Roteiro Prova
quarta-feira, 19 de junho de 2024 23:59
Competencia comum - estadual e federal
Caso: João, um cidadão brasileiro, deseja processar uma empresa pública federal por danos
materiais causados durante a execução de um contrato firmado entre as partes. No entanto, ele está
em dúvida sobre em qual instância judicial deve ingressar com a ação.
Pergunta: Considerando o caso de João, em qual instância judicial ele deveria ingressar com a ação:
na Justiça Federal ou na Justiça Estadual? Explique sua resposta.
Resposta: No caso apresentado, João deve ingressar com a ação na Justiça Federal. Isso se deve ao
fato de que ele deseja processar uma empresa pública federal, conforme mencionado. A
competência da Justiça Federal é estabelecida ratione personae, ou seja, em função da pessoa
envolvida no processo, quando se trata de pessoas jurídicas de direito público federais e empresas
públicas federais. Além disso, o artigo 109 da Constituição Federal de 1988 especifica a competência
dos juízes federais para casos envolvendo a União, suas autarquias e empresas públicas federais.
Portanto, a Justiça Federal seria a instância adequada para o caso de João contra a empresa pública
federal.
Foro x juizo
Caso 1: Maria, residente na cidade de São Paulo, deseja processar uma empresa sediada no Rio de
Janeiro por descumprimento contratual. Ela está em dúvida sobre em qual foro deve ingressar com a
ação.
Pergunta: Considerando o caso de Maria, em qual foro ela deveria ingressar com a ação: na cidade
de São Paulo ou no Rio de Janeiro? Explique sua resposta.
Caso 2: Carlos, empresário com sede em Porto Alegre, está enfrentando uma disputa contratual com
uma empresa cuja sede está localizada em Manaus. Ele está indeciso sobre qual juízo deve acionar
para resolver o litígio.
Pergunta: Diante do caso de Carlos, em qual juízo ele deveria ingressar com a ação: em Porto Alegre
ou em Manaus? Explique sua resposta.
Resposta:
Para o caso 1, Maria deve ingressar com a ação no foro da cidade de São Paulo, onde ela é residente.
O foro indica a base territorial sobre a qual determinado órgão judiciário exerce sua competência.
No caso de ações civis, como a mencionada por Maria, geralmente o foro competente é o da
residência do autor da ação, de acordo com o artigo 46 do Código de Processo Civil.
Já para o caso 2, Carlos deve ingressar com a ação no juízo da cidade de Manaus, onde está
localizada a sede da empresa com a qual ele está em disputa contratual. O juízo é o órgão
jurisdicional responsável por julgar o caso, e em geral, para ações civis, deve ser o juízo do domicílio
do réu, conforme o artigo 63 do Código de Processo Civil. Nesse caso, o domicílio da empresa está
em Manaus, portanto, o juízo competente seria o daquela cidade.
Foro - Juizo - Comarca
Caso 1: Joana, moradora da cidade de Campinas, pretende processar uma empresa de telefonia por
problemas relacionados ao serviço prestado. Porém, a empresa possui filiais em diversas cidades do
estado de São Paulo. Joana está em dúvida sobre qual foro e juízo competentes para sua ação.
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Pergunta: Diante do caso de Joana, como ela pode identificar o foro e o juízo competentes para
ingressar com a ação contra a empresa de telefonia?
Resposta: Joana deve buscar o foro competente que corresponde à comarca onde ocorreu o suposto
dano ou onde está localizada a filial da empresa responsável pelo serviço. Quanto ao juízo, ele será
determinado pela vara cível que abrange o foro escolhido, dentro da comarca.
Caso 2: Pedro, residente em Belo Horizonte, deseja processar um banco por cobrança indevida de
tarifas. O banco, no entanto, possui agências em várias cidades do país. Pedro está indeciso sobre
qual foro e juízo devem ser acionados.
Pergunta: Como Pedro pode determinar o foro e o juízo competentes para ingressar com a ação
contra o banco, considerando sua residência em Belo Horizonte e a presença do banco em várias
cidades?
Resposta: Pedro deve buscar o foro competente correspondente à comarca onde está localizada a
agência bancária responsável pelo ocorrido ou onde ele sofreu o dano. Quanto ao juízo, será
determinado pela vara cível dentro da comarca escolhida.
