Arte e Linguagem em Rilke: Análise Crítica
Arte e Linguagem em Rilke: Análise Crítica
Revista de Filosofia
ISSN: 2358-8470
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Universidade Federal da Paraíba
Brasil
[ TITEL: ERÖRTERUNG ÜBER KUNST UND SPRACHE AUS BRIEFE AN EINEN JUNGEN DICHTER,
VON RAINER MARIA RILKE ]
INTRODUÇÃO
Em sua primeira carta, depois de ler os poemas de Kappus, Rilke diz se afastar
de qualquer intenção crítica. Por que isso? É que a crítica, pelo menos no modo como o
poeta a toma, situa as criações artísticas, e mais precisamente o poema, como o que
pode ser transformado em objeto de pesquisa literária. Isso, para ele, é ver a obra fora
de seu próprio movimento. É vêla de fora, apartada de seus desdobramentos que a faz
emergir, aparecer, eclodir em puro processo de realização de realidade, fazendo dela,
por isso mesmo, algo único e causador de espanto pelo fato de justamente estar aí
quando poderia não estar.
Acerca dos mal entendidos provocados pela crítica, por conta de sua
incapacidade de estar à altura da arte, escreve Rilke:
As coisas em geral não são tão fáceis de apreender e dizer como normalmente nos
querem levar a acreditar; a maioria dos acontecimentos é indizível, realizase em
um espaço que nunca uma palavra penetrou, e mais indizíveis do que todos os
acontecimentos são as obras de arte, existências misteriosas, cuja vida perdura ao
lado da nossa, que passa.2
Por que Rilke diz que as coisas não são tão fáceis? Isso nos faz pensar: Com que
olhar ou através de qual olhar quer o senso comum nos conduzir para a sua
compreensão do que é uma obra de arte? Por outro lado, também precisa ser
perguntado: De onde fala o poeta para poder dizer de forma categórica que “a maioria
dos acontecimentos é indizível”?
Para que possamos adentrar nessa segunda pergunta, tomamos emprestado
um fragmento do poema “O lutador”, de Carlos Drummond de Andrade:
Ora, o que nos diz inicialmente o poeta? Que lutar com palavras é a luta mais vã,
isto é, inútil. Inútil porque elas são mais fortes, são muitas, e não se dão aos caprichos
dos homens. Não são eles que controlam as palavras. Elas não estão aí já postas, como
que num balcão de supermercados, de maneira que possamos pegálas e usálas quando
bem entendermos. Muito pelo contrário: Somente uma determinada luta é que se dispõe
na disposição do darse das palavras. Nesta, por sua vez, não há violência. Há sim
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entrega, doçura e, sobretudo, no meio disso, espera. Somente um louco, escreve o
Deixamse enlaçar,
tontas à carícia
e súbito fogem
e não há ameaça
e nem há sevícia
que as traga de novo
ao centro da praça.4
As palavras deixamse enlaçar, mas súbito fogem. Não adianta forçálas, elas
não retornam. A luta que luta o poeta é aquela de encontrar uma medida sem a qual
nada consegue dizer. Por isso
seu objeto – o poema. Tanto a vontade não é dele que ele precisa estar numa disposição
tal, numa tal medida, de modo que as palavras para ele se deem.
