Escola Estadual Imaculada Conceição
FILOSOFIA MODERNA
Equipe: Turma: 1º Ano reg.1
XXXXXXX
PROFESSORA:
Porto Firme / MG
2024
Introdução
A Filosofia Moderna, que teve início no Renascimento e terminou no
Iluminismo, foi marcada pela valorização da razão e do cientificismo. Ela trouxe
uma guinada ao Humanismo e uma valorização incondicional à razão.
Enquanto os antigos se perguntavam "o que é a verdade e o conhecimento?",
os modernos passaram a se perguntar "como é possível o conhecimento
verdadeiro?". Apesar de ser considerada um período intermediário entre o
Renascimento e o Iluminismo, a Filosofia Moderna não se destacou
inteiramente dos dois, pois nasceu em um e concebeu o outro.
Durante a Filosofia Moderna, surgiram duas escolas principais de teoria
do conhecimento: o empirismo e o racionalismo. O racionalismo defendia que o
conhecimento verdadeiro é obtido por meio do exercício estritamente racional,
sem depender da experiência prática. Já o empirismo afirmava que o
conhecimento verdadeiro só pode ser adquirido por meio da experiência
empírica. Além disso, houve a consolidação do Iluminismo, que defendia a
importância do conhecimento, da ciência e da separação dos domínios
religiosos e políticos. O pensador Immanuel Kant resolveu o embate entre
empiristas e racionalistas com seu criticismo, combinando ideais das duas
correntes.
René Descartes foi um filósofo e matemático francês conhecido pela
frase "penso, logo existo". Ele valorizava o conhecimento dominado pela razão
e propôs uma filosofia que buscasse a verdade absoluta e clareza. Suas
contribuições deram origem à tradição racionalista.
Galileu Galilei, considerado o "Pai da física e da ciência moderna", foi um
astrônomo, físico e matemático italiano. Ele revolucionou a ciência de sua
época com seu método científico, abalando os alicerces do pensamento
medieval. Galileu fez importantes descobertas científicas e enfrentou conflitos
com o poder religioso, sendo reconhecido pela Igreja Católica séculos após sua
morte.
Thomas Hobbes, por sua vez, nasceu na Inglaterra e é conhecido por
sua obra "Leviatã". Ele defendia a necessidade de uma autoridade para
assegurar a paz interna e a defesa comum na sociedade. Hobbes era um
empirista e sua obra continua sendo estudada e debatida devido à sua
relevância para a compreensão da natureza humana e da sociedade.
Esses filósofos deixaram legados significativos em suas respectivas
áreas de atuação, contribuindo para o desenvolvimento do pensamento
humano.A filosofia moderna, o Renascimento, o Humanismo e as mudanças
históricas significativas que ocorreram durante esse período. A transição do
pensamento medieval para a valorização da razão e a busca pela verdade por
meio da ciência tiveram um impacto profundo na sociedade e no conhecimento
humano. O antropocentrismo, o surgimento de novos modelos de pensamento
e a diminuição da influência teocrática são aspectos marcantes desse período.
Eventos como as grandes navegações, a reforma religiosa, o surgimento dos
Estados Nacionais Modernos, a consolidação dos regimes absolutistas, o
surgimento da burguesia e a invenção da imprensa também moldaram
significativamente o cenário histórico.
Características da Filosofia Moderna
A Filosofia Moderna caracteriza-se, principalmente, por uma guinada ao
Humanismo, iniciada no Renascentismo, e pela valorização incondicional à
razão trazida à luz pelo ceticismo e pela descoberta de que o ser humano
independe de instâncias racionais metafísicas, como Deus, para descobrir o
seu intelecto. Enquanto os antigos perguntavam-se, por exemplo, “o que era a
verdade e o conhecimento?”, os modernos passaram a se perguntar “como é
possível o conhecimento verdadeiro?”.
É corrente nos estudos historiográficos sobre a Filosofia separar a
Filosofia Renascentista e o Iluminismo da Filosofia Moderna. Podemos
conceber a ideia de que a Filosofia Moderna, mesmo sendo um período
intermediário entre os ideais do Renascimento e do Iluminismo, não se
destacou inteiramente dos dois, pois ela nasceu em um e concebeu o outro.
Para entender
Durante o início da filosofia moderna, que teve seu ápice entre os
séculos XVII e XVIII, ocorreram transformações significativas no pensamento
filosófico e científico. Este período foi marcado por uma transição do
pensamento medieval para uma abordagem mais racional, empírica e
humanista, influenciada por avanços científicos, políticos e culturais.
