4:9-10; Rm 5:1-8;
Rm 5:17-21; Rm 6:23; Rm 7:18-23; Rm 8; Rm 9:21-24; Rm 10:9-10; Rm 10:17; Rm
11:22-26; Rm 12:1-3; Rm 14)
- Princípios (Graça) e Regras (Lei)
- Regras: não posso! Medo e punição
- Princípios: sim, eu posso! Alegria e recompensa
- “Não quero seu sacrifício de 5 horas de oração, quero sua obediência” (John Bevere,
Kriptonita)
- “O obedecer é melhor do que que o sacrificar” (1 Sm 15:22)
- Aspecto Legal e Vital: legal diz respeito à minha posição e vital diz respeito ao quanto eu
usufruo do meu direito.
- Você é santo ou pecador? Qual trabalho você valoriza mais? Do diabo ou de Jesus?
- Existe uma “Santidade Posicional” e uma “Santidade Comportamental”
- Posicional: diz respeito à nossa posição em Cristo (2 Co 5:21; Rm 5:1-8)
- Comportamental diz respeito à expectativa que Deus tem em que nós possamos caminhar
conforme a vontade DEle capacitados pela Graça que nos alcançou. (1 Pe 1:16; Hb 12:14; Jo 14:21;
Dn 3:15-18; Dn 3:24-25; Ap 1:15)
- Graça salvadora, mas também Graça “capacitadora” (2 Co 12:7-9)
- Fé = santidade/benefícios (saúde, prosperidade, sucesso)
- A fé que me leva às promessas é a mesma que me leva à obediência.

Notas Complementares
O espinho na carne de Paulo foi por muito tempo considerado motivo de larga discussão entre
estudiosos das escrituras sagradas. Vamos analisar o texto com cuidado:
" 7 E, para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na
carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte. 8 Por causa disto,
três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim. 9 Então, ele me disse: A minha graça te basta,
porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas,
para que sobre mim repouse o poder de Cristo. 10 Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias,
nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco,
então, é que sou forte."
A) Vejamos antes de tudo o tema principal: Deus e a Sua vontade para o homem:
12
No velho testamento todos os acontecimentos eram creditados a soberania de Deus porque não se
tinha conhecimento do diabo (ver notas Is 14:12 e Jó 1:1). Mas Deus é bom e Sua vontade para o
homem também (Tg 1:17; Jr 29:11 (refs2)). Isso foi revelado no N.T. através de Jesus (ver notas Hb
1:3).
B) A Bíblia faz alusão parecida em dois textos do velho testamento (Nm 33:55; Js 23:13 (refs2)) e
nesses textos, espinho se refere à pessoas.
C) A palavra "mensageiro" é derivada do grego "anggelos" que aparece 176 vezes no novo
testamento. É traduzida 170 vezes como anjo e 6 vezes como mensageiro. Em todas as passagens, o
"mensageiro" é uma pessoa e não uma coisa.
D) a palavra "esbofetear" é derivada do grego "kolaphizo" que significa: bater com punho fechado,
maltratar, tratar com violência. Essa palavra é usada nos seguintes contextos (Mt 26:67; 1 Co 4:11; 1
Pe 2:20 (refs3)).
E) o próprio apóstolo Paulo aponta para aquilo no qual ele iria se gloriar no v10: fraquezas,
injúrias, necessidades, perseguições e angústias.
Logo, o espinho na carne e mensageiro de Satanás que esbofeteava Paulo dificilmente poderia ser
uma enfermidade.
Agora, vejamos alguns detalhes sobre a vida de Paulo:
A) Jesus garantiu que Paulo sofreria pelo Seu Nome. (At 9:16)
B) Alguns se utilizam do texto que fala que Paulo esteve entre os gálatas com uma enfermidade
(Gl 4:13-15): " 13 E vós sabeis que vos preguei o evangelho a primeira vez por causa de uma
enfermidade física.14 E, posto que a minha enfermidade na carne vos foi uma tentação, contudo, não
me revelastes desprezo nem desgosto; antes, me recebestes como anjo de Deus, como o próprio
Cristo Jesus.". Unido ao v15 desse texto: "Que é feito, pois, da vossa exultação? Pois vos dou
testemunho de que, se possível fora, teríeis arrancado os próprios olhos para mos dar." se utilizam de
(Gl 6:11): "Vede com que letras grandes vos escrevi de meu próprio punho." para afirmar que essa
enfermidade era nos olhos.
C) Primeiramente, vamos entender a Galácia (parte sul) que representava as seguintes regiões:
Icônio, Listra e Derbe.
D) O que ocorreu quando Paulo esteve entre as pessoas dessa região? A bíblia declara que
quando Paulo fazia uma de suas viagens missionárias, ele pregou em Listra e foi apedrejado (At
14:19) e dado como morto. Após esse fato chegou em Derbe, provavelmente muito ferido e cheio de
limitações físicas.
D) a palavra aqui traduzida como enfermidade é a mesma palavra usada para fraqueza no
contexto de 2 Co 12:9. A palavra é de origem grega " astheneia" e suas primeiras aplicações são: falta
de força, fraqueza e debilidade. O que dentro do contexto não se aplica a enfermidade. Em Gl 4:15
Paulo não estava dizendo que seus olhos estavam enfermos e sim usando uma força de expressão.
E) Quando Paulo usa a expressão letras grandes com próprio punho não estava se referindo a
uma enfermidade, mas provavelmente o próprio Paulo escreveu toda a epístola aos gálatas e isso
não era comum. Paulo não devia ser bom com escritor visto que seu trabalho era manual e pesado:
fazer tendas (At 18:1-3). Paulo tinha o hábito de pedir a outras pessoas para escrever suas cartas e
escrevia apenas a saudação como sinal de autenticidade (Rm 16:22; 1 Co 16:21; Cl 4:18; 2 Ts
3:17; Fm 1:19 (refs5)). Das 12 epístolas, apenas 2 não têm indicação de que alguém a escreveu para
Paulo.
F) Além disso, quando Paulo usa a expressão "letras grandes", devemos observar que letras é a
mesma palavra usada em 2 Co 3:6 e não se refere a letras do alfabeto, mas ao texto em geral. E a
palavra grande é derivada do grego "pelicos" que dá a ideia de quantitativo e não de tamanho.
Diferente da palavra grega "megas" que Lucas usa para descrever o tamanho do cenáculo (Lc 22:12).
Logo, é muito mais fácil entender que Paulo está se referindo à importância da epístola e não ao
tamanho da letra por conta de uma possível enfermidade.
G) Paulo foi um homem que sofreu perseguições pelo evangelho que é algo bíblico. Ele mesmo
chega a citar: 2 Co 11:24-27 "24 Cinco vezes recebi dos judeus uma quarentena de açoites menos
um; 25 fui três vezes fustigado com varas; uma vez, apedrejado; em naufrágio, três vezes; uma noite
e um dia passei na voragem do mar; 26 em jornadas, muitas vezes; em perigos de rios, em perigos de
salteadores, em perigos entre patrícios, em perigos entre gentios, em perigos na cidade, em perigos
13
no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos; 27 em trabalhos e fadigas, em vigílias,
muitas vezes; em fome e sede, em jejuns, muitas vezes; em frio e nudez."
H) Além disso Paulo era perseguido por judeus cristãos e não cristãos (At 13:45; At 15:1-2; At
17:5; At 19:29-30; At 20:3 (refs5))
Podemos concluir com esses dados que Paulo não tinha uma enfermidade física como alguns
acreditam, mas estava debilitado fisicamente por ter sido apedrejado enquanto pregava aos gálatas. E
esse espinho na carne, era um mensageiro de satanás como o próprio texto afirma. Eram pessoas
influenciadas pelo diabo para perseguir Paulo. Nesse contexto fica claro o motivo pelo qual o Senhor
não o afastou o “espinho”, visto que Deus respeita o livre arbítrio dos homens.

Aula 3: Um piscar de Olhos


- A Fenda histórica (Dn 9:24-27)
- O mistério; O intervalo profético
- Tribulação técnica ou escatológica e tribulação não-técnica ou não-escatológica (At 7:11; At
11:19; Rm 5:3; Rm 8:35; Rm 12:12)
- Outros nomes para a tribulação técnica/escatológica: (Septuagésima semana de Daniel,
Grande Tribulação e Período tribulacional)
- As promessas para a igreja: (Ap 3:10; 1 Ts 5:8-9; 1 Ts 1:9-10.
- A igreja genuína é conhecida como corpo de qual Cristo é o cabeça (Ef 1:22; Ef 5:23-32; Cl
1:18), noiva de Cristo (1 Co 11:3; Ef 5:25-32)
- Os justos (Abraão, Ló e Noé): (Gn 18:17-33; Gn 19:22)
- O Penhor (Ef 4:30; Ef 1:12-14)
Exercícios de Leitura
Leitura de 1 Co 15

Aula 4: O Sol
- O Sol (Gn 1:14-16; Ex 12:3-6; [[Ml 4:2]]; [[Lc 1:76-79]])
- Ele virá (Os 5:14-16; Os 6:1-3)
- Real? Mito, conto de fadas... o que diriam os céticos?
- A ciência é apenas a constatação da voz de Deus!
- Sem sentido!?
- Machado flutuar! Gravidade!
- Impossível? Éden, Dilúvio, Mar vermelho, Davi, Daniel, Nabucodonosor; Alexandre ou Jesus?
Matemática! Mas e o corpo? As profecias de João no Apocalipse;
- Impossível? A virgem deu à luz ao menino; Israel; Morte e ressurreição
- O Rei virá! Os 6:1-3

Aula Bônus: Teorias sobre o arrebatamento


Teoria do Arrebatamento Pré Tribulacionista
Essa Teoria descansa na premissa maior de interpretação literal e exegese das escrituras. Admite o
dispensacionalismo (Ef 1:10; Ef 3:2; Ef 3:9; Cl 1:25 (refs4)) e a diferenciação entre os 3 povos da
bíblia: gentios, judeus (Israel) e igreja, sendo esta, o mistério que estava oculta durante o V.T (ver
nota Ef 3:9). Essa era de mistério no plano de Deus para com Israel é iniciada por causa da rejeição
ao Messias (Jo 1:11- 12). Essa era do mistério deve ser completada para que Deus retome seu plano
com Israel para completá-lo. Nesse contexto, a igreja é arrebatada antes da tribulação, que é quando
Deus voltará a tratar com Israel.

Repousa nas premissas:


A) o uso da interpretação literal e exegese dos textos.
B) o caráter da tribulação revelado pela Palavra como:
1º . Ira (Ap 6:16-17; Ap11:18; Ap 14:19; Ap 15:1; Ap 15:7; Ap 16:1; Ap 16:19; 1 Ts
2º 1:9-10; 1 Ts 5:9; Sf 1:14-18 (refs10))
3º . Julgamento (Ap 3:10; Ap 14:7; Ap 16:5-7; Ap 19:2 (refs4))
14
4º . indignação (Is 26:20-21; Is 34:1-3(refs2))
5º . castigo (Is 24:20-21)
6º . hora de angústia (Jr 30:7)
7º . destruição (Jl 1:15)
8º . trevas (Jl 2:2; Am 5:18 (refs2))
É importante frisar que nenhum texto restringe a natureza da tribulação para a segunda metade do
período.
C) a tribulação (septuagésima semana) está determinada sobre: Israel (Dn 9:24; Jr 30:7 (refs2)).
Portanto a igreja (que era um mistério no V.T.) não estará presente na Terra (Ef 1:22-23; Ef 5:25-30
(refs2)).
D) o propósito da tribulação:
1º . Experimentar "os que habitam sobre a terra (gentios)" (Ap 3:10; Ap 6:10; Ap 11:10; Ap 13:8, Ap
13:12; Ap 13:14; Ap 14:6; Ap 17:8 (refs8)). A palavra "habitam" nesses textos é derivada do grego
"katoikeo" que é a mesma palavra utilizada para se referir a plenitude de Deus habitando em
Cristo (Cl 2:9), na habitação de Cristo permanente no crente (Ef 3:17) e quando Jesus se refere
ao demônio que depois de expulso, volta para habitar no homem (Mt 12:45; Lc 11:26(refs2)). Essa
palavra da a ideia de morada permanente e difere de "oikeo" (termo geral para habitar) e
"paraikeo" (usada geralmente para visitar).
2º . A purificação de Israel para entrar no Reino Milenar (Ez 20:33-38)
E) Sobre a tribulação (Dia do Senhor), Malaquias afirma: (Ml 4:5) "Eis que eu vos enviarei o
profeta Elias, antes que venha o grande e terrível Dia do SENHOR;"
A palavra declara que João Batista cumpriu essa profecia: Lc 1:17; Mc 9:12-13; Mt 11:14 (refs3).
F) A natureza da igreja:
1º F1. Existe uma igreja professante, ou seja, que confessa Jesus Cristo como Senhor. Todavia,
entendemos que a fé genuína se inicia ao ouvir a Palavra de Deus e crer. Alguns concordam
mentalmente com a Palavra e não crêem com o coração e por isso não recebem Cristo como
Senhor nem tem em si a salvação (Rm 10:9). Muito provavelmente, pode ser sobre essa igreja
"professante" que o Senhor atribui o castigo da tribulação (Ap 2:22). Além disso podemos
observar que não se arrependem indicando também a possiblidade de terem perdido a
salvação (Hb 6:4- 6; Hb 10:26-29; 2 Pe 2:20-22)
2º F2. A igreja genuína é conhecida como corpo de qual Cristo é o cabeça (Ef 1:22; Ef 5:23; Cl
1:18 (refs3)), noiva de Cristo (1 Co 11:3; Ef 5:25 (refs2)), edifício do qual Ele é a base e a pedra
angular (1 Co 3:9; Ef 2:19-22 (refs2)). Existe uma unidade entre Cristo e a igreja. Se a igreja
fosse sujeita à tribulação e ao domínio de satanás que haverá (Ap 13:7) significaria dizer que
Cristo também estaria. E mais, que seu sacrifício não cumpriu o propósito. Mas pelo contrário,
a bíblia afirma que a igreja está livre de tal juízo (Rm 8:1; Jo 5:24; 1 Jo 4:17(refs3)).
G) A igreja como mistério: Durante todo o V.T., a igreja foi um mistério e só foi revelada após a
morte e ressurreição de Jesus (Rm 16:25-26; 1 Co 2:6-8; Ef 3:1- 10 (refs3) [ver nota Ef 3:9]; Cl
1:26-27; 1 Pe 1:10-12 (refs2)). É depois da rejeição de Mt 12:23-24que o Senhor faz a primeira
promessa à igreja futura (Mt 16:18). Depois da rejeição da cruz, temos o início da igreja (At 2:1-4) e
depois da rejeição final dos judeus que Deus levanta Paulo como apóstolo dos gentios (At 18:5-6).
H) Distinção entre Israel e Igreja:
1 - revelação na bíblia Israel: quase quatro quintos Igreja: cerca de um quinto
2 - propósito divino-Israel: todas as promessas terrestres nas alianças Igreja: as promessas celestiais
no evangelho
3 - descendência de Abraão Israel: descendência física, da qual alguns se tornam descendentes
espirituais Igreja: descendência espiritual
4 - Alianças
Israel: da Abraâmica à todas as seguintes
Igreja: a nova aliança e indiretamente a Abraâmica
5 - Nacionalidade
Israel: uma nação Igreja: todas as nações
6 - Dispensação
Israel: visto em todos os tempos desde Abraão Igreja: visto somente na presente era
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7 - Morte de Cristo
Israel: nacionalmente culpado; ainda será salvo por ela Igreja: perfeitamente salva por ela agora
8 - Cristo
Israel: Messias, Emanuel, Rei Igreja: Senhor, Noivo, Cabeça
9 - Espírito Santo
Israel: veio sobre alguns temporariamente Igreja: habita em todos
10 - Princípio Governante Israel: Lei Mosaica
Igreja: Graça
11 - A promessa da volta de Cristo
Israel: em poder e glória para salvação e julgamento Igreja: para nos receber para Si mesmo
12 - Posição Israel: servos
Igreja: Membros da família
13 - O Reino de Cristo na Terra Israel: súditos
Igreja: Co-herdeiros
14 - Sacerdócio
Israel: tem um sacerdócio Igreja: é um sacerdócio
15 - Casamento
Israel: esposa infiel Igreja: Noiva
I) A doutrina da eminência: Temos muitas passagens se referindo a translação da igreja (Jo
14:2-3; 1 Co 15:51-52; Fp 3:20; Cl 3:4; 1 Ts 1:10; Tg 5:8; 2 Pe 3:3- 4 (refs7)) e nenhuma delas associadas
a sinais. Na verdade, estudando mais a fundo podemos perceber que a igreja vivia a luz de uma eminente volta
de Cristo (1 Ts 5:4-6; Tt 2:13; Ap 3:3 (refs3)), chegando ao ponto de que os próprios apóstolos acreditavam que
experimentariam esse momento (1 Ts 4:17; 1 Co 15:51). É bem verdade que Israel recebeu promessas de
Muitos sinais referentes a aparição do Messias (Mt 24:3-31) e o prenúncio desses acontecimentos aponta para
septuagésima semana, mas os olhos da igreja devem estar voltados para Cristo.
J) O detentor de 2 Ts 2:1-8. Os crentes de Tessalônica (devido à grande perseguição que
estavam sofrendo na época) estavam achando que o Dia do Senhor já havia chegado e Paulo explica
que isso não seria possível por conta dos seguintes pontos:
1º . Isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia. A palavra apostasia vem do grego e
significa: separação. Alguns acreditam que Paulo está falando da apostasia da fé (1 Tm 4:1), mas o
contexto não certifica isso. Na verdade, a ideia que se encaixa perfeitamente nesse contexto é a
separação da igreja no arrebatamento.
2º . Paulo acrescenta: e seja revelado o homem da iniquidade (v3). Esse homem vai se levantar
contra Deus e vai se assentar no santuário como se fosse Deus. Já sabemos que esse é o anticristo
(1 Jo 4:3; Mt 24:15; Dn 9:27(refs3)) que irá fazer uma aliança com Israel iniciando a septuagésima
semana. Se a igreja vai ser retirada e somente depois disso ele irá se levantar, então o detentor é a
igreja ou a ação do Espírito Santo através da igreja. Isso é perfeitamente aceitável quando o Senhor
disse aos seus discípulos que são o sal da terra e luz do mundo (Mt 5:13- 14).
3º . Após ser retirado aquele que o detém (v7), será revelado o iníquo, que o Senhor Jesus vai
destruir na manifestação de sua (segunda) vinda.
K) Intervalo entre o arrebatamento e a segunda vinda: entre esses dois eventos temos o
acontecimento do tribunal de Cristo, a apresentação da igreja a Cristo e as bodas do cordeiro (2 Co
5:10; 1 Co 3:11-15; Ap 4:4; Ap 19:7-9; Ap 19:14; Ef 5:25- 27 (refs6)). Faz-se necessário então tal
intervalo.
L) Distinção entre arrebatamento e segunda vinda:
1 - a translação retira os crentes para o encontro com Senhor nos ares (1 Ts 4:17). O segundo
advento requer a manifestação do Filho na Terra (Jó 19:25-26)
2 - Na translação Cristo busca sua noiva e no segundo advento, Ele retorna com a esposa.
3 - A translação é eminente e resulta no início da tribulação. O segundo advento é precedido por
uma multidão de sinais e resulta na instauração do Reino Milenar. 4 - Na translação os crentes são
julgados (1 Co 3:11-15; 2 Co 5:10(refs2)). No segundo advento os gentios e Israel são julgados (Mt
25:1-13; Mt 25:31-46 (refs2))
N) O contexto de 1 Ts 4:13-18: a igreja de Tessalônica não acreditava que iria passar pela
septuagésima semana. Senão estariam comemorando porque alguns irmãos que dormiram