Caso 3: Marta, moradora da cidade do Rio de Janeiro, pretende processar uma multinacional por
danos ambientais causados em uma área rural do estado de Mato Grosso. Ela está confusa sobre
qual foro e juízo devem ser acionados para resolver o litígio.
Pergunta: Como Marta pode determinar o foro e o juízo competentes para ingressar com a ação
contra a multinacional, considerando a localização da área afetada e sua residência no Rio de
Janeiro?
Resposta: Marta deve buscar o foro competente correspondente à comarca onde ocorreu o dano
ambiental, ou seja, no estado de Mato Grosso. Quanto ao juízo, será determinado pela vara cível
dentro da comarca escolhida.
Caso 4: Paulo, empresário com sede em Curitiba, pretende processar um fornecedor sediado em
Florianópolis por descumprimento contratual. Ele está em dúvida sobre qual foro e juízo devem ser
acionados para resolver a disputa.
Pergunta: Como Paulo pode determinar o foro e o juízo competentes para ingressar com a ação
contra o fornecedor, considerando sua sede em Curitiba e a localização do fornecedor em
Florianópolis?
Resposta: Paulo deve buscar o foro competente correspondente à comarca onde ocorreu o
descumprimento contratual ou onde está localizada a sede do fornecedor, ou seja, em Florianópolis.
Quanto ao juízo, será determinado pela vara cível dentro da comarca escolhida.
Competencia absoluta e relativa
Caso 1: João, residente em São Paulo, move uma ação contra uma empresa de telecomunicações
com sede no Rio de Janeiro, alegando cobranças indevidas em sua conta telefônica. A empresa alega
que a competência para julgar o caso é do juízo do Rio de Janeiro, conforme cláusula de eleição de
foro estipulada em contrato.
Pergunta: Qual a natureza da competência neste caso e qual a possibilidade de alteração do foro?
Como essa questão deve ser alegada?
Resposta: Neste caso, a competência é relativa, pois foi estipulada pelas partes em contrato
(cláusula de eleição de foro). A alteração do foro só pode ocorrer se a cláusula de eleição de foro for
considerada abusiva pelo juiz, o que deve ser alegado na contestação. Se não alegada, a ação
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considerada abusiva pelo juiz, o que deve ser alegado na contestação. Se não alegada, a ação
continua no foro estipulado no contrato.
Caso 2: Ana, moradora de Belo Horizonte, move uma ação de divórcio contra seu marido, que reside
em Curitiba. O marido alega que a competência para julgar o divórcio é da cidade de Curitiba, onde
reside.
Pergunta: Qual a natureza da competência neste caso? Como deve ser alegada a incompetência do
juízo?
Resposta: Neste caso, a competência é relativa, pois está relacionada ao domicílio do réu. A
incompetência do juízo deve ser alegada na contestação, caso contrário, a ação continuará
tramitando no juízo onde foi inicialmente proposta.
Caso 3: Clara, empresária em Recife, move uma ação de cobrança contra uma empresa de São Paulo.
A empresa alega que a competência para julgar o caso é do juízo de São Paulo, pois foi onde o
contrato foi assinado.
Pergunta: Qual a natureza da competência neste caso e como deve ser alegada a incompetência do
juízo?
Resposta: Neste caso, a competência é relativa, pois está relacionada ao lugar de celebração do
contrato. A incompetência do juízo deve ser alegada na contestação, caso contrário, a ação
continuará tramitando no juízo onde foi inicialmente proposta.
Caso 4: Rafael, morador do Rio de Janeiro, move uma ação contra uma construtora com sede em
Brasília, alegando vícios na construção de seu imóvel. A construtora alega que a competência para
julgar o caso é do juízo do Rio de Janeiro, pois é onde está localizado o imóvel.
Pergunta: Qual a natureza da competência neste caso e como deve ser alegada a incompetência do
juízo?
Resposta: Neste caso, a competência é absoluta, pois está relacionada à matéria de ordem pública
(localização do imóvel). A incompetência do juízo pode ser alegada a qualquer tempo e deve ser
declarada de ofício pelo juiz, independentemente de ter sido alegada pelas partes.
Incompetencia absoluta e relativa
Caso 1: Ana move uma ação de divórcio em um juízo de Belo Horizonte, porém, durante o curso do
processo, descobre que o juiz responsável pela vara é incompetente para julgar o caso, conforme
determinação de uma lei nova que redistribuiu a competência para outro juízo na mesma comarca.
