0% acharam este documento útil (0 voto)
34 visualizações56 páginas

Caderno de Problemas de Máquinas Elétricas

Enviado por

José Filipe
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
34 visualizações56 páginas

Caderno de Problemas de Máquinas Elétricas

Enviado por

José Filipe
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto

Licenciatura em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores

Caderno de Problemas
Fundamentos de Máquinas Elétricas

27 de março de 2024
Conteúdo

1 Revisões 1
1.1 Análise de circuitos em corrente alternada sinusoidal monofásica. . . . . . . 1
1.2 Circuitos Trifásicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1.3 Conceitos associados a movimento de rotação . . . . . . . . . . . . . . . . 8
1.4 Circuitos magnéticos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10

2 Transformadores de potência 19

3 Fundamentos de Máquinas Eléctricas Rotativas 29


3.1 Máquinas Rotativas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29

4 Máquinas Síncronas 37

5 Máquinas Assíncronas 43

Soluções 47

i
Capítulo 1

Revisões

1.1 Análise de circuitos em corrente alternada sinu-


soidal monofásica.
1. A figura seguinte representa a alimentação de 3 cargas monofásicas a partir de uma
fonte cujo valor eficaz da tensão é de 240 V. Os valores das impedâncias das cargas
são:

Z 1 = 10 ∠30◦ Ω Z 2 = 10 ∠45◦ Ω Z 3 = 10 ∠ − 90◦ Ω

Considerando que inicialmente o interruptor está aberto, determi-


nar:
(a) A corrente, potência ativa, reativa e aparente, assim como o fator de potência
a que está a operar a fonte.
(b) A potência ativa, reativa e aparente consumida por cada carga.
Considerando agora que o interruptor está fechado, determinar:
(c) A corrente, potência ativa, reativa e aparente, assim como o fator de potência
a que está a operar a fonte.
(d) A potência ativa, reativa e aparente consumida por cada carga.
(e) Analisar as principais diferenças entre as duas situações apresentadas e justifi-
car o efeito da carga 3 sobre a corrente e potências solicitadas à fonte recorrendo
a um diagrama fasorial.

1
2. Considere um circuito elétrico RLC série, alimentado por uma fonte de tensão sinu-

soidal. Admita que o valor eficaz da tensão é de 200/ 2 VRM S , 50 Hz e os parâmetros
do circuito são: R = 30 Ω, L = 0, 636 H e C = 13, 3 µF .
(a) Desenhe o circuito elétrico e determine a tensão de pico da fonte de alimentação.
(b) Admitindo que a tensão na fonte de tensão tem fase nula, calcule o fasor da
corrente absorvida pelo circuito.
(c) Determine os fasores para as quedas de tensão em cada um dos elementos
passivos que constituem o circuito. Comente os valores das tensões obtidas.
(d) Desenhe o diagrama fasorial das tensões no circuito.
3. O circuito série-paralelo representado abaixo é alimentado por uma fonte de tensão
sinusoidal de valor eficaz V = 127 V , o qual absorve uma corrente I com uma
frequência angular ω.
(a) Deduza uma expressão da impedância equivalente do circuito.
(b) Considere que os valores das diversas impedâncias são: R1 = 2 Ω, R2 = 5 Ω,
XL1 = 1 Ω, XL2 = 3 Ω e XC = −2 Ω. Calcule o módulo e fase da impedância
do circuito, Z = Zejϕ .
(c) Calcule os valores da corrente I, a potência ativa P , e potência reativa Q
fornecidas pela fonte de tensão.
(d) Traçar o diagrama fasorial da tensão V , V ′ , I, I1 e I2 escolhendo o fasor V
como origem das fases.
(e) Calcule as potências ativa e reativa em cada um dos elementos passivos presen-
tes no circuito. Confronte os resultados obtidos parcialmente com os valores
calculados na alínea (c).

4. Os parâmetros do circuito apresentado na figura são: V L = 240 + j0 V , R1 = 0, 1 Ω,


XL1 = 0, 8 Ω, R2 = 24 Ω, e XL2 = 32Ω.

2
(a) Determine o fasor da tensão V s .
(b) Considere que um condensador é ligado em paralelo com R2 . Admitindo que
a tensão V L não sofre alteração (magnitude e fase), determine qual o valor de
reactância capacitiva assim como a tensão V s que minimiza a corrente I.
(c) Qual o valor da reactância capacitiva que mantém a magnitude de I tão pe-
quena quanto possível e ao mesmo tempo permite |V s | = |V L | = 240 V .
5. Considere o circuito representado na figura seguinte:

(a) Determine V s e V l .
(b) Construa o diagrama fasorial mostrando a relação entre V s , V l e a tensão de
carga de 240∠0 V .
(c) Repita as alíneas anteriores, considerando que a tensão na carga permanece
com valor constante igual a 240∠0 V , quando uma reactância capacitiva de
−5 Ω é colocada paralelamente à carga.
6. O circuito da figura apresenta 3 cargas ligadas em paralelo, numeradas de 1 a 3. A
carga 1 está a absorver uma potência média de 6 kW e fornece uma potência reativa
de 8 kvar. A carga 2 absorve uma potência média de 9 kW e 3 kvar de potência
reativa. Por fim, a carga 3 é constituída por uma resistência de 25 Ω em paralelo
com um condensador cuja reactancia é de −5 Ω. Determine a magnitude (RMS) e
o valor da fase de V g para o caso em que V o = 250∠0 V .

3
7. A figura representa três cargas ligadas em paralelo numa linha com 300 V (RM S).
A carga 1 absorve 3 kW com fator de potência unitário; A carga 2 consome uma
potência de 5 kV A com fator de potência de 0, 8 (Cap.); A carga 3 absorve 5 kW e
fornece 6 kvar.

(a) Determine a impedância equivalente da carga.


(b) Determine o fator de potência da carga equivalente vista dos terminais da fonte.
8. Três cargas são colocadas em paralelo e alimentadas a partir de uma fonte por meio
de uma linha com impedância série 0, 02 + j0, 05 Ω, tal como apresentado na figura.
A carga 1 absorve 3 kW com fator de potência unitário; a carga 2 consome uma
potência de 5 kV A com fator de potência de 0, 8 (Cap.); a carga 3 absorve 5 kW e
fornece 6 kvar.

(a) Determine o valor RMS da tensão V s .


(b) Calcule a potencia ativa e reativa associada à impedância da linha.
(c) Calcule a potencia ativa e reativa na carga.
(d) Determine a eficiência do sistema considerando:
!
Pcarga
η= × 100%
Pf onte

9. Considere o circuito da figura.

4
(a) Determine a potência média dissipada na linha.
(b) Calcule o valor da reactância capacitiva que, quando conectada em paralelo
com a carga fará com que pareça puramente resistiva.
(c) Qual o valor da impedância equivalente da carga do caso anterior?
(d) Determine o valor médio da potência dissipada na linha com a reactância ca-
pacitiva conectada.

1.2 Circuitos Trifásicos


1. Três impedâncias de valor ZY = 4, 00 + j3, 00 Ω são ligadas em Y, como está mos-
trado na figura. Considerando tensões equilibradas de linha de 208 V , determine:

(a) A corrente de linha.


(b) O fator de potência.
(c) Potência ativa, reativa e aparente total.
2. Três impedâncias de valor Z = 12, 00 + j9, 00 Ω são ligadas em triângulo tal como
apresentado na figura. Para tensões equilibradas de linha de 208 V , determine:

(a) A corrente de linha.


(b) O fator de potência.
(c) Potência ativa, reativa e aparente total.

5
3. Uma fonte trifásica simétrica está ligada em estrela (Y) e apresenta uma impedância
interna por fase Zf = 0, 2 + j0, 5 Ω. A tensão nominal da fonte é de 400 V (RMS,
tensão composta). A fonte alimenta um sistema trifásico equilibrado de cargas
ligadas em Y com impedância por fase Zc = 39 + j28 Ω. A impedância da linha que
conecta a fonte à carga é de Zl = 0, 8 + j1, 5 Ω.
(a) Desenhe o circuito equivalente.
(b) Calcule as correntes nas linhas e mostre que a corrente no neutro é nula.
(c) Calcule as tensões compostas aos terminais da carga.
(d) Calcule a potência ativa e a potência reativa consumida pela carga.
(e) Calcule a potência ativa e a potência reativa produzida pela fonte.
(f) Calcule as perdas (de potência ativa) na linha.
(g) Verifique que é possível obter os resultados anteriores considerando a análise
de um circuito equivalente por fase.
4. Uma fonte trifásica equilibrada encontra-se ligada em triângulo (∆) e apresenta
uma impedância por fase Zf = 0, 8 + j2, 4 Ω, sendo a tensão interna entre fases de
400 V . A fonte alimenta um sistema trifásico equilibrado de cargas ligadas em ∆
com impedância por fase Zc = 110 + j90 Ω. A impedância da linha que conecta a
fonte à carga é de Zl = 0, 8 + j1, 5 Ω.
(a) Desenhe o circuito unifilar equivalente.
(b) Calcule as correntes que circulam (em cada fase) da linha.
(c) Calcule as tensões na carga.
(d) Calcule as correntes em cada ramo da carga e identifique que relação têm com
as correntes que circulam na linha.
(e) Calcule a potência ativa e a potência reativa consumida pela carga.
(f) Calcule a potência ativa e a potência reativa produzida pela fonte.
(g) Determine a impedância por fase da carga equivalente à considerada, mas com
ligação em estrela (Y).
(h) Considere que se liga uma segunda carga puramente resistiva em paralelo com a
anterior, desconhecendo-se a configuração interna da mesma. Tendo-se medido
a resistência entre dois pares de terminais dessa carga foi registado o valor
de 60 Ω. Determine o valor da tensão aos terminais das cargas bem como a
potência solicitada à fonte pelo conjunto.

6
5. A figura seguinte um sistema de transporte de energia elétrica trifásico a 120 V ,
60 Hz, o qual alimenta uma carga cuja impedância equivalente é ZL = 10 + j3 Ω. A
impedância de linha é Zl = 0, 05 + j0, 20 Ω e a impedância do condutor de retorno
deve ser considerada nula.

