Lista Modernismo
Lista Modernismo
Esse texto tem importância singular como patrimônio linguístico para a preservação da cultura
nacional devido
a) à menção a enfermidades que indicam falta de cuidado pessoal.
b) à referência a profissões já extintas que caracterizam a vida no campo.
c) aos nomes de personagens que acentuam aspectos de sua personalidade.
d) ao emprego de ditados populares que resgatam memórias e saberes coletivos.
e) às descrições de costumes regionais que desmistificam crenças e superstições.
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MELO NETO, J. C. A educação pela pedra. Rio de Janeiro; Nova Fronteira, 1997
Com apuro formal, o poema tece um conjunto semântico que metaforiza a atitude feminina de
a) tenacidade transformada em brandura.
b) obstinação traduzida em isolamento.
c) inércia provocada pelo desejo platônico.
d) irreverência cultivada de forma cautelosa.
e) desconfiança consumada pela intolerância.
ROSA, G. Famigerado. In: Primeiras estórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.
5. (Enem 2018) Certa vez minha mãe surrou-me com uma corda nodosa que me pintou as
costas de manchas sangrentas. Moído, virando a cabeça com dificuldade, eu distinguia nas
costelas grandes lanhos vermelhos. Deitaram-me, enrolaram-me em panos molhados com
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água de sal – e houve uma discussão na família. Minha avó, que nos visitava, condenou o
procedimento da filha e esta afligiu-se. Irritada, ferira-me à toa, sem querer. Não guardei ódio a
minha mãe: o culpado era o nó.
Num texto narrativo, a sequência dos fatos contribui para a progressão temática. No fragmento,
esse processo é indicado
a) pela a alternância das pessoas do discurso que determinam o foco narrativo.
b) utilização de formas verbais que marcam tempos narrativos variados.
c) indeterminação dos sujeitos de ações que caracterizam os eventos narrados.
d) justaposição de frases que relacionam semanticamente os acontecimentos narrados.
e) recorrência de expressões adverbiais que organizam temporalmente a narrativa.
6. (Enem 2018) O trabalho não era penoso: colar rótulos, meter vidros em caixas, etiquetá-las,
selá-las, envolvê-las em papel celofane, branco, verde, azul, conforme o produto, separá-las
em dúzias... Era fastidioso. Para passar mais rapidamente as oito horas havia o remédio:
conversar. Era proibido, mas quem ia atrás de proibições? O patrão vinha? Vinha o
encarregado do serviço? Calavam o bico, aplicavam-se ao trabalho. Mal viravam as costas,
voltavam a taramelar. As mãos não paravam, as línguas não paravam. Nessas conversas
intermináveis, de linguagem solta e assuntos crus, Leniza se completou. Isabela, Afonsina,
Idália, Jurete, Deolinda – foram mestras. O mundo acabou de se desvendar. Leniza perdeu o
tom ingênuo que ainda podia ter. Ganhou um jogar de corpo que convida, um quebrar de olhos
que promete tudo, à toa, gratuitamente. Modificou-se o timbre de sua voz. Ficou mais quente. A
própria inteligência se transformou. Tornou-se mais aguda, mais trepidamente.
O romance, de 1939, trazer à cena tipos e situações que espelham o Rio de Janeiro daquela
década. No fragmento, o narrador delineia esse contexto centrado no
a) julgamento da mulher fora do espaço doméstico.
b) relato sobre as condições de trabalho no Estado Novo.
c) destaque a grupos populares na condição de protagonistas.
d) processo de inclusão do palavrão nos hábitos de linguagem.
e) vínculo entre as transformações urbanas e os papéis femininos.
7. (Enem 2018)
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Esta é uma confissão de amor: amo a língua portuguesa Ela não é fácil. Não é maleável. [...] A
língua portuguesa é um verdadeiro desafio para quem escreve. Sobretudo para quem escreve
tirando das coisas e das pessoas a primeira capa de superficialismo.