Ana deseja saber como proceder.
Resposta: Neste caso, a competência é relativa, pois está relacionada ao domicílio do réu. Como
houve uma alteração da competência absoluta devido a uma nova lei, os processos em andamento
devem ser remetidos para o juízo competente conforme a nova legislação, seguindo o princípio da
perpetuação de competência.
Caso 2: João ajuíza uma ação trabalhista contra sua antiga empresa em um juízo de São Paulo.
Durante o curso do processo, a empresa é desmembrada e uma nova filial é aberta em outra
comarca, mas dentro do mesmo estado. João quer saber se a competência para o julgamento do
caso será alterada.
Resposta: Neste caso, como não houve supressão do órgão jurisdicional e apenas ocorreu o
desmembramento da empresa para outra comarca do mesmo estado, a competência permanecerá
na comarca onde o processo foi inicialmente distribuído, seguindo o princípio da perpetuação de
competência.
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competência.
Caso 3: Clara move uma ação de reparação de danos contra uma empresa de transporte em um
juízo de Recife. Durante o curso do processo, a empresa encerra suas atividades na comarca de
Recife e transfere sua sede para outra comarca dentro do estado de Pernambuco. Clara quer saber
como proceder.
Resposta: Neste caso, como houve a supressão do órgão jurisdicional, os processos em andamento
deverão ser remetidos para o juízo competente da nova comarca onde a empresa transferiu sua
sede, seguindo o princípio da perpetuação de competência.
Caso 4: Pedro move uma ação de cobrança contra uma empresa devedora em um juízo de Brasília.
Durante o curso do processo, é promulgada uma lei que transfere a competência para julgar casos
como o de Pedro para outro juízo em uma comarca vizinha. Pedro deseja saber se a lei nova afetará
seu processo.
Resposta: Neste caso, como houve uma alteração da competência absoluta devido à promulgação
de uma nova lei, os processos em andamento deverão ser remetidos para o juízo competente
conforme a nova legislação, seguindo o princípio da perpetuação de competência.
Caso 5: Marina move uma ação de indenização por danos morais em um juízo de São Paulo. Durante
o curso do processo, uma lei é promulgada, desmembrando a comarca e criando uma nova vara
cível. Marina quer saber se seu processo será afetado pela mudança.
Resposta: Neste caso, o entendimento predominante é de que os processos em andamento
permanecerão na comarca originária, seguindo o princípio da perpetuação de competência.
Portanto, o processo de Marina continuará tramitando no juízo onde foi inicialmente distribuído,
mesmo após o desmembramento da comarca.
Caso 1: Ana, residente em São Paulo, deseja processar uma empresa de comércio eletrônico por
descumprimento de contrato de compra online. Ela está em dúvida sobre qual foro e juízo
competentes para ingressar com a ação.
Resposta: Neste caso, Ana deve primeiramente verificar se a ação pode ser proposta perante a
justiça brasileira. Em seguida, ela precisa identificar se a competência é originária do Supremo
Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça, conforme os artigos 102, inciso I, e 105, inciso I,
da Constituição Federal. Como se trata de uma demanda comum, não vinculada a uma justiça
especial, Ana deve então verificar se a competência é da justiça federal ou estadual, de acordo com
as normas aplicáveis. Para identificar o foro competente, Ana deve consultar o Código de Processo
Civil ou legislação federal especial. Para determinar o juízo competente, ela precisará consultar as
normas de organização judiciária.
Caso 2: João, morador do Rio de Janeiro, pretende processar uma empresa de transportes sediada
em Minas Gerais por danos causados em uma viagem interestadual. Ele está em dúvida sobre como
proceder para determinar o foro e juízo competentes.
Resposta: João precisa, inicialmente, verificar se a ação pode ser proposta perante a justiça
brasileira. Em seguida, ele deve identificar se a competência é originária do Supremo Tribunal
Federal ou do Superior Tribunal de Justiça, conforme os artigos 102, inciso I, e 105, inciso I, da
Constituição Federal. Como se trata de uma demanda comum, não vinculada a uma justiça especial,
João deve então verificar se a competência é da justiça federal ou estadual, de acordo com as
normas aplicáveis. Para determinar o foro competente, ele deve consultar o Código de Processo Civil
ou legislação federal especial. Quanto ao juízo competente, João precisará consultar as normas de
organização judiciária.