Acerca disso, Rilke chama a atenção de Kappus, quando afirma que este
...pergunta se os seus versos são bons. Pergunta isso a mim. Já perguntou a
14 mesma coisa a outras pessoas antes. Envia os seus versos para revistas. Faz
comparações entre eles e outros poemas e se inquieta quando um ou outro redator
recusa suas tentativas de publicação. Agora (como me deu licença de aconselhá
AUFKLÄRUNG, João Pessoa, v.4, p.1122, setenbro, 2017, Edição Especial
lo) lhe peço para desistir de tudo isso. O senhor olha para fora, e é isso,
sobretudo, que não devia fazer agora. Ninguém pode aconselhálo e ajudálo,
ninguém. Há apenas um meio. Voltese para si mesmo. Investigue o motivo que o
impele a escrever; comprove se ele estende as raízes até o ponto mais profundo
do seu coração...7
“O senhor olha para fora”, diz Rilke. Mas, o que é isso? “Olhar para fora” quer
dizer: apartado do movimento necessário para o aparecimento da obra, isto é, está fora
do elemento a partir do qual a palavra pode vir em toda a sua plenitude para poder dizer
o que o real é. “Voltarse para si mesmo”, por sua vez, não é nenhum solipsismo, mas,
antes, uma entrega ao que há por fazer. Esse é o único meio: Descobrir o que precisa ser
feito e, aí, voltarse com todo o esforço para essa tarefa realizadora. Por isso, enviar
versos para revistas, perguntar se são bons, comparálos com os de outros escritores, de
nada vai adiantar. Nada é comprobatório de que o que se faz é bom ou não. Pois a prova
que ele desejaria vem também de fora, é externa à criação. Por isso que Rilke o adverte
para o fato de que ninguém pode ajudálo. Apenas na sua solidão mais profunda, no
âmbito da necessidade de escrever, é que as palavras podem emergir, eclodir em suas
formas mais próprias. Enquanto isso não acontece, pode Rilke dizer a Kappus que “seus
versos não possuem uma forma própria”, isto é, que ele ainda não se apropriou de sua
atividade desde sua necessidade mais profunda. Seus poemas “ainda não são
independentes, não têm autonomia”. Eles não nascem desde si mesmos, não estão
expostos a uma lei própria.
Mas o que significa isso? Ouçamos Rilke mais uma vez:
...pergunte a si mesmo na hora mais silenciosa de sua madrugada: preciso
escrever? Desenterre de si mesmo uma resposta profunda. E, se ela for afirmativa,
se o senhor for capaz de enfrentar essa pergunta grave com um forte e simples
"Preciso", então construa sua vida de acordo com tal necessidade; sua vida tem de
se tornar, até na hora mais indiferente e irrelevante, um sinal e um testemunho
desse impulso. Então se aproxime da natureza. Procure, como o primeiro homem,
dizer o que vê e vivencia e ama e perde.8
Entregarse a uma tarefa realizadora significa construir toda uma vida de acordo
com essa necessidade. Todo o fazer ou deixar de fazer, daquele que assim se lança no
desafio de busca de um próprio, deve ser “o testemunho desse impulso”. O que se põe
em questão para o homem – e, por isso, é desafiador – é o fato de que ele não é nada,
não é coisa nenhuma, nem sujeito, nem objeto, nem corpo, nem alma, nem espírito etc.
etc. O homem é um por fazer; é “alguma coisa – ou melhor, coisa nenhuma”, por assim
dizer, que precisa ser feita, perfeita, ao longo de sua vida.
No entanto, para que possa ser feito, perfeito, precisa ele se abrir para aquilo
que o chama na sua solidão mais íntima, no mais profundo de seu ser – sua
vocação. Somente aí pode ele ser chamado a apropriarse de si mesmo. Nessa
apropriação cria ele as suas próprias leis, aquelas que são necessárias para a
realização do que pede para ser feito.
Discussão acerca da arte e da linguagem a partir de Cartas a um jovem poeta, de Rainer Maria Rilke
Mas o que é isso que pede para ser feito? Como isso dispõe do criador?
O que pede para ser feito se dá num salto para dentro do por fazer, em seu
movimento próprio, onde homem e criação já estão desde sempre entrelaçados,
envolvidos, colocando em obra a própria arte. Este olhar do criador é aquele olhar
inaugural, originário, que atravessa tudo e todos com a intensidade de ver o real
como se fosse pela primeira vez. Através dele, percebe o criador as entranhas da
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criação, a sua disponibilidade ao que dá a criar, sabendose entregue a ela e
Iludome às vezes,
pressinto que a entrega
se consumará.
