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Funções Contínuas e Teoremas de Análise

lista de exercicios de calculo uff

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LISTA 5 Definição de função contínua

Propriedades das funções contínuas


Cálculo 1A - 2020.2
Teorema do Valor Intermediário (TVI)

Exercício 1

Em cada um dos exercícios abaixo verifique se a função f é contínua no ponto a indicado:


 2 ( 2
x +x−6
se x < 2 |x −4x+3|
se x 6= 3
 x−2 2. a = 3 e f (x) =
 x−3
1. a = 2 e f (x) = 5 se x = 2 1 se x = 3
se x > 2

sen(x2 − 4)

Exercício 2

Determine os valores das constantes a e b para que as funções abaixo sejam contínuas em R
 2 
x −1 sen (b(x − 2))
 se x < −1

 se x < 2
|x − 2|

 x+1 

 
1. f (x) = ax + b se − 1 6 x 6 0 3. f (x) = ax se 2 6 x 6 4
 sen(3x) se x > 0

x2 − 9x + 20
 

se x > 4
 


x x−4

 |x + 2|
se x < −2 ou x > 0
2. f (x) = x+2
ax2 + b se − 2 6 x 6 0

Exercício 3

Para cada função g definida nos itens abaixo, diga se existe uma função f : R → R tal que f (x) = g(x) para
todo x no domínio de g. Caso seja possível, dê a expressão da função f

sen(3x − 3) |x − 3|


 se x < 1 2. g(x) =
1. g(x) = x−1 x−3
2
x + x − 2,

se x > 1
x−1

Exercício 4

Sejam f , g e h funções com domínio R, representadas pelos gráficos abaixo.


y y y
f
2 2 2

1 1 1 h

−2 −1 1 2 x −2 −1 1 2 x −2 −1 1 2 x
g
−1 −1 −1

Verifique se as funções f g e h ◦ g são contínuas em x = 0.


Exercício 5
 π π
Seja f : R → R, tal que x2 cos2 (x) ≤ f (x) ≤ x sen(x), ∀x ∈ − , . Verifique se f é contínua em x = 0.
2 2

Exercício 6

Diga se cada afirmação é verdadeira ou falsa, justificando quando verdadeira e dando contraexemplo quando
falsa.

1. Se f e g são contínuas em R e a ∈ R, então


 
lim f ◦ g(x) = f lim g(x) = f (g(a)) .
x→a x→a

2. Se f e g são funções R → R, com f contínua em R e g descontínua em pelo menos um ponto, então f ◦ g


é necessariamente descontínua em pelo menos um ponto?
3. Sejam f e g funções R → R. Se f é descontínua em x = 1, g é contínua em x = 0 e g(0) = 1, então f ◦ g
é necessariamente descontínua em x = 0?

Exercício 7

Considere a função f definida por f (x) = x3 − 4x2 + 5. Mostre que f (x) = 10 tem pelo menos um solução no
intervalo (4, 5).

Exercício 8

Seja f uma função contínua, de domínio [0, 5] e contradomínio [3, 4]. Seja g a função de domínio [0, 5], definida
por g(x) = f (x) − x. Prove que a função g tem, pelo menos, um zero.

Exercício 9

Para cada função abaixo determine um intervalo de amplitude 1, no qual está localizado pelo menos um zero
dessa função.
 πx 
1. f (x) = x3 + x − 1 2. f (x) = 1 + x cos
2

Exercício 10

Mostre que os gráficos de y = 1 e y = x2 tan(x) têm interseção em pelo menos um ponto do intervalo − π2 , π2 .


Exercício 11

Use o Teorema do Valor Intermediário para mostrar que existe uma raiz da equação dada no intervalo
especificado.


1. sen(x) = x − 1, π
2. x2 = 3. ln x = e−x , (1, 2)

2,π x + 1, (1, 2)

2
Exercício 12

f (3)
De uma função f , contínua em R, sabe-se que: 1 é zero de f , e f (3) > 0. Prove que a equação f (x) =
2
tem, pelo menos, uma solução no intervalo (1, 3).

Exercício 13

Considere uma função f contínua no intervalo [a, b), com f (a) = M e lim− f (x) = +∞. Dado N > M ,
x→b
podemos afirmar que existe c ∈ [a, b) tal que f (c) = N ?