16
morreram) teriam sido poupados desse momento. O que eles pensavam é que aqueles que morreram
não seriam transformados. Sobre isso o apóstolo Paulo afirma que os que dormem ressuscitarão
primeiro no arrebatamento. Paulo ainda encerra essa questão dizendo para se consolarem com esta
palavra com respeito aos que dormem (morreram).
O) A relação da igreja com os governos: na era presente, a igreja é instruída a se submeter as
autoridades e orar por elas afim de viver em paz na Terra e que, toda autoridade é instituída por Deus
(1 Tm 2:1-3; 1 Pe 2:13-16; Tt 3:1; Rm 13:1-7(refs4)). Durante a septuagésima semana, o governo vai
ser exercido por satanás (Ap 13:4- 8). Logo, a igreja deve ser arrebatada antes. Caso contrário, Cristo
estaria se submetendo a satanás.
P) O silêncio nas epístolas sobre a tribulação: as epístolas de Tiago, 1 Pedro e em certa medida 2
Tessalonicenses foram especificamente escritas por conta da perseguição que a igreja sofria na
época. Além disso, muitas passagens no novo testamento como (Jo 15:18-25; Jo 16:1-4; 1 Pe
2:19-25; 1 Pe 4:12-16; Tg 1:2-4; Tg 5:10-11; 2 Ts 1:4-10; 2 Tm 3:10-12; 2 Tm 4:5 (refs9)) foram
escritas para dar revelação concernente a perseguição (razões para sua existência, ajuda e apoio
para suportá-la). Os apóstolos não criam que a igreja iria passar pela septuagésima semana, do
contrário não iriam ensinar aos cristãos como se comportar em meios as perseguições no passado e
negligenciar instruções para a perseguição mais severa que o homem conhecerá. Se isso fosse
verdade, a igreja que precisou de instruções na perseguição do passado estaria despreparada para
passar pela tribulação.
Q) A mensagem das duas testemunhas: em Ap 11:3 dois emissários são enviados. Seu ministério
é acompanhado de sinais para comprovar a origem divina de sua mensagem com uso profético de
sinais do A.T. (no caso familiares ao povo judeu). A vestimenta que irão usar é de pano de saco, que
era usado por profetas que buscavam trazer arrependimento a nação de Israel. Esse tipo de
mensagem nada tem a ver com a dispensação da graça vivida pela igreja.
R) A mensagem a igreja de Laodicéia: em Ap 3:14-22 o Senhor repreende uma igreja morna.
Porém em todas as épocas que a igreja enfrentou perseguições, só se obtinha dois tipos de resultado
que era um calor ou esfriamento ambos intensos. Logo, seria praticamente impossível a igreja passar
pela tribulação e permanecer morna.
S) Os tempos dos gentios: O Senhor mostra em Lc 21:24 que até que os tempos dos gentios se
completem, Jerusalém estará sob o domínio gentílico. Zc 12:2-3 indica que será depois de uma batalha
que o Messias irá reinar sobre Israel (v9). Já que não houve cumprimento na primeira vinda de Cristo, deverá
ocorrer na segunda vinda de Cristo na batalha do armagedom (Ap 19:17-19). Em Ap 11:2 (no parênteses entre
a sexta e sétima trombeta) há uma indicação de que o tempo dos gentios (que calcarão aos pés a cidade
santa) irá ainda durar 42 meses (3 anos e meio).
T) O remanescente na segunda vinda: passagens como Ml 3:16; Ez 20:33-38; Zc 13:8-9; Ap 7:1-8
(refs4) indicam claramente que haverá um grupo de crentes em Israel aguardando o retorno do
Senhor ao fim da septuagésima semana. Há também passagens como Mt 25:31-40; Mt 22:1-13; Lc
14:16-24 (refs3) que indicam que haverá uma multidão de crentes entre os gentios aguardando seu
retorno. Para que o Senhor possa cumprir na segunda vinda as promessas feitas nas alianças
Abraâmica, Davídica e Palestínica é necessário que haja um remanescente fiel em Israel sobre quem
Ele possa reinar e cumprir essas promessas.
U) Os 144 mil selados de Israel: enquanto a igreja estiver na Terra, isto é, enquanto estivermos na
dispensação da igreja (graça, mistério) não haverá nenhum salvo que experimente um
relacionamento exclusivamente judaico. Todos os salvos recebem uma posição no Corpo de Cristo (Cl
1:26-29; Cl 3:11; Ef 2:14-22; Ef 3:1-9 (refs4)). Durante a septuagésima semana, 144 mil judeus serão
selados (Ap 7:14). Isso indica que a igreja não estará presente nesse período.

V) A cronologia do livro de Apocalipse (Ap 1:1): no capítulo 1 temos a evidência de um Cristo


ressurreto, nos capítulos 2-3 temos os tipos de igreja existentes hoje ou durante a história, nos
capítulos 4-5 temos a translação da igreja, nos capítulos 6-18 temos a septuagésima semana, no
capítulo 19 o retorno de Cristo, no capítulo 20 o Reino Milenar e julgamento do Trono Branco; Já nos
capítulos 21-22, a descrição da Nova Jerusalém e eternidade.
W) O grande objeto do ataque satânico: de acordo com Ap 12:1-13, o objeto do ataque satânico é
a mulher que deu à luz o filho (v13), que há de reger todas as nações com cetro de ferro (v5).

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Obviamente esse filho é Cristo (Sl 2:9) que é descendente de Israel. Logo, a cólera de satanás será
contra Israel, sabendo que pouco tempo lhe resta (v12).
X) As promessas a igreja: existem passagens que prometem a retirada da igreja antes da
septuagésima semana como:
1º X1. Ap 3:10 "Eu te guardarei da hora da provação...". O Senhor não guardará durante, mas irá
guardar da hora da provação.
2º X2. 1 Ts 5:9 "porque Deus não nos destinou para ira, mas para alcançar a salvação mediante
nosso Senhor Jesus Cristo,". No contexto Paulo está associando a ira (Dia do Senhor) à noite
(trevas) no v2 e no v4-5 chega a dizer que somos filhos da luz e do dia. A escuridão da
septuagésima semana é retratada também em Jl 2:2; Sf 1:14- 18; Am 5:18 (refs3). Em Apocalipse a
ira é descrita em Ap 6:17; Ap 11:18; Ap
3º 14:10; Ap 14:19; Ap 15:1; Ap 15:7; Ap 16:1; Ap 16:19 (refs8).
4º X3. 1 Ts 1:10 "e para aguardardes dos céus o Seu Filho, a quem Ele ressuscitou dentre os
mortos, Jesus, que nos livra da ira vindoura.". Isso só será possível se o arrebatamento for antes da
septuagésima semana.
Y) A concordância da tipologia: embora o argumento da analogia seja fraco em sua essência,
quando um ensino é contrário a toda tipologia não pode ser interpretação verdadeira. As escrituras
são ricas de tipos que ensinam que os que andaram na fé foram libertos dos acessos de juízo que
sobrevieram aos descrentes. Tais tipos são vistos na experiência de Noé (Gn 5:29 a Gn 9:29) e
Raabe (Js 2:1-3; js 6:17-
25 (refs2)), mas talvez a experiência mais clara seja a de Ló. Em 2 Pe 2:6-9 Ló é chamado de homem
justo. Em Gn 19:22 o anjo apressa Ló: "Apressa-te, refugia-te nela, pois nada posso fazer, enquanto
não tiveres chegado lá...". Se a presença de um homem justo do A.T. impedia o juízo merecido sobre
a cidade de Sodoma, quanto mais a igreja (justificada pelo sangue de Cristo) na Terra impedirá o
derramamento da ira divina até sua retirada.
Esse conjunto de evidências cumulativas nos demonstra que o arrebatamento pré tribulacionista é o
que está alinhado com as sagradas escrituras. As próximas teorias apresentadas têm como
característica a não observação da exegese da bíblia e embasamento em interpretação alegórica (ou
espiritualizada). Vejamos agora seus pontos principais e suas bases.

Teoria do Arrebatamento Parcial


Essa teoria crê que somente uma parte dos crentes será arrebatada antes da tribulação. No caso,
seriam os crentes que estiverem vigiando e esperando a volta de Jesus. Sendo assim, esses crentes
estariam em um suposto nível espiritual para serem dignos do encontro com o Senhor nos ares.
Vejamos algumas considerações a respeito dessa teoria.
A) Desconsidera o sacrifício de Jesus Cristo negando a propiciação (1 Jo 2:2), redenção (Cl 1:14)
e reconciliação (2 Co 5:19) que obtivemos.
B) Deconsidera a unidade do corpo de Cristo (1 Co 12:12-13). Se a igreja é o corpo de Cristo e
somente uma parte é arrebatada, Cristo terá seu corpo imcompleto (Ef 1:22-23) e sua noiva (Ef
5:29-30) estará desfigurada.
C) Nesse caso, os que dormem não poderiam ressuscitar na translação (1 Co 15:51- 52; 1 Ts 4:14
(refs2)), visto que nem todos atingiram a perfeição de sua vida cristã.
D) Confundem o galardão com o arrebatamento colocando este como recompensa pela vigilância
(1 Ts 5:6; Tt 2:13 (refs2))
E) Nega a distinção entre a Igreja e Israel, aplicando passagens associadas a Israel para a igreja
como Lc 21:36.
F) Afirma que uma parte da igreja ficará na tribulação, porém o propósito da tribulação é julgar o
pecado do mundo porque os pecados da igreja foram aniquilados na cruz (Cl 2:14).

G) Passagens aplicadas de maneira equivocada pelos defensores da teoria do Arrebatamento


Parcial:
1º . Fp 3:11 (contexto do v8, resultado de ganhar a Cristo).
2º . 1 Co 15:23 (contexto do v21) a ordem da ressurreição é dentro de todo o plano e inclui os
santos do A.T. e da tribulação.

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3º . 2 Tm 4:8 a coroa está sempre relacionada ao galardão e não ao arrebatamento. Cremos na
sua vinda e por isso nos purificamos e o aguardamos (1 Jo 3:3)
4º . O encontro com o Senhor nos ares não é na segunda vinda (1 Co 15:51-52; 1 Ts 1:10 (refs2);
1 Ts 4:13-18)

Teoria do Arrebatamento Pós Tribulacionista


Essa teoria crê que a igreja estará presente na terra durante toda a tribulação e será arrebatada no
momento do segundo advento de Cristo, encontrando com o Senhor nos ares para retornar com ele
para a terra.
A) Nega o dispensacionalismo (Ef 1:10; Ef 3:2; Ef 3:9; Cl 1:25 (refs4)), e coloca a igreja em um
período que a bíblia chama de "tempo de angústia para Jacó" (Jr 30:7). Com isso também nega a
distinção entre igreja e Israel.
B) Nega que a tribulação seja um período de julgamento sobre o pecado.
C) Nega todas as distinções entre o arrebatamento e o segundo advento como a iminência
daquele (Mt 24:37-39 e 27), além de aplicar passagens que seriam para Israel à igreja (Mt 24 ao 25 e
Ap 6 ao 19).
D) Utiliza um "argumento de silêncio" afirmando que a Teoria do Arrebatamento Pré Tribulacionista
não deve ser considerada porque não foi ensinada por nenhum "pai ou mestre" da igreja no passado
durante 1.820 anos. Sobre esse argumento devemos observar que:
1º D1. A doutrina de "justificação pela fé" só foi ensinada claramente a partir da reforma depois do
ano 1.500. Logo, não deveria ser aceita. Todavia a incapacidade de discernir o ensinamento das
escrituras não anula o ensinamento.
2º D2. A igreja primitiva vivia a luz de um retorno iminente de Cristo (1 Ts 4:16-17; 1 Ts 5:2; 1 Ts
5:23; 2 Pe 3:8-10(refs4)) e a única posição coerente com essa doutrina é a pré tribulacionista.
3º D3. Todo o campo teológico foi formulado através dos séculos. A Escatologia que existia na
igreja primitiva era mística com relação a céu, inferno e purgatório; mas não era concebida
teologicamente. Essa teologia foi varrida pela reforma. Não foi senão no século XX que a igreja voltou
sua atenção para esse assunto.
E) Além de desconsiderar as exortações para aguardar o retorno de Cristo, incentivam a busca
por sinais e se baseiam no anúncio das escrituras sobre a destruição do templo e a morte de Pedro
por exemplo. Porém esses mesmos homens acreditavam na eminência do retorno de Cristo (Fp
3:20-2; 1 Ts 4:16-17; Tg 5:8-9; Tt 2:13; Ap 3:10; Ap 22:12 (refs6))
F) Confundem passagens com promessa da tribulação para Israel como sendo para a Igreja (Lc
23:27-31; Mt 24:9-11; Mc 13:9-13 (refs3)); Confundem tribulações anunciadas para a igreja (essas
sendo não técnicas) como sendo a Grande Tribulação (Jo 15:18-19; Jo 16:1-2; Jo 16:33 (refs3)) e
alegam perseguições que a igreja passou (At 8:1-3; At 11:19; At 14:22; Rm 12:12 (refs4)) como
cumprimento parcial.
Sobre esse ponto, encontramos algumas observações:
1º . Israel tem promessa de que passará por uma purificação para entrar no milênio após o
advento do Messias (Ez 20:33-38). Israel é diferente da igreja (essa era um mistério durante todas as
dispensações Ef 3:1-10; Cl 1:26-27(refs2))
2º . A palavra Tribulação é usada de maneiras diferentes nas escrituras: não técnico e não
escatológico se referindo a qualquer período de sofrimento ou provação (Mt 13:21; Jo 16:33; Rm 5:3;
Rm 12:12; 2 Co 1:4; 2 Ts 1:4; Ap 1:9 (refs7)) e no sentido técnico e escatológico (Ap 2:22; Mt 24:29
(refs2)). Quando não técnico (igreja) em oposição duradoura ao deus deste século, senão teria que se
aceitar que a igreja vive na tribulação a mais de 1.900 anos. Já no sentido técnico caracterizado por
palavras como ira, julgamento, provação e destruição.
G) Alega um cumprimento histórico da profecia de Dn 9:24-27 dizendo que a septuagésima
semana começou em João Batista em uma "dispensação do evangelho" e o meio da semana foi na
páscoa. Sendo assim, Cristo seria o príncipe do texto citado. Essa alegação pode ser visualizada no
gráfico abaixo:
Observações a este argumento:
1º . Essas promessas estão relacionadas ao povo e a cidade santa de Daniel, ou seja, Israel.
Israel não está cumprindo essas promessas agora.
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2º . O "ele" de Dn 9:27 tem como antecedente "o príncipe que há de vir" do verso anterior. Esse
personagem está relacionado ao povo que destruiria a cidade e o templo (70 d.C.), logo não
pode ser Cristo e sim o abominável da desolação mencionado por Jesus (Mt 24:15), por Paulo
(2 Ts 2:3) e por João (Ap 13:1) que fará falsa aliança com Israel.
3º . Também há o fato de que depois da morte de Cristo, os sacrifícios continuaram até 70 d.C.;
Então Cristou não causou o término dos sacrifícios diários. Além disso o próprio Senhor aponta
um futuro cumprimento da profecia de Dn 9:24-27 depois de sua morte (Mt 24:15) que estava
prestes a ocorrer.
4º . Houve cumprimento literal das 69 semanas tanto em detalhes como em cronologia. Logo a
septuagésima semana terá um cumprimento literal. Esse fato é negado pelos pós
tribulacionistas que precisam espiritualizar ou alegorizar suas interpretações.
H) associa a ressurreição ao arrebatamento (1 Ts 4:16) constituindo as seguintes afirmacões (Mc
Pherson)
I. "onde quer que houver ressurreição, haverá também arrebatamento".
II. A ressurreição dos santos (de todos) é a primeira ressurreição (Ap 20:5-6);
III. Está associada à vinda do Senhor (Is 26:19), conversão de Israel (Rm 11:15), inauguração do
Reino (Lc 14:14-15; Ap 20:4-5 (refs2)) e entrega dos galardões (Ap 11:15-18), vindo antes a grande
tribulação (Dn 12:1-3).
Sobre isso, vejamos alguns pontos:
I.I A ressurreição de Israel não se dá no arrebatamento.
I. II e III É errado concluir que "aquele dia ou o último dia" ensina que todos os santos vão ressuscitar
no mesmo momento, pois não se aplica a um período de 24 horas e sim a todo o plano de
acontecimentos que inclui o arrebatamento, tribulação, segundo advento, julgamento de Israel, das
nações e toda era Milenar. Vale ressaltar que Pedro afirma que para o Senhor, um dia é como mil
anos (2 Pe 3:8).
IV os trechos dos evangelhos usados para afirmar tais coisas são aplicados a Israel e não a igreja
(Jo 6:39-54; Lc 20:34-36; Mt 13:43; Lc 14:14-15(refs4)).
V (Reese) afirma-se que João menciona a primeira ressurreição (Ap 20:4-6) e que assim sendo,
necessariamente deve ser a primeira em número.

