Contextualização
Os aspectos subjectivos da Qualidade de Vida podem divergir e variar, não só de
indivíduo para indivíduo, mas igualmente no próprio indivíduo nas diferentes fases de
sua vida. Poderemos distinguir na Qualidade de Vida dois grandes domínios: o domínio
funcional e o domínio do bem-estar (Neri 1993, 2001) e Simão (2001),
Como nos refere Rosa (2003) A qualidade de vida é um processo. Este processo passa
por mudanças nas diferentes acepções do bem-estar, como a habitação, as condições de
trabalho, a saúde, a alimentação, a educação, a cultura, os modos de vida, o lazer. A
qualidade de vida faz parte do processo civilizador, encontra-se de modo intrínseco
implantada no mesmo e modifica-se com o desenvolvimento deste, sendo um processo
também.
A qualidade de vida constitui uma temática transversal que atinge inúmeras áreas do
conhecimento humano, biológico, social, político, econômico, médico, etc. – resultantes
de estudos científicos e não científicos (Almeida, Gutierrez, & Marques, 2012),
Os estudos sobre qualidade de vida classificam-se de acordo com quatro abordagens:
socioeconômica, biomédica, psicológica e geral. Trata-se de um modo de conceber e
analisar qualidade de vida de forma mais ampla, constituindo uma alternativa viável
para fugir do reducionismo biomédico (Almeida e Gutierrez 2010).
O uso do termo estilo de vida é muito comum e tem uma grande importância quando
são focadas questões relativas à qualidade de vida, pois essa grande área diz respeito ao
padrão de vida que a própria sociedade define e se mobiliza para conquistar, e ao
conjunto de políticas públicas que induzem e regulam o desenvolvimento humano.
(MINAYO et al., 2000).
O sono/descanso é o nome dado ao repouso que fazemos em períodos de cerca de 8
horas em intervalos de cerca de 24 horas. Durante esse período o nosso organismo
realiza funções importantíssimas com consequências diretas à saúde como o
fortalecimento do sistema imunológico, secreção e libertação de hormonas. (Paiva T.
2008)
O bom senso – as ilhas de crítica espontânea contida no senso comum – também
apresenta acepções diversas. Em um sentido forte, é a “faculdade de distinguir
espontaneamente o verdadeiro do falso e de apreciar as coisas pelo seu justo valor”
(Lalande, 1996, p. 996).
zaqueu
Qualidade de vida
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, qualidade de vida é “a percepção do
indivíduo de sua inserção na vida, no contexto da cultura e sistemas de valores nos quais
ele vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações.
O Homem é um sistema aberto em permanente interação com o Mundo que o rodeia. O
agir, o fazer e o sentir-se bem são algumas das necessidades básicas do Homem. É
através da ação que o indivíduo, seja qual for o seu escalão etário, explora o mundo que
o rodeia promovendo a sua qualidade de vida. Ao longo dos tempos a definição de
saúde sofreu evoluções, englobando presentemente uma noção mais vasta de bem-estar.
Não se menciona unicamente ausência de doença, mas sim de um estado de bem-estar
físico, mental e social.
Na opinião de Berger e Mailloux-Poirier (1995:111) “o bem-estar representa uma
atitude quanto à saúde, e implica uma relação estreita entre todas as componentes
individuais, sejam elas físicas, emotivas, mentais, espirituais, sociais e culturais”. Em
1947, a Organização Mundial de Saúde, redefiniu o termo saúde, abrangendo a noção de
bem-estar físico, emocional e social e originando o começo de novos conceitos a
respeito da possibilidade de se medir o bem-estar, sendo o conceito de bem-estar usado
como referência à conquista de bens materiais.
Qualidade de vida boa ou excelente para Minayo et al (2000:8) “aquela que ofereça
um mínimo de condições para que os indivíduos nela inseridos possam desenvolver o
máximo de suas potencialidades, sejam estas: viver, sentir ou amar, trabalhar,
produzindo bens e serviços, fazendo ciências ou artes.