Às vezes ela reage diante de um pensamento mais complicado. Às vezes se assusta com o
imprevisível de uma frase. Eu gosto de manejá-la – como gostava de estar montada num
cavalo e guiá-lo pelas rédeas, às vezes a galope. Eu queria que a língua portuguesa chegasse
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ao máximo em minhas mãos. E este desejo todos os que escrevem têm. Um Camões e outros
iguais não bastaram para nos dar para sempre uma herança de língua já feita. Todos nós que
escrevemos estamos fazendo do túmulo do pensamento alguma coisa que lhe dê vida.
Essas dificuldades, nós as temos. Mas não falei do encantamento de lidar com uma língua que
não foi aprofundada. O que recebi de herança não me chega. Se eu fosse muda e também não
pudesse escrever, e me perguntassem a que língua eu queria pertencer, eu diria: inglês, que é
preciso e belo. Mas, como não nasci muda e pude escrever, tornou-se absolutamente claro
para mim que eu queria mesmo era escrever em português. Eu até queria não ter aprendido
outras línguas: só para que a minha abordagem do português fosse virgem e límpida.
O trecho em que Clarice Lispector declara seu amor pela língua portuguesa, acentuando seu
caráter patrimonial e sua capacidade de renovação, é:
a) “A língua portuguesa é um verdadeiro desafio para quem escreve.”
b) “Um Camões e outros iguais não bastaram para nos dar para sempre uma herança de língua
já feita.”
c) “Todos nós que escrevemos estamos fazendo do túmulo do pensamento alguma coisa que
lhe dê vida.”
d) “Mas não falei do encantamento de lidar com uma língua que não foi aprofundada.”
e) “Eu até queria não ter aprendido outras línguas: só para que a minha abordagem do
português fosse virgem e límpida.”
9. (Enem 2017) Essas moças tinham o vezo de afirmar o contrário do que desejavam. Notei a
singularidade quando principiaram a elogiar o meu paletó cor de macaco. Examinavam-no
sérias, achavam o pano e os aviamentos de qualidade superior, o feitio admirável. Envaideci-
me: nunca havia reparado em tais vantagens. Mas os gabos se prolongaram, trouxeram-me
desconfiança. Percebi afinal que elas zombavam e não me susceptibilizei. Longe disso: achei
curiosa aquela maneira de falar pelo avesso, diferente das grosserias a que me habituara. Em
geral me diziam com franqueza que e roupa não me assentava no corpo, sobrava nos sovacos.
Por meio de recursos linguísticos, os textos mobilizam estratégias para introduzir e retomar
ideias, promovendo a progressão do tema. No fragmento transcrito, um novo aspecto do tema
é introduzido pela expressão
a) “a singularidade”.
b) “tais vantagens”.
c) “os gabos”.
d) “Longe disso”.
e) “Em geral”.
ODORICO – Povo sucupirano! Agoramente já investido no cargo de Prefeito, aqui estou para
receber a confirmação, a ratificação, a autenticação e por que não dizer a sagração do povo
que me elegeu.
ODORICO – Eu prometi que o meu primeiro ato como prefeito seria ordenar a construção do
cemitério.
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O gênero peça teatral tem o entretenimento como uma de suas funções. Outra função
relevante do gênero, explícita nesse trecho de O bem amado, é a
a) criticar satiricamente o comportamento de pessoas públicas.
b) denunciar a escassez de recursos públicos nas prefeituras do interior.
c) censurar a falta de domínio da língua padrão em eventos sociais.
d) despertar a preocupação da plateia com a expectativa de vida dos Cidadãos.
e) questionar o apoio irrestrito de agentes públicos aos gestores governamentais.
A obra de Murilo Mendes situa-se na fase inicial do Modernismo, cujas propostas estéticas
transparecem, no poema, por um eu lírico que
a) configura um ideal de nacionalidade pela integração regional.
b) remonta ao colonialismo assente sob um viés iconoclasta.
c) repercute as manifestações do sincretismo religioso.
d) descreve a gênese da formação do povo brasileiro.
e) promove inovações no repertório linguístico.
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TEXTO II
Na sua produção, Goeldi buscou refletir seu caminho pessoal e político, sua melancolia e
paixão sobre os intensos aspectos mais latentes em sua obra, como: cidades, peixes, urubus,
caveiras, abandono, solidão, drama e medo.