(a) Calcule a corrente de linha, a tensão na carga, a potência ativa, reativa e


aparente na carga.
(b) Determine a potência de perdas ativa e reativa.
(c) Repita as alíneas a) e b) admitindo que o sistema de transmissão é representado
pela figura seguinte.

(d) Suponha que os três condutores de retorno são combinados em apenas um


condutor e que as tensões das fontes sinusoidais formam um sistema trifásico
equilibrado de quatro condutores tal como representado na figura seguinte.
Repita as alíneas a) e b) nestas condições.

(e) Calcule a intensidade de corrente no neutro (condutor de retorno combinado


face ao esquema anterior).

7
(f) Discuta se o neutro poderá ser dispensado para alimentação da carga em es-
trela.
6. Considere uma instalação elétrica alimentada por uma rede elétrica trifásica 230/400 V ,
50 Hz a três condutores. A instalação é composta por: i) três motores assíncronos
trifásicos, com a potência útil de 4, 4 kW , rendimento de 0, 85 e fator de potên-
cia 0, 8; ii) três resistências de aquecimento de 230 V , 2000 W ; três impedâncias
Z = 4 + j6 Ω montadas em triângulo.
(a) Proponha um esquema multifilar para representar a instalação elétrica.
(b) Determine os valores eficazes da corrente para as diversas cargas.
(c) Calcule a potência aparente da instalação.
(d) Calcule a intensidade de corrente para uma fase da rede elétrica.
(e) Qual o fator de potência global da instalação?
7. Um sistema trifásico de quatro condutores cuja tensão composta é 208 V , alimenta

uma carga montada em estrela constituída por impedâncias de 20e−j30 Ω.
(a) Proponha um esquema multifilar para representar alimentação da carga.

(b) Mostre que num sistema trifásico a tensão composta é 3 a tensão simples.
(c) Esboce o traçado fasorial das tensões simples e compostas.
(d) Calcular as correntes de linha e representar o respetivo diagrama fasorial das
correntes.
(e) Determine a potência ativa, reativa e aparente na carga.

1.3 Conceitos associados a movimento de rotação


1. Considere uma máquina elétrica que aciona diretamente uma carga com um binário
constante, TL = 10 N m e inércia total de J = 0.02 kgm2 .

(a) Desprezando as perdas mecânicas, determine os requisitos necessários do biná-


rio motor da máquina elétrica para que o perfil de velocidade da carga mecânica
seja o representado na figura ao lado.

8
(b) Represente o andamento temporal dos requisito de binário motor em função
do tempo.
(c) Admitindo que não existem perdas mecânicas, nem elétricas, esboce a curva
de potência elétrica absorvida pela máquina elétrica neste accionamento. Jus-
tifique.
2. Um sistema de elevação de cargas como o mostrado na figura é constituído por
uma roldana de raio R = 10 cm e momento de inércia Jr = 0.1 kg.m2 , sendo
m1 = 1000 kg a massa do corpo a deslocar e m2 = 100 kg a massa do sistema de
contrapeso. Considere que o atrito na roldana é desprezável e que o cabo do sistema
de amarração é inextensível e de massa igualmente desprezável.

A roldana é acionada através um sistema de transmissão constituído por uma caixa


redutora de razão r = 10 e eficiência η = 90%, que por sua vez se encontra acoplada
ao veio de um motor, tendo o conjunto motor+sistema de transmissão um momento
de inércia Jm = 1kg.m2 (referido ao veio do motor).
(a) Determine o binário que o motor tem que desenvolver para que, partindo do
repouso, a massa m1 seja elevada com uma aceleração de 0.25 m.s−2 .
(b) Quando o motor atinge a velocidade nominal (750 rpm), o sistema é operado
a velocidade constante. A que velocidade é deslocada a massa m1 ? Qual o
binário e potência que o motor tem de desenvolver nestas condições?
3. Considere um comboio de carga cujo arranque a aceleração constante, a partir do
repouso, resulta numa distância percorrida de 440 m em 100 segundos. Assuma
que as rodas têm um diâmetro de 0.700 m e a massa total do comboio é de 125 ton
(assuma que não há escorregamento entre a roda e o carril):
(a) Qual a aceleração angular da roda?
(b) Qual a velocidade final das rodas (rad/s) e do comboio (km/h)?
(c) Admitindo uma caixa redutora de 1 : 4 e que o momento de inércia do com-
1
boio é dado por J = M R2 , calcule o binário total que o motor necessita de
2
desenvolver? (ignore os coeficientes de fricção dos elementos rotativos).
(d) Qual a potência fornecida pelo motor nas condições anteriores?

9
(e) Recalcule a potência considerando que o comboio parte do repouso num plano
com 2% de inclinação e que cumpre com os requisitos do enunciado.

1.4 Circuitos magnéticos


1. O núcleo ferromagnético esquematizado na figura seguinte tem uma secção transver-
sal quadrada com 15 cm de lado e apresenta em toda a sua extensão uma permeabi-
lidade relativa µr = 1200. Os condutores que constituem as bobinas estão enrolados
como mostrado na figura. Qual o valor do fluxo magnético que se estabelece no
núcleo quando i1 = 0, 5 A e i2 = 1 A?

2. Considere o núcleo ferromagnético da figura, onde são apresentadas as suas dimen-


sões. Considere uma profundidade de 5 cm e uma permeabilidade relativa de 800.
Determine:

10
(a) O valor de corrente necessário para que seja produzido um fluxo de 0, 005W b.
(b) O valor da densidade de fluxo no topo do núcleo.
(c) O valor da densidade de fluxo no lado direito do núcleo.
3. Uma bobina com 300 espiras está enrolada na coluna central de um núcleo ferromag-
nético com as dimensões indicadas na figura seguinte. O núcleo tem uma espessura
de 5 cm e inclui dois entreferros com 0, 07 cm (esquerda) e 0, 05 cm (direita). A
permeabilidade relativa do núcleo é µr = 2000 (constante). Considere que a área
efetiva dos entreferros é aumentada em 5% devido ao fenómeno do espraiamento do
fluxo. A bobina é percorrida por uma corrente de 1 A.

(a) Determinar o fluxo que se estabelece em cada uma das colunas do núcleo.
(b) Qual o valor da indução magnética em cada um dos entreferros?
(c) Se a extensão dos entreferros for duplicada, qual o valor da corrente que deve
ser fornecida à bobina para que a indução magnética não se altere?
4. Os pontos conhecidos da curva de magnetização de um certo material ferromagnético
são:

B(T ) 0 0, 5 1 1, 25 1, 35 1, 45 1, 5
H(A/m) 0 250 500 750 1000 1500 2000

(a) Esboce a caraterística de magnetização do material e comente o seu andamento.


(b) Determine a permeabilidade magnética relativa do material na zona linear.
(c) Admita que este material é utilizado para construir uma indutância. Assim,
num toro desse material com uma secção transversal de 4 cm2 e um compri-
mento médio de 30 cm, é bobinado um enrolamento com 100 espiras. Calcule a
intensidade de corrente necessária para criar uma intensidade de campo médio
de 500 A/m no toro.
(d) Calcule a relutância magnética para este circuito quando não está saturado.
Justifique a sua resposta.
5. Considere um núcleo toroidal cuja seção reta é um quadrado com 3 cm de lado e
os raios interior e exterior medem respectivamente 28, 5 cm e 31, 5 cm. A permea-

11
bilidade magnética magnética relativa é 30. Admita que sobre o núcleo existe um
enrolamento de 50 espiras.
(a) Determine a intensidade de corrente elétrica que deve percorrer o enrolamento
para que o fluxo magnético seja de 5 × 10−4 W b. Justifique as aproximações
realizadas.
(b) Repita a alínea anterior supondo que o material utilizado é o material caracte-
rizado no problema 4. Apresente as conclusões que retira da diferença obtida
nos valores de corrente.
6. As dimensões da estrutura magnética na figura abaixo estão indicadas na tabela.
O enrolamento de excitação possui 100 espiras. Determine a corrente neste enrola-
mento para estabelecer um fluxo de 1, 5 × 10−4 W b. Despreze a dispersão do fluxo
magnético, considerando-o todo confinado ao núcleo. Utilize as curvas de magneti-
zação apresentadas.

Mat. 1 - Ferro Fundido Mat. 2 - Aço-Silício


lm 0, 2 m 0, 4 m
S 15 × 10−4 m2 15 × 10−4 m2

12
7. Considere a estrutura magnética em aço fundido mostrada na figura. Para um fluxo
magnético de 1, 5 × 10−4 W b, qual é o valor de B nos pontos 1 e 2, dados que
S1 = 16 cm2 , S2 = 20 cm2 , l1 = 15 cm, l2 = 30 cm. Determine também a corrente
na bobina sabendo-se que ela possui 200 espiras.

8. Uma estrutura magnética é feita de um pacote em aço-silício com chapas de 0, 15 mm,


como pode ser mostrada na figura. Determine a corrente que deve circular no enro-
lamento com 500 espiras para estabelecer um fluxo de 9 × 10−4 W b no braço direito
da estrutura. Dados: l1 = l3 = 50 cm, l2 = 15 cm, espessura comum S = 25 cm2 .

13
Nota sobre fator de empacotamento (ou fator de laminação)
Quando um material ferromagnético é colocado na presença de um campo
magnético, variável no tempo, são induzidas, no seu interior, correntes parasi-
tas (ou correntes de Foucault) provocando perdas de energia por aquecimento
do material. A redução deste fenômeno é obtida com o núcleo de dispositivos
eletromagnéticos construído com chapas, ou lâminas, de material ferromag-
nético, isoladas entre si (por exemplo com verniz), conforme está ilustrado
na figura abaixo. Assim, devido ao processo de empilhamento das chapas,
para montagem do núcleo, a área efetiva do material ferromagnético, Smag ,
atravessada pelo fluxo, torna-se menor que a área geométrica, Sgeom , ocupada
pelo núcleo. Pode-se então definir um fator de empacotamento ke como sendo
a relação:
Smag
ke =
Sgeom
Outra razão de natureza prática para a laminação do circuito magnético é a
de facilitar a colocação das bobinas no dispositivo com vista à sua construção
e a manutenção.

