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Guia de Ensino Religioso e Transcendência

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Fernanda
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
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O Ensino Religioso Unidade Integrada Santa

na redescoberta doRosa
"Eu sou a Luz do mundo; quemtranscendental
me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a Luz
da Vida." - João 8,12
Guia de Estudo de Ensino Religioso
Ensino Religioso – Org. Prof. Wellington Pereira da Silva

SILVA, Wellington Pereira da (Org.). O Ensino


Religioso na redescoberta do
transcendental: 2015. Disponível em:
<wellingtonsilva49.blogspot.com.br>. Acesso em:
23 abr. 2015.

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Ensino Religioso – Org. Prof. Wellington Pereira da Silva

APRESENTAÇÃO

Caros alunos(as), O Ensino Religioso na redescoberta do transcendental, visa a busca de


“Deus, infinitamente Perfeito e Bem-aventurado em si mesmo, em um desígnio de pura
bondade, criou livremente o homem para fazê-lo participar de sua vida bem-aventurada. Eis
porque, desde sempre e em todo lugar, está perto do homem. Chama-o e ajuda-o a procurá-
lo, a conhecê-lo e a amá-lo com todas as suas forças. Convoca todos os homens, dispersos
pelo pecado, para a unidade de sua família, a Igreja. Faz isto por meio do Filho, que enviou
como Redentor e Salvador quando os tempos se cumpriram. Nele e por Ele, chama os
homens a se tornarem, no Espírito Santo, seus filhos adotivos, e portanto os herdeiros de
sua vida bem-aventurada. (Catecismo da Igreja Católica nº 1.)

Com isso, o Ensino Religioso, uma das áreas de conhecimento sobre o fenômeno
religioso, o qual estuda as diversas tradições e culturas religiosas. Pode ainda o Ensino
Religioso ser um espaço de reflexão dos valores humanos, entretanto tais temas não são
apenas de responsabilidade do Ensino Religioso e sim de todas as disciplinas. A inter e
transdisciplinaridade podem e devem ocorrer na escola, mas com todas as disciplinas e não
apenas com o Ensino Religioso.

Portanto, espero, ao longo dos nossos estudos podermos conhecer cada vez mais a
existência de Deus em nossa vida como criatura e criador de todas as coisa, possibilitando a
redescoberta do senso religioso sem proselitismo, para a compreensão e a essência de nos
colocarmos sempre na Sua presença e, assim como fizeram os primeiros profetas, ABRAÃO:
“O Senhor disse a Abraão: Deixa tua terra, tua família e a casa de teu pai e vai para a terra
que eu te mostrar. Farei de ti uma grande nação; eu te abençoarei e exaltarei o teu nome, e
tu serás uma fonte de bênçãos. Abençoarei aqueles que te abençoarem, e amaldiçoarei
aqueles que te amaldiçoarem; todas as famílias da terra serão benditas em ti. Abrão partiu
como o Senhor lhe tinha dito, e Lot foi com ele. Abrão tinha setenta e cinco anos, quando
partiu de Harã” (Gn 12,1-3). SAMUEL “Veio o Senhor pôs-se junto dele e chamou-o como
das outras vezes: Samuel! Samuel! Falai, respondeu o menino; vosso servo escuta! (I Sm
3,10). ISAÍAS: “Ouvi então a voz do Senhor que dizia: Quem enviarei eu? E quem irá por
nós? Eis-me aqui, disse eu, enviai-me” (Is 6,8), (Biblia Online, s.d.) Para fazermos sempre a
vontade daquele que nos criou com e por amor.

A todos(as) bons estudos e fiquem com Deus.

