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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RECÔNCAVO DA BAHIA

CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGICAS

ADRIANO ALBUQUERQUE CERQUEIRA


LION LENNON DA SILVA SANTOS
LUIGI ANDRADE CORTES
MARIANNA LOBO MARTFELD MUTIM

MOVIMENTO HARMÔNICO SIMPLES: PÊNDULO SIMPLES

Cruz das almas


2023
ADRIANO ALBUQUERQUE CERQUEIRA
LION LENNON DA SILVA SANTOS
LUIGI ANDRADE CORTES
MARIANNA LOBO MARTFELD MUTIM

MOVIMENTO HARMÔNICO SIMPLES: PÊNDULO SIMPLES

Atividade apresentada ao curso de


Ciências Exatas e Tecnológicas do
Centro de Ciências Exatas e
Tecnológicas da Universidade Federal
do Recôncavo da Bahia como requisito
parcial de avaliação da disciplina GCET
826 – Física Experimental II (Turma 06)
sob a orientação do docente Ariston de
Lima Cardoso.

Cruz das Almas


2023
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ................................................................................…………..4
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA...................................................................…5
3. OBJETIVOS...........................................................................................……….6
4. MATERIAIS UTILIZADOS....................................................................….......6
5. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL......................................................……7
6. ANÁLISE DE DADOS E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS ...............…....7
7. CONCLUSÕES ....................................................................................………...9
8. REFERÊNCIAS ................................................................................………......10
1. INTRODUÇÃO

Do ponto de vista físico, o movimento é uma variação na posição espacial de um corpo ou sistema,
dependendo do tempo e em relação a um determinado referencial. É possível subdividir o tráfego
em tráfego específico. Um deles é o Movimento Harmônico Simples (MHS), que pode ser
classificado como um movimento oscilante periódico e uniforme do corpo em relação ao ponto de
equilíbrio.

A oscilação deste corpo só é possível devido a uma força restauradora, que pode ser elástica,
gravitacional ou elétrica, entre outras coisas, que atua sobre o corpo e direciona sua posição para o
seu ponto de equilíbrio. Como não há forças dissipadoras, como fricção e arrasto no MHS, a energia
mecânica no sistema é, em última análise, preservada.

A força agindo no sistema se torna proporcional à distância percorrida após ultrapassar o ponto de
referência. Para tornar isso mais compreensível, consideramos uma mola suspensa com uma massa
presa à sua extremidade. Quando a mola está parada, está em sua posição de equilíbrio. Quando está
em movimento, a mola executa um movimento de ida e volta, chamado de oscilação, e a maior
distância alcançada pela mola é chamada de amplitude. A repetição desse movimento é conhecida
como período.

Como objeto de estudo, usaremos o sistema massa-mola, composto por uma mola e massas
conectadas, que será inicialmente colocado em equilíbrio e posteriormente será colocado em
movimento.

Assim, o objetivo deste relatório é identificar o movimento harmônico simples por meio do sistema
oscilatório massa-mola, com a finalidade de estabelecer conexões entre a massa do objeto, o
período da oscilação e a amplitude do movimento.
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

O movimento harmônico simples é caracterizado por um padrão de movimento que se repete de


forma regular, é simétrico e pode ser matematicamente descrito por uma função senoidal. A posição
do objeto em relação ao ponto de equilíbrio segue uma variação sinusoidal ao longo do tempo, com
uma amplitude constante e uma frequência angular determinada pelas características do sistema.
Portanto, o movimento harmônico simples é uma ferramenta teórica fundamental na física,
desempenhando um papel crucial na compreensão de muitos fenômenos naturais e no
desenvolvimento de tecnologias que dependem de oscilações periódicas.

O físico e astrônomo Galileu Galilei (1564 - 1642) desempenhou um papel fundamental na


observação e compreensão do movimento harmônico simples (MHS). Sua descoberta desse
fenômeno ocorreu de forma notável enquanto ele assistia a uma missa na Catedral de Pisa, na
Universidade de Pisa, em 1588. Durante a missa, Galileu observou os candelabros pendurados na
catedral oscilando e ficou intrigado com o fato de que candelabros com diferentes amplitudes de
oscilação pareciam levar o mesmo tempo para completar um ciclo. Essa observação o levou a
refletir sobre o fenômeno. Galileu chegou à conclusão de que, no processo de oscilação, o pêndulo
praticamente retornava à altura em que havia sido solto. Essa observação é agora compreendida
como uma manifestação da conservação de energia, um princípio fundamental na física. Galileu
contribuiu significativamente para nossa compreensão do movimento harmônico simples e suas
observações influenciaram o desenvolvimento subsequente da física e da teoria das oscilações.

