Apostila Do Aluno
Apostila Do Aluno
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Aula 1: Introdução às Sagradas Escrituras
1 Velho Testamento x Novo Testamento
- Referências (Hb 10:1; 8:5; 2 Co 3:5-9; Rm 7:6; Gl 3:23-26)
- Observação: diferença entre Velha Aliança x Nova Aliança
- Revelação Progressiva (Jo 1:18; Hb 1:1-3; 3:1-6; 11:39-40)
2 Os povos da Bíblia
O Mistério
Estudo Complementar
Durante todo o V.T., a igreja foi um mistério e só foi revelada após a morte e ressurreição de Jesus
(Rm 16:25-26; 1 Co 2:6-8; Ef 3:1-10; Cl 1:26-27; 1 Pe 1:10-12 (refs5)). É depois da rejeição de Mt
12:23-24 que o Senhor faz a primeira promessa à igreja futura (Mt 16:18). Depois da rejeição da cruz,
temos o início da igreja (At 2:1-
4) e depois da rejeição final dos judeus, Deus levanta Paulo como apóstolo dos gentios (At 18:5-6).
Essa era de mistério no plano de Deus para com Israel é iniciada por causa da rejeição ao Messias
(Jo 1:11-12) e deve ser completada para que Deus retome seu plano com Israel para completá-lo.
O gráfico acima demonstra o que o profeta na velha aliança enxergava: o período que antecede a
crucificação do Messias para trás e o período a partir da tribulação em diante. Logo, ele não
enxergava justamente a dispensação da igreja (graça, mistério).
Há também diversos textos que nos mostram que os profetas do A.T. não viam esse Intervalo (Is
61:1-4; Os 5:14-15; Os 6:1-3; Sl 110:1-2; Dn 9:24-27; Is 9:6-7; Lc 1:31-
33; Is 11:1-9; Is 40:3-5; Gn 49:10; Mq 5:1-5; Zc 9:9-10; Zc 13:7; Ml 3:1-2; Dn 11:35-
36; Dn 7:23-27; Dn 2:32-35). A presente era se encerra com o arrebatamento e é seguida pela
septuagésima semana de Daniel (conhecida também como Tribulação) que ocorrerá antes do
segundo advento de Jesus (Mt 24:15-31). Aliado a isso tudo, temos palavras do próprio Senhor de
que haverá um tratamento futuro com Israel e dentro desse período, Israel irá reconhecê-lo como
Messias (Mt 23:37-39; At 1:6-7)
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Módulo 1
O Início de Tudo!
Receba ensinamentos sobre o Plano Original de Deus na criação entendendo melhor a vontade de
Deus para o homem, a sua identidade e o caminho que Deus decidiu percorrer para nos resgatar e
vencer o poder do pecado através de Cristo. Você sairá mais consciente da sua identidade como filho
de Deus.
- Gn 1:1-3
A palavra “criar” no verso 1 é originada do hebraico “bara” que significa: criar, moldar, formar; alguns
estudiosos citam que passa a ideia de “trazer a existência do nada”
“Tornou-se” do verso 2 e “Haja” do verso 3 são ambas, a palavra hebraica “hayah” que significa: “ser,
tornar-se, vir a ser, existir, acontecer, ocorrer, tomar lugar, vir a acontecer, vir a existir; passando a
ideia de “transformação”.
- Is 45:18 “Porque assim diz o SENHOR, que criou os céus, o Deus que formou a terra, que a
fez e a estabeleceu; que não a criou para ser um caos, mas para ser habitada: Eu sou o SENHOR, e
não há outro.”
- A palavra “caos” em destaque é a palavra hebraica “tohuw” que é a mesma palavra encontrada
em Gn 1:2 na expressão “sem forma e vazia”.
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- Satanás tornou-se Senhor da Terra que Deus criou ([[Lc 4:6]]; [[2 Co 4:4]]; [[Jo 14:30]]; [[1 Jo
5:19]]; [[Rm 6:16]])
Exercício
Quando Deus retomou a autoridade em Cristo Jesus, Ele a confiou de volta a você. Então, tome as
rédeas da sua vida e exerça o domínio que Deus te confiou!
Estabeleça suas metas!
- Enfermidade ([[At 10:38]]); paternidade e natureza ([[Jo 8:44]]; [[Ef 2:1-4]]); Miséria (Dt 28 a 30);
Morte ([[Gn 2:16-17]]) “morrendo morrerás”
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Aula 3: O Caminho do Amor de Deus
Jesus é o Caminho do amor de Deus, pois vemos o desejo de Deus de cumprir todas as coisas e
resgatar sua criação desde a cena do crime em Gênesis quando sacrificou o cordeiro que tipificava
Jesus e anunciou a chegada do descendente que pisaria na cabeça da serpente. Ao mesmo tempo,
Jesus é o caminho para o amor de Deus, pois somente nEle temos acesso ao Pai.
- O amor de Deus através das alianças: Jesus, Filho de Abraão, Filho de Davi ([[Is 2:1-4]]; [[Is
9:6-7]]; [[Dn 9:24-27]])
- A cruz no meio do deserto (Nm 2)
Exercício: 1 – Leia o livro de Hebreus do capítulo 7 ao 10 2 – Fale do amor de Deus para alguém!
Obs.: Falar do amor de Deus é um dos chamados e/ou ministérios que foram confiados à toda a igreja
e por isso, recebemos o título de “Embaixadores de Cristo”. Creio que para falar com propriedade do
amor de Deus é necessário além de outras coisas, conhecer esse amor à luz das escrituras
entendendo o que Deus fez para resgatar o homem e o quanto Ele desejava isso. Esse exercício 2
não tem o objetivo de ser um exercício “às cegas”. Apenas medite no quanto você é amado(a) a partir
dessas verdades e você terá naturalmente uma chance genuína de dividir com alguém. Nem todos
estão com o coração aberto para receber, mas a nossa missão
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é lançar a sementes! O Senhor é com cada um de vocês! E não esqueçam de contar os testemunhos.
Módulo 2
Está Consumado!
Entenda como Deus agiu legalmente pagando através de Jesus Cristo Homem, todo o preço
necessário para cumprir a Justiça, alterando totalmente a história da humanidade e o futuro de todos
aqueles que creriam em Seu Nome. Aprenda através de aulas didáticas, imagens simples e
explicações práticas como discernir as coisas naturais e as espirituais alcançando assim a maturidade
para cumprir a vontade de Deus em sua vida.
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- Hebraico “Sheol” e Grego “Hades”: lugar dos mortos onde havia o lugar de tormento, abismo e
ainda o seio de Abraão (cativeiro)
- Grego “tártaro”: prisão para anjos em um abismo
- Grego “Geena”: Lago de fogo
Exercícios:
1 - Baseado no que você aprendeu, busque alguma oportunidade para falar de Jesus para
alguém
2 - Rm 5:5 Amando!
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- O espírito humano está morto/separado de Deus por causa do pecado. Após a salvação em
Cristo, se torna nova criatura.
- O espírito 2 Co 5:17; Rm 2:28-29; 1 Pe 3:4; Gl 5:22-24; Rm 5:5;
- 1 Co 2:14-3:3
Módulo 3
Mistério Revelado!
Aprenda de fato o que é a Igreja de Cristo entendo o propósito e o quadro profético da mesma. Você
aprenderá a se ver nas escrituras enxergando seu valor diante de Deus e recebendo o benefício de
poder estudar as escrituras discernindo o que a bíblia diz e para quem ela diz. Além disso você
receberá ensinamentos que vão te ajudar a identificar e ativar o seu chamado bem como receber as
direções de Deus específicas para sua vida na Pessoa do Espírito Santo.
Dispensacionalismo
- Ef 3:1-10 dispensação “oikonomia”: gerenciamento ou administração dos negócios de uma
casa; fase de revelação.
- “As dispensações geralmente estão associadas com as alianças que Deus estabeleceu com os
homens até que chegasse o Cristo”. São elas: edênica, adâmica, noética, abraâmica, mosaica,
davídica, palestínica e nova aliança.
- As 7 dispensações
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Aula 1: A Igreja (Parte 1)
Abaixo, segue a imagem com mais informações sobre as profecias em relação com as 3 aparições de
Cristo (quando andou sobre a terra, quando virá buscar a igreja entre as nuvens e quando retornará
com Poder e Glória para reinar)
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Aula 2: A Igreja (Parte 2)
- Igreja, do grego “Eklesia”: ajuntamento, assembleia, chamados para fora! (Mt 16:13-19)
- Cesaréia de Filipe: metrópole de Cezar onde havia imoralidade, idolatria, culto a Cezar;
adoração a uma infinidade de deuses, orgias e coisas do tipo.
- “A igreja está para o mundo como o barco está para o mar!”
- Porta não ataca, se defende!
- “Nós temos a bola! Estamos no ataque e não na defesa” Bill Johnson
- Atuação da Eklesia (O time de elite): Influência pelo Poder/Força e Cultura.
- O templo (1 Co 11:18; 1 Co 14:4; 1 Co 14:28; 1 Co 14:35)
- Há diversidade nos serviços, mas há também responsabilidade em todo o corpo para cooperar
uns com os outros; (Ef 4:7-11; Rm 12:6-8; 1 Co 12:29)
- Exemplo: Todos somos chamados para evangelizar independente de sermos ou não chamados
no ofício de evangelista.
- Existe uma diferença entre cargo e vocação! O cargo pode ser dado com respeito à
administração de esferas da igreja local, já a vocação vem desde o ventre e é dada somente por
Deus. Nossos líderes podem apenas reconhecer a vocação e/ou podem confiar cargos, mas a
vocação é dada pelo Senhor.
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contar com o Espírito Santo que nos ensina e guia em toda a verdade.
- Podemos ver esse testemunho na vida de Paulo diversas vezes fazendo com que ele seguisse
a instrução de Deus sem olhar para circunstâncias e nem para as instruções de profetas ou irmãos (At
19:21; At 20:17-23; At 21:8-11)
- Observação IMPORTANTE: A função do profeta na Velha Aliança era guiar o povo, mas na
Nova Aliança é colaborar no aperfeiçoamento da Igreja (Ef 4:11-15; At 21:8- 11; At 13:1-3; 1 Co 14:29)
- O pedido de confirmação a Deus é uma prática que tempo atrás era conhecida como “deitar
fora uma porção de lã” devido ao episódio de Gideão (Jz 6:36-40), mas em nenhum momento vemos
a bíblia nos incentivando nem validando essa prática.
- Atenção: “Quando você recebe uma orientação divina, não se preocupe com obstáculos que
parecem insuperáveis. Enquanto você obedecer ao Senhor em cada passo, Ele removerá cada
obstáculo, de modo tão poderoso que você ficará maravilhado” (Keneth Hagin)
- Isso é maravilhoso, mas não significa que Deus deu uma confirmação. Se atente para ser
guiado e entender o Plano de Deus para sua vida.
- Cl 3:15
- A Paz de Cristo não habita em nossas mentes, mas em nossos corações, identificando e
sinalizando com Paz e Alegria quando estamos na direção correta e também sinalizando com a falta
de Paz e Alegria quando estamos indo na direção errada.