Exercício 14

Seja f (x) uma função contínua em R sobre a qual se sabe:

• lim f (x) = −2. • f (3) = 5 • f (−2) = 3.


x→−∞

• lim f (x) = 4 • f é negativa em (1, 2) ∪ (4, 6)


x→∞

Quantas soluções tem, no mínimo, f (x) = 1?

Exercício 15

1. Dê um exemplo de uma função tal que que em dois pontos distintos x = a e x = b a função tem sinais
contrários, f não é contínua no intervalo [a, b] e a tese do Teorema do Valor Intermediário é verdadeira.
2. Dê um exemplo de uma função tal que que em dois pontos distintos x = a e x = b a função tem sinais
contrários, f não é contínua no intervalo [a, b] e a tese do Teorema do Valor Intermediário é falsa.

Solução do Exercício 1

Para verificar a continuidade de f no ponto a indicado devemos verificar se lim f (x) = f (a).
x→a

1. Não, pois lim+ sen(x2 − 4) = sen(0) = 0 6= 5 = f (2).


x→2

2. Não, pois

Como x → 3− então x < 3 e assim (x − 3)(x − 1) < 0.


Portanto |(x − 3)(x − 1)| = −(x − 3)(x − 1)



2
|x − 4x + 3| |(x − 3)(x − 1)| y (x − 3)(x − 1)
lim− = lim− = lim− −
x→3 x−3 x→3 x−3 x→3 x−3
= lim− −(x − 1) = −2 6= 1 = f (3)
x→3

Solução do Exercício 2

1. Precisamos descobrir a e b para que


lim f (x) = f (−1) e lim f (x) = f (0).
x→−1 x→0

Como
x2 − 1 (x + 1)(x − 1)
lim − f (x) = lim − = lim − = lim − x − 1 = −2,
x→−1 x→−1 x+1 x→−1 x+1 x→−1

3
precisamos ter −2 = f (−1) = a · (−1) + b = b − a.

Por outro lado, como


sen(3x) sen(3x)
lim f (x) = lim+ = lim+ 3 · = 3,
x→0+ x→0 x x→0 3x
precisamos ter 3 = f (0) = a · 0 + b, logo b = 3. Como já sabemos que b − a = −2, temos 3 − a = −2, logo
a = 5.
2. Queremos
lim f (x) = f (−2) e lim f (x) = f (0).
x→−2 x→0

Como
|x + 2| −(x + 2)
lim f (x) = lim  lim −
= = −1,
x→−2− x→−2− x + 2  x→−2 x+2

y
x+2<0

precisamos ter −1 = f (−2) = a · (−2)2 + b = 4a + b.

Por outro lado, como


|x + 2| x+2
lim f (x) = lim =
 lim = 1,
x→0+ x→0+ x + 2  x→−2− x + 2

y
x+2>0

precisamos ter 1 = f (0) = a · 02 + b = b. Logo, b = 1.

Como já tínhamos 4a + b = −1, temos 4a + 1 = −1, logo 4a = −2 e então a = − 12 .


3. Queremos
lim f (x) = f (2) e lim f (x) = f (4).
x→2 x→4

Como
sen (b(x − 2)) sen (b(x − 2)) sen (b(x − 2))
lim− f (x) = lim− =
 lim − = lim b · = −b,
x→2 x→2 |x − 2|  x→−2 −(x − 2) x→−2− −b(x − 2)

y
x−2<0

precisamos ter −b = f (2) = 2a, logo b = −2a.

Por outro lado, como

x2 − 9x + 20 (x − 5)(x − 4)
lim f (x) = lim = lim+ = lim+ x − 5 = −1
x→4+ x→4+ x−4 x→4 x−4 x→4

precisamos ter −1 = f (4) = 4a. Logo, a = − 41 .

Como já tínhamos b = −2a, temos b = −2 · − 41 , logo b = 12 .




4
Solução do Exercício 3

1. Observe que g é contínua em R − {1}. Temos ainda que

sen(3x − 3) sen(3(x − 1)) :1


sen(3(x − 1))

lim− g(x) = lim− = lim− = lim− 3 ·  = 3.
x→1 x→1 x−1 x→1 x−1 x→1  3(x − 1)

x2 + x − 2 (x + 2)(x − 1)
lim g(x) = lim = lim = lim (x + 2) = 3.
x→1+ x→1+ x−1 x→1+ x−1 x→1+

Assim, limx→1 g(x) = 3. Definindo

sen(3x − 3)

 se x < 1
 x−1


g(x) = 3, se x = 1 ,
 x2 + x − 2


 , se x > 1
x−1
temos f contínua em R. A continuidade em x = 1 vem de

lim f (x) = lim g(x) = 3 = f (1).