ZULIETTI, L. F. Goeldi: da melancolia ao inevitável. Revista de Arte, Mídia e Política. Acesso
em: 24 abr. 2017 (adaptado).
a)
b)
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c)
d)
e)
Marcava seis horas da manhã. Angela Pralini pagou o táxi e pegou sua pequena valise. Dona
Maria Rita de Alvarenga Chagas Souza Melo desceu do Opala da filha e encaminharam-se
para os trilhos. A velha bem-vestida e com joias. Das rugas que a disfarçavam saía a forma
pura de um nariz perdido na idade, e de uma boca que outrora devia ter sido cheia e sensível.
Mas que importa? Chega-se a um certo ponto – e o que foi não importa. Começa uma nova
raça. Uma velha não pode comunicar-se. Recebeu o beijo gelado de sua filha que foi embora
antes do trem partir. Ajudara-a antes a subir no vagão. Sem que neste houvesse um centro, ela
se colocara do lado. Quando a locomotiva se pôs em movimento, surpreendeu-se um pouco:
não esperava que o trem seguisse nessa direção e sentara-se de costas para o caminho.
Angela Pralini percebeu-lhe o movimento e perguntou:
— A senhora deseja trocar de lugar comigo?
Dona Maria Rita se espantou com a delicadeza, disse que não, obrigada, para ela dava no
mesmo. Mas parecia ter-se perturbado. Passou a mão sobre o camafeu filigranado de ouro,
espetado no peito, passou a mão pelo broche. Seca. Ofendida? Perguntou afinal a Angela
Pralini:
— É por causa de mim que a senhorita deseja trocar de lugar?
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14. (Enem 2016) PINHÃO sai ao mesmo tempo que BENONA entra.
BENONA: Eurico, Eudoro Vicente está lá fora e quer falar com você.
EURICÃO: Benona, minha irmã, eu sei que ele está lá fora, mas não quero falar com ele.
BENONA: Mas Eurico, nós lhe devemos certas atenções.
EURICÃO: Você, que foi noiva dele. Eu, não!
BENONA: Isso são coisas passadas.
EURICÃO: Passadas para você, mas o prejuízo foi meu. Esperava que Eudoro, com todo
aquele dinheiro, se tornasse meu cunhado. Era uma boca a menos e um patrimônio a mais. E o
peste me traiu. Agora, parece que ouviu dizer que eu tenho um tesouro. E vem louco atrás
dele, sedento, atacado de verdadeira hidrofobia. Vive farejando ouro, como um cachorro da
molest’a, como um urubu, atrás do sangue dos outros. Mas ele está enganado. Santo Antônio
há de proteger minha pobreza e minha devoção.
Nesse texto teatral, o emprego das expressões “o peste” e “cachorro da molest’a” contribui
para
a) marcar a classe social das personagens.
b) caracterizar usos linguísticos de uma região.
c) enfatizar a relação familiar entre as personagens.
d) sinalizar a influência do gênero nas escolhas vocabulares.
e) demonstrar o tom autoritário da fala de uma das personagens.
Flor é a palavra
flor; verso inscrito
no verso, como as
manhãs no tempo.
Flor é o salto
da ave para o voo:
o salto fora do sono
quando seu tecido
se rompe; é uma explosão
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posta a funcionar,
como uma máquina,
uma jarra de flores.
A poesia é marcada pela recriação do objeto por meio da linguagem, sem necessariamente
explicá-lo. Nesse fragmento de João Cabral de Melo Neto, poeta da geração de 1945, o sujeito
lírico propõe a recriação poética de
a) uma palavra, a partir de imagens com as quais ela pode ser comparada, a fim de assumir
novos significados.
b) um urinol, em referência às artes visuais ligadas às vanguardas do início do século XX.
c) uma ave, que compõe, com seus movimentos, uma imagem historicamente ligada à palavra
poética.
d) uma máquina, levando em consideração a relevância do discurso técnico-científico pós-
Revolução Industrial.
e) um tecido, visto que sua composição depende de elementos intrínsecos ao eu lírico.
