REPÚBLICA DE ANGOLA
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
INSTUTO TÉCNICO PRIVADO DE SAÚDE NELSON MANDELA
(ITPSNM)
TRABALHO DE SAÚDE COLETIVA
POLIOMELITE
O DOCENTE
_____________________________
Eliano Pinheiro
Bengo/2024
INSTUTO TÉCNICO PRIVADO DE SAÚDE NELSON MANDELA
(ITPSNM)
POLIOMELITE
Grupo: 05
Sala: 12
Turma: E
Período: Manhã
O DOCENTE
_____________________________
Eliano Pinheiro
INTEGRANTES DO GRUPO:
1. Josefa João Augusto
2. Germana Kembi Nkai Rodrigues
3. Idalina Albano Chandala
4. Madalena Rui António
Sumário
INTRODUÇÃO...........................................................................................................................5
QUAIS SÃO OS SINTOMAS........................................................................................................6
COMO PREVENIR.................................................................................................................6
QUAIS SÃO AS CAUSAS E SEQUELAS?.......................................................................................7
POLIOMELITE............................................................................................................................8
POLIOMIELITE ATINGE TAMBÉM OS ADULTOS?.......................................................................8
TRATAMENTO..........................................................................................................................8
PROCESSO DE ERRADICAÇÃO...................................................................................................9
PROFISSIONAIS E GESTORES DE SAÚDE..................................................................................10
CONCLUSÃO...........................................................................................................................11
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..............................................................................................12
INTRODUÇÃO
Poliomielite (paralisia infantil) é uma contagiosa aguda causada por vírus que
pode infectar crianças e adultos e em casos graves pode acarretar paralisia nos membros
inferiores. A vacinação é a única forma de prevenção. Todas as crianças menores de
cinco anos devem ser vacinadas.
QUAIS SÃO OS SINTOMAS
Os sinais e sintomas da poliomielite variam conforme as formas clínicas, desde
ausência de sintomas até manifestações neurológicas mais graves. A poliomielite pode
causar paralisia e até mesmo a morte, mas a maioria das pessoas infectadas não fica
doente e não manifesta sintomas, deixando a doença passar despercebida.
Os sintomas mais frequentes são:
Febre
Mal-estar
Dor de cabeça
Dor de garganta e no corpo
Vômitos
Diarreia
Constipação (prisão de ventre)
Espasmos
Rigidez na nuca
Meningite
Na forma paralítica ocorre:
Instalação súbita de deficiência motora, acompanhada de febre.
Assimetria acometendo, sobretudo a musculatura dos membros, com mais
frequência os inferiores;
Flacidez muscular, com diminuição ou abolição de reflexos profundos na área
paralisada;
Sensibilidade conservada;
Persistência de paralisia residual (sequela) após 60 dias do início da doença.
COMO PREVENIR
A vacinação é a única forma de prevenção da Poliomielite. Todas as crianças
menores de cinco anos de idade devem ser vacinadas conforme esquema de vacinação
de rotina e na campanha nacional anual.
Desde 2016, o esquema vacinal contra a poliomielite passou a ser de três doses
da vacina injetável – VIP (2, 4 e 6 meses) e mais duas doses de reforço com a vacina
oral bivalente.
QUAIS SÃO AS CAUSAS E SEQUELAS?
A falta de saneamento, as más condições habitacionais e a higiene pessoal
precária constituem fatores que favorecem a transmissão do poliovírus, causador da
poliomielite.
As sequelas da poliomielite são tratadas por meio de fisioterapia e da realização
de exercícios que ajudam a desenvolver a força dos músculos afetados, além de ajudar
na postura, melhorando assim a qualidade de vida e diminuindo os efeitos das sequelas.
Além disso, pode ser indicado o uso de medicamentos para aliviar as dores musculares e
das articulações.
As sequelas da poliomielite estão relacionadas com a infecção da medula e do
cérebro pelo poliovírus, normalmente correspondem a sequelas motoras e não tem cura.
Assim, as principais sequelas da poliomielite são:
Problemas e dores nas articulações;
Pé torto, conhecido como pé equino, em que a pessoa não consegue andar
porque o calcanhar não encosta no chão;
Crescimento diferente das pernas, o que faz com que a pessoa manque e incline-
se para um lado, causando escoliose;
Osteoporose;
Paralisia de uma das pernas;
Dificuldade de falar;
Atrofia muscular;
Hipersensibilidade ao toque.
POLIOMELITE
A propagação do vírus da pólio se dá através do contato entre fezes
contaminadas e alimentos; por isto, a doença é mais comum em regiões que não
possuem rede de esgotos ou abastecimento de água tratada. Infelizmente, esta ainda é a
realidade de inúmeras comunidades brasileiras, sujeitas a todo tipo de desconforto para
seus habitantes, além de estarem expostas a doenças características de locais que não
contam com os serviços básicos de saneamento.
Até por este motivo, é preciso tomar muito cuidado com a doença, já que a
reintrodução dos vírus pode ocorrer a qualquer momento em nosso país. Enquanto não
for erradicada do mundo, a melhor forma de evitá-la é vacinar as crianças (mais
suscetíveis aos vírus) contra a paralisia infantil.