- Deus está nos chamando à Maturidade nesses últimos dias/precisão (Ec 8:5)
Exercício
Auto avaliação: “O que eu não estou fazendo para o Senhor que deveria estar fazendo? O que eu
estou fazendo nesse momento da minha vida que não deveria estar fazendo?”
Módulo 4
Arrebatados!
Nesse módulo você perderá completamente o medo desse Grande Dia, irá perder a dúvida com
respeito a possibilidade de ficar na terra durante a Tribulação e o Reinado do Anticristo e aprenderá a
gerar expectativa para o Dia do Arrebatamento assim como uma noiva que anseia pela chegada do
Noivo. Seus olhos serão iluminados para começar a enxergar a ETERNIDADE.
Exercício
Fazer a releitura de Mateus 24
Notas Complementares
O espinho na carne de Paulo foi por muito tempo considerado motivo de larga discussão entre
estudiosos das escrituras sagradas. Vamos analisar o texto com cuidado:
" 7 E, para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na
carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte. 8 Por causa disto,
três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim. 9 Então, ele me disse: A minha graça te basta,
porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas,
para que sobre mim repouse o poder de Cristo. 10 Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias,
nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco,
então, é que sou forte."
A) Vejamos antes de tudo o tema principal: Deus e a Sua vontade para o homem:
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No velho testamento todos os acontecimentos eram creditados a soberania de Deus porque não se
tinha conhecimento do diabo (ver notas Is 14:12 e Jó 1:1). Mas Deus é bom e Sua vontade para o
homem também (Tg 1:17; Jr 29:11 (refs2)). Isso foi revelado no N.T. através de Jesus (ver notas Hb
1:3).
B) A Bíblia faz alusão parecida em dois textos do velho testamento (Nm 33:55; Js 23:13 (refs2)) e
nesses textos, espinho se refere à pessoas.
C) A palavra "mensageiro" é derivada do grego "anggelos" que aparece 176 vezes no novo
testamento. É traduzida 170 vezes como anjo e 6 vezes como mensageiro. Em todas as passagens, o
"mensageiro" é uma pessoa e não uma coisa.
D) a palavra "esbofetear" é derivada do grego "kolaphizo" que significa: bater com punho fechado,
maltratar, tratar com violência. Essa palavra é usada nos seguintes contextos (Mt 26:67; 1 Co 4:11; 1
Pe 2:20 (refs3)).
E) o próprio apóstolo Paulo aponta para aquilo no qual ele iria se gloriar no v10: fraquezas,
injúrias, necessidades, perseguições e angústias.
Logo, o espinho na carne e mensageiro de Satanás que esbofeteava Paulo dificilmente poderia ser
uma enfermidade.
Agora, vejamos alguns detalhes sobre a vida de Paulo:
A) Jesus garantiu que Paulo sofreria pelo Seu Nome. (At 9:16)
B) Alguns se utilizam do texto que fala que Paulo esteve entre os gálatas com uma enfermidade
(Gl 4:13-15): " 13 E vós sabeis que vos preguei o evangelho a primeira vez por causa de uma
enfermidade física.14 E, posto que a minha enfermidade na carne vos foi uma tentação, contudo, não
me revelastes desprezo nem desgosto; antes, me recebestes como anjo de Deus, como o próprio
Cristo Jesus.". Unido ao v15 desse texto: "Que é feito, pois, da vossa exultação? Pois vos dou
testemunho de que, se possível fora, teríeis arrancado os próprios olhos para mos dar." se utilizam de
(Gl 6:11): "Vede com que letras grandes vos escrevi de meu próprio punho." para afirmar que essa
enfermidade era nos olhos.
C) Primeiramente, vamos entender a Galácia (parte sul) que representava as seguintes regiões:
Icônio, Listra e Derbe.
D) O que ocorreu quando Paulo esteve entre as pessoas dessa região? A bíblia declara que
quando Paulo fazia uma de suas viagens missionárias, ele pregou em Listra e foi apedrejado (At
14:19) e dado como morto. Após esse fato chegou em Derbe, provavelmente muito ferido e cheio de
limitações físicas.
D) a palavra aqui traduzida como enfermidade é a mesma palavra usada para fraqueza no
contexto de 2 Co 12:9. A palavra é de origem grega " astheneia" e suas primeiras aplicações são: falta
de força, fraqueza e debilidade. O que dentro do contexto não se aplica a enfermidade. Em Gl 4:15
Paulo não estava dizendo que seus olhos estavam enfermos e sim usando uma força de expressão.
E) Quando Paulo usa a expressão letras grandes com próprio punho não estava se referindo a
uma enfermidade, mas provavelmente o próprio Paulo escreveu toda a epístola aos gálatas e isso
não era comum. Paulo não devia ser bom com escritor visto que seu trabalho era manual e pesado:
fazer tendas (At 18:1-3). Paulo tinha o hábito de pedir a outras pessoas para escrever suas cartas e
escrevia apenas a saudação como sinal de autenticidade (Rm 16:22; 1 Co 16:21; Cl 4:18; 2 Ts
3:17; Fm 1:19 (refs5)). Das 12 epístolas, apenas 2 não têm indicação de que alguém a escreveu para
Paulo.
F) Além disso, quando Paulo usa a expressão "letras grandes", devemos observar que letras é a
mesma palavra usada em 2 Co 3:6 e não se refere a letras do alfabeto, mas ao texto em geral. E a
palavra grande é derivada do grego "pelicos" que dá a ideia de quantitativo e não de tamanho.
Diferente da palavra grega "megas" que Lucas usa para descrever o tamanho do cenáculo (Lc 22:12).
Logo, é muito mais fácil entender que Paulo está se referindo à importância da epístola e não ao
tamanho da letra por conta de uma possível enfermidade.
G) Paulo foi um homem que sofreu perseguições pelo evangelho que é algo bíblico. Ele mesmo
chega a citar: 2 Co 11:24-27 "24 Cinco vezes recebi dos judeus uma quarentena de açoites menos
um; 25 fui três vezes fustigado com varas; uma vez, apedrejado; em naufrágio, três vezes; uma noite
e um dia passei na voragem do mar; 26 em jornadas, muitas vezes; em perigos de rios, em perigos de
salteadores, em perigos entre patrícios, em perigos entre gentios, em perigos na cidade, em perigos
13
no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos; 27 em trabalhos e fadigas, em vigílias,
muitas vezes; em fome e sede, em jejuns, muitas vezes; em frio e nudez."
H) Além disso Paulo era perseguido por judeus cristãos e não cristãos (At 13:45; At 15:1-2; At
17:5; At 19:29-30; At 20:3 (refs5))
Podemos concluir com esses dados que Paulo não tinha uma enfermidade física como alguns
acreditam, mas estava debilitado fisicamente por ter sido apedrejado enquanto pregava aos gálatas. E
esse espinho na carne, era um mensageiro de satanás como o próprio texto afirma. Eram pessoas
influenciadas pelo diabo para perseguir Paulo. Nesse contexto fica claro o motivo pelo qual o Senhor
não o afastou o “espinho”, visto que Deus respeita o livre arbítrio dos homens.
Aula 4: O Sol
- O Sol (Gn 1:14-16; Ex 12:3-6; [[Ml 4:2]]; [[Lc 1:76-79]])
- Ele virá (Os 5:14-16; Os 6:1-3)
- Real? Mito, conto de fadas... o que diriam os céticos?
- A ciência é apenas a constatação da voz de Deus!
- Sem sentido!?
- Machado flutuar! Gravidade!
- Impossível? Éden, Dilúvio, Mar vermelho, Davi, Daniel, Nabucodonosor; Alexandre ou Jesus?
Matemática! Mas e o corpo? As profecias de João no Apocalipse;
- Impossível? A virgem deu à luz ao menino; Israel; Morte e ressurreição
- O Rei virá! Os 6:1-3
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morreram) teriam sido poupados desse momento. O que eles pensavam é que aqueles que morreram
não seriam transformados. Sobre isso o apóstolo Paulo afirma que os que dormem ressuscitarão
primeiro no arrebatamento. Paulo ainda encerra essa questão dizendo para se consolarem com esta
palavra com respeito aos que dormem (morreram).
O) A relação da igreja com os governos: na era presente, a igreja é instruída a se submeter as
autoridades e orar por elas afim de viver em paz na Terra e que, toda autoridade é instituída por Deus
(1 Tm 2:1-3; 1 Pe 2:13-16; Tt 3:1; Rm 13:1-7(refs4)). Durante a septuagésima semana, o governo vai
ser exercido por satanás (Ap 13:4- 8). Logo, a igreja deve ser arrebatada antes. Caso contrário, Cristo
estaria se submetendo a satanás.
P) O silêncio nas epístolas sobre a tribulação: as epístolas de Tiago, 1 Pedro e em certa medida 2
Tessalonicenses foram especificamente escritas por conta da perseguição que a igreja sofria na
época. Além disso, muitas passagens no novo testamento como (Jo 15:18-25; Jo 16:1-4; 1 Pe
2:19-25; 1 Pe 4:12-16; Tg 1:2-4; Tg 5:10-11; 2 Ts 1:4-10; 2 Tm 3:10-12; 2 Tm 4:5 (refs9)) foram
escritas para dar revelação concernente a perseguição (razões para sua existência, ajuda e apoio
para suportá-la). Os apóstolos não criam que a igreja iria passar pela septuagésima semana, do
contrário não iriam ensinar aos cristãos como se comportar em meios as perseguições no passado e
negligenciar instruções para a perseguição mais severa que o homem conhecerá. Se isso fosse
verdade, a igreja que precisou de instruções na perseguição do passado estaria despreparada para
passar pela tribulação.
Q) A mensagem das duas testemunhas: em Ap 11:3 dois emissários são enviados. Seu ministério
é acompanhado de sinais para comprovar a origem divina de sua mensagem com uso profético de
sinais do A.T. (no caso familiares ao povo judeu). A vestimenta que irão usar é de pano de saco, que
era usado por profetas que buscavam trazer arrependimento a nação de Israel. Esse tipo de
mensagem nada tem a ver com a dispensação da graça vivida pela igreja.
R) A mensagem a igreja de Laodicéia: em Ap 3:14-22 o Senhor repreende uma igreja morna.
Porém em todas as épocas que a igreja enfrentou perseguições, só se obtinha dois tipos de resultado
que era um calor ou esfriamento ambos intensos. Logo, seria praticamente impossível a igreja passar
pela tribulação e permanecer morna.
S) Os tempos dos gentios: O Senhor mostra em Lc 21:24 que até que os tempos dos gentios se
completem, Jerusalém estará sob o domínio gentílico. Zc 12:2-3 indica que será depois de uma batalha
que o Messias irá reinar sobre Israel (v9). Já que não houve cumprimento na primeira vinda de Cristo, deverá
ocorrer na segunda vinda de Cristo na batalha do armagedom (Ap 19:17-19). Em Ap 11:2 (no parênteses entre
a sexta e sétima trombeta) há uma indicação de que o tempo dos gentios (que calcarão aos pés a cidade
santa) irá ainda durar 42 meses (3 anos e meio).