Wellington Pereira da Silva

Graduando do Curso de Letras: Português/Espanhol

Agente de Pastoral e Missão/Teologia

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Ensino Religioso – Org. Prof. Wellington Pereira da Silva

Professor de Ensino Religioso

Sumário

APRESENTAÇÃO ......................................................................................................................
.............................................................. 4

RELIGIÃO .......................................................................................................................... 6

O QUE É RELIGIÃO........................................................................................................... 7

VISÃO DOS CIENTISTAS SOBRE AS RELIGIÕES – RITOS..............................................7

SIMBOLOS......................................................................................................................... 7

RITOS................................................................................................................................ 8

1.1. RITOS E RITUAIS...................................................................................................... 8

1.2. DIFERENÇA ENTRE RITO E RITUAL.........................................................................8

1.3. RITOS E RITUAIS...................................................................................................... 8

PAZ.................................................................................................................................... 9

TIPOS DE PAZ................................................................................................................... 9

FAMILIA E RELIGIÃO...................................................................................................... 10

SENTIDO DA VIDA.......................................................................................................... 11

ANTIGUIDADE E IDADE MÉDIA.....................................................................................11

RESPOSTAS DAS RELIGIÕES..............................................................................................12

BUDISMO........................................................................................................................ 12

HINDUÍSMO.................................................................................................................... 12

JUDAÍSMO....................................................................................................................... 13

CRISTIANISMO............................................................................................................... 13

Cultura Racional ........................................................................................................... 13

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FÉ, A LUZ DO MUNDO................................................................................................... 13

CONTEXTO RELIGIOSO.................................................................................................. 14

FÉ EM DEUS.................................................................................................................... 15

JUDAÍSMO....................................................................................................................... 16

NA TANAKH..................................................................................................................... 16

CRISTIANISMO............................................................................................................... 16

NOVO TESTAMENTO...................................................................................................... 17

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA................................................................................17

CATECISMO DE WESTMINSTER....................................................................................17

PCNER – 5 EIXOS TEMÁTICOS: 1 - CULTURAS E TRADIÇÕES RELIGIOSAS..............17

CULTURAS E TRADIÇÕES RELIGIOSAS.........................................................................18

DIVERSIDADE CULTURAL E RELIGIOSA NO BRASIL...................................................18

O QUE É TRADIÇÃO?......................................................................................................... 18

TRADIÇÃO RELIGIOSA....................................................................................................... 19

HINDUÍSMO.................................................................................................................... 19

BUDISMO........................................................................................................................ 20

TAOÍSMO......................................................................................................................... 20

JUDAÍSMO....................................................................................................................... 21

CRISTIANISMO............................................................................................................... 22

ISLAMISMO..................................................................................................................... 23

PCNER: 2 - TEXTOS SAGRADOS: ORAIS E ESCRITOS................................................24

AS PRINCIPAIS ESCRITURAS SAGRADAS....................................................................24

VIDA APÓS A MORTE..................................................................................................... 32

1.1. TIPOS DE VIDA APÓS A MORTE...................................................................................32

1.2. VIDA APÓS A MORTE EM DIFERENTES MODELOS METAFÍSICOS..................................32

1.3. VIDA APÓS A MORTE EM ANTIGAS RELIGIÕES............................................................33

O TRANSCENDENTE....................................................................................................... 35

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A VIDA EM COMUNIDADE
...................................................................................................................................................
.......... 36

AS COMUNIDADES CRISTÃS
...................................................................................................................................................
...... 36

VIVER EM COMUNIDADE HOJE


...................................................................................................................................................
36

REFERÊNCIAS................................................................................................................. 38

RELIGIÃO é um termo que nasceu com a língua latina, podendo ter três
interpretações diferentes:

 "re-legio" = "re-ler", um significado atribuído por Cícero para


descrever a repetição de escrituras.

 "re-ligio" = "re-ligar", o que poderia significar a tentativa


humana de "religar-se": a suas origens, a seu(s) criador(es), a
seu passado.

 "re-ligio" = "re-atar", (no sentido de "prender", não de "conectar"), significando


uma restrição de possibilidades.

Independente da origem, o termo é adotado para designar qualquer conjunto de


crenças e valores que compõem a fé de determinada pessoa ou conjunto de
pessoas. Cada religião inspira certas normas e motiva certas práticas. Os símbolos
tem o significado de representação. Na religião há diversos símbolos.'

