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A nova onda política: Outsiders

Análise de Javier Milei e Jair Bolsonaro.

Nicolas Vitor Soares – DRE 121142842

Guerra Cultural, Populismo Conservador e Desinformação.

INTRODUÇÃO

Este trabalho é uma análise de um novo movimento político global, a ascensão


de políticos considerados outsiders, associando-se às figuras políticas de Javier Milei,
eleito presidente da Argentina em 2023, e Jair Bolsonaro, presidente do Brasil entre os
anos de 2019 e 2022. Tendo o crescimento da direita política nesses respectivos países,
a principal problemática a ser pesquisada e o argumento a ser discorrido pauta-se na
influência que esse movimento outsider teve para as respectivas vitórias eleitorais.

As análises realizadas para esse trabalho são embasadas na leitura dos textos
discutidos durante a disciplina, de forma especial, aos livros “Nacional-Populismo:A
revolta contra a democracia liberal” de Roger Eatwell e Matthew Goodwin, “Da
esperança ao ódio: Juventude, política e pobreza do lulismo ao bolsonarismo” de
Rosana Pinheiro Machado e Lucia Mury Scalco e “Engenheiros do Caos” de Giuliano
Da Empoli. Além disso, para melhor compreensão dos fatos acerca do processo eleitoral
de Javier Milei, utiliza-se como parâmetro informacional o podcast “Petit Journal”, dos
professores Tanguy Baghdadi e Daniel Souza e renomados portais de notícias online,
como o G1 e o BBC.

1 Conceito de políticos outsiders

No Brasil, durante as eleições de 2018, houve-se com o crescimento político de


Jair Bolsonaro, visto por seus adoradores, como um político “diferente”, fora do eixo
histórico combativo entre os partidos do PT e PSDB. Com isso, surge o outsider
político, “o atores que não pertencem à classe no governo.” (PICUSSA, CODATO,
2022). No entanto, no caso de Bolsonaro, esse tipo de discurso encontra uma grande
incoerência pelo fato dele ter sido eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro, pelo
período de 1991 a 2018. Entretanto, o discurso anti-establishment logrou êxito em
diversos processos eleitorais ao redor do mundo. O atual presidente da Ucrânia,
Volodymyr Zelensky, foi comediante e estrelou a série “Servo do Povo”. Além dele,
Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos no período de 2017 a 2021, antes de
entrar no mundo da política, também fez aparições em seriados como “Um Maluco no
Pedaço”, em 1994, e “O Aprendiz”, em 2004 . O sucesso dos outsiders mostra que
adotar esse discurso pode ser de grande proveito, muita das vezes, nos países em crise,
por exemplo, o meio político no Brasil pré-Bolsonaro, resultante do impeachment de
Dilma Rouseff.

“Mesmo sendo deputado federal desde o início da


década de 1990, muitos viram Bolsonaro como nova
esperança, um salvador nacional. Ele parecia divorciado
da corrupção endêmica do país, demonstrada pouco
antes pela Operação Lava Jato, que fizera acusações
contra empresários e políticos de destaque, incluindo o
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.” (EATWELL,
GOODWIN, 2020)

2 Eleição de Jair Bolsonaro

Bolsonaro durante todo o seu processo eleitoral, buscou se distanciar do status


quo político, atacou os partidos, criticou o politicamente correto e foi, de forma
progressiva, pondo-se no imaginário de parte da população, como o anti-PT. Logo, para
aqueles que se sentiam “traídos” pelos governos de Lula e Dilma, Bolsonaro era a
escolha óbvia. A busca pelas “vítimas” da corrupção do PT foi outro ponto importante
que fez Bolsonaro ganhar muita força dentro do processo eleitoral.

“Devido à hegemonia de um novo sentido de corrupção,


o discurso do candidato ampliou a extensão do conceito
de vítima de crime, que passa a incluir não só os que
foram ou temem ser assaltados ou mortos nas cidades,
mas também os que estão sofrendo pela crise
econômica, pela má qualidade dos serviços públicos e
pela alta carga de impostos.” (VAZ, SANTOS,
SANCHOTENE, p. 340, 2020)