T) O remanescente na segunda vinda: passagens como Ml 3:16; Ez 20:33-38; Zc 13:8-9; Ap 7:1-8
(refs4) indicam claramente que haverá um grupo de crentes em Israel aguardando o retorno do
Senhor ao fim da septuagésima semana. Há também passagens como Mt 25:31-40; Mt 22:1-13; Lc
14:16-24 (refs3) que indicam que haverá uma multidão de crentes entre os gentios aguardando seu
retorno. Para que o Senhor possa cumprir na segunda vinda as promessas feitas nas alianças
Abraâmica, Davídica e Palestínica é necessário que haja um remanescente fiel em Israel sobre quem
Ele possa reinar e cumprir essas promessas.
U) Os 144 mil selados de Israel: enquanto a igreja estiver na Terra, isto é, enquanto estivermos na
dispensação da igreja (graça, mistério) não haverá nenhum salvo que experimente um
relacionamento exclusivamente judaico. Todos os salvos recebem uma posição no Corpo de Cristo (Cl
1:26-29; Cl 3:11; Ef 2:14-22; Ef 3:1-9 (refs4)). Durante a septuagésima semana, 144 mil judeus serão
selados (Ap 7:14). Isso indica que a igreja não estará presente nesse período.
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Obviamente esse filho é Cristo (Sl 2:9) que é descendente de Israel. Logo, a cólera de satanás será
contra Israel, sabendo que pouco tempo lhe resta (v12).
X) As promessas a igreja: existem passagens que prometem a retirada da igreja antes da
septuagésima semana como:
1º X1. Ap 3:10 "Eu te guardarei da hora da provação...". O Senhor não guardará durante, mas irá
guardar da hora da provação.
2º X2. 1 Ts 5:9 "porque Deus não nos destinou para ira, mas para alcançar a salvação mediante
nosso Senhor Jesus Cristo,". No contexto Paulo está associando a ira (Dia do Senhor) à noite
(trevas) no v2 e no v4-5 chega a dizer que somos filhos da luz e do dia. A escuridão da
septuagésima semana é retratada também em Jl 2:2; Sf 1:14- 18; Am 5:18 (refs3). Em Apocalipse a
ira é descrita em Ap 6:17; Ap 11:18; Ap
3º 14:10; Ap 14:19; Ap 15:1; Ap 15:7; Ap 16:1; Ap 16:19 (refs8).
4º X3. 1 Ts 1:10 "e para aguardardes dos céus o Seu Filho, a quem Ele ressuscitou dentre os
mortos, Jesus, que nos livra da ira vindoura.". Isso só será possível se o arrebatamento for antes da
septuagésima semana.
Y) A concordância da tipologia: embora o argumento da analogia seja fraco em sua essência,
quando um ensino é contrário a toda tipologia não pode ser interpretação verdadeira. As escrituras
são ricas de tipos que ensinam que os que andaram na fé foram libertos dos acessos de juízo que
sobrevieram aos descrentes. Tais tipos são vistos na experiência de Noé (Gn 5:29 a Gn 9:29) e
Raabe (Js 2:1-3; js 6:17-
25 (refs2)), mas talvez a experiência mais clara seja a de Ló. Em 2 Pe 2:6-9 Ló é chamado de homem
justo. Em Gn 19:22 o anjo apressa Ló: "Apressa-te, refugia-te nela, pois nada posso fazer, enquanto
não tiveres chegado lá...". Se a presença de um homem justo do A.T. impedia o juízo merecido sobre
a cidade de Sodoma, quanto mais a igreja (justificada pelo sangue de Cristo) na Terra impedirá o
derramamento da ira divina até sua retirada.
Esse conjunto de evidências cumulativas nos demonstra que o arrebatamento pré tribulacionista é o
que está alinhado com as sagradas escrituras. As próximas teorias apresentadas têm como
característica a não observação da exegese da bíblia e embasamento em interpretação alegórica (ou
espiritualizada). Vejamos agora seus pontos principais e suas bases.
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3º . 2 Tm 4:8 a coroa está sempre relacionada ao galardão e não ao arrebatamento. Cremos na
sua vinda e por isso nos purificamos e o aguardamos (1 Jo 3:3)
4º . O encontro com o Senhor nos ares não é na segunda vinda (1 Co 15:51-52; 1 Ts 1:10 (refs2);
1 Ts 4:13-18)
Porém Paulo afirma em 1 Co 15:23 "cada um por sua própria ordem". Isso porque a primeira
ressurreição é formada de grupos diferentes: os santos da igreja, do antigo testamento e da
tribulação. Apesar de serem ressuscitados em momentos diferentes, fazem parte da primeira
ressurreição e são "ordens" nesse plano.
I) Outro argumento usado é o da parábola do trigo e do joio (Mt 13:24-30 e Mt 13:37- 42). Afirma-se
que no v30 "deixai-os crescer juntos até a colheita..." estaria mostrando que a igreja e o mundo
ficariam na terra durante a tribulação aguardando a segunda vinda onde os salvos são arrebatados e
os não salvos aguardam para ser julgados e lançados no inferno.
Porém em nenhum momento a igreja ou o arrebatamento tem nenhum destaque na parábola em
questão.
A Teoria do Arrebatamento Mesotribulacionista
Essa Teoria crê que a igreja será arrebatada na metade da tribulação, sendo a segunda metade da
tribulação, o derramamento da ira de Deus. Isso se dá após o soar da "última" trombeta juntamente
com a ascenção das duas testemunhas. É uma via média entre a posição pré e pós tribulacionista.
Contudo, mais uma vez é utilizada a interpretação alegórica. Vejamos algumas observações da visão
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pré tribulacionista:
I) A identificação da última trombeta: especula-se que a última trombeta de Ap 11:15 é a mesma
citada por Paulo em 1 Ts 4:16; 1 Co 15:52 (refs2). E ainda que o Senhor Jesus teria citado a mesma
em Mt 24:31 "após a tribulação".
Quanto a isso, vejamos:
I. I1. Última pode ser de uma série ou de um tempo. O fato de ser tocada uma última trombeta
em relação ao plano da igreja não exclui a possibilidade de haver outra última trombeta para o
plano de Israel.
II. I2. Se a trombeta que Jesus citou fosse a mesma, significaria dizer que o retorno de Jesus é
antes do derramamento de juízo das taças. E mais, iria favorecer a posição pós tribulacionista
e não meso tribulacionista.
III. I3. Em 1 Ts 4:16 Paulo não se refere a última trombeta em momento algum. Fora o fato de que
Paulo cita "a trombeta de Deus" enquanto João cita "a trombeta de um anjo".
IV. I4. A trombeta de 1 Ts 4:16 introduz benção, vida e glória. Já a trombeta de Ap 11:15 introduz o
julgamento contra os inimigos de Deus, inclusive sendo associada a um grande terremoto.
V. I5. A trombeta citada por Paulo ocorre em um momento, um piscar de olhos. Entretanto, João
cita que "quando o anjo estiver para tocar" dando a ideia de um tempo mais longo (Ap 10:7).
VI. I6. Em Nm 10:5-8 podemos perceber que Israel tinha o hábito instaurado por Deus para se
reunir e partir ao soar de trombetas, sendo diversos tipos de soar diferentes de acordo com o
objetivo.
Concluímos a partir do estudo da exegese em todos os textos que a única Teoria que está alinhada com as
sagradas escrituras é a pré tribulacionista.
Módulo 5
A Hora do Juízo
Nesse módulo você aprenderá de maneira simples e prática o que a bíblia ensina sobre ressurreição
dos mortos e juízo eterno. Esses assuntos são considerados como básicos pela bíblia (Hebreus
6:1-2), mas infelizmente a maior parte da igreja desconhece, e, ainda grande parte dos ministros e
pregadores não conhecem e ou não ensinam. Você irá entender à luz das escrituras que existem
vários tipos de julgamentos e momentos de ressurreição dos mortos no desenrolar do plano de Deus
para a humanidade e passará a fazer parte da geração de filhos que conhece as escrituras.
- Ressurreição dos mortos (eterna ou do último dia): Is 26:19; Jó 19:25-26; Jo 11:23- 25; 1 Co
22
15:20-26; Lc 14:14
- 2 tipos: para a vida ou para a condenação (juízo, vergonha e horror eterno) Dn 12:2; Jo
5:28-29; At 24:15; Mt 10:28
Exercício
Leitura Daniel 1-3, 7, 9, 12
23
- A última semana ([[Dn 9:24-27]]; [[Dn 12:1-4]]; [[Dn 12:9]]; [[Ap 22:10]]; [[Dn 12:11-
13]])
24
- A tipologia de José: rejeitado e traído pelos irmãos, foi “morto” (vendido como escravo). Em
tempos de tribulação seus irmãos precisam recorrer a ele e por fim, José governa sobre Jacó (Israel)
e seus filhos.
Notas Complementares
A profecia da Septuagésima Semana de Daniel
Esse texto de Daniel tem muito a dizer com relação ao fim dos tempos. Na profecia descrita (Dn
9:24-27), há 70 semanas determinadas sobre Israel (o povo e a cidade de Daniel). O cumprimento
envolve 6 fatos: fazer cessar a transgressão, dar fim aos pecados, expiar a iniquidade (esses 3 foram
cumpridos na primeira vinda de Jesus), trazer a justiça eterna, selar a visão e profecia e ungir o Santo
dos Santos (isso vai se cumprir na segunda vinda de Jesus). No V.T., os profetas não sabiam da igreja
(essa era um mistério [ver nota Ef 3:9]).
Essa profecia também é conhecida como "As 70 semanas de Daniel". Grande parte dessa profecia se
cumpriu e esse cumprimento não foi em dias, mas em anos. Na verdade, a palavra que foi traduzida
por "semanas" é a palavra hebraica "shabuwa" que pode ser um período de 7 dias ou 7 anos. Pela
história, percebemos que a contagem dessas semanas ocorreu em anos. O que Daniel (nem nenhum
profeta do V.T.) sabia é que haveria um Intervalo entre o início das 70 semanas e o cumprimento. O
povo de Israel rejeitou o Messias, então entramos na dispensação da igreja (graça/mistério [ver nota
Ef 3:9]) e só após o encerramento dessa dispensação (no arrebatamento 1 Ts 4:17) é que o Senhor
voltará a tratar com Israel no período que é conhecido como "Tribulação [ver nota Mt 24:21]".
Dessa forma, entendemos que a septuagésima semana é um período onde Deus volta a tratar com
Israel e irá julgar o pecado do mundo [ver nota 1 Ts 4:17 pré B-E] no futuro conhecido como
"Septuagésima Semana, Grande Tribulação ou Período Tribulacional". O príncipe do povo que destrói
a cidade e o templo é o anticristo (Mt 24:15; 2 Ts 2:1-4; 1 Jo 2:18; 1 Jo 4:3 (refs4)) que vai se revelar
na septuagésima semana. Toda a profecia deve-se cumprir literalmente assim como todas as
profecias que se cumpriram na bíblia.
Aspectos importantes a respeito da Septuagésima Semana:
A) Cronologia: nos dá a cronologia do período tribulacional: O grande discurso profético feito pelo
Senhor Jesus nos evangelhos de Mateus e Marcos, sem dúvida fixam a hora da última e maior
angústia de Israel na septuagésima semana (Mt 24:15-22; Mc 13:14-20; Dn 9:27 (refs3)). A maior
parte do livro de Apocalipse é simplesmente uma expansão do painel cronológico esboçado na
septuagésima semana que é dividida em dois períodos iguais, cada um se estendendo por 1.260 dias,
ou 42 meses ou 3 anos e meio (Ap 11:2-3; Ap 12:6-14; Ap 13:5 (refs3)). Consequentemente, se
conduzida sem o entendimento dos detalhes da septuagésima semana, toda tentativa de interpretar a
profecia do N.T. está fadada ao fracasso.