A tabela seguinte fornece alguns valores para o fator de empacotamento em


função da espessura da chapa ou lâmina utilizada.

Espessura da chapa (mm) ke


0, 0127 0, 50
0, 0258 0, 75
0, 0508 0, 85
0, 10 a 0, 25 0, 90
0, 27 a 0, 36 0, 95

14
9. Investigar a influência de um entreferro sobre um circuito magnético. Imagine uma
estrutura retangular em aço silício, com secção reta de 5 cm × 2 cm, comprimento
médio de 50 cm, excitada por uma bobina de 100 espiras. Determine os valores de
corrente necessários para que sejam estabelecidos fluxos magnéticos de 3 × 10−4 W b,
6×10−4 W b e 9×10−4 W b. Em seguida, admita um entreferro de 1 mm na estrutura e
refaça os cálculos para encontrar os mesmos valores de fluxo. Comente os resultados.

Nota sobre circuitos magnéticos com entreferros


Alguns dispositivos eletromagnéticos, tais como instrumentos de medida, mo-
tores, relés etc, por serem constituídos de uma parte fixa e outra móvel, pos-
suem um espaço de ar, lg , na sua estrutura magnética. Este espaçamento ou
interstício promove o acoplamento entre as partes sob o ponto de vista mag-
nético para que o fluxo se estabeleça por um caminho fechado. A este espaço
é dado o nome de “entreferro"(ou "air gap"em inglês). Ao cruzar o entreferro,
o fluxo magnético sofre um fenômeno chamado de espraiamento, ou espalha-
mento, conforme pode ser visto na figura. Isto faz com que a área efetiva por
onde passa o fluxo se torne maior que a área S geométrica do entreferro. Este
fenómeno pode ser tratado, por exemplo, com a técnica seguinte: Seja uma
área de secção reta S = a × b retangular e o entreferro de comprimento lg .
Então, de uma forma prática, podemos calcular a área aparente ou efetiva do
entreferro Sg através da relação:

Sg = (a + lg ) × (b + lg )

Observe-se aqui que quando o entreferro for muito reduzido, o efeito do es-
praiamento pode ser desprezado.

10. Considere uma estrutura magnética construída com chapas de aço silício, com fator
de empacotamento 0, 9. As dimensões da seção transversal do núcleo são 5 cm e
6 cm. O comprimento médio do caminho do fluxo é 1 m. Determine a fmm para
estabelecer um fluxo de 25 × 10−4 W b no entreferro, cujo comprimento tem 5 mm.
11. Considere a estrutura anterior, porém com uma bobina de 750 espiras, e uma cor-

15
rente de 6 A. Qual é o valor do fluxo no entreferro?
12. Um núcleo toroidal de aço fundido apresenta uma seção transversal circular de
10 cm2 . O comprimento médio do circuito magnético é 35 cm, com um entreferro
de 1 mm. Uma bobina enrolada com 200 espiras em torno do núcleo alimenta o
circuito magnético com uma corrente de 3 A. Determine o fluxo no entreferro.

13. Considere a máquina linear da figura seguinte, sendo alimentada por uma fonte de
corrente contínua com uma tensão de 100 V. A resistência equivalente (interna) da
máquina é de 0, 25 Ω. A separação entre os carris (considerados sem atrito) é de
1 m. Um campo magnético uniforme com indução de 0, 5 T está estabelecido na
zona dos carris e orientado para lá da página.

(a) Na sequência do fecho do interruptor para o arranque da máquina, determinar


a corrente que se estabelece nesse instante bem como a força que atua na barra
assente sobre os carris.
(b) Estando a máquina sem nenhuma carga mecânica acoplada, a que velocidade
se desloca a barra em regime permanente?
(c) Considerar que é aplicada à barra uma força de 25 N no sentido oposto ao
do movimento. Qual a velocidade de regime permanente nestas condições?
Qual a potência fornecida pela fonte de alimentação e qual é o rendimento da
máquina?

16
14. O bastão condutor da figura, de resistência nula, tem comprimento “a” e desliza
sem atrito, com velocidade v, sobre dois fios condutores paralelos. Duas resistên-
cias, R1 e R2 , estão ligadas nas extremidades dos fios formando um circuito fechado.
Nesta região há um campo magnético uniforme e constante B, saindo da página.
Nos cálculos do fluxo abaixo, considere a normal da superfície saindo da página.

(a) O fluxo magnético no circuito da direita está a aumentar ou a diminuir?


(b) Qual a amplitude da taxa de variação do fluxo magnético através do circuito
da direita?
(c) Qual o sentido e valor da corrente que flui em R2 no circuito da direita? Faça
um esboço ilustrativo.
(d) O fluxo magnético no circuito da esquerda está a aumentar ou a diminuir?
(e) Qual a amplitude da taxa de variação do fluxo magnético através do circuito
da esquerda?
(f) Qual o sentido e valor da corrente que flui em R1 no circuito da esquerda? Faça
um esboço ilustrativo.
(g) Qual a amplitude e a direção da força magnética exercida no bastão?
15. Considere a figura abaixo, referente a um campo magnético B perpendicular a uma
espira de uma única volta e cuja resistência é desprezável. O campo muda com o
tempo de acordo com o gráfico abaixo e sua direção é saindo da página. O raio da
espira é r = 50 cm e ela está ligada em série com uma resistência de 20 Ω. Considere
como positivo o sentido anti-horário.

17
(a) Deduza uma expressão para a fem induzida no circuito em função de Bz (t).
(b) Esboce, devidamente cotado, o gráfico da fem em função do tempo.
(c) Esboce, devidamente cotado, o gráfico da corrente I através de R em função
do tempo.
(d) Esboce, devidamente cotado, o gráfico da potência dissipada em R em função
do tempo.
(e) Repita o problema para um campo a variar sinusoidalmente no tempo com
amplitude 5 T e frequência 50 Hz.
16. Uma espira circular, de raio a, encontra-se numa região onde há um campo mag-
nético uniforme perpendicular à mesma. O campo varia linearmente no tempo de
acordo com: B(t) = B0 + bt, onde B0 e b são constantes positivas.
(a) Calcule o fluxo magnético através da espira quando t = 0.
(b) Calcule a fem induzida no circuito.
(c) Qual a direção da corrente induzida na espira?
(d) Sabendo que a resistência total da espira é R, calcule a potência dissipada.

17. Considere a figura abaixo representativa de um gerador elementar. Este contém


uma bobina de 100 espiras retangulares de 50, 0 cm por 30, 0 cm. A bobina está
submetida a uma indução magnética, B, de 3, 50 T e é posta a girar a 1000 rpm em
torno de um eixo perpendicular ao campo. Determine uma expressão para a f.e.m.
induzida.

18
Capítulo 2

Transformadores de potência

Notas Sobre Indutância Própria e Indutância Mútua


Como vimos, em circuitos magnéticos com entreferro, a FMM divide-se numa parte
associada ao campo magnético no núcleo e outra parte associada ao campo magné-
tico no entreferro.

Assim, para a figura apresentada podemos escrever:

Bg = Φ
Ag
Bc = Φ
Ac
F = Hc lc + Hg g F= Bc
µ c
l + Bg
µo
g

 
F =Φ lc
µAc
+ g
µo Ag
Rc = lc
µAc
Rg = g
µ0 Ag
F = Φ (Rc + Rg )

Φ= F
Rc +Rg
Φ=  F  Φ= F
RT ot
lc
µAc
+ µ gA
o g

E como a relutância Rg é muito maior do que a relutância Rc podemos aproximar


o fluxo por:
F Fµ0 Ag µ0 Ag
Φ≈ = = Ni
Rg g g

19
Considere-se agora um núcleo magnético com um entreferro e dois enrolamentos:

Neste caso a FMM total será a soma das FMMs de cada enrolamento (admitindo
linearidade fluxo/FMM):

F = N1 i1 + N2 i2
e assumindo que não há espraiamento no entreferro vem:
µ0 A c
Φ = (N1 i1 + N2 i2 )
g
pelo que o fluxo concatenado resultante do enrolamento 1 será:
! !
µ0 Ac µ0 Ac
λ1 = N1 Φ = N12 i1 + N1 N2 i2
g g
Que pode ser escrita na forma:

λ1 = L11 i1 + L12 i2
com

L11 = N12 µ0gAc L12 = N1 N2 µ0gAc

com L11 a chamada indutância própria (auto indutância) da bobina 1 e L12 a


indutância mútua entre as bobinas 1 e 2.
Podemos fazer o mesmo raciocínio para a bobina 2:
! !
µ0 A c µ0 Ac
λ2 = N2 Φ = N1 N2 i1 + N22 i2
g g
Que pode ser escrita na forma:

λ2 = L21 i1 + L22 i2
com

L21 = L12 L22 = N22 µ0gAc

20
Por outro lado, sabendo que
λ
L=
i
e que
∂Φ ∂λ
e=N =
∂t ∂t
Podemos escrever

e= (Li)
∂t
e então
∂i ∂L
e=L +i
∂t ∂t
Note-se ainda que a potência instantânea vale:
∂λ
p = ie = i
∂t
Pelo que a energia magnética armazenada num determinado intervalo de tempo
vale:
ˆ t2 ˆ λ2
∆W = p∂t = i∂λ
t1 λ1

1. Considere o circuito magnético representado na figura cuja a secção reta é um qua-


drado. Admita que o a permeabilidade absoluta (µ) do material ferromagnético é
constante, e que as fugas magnéticas são inexistentes. Nesse núcleo foi bobinado
um enrolamento com N1 espiras de fio de cobre com uma resistência total R1 .

(a) Deduza a expressão da indutância própria L1 da bobina em função do número


de espiras e dos parâmetros do circuito magnético.
(b) Escreva a equação da tensão V1 em função de R1 , L1 e I1 .
(c) Admita que ao circuito magnético da figura é adicionada uma segunda bobina
com N2 espiras, cujo o fio de cobre é enrolado no mesmo sentido. Deduza a
expressão da indutância mútua entre as duas bobinas em função dos parâmetros
do novo circuito magnético.