Religião (especulam-se várias origens etimológicas.1 Detalhes na seção etimologia)


é um conjunto de sistemas culturais e de crenças, além de visões de mundo, que
estabelece os símbolos que relacionam a humanidade com a espiritualidade e seus
próprios valores morais. Muitas religiões têm narrativas, símbolos, tradições e
histórias sagradas que se destinam a dar sentido à vida ou explicar a sua origem e
do universo. As religiões tendem a derivar a moralidade, a ética, as leis
religiosas ou um estilo de vida preferido de suas ideias sobre o cosmos e a natureza
humana.

A palavra religião é muitas vezes usada como sinônimo de fé ou sistema de crença,


mas a religião difere da crença privada na medida em que tem um aspecto público.
A maioria das religiões têm comportamentos organizados,
incluindo hierarquias clericais, uma definição do que constitui a adesão ou filiação,
congregações de leigos, reuniões regulares ou serviços para fins de veneração ou
adoração de uma divindade ou para a oração, lugares (naturais ou arquitetônicos)
e/ou escrituras sagradas para seus praticantes. A prática de uma religião pode

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também incluir sermões, comemoração das atividades de um deus ou deuses,


sacrifícios, festivais, festas, transe, iniciações, serviços funerários, serviços
matrimoniais, meditação, música, arte, dança, ou outros aspectos religiosos
da cultura humana.

O desenvolvimento da religião assumiu diferentes formas em diferentes culturas.


Algumas religiões colocam a tônica na crença, enquanto outras enfatizam a prática.
Algumas religiões focam na experiência religiosa subjetiva do indivíduo, enquanto
outras consideram as atividades da comunidade religiosa como mais importantes.
Algumas religiões afirmam serem universais, acreditando que suas leis
e cosmologia são válidas ou obrigatórias para todas as pessoas, enquanto outras se
destinam a serem praticadas apenas por um grupo bem definido ou localizado. Em
muitos lugares, a religião tem sido associada com instituições públicas, como
educação, hospitais, família, governo e hierarquias políticas.

Alguns acadêmicos que estudam o assunto têm dividido as religiões em três


categorias amplas: religiões mundiais, um termo que se refere à crenças
transculturais e internacionais; religiões indígenas, que se refere a grupos religiosos
menores, oriundos de uma cultura ou nação específica; e o novo movimento
religioso, que refere-se a crenças recentemente desenvolvidas. Uma teoria
acadêmica moderna sobre a religião, o construtivismo social, diz que a religião é um
conceito moderno que sugere que toda a prática espiritual e adoração segue um
modelo semelhante ao das religiões abraâmicas, como um sistema de orientação
que ajuda a interpretar a realidade e definir os seres humanos e, assim, a religião,
como um conceito, tem sido aplicado de forma inadequada para culturas não-
ocidentais que não são baseadas em tais sistemas ou em que estes sistemas são
uma construção substancialmente mais simples.

O QUE É RELIGIÃO

O termo “religião” de uma certa forma representa uma atitude de um


relacionamento entre o homem e o Absoluto, Sagrado, Transcendente ou Divino.

Podemos enfocá-la etimologicamente, historicamente, fenomenologicamente, do


ponto de vista da Psicologia, Sociologia, Filosofia, Teologia, Antropologia, entre
outras ciências.

Em cada uma existem diferentes enfoques de acordo com o posicionamento dos


autores nas mais diversas épocas da história.

 A ideia de religião vem-nos de Roma, onde o termo religio se impôs


em todas as línguas;

 O vocábulo - quer se torne de religere ou de religare, conduz ao


divino;

 Que apresenta o termo surgido em Roma por Cícero e Lucrécio.

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 Para Cícero, a religião seria o respeito que o indivíduo sente no mais


íntimo do seu ser pelo divino, respeito que se manifesta na participação nos
ritos sociais.

Para Lucrécio, ao contrário, a religião seria um sistemas de ameaças e promessas


que só fomentam o fundo tenebroso da natureza humana. Daí a sua inutilidade e a
sua recusa. [...] (Santidrián 1996, p. 411).

VISÃO DOS CIENTISTAS SOBRE AS RELIGIÕES – RITOS

 Segundo os cientistas da religião, os seres humanos criaram as tradições


religiosas e as sistematizaram para cultuarem o sagrado, na tentativa de explicar
o mundo por uma visão diferente da científica.