Caso 3: Maria, residente em Brasília, pretende processar um órgão público federal por
desapropriação indevida de sua propriedade rural localizada em Goiás. Ela está em dúvida sobre
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desapropriação indevida de sua propriedade rural localizada em Goiás. Ela está em dúvida sobre
como determinar o foro e juízo competentes para sua ação.
Resposta: Maria deve começar verificando se a ação pode ser proposta perante a justiça brasileira.
Em seguida, ela precisa identificar se a competência é originária do Supremo Tribunal Federal ou do
Superior Tribunal de Justiça, conforme os artigos 102, inciso I, e 105, inciso I, da Constituição
Federal. Como se trata de uma demanda comum, não vinculada a uma justiça especial, Maria deve
então verificar se a competência é da justiça federal ou estadual, de acordo com as normas
aplicáveis. Para determinar o foro competente, ela deve consultar o Código de Processo Civil ou
legislação federal especial. E para identificar o juízo competente, Maria precisará consultar as
normas de organização judiciária.
Apuração de foro competente - domicilio
Caso 1: Carlos, residente em Belo Horizonte, deseja processar uma empresa de telefonia com sede
em São Paulo por cobranças indevidas. Ele está em dúvida sobre qual foro e juízo competentes para
ingressar com a ação.
Resposta: Carlos deve iniciar verificando se a ação pode ser proposta perante a justiça brasileira e se
não se trata de competência originária do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de
Justiça, conforme os artigos 102, inciso I, e 105, inciso I, da Constituição Federal. Como se trata de
uma demanda comum, ele deve então verificar se a competência é da justiça federal ou estadual, de
acordo com as normas aplicáveis. Para determinar o foro competente, Carlos deve consultar o
Código de Processo Civil ou legislação federal especial. Quanto ao juízo competente, ele precisará
consultar as normas de organização judiciária.
Caso 2: Sofia, moradora de Recife, pretende processar uma empresa de e-commerce localizada em
Curitiba por descumprimento de contrato de compra pela internet. Ela está em dúvida sobre como
proceder para determinar o foro e juízo competentes para sua ação.
Resposta: Sofia deve primeiramente verificar se a ação pode ser proposta perante a justiça brasileira
e se não se trata de competência originária do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de
Justiça. Como se trata de uma demanda comum, ela deve então verificar se a competência é da
justiça federal ou estadual, de acordo com as normas aplicáveis. Para determinar o foro competente,
Sofia deve consultar o Código de Processo Civil ou legislação federal especial. Quanto ao juízo
competente, ela precisará consultar as normas de organização judiciária.
Caso 3: Paulo, residente em Florianópolis, deseja processar uma empresa de transporte rodoviário
sediada em Brasília por danos causados em uma viagem interestadual. Ele está em dúvida sobre qual
foro e juízo competentes para ingressar com a ação.
Resposta: Paulo deve iniciar verificando se a ação pode ser proposta perante a justiça brasileira e se
não se trata de competência originária do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de
Justiça. Como se trata de uma demanda comum, ele deve então verificar se a competência é da
justiça federal ou estadual, de acordo com as normas aplicáveis. Para determinar o foro competente,
Paulo deve consultar o Código de Processo Civil ou legislação federal especial. Quanto ao juízo
competente, ele precisará consultar as normas de organização judiciária.
Modificação de competencia
Caso 1: João, residente em São Paulo, ingressa com uma ação de indenização por danos materiais e
morais contra uma empresa de transporte sediada em Campinas, alegando que teve sua bagagem
extraviada durante uma viagem interestadual de ônibus.
Resposta: Neste caso, a competência para julgar a ação de indenização é relativa, pois depende do
foro de domicílio do réu, de acordo com o artigo 46 do CPC. Como a empresa de transporte está
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foro de domicílio do réu, de acordo com o artigo 46 do CPC. Como a empresa de transporte está
sediada em Campinas, o foro competente é o daquela cidade. No entanto, se o réu não alegar a
incompetência em sede preliminar de contestação, a competência se prorrogará para o juízo de
Campinas.
Caso 2: Maria e Pedro, moradores do Rio de Janeiro, firmam um contrato de prestação de serviços
com uma empresa de consultoria com sede em Brasília, que inclui uma cláusula de eleição de foro
em favor da cidade de São Paulo em caso de litígio.