21
2. A figura representa uma estrutura magnética constituída por um material cuja per-
meabilidade relativa é 1600. As secções em que estão enroladas as bobinas são
iguais, S1 = S2 = 3 cm2 , a secção central do núcleo S3 = 2 cm2 . Os percursos
médios são l1 = l2 = 30 cm e l3 = 10 cm. O enrolamento 1 é composto por 240
espiras e o segundo enrolamento por 50 espiras. Suponha que as linhas de fluxo se
fecham na totalidade no núcleo magnético e que não circula corrente na segunda
bobina.

(a) Represente um circuito elétrico equivalente com os fluxo, as f.m.m. e as relu-


tâncias do circuito magnético.
(b) Supondo que I2 é nula, determine a intensidade de corrente I1 para obter
na coluna central do circuito magnético uma densidade de fluxo magnético
B = 0, 8 T .
(c) Determine a indutância própria da bobina com N1 espiras e a indutância mútua
entre a bobine 1 e 2.
3. Considere um núcleo toroidal de raio médio r e secção s, constituído por um material
de permeabilidade relativa µr , sobre o qual foram enroladas duas bobinas cujo o
número de espiras é N1 e N2 .
(a) Determine a f.e.m na segunda bobina (secundário) quando na primeira bobina
(primário) a corrente varia na forma de I1 = Acos(ωt).
(b) Deduza a expressão das indutância L1 e a indutância mútua M12 entre as
bobinas 1 e 2.
(c) Admitindo que circula corrente na bobina 2, determine a indutância própria
da bobina 2.
(d) Suponha que no primário (bobina 1) é aplicada uma tensão sinusoidal V1 =
Bcos(ωt) e que o secundário alimenta um carga resistiva R. Nestas condições,
deduza as equações fasoriais que relacionam V1 , I1 , I2 e V2 .
4. Um transformador é constituído por uma bobina primária de 1150 espiras e uma
bobina secundária em aberto de 80 espiras enroladas em torno de um núcleo fechado
de secção reta de 56 cm2 . O material do núcleo pode ser considerado saturado
quando a densidade de fluxo eficaz atinge 1, 45 T .
(a) Qual é a tensão máxima eficaz de 50 Hz no primário que é possível sem que
esse nível de saturação seja atingido?
(b) Qual é a tensão correspondente no secundário?

22
5. Um circuito magnético com uma secção reta de 20 cm2 deve operar a 50 Hz a partir
de uma fonte de 115 V eficazes. Calcule o número necessário de espiras para atingir
uma densidade de fluxo magnético de pico de 1, 6 T no núcleo.
6. Uma carga consistindo em uma resistência de 5Ω em série com uma indutância de
2, 5 mH é ligada ao enrolamento de baixa tensão de um transformador 20 : 120 V .
Uma fonte de 110 V eficazes e 50 Hz é ligada ao enrolamento de alta tensão.
Assumindo que o transformador é ideal, calcule a corrente de carga eficaz e a corrente
eficaz que será consumida da fonte.
7. Um transformador monofásico do tipo couraçado tem uma potência nominal de
10 kV A, 50 Hz e apresenta uma tensão nominal de 230 V no enrolamento primário.
O transformador tem 200 espiras no enrolamento primário e 500 espiras no enro-
lamento secundário. A área de secção transversal da coluna central é de 40 cm2 .
Considerando o transformador ideal determinar:
(a) A tensão nominal do secundário.
(b) A densidade de fluxo na coluna central e a área de secção das colunas laterais
admitindo que o núcleo deve operar com densidade de fluxo uniforme.
(c) A polaridade dos enrolamentos, sabendo que se efetuou a montagem que segui-
damente se esquematiza (VM – voltímetro), aplicando ao enrolamento primário
(A-B) uma tensão de valor eficaz 50 V à frequência nominal, tendo-se obtido
as seguintes medidas (valores eficazes): V1 = 50 V , V2 = 175 V e V3 = 125 V

Como seria a polaridade se V2 = 75V ?


(d) A corrente primária e secundária, bem como a impedância equivalente vista do
primário quando o transformador opera à plena carga com fator de potência
0, 9 indutivo.

23
8. Considere um sistema de transmissão de energia constituído por uma fonte de tensão,
um transformador elevador, um transformador abaixador e uma carga. Admita que
a fonte de tensão e ambos os transformadores são ideais. A fonte fornece uma tensão
igual a V s = 480∠0 V . A impedância da linha é igual a Zline = 3 + j4 Ω e a da
carga Zload = 30 + j40 Ω.
(a) Assumindo que os transformadores não fazem parte do sistema. Determine a
tensão da carga assim como a eficiência do sistema.
(b) Assumindo que o transformador 1 tem uma razão de transformação de 1 : 5 e
que o transformador 2 tem uma razão 5 : 1, determine a tensão da carga e a
eficiência do sistema.
9. Um transformador monofásico de 50 kV A, 2300/230 V , 50 Hz, apresenta as seguin-
tes resistências e reactâncias (primário é o lado de mais baixa tensão):

Rp = 8 mΩ Rs = 0, 72 Ω
Xlp = 9, 5 mΩ Xls = 0, 98 mΩ
RF e = 6, 32 Ω Xm = 43, 7 Ω

(a) Desenhar os circuitos equivalentes exatos referidos ao primário e ao secundário,


explicitando o significado de todos os elementos constituintes.
(b) O transformador alimenta uma carga de 40 kV A com fator de potência 0, 8
indutivo à tensão de 2300 V através de uma linha de 1 km de comprimento e
com impedância total (fase e neutro) Zl = 1 + j0, 5 Ω. Determinar a tensão
que deve ser aplicada ao primário do transformador, a corrente absorvida por
este e o factor de potência a que opera.
(c) Nas condições da alínea anterior, ocorreu um contacto acidental entre a fase e
o neutro, dando origem a um curto-circuito junto à carga. Qual o valor dessa
corrente? Compare o valor obtido com a corrente solicitada pela carga.
10. Relativamente a um transformador monofásico de 200 kV A, 3000/400 V , 50 Hz,
sabe-se que a razão do número de espiras é 310/42. O modelo equivalente simplifi-
cado referido ao primário está representado na figura seguinte:

(a) Considerando o transformador alimentado à tensão nominal do lado de mais


alta tensão determinar as perdas magnéticas, a tensão secundária em vazio, as
perdas no cobre nominais e o valor percentual da tensão de curto-circuito.

24
(b) Qual o valor da tensão a aplicar aos terminais de mais alta tensão quando o
transformador alimenta uma carga de 120 kW − 380 V com fator de potên-
cia 0, 8 indutivo? Determinar a potência ativa e reativa solicitada à fonte de
alimentação e o respetivo fator de potência?
(c) Nas condições da alínea anterior, qual o rendimento a que opera o transforma-
dor?
11. Numa determinada instalação, dois transformadores de 100 kV A, 1000/100 V ,
50 Hz, funcionam em paralelo para alimentar uma carga de 190 kV A − 100 V
com fator de potência de 0, 9 (indutivo). Sabe-se que as duas unidades têm uma
tensão de curto-circuito de 5% e perdas no ferro de 1 kW . As unidades diferem no
valor das perdas no cobre nominais, sendo indicados 3 kW para uma das unidades
e 4 kW para a outra.
(a) Determinar a repartição da corrente de carga por cada uma das unidades, bem
como a potência ativa, reativa e aparente no secundário de cada transformador.
(b) Na sequência de uma avaria, o transformador com perdas no cobre de 4 kW foi
substituído por outra unidade de 100 kV A, 1000/100 V que apresenta uma ten-
são de curto-circuito de 4% e perdas no cobre de 3 kW . Nestas circunstâncias
determinar a repartição da corrente de carga por cada uma das unidades, bem
como a potência ativa, reativa e aparente no secundário de cada transformador.
12. Um transformador monofásico de 10 kV A, 2000/200 V , 5 Hz, apresenta os seguintes
resultados relativamente aos ensaios económicos a que foi sujeito:
• Ensaio em vazio – medidas realizadas no lado de mais baixa tensão
Potência consumida: 300 W
Tensão aplicada: 200 V
Corrente absorvida: 5 A
• Ensaio em curto-circuito – medidas realizadas no lado de mais alta tensão
Potência consumida: 500 W
Tensão aplicada: 140 V
Corrente absorvida: corrente nominal
(a) Determinar os parâmetros do modelo equivalente simplificado reduzido ao se-
cundário.
(b) O secundário do transformador destina-se a alimentar uma carga de 9 kV A com
fator de potência 0, 8 indutivo à tensão nominal de 200 V . Determinar a tensão
primária que deverá ser aplicada ao transformador bem como o rendimento da
máquina nestas condições.
(c) Nas condições da alínea anterior é ligado ao secundário do transformador um
sistema de geração que produz 20 kW (fator de potência unitário). Pretendendo-
se manter a tensão nominal de 200 V aos terminais do secundário, determine a
tensão que deverá ser aplicada ao primário bem como a potência ativa e reativa
que transita em cada enrolamento.