A vitória do bolsonarismo no Brasil pode também ser interpretada, como uma grande
ascensão da política do outsider, pois acompanhando o então presidente, diversos “não-
políticos", pessoas fora do âmbito político, também foram eleitos, como Wilson Witzel, então
magistrado foi eleito governador do Rio de Janeiro. Romeu Zena, eleito governador de Minas
Gerais, fez uma declaração que comprova essa ação resultante do bolsonarismo “aqueles que
querem mudança, com certeza, podem votar aí nos candidatos diferentes, que é o Amoêdo e o
Bolsonaro”. No entanto, mesmo repleto de novas promessas, de uma política inovadora, Jair
Bolsonaro não cumpriu suas metas, enfrentou a pandemia de maneira desumana, expandiu o
negacionismo científico, ao fazer constantes divulgações de medicamentos ineficazes ao
combate do vírus, além da negligência a compras de lotes de vacina. “ Ao menos 95 mil vidas
poderiam ter sido salvas, segundo cálculos conservadores do epidemiologista Pedro
Hallal, da Universidade Federal de Pelotas (RS).” (G1. 2021)

3 Eleição de Javier Milei

A disputa presidencial argentina de 2023, entre o economista Javier Milei (La


Liberdad Avanza), que fez sucesso nas redes sociais por seu temperamento explosivo e
caricato, contra o então ministro da Economia, Sérgio Massa (Union Por La Patria) foi
decidida no segundo turno, com Milei vencendo com cerca de 55% dos votos, segundo
o G1. O economista conseguiu ser o candidato mais votado desde a redemocratização,
“Libertário recebeu 14.476.462 votos (55,69%), no segundo turno, ultrapassando o
antigo recorde de Mauricio Macri, com 12.988.349 de votos em 2015.” (ESTADÃO,
2023). Milei durante todo o processo eleitoral adotou a posição de outsider, ou seja,
mais um governante que se utilizou dessa estratégia. Além disso, a Argentina passa por
uma grande crise econômica, “O país lida com uma inflação descontrolada. O aumento
de preços é de 138% nos últimos 12 meses. Essa crise de custo de vida deixou 40% da
população na pobreza” (ECONOMIAUOL, 2023).

Além dessa grande crise econômica vivida pela Argentina favorecer o


crescimento de Milei, o papel das redes foi outro importante fator para a sua eleição.
Durante a sua campanha, diversos vídeos do então candidato tornaram-se grande virais,
como aquele em que o Javier diz que vai extinguir diversos ministérios, caso seja eleito.
No entanto, esse tipo de posicionamento sofreu críticas pela esquerda política do país,
como o título da matéria: “Atores argentinos fazem protesto após Javier Milei prometer
fechar Ministério da Cultura caso seja eleito” (CULTURAUOL, 2023).

“Um exercício difícil, pois se tratava, de um lado, de


atiçar constantemente a fúria e o ressentimento e, ao mesmo
tempo, controlar tais sentimentos para que não fossem
desperdiçados em episódios individuais, mas servindo à
realização do plano maior.” (EMPOLI, p. 42, 2022)
A partir dessa ótica explosiva apresentada pelo candidato durante sua campanha,
pode se fazer uma comparação com o Waldo, personagem fictício da série “Black
Mirror”. Ambas são figuras políticas que usaram das redes para disseminar a sua
posição política. “No dia das eleições, Waldo perde por um punhado de votos, mas
pouco importa. O fenômeno é incontrolável.” (EMPOLI, p. 41, 2022). Em oposição ao
seriado, Milei venceu. Assim, um ponto importante dessa eleição além da vitória do
libertário, é mais uma vez, a vitória da ideia do outsider.

Segundo o G1, assim como o bolsonarismo no Brasil, o partido de Milei, La


Libertad Avanza, foi o que mais cresceu no poder legislativo argentino, de nenhum para
oito senadores e três deputados para trinta e oito, passando a ser a terceira maior
bancada no Congresso.

4 Semelhanças entre Bolsonaro e Milei

Jair Bolsonaro e Javier Milei apresentaram narrativas similares durante suas


campanhas, sendo o discurso anti-establishment a principal delas, ou seja, a
autoproclamação como outsiders políticos. Além disso, há o discurso de redentores
nacionais para as mazelas de seus respectivos países, sendo Milei opositor ao peronismo
surgido no pós Segunda Guerra Mundial, com um forte sentimento nostálgico de
retomada ao passado. Enquanto que Bolsonaro sempre elogiou a Ditadura Militar de
1964, como exemplo, a sua homenagem ao Coronel Brilhante Ustra durante votação do
processo de impeachment da presidente Dilma Rouseff, em 2016. Além de declara-lo
“um herói nacional”, em matéria divulgada pelo G1, em 2019. Outrossim, a conquista
de uma população jovem e conectada às redes é um importante ponto de semelhança
entre os governantes e que foi crucial para as respectivas eleições. Por um lado, segundo
a BBC, Milei foi apoiado por jovens liberais autoproclamados “As forças do céu”,
sendo o influenciador Iñaki Gutiérrez de 22 anos, um dos principais gestores para o
crescimento digital do libertário.