B) Os príncipes: são mencionados dois príncipes que não devem ser confundidos: o primeiro é o
Ungido (Messias, Cristo) que virá após as 69 semanas (v25), será morto e já não estará (v26). O
segundo é o "príncipe que há de vir" (futuro) que descende do povo que destruiria a cidade e o
santuário. Esse fará aliança na septuagésima semana e quebrará a mesma na metade da semana
(v27).
C) As metades da tribulação: há diversas passagens se referindo as metades da grande tribulação
e essas passagens ajudam a identificar o período de 3 anos e meio ou 1260 dias (sabendo que o ano
profético de Israel pode ter 360 dias, isto é 12 meses de 30 dias), 42 meses ou um tempo, dois
tempos e metade de um tempo (Dn 9:27; Dn 7:24-25; Ap 13:4-7; Ap 12:6; Ap 12:13-14 (refs5))
25
Vejamos a mais comumente aceita entre aqueles que creem em um arrebatamento pré-tribulacionista,
ou seja, acreditam que a igreja não passará pela tribulação. Essa teoria é desenvolvida por J Dwight
Pentecost derivada das ideias de Sir Robert Anderson.
D1. O decreto: dentre os decretos emitidos citados na bíblia encontramos o de Ciro em 2 Cr 36:22-23;
Ed 1:1-3 (refs2); o de Dario em Ed 6:1-10; e o de Artaxerxes em Ed 7:1-21 (no seu sétimo ano de
reinado). Em Ed 4:1-23 a reconstrução do templo foi interrompida porque os judeus estavam
reconstruindo a cidade sem autorização. Em nenhuma desses decretos a condição do v25 foi
realizada, pois foi dada autorização para reconstrução apenas do templo. Quando examinamos o
decreto de Artaxerxes (no seu vigésimo ano) em Ne 2:1-8 vemos que é dada autorização para
reconstruir Jerusalém. Portanto, este é o decreto que cumpre o início da profecia.
Essa data pode ser facilmente apurada pela voz unânime de historiadores seculares e cronologistas.
Esse decreto foi publicado no mês judeu de Nissã. Logo, podemos marcar no ano 445 a.C.. Alguns
estudiosos afirmam que ocorreu no dia 14 de março por conta de uma lua de sangue na páscoa do
ano em questão.
D2. O cumprimento das 69 semanas: Sir Robert Anderson fez um estudo detalhado e minucioso
chamado "The coming Prince" ("A chegada do Príncipe"). Nele encontramos alguns dados:
D3. No v25 temos a citação "desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao
Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas [69 semanas]..."
D4. Como vimos no item "D1", segundo alguns estudiosos, o início da profecia se deu no dia 14 de
março (1° de Nisã do vigésimo ano de Artaxerxes) do ano 445 a.C..
D5. Segundo Sir Robert Anderson, o ano profético é composto por 12 meses de 30 dias totalizando
360 dias (Ap 11:3; Ap 12:6 (refs2)). Logo temos 483 anos ou (483 vezes 360 - número de dias do ano
profético) 173.880 dias para completar as 69 semanas.
Porém na contagem do nosso calendário, o ano tem 365 dias. Logo, se dividirmos 173.880 dias
(quantidade de dias da perspectiva profética) por 365 teremos 476 anos e 24 dias que devem ser
somados a 116 dias referentes aos anos bissextos. Essa soma no nosso calendário equivale a
exatamente a 173.880 dias ou 69 semanas proféticas e colide no dia 06 de abril de 32 d.C. (pode ter
sido 33 d.C. também. Existem algumas divergências quanto às datas). Isso se dá na entrada triunfal
de Jesus em Jerusalém (Lc 19:42).
D6. Segundo Pentecost e Anderson, com a rejeição do Messias por parte de Israel, o relógio das 70
semanas foi parado. Com isso iniciou a era da igreja e a septuagésima semana irá ocorrer após o
encerramento desta era, ou seja, após o arrebatamento.
H) O início da Septuagésima Semana, os pontos principais e o Anticristo: segundo a profecia, a
septuagésima semana é marcada pela aliança do "príncipe que há de vir" com Israel. Esse príncipe
também é chamado de: rei de feroz catadura, rei que fará segundo sua vontade, abominável da
desolação, homem da iniquidade, iníquo, besta que emerge do mar e anticristo (Dn 8:23; Dn 11:36; 2
Ts 2:3; 2 Ts 2:8; Ap 13:1; 1 Jo 2:18 (refs6)). Sabemos que ele só pode ser revelado após a retirada da
Igreja encerrando a dispensação da graça (2 Ts 2:1-8). Segundo a profecia, na metade dos 7 anos, o
anticristo fará cessar os sacrifícios e iniciará uma perseguição e desolação sobre Israel (Mt 24:15; Ap
12:5-6 (refs2)) até que ele seja destruído (Ap 19:20-21; 2 Ts 2:8 (refs2)).
[ver nota sobre o anticristo Dn 9:26]
G) O Plano A: Podemos concluir que Jesus veio como Messias prometido fazer uma oferta
genuína para Israel do estabelecimento do Reino. Sendo assim, ao final do ministério de Cristo, no
ano da cruz (32 ou 33 d.C), Israel ainda podia receber o Messias e o Reino prometido como nos
mostram a parábola da figueira que nos revela que após a crucificação, os judeus ainda teriam mais 6
meses para aceitar a oferta do Reino antes de serem cortados e a pregação do apóstolo Pedro
fazendo oferta bem como Estêvão (Lc 13:6-9; At 3:19-21 (refs2)).
Notas Complementares
A Grande Tribulação
27
A grande tribulação citada por Jesus é também a septuagésima semana da profecia de Daniel [ver
nota Dn 9:27]. Esse período é uma importante doutrina escatológica e abrange o que podemos
chamar de período tribulacional. Sobre esse assunto temos algumas informações:
A) A natureza da tribulação: a própria escritura fala por si só sobre esse período como: Ira (Ap
6:16-17; Ap11:18; Ap 14:19; Ap 15:1; Ap 15:7; Ap 16:1; Ap 16:19; 1 Ts 1:9-10; 1 Ts 5:9; Sf 1:14-18
(refs10)); Julgamento (Ap 3:10; Ap 14:7; Ap 16:5-7; Ap 19:2 (refs4)); indignação (Is 26:20-21; Is 34:1-3
(refs2)); castigo (Is 24:20-21); hora de angústia (Jr 30:7); destruição (Jl 1:15); trevas (Jl 2:2; Am 5:18
(refs2)). Em nenhuma passagem encontramos alívio para a severidade desse tempo que virá sobre a
Terra.
B) A origem da tribulação: existem teorias que insistem que a severidade da tribulação se deve
apenas a atividade do homem e de satanás. Alguns associam à um julgamento de Deus sobre Israel
devido à rejeição do Messias e outros associam à ira de satanás contra os santos por não seguirem o
anticristo. Sobre isso:
1º B1. O período tribulacional testemunhará a ira de satanás contra Israel (Ap 12:12-
17) e a ira da besta (anticristo) contra os santos (Ap 13:7). Todavia, essas manifestações de ira não
representam a origem e causa da tribulação. As escrituras declaram que esse período não é a ira do
homem nem do diabo, mas de Deus (Is 24:1; Is 26:21; Jl 1:15; Sf 1:18; Ap 6:16-17; Ap 11:18; Ap
14:7-10; Ap 15:7; Ap 16:1- 7; Ap 19:1-2 (refs10)).
Concluímos que a ira e o juízo que vão cair sobre a Terra nesse período vem de Deus. Esse período
difere de toda tribulação anterior não só em intensidade, mas também em tipo, já que vem do próprio
Deus.
C) O propósito da tribulação: de acordo com as escrituras, a tribulação tem dois grandes
propósitos:
C1. A purificação para entrar no Reino Milenar: A profecia de Jeremias (Jr 30:7) esclarece que esse
período se refere especificamente à Israel, pois a nomeia de "tempo de angústia para Jacó". O caráter
judeu desse período também é demonstrado em Outras passagens do A.T. (Dt 4:30; Ez 20:37; Dn
12:1; Zc 13:8-9 (refs4)), no sermão de Cristo e no livro de Apocalipse (Mt 24:3-30; Ap 7:4-8; Ap 12:1-
2; Ap 12:17 (refs4)). Logo, esse período é a hora em que Deus vai lidar com seu povo antigo antes da
entrada do mesmo no Reino prometido (Dt 30:1-6; Jr 30:8-10; Ez 20:36-37 (refs3)). O propósito de
Deus é a conversão de uma multidão de judeus que entrarão nas bênçãos do Reino e experimentarão
o cumprimento de todas as alianças de Israel. As boas novas de que o Rei está prestes a retornar
serão pregadas (Mt 24:14) para que Israel possa se voltar para seu libertador que virá para a
campanha do Armagedom (Ap 19:11-21; Mt 24:27-31; Zc 14:1-11; Rm 11:26 (refs4)).
O propósito de Deus também é povoar o milênio com grande multidão de gentios convertidos, que
serão redimidos pela pregação do remanescente fiel. Esse objetivo será alcançado na multidão de
"todas as nações, tribos, povos e línguas" (Ap 7:9) e nas "ovelhas" (Mt 25:31-46) que entrarão no
Reino Milenar. O propósito de Deus, então, é povoar o Reino Milenar trazendo a Si mesmo vasta
multidão dentre Israel e as nações gentílicas.
C2. Derramar juízo sobre homens e nações descrentes: Sobre isso há muitos textos (Ap 3:10; Jr
25:32-33; Is 26:21; 2 Ts 2:12 (refs4)). Com base nessas passagens, podemos ver que Deus está
julgando as nações da Terra. Visto que o Reino a seguir é um Reino de justiça, esse julgamento deve
ser visto como outro passo no desenvolvimento do plano de Deus para lidar com o pecado.
D) A hora da tribulação: para entender os elementos de tempo no período tribulacional, deve se
entender a profecia da septuagésima semana de Daniel, que esboça a cronologia do futuro de Israel
(ver nota Dn 9:24-27). Esse período também é apresentado no livro de Apocalipse a partir do desatar
dos selos no capítulo 6 ao capítulo 19 culminando na campanha do Armagedom.
Aula 5: Tribulação no Livro de Apocalipse (Parte 2)
Os Juízos dos selos, das taças e das trombetas:
28
Aula 6: A Rejeição
O Reino é oferecido
- Uma mensagem de arrependimento e chegada do Reino dos Céus através de João Batista e Jesus.
(Mt 3:2; Mt 4:17; para os judeus Jo 1:11-12; Mt 10:5-8; Mt 15:22-26-
28)
- Eles deveriam saber: além das 70 semanas de Daniel, havia o conhecimento e a cultura
judaica (como as fases conhecidas como fase de observação e fase de inquirição: Mt 8:2-4; Lc 5:17;
Mt 22)
1-2 Mostra o direito legal ao trono: descendente de Davi e cumpridor das promessas.