Já vejo palavras
em coro submisso,
esta me ofertando
seu velho calor,
aquela sua glória
feita de mistério,
outra seu desdém,
outra seu ciúme,
e um sapiente amor
me ensina a fruir
de cada palavra
a essência captada,
o sutil queixume.
Mas ai! é o instante
de entreabrir os olhos:
entre beijo e boca,
tudo se evapora.9
II
aqui a uma fala que não é uma mera emissão de sons, como também não se refere a
uma espécie de conversa fiada. Dizer é, de certa maneira, um mostrar. Em “O
caminho para a linguagem”, Heidegger escreve:
O que é porém dizer? Para fazer essa experiência, devemos nos ater ao que nossa
16 própria língua nos convida a pensar nessa palavra. Sagan, a saga do dizer
significa: mostrar, deixar aparecer, deixar ver e ouvir.10
Saga, portanto, não é “a verbalização articulada do pensamento por meio dos
AUFKLÄRUNG, João Pessoa, v.4, p.1122, setenbro, 2017, Edição Especial
dizer que diz não só o que aparece como o mais familiar, como também o mais
estranho, desconhecido e misterioso. Na saga do dizer não há o vício do perderse no já
visto; não há também o acomodado com o que já se sabe; há sim o imprevisível de um
ver ingênuo, que apenas vê o que se mostra e com ele se contenta: o olhar inocente,
inaugural da criança que se espanta com tudo que a ela se apresenta. Diznos
Heidegger:
17
Precisamos apenas do olhar súbito, simples, inesquecível, do olhar que olha como
Essa fala nos causa estranheza! É um dizer poético simplesmente porque diz a
manhã de todos os tempos: É o amanhecer inaugural que o pensador/poeta é capaz de
captar com o seu olhar primitivo/primordial. Em captando, ele vem à fala num dizer
essencial. E ele é essencial e, justamente por isso, “Nomeálo é só o que podemos,
porque aqui não há o que se discutir. Pois esse é o lugar de todos os lugares e jogos de
tempoespaço”19. “O mais cedo é, ao mesmo tempo20, o mais antigo”. Tratase “da
vigência e da ausência do cedo da manhã”. Esse tempo imemorial se dá num lusco
fusco. Em se dando, ele mesmo se retira. É se entregando ao seu retirarse que o poeta
dita poeticamente, poematiza, produz no sentido de poíesis.
Ouçamos agora também a primeira estrofe do poema “A chuva”, de Jorge
Luis Borges:
Como assim? A chuva é uma coisa que sucede no passado? Sem dúvida? Como
o presente é capaz de revelar aquilo que é o primordial, o originário: O tempo dos
18 tempos? Não se trata aqui de uma simples chuva que, em ocorrendo, faz com que se
chegue à conclusão de que, enquanto chuva, sempre ocorre e sempre ocorreu. Não é
AUFKLÄRUNG, João Pessoa, v.4, p.1122, setenbro, 2017, Edição Especial
— Severino, retirante,
deixe agora que lhe diga:
eu não sei bem a resposta
da pergunta que fazia,
se não vale mais saltar
fora da ponte e da vida;
nem conheço essa resposta,
se quer mesmo que lhe diga;
é difícil defender,
só com palavras, a vida,
ainda mais quando ela é
esta que vê, severina;
mas se responder não pude
à pergunta que fazia,
ela, a vida, a respondeu
com sua presença viva.