Certamente, o estudo do movimento harmônico simples (MHS) ao longo da história contou com
muitas contribuições notáveis de físicos e cientistas. Aqui estão algumas das principais
contribuições teóricas:

1. Robert Hooke: Hooke desempenhou um papel crucial ao postular a Lei de Hooke, que estabelece
que a força exercida por uma mola é diretamente proporcional à sua deformação. Essa lei é
fundamental para a compreensão da força restauradora que atua no MHS.

2. Christiaan Huygens: Huygens foi pioneiro ao demonstrar que o movimento de um pêndulo


simples segue um padrão de MHS, conhecido como o "princípio de Huygens". Suas contribuições
também incluem o desenvolvimento da teoria das oscilações de pêndulos, que foi fundamental para
a criação de relógios de pêndulo precisos.
Esses cientistas desempenharam um papel fundamental na formulação das bases teóricas do
movimento harmônico simples e na compreensão de sistemas oscilatórios, deixando um legado
duradouro na física e na ciência em geral.

Com base nos estudos desses teóricos e outros, hoje dispomos de fórmulas e equações que
permitem calcular de maneira prática o Movimento Harmônico Simples (MHS). A equação que
descreve o MHS é expressa por \(x(t) = Acos(\omega t + \phi)\) equação 1.0 , onde \(x\) é a
posição do objeto em relação ao ponto de equilíbrio, \(A\) é a amplitude do movimento, \(\omega\)
é a frequência angular, \(t\) é o tempo e \(\phi\) é a fase inicial. A velocidade e a aceleração do
objeto podem ser obtidas derivando essa equação em relação ao tempo, o que fornece as expressões
para velocidade e aceleração.

A frequência angular do MHS é determinada pelas propriedades do sistema e é representada por \


(\omega = \sqrt{\frac{k}{m}}\) equação 2.0, onde \(k\) é a constante elástica da mola ou a
constante de torção do pêndulo, e \(m\) é a massa do objeto. A frequência do movimento, \(f\), é
então calculada através de \(f = \frac{\omega}{2\pi}\), onde \(f\) é a frequência em hertz.

Essas formulações matemáticas são essenciais para compreender e analisar o Movimento


Harmônico Simples em diversos contextos físicos e tecnológicos.

O período do Movimento Harmônico Simples (MHS) representa o tempo necessário para que um
objeto complete uma oscilação completa, indo e voltando ao ponto de equilíbrio. O período é dado
por \(T = \frac{1}{f} = \frac{2\pi}{\omega}\) equação 3.0, onde \(T\) é o período, \(f\) é a
frequência e \(\omega\) é a frequência angular.

Absolutamente, o entendimento do Movimento Harmônico Simples (MHS) desempenha um


papel fundamental em diversos campos da física e da engenharia e é crucial para a compreensão de
muitas características naturais e o desenvolvimento de tecnologias que dependem de oscilações
periódicas.
3. OBJETIVOS

1. Reconhecimento do Movimento Harmônico Simples (MHS):

- Montar um sistema massa-mola simples, que consiste em suspender uma massa em uma mola.
Certifique-se de que a mola esteja em uma posição de equilíbrio inicial.

- Perturbar o sistema, deslocando a massa da posição de equilíbrio e soltando-a. A mola começará


a oscilar.

- Observar o movimento da massa. Nota-se que a massa oscila de maneira repetitiva e simétrica,
indo e voltando em torno da posição de equilíbrio. Isso é característico do Movimento Harmônico
Simples.

2. Relação entre o Período e a Massa Pendurada:

- Realizar uma série de experimentos variando a massa pendurada na mola. Pode-se adicionar ou
remover pesos da massa.

- Medir o período de oscilação para cada configuração de massa.

- Plotar um gráfico que mostre a relação entre o período de oscilação (no eixo vertical) e a massa
pendurada (no eixo horizontal). De acordo com a fórmula \(T = 2\pi\sqrt{\frac{m}{k}}\) equação
4.0, onde \(T\) é o período, \(m\) é a massa pendurada e \(k\) é a constante elástica da mola, espera-
se que haja uma relação inversamente proporcional entre o período e a raiz quadrada da massa.

