0% acharam este documento útil (0 voto)
33 visualizações76 páginas

Guia de Física para Ingresso no Ensino Superior

Se trata de um resumo super compacto de física geral, desde a mecânica, Física térmica, etc.

Enviado por

230506
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
33 visualizações76 páginas

Guia de Física para Ingresso no Ensino Superior

Se trata de um resumo super compacto de física geral, desde a mecânica, Física térmica, etc.

Enviado por

230506
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

1. Considerações iniciais

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

A física tem uma história fascinante que remonta a milhares de anos, começando com as
primeiras observações e experimentos realizados pelos antigos filósofos gregos, como
Tales de Mileto e Pitágoras. No entanto, foi com o advento da ciência moderna,
especialmente durante os séculos XVI e XVII, que a física começou a se desenvolver como
uma disciplina rigorosa e sistemática.

Um marco importante foi a obra de Isaac Newton, "Philosophiæ Naturalis Principia


Mathematica" (Princípios Matemáticos da Filosofia Natural), publicada em 1687. Nela,
Newton formulou as leis do movimento e a lei da gravitação universal, que revolucionaram
nossa compreensão do universo e estabeleceram as bases da física clássica.

A importância da física na história é indiscutível. Ela não apenas forneceu explicações


fundamentais sobre o funcionamento do universo, mas também desempenhou um papel
crucial no desenvolvimento de tecnologias que transformaram a sociedade. Desde a
revolução industrial até a era da informação, os avanços na física têm impulsionado o
progresso humano em diversas áreas, incluindo medicina, comunicação, energia e
transporte.

As aplicações da física são vastas e estão presentes em praticamente todos os aspectos da


vida moderna. Por exemplo:

1. Medicina: A física desempenha um papel essencial em técnicas de diagnóstico


médico, como ressonância magnética e tomografia computadorizada, além de ser
fundamental para o desenvolvimento de equipamentos médicos avançados, como
lasers cirúrgicos e dispositivos de imagem de alta resolução.
2. Tecnologia de Informação: A física da eletricidade e do magnetismo é a base da
eletrônica e da tecnologia de semicondutores, tornando possível a criação de
computadores, smartphones, internet e outras tecnologias de comunicação.
3. Energia: Os princípios da física são fundamentais para a produção, transmissão e
armazenamento de energia. Desde a energia solar e eólica até a energia nuclear, a
física desempenha um papel crucial na busca por fontes de energia mais limpas e
eficientes.
4. Transporte: A física é essencial para o desenvolvimento de veículos mais seguros,
eficientes e rápidos. Da aerodinâmica dos aviões à propulsão dos foguetes
espaciais, os princípios físicos são aplicados em todas as etapas do projeto e
operação de veículos.

Esses são apenas alguns exemplos das inúmeras maneiras pelas quais a física impacta
nossas vidas diárias e impulsiona o progresso humano. Sua importância na história e na
sociedade é inegável, e seu estudo continuará a moldar o futuro da humanidade.

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

2. Mecânica

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

A mecânica newtoniana, também conhecida como mecânica clássica, é a descrição do


movimento de objetos macroscópicos sob a influência de forças. Desenvolvida por Sir Isaac
Newton no século XVII, é uma das teorias fundamentais da física e continua sendo a base
para a compreensão de uma vasta gama de fenômenos físicos em escalas humanas.

2.1. Cinemática
A cinemática é a parte da mecânica que estuda o movimento dos corpos sem se preocupar
com as causas desse movimento, como as forças que o produzem. Ela se concentra em
descrever os aspectos quantitativos do movimento, como posição, velocidade e aceleração,
utilizando conceitos matemáticos e gráficos. Vamos explorar os principais elementos da
cinemática:

2.1.1 Posição
A posição de um objeto é a sua localização em relação a um sistema de referência. É
representada por um vetor que descreve a distância e a direção do objeto em relação a um
ponto de origem escolhido. Geralmente, utiliza-se um sistema de coordenadas cartesianas
para descrever a posição de um objeto em duas ou três dimensões.

2.1.2 Deslocamento
O deslocamento é a mudança na posição de um objeto ao longo do tempo. Ele é calculado
como a diferença entre a posição final e a posição inicial do objeto. Assim como a posição,
o deslocamento é um vetor que possui magnitude e direção.

d= Δx ⇔ d=x i − x f

2.1.3 Velocidade
A velocidade de um objeto é a taxa de mudança de sua posição em relação ao tempo. Ela é
calculada como o deslocamento do objeto dividido pelo intervalo de tempo necessário para
essa mudança ocorrer. A velocidade média é dada pela fórmula:

△x
v=
Δt

Onde:

v é a velocidade média

Δx é o deslocamento

Δt é o intervalo de tempo.

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

2.1.4 Aceleração
A aceleração de um objeto é a taxa de mudança de sua velocidade em relação ao tempo.
Assim como a velocidade, a aceleração pode ser média ou instantânea. A aceleração média
é calculada como a variação na velocidade dividida pelo intervalo de tempo necessário para
essa mudança ocorrer. A fórmula da aceleração média é:

△v
a=
Δt

Onde a é a aceleração média

Δv é a variação na velocidade

Δt é o intervalo de tempo.

2.1.1. Movimento Uniforme


O movimento uniforme (MU) é um tipo de movimento em que um objeto se desloca em linha
reta com velocidade constante ao longo do tempo. Vamos explorar em detalhes as
características e as equações que descrevem o movimento uniforme:

Características do Movimento Uniforme:

Velocidade Constante: No movimento uniforme, a velocidade do objeto não muda ao longo


do tempo. Isso significa que o objeto se desloca na mesma direção e com a mesma
magnitude de velocidade em todos os momentos.

Trilha Retilínea: O objeto se move ao longo de uma linha reta. Isso implica que a
velocidade do objeto não muda de direção durante o movimento.

Aceleração Zero: Como a velocidade é constante, a aceleração do objeto é zero. Isso


significa que não há variação na velocidade ao longo do tempo.

Equações do Movimento Uniforme:

Equação da Velocidade: A velocidade média (vvv) em um movimento uniforme é igual à


velocidade instantânea em qualquer ponto do movimento. Portanto, a equação da
velocidade é dada por:

v=Δx / Δt

Onde

v é a velocidade média,

Δx é o deslocamento do objeto

Δt é o intervalo de tempo.

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

Equação do Deslocamento: O deslocamento Δx em um movimento uniforme pode ser


calculado multiplicando a velocidade média pelo intervalo de tempo:

x=x ₀+ v Δt

Onde

Δx é o deslocamento do objeto,

v é a velocidade média

Δt é o intervalo de tempo.

2.1.2. Movimento Uniformemente Variado


O Movimento Uniformemente Variado (MUV) possui características e leis distintas que o
diferenciam de outros tipos de movimento. Aqui estão as principais características e as leis
que governam o MUV:

Características do MUV:
Aceleração Constante: A característica mais marcante do MUV é que a aceleração é
constante ao longo do tempo. Isso significa que a taxa de mudança da velocidade
em relação ao tempo é uniforme.
Variação de Velocidade: No MUV, a velocidade do objeto muda uniformemente em
relação ao tempo. Isso pode significar um aumento ou uma diminuição na
velocidade, dependendo da direção da aceleração.
Movimento Retilíneo: O MUV ocorre tipicamente em uma linha reta, onde o objeto se
move para frente ou para trás ao longo de um eixo, com a aceleração afetando sua
velocidade.

Leis do MUV:
Leis das Posições

A Lei das Posições no MUV estabelece a relação entre a posição final (S) do corpo em um
instante específico (t) e suas características de movimento:
x=x ₀+ v ₀t +½ at ²
Onde:

 x: Posição final do corpo no instante "t" (em metros, m)


 x₀: Posição inicial do corpo no instante inicial "t₀" (em metros, m)
 v₀: Velocidade inicial do corpo no instante inicial "t₀" (em metros por segundo, m/s)
 a: Aceleração constante do corpo (em metros por segundo ao quadrado, m/s²)
 t: Tempo decorrido desde o instante inicial "t₀" (em segundos, s)
Interpretação da Fórmula:

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

 S₀: Representa o ponto de partida do corpo na trajetória.


 v₀ * t: Representa a distância percorrida pelo corpo em movimento retilíneo uniforme
com velocidade inicial "v₀" durante o intervalo de tempo "t".
 ½ * a * t²: Representa a distância adicional percorrida pelo corpo devido à sua
aceleração constante "a" durante o intervalo de tempo "t".

Lei das Velocidades:


A Lei das Velocidades no MUV nos permite determinar a velocidade final (v) do corpo em
um instante específico (t) a partir de suas características de movimento:
v=v ₀+at
Onde:

 v: Velocidade final do corpo no instante "t" (em metros por segundo, m/s)
 v₀: Velocidade inicial do corpo no instante inicial "t₀" (em metros por segundo, m/s)
 a: Aceleração constante do corpo (em metros por segundo ao quadrado, m/s²)
 t: Tempo decorrido desde o instante inicial "t₀" (em segundos, s)
Interpretação da Fórmula:

 v₀: Representa a velocidade inicial do corpo no instante inicial "t₀".


 at: Representa a variação da velocidade do corpo durante o intervalo de tempo "t",
devido à sua aceleração constante "a".

2.1.3. Movimento Vertical


O movimento vertical na física, geralmente conhecido como "movimento de queda livre", é
um caso especial do movimento retilíneo uniformemente acelerado (MRUA), onde um
objeto é influenciado principalmente pela força da gravidade. Vamos detalhar os principais
aspectos desse movimento:

1. Queda Livre
O Queda Livre é um caso especial de movimento vertical em que o corpo é solto do
repouso e se move apenas sob a ação da gravidade. As equações que o descrevem são:

Posição (y):
y = y₀ + v₀t + ½ * gt²
Onde:

 y: Posição vertical do corpo no instante "t" (em metros, m)


 y₀: Posição inicial do corpo no instante inicial "t₀" (em metros, m)
 v₀: Velocidade inicial do corpo no instante inicial "t₀" (em metros por segundo, m/s) -
No caso da queda livre, v₀ = 0 m/s, pois o corpo é solto do repouso.
 g: Aceleração da gravidade (aproximadamente 9,81 m/s²)

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

 t: Tempo decorrido desde o instante inicial "t₀" (em segundos, s)


Velocidade (v):
v = v₀ + gt
Onde:

 v: Velocidade vertical do corpo no instante "t" (em metros por segundo, m/s)
 v₀: Velocidade inicial do corpo no instante inicial "t₀" (em metros por segundo, m/s) -
No caso da queda livre, v₀ = 0 m/s, pois o corpo é solto do repouso.
 g: Aceleração da gravidade (aproximadamente 9,81 m/s²)
 t: Tempo decorrido desde o instante inicial "t₀" (em segundos, s)
Aceleração (a):
a=g
Onde:

 a: Aceleração vertical do corpo no instante "t" (em metros por segundo ao quadrado,
m/s²)
 g: Aceleração da gravidade (aproximadamente 9,81 m/s²)

2. Lançamento Vertical para Cima


Definição: Quando um objeto é lançado verticalmente para cima, ele sobe até alcançar
uma altura máxima, momento em que sua velocidade é zero, e então retorna em queda
livre.

Características:

 Velocidade Inicial: O objeto tem uma velocidade inicial v 0dirigida para cima.
 Equações de Movimento: As mesmas equações usadas para queda livre são
aplicáveis, mas ggg age no sentido oposto ao movimento quando o objeto sobe.
 v=v 0 − g ⋅t
 y= y ₀+ v ₀ t+ ½ g t ²
 Ao atingir a altura máxima h max:
 v=0
 h max= y ₀+v ₀²/2 g

2.1.4. Movimento Oblíquo


o Movimento Oblíquo se destaca por sua elegância e complexidade. Nele, um corpo é
lançado com uma velocidade inicial que forma um ângulo com a horizontal, traçando uma
trajetória parabólica sob a ação da força da gravidade. Essa união entre o movimento
retilíneo uniforme horizontal e o movimento vertical sob a gravidade torna o estudo do
movimento oblíquo uma aventura empolgante e repleta de descobertas.

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

1. A Decomposição dos Movimentos: Desvendando as Forças em Ação


Para compreendermos o movimento oblíquo, é fundamental decompor o movimento
inicial em duas componentes:

 Movimento Retilíneo Uniforme Horizontal (MRUH): Responsável pelo


deslocamento horizontal do corpo, sem aceleração, a uma velocidade constante ao
longo do tempo.
 Movimento Vertical sob a Gravidade: Influenciado pela força da gravidade, que
atua na direção vertical e causa uma aceleração constante de aproximadamente
9,81 m/s² para baixo.
2. As Equações do Movimento
As equações do movimento oblíquo combinam as equações do MRUH e do movimento
vertical sob a gravidade para determinar a posição (x, y), a velocidade ( v x , v y ) e a
aceleração ( a x , a y ) do corpo em qualquer instante:

Posição:

 x=v ₀ x ∗ t
 y= y ₀+ v 0 y t − ½ g t ²

Onde:

 x: Posição horizontal do corpo no instante "t" (em metros, m)


 y: Posição vertical do corpo no instante "t" (em metros, m)
 v₀x: Componente horizontal da velocidade inicial (em metros por segundo, m/s)
 v₀y: Componente vertical da velocidade inicial (em metros por segundo, m/s)
 g: Aceleração da gravidade (aproximadamente 9,81 m/s²)
 t: Tempo decorrido desde o instante inicial "t₀" (em segundos, s)
Velocidade:

 v x =v x 0(constante)
 v y =v ₀ y − g t

Onde:

 v x : Componente horizontal da velocidade no instante "t" (em metros por segundo,


m/s)
 v y: Componente vertical da velocidade no instante "t" (em metros por segundo, m/s)
 v 0 x : Componente horizontal da velocidade inicial (em metros por segundo, m/s)
 v 0 y: Componente vertical da velocidade inicial (em metros por segundo, m/s)
 g: Aceleração da gravidade (aproximadamente 9,81 m/s²)
 t: Tempo decorrido desde o instante inicial "t₀" (em segundos, s)

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

Aceleração:

 a x =0 (constante)
 a y =− g (constante)

Onde:

 a x : Componente horizontal da aceleração no instante "t" (em metros por segundo ao


quadrado, m/s²)
 a y: Componente vertical da aceleração no instante "t" (em metros por segundo ao
quadrado, m/s²)
 g: Aceleração da gravidade (aproximadamente 9,81 m/s²)
Alcanse maximo e altura maxima.
o alcance máximo (distância horizontal percorrida) e a altura máxima (altura máxima
alcançada) são grandezas de grande interesse. Para desvendar essas incógnitas,
recorremos às fórmulas do alcance e altura máxima, ferramentas matemáticas poderosas
que nos permitem determinar essas distâncias com precisão.
A Fórmula do Alcance Máximo:
A fórmula do alcance máximo no lançamento oblíquo revela a distância horizontal máxima
percorrida pelo corpo e depende de sua velocidade inicial (v₀) e do ângulo de lançamento
(θ):
Alcance Máximo

( v ₀² ∗ sen ( 2 θ ) ) /g
Onde:

 Alcance Máximo: Distância horizontal máxima percorrida pelo corpo (em metros, m)
 v₀: Módulo da velocidade inicial do corpo (em metros por segundo, m/s)
 θ: Ângulo de lançamento do corpo em relação à horizontal (em graus, °)
 g: Aceleração da gravidade (aproximadamente 9,81 m/s²)
2. Analisando a Fórmula:

 v₀²: Representa a energia cinética inicial do corpo, que é convertida em energia


potencial gravitacional durante a subida e transformada em energia cinética
novamente durante a descida.
 sen(2θ): É um fator que leva em consideração o ângulo de lançamento. O alcance
máximo é máximo para θ = 45° e mínimo para θ = 0° e θ = 90°.
 g: Representa a aceleração da gravidade, que influencia a trajetória do corpo
durante todo o movimento.
3. A Fórmula da Altura Máxima:

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

A fórmula da altura máxima no lançamento oblíquo revela a altura vertical máxima


alcançada pelo corpo e depende de sua velocidade inicial (v₀) e do ângulo de lançamento
(θ):
Altura Máxima

v ₀² sen ² ( θ )
h max=
2g
Onde:

 Altura Máxima: Altura vertical máxima alcançada pelo corpo (em metros, m)
 v₀: Módulo da velocidade inicial do corpo (em metros por segundo, m/s)
 θ: Ângulo de lançamento do corpo em relação à horizontal (em graus, °)
 g: Aceleração da gravidade (aproximadamente 9,81 m/s², na terra)
4. Analisando a Fórmula:

 v₀² sen²(θ): Representa a energia cinética vertical inicial do corpo, que é


convertida em energia potencial gravitacional no ponto mais alto.
 2g: Representa o trabalho realizado pela força da gravidade durante a subida do
corpo.
 Similar ao alcance máximo, a altura máxima também é máxima para θ = 45° e
mínima para θ = 0° e θ = 90°.
5. Considerações Importantes:

 As fórmulas do alcance e altura máxima não consideram a resistência do ar. Se a


resistência do ar for significativa, as distâncias reais alcançadas serão menores do
que as calculadas pelas fórmulas.
 As fórmulas são válidas para lançamentos oblíquos em um campo gravitacional
uniforme, como na Terra. Em outros planetas ou ambientes com diferentes campos
gravitacionais, as fórmulas precisariam ser adaptadas.