Porém Paulo afirma em 1 Co 15:23 "cada um por sua própria ordem". Isso porque a primeira
ressurreição é formada de grupos diferentes: os santos da igreja, do antigo testamento e da
tribulação. Apesar de serem ressuscitados em momentos diferentes, fazem parte da primeira
ressurreição e são "ordens" nesse plano.
I) Outro argumento usado é o da parábola do trigo e do joio (Mt 13:24-30 e Mt 13:37- 42). Afirma-se
que no v30 "deixai-os crescer juntos até a colheita..." estaria mostrando que a igreja e o mundo
ficariam na terra durante a tribulação aguardando a segunda vinda onde os salvos são arrebatados e
os não salvos aguardam para ser julgados e lançados no inferno.
Porém em nenhum momento a igreja ou o arrebatamento tem nenhum destaque na parábola em
questão.
A Teoria do Arrebatamento Mesotribulacionista
Essa Teoria crê que a igreja será arrebatada na metade da tribulação, sendo a segunda metade da
tribulação, o derramamento da ira de Deus. Isso se dá após o soar da "última" trombeta juntamente
com a ascenção das duas testemunhas. É uma via média entre a posição pré e pós tribulacionista.

Concorda com os pré tribulacionista nas questões:


1. O arrebatamento e segundo advento são momentos distintos.
2. O restringidor de 2 Ts 2:1-8 é a igreja.
3. A igreja tem promessa de livramento da ira.
Concorda com os pós tribulacionista nas questões:

1. A igreja tem promessa de tribulação e precisa de purificação.


2. Nega a eminência do arrebatamento.
3. Afirma que a igreja estará na terra depois de Ap 6.
20
Muitas das bases dessa teoria são idênticas a posição pós tribulacionista. Vejamos:
A) Nega o dispensacionalismo e as diferenças entre Israel e Igreja.
B) compreende a tribulação em duas partes distintas e desconexas, podendo a igreja passar pela
primeira sem ter parte na segunda.
C) Nega a igreja como mistério (ver nota Ef 3:9) se baseando na afirmação de que houve uma
superposição dos períodos da igreja e Israel, visto que a igreja passou a existir após a ressurreição de
Cristo em 33 d.C. e Israel permaneceu até o ano 70 d.C.
Sobre isso basta lembrarmos que o agente principal no plano da salvação era a igreja e não Israel.
Dessa forma o judeu que seria salvo seria aquele que se tornasse igreja (1 Co 12:13; Cl 3:11 (refs2))
D) Depende de espiritualizar ou alegorizar a interpretação da bíblia.
E) a natureza dos selos e trombetas: afirma-se que os selos são somente Deus tirando as
restrições que fazia às forças do mal. O homem irá somente colher aquilo que plantou durante todo o
curso da humanidade. Logo os selos são o desenvolvimento do plano do homem.
Já quanto às trombetas afirma-se que é o desenvolvimento do plano de satanás e toma como
exemplo o caso de Jó. Nesse caso, seria Deus permitindo que satanás agisse até certo ponto.
Esses argumentos se tornam infundados quando o próprio apóstolo João relaciona tais
acontecimentos com a ira do cordeiro (Ap 6:16-17) e ira (Ap 11:18) fora o fato de que estudiosos do
grego concordam que o termo aoristo utilizado significa: chegou (já ocorreu).
F) Alega-se que a tribulação irá durar 3 anos e meio baseando-se no fato de que Jesus chamou a
primeira parte de "princípio das dores" (Mt 24:8) e que João ao comer o livro sentiu primeiro o doce
para depois sentir o amargo (Ap 10:9-10) como se representasse as duas metadas da tribulação.
Vejamos alguns pontos:
1º . Ainda que a tribulação seja dividida em 2 períodos em relação ao tempo e grau de intensidade
da ira derramada, não há sequer uma base para dizer que esses períodos são distintos e
desconexos quanto a sua natureza. E como a igreja poderia passar por juízos tão severos e ter a
sensação de doce?
2º . Se a igreja passar pela primeira metade da tribulação, então os 144 mil serão incorporados a
igreja. Logo, em um arrebatamento na metade da tribulação deixaria a igreja desmembrada. É
necessário completar o plano do mistério para se retomar o plano da aliança.
3º . Essa teoria nega a eminência da translação da igreja.
4º . Ap 7:14 indica que o período entre os selos e as trombetas faz parte da tribulação.
G) Outro argumento utilizado pelo Mesotribulacionista é que as duas testemunhas (Ap 11:11-12)
representam o arrebatamento e ressurreição dos mortos. Afirmam também que a nuvem representa a
"parousia" (aparição de Cristo), que a "grande voz" (v12) é a mesma voz do Arcanjo de 1Ts 4:16 e que
a trombeta (v15) é a mesma trombeta usada nos textos 1 Ts 4:16; 1 Co 15:52 (refs2).
Vale frisar que essas interpretações são baseadas em analogia e não em exegese do texto. Sobre
isso, temos as seguintes considerações:
1º . As duas testemunhas são dois indivíduos e não uma representação simbólica da igreja.
Soma-se o fato de que as "duas oliveiras" são feitas em alusão a Israel (Zc 4:2-3). A alegação
que seriam Moisés e Elias e, portanto, representariam os mortos e transformados no
arrebatamento é pelo menos incerta. A nuvem sempre foi utilizada para representar a presença
de Deus, mas não significa que se trate da "parousia" (sobretudo para Israel).
2º O toque da trombeta nesse texto não faz nenhuma alusão ao arrebatamento e sim a revelação
do Cristo que está associada ao seu retorno, subjugação do mundo e juízo dos gentios e
judeus vivos.
3º . Essa interpretação tem como consequência a interpretação de que o mistério de Ap 10:7 é a
revelação do plano de Deus para igreja. Teria a seguinte perspectiva: "Por que Deus permitiu
que o mal reinasse tanto tempo?".
H) Cronologia do livro de Apocalipse: o Mesotribulacionista afirma que a primeira metade da
tribulação é descrita dos selos até o fim das trombetas, culminando no arrebatamento em Ap 11. Já as
sete taças descrevem a segunda metade da tribulação que compreende o capítulo 12 ao 19 de
Apocalipse.

Contudo, mais uma vez é utilizada a interpretação alegórica. Vejamos algumas observações da visão
21
pré tribulacionista:
I) A identificação da última trombeta: especula-se que a última trombeta de Ap 11:15 é a mesma
citada por Paulo em 1 Ts 4:16; 1 Co 15:52 (refs2). E ainda que o Senhor Jesus teria citado a mesma
em Mt 24:31 "após a tribulação".
Quanto a isso, vejamos:
I. I1. Última pode ser de uma série ou de um tempo. O fato de ser tocada uma última trombeta
em relação ao plano da igreja não exclui a possibilidade de haver outra última trombeta para o
plano de Israel.
II. I2. Se a trombeta que Jesus citou fosse a mesma, significaria dizer que o retorno de Jesus é
antes do derramamento de juízo das taças. E mais, iria favorecer a posição pós tribulacionista
e não meso tribulacionista.
III. I3. Em 1 Ts 4:16 Paulo não se refere a última trombeta em momento algum. Fora o fato de que
Paulo cita "a trombeta de Deus" enquanto João cita "a trombeta de um anjo".
IV. I4. A trombeta de 1 Ts 4:16 introduz benção, vida e glória. Já a trombeta de Ap 11:15 introduz o
julgamento contra os inimigos de Deus, inclusive sendo associada a um grande terremoto.
V. I5. A trombeta citada por Paulo ocorre em um momento, um piscar de olhos. Entretanto, João
cita que "quando o anjo estiver para tocar" dando a ideia de um tempo mais longo (Ap 10:7).
VI. I6. Em Nm 10:5-8 podemos perceber que Israel tinha o hábito instaurado por Deus para se
reunir e partir ao soar de trombetas, sendo diversos tipos de soar diferentes de acordo com o
objetivo.
Concluímos a partir do estudo da exegese em todos os textos que a única Teoria que está alinhada com as
sagradas escrituras é a pré tribulacionista.

Módulo 5
A Hora do Juízo
Nesse módulo você aprenderá de maneira simples e prática o que a bíblia ensina sobre ressurreição
dos mortos e juízo eterno. Esses assuntos são considerados como básicos pela bíblia (Hebreus
6:1-2), mas infelizmente a maior parte da igreja desconhece, e, ainda grande parte dos ministros e
pregadores não conhecem e ou não ensinam. Você irá entender à luz das escrituras que existem
vários tipos de julgamentos e momentos de ressurreição dos mortos no desenrolar do plano de Deus
para a humanidade e passará a fazer parte da geração de filhos que conhece as escrituras.

Aula 1: Começando o Juízo

- Ressurreição dos Mortos e Juízo Eterno

- Princípios elementares (Hb 6:1-2)

- Ressurreição dos mortos (eterna ou do último dia): Is 26:19; Jó 19:25-26; Jo 11:23- 25; 1 Co

22
15:20-26; Lc 14:14

- 2 tipos: para a vida ou para a condenação (juízo, vergonha e horror eterno) Dn 12:2; Jo
5:28-29; At 24:15; Mt 10:28

- Juízo eterno: Sl 96:13; Jd 1:14-15; At 17:30-31

- Juízo/Julgamento/Avaliação/Punição (Jo 3:18; Jo 16:11; 1 Pe 4:17; 2 Co 5:10)

- A igreja e o juízo Jo 3:16-18

- A ordem; Jesus; O Tribunal de Cristo (1 Co 15:22-24; Fp 2:4-11; Is 53:10-12; 2 Co 5:10; Hb


4:13)

Exercício
Leitura Daniel 1-3, 7, 9, 12

Aula 2: Tribulação no Livro de Daniel (Parte 1)

- Daniel (Deus é juiz) 70 anos


- A figura do remanescente fiel na tribulação (Dn 1, 3 e 6)
- A história (Dn 5, Dn 8)
- A estátua e os animais (Dn 2 e 7)

23
- A última semana ([[Dn 9:24-27]]; [[Dn 12:1-4]]; [[Dn 12:9]]; [[Ap 22:10]]; [[Dn 12:11-
13]])

24
- A tipologia de José: rejeitado e traído pelos irmãos, foi “morto” (vendido como escravo). Em
tempos de tribulação seus irmãos precisam recorrer a ele e por fim, José governa sobre Jacó (Israel)
e seus filhos.
Notas Complementares
A profecia da Septuagésima Semana de Daniel

Esse texto de Daniel tem muito a dizer com relação ao fim dos tempos. Na profecia descrita (Dn
9:24-27), há 70 semanas determinadas sobre Israel (o povo e a cidade de Daniel). O cumprimento
envolve 6 fatos: fazer cessar a transgressão, dar fim aos pecados, expiar a iniquidade (esses 3 foram
cumpridos na primeira vinda de Jesus), trazer a justiça eterna, selar a visão e profecia e ungir o Santo
dos Santos (isso vai se cumprir na segunda vinda de Jesus). No V.T., os profetas não sabiam da igreja
(essa era um mistério [ver nota Ef 3:9]).
Essa profecia também é conhecida como "As 70 semanas de Daniel". Grande parte dessa profecia se
cumpriu e esse cumprimento não foi em dias, mas em anos. Na verdade, a palavra que foi traduzida
por "semanas" é a palavra hebraica "shabuwa" que pode ser um período de 7 dias ou 7 anos. Pela
história, percebemos que a contagem dessas semanas ocorreu em anos. O que Daniel (nem nenhum
profeta do V.T.) sabia é que haveria um Intervalo entre o início das 70 semanas e o cumprimento. O
povo de Israel rejeitou o Messias, então entramos na dispensação da igreja (graça/mistério [ver nota
Ef 3:9]) e só após o encerramento dessa dispensação (no arrebatamento 1 Ts 4:17) é que o Senhor
voltará a tratar com Israel no período que é conhecido como "Tribulação [ver nota Mt 24:21]".
Dessa forma, entendemos que a septuagésima semana é um período onde Deus volta a tratar com
Israel e irá julgar o pecado do mundo [ver nota 1 Ts 4:17 pré B-E] no futuro conhecido como
"Septuagésima Semana, Grande Tribulação ou Período Tribulacional". O príncipe do povo que destrói
a cidade e o templo é o anticristo (Mt 24:15; 2 Ts 2:1-4; 1 Jo 2:18; 1 Jo 4:3 (refs4)) que vai se revelar
na septuagésima semana. Toda a profecia deve-se cumprir literalmente assim como todas as
profecias que se cumpriram na bíblia.
Aspectos importantes a respeito da Septuagésima Semana:
A) Cronologia: nos dá a cronologia do período tribulacional: O grande discurso profético feito pelo
Senhor Jesus nos evangelhos de Mateus e Marcos, sem dúvida fixam a hora da última e maior
angústia de Israel na septuagésima semana (Mt 24:15-22; Mc 13:14-20; Dn 9:27 (refs3)). A maior
parte do livro de Apocalipse é simplesmente uma expansão do painel cronológico esboçado na
septuagésima semana que é dividida em dois períodos iguais, cada um se estendendo por 1.260 dias,
ou 42 meses ou 3 anos e meio (Ap 11:2-3; Ap 12:6-14; Ap 13:5 (refs3)). Consequentemente, se
conduzida sem o entendimento dos detalhes da septuagésima semana, toda tentativa de interpretar a
profecia do N.T. está fadada ao fracasso.

B) Os príncipes: são mencionados dois príncipes que não devem ser confundidos: o primeiro é o
Ungido (Messias, Cristo) que virá após as 69 semanas (v25), será morto e já não estará (v26). O
segundo é o "príncipe que há de vir" (futuro) que descende do povo que destruiria a cidade e o
santuário. Esse fará aliança na septuagésima semana e quebrará a mesma na metade da semana
(v27).
C) As metades da tribulação: há diversas passagens se referindo as metades da grande tribulação
e essas passagens ajudam a identificar o período de 3 anos e meio ou 1260 dias (sabendo que o ano
profético de Israel pode ter 360 dias, isto é 12 meses de 30 dias), 42 meses ou um tempo, dois
tempos e metade de um tempo (Dn 9:27; Dn 7:24-25; Ap 13:4-7; Ap 12:6; Ap 12:13-14 (refs5))

O início das 70 semanas


O primeiro fato narrado na profecia como o marco das 70 semanas é relatado no (v25) como "a saída
da ordem para restaurar e edificar Jerusalém". Houveram vários decretos relacionados a restauração
dos judeus do cativeiro babilônico e existem algumas teorias principais acerca desse cumprimento.

25
Vejamos a mais comumente aceita entre aqueles que creem em um arrebatamento pré-tribulacionista,
ou seja, acreditam que a igreja não passará pela tribulação. Essa teoria é desenvolvida por J Dwight
Pentecost derivada das ideias de Sir Robert Anderson.