25
13. Um transformador monofásico de 160 kV A, 2000/200 V , 50 Hz, apresenta os se-
guintes resultados de ensaios económicos:
• Ensaio em vazio – medidas realizadas no lado de mais alta tensão
Potência consumida: 1000 W
Tensão aplicada: 2000 V
Tensão medida no secundário (em vazio): 205 V
Corrente absorvida: 1 A
• Ensaio em curto-circuito – medidas realizadas no lado de mais baixa tensão
Potência consumida: 2560 W
Tensão aplicada: 8 V
Corrente absorvida: corrente nominal
(a) Determinar os parâmetros do modelo equivalente aproximado reduzido ao pri-
mário.
(b) Alimentando o transformador à tensão nominal do primário, determinar a ten-
são secundária quando este alimenta uma carga que absorve 400 A com fator de
potência 0, 8 indutivo. Qual o valor do fator de potência que, nestas condições,
o transformador apresenta do lado do primário?
(c) Determinar a potência aparente a que ocorre o rendimento máximo do trans-
formador e o rendimento máximo quando opera com fator de potência 0, 8
indutivo e 0, 8 capacitivo.
(d) Calcular a variação de tensão secundária (regulação) considerando operação
com fator de potência unitário e 0, 8 indutivo.
14. Considere um transformador monofásico de 120 kV A, 15000/230 V , 50 Hz. Com
o objetivo de estabelecer uma caracterização do seu funcionamento, o transforma-
dor foi sujeito a dois ensaios: funcionamento em vazio e funcionamento em curto-
circuito. No ensaio em vazio, o primário do transformador foi alimentado à sua
tensão nominal e o secundário foi colocado em circuito-aberto (vazio). Nesse ensaio,
foram recolhidas medidas da tensão no secundário (V20 ) no valor de 238 V , a inten-
sidade de corrente no primário (I10 ) de 0, 5 A e uma potência absorvida no primário
(P10 ) de 600 W . No segundo ensaio, o secundário é colocado em curto-circuito e o
primário do transformador é alimentado com uma tensão reduzida (V1CC ) de 485 V .
Nessas condições, a potência absorvida no primário (P1CC ) foi de 3100 W , com uma
intensidade de corrente de curto-circuito no secundário (I2CC ) de 520 A.
(a) Sabendo que o enrolamento do primário é composto por um enrolamento de
3660 espiras, determine o número de espiras do enrolamento do secundário.
Justifique.
(b) Calcule a razão de transformação.
(c) Calcule o fator de potência do transformador para o seu funcionamento em
vazio.

26
(d) Determine a potência de magnetização do transformador em vazio.
(e) Suponha que o transformador é modelado por um transformador ideal com a
razão de transformação determinada em b) e uma impedância Z2 = R2 + jX2
colocada em série no secundário do transformador ideal. Desenhe o circuito
equivalente e com base nos ensaios determine os parâmetros para o modelo.
(f) Discuta as limitações do modelo proposto em e).
(g) Admita o funcionamento do transformador à corrente nominal alimentando
diferentes cargas. Determine quais as tensões aos terminais da carga para as
seguintes cargas i) fator de potência unitário, ii) fator de potência indutivo de
0, 8 e fator de potência capacitivo de 0, 8.
(h) Discuta para que tipo de carga a queda de tensão poderá ser nula.
(i) Deduza a expressão do rendimento do transformador.
(j) Indique para que valor de intensidade de corrente no secundário do transfor-
mador o rendimento é máximo.
(k) Determine o rendimento máximo do transformador.
15. Um transformador de potência monofásico de 100 kV A, 6000/230 V , 50 Hz utilizado
na rede de distribuição de eletricidade foi submetido aos ensaios económicos. Os
resultados obtidos nos dois ensaios: ensaio em vazio e ensaio em curto-circuito
encontram-se na tabela seguinte.

I10 = 0, 48 A V1CC = 270 V


V20 = 231 V I1CC = 15, 5 A
P10 = 750 W P1CC = 1300 W

(a) Proponha o esquema equivalente que considera mais apropriado para modelar
o funcionamento do transformador. Justifique.
(b) Para o esquema equivalente proposto em a) determine os parâmetros do cir-
cuito.
(c) Admita que o transformador de potência alimenta com a corrente nominal
uma carga indutiva com fator de potência 0, 8, projete um condensador ou
bateria de condensadores que maximize o rendimento do funcionamento do
transformador.
16. Um transformador monofásico de 10000/220 V , 50 Hz possui um circuito magnético
com uma secção quadrada de 0, 018 m2 e um percurso da linha média de indução
de 2, 20 m. O transformador foi projetado para que no funcionamento nominal a
indução magnética máxima seja de 1, 6 T , ao qual corresponde um campo magné-
tico máximo de 250 A/m. Os diferentes pontos de junção do circuito magnético
(entreferros parasitas entre as diferentes chapas que compõem o circuito magnético,
etc) são consideradas por uma força magneto motriz equivalente de 41 A em regime
nominal. Sabe-se que a resistência da bobina do primário é de 2, 7 Ω. Os resultados
obtidos dois ensaios em vazio e ensaio em curto-circuito encontram-se na tabela
seguinte.

27
I10 = 0, 29 A V1CC = 600 V
V20 = 224 V I2CC = 500 A
P10 = 1200 W P1CC = 720 W

(a) Admitindo o funcionamento em vazio, calcule o valor eficaz da força magneto


motriz em regime de funcionamento sinusoidal. Justifique as aproximações
consideradas.
(b) Mostre que no funcionamento em vazio se pode desprezar a queda de tensão
nos enrolamentos.
(c) Determine o número de espiras dos enrolamentos primário e secundário e a
razão de transformação.
(d) Para o funcionamento em vazio, determine as componentes ativa e reativa
da corrente equivalente à corrente do primário do transformador. Calcule a
resistência e a reactância em paralelo da impedância equivalente ao primário
do transformador para o funcionamento em vazio.
(e) Determine um esquema equivalente de Thévenin para o secundário do trans-
formador quando alimentado à tensão nominal.
(f) Determine a tensão eficaz da tensão no secundário do transformador, admitindo
que é alimentado á tensão nominal e debita uma corrente no secundário de
500 A com um fator de potência unitário.
(g) Com base no circuito equivalente estabelecido em e) proponha um esquema
equivalente referido ao primário do transformador.

28
Capítulo 3

Fundamentos de Máquinas Eléctricas


Rotativas

3.1 Máquinas Rotativas


1. Considere uma espira a rodar dentro de um campo magnético uniforme, tal como
presentado na figura. Considere a direção do campo magnético a representada na
figura.

Dados:

B = 1, 0 T r = 0, 1 m
l = 0, 3 m ωm = 377 rad/s

(a) Determine a tensão etot (t) induzida na espira rotativa.


(b) Calcule a frequência da tensão produzida na espira.
(c) Considere que uma resistência de 10 Ω é ligada aos terminais da espira. De-
termine a corrente que flui na resistência.
Tendo em conta as condições da alínea (c), determine:
(d) A Magnitude e a direção do binário induzido na espira.
(e) A potencia instantânea e média gerada pela espira.

29
(f) Calcule a potência mecânica consumida pela espira. De que forma se pode
relacionar este numero à quantidade de energia elétrica gerada?
2. Preencha a seguinte tabela, determinando os valores da velocidade de rotação do
campo magnético, considerando diferentes números de polos a diferentes frequências.

N P olos fe = 50 Hz fe = 60 Hz fe = 400 Hz
2
4
6
8
10
12
14

3. Considere um sistema eléctrico de energia que opera a uma frequência de 133 Hz.
Se a produção deste sistema assentar em geradores de 4 polos, a que velocidade
devem rodar os veios dos geradores?
4. Um enrolamento trifásico de quatro pólos, ligado em estrela, está instalado em 24
ranhuras de um estator. Em cada ranhura dos enrolamentos há 40 espiras de fio.
Todas as bobinas em cada fase estão ligadas em série. O fluxo por pólo na máquina
é 0, 060 W b e a velocidade de rotação do campo magnético é 1800 r/min.
(a) Qual é a frequência da tensão produzida nesse enrolamento?
(b) Quais são as tensões de fase e nos terminais resultantes do estator?
5. Um enrolamento trifásico de seis polos, ligado em triângulo, está instalado em 36
ranhuras de um estator. Em cada uma das ranhuras dos enrolamentos há 150 espiras.
Todas as bobinas em cada fase são conectadas em série. O fluxo por pólo da máquina
é 0, 060 W b e a velocidade de rotação do campo magnético é 1000 r/min.
(a) Qual é a frequência da tensão produzida nesse enrolamento?
(b) Quais são as tensões de fase e nos terminais resultantes do estator?
6. Uma máquina síncrona trifásica de 2 polos, ligada em estrela e de 60 Hz, tem um
estator com 5000 espiras por fase. Qual o valor do fluxo no rotor necessário para
que se produza uma tensão composta igual a 13, 2 kV .

30
7. Considere a figura seguinte onde é representado o rotor e o estator de uma máquina
AC. Considerando o campo magnético tal como representado, indique qual a direção
do binário produzido pela máquina. A maquina está a operar em modo motor ou
gerador?

8. A distribuição da densidade de fluxo sobre uma superfície de um estator bipolar


com um raio igual a r e comprimento l é dado por:

B = BM cos(ωm t − α)

Demonstre que o fluxo total na face de cada polo é igual a:

ϕ = 2rlBM

31
9. Um rotor cilíndrico não magnético (montado num eixo no seu centro), possui uma
bobina com uma espira e está colocado no seio de um campo magnético uniforme
de módulo B0 , como ilustrado na figura:

Os lados da bobina distam R do centro e a bobina conduz uma corrente de valor


I. Determine o valor do binário desenvolvido nesta espira em função da posição do
rotor. Admita que I = 10 A, B0 = 0, 02 T e R = 0, 05 m e considere o sentido
positivo do binário θ.
10. Um rotor cilíndrico não magnético (montado num eixo no seu centro), possui duas
bobinas com uma espira cada e está colocado no seio de um campo magnético
uniforme de módulo B0 , como ilustrado na figura:

Supondo que o rotor tenha um comprimento de 0, 32 m, R = 0, 13 m e B0 = 0, 87 T ,


determine o valor do binário em função da posição α do rotor para:
(a) I1 = 0 A e I2 = 5 A.
(b) I1 = 5 A e I2 = 0 A.
(c) I1 = 8 A e I2 = 8 A.

32
11. Considere a estrutura da figura seguinte. O entreferro tem espessura g. O rotor tem
uma bobina de passo diametral AA′ com N espiras. A corrente nas espiras vale I.
Nestas condições:
(a) Esboce a FMM e a indução. Despreze a relutância dos circuitos magnéticos do
estator e do rotor (ou seja, admita que toda a FMM é aplicada no entreferro).
(b) Determine o valor da amplitude dos três primeiros harmónicos da FMM.

12. Considere a estrutura da figura seguinte. O entreferro tem espessura g. O rotor tem
duas bobinas, AA′ e BB ′ , com N espiras, e de passo encurtado de um ângulo γ. A
corrente nas espiras vale I. Nestas condições:
(a) Esboce a FMM e a indução. Despreze a relutância dos circuitos magnéticos do
estator e do rotor (ou seja, admita que toda a FMM é aplicada no entreferro).
(b) Determine o valor da amplitude dos três primeiros harmónicos de B.