E não há melhor resposta
que o espetáculo da vida:
vêla desfiar seu fio,
que também se chama vida,
ver a fábrica que ela mesma,
teimosamente, se fabrica,
vêla brotar como há pouco
em nova vida explodida;
mesmo quando é assim pequena
a explosão, como a ocorrida;
como a de há pouco, franzina;
mesmo quando é a explosão
Discussão acerca da arte e da linguagem a partir de Cartas a um jovem poeta, de Rainer Maria Rilke
O que nos diz Carpina? Que “é difícil defender,/só com palavras, a vida”. No
entanto, o que nos soa estranho é que, embora não pudesse responder à pergunta de
Severino, a vida, ela mesma, respondeu “com sua presença viva”. Isso é enigmático,
posto que, na perspectiva do senso comum, como entender que a fala de Carpina não é
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de Carpina, mas da vida? Mais ainda: O que é isso da vida falar para ele?
isto é, quando o seu dito disser o ente em seu acontecer, em seu aparecer. Ele, enquanto
poeta, não tem o poder sobre as palavras. Somente no âmbito do aparecer das coisas
podem as palavras vir à tona e nomear o que assim aparece. Essa é toda a renúncia do
poeta: Renunciar a um querer que pretendesse não só aprisionar as coisas em seu
revelarse, como também deter o poder de nomeálas a seu belprazer. “O poeta deve
assim renunciar a ter sob o seu poder a palavra enquanto nome capaz de apresentar o
ente por ele mesmo posicionado”25.
Contrariamente ao que comumente se pensa, é o poeta que está sob o jugo das
palavras. É ele quem depende delas, conforme já havíamos visto em Drummond,
no poema “O lutador”. O que precisamos pensar agora é em que medida essa
renúncia é, não uma recusa ao dito, mas, sobretudo, um dizer.
III
O dito do poeta Stefan Georg nos diz: “Nenhuma coisa que seja onde a palavra
faltar”26. Tratase do último verso do poema “A palavra”. Ele é ainda precedido do
seguinte verso: “Triste assim eu aprendi a renunciar:” Não é porque eu não consiga
dizer o que uma coisa é, que essa mesma coisa nada vai ser. As coisas e a nomeação
dessas mesmas coisas estão para além de minha vontade, estão em uma outra dimensão
que é preciso ser conquistada. Quando os versos acima se deram ao poeta Stefan Georg,
juntamente com ele se deu toda uma transformação em seu poetar. Na verdade, a
renúncia anteriormente mencionada é uma renúncia em favor da palavra, do dito
poético, da espera de seu manifestar. Tomado por esta mesma inquietação, Rilke, em
sua terceira Carta, escreve a Kappus:
...como todo avanço, precisa vir de dentro e não pode ser forçado nem apressado
por nada. Tudo está em deixar amadurecer e então dar à luz. Deixar cada
impressão, cada semente de um sentimento germinar por completo dentro de si,
na escuridão do indizível e do inconsciente, em um ponto inalcançável para o
próprio entendimento, e esperar com profunda humildade e paciência a hora do
nascimento de uma nova clareza: só isso se chama viver artisticamente, tanto na
compreensão quanto na criação27.
Renúncia, diante do dito de Rilke, significa: Darse de todo para a criação.
Crescer desde dentro dela. Ser todo para ela. Isso também quer dizer: Esperar
amadurecer na “escuridão do indizível”. Tudo “em um ponto inalcançável para o
próprio entendimento”. Por isso, repetindo o que Heidegger disse e que foi citado
anteriormente: “Nomeálo é só o que podemos, porque aqui não há o que se discutir”28.