Se baseia nos seguintes argumentos:

D1. O decreto: dentre os decretos emitidos citados na bíblia encontramos o de Ciro em 2 Cr 36:22-23;
Ed 1:1-3 (refs2); o de Dario em Ed 6:1-10; e o de Artaxerxes em Ed 7:1-21 (no seu sétimo ano de
reinado). Em Ed 4:1-23 a reconstrução do templo foi interrompida porque os judeus estavam
reconstruindo a cidade sem autorização. Em nenhuma desses decretos a condição do v25 foi
realizada, pois foi dada autorização para reconstrução apenas do templo. Quando examinamos o
decreto de Artaxerxes (no seu vigésimo ano) em Ne 2:1-8 vemos que é dada autorização para
reconstruir Jerusalém. Portanto, este é o decreto que cumpre o início da profecia.
Essa data pode ser facilmente apurada pela voz unânime de historiadores seculares e cronologistas.
Esse decreto foi publicado no mês judeu de Nissã. Logo, podemos marcar no ano 445 a.C.. Alguns
estudiosos afirmam que ocorreu no dia 14 de março por conta de uma lua de sangue na páscoa do
ano em questão.
D2. O cumprimento das 69 semanas: Sir Robert Anderson fez um estudo detalhado e minucioso
chamado "The coming Prince" ("A chegada do Príncipe"). Nele encontramos alguns dados:
D3. No v25 temos a citação "desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao
Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas [69 semanas]..."
D4. Como vimos no item "D1", segundo alguns estudiosos, o início da profecia se deu no dia 14 de
março (1° de Nisã do vigésimo ano de Artaxerxes) do ano 445 a.C..
D5. Segundo Sir Robert Anderson, o ano profético é composto por 12 meses de 30 dias totalizando
360 dias (Ap 11:3; Ap 12:6 (refs2)). Logo temos 483 anos ou (483 vezes 360 - número de dias do ano
profético) 173.880 dias para completar as 69 semanas.
Porém na contagem do nosso calendário, o ano tem 365 dias. Logo, se dividirmos 173.880 dias
(quantidade de dias da perspectiva profética) por 365 teremos 476 anos e 24 dias que devem ser
somados a 116 dias referentes aos anos bissextos. Essa soma no nosso calendário equivale a
exatamente a 173.880 dias ou 69 semanas proféticas e colide no dia 06 de abril de 32 d.C. (pode ter
sido 33 d.C. também. Existem algumas divergências quanto às datas). Isso se dá na entrada triunfal
de Jesus em Jerusalém (Lc 19:42).
D6. Segundo Pentecost e Anderson, com a rejeição do Messias por parte de Israel, o relógio das 70
semanas foi parado. Com isso iniciou a era da igreja e a septuagésima semana irá ocorrer após o
encerramento desta era, ou seja, após o arrebatamento.
H) O início da Septuagésima Semana, os pontos principais e o Anticristo: segundo a profecia, a
septuagésima semana é marcada pela aliança do "príncipe que há de vir" com Israel. Esse príncipe
também é chamado de: rei de feroz catadura, rei que fará segundo sua vontade, abominável da
desolação, homem da iniquidade, iníquo, besta que emerge do mar e anticristo (Dn 8:23; Dn 11:36; 2
Ts 2:3; 2 Ts 2:8; Ap 13:1; 1 Jo 2:18 (refs6)). Sabemos que ele só pode ser revelado após a retirada da
Igreja encerrando a dispensação da graça (2 Ts 2:1-8). Segundo a profecia, na metade dos 7 anos, o
anticristo fará cessar os sacrifícios e iniciará uma perseguição e desolação sobre Israel (Mt 24:15; Ap
12:5-6 (refs2)) até que ele seja destruído (Ap 19:20-21; 2 Ts 2:8 (refs2)).
[ver nota sobre o anticristo Dn 9:26]
G) O Plano A: Podemos concluir que Jesus veio como Messias prometido fazer uma oferta
genuína para Israel do estabelecimento do Reino. Sendo assim, ao final do ministério de Cristo, no
ano da cruz (32 ou 33 d.C), Israel ainda podia receber o Messias e o Reino prometido como nos
mostram a parábola da figueira que nos revela que após a crucificação, os judeus ainda teriam mais 6
meses para aceitar a oferta do Reino antes de serem cortados e a pregação do apóstolo Pedro
fazendo oferta bem como Estêvão (Lc 13:6-9; At 3:19-21 (refs2)).

O Motivo do Cativeiro Babilônico


H) O motivo do cativeiro babilônico: esse período é derivado de alguns fatores: os reis da nação
de Israel já vinham praticando o que era mal perante o Senhor, não davam ouvidos a Deus e
26
zombavam dos profetas (2 Rs 21:10-16; Jr 3:13; 2 Cr 36:15-17 (refs3)). Além disso, Israel não
obedeceu às instruções de Deus quanto aos cuidados com a terra. O Senhor ordenou que o povo
guardasse o sábado como sábado do Senhor. Seria o dia do descanso assim como Deus criou a
Terra em 6
dias e descansou no sétimo (Ex 20:8; Ex 31:13-14; Gn 2:2-3 (refs3)). Assim também Deus deu
instruções com respeito a terra: "seis anos semearás a tua terra... porém, no sétimo ano [ano
sabático], a deixarás descansar e não a cultivarás...". A terra produziria ainda que sem haverem
semeado. Haveria ainda a cada 7 semanas de 7 anos (após 49 anos) um ano (quinquagésimo)
santificado ao Senhor conhecido como Ano de Jubileu (Lv 25:3-7; Lv 23:20-22; Lv 25:8-13 (refs3)).
Partindo do início do reinado de Saul (1.050 a.C.) até o início do cativeiro (606 .C.) temos 444 anos
(quase meio século). Ao que tudo indica pode haver variações de datas. Contudo devemos nos
atentar para o fato de que as escrituras deixam claro que o sábado era violado, bem como o
descanso da Terra. Dessa forma era necessário que a Terra obtivesse seu descanso e por isso a
sentença de 70 anos (2Cr 36:21; Ez 20:16-24 (refs2)). Apesar de tudo isso, essa sentença é
pronunciada para a Babilônia (Jr 25:12; Jr 29:10-14 (refs2)) que cumpre desde a época em que
Nabucodonosor derrota o Faraó egípcio e tem facilidade para chegar a Israel (Jr 46:2)
aproximadamente no ano 609 a.C até a queda da Babilônia e m 539 a.C como foi profetizado (Jr
25:10; Jr 27:7-8; Jr 29:10 (refs3)) totalizando 70 anos. Algumas pessoas confundem por achar que
esses 70 anos começam a ser contados na desolação de Israel em 587 a.C. (o que faria com que o
cativeiro totalizasse 48 anos) quando na verdade a profecia falava de servir a Nabucodonosor e não
do exílio em si. Logo, se cumpriu literalmente.
Aula 3: Tribulação no Livro de Daniel (Parte 2)
"24 Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para fazer
cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniqüidade, para trazer a justiça
eterna, para selar a visão e a profecia e para ungir o Santo dos Santos.
25 Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao
Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as praças e as circunvalações se
reedificarão, mas em tempos angustiosos.
26 Depois das sessenta e duas semanas, será morto o Ungido e já não estará; e o povo de um
príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim
haverá guerra; desolações são determinadas.
27 Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o
sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição,
que está determinada, se derrame sobre ele."
(Daniel 9:24-27)

Aula 4: Tribulação no Livro de Apocalipse (Parte 1)


Estrutura de Apocalipse:
1 Jesus ressurreto;
2 e 3 mensagens às igrejas;
4 e 5 o arrebatamento e uma visão do céu; 6 ao 18 tribulação;
19 Armagedom;
20 Milênio e Julgamento do trono branco; 21 e 22 estado eterno
- Eventos da Tribulação (Ap 6-18)
- Os 7 selos, as 7 trombetas e as 7 taças
- Os eleitos/os escolhidos (as 144 mil testemunhas [[Ap 7:1-4]]; salvação [[Ap 6:9]]; [[Ap 7:9-10]];
[[Ap 9:16]]; As 2 testemunhas [Ap 11]; Os símbolos [Ap 12]); O
anticristo [Ap 13])
Exercício
Leitura de Apocalipse 6 ao 18

Notas Complementares
A Grande Tribulação

27
A grande tribulação citada por Jesus é também a septuagésima semana da profecia de Daniel [ver
nota Dn 9:27]. Esse período é uma importante doutrina escatológica e abrange o que podemos
chamar de período tribulacional. Sobre esse assunto temos algumas informações:
A) A natureza da tribulação: a própria escritura fala por si só sobre esse período como: Ira (Ap
6:16-17; Ap11:18; Ap 14:19; Ap 15:1; Ap 15:7; Ap 16:1; Ap 16:19; 1 Ts 1:9-10; 1 Ts 5:9; Sf 1:14-18
(refs10)); Julgamento (Ap 3:10; Ap 14:7; Ap 16:5-7; Ap 19:2 (refs4)); indignação (Is 26:20-21; Is 34:1-3
(refs2)); castigo (Is 24:20-21); hora de angústia (Jr 30:7); destruição (Jl 1:15); trevas (Jl 2:2; Am 5:18
(refs2)). Em nenhuma passagem encontramos alívio para a severidade desse tempo que virá sobre a
Terra.
B) A origem da tribulação: existem teorias que insistem que a severidade da tribulação se deve
apenas a atividade do homem e de satanás. Alguns associam à um julgamento de Deus sobre Israel
devido à rejeição do Messias e outros associam à ira de satanás contra os santos por não seguirem o
anticristo. Sobre isso:
1º B1. O período tribulacional testemunhará a ira de satanás contra Israel (Ap 12:12-
17) e a ira da besta (anticristo) contra os santos (Ap 13:7). Todavia, essas manifestações de ira não
representam a origem e causa da tribulação. As escrituras declaram que esse período não é a ira do
homem nem do diabo, mas de Deus (Is 24:1; Is 26:21; Jl 1:15; Sf 1:18; Ap 6:16-17; Ap 11:18; Ap
14:7-10; Ap 15:7; Ap 16:1- 7; Ap 19:1-2 (refs10)).
Concluímos que a ira e o juízo que vão cair sobre a Terra nesse período vem de Deus. Esse período
difere de toda tribulação anterior não só em intensidade, mas também em tipo, já que vem do próprio
Deus.
C) O propósito da tribulação: de acordo com as escrituras, a tribulação tem dois grandes
propósitos:
C1. A purificação para entrar no Reino Milenar: A profecia de Jeremias (Jr 30:7) esclarece que esse
período se refere especificamente à Israel, pois a nomeia de "tempo de angústia para Jacó". O caráter
judeu desse período também é demonstrado em Outras passagens do A.T. (Dt 4:30; Ez 20:37; Dn
12:1; Zc 13:8-9 (refs4)), no sermão de Cristo e no livro de Apocalipse (Mt 24:3-30; Ap 7:4-8; Ap 12:1-
2; Ap 12:17 (refs4)). Logo, esse período é a hora em que Deus vai lidar com seu povo antigo antes da
entrada do mesmo no Reino prometido (Dt 30:1-6; Jr 30:8-10; Ez 20:36-37 (refs3)). O propósito de
Deus é a conversão de uma multidão de judeus que entrarão nas bênçãos do Reino e experimentarão
o cumprimento de todas as alianças de Israel. As boas novas de que o Rei está prestes a retornar
serão pregadas (Mt 24:14) para que Israel possa se voltar para seu libertador que virá para a
campanha do Armagedom (Ap 19:11-21; Mt 24:27-31; Zc 14:1-11; Rm 11:26 (refs4)).
O propósito de Deus também é povoar o milênio com grande multidão de gentios convertidos, que
serão redimidos pela pregação do remanescente fiel. Esse objetivo será alcançado na multidão de
"todas as nações, tribos, povos e línguas" (Ap 7:9) e nas "ovelhas" (Mt 25:31-46) que entrarão no
Reino Milenar. O propósito de Deus, então, é povoar o Reino Milenar trazendo a Si mesmo vasta
multidão dentre Israel e as nações gentílicas.
C2. Derramar juízo sobre homens e nações descrentes: Sobre isso há muitos textos (Ap 3:10; Jr
25:32-33; Is 26:21; 2 Ts 2:12 (refs4)). Com base nessas passagens, podemos ver que Deus está
julgando as nações da Terra. Visto que o Reino a seguir é um Reino de justiça, esse julgamento deve
ser visto como outro passo no desenvolvimento do plano de Deus para lidar com o pecado.
D) A hora da tribulação: para entender os elementos de tempo no período tribulacional, deve se
entender a profecia da septuagésima semana de Daniel, que esboça a cronologia do futuro de Israel
(ver nota Dn 9:24-27). Esse período também é apresentado no livro de Apocalipse a partir do desatar
dos selos no capítulo 6 ao capítulo 19 culminando na campanha do Armagedom.
Aula 5: Tribulação no Livro de Apocalipse (Parte 2)
Os Juízos dos selos, das taças e das trombetas:

28
Aula 6: A Rejeição

- O Reino e a salvação estão centrados no Messias. Ele é o cumprimento da salvação e do reinado


prometido aos patriarcas. (Mt 1:1; Gn 12:3; 2 Sm 7:16)

- Ele veio como cordeiro e retornará como Leão

O Reino é oferecido

- Uma mensagem de arrependimento e chegada do Reino dos Céus através de João Batista e Jesus.
(Mt 3:2; Mt 4:17; para os judeus Jo 1:11-12; Mt 10:5-8; Mt 15:22-26-
28)

- Eles deveriam saber: além das 70 semanas de Daniel, havia o conhecimento e a cultura
judaica (como as fases conhecidas como fase de observação e fase de inquirição: Mt 8:2-4; Lc 5:17;
Mt 22)

Estrutura do livro de Mateus:

1-2 Mostra o direito legal ao trono: descendente de Davi e cumpridor das promessas.
3 Mostra a consagração do Rei: Deus o aprova.

4 Mostra o direito moral do Rei: resiste as tentações.

5-7 Mostra o direito judicial do Rei: cumpriu a lei e os profetas (Mt 5:17). Mt 8-10 Mostra a autoridade
do Rei: realiza grandes milagres.

29
- Cronologia da Rejeição:

- Os grandes sinais e a transição para parábolas (Mt 11:20-24; Mt 12:22-31; Mc 3:21-22; Mt


13:1-15;

- A entrada triunfal em Jerusalém (Mt 21:7-9; Mt 21:15-16; Lc 19:35-40; Mt 21:18-19; Mt


21:23-27; Mt 21:33-46)

- Fase de Inquirição (Mt 22:15-22; Mt 22:23-33; Mt 22:34-46)

- A repreensão aos fariseus e Juízo contra Jerusalém/Israel (Mt 23:1-7; Mt 23:13; Mt 23:24; Mt
23:33-40; Zc 12:10)

- O “Plano” era para Israel, mesmo após a crucificação

- A figueira: Jr 29:17; Lc 13:6-9

- O tempo: (At 1:6-9) Foi por isso que os discípulos perguntaram sobre o tempo da restauração

- A concretização da Rejeição: (At 1:6-9; Rm 11:25-29; At 2:5-11; At 2:12-13; At 3:1-


2; At 3:12-21; At 4:7-14; At 7:51-57; At 28:25-28;

- Mas Deus não desistiu de Israel: Rm 11:12-27

Exercício
Leitura dos capítulos 11, 12, 13, 23, 24 e 25 do livro de Mateus

Notas Complementares
A Salvação de Israel
Sabe-se que na presente era, a salvação é concedida de graça mediante a fé em Jesus Cristo.
Qualquer indivíduo, ao crer e confessar a Cristo como Senhor (Rm 10:9; Ef 2:8-9 (refs2)), torna-se
filho de Deus, sua esperança como igreja passa a ser estar com Cristo após a morte física ou a
transformação do corpo no arrebatamento e o Espírito Santo passa a residir nele (Jo 1:11-12; Fp 1:23;
1 Ts 4:17; 1 Co 6:19 (refs4)). Com o arrebatamento é encerrada a dispensação da igreja e será dado
o início do período tribulacional. Já que a igreja não estará presente, levanta-se a questão: "haverá
salvação no período tribulacional?". Assim como no V.T., o povo com o qual Deus estará tratando
sobre a Terra será Israel. Portanto deveremos observar alguns pontos:
A) A natureza da salvação no antigo testamento: a salvação no A.T. tem dois aspectos distintos:
individual e nacional.
[Link] a salvação individual do judeu, J Dwight diz: "É evidente que a salvação oferecida no A.T.
era uma salvação individual, aceita pela fé, baseada em sacrifício de sangue, que servia de indício do
verdadeiro sacrifício por vir. Essa salvação foi apresentada como herança a ser recebida no futuro.
Cada israelita que cresse em Deus seria verdadeiramente salvo, mas aguardava uma experiência
futura de plenitude daquela salvação." (Ex 29:16; Hb 9:11-15 (refs2))
A2. Sobre a salvação nacional de Israel, Chafer diz: "As escrituras testemunham sobre o fato de que
30
Israel como nação deverá ser salvo de seus pecados e liberto de seus inimigos pelo Messias quando
Ele retornar a Terra. É óbvio que Israel como nação não está salvo agora e nenhuma das
características das alianças eternas com aquele povo estão evidentes agora. A nação com excessão
de certos rebeldes será salva pelo seu próprio Messias quando Ele vier de Sião." (Ez 20:37-38; Is
59:20-21; Mt 23:37-39; Rm 11:26 (refs4))
B) Promessas específicas de salvação: Embora a ênfase no A.T. seja dada a uma salvação
nacional, o próprio apóstolo Paulo restringe o "todo o Israel" de Rm 11:26 à indivíduos salvos em Rm
9:6 quando diz "nem todos os de Israel são, de fato, israelitas...". Assim ambos os aspectos devem
ser incluídos na salvação prometida a Israel. O A.T. também promete a salvação de Israel associada
ao "Dia do Senhor" ou "Aquele Dia" (Jr 30:7; Jl 2:31-32; Zc 13:1-9 (refs3)). Já que essa salvação
ainda não foi experimentada por Israel, deve ser experimentada quando o Senhor voltar a lidar com
Israel no período tribulacional.
C) O cumprimento da salvação prometida: O sétimo capítulo de Apocalipse faz um registro
impressionante do cumprimento da salvação prometida no Antigo Testamento.
Vejamos:
C1. Salvação individual de Israel: os primeiros oito versículos do capítulo são uma descrição dos 144
mil servos selados de Deus. No capítulo 14, esses 144 mil são mencionados como "redimidos dentre
os homens" e "primícias para Deus" (v4).
Logo, vemos que a promessa em relação a salvação individual é cumprida nos 144 mil, embora sejam
apenas uma parte dos israelitas durante aquele período.
C2. A promessa relativa aos gentios: O A.T. não prevê a salvação só dos israelitas antes da vinda do
Senhor, mas de uma multidão de gentios também (Is 2:1-4; Is 60:3-5; Is 62:2 (refs3)). Ap 7:9-17
descreve parte desse cumprimento em "grande multidão que ninguém podia enumerar". Estes são
salvos já que no v14 diz que eles "lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro,".
C3. A salvação nacional de Israel: Ap 19:11-20:6 oferece um quadro com o cumprimento dessa
salvação nacional. Nesse evento vemos Jesus retornando como "REI DOS REIS E SENHOR DOS
SENHORES". O Reino prometido, no qual todas as promessas e alianças são cumpridas, é
inaugurado pela presença pessoal e pelo governo do Rei.
D) A base da salvação na tribulação: para analisar a questão da base ou método da salvação
durante a tribulação, deveremos atentar aos seguintes pontos:
D1. A salvação na tribulação certamente será baseada no princípio da fé. Hb 11:1- 40 nos deixa claro
que o único indivíduo que era aceito por Deus era o que cria nEle. O princípio do v6 "sem fé é
impossível agradar a Deus" não se limita a presente era, mas vale para todas as épocas. A fé de
Abraão é dada como exemplo na abordagem de Deus (Rm 4:2-3) e será o método de abordagem na
tribulação.
D2. As descrições dos salvos na tribulação deixam claro que serão salvos pelo sangue do cordeiro.
Sobre os judeus salvos são chamados de "redimidos" (Ap 14:4) e Israel jamais conheceu uma
redenção que não fosse baseada em sangue (Hb 9:22). Além disso, em Ap 12:1-17, o remanescente
fiel é representado pela "mulher" (v1-6 e 13-17), no v10 é mencionado como "nossos irmãos" e no v11
diz que eles "venceram por causa do sangue do Cordeiro". Sobre os gentios, diz-se que "lavaram
suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro," (Ap 7:14). Então, todos os crentes são salvos
e libertos pelo "sangue do Cordeiro".
D3. O ministério do Espírito Santo na salvação durante o período tribulacional: Alguns, ao identificar o
Espírito Santo como o "detentor" de 2 Ts 2:7, insistem que o Espírito Santo deve cessar de operar na
Terra durante a tribulação já que o corpo de Cristo que é o Seu templo não estará aqui [ver nota sobre
o detentor 2 Ts 2:7].
Sobre isso:
I - William Kelly afirma: "a salvação de todos os salvos em todas as épocas depende da obra de
Cristo, e o Espírito é o único aplicador eficaz dessa obra em qualquer alma."
II - Devemos recordar que o Espírito Santo é unipresente (Sl 139:7-10).
III - No A.T., o Espírito Santo não tinha um ministério de habitação nos crentes e ainda assim eles
foram salvos, mesmo que não tenham sido aperfeiçoados (Hb 11:39-40).
IV - Durante a tribulação haverá pessoas pregando o evangelho e ainda operando sinais como as
duas testemunhas e em nenhuma época da história alguém conseguiu executar esses papéis sem a
atuação do Espírito Santo.
31
V - E ainda temos as palavras do Senhor Jesus a Nicodemos dizendo que "quem não nascer da
água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus." (Jo 3:5).