Um dos marcos iniciais da filosofia moderna foi o Renascimento, que
promoveu a redescoberta das obras da Antiguidade Clássica e estimulou a
valorização do conhecimento humano, a investigação das artes e das ciências,
e a crítica às concepções tradicionais. A invenção da imprensa contribuiu para
a difusão dessas ideias e para o surgimento de um ambiente intelectual mais
dinâmico.
Nesse contexto, no século XVII, o filósofo René Descartes desafiou as
bases do conhecimento estabelecido ao propor um método baseado na dúvida
metódica e na busca pela certeza indubitável. Sua famosa frase "Cogito, ergo
sum" ("Penso, logo existo") sintetiza sua ênfase na subjetividade e na razão
como fundamentos do conhecimento.
Paralelamente, o avanço das ciências naturais com figuras como Galileu Galilei
e Isaac Newton trouxe uma nova abordagem para a compreensão do universo,
baseada na observação empírica e na matematização dos fenômenos naturais.
Essa abordagem revolucionou a visão de mundo e influenciou diretamente a
forma como a filosofia deveria lidar com questões metafísicas, epistemológicas
e éticas.
O surgimento de correntes filosóficas como o racionalismo, associado a
pensadores como Spinoza e Leibniz, e o empirismo, defendido por John Locke
e David Hume, evidenciou a diversidade de perspectivas que caracterizou esse
período
O início da filosofia moderna foi marcado por um intenso debate entre
racionalistas e empiristas, pela renovação do método científico com ênfase na
observação sistemática e matematização dos fenômenos naturais, pela
valorização do individualismo e da subjetividade, e pela crítica às tradições
estabelecidas. Essas transformações foram fundamentais para a consolidação
de uma nova visão de mundo que influenciaria não apenas a filosofia, mas
também as demais áreas do conhecimento.
Contexto histórico da Filosofia Moderna
A filosofia moderna é um sistema de pensamento que surgiu no século
XV e existiu até o século XVIII, refletindo a transição do pensamento medieval
focado na fé cristã para a reflexão sobre a experiência humana cristã e a
valorização da razão.
O início do pensamento moderno ocorreu com os filósofos René
Descartes e Galileu Galilei, deixando para trás ideias aristotélicas que abriram
caminho a possibilidade de explicações baseadas na ciência, neste contexto, o
fim da Idade Média levou a muitas descobertas científicas sobre a cultura e
também eventos culturais na Europa, criando efeitos poderosos no mundo da
arte e em outros campos do conhecimento.
Embora muitas características medievais antigas ainda estivessem
preservadas, surgiram novos modelos, como o conceito do homem como
centro do antropocentrismo do universo. Portanto, pode-se dizer que novas
formas de pensar foram desenvolvidas a partir do Renascimento e propagadas
pelo Humanismo e combinadas para formar a era chamada de Filosofia
Moderna.
O antropocentrismo é uma forma de pensar antropocêntrica que nos diz
que os humanos são os protagonistas e, portanto, responsáveis por suas
ações, sejam elas culturais, históricas, sociais ou filosóficas.
O Renascimento é um período caracterizado pelo retorno dos anjos, do
próprio homem e a busca pela verdade por sua razão passou a ser estudada.
O Humanismo é uma ideia contemporânea que surgiu no século XV na
Europa. Caracterizado pelo antropocentrismo, pelo intelectualismo e pela
ciência, o Humanismo valoriza os humanos como criadores do mundo,
diminuindo a importância cultural da teocracia que dominou a sociedade
europeia desde a Idade Média.
O fim da Idade Média e o declínio do domínio da Igreja Católica
marcaram a busca de novas formas racionais de compreensão e pensamento
por parte dos cientistas, restringindo-se cada vez mais à influência religiosa, o
que foi uma marca registrada da Idade Média. Durante o surgimento da filosofia
moderna, o mundo passou por uma série de mudanças, incluindo:
• as grandes navegações;
• a reforma e a contra-reforma religiosas;
• o início do Renascimento;
• a formação dos primeiros Estados Nacionais Modernos;
• a consolidação dos regimes absolutistas;
• o surgimento da burguesia;
• a chegada a novos continentes.
Escolas da Filosofia Moderna
Durante a Modernidade, surgiram duas escolas principais de teoria do
conhecimento, o empirismo e o racionalismo, e houve a consolidação de
correntes políticas que resultaram no Iluminismo. Um traço marcante desse
período foi o ceticismo em relação à atitude dogmática em diversos assuntos
filosóficos.
Racionalismo — Durante a Modernidade, o racionalismo, aliado ao
empirismo, representou o pensamento predominante, coadunando-se com o
cientificismo. Os racionalistas defendiam que o conhecimento verdadeiro é
obtido por meio do exercício estritamente racional, sem depender da
experiência prática, mas sim do puro raciocínio por meio da abstração
intelectual. Este movimento filosófico resgatou e aprimorou as ideias de Platão,
tendo como representantes René Descartes, Wilhelm Gotffried Leibniz e Blaise
Pascal.