2.1.5. Movimento Circular


O movimento circular é um tipo de movimento no qual um objeto se move ao longo de uma
trajetória circular ou curvilínea. Esse movimento é caracterizado pela constante mudança na
direção do vetor velocidade do objeto, mesmo que sua magnitude possa permanecer
constante.

Principais Características do Movimento Circular:


Trajetória Circular: O objeto descreve uma trajetória ao redor de um ponto fixo (centro
do círculo) com raio R.

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

Velocidade Angular: É a taxa de mudança do ângulo que descreve a posição do objeto


ao longo do círculo. Denotada por ω, sua unidade no SI é radianos por segundo
(rad/s).
Velocidade Tangencial: A velocidade do objeto ao longo da trajetória circular, tangente
à circunferência. Seu valor é dado por v=R ×ω, onde R é o raio da trajetória
circular.
Aceleração Centrípeta: A aceleração que mantém o objeto em sua trajetória curvilínea

e é sempre direcionada para o centro do círculo. Sua magnitude é α = .
R
Força Centrípeta: A força necessária para manter o movimento circular de um objeto,
sempre dirigida para o centro da trajetória. É dada por Fc=m⋅ α , onde mmm é a
massa do objeto.

Equações Fundamentais do Movimento Circular:


 Velocidade Tangencial: v=R ⋅ω

 Aceleração Centrípeta:α =
R
 Período do Movimento Circular: T =2 πω .
1
 Frequência do Movimento Circular: f = .
T

Exemplos de Movimento Circular:


 Movimento de um Pêndulo: Quando um pêndulo oscila, ele descreve um
movimento circular.
 Órbita de Planetas: Planetas em torno do Sol e satélites ao redor da Terra
descrevem movimentos circulares ou elípticos.
 Rotação de Engrenagens: As engrenagens em máquinas rotativas descrevem
movimentos circulares.

Importância do Movimento Circular:


O movimento circular é fundamental em diversas áreas da física e engenharia, incluindo
mecânica, astronomia, engenharia mecânica e elétrica. Entender suas características e
equações é essencial para projetar sistemas, analisar fenômenos naturais e aplicar
princípios físicos em diversas situações práticas.

2.2. Dinâmica
Dinâmica é o ramo da física que estuda o movimento dos corpos e as forças que causam
esse movimento. Ela se concentra nas leis de Newton e nas suas aplicações para analisar
como os corpos se comportam quando submetidos a diferentes forças.

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

2.2.1. Leis de Newton


As Leis de Newton, formuladas por Sir Isaac Newton, são os princípios fundamentais da
mecânica clássica que descrevem o comportamento dos corpos em movimento quando
sujeitos a forças. Elas são essenciais para entender como os objetos se movem e
interagem no mundo físico. Vamos discutir cada uma delas:

1. Primeira Lei de Newton - Lei da Inércia:


Enunciado: Um corpo permanece em repouso ou em movimento retilíneo uniforme a
menos que uma força externa atue sobre ele.

Explicação:

Essa lei descreve o conceito de inércia, que é a tendência natural dos corpos de manter seu
estado atual de movimento (ou de repouso) a menos que uma força externa os faça mudar.
Um exemplo simples é o de um carro parado que só começará a se mover quando uma
força, como o motor do carro ou a inclinação de uma rampa, for aplicada.

2. Segunda Lei de Newton - Princípio Fundamental da Dinâmica:


Enunciado: A mudança de movimento (ou momentum) de um corpo é diretamente
proporcional à força resultante exercida sobre ele. A mudança de movimento ocorre na
direção da força aplicada.

Fórmula Matemática: F=m . a

3. Terceira Lei de Newton - Princípio da Ação e Reação:


Enunciado: Para toda ação, há uma reação igual e oposta.

Explicação:

Essa lei afirma que quando um corpo exerce uma força sobre outro corpo, o segundo corpo
exerce uma força de igual magnitude e em direção oposta sobre o primeiro corpo.

Um exemplo comum é o impulso que ocorre quando você empurra uma parede: você
exerce uma força sobre a parede (ação), e a parede exerce uma força igual e oposta sobre
você (reação), fazendo com que você sinta a resistência da parede.

Formula matematica:

sendo A um corpo e B outro:

F AB=− F BA

onde:

F AB é a força de A sobre B.

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

F AB é a força de B sobre A.

2.2.2. Força Peso


A força peso é uma das forças fundamentais da física que atua sobre um corpo devido à
gravidade. Ela é definida como a força com que a Terra ou outro corpo celeste atrai um
objeto em direção ao seu centro. Aqui estão os principais pontos sobre a força peso:

Definição e Características da Força Peso:

1. Definição: A força peso é a força gravitacional que atua sobre um objeto com massa
devido à atração gravitacional de um corpo grande, como a Terra.

2. Direção: A força peso sempre atua na direção do centro da Terra (ou do corpo celeste
em questão).

3. Magnitude: A magnitude da força peso é dada pela fórmula:


P=m. g
onde g é a aceleração da gravidade local.

4. Equivalência e Unidades: A força peso é equivalente ao peso do objeto. Portanto, o


peso P de um objeto é dado por P=m. g , onde m é a massa do objeto e g é a aceleração
da gravidade local. No Sistema Internacional (SI), a unidade de força peso é o Newton (N).

Variações da Força Peso:

- Variação com a Altitude: A aceleração da gravidade \( g \) varia com a altitude. Em


altitudes elevadas, como no topo de uma montanha, a gravidade é ligeiramente menor do
que ao nível do mar.

- Variação com a Latitude: A gravidade também varia com a latitude devido à rotação da
Terra. A gravidade é ligeiramente maior nos polos e ligeiramente menor no equador.

Importância da Força Peso:

- Determinação do Peso: A força peso determina o peso de um objeto na Terra. É o que


sentimos quando seguramos um objeto ou estamos de pé sobre o solo.

- Fundamental na Dinâmica: A força peso é crucial na análise da dinâmica de sistemas


físicos, como a queda livre, o movimento de projéteis e a mecânica de fluidos.

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

- Aplicações Práticas: É fundamental em muitas aplicações da engenharia, como o projeto


de estruturas, veículos e equipamentos que devem suportar cargas específicas.

2.2.3. Força de Atrito


A força de atrito é a força que resiste ao movimento relativo entre duas superfícies em
contato. Ela atua na direção oposta ao movimento ou à tendência de movimento e
desempenha um papel crucial em muitas situações práticas, desde o caminhar até o
funcionamento de máquinas e veículos. Vamos explorar os principais conceitos, tipos, e
equações relacionadas à força de atrito.

Tipos de Força de Atrito


1. Atrito Estático:
Definição: É a força de atrito que atua entre duas superfícies que não estão se movendo
uma em relação à outra.
Características: O atrito estático impede o início do movimento. Ele aumenta até um valor
máximo, conhecido como força de atrito estático máximo, além do qual o movimento
começa.
Equação: f s ≤ μ s ⋅ Nf s onde fsfs, é a força de atrito estático,❑sμs, é o coeficiente de atrito
estático, e N é a força normal.
2. Atrito Cinético (ou Dinâmico):
Definição: É a força de atrito que atua entre duas superfícies que estão se movendo uma
em relação à outra.
Características: O atrito cinético é geralmente menor que o atrito estático e permanece
relativamente constante durante o movimento.
Equação: f k =μk ⋅ Nf k , é a força de atrito cinético, μk , é o coeficiente de atrito cinético, e N
é a força normal.
3. Atrito de Rolamento:
Definição: É a força de atrito que resiste ao movimento de um objeto rolando sobre uma
superfície.
Características: O atrito de rolamento é geralmente menor do que os atritos estático e
cinético e depende do tipo de superfície e do objeto em rolamento.

Força Normal N
A força normal é a força perpendicular à superfície de contato entre os dois corpos. Em
situações simples, como um bloco em uma superfície plana horizontal, a força normal é
igual à força peso do bloco: N=m⋅g onde m é a massa do bloco e g é a aceleração da
gravidade.

2.2.4. Força Elástica


A força elástica, também conhecida como força restauradora, é a força que surge em um
objeto elástico, como uma mola, quando ele é deformado (esticado ou comprimido) e tende

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

a restaurar o objeto à sua forma original. A descrição matemática e a análise dessa força
são fundamentais para entender o comportamento de sistemas que envolvem elasticidade.

Conceitos Principais da Força Elástica:

1. Lei de Hooke:
- Enunciado: A força elástica F el exercida por uma mola é proporcional à deformação x
da mola (o deslocamento da sua posição de equilíbrio).
- Fórmula:

F =− k ⋅ ⃗x
onde:
-⃗ F é a força elástica,
- k é a constante elástica da mola (ou constante de mola),
- ⃗x é o vetor deslocamento da posição de equilíbrio,
- O sinal negativo indica que a força é restauradora, ou seja, atua no sentido oposto ao
deslocamento.

2. Constante de Mola (k):


- Definição: A constante de mola ( k ) mede a rigidez da mola. Quanto maior o valor de ( k
), mais rígida é a mola e maior é a força necessária para deformá-la.
- Unidades: No Sistema Internacional (SI), ( k ) é medido em Newtons por metro (N/m).

3. Energia Potencial Elástica:


- Definição: A energia armazenada em uma mola deformada.
- Fórmula:
2
kx
Ep=
2
onde E p é a energia potencial elástica.

2.2.5. Força Centrípeta


A força centrípeta é a força necessária para manter um objeto em movimento ao longo de
uma trajetória circular. Essa força atua perpendicularmente à velocidade do objeto e está
sempre direcionada para o centro do círculo ou da curva. Sem a força centrípeta, um objeto
em movimento tenderia a continuar em linha reta devido à inércia, em vez de seguir uma
trajetória curva.

Força Centrípeta: A força necessária para manter o movimento circular de um objeto,


sempre dirigida para o centro da trajetória. É dada por Fc=m⋅ α , onde mmm é a massa do
objeto.

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

2.2.6. Plano Inclinado


O plano inclinado é um dos conceitos básicos em mecânica que ilustra como as forças
atuam em um objeto sobre uma superfície inclinada. Este conceito é fundamental para
entender o movimento de objetos em rampas e em planos inclinados, e suas aplicações são
amplamente utilizadas na engenharia e na física do dia a dia.

Componentes da Força em um Plano Inclinado

Quando um objeto de massa (m) está em um plano inclinado com ângulo (θ) em relação à
horizontal, as forças atuantes podem ser decompostas da seguinte forma:

1. Força Peso P:
- Atua verticalmente para baixo.
- Magnitude: P = m cdot
- Pode ser decomposta em duas componentes:
- Componente yy:
P y =m⋅ g ⋅senθ
- Componente xx:
P x =m⋅ g ⋅cosθ

2. Força Normal (N):


- Atua perpendicularmente ao plano.
- Contrabalança a componente perpendicular do peso.
- Magnitude:
N=− P ⋅cos θ
4. Força de Tração ou Tensão ⃗
T:
- Se houver uma corda puxando o objeto, essa força atuará ao longo da corda.

2.2.7. Sistemas de corpos ligados


Sistemas de corpos ligados envolvem múltiplos objetos conectados por fios, cordas, barras
rígidas, ou outros dispositivos que restringem seu movimento relativo. Esses sistemas são
fundamentais na análise de problemas de dinâmica e estática, permitindo a compreensão
de como as forças e as acelerações se distribuem entre os corpos.

Conceitos e Ferramentas para Analisar Sistemas de Corpos Ligados

1. Equações de Movimento:
- As Leis de Newton são aplicadas a cada corpo individualmente para obter as equações
de movimento.

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

- As interações entre os corpos são representadas por forças de ligação, como tensão em
cordas ou força de compressão/tração em barras.

2. Tensão em Cordas e Fios:


- Em sistemas ideais, as cordas são inextensíveis e sem massa, e a tensão é uniforme ao
longo da corda.
- Se a corda passa por uma polia ideal (sem atrito e com massa desprezível), a tensão é a
mesma em ambos os lados da polia.

3. Forças Internas e Externas:


- Forças Internas: Forças que os corpos exercem uns sobre os outros através das
ligações.
- Forças Externas: Forças aplicadas ao sistema como um todo, como gravidade, forças
normais e atrito.

Análise de Exemplos Comuns de Sistemas de Corpos Ligados

1. Blocos Ligados por uma Corda em um Plano Horizontal

Problema: Dois blocos m 1 e m 2 estão em um plano horizontal sem atrito e ligados por uma
corda. Uma força ⃗
F é aplicada ao bloco m1.
Equações de Movimento:
- Para m 1:

F − T =m1 ⋅a
- Para m 2:
T =m2 ⋅ a

Onde T é a tensão na corda e a é a aceleração comum.

Resolvendo para T e a :
1. Combine as equações:
F=( m1 +m2 ) ⋅ a
⃗F
a=
m1 +m2

2. Tensão na corda:
m2 ⋅ ⃗
F
T =m2 ⋅ a=
m 1+ m 2

2. Blocos em um Plano Inclinado Ligados por uma Corda sobre uma Polia

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

Problema: Dois blocos m 1 e m 2 estão conectados por uma corda passando por uma polia
ideal. O bloco m 1 está em um plano inclinado e m 2 está pendurado verticalmente.

Equações de Movimento:
- Para m 1 no plano inclinado:
m1 ⋅ g ⋅ senθ −T =m1 ⋅a
- Para m 2 pendurado:
m2 ⋅ g − T=m2 ⋅a

Resolvendo para T e a :
1. Combine as equações:
m1 ⋅ g ⋅ sen ( θ ) +m2 ⋅g=( m1 +m2 ) ⋅a
m1 ⋅ g ⋅sen (θ ) +m2 ⋅ g
a=
m1+ m2

2. Tensão na corda:
T =m2 ⋅ g − m2 ⋅a
3. Blocos Ligados por uma Barra Rígida
Problema: Dois blocos m 1 e m 2 estão conectados por uma barra rígida de comprimento L
e sem massa. Uma força ⃗
F é aplicada horizontalmente ao bloco m1.