3. Determinação da Constante Elástica (k):

- Use a fórmula \(T = 2\pi\sqrt{\frac{m}{k}}\) e os dados coletados no experimento para calcular


a constante elástica da mola (\(k\)) para cada configuração de massa pendurada.

- Certifique-se de que a unidade de massa esteja em quilogramas (kg) e o período em segundos (s)
para obter a constante elástica em unidades apropriadas.

4. Comparação com o Valor do Fabricante:

- Consulte as especificações do fabricante da mola para obter o valor previsto da constante


elástica (\(k\)).
- Compare os valores experimentais de \(k\) com o valor previsto pelo fabricante. Verifique se há
uma concordância razoável entre eles.

4. MATERIAIS UTILIZADOS

Para resolução do experimento utilizamos os seguintes materiais: uma mola helicoidal, um


cronômetro digital, um conjunto composto por quatro cilindros acopláveis, tripé, gancho lastro,
régua milimetrada e uma balança digital.

5. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

Para realização deste experimento, primeiramente foi medido com o uso da balança digital, a
massa dos quatros cilindros acopláveis e da haste lastro, posteriormente os valores foram anotados.
Após isso, o sistema foi montado, pendurando a régua a mola e a haste como mostra a figura 3.
Então foi observado e anotado o valor da posição de equilíbrio desse sistema, sem a presença dos
cilindros.
Após essa primeira etapa, foi colocado um dos cilindros acoplado a haste, como mostra a figura
1. Em seguida com a régua milimetrada foi medida assim como no começo do experimento a
distensão da mola, porém nessa segunda medição o primeiro cilindro estava acoplado juntamente
com a haste, na sequência a mola junto ao cilindro foram distendidos certa de 10 milímetros do
ponto de equilíbrio obtido na segunda medição da distensão da mola e então o sistema foi liberado,
nesse momento com um cronômetro digital o tempo foi medido num período de 10 oscilações
completas de compressão e distensão da mola, essa medição da oscilação foi realizado 5 vezes para
cada cilindro, logo depois esses dados foram anotados.
Posteriormente, a mesma experimentação foi repetida mais três vezes com os demais cilindros
seguindo as etapas anteriores de medição da distensão da mola com os respectivos corpos de prova
e medição do período do tempo de 10 oscilações, analisando assim o movimento harmônico
simples.

6. ANÁLISE DE DADOS E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Os dados adquiridos com o procedimento realizado estão apresentados na tabela a seguir, assim
como o período das oscilações de cada uma das massas utilizadas no experimento.
M1 = 49,95 g → (49,95/1000) = 0,04995 ~¿0,05
kg
M2 = 22,77 g → (22,77/1000) = 0,02277 ~¿0,02
kg Conversão das massas:
M3 = 49,91 g → (49,91/1000) = 0,04991 ~¿0,05
kg
M4 = 22,78 g → (22,78/1000) = 0,02278 ~¿0,02
kg

Tabela 1 – Dados obtidos através do estudo do sistema massa-mola.

Massa do porta peso: 6,45 g = 0,00645 kg Posição de equilíbrio: 5 cm

Massa Tempo das Oscilações

(kg) (s)

M1= 0,05 Período


M2 = 0,02 1ª medida 2ª medida 3ª medida 4ª medida
M1 M1 +M2 M1+M2+M3 M1+M2+M3+M4 Média (s)
M3 = 0,05
M4 = 0,02 3,23 3,86 5,06 5,53 4,42 4,42

Fonte: Autoria própria.