Empirismo — Os filósofos empiristas defendem que o conhecimento
verdadeiro só pode ser adquirido por meio de dados obtidos pela experiência
empírica. Para eles, o conhecimento surge a partir do que ouvimos, vemos,
sentimos, degustamos, entre outras experiências sensoriais. Os dados
provenientes dessas experiências são transformados em ideias e encontram
sua correção na própria experiência.
Contratualista — Os filósofos contratualistas enfatizam sua importância
no campo político e jurídico, defendendo a existência de um estado pré-moral
da humanidade. Eles afirmam que as sociedades se originaram de um pacto
social para encerrar o estado de natureza humano, possibilitando a criação de
leis e a fundação de agrupamentos politicamente fundamentados. Esses
pensadores acreditam em duas leis distintas: uma lei natural que governa a
vida natural (também conhecidos como jusnaturalistas) e uma lei pactuada que
dá início à formação da sociedade.
Iluminismo — Os iluministas associaram conhecimento, ciência e
política, defendendo que a evolução moral da sociedade está ligada ao avanço
científico e ao conhecimento acessível a todos. Além disso, advogaram pela
separação dos domínios religiosos e políticos, promovendo a ideia de uma
escola universal, gratuita, laica e de qualidade, assim como o pensamento
republicano e a liberdade individual. Immanuel Kant resolveu o embate entre
empiristas e racionalistas por meio de seu criticismo, que combina ideais das
duas correntes. Ele estabeleceu que nosso conhecimento possui bases
racionais, como conceitos universais, mas que derivam da experiência empírica
individual.
Principais filósofos
Issac Newton — Nasceu em 4 de janeiro de 1643,na Inglaterra,Newton
foi um físico,matemático,astrônomo e filósofo que revolucionou o pensamento
científico do século XVII.
Em sua principal obra,”princípios matemáticos da filosofia
natural”(1687),Newton sintetiza as duas grandes correntes metodológicas da
ciência moderna,a matematização e a experiê[Link] estabeleceu quatro
regras para o raciocínio na filosofia natural: não admitir mais causas do que as
necessárias, atribuir as mesmas causas aos mesmos efeitos, considerar certas
qualidades como universais em todos os corpos e aceitar proposições inferidas
dos fenômenos como verdadeiras até que outros fenômenos as modifiquem.
Essas contribuições fundamentais solidificaram o legado de Newton como um
dos principais pensadores da história da ciência.
Galileu Galilei — Nasceu em Pisa,Itália,no dia 15 de fevereiro de
[Link] filho de Vincenzo Galilei,um comerciante de lã,de Giulia Amnannati.
Ele era considerado o“Pai da física e da ciência moderna “Galileu foi um
astrônomo,físico e matemático italiano.
Colaborou com diversas descobertas científicas na sua época.A mais
importante contribuição de Galileu foi o campo das ideias filosóficas que,com
seu método científico,abalou os alicerces do pensamento [Link]
propõe a renovação da ciência de sua época abandonando a confiança na
autoridade,no senso comum e na tradiçã[Link] foi um importante cientista que
realizou estudos inovadores sobre as áreas da física e da [Link]
Galilei passou a vida inteira em conflitos aberto com o poder religioso,que
controlava rigorosamente a ciência do seu tempo ele desmentiu lendas,negou
teorias e estabeleceu novos princí[Link] morreu cego,em Arcetri,Itália,no
dia 8 de janeiro de [Link] 31 de outubro de 1992 igreja católica,através do
papa João Paulo segundo, reconheceu o erro cometido.
Thomas Hobbes — Nasceu em 5 de abril de 1588 na Aldeia de
Westport,próximo a Malmesbury,no condado de Witshire,na Inglaterra.
De acordo com hobbes,tal sociedade necessita de uma autoridade à qual todos
os membros devem render o suficiente da sua liberdade natural,de forma que a
autoridade possa assegurar a paz interna e a defesa comum.
Temos dois aspetos para apresentar como centrais na obra
hobbesiana,sendo um do campo da filosofia teorética e outro da filosofia
prá[Link] campo teorético,Hobbes era um empirista,defendendo que não há
qualquer tipo de representação mental anterior a experiência.
Leviatã a obra mais conhecida de Thomás Hobbes,talvez o mais famoso
filósofo político inglês,faleceu em 4 de dezembro de 1679,em Hardwick
Hall,Derbyshire,aos 91 [Link] obra continua a ser estudada e debatida por
sua relevância para a compreensão da natureza humana e da sociedade.