No sentido geral, Qualidade de Vida, é uma terminologia que se aplica aos sujeitos de
aparência saudável e encontra-se relacionada com o seu grau de satisfação com a vida
nas várias facetas que a compõem: habitação, transporte, alimentação, lazer,
satisfação/realização profissional, vida sexual e amorosa, relação com outras pessoas,
liberdade, autonomia e segurança financeira. Nesta perspectiva, Qualidade de Vida
condiz com a relação estabelecida com a Promoção de Saúde e Prevenção de Doenças,
existindo uma aproximação aos conceitos e estudos ligados à área epidemiológica.
Percepções objetivas de qualidade de vida
A esfera objetiva de percepção de qualidade de vida lida com a garantia e satisfação das
necessidades mais elementares da vida humana: alimentação, acesso à água potável,
habitação, trabalho, saúde e lazer (MINAYO, et al., 2000). Essa forma lida com as
possibilidades de consumo e utilização de bens materiais concretos, por isso, independe
da interpretação do sujeito perante sua própria vida. Essa perspectiva é mais facilmente
compreendida se associada com instrumentos indicadores, visto que se apoia em dados
de acesso dos grupos sociais a materiais de consumo.
Indicadores de qualidade de vida
Os primeiros indicadores objetivos de qualidade de vida incluíam três ordens de fato:
“1. aquisição de bens materiais; 2. avanços educacionais; 3. condições de saúde”
(GONÇALVES e VILARTA, 2004, p. 9)
Estilo, modo e condição de vida como constituintes da qualidade de vida. As
relações entre as esferas objetivas e subjetivas de percepção
Por se tratar de um campo de conhecimento multidisciplinar, o estudo em qualidade de
vida engloba diversos modos e conceitos científicos, assim como inúmeras linhas de
abordagem. Isso, atrelado ao tratamento do senso comum e mercadológico, faz com que
diferentes autores ou sujeitos, fora das margens científicas, abordem esse tema sob
perspectivas diferentes, e, mesmo que involuntariamente, utilizem ou não conceitos ou
esferas de entendimento diversas.
Portanto, a diferenciação entre padrões de entendimento e percepção se faz necessária
para nortear as análises e organizar os conteúdos e abordagens. Isso não pode ser
confundido com um paradigma determinista e reducionista.
Qualidade de vida, saúde e atividade física
Independentemente da concepção adotada, do instrumento indicador utilizado ou do
conceito adotado sobre qualidade de vida, existe uma íntima relação entre este campo de
conhecimento, a área da saúde e a prática de atividade física. Embora haja certa
prevalência, principalmente nos instrumentos indicadores, de uma abordagem de saúde
mais próxima da área médica (GARCIA, 2002).
Marcia
Qualidade de vida na Juventude
A temática relativa aos jovens está longe de consenso, a começar pela definição do
próprio período de desenvolvimento ao qual se refere. A Comissão Econômica para América
Latina e o Caribe (Cepal) afirma que ainda permanece uma “tarefa completa, tanto para
o mundo acadêmico como para elesgovernadores, delimitar uma categoria
juventude que permite e estabeleça quais filhos os limites desta etapa da vida e como
visibilizar suas particularidades
sociohistóricas e necessidades” (2004, p.290).
Para a ONU, a juventude corresponde à fase da vida situada entre os15 e os 24 anos e,
no Estatuto da Juventude, aprovado em 2013 no Brasil, a juventude defina-se como a
fase situada entre os 15 e os 29 anos.
Além disso, em alguns países a juventude pode ser considerada como uma faze que
vai até os 35 anos. Não obstante, Flores (2016) afirma que para além das
questões biológicas, também devem ser consideradas questões sociais e contingenciais
que delimitam esse período da vida.