As formas plásticas nas produções africanas conduziram artistas modernos do início do século
XX, como Pablo Picasso, a algumas proposições artísticas denominadas vanguardas. A
máscara remete à
a) preservação da proporção.
b) idealização do movimento.
c) estruturação assimétrica.
d) sintetização das formas.
e) valorização estética.
Antigamente
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lambiscasse, para evitar flatos. Os bilontras é que eram um precipício, jogando com pau de
dois bicos, pelo que carecia muita cautela e caldo de galinha. O melhor era pôr as barbas de
molho diante de um treteiro de topete, depois de fintar e engambelar os coiós, e antes que se
pudesse tudo em pratos limpos, ele abria o arco.
TEXTO II
Expressão Significado
Cair nos braços de Morfeu Dormir
Debicar Zombar, ridicularizar
Tunda Surra
Mangar Escarnecer, caçoar
Tugir Murmurar
Liró Bem-vestido
Copo d’água Lanche oferecido pelos amigos
Convescote Piquenique
Bilontra Velhaco
Treteiro de topete Tratante atrevido
Abrir o arco Fugir
FLORIN, J. L. As línguas mudam. In: Revista Língua Portuguesa, n. 24, out. 2007 (adaptado).
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Logo depois transferiram para o trapiche o depósito dos objetos que o trabalho do dia
lhes proporcionava.
Estranhas coisas entraram então para o trapiche. Não mais estranhas, porém, que
aqueles meninos, moleques de todas as cores e de idades as mais variadas, desde os nove
aos dezesseis anos, que à noite se estendiam pelo assoalho e por debaixo da ponte e
dormiam, indiferentes ao vento que circundava o casarão uivando, indiferentes à chuva que
muitas vezes os lavava, mas com os olhos puxados para as luzes dos navios, com os ouvidos
presos às canções que vinham das embarcações...
AMADO, J. Capitães da Areia. São Paulo: Companhia das Letras, 2008 (fragmento).
Texto II
À margem esquerda do rio Belém, nos fundos do mercado de peixe, ergue-se o velho
ingazeiro – ali os bêbados são felizes. Curitiba os considera animais sagrados, provê as suas
necessidades de cachaça e pirão. No trivial contentavam-se com as sobras do mercado.
Sob diferentes perspectivas, os fragmentos citados são exemplos de uma abordagem literária
recorrente na literatura brasileira do século XX. Em ambos os textos,
a) a linguagem afetiva aproxima os narradores dos personagens marginalizados.
b) a ironia marca o distanciamento dos narradores em relação aos personagens.
c) o detalhamento do cotidiano dos personagens revela a sua origem social.
d) o espaço onde vivem os personagens é uma das marcas de sua exclusão.
e) a crítica à indiferença da sociedade pelos marginalizados é direta.
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[...]
O vento varria os sonhos
E varria as amizades...
O vento varria as mulheres...
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De afetos e de mulheres.
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O CANTO DO GUERREIRO
Aqui na floresta
Dos ventos batida,
Façanhas de bravos
Não geram escravos,
Que estimem a vida
Sem guerra e lidar.
- Ouvi-me, Guerreiros,
- Ouvi meu cantar.
Valente na guerra,
Quem há, como eu sou?
Quem vibra o tacape
Com mais valentia?
Quem golpes daria
Fatais, como eu dou?
- Guerreiros, ouvi-me;
- Quem há, como eu sou?
Gonçalves Dias.
MACUNAÍMA
(Epílogo)
Mário de Andrade.
23. (Enem 2007) A leitura comparativa dos dois textos indica que
a) ambos têm como tema a figura do indígena brasileiro apresentada de forma realista e
heroica, como símbolo máximo do nacionalismo romântico.
b) a abordagem da temática adotada no texto escrito em versos é discriminatória em relação
aos povos indígenas do Brasil.
c) as perguntas "- Quem há, como eu sou?" (10. texto) e "Quem podia saber do Herói?" (20.
texto) expressam diferentes visões da realidade indígena brasileira.
d) o texto romântico, assim como o modernista, aborda o extermínio dos povos indígenas como
resultado do processo de colonização no Brasil.
e) os versos em primeira pessoa revelam que os indígenas podiam expressar-se poeticamente,
mas foram silenciados pela colonização, como demonstra a presença do narrador, no
segundo texto.