33
13. Considere a estrutura da figura seguinte. O entreferro tem espessura g. O rotor
tem 4 bobinas, AA′ , BB ′ , CC ′ , e DD′ com N espiras. A corrente nas espiras
vale I. Nestas condições esboce a indução B. Despreze a relutância dos circuitos
magnéticos do estator e do rotor (ou seja, admita que toda a FMM é aplicada no
entreferro).

14. Considere a estrutura da figura seguinte. O entreferro tem espessura g. O rotor tem
24 bobinas, com N espiras cada. A corrente nas espiras vale I. Nestas condições
como será a forma de onda da FMM e da indução?

15. Considere a estrutura da figura seguinte. O entreferro tem espessura g. O rotor tem
16 bobinas, com N espiras cada. A corrente nas espiras vale I. Nestas condições
como será a forma de onda da FMM e da indução?

34
16. Considere uma máquina elétrica elementar com uma única saliência ilustrada na
figura. Admita que a máquina é constituída por um material com elevada permea-
bilidade magnética. O estator comporta duas bobinas indutoras com N espiras. A
posição relativa do rotor em relação ao estator é definida pelo ângulo θ

(a) Sobre um esboço da máquina elétrica, assinale os circuitos magnéticos do es-


tator e do rotor, as bobinas e estabeleça como origem para a posição angular
do rotor θ em que o rotor está alinhado com os polos do estator.
(b) Suponha que as bobinas estão em série e são alimentadas por uma corrente
sinusoidal Î (pico), de frequência f . Esboce o andamento das linhas de campo
para duas posições do rotor, θ = 0 e θ = π2 .
(c) Proponha um esquema equivalente do circuito magnético da máquina, Justifi-
que as aproximações consideradas.
(d) Indique para que posições do rotor a relutância equivalente do circuito magné-
tico é máxima e mínima.
17. A figura representa um máquina monofásica com entreferro muito reduzido entre o
circuitos do estator e do rotor. No estator existem duas espiras a − a′ e b − b′ eletri-
camente isoladas e desfasadas espacialmente de 90◦ . O rotor é cilíndrico e existem
também duas espiras a − a′ e b − b′ desfasadas de 90◦ , embora não representadas.

(a) Admitindo que apenas é alimentada a fase a − a′ com uma corrente sinusoidal,
esboce as linhas de força do campo magnético no entreferro. Justifique.
(b) Suponha agora a situação inversa, isto é, existência apenas de corrente sinusoi-
dal na fase b − b′ . esboce as linhas de força do campo magnético no entreferro.
Justifique.

35
(c) Assuma a existência de um eixo de referência colinear com a fase a − a′ para
referenciar uma posição genérica no entreferro. A fase a − a′ é alimentada por
uma corrente sinusoidal do tipo Isa = Îs cos(ωs t). Nessas condições, deduza
uma expressão genérica do campo magnético no entreferro.
(d) Considere que a fase a e fase b são alimentadas por duas correntes sinusoidas de
amplitude Is , frequência angular ws e desfasadas de 90◦ . Represente as linhas
de força do campo magnético total no entreferro para os seguintes instantes
π π 3π
temporais: i) ws t = 0, ii) ωs t = , iii) ωs t = e iv)ωs t = .
4 2 4
(e) Nas condições de d) deduza a expressão do campo magnético total. Justifique.

36
Capítulo 4

Máquinas Síncronas

1. Um gerador (alternador) trifásico de 650 M V A, 24 kV , 50 Hz, 3000 rpm, tem uma


reactância síncrona de 1, 6 Ω por fase. O alternador encontra-se ligado a uma rede
com tensão igual à tensão nominal do alternador e reactância equivalente por fase
de 0, 21 Ω. O alternador está equipado com um sistema de regulação de tensão
que ajusta a corrente de excitação de forma a manter a tensão terminal a 24 kV
independentemente do regime de carga.
(a) Considerando que o alternador disponibiliza 375 M W à rede:
i. Determinar a corrente e fator de potência a que opera a máquina.
ii. Determinar a f.e.m. interna (por fase) e o ângulo de carga a que opera a
máquina. Desenhe um diagrama fasorial representativo desta condição de
operação.
(b) Considerando que o alternador passa a disponibilizar 600 M W à rede, repita
a alínea a), analisando as principais diferenças entre os resultados obtidos.
2. Um gerador (alternador) trifásico tem enrolamentos ligados em estrela. A resistência
do induzido é desprezável e a reactância síncrona é de 30 Ω por fase. O alternador
encontra-se ligado a uma rede de potência infinita com uma tensão de 11 kV e
desenvolve uma potência de 4 M W com fator de potência unitário.
(a) Se a f.e.m. for aumentada em 20 %, permanecendo constante a potência mecâ-
nica disponibilizada pela máquina primária que aciona o alternador, determinar
a potencia reativa e fator de potência a que a máquina opera.
(b) Se a potência ativa entregue à rede for aumentada em 20 %, mantendo cons-
tante a f.e.m., determinar a potência reativa e o fator de potência a que a
máquina opera.

37
3. Um alternador síncrono trifásico tem os enrolamentos do induzido ligados em estrela,
sendo a resistência dos mesmos desprezável. A reactância síncrona é de 8 Ω por fase.
A curva característica de vazio por ser aproximada pela seguinte função (E0 – tensão
terminal (V) e IF – corrente de excitação (A)):

20240IF
E0 =
42 + IF

O alternador está ligado a uma rede de potência infinita de 11 kV , fornecendo a esta


3810 kW com fator de potência unitário. Nestas condições aumenta-se a corrente
de excitação em 50 %, mantendo-se constante a potência mecânica disponibilizada
pela máquina primária que aciona o alternador.
(a) Determinar a corrente no induzido, a potência reativa e o fator de potência
antes e após a alteração da corrente de excitação.
(b) Representar, através de diagramas fasoriais apropriados, as alterações ao re-
gime de funcionamento do alternador que foram descritas.
(c) Determinar a potência ativa máxima que o alternador pode entregar à rede
considerando o seu funcionamento com o novo valor da corrente de excitação.
Nessas condições, a que fator de potência opera a máquina?
4. Um alternador síncrono trifásico acionado por uma turbina a gás (6, 6 kV , 50 Hz,
3000 rpm) tem os enrolamentos do induzido ligados em estrela, sendo a resistência
dos mesmos desprezável. A curva característica de vazio por ser aproximada pela
seguinte função (E0 – tensão terminal (V) e IF – corrente de excitação (A)):

12210IF
E0 =
85 + IF

Procede-se ao estabelecimento do paralelo desta máquina com uma rede de 6, 6 kV


e reactância equivalente desprezável. Sem alterar a corrente de excitação, aumenta-
se progressivamente a admissão de gás na turbina até se atingir uma potência de
10 M W entregues à rede. Nesta situação, aumenta-se a corrente de excitação em
50 %, mantendo-se a condição de funcionamento da máquina primária, tendo-se
verificado uma operação com fator de potência 0.8 indutivo.
(a) Determinar a reactância síncrona por fase do alternador e o fator de potência
nas duas condições de operação descritas.
(b) Considere que o alternador pode operar desacoplado da máquina primária que
o aciona – compensador síncrono. Na vizinhança do alternador existe uma
carga de 20 M W e fator de potência 0.8 indutivo. Determinar a corrente de
excitação necessária para garantir que que o alternador compensa a totalidade
da potência reativa requerida pela carga. Representar num diagrama fasorial
a situação descrita.

38
5. Um motor síncrono de 2300 V , 745, 7 kW , 60 Hz, dois polos, ligado em estrela tem
uma reactância síncrona de 2, 5 Ω e uma resistência do induzido de 0, 3 Ω (valores
por fase). Quando operado à frequência nominal, as perdas por atrito e ventilação
são de 30 kW e as perdas no núcleo são de 20 kW . O sistema de excitação tem uma
tensão de 200 V e a corrente IF máxima é 10 A. A característica de operação em
vazio deste motor está mostrada na figura seguinte:

(a) Determinar a corrente necessária para operação do motor à plena carga com
fator de potência unitário.
(b) Qual o valor do rendimento do motor nas condições de a)?
(c) Se a corrente de excitação for aumentada em 10 %, qual será o novo valor da
corrente do induzido? Qual será o novo valor do fator de potência?
(d) Determinar o valor máximo do binário que o motor conseguirá fornecer se
operar com fator de potência unitário, 0.8 indutivo ou 0.8 capacitivo. Analisar
os resultados obtidos.
6. Um alternador trifásico com 6 pólos, 1000 rpm, tem um estator com 54 ranhuras
que contêm um enrolamento de passo diametral com 10 condutores por ranhura. O
fluxo por pólo é sinusoidal com amplitude de 0, 02 W b.
Nestas condições qual a f.e.m. induzida numa fase?
7. Um alternado trifásico produz, em vazio, uma tensão de 3500 V , 50 Hz, por fase.
Sabe-se que rola a 750 rpm e que tem 120 ranhuras distribuídas no estator com
24 condutores por ranhura e que o passo das bobinas ocupa 12 ranhuras (passo
encurtado).
Nestas condições qual o fluxo máximo por pólo?
8. Um gerador síncrono de 13, 8 kV , 50 M V A, fator de potência de 0, 9 indutivo,
50 Hz, ligado em Y e de quatro pólos tem uma reactância síncrona de 2, 5 Ω e
uma resistência de induzido (armadura) de 0, 2 Ω. Em 50 Hz, as perdas por atrito
de ventilação são de 1 M W e as perdas no núcleo são 1, 5 M W . O circuito de
excitação(campo) tem uma tensão CC de 120 V e a IF máxima é de 10 A. A

39
corrente do circuito de excitação é ajustável no intervalo de 0 a 10 A. A curva
característica de tensão em vazio desse gerador é mostrada na figura.