 Todas as religiões buscam a sua verdade, sejam elas tradicionais ou não, com
escritos sagrados, orais ou místicos. Enfim, todas são conferidas pelas diversas
formas de buscar a sua verdade e cultuar o “Sagrado”.

 Segundo Eliade (2001.p.17): “O homem toma conhecimento do sagrado porque


este se manifesta, se mostra como algo absolutamente diferente do profano”.

SIMBOLOS

Símbolos: são sinais indicativos que atingem a fantasia do ser levando-o à


compreensão de alguma coisa.

RITOS

 É a série de práticas celebrativas das tradições religiosas que formam um


conjunto de:

 Rituais que podem ser agrupados em três categorias principais:

 Os propiciatórios;

 Os divinatórios;

 Os de mistérios.

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1.1. RITOS E RITUAIS

 O termo Rito tem vários sentidos. Rito é totalmente diferente de ritual.

 No sentido mais geral, um rito é uma sucessão de palavras, gestos e atos que,
repetidas, compõem um ato civil ou uma cerimônia religiosa.

 É um conjunto de atividades organizadas, no qual as pessoas se expressam por


meio de gestos, símbolos, linguagem e comportamento, transmitindo um
sentido coerente ao ritual.

 Rito é aquilo que você faz todo dia;

 A palavra "rito" pode também designar tipo de velocidade no ritual de processo


jurídico.

 Rito pode significar também um conjunto de fórmulas que caracterizam certa


tradição religiosa.

1.2. DIFERENÇA ENTRE RITO E RITUAL

 Rito é realmente como uma lei. É um conjunto de preceitos e obrigações gerais


que produz efeitos sobre aqueles que estão sob seu alcance.

 Reflete princípios que o orientam, possui elementos históricos, além de buscar


um objetivo específico.

 Ritual é como uma instrução normativa, um manual de procedimentos que


determina e regulamenta como essa lei deve ser praticada e observada.

 É o manual de procedimentos que determina a prática do Rito, o qual pode ter


vários rituais. E sem os rituais, não há como praticar o Rito.

 O Rito está morto.

1.3. RITOS E RITUAIS

 Ritos de iniciação,

 Ritos de consagração,

 Ritos de passagem,

 Ritos de exclusão e outros.

 O batismo, a festa de quinze anos, o noivado, o casamento, a formatura,


preceitos, normas, regras de etiqueta, por exemplo, são alguns dos ritos e rituais
da sociedade.

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 Apesar de seguir um padrão, o rito não é mecanizado, pois pode atualizar


um mito e, assim, segue ensinamentos ancestrais e sagrados.

 Durkheim afirma que: “A iniciação é uma longa série de cerimônias que têm por
objetivo introduzir o jovem na vida religiosa: ele sai, pela primeira vez do mundo
puramente profano, onde passou a sua primeira infância, para entrar no âmbito
das coisas sagradas.” (1989, p. 70-71)

 Ritos e rituais podem servir, de modo positivo, para a afirmação da identidade


de um grupo, como acontece com os rituais indígenas, preservados como marca
identitária.

 Mas também podem mascarar as relações sociais, ratificar, reiterar, reafirmar


práticas de dominação e de autoritarismo presentes na sociedade como um todo.

PAZ

A Paz é geralmente definida como um estado


de calma ou tranquilidade, uma ausência de perturbações e agitação.
Derivada do latim Pacem = Absentia Belli, pode referir-se à ausência
de violência ou guerra. Neste sentido, a paz entre nações e dentro
delas, é o objetivo assumido de muitas organizações, designadamente a ONU.

No plano pessoal, paz designa um estado de espírito isento de ira, desconfiança e


de um modo geral todos os sentimentos negativos. Assim, ela é desejada por cada
pessoa para si próprio e, eventualmente, para os outros, ao ponto de se ter tornado
uma frequente saudação (que a paz esteja contigo) e um objetivo de vida. A paz é
mundialmente representada pelo pombo e pela bandeira branca.