Agora Fabiano conseguia arranjar as ideias. O que o segurava era a família. Vivia
preso como um novilho amarrado ao mourão, suportando ferro quente. Se não fosse isso, um
soldado amarelo não lhe pisava o pé não. (...) Tinha aqueles cambões pendurados ao pescoço.
Deveria continuar a arrastá-los? Sinha Vitória dormia mal na cama de varas. Os meninos eram
uns brutos, como o pai. Quando crescessem, guardariam as reses de um patrão invisível,
seriam pisados, maltratados, machucados por um soldado amarelo.
Graciliano Ramos. Vidas Secas. São Paulo: Martins, 23ª ed., 1969, p. 75.
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Texto II
Texto 1 - AUTO-RETRATO
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27. (Enem 2005) No verso "Meu Deus, por que me abandonaste" do texto 2, Drummond
retoma as palavras de Cristo, na cruz, pouco antes de morrer. Esse recurso de repetir palavras
de outrem equivale a
a) emprego de termos moralizantes.
b) uso de vício de linguagem pouco tolerado.
c) repetição desnecessária de ideias.
d) emprego estilístico da fala de outra pessoa.
e) uso de uma pergunta sem resposta.
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A tira "Hagar" e o poema de Alberto Caeiro (um dos heterônimos de Fernando Pessoa)
expressam, com linguagens diferentes, uma mesma ideia: a de que a compreensão que temos
do mundo é condicionada, essencialmente,
a) pelo alcance de cada cultura.
b) pela capacidade visual do observador.
c) pelo senso de humor de cada um.
d) pela idade do observador.
e) pela altura do ponto de observação.
29. (Enem 2003) Eu começaria dizendo que poesia é uma questão de linguagem. A
importância do poeta é que ele torna mais viva a linguagem. Carlos Drummond de Andrade
escreveu um dos mais belos versos da língua portuguesa com duas palavras comuns: cão e
cheirando.
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Gabarito:
Resposta da questão 1:
[D]
Expressões como “Quem não tem brio engorda” e “P’ra uns, as vacas morrem... p’ra outros até
boi pega a parir...” fazem parte do acervo cultural de provérbios, ditos sucintos e ricos em
imagens que traduzem suposta sabedoria popular, permitem que o texto seja fortemente
representativo não só da cultura local, mas também importante patrimônio linguístico da cultura
nacional. Assim, é correta a opção [D].
Resposta da questão 2:
[E]
As formas verbais e pronominais apontam para dois referentes. Enquanto que os verbos na
segunda pessoa do singular (“tomas”, “deixas”, “devas”, “dás”) e os pronomes (“tua”, “te”, “teu”)
se referem à operária, a 3ª pessoa identifica o patrão (“ele pede”). Assim, a utilização desses
elementos permite distinguir os referentes, ao mesmo tempo que auxilia na arquitetura do
poema, como transcrito em [E].
Resposta da questão 3:
[A]
O título do poema contém um vocábulo criado por João Cabral, aproximando a mulher de um
animal, em explícita analogia. Da mesma forma que o ouriço, ao sentir-se ameaçada, a mulher
se fecha para se proteger, assumindo até uma atitude agressiva, “capaz de bote, de salto”. Mas
“Se o de longe lhe chega em”, “de esfera aos espinhos, ela se desouriça”, ou seja, se o
desconhecido se aproxima de modo não ofensivo, ela se desarma, acabando por transformar
sua aparência “multiespinhenta” “na carne de antes”, pronta para oferecer-lhe seu “abraço”. O
poema metaforiza, assim, a atitude feminina de tenacidade transformada em brandura, como
se afirma em [A].