Através da força peso, podemos notar a deformação da mola, que segundo a Lei de Robert Hooke
equação 5.0, citada na introdução, esta deformação é proporcional a força peso, a
constante de proporcionalidade é a força elástica presente na mola. Logo, é possível notar que com
o acréscimo de pesos subsequentes, a mola estende-se cada vez mais proporcionalmente a este
acréscimo de força peso.
Pode-se observar também outra característica presente nesse sistema, a oscilação de forma
harmônica que ocorre ao esticar esta mola além de seu ponto de equilíbrio, no caso de nosso
experimento adotaremos este como sendo X0, assim, ao ser esticada 10mm além desse ponto de
equilíbrio, tendo assim nossa amplitude, este sistema oscila com determinado período, convertendo
a energia elástica em cinética e gravitacional. Ao aumentar a massa as oscilações tornam-se mais
lentas, isso ocorrerá devido a sua deformação aumentar, como já citado acima, devido a relação de
proporcionalidade, o que gera aumento na amplitude e como sabemos, com aumento da amplitude
ocorre diminuição na velocidade de oscilações, logo conclui-se que o período também aumentará,
como podemos notar nos dados apresentados na tabela acima.
Ao realizar esse procedimento, podemos notar o MHS, porém no nosso caso prático existe a ação
de forças resistivas externas, dissipando a energia presente no sistema e consequentemente este
tende a reduzir seu movimento e possuir frequência e amplitude menores. Com os valores de massa
e período obtidos experimentalmente, calculamos o valor da constante elástica experimental KE,


2
M 2 M 4π
definida pela formula da T= 2 π → T =4π .
2
→ KE = 2 . M, vista na equação 4.0.
K K T
A relação entre as massas utilizadas no experimento, o período das oscilações do movimento e a
constante elástica, está expressa na tabela abaixo.

Tabela 2 – Dados Experimentais.

Massa (kg) Período (s) Constante Elástica (KE)

M1 = 0,05 0,10

M2 = 0,02 0,04

4,42
M3 = 0,05 0,10

M4 = 0,02 0,04

Fonte: Autoria própria.

Após inserir os dados na tabela, construímos um gráfico apresentado a seguir, para demonstrar a
relação entre as massas penduradas e o período de oscilação do movimento. Nesse sentido,
utilizamos também o Método dos Mínimos Quadrados para encontrar a equação do ajuste linear e
assim o valor da constante elástica de nosso experimento.
Figura 1 – Método dos Mínimos Quadrados

Constante Elástica experimental → KE = 0,02 Nm-1.


Gráfico 1 - Relação entre a massa e o período de oscilação do movimento.

Fonte: Autoria própria.


7. CONCLUSÃO

Neste relatório, exploramos o mundo das oscilações por meio do estudo do Movimento
Harmônico Simples (MHS) em sistemas massa-mola. O MHS é um fenômeno que se manifesta em
muitos aspectos da natureza e é fundamental para nossa compreensão de sistemas oscilatórios. Ao
longo da história da física, cientistas notáveis como Galileu Galilei, Robert Hooke e Christiaan
Huygens desempenharam papéis cruciais na formulação das bases teóricas desse movimento.
Através das fórmulas e equações 1.0, 2.0, 3.0, 4.0 e 5.0, que foram imprescindíveis para
descrever matematicamente o MHS para nosso experimento, no qual consideramos a amplitude, a
frequência angular, o período, a massa e outras variáveis essenciais. Essas formulações matemáticas
nos permitiram analisar o sistema massa-mola, com isso os resultados estão apresentados no
gráfico 1 e nas tabelas 1 e 2, onde encontramos o valor para constante elástica experimental de K E
= 0,02 Nm-1. Assim pudemos compreender os fenômenos que envolvem desde pêndulos simples até
molas elásticas, e que são de grande importância para a engenharia e a física atuais.
Além disso, o estudo do MHS vai além da teoria e encontra aplicações práticas em muitos
campos, desde a construção de relógios de pêndulo precisos até a engenharia de sistemas de
suspensão veicular. O conhecimento adquirido ao longo deste relatório amplia nossa compreensão
da natureza e contribui para o desenvolvimento de tecnologias que dependem de oscilações
periódicas.
Em resumo, o estudo das oscilações em sistemas massa-mola é um exemplo notável de como a
física teórica se traduz em aplicações práticas, ainda se faz necessário enfatizar que o movimento
harmônico simples (MHS) é um modelo idealizado da realidade, já que em sua maioria os sistemas
oscilatórios na natureza envolvem uma série de forças dissipativas e não possuem uma trajetória
perfeitamente periódica. Mas ainda assim, este estudo permanece sendo de grande utilidade no
entendimento destas questões e de sistemas mais complexos, para até mesmo obter soluções práticas em
problemas da física e engenharia, demonstrando como a ciência é necessária para aperfeiçoarmos o
compreendimento do mundo que nos cerca.

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