Equações de Movimento:
- Ambos os blocos aceleram juntos com a mesma aceleração \( a \).
- A força de compressão/tração ⃗
F T na barra pode ser determinada usando as equações de
movimento dos blocos.

Equações:
- Para m 1:

F −⃗F T =m 1 ⋅ a
- Para m 2 :

F T =m2 ⋅a

Resolvendo:
1. Aceleração comum:
⃗F
a=
m1 +m2

2. Força na barra:

F T =m2 ⋅a

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

2.2.8. Trabalho
Em física, o termo "trabalho" tem um significado específico e importante relacionado à
energia e à aplicação de forças sobre um objeto. Aqui está uma explicação abrangente
sobre o conceito de trabalho:
Definição de Trabalho

F ao longo de um deslocamento d⃗ é definido como o


O trabalho W realizado por uma força ⃗
produto escalar dessas duas grandezas:
F ⋅ d⃗ ⋅cos ( θ )
W =⃗
onde:
-⃗
F é a força aplicada,
- d⃗ é o deslocamento do ponto de aplicação da força,
F e a direção do deslocamento d⃗ .
- θ é o ângulo entre a direção da força ⃗

Características Importantes do Trabalho

1. Unidade de Medida:
- No Sistema Internacional (SI), a unidade de trabalho é o joule (J), onde 1J = 1 N.m .

2. Significado Físico:
O trabalho representa a transferência de energia devido à aplicação de uma força ao
longo de uma distância. Se a força aplicada não causa movimento ou deslocamento na
direção do movimento, o trabalho realizado é zero.

3. Direção da Força e do Deslocamento:


- O trabalho é máximo quando a força e o deslocamento são paralelos (ou anti-paralelos)
entre si, e mínimo (zero) quando são perpendiculares.

Cálculo do Trabalho em Situações Comuns

1. Trabalho de uma Força Constante:


F é constante e o deslocamento d⃗ ocorre na mesma direção da força:
- Se a força ⃗
F ⋅ d⃗
W =⃗

2. Trabalho em Ângulo:
- Quando a força e o deslocamento estão em direções diferentes, calculamos o trabalho
usando o produto escalar e o ângulo entre eles:
W =F ⋅d ⋅cosθ

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

onde F é a magnitude da força, d é a magnitude do deslocamento, e θ é o ângulo


F e d⃗ .
entre ⃗

2.2.9. Potência
Potência é uma grandeza física que descreve a rapidez com que o trabalho é realizado ou a
energia é transferida por unidade de tempo. Ela é fundamental tanto na física quanto em
aplicações práticas, como na engenharia e na mecânica.

Definição de Potência

A potência P é definida como a taxa na qual o trabalho W é realizado ou a energia E é


transferida:

W
P=
t

Onde:
- P é a potência,
- W é o trabalho realizado,
- t é o intervalo de tempo durante o qual o trabalho é realizado ou a energia é transferida.

Unidades de Medida

No Sistema Internacional (SI), a unidade de potência é o watt (W), definido como:

1Watt= 1 Joule/segundo= 1 J/s

Outras unidades comuns de potência incluem o cavalo-vapor (cv) e o quilowatt (kW), onde:

1 cv = 735,5 W
1 kW = 1000 W

Características Importantes da Potência

1. Relação com o Trabalho:


- Quanto maior a potência, mais rápido o trabalho é realizado.
- Potência alta implica em realizar uma quantidade maior de trabalho em um intervalo de
tempo menor.

Cálculo da Potência

A potência pode ser calculada de diferentes maneiras dependendo do contexto:

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

1. Potência Média:
W
P=
t
Onde W é o trabalho realizado durante o intervalo de tempo (t).

2. Potência Instantânea:
- Quando a potência varia com o tempo, ela pode ser obtida calculando a derivada do
trabalho em relação ao tempo:
dW
P (t)=
dt
Esta é a taxa de variação instantânea do trabalho em relação ao tempo.

2.2.10. Energia mecânica


A energia mecânica é uma forma de energia associada ao movimento e à posição de um
objeto. Ela engloba duas formas principais de energia: a energia cinética e a energia
potencial. Vamos explorar cada uma delas e como juntas compõem a energia mecânica
total de um sistema.

Energia Cinética

A energia cinética Ec está relacionada ao movimento de um objeto e é definida como:

2
mv
Ec =
2

onde:
- m é a massa do objeto,
- v é a sua velocidade.

A energia cinética aumenta com o quadrado da velocidade do objeto. Isso significa que um
objeto em movimento rápido tem uma energia cinética maior do que um objeto de massa
similar movendo-se mais lentamente.

Energia Potencial

A energia potencial é associada à posição ou à configuração de um objeto dentro de um


campo de forças, como o campo gravitacional ou o campo elétrico. As duas formas comuns
de energia potencial são:

1. Energia Potencial Gravitacional:

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

E p =mgh

onde:
- m é a massa do objeto,
- g é a aceleração devida à gravidade (cerca de 9,8 m/s² na superfície da Terra),
- h é a altura do objeto em relação a um nível de referência.

A energia potencial gravitacional aumenta com a altura do objeto em relação ao ponto de


referência. Quando o objeto é liberado, essa energia potencial é convertida em energia
cinética à medida que o objeto cai.

2. Energia Potencial Elástica:

kx²
Ep=
2

onde:
- k é a constante elástica da mola,
- x é a deformação ou compressão da mola a partir de seu comprimento natural.

A energia potencial elástica está presente em sistemas como molas e é armazenada


quando a mola é esticada ou comprimida. Quando a mola é liberada, essa energia potencial
é convertida em energia cinética.

Energia Mecânica Total

A energia mecânica total E_m de um sistema é a soma das energias cinética e potencial:

E=Ec + E p

Essa expressão mostra que a energia mecânica total de um sistema é conservada se não
houver dissipação de energia devido a forças não-conservativas, como atrito ou resistência
do ar. Isso significa que, em um sistema isolado (onde não há perda de energia), a energia
total permanece constante ao longo do tempo.

Conservação da Energia Mecânica

A conservação da energia mecânica é uma consequência da conservação da energia total


em sistemas isolados. Isso significa que a energia não pode ser criada nem destruída,
apenas transformada de uma forma para outra. Por exemplo, a energia cinética de um
objeto pode ser transformada em energia potencial e vice-versa, mas a soma total
permanece constante, desde que todas as forças envolvidas sejam conservativas.

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

2.2.11. Impulso
O impulso é uma grandeza física que descreve a quantidade de movimento transferida para
um objeto devido à aplicação de uma força ao longo de um intervalo de tempo. Ele é
fundamental para entender como as forças causam mudanças na quantidade de movimento
de um objeto.

Definição de Impulso

O impulso ⃗
J aplicado por uma força⃗
F durante um intervalo de tempo Δt é definido como:

⃗J = ⃗
F ⋅ Δt

onde:
-⃗F é a força aplicada,
- Δt é o intervalo de tempo durante o qual a força é aplicada.

Características Importantes do Impulso

1. Vetor:
- O impulso é um vetor que possui a mesma direção e sentido da força aplicada.

2. Alteração na Quantidade de Movimento:


- De acordo com o Princípio Fundamental da Dinâmica, o impulso aplicado a um objeto
causa uma alteração na sua quantidade de movimento (momentum). Se a massa do objeto
é constante, a variação da quantidade de movimento Δvec{p} é igual ao impulso:
Δvec p=⃗J = ⃗
F ⋅ Δt

3. Relação com a Força e o Tempo:


- Quanto maior a força aplicada ou quanto maior o tempo durante o qual a força é aplicada,
maior será o impulso e a mudança na quantidade de movimento.

Unidades de Medida

No Sistema Internacional (SI), a unidade de impulso é o newton-segundo (N·s), que é


equivalente a:

1N·s = 1 kg·m/s

Aplicações do Impulso

1. Colisões:

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

- Em colisões entre objetos, o impulso aplicado por uma força pode alterar drasticamente
suas velocidades e direções.

2.2.12. Quantidade de movimento


A quantidade de movimento, também conhecida como momento linear, é uma grandeza
física fundamental que descreve o movimento de um objeto em termos de sua massa e
velocidade. É representada pelo vetor ⃗pe é definida como o produto da massa m do objeto
pela sua velocidade ⃗v :

⃗p=m⋅ ⃗v

Características Importantes da Quantidade de Movimento

1. Vetorial:
- A quantidade de movimento é uma grandeza vetorial, o que significa que possui
magnitude (valor numérico) e direção. A direção é a mesma que a da velocidade do objeto.

2. Conservação da Quantidade de Movimento:


- De acordo com o Princípio da Conservação da Quantidade de Movimento, a quantidade
total de movimento de um sistema isolado permanece constante se nenhuma força externa
atuar sobre ele. Em outras palavras, a quantidade total de movimento antes e depois de
uma interação entre objetos (como uma colisão) é a mesma, desde que não haja forças
externas atuando.

3. Unidades de Medida:
- No Sistema Internacional (SI), a unidade de quantidade de movimento é o quilograma
metro por segundo (kg·m/s).

Relação com a Força

A segunda lei de Newton relaciona a força aplicada a um objeto à taxa de mudança da


quantidade de movimento. Matematicamente, isso é expresso como:

⃗ d ⃗p
F=
dt

Ou seja, a força resultante aplicada a um objeto é igual à taxa de mudança da sua


quantidade de movimento com o tempo. Se a massa do objeto é constante, isso pode ser
simplificado para:

⃗ m⋅d v⃗
F=
dt

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

2.2.13. Lei da conservação da energia mecânica


A Lei da Conservação da Energia Mecânica é um princípio fundamental da física que afirma
que a energia total de um sistema isolado permanece constante ao longo do tempo, desde
que apenas forças conservativas atuem sobre ele. Isso significa que a energia mecânica
total, que é a soma da energia cinética e da energia potencial, não muda se o sistema
estiver isolado de influências externas não conservativas, como atrito ou dissipação de
calor.

Formas de Energia Mecânica


1. Energia Cinética (E_c):
 É a energia associada ao movimento de um objeto. Para um objeto de massa (m) e
velocidade (v), a energia cinética é dada por: E_c=mv² over 2
2. Energia Potencial (E_p):
 É a energia associada à posição ou configuração de um objeto em um campo de forças.
As formas comuns de energia potencial são:
 Energia Potencial Gravitacional: Relacionada à altura de um objeto em um campo
gravitacional. Para um objeto de massa m a uma altura h acima de um nível de
referência, a energia potencial gravitacional é: E_p=mgh onde g é a aceleração devido à
gravidade.
 Energia Potencial Elástica: Relacionada à deformação de uma mola ou material
elástico. Para uma mola com constante elástica k e deformação x, a energia potencial
1 2
elástica é: Ep= k x
2

Lei da Conservação da Energia Mecânica


A Lei da Conservação da Energia Mecânica pode ser formulada da seguinte maneira:

Emecanica inicial =E mecanica final, assim : ΔE mecanica=0

Ou seja, a energia mecânica total do sistema antes de um evento (como uma colisão,
queda, ou outro tipo de interação) é igual à energia mecânica total após o evento, desde
que não haja trabalho realizado por forças não conservativas.

Condições para Aplicação


 Para que a Lei da Conservação da Energia Mecânica seja aplicável, é essencial
que:
 O sistema esteja isolado, ou seja, não haja influência externa não conservativa.
 Todas as forças atuantes sejam conservativas, como a força gravitacional, a força
elástica, etc.
 Não haja transformação de energia mecânica em outras formas de energia não
mecânicas, como calor, som, etc.

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

2.3. Hidrostática
A hidrostática é a parte da mecânica dos fluidos que estuda o comportamento dos fluidos
em repouso, ou seja, quando não há movimento relativo entre as partículas do fluido. Ela
aborda aspectos como a pressão nos fluidos, a variação dessa pressão com a profundidade
e a aplicação desses princípios em diversos contextos, como na hidráulica, na meteorologia
e na engenharia civil.

2.3.1. Pressão
A pressão hidrostática é a pressão exercida por um fluido em repouso devido ao peso da
coluna de fluido acima do ponto considerado. Esse tipo de pressão é uma consequência
direta da gravidade atuando sobre o fluido e é um conceito fundamental na hidrostática e na
mecânica dos fluidos.

Características da Pressão Hidrostática


Dependência da Profundidade:

A pressão hidrostática aumenta com a profundidade do fluido. Quanto maior a


profundidade, maior é a pressão exercida pelo fluido sobre os objetos imersos ou sobre o
fundo do recipiente.

Igualdade em Todos os Pontos Horizontais:

Em um fluido em repouso e incompressível, a pressão é a mesma em todos os pontos de


um mesmo nível horizontal. Isso ocorre porque as partículas de fluido estão em equilíbrio
sob a ação das forças de pressão.

Fórmula da Pressão Hidrostática:

A pressão hidrostática PPP em um ponto dentro de um fluido é calculada pela fórmula:


P=P 0 ​+ ρghonde:
P0, é a pressão na superfície livre do fluido (geralmente a pressão atmosférica),
A. ρ é a densidade do fluido,
B. g é a aceleração devido à gravidade,
C. h é a profundidade do ponto no fluido.

2.3.2. Teorema de Stevin


O Teorema de Stevin, também conhecido como Lei de Stevin, é um princípio fundamental
da hidrostática que descreve como a pressão em um fluido varia com a profundidade e é
influenciada pela densidade do fluido. Este teorema foi formulado pelo físico e matemático
holandês Simon Stevin no século 16.

Formulação do Teorema de Stevin

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

O teorema de Stevin afirma que a diferença de pressão entre dois pontos em um fluido em
repouso é diretamente proporcional à densidade do fluido (ρ), à aceleração gravitacional (g)
e à altura (h) entre os dois pontos.
Matematicamente, o teorema pode ser expresso como:
P2 ​− P1 ​= ρg⋅ h
onde:

 P1 e P2 são as pressões nos pontos 1 e 2, respectivamente,

 ρ é a densidade do fluido,

 g é a aceleração devido à gravidade,

 h é a diferença de altura entre os pontos 1 e 2.

Principais Aspectos do Teorema de Stevin


Variação da Pressão com a Profundidade:
O teorema de Stevin mostra que a pressão em um fluido aumenta com a profundidade,
devido ao peso da coluna de fluido acima do ponto considerado. Quanto maior a
profundidade, maior a pressão.
Dependência da Densidade do Fluido:
A densidade do fluido também influencia a pressão hidrostática. Fluidos mais densos
resultam em maiores variações de pressão com a profundidade.

Relação com o Princípio de Pascal:

O teorema de Stevin é uma aplicação direta do Princípio de Pascal para fluidos em repouso.
Ele demonstra como a pressão é transmitida de maneira uniforme em todas as direções em
um fluido.

2.3.3. Teorema de Pascal


O Teorema de Pascal é um princípio fundamental da hidrostática que descreve como a
pressão aplicada a um fluido em um ponto é transmitida de maneira igual e sem perda a
todos os pontos do fluido e às paredes do recipiente que o contém. Este teorema foi
formulado pelo matemático e físico francês Blaise Pascal no século XVII e é fundamental na
compreensão do comportamento dos fluidos.

Formulação do Teorema de Pascal


O teorema de Pascal pode ser enunciado da seguinte forma:

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

Quando uma pressão é aplicada a um fluido confinado em um recipiente, essa


pressão é transmitida integralmente e de forma igual em todas as direções e em
todos os pontos do fluido e das paredes do recipiente.

Matematicamente, isso pode ser expresso como:

P1=P2

onde:

 P1 e P2são as pressões em dois pontos distintos no fluido (ou nas paredes do


recipiente).

Principais Aspectos do Teorema de Pascal


Igualdade de Pressão:

O teorema de Pascal estabelece que a pressão aplicada em um ponto de um fluido


confinado se transmite de forma igual e sem perda a todos os pontos do fluido e às paredes
do recipiente.