Conclui-se que, durante a tribulação a salvação oferecida pelo sangue do Cordeiro e recebida pela fé
será efetivada pela obra do Espírito Santo.
E) Relação desse evangelho com o evangelho do Reino: Alguns declaram que, já que o
evangelho do Reino estará sendo pregado durante a tribulação, não pode haver pregação da cruz. Mt
24:14 é usado como base para essa afirmação, pois Jesus diz que "será pregado este evangelho do
Reino por todo o mundo". Vejamos algumas observações:
E1. O termo "evangelho" no seu uso literal significa" boas novas". Logo, o evangelho do Reino eram
as boas novas de que o Rei prometido apareceria logo para oferecer o Reino prometido. O evangelho
do Reino não oferecia uma maneira de salvação, mas o cumprimento das promessas e alianças feitas
à Israel.
E2. Houve duas fases da pregação joanina do evangelho do Reino: "Arrependei-vos, porque está
próximo o Reino dos céus." (Mt 3:2) e "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!" (Jo
1:29). As duas faziam parte da mensagem de João, que proclamou uma cruz assim como um Reino.
E3. Ao lidar com um povo pactual que Ele mesmo conduzira a um relacionamento pactual, Deus exige
que o pecador ofereça um sacrifício e receba purificação, o que o confirma na benção da aliança.
João Batista, sendo de linhagem levítica, podia ministrar tais sacrifícios e administrar tal purificação
por água como registram os evangelhos.
Podemos concluir que as duas mensagens não são mutuamente excludentes e estavam presentes na
mensagem de João Batista: a promessa de um Rei que cumpre todas as promessas e alianças trazia
a convicção de indignidade pessoal e junto, as boas novas da purificação. Essa, não por meio de
sacrifícios imperfeitos e aplicações cerimoniais de água que tipificavam a vinda do Cordeiro de Deus,
mas pelo método de purificação oferecido de "uma vez por todas" (Hb 9:12).
F) Os resultados da salvação na tribulação: são vários os resultados da salvação no período
tribulacional como já foi citado anteriormente:
I. Haverá uma salvação individual para Israel e para os gentios (Ap 7:9-14; Ap 14:4 (refs2)).
II. Haverá uma salvação nacional: a preparação de Israel (Ez 20:37-38; Zc 13:1-9 (refs2))
resultará na sua salvação no segundo advento do Messias como prometido em Rm 11:27 (Ap 19).
III. Haverá bençãos milenares: Ap 7:15-17; Ap 20:1-6 (refs2) são passagens que deixam claro que
a salvação oferecida durante o período tribulacional encontrará seu cumprimento pleno no Reino
Milenar.

Aula 7: O Messias prometido


- A Igreja era um mistério nesse momento!
- Lembre do “Intervalo Profético”

- O povo sendo tratado é o judeu/Israel como estudamos na última aula


- Os judeus estão rejeitando Jesus, ele acaba de pronunciar juízo contra os fariseus e
Jerusalém. Nesse contexto, temos o sermão
- Mt 24. v1-3 as três perguntas (essas coisas, sua vinda e a consumação dos séculos)
- A primeira resposta (Lc 21:20-24)
- Ai das que estiverem grávidas; soldados romanos: as mulheres fugiram, eles abriam as
barrigas, tiravam o feto e colocavam gato

32
- (v4-8 princípio das dores ou início da tribulação: Ap 6); (v9-26 restante da tribulação incluindo o
verso 14 em que o evangelho é pregado Ap 14:6 e o anticristo no verso 15); (v27-31 o sinal e a
segunda vinda);
Exercício
Releitura do capítulo 24 e 25 do livro de Mateus
Notas Complementares
Sermão do Monte das Oliveiras
Esse trecho das escrituras (Mt 24:1-25:46) tem grande importância escatológica, pois nos apresenta
uma cronologia detalhada dos acontecimentos previstos em relação à nação de Israel. Entre os vários
aspectos a serem observados temos:

A) O cenário do sermão: Existem duas visões que serão apresentadas desse cenário, sendo uma
macrovisão e uma microvisão. A última é uma fração da primeira.
A1: Macrovisão do cenário: Essa visão engloba todo o evangelho de Mateus e apresenta Jesus como
Messias e Rei de Israel. É vista principalmente pela divisão dos capítulos de maneira cronológica e
são:
1-2 Mostra o direito legal ao trono: descendente de Davi e cumpridor das promessas.
3 Mostra a consagração do Rei: Deus o aprova.
4 Mostra o direito moral do Rei: resiste as tentações.
5-7 Mostra o direito judicial do Rei: cumpriu a lei e os profetas (Mt 5:17). Revogar, do grego "kataluo"
= anular ou destruir;
Cumprir, do grego "Pleroo" = realizar, fazer completo, consumar.
Mt 8-10 Mostra a autoridade do Rei: realiza grandes milagres.
Mt 11 Muitos não se arrependem para receber o Reino.
Mt 12 Muitos começam a entender que Jesus é o Messias, mas os fariseus o rejeitam (Mt 12:22-24).
Deus respeita o princípio de autoridade. As autoridades judaicas precisavam receber Jesus como
Messias e Rei.
13 Jesus percebe a rejeição e começa a falar por parábolas
21 Jesus entra em Jerusalém como Rei, o filho de Davi (v1-11); mostra sua autoridade no templo
(v12-17); amaldiçoa a figueira (v18-22) e apresenta uma parábola que significava que os judeus
mataram os profetas e matariam o Filho de Deus (v33-43)
A2. Microvisão do cenário: foi pronunciado dois dias antes da morte do Senhor e seguido à
declaração dos "ais" contra os fariseus e do aviso da cegueira legal sobre a nação de Israel (Mt
26:1-2; Mt 23:1-36; Mt 23:37-39 (refs3)). Logo, o sermão se situa no cenário da rejeição do Messias
por parte de Israel. É bem razoável aceitar que ao menos a maior parte desse sermão não está se
referindo à igreja.
B) As perguntas dos discípulos: Após anunciar o juízo sobre os fariseus e a cegueira sobre Israel
(Mt 23), o Senhor anuncia a destruição de Jerusalém (Mt 24:1-2). Além disso, o Senhor promete Seu
próprio retorno (Mt 23:39). Na mente dos discípulos tais afirmações tinham significância escatológica,
pois o seu cumprimento estava associado à vinda do Messias e ao fim dos séculos. Como judeus
verdadeiros, eles esperavam pelo estabelecimento do Reino messiânico pelo Messias. Eles viram que
o Senhor foi rejeitado e após o pronunciamento dos "ais", da cegueira de Israel e destruição do
templo, eles tomam coragem e pedem: "Dize-nos quando sucederão estas coisas e que sinal haverá
da tua vinda e da consumação do século." (Mt 24:3b).
A resposta a primeira pergunta "Dize-nos quando sucederão estas coisas..." não é registrada por
Mateus, mas é dada em Lc 13:20-24. Essa parte do sermão está relacionada à destruição do templo
pelo império romano sob a liderança de Tito.
Podemos constatar isso pelos registros históricos. Para responder as perguntas seguintes temos a
passagem inteira de Mateus 24 e 25. Chafer observa: "poucas passagens do novo testamento
colocam os acontecimentos registrados em uma ordem cronológica mais completa que esse
sermão.".
C) A interpretação do sermão: Há vários tipos de interpretação e dentre elas temos:
C1. A alegórica ou espiritualizante que crê que Jesus voltou na destruição do templo e que todas as
33
profecias se cumpriram de maneira espiritual. Essa interpretação coincide com a posição amilenarista
(não acredita no futuro Reino Milenar).
C2. A segunda segue a posição da primeira quanto ao método, que é alegórico. Porém aplica à era
cristã que vivemos, afirmando que a igreja passará pela grande tribulação. Essa interpretação
coincide com a posição pós tribulacionista.
C3. A terceira interpretação associa as previsões do Senhor ao final da era judaica ainda no futuro.
Essa coincide com a posição pré tribulacionista e deve ser considerada correta já que se baseia no
método de interpretação literal e observa a exegese do texto e hermenêutica. Além disso, o próprio
Senhor não discordou ou repreendeu os discípulos quando perguntaram sobre a restauração do
Reino à Israel (At 1:6-7) e considerando que o final da era judaica exige o cumprimento de todas as
promessas e alianças feitas a Israel, deve-se observar que será no futuro já que Israel não usufrui tais
cumprimentos ainda.
D) O período tribulacional: O primeiro acontecimento no plano de Israel para o fim dos séculos é o
período tribulacional tratado em Mt 24:4-26. Há uma divergência de opinião entre os defensores do
arrebatamento pré tribulacionista quanto à cronologia dessa seção. Entre elas encontramos:
D1. A primeira opinião é a de Chafer para quem Mt 24:4-8 refere-se a acontecimentos da atual era da
igreja, anteriores ao início da septuagésima semana e chamado "princípio das dores", enquanto os
versículos 9-26 dizem respeito ao período tribulacional. Alguns estudiosos chegam a apresentar um
cálculo matemático onde apresentam um período após a crucificação de Jesus de 2.000 anos (crendo
que existe de fato uma semana Milenar) para o seu retorno. Dessa forma, o período de 2.007 anos
(2.000 anos mais 7 anos de tribulação) corresponderia a 9 meses de gravidez, sendo os últimos 7
anos correspondendo ao último dia de gravidez ou o dia do nascimento.
D2. A segunda opinião é a de Scofield, para quem a passagem tem dupla interpretação, parte
aplicável à era da igreja e parte à tribulação. Para Scofield, os versos 4-14 dão o caráter da era da
igreja que assume terrível intensidade no período tribulacional.
D3. A terceira opinião é a de English, que diz "Em Mt 24:4-14, o texto se refere à primeira metade da
tribulação e Mt 24:15-26 se refere a segunda metade da tribulação, vindo depois o fim.
D4. A quarta opinião é a de J Dwight que é a mais fiel a exegese do texto e hermenêutica relacionada
a outros textos escatológicos. Dwight entende que Mt 24:4-8 se refere à primeira metade da tribulação
e Mt 24:9-26 se refere à segunda metade. Uma análise minuciosa das escrituras apoia essa visão.
Vejamos:
I. Primeiramente, o Senhor está lidando com o plano profético para Israel. O termo "princípio das
dores" usado no v8 se refere ao que foi narrado nos v4-8 e está relacionado com dores de parto, pois
é uma alusão ao nascimento do Reino e a chegada do Messias como vemos no livro de Ap 12:1-2
que também é um livro cronológico (sendo assim esse evento está dentro da tribulação). Além desse
texto de Apocalipse, temos o texto de Jr 30:6-7 que é uma clara profecia sobre a tribulação e no v7 da
profecia temos a afirmação "É tempo de angústia para Jacó;",
o que exclui a igreja de qualquer relação com a grande tribulação ou princípio das dores.
II. Segundo Gaebelein, para essa posição estar correta deve haver harmonia entre Mt 24 e
Apocalipse a partir do capítulo 6, aonde se inicia o período tribulacional. E esse é realmente o caso.
O primeiro selo foi aberto (Ap 6:1-2) revelando um cavaleiro num cavalo branco, que sai para
conquista com um arco. Esse homem não é Jesus, mas um falso Cristo que estabelece paz
temporária (Ap 19:11-16; Dn 9:26-27 (refs2)). Em Mt 24:4-5 temos a primeira previsão do Senhor:
promessa de falso Cristo enganando a muitos.
"4 E ele lhes respondeu: Vede que ninguém vos engane. 5 Porque virão muitos em meu nome,
dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos."
O segundo selo foi aberto (Ap 6:3-4) revelando um cavaleiro num cavalo vermelho, que deveria tomar
a paz da Terra. A segunda previsão do Senhor em Mt 24:6-7a é: guerras e rumores de guerra; nação
contra nação.
"6 E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é
necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim. 7 Porquanto se levantará nação contra nação,
reino contra reino, ..."
O terceiro selo foi aberto (Ap 6:5-6) revelando um cavaleiro em um cavalo negro que tinha uma
balança na sua mão e o texto nos mostrar um quadro de miséria. A próxima previsão do Senhor em
Mt 24:7 é: haverá fome."e haverá fomes"
34
O quarto selo foi aberto (Ap 6:8) revelando um cavaleiro num cavalo amarelo cujo nome é morte e o
inferno o segue. É dado a eles autoridade sobre a quarta parte da Terra e associa à espada, fome,
mortandade e por meio das feras da Terra. Na previsão do Senhor em Mt 24:7 ainda temos
terremotos e as versões ACF e ARC citam "pestes".
", e pestes, e terremotos em vários lugares" (ARC, ACF)
Há indícios de que os versículos de Mt 24:9-26 se refiram a segunda metade da tribulação. Em Mt
24:9 é citada grande perseguição: "Então sereis atribulados, e vos matarão." Quando o quinto selo é
desatado, João vê as almas daqueles que foram martirizados por causa da Palavra de Deus e do seu
testemunho que sob o altar clamam: "Até quando, ó Soberano Senhor, Santo e Verdadeiro, não
julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a Terra?" (Ap 6:8; Ap 20:4 (refs2)). O
abominável da desolação (Mt 24:15) é claramente citado por Daniel como uma ocorrência na metade
da tribulação (Dn 9:27) que continua até o final da mesma.
A cronologia dos acontecimentos do período tribulacional apresentada pelo Senhor pode ser
apresentada assim: na primeira metade da semana, Israel sofrerá os castigos de Mt 24:4-8
associados aos selos de Apocalipse 6, apesar de viver em relativa segurança sob a falsa aliança (Dn
9:27). No meio da semana ocorrerá
perseguição (Ap 12:12-17) por causa do desolador (v15; 2 Ts 2:3-12; Ap 13:1-10 (refs2)), que levará
Israel a fugir da sua Terra (v16-20). O Israel infiel será enganado pelo falso profeta (v11; Ap 13:11-18)
e entrará em apostasia (v12; 2 Ts 2:11). O Israel fiel será um povo de testemunho, levando as boas
novas de que esses acontecimentos prenunciam a chegada do Messias (v27).
E) O segundo advento do Messias: após a descrição do período tribulacional, o Senhor
acrescenta à cronologia o segundo advento (Mt 24:29-31). Com relação à essa vinda, alguns
aspectos são mencionados:
I. A vinda acontecerá "Logo em seguida à tribulação daqueles dias"(v29). A vinda do Messias
encerra o período tribulacional (Ap 19:11-16).
II. Ela será precedida por um sinal (v30) além dos sinais que Já ocorreram (v4-26).
III. Será evidente (v30).
F) O ajuntamento dos escolhidos: o v31 sugere, após o segundo advento, um ajuntamento dos
escolhidos de Deus. Esse ajuntamento provavelmente está relacionado aos judeus e gentios vivos
que passarão pelos julgamentos descritos em Mt 25. Esse ajuntamento é realizado por um ministério
angelical.
G) As parábolas ilustrativas: A cronologia dos acontecimentos do fim dos séculos é interrompida
para dar exortação prática aos que testemunharão esses acontecimentos. Essas exortações são
dadas por conta da incerteza da hora (v36) e a lição a ser aprendida está nas palavras "vigiai" (v42),
"ficai também vós apercebidos" (v44) e "à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá" (v44, 50).
J) Dois eventos: Fica claro de que os eventos citados por Jesus no v27 e v37 são distintos, pois
não há como entrar um ladrão de noite que entra despercebido (v37) e um relâmpago que todo olho
verá (v27) se referirem a mesma coisa.
No v27, Jesus se refere a sua segunda vinda sobre a terra para a batalha do Armagedon (Ap
19:11-21; 2 Ts 2:8 (refs2)) acompanhado da Igreja para depois julgar judeus, gentios vivos (Mt
25:1-13; Mt 25:31-46 (refs2)) e iniciar Seu Reino Milenar (Ap 20:4-5). Também é após esse evento
que Israel tem a concretização de todas as suas promessas e os Santos do A.T. e mártires da
tribulação são ressuscitados (Jó 19:25-26; Dn 12:11-13 (refs2)).
Já no v37, Jesus se refere ao início da tribulação (1 Ts 5:1-5). O período de tribulação na terra tem
duração de 7 anos (Ap 6-18; Dn 9:27) e é a concretização da 70° semana de Daniel. Enquanto isso
ocorre na terra, a igreja é julgada no céu e recebe seu galardão (1 Co 3:8-15; 2 Co 5:10; Ap 19:7-10
(refs3)). Após a tribulação, Jesus volta para a terra cumprindo sua segunda vinda (v27). Alguns creem
ser esse momento onde Jesus estaria falando do arrebatamento, mas além do fato de que a igreja era
um mistério, podemos perceber claramente que nos dias de Noé, o que levou a todos (Mt 24:37-45)
não foi a arca os salvando, mas foi o julgamento do dilúvio os destruindo. Logo, o que chega de
maneira iminente citado por Jesus nesse texto é a tribulação.
K) O julgamento sobre Israel: No capítulo 25, o Senhor parece retomar o resumo cronológico do
fim dos séculos, pois Ele o inicia com a palavra "então". O próximo acontecimento é narrado como
parábola e conhecido como "parábola das 10 virgens" (Mt 25:1-13). Há diferença de opinião com
respeito ao significado dessa parábola.
35
K1. A primeira é de que o Senhor está lidando exclusivamente com Israel do v4 ao 44, mas do v45 em
diante está lidando com a presente era e sua conclusão. Sendo assim, o significado das virgens seria
a igreja. Para isso, afirma-se que o óleo (Mt 25:3 na versão King James) seria uma representação do
Espírito Santo. Posição apoiada por aqueles que crêem na retirada do Espírito Santo no período
tribulacional. Além disso é afirmado que os crentes judeus na tribulação não poderiam dormir diante
dos sinais evidentes que antecedem a vinda do Messias.
Sobre isso, temos:
I. As escrituras não afirmam que o Espírito Santo será retirado.
II. Tais afirmações parecem negligenciar as palavras do Senhor: "vede que ninguém vos engane."
(v4) que é repetida inclusive para a igreja e havia sido proferida para Israel (Ef 5:6; Cl 2:4; 2 Ts 2:3; Jr
29:8 (refs4)), "Porque virão muitos em meu nome... e enganarão a muitos." (v5), "levantar-se-ão
muitos... e enganarão a muitos" (v11) e "...falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para
enganar, se possível, os próprios eleitos." (v24) (Mt 24:4-5; Mt 24:11; Mt 24:24 (refs3)). Além disso,
ainda há a promessa de um falso profeta no período tribulacional (Ap 13:11-15).
III. A palavra "anticristo" é derivada do grego "anti" e "Christos". Essa palavra "anti" não significa
como alguns pensam, somente: contra, adversário. Mas também significa "em lugar de". Logo, a
mensagem do anticristo provavelmente será que ele próprio é o Messias. Ele se levanta para dar
início ao período tribulacional e ao primeiro selo desatado, podemos ver o que seria uma imitação de
Cristo (Ap 6:1-2; Ap 19:11-16 (refs2)).
IV. Já que o Senhor está voltando a Terra como Noivo para as bodas, Ele deverá estar
acompanhado pela noiva (Ap 19:7-9). Logo, os que estão esperando pelo noivo não poderiam ser a
noiva. Além disso o casamento do Noivo é com a noiva e não com 5 ou 10 virgens.
V. Em Ap 9:7-16 o banquete segue-se ao casamento em si. Lc 12:35-36 parece insinuar que,
enquanto as bodas ocorrem no céu, o banquete (a ceia das bodas) ocorre na Terra.
K2. A segunda posição é de que as virgens seriam uma representação de Israel. English observa que
as virgens representam o remanescente de Israel após o arrebatamento da igreja. As virgens
prudentes são o remanescente fiel e as néscias são o infiel. Essa observação parece ser a mais
coerente diante de todo o cenário escatológico. A principal consideração parece ser feita no v10: "as
que estavam apercebidas entraram com ele para as bodas".
Conclui-se que o Senhor está ensinando que após o segundo advento, haverá um julgamento na
Terra para o Israel vivente afim de determinar quem entrará no Reino, chamado na parábola de
"bodas". Concordam com isso, as escrituras ao tratar da purificação de Israel antes de tomar posse do
Reino (Ez 20:37-42).
L) O julgamento sobre as nações dos gentios: Em Mt 25:31-46 o Senhor narra mais um evento
importante. Ele nos dá algumas informações:
I. Esse evento deverá ocorrer imediatamente após o segundo advento, pois Ele diz "Quando vier
o Filho do Homem na sua majestade e todos os anjos com ele, então, se assentará no trono da sua
glória;".
II. Os réus serão "todas as nações" (v32), ou seja, os gentios vivos.
III. a base do julgamento será a forma como os gentios trataram aqueles que o Senhor chama de
"pequeninos irmãos" (v40 e 45). Obviamente se trata dos judeus, pois o Senhor mesmo é judeu e isso
ocorre no segundo advento, ou seja, é após a tribulação e exclui a igreja da posição. Sendo assim os
irmãos do Senhor só poderiam ser os judeus vivos durante a tribulação.
IV. É importante observar que esse evento é precedido pela pregação do evangelho à todas as
nações (Mt 24:14; Ap 14:6 (refs2)). Há grande possibilidade de ser pregado pelos 144 mil judeus que
serão selados na tribulação (Ap 7:4-8) já que a igreja será arrebatada (1 Ts 4:17). Além disso o texto
de Apocalipse parece indicar um ministério angelical para executar esse papel.
V. O resultado desse julgamento para os justos, segundo a base do mesmo, é ter direito a entrar
"na posse do Reino que está preparado desde a fundação do mundo" (v34) e acesso "para a vida
eterna" (v46). Já para os injustos, é ir "para o castigo eterno" (v46).
VI. Também é importante fazer uma diferenciação: esse julgamento é sobre os gentios vivos após
o segundo advento de Cristo e não está relacionado com o julgamento dos mortos que serão
ressuscitados para ser julgados diante do grande Trono Branco (Ap 20:11-15).
Podemos concluir com base em todas as informações apresentadas, que o Sermão do Monte das
Oliveiras foi uma narrativa cronológica dos acontecimentos relativos à septuagésima semana.
36
Módulo 6
O Fim!
O fim é temido pela maioria. Não será mais por você. Nesse módulo você aprenderá a doutrina bíblica
que ensina sobre o anticristo e ainda que apesar de haver um juízo reservado para aqueles que
rejeitam a Cristo como Soberano Rei, existe uma esperança bendita reservada para nós, os filhos de
Deus. Além disso, irá crescer na compreensão do livro de apocalipse e do Reino Milenar de Cristo.