Resposta: A eleição de foro é uma forma de modificação de competência, conforme o artigo 63 do
CPC. Neste caso, a competência para julgar eventuais demandas relacionadas ao contrato será da
cidade de São Paulo, conforme acordado pelas partes. A cláusula de eleição de foro deve constar de
contrato escrito e aludir expressamente a determinado negócio jurídico, como previsto em lei.
Portanto, em caso de litígio, Maria e Pedro deverão ingressar com a ação na cidade de São Paulo,
conforme estipulado no contrato.
Caso 3: Lucas, morador de Porto Alegre, propõe uma ação de divórcio contra sua esposa, que reside
em Florianópolis. No entanto, ambos têm filhos menores de idade sob sua guarda.
Resposta: De acordo com o artigo 53 do CPC, a competência para a ação de divórcio será do
domicílio do guardião dos filhos menores de idade, que, neste caso, é Lucas, residente em Porto
Alegre. Portanto, a ação de divórcio deverá ser proposta no foro de Porto Alegre, conforme a
competência estabelecida pela lei.
Caso 4: Ana, moradora do Distrito Federal, ingressa com uma ação de reparação de danos contra
uma empresa de cosméticos com sede em São Paulo, alegando reações alérgicas causadas por um
de seus produtos.
Resposta: A competência para julgar a ação de reparação de danos é relativa, conforme o artigo 46
do CPC. Como a empresa de cosméticos está sediada em São Paulo, o foro competente é o daquela
cidade. No entanto, se o réu não alegar a incompetência em sede preliminar de contestação, a
competência se prorrogará para o juízo de São Paulo.
Caso 5: André e Carla, moradores de Belo Horizonte, propõem duas ações distintas contra a mesma
empresa de construção civil sediada em Goiânia. André busca a rescisão de um contrato de compra
e venda de imóvel, enquanto Carla busca indenização por danos materiais decorrentes de vícios na
construção de sua casa.
Resposta: No caso de duas ações distintas propostas contra a mesma empresa, mas com pedidos
diferentes, a reunião dos processos para julgamento conjunto dependerá da existência de conexão
entre elas, conforme o artigo 55 do CPC. Se houver elementos comuns entre as duas demandas,
como o objeto da construção civil e a empresa demandada, é possível requerer a conexão dos
processos para um julgamento conjunto. O juízo competente para julgar ambas as ações será aquele
onde foi ajuizada a primeira ação, conforme entendimento consolidado pelo STJ.
Ação
Caso 1: Maria, residente em Recife, ingressa com uma ação de divórcio contra seu marido João,
alegando abandono do lar e adultério. No entanto, não apresenta nenhum documento
comprobatório das alegações.
Resposta: Neste caso, Maria possui legitimidade ad causam para propor a ação de divórcio, uma vez
que é parte legítima para pleitear o direito almejado. No entanto, o interesse de agir pode ser
questionado, pois a falta de documentos comprobatórios das alegações pode prejudicar a eficácia da
ação. O juiz deve considerar a teoria da asserção, ou seja, considerar as alegações da inicial como
verdadeiras, a menos que sejam contestadas pelo réu. Se não houver provas suficientes para
embasar as alegações de Maria, o juiz pode indeferir a petição inicial por falta de interesse de agir.
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Caso 2: Paulo ajuíza uma ação de indenização por danos morais contra uma empresa de telefonia,
alegando que teve seu nome inscrito indevidamente nos órgãos de proteção ao crédito devido a
uma dívida que não contraiu.
Resposta: Paulo possui legitimidade ad causam para propor a ação, pois é parte legítima para
pleitear a reparação dos danos morais sofridos. Além disso, apresenta interesse de agir, uma vez que
busca uma solução judicial para a situação que o prejudicou. O pedido é determinado, pois Paulo
requer uma indenização por danos morais específica. Quanto à causa de pedir, ele fundamenta sua
ação nos fatos de ter seu nome inscrito indevidamente nos órgãos de proteção ao crédito devido a
uma dívida inexistente.
Caso 3: Ana ajuíza uma ação de cobrança contra uma empresa de transporte público, requerendo o
ressarcimento dos prejuízos materiais decorrentes de um acidente de ônibus em que ela e mais duas
pessoas se envolveram.