Resposta da questão 4:
[C]
É correta a opção [C], pois a linguagem do “em dia-de-semana”, nas palavras do jagunço,
remete ao grau de coloquialidade da comunicação, ou seja, à fala comum segundo contextos
de comunicação e da necessidade humana no cotidiano do sertão brasileiro.
Resposta da questão 5:
[B]
Resposta da questão 6:
[E]
Resposta da questão 7:
[D]
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O romance gráfico “Grande sertão: veredas”, baseado na obra homônima de Guimarães Rosa,
preserva a linguagem do autor mineiro no relato das cenas a que agrega desenhos ilustrativos
das emoções vivenciadas pelos personagens. O olhar esgazeado do cachorro, o estampido da
arma de fogo presente na onomatopeia “Pam!” e o corpo abatido do animal no canto direito e
inferior da página revelam que os recursos usados potencializaram a dramaticidade do
episódio, como se afirma em [D].
Resposta da questão 8:
[B]
Ao afirmar que “Camões e outros iguais não bastaram para nos dar uma herança de língua já
feita”, a autora confere à língua portuguesa um estatuto patrimonial, ou seja, considera-a parte
integrante do conjunto dos bens materiais e imateriais que constituem herança coletiva e são
transmitidos de geração a geração. Ao mesmo tempo, afirma que esse legado seria insuficiente
não fosse a renovação constante a que está sujeito pelos usuários da língua. Assim, é correta
a opção [B].
Resposta da questão 9:
[D]
A expressão “Longe disso”, transcrita em [D], inicia o período em que o narrador expressa a
sensação agradável que lhe provocava aquela “fala pelo avesso” das moças que, de forma
irônica, faziam comentários elogiosos à sua indumentária.
A última fala de Odorico, concedendo o direito de ser sepultado no novo cemitério a quem
votasse nele e o confessasse ao padre na hora da extrema unção, revela os procedimentos
típicos do exercício do poder por estruturas oligárquicas e personalizadas que usam os
cidadãos para atenderem aos seus próprios interesses. Assim, a peça O bem-amado, de Dias
Gomes, além da função de entretenimento, pretende criticar satiricamente o comportamento de
pessoas públicas, como se afirma em [A].
A imagem que reproduz uma gravura de Oswald Goeldi constante no texto I, assim como o
artigo publicado na Revista de Arte, Mídia e Política sobre o mesmo autor revelam
características da sua obra carregada de alusões aos dramas existenciais em que a morte,
solidão e medo são presença constante. Desta forma, deduz-se que foi fortemente influenciado
pelo movimento estético do Expressionismo, vanguarda europeia do início do séc. XX a que
está vinculado Alfred Kubin. Assim, é correta a opção [A].
Expressões como “Uma velha não pode comunicar-se” ou “Recebeu o beijo gelado de sua filha
que foi embora”, assim como a última fala de Dona Maria Rita ao expressar surpresa perante o
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fato de alguém se interessar pelo seu conforto, sugere que o narrador pretende enfatizar o
sentimento de solidão alimentado pelo processo de envelhecimento. Assim, é correta a opção
[E].
A peça teatral O santo e a porca é da autoria de Ariano Suassuna, escritor paraibano que
sempre dedicou atenção especial ao conhecimento das formas de expressão populares
tradicionais da região. Assim, é correta a opção [B], pois o emprego das expressões “o peste” e
“cachorro da molest’a”, termos linguísticos típicos da cultura nordestina, contribui para
caracterizar o falar dessa região.
A imagem de uma máscara senufo, proveniente das manifestações artísticas das sociedades
tradicionais da África, é associada às proposições artísticas das vanguardas europeias,
nomeadamente às obras de Pablo Picasso, grande expoente do Cubismo. Este movimento
tinha como principal característica a reprodução dos objetos por meio de figuras geométricas,
representando as partes de todos os ângulos no mesmo instante. Assim, é correta a opção [D]
que aponta a sintetização das formas como sinônimo da renúncia à perspectiva e à
representação do volume sobre superfícies planas.