René Descartes e seu posicionamento cético
René Descartes nasceu em 31 de março de 1596 em La Haye na
França. Aos oito anos, ingressou no colégio jesuíta Royal Henry-Le-Grand,
onde estudou com o Padre Estevão de Noel e teve dificuldades com a cultura
da escola. Em 1616, formou-se em direito na Universidade de Poitiers, mas
optou por não exercer a advocacia. Em 1618, foi para a Holanda e se juntou ao
exército do príncipe Maurício, embora se considerasse mais um ouvinte do que
um verdadeiro soldado. Durante sua estadia na Holanda, conheceu Isaac
Beeckman, que o influenciou muito.
Em 1619, viajou para a Alemanha, onde teve uma visão abrangente de
um novo sistema de matemática e ciências. Nesse mesmo ano, viajou para a
Dinamarca e a Polônia. Em 1622, regressou a França e passou os anos
seguintes em Paris. Em 1628, elaborou as Regras de Instrução Espiritual e
partiu novamente para a Holanda, onde permaneceu até 1649.
Em 1629, começou a escrever o "Tratado Mundial", uma obra sobre
física na qual apresenta seu argumento na teoria heliocêntrica. No entanto,
desistiu de publicá-lo em 1633, quando Galileu foi condenado pela Inquisição.
Em 1635, nasceu Francine, filha de uma criada, mas infelizmente faleceu
prematuramente em 1640, causando grande impacto emocional em Descartes.
Em 1637, publicou três pequenos livros científicos: “Dióptrica”,
“Meteoritos” e “Geometria”, ganhando reconhecimento com o "Discurso sobre o
Método". Em 1641, apareceram suas obras filosóficas e metafísicas mais
importantes: "Meditações sobre a Filosofia Primeira" e os primeiros seis
volumes de "Objeções e Respostas". A segunda edição das Meditações incluiu
um sétimo protesto do jesuíta Pierre Bourdin.
Em 1643, o cartesianismo foi condenado pela Universidade de Utrecht.
Descartes iniciou uma longa correspondência com a princesa Isabel, filha mais
velha de Frederico V e Isabel da Boêmia. A correspondência durou sete anos
até a morte do filósofo em 1650.
René Descartes buscava promover um conhecimento seguro, porém
deparou-se com a cultura do ceticismo, que questionava a possibilidade de
certeza em relação a qualquer informação. Diante disso, Descartes identificou
a necessidade de buscar a certeza para superar as dúvidas, almejando a
certeza absoluta. Utilizando um argumento cético próprio, ele levantou a
possibilidade de que o mundo e nossos corpos poderiam ser uma ilusão criada
por um ser enganador. No entanto, ao duvidar de tudo, Descartes percebeu
que não podia duvidar do fato de que estava duvidando, chegando à conclusão
de que sua existência se fundamentava no próprio ato de pensar: "Penso, logo
existo".
Essa certeza irrefutável permitiu a Descartes continuar sua busca pela
verdade, vencendo assim os críticos.
Conclusão
Podemos concluir que a Filosofia Moderna, que abrangeu o período do
Renascimento até o Iluminismo, foi uma época marcante caracterizada pela
valorização da razão e do cientificismo. Durante este período, houve uma
mudança significativa em relação ao questionamento filosófico, passando de "o
que é a verdade e o conhecimento?" para "como é possível o conhecimento
verdadeiro?". Além disso, surgiram duas escolas principais de teoria do
conhecimento: o racionalismo, que enfatizava a razão como fonte primária do
conhecimento, e o empirismo, que defendia a experiência empírica como base
do conhecimento verdadeiro.
O movimento iluminista também se destacou, defendendo a importância
do conhecimento, da ciência e da separação entre os domínios religiosos e
políticos. O pensador Immanuel Kant desempenhou um papel crucial ao
combinar ideais do empirismo e do racionalismo em seu criticismo.
Figuras proeminentes como René Descartes, Galileu Galilei e Thomas
Hobbes deixaram legados duradouros. Descartes enfatizou a busca pela
verdade absoluta e clareza por meio da razão, enquanto Galileu revolucionou a
ciência com seu método científico. Por sua vez, Hobbes defendeu a
necessidade de uma autoridade central para manter a paz na sociedade.
O impacto da Filosofia Moderna vai além do campo filosófico,
influenciando eventos históricos significativos como as grandes navegações, a
reforma religiosa e o surgimento dos Estados Nacionais Modernos. A transição
do pensamento medieval para a valorização da razão e a busca pela verdade
por meio da ciência tiveram um profundo impacto na sociedade e no
conhecimento humano.
Referência Bibliográficas
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