Resposta: Ana possui legitimidade ad causam para propor a ação, pois é parte legítima para buscar a
reparação dos prejuízos materiais sofridos no acidente de ônibus. Quanto ao interesse de agir, este
está presente, pois Ana busca uma solução judicial para os danos sofridos. O pedido é determinado,
pois requer o ressarcimento específico dos prejuízos materiais decorrentes do acidente. A causa de
pedir é clara, sendo os fatos relacionados ao acidente de ônibus e os fundamentos jurídicos que
embasam a responsabilidade da empresa de transporte.
Caso 4: Rafael ajuíza uma ação de despejo por falta de pagamento contra seu inquilino, alegando
que este está inadimplente com o aluguel há três meses.
Resposta: Rafael possui legitimidade ad causam para propor a ação de despejo, uma vez que é parte
legítima para requerer a retomada do imóvel de sua propriedade. Quanto ao interesse de agir, este
está presente, pois Rafael busca uma solução judicial para a inadimplência do inquilino. O pedido é
determinado, pois requer o despejo específico do inquilino por falta de pagamento. A causa de pedir
são os fatos relacionados à inadimplência do inquilino com o aluguel e os fundamentos jurídicos que
embasam o direito de Rafael à retomada do imóvel.
Caso 5: Carla ajuíza uma ação de usucapião de um terreno rural, alegando que possui posse mansa e
pacífica do mesmo por mais de 20 anos.
Resposta: Carla possui legitimidade ad causam para propor a ação de usucapião, pois é parte
legítima para pleitear o reconhecimento de seu direito à propriedade do terreno. O interesse de agir
está presente, uma vez que Carla busca uma solução judicial para obter o reconhecimento de sua
posse sobre o terreno. O pedido é determinado, pois requer o reconhecimento específico do direito
de propriedade por meio da usucapião. A causa de pedir são os fatos relacionados à posse mansa e
pacífica do terreno por mais de 20 anos, conforme os fundamentos jurídicos que embasam o direito
à usucapião.
Ação - classificações
Caso 1: Ana move uma ação de cobrança contra seu ex-sócio Pedro, alegando que ele não cumpriu
com sua parte no acordo de dissolução da sociedade, deixando de pagar sua parcela da dívida
assumida pela empresa.
Resposta: Neste caso, Ana está buscando uma tutela condenatória, pois visa obter um título
executivo judicial que a permita cobrar a parte devida por Pedro. O pedido é determinado, pois
requer o pagamento específico da parcela da dívida assumida. Quanto à causa de pedir, são os fatos
relacionados ao não cumprimento do acordo de dissolução da sociedade por parte de Pedro,
embasados nos fundamentos jurídicos que sustentam a obrigação de pagar a dívida assumida pela
empresa.
Caso 2: João ingressa com uma ação declaratória de inexistência de débito contra uma instituição
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Caso 2: João ingressa com uma ação declaratória de inexistência de débito contra uma instituição
financeira, argumentando que nunca contratou o serviço pelo qual está sendo cobrado.
Resposta: João está buscando uma tutela declaratória, pois deseja que o juiz declare a inexistência
do débito que está sendo cobrado pela instituição financeira. O pedido é determinado, pois requer a
declaração específica da inexistência do débito. Quanto à causa de pedir, são os fatos relacionados à
cobrança indevida por parte da instituição financeira, embasados nos fundamentos jurídicos que
sustentam a ausência de contrato entre João e a instituição.
Caso 3: Maria move uma ação de divórcio litigioso contra seu esposo Carlos, alegando infidelidade
conjugal e abandono do lar por parte dele.
Resposta: Maria está buscando uma tutela constitutiva, pois deseja que o juiz constitua o divórcio
entre ela e Carlos, desfazendo o vínculo matrimonial. O pedido é determinado, pois requer a
constituição específica do divórcio. Quanto à causa de pedir, são os fatos relacionados à infidelidade
conjugal e ao abandono do lar por parte de Carlos, embasados nos fundamentos jurídicos que
sustentam a dissolução do casamento.
Caso 4: Paulo ingressa com uma ação de execução de título extrajudicial contra seu devedor, que
deixou de pagar uma dívida assumida em um contrato de empréstimo.
Resposta: Paulo está buscando uma tutela executiva, pois deseja que o juiz execute o título
extrajudicial referente à dívida não paga pelo devedor. O pedido é determinado, pois requer a
execução específica do título extrajudicial. Quanto à causa de pedir, são os fatos relacionados ao não
pagamento da dívida assumida pelo devedor, embasados nos fundamentos jurídicos que sustentam
a exigibilidade do título executivo.