A importância das campanhas de vacinação deve ser sempre reforçada em
nossas comunidades. Elas acontecem todos os anos. É dever dos pais ou responsáveis
levar as crianças até 5 anos para serem vacinadas. Até essa idade, elas devem ser
vacinadas todos os anos, independentemente de apresentarem febre, gripe ou resfriado.
A vacina, além de muito barata, é extremamente eficaz na produção dos anticorpos que
protegem o ser humano dessa doença. Ela também evita que a criança seja portadora do
vírus no intestino, e isto interrompe o ciclo de transmissão da pólio.
As pessoas devem saber também que, além de responsáveis pela vacinação das
crianças, precisam se manifestar junto aos governantes e parlamentares, bem como
mobilizar os Conselhos de Saúde em torno da melhoria das condições de saneamento,
como uma prioridade para promoção da saúde e prevenção de doenças. Devem,
portanto, estar atentas para ajudar o mundo a erradicar essa doença.
POLIOMIELITE ATINGE TAMBÉM OS ADULTOS?
Embora ocorra com maior frequência em crianças, a poliomielite também pode
ocorrer em adultos que não foram imunizados. Por isso é fundamental ficar atento às
medidas preventivas, como: lavar sempre bem as mãos, ter cuidado com o preparo dos
alimentos e beber água tratada.
TRATAMENTO
Não existe tratamento específico da poliomielite, todas as vítimas de contágio
devem ser hospitalizadas, recebendo tratamento dos sintomas de acordo com o quadro
clínico do paciente.
PROCESSO DE ERRADICAÇÃO
Com a queda vertiginosa do número de casos de poliomielite no País em
consequência do sucesso dos dias nacionais de vacinação, tornou-se viável a ideia de
erradicar a doença.
A erradicação da pólio não foi em si um objetivo único. A erradicação da pólio
foi um objetivo que era alcançar a erradicação da pólio. O segundo foi reforçar o
Programa Nacional de Vacinas, ou seja, alcançar a imunização universal, e um outro era
mobilizar a sociedade, ou seja, um enfoque político muito importante de mobilização da
sociedade no aspecto de saúde, de mudar um pouco a mentalidade dos governos, de
mudar a mentalidade da população, ou seja, tem três objetivos fundamentais, dos quais a
erradicação já foi alcançada, a mobilização.
Digamos, o Programa de Vacinação saiu fortalecido, e a mobilização política e
social eu acho que também se avançou bastante, porque na maioria dos países agora
existem leis de vacina e se você toma o mundo como um todo e olha novas vacinas
como a haemophilus influenzae, a hepatite.
A única região do mundo que incorporou essas vacinas foram as Américas, ou
seja, isso significou que realmente, politicamente a vacina ficou como uma coisa
importante e a prevenção também muito importante. Nós fizemos uma investigação
independente que nós comissionamos, pra ver esse problema de verticalidade e
horizontalidade. Os caras diziam que a erradicação da pólio vai substituir o problema de
saúde, ou não sei o que mais.
PROFISSIONAIS E GESTORES DE SAÚDE
Os profissionais de saúde devem ficar atentos a possíveis novos casos da doença
no Brasil. O monitoramento da ausência de circulação de poliovírus selvagem no país é
feito a partir da vigilância das Paralisias Flácidas Agudas (PFA). Todo caso de PFA em
menores de quinze anos, independente da hipótese diagnóstica, deve ser notificado,
investigado imediatamente.
A notificação é feita pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação
(SINAN). É necessária coleta de uma amostra de fezes até o 14º dia do início do déficit
motor para isolamento viral e esclarecimento diagnóstico. É preciso, ainda, realizar
reavaliação neuromuscular (revisita) para avaliação de sequela neurológica aos 60 dias
do início da deficiência motora, e ser encerrado no sistema em até 60 dias após a
notificação.
A vigilância da poliomielite é avaliada com base nos indicadores de desempenho
operacional das paralisias flácidas agudas em menores de 15 anos de idade.
Taxa de notificação;
Investigação epidemiológica em até 48 horas;
Coleta de uma amostra oportuna de fezes e;
Proporção de notificação semanal negativa/positiva.
Exceto a taxa de notificação, que é de no mínimo (1 caso/100.000 < 15 anos),
para os demais indicadores a meta mínima esperada é de 80%.
CONCLUSÃO
A doença da forma como a compreendemos não é um evento puramente
biológico, mas está diretamente inserida nos contextos políticos, econômicos, culturais e
sociais nos quais se desenvolve e, portanto, deve ser pensada como um objeto social e
historicamente construído.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ALBERTI, V. Manual de História Oral. 2. ed. ver. e atual. Rio de Janeiro: Editora
FGV, 2004.
BOSI, E. Memória e Sociedade – Lembranças de velhos. Cia. das Letras: São Paulo,
1994.
AMARAL, Cláudio. Fita 3, lado B e Fita 4, lado A. Acervo de Depoimentos Orais: A
história da poliomielite e de sua erradicação no Brasil. Rio de Janeiro, Fiocruz/Casa de
Oswaldo Cruz/DEPES/DAD, 2001.