Aplicação em Sistemas Hidráulicos:

É a base teórica para o funcionamento de sistemas hidráulicos, nos quais pequenas forças
aplicadas em um pistão geram grandes forças em outro pistão conectado através de um
fluido incompressível.

Consequência do Equilíbrio de Forças:

O teorema de Pascal decorre do fato de que, em um fluido em repouso, as forças de


pressão atuam em todas as direções de maneira que o sistema permaneça em equilíbrio.

2.3.4. Princípio do Empuxo


O Princípio do Empuxo, formulado por Arquimedes, é um conceito fundamental da
hidrostática que descreve a força ascendente que um fluido exerce sobre um corpo imerso
nele, seja parcial ou totalmente. Esse princípio é responsável pelo fenômeno de flutuação
de corpos em fluidos, como água e ar, e tem importantes aplicações na engenharia naval,
na construção de embarcações e na ciência de materiais.

Formulação do Princípio do Empuxo


O Princípio do Empuxo pode ser enunciado da seguinte forma:

"Todo corpo imerso total ou parcialmente em um fluido recebe um empuxo vertical,


para cima, igual ao peso do fluido deslocado pelo corpo."

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

Aspectos Importantes do Princípio do Empuxo


Força de Empuxo:

A força de empuxo é uma força vertical para cima exercida pelo fluido sobre o corpo imerso.
Ela é igual ao peso do fluido deslocado pelo corpo, ou seja, à massa do fluido deslocado
multiplicada pela aceleração da gravidade ( F empuxo=ρ fluido ⋅V corpo ⋅ g ), onde ρ fluido, é a
densidade do fluido, V corpo é o volume do corpo imerso e g é a aceleração devido à
gravidade.

Condições de Flutuação:

Um corpo flutua quando o empuxo exercido pelo fluido sobre ele é igual ao seu peso. Se o
peso do corpo for maior que o empuxo, ele afundará; se for menor, ele flutuará ou subirá.

Dependência da Densidade:

A magnitude do empuxo depende da densidade do fluido no qual o corpo está imerso.


Quanto maior a densidade do fluido, maior será o empuxo.

2.4. 1.4. Hidrodinâmica


Hidrodinâmica
A hidrodinâmica aborda o comportamento de fluidos em movimento, analisando aspectos
como a velocidade do fluxo, a pressão, as forças de arrasto e outros fenômenos
relacionados ao movimento de líquidos e gases. Aqui estão alguns conceitos importantes
dentro da hidrodinâmica:

Equações de Conservação:

As equações fundamentais da hidrodinâmica são as equações de conservação da


massa, momento (ou quantidade de movimento) e energia. Estas equações
descrevem como o fluxo de fluido é afetado por forças externas e internas.

Perfil de Velocidade:

Estuda como a velocidade do fluido varia em diferentes pontos ao longo de um


escoamento, seja em regime laminar (fluxo suave e organizado) ou turbulento (fluxo
caótico e não linear).

Forças de Arrasto:

Investigação das forças de resistência que um fluido exerce sobre um objeto que se
move através dele, como um carro na estrada ou um avião no ar.

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

Teoria do Escoamento:

Estudo dos tipos de escoamento de fluidos, incluindo escoamento estacionário e não


estacionário, além de fenômenos como a formação de vórtices e turbulência.

2.4.1. Vazão
Vazão é um conceito importante na hidrodinâmica e em muitos campos da engenharia
e da ciência que lidam com fluidos. Vamos explorar o significado e a aplicação desse
conceito:

Vazão
A vazão refere-se à quantidade de fluido que passa por uma determinada seção de um
conduto ou canal em um determinado intervalo de tempo. Ela é uma medida fundamental
para entender e controlar o fluxo de fluidos em sistemas diversos, sendo expressa em
unidades de volume por unidade de tempo (por exemplo, litros por segundo, metros cúbicos
por hora).

Principais Conceitos e Aplicações da Vazão


1. Tipos de Vazão:
 Vazão Volumétrica: É a quantidade de volume de fluido que passa por uma seção por
unidade de tempo (ex: m³/s).
 Vazão Massíca: É a massa de fluido que passa por uma seção por unidade de tempo
(ex: kg/s).
2. Medição da Vazão:
Existem diversos métodos para medir a vazão de um fluido, incluindo o uso de medidores
de vazão como rotâmetros, medidores de área variável, medidores ultrassônicos, entre
outros dispositivos. Matematicamente podemos medir a vazão utilizando a formula.

Q= A ⋅ v

onde:

 Q é a vazão volumétrica,

 A é a área da seção transversal da tubulação ( A=π ⋅r ² , com r sendo o raio da


tubulação),

 v é a velocidade média do fluido.

2.4.2. Equação da continuidade


A equação da continuidade é um princípio fundamental na mecânica dos fluidos que
expressa a conservação da massa em um fluxo de fluido incompressível. Esse princípio é
derivado do princípio de conservação da massa na física e estabelece que a taxa de fluxo
de massa que entra em uma região de controle deve ser igual à taxa de fluxo de massa que

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

sai dessa região de controle, desde que não haja acumulação ou diminuição de massa
dentro dessa região.

Formulação da Equação da Continuidade


Para um fluxo estacionário e incompressível, a equação da continuidade pode ser expressa
de diferentes maneiras, dependendo da aplicação específica:

Para um tubo ou canal: A equação da continuidade para um fluxo incompressível através


de um tubo ou canal é dada pela seguinte equação: A1 ⋅v 1= A 2 ⋅ v 2 onde:

A1 e A 2 são as áreas da seção transversal do tubo ou canal nos pontos 1 e 2,


respectivamente,

v 1 , e v 2, são as velocidades do fluido nos pontos 1 e 2, respectivamente.

Esta equação afirma que, para um fluxo incompressível, a velocidade do fluido é


inversamente proporcional à área da seção transversal: se a área aumenta, a velocidade
diminui, e vice-versa.

Para um fluxo em regime geral: A equação geral da continuidade pode ser expressa na
forma de taxa de vazão volumétrica: ρ2 A 2 v 2=ρ2 A 2 v 2onde ρ1 e ρ2 , são as densidades do
fluido nos pontos 1 e 2, respectivamente. Essa forma da equação da continuidade leva em
consideração a densidade do fluido, sendo útil em situações onde a densidade pode variar
ao longo do fluxo.

2.4.3. Princípio de Bernoulli


O Princípio de Bernoulli é um conceito fundamental na mecânica dos fluidos que descreve o
comportamento de um fluido em movimento ao longo de uma linha de corrente. Ele é
amplamente utilizado para explicar fenômenos como a sustentação de asas de aviões, o
funcionamento de carburadores, aerofólios, entre outros. Este princípio foi desenvolvido
pelo cientista suíço Daniel Bernoulli no século XVIII e é baseado na conservação da energia
em um fluido em movimento.

Formulação do Princípio de Bernoulli


O Princípio de Bernoulli pode ser enunciado da seguinte forma:

"Em um fluido ideal (sem viscosidade e não compressível), em regime estacionário


(ou seja, ao longo de uma linha de corrente), a soma entre a pressão estática, a
energia cinética e a energia potencial por unidade de volume é constante ao longo de
uma linha de corrente."

Equação de Bernoulli
A forma matemática do Princípio de Bernoulli é expressa pela equação de Bernoulli:

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

1
P+ ρv ²+ ρgh=constante
2

onde:

 P é a pressão estática do fluido,


 ρ é a densidade do fluido,
 v é a velocidade do fluido ao longo da linha de corrente,
 g é a aceleração devido à gravidade,
 h é a altura em relação a um ponto de referência.

Interpretação dos Termos da Equação de Bernoulli


1. Termo P: Representa a pressão estática do fluido. Em um fluido ideal, variações na
pressão estão associadas a mudanças na velocidade do fluido.
1
2. Termo ρv ²: Representa a energia cinética por unidade de volume do fluido.
2
Quanto maior a velocidade do fluido, maior será a contribuição deste termo para a
constante.
3. Termo ρgh: Representa a energia potencial por unidade de volume do fluido devido
à altura em relação a um ponto de referência. Este termo é significativo em sistemas
que envolvem variações de altitude ou elevação.

2.5. Gravitação Universal


A Gravitação Universal é uma lei fundamental da física que descreve a força de atração
entre quaisquer dois objetos com massa no universo. Esta lei foi formulada por Sir Isaac
Newton no século XVII e é uma das bases da física moderna, sendo fundamental para
entender o movimento dos planetas, estrelas, galáxias e outros corpos celestes.

2.5.1. Força Gravitacional


A força gravitacional, conforme definida pela Lei da Gravitação Universal de Newton, é a
força de atração mútua entre dois corpos com massa. Esta força atua ao longo da linha que
une os centros de massa desses corpos e é responsável por fenômenos como a queda dos
corpos na superfície da Terra, a órbita dos planetas ao redor do Sol e a interação entre as
estrelas em uma galáxia.

Formulação da Força Gravitacional


A força gravitacional entre dois corpos pode ser calculada usando a fórmula:

Gm1 ⋅m 2
F=

onde:

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

 F é a força gravitacional entre os dois corpos,


 G é a constante gravitacional de Newton (G≈6,674×10⁻¹¹ m³⋅kg⁻¹⋅s⁻²),
 m1 ,e m2, são as massas dos dois corpos,
 r é a distância entre os centros de massa dos dois corpos.

Características da Força Gravitacional


Atração Universal: A força gravitacional atua entre todos os corpos com massa no
universo. Ela é uma das quatro forças fundamentais da natureza.

Inversamente Proporcional ao Quadrado da Distância: A intensidade da força


gravitacional diminui conforme o quadrado da distância entre os corpos aumenta. Ou seja,
se a distância entre os corpos dobrar, a força gravitacional será reduzida a um quarto do
valor original.

Dependência da Massa: A força gravitacional também é diretamente proporcional ao


produto das massas dos dois corpos. Quanto maior a massa de um corpo, maior será a
força gravitacional que ele exerce sobre outro corpo.

2.5.2. Leis de Kepler


As Leis de Kepler são um conjunto de três leis que descrevem o movimento dos planetas ao
redor do Sol, formuladas por Johannes Kepler no início do século XVII com base em
observações detalhadas feitas por Tycho Brahe. Estas leis são fundamentais para a
compreensão da mecânica celeste e são consideradas um marco importante na história da
astronomia. Vamos explorar cada uma delas:

Primeira Lei de Kepler (Lei das Órbitas)


"Cada planeta se move em uma órbita elíptica, com o Sol ocupando um dos focos da
elipse."
Esta lei descreve a forma das órbitas dos planetas ao redor do Sol. Uma elipse é uma forma
geométrica comum, onde dois pontos chamados focos têm uma soma constante de
distâncias a qualquer ponto na elipse. A posição do Sol não é exatamente no centro da
elipse, mas em um dos focos.

Segunda Lei de Kepler (Lei das Áreas)


"O segmento de linha que une um planeta ao Sol varre áreas iguais em tempos
iguais."

Esta lei descreve a velocidade variável de um planeta durante sua órbita. Um planeta se
move mais rapidamente quando está mais próximo do Sol (periélio) e mais lentamente
quando está mais distante (afélio). Isso implica que a velocidade do planeta não é

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

constante, mas sua área de varredura (ou a área da elipse que ele percorre) em um período
de tempo fixo é sempre a mesma.

Terceira Lei de Kepler (Lei dos Períodos)


"O quadrado do período orbital de um planeta é diretamente proporcional ao cubo do
semi-eixo maior de sua órbita."
Matematicamente, a terceira lei de Kepler pode ser expressa como:
2 3
T =k ⋅a
onde:
 T é o período orbital do planeta (tempo necessário para completar uma órbita),
 a é o semi-eixo maior da órbita do planeta (metade da maior distância entre os
pontos da órbita),
 k é uma constante que depende da massa do Sol e das unidades utilizadas.
Esta lei estabelece uma relação precisa entre o período orbital de um planeta e a distância
média entre o planeta e o Sol. Por exemplo, planetas mais distantes do Sol têm períodos
orbitais mais longos, de acordo com essa relação.

Importância das Leis de Kepler


Base da Astronomia Moderna: As leis de Kepler são fundamentais para a compreensão
do movimento planetário e abriram caminho para a teoria da gravitação universal de
Newton.
Validação Observacional: As observações detalhadas de Kepler e Brahe permitiram que
as leis fossem estabelecidas com precisão, demonstrando a aplicação do método científico
na astronomia.
Influência na Física Moderna: As leis de Kepler foram essenciais para o desenvolvimento
posterior da física, incluindo a mecânica celeste e a teoria da relatividade de Einstein.

2.5.3. Exercicios.
1. Um carro percorre uma estrada retilínea a uma velocidade constante de 80 km/h.
Calcule quanto tempo ele levará para percorrer 240 km.
2. Um avião voa com uma velocidade constante de 900 km/h durante 3 horas. Qual é a
distância total percorrida pelo avião nesse tempo?
3. Um trem parte de uma estação e mantém uma velocidade constante de 120 km/h.
Sabendo que ele viaja por 2 horas e 30 minutos, determine a distância percorrida
pelo trem nesse período.

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

4. Um ciclista completa um percurso de 60 km em 2 horas. Qual foi a velocidade média


do ciclista durante o trajeto?
5. Um barco atravessa um lago a uma velocidade constante de 25 m/s. Se o trajeto
completo leva 6 minutos para ser completado, qual é a distância total do lago que o
barco atravessa?
6. Um carro parte do repouso e acelera uniformemente a 4 m/s² durante 10 segundos.
Determine a distância percorrida pelo carro nesse intervalo de tempo.
7. Um objeto é lançado verticalmente para cima com uma aceleração de -9,8 m/s²
(devido à gravidade). Se o objeto atinge o ponto mais alto em 4 segundos, calcule a
altura máxima alcançada.
8. Um corpo é lançado horizontalmente de uma altura de 20 metros com uma
velocidade inicial de 10 m/s. Determine a distância horizontal percorrida pelo corpo
antes de atingir o solo.
9. Um trem parte da estação com uma aceleração de 1,5 m/s². Após 20 segundos, ele
atinge a velocidade de 30 m/s. Qual era a sua velocidade inicial?
10. Um foguete é lançado verticalmente para cima a partir do solo com uma aceleração
constante de 20 m/s². Após 6 segundos, qual será a sua velocidade e altura em
relação ao solo?
11. Um objeto é lançado verticalmente para cima a partir do solo com uma velocidade
inicial de 20 m/s. Calcule a altura máxima que o objeto atinge antes de começar a
cair de volta ao solo, considerando g=9,8m/s2.
12. Um corpo é largado de uma altura de 100 metros. Determine o tempo que ele leva
para atingir o solo. Considere g=9,8m/s2.
13. Um paraquedista salta de um avião a uma altura de 3000 metros e abre o
paraquedas imediatamente. Se a velocidade terminal do paraquedista é 50 m/s,
calcule quanto tempo ele leva para atingir o solo.
14. Um projétil é disparado verticalmente para cima com uma velocidade inicial de 30
m/s. Determine a altura máxima alcançada e o tempo necessário para atingi-la.
Considere g=9,8m/s2.
15. Um elevador começa a descer com uma aceleração de 2m/s2. Se leva 3 segundos
para parar completamente, qual era a velocidade inicial do elevador?
16. Um projétil é lançado com uma velocidade inicial de 30 m/s a um ângulo de 45 graus
em relação à horizontal. Determine: a) A altura máxima alcançada pelo projétil. b) O
alcance horizontal máximo.
17. Um objeto é lançado horizontalmente de uma altura de 50 metros com uma
velocidade inicial de 20 m/s. Determine o tempo que o objeto leva para atingir o solo.