Aula 1: Apocalipse (Parte 1)


A1) Apocalipse
- Cap 1: Cristo vive

- Cap 2-3: mensagem às igrejas

- Cap 4-5: o arrebatamento e os 24 anciãos

- Cap 6-19: a tribulação; 11 (testemunhas); 12 (símbolos); 13 (a besta)

- Cap 19: a segunda vinda

- Cap 20: o milênio e o trono branco

- Cap 21-22: o estado eterno

A batalha do Armagedon
- No v27, Jesus se refere a sua segunda vinda sobre a terra para batalha do Armagedom (Ap
19:11-21; 2 Ts 2:8) acompanhado da Igreja, onde depois irá julgar judeus e gentios vivos (Mt 25:1-13;
Mt 25:31-46) e iniciar o Reino Milenar de Cristo (Ap 20:4-5). Também é nesse evento que Israel tem a
concretização das suas promessas e os Santos do A.T. e mártires da tribulação são ressuscitados (Jó
19:25- 26; Dn 12:11-13).
- Já no v37, Jesus se refere à chegada do Juízo da Tribulação. Esse evento ocorre na terra e
tem duração de 7 anos (Ap 6-18; Dn 9:27). Enquanto isso, a igreja é julgada no céu e recebe seu
galardão (1 Co 3:8-15; 2 Co 5:10; Ap 19:7-10). Após a tribulação, Jesus volta para a terra cumprindo
sua segunda vinda (v27).
- Mt 25. V1-13 as 10 virgens
- v31-46 O julgamento dos gentios e judeus vivos
- Anticristo, falso profeta e o diabo
- As bodas do Cordeiro e a ceia das bodas do Cordeiro: (Ap 19:7-9)
- Cap 20 (Ap 20:1-6)
- O diabo é preso
- Tronos, Ressurreição, Milênio (Ressurreição para vida/mapa)
- Os santos do A.T. (Ef 4:8-10; Jó 19:25-26; Dn 12:11-13)

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Aula 2: Apocalipse (Parte 2)
- O Milênio (Isaías) Reino Milenar de Cristo
- Ap 20:1-10 O Reino e algumas características;
- As alianças de Israel cumpridas: (A benção, o Rei, a terra e o novo nascimento)
- Nomes de Cristo se referindo ao Rei: O Renovo, Emanuel, Senhor do Exércitos, O Rei dos
Reis e Senhor dos Senhores.
- Aspectos gerais: Is 2:2-4; Is 11:1-10; Is 30:26; Is 33:24; Is 35:3-6; Is 65:25;
- Ausência de poderes bélicos, a natureza (animais e sol), saúde, longevidade, reagrupamento
de Israel, subgovernantes e hierarquia.
- Aspectos dos povos: Zc 3:7; Is 14:1-2
- Israel tem promessa de serem súditos, os gentios serão servos de Israel. A igreja reina com
Cristo
- Ap 20:11-15 Julgamento do Trono Branco
- O Trono Branco
[fogo eterno, lago que arde com fogo e enxofre, poço do abismo, trevas, lugar de choro e ranger de
dentes, sem descanso nem de dia e nem a noite] e a terra [que era maldita] e o céu consumidos pelo
fogo.
- A consumação dos séculos (eternidade) O estado eterno
- Ap 21:1-8
- Ap 21:9-27; Ap 22:1-7 (Milênio, Estado eterno, morada dos santos no Milênio)
- Ap 22:8-21
Aula 3: Anticristo (Parte 1)
- O Detentor e a manifestação (2 Ts 2:1-8; Hb 2:14)
- O anticristo, homem da iniquidade, príncipe que há de vir, assolador, abominável da desolação,
homem vil (2 Ts 2:3-5; 1 Jo 2:18-24; 1 Jo 4:2-4; 2 Jo 1:7-9; Mt 24:15;
Dn 9:26-27; Dn 11:21)
- O Engano (Mt 24:3-5; Mt 24:11-12; Ap 13:11-14; Ap 6:1-2; Ez 39:3-4; Sl 46:8-10; 2
Tm 4:3; Cl 2:8; 1 Ts 2:3; 1 Jo 4:1-6; 2 Pe 2:1-3)
- Anticristo: “anti”: completamente contra, oposto, em lugar de, em vez de; também dá a ideia de
um falso cristo, no lugar de Cristo.
- Nega que Jesus é o Cristo, nega o Pai e o Filho, não confessa que Jesus Cristo veio em carne,
não confessa a Jesus.

Aula 4: Anticristo (Parte 2)


- Sistema político/religioso/militar opressor, geografia (Ap 13:2; Ap 13:4; Ap 13:7-8; Ap 13:11-15;
Ap 13:16-17; Ap 19:19)
- Perseguição aos cristãos Ap 6:9-10; Ap 20:4; Ap 13:12-15;
- Perseguição aos judeus e invasão a Jerusalém, escape; Antíoco Epifânio (Dn 9:26- 27; Dn
11:28-32; Dn 11:36-39; Dn 11:41; Ap 12:7-17)
- As vacas magras e as vacas gordas: 7 anos da graça e 7 anos de tribulação.

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Módulo 7
Futuro Glorioso!
Esse módulo em especial irá alterar completamente a sua visão de eternidade e de tudo aquilo que
Deus reservou para os seus filhos. Aprenderá sobre o tipo de julgamento que a igreja passará, como
sintonizar a batida do seu coração na batida do coração de Deus, chegar confiante no Dia do
Julgamento e certamente afetará a forma de você viver sobre a terra, se relacionar com as pessoas e
aguardar a chegada do Rei Jesus.

Aula 1: O Tribunal de Cristo (Parte 1)


- Será em seguida ao momento do arrebatamento: Lc 14:14; 1 Co 15:51-54; 1 Ts 4:16-19; 1 Pe
4:17
- Os últimos serão os primeiros!
- O Tribunal: Rm 14:10; 2 Co 5:10; 1 Co 3:7-15
- (2 Co 5:10) Originais do grego: Comperaçamos “phaneiroo”, Tribunal “bema”, bem ou mal
“phaulos” (segundo o dicionário VINE e fontes mais fidedignas)

- (1 Co 3:7-15) O trabalho (igreja local, ministério da reconciliação e chamado); cooperadores; O


fundamento da Palavra; os minerais
- Madeira, feno e palha: sem valor; motivação errada; chamado errado
- Tem pessoas fascinadas pelo púlpito. Já John Wesley disse “meu púlpito é o mundo, não
preciso de uma paróquia”. O problema é que as pessoas não querem pregar no mundo porque lá não
tem aplausos. Hoje em dia existe muita ambição para ver quem aparece mais. (Saullo Stan)
- Pedras preciosas, prata e ouro

Aula 2: O Tribunal de Cristo (Parte 2)


Atenuantes e Agravantes
- Chamado Individual (2 Co 5:8)
- O Amor (Rm 5:5; Jo 13:35)

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- O termômetro do amor: o quanto você é rápido(a) para ficar
ofendido(a)/chateado(a)/magoado(a)?
- Ofendido ou ofensor?

- A família (1 Tm 5:8; 1 Tm 3:1-12; v4 e 12)