“Foram muito importantes porque, quando se tem uma


campanha com financiamento tão pequeno como a
nossa, é importante aproveitar esse tipo de ferramenta
que não custa nada e que, além disso, nos permite
chegar a um grande número de pessoas” (GUTIÉRREZ.
Entrevistador: K. WATSON. BBC. 2023)
No contexto brasileiro, o movimento político feito por Bolsonaro pré-eleições de
2018, com o uso de memes, vídeos “viralizados” e o descontentamento dos jovens
perante aos seguidos governos do PT acarretaram em crescimento do outsider, mesmo
que o então deputado estivesse envolto de diversas polêmicas, o contexto digital as
transformaram em piadas que construía e fortalecia a imagem de Bolsonaro. “Muitos
das acusações frequentes de Bolsonaro - como a de que ele teria sido misógino por
declarar que no quinto filho ele fraquejou e veio uma mulher - é entendida como apenas
uma brincadeira.” (MACHADO, SCALCO, 2018).

A última semelhança a ser discutida no trabalho é o posicionamento dos


governantes em relação às mulheres e ao aborto. Segundo divulgação do G1, durante
um ato de campanha em Belém em 2022, Bolsonaro reiterou a sua posição em oposição
ao aborto, “Nós dizemos “não” ao aborto,”, além das diversas polêmicas envolvendo
Jair e suas falas contra as mulheres.

“Sabemos que a eleição presidencial de 2018 foi


marcada por uma ampla mobilização feminina contra a
candidatura de Bolsonaro, em um movimento
suprapartidário conhecido como #EleNão, que reuniu
centenas de milhares de mulheres em diversas cidades
brasileiras protestando contra os posicionamentos
sexistas do candidato.” (VAZ, SANTOS,
SANCHOTENE, p.357, 2020)

Pelo outro lado, Javier Milei prometeu a revogação do aborto legal na Argentina e
também a extinção do Ministério da Mulher, Gênero e Diversidade da Nação. "Não
tenho motivo para sentir vergonha de ser um homem branco, loiro e de olhos azuis. Não vou
ceder ao marxismo cultural. Com isso, o Ministério da Mulher perde o foco, pois a única
igualdade é perante a lei" (MARIECLAIRE, 2023).

5 Considerações finais

Por fim, após as análises de ambos os políticos, infere-se que há semelhanças


latentes entre Bolsonaro e Milei, como o tratamento de temas acerca do aborto e
mulheres, o discurso nostálgico acerca da retomada das nações aos seus tempos áureos e
as suas grandes popularidades dentro das redes sociais. Com isso, retoma-se a discussão
acerca do crescimento da direita no Brasil e Argentina e conclui-se que a eleição desses
personagens políticos é feita a partir de um grande imbróglio nacional, como uma crise
latente, sendo na Argentina, econômica, e no Brasil, política. Além disso, a formulação
dos candidatos com uma imagem messiânica auxilia no crescimento da popularidade
deles com as devidas populações. Ademais, observou-se que o posicionamento como
outsiders favoreceu Bolsonaro, Milei e diversos outros líderes ao redor do mundo, ou
seja, esse é um movimento político que está em constante ascensão. O discurso
populista da direita criou uma grande onda de políticos nacionalistas, com grandes
massas de apoiadores, que apoiam os seus candidatos, muitas das vezes, de maneira
idolatraria e essa massa é a vitória do ideal a ser atingido, como a falsa derrota de
Waldo.

Contudo, faz-se necessária, uma análise mais aprofundada, de forma posterior ao


governo de Javier Milei, após o seu mandato, para assim observar os seus legados para a
política e toda a sociedade argentina e com isso, associar, em totalidade, o seu governo
com o de Bolsonaro, que falhou em diversos âmbitos em seu período como presidente e
deixou mazelas marcantes em toda a sociedade brasileira.

Referências Bibliográficas

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