3 Mostra a consagração do Rei: Deus o aprova.
5-7 Mostra o direito judicial do Rei: cumpriu a lei e os profetas (Mt 5:17). Mt 8-10 Mostra a autoridade
do Rei: realiza grandes milagres.
29
- Cronologia da Rejeição:
- A repreensão aos fariseus e Juízo contra Jerusalém/Israel (Mt 23:1-7; Mt 23:13; Mt 23:24; Mt
23:33-40; Zc 12:10)
- O tempo: (At 1:6-9) Foi por isso que os discípulos perguntaram sobre o tempo da restauração
Exercício
Leitura dos capítulos 11, 12, 13, 23, 24 e 25 do livro de Mateus
Notas Complementares
A Salvação de Israel
Sabe-se que na presente era, a salvação é concedida de graça mediante a fé em Jesus Cristo.
Qualquer indivíduo, ao crer e confessar a Cristo como Senhor (Rm 10:9; Ef 2:8-9 (refs2)), torna-se
filho de Deus, sua esperança como igreja passa a ser estar com Cristo após a morte física ou a
transformação do corpo no arrebatamento e o Espírito Santo passa a residir nele (Jo 1:11-12; Fp 1:23;
1 Ts 4:17; 1 Co 6:19 (refs4)). Com o arrebatamento é encerrada a dispensação da igreja e será dado
o início do período tribulacional. Já que a igreja não estará presente, levanta-se a questão: "haverá
salvação no período tribulacional?". Assim como no V.T., o povo com o qual Deus estará tratando
sobre a Terra será Israel. Portanto deveremos observar alguns pontos:
A) A natureza da salvação no antigo testamento: a salvação no A.T. tem dois aspectos distintos:
individual e nacional.
[Link] a salvação individual do judeu, J Dwight diz: "É evidente que a salvação oferecida no A.T.
era uma salvação individual, aceita pela fé, baseada em sacrifício de sangue, que servia de indício do
verdadeiro sacrifício por vir. Essa salvação foi apresentada como herança a ser recebida no futuro.
Cada israelita que cresse em Deus seria verdadeiramente salvo, mas aguardava uma experiência
futura de plenitude daquela salvação." (Ex 29:16; Hb 9:11-15 (refs2))
A2. Sobre a salvação nacional de Israel, Chafer diz: "As escrituras testemunham sobre o fato de que
30
Israel como nação deverá ser salvo de seus pecados e liberto de seus inimigos pelo Messias quando
Ele retornar a Terra. É óbvio que Israel como nação não está salvo agora e nenhuma das
características das alianças eternas com aquele povo estão evidentes agora. A nação com excessão
de certos rebeldes será salva pelo seu próprio Messias quando Ele vier de Sião." (Ez 20:37-38; Is
59:20-21; Mt 23:37-39; Rm 11:26 (refs4))
B) Promessas específicas de salvação: Embora a ênfase no A.T. seja dada a uma salvação
nacional, o próprio apóstolo Paulo restringe o "todo o Israel" de Rm 11:26 à indivíduos salvos em Rm
9:6 quando diz "nem todos os de Israel são, de fato, israelitas...". Assim ambos os aspectos devem
ser incluídos na salvação prometida a Israel. O A.T. também promete a salvação de Israel associada
ao "Dia do Senhor" ou "Aquele Dia" (Jr 30:7; Jl 2:31-32; Zc 13:1-9 (refs3)). Já que essa salvação
ainda não foi experimentada por Israel, deve ser experimentada quando o Senhor voltar a lidar com
Israel no período tribulacional.
C) O cumprimento da salvação prometida: O sétimo capítulo de Apocalipse faz um registro
impressionante do cumprimento da salvação prometida no Antigo Testamento.
Vejamos:
C1. Salvação individual de Israel: os primeiros oito versículos do capítulo são uma descrição dos 144
mil servos selados de Deus. No capítulo 14, esses 144 mil são mencionados como "redimidos dentre
os homens" e "primícias para Deus" (v4).
Logo, vemos que a promessa em relação a salvação individual é cumprida nos 144 mil, embora sejam
apenas uma parte dos israelitas durante aquele período.
C2. A promessa relativa aos gentios: O A.T. não prevê a salvação só dos israelitas antes da vinda do
Senhor, mas de uma multidão de gentios também (Is 2:1-4; Is 60:3-5; Is 62:2 (refs3)). Ap 7:9-17
descreve parte desse cumprimento em "grande multidão que ninguém podia enumerar". Estes são
salvos já que no v14 diz que eles "lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro,".
C3. A salvação nacional de Israel: Ap 19:11-20:6 oferece um quadro com o cumprimento dessa
salvação nacional. Nesse evento vemos Jesus retornando como "REI DOS REIS E SENHOR DOS
SENHORES". O Reino prometido, no qual todas as promessas e alianças são cumpridas, é
inaugurado pela presença pessoal e pelo governo do Rei.
D) A base da salvação na tribulação: para analisar a questão da base ou método da salvação
durante a tribulação, deveremos atentar aos seguintes pontos:
D1. A salvação na tribulação certamente será baseada no princípio da fé. Hb 11:1- 40 nos deixa claro
que o único indivíduo que era aceito por Deus era o que cria nEle. O princípio do v6 "sem fé é
impossível agradar a Deus" não se limita a presente era, mas vale para todas as épocas. A fé de
Abraão é dada como exemplo na abordagem de Deus (Rm 4:2-3) e será o método de abordagem na
tribulação.
D2. As descrições dos salvos na tribulação deixam claro que serão salvos pelo sangue do cordeiro.
Sobre os judeus salvos são chamados de "redimidos" (Ap 14:4) e Israel jamais conheceu uma
redenção que não fosse baseada em sangue (Hb 9:22). Além disso, em Ap 12:1-17, o remanescente
fiel é representado pela "mulher" (v1-6 e 13-17), no v10 é mencionado como "nossos irmãos" e no v11
diz que eles "venceram por causa do sangue do Cordeiro". Sobre os gentios, diz-se que "lavaram
suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro," (Ap 7:14). Então, todos os crentes são salvos
e libertos pelo "sangue do Cordeiro".
D3. O ministério do Espírito Santo na salvação durante o período tribulacional: Alguns, ao identificar o
Espírito Santo como o "detentor" de 2 Ts 2:7, insistem que o Espírito Santo deve cessar de operar na
Terra durante a tribulação já que o corpo de Cristo que é o Seu templo não estará aqui [ver nota sobre
o detentor 2 Ts 2:7].
Sobre isso:
I - William Kelly afirma: "a salvação de todos os salvos em todas as épocas depende da obra de
Cristo, e o Espírito é o único aplicador eficaz dessa obra em qualquer alma."
II - Devemos recordar que o Espírito Santo é unipresente (Sl 139:7-10).
III - No A.T., o Espírito Santo não tinha um ministério de habitação nos crentes e ainda assim eles
foram salvos, mesmo que não tenham sido aperfeiçoados (Hb 11:39-40).
IV - Durante a tribulação haverá pessoas pregando o evangelho e ainda operando sinais como as
duas testemunhas e em nenhuma época da história alguém conseguiu executar esses papéis sem a
atuação do Espírito Santo.
31
V - E ainda temos as palavras do Senhor Jesus a Nicodemos dizendo que "quem não nascer da
água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus." (Jo 3:5).
Conclui-se que, durante a tribulação a salvação oferecida pelo sangue do Cordeiro e recebida pela fé
será efetivada pela obra do Espírito Santo.
E) Relação desse evangelho com o evangelho do Reino: Alguns declaram que, já que o
evangelho do Reino estará sendo pregado durante a tribulação, não pode haver pregação da cruz. Mt
24:14 é usado como base para essa afirmação, pois Jesus diz que "será pregado este evangelho do
Reino por todo o mundo". Vejamos algumas observações:
E1. O termo "evangelho" no seu uso literal significa" boas novas". Logo, o evangelho do Reino eram
as boas novas de que o Rei prometido apareceria logo para oferecer o Reino prometido. O evangelho
do Reino não oferecia uma maneira de salvação, mas o cumprimento das promessas e alianças feitas
à Israel.
E2. Houve duas fases da pregação joanina do evangelho do Reino: "Arrependei-vos, porque está
próximo o Reino dos céus." (Mt 3:2) e "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!" (Jo
1:29). As duas faziam parte da mensagem de João, que proclamou uma cruz assim como um Reino.
E3. Ao lidar com um povo pactual que Ele mesmo conduzira a um relacionamento pactual, Deus exige
que o pecador ofereça um sacrifício e receba purificação, o que o confirma na benção da aliança.
João Batista, sendo de linhagem levítica, podia ministrar tais sacrifícios e administrar tal purificação
por água como registram os evangelhos.
Podemos concluir que as duas mensagens não são mutuamente excludentes e estavam presentes na
mensagem de João Batista: a promessa de um Rei que cumpre todas as promessas e alianças trazia
a convicção de indignidade pessoal e junto, as boas novas da purificação. Essa, não por meio de
sacrifícios imperfeitos e aplicações cerimoniais de água que tipificavam a vinda do Cordeiro de Deus,
mas pelo método de purificação oferecido de "uma vez por todas" (Hb 9:12).
F) Os resultados da salvação na tribulação: são vários os resultados da salvação no período
tribulacional como já foi citado anteriormente:
I. Haverá uma salvação individual para Israel e para os gentios (Ap 7:9-14; Ap 14:4 (refs2)).
II. Haverá uma salvação nacional: a preparação de Israel (Ez 20:37-38; Zc 13:1-9 (refs2))
resultará na sua salvação no segundo advento do Messias como prometido em Rm 11:27 (Ap 19).
III. Haverá bençãos milenares: Ap 7:15-17; Ap 20:1-6 (refs2) são passagens que deixam claro que
a salvação oferecida durante o período tribulacional encontrará seu cumprimento pleno no Reino
Milenar.
32
- (v4-8 princípio das dores ou início da tribulação: Ap 6); (v9-26 restante da tribulação incluindo o
verso 14 em que o evangelho é pregado Ap 14:6 e o anticristo no verso 15); (v27-31 o sinal e a
segunda vinda);
Exercício
Releitura do capítulo 24 e 25 do livro de Mateus
Notas Complementares
Sermão do Monte das Oliveiras
Esse trecho das escrituras (Mt 24:1-25:46) tem grande importância escatológica, pois nos apresenta
uma cronologia detalhada dos acontecimentos previstos em relação à nação de Israel. Entre os vários
aspectos a serem observados temos:
A) O cenário do sermão: Existem duas visões que serão apresentadas desse cenário, sendo uma
macrovisão e uma microvisão. A última é uma fração da primeira.
A1: Macrovisão do cenário: Essa visão engloba todo o evangelho de Mateus e apresenta Jesus como
Messias e Rei de Israel. É vista principalmente pela divisão dos capítulos de maneira cronológica e
são:
1-2 Mostra o direito legal ao trono: descendente de Davi e cumpridor das promessas.
3 Mostra a consagração do Rei: Deus o aprova.
4 Mostra o direito moral do Rei: resiste as tentações.
5-7 Mostra o direito judicial do Rei: cumpriu a lei e os profetas (Mt 5:17). Revogar, do grego "kataluo"
= anular ou destruir;
Cumprir, do grego "Pleroo" = realizar, fazer completo, consumar.