x→1 x→1

2. Observe que g é contínua em R − {3}. Temos ainda que

|x − 3| −(x − 3)
lim g(x) = lim− = lim = −1,
x→3− x→3 x−3 x−3<0 x→3− x−3
|x − 3| x−3
lim g(x) = lim+ = lim = 1,
x→3+ x→3 x−3 x−3>0 x→3+ x−3
portanto, não podemos definir um valor para f (3) de forma a termos lim f (x) = f (3), pois lim f (x) =
x→3 x→3
lim g(x), que não existe.
x→3

Solução do Exercício 4

Pelos gráficos podemos verificar que lim+ f (x) = 2, lim− f (x) = 1, lim+ g(x) = 1 e lim− g(x) = 2. Então
x→0 x→0 x→0 x→0
     
lim (f g)(x) = lim+ f (x) lim+ g(x) = 2 e lim (f g)(x) = lim f (x) lim g(x) = 2.
x→0+ x→0 x→0 x→0− x→0− x→0−

Além disso, (f g)(0) = 2 · 1 = 2. Logo, f g é contínua em x = 0.

Para verificar se h ◦ g é contínua em 0, precisamos observar que quando x tende para 0− então g(x) tende para
2− (pela esquerda) e quando x tende para 0+ então g(x) tende para 1− (pela esquerda). Logo

 lim− h(y) = 1 e
lim (h ◦ g)(x) = lim (h ◦ g)(x) =
 lim− h(y) = 1.
x→0−  y→2 x→0+  y→1
 
y y

x → 0− =⇒ y = g(x) → 2+ x → 0+ =⇒ y = g(x) → 1−

Além disso (h ◦ g)(0) = h(1) = 1. Portanto h ◦ g é contínua em 0.

Solução do Exercício 5

Temos que limx→0 x2 cos(x) = 0 e limx→0 x sen(x) = 0, logo, pelo Teorema do Confronto, obtemos
limx→0 f (x) = 0. Além disso f (0) = 0, pois se substituirmos x por 0 nas desigualdades x2 cos2 (x) ≤ f (x) ≤
x sen(x), obtemos 0 ≤ f (x) ≤ 0. Portanto f é contínua em x = 0.

5
Solução do Exercício 6

1. Como g é contínua em R, será contínua em x = a, logo lim g(x) = g(a). Com isso,
x→a
 
lim f ◦ g(x) = f lim g(x) = f (g(a)) .
x→a x→a

Além disso, como f é contínua, temos em particular que f é contínua em g(a), assim, pelo Teorema visto
sobre a continuidade da composta, temos

lim f ◦ g(x) = f (g(a)).


x→a

2. Falso. Qualquer que seja a função g, se f for uma função constante, isto é, f (x) = a ∈ R, teremos
f ◦ g(x) = a para todo x ∈ R. Logo f ◦ g é contínua.
3. Falso. Podemos tomar (
1 se x > 1
f (x) = g(x) = 1 + x2 .
0 se x < 1
Estas funções satisfazem às condições informadas, e

f ◦ g(x) = f (1 + x2 ) = 1,

pois 1 + x2 ≥ 1 para todo x ∈ R. Temo então f ◦ g(x) = 1, logo f ◦ g é contínua em x = 0.

Solução do Exercício 7

Temos que f é contínua em R Como f (4) = 5 e f (5) = 30, então pelo TVI, existe x ∈ (4, 5) tal que f (x) = 10.

Solução do Exercício 8

A função g(x) = f (x)−x é contínua em [0, 5]. Como g(0) = f (0)−0 = f (0) ∈ [3, 4] e g(5) = f (5)−5 ∈ [−2, −1],
então g(0) > 0 e g(5) < 0. Assim, pelo TVI, existe x ∈ [0, 5] tal que g(x) = 0.

Solução do Exercício 9

1. A função f é contínua, pois é um polinômio. Como f (0) = −1 < 0 e f (1) = 1 > 0, pelo TVI, existe pelo
menos um zero de f no intervalo (0, 1).
2. A função f é contínua, por ser a soma de uma constante com uma função trigonométrica. Como f (1) =
1 > 0 e f (2) = −1 < 0, pelo TVI, existe pelo menos um zero de f no intervalo (1, 2).