Família e qualidade de vida
Para os jovens participantes deste trabalho, a família é um fator importante para a
qualidade devida. Geralmente apontada como fonte de motivação para o alcance dos
seus objetivos, ela também aparece como alvo de seu apoio e ajuda. Trata-se de uma
relação de interdependência que pode se efetivar deforma produtiva com as conquistas
do jovem.
Qualidade de vida no envelhecimento
Viver mais sempre foi uma ambição do ser humano. Contudo surge um novo
desafio, a aquisição de melhor qualidade de vida a juntar aos anos de existência. Uma
das imagens mais vulgarizadas nos nossos dias é o idoso só, triste, abandonado,
desprovido de qualidade de vida e em alguns casos sem o mínimo de recursos para a sua
sobrevivência.
Segundo vários autores, ser velho na nossa sociedade actual, significa o afastamento de
vários lugares sociais e produtivos, ocorrendo uma perda a nível do bem-estar
anteriormente adquirido. A identidade do idoso constrói-se pela contraposição à
identidade do jovem, assim como à contraposição das suas qualidades de força,
actividade, memória, beleza, potência e produtividade.
Uma das formas mais adequada e abrangente de qualificar o bem-estar no idoso é
através da capacidade de autonomia que ele possui, assim como a capacidade de
independência com que ele desempenha as actividades diárias, tendo sempre em atenção
o seu contexto sócio-económico e cultural.
Sire Mateus
Estilos de vida
O conceito de saúde tem vindo a ser associado ao de estilo de vida. O estilo de vida
individual é descrito através dos padrões de comportamento suscetíveis de serem
observados, os quais podem ter um efeito marcante na saúde do próprio indivíduo e na
saúde de outros (Matos e Carvalhosa, 1998).
De acordo com (Cordovil & Barreiros, 2014) o desenvolvimento do ser humano resulta
de interações, entre as características biológicas e os diversos contextos ambientais e
sociais aos quais o individuo está sujeito. Estes podem, de determinada forma, afetá-lo,
sendo evidente a sua dependência para com o meio ambiente no processo de
desenvolvimento.
Factores de estilo de vida
Existem fatores do estilo de vida que podem influenciar de forma negativa a saúde, e
sobre os quais se pode ter controlo, chamados de fatores negativos modificáveis como,
álcool, drogas, stresse e sedentarismo. Além disso, temos os fatores positivos, que se
ministrados de forma correta, contribuem também para um estilo de vida saudável,
como alimentação, atividade física e comportamento preventivo (Namura, 2016)
Outros elementos do estilo de vida também são importantes para a saúde e o bem
estar. Pode-se mencionar não fumar, ter um bom relacionamento com a família e
amigos, prática de sexo seguro, controlar o estresse e ter uma visão otimista e positiva
da vida (Canadian society for exercise physiology, 2003)
Hábitos de alimentação
Para uma alimentação ser saudável deve ser completa, isto é, deve incluir alimentos de
todos os grupos alimentares; deve ser equilibrada, respeitando as proporções de cada
grupo de alimentos e; variada, escolhendo alimentos diferentes dentro do mesmo grupo
alimentar (Ravasco, 2011) Insiste-se na necessidade em mudar a alimentação no sentido
da promoção da saúde e da prevenção das doenças. Essas mudanças implicam,
essencialmente, assegurar o balanço energético e peso do corpo equilibrados, limitar o
consumo de gorduras, dando preferência às insaturadas, aumentar o consumo de fibras
(vegetais e frutas), reduzir os açúcares e o sal. (George, 2014).
Consumo tabaco
O tabagismo, causa um grande prejuízo à saúde pública, já que é responsável pela
diminuição de qualidade e duração de vida. Tem a agravante de ser um fator de risco,
não apenas para o fumador, mas para todos aqueles que se encontram expostos ao fumo
passivo. Os fumadores têm em média menos 10 anos de vida do que os não fumadores,
pois, as substâncias do fumo do tabaco, afetam alguns órgãos importantes, ao mesmo
tempo que tornam o organismo mais frágil em relação a uma série de doenças, como o
cancro, bronquite crónica ou doenças coronárias. (Fundação portuguesa de cardiologia,
2017).