(a) Qual é o valor da corrente de excitação necessária para tornar a tensão de


terminal VT (ou tensão de linha VL ) igual a 13, 8 kV , quando o gerador opera
em vazio?
(b) Qual é o valor da tensão gerada interna EA quando o gerador opera nas con-
dições nominais?
(c) Qual é a tensão de fase Vϕ desse gerador em condições nominais?
(d) Suponha que esse gerador esteja a operar em condições nominais quando a
carga é removida sem que a corrente de excitação seja alterada. Qual seria a
tensão nos terminais do gerador?
(e) Em regime permanente, quanta potência e quanto binário a maquina motriz
deve ser capaz de fornecer para operar em condições nominais?
9. Um alternador trifásico com um determinado valor de corrente de excitação ori-
gina em curto-circuito uma corrente de 300 A, e em circuito aberto uma tensão de
1500 V.A resistência de cada enrolamento por fase é de 3 Ω.
(a) Proponha um circuito equivalente para o alternador. Justifique.
(b) Determine a reactância síncrona da máquina.
(c) Assuma que alternador alimenta uma carga com 280 A e fator de potência 0.8
indutivo. Nestas condições, calcule a f.e.m que deverá produzir-se para que a
tensão simples nos terminais do alternador seja de 6 kV .
10. Aos terminais de um motor síncrono trifásico de 100 kV A, 60 Hz são medidas a
tensão composta de 460 V , uma corrente de 120 A com fator de potência indutivo
de 0.95. A corrente de excitação para este ponto de funcionamento é de 47 A. A
reactância síncrona da máquina é de 1.68 Ω. Despreze a resistência dos circuitos do
estator.
(a) Calcule a f.e.m. interna gerada por fase.

40
(b) Determine a indutância mútua existente entre o circuito magnético do estator
(armadura) e rotor (campo de excitação).
(c) Calcule a potência elétrica aos terminais do motor.
11. Considere um alternador trifásico de 1 M V A, 500 V , 50 Hz com os enrolamentos
em estrela. A resistência dos circuitos do induzido é negligenciável. Os pontos de
funcionamento da característica em vazio e em curto-circuito encontram-se na tabela
abaixo.

Ea (v) 105.5 210 217.5 275 295 314 325 338 348 350
Icc (A) 875 1750 2150 2600 3000 3430 3850 4300 4700 5150
if (A) 20 40 50 60 70 80 90 100 110 120

(a) Calcule a corrente nominal do alternador.


(b) Discuta diferentes abordagens para estimar a reactância síncrona.
(c) Esboce a característica externa, V = f (I) em V é a tensão aos terminais do
alternador e I a intensidade de corrente para as seguintes situações de funci-
onamento: fator de potência 0.8 indutivo, fator de potência unitário, fator de
potência 0.8 capacitivo. Para esboçar o andamento das características consi-
dere pelo menos quatro pontos de funcionamento por si escolhidos, incluindo
E0 = 500 V . Justifique.
12. A tensão interna gerada EA de um gerador síncrono trifásico ligado em ∆, 60 Hz
e 2 polos é 14, 4 kV e a tensão de terminal VT é 12, 8 kV . A reactância síncrona
dessa máquina é 4 Ω e a resistência do induzido (armadura) pode ser ignorada.
(a) Se o ângulo de carga do gerador for δ = 18◦ , quanta potência será fornecida
por este gerador ?
(b) Qual é o fator de potência do gerador?
(c) Desenhe o diagrama fasorial para as condições das alíneas anteriores.
(d) Ignorando as perdas desse gerador, que binário deve ser aplicado ao eixo pela
máquina motriz nestas condições?
13. Um motor síncrono de 480 V , 60 Hz, 400 HP , F P 0, 8 capacitivo, oito polos e
ligado em ∆ tem uma reactância síncrona de 0, 6 Ω e uma resistência de induzido
desprezável. Para os objetivos deste problema, ignore as perdas por atrito, por
ventilação e no núcleo. Assuma que |EA | é diretamente proporcional à corrente de
excitação IF (em outras palavras, assuma que o motor opera na parte linear da
curva de magnetização) e que |EA | = 480 V , quando IF = 4 A.
(a) Qual é a velocidade do motor?
(b) Se este motor está a fornecer inicialmente 400 HP , com FP 0, 8 indutivo, quais
serão os módulos e ângulos de EA e IA ?
(c) Quanto binário o motor está a produzir? Qual é o ângulo de carga δ?
(d) Se |EA | for aumentado em 30 %, qual será a nova corrente do induzido? Qual
será o novo fator de potência do motor?

41
14. A Figura mostra o diagrama fasorial de um motor síncrono para o motor que está a
operar com um fator de potência adiantado, sem considerar a resistência do induzido.
Neste motor, o ângulo de carga é dado por

Deduza uma equação para o ângulo de carga do motor síncrono se a resistência do


induzido for incluída.

42
Capítulo 5

Máquinas Assíncronas

1. Um motor de indução de 2 polos apresenta uma potência nominal de 50 kW, 460


V, 50 Hz, e um deslizamento de 5% durante operação à máxima carga. À máxima
carga as perdas mecânicas são de 700 W e as perdas no núcleo de 600 W. Nestas
condições calcule:
(a) A velocidade de rotação do veio nm
(b) A potência útil Pu em Watts
(c) O binário de carga τload em N.m
(d) O binário induzido τind em N.m
(e) A frequência do rotor fr em Hz
2. Um motor de indução trifásico de rotor bobinado em estrela, apresenta 4 polos, uma
tensão de 208 V, uma frequência de 60 Hz, e uma potência nominal de 30 cavalos. As
impedâncias equivalentes deste motor são: Z1 = 0.1 + j0.21 Ω, Z2 = 0.07 + j0.21 Ω,
XM = 10 Ω. As perdas mecânicas e no núcleo valem 900 W.
Para um deslizamento de 5% calcule:
(a) O fasor da corrente de alimentação IL
(b) As perdas no enrolamento do estator Ps,Cu
(c) A potência no entreferro Pag
(d) A potência mecânica Pconv
(e) O binário induzido τind
(f) O binário na carga τload
(g) A eficiência da máquina η
(h) A velocidade do motor nm em rpm e rad/s
(i) O deslizamento ao binário máximo smax
(j) O binário máximo τmax (pullout)

43
3. Um motor de indução trifásico de 460 V , 60 Hz, quatro polos e ligado em Y tem
potência nominal de 25 HP . Os parametros do circuito equivalente são:
R1 = 0, 150 Ω R2 = 0, 154 Ω XM = 20 Ω
X1 = 0, 852 Ω X2 = 1, 066 Ω
PAeV = 400 W Pdiv = 150 W Pnúcleo = 400 W

Para um deslizamento de 0,02 determine:


(a) A corrente de linha Il
(b) O fator de potência do estator
(c) O fator de potência do rotor
(d) A frequência do rotor
(e) As perdas no cobre do estator Ppce
(f) A potência no entreferro Pef
(g) A potência convertida da forma elétrica para mecânica Pconv
(h) O binário induzido τind
(i) O binário de carga τcarga
(j) A eficiência da máquina η
(k) Qual o binário máximo e o deslizamento correspondente.
4. Relativamente a um motor de indução trifásico de 4 polos, 230/400 V , 50 Hz, 1440
rpm, ligado em estrela a uma rede de 400 V conhecem-se os seguintes parâmetros
do modelo equivalente referido ao estator:
R1 = R2 = 0.5 Ω
X1 = X2 = 2 Ω
XM = 56 Ω
O valor estimado das perdas mecânicas e das perdas magnéticas é de 180 W e
240 W , respetivamente.
Determinar:
(a) A corrente, fator de potência e rendimento quando opera à plena carga.
(b) O binário de acionamento da carga e o binário induzido relativo ao funciona-
mento à plena carga.
(c) A velocidade a que ocorre o binário máximo e o valor deste.
(d) O binário de arranque.
(e) A resistência que deverá ser ligada em série com cada fase do rotor para au-
mentar o binário de arranque em 50 %.
(f) A corrente de arranque direto do motor e a corrente de funcionamento em
vazio.

44
(g) A tensão mínima que garanta que, após o arranque do motor, o binário máximo
não diminua mais de 50 %.
5. Relativamente a um motor de indução trifásico de rotor em gaiola de esquilo,
400/690 V , 50 Hz, 585 rpm, conhecem-se os seguintes parâmetros do modelo equi-
valente referido ao estator:
R1 = 0.5 Ω
R2 = 0.7 Ω
X1 = X2 = 3 Ω
XM = 130 Ω
(a) A única alimentação disponível para este motor é uma rede trifásica a 400 V .
Como proceder para efetuar a sua ligação?
(b) Determinar a corrente absorvida à plena carga, potência ativa e reativa absor-
vida da rede e fator de potência.
(c) Determinar a potência desenvolvida pelo motor e o binário de acionamento da
carga.
(d) Se a máquina for acionada a 620 rpm a partir de um motor Diesel, determinar
a potência mecânica fornecida ao rotor e a potência ativa e reativa tocada com
a rede elétrica (funcionamento como gerador).
6. Um motor de indução trifásico de 2 polos, 230/400 V , 50 Hz, ligado em estrela,
consume uma potência de 15, 7 kW quando aciona uma carga à velocidade de 2900
rpm.. Para esse ponto de funcionamento, a corrente eficaz aos seus terminais é de
22, 6 A. A resistência dos enrolamentos do estator é de 0, 2 Ω por fase.
(a) Calcule a velocidade de sincronismo do motor?
(b) Determine as perdas por efeito Joule nos enrolamentos do estator.
(c) Calcule a potência elétrica transferida do estator para o rotor através do ar do
entreferro do estator e o rotor.
(d) Determine o deslizamento para o ponto de funcionamento e potência dissipada
no rotor (perdas no rotor na conversão eletromecânica).
(e) Admitindo que o motor está ligado em triângulo, repita as alíneas de a) a d).
7. Considere um motor assíncrono trifásico de rotor em curto-circuito de 4 polos,
230/400 V , 50 Hz. No seu funcionamento em vazio apresenta um deslizamento
de 0, 008 e a plena carga de 0, 04.
(a) Determine a variação de velocidade mecânica entre o vazio e a plena carga.
(b) Calcule a frequência das correntes induzidas nos circuitos rotóricos em vazio e
a plena carga.
(c) Repita as alíneas a) e b) para um motor em que apenas os enrolamentos do
estator foram alterados para ter 8 polos.

