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Olfato

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Tópicos abordados

  • glândulas secretoras de muco,
  • mucosa vermelha,
  • olfato e nutrição,
  • evolução do olfato,
  • olfato e estética,
  • cheiros e memória,
  • olfato e aprendizado,
  • intoxicação por substâncias,
  • olfato e segurança,
  • circuito olfativo
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  • mucosa vermelha,
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  • cheiros e memória,
  • olfato e aprendizado,
  • intoxicação por substâncias,
  • olfato e segurança,
  • circuito olfativo

OLFATO

O olfato é um dos cinco sentidos e é através dele que os odores podem ser percebidos e
distinguidos.

O órgão responsável pelo olfato varia de acordo com as espécies. Enquanto os seres
humanos utilizam o nariz para perceber os odores, os insetos utilizam as antenas.

De extrema utilidade, o olfato auxilia na sobrevivência dos animais, que conseguem sentir o
cheiro do seu predador para fugir. Já para os seres humanos, o olfato pode evitar acidentes
ao sentir o cheiro de gás vazando.

Como funciona o olfato?


Diferentemente da visão, que consegue notar uma série de cores ao mesmo tempo, o olfato
é capaz de identificar apenas um odor de cada vez, mesmo que esse seja uma combinação
de vários odores.

Se dois odores coexistirem em um mesmo local, predominará o mais intenso, e no caso de


ambos serem intensos, a percepção do cheiro alternará entre um e outro odor.

O processo de percepção dos odores acontece quando o ar que possui as moléculas


aromáticas passa pelas fossas nasais e entra em contato com a mucosa olfativa (também
conhecida como mucosa amarela).

Mucosa Olfativa

A mucosa olfativa, ou mucosa amarela, está localizada no alto da cavidade nasal e é rica em
terminações nervosas. Essas terminações possuem células olfativas que enviam impulsos ao
cérebro para que estes sejam interpretados. O resultado desse processo é a identificação
dos cheiros.

A mucosa amarela é sensível a ponto de ser estimulada a produzir impulsos, mesmo com
uma quantidade muito pequena de moléculas aromáticas.

No entanto, quanto maior for a quantidade dessas moléculas no ar, maior será a quantidade
de estímulos transmitidos ao cérebro e consequentemente, maior a sensação/percepção do
odor.

Essa sensação, mesmo quando muito intensa, é rapidamente assimilada pelo olfato. Ou seja,
ele "acostuma-se" ao odor intenso passado pouco tempo e passa a senti-lo de forma mais
amena.

Mucosa Vermelha

Na parte inferior da cavidade nasal, está localizada a mucosa vermelha, que recebe este
nome por ser composta por diversos vasos sanguíneos.

Além disso, a mucosa vermelha também é formada por glândulas secretoras de muco, que
por sua vez são responsáveis por manter a região úmida.
Durante um resfriado, por exemplo, essas glândulas produzem muco em excesso fazendo
assim com que o nariz fique entupido.

Relação entre olfato e paladar


Apesar de ser o sentido relacionado com os odores, o olfato é fundamental também para
o paladar.

As papilas gustativas, localizadas majoritariamente na língua e responsáveis pela percepção


dos sabores, identificam os sabores, distinguindo entre doce, salgado, amargo e ácido.

Os odores, por sua vez, são identificados pelos nervos que estão localizados no nariz. Dessa
forma, as sensações são transmitidas ao cérebro de modo que os sabores possam ser
reconhecidos.

Somente alguns sabores mais complexos, que misturam ácido e doce, por exemplo, exigem
tanto o paladar quanto o olfato.

Muitas vezes os odores são fundamentais para identificar gostos diferentes entre sabores
iguais. É possível diferenciar, por exemplo, o sabor de uma maçã do de uma pera, apesar de
ambas terem sabor doce.

Quando a capacidade olfativa não está funcionando corretamente, o paladar também fica
comprometido fazendo com que tenhamos a sensação de que aquilo que ingerimos está
“sem gosto”.

O olfato dos animais


O olfato humano é bem menos desenvolvido que o olfato dos animais. Para se ter uma ideia,
nos seres humanos, as células olfativas cobrem 10 cm2 do nariz, nos cachorros 25 cm2 e nos
tubarões 60 cm2.

Enquanto uma pessoa tem cerca de 20 milhões de células sensoriais, cada uma com 6 pelos
sensoriais, um cachorro, por exemplo, possui mais de 100 milhões de células sensoriais, cada
uma com pelo menos 100 pelos sensoriais.

Para um cachorro sentir um determinado cheiro ele necessita de cerca de 200 mil moléculas
de uma substância por metro cúbico do ar. Já para o ser humano, é preciso mais de 500
milhões de moléculas dessa substância por metro cúbico para que o odor possa ser sentido.

Isso explica a capacidade que os animais têm de sentir odores imperceptíveis pelos
humanos. Além disso, justifica o fato de sentirem odores que estão a quilômetros de
distância e que as pessoas só conseguem sentir quando já estão mais próximos.

Doenças do olfato
O olfato pode apresentar alguns distúrbios que afetam a sensibilidade e capacidade de
percepção de cheiros e odores.
As doenças do olfato podem interferir na degustação dos aromas de bebidas e comidas, ou
ainda na identificação de substâncias químicas e gases que podem gerar graves
consequências.

Essa sensibilidade podem ser causadas por algum fator externo ou estarem relacionadas a
algum distúrbio do organismo.

 Anosmia: representa a perda total ou parcial do olfato e atinge cerca de 1% de toda


população mundial. Pessoas com anosmia não conseguem distinguir sabores
específicos, somente reconhecer determinadas substâncias.
 Hiposmia: é a baixa sensibilidade olfativa.
 Hiperosmia: é a sensibilidade excessiva aos odores, afetando principalmente as
mulheres grávidas.

Veja a seguir o que pode causar a distorção do sentindo do olfato:

 Infecções dos seios paranasais;


 Infecções bucais;
 Higiene oral insuficiente;
 Dano dos nervos olfatórios;
 Depressão.

Algumas doenças específicas podem influenciar a percepção dos cheiros e odores,


comprometendo o olfato. São elas:

 Alzheimer;
 Doenças endócrinas;
 Distúrbios neurológicos;
 Distúrbios nutricionais;
 Intoxicação por chumbo;
 Parkinson;
 Problemas respiratórios;
 Traqueostomia;
 Traumatismos da face ou base do crânio;
 Tumores no nariz ou cérebro.

É importante destacar que os idosos apresentam diminuição do olfato, pois a partir dos 50
anos de idade a capacidade de sentir cheiros e sabores passa a decrescer gradualmente. Essa
mudança se justifica pela deterioração dos nervos responsáveis pelo olfato.

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