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

18. Um avião deixa cair um pacote de suprimentos a uma altitude de 500 metros.
Determine a velocidade vertical do pacote quando atinge o solo, se o avião estava
voando a 200 m/s horizontalmente.
19. Um jogador de futebol chuta uma bola com uma velocidade inicial de 25 m/s a um
ângulo de 30 graus em relação à horizontal. Determine a altura máxima alcançada
pela bola.
20. Um foguete é lançado verticalmente para cima a partir do solo com uma velocidade
inicial de 50 m/s. Determine a velocidade e a altura do foguete após 10 segundos.
21. Uma partícula realiza um movimento circular com raio de 2 metros. Determine sua
velocidade angular quando completa 3 voltas em 10 segundos.
22. Um carro de corrida percorre uma pista circular de 500 metros de raio com uma
velocidade constante de 60 m/s. Calcule a aceleração centrípeta do carro.
23. Um pêndulo simples tem um comprimento de 1 metro. Determine o período de
oscilação do pêndulo se a aceleração devido à gravidade é g=9,8m/s2.
24. Um disco gira com uma frequência de 10 Hz. Determine sua velocidade tangencial
na borda do disco, sabendo que o raio é 0,5 metros.
25. Um satélite em órbita ao redor da Terra tem um raio orbital de 7000 km. Determine a
velocidade orbital do satélite em torno da Terra, assumindo que ele está em uma
órbita circular e que o período orbital é de 2 horas.
26. Um carro de 1500 kg está viajando a 20 m/s quando o motorista pisa no freio,
aplicando uma força de atrito de 5000 N. Determine a desaceleração do carro.
27. Um skate de massa 2 kg é lançado a partir do repouso de uma rampa com altura de
5 metros. Determine a velocidade do skate quando ele chega ao solo,
desconsiderando a resistência do ar.
28. Um pêndulo simples de massa 2 kg é liberado do repouso a partir de uma altura de
1 metro em relação à posição de equilíbrio (ponto mais baixo da trajetória).
Determine:
a) A velocidade do pêndulo quando passa pela posição de equilíbrio (ponto
mais baixo).
b) Verifique se a energia mecânica total do sistema (cinética + potencial) é
conservada durante o movimento.
29. Um mergulhador está a uma profundidade de 20 metros em um lago. Determine a
pressão absoluta exercida pela água nessa profundidade, considerando que a
pressão atmosférica ao nível da água é de 1 atm.
30. Um tanque contém água até uma altura de 5 metros. Determine a pressão no fundo
do tanque, considerando a densidade da água como 1000kg/m3.

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

31. Um cilindro contém um pistão que exerce uma força de 200 N em uma área de 0,02
m2. Determine a pressão no fluido contido no cilindro.
32. Um elevador hidráulico possui um pistão maior com área de 1 m² e um pistão menor
com área de 0,01 m². Se uma força de 1000 N é aplicada ao pistão menor,
determine a força exercida pelo pistão maior.
33. Um bloco de madeira de 0,5 m³ e densidade 400 kg/m³ é imerso em água.
Determine o empuxo exercido pela água sobre o bloco.
34. Um submarino de 2000 toneladas desloca uma massa de água igual ao seu peso ao
submergir. Determine o volume de água deslocado pelo submarino.
35. Um cano de água tem uma seção transversal de 0,02 m2 e uma velocidade média
de 2 m/s. Determine a vazão volumétrica da água através do cano.
36. Uma mangueira de incêndio tem uma vazão de 500 litros de água por minuto.
Determine a velocidade média da água na saída da mangueira, se a área da seção
transversal da mangueira é de 0,1 m².
37. Um cano de água com diâmetro de 10 cm se reduz para um diâmetro de 5 cm. Se a
velocidade da água no cano de 10 cm é de 2 m/s, determine a velocidade da água
no cano de 5 cm.
38. Um tubo em forma de V tem duas ramificações: uma com diâmetro de 5 cm e outra
com diâmetro de 3 cm. Se a velocidade da água na ramificação de 5 cm é de 4 m/s,
determine a velocidade da água na ramificação de 3 cm.
39. Uma corrente de água flui através de uma tubulação. Se a pressão na seção 1 é de
200 kPa, a velocidade é de 5 m/s e a altura é de 10 m, determine a pressão na
seção 2 da tubulação, onde a velocidade é de 2 m/s e a altura é de 15 m.
40. Um avião voa com velocidade de 300 km/h a uma altitude onde a pressão
atmosférica é de 80 kPa. Determine a pressão dentro da cabine do avião se a
velocidade do ar na entrada da turbina é de 350 m/s.
41. Dois corpos têm massas de 100 kg e 150 kg, respectivamente, e estão separados
por uma distância de 5 metros. Calcule a força gravitacional entre eles.
42. Determine a força gravitacional entre a Terra (massa 5,97×1024 kg) e uma pessoa
de massa 70 kg, quando a pessoa está na superfície da Terra (raio 6371 km).
43. Um satélite de 1000 kg está em órbita circular a uma altitude de 500 km acima da
superfície da Terra. Determine a força gravitacional sobre o satélite.
44. Um planeta tem uma órbita elíptica ao redor do Sol, com semi-eixo maior de 2 UA.
Determine a distância do planeta ao Sol quando está no ponto mais próximo
(periélio) se sua distância no ponto mais afastado (afélio) é de 3 UA.

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

45. Um planeta leva 400 dias para completar uma órbita ao redor de sua estrela.
Determine seu período orbital se a distância média entre o planeta e sua estrela é de
1,5 UA.
46. Um cometa tem um período orbital de 50 anos ao redor do Sol. Determine a
distância média do cometa ao Sol, sabendo que sua órbita é quase parabólica.

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

3. Física Térmica

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

A física térmica é o ramo da física que estuda os fenômenos relacionados ao calor,


temperatura e energia térmica. Ela abrange uma variedade de conceitos e leis fundamentais
que são essenciais para entender como a energia térmica se comporta e como ela interage
com a matéria.

3.1. Temperatura
A temperatura é uma medida quantitativa da energia cinética média das partículas em um
sistema. Ela é uma propriedade física fundamental que descreve o quão quente ou frio um
objeto ou ambiente está em relação a uma escala padrão.

Conceitos Básicos sobre Temperatura


Escala de Temperatura:

A temperatura pode ser medida em diferentes escalas, sendo as mais comuns a


escala Celsius (°C), Kelvin (K) e Fahrenheit (°F).

Kelvin (K): É a escala de temperatura absoluta, onde zero Kelvin (0 K) corresponde


ao zero absoluto, a temperatura mais baixa possível na qual todas as partículas
param de se mover.

Movimento Molecular e Temperatura:

A temperatura está relacionada diretamente à energia cinética média das partículas


em um sistema. Quanto maior a temperatura, maior é a energia cinética média das
partículas e vice-versa.

Medição da Temperatura:

A temperatura pode ser medida com termômetros, dispositivos que respondem às


mudanças de temperatura em função da variação de alguma propriedade física,
como o volume de um líquido ou a resistência elétrica de um material.

3.2. Escalas Termométricas


Celsius (°C):

A escala Celsius é amplamente utilizada em todo o mundo para medição de temperatura


cotidiana. Na escala Celsius, a água congela a 0 °C e ferve a 100 °C ao nível do mar, sob
pressão atmosférica padrão.

Kelvin (K):

A escala Kelvin é usada em ciência e engenharia, especialmente em física e química. Ela


começa em zero absoluto (0 K), onde todas as partículas param de se mover. A relação
entre Celsius e Kelvin é dada por T(K)=T(°C)+273,15T(K) = T(°C) + 273,15T(K)=T(°C)
+273,15.

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

Fahrenheit (°F):

A escala Fahrenheit é usada principalmente nos Estados Unidos e em alguns outros países.
Na escala Fahrenheit, a água congela a 32 °F e ferve a 212 °F ao nível do mar.

3.3. Conversões de escalas termométricas


Conversões entre escalas termométricas são comuns em muitos contextos científicos,
industriais e cotidianos. As escalas mais utilizadas são Celsius (°C), Fahrenheit (°F) e Kelvin
(K). Aqui estão as fórmulas básicas para converter entre essas escalas:

Conversão de Celsius para Fahrenheit


A fórmula para converter temperatura de Celsius (°C) para Fahrenheit (°F) é:
°F = (°C x 1,8) + 32
Por exemplo, para converter 20 °C para Fahrenheit:
T(°F)=20×1,8 + 32 = 68°F
Conversão de Fahrenheit para Celsius
Para converter temperatura de Fahrenheit (°F) para Celsius (°C), a fórmula é:
ºF −32
ºC=
1,8
Por exemplo, para converter 68 °F para Celsius:
T(°C)=(68 − 32)/1,8 = 20°C
Conversão de Celsius para Kelvin
A escala Kelvin (K) é a escala de temperatura absoluta, onde zero Kelvin corresponde ao
zero absoluto (-273,15 °C). A conversão de Celsius (°C) para Kelvin (K) é dada por:
T(K)=T(°C)+273,15
Por exemplo, para converter 20 °C para Kelvin:
T(K)=20+273,15=293,15
Conversão de Kelvin para Celsius
Para converter temperatura de Kelvin (K) para Celsius (°C), a fórmula é:
T(°C)=T(K)−273,15
Por exemplo, para converter 293,15 K para Celsius:
T(°C)=293,15−273,15=20°C

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

Conversão de Fahrenheit para Kelvin


Para converter apenas precisa usar a formula:
5
K = ( ° F + 459 ,67 )
9
Conversão de Kelvin para Fahrenheit
F
K= – 273 ,15
1,8

3.4. Calor
O calor é uma forma de energia que é transferida entre sistemas ou partes de um sistema
devido a diferenças de temperatura. Ele sempre flui do corpo mais quente para o corpo
mais frio até que ocorra um equilíbrio térmico, onde as temperaturas se igualam.

Aspectos Fundamentais do Calor


Transferência de Energia: O calor é transferido de um corpo para outro ou entre diferentes
partes do mesmo corpo devido a uma diferença de temperatura. Esse processo de
transferência pode ocorrer por condução, convecção ou radiação.
Unidade de Medida: A unidade padrão para medir calor no Sistema Internacional (SI) é o
joule (J). Outra unidade comum é a caloria (cal), onde 1 caloria é aproximadamente igual a
4,184 joules.
Calor Específico: É a quantidade de calor necessária para elevar a temperatura de uma
unidade de massa de uma substância em uma unidade de temperatura. Cada substância
tem seu próprio calor específico, que depende de sua estrutura molecular e composição.

Fórmulas para calcular o calor:

 Calor sensível:
A fórmula para calcular o calor sensível (Q) recebido ou cedido por um corpo é:
Q=mc ΔT

Onde:
Q: Calor sensível (em J ou cal)
m: Massa do corpo (em kg ou g)
c: Calor específico do corpo (em J/kg°C ou cal/g°C)
ΔT: Variação de temperatura do corpo (em °C)

 Calor latente:

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

A fórmula para calcular o calor latente (L) recebido ou cedido por um corpo durante uma
mudança de estado é:
Q=m L

Onde:
Q: Calor latente (em J ou cal)
m: Massa do corpo (em kg ou g)
L: Calor latente de fusão ou vaporização do material (em J/kg ou cal/g)

3.5. Trocas de Calor


As trocas de calor referem-se à transferência de energia térmica entre sistemas ou partes
de um sistema que estão a diferentes temperaturas. Essa transferência pode ocorrer de três
formas principais: condução, convecção e radiação, cada uma com seus mecanismos
específicos.

1. Condução
A condução é o processo pelo qual o calor é transferido através de um material ou entre
materiais em contato direto, sem movimento macroscópico dos materiais em si. A
transferência de calor por condução ocorre devido à interação entre as partículas (átomos e
moléculas) adjacentes, que transferem energia térmica umas às outras através de colisões.
Exemplo: Aquecimento de uma barra metálica em uma extremidade. O calor se propaga da
extremidade aquecida para as partes mais frias da barra.

2. Convecção
A convecção envolve o transporte de calor por meio do movimento de um fluido (líquido ou
gás), que transporta energia térmica de uma região para outra. Isso ocorre devido a
diferenças de densidade no fluido, que resultam em movimento devido à gravidade
(convecção natural) ou por meio de forças mecânicas (convecção forçada).

Exemplo: Aquecimento de água em uma panela. O calor da fonte de calor na base da


panela aquece o líquido, fazendo com que as partes mais quentes subam enquanto as mais
frias descem, criando um movimento de convecção.

3. Radiação
A radiação térmica é a transferência de energia térmica através da emissão e absorção de
ondas eletromagnéticas (como luz visível, infravermelho e ultravioleta). Este processo não
requer um meio material para se propagar e pode ocorrer no vácuo.

Exemplo: A radiação solar aquece a Terra. A energia solar é transferida para a superfície
da Terra através de radiação, aquecendo a atmosfera e a superfície terrestre.

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

3.6. Calor específico das substâncias


O calor específico de uma substância é uma propriedade física que quantifica a quantidade
de calor necessário para elevar a temperatura de uma unidade de massa dessa substância
em uma unidade de temperatura. Em outras palavras, é a quantidade de calor que um
material precisa absorver ou liberar para mudar sua temperatura.

Importância do Calor Específico


O calor específico é uma propriedade importante porque determina a capacidade de um
material de armazenar calor. Isso influencia diretamente muitos aspectos práticos, como o
tempo necessário para aquecer ou esfriar um material, o design de sistemas de
aquecimento e resfriamento, e até mesmo os efeitos climáticos e ambientais.

3.7. exercicios
1. Converta a temperatura de 25 graus Celsius para Kelvin.
2. Um termômetro indica −10 graus Celsius. Qual é essa temperatura em Fahrenheit?
3. Um corpo tem uma temperatura de 350 Kelvin. Converta essa temperatura para
graus Celsius.
4. Explique as principais diferenças entre as escalas Celsius e Fahrenheit.
5. Qual é o ponto fixo superior na escala Kelvin e como ele está relacionado à física
das partículas?
6. Por que a escala Kelvin é considerada a mais fundamental e universal das escalas
termométricas?
7. Converta 100 graus Fahrenheit para graus Celsius.
8. Converta 500 Kelvin para graus Celsius.
9. Converta −40 graus Celsius para graus Fahrenheit.
10. Qual é a diferença entre calor e temperatura?
11. Explique como a transferência de calor ocorre entre corpos que estão em contato
térmico.
12. Como o calor pode ser quantificado em termos de energia?
13. Descreva os três mecanismos principais de transferência de calor e dê exemplos
de cada um.
14. Explique como o isolamento térmico é importante em aplicações industriais e
residenciais.

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

15. Como a radiação solar aquece a superfície terrestre?


16. Um bloco de metal de 0,5 kg recebe 5000 Joules de calor e sua temperatura
aumenta 20 graus Celsius. Calcule o calor específico do metal.
17. Compare os calores específicos da água e do ferro. O que isso implica sobre suas
capacidades térmicas?
18. Como o calor específico de uma substância influencia sua resposta às mudanças
de temperatura?
19. Explique como ocorre a condução térmica em um material sólido.
20. Descreva como ocorre a convecção térmica e dê exemplos de sua aplicação na
atmosfera terrestre.
21. O que é radiação térmica e como ela se propaga através do espaço?