Mt 8-10 Mostra a autoridade do Rei: realiza grandes milagres.
Mt 11 Muitos não se arrependem para receber o Reino.
Mt 12 Muitos começam a entender que Jesus é o Messias, mas os fariseus o rejeitam (Mt 12:22-24).
Deus respeita o princípio de autoridade. As autoridades judaicas precisavam receber Jesus como
Messias e Rei.
13 Jesus percebe a rejeição e começa a falar por parábolas
21 Jesus entra em Jerusalém como Rei, o filho de Davi (v1-11); mostra sua autoridade no templo
(v12-17); amaldiçoa a figueira (v18-22) e apresenta uma parábola que significava que os judeus
mataram os profetas e matariam o Filho de Deus (v33-43)
A2. Microvisão do cenário: foi pronunciado dois dias antes da morte do Senhor e seguido à
declaração dos "ais" contra os fariseus e do aviso da cegueira legal sobre a nação de Israel (Mt
26:1-2; Mt 23:1-36; Mt 23:37-39 (refs3)). Logo, o sermão se situa no cenário da rejeição do Messias
por parte de Israel. É bem razoável aceitar que ao menos a maior parte desse sermão não está se
referindo à igreja.
B) As perguntas dos discípulos: Após anunciar o juízo sobre os fariseus e a cegueira sobre Israel
(Mt 23), o Senhor anuncia a destruição de Jerusalém (Mt 24:1-2). Além disso, o Senhor promete Seu
próprio retorno (Mt 23:39). Na mente dos discípulos tais afirmações tinham significância escatológica,
pois o seu cumprimento estava associado à vinda do Messias e ao fim dos séculos. Como judeus
verdadeiros, eles esperavam pelo estabelecimento do Reino messiânico pelo Messias. Eles viram que
o Senhor foi rejeitado e após o pronunciamento dos "ais", da cegueira de Israel e destruição do
templo, eles tomam coragem e pedem: "Dize-nos quando sucederão estas coisas e que sinal haverá
da tua vinda e da consumação do século." (Mt 24:3b).
A resposta a primeira pergunta "Dize-nos quando sucederão estas coisas..." não é registrada por
Mateus, mas é dada em Lc 13:20-24. Essa parte do sermão está relacionada à destruição do templo
pelo império romano sob a liderança de Tito.
Podemos constatar isso pelos registros históricos. Para responder as perguntas seguintes temos a
passagem inteira de Mateus 24 e 25. Chafer observa: "poucas passagens do novo testamento
colocam os acontecimentos registrados em uma ordem cronológica mais completa que esse
sermão.".
C) A interpretação do sermão: Há vários tipos de interpretação e dentre elas temos:
C1. A alegórica ou espiritualizante que crê que Jesus voltou na destruição do templo e que todas as
33
profecias se cumpriram de maneira espiritual. Essa interpretação coincide com a posição amilenarista
(não acredita no futuro Reino Milenar).
C2. A segunda segue a posição da primeira quanto ao método, que é alegórico. Porém aplica à era
cristã que vivemos, afirmando que a igreja passará pela grande tribulação. Essa interpretação
coincide com a posição pós tribulacionista.
C3. A terceira interpretação associa as previsões do Senhor ao final da era judaica ainda no futuro.
Essa coincide com a posição pré tribulacionista e deve ser considerada correta já que se baseia no
método de interpretação literal e observa a exegese do texto e hermenêutica. Além disso, o próprio
Senhor não discordou ou repreendeu os discípulos quando perguntaram sobre a restauração do
Reino à Israel (At 1:6-7) e considerando que o final da era judaica exige o cumprimento de todas as
promessas e alianças feitas a Israel, deve-se observar que será no futuro já que Israel não usufrui tais
cumprimentos ainda.
D) O período tribulacional: O primeiro acontecimento no plano de Israel para o fim dos séculos é o
período tribulacional tratado em Mt 24:4-26. Há uma divergência de opinião entre os defensores do
arrebatamento pré tribulacionista quanto à cronologia dessa seção. Entre elas encontramos:
D1. A primeira opinião é a de Chafer para quem Mt 24:4-8 refere-se a acontecimentos da atual era da
igreja, anteriores ao início da septuagésima semana e chamado "princípio das dores", enquanto os
versículos 9-26 dizem respeito ao período tribulacional. Alguns estudiosos chegam a apresentar um
cálculo matemático onde apresentam um período após a crucificação de Jesus de 2.000 anos (crendo
que existe de fato uma semana Milenar) para o seu retorno. Dessa forma, o período de 2.007 anos
(2.000 anos mais 7 anos de tribulação) corresponderia a 9 meses de gravidez, sendo os últimos 7
anos correspondendo ao último dia de gravidez ou o dia do nascimento.
D2. A segunda opinião é a de Scofield, para quem a passagem tem dupla interpretação, parte
aplicável à era da igreja e parte à tribulação. Para Scofield, os versos 4-14 dão o caráter da era da
igreja que assume terrível intensidade no período tribulacional.
D3. A terceira opinião é a de English, que diz "Em Mt 24:4-14, o texto se refere à primeira metade da
tribulação e Mt 24:15-26 se refere a segunda metade da tribulação, vindo depois o fim.
D4. A quarta opinião é a de J Dwight que é a mais fiel a exegese do texto e hermenêutica relacionada
a outros textos escatológicos. Dwight entende que Mt 24:4-8 se refere à primeira metade da tribulação
e Mt 24:9-26 se refere à segunda metade. Uma análise minuciosa das escrituras apoia essa visão.
Vejamos:
I. Primeiramente, o Senhor está lidando com o plano profético para Israel. O termo "princípio das
dores" usado no v8 se refere ao que foi narrado nos v4-8 e está relacionado com dores de parto, pois
é uma alusão ao nascimento do Reino e a chegada do Messias como vemos no livro de Ap 12:1-2
que também é um livro cronológico (sendo assim esse evento está dentro da tribulação). Além desse
texto de Apocalipse, temos o texto de Jr 30:6-7 que é uma clara profecia sobre a tribulação e no v7 da
profecia temos a afirmação "É tempo de angústia para Jacó;",
o que exclui a igreja de qualquer relação com a grande tribulação ou princípio das dores.
II. Segundo Gaebelein, para essa posição estar correta deve haver harmonia entre Mt 24 e
Apocalipse a partir do capítulo 6, aonde se inicia o período tribulacional. E esse é realmente o caso.
O primeiro selo foi aberto (Ap 6:1-2) revelando um cavaleiro num cavalo branco, que sai para
conquista com um arco. Esse homem não é Jesus, mas um falso Cristo que estabelece paz
temporária (Ap 19:11-16; Dn 9:26-27 (refs2)). Em Mt 24:4-5 temos a primeira previsão do Senhor:
promessa de falso Cristo enganando a muitos.
"4 E ele lhes respondeu: Vede que ninguém vos engane. 5 Porque virão muitos em meu nome,
dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos."
O segundo selo foi aberto (Ap 6:3-4) revelando um cavaleiro num cavalo vermelho, que deveria tomar
a paz da Terra. A segunda previsão do Senhor em Mt 24:6-7a é: guerras e rumores de guerra; nação
contra nação.
"6 E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é
necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim. 7 Porquanto se levantará nação contra nação,
reino contra reino, ..."
O terceiro selo foi aberto (Ap 6:5-6) revelando um cavaleiro em um cavalo negro que tinha uma
balança na sua mão e o texto nos mostrar um quadro de miséria. A próxima previsão do Senhor em
Mt 24:7 é: haverá fome."e haverá fomes"
34
O quarto selo foi aberto (Ap 6:8) revelando um cavaleiro num cavalo amarelo cujo nome é morte e o
inferno o segue. É dado a eles autoridade sobre a quarta parte da Terra e associa à espada, fome,
mortandade e por meio das feras da Terra. Na previsão do Senhor em Mt 24:7 ainda temos
terremotos e as versões ACF e ARC citam "pestes".
", e pestes, e terremotos em vários lugares" (ARC, ACF)
Há indícios de que os versículos de Mt 24:9-26 se refiram a segunda metade da tribulação. Em Mt
24:9 é citada grande perseguição: "Então sereis atribulados, e vos matarão." Quando o quinto selo é
desatado, João vê as almas daqueles que foram martirizados por causa da Palavra de Deus e do seu
testemunho que sob o altar clamam: "Até quando, ó Soberano Senhor, Santo e Verdadeiro, não
julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a Terra?" (Ap 6:8; Ap 20:4 (refs2)). O
abominável da desolação (Mt 24:15) é claramente citado por Daniel como uma ocorrência na metade
da tribulação (Dn 9:27) que continua até o final da mesma.
A cronologia dos acontecimentos do período tribulacional apresentada pelo Senhor pode ser
apresentada assim: na primeira metade da semana, Israel sofrerá os castigos de Mt 24:4-8
associados aos selos de Apocalipse 6, apesar de viver em relativa segurança sob a falsa aliança (Dn
9:27). No meio da semana ocorrerá
perseguição (Ap 12:12-17) por causa do desolador (v15; 2 Ts 2:3-12; Ap 13:1-10 (refs2)), que levará
Israel a fugir da sua Terra (v16-20). O Israel infiel será enganado pelo falso profeta (v11; Ap 13:11-18)
e entrará em apostasia (v12; 2 Ts 2:11). O Israel fiel será um povo de testemunho, levando as boas
novas de que esses acontecimentos prenunciam a chegada do Messias (v27).
E) O segundo advento do Messias: após a descrição do período tribulacional, o Senhor
acrescenta à cronologia o segundo advento (Mt 24:29-31). Com relação à essa vinda, alguns
aspectos são mencionados:
I. A vinda acontecerá "Logo em seguida à tribulação daqueles dias"(v29). A vinda do Messias
encerra o período tribulacional (Ap 19:11-16).
II. Ela será precedida por um sinal (v30) além dos sinais que Já ocorreram (v4-26).
III. Será evidente (v30).
F) O ajuntamento dos escolhidos: o v31 sugere, após o segundo advento, um ajuntamento dos
escolhidos de Deus. Esse ajuntamento provavelmente está relacionado aos judeus e gentios vivos
que passarão pelos julgamentos descritos em Mt 25. Esse ajuntamento é realizado por um ministério
angelical.
G) As parábolas ilustrativas: A cronologia dos acontecimentos do fim dos séculos é interrompida
para dar exortação prática aos que testemunharão esses acontecimentos. Essas exortações são
dadas por conta da incerteza da hora (v36) e a lição a ser aprendida está nas palavras "vigiai" (v42),
"ficai também vós apercebidos" (v44) e "à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá" (v44, 50).
J) Dois eventos: Fica claro de que os eventos citados por Jesus no v27 e v37 são distintos, pois
não há como entrar um ladrão de noite que entra despercebido (v37) e um relâmpago que todo olho
verá (v27) se referirem a mesma coisa.
No v27, Jesus se refere a sua segunda vinda sobre a terra para a batalha do Armagedon (Ap
19:11-21; 2 Ts 2:8 (refs2)) acompanhado da Igreja para depois julgar judeus, gentios vivos (Mt
25:1-13; Mt 25:31-46 (refs2)) e iniciar Seu Reino Milenar (Ap 20:4-5). Também é após esse evento
que Israel tem a concretização de todas as suas promessas e os Santos do A.T. e mártires da
tribulação são ressuscitados (Jó 19:25-26; Dn 12:11-13 (refs2)).