TIPOS DE PAZ

 Paz Eterna: conceito elaborado pelo filósofo Immanuel Kant, inspirado nos
ideais da Revolução Francesa. Designa um estado de paz mundial, obtido através
de uma "república" única, capaz de representar as aspirações naturalmente
pacíficas de todos os povos e indivíduos. Como o próprio filósofo esclarece, o
termo é derivado de uma piada, onde a inscrição "Paz Eterna" é usada como
legenda na ilustração de um túmulo.

 Paz pela Lei: lema da Organização do Tratado do Atlântico Norte, baseia-se na


ideia de Kant e sugere que a paz deva ser obtida através de legislação em
assuntos internacionais, capaz de regulamentar as relações diplomáticas, os
conflitos de interesse, etc.

 Paz pela força: obtida quando um indivíduo, instituição ou Estado é fortalecido


de tal forma, que toda tentativa de subversão do status quo é desestimulada. Em
inglês original, peace through strength.

 Paz de terror: ocorre quando nações são capazes de causar destruição total
umas às outras através de artefatos bélicos poderosos (bombas atômicas, por

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exemplo). A posse de tais arsenais desestimula as agressões mútuas. Conceito


sugerido pelo estudioso Raymond Aron em seu livro "Peace and War Among
Nations".

FAMILIA E RELIGIÃO

A Família é a célula mater da sociedade. O núcleo familiar é o primeiro grupo social


do qual participamos e recebemos, não somente herança genética ou material, mas
principalmente moral. Nossa formação de caráter depende, fundamentalmente, do
exemplo ou modelo familiar que temos na formação de nossa personalidade.
Segundo os psicólogos deterministas a formação da personalidade do indivíduo
ocorre em sua fase infantil. Precisamos entender que existem desvios de
comportamento causados por influências sociais (meio social, meios de
comunicações, grupos sociais etc.) e crises existenciais que podem fazer o
indivíduo, em determinada fase de sua vida ao fazer opções pessoais que ignoram
totalmente todo tipo de informação ou exemplo familiar, e em geral estes desvios
são terríveis, social e emocionalmente falando.

O ensino religioso na família tem um papel importantíssimo na formação do


indivíduo, ou melhor, na formação da pessoa como um todo. Venho de uma
tendência batista puritana, portanto, minha tese se reveste desta influência (entre
tios e primos somos 11 pastores batista na família). Minha tese é que o ensino
religioso na família produz a possibilidade do indivíduo estruturar-se de tal maneira
que cria como objetivo básico o bem-estar pessoal e familiar através de uma vida
regrada, saudável e estruturada.

Vejamos alguns dos benefícios que o Ensino Religioso, pode produzir no indivíduo e
na sociedade, seja este ensino católico, protestante, judaico, islâmico etc., desde
que haja seriedade e coerência familiar:

A Espiritualidade - A prática do culto doméstico (evangélicos), as novenas


(católicos), o estudo da Torah (Judeus) dentre outras práticas domésticas do ensino
religioso promovem a espiritualidade no lar. Vivemos em um mundo globalizado,
onde a individualidade, o materialismo-consumista tem ocupado a primazia no
ambiente familiar, portanto valores espirituais são importantes na vida familiar.

A Moralidade - Precisamos definir primeiramente a diferença entre moralismo e


moralidade. Moralidade são princípios morais e Moralismo é o legalismo desses
princípios. O comportamento moral tem tudo a ver com a conduta religiosa da
família. O apelo à sensualidade é muito grande. Os jovens são instruídos pela mídia
a usar a camisinha, em uma atitude amoral, pois toda a cristandade baseia-se no
casamento como sendo uma manifestação da graça divina como propósito para o
homem e mulher (fica isto bem definido em Gênesis, livro sagrado para católicos,
protestantes e judeus).

A Fraternidade - O amor fraternal é o fundamento religioso na maioria das


religiões, sejam elas cristãs ou não-cristãs (personalistas ou animistas). A
identidade de que todos partimos de uma mesma origem divina nos irmana.

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A Solidariedade - O princípio básico religioso é a questão do amor ao próximo e


atendimento aos mais necessitados. A solidariedade, tendo a opção pelos pobres,
não é privilégio da Teologia da libertação, ou de campanhas Governamentais ou de
ONGs.