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

4. Termodinâmica

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

A termodinâmica é uma área da física que estuda as relações entre calor, trabalho e outras
formas de energia em sistemas físicos. Aqui estão alguns conceitos básicos:
Sistema e Vizinhança: Um sistema é uma parte específica do universo que se estuda ou
analisa. A vizinhança é tudo o que está fora do sistema e pode trocar energia ou matéria
com ele.
Variáveis de Estado: São as grandezas que descrevem o estado de um sistema
termodinâmico, como temperatura, pressão, volume e quantidade de matéria (número de
mols).
Processos Termodinâmicos: São mudanças no estado de um sistema, caracterizadas por
alterações em suas variáveis de estado. Exemplos incluem processos isobáricos (à pressão
constante), isovolumétricos (à volume constante), isotérmicos (à temperatura constante) e
adiabáticos (sem transferência de calor).

4.1. Energia Interna


A energia interna (U) de um sistema termodinâmico é a soma de todas as formas de
energia microscópica dos átomos e moléculas que compõem o sistema. Matematicamente,
podemos expressar a energia interna como:

U =∑ iU

onde Ui, representa a energia de cada partícula individual no sistema, incluindo sua energia
cinética e potencial. A energia interna de um sistema pode variar com a temperatura e a
quantidade de matéria presente, mas é uma função de estado que não depende do
caminho pelo qual o sistema alcançou seu estado atual.

Além disso, a variação da energia interna de um sistema está relacionada ao calor (Q)
adicionado ou removido e ao trabalho (W) realizado sobre ou pelo sistema, de acordo com a
primeira lei da termodinâmica:

ΔU=Q−W

onde ΔU é a variação da energia interna, Q é o calor adicionado ao sistema e W é o


trabalho realizado pelo sistema. Esta equação fundamental descreve como a energia
interna de um sistema muda em resposta às trocas de calor e trabalho.

4.2. Trabalho
Em termodinâmica, o trabalho (W) é uma forma de energia transferida entre um sistema e
seus arredores devido a uma interação mecânica. Pode ser realizado de várias maneiras,

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

como expansão contra uma pressão externa, agitação de partículas em um sistema ou


movimento de um corpo contra uma força externa.

Existem diferentes formas de calcular o trabalho em contextos termodinâmicos comuns:

Trabalho de expansão (P-V work): É o trabalho realizado durante uma mudança de


volume a uma pressão constante P. Matematicamente, é dado por:
W=PΔV
Onde ΔV é a mudança no volume do sistema.

Trabalho de compressão: Se o sistema estiver sendo comprimido, o trabalho é negativo,


pois a energia está sendo transferida do sistema para os arredores.

Trabalho realizado por um gás: Em um processo isotérmico (temperatura constante), o


trabalho pode ser calculado como:

W =nRT ln
( )
Vf
Vi
onde n é o número de moles do gás, R é a constante dos gases, T é a temperatura em
Kelvin, V i , é o volume inicial e V f , é o volume final.

4.3. 1ª Lei da Termodinâmica


Primeira Lei: Também conhecida como Lei da Conservação da Energia, afirma que a
energia total de um sistema isolado permanece constante.

4.4. 2ª Lei da Termodinâmica


Segunda Lei: Afirma que a entropia de um sistema isolado nunca diminui, ou seja, os
processos naturais tendem a aumentar a entropia do universo.

4.5. Ciclo de Carnot


O ciclo de Carnot é um modelo idealizado de um ciclo termodinâmico reversível que
descreve a máxima eficiência teórica de um motor térmico operando entre duas
temperaturas diferentes. Foi desenvolvido por Nicolas Léonard Sadi Carnot em 1824 e é
fundamental para entender os limites teóricos de máquinas térmicas.

Componentes do Ciclo de Carnot:


1. Processo Isoentrópico (Adiabático):
O ciclo de Carnot consiste em dois processos adiabáticos (sem troca de calor) e dois
processos isotérmicos (à temperatura constante).
Durante o processo adiabático, o sistema realiza trabalho sem trocar calor com o ambiente
externo. A equação para o trabalho em um processo adiabático é W=ΔU, onde ΔU é a
variação da energia interna do sistema.

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

2. Processos Isotérmicos:
Nos processos isotérmicos, o sistema mantém temperatura constante durante a expansão e
a compressão.
Durante a expansão isotérmica, o sistema absorve calor Q H , da fonte quente a temperatura
T H.
Durante a compressão isotérmica, o sistema libera calor Q C para a fonte fria a temperatura
T C.

Eficiência do Ciclo de Carnot:

A eficiência do ciclo de Carnot é determinada pelas temperaturas das fontes quente (T H ) e


fria (T C) entre as quais o ciclo opera. A eficiência máxima de um motor de Carnot é dada
por:

TC
η=1−
TH

onde:

η\etaη é a eficiência do ciclo (um número entre 0 e 1, ou em porcentagem).

T H é a temperatura da fonte quente em Kelvin.

T C é a temperatura da fonte fria em Kelvin.

4.6. exercicios
1. Um gás contido em um recipiente realiza um trabalho de 200 J enquanto recebe 500
J de calor. Determine a variação da energia interna do gás.
2. Explique como a energia interna de um sistema se relaciona com a energia cinética
e a energia potencial das partículas que o compõem.
3. Um recipiente contém 2 mol de um gás ideal. Determine a energia interna do gás se
a temperatura é 300 K. (Considere R=8,31J/mol\cdotpK).
4. Um gás se expande realizando um trabalho de 300 J contra uma pressão externa
constante de 100 Pa. Determine o volume final do gás se o volume inicial era 0,02
m³.
5. Explique a diferença entre trabalho realizado em um processo isotérmico e um
processo adiabático.
6. Um pistão comprime um gás realizando 1000 J de trabalho. Determine a variação de
energia interna do gás se nenhum calor é trocado com o ambiente.

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

7. Formule a expressão matemática da primeira lei da termodinâmica e explique cada


termo envolvido.
8. Um sistema recebe 300 J de calor e realiza 100 J de trabalho. Determine a variação
da energia interna do sistema.
9. Explique como a primeira lei da termodinâmica se aplica à conservação da energia.
10. Descreva o enunciado da segunda lei da termodinâmica e explique por que os
processos irreversíveis ocorrem.
11. Um refrigerador remove 1500 J de calor da geladeira e libera 500 J de calor para
o ambiente. Determine o trabalho realizado pelo refrigerador.
12. Explique por que não é possível construir uma máquina térmica com rendimento
de 100% de acordo com a segunda lei da termodinâmica.
13. Descreva o ciclo de Carnot e explique por que é considerado o ciclo
termodinâmico mais eficiente.
14. Um motor opera segundo o ciclo de Carnot entre temperaturas de 500 K e 300 K.
Determine o rendimento do motor.
15. Explique como um ciclo de Carnot pode ser usado para determinar a eficiência de
uma máquina térmica.

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

5. Estudo dos Gases

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

O estudo dos gases na física e na química, conhecido como a teoria cinética dos gases, é
fundamental para entender o comportamento dos gases em diferentes condições de
temperatura, pressão e volume. Aqui estão alguns pontos-chave e conceitos importantes
relacionados ao estudo dos gases:

Teoria Cinética dos Gases:


Modelo Molecular:

Os gases são compostos por moléculas ou átomos que estão em movimento


constante e aleatório.

As moléculas de um gás estão separadas por grandes distâncias em comparação


com seus tamanhos individuais.

Comportamento Ideal:

Um gás ideal é um modelo teórico que obedece às seguintes condições:

 As moléculas do gás estão em movimento aleatório e contínuo.


 As colisões entre as moléculas e com as paredes do recipiente são elásticas (sem
perda de energia).
 As forças intermoleculares são desprezíveis, exceto durante as colisões.
 O volume ocupado pelas moléculas individuais é negligenciável em comparação
com o volume total do gás.

5.1. Transformação Isotérmica


A transformação isotérmica refere-se a um processo termodinâmico em que a temperatura
do sistema permanece constante durante todo o processo. Isso implica que a energia
interna do sistema também permanece constante, uma vez que a temperatura é
diretamente relacionada à energia interna em um sistema termodinâmico.
Um exemplo clássico de transformação isotérmica é o processo de expansão ou
compressão de um gás ideal mantido em contato térmico com um reservatório térmico de
temperatura constante (um banho térmico). Durante esse processo, o sistema troca calor
com o reservatório para manter a temperatura constante, enquanto realiza trabalho
mecânico (compressão ou expansão).

A equação matemática da lei de Boyle-Mariotte é:


PV=k
onde:
P representa a pressão do sistema;
V representa o volume do gás;
k é uma constante.

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

se considerarmos a equação acima saberemos que:


k 1=k 2
assim:
P1 ∗ V 1=P2 ∗V 2
Durante uma transformação isotérmica reversível de um gás ideal, por exemplo, se o
volume do gás aumenta, sua pressão diminui de modo que a pressão e o volume do gás se
ajustem de maneira que a temperatura do sistema permaneça constante.
Esse tipo de processo é fundamental para entender o comportamento de sistemas
termodinâmicos, especialmente em sistemas que trocam calor com seu ambiente.

5.2. Transformação Isobárica


Uma transformação isobárica é um processo termodinâmico durante o qual a pressão do
sistema permanece constante enquanto outras variáveis, como volume e temperatura,
podem variar.

Características principais:

Pressão constante: Durante toda a transformação isobárica, a pressão do sistema não


muda. Isso implica que qualquer mudança no volume do sistema será acompanhada por
uma mudança proporcional na temperatura (se a quantidade de substância também é
constante).

Trabalho realizado: Se ocorrer uma mudança no volume do sistema durante uma


transformação isobárica, o trabalho realizado pelo sistema pode ser calculado diretamente
como W=PΔV, onde P é a pressão constante e ΔV é a mudança no volume.

T 1 T2
Formula: =
V1 V2

5.3. Transformação Isométrica


Uma transformação isométrica, também conhecida como transformação isovolumétrica ou
isocórica, é um processo termodinâmico durante o qual o volume do sistema permanece
constante. Isso significa que não há mudança no volume do sistema ao longo do processo,
enquanto outras variáveis como pressão e temperatura podem variar.

Características principais:

Volume constante: Durante toda a transformação isométrica, o volume do sistema


permanece inalterado. Isso implica que qualquer alteração na pressão ou na temperatura
deve ocorrer sem mudança no volume.

Trrabalho realizado: Como o volume não muda durante uma transformação isométrica, o
trabalho realizado pelo sistema é zero.

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

T1 T 2
Formula: =
P 2 P2

5.4. Equação de Clapeyron


A Equação de Clapeyron é uma relação fundamental na termodinâmica que descreve a
variação da pressão de vapor de uma substância em função da temperatura. Essa equação
é especialmente aplicável a substâncias que obedecem à lei dos gases ideais ou a
condições semelhantes.

A forma geral da Equação de Clapeyron é dada por:

dP
= ΔS mudança de fase ΔV mudança de fase
dT

Onde:

dP
é a taxa de variação da pressão com relação à temperatura (gradiente da curva de
dT
equilíbrio entre as fases),

ΔS mudança defase é a mudança na entropia durante a mudança de fase da substância,

ΔV mudançade fase é a mudança no volume específico (ou volume molar) durante a


mudança de fase da substância.

5.5. Lei Geral dos Gases


A Lei Geral dos Gases, ou Lei dos Gases Ideais, descreve a relação entre a pressão, o
volume e a temperatura de um gás ideal. A fórmula é:

PV =nRT

onde:

P é a pressão do gás,
V é o volume ocupado pelo gás,
n é a quantidade de substância (em mols),
R é a constante universal dos gases (aproximadamente 8,314 J/mol·K),
T é a temperatura absoluta (em Kelvin).

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

5.6. Exercicios
1. Exercício 1: Um mol de gás ideal está inicialmente a uma temperatura de 300 K e
um volume de 0,03 m³. Durante uma expansão isotérmica, o gás realiza um trabalho
de 200 J. Determine o volume final do gás.
2. Exercício 2: Explique por que a temperatura de um gás ideal permanece constante
durante uma transformação isotérmica. Use a lei dos gases ideais para justificar sua
resposta.
3. Exercício 3: Um gás ideal passa por uma compressão isotérmica em que o volume
diminui de 0,04 m³ para 0,02 m³. Determine a quantidade de calor transferido para o
ambiente, se o trabalho realizado pelo gás é 300 J.
4. Exercício 4: Um gás ideal recebe 500 J de calor enquanto sua pressão permanece
constante a 200 kPa. Determine a variação de sua energia interna.
5. Exercício 5: Descreva como o volume de um gás ideal se comporta durante uma
transformação isobárica. Explique por que isso ocorre com base na lei dos gases
ideais.
6. Exercício 6: Calcule o trabalho realizado por um gás ideal que se expande isobárica
e isotermicamente, recebendo 400 J de calor. A pressão inicial do gás é 150 kPa e a
temperatura inicial é 400 K.
7. Exercício 7: Um gás ideal está inicialmente a uma pressão de 300 kPa e uma
temperatura de 400 K. Durante uma transformação isométrica, o gás recebe 1000 J
de calor. Determine a variação de sua energia interna.
8. Exercício 8: Explique o que acontece com o volume de um gás ideal durante uma
transformação isométrica. Utilize a lei dos gases ideais para fundamentar sua
resposta.
9. Exercício 9: Um gás ideal realiza um trabalho de 600 J durante uma transformação
isométrica. Determine a quantidade de calor transferido para o ambiente, se a
pressão inicial do gás era 500 kPa.
10. Exercício 10: Escreva a equação de Clapeyron e explique o significado de cada
termo presente na equação.
11. Exercício 11: Utilizando a equação de Clapeyron, determine a pressão de um gás
ideal que ocupa um volume de 0,1 m³ a uma temperatura de 300 K. Considere que o
gás possui 2 moles e a constante dos gases ideais R=8,31J/mol\cdotpK.
12. Exercício 12: Um gás ideal passa por uma expansão isotérmica a uma
temperatura de 400 K, onde seu volume aumenta de 0,05 m³ para 0,1 m³. Determine
o trabalho realizado pelo gás usando a equação de Clapeyron.

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

13. Exercício 13: Descreva a lei geral dos gases ideais e explique como ela se aplica
às transformações termodinâmicas.
14. Exercício 14: Um gás ideal ocupa um volume de 0,02 m³ a uma temperatura de
300 K. Determine a pressão do gás, sabendo que ele possui 3 moles e a constante
dos gases ideais ( R = 8,31 , \text{J/mol

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

6. Electricidade

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

A eletricidade é um termo geral que abrange uma variedade de fenômenos resultantes da


presença e do fluxo de carga elétrica. Esses incluem muitos fenômenos facilmente
reconhecíveis, tais como relâmpagos, eletricidade estática, e correntes elétricas em fios
elétricos. Além disso, a eletricidade engloba conceitos menos conhecidos, como o campo
eletromagnético e a indução eletromagnética.
A palavra deriva do termo em neolatim "ēlectricus", que por sua vez deriva do latim clássico
"electrum", "amante do âmbar", termo esse cunhado a partir do termo grego ήλεκτρον
(elétrons) no ano de 1600 e traduzido para o português como âmbar. O termo remonta às
primeiras observações mais atentas sobre o assunto, feitas esfregando-se pedaços de
âmbar e pele.

6.1. Electrostática
Eletrostática (do grego elektron + statikos, estacionário) é o ramo da eletricidade que estuda
as propriedades e o comportamento de cargas elétricas em repouso, as forças, campos, e
potenciais associados a essas cargas. É fundamental na compreensão de muitos
fenômenos físicos e aplicações tecnológicas.

6.1.1. Carga Elétrica


A carga elétrica é uma propriedade física fundamental das partículas subatômicas que
resulta em forças de atração ou repulsão entre elas. É a base de muitos fenômenos
eletromagnéticos e é essencial para a compreensão de vários aspectos da física e da
química.

Conceitos Básicos
1. Tipos de Carga

Existem dois tipos de carga elétrica:

 Carga Positiva: Associada ao próton.


 Carga Negativa: Associada ao elétron.