Os dois últimos versos do poema (“Que a vida passa! que a vida passa! /E que a mocidade vai
acabar“) enfatizam a efemeridade da vida, o caráter transitório do momento percebido na
paisagem bucólica e propícia à meditação em que o eu lírico está imerso (“E tudo tem aquele
caráter impressivo que faz meditar: /Enterro a pé ou a carrocinha de leite puxada por um
/bodezinho manhoso”).
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Carlos Drummond, no texto, prioriza a temática conflituosa entre o ser em relação com o
mundo que o cerca.
Tanto o pintor Antonio Rocco, ligado à vertente acadêmica do Realismo, quanto Oswald de
Andrade, autor representativo do radicalismo da Fase Heroica no 1º Tempo do Modernismo
brasileiro, retratam as dificuldades dos imigrantes na chegada ao Brasil.
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[D]
O eu lírico expressa o seu desalento invocando as palavras de Cristo na cruz, como se afirma
em D.
Na tirinha, confronta-se o saber empírico de Hagar e o que resulta do estudo teórico, expresso
pelo filho no primeiro quadrinho. Hagar restringe a sua compreensão de mundo àquilo que
pode observar, assim como Alberto Caeiro no seu poema: “Da minha aldeia vejo quanto da
terra se pode ver no Universo”. Se tomarmos o significado da palavra “cultura” como a soma
das informações e conhecimentos de uma pessoa, ou de um grupo social, está correta a opção
A.
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Legenda:
Q/Prova = número da questão na prova
Q/DB = número da questão no banco de dados do SuperPro®
1.............204111.....Elevada.........Português......Enem/2021...........................Múltipla escolha
2.............189425.....Elevada.........Português......Enem/2019...........................Múltipla escolha
3.............189415.....Elevada.........Português......Enem/2019...........................Múltipla escolha
4.............181767.....Média.............Português......Enem/2018...........................Múltipla escolha
5.............181751.....Elevada.........Português......Enem/2018...........................Múltipla escolha
6.............181749.....Baixa.............Português......Enem/2018...........................Múltipla escolha
7.............181759.....Elevada.........Português......Enem/2018...........................Múltipla escolha
8.............174862.....Elevada.........Português......Enem/2017...........................Múltipla escolha
9.............174852.....Média.............Português......Enem/2017...........................Múltipla escolha
10...........174874.....Baixa.............Português......Enem/2017...........................Múltipla escolha
11...........174855.....Elevada.........Português......Enem/2017...........................Múltipla escolha
12...........174863.....Elevada.........Português......Enem/2017...........................Múltipla escolha
13...........165292.....Elevada.........Português......Enem/2016...........................Múltipla escolha
14...........165280.....Baixa.............Português......Enem/2016...........................Múltipla escolha
15...........165282.....Elevada.........Português......Enem/2016...........................Múltipla escolha
16...........149431.....Elevada.........Português......Enem/2015...........................Múltipla escolha
17...........122129.....Baixa.............Português......Enem/2012...........................Múltipla escolha
18...........108652.....Média.............Português......Enem/2011...........................Múltipla escolha
19...........100259.....Média.............Português......Enem/2010...........................Múltipla escolha
20...........90793.......Média.............Português......Enem/2009...........................Múltipla escolha
21...........90767.......Média.............Português......Enem/2009...........................Múltipla escolha
22...........75531.......Média.............Português......Enem/2007...........................Múltipla escolha
23...........75534.......Elevada.........Português......Enem/2007...........................Múltipla escolha
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24...........75529.......Média.............Português......Enem/2007...........................Múltipla escolha
25...........68279.......Média.............Português......Enem/2006...........................Múltipla escolha
26...........61788.......Média.............Português......Enem/2005...........................Múltipla escolha
27...........61789.......Baixa.............Português......Enem/2005...........................Múltipla escolha
28...........57299.......Elevada.........Português......Enem/2004...........................Múltipla escolha
29...........51655.......Média.............Português......Enem/2003...........................Múltipla escolha
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1..............................204111..........azul.................................2021...................53%
2..............................189425..........azul.................................2019...................15%
3..............................189415..........azul.................................2019...................31%
4..............................181767..........azul.................................2018...................40%
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Super Professor
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