Viver artisticamente é, segundo Rilke, “esperar com profunda humildade e paciência a
hora do nascimento”. Tratase do instante em que mundo se dá, em que a palavra
poética, enquanto palavra originária, se dá e, em se dando, nomeia o que assim aparece
em seu processo de realização. “Tudo está em deixar amadurecer e então dar à luz”. O
poeta não renuncia ao dizer. Ele renuncia para dizer o que ele renuncia em nome da
palavra, do dito poético. Ele renuncia em nome da própria linguagem em se fazendo
Discussão acerca da arte e da linguagem a partir de Cartas a um jovem poeta, de Rainer Maria Rilke
linguagem, habitando isso que é a essência mesma do humano. Ouçamos mais uma vez
Rilke:
Não há nenhuma medida de tempo nesse caso, um ano de nada vale, e mesmo dez
anos não são nada. Ser artista significa: não calcular nem contar; amadurecer
como uma árvore que não apressa a sua seiva e permanece confiante durante as 21
tempestades de primavera, sem o temor de que o verão não possa vir depois. Ele
vem apesar de tudo. Mas só chega para os pacientes, para os que estão ali como
NOTAS
1 RILKE, Rainer Maria. Cartas a um jovem poeta.Tradução de Pedro Süssekind. Rio de Janeiro:
Livro de bolso, 2006, p. 5.
2 RILKE, Rainer Maria. Cartas a um jovem poeta.Tradução de Pedro Süssekind. Rio de Janeiro:
Livro de bolso, 2006, p. 6.
3 ANDRADE, Carlos Drummond. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, p.99.
4 Idem, pp. 99100.
5 Idem. P. 100.
6 RILKE, Rainer Maria. Cartas a um jovem poeta.Tradução de Pedro Süssekind. Rio de Janeiro:
Affonso Henrique Vieira da Costa
12 Idem.
13 Idem.
14 Idem.
15 Idem, p. 208.
16 HEIDEGGER, Martin. Sobre o humanismo. Tradução de Emmanuel Carneiro Leão. Rio de
Janeiro: Tempo brasileiro, 1967, p. 24.
17 HEIDEGGER, Martin. Sobre o humanismo. Tradução de Emmanuel Carneiro Leão. Rio de
Janeiro: Tempo brasileiro, 1967, p. 25.
18 HEIDEGGER, Martin. O caminho para a linguagem. In:A caminho da linguagem. Tradução
de Márcia Schuback. Petrópolis: Vozes/Editora Universitária São Francisco, 2003, p. 206.
19 Idem, p. 206.
20 Grifo nosso.
21 BORGES, Jorge Luis. O fazedor. São Paulo: Companhia das Letras, 2008, pp. 9293.
22 NETO, João Cabral. Morte e vida Severina. In: Obras completas. Rio de Janeiro: Nova
Aguilar, pp. 201202.
23 HEIDEGGER, Martin. A palavra. In: A caminho da linguagem. Tradução de Márcia
Schuback. Petrópolis: Vozes/Editora Universitária São Francisco, 2003, pp. 176177.
24 HEIDEGGER, Martin. A palavra. In: A caminho da linguagem. Tradução de Márcia
Schuback. Petrópolis: Vozes/Editora Universitária São Francisco, 2003, pp. 179180.
25 Idem, p. 180.
26 HEIDEGGER, Martin. A palavra. In: A caminho da linguagem. Tradução de Márcia
Schuback. Petrópolis: Vozes/Editora Universitária São Francisco, 2003, p. 174.
27 RILKE, Rainer Maria. Cartas a um jovem poeta. Tradução de Pedro Süssekind. Rio de
Janeiro: Livro de bolso, 2006, p. 12.
28 Ver nota 19.
29 RILKE, Rainer Maria. Cartas a um jovem poeta. Tradução de Pedro Süssekind. Rio de
Janeiro: Livro de bolso, 2006, p. 12.
30 HEIDEGGER, Martin. A linguagem. In: A caminho da linguagem. Tradução de Márcia
Schuback. Petrópolis: Vozes/Editora Universitária São Francisco, 2003, p. 26.
31 HEIDEGGER, Martin. A palavra. In: A caminho da linguagem. Tradução de Márcia
Schuback. Petrópolis: Vozes/Editora Universitária São Francisco, 2003, p. 186.
32 Idem.
33 HEIDEGGER, Martin. A palavra. In: A caminho da linguagem. Tradução de Márcia
Schuback. Petrópolis: Vozes/Editora Universitária São Francisco, 2003, pp. 186187.