Partículas com cargas opostas se atraem, enquanto partículas com cargas iguais se
repelem. Esta interação é descrita pela Lei de Coulomb.

6.1.2. Quantização da carga elétrica


Quantização da carga é o princípio de que a carga elétrica em qualquer sistema é sempre
um múltiplo inteiro da carga elementar, ou seja, a carga de um único próton ou elétron. Esta
é uma propriedade fundamental da matéria e um dos conceitos básicos da eletrostática e da
física de partículas.

Conceito de Quantização

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

Carga Elementar

 Carga do elétron (eee): −1.602×10−19-1.602 \times 10^{-19}−1.602×10−19


Coulombs (C).
 Carga do próton: +1.602×10−19+1.602 \times 10^{-19}+1.602×10−19 Coulombs.

Toda carga elétrica observada é um múltiplo inteiro dessa carga elementar. Isso significa
que não podemos ter uma quantidade de carga que não seja eee, 2e2e2e, 3e3e3e, etc., ou
−e-e−e, −2e-2e−2e, −3e-3e−3e, etc.

6.1.3. Processos de eletrização dos corpos (atrito, contacto,


indução
Eletrização é o processo eletrostático de acrescentar ou retirar elétrons de um corpo neutro
para que passe a estar eletrizado - nunca se removem ou acrescentam prótons, pois estão
presos ao núcleo do átomo. Um corpo é considerado eletrizado quando estiver com número
diferente de prótons e elétrons, ou seja, quando não estiver neutro.

Eletrização por atrito


É o processo que cria uma DDP (diferença de potencial) por atrito, quando dois corpos de
elementos iguais ou diferentes trocam elétrons ao serem atritados, os elementos criarão
uma diferença de potencial, trocando elétrons, onde um corpo ganhará elétrons e outro
perderá, ou os dois ganharão, ou perderão elétrons que poderão ser trocados com meio,
podendo os dois corpos ficarem eletrizados ou somente um dos corpos ficará eletrizado,
devido a características da composição dos elementos (quando um elemento tem a
capacidade de recuperar elétrons tão rápido quanto os doa).

Eletrização por contato


É um processo capaz de eletrizar um corpo quando feito por contato, quando há uma
diferença de potencial (DDP) entre dois corpos e estes são colocados em contato, os
elétrons tendem ao equilíbrio carregando o corpo com menos elétrons (carregado
positivamente), podendo ocorrer o processo de anulação, quando as cargas se equilibram,
ou carregamento quando o corpo fica com mais elétrons (carregado negativamente)

Eletrização por indução


É um processo feito por Indução eletromagnética, quando um corpo eletrizado (com uma
DDP), que chamamos de indutor, e outro corpo, inicialmente neutro, que chamamos de
induzido, tem o posicionamento de suas cargas elétricas alterado.

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

6.1.4. Lei de Coulomb


A lei de Coulomb é uma lei experimental da física que descreve a interação eletrostática
entre partículas eletricamente carregadas. Foi formulada e publicada pela primeira vez em
1783 pelo físico francês Charles Augustin de Coulomb e foi essencial para o
desenvolvimento do estudo da eletricidade.

Esta lei estabelece que o módulo da força entre duas cargas elétricas puntiformes (q1 e q2)
é diretamente proporcional ao produto dos valores absolutos (módulos) das duas cargas e
inversamente proporcional ao quadrado da distância r entre eles. Esta força pode ser
atrativa ou repulsiva dependendo do sinal das cargas. É atrativa se as cargas tiverem sinais
opostos. É repulsiva se as cargas tiverem o mesmo sinal.

A lei de Coulomb também pode ser expressa como uma expressão matemática simples. As
formas escalar e vetorial da equação matemática são:

Equação da lei de Coulomb


A forma escalar fornece a magnitude do vetor da força eletrostática F entre duas cargas
pontuais q1 e q2 mas não sua direção. Se r é a distância entre as cargas, a magnitude da
força é

‖q1 q2‖
‖F‖=K

Onde:

 K é a Constante de Coulomb ( K = 8.9875517873681764×109 N⋅m2⋅C−2 );


 q 1 e q2 são as magnitudes sinalizadas das cargas, expressas em Coulomb (C)
 a força eletrostática é dada em Newtons (N )
6.1.5. Campo eléctrico - linhas de campo
O campo elétrico é uma representação da força que uma carga elétrica exerce sobre
outras cargas ao seu redor. Linhas de campo elétrico são uma ferramenta visual para
entender a direção e a intensidade desse campo.

Conceitos Básicos
1. Campo Elétrico

 Definição: O campo elétrico Emathbf E E é a força F por unidade de carga q que


uma carga elétrica exerce sobre outra carga de teste colocada nesse ponto:
F
E=
q
 Unidade: Newton por Coulomb (N/C) ou Volts por metro (V/m).

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

 Direção: A direção do campo elétrico é a direção da força que uma carga de teste
positiva experimentaria. Para uma carga negativa, a direção do campo é oposta.

2. Linhas de Campo Elétrico

Definição: As linhas de campo elétrico são linhas imaginárias que representam a trajetória
que uma carga de teste positiva seguiria se fosse liberada no campo elétrico.

Propriedades das Linhas de Campo:

Origem e Terminação: As linhas começam em cargas positivas e terminam em cargas


negativas ou no infinito.
Densidade das Linhas: A densidade das linhas de campo indica a intensidade do campo
elétrico. Quanto mais próximas as linhas, mais forte o campo.
Não se Cruzam: As linhas de campo nunca se cruzam. Se cruzassem, indicariam duas
direções diferentes do campo no mesmo ponto, o que é impossível.
Tangente à Linha: A direção do campo elétrico E\mathbf{E}E em qualquer ponto é
tangente à linha de campo nesse ponto.

Exemplos de Configurações de Campo Elétrico


1. Carga Pontual

 Configuração: Linhas de campo irradiam para fora de uma carga positiva e


convergem para uma carga negativa.
 Campo Elétrico: Radial, com magnitude que diminui com o quadrado da distância.

2. Dipolo Elétrico

 Configuração: Linhas de campo saem da carga positiva e terminam na carga


negativa.
 Campo Elétrico: Forma uma figura oito, com campo forte entre as cargas.

3. Placa Carregada Uniformemente

 Configuração: Linhas de campo são paralelas e uniformemente distribuídas entre


duas placas carregadas opostamente.
 Campo Elétrico: Uniforme entre as placas, zero fora delas.

Equações Relacionadas
Campo de uma Carga Pontual:
Q
E=K ²
r
Onde:

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

K é a Constante de Coulomb ( K = 8.9875517873681764×109 N⋅m2⋅C−2 ).


Q é a carga.
r é a distância da carga.

Campo Entre Duas Placas Paralelas:


E = σ / ε₀

Onde:

 E: Intensidade do campo elétrico (em N/C)


 σ: Densidade de carga superficial (em C/m²)
 ε₀: Constante de permissividade livre do vácuo (aproximadamente 8,85 × 10⁻¹²
C²/N·m²)

6.1.6. Interações no campo eléctrico


As interações no campo elétrico descrevem como cargas elétricas e objetos carregados
influenciam uns aos outros através do campo elétrico. Essas interações podem ser
entendidas através de conceitos fundamentais, como a força de Coulomb, o princípio da
superposição, e a energia potencial elétrica.

Princípios de Interação
1. Princípio da Superposição

Para sistemas com múltiplas cargas, o campo elétrico total, em um ponto é a soma vetorial
dos campos elétricos de todas as cargas individuais:

Etotal ​= E1 ​+ E2 ​+ …+ En

2. Energia Potencial Elétrica

Para uma carga q em um campo elétrico criado por uma distribuição de carga ou por cargas
pontuais, a energia potencial elétrica U é dada por:

U =q ⋅V
Onde:

 q é a carga da partícula,
 V é o potencial elétrico no ponto onde a carga está localizada.

3. Força Elétrica em um Campo Elétrico

Para uma carga qqq em um campo elétrico E\mathbf{E}E:

F=q ⋅ E

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

 Direção da Força: Mesma direção do campo para carga positiva; direção oposta
para carga negativa.

6.1.7. Potencial eléctrico


Potencial elétrico é a capacidade que um corpo energizado tem de realizar trabalho, ou
seja, atrair ou repelir outras cargas elétricas. Com relação a um campo elétrico, interessa-
nos a capacidade de realizar trabalho, associada ao campo em si, independentemente do
valor da carga q colocada num ponto desse campo. Para medir essa capacidade, utiliza-se
a grandeza potencial elétrico.

Para obter o potencial elétrico de um ponto, coloca-se nele uma carga de prova q e mede-
se a energia potencial adquirida por ela. Essa energia potencial é proporcional ao valor de
q. Portanto, o quociente entre a energia potencial e a carga é constante. Esse quociente
chama-se potencial elétrico do ponto. Ele pode ser calculado pela expressão:

V =E p /q

onde:

 V é o potencial elétrico,
 E p a energia potencial elétrica
 q a carga.

A unidade no SI é J/C = V (volt)

6.1.8. Capacitores. Associação de capacitores


Os capacitores são dispositivos fundamentais na eletrônica e na física que armazenam
energia na forma de campo elétrico entre suas placas. Eles são utilizados em uma
variedade de aplicações, como filtros, temporizadores e armazenamento de energia.

Capacitores e suas Características Básicas


Um capacitor consiste em duas placas condutoras separadas por um material isolante
(dielétrico). Suas características principais são:

 Capacitância (CCC): Mede a capacidade de armazenamento de carga do capacitor


e é dada por:
Q
C=
V
Onde:
 Q é a carga armazenada em uma das placas,

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

 V é a diferença de potencial (tensão) entre as placas.


 Energia Armazenada (U): A energia armazenada em um capacitor é dada por:
1 2
U = CV
2

Associação de Capacitores
Os capacitores podem ser associados de diferentes maneiras para obter diferentes valores
de capacitância e comportamentos elétricos.

1. Associação em Série

Na associação em série de capacitores, a carga total é a mesma para todos os capacitores,


enquanto a tensão total é a soma das tensões individuais em cada capacitor.

 Capacitância Equivalente (C eq):


1 1 1 1 1
= + + +…
Ceq C 1 C2 C 3 Cn
V
 Tensão Total ( total ): A tensão total aplicada à associação de capacitores.
V total=V 1 +V 2 +…+ V n
 Energia Armazenada: A energia total armazenada é a soma das energias
armazenadas em cada capacitor.

2. Associação em Paralelo

Na associação em paralelo, a tensão aplicada é a mesma para todos os capacitores,


enquanto a carga total é a soma das cargas individuais em cada capacitor.

 Capacitância Equivalente CeqC_{\text{eq}}Ceq:


C eq=C 1 +C 2+C 3 +… C n
 Tensão Aplicada (V total ): A tensão é a mesma em todos os capacitores.
 Energia Armazenada: A energia total armazenada é a soma das energias
armazenadas em cada capacitor.

6.1.9. Trabalho de uma carga eléctrica


O trabalho realizado por uma carga elétrica em um campo elétrico é uma medida da energia
transferida devido ao movimento da carga através do campo. Esse conceito é importante
para entender como a energia elétrica pode ser convertida em outras formas de energia ou
como as cargas podem ser aceleradas ou desaceleradas dentro de um campo elétrico.

Trabalho de uma Carga Elétrica em um Campo Elétrico Uniforme


Quando uma carga elétrica q se move em um campo elétrico E, o trabalho W realizado
sobre a carga é dado por:

W =qΔV

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

onde:

 q é a carga da partícula,
 ΔV é a variação de potencial elétrico entre os pontos inicial e final da trajetória da
carga.

Detalhamento do Trabalho
Direção e Movimento da Carga:

Se a carga positiva qqq se move no sentido do campo elétrico E\mathbf{E}E, o


trabalho realizado pelo campo é positivo.

Se a carga positiva qqq se move contra o sentido do campo elétrico E\mathbf{E}E, o


trabalho realizado pelo campo é negativo.

Cálculo do Potencial Elétrico:

O potencial elétrico V em um ponto devido a um campo elétrico uniforme E é dado


por:

V =E ⋅ r

onde r é o vetor posição da carga em relação ao ponto de referência.

Variação de Potencial Elétrico:

A variação de potencial elétrico ΔV entre dois pontos A e B é: ΔV =V B − V A

Cálculo do Trabalho:

Substituindo a variação de potencial elétrico na fórmula do trabalho, temos:

W =q ( V B − V A )

6.2. Electrodinâmica
Eletrodinâmica é o ramo da física que estuda os fenômenos elétricos em movimento, ou
seja, envolve o estudo das correntes elétricas, campos magnéticos e suas interações. É
uma extensão da eletrostática, que trata das cargas elétricas em repouso, e está
intimamente relacionada com a teoria eletromagnética de Maxwell, que unifica os
fenômenos elétricos e magnéticos.

6.2.1. Condutores e isoladores


Condutores e isoladores são dois tipos de materiais que diferem significativamente em sua
capacidade de transportar cargas elétricas. Essas propriedades são fundamentais na

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

compreensão de como a eletricidade se comporta em diferentes materiais e em diversas


aplicações tecnológicas.

Condutores
Condutores são materiais que permitem o livre movimento de cargas elétricas através
deles. Isso ocorre porque os elétrons na estrutura atômica dos condutores são fracamente
ligados aos átomos e podem se mover facilmente quando uma diferença de potencial
(tensão elétrica) é aplicada. Alguns exemplos comuns de condutores incluem:

 Metais: Como cobre, alumínio, ouro, prata, entre outros. Metais são excelentes
condutores de eletricidade devido à sua estrutura cristalina e à presença de elétrons
livres na banda de condução.
 Água: A água pura não é um condutor muito eficiente, mas se contiver íons
dissolvidos (como sais minerais), pode conduzir eletricidade.
 Grafito: É uma forma de carbono que é um bom condutor de eletricidade devido à
sua estrutura em camadas que permite o movimento de elétrons entre as camadas.

Propriedades dos Condutores


 Baixa Resistência Elétrica: Os condutores têm uma resistência elétrica baixa, o
que significa que eles permitem o fluxo fácil de corrente elétrica com perdas
mínimas.
 Movimento Livre de Cargas: Os elétrons podem mover-se livremente através do
material condutor quando uma tensão é aplicada.
 Aplicação Comum: Usados em fios elétricos, cabos, componentes eletrônicos,
eletrodomésticos, sistemas de transmissão de energia, entre outros.

Isoladores (ou Isolantes)


Isoladores são materiais que têm uma resistência elétrica muito alta e não permitem o
movimento fácil de cargas elétricas através deles. Isso ocorre porque os elétrons na
estrutura atômica dos isoladores estão fortemente ligados aos átomos e não podem se
mover facilmente quando uma tensão elétrica é aplicada. Alguns exemplos comuns de
isoladores incluem:

 Plásticos: Como PVC (policloreto de vinila), polietileno, nylon, entre outros.


 Vidro: É um excelente isolador de eletricidade devido à sua estrutura molecular que
não permite o movimento de cargas elétricas.
 Borracha: Material isolante amplamente utilizado devido à sua flexibilidade e
resistência elétrica elevada.

Propriedades dos Isoladores


Alta Resistência Elétrica: Os isoladores têm uma resistência elétrica alta, o que significa
que eles não permitem o fluxo significativo de corrente elétrica através deles.

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

Impedem o Movimento de Cargas: Os elétrons não podem se mover facilmente através


do material isolante quando uma tensão é aplicada.

Aplicação Comum: Usados em revestimentos de fios elétricos, isolamento de


componentes elétricos e eletrônicos, suportes para linhas de transmissão, isolamento de
estruturas elétricas, entre outros.