A Intelectualidade - A leitura diária do livro sagrado (Bíblia Sagrada, A bíblia


segundo Allan Kardec, Alcorão etc.), promove o ambiente de intelectualidade e
interesse pelas diversas formas de leitura.

A Musicalidade - A música é a linguagem universal, e que na realidade é um dos


excelentes meios pela qual a religiosidade se expressa. Dizem que quem canta, ora
duas vezes.

A Sociabilidade - A prática de princípios litúrgicos, bem como o cumprimento das


atividades eclesiásticas, promovem no religioso um maior desenvolvimento de
expressão de liderança e facilidade de comunicação.

A Prosperidade - A religiosidade sendo expressa na família estabelece princípios e


objetivos do clã, oferecendo-lhe uma melhor forma de administração, bem como
definição de objetivos. Precisamos tomar muito cuidado por conta de várias
teologias que têm aparecido por aí, principalmente na tal "Teologia da
Prosperidade", pensamento este que estabelece as bênçãos divinas como sinal
material de prosperidade na vida do indivíduo.

A Transcendentalidade - O ensino religioso na família permite ao indivíduo a


enxergar além deste momento imediato, mas levando-o a uma dimensão que
somente o divino pode oferecer, ou seja, a transcendentalidade.

A Humanidade - Nada torna mais o homem ser humano do que a sua própria
religiosidade, e, paradoxalmente, nada torna o homem mais divino que a expressão
desta religiosidade. A religiosidade popular é uma manifestação bem clara disto,
quando o homem em tentativa de manipulação do sagrado aproxima-se do "santo",
agora pelo profano, não mais pelo sacerdócio institucionalizado. Esta tensão é
extremamente vivida na religiosidade familiar, onde a estrutura institucional é o
suporte, porém, o que vale na prática é a relação sagrado-profano.

A religiosidade familiar é importantíssima na formação de todo e qualquer ser


humano. O maior perigo que a família moderna enfrenta é a "pós-modernidade",
mas sobre isto veremos no próximo artigo: Os perigos da globalização.

"Instrui o menino no caminho que ele deve andar, que até quando envelhecer não
se desviará dele". Prov. 22,6

SENTIDO DA VIDA

O sentido da vida constitui um questionamento filosófico acerca do propósito e


significado da existência humana. Segundo P. Tiedemann, ela demarca então a
"interpretação do relacionamento entre o ser humano e seu mundo".

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Há uma quantidade inumerável de possíveis respostas para "o sentido da vida",


frequentemente relacionadas ou com a religião ou com a filosofia. Opiniões sobre o
sentido da vida podem por si próprias se distinguir de pessoa para pessoa, bem
como também podem variar no decorrer da vida de cada ser humano. No entanto,
de uma forma mais ampla, não existe consenso sobre tal.

ANTIGUIDADE E IDADE MÉDIA

O sentido da vida na filosofia antiga consiste principalmente da aquisição da


felicidade (eudaimonia). Esta era comumente considerada a característica mais
elevada e mais desejada. Neste contexto, as diferenças entre as escolas filosóficas
resultam das diferentes concepções sobre a felicidade e como cada qual acreditava
que ela pudesse ser atingida.

Após Platão, a alma imortal humana consistia de três partes: a razão, a coragem e
os instintos. Apenas se essas três partes estivessem em equilíbrio e não se
contradissessem mutuamente, o ser humano poderia ser feliz.

Aristóteles, filósofo da Grécia antiga, não julgava a felicidade como uma condição
estática, mas sim uma constante ativa da alma. A felicidade humana perfeita só
poderia ser encontrada na contemplação da vida (bios theoretikos), isto é,
no filósofo e/ou no pesquisador científico.

O estoicismo derrubou a virtude em posição da felicidade. Só aqueles que vivem


em uníssono com a ordem do cosmo, livre de emoções, desejos e paixões e seja
indiferentemente perante ao próprio destino, alcançaria o estado final "apatia". Esta
insensibilidade perante os acontecimentos da vida, a "paz estóica", significava a
verdadeira felicidade.