Já no v37, Jesus se refere ao início da tribulação (1 Ts 5:1-5). O período de tribulação na terra tem
duração de 7 anos (Ap 6-18; Dn 9:27) e é a concretização da 70° semana de Daniel. Enquanto isso
ocorre na terra, a igreja é julgada no céu e recebe seu galardão (1 Co 3:8-15; 2 Co 5:10; Ap 19:7-10
(refs3)). Após a tribulação, Jesus volta para a terra cumprindo sua segunda vinda (v27). Alguns creem
ser esse momento onde Jesus estaria falando do arrebatamento, mas além do fato de que a igreja era
um mistério, podemos perceber claramente que nos dias de Noé, o que levou a todos (Mt 24:37-45)
não foi a arca os salvando, mas foi o julgamento do dilúvio os destruindo. Logo, o que chega de
maneira iminente citado por Jesus nesse texto é a tribulação.
K) O julgamento sobre Israel: No capítulo 25, o Senhor parece retomar o resumo cronológico do
fim dos séculos, pois Ele o inicia com a palavra "então". O próximo acontecimento é narrado como
parábola e conhecido como "parábola das 10 virgens" (Mt 25:1-13). Há diferença de opinião com
respeito ao significado dessa parábola.
35
K1. A primeira é de que o Senhor está lidando exclusivamente com Israel do v4 ao 44, mas do v45 em
diante está lidando com a presente era e sua conclusão. Sendo assim, o significado das virgens seria
a igreja. Para isso, afirma-se que o óleo (Mt 25:3 na versão King James) seria uma representação do
Espírito Santo. Posição apoiada por aqueles que crêem na retirada do Espírito Santo no período
tribulacional. Além disso é afirmado que os crentes judeus na tribulação não poderiam dormir diante
dos sinais evidentes que antecedem a vinda do Messias.
Sobre isso, temos:
I. As escrituras não afirmam que o Espírito Santo será retirado.
II. Tais afirmações parecem negligenciar as palavras do Senhor: "vede que ninguém vos engane."
(v4) que é repetida inclusive para a igreja e havia sido proferida para Israel (Ef 5:6; Cl 2:4; 2 Ts 2:3; Jr
29:8 (refs4)), "Porque virão muitos em meu nome... e enganarão a muitos." (v5), "levantar-se-ão
muitos... e enganarão a muitos" (v11) e "...falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para
enganar, se possível, os próprios eleitos." (v24) (Mt 24:4-5; Mt 24:11; Mt 24:24 (refs3)). Além disso,
ainda há a promessa de um falso profeta no período tribulacional (Ap 13:11-15).
III. A palavra "anticristo" é derivada do grego "anti" e "Christos". Essa palavra "anti" não significa
como alguns pensam, somente: contra, adversário. Mas também significa "em lugar de". Logo, a
mensagem do anticristo provavelmente será que ele próprio é o Messias. Ele se levanta para dar
início ao período tribulacional e ao primeiro selo desatado, podemos ver o que seria uma imitação de
Cristo (Ap 6:1-2; Ap 19:11-16 (refs2)).
IV. Já que o Senhor está voltando a Terra como Noivo para as bodas, Ele deverá estar
acompanhado pela noiva (Ap 19:7-9). Logo, os que estão esperando pelo noivo não poderiam ser a
noiva. Além disso o casamento do Noivo é com a noiva e não com 5 ou 10 virgens.
V. Em Ap 9:7-16 o banquete segue-se ao casamento em si. Lc 12:35-36 parece insinuar que,
enquanto as bodas ocorrem no céu, o banquete (a ceia das bodas) ocorre na Terra.
K2. A segunda posição é de que as virgens seriam uma representação de Israel. English observa que
as virgens representam o remanescente de Israel após o arrebatamento da igreja. As virgens
prudentes são o remanescente fiel e as néscias são o infiel. Essa observação parece ser a mais
coerente diante de todo o cenário escatológico. A principal consideração parece ser feita no v10: "as
que estavam apercebidas entraram com ele para as bodas".
Conclui-se que o Senhor está ensinando que após o segundo advento, haverá um julgamento na
Terra para o Israel vivente afim de determinar quem entrará no Reino, chamado na parábola de
"bodas". Concordam com isso, as escrituras ao tratar da purificação de Israel antes de tomar posse do
Reino (Ez 20:37-42).
L) O julgamento sobre as nações dos gentios: Em Mt 25:31-46 o Senhor narra mais um evento
importante. Ele nos dá algumas informações:
I. Esse evento deverá ocorrer imediatamente após o segundo advento, pois Ele diz "Quando vier
o Filho do Homem na sua majestade e todos os anjos com ele, então, se assentará no trono da sua
glória;".
II. Os réus serão "todas as nações" (v32), ou seja, os gentios vivos.
III. a base do julgamento será a forma como os gentios trataram aqueles que o Senhor chama de
"pequeninos irmãos" (v40 e 45). Obviamente se trata dos judeus, pois o Senhor mesmo é judeu e isso
ocorre no segundo advento, ou seja, é após a tribulação e exclui a igreja da posição. Sendo assim os
irmãos do Senhor só poderiam ser os judeus vivos durante a tribulação.
IV. É importante observar que esse evento é precedido pela pregação do evangelho à todas as
nações (Mt 24:14; Ap 14:6 (refs2)). Há grande possibilidade de ser pregado pelos 144 mil judeus que
serão selados na tribulação (Ap 7:4-8) já que a igreja será arrebatada (1 Ts 4:17). Além disso o texto
de Apocalipse parece indicar um ministério angelical para executar esse papel.
V. O resultado desse julgamento para os justos, segundo a base do mesmo, é ter direito a entrar
"na posse do Reino que está preparado desde a fundação do mundo" (v34) e acesso "para a vida
eterna" (v46). Já para os injustos, é ir "para o castigo eterno" (v46).
VI. Também é importante fazer uma diferenciação: esse julgamento é sobre os gentios vivos após
o segundo advento de Cristo e não está relacionado com o julgamento dos mortos que serão
ressuscitados para ser julgados diante do grande Trono Branco (Ap 20:11-15).
Podemos concluir com base em todas as informações apresentadas, que o Sermão do Monte das
Oliveiras foi uma narrativa cronológica dos acontecimentos relativos à septuagésima semana.
36
Módulo 6
O Fim!
O fim é temido pela maioria. Não será mais por você. Nesse módulo você aprenderá a doutrina bíblica
que ensina sobre o anticristo e ainda que apesar de haver um juízo reservado para aqueles que
rejeitam a Cristo como Soberano Rei, existe uma esperança bendita reservada para nós, os filhos de
Deus. Além disso, irá crescer na compreensão do livro de apocalipse e do Reino Milenar de Cristo.
A batalha do Armagedon
- No v27, Jesus se refere a sua segunda vinda sobre a terra para batalha do Armagedom (Ap
19:11-21; 2 Ts 2:8) acompanhado da Igreja, onde depois irá julgar judeus e gentios vivos (Mt 25:1-13;
Mt 25:31-46) e iniciar o Reino Milenar de Cristo (Ap 20:4-5). Também é nesse evento que Israel tem a
concretização das suas promessas e os Santos do A.T. e mártires da tribulação são ressuscitados (Jó
19:25- 26; Dn 12:11-13).
- Já no v37, Jesus se refere à chegada do Juízo da Tribulação. Esse evento ocorre na terra e
tem duração de 7 anos (Ap 6-18; Dn 9:27). Enquanto isso, a igreja é julgada no céu e recebe seu
galardão (1 Co 3:8-15; 2 Co 5:10; Ap 19:7-10). Após a tribulação, Jesus volta para a terra cumprindo
sua segunda vinda (v27).
- Mt 25. V1-13 as 10 virgens
- v31-46 O julgamento dos gentios e judeus vivos
- Anticristo, falso profeta e o diabo
- As bodas do Cordeiro e a ceia das bodas do Cordeiro: (Ap 19:7-9)
- Cap 20 (Ap 20:1-6)
- O diabo é preso
- Tronos, Ressurreição, Milênio (Ressurreição para vida/mapa)
- Os santos do A.T. (Ef 4:8-10; Jó 19:25-26; Dn 12:11-13)
37
Aula 2: Apocalipse (Parte 2)
- O Milênio (Isaías) Reino Milenar de Cristo
- Ap 20:1-10 O Reino e algumas características;
- As alianças de Israel cumpridas: (A benção, o Rei, a terra e o novo nascimento)
- Nomes de Cristo se referindo ao Rei: O Renovo, Emanuel, Senhor do Exércitos, O Rei dos
Reis e Senhor dos Senhores.
- Aspectos gerais: Is 2:2-4; Is 11:1-10; Is 30:26; Is 33:24; Is 35:3-6; Is 65:25;
- Ausência de poderes bélicos, a natureza (animais e sol), saúde, longevidade, reagrupamento
de Israel, subgovernantes e hierarquia.
- Aspectos dos povos: Zc 3:7; Is 14:1-2
- Israel tem promessa de serem súditos, os gentios serão servos de Israel. A igreja reina com
Cristo
- Ap 20:11-15 Julgamento do Trono Branco
- O Trono Branco
[fogo eterno, lago que arde com fogo e enxofre, poço do abismo, trevas, lugar de choro e ranger de
dentes, sem descanso nem de dia e nem a noite] e a terra [que era maldita] e o céu consumidos pelo
fogo.
- A consumação dos séculos (eternidade) O estado eterno
- Ap 21:1-8
- Ap 21:9-27; Ap 22:1-7 (Milênio, Estado eterno, morada dos santos no Milênio)
- Ap 22:8-21
Aula 3: Anticristo (Parte 1)
- O Detentor e a manifestação (2 Ts 2:1-8; Hb 2:14)
- O anticristo, homem da iniquidade, príncipe que há de vir, assolador, abominável da desolação,
homem vil (2 Ts 2:3-5; 1 Jo 2:18-24; 1 Jo 4:2-4; 2 Jo 1:7-9; Mt 24:15;
Dn 9:26-27; Dn 11:21)
- O Engano (Mt 24:3-5; Mt 24:11-12; Ap 13:11-14; Ap 6:1-2; Ez 39:3-4; Sl 46:8-10; 2
Tm 4:3; Cl 2:8; 1 Ts 2:3; 1 Jo 4:1-6; 2 Pe 2:1-3)
- Anticristo: “anti”: completamente contra, oposto, em lugar de, em vez de; também dá a ideia de
um falso cristo, no lugar de Cristo.
- Nega que Jesus é o Cristo, nega o Pai e o Filho, não confessa que Jesus Cristo veio em carne,
não confessa a Jesus.
38
Módulo 7
Futuro Glorioso!
Esse módulo em especial irá alterar completamente a sua visão de eternidade e de tudo aquilo que
Deus reservou para os seus filhos. Aprenderá sobre o tipo de julgamento que a igreja passará, como
sintonizar a batida do seu coração na batida do coração de Deus, chegar confiante no Dia do
Julgamento e certamente afetará a forma de você viver sobre a terra, se relacionar com as pessoas e
aguardar a chegada do Rei Jesus.