- Princípio da Mordomia (Mc 6:21; Hb 7:1-8; Gl 6:6-10; Fp 4:13-19)
Notas Complementares
Tribunal de Cristo
No texto de 2 Co 5:10 e em Rm 14:10 (embora neste, a leitura correta seja "Tribunal de Deus") é
declarado que os crentes serão julgados diante do Filho de Deus. O texto de 1 Co 3:8-15 nos
esclarece melhor esse momento. Vejamos alguns pontos sobre esse evento:
A) o caráter do Tribunal: existem duas palavras traduzidas por "tribunal" no novo testamento. Uma
delas é "Kriterion" (usada em Tg 2:6) que significa: instrumento ou meio usado para julgar algo,
tribunal de um juíz, assento dos juízes, processo, caso. A outra palavra é "Bema" (usada nos textos
em destaque 2 Co 5:10; Rm 14:10 (refs2)) que significa: lugar elevado no qual se sobe por meio de
degraus, plataforma elevada, tribuna, lugar elevado construído por Herodes para assistir os jogos. Dá
a ideia principal de honra e destaque. Segundo Sale-Harrison havia nos jogos de Atenas uma
plataforma elevada onde se assentava o presidente ou juíz da arena e de lá ele recompensava os
competidores e os vencedores. Também era conhecido como "assento de recompensa". Dá a ideia de pódium.
Desse modo, a palavra usada para descrever o Tribunal de Cristo associa-se a ideia de proeminência,
dignidade, autoridade, honra e recompensa. Logo, a palavra usada por Paulo pra descrever esse
evento deixa prever seu caráter: A entrega de recompensas.
B) A ocasião do Tribunal ("Bema") de Cristo: esse evento ocorre imediatamente após a translação
da igreja para fora da atmosfera terrestre. Vejamos alguns pontos que certificam essa informação:
B1. De acordo com Lc 14:14 a recompensa está associada a ressurreição. A ressurreição da igreja
ocorre no arrebatamento (1 Ts 4:16-17; 1 Co 15:51-52 (refs2)), logo a recompensa deve fazer parte
desse evento.
B2. Quando o Senhor retornar a Terra para reinar, a esposa é vista já compensada. Em Ap 19:8
vemos que a vestimenta da esposa está associada aos "atos de justiça dos santos" que é a base
desse julgamento (1 Co 3:13-15).
B3. A bíblia associa o galardão (recompensa) com "aquele Dia" (1 Co 4:5; 2 Tm 4:8; Ap 22:12 (refs3)),
ou seja, o dia que o Senhor retornará para receber os Seus para Si mesmo (Ef 5:25-27).
C) O Juíz no Tribunal ("Bema") de Cristo: alguns textos deixam claro que esse julgamento
ocorrerá diante da presença do Filho de Deus e que todo julgamento foi confiado às Suas mãos (2 Co
5:10; Jo 5:22 (refs2)). O fato de Paulo citar "Tribunal de Deus" (Rm 14:10) não anula o direito de
Cristo de manifestar autoridade divina no julgamento.
D) Os participantes do Tribunal ("Bema") de Cristo: sobre essa questão temos muitas
informações:
D1. Sabe-se que as epístolas foram destinadas a igreja e somente nelas encontramos a promessa e
referências desse tribunal (Rm 14:10; 1 Co 3:8-15 (refs2)). Soma-se a isso o fato de que o apóstolo
Paulo utiliza o pronome pessoal na primeira pessoa diversas vezes em 2 Co 5:1-19.
D2. Não há referências similares para Israel. Pelo contrário, os santos do antigo testamento têm
promessa de serem ressuscitados após a septuagésima semana quando Cristo voltar à Terra
fechando a primeira ressurreição (Dn 9:24-27; Dn 12:11-13; Jó 19:25-26; Ap 20:4-5 (refs4)).
D3. Há ainda o fato de que haverá um outro julgamento proposto para Israel e os gentios que
estiverem vivos quando o Senhor Jesus retornar em sua segunda vinda a Terra (Mt 25:1-13; Mt
25:31-46 (refs2)).
Conclui-se que o Tribunal de Cristo é para a Igreja.
E) O lugar do Tribunal ("Bema") de Cristo: Não é necessário destacar que esse evento ocorrerá
no céu, visto que a igreja é retirada da Terra para o encontro com o Senhor nos ares (1 Ts 4:17; 2 Co
5:1-8 (refs2)). O que não sabemos é em que céus exatamente ocorrerá já que Paulo cita um "terceiro
céu" (2 Co 12:2) demonstrando haver um primeiro e um segundo.
F) A base de avaliação no Tribunal ("Bema") de Cristo: Vejamos alguns aspectos dessa avaliação:
F1. A salvação não está sendo considerada nessa avaliação, pois a mesma é recebida de graça
40
mediante a fé (Ef 2:8-9; Rm 10:9 (refs2)).
F2. Os pecados dos crentes não podem ser julgados sejam estes antes, depois do novo nascimento
ou não confessados, pois isto seria negar a eficácia da morte de Cristo e anular a promessa de que
Deus já não se lembraria dos nossos pecados (Is 53:5; 2 Co 5:21; Rm 8:1; Jo 5:24; 1 Jo 4:17; Hb
10:16-17 (refs6))
F3. A palavra traduzida por "compareçamos" em 2 Co 5:10 é a palavra grega "phaneroo" que
significa: tornar manifesto ou visível ou conhecido o que estava escondido ou era desconhecido,
expor a visão, mostrar-se, aparecer. Poderia ser mais bem traduzida no contexto como "sejamos
manifestos". Logo teríamos "Porque importa que todos nós sejamos manifestos". Isso implica que o
propósito desse Tribunal seja fazer uma manifestação pública, demonstração ou revelação do caráter
e das motivações essenciais do indivíduo (Hb 4:12-13). Plummer observa que "não seremos julgados
em massa ou em classes, mas um por um de acordo com o mérito individual".
F4. O texto diz "para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo".
A palavra utilizada por Paulo traduzida por mal foi "phaulos" diferentes das palavras que são usadas
geralmente que são "kakos" ou "ponêras" que significam: o que ética ou moralmente maléfico
(passando também a ideia de pecado). A palavra "phaulos" significa: desprezível, fútil, sem valor,
inutilidade e incapacidade de gerar algo, sem valor. Dessa forma, o Senhor não vai julgar ou punir os
filhos de Deus pelos pecados. Muito provavelmente esse "mal" serão obras sem valor ou realizadas
com propósito errado como por exemplo alguém que faz o bem para ser visto (Mt 6:1-6).
G) O resultado do Tribunal ("Bema") de Cristo: 1 Co 3:8-15 declara que esse julgamento terá
duplo resultado: um galardão recebido e outro perdido. Sobre isso vejamos algumas observações:
G1. O que determina se alguém recebe ou perde um galardão é a prova pelo fogo. Paulo escreve:
"manifesta ("phaneiroo") se tornará a obra de cada um; pois o Dia a demonstrará, porque está sendo
revelada pelo fogo..." (1 Co 3:13) e esse julgamento não é baseado em observação externa, mais é
uma prova do caráter e motivação interna. Todo propósito de uma prova pelo fogo é identificar o que é
destrutível e indestrutível (2 Co 4:18; 1 Co 9:27 (refs2)).
G2. Paulo afirma que existem duas classes de material (v12) com que os "cooperadores de Deus"
podem construir o edifício cujo alicerce já foi estabelecido. Ouro, prata e pedras preciosas que não
são destruídos pelo fogo e madeira, feno e palha que são destruídos pelo fogo. A classe de material
que é destruída pelo fogo são as obras más ("phaulos" que são obras desprezíveis ou inúteis). Já a
outra classe é a que gera galardão.
G3. Paulo afirma em 1 Co 3:8 que "...o que planta e o que rega são um; e cada um receberá o seu
galardão, segundo seu próprio trabalho". Podemos perceber que o galardão também está associado
com a vocação (1 Co 7:24) que o crente recebe do Senhor e o seu esforço (trabalho aqui é "kopos":
surra, labor, intenso trabalho) em desempenhar sua função (Ef 4:15-16) ainda que com a graça
concedida por Deus (Ef 4:7).
Livres de Amnésia
- A alma e as memórias (Lc 16:19-31; Mt 22:31-32; Ap 6:9 os mortos estão conscientes, não estão no
sono da alma. A ressurreição diz respeito ao corpo. E o nosso padrão é Jesus (1 Co 13:12; Fp 3:20-21; 3 Jo
2:2)

Aula 3: Glorificados (Parte 1)


Introdução:
- Um borrão (1 Co 13:12); Hoje vejo obscuramente
- Jesus é o autor do livro de Apocalipse e João, o escritor. (Rm 16:22; Ap 1:1-2)
- Os tempos: Cristo, a Igreja e o fim dos tempos: (Ap 1:19)
- (Ap 1:8-11; Ap 1:12-18) A glória de Cristo ressurreto
Os 24 anciãos
- (Ap 4:1-4); (os anciãos na visão; trono, coroa, vestes brancas, ancionato, 24)
- A ausência dos 24 anciãos no V.T. (Is 6:1-4; Ez 1:1-19; Ez 1:26-28)
- “Diadema”: a coroa do rei; “Stephanos”: a coroa dos vencedores
- As coroas: coroa incorruptível para os que dominaram sua carne (seu corpo); coroa de alegria
para os ganhadores de almas; coroa da vida para os que suportam a provação; coroa da vida para os
que amam a Sua vinda; coroa da glória para os que apascentam o rebanho de Deus (1 Co 9:25; 1 Ts
41
2:19; Tg 1:12; 2 Tm 4:8; 1 Pe 5:4;
Ap 4:10)
- O ancionato (anciãos, bispos ou presbíteros; originado do grego “prebiterus”) é representativo
(autoridades tanto no V.T. quanto no N.T.)
- A roupa (Is 61:10; Is 61:3; Ap 3:4-5; Mc 9:3; Ap 19:7-8)

- Trono (Ap 3:21-22)


- (Ap 4:10-11) adoração/função sacerdotal (sacerdócio)
- (Ap 5:1-5)
- O conhecimento (Jo 15:15; 1 Co 13:12)
- (Ap 5:6-10; Ap 1:6; 1 Pe 2:9) reis e sacerdotes
- (Ap 5:11-12) seu número: milhões e milhões, milhares de milhares
- Sacerdócio estabelecido por Davi de 24 turnos (1 Cr 24:1-19; 1 Pe 2:5-9; Ap 1:6;
Ap 5:8-11)
Notas Complementares
A identidade dos 24 anciãos
Temos os seguintes dados:
1. O único povo da bíblia q tem promessa de receber coroa "stephanos" é a igreja (1 Co 9:25; 1
Ts 2:19; 2 Tm 4:8; Tg 1:12; 1 Pe 5:4; Ap 2:10; Ap 3:11 (refs7)). Ainda sobre essas coroas, a palavra
utilizada "stephanos" é diferente de outra palavra que é traduzida como coroa: a palavra "diadema".
"Diadema" significa realeza, a coroa de um rei e é atribuída a Jesus em sua segunda vinda e à besta
enquanto vai exercer autoridade na Terra durante a septuagésima semana (Ap 19:12; Ap 13:1
(refs2)). Já a palavra coroa "stephanos" atribuída ao galardão que a igreja irá receber significa:
posição exaltada, grinalda que era dada como prêmio aos vencedores dos jogos públicos, ornamento
de honra. Essa distinção se faz importante, pois ainda que tenhamos a promessa de uma coroa que
significa posição exaltada e honra, a coroa real é apenas de Cristo. Em Ap 4:10 vemos os anciãos
depositarem suas coroas "stephanos" diante do trono de Deus e o glorificando. Fica claro que as
coroas não são para glória eterna de quem as recebeu, mas para glória eterna de quem as concedeu. As
escrituras nos ensinam que o crente foi redimido para glorificar a Deus (1 Co 6:20) e esse é seu destino eterno.
O crente não terá nesse momento (na hora que deposita sua coroa diante do trono de Deus) cumprido seu
destino eterno de glorificar a Deus. O galardão é associado muitas vezes nas escrituras à luz e brilho (Dn 12:3;
Mt 13:43; 1 Co 15:40- 41; 1 Pe 2:9 (refs4)). Desse modo, o galardão que o crente recebe pode ser a
capacidade de manifestar a glória de Cristo pela eternidade. Quanto maior o galardão, maior a capacidade
dada de glorificar a Deus. Dessa forma, Cristo é glorificado eternamente, e não o crente.
2. Sua posição: somente à igreja é prometida a entronização (Ap 3:21).
3. O número desses anciãos é representativo, pois 24 é o número em que o sacerdócio levítico foi
dividido (1 Cr 24:1-19) e na presente era apenas a igreja é sacerdócio (1 Pe 2:5-9; Ap 1:6 (refs2)).
Soma-se o fato de o real número dos anciãos ser revelado em que são milhões de milhões e de que
eles realizam função sacerdotal (Ap 5:8-11).
4. o testemunho dos anciãos condiz com o testemunho da igreja (Ap 5:8-10).
5. O ancionato é um ofício representativo. A palavra "ancião" é derivada da palavra grega
"presbuteros" que também é traduzida por presbítero e é usada de maneira permutável com a palavra
bispo (At 15:2; At 20:17; At 20:28 (refs3)). Tanto no V.T quanto no N.T., os anciãos não eram apenas
representantes do povo, mas também juízes (autoridades) da parte de Deus sobre o povo.
6. o conhecimento dos anciãos os destaca como quem partilha dos mais íntimos conselhos
divinos. Tal intimidade é resultado do cumprimento de promessas feitas aos discípulos e à igreja (Jo
15:15; Ap 5:5; Ap 7:13; 1 Co 13:12 (refs4)).
7. Israel não é ressuscitado, julgado nem recompensado antes do término da septuagésima
semana (Is 26:19-21; Dn 12:1-2; Dn 12:11-13 (refs3)).
8. Em Ap 19:8, João associa a roupa da esposa aos "atos de justiça dos santos". Temos textos
que atribuem roupas à salvação, que prometem roupas brancas aos crentes e na transfiguração, o
registro de roupas resplandecentes como nenhum lavandeiro poderia alvejar (Is 61:10; Ap 3:4-5; Mc
9:3 (refs3)).
9. Sobre a afirmativa de que esses anciãos são anjos, se torna impossível visto que os anciãos

42
são diferenciados por João dos anjos, os anjos não são enumerados ao passo que os anciãos têm um
número representativo e um número real e os anjos não tem promessa de serem coroados (Ap 5:11;
Hb 12:22; Ap 4:4 (refs3)). Com base nas escrituras notamos que nem sempre os anjos permanecem
diante de Deus e o próprio anjo Gabriel (de alto escalão na hierarquia celestial) em seu discurso à
Zacarias diz: "Sou Gabriel, que assisto diante de Deus..." (Jó 1:6; Lc 1:19 (refs2)).
10. Há também uma afirmação de que esses 24 anciãos seriam os santos do antigo testamento e
da igreja. Essa visão coloca o número 24 como representativo das 12 tribos de Israel e os 12
apóstolos que deram continuidade ao ministério de Jesus. Porém temos algumas observações:
A) a esperança da ressurreição dos dois povos (Israel e igreja) se dá em ocasiões diferentes [ver
nota Mt 24:27]
B) Nesse momento, Deus não terá encerrado o Plano de Israel, pois este só será encerrado após
o término da septuagésima semana, ou seja, após a segunda vinda de Jesus. [ver nota 1 Ts 4:17 pós
H]
C) Já os santos da tribulação tem a promessa de função sacerdotal no milênio e somente a igreja
já ocupa função sacerdotal nesse momento (Ap 20:6; 1 Pe 2:5-9 (refs2)).
Podemos concluir que são crentes: homens ressurretos e redimidos, vestidos, coroados e assentados
em tronos [ver notas 1 Ts 4:17 M; 2 Co 5:10 H]

Aula 4: Glorificados (Parte 2)


Introdução
- A esperança da igreja é a manifestação da glória: Is 42:8; Sl 84:11; Jo 17:22; Rm 2:10; 2 Co
2:7; Rm 8:30; Tt 2:11-13; Cl 1:24-27; Tt 2:11-13;
- Exemplo de “Affabel” (centro real, regiões montanhosas e planaltos) baseado no livro “Movidos
pela Eternidade”
- A aparência do Corpo Glorificado e o estudo da “experiência de quase morte”
- Autoridade e Glória
- Autoridade sobre cidades e sobre nações: (Lc 19:12-28; Ap 2:25-29; Ap 3:21)
- Glória, do grego “doxa”: “louvor, honra; esplendor, brilho, majestade
- A Luz (Dn 12:3; Mt 13:43; 1 Pe 2:9) Fique atento em roupa, brilho, glória (Ap 1:16)
- O corpo ou uma roupa? 2 Co 4:16-18; 2 Co 5:1-8; 1 Jo 3:2
“Sabemos que quando o nosso corpo se desfizer, como uma tenda desmontada...” (A Mensagem)
“...nós sabemos que, quando for destruída esta barraca em que vivemos, que é o nosso corpo aqui na
terra...” (NTLH)
Aula 5: Glorificados (Parte 3)
- 1 Co 15:35;
- A promessa (Rm 8:17; Fp 3:20-21)
- As vestes resplandecentes de Jesus! (Mc 9:3-7; 2 Pe 1:16-18)
- O amor perfeito lança fora todo medo! Não há medo no amor. (1 Jo 4:18)
- (1 Co 15:35-50; 1 Co 15:51-58; Hb 2:14-15; Rm 8:11)
- Qual o padrão do corpo de Jesus? (Lc 24:13-31; Jo 21:3-14; Jo 20:19-20; At 8:38- 39; At
1:9-11)
Exercício:
Leitura do capítulo 15 de 1 Coríntios e do capítulo 8 de Romanos
Notas Complementares
O Resultado do Tribunal de Cristo
H) O galardão recebido: sobre o galardão que é recebido através das obras provadas pelo fogo
sendo manifesta como indestrutível, existem alguns aspectos:
H1. Em Ap 19:8, João associa a roupa da esposa aos "atos de justiça dos santos".
H2. A igreja tem promessa de receber coroas "stephanos" de acordo com algumas obras específicas
como: coroa incorruptível para os que dominaram sua carne (seu corpo); coroa de alegria para os
ganhadores de almas; coroa da vida para os que suportam a provação; coroa da vida para os que
amam a Sua vinda; coroa da glória para os que apascentam o rebanho de Deus (1 Co 9:25; 1 Ts 2:19;
Tg 1:12; 2 Tm 4:8; 1 Pe 5:4 (refs5)).
43
H3. Ainda sobre essas coroas, a palavra utilizada "stephanos" é diferente de outra palavra que
também é traduzida como coroa: a palavra "diadema". "Diadema" significa realeza, a coroa de um rei
e é atribuída a Jesus em sua segunda vinda e à besta enquanto vai exercer autoridade na Terra
durante a septuagésima semana (Ap 19:12; Ap 13:1 (refs2)). Já a palavra coroa "stephanos" atribuída
ao galardão que a igreja irá receber significa: posição exaltada, grinalda que era dada como prêmio
aos vencedores dos jogos públicos, ornamento de honra. Essa distinção se faz importante, pois ainda
que tenhamos a promessa de uma coroa que significa posição exaltada e honra, a coroa real é
apenas de Cristo.
H4. Em Ap 4:10 vemos que os anciãos (que cremos serem representantes da igreja nesse contexto
[ver nota 1 Ts 4:17 pré tribulacionista M e Ap 4:4]) depositarem suas coroas "stephanos" diante do
trono de Deus e o glorificando. Fica claro que as coroas não são para glória eterna de quem as
recebeu, mas para glória eterna de quem as concedeu. As escrituras nos ensinam que o crente foi
redimido para glorificar a Deus (1 Co 6:20) e esse é seu destino eterno.
H5. O crente não terá nesse momento (na hora que deposita sua coroa diante do trono de Deus)
cumprido seu destino eterno de glorificar a Deus. O galardão é associado muitas vezes nas escrituras
à luz e brilho (Dn 12:3; Mt 13:43; 1 Co 15:40- 41; 1 Pe 2:9 (refs4)). Desse modo, o galardão que o
crente recebe pode ser a capacidade de manifestar a glória de Cristo pela eternidade. Quanto maior o
galardão, maior a capacidade dada de glorificar a Deus. Dessa forma, Cristo é glorificado
eternamente, e não o crente.
I) A igreja é co-herdeira de Cristo: outra consideração importante é que a igreja tem promessa de
ser co-herdeira de Cristo e existem versículos que apontam para o fato de a igreja ser transformada a
semelhança de Cristo (Rm 8:17; Fp 3:20-21; 1 Jo 3:2 (refs3)).