Solução do Exercício 10

Considere a função f (x) = x2 tan(x). Temos que a função f é contínua em − π2 , π2 ,




lim +
f (x) = −∞ e lim −
f (x) = +∞.
x→(− π
2) x→( π
2)

Logo pelo TVI, a função f admite um zero no intervalo − π2 , π2 , ou seja, exsite x1 ∈ − π2 , π2 tal que f (x1 ) = 1.
 

Solução do Exercício 11

1. Defina f (x) = x2 − x + 1. Temos que f é contínua em [1, 2] (o único problema√à continuidade seria
√ a raiz
não estar definida, mas x+1 > 0 para todo x ∈ [1, 2]). Temos ainda f (1) = 1− 2 < 0, f (2) = 4− 3 > 0.

6
√ √
Assim, f (1) < 0 < f (2), logo, pelo TVI, existe x ∈ (1, 2) tal que f (x) = x2 − x + 1 = 0, logo x2 = x + 1.
2. Defina f (x) = sen(x) − x + 1. Temos que f é contínua em π
, π
= 1 − π2 + 1 = 2 − π2 > 0 e
 
2 , π f 2
f (π) = 0 − π + 1 < 0. Assim, f (π) < 0 < f π2 , logo, pelo TVI, existe x ∈ π2 , π tal que f (x) =


sen(x) − x + 1 = 0, logo sen(x) = x − 1.


3. Defina f (x) = ln x − e−x . Temos que f é contínua em [1, 2] (o único problema à continuidade seria ln
não estar definida, mas x > 1 > 0). Temos ainda f (1) = −e−1 < 0, f (2) = ln 2 − e−2 > 0. Assim,
f (1) < 0 < f (2), logo, pelo TVI, existe x ∈ (1, 2) tal que f (x) = ln x − e−x = 0, logo ln x = e−x .

Solução do Exercício 12

f (3) f (3) f (3)


Considere a função g(x) = f (x)− . Temos que a função g é contínua em R, g(1) = f (1)− −
= <0
2 2  2

y

porque 1 é zero de f
f (3) f (3)
e g(3) = f (3) − = > 0. Logo pelo TVI, a função g admite um zero no intervalo (1, 3), ou seja, existe
2 2
f (3)
x1 ∈ (0, 3) tal que g(x1 ) = 0. Mas então f (x1 ) = .
2

Solução do Exercício 13

Sim. Seja N > M . Como lim f (x) = +∞, existe b0 < b, próximo a b tal que f (b0 ) > N . Assim, f (a) = M <
x→b−
N < f (b0 ), com f contínua em [a, b0 ], logo, pelo TVI, existe c ∈ (a, b0 ) ⊂ (a, b) tal que f (c) = N .

Solução do Exercício 14

Como limx→−∞ f (x) = −2, temos que f (x) é arbitrariamente próximo de −2 para x muito negativo. Em
particular, existe x0 < −2 tal que f (x0 ) < 1. Assim, f é contínua em [x0 , −2] e f (x0 ) < 1 < 3 = f (−2), logo,
pelo TVI, existe pelo menos uma solução para f (x) = 1 em (x0 , −2).

Como f é negativa em (1, 2), podemos tomar x1 ∈ (1, 2) tal que f (x1 ) < 0. Então, como f é contínua em
[−2, x1 ], e como f (x1 ) < 0 < 1 < 3 = f (−2) , pelo TVI f (x) = 1 tem pelo menos uma solução em (−2, x1 ).

Da mesma forma, como f (x1 ) < 0 < 1 < 5 = f (3), f (x) = 1 tem pelo menos uma solução em (x1 , 3).

Tomando x2 ∈ (4, 6), temos f (x2 ) < 0, logo f (x2 ) < 0 < 1 < 5 = f (3), logo f (x) = 1 tem pelo menos uma
solução em (x2 , 3).

Como limx→∞ f (x) = 4, temos que f (x) é arbitrariamente próximo de 4 para x muito grande. Em particular,
existe x3 > 6 tal que f (x3 ) > 3. Assim, f é contínua em [x2 , x3 ] e f (x2 ) < 0 < 1 < f (x), logo, pelo TVI, existe
pelo menos uma solução de f (x) = 1 em (x2 , x3 ).

Concluimos que f (x) = 1 tem pelo menos 5 soluções.

7
Solução do Exercício 15

1. Há infinitas possibilidades! 2. Há infinitas possibilidades!


Apresentamos uma abaixo. Apresentamos uma abaixo.
y y

f g

a b x a b x

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