39
- O termômetro do amor: o quanto você é rápido(a) para ficar
ofendido(a)/chateado(a)/magoado(a)?
- Ofendido ou ofensor?
42
são diferenciados por João dos anjos, os anjos não são enumerados ao passo que os anciãos têm um
número representativo e um número real e os anjos não tem promessa de serem coroados (Ap 5:11;
Hb 12:22; Ap 4:4 (refs3)). Com base nas escrituras notamos que nem sempre os anjos permanecem
diante de Deus e o próprio anjo Gabriel (de alto escalão na hierarquia celestial) em seu discurso à
Zacarias diz: "Sou Gabriel, que assisto diante de Deus..." (Jó 1:6; Lc 1:19 (refs2)).
10. Há também uma afirmação de que esses 24 anciãos seriam os santos do antigo testamento e
da igreja. Essa visão coloca o número 24 como representativo das 12 tribos de Israel e os 12
apóstolos que deram continuidade ao ministério de Jesus. Porém temos algumas observações:
A) a esperança da ressurreição dos dois povos (Israel e igreja) se dá em ocasiões diferentes [ver
nota Mt 24:27]
B) Nesse momento, Deus não terá encerrado o Plano de Israel, pois este só será encerrado após
o término da septuagésima semana, ou seja, após a segunda vinda de Jesus. [ver nota 1 Ts 4:17 pós
H]
C) Já os santos da tribulação tem a promessa de função sacerdotal no milênio e somente a igreja
já ocupa função sacerdotal nesse momento (Ap 20:6; 1 Pe 2:5-9 (refs2)).
Podemos concluir que são crentes: homens ressurretos e redimidos, vestidos, coroados e assentados
em tronos [ver notas 1 Ts 4:17 M; 2 Co 5:10 H]
- A manifestação da glória e a revelação dos filhos: (Tt 2:11-13; Rm 8:18-23) O Leão da Tribo de
Judá na batalha do Armagedon
- 3° Guerra Mundial: Armagedom (Vale do Megido), a Campanha (“polemos” [guerra ou
campanha] e não “machê” [batalha]):
- Início da Campanha: (Ap 16:14; Ap 16:16)
- Local: Vale do Megido (relacionado a uma cidade-estado em Israel), Vale de Josafá (Vale do
Cédron, entre o Monte do Templo e o Monte das Oliveiras em Jerusalém [que é o centro do conflito];
O Vale onde Deus julgará), Edom (Jordânia) e Jerusalém.
- Participantes: Os exércitos do anticristo com os reinos que ele comanda, algumas federações
de reinos contra o Senhor Jesus [Israel]; Uma guerra generalizada se volta contra o Senhor (Ap
19:19; Mt 24:30; Ex 14:14; Dt 1:30; Zc 14:1-3; Sl 2:1-9)
- Sl 22-24 O Senhor do Exércitos
- O calvário: Sl 22:1-3; Sl 22:6-8; Sl 22:12-14; Sl 22:16-18;
- A Ressurreição: Sl 23:1-6
- O Rei da Glória: Sl 24:1-5; Sl 24:7-10
- Final da Campanha: Ap 19:17-21; 2 Ts 2:8; Sl 68:1-4
- Bomba Atômica: seu poder de destruição não vem do seu tamanho, mas da substância pela
qual é formada. Porém, a Palavra de Deus, o Verbo da Vida é mais poderoso do que qualquer outra
coisa.
- Ap 19:1-6;
44
- As bodas do Cordeiro e a ceia das bodas (apostila)
- Os 3 momentos de João: (Ap 1:17; Ap 5:3-5; Ap 19:7-10)
- Ap 19:11-16.
Módulo 8
A Última Chuva!
Esse módulo vai te abastecer com princípios e armas poderosas para que você faça parte do maior
avivamento que já existiu sobre a face da Terra. A bíblia diz que a vereda do justo é como luz da
aurora e Deus está levantando grandes ondas de avivamento sobre a Terra. Nesse módulo sua vida e
ministério serão acelerados com graça, poder e unção para que você viva de maneira incendiada
sobre essa terra, uma JORNADA COM PROPÓSITO!
46
1 – entender que quem fala não é o Espírito Santo. O Espírito Santo não possui as pessoas.
Quem fala são as pessoas e o Espírito Santo concede. Eu creio, eu decido falar pela fé.
2 – entender que não precisa sentir algo no corpo para falar em línguas porque é algo no Espírito
e ocorre pela fé independente dos sentidos físicos.
3 – entender qual é uma das principais investidas de satanás para alguém não receber o
batismo: obstrução na mente. Paulo diz que quando oro em línguas, o meu espírito ora de fato e a
mente fica infrutífera. O problema é que a maioria das pessoas está mais consciente do seu corpo e
da sua mente do que do seu espírito. E o diabo se aproveita dessa situação lançando sofismas na
mente. Por isso nós precisamos estar armados com a Palavra de Deus para destruir esses sofismas e
gerar fé nos corações de quem ouve. Por exemplo:
“Você está inventando.” Você não vai inventar, mas você crê e o Espírito concede.
“Você não sabe o que está falando.” Você não sabe o que está falando, mais Deus sabe. Creia.
“Você vai ofender o Espírito de Deus porque não sabe se ele quer que você ore.” A oração em línguas
traz edificação pessoal. Como Deus não vai querer que eu ore?
“Você está só imitando alguém.” Você não está imitando. Isso é mentira do diabo
“Você só repete a mesma coisa, isso é errado.” Isaías disse: Pelo que por lábios gaguejantes e por
língua estranha falará o Senhor a este povo, (Is 28:11; 1 Co 14:21) Não importa se vai falar apenas
uma sílaba ou não.
“pense nas palavras antes de falar.” A mente fica infrutífera, é impossível pensar antes de falar.
“Você não merece, é pecador.” Jesus morreu pelos seus pecados, Ele te ama. O batismo é uma arma
poderosa para te ajudar a vencer o pecado.
4 – Pedir para a pessoa orar com o tom da voz mais alto. Veja bem, não é que alguém precise
falar alto para ser batizado, mas às vezes a pessoa ora de maneira muito tímida e logo depois de um
tempo o diabo consegue as convencer que não foram batizadas de verdade.
5 – Pedir para a pessoa permanecer orando por pelo menos algum tempo com o mesmo
propósito citado acima. Além disso, é sempre importante frisar que a oração em outras línguas deve
ser uma prática diária.
Ordem e Decência
Seria muita displicência da nossa parte atentarmos para conhecimentos da Palavra e até mesmo
instruções que a experiência pode nos dar e esquecer-nos de princípios que são valorosos para
Deus. Paulo incentivou dentro de um contexto que envolvia principalmente entre outros assuntos a
oração em línguas, que deve ser tudo feito com ordem e decência. O Espírito Santo dificilmente vai te
guiar para fazer algo que vá escandalizar pessoas, afastar outras do evangelho e/ou desonrar
autoridades. Por isso é tão importante ser guiado, pois o Espírito nunca vai contra o amor.
Por exemplo, em um culto na igreja existe governo/liderança. Não podemos estar em um culto aonde
tem uma liderança representando autoridade e sair impondo as mãos nas pessoas para que recebam
o batismo com o Espírito Santo. Pelo contrário, qualquer coisa que vá ocorrer em um culto público ou
mesmo fechado que tenha uma liderança deve ser feita com o consentimento da liderança. O ministro
se preparou, estudou, orou e membros daquela igreja oraram para ter uma atmosfera de unção.
Então eu não posso chegar lá e simplesmente “pegar carona na unção” e sair pelo culto fazendo o
que bem entendo. Isso é uma questão de princípio. Para que eu faça isso é preciso que eu seja o
ministro (pois nesse caso o pastor/líder me delegou o governo ainda que temporariamente sobre a
liturgia do culto. Ainda assim devo me atentar porque ele pode tirar também) ou que esteja
previamente autorizado. Caso contrário, estarei em rebelião, insubmissão.
Certa vez em um culto eu ministrei a Palavra, fiz apelo e impus as mãos em algumas pessoas. Depois
que entreguei o microfone, o líder prosseguiu com a oração e o mover do Espírito. Depois disso, senti
o desejo de impor as mãos sobre dois jovens do louvor. Portanto eu fui ao líder de maneira discreta e
pedi autorização para tal e ele me deu. Mesmo sendo o ministro convidado da noite, eu busquei ao
máximo cumprir o princípio. Depois disso enquanto o líder orava por algumas pessoas, senti o desejo
de impor as mãos sobre outra jovem que estava no fundo da igreja. Como o líder estava ocupado
orando algumas pessoas que estavam entregando suas vidas ao Senhor Jesus, eu me dirigi até a
esposa dele (porque representava a autoridade naquele lugar junto ao seu marido) e pedi autorização
a ela também. Dessa forma eu fiz tudo o que estava proposto no meu coração sem quebrar
princípios.
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Conclusão
Amados, todas essas instruções, didática de ensino e demais informações são válidas. Porém o que
não podemos esquecer é que somos guiados pelo Espírito de Deus. Só Ele conhece a necessidade e
o coração de cada um. Já vivi situações aonde apenas ministrei a Palavra e as pessoas receberam o
batismo orando em casa. Já vivi outras aonde apenas perguntei se a pessoa sabia o que era o
batismo e cria que podia receber se eu orasse e elas receberam. Por vezes houveram pessoas com
muita dificuldade de receber e eu precisei insistir orando para que recebessem. Já vivi situações onde
a pessoa orou e eu coloquei o microfone próximo da sua boca, toda a igreja a ouviu orar em línguas
estranhas e depois a pessoa achar que não tinha sido batizada realmente. Infelizmente existem
muitas pessoas que são ensinadas de maneira equivocada e pode levar tempo para desconstruir o
que está instalado na sua mente ao passo que outras são libertas da religiosidade em questão de
segundos debaixo da unção. Isso é muito individual. Por isso, o Senhor me inspirou a escrever a
seguinte frase: “A importância da didática não anula a liberdade na prática!”.
O que quero frisar é que você deve estudar essas passagens bíblicas e guardar essas instruções no
seu coração, mas jamais faça apenas por uma questão de protocolo. Seja guiado pelo Espírito. Ele
pode te dirigir para usar todos os versículos, apenas alguns ou quem sabe nenhum. Da mesma forma
pode te dirigir para usar apenas uma, duas ou todas as instruções. Mas que seja sempre o Espírito
nos conduzindo em todos esses feitos. O desejo do meu coração é que vocês cresçam e fluam com
intensidade naquilo que o Senhor tem plantado nos corações de vocês. Sejam abençoados na prática
da Palavra e que a graça de Deus seja convosco!
Aula 3: Incendiados!
- Dois tipos de oração em línguas: (edificação pessoal [esse dom é para todos] e edificação do corpo
[dom de variedade de línguas concedido a algumas pessoas)
(1 Co 14:2-5; 1 Co 14:13-15; 1 Co 14:18-19; 1 Co 14:39-40)
- Enchei-vos (Jd 1:20; Ef 5:14-21; At 19:1-6)
- “Devemos procurar compreender qual a vontade de Deus e nos encher do Espírito.” (Ef 5:17; 1 Co
2:9-12)
- Sede fervorosos de espírito (Rm 12:11)
Exercício:
Ler 1 Coríntios 14
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