6.2.2. Corrente eléctrica


A corrente elétrica é o fluxo ordenado de cargas elétricas em um condutor, geralmente
elétrons livres em metais, que se deslocam sob a influência de uma diferença de potencial
elétrico (tensão). Esse fenômeno é fundamental na eletricidade e em muitas aplicações
práticas, desde eletrônicos até sistemas de distribuição de energia.

Características da Corrente Elétrica


Fluxo de Cargas:

A corrente elétrica é o movimento direcional de cargas elétricas (tipicamente elétrons)


através de um material condutor ou meio condutivo.

Unidade de Medida:

A unidade de medida da corrente elétrica é o Ampère (A), que representa um fluxo de uma
carga de 1 Coulomb por segundo: 1 A=1 C/s

Sentido da Corrente:

Historicamente, a convenção adotada para o sentido da corrente elétrica é oposta ao


movimento dos elétrons livres. Ou seja, a corrente convencional flui do polo positivo para o
polo negativo, enquanto os elétrons livres (cargas negativas) movem-se do polo negativo
para o positivo.

Intensidade da Corrente:

A intensidade da corrente, medida em Ampères, depende da quantidade de carga que


passa por um ponto em um determinado intervalo de tempo:

Q
I=
Δt

onde I é a corrente, Q é a carga elétrica que passa por um ponto, e Δt é o intervalo de


tempo.

6.2.3. Resistência eléctrica


A resistência elétrica é uma propriedade dos materiais que se opõe ao fluxo de corrente
elétrica através deles quando uma diferença de potencial (tensão) é aplicada. É uma

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

medida da dificuldade que um material oferece ao movimento dos elétrons em resposta a


uma tensão elétrica. Vamos explorar mais detalhadamente esse conceito:

Características da Resistência Elétrica


Definição:

A resistência elétrica R de um material é definida pela Lei de Ohm como a razão


entre a tensão aplicada V através do material e a corrente III que passa por ele:
V
R=
I

onde R é a resistência elétrica em Ohms (Ω), V é a diferença de potencial (tensão)


em Volts (V) e I é a corrente em Ampères (A).

Unidade de Medida:

A unidade de medida da resistência elétrica é o Ohm (Ω). Um Ohm é a resistência


que permite uma corrente de um Ampère quando uma tensão de um Volt é aplicada
através dele: 1 Ω=1 V/A

Dependência da Resistência:

A resistência de um material depende de vários fatores, incluindo sua composição


química, temperatura e dimensões físicas. Geralmente, materiais com alta
resistividade (como isoladores) têm alta resistência, enquanto materiais com baixa
resistividade (como metais) têm baixa resistência.

Variação com a Temperatura:

Em muitos materiais, a resistência elétrica varia com a temperatura. Por exemplo, a


maioria dos metais aumenta sua resistência com o aumento da temperatura,
enquanto alguns semicondutores têm resistência que diminui com o aumento da
temperatura.

6.2.4. Diferença de potencial

DDP significa Diferença de Potencial. É uma medida da diferença de


potencial elétrico entre dois pontos em um circuito elétrico. A
diferença de potencial é o trabalho necessário para mover uma carga
elétrica de um ponto para outro no campo elétrico.

Características da DDP:
1. Definição: A Diferença de Potencial (DDP) entre dois pontos é a diferença no
potencial elétrico entre esses pontos.

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

2. Unidade: A unidade de medida da DDP é o volt (V), que representa um joule por
coulomb.
3. Significado Físico: A DDP indica a quantidade de energia por unidade de carga
disponível para realizar trabalho elétrico. Se houver uma DDP de 10 V entre dois
pontos, isso significa que cada coulomb de carga que se mover entre esses pontos
ganhará 10 joules de energia.
4. Direção: A DDP é uma quantidade escalar, mas ela possui uma direção implícita:
sempre do ponto de maior potencial para o ponto de menor potencial. A convenção
usual é considerar a corrente elétrica fluindo do potencial mais alto (positivo) para o
potencial mais baixo (negativo).
5. Cálculo da DDP: A DDP pode ser calculada usando a fórmula:
ΔV =V B − V A
6. onde VA e VB são os potenciais nos pontos A e B, respectivamente.
7. Medição e Instrumentação: A DDP é medida por um voltímetro, que é um
dispositivo elétrico projetado para medir a diferença de potencial entre dois pontos
em um circuito.

6.2.5. Resistividade
Resistividade eléctrica (também resistência eléctrica específica) é uma medida da
oposição de um material ao fluxo de corrente eléctrica. Quanto mais baixa for a
resistividade, mais facilmente o material permite a passagem de uma carga eléctrica. Sua
unidade no SI é o ohm-metro (Ωm).
A resistência eléctrica R de um dispositivo está relacionada com a resistividade ρ de um
material de acordo com a expressão:

R=ρℓA

Em que:

ρ é a resistividade eléctrica (em ohm-metros, Ωm);

R é a resistência elétrica de um espécime uniforme do material (em ohms, Ω);

ℓ é o comprimento do espécime (medido em metros);

A é a área da seção do espécime (em metros quadrados, m²).

É importante salientar que essa relação não é geral e vale apenas para materiais uniformes
e isotrópicos, com seções transversais também uniformes. De toda forma, os fios
condutores normalmente utilizados apresentam estas duas características.

A resistividade elétrica pode ainda ser definida como:

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

ρ=EJ

Em que:

E é a magnitude do campo eléctrico (em volts por metro, V/m);

J é a magnitude da densidade de corrente (em amperes por metro quadrado, A/m²).

Finalmente, a resistividade pode também ser definida como sendo o inverso da


condutividade eléctrica σ do material, ou

ρ=1σ.

Dependência da temperatura
Uma vez que é dependente da temperatura, a resistência específica geralmente é
apresentada para temperatura de 20 °C. No caso dos metais, aumenta à medida que
aumenta a temperatura, enquanto que nos semicondutores, diminui à medida que a
temperatura aumenta.

6.2.6. Leis de Ohm – 1ª lei de Ohm e 2ª lei de Ohm


As Leis de Ohm são fundamentais para entender o comportamento dos circuitos elétricos.
Vamos discutir brevemente cada uma delas:

1ª Lei de Ohm
A 1ª Lei de Ohm estabelece a relação básica entre a tensão (V), a corrente elétrica (I) e a
resistência (R) em um circuito elétrico. Ela é expressa pela equação:

V =I ⋅ R

onde:

 V é a tensão aplicada (em volts, V),


 I é a corrente elétrica que flui pelo circuito (em amperes, A),
 R é a resistência do componente ou do circuito (em ohms, Ω).

Esta lei afirma que a corrente que passa por um condutor é diretamente proporcional à
tensão aplicada entre seus extremos e inversamente proporcional à resistência do condutor.

2ª Lei de Ohm
A 2ª Lei de Ohm, também conhecida como a Lei de Joule, está relacionada à dissipação de
energia na forma de calor em um resistor devido à passagem de corrente elétrica. Ela é
expressa pela equação:

P=I²⋅R

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

ou alternativamente:

P=V² R

onde:

 P é a potência dissipada na forma de calor (em watts, W),


 I é a corrente elétrica (em amperes, A),
 R é a resistência elétrica do resistor (em ohms, Ω),
 V é a tensão aplicada ao resistor (em volts, V).

Essa lei mostra que a potência dissipada na forma de calor (efeito Joule) em um resistor é
diretamente proporcional ao quadrado da corrente que o atravessa (ou ao quadrado da
tensão aplicada) e inversamente proporcional à resistência do resistor.

6.2.7. Associação de resistências


A associação de resistências em um circuito elétrico refere-se à maneira como várias
resistências individuais são conectadas entre si e com a fonte de energia. Existem
diferentes tipos de associações de resistências:

1. Associação em série:
As resistências são conectadas uma após a outra, de forma que o mesmo fluxo de corrente
passe através de todas elas.
A resistência total R_total em série é a soma das resistências individuais:
R_total=R_1 + R_2 +…+R_n

A corrente que passa por cada resistência é a mesma, enquanto a diferença de potencial
(tensão) é dividida entre elas.
2. Associação em paralelo:
As resistências são conectadas de modo que ambos os lados de cada resistência estejam
conectados entre si.
A resistência total R_total em paralelo é calculada de forma inversa à soma dos inversos
1 1 1 1
das resistências individuais: = + +…+
R total R1 R 2 Rn
A tensão é a mesma através de todas as resistências em paralelo, enquanto a corrente total
é a soma das correntes que passam por cada resistência.
6.2.8. Geradores elétricos
No mundo da física, os geradores elétricos assumem o papel de magos, transformando
diversos tipos de energia em eletricidade, a força que ilumina nossas cidades, move nossos
dispositivos e impulsiona o mundo moderno. Mas como esses dispositivos fascinantes
realizam essa façanha?

Em seu cerne, os geradores elétricos exploram os princípios do movimento relativo entre


ímãs e condutores. Essa dança fundamental, regida pelas leis do magnetismo e da
indução eletromagnética de Faraday, gera a força eletromotriz (FEM), a "força" que
impulsiona os elétrons em um circuito elétrico.

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

Tipos de Geradores Elétricos: Explorando Diversas Fontes de Energia


A geração de eletricidade se manifesta de diversas formas, cada uma com suas
características e aplicações:

1. Geradores Eletromagnéticos:

 Alternadores: Presentes em usinas hidrelétricas e eólicas, convertem energia


mecânica em elétrica através da rotação de um rotor em um campo magnético.
 Dinâmos: Geram corrente contínua através da rotação de um comutador em um
campo magnético. São comuns em bicicletas e carros.

2. Geradores Químicos:

 Pilhas e Baterias: Convertem energia química em elétrica através de reações


redox. Essenciais em diversos dispositivos eletrônicos.
 Células Fotovoltaicas: Utilizam o efeito fotoelétrico para converter energia solar em
elétrica. São a base da geração de energia solar.

Leis e Regras
Para compreender o funcionamento dos geradores elétricos, é fundamental mergulhar nos
princípios físicos que os regem:

 Lei de Faraday: Esta lei fundamental da eletricidade estabelece que a força


eletromotriz (FEM) induzida em um condutor é proporcional à taxa de variação do
fluxo magnético através dele.
 Regra da Mão Direita de Ampère: Determina a direção do campo magnético
gerado pela corrente elétrica em um fio.
 Lei de Lenz: Esta lei determina a direção da corrente induzida em um circuito
fechado por um campo magnético variável, de modo a se opor à mudança do fluxo
magnético.
6.2.9. Potência elétrica
No mundo da eletricidade, a potência elétrica assume o papel de protagonista, definindo a
rapidez com que a energia elétrica é utilizada em um determinado circuito. Ela
representa a capacidade de um dispositivo de converter energia elétrica em outras
formas de energia, como luz, calor ou movimento.

Unidades de Medida:
A unidade de medida da potência elétrica no Sistema Internacional de Unidades (SI) é o
watt (W). Um watt equivale à potência necessária para realizar um trabalho de um joule
por segundo.
Fórmula da Potência Elétrica:
A relação entre potência elétrica (P), tensão (U) e corrente elétrica (I) é definida pela
fórmula:

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

P=UxI
Onde:
 P: Potência elétrica em watts (W)
 U: Tensão elétrica em volts (V)
 I: Corrente elétrica em ampères (A)
Cálculo da Potência Consumida por um Dispositivo:
Para calcular a potência consumida por um dispositivo elétrico, basta utilizar a fórmula
acima, multiplicando a tensão (em volts) pela corrente (em ampères).
Fatores que Influenciam a Potência Elétrica:

Tensão Elétrica: Quanto maior a tensão, maior a potência disponível para o dispositivo.
Corrente Elétrica: Quanto maior a corrente, maior a potência consumida pelo dispositivo.
Resistência Elétrica: A resistência do dispositivo também influencia a potência, pois gera
calor como efeito colateral.

Eficiência Energética:

A eficiência energética de um dispositivo elétrico é a relação entre a potência útil que ele
entrega e a potência total que ele consome. Dispositivos com alta eficiência energética
convertem mais energia em trabalho útil e menos em calor, o que significa menor consumo
de energia e economia na conta de luz.

6.2.10. Efeito Joule

Efeito Joule: Desvendando o Calor Gerado pela


Corrente Elétrica
No fascinante mundo da física, o efeito Joule, também conhecido como lei de Joule ou
efeito térmico, se destaca por explicar a transformação de energia elétrica em calor
quando a corrente elétrica atravessa um condutor. Imagine um fio percorrido por elétrons
em movimento: suas colisões com os átomos do material produzem atrito, gerando calor
como resultado.
Fórmula do Efeito Joule:
A quantidade de calor (Q) gerada pelo efeito Joule em um determinado tempo (t) pode ser
calculada pela fórmula:
Q = I² * R * t
Onde:
 Q: Calor gerado em joules (J)

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

 I: Corrente elétrica em ampères (A)


 R: Resistência elétrica do condutor em ohms (Ω)
 t: Tempo em segundos (s)
Fatores que Influenciam o Efeito Joule:
 Corrente Elétrica (I): Quanto maior a corrente, maior a quantidade de calor gerada.
 Resistência Elétrica (R): Quanto maior a resistência do condutor, maior a
quantidade de calor gerada.
 Tempo (t): Quanto maior o tempo que a corrente elétrica flui pelo condutor, mais
calor é gerado.

Exercicios
4. Um objeto possui uma carga de −5 µC. Converta essa carga para coulombs.
5. Qual é a carga elétrica de um elétron se sabe-se que é −1.6×10−19 C?
6. Duas cargas de +2 nC e −4 nC estão separadas por 10 cm. Calcule a força elétrica
entre elas.
4. Explique o conceito de quantização da carga elétrica em termos de elétrons e
prótons.
5. Por que a carga elétrica elementar é considerada uma quantidade fundamental na
física?
6. Qual é a carga elétrica total de um corpo que ganha 6 elétrons?
7. Descreva o processo de eletrização por atrito e forneça um exemplo.
8. Como ocorre a eletrização por contato entre dois corpos?
9. Explique como ocorre a eletrização por indução e dê um exemplo prático.
10. Formule a lei de Coulomb e explique o significado de cada termo na equação.
11. Duas cargas de +5 µC e −3 µC estão separadas por 2 m. Calcule a força elétrica
entre elas.
12. Como a força entre duas cargas elétricas muda se a distância entre elas é
reduzida pela metade?
13. Defina o conceito de campo elétrico e explique como é determinada a direção e
intensidade do campo elétrico.
14. Descreva as características das linhas de campo elétrico ao redor de uma carga
positiva e de uma carga negativa.

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]
Manual de apoio ao preparatório para o ingresso ao ensino superior

15. Um objeto de teste de 2 µC está sujeito a uma força de 10 N no sentido do campo


elétrico. Qual é a intensidade do campo elétrico?
16. Explique como uma carga elétrica se move em um campo elétrico uniforme.
17. Qual é a energia potencial de uma carga de 3 µC em um campo elétrico de 500
V/m?
18. Como o trabalho realizado por uma força elétrica é relacionado à variação de
energia potencial de uma carga elétrica?
19. Defina o potencial elétrico e explique como ele é calculado em um ponto próximo
a uma carga pontual.
20. Calcule o potencial elétrico em um ponto situado a 10 cm de uma carga de +4 µC.
21. Como o potencial elétrico varia em função da distância de uma carga pontual?
22. Explique o funcionamento de um capacitor e como ele armazena carga elétrica.
23. Calcule a capacitância equivalente para dois capacitores de 4 µF e 6 µF
associados em série.
24. Determine a capacitância total para três capacitores de 2 µF cada associados em
paralelo.
25. Explique por que a associação de capacitores em série e paralelo afeta a
capacitância total do circuito.

Elaborado por: Daniel Kapunda Kamati Binga


Email: danielkkbinga@[Link]

Você também pode gostar