Aula 6: Retorno Glorioso

- A manifestação da glória e a revelação dos filhos: (Tt 2:11-13; Rm 8:18-23) O Leão da Tribo de
Judá na batalha do Armagedon
- 3° Guerra Mundial: Armagedom (Vale do Megido), a Campanha (“polemos” [guerra ou
campanha] e não “machê” [batalha]):
- Início da Campanha: (Ap 16:14; Ap 16:16)
- Local: Vale do Megido (relacionado a uma cidade-estado em Israel), Vale de Josafá (Vale do
Cédron, entre o Monte do Templo e o Monte das Oliveiras em Jerusalém [que é o centro do conflito];
O Vale onde Deus julgará), Edom (Jordânia) e Jerusalém.
- Participantes: Os exércitos do anticristo com os reinos que ele comanda, algumas federações
de reinos contra o Senhor Jesus [Israel]; Uma guerra generalizada se volta contra o Senhor (Ap
19:19; Mt 24:30; Ex 14:14; Dt 1:30; Zc 14:1-3; Sl 2:1-9)
- Sl 22-24 O Senhor do Exércitos
- O calvário: Sl 22:1-3; Sl 22:6-8; Sl 22:12-14; Sl 22:16-18;
- A Ressurreição: Sl 23:1-6
- O Rei da Glória: Sl 24:1-5; Sl 24:7-10
- Final da Campanha: Ap 19:17-21; 2 Ts 2:8; Sl 68:1-4
- Bomba Atômica: seu poder de destruição não vem do seu tamanho, mas da substância pela
qual é formada. Porém, a Palavra de Deus, o Verbo da Vida é mais poderoso do que qualquer outra
coisa.
- Ap 19:1-6;

44
- As bodas do Cordeiro e a ceia das bodas (apostila)
- Os 3 momentos de João: (Ap 1:17; Ap 5:3-5; Ap 19:7-10)
- Ap 19:11-16.

Módulo 8
A Última Chuva!
Esse módulo vai te abastecer com princípios e armas poderosas para que você faça parte do maior
avivamento que já existiu sobre a face da Terra. A bíblia diz que a vereda do justo é como luz da
aurora e Deus está levantando grandes ondas de avivamento sobre a Terra. Nesse módulo sua vida e
ministério serão acelerados com graça, poder e unção para que você viva de maneira incendiada
sobre essa terra, uma JORNADA COM PROPÓSITO!

Aula 1: Fé meu novo oxigênio


- Definição (Hb 11:1)
- A fé é um passaporte que nos faz penetrar no Reino Eterno e trazer à existência aquilo que
Jesus conquistou por mim na cruz do calvário no plano natural.
- Certeza, do grego “hupostases”: título de crédito
- Estilo de Vida (Hc 2:4; Rm 1:17; Gl 3:11; Hb 10:38)
- Processo: vem pelo ouvir (Rm 10:17), permanece e é fortalecida pelo meditar (Js 1:8; Sl 1:1-3;
Fp 4:6-8), é liberado pelo falar (2 Co 4:13; Lc 6:45; Mc 11:23-24), é consumada pelo agir (de forma
correspondente/em obediência) (Tg 2:16-26) “teleioo”: completar atingindo a perfeição; diferente de
“sunteleia”: completar chegando ao fim.
- Exemplos: A criação, Abraão, Isaías, Mulher curada do fluxo de sangue e Jeremias (Gn 1:3; Mc
5:25-34; Jr 1:1-12)
- Não por vista e sim por fé (2 Co 5:6-7)
- Não seja Saul, seja Davi!

Aula 2: Revestimento de Poder


- A promessa (Lc 3:16-17)
- Jesus (Lc 3:21-23; Lc 4:1; Lc 4:14-20)
- Os discípulos (Jo 20:21-22; Lc 24:49-50; At 1:2-5; At 1:6-8)
- O batismo de João era utilizado apenas antes da morte e ressurreição de Jesus (At 19:1-6) e o batismo
nas águas é um batismo que é feito em cumprimento a uma ordem de Jesus, mas não é base de salvação para
ninguém (Mt 28:19; Mc 16:16). Além disso não tem pré- requisito a não ser crer em Jesus (At 8:36-38)
- Batismo no Corpo de Cristo é o resultado da salvação pela graça mediante a fé que nos faz entrar para
a família de Deus e ganharmos direito de filhos (Ef 2:8-9; Rm 10:9-10; Jo 1:11-12)
- Os discípulos nasceram de novo assim que Jesus ressuscitou e depois passou 40 dias ensinando aos
discípulos, mas a promessa do batismo com o Espírito Santo se cumpriu após Jesus ser elevado às alturas.
- O cumprimento da promessa (At 2:1-4; At 2:32-33)
- Glossa (v4) e dialetos (v8)
- Continuamente cheios (At 4:29-31)
- Evidência (At 8:12-18; At 10:44-46; At 19:1-6; At 18:24-28)
Exercício:
Ler Atos 2

Complemento: Material Extraído do meu E-book sobre “Batismo com o


45
Espírito Santo”
Ignição: Virando a Chave
Apesar de ter aprendido muito sobre o batismo com o Espírito Santo durante algumas matérias
específicas enquanto cursei o Centro de Treinamento Bíblico Rhema Brasil e na leitura de muitos
livros, tive uma experiência que marcou a minha vida gerando um start, uma ignição sobre o assunto
de maneira sobrenatural. Certa noite eu estava na minha casa sentado em minha cama lendo um
livro. Eu havia acabado de concluir o seminário naquele ano. Já estava com sono, cansado e decidi
fechar o livro para me deitar. Quando fechei o livro, ouvi uma voz audível como se tivesse alguém
falando comigo literalmente no quarto a ponto de olhar para os lados. Ouvi “Paulo Ricardo”, olhei para
os lados e logo em seguida ouvi novamente dizer “Batismo no Espírito Santo”. Automaticamente eu já
sabia de quem se tratava já que a única pessoa que conheço com esse nome é um grande amigo de
infância. Logo em seguida o Espírito Santo me conduziu pela bíblia por textos que eu nem ao menos
me recordava sobre o que falavam. Quando já estava abrindo a bíblia no quarto texto, parei peguei
um papel para anotar e voltar à minha “aula”. Recebi um ensinamento com mais de 20 versículos
como base diretamente do próprio Espírito Santo. Foi algo sobrenatural. Me lembro de não entender
bem aquela situação, pois já havia um bom tempo que não via meu amigo. A única coisa que
recordava era que ele estava frequentando uma igreja. Enviei uma mensagem de texto e no dia
seguinte fiz contato. Para minha surpresa, ele foi muito impactado pela mensagem de texto que enviei
e me disse que estava a algum tempo buscando receber o batismo com o Espírito Santo.
Conseguimos marcar algo juntos quase duas semanas depois. Fiquei muito impactado porque
quando peguei minhas anotações, precisei estuda-las por cerca de 40 a 50 minutos só para organizar
como poderia ministrar a ele. Fizemos um culto de duas pessoas.
Eu preguei, nos alegramos com a Palavra e no final declarei que ele seria cheio do Espírito. Impus as
mãos sobre ele, ele foi cheio do Espírito e começou a falar em outras línguas como em “Atos dos
apóstolos”. Provamos uma Unção espetacular aquela tarde.
A partir de então, uma nova fase começou em minha vida. Eu fui batizado com o Espírito Santo aos 9
anos de idade, mas não aprendi a me “manter cheio”. Me desviei diversas vezes até ter um encontro
genuíno com Jesus em 2011 quando já tinha 23 anos de idade. Aos 24 anos estava ingressando no
seminário e aos 25 me formava enquanto também havia acabado de casar e iniciar uma nova família.
Depois dessa experiência eu comecei a ministrar sistematicamente o batismo com Espírito Santo
sobre a vida de dezenas de pessoas. Na época trabalhava como autônomo dando aulas de
kickboxing. Me recordo de certa vez em um treino de professores que ocorria aos sábados pela
manhã quando pedi a oportunidade de trazer uma “Palavra” de 15 minutos para a reflexão dos
professores. Aquela manhã enquanto me arrumava também olvide forma audível o Espírito dizer
“Batismo com Espírito Santo”. Só ouvi essa voz audível essas 2 vezes em toda a minha caminhada
até hoje. Então não me entenda mal. Não devemos buscar vozes, mas apenas as instruções de Deus
em nossos corações. Pessoas buscando o espetacular perdem o sobrenatural que muitas vezes vem
de forma simples. Mas creio também que ocorrer situações onde Deus nos prepara de maneira
espetacular para que possamos nos acostumar com o espetacular. Naquela manhã 2 professores
foram impactados pela força, poder e unção do Espírito. Uma atmosfera de amor nos envolveu e 2
professores foram batizados. Me recordo de diversas outras vezes incluindo uma onde cerca de 7
adolescentes foram batizados com o Espírito Santo antes da aula de kickboxing. Isso tudo sem contar
as conversões. Toda honra e glória sejam dadas ao Senhor Jesus, pois Ele é o Grande Agente de
todos esses feitos. A seguir, quero compartilhar com você os princípios bíblicos que me inspiraram a
me mover em todas essas coisas e o desejo do meu coração é que você possa receber em seu
coração e fazer não só coisas parecidas como muito maiores.
Ministrando o Batismo com imposição de mãos
Não existe um protocolo ou receita de bolo para ministrar o batismo com o Espírito Santo. O que
vemos é que era um hábito da igreja primitiva impor as mãos sobre pessoas nascidas de novo
independente do contexto e estes receberem o batismo com o Espírito Santo junto com a evidência
bíblica de falar em outras línguas. Mas como o Senhor tem me usado constantemente para fluir nessa
área, vou compartilhar algumas instruções que eu ministro ou identifico com relação às pessoas que
irão receber o batismo com o Espírito Santo através da imposição das minhas mãos:

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1 – entender que quem fala não é o Espírito Santo. O Espírito Santo não possui as pessoas.
Quem fala são as pessoas e o Espírito Santo concede. Eu creio, eu decido falar pela fé.
2 – entender que não precisa sentir algo no corpo para falar em línguas porque é algo no Espírito
e ocorre pela fé independente dos sentidos físicos.
3 – entender qual é uma das principais investidas de satanás para alguém não receber o
batismo: obstrução na mente. Paulo diz que quando oro em línguas, o meu espírito ora de fato e a
mente fica infrutífera. O problema é que a maioria das pessoas está mais consciente do seu corpo e
da sua mente do que do seu espírito. E o diabo se aproveita dessa situação lançando sofismas na
mente. Por isso nós precisamos estar armados com a Palavra de Deus para destruir esses sofismas e
gerar fé nos corações de quem ouve. Por exemplo:
“Você está inventando.” Você não vai inventar, mas você crê e o Espírito concede.
“Você não sabe o que está falando.” Você não sabe o que está falando, mais Deus sabe. Creia.
“Você vai ofender o Espírito de Deus porque não sabe se ele quer que você ore.” A oração em línguas
traz edificação pessoal. Como Deus não vai querer que eu ore?
“Você está só imitando alguém.” Você não está imitando. Isso é mentira do diabo
“Você só repete a mesma coisa, isso é errado.” Isaías disse: Pelo que por lábios gaguejantes e por
língua estranha falará o Senhor a este povo, (Is 28:11; 1 Co 14:21) Não importa se vai falar apenas
uma sílaba ou não.
“pense nas palavras antes de falar.” A mente fica infrutífera, é impossível pensar antes de falar.
“Você não merece, é pecador.” Jesus morreu pelos seus pecados, Ele te ama. O batismo é uma arma
poderosa para te ajudar a vencer o pecado.
4 – Pedir para a pessoa orar com o tom da voz mais alto. Veja bem, não é que alguém precise
falar alto para ser batizado, mas às vezes a pessoa ora de maneira muito tímida e logo depois de um
tempo o diabo consegue as convencer que não foram batizadas de verdade.
5 – Pedir para a pessoa permanecer orando por pelo menos algum tempo com o mesmo
propósito citado acima. Além disso, é sempre importante frisar que a oração em outras línguas deve
ser uma prática diária.
Ordem e Decência
Seria muita displicência da nossa parte atentarmos para conhecimentos da Palavra e até mesmo
instruções que a experiência pode nos dar e esquecer-nos de princípios que são valorosos para
Deus. Paulo incentivou dentro de um contexto que envolvia principalmente entre outros assuntos a
oração em línguas, que deve ser tudo feito com ordem e decência. O Espírito Santo dificilmente vai te
guiar para fazer algo que vá escandalizar pessoas, afastar outras do evangelho e/ou desonrar
autoridades. Por isso é tão importante ser guiado, pois o Espírito nunca vai contra o amor.
Por exemplo, em um culto na igreja existe governo/liderança. Não podemos estar em um culto aonde
tem uma liderança representando autoridade e sair impondo as mãos nas pessoas para que recebam
o batismo com o Espírito Santo. Pelo contrário, qualquer coisa que vá ocorrer em um culto público ou
mesmo fechado que tenha uma liderança deve ser feita com o consentimento da liderança. O ministro
se preparou, estudou, orou e membros daquela igreja oraram para ter uma atmosfera de unção.
Então eu não posso chegar lá e simplesmente “pegar carona na unção” e sair pelo culto fazendo o
que bem entendo. Isso é uma questão de princípio. Para que eu faça isso é preciso que eu seja o
ministro (pois nesse caso o pastor/líder me delegou o governo ainda que temporariamente sobre a
liturgia do culto. Ainda assim devo me atentar porque ele pode tirar também) ou que esteja
previamente autorizado. Caso contrário, estarei em rebelião, insubmissão.
Certa vez em um culto eu ministrei a Palavra, fiz apelo e impus as mãos em algumas pessoas. Depois
que entreguei o microfone, o líder prosseguiu com a oração e o mover do Espírito. Depois disso, senti
o desejo de impor as mãos sobre dois jovens do louvor. Portanto eu fui ao líder de maneira discreta e
pedi autorização para tal e ele me deu. Mesmo sendo o ministro convidado da noite, eu busquei ao
máximo cumprir o princípio. Depois disso enquanto o líder orava por algumas pessoas, senti o desejo
de impor as mãos sobre outra jovem que estava no fundo da igreja. Como o líder estava ocupado
orando algumas pessoas que estavam entregando suas vidas ao Senhor Jesus, eu me dirigi até a
esposa dele (porque representava a autoridade naquele lugar junto ao seu marido) e pedi autorização
a ela também. Dessa forma eu fiz tudo o que estava proposto no meu coração sem quebrar
princípios.
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Conclusão
Amados, todas essas instruções, didática de ensino e demais informações são válidas. Porém o que
não podemos esquecer é que somos guiados pelo Espírito de Deus. Só Ele conhece a necessidade e
o coração de cada um. Já vivi situações aonde apenas ministrei a Palavra e as pessoas receberam o
batismo orando em casa. Já vivi outras aonde apenas perguntei se a pessoa sabia o que era o
batismo e cria que podia receber se eu orasse e elas receberam. Por vezes houveram pessoas com
muita dificuldade de receber e eu precisei insistir orando para que recebessem. Já vivi situações onde
a pessoa orou e eu coloquei o microfone próximo da sua boca, toda a igreja a ouviu orar em línguas
estranhas e depois a pessoa achar que não tinha sido batizada realmente. Infelizmente existem
muitas pessoas que são ensinadas de maneira equivocada e pode levar tempo para desconstruir o
que está instalado na sua mente ao passo que outras são libertas da religiosidade em questão de
segundos debaixo da unção. Isso é muito individual. Por isso, o Senhor me inspirou a escrever a
seguinte frase: “A importância da didática não anula a liberdade na prática!”.
O que quero frisar é que você deve estudar essas passagens bíblicas e guardar essas instruções no
seu coração, mas jamais faça apenas por uma questão de protocolo. Seja guiado pelo Espírito. Ele
pode te dirigir para usar todos os versículos, apenas alguns ou quem sabe nenhum. Da mesma forma
pode te dirigir para usar apenas uma, duas ou todas as instruções. Mas que seja sempre o Espírito
nos conduzindo em todos esses feitos. O desejo do meu coração é que vocês cresçam e fluam com
intensidade naquilo que o Senhor tem plantado nos corações de vocês. Sejam abençoados na prática
da Palavra e que a graça de Deus seja convosco!
Aula 3: Incendiados!
- Dois tipos de oração em línguas: (edificação pessoal [esse dom é para todos] e edificação do corpo
[dom de variedade de línguas concedido a algumas pessoas)
(1 Co 14:2-5; 1 Co 14:13-15; 1 Co 14:18-19; 1 Co 14:39-40)
- Enchei-vos (Jd 1:20; Ef 5:14-21; At 19:1-6)
- “Devemos procurar compreender qual a vontade de Deus e nos encher do Espírito.” (Ef 5:17; 1 Co
2:9-12)
- Sede fervorosos de espírito (Rm 12:11)
Exercício:
Ler 1 Coríntios 14

Aula 4: Gigantes espirituais


A Transformação da mente (Rm 12:2; Rm 8:5-6; Ef 2:3; Tg 1:21) Do Egito à Promessa!
- Egito (Escassez): lugar de escravidão, zona de conforto (mentalidade de escravo)
- “Quando você decide sair do deserto, se prepare para resistência de Faraó.”
- Deserto (Apenas o suficiente): lugar de transição (você está avançando para o propósito ou
está em desobediência e murmuração?); lugar de festa (Ex 5:1); lugar de milagres,
- O lugar da murmuração não é físico, é uma mentalidade.
- O Deserto é um lugar de milagres, mas não de bênção.
- O que é melhor? Ser curado de uma doença incurável ou nunca precisar orar nem mesmo
pedindo cura por um resfriado? Receber um milagre financeiro ou ser autossuficiente para pagar as
próprias contas?
- Canaã: lugar de destruir muralhas e matar gigantes. Lugar de trabalhar e semear.
- Mentalidade de gafanhoto ou de Gigante (Ex 15:11-16; Nm 13:27-33; Js 2:9-11).

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Você também pode gostar