Direito de defesa - processo - processo e ação
Caso 1: João é citado em uma ação de cobrança movida por Ana. Ao analisar os documentos
apresentados, João percebe que a dívida já prescreveu, ou seja, o prazo para cobrança judicial
expirou. Ele decide apresentar uma exceção de prescrição, alegando que a pretensão de Ana está
fora do prazo legal.
Resposta: João está exercendo seu direito de defesa através de uma exceção de prescrição, que se
enquadra no sentido amplo de defesa. Ele está impugnando a pretensão de Ana, argumentando que
a dívida cobrada já está prescrita. Essa defesa é de ordem pública, pois diz respeito ao interesse do
judiciário em não permitir a cobrança de dívidas prescritas. Por se tratar de uma defesa de ordem
pública, pode ser reconhecida de ofício pelo juiz e não preclui, podendo ser alegada em qualquer
momento do processo.
Caso 2: Maria é citada em uma ação de divórcio proposta por seu esposo João. Ao apresentar sua
contestação, Maria alega que o juiz que está conduzindo o processo é incompetente para julgar o
caso, pois não é o juiz natural da vara de família. Ela apresenta uma exceção de incompetência
relativa.
Resposta: Maria está exercendo seu direito de defesa através de uma exceção de incompetência
relativa, que se enquadra no sentido estrito de defesa. Ela está impugnando a pretensão de João,
argumentando que o juiz que está conduzindo o processo não é o juiz natural da vara de família e,
portanto, é incompetente para julgar o caso. Essa defesa não é de ordem pública, pois diz respeito
ao interesse exclusivo de Maria. Por não ser uma defesa de ordem pública, não pode ser
reconhecida de ofício pelo juiz e preclui se não for alegada na primeira oportunidade.
Caso 3: Pedro é réu em uma ação de reparação de danos movida por Carlos. Em sua contestação,
Pedro alega que o juiz que está conduzindo o processo é suspeito para julgar o caso, pois possui
relação de amizade íntima com Carlos. Ele apresenta uma exceção de suspeição do juiz.
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Resposta: Pedro está exercendo seu direito de defesa através de uma exceção de suspeição do juiz,
que se enquadra no sentido estrito de defesa. Ele está impugnando a pretensão de Carlos,
argumentando que o juiz que está conduzindo o processo possui relação de amizade íntima com o
autor e, portanto, é suspeito para julgar o caso. Essa defesa não é de ordem pública, pois diz
respeito ao interesse exclusivo de Pedro. Por não ser uma defesa de ordem pública, não pode ser
reconhecida de ofício pelo juiz e preclui se não for alegada na primeira oportunidade.
Caso 4: Ana é ré em uma ação de cobrança movida por João. Ao analisar os documentos
apresentados, Ana percebe que João não possui legitimidade para propor a ação em nome próprio.
Ela apresenta uma exceção de ilegitimidade ativa ad causam.
Resposta: Ana está exercendo seu direito de defesa através de uma exceção de ilegitimidade ativa
ad causam, que se enquadra no sentido amplo de defesa. Ela está impugnando a pretensão de João,
argumentando que ele não possui legitimidade para propor a ação em nome próprio. Essa defesa é
de ordem pública, pois diz respeito ao interesse do judiciário em garantir que apenas aqueles que
têm legitimidade possam propor ações. Por se tratar de uma defesa de ordem pública, pode ser
reconhecida de ofício pelo juiz e não preclui, podendo ser alegada em qualquer momento do
processo.
Caso 5: João é réu em uma ação de indenização por danos morais movida por Maria. Em sua
contestação, João alega que o juiz que está conduzindo o processo é parcial, pois já emitiu opiniões
públicas favoráveis à causa de Maria. Ele apresenta uma exceção de suspeição do juiz.
Resposta: João está exercendo seu direito de defesa através de uma exceção de suspeição do juiz,
que se enquadra no sentido estrito de defesa. Ele está impugnando a pretensão de Maria,
argumentando que o juiz que está conduzindo o processo é parcial e, portanto, suspeito para julgar
o caso. Essa defesa não é de ordem pública, pois diz respeito ao interesse exclusivo de João. Por não
ser uma defesa de ordem pública, não pode ser reconhecida de ofício pelo juiz e preclui se não for
alegada na primeira oportunidade.
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