45
(d) Discuta quais as variáveis em que pode atuar para alterar a velocidade de
rotação do motor. Justifique.
8. Um motor de indução trifásico ligado em estrela, de 6 polos, 20 kW , 460 V de tensão
composta, 60 Hz, com o rotor em gaiola de esquilo possui os seguintes parâmetros
referidos ao estator por fase.
R1 = 0, 271 Ω R2 = 0, 0188 Ω X1 = 1.12 Ω X2 = 1.91 Ω XM = 23.1 Ω

Admita que as perdas por atrito, ventilação e perdas no ferro são constantes (inde-
pendentes da carga) e totalizam 320 W . Considere que a máquina é alimentada à
tensão e frequência nominal e opera com um deslizamento de 1, 6%.
(a) Proponha um circuito equivalente que caracterize o funcionamento em regime
permanente do motor. Discuta o que caracteriza cada um dos parâmetros
presente no modelo equivalente. Justifique.
(b) Determine a velocidade de rotação do motor.
(c) Calcule a corrente no estator e o fator de potência do motor.
(d) Determine o binário mecânico aplicado à carga.
(e) Calcule o rendimento do motor para esse ponto de funcionamento.

46
Soluções

Capítulo 1
1.1
1. (a) I = 47, 59e−j37,5 A ; P = 9, 06 kW Q = 6, 95 kvar; S = 11, 42 kV A; cos(ϕ) =
0, 793 (indutivo)
(b) P1 = 4, 99 kW ; Q1 = 2, 88 kvar; S1 = 5, 76 kV A
P2 = 4, 07 kW ; Q2 = 4, 07 kvar; S2 = 5, 76 kV A
(c) I = 38, 08e−j7,5 ; P = 9, 06 kW ; Q = 1, 19 kvar; S = 9, 14 kV A; cos(ϕ) =
0, 991 (indutivo)
(d) P1 ; P2 ; Q1 ; Q2 ; S1 ; S2 como em b); P3 = 0 kW ; Q3 = −5, 76 kvar; S3 =
5, 76 kV A
(e) As correntes absorvidas pelas cargas 1 e 2 são de natureza indutiva (corrente
atrasada relativamente à tensão).
A corrente absorvida pela carga 3 é puramente capacitiva (avançada de 90º
relativamente à tensão).
A ligação da carga 3 fornece/compensa grande parte da corrente/potencia re-
ativa solicitada pelas cargas 1 e 2, levando a uma redução significativa da
corrente/potência reativa solicitada à fonte. No entanto, a potência ativa na
fonte mantém-se constante.

47
2.
(a) Vp = 200 V
(b) I = 4 53, 13◦ A
(c) VR = 120 53, 13◦ V ; VL = 800 143◦ V ; VC = 960 −36, 87◦ V
(d)

X2×(R2+jXc)j
3. (a) Zeq = R1 + jX1+ R2+jX2+jXc

(b) |Zeq | = 5, 222; ϕ = 0.7750 (radianos) ou 44,40 graus


(c) I = 24, 32e−j44,40 A ; P = 2, 2066 kW ; Q = 2, 1611 kvar;
(d) V = 127ej0 V ; V ′ = 77, 06ej12,49 V ; I1 = 25, 69e−j77,51 A; I2 = 14, 31ej34,29 A

48
(e) PR1 = 1182, 94 W ; PR2 = 1023, 70 W ; QL1 = 591, 47 var; QL2 = 1979, 16 var;
QC = −409, 48 var;
Somando as potências ativas e reativas parcelares encontra-se os valores obtidos
em c)

4. (a) Vs = 247, 11 1, 68◦ V


(b) XC = −32 Ω; Vs = 241, 13 1, 90◦ V
(c) XC = −26, 90 Ω

5. (a) VL = 40, 31 29, 76◦ V ; Vs = 275, 73 4, 16◦ V


(b)

(c) VL = 25, 03 97, 81◦ V ; Vs = 237, 9 5, 98◦ V

6. Vg = 243, 10 1, 65◦ V

Z1 ×Z2 ×Z3
7. (a) Zeq = Z1 ×Z2 +Z2 ×Z3 +Z3 ×Z1
; Zeq = 6e−j0,644 Ω

49
(b) F P = 0, 8

8. (a) Vs = 306, 604 1, 5◦ V


(b) P = 500 W ; Q = 125 var
(c) P = 12000 W ; Q = 9000 var
(d) η = 96 %

9. (a) Pperdas = 121, 5 W


(b) Xc = −62, 5 Ω
(c) Z = 83, 33 + j0 Ω
(d) Pperdas = 54, 4 W

1.2
1. (a) I = 24, 02 −36, 9◦ A
(b) F P = 0, 8
(c) P = 6924 W ; Q = 5193s var; S = 8654 V A
2. (a) I = 24, 02 −36, 9◦ A
(b) F P = 0, 8
(c) P = 6926 W ; Q = 5194 var; S = 8655 V A
3. (a)
(b) IA = 4, 62 −36, 87◦ A; IB = 4, 62 −156, 87◦ A; IC = 4, 62 83, 13◦ A
(c) VABC = 384, 08 28, 81◦ V ; VBCC = 384, 08 −91, 19◦ V ; VCAC = 384, 08 148, 81◦ V
(d) PC = 2, 495 kW ; QC = 1, 792 kvar
(e) Pf = 2, 547 kW ; Qf = 1, 888 kvar
(f) PL = 51, 2 W
(g)
4. (a)
(b) IA = 4, 6495 −70, 56◦ A; IB = 4, 6495 169, 44◦ A; IC = 4, 6495 49, 44◦ A
(c) VABC = 381, 52 −1, 27◦ V ; VBCC = 381, 52 −121, 27◦ V ; VCAC = 381, 52 118, 73◦ V
(d) IABC = 2, 6844 −40, 56◦ A; IBCC = 2, 6844 −160, 56◦ A; ICAC = 2, 6844 79, 44◦ A

50
(e) PC = 2, 378 kW ; QC = 1, 946 kvar
(f) Pf = 2, 43 kW ; Qf = 2, 043 kvar
(g)

1.3

47, 68


 0 ⩽ t ⩽ 0, 2
1. (a) T = 10 0, 2 ⩽ t ⩽ 0, 8
0, 8 ⩽ t ⩽ 1

−27.687

(b)

18 kW


 0 ⩽ t ⩽ 0, 2
(c) Pm = 3, 8 kW 0, 2 ⩽ t ⩽ 0, 8
−10, 5 kW 0, 8 ⩽ t ⩽ 1

2. (a) T = 126, 08 N m
(b) v = 0, 7854m/s; Pm = 7, 7 kW
3. (a)

1.4
1. ϕ = 0, 0065 W b
2. (a) i = 2, 5 A
(b) B = 0, 67W b/m2
(c) B = 2W b/m2
3. (a) ϕesq = 0, 00081 W b; ϕdir = 0, 00096 W b; ϕcentro = 0, 0017 W b
(b) Bagesq = 0, 22 T ; Bagdir = 0, 26 T
(c) i = 1, 37 A;
4.
5.
6. i = 0, 59 A
7. i = 0, 16 A

51
Capítulo 2
1.
2.
3.
(a) N2 N1 µr µ0 S
2πr
Awsin(wt)
(b) L1 = N12 µ02πr
µr S
; M12 = N2 N1 µ0 µr S
2πr
N22 µo µr S
(c) L2 = 2πr
V1 V2
(d) V2 = V1 N
N1
2
; I1 = N2
N1
× I2 + I0 ; I0 = jwL1
; I2 = R

4.
(a) VPRM S = 2934 V
(b) VSRM S = 204 V
5. N = 162 V oltas
6. Icarga = 3, 62 −8, 9◦ A; If onte = 603 −8, 9◦ mA
7.
(a) Vs = 575 V
(b) B = 1, 295 T ; Scl = 20 cm2
(c)
(d) Is = 17.391 A; Ip = 43, 48 A; Zc′ = 5, 29 25, 84◦ Ω
8.
(a)
(b)
9.
(a)
(b) Vp = 235, 36 −0, 0742◦ V ; Ip = 207, 41 −31, 99◦ A; f.p. = 0, 84
(c) Is = 8085, 4 −30, 04◦ A
10.
(a) PF e = 1, 362 kW ; PCu = 2, 71 kW ; VsOC = 406, 45 V ; ESC = 5, 05 %
(b) Vp = 2902, 1 V ; Pf omte = 123, 02 W ; Qf omte = 102, 46 var; f.p. = 0, 0, 768
(c) eta = 97, 54%

52
11.
(a)

Ip1 = 959, 64 −33, 97◦ A ′
Ip2 = 959, 64 −17, 7◦ A
P1 = 79, 58 kW P2 = 91, 42 kW
Q1 = 53, 62 kvar Q2 = 29, 20 kvar
S1 = 95, 965 kV A S2 = 95, 964 kV A

(b)

Ip1 = 848, 83 −32, 36◦ A ′
Ip3 = 1061 −20, 64◦ A
P1 = 71, 7 kW P3 = 99, 3 kW
Q1 = 45, 43 kvar Q3 = 37, 4 kvar
S1 = 84, 88 kV A S3 = 106, 1 kV A

12.
(a)
(b)
(c)
13.
(a) RF e = 4 kΩ; XM = 2, 31 kΩ; Reqp = 0, 3807 Ω;Xeqp = 0, 8724 Ω
(b) f.p. = 0, 79(ind.)
(c) S = 100 kV A;η = 97, 56 %
(d) V Rf.p.=1 = 1, 62 %; V Rf.p.=0,8 = 3, 4 %
14.
(a)
(b)
(c)
(d)
(e)
(f)
(g)
(h)
(i)
(j)
(k)

53
15.
(a)
(b)
(c)
16.
(a)
(b)
(c)
(d)
(e)
(f)
(g)

54

Você também pode gostar