Leontina
Consumo substâncias ilícitas
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), droga é toda a substância que
introduzida no organismo vivo modifica uma ou mais das suas funções. Esta definição
engloba substâncias ditas lícitas - bebidas alcoólicas, tabaco e certos medicamentos – e,
igualmente, as substâncias ilícitas como a cocaína, LDS, ecstasy, opiáceos, entre outras.
(Manual de Prevenção do Uso de Drogas para Mediadores, 2014) A OMS define o
conceito de dependência como sendo um estado psíquico e por vezes físico,
caracterizado por comportamentos e respostas que incluem sempre a compulsão e
necessidade de tomar a droga, de forma contínua ou periódica, de modo a experimentar
efeitos físicos ou para evitar o desconforto da sua ausência, podendo a tolerância estar
ou não presente. (Manual de Prevenção do Uso de Drogas para Mediadores, 2014).
Consumo álcool
O consumo de álcool na sociedade contemporânea é visto predominantemente de
forma positiva, o que dificulta o reconhecimento de determinados padrões de consumo
como doença e, ao mesmo tempo, a mobilização de profissionais de saúde para diminuir
índices de problemas decorrentes do uso do álcool.
No entanto, foi em 1849 que surgiu o termo alcoolismo e uma das suas primeiras
definições, com (Magnus Huss), que o definiu como “o conjunto de manifestações
patológicas do sistema nervoso, nas esferas 15 psíquica, sensitiva e motora”, observadas
nos sujeitos que consumiam bebidas alcoólicas de forma contínua e excessiva, durante
longo tempo. (Heckmann et al., 2016).
Hábitos de prática de atividade física e desportiva
A pratica de atividade física é descrita como o conjunto de tarefas recreativas,
desportivas, lúdicas, que fazem parte do dia-a-a-dia do individuo ( jogos/brincadeiras,
prática desportiva, aula de Educação Física, exercício programado). Quando realizada
regularmente, em conjunto com uma alimentação regrada e saudável, bem como um
estilo de vida adequado, proporciona e potencia o desenvolvimento físico bem como
benefícios psicológicos e/ou sociais para a sua saúde e bem-estar geral.
Concretamente, e a título de exemplo, a nível físico conseguem-se melhorias na
circulação sanguínea, distribuição de oxigénio no organismo, tonificação e definição
muscular, aumento da competência motora como um todo. A nível psicológico as
melhorias surgem na autoestima, autoconfiança, autoconceito e/ou autoimagem, bem
como na diminuição dos níveis de stress, ansiedade e/ou depressão. Socialmente, a
prática desportiva proporciona o desenvolvimento de competências na cooperação e
relacionamento interpares (Saraiva, 2013).
Ilda
Modelo de senso comum
O termo senso comum tem origem na filosofia e refere-se, no geral, aos saberes e
conhecimentos originados na prática cotidiana e voltados para ela; o pensamento
comum, ou seja: aquilo que não é filosofia. Portanto, o senso comum é, por oposição,
um demarcador histórico do campo filosófico, e essa função diferenciadora foi utilizada
também para a demarcação do campo de prática científica.
Caracterização do senso comum
O conhecimento vulgar ou popular, às vezes denominado senso comum, não se
distingue do conhecimento científico nem pela veracidade nem pela natureza do
objeto conhecido: o que os diferencia é a forma, o modo ou o método e os
instrumentos do conhecer.
Carácter empírico
O senso comum é um saber que deriva diretamente da experiência quotidiana, não
utilizando, por isso, uma elaboração racional dos dados recolhidos através dessa
experiência.
Carácter acrítico
Não necessitando de uma elaboração racional$ o senso comum não procede a uma
criticados seus elementos, é um conhecimento passivo, em que o individuo não se
interroga sobre os dados da experiência, nem se preocupa com a possibilidade de
existirem erros no seu conhecimento da realidade.
Carácter assistemático
O senso comum não é estruturado racionalmente$ tanto ao nível da sua aquisição,
como ao nível da sua construção$ não existe um plano ou um projeto racional que lhe
dê coerência.
Carácter ametódico
O senso comum não tem método, ou seja, é um saber que não segue nenhum conjunto
de regras formais. Os indivíduos adquirem-no sem esforço e sem estudo. O senso
comum é um saber que nasce da sedimentação casual da experiência captada ao nível da
experiência quotidiana (por isso se diz que o senso comum é sincrético).
Carácter aparente ou ilusório
Como não há a preocupação de procurar erros, o senso comum é um conhecimento que
se contenta com as aparências, formando por isso, uma representação ilusória, deturpada
e falsa, da realidade.
Terezinha
Carácter coletivo
O senso comum é um saber partilhado pelos membros de uma comunidade, permitindo
que os indivíduos possam cooperar nas tarefas essenciais a vida social.
Carácter subjetivo
O senso comum é subjetivo, porque posiciona-se no ponto de vista pessoal do sujeito
sem preocupações de tornar imparcial esse ponto de vista: cada individuo vê o mundo
a sua maneira, formando as suas opiniões, sem a preocupação de as testar ou de as
fundamentar num exame isento e crítico da realidade.
Carácter superficial
O senso comum não aprofunda o seu conhecimento da realidade, fica-se pela
superfície, não procurando descobrir as causas dos acontecimentos, ou seja, a sua razão
de ser que, por sua vez, permitiria explica-los racionalmente.
Carácter particular
O senso comum não é um saber universal, uma vez que se fica pela aquisição de
informações muito incompletas sobre a realidade (por isso também se diz que ele é
fragmentário, não podendo, assim, fazer generalizações fundamentadas.
Senso comum de oposição
Após um mapeamento geral das produções relacionadas ao senso comum no Brasil, um
conjunto significativo de pensadores que apresentam discussões profundas sobre o tema
foram identificados. O senso comum, para um grupo de teóricos, é definido de maneira
geral como um pensamento simples e superficial oposto ao conhecimento científico, o
que traz à tona elementos epistemológicos importantes e que precisam ser mapeados. A
oposição existente entre o pensamento de senso comum e o fazer científico constitui
uma das formas discursivas que a ciência utiliza para ganhar força e legitimidade
explicativa ao longo de toda a sua história.
O mesmo ocorreu ao longo da história com oposições entre a fé e a razão ou entre
instituições como a Igreja e a Universidade etc. O filósofo francês Gaston Bachelard,
por exemplo, propõe uma oposição que se aproxima de uma linha bem recorrente entre
sociólogos, ou seja, a oposição existente entre ciência e a opinião.
Cultura e senso comum
A cultura é o principal elemento constituinte do senso comum (afirmação que também
se evidencia na sua forma oposta, pois o senso comum é um dos principais elementos da
cultura). Nesse sentido, senso comum e cultura são elementos complementares.
As afirmações propostas pelo senso comum acabam tornando-se elementos culturais, na
medida em que a repetição as tornam verdadeiras. A cultura popular está cheia de
elementos do senso comum. Temos, por exemplo, a afirmação causal “se pegar friagem,
ficará gripado”. Essa afirmação, repetida, geralmente, pelas pessoas mais velhas, não é
necessariamente verdadeira, mas enraizou-se em nossa cultura pela repetição.
Exemplos de senso comum
Tomemos como exemplo uma pessoa que sente algum tipo de dor óssea crônica. Essa
pessoa observou que sempre que a dor ficava mais aguda, chovia ou o tempo era
tomado por uma frente fria. Não há um nexo causal necessário e nem elementos
científicos que liguem a dor à chegada da chuva ou da frente fria, mas essa pessoa passa
a dizer, por força da repetição de experiências, que “quando a dor chega, é sinal de que
vem chuva ou frio.