Por outro lado para Epícuro, o sentido da vida jaz no desejo. Condições prévias de
felicidade eram a superação do medo e da dor. Recomendava-se ainda a isolação
da vida pública resguardando-se apenas a um pequeno círculo de amigos.

A Idade Média foi finalmente o tempo no qual o Cristianismo dominou na Europa,


detendo o monopólio de todo o sentido oferecido àquele tempo. Na Baixa Idade
Média, a ênfase do sentido transferiu-se do pessoal ao coletivo, na
sucessão pessoal de Cristo e a união mística com Deus que já havia sido procurada.
Assim, com a declaração da vida eterna, o significado da vida na visão da Idade
Média estava na máxima e eterna comunhão com Deus.

RESPOSTAS DAS RELIGIÕES

As diferentes religiões dão diferentes respostas para a questão sobre o sentido da


vida. As seções abaixo descrevem sucintamente a visão de cada religião.

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BUDISMO

No Budismo, é dito claramente que o objetivo da vida para todos os seres humanos
é único. Sofremos (também) por causa das paixões mundanas, mas a causa maior
de todo o nosso sofrimento é por não saber o que ocorrerá após a morte. Resolvida
essa questão, pode-se atingir a Felicidade Absoluta, que não depende de fatores
externos para existir (a maioria dos seres humanos só conhece felicidades relativas,
que somente existem por comparação. Por exemplo: "eu sou feliz porque tenho
mais dinheiro que fulano, ou porque tenho mais dinheiro agora do que antes"). Tal
Felicidade Absoluta é, de fato, o verdadeiro objetivo da vida (quaisquer outros
supostos objetivos - sucesso, dinheiro, diversão, etc. - são, na verdade, metas, mas
não o objetivo final). Esse objetivo precisa ser atingido em vida. Por meio da Lei da
Causa e Efeito (um princípio fundamental e imutável do Universo, válido em
qualquer lugar e em qualquer época, que diz que: boas ações levam a boas
consequências; más ações levam a infelicidades; e somente as ações que uma
pessoa comete são responsáveis por todo e qualquer destino que ela tiver),
também conhecida como lei cármica, uma pessoa consegue, ao praticar o bem e
ouvindo o Budismo, se aproximar da Felicidade Absoluta. 1

HINDUÍSMO

O Hinduísmo abrange diferentes denominações religiosas, sem um ser criador


comum ou escritura sagrada universal. As opiniões filosóficas individuais têm
conceitos parcialmente diferentes em relação ao ensino da vida, morte e libertação.
Os conceitos relacionados ao sentido da vida são da mesma maneira diferentes.
Para muitos, significa uma vida após o tradicional "quatro objetivos da vida", isto
é, Artha (poder), Kama (desejo), Dharma (harmonia moral) e finalmente como
última meta, o Moksha (a libertação). Para os partidários dos ensinamentos de
Advaita-Lehre, Moksha significa elevação a "consciência cósmica" no brâmane. Para
os defensores do Dvaita-Lehre, o Bhakti possui um estado central, e a libertação
significa comunhão eterna e paz com Deus.

JUDAÍSMO

A religião judaica baseia-se nas tradições religiosas de judeus e escolhidas por


Deus.

O sentido da vida no Judaísmo consiste na observância das leis divinas, i. e., na


reverência perante a Deus e sua vontade. As leis e ordens divinas estão reunidas
na Tanakh, além da Talmud e Midrash.

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CRISTIANISMO

Anjos guiando as almas no pós vida

O Cristianismo fundamenta-se no conjunto de ensinamentos de Jesus de Nazaré. De


acordo com a tradição, Ele era o filho de um carpinteiro judeu. Como o filho de Deus
e messias, Ele anunciou a vinda de reino de Deus e salvou as pessoas do pecado
original com a sua morte na cruz e a sua ressurreição.

O sentido da vida no Cristianismo baseia-se na comunhão com Deus na vida, bem


como após a morte. Confissão e o arrependimento são pré-requisitos para tal, assim
como a libertação dos pecados através de Jesus Cristo, como é descrito na Bíblia.

Cultura Racional - O sentido da vida é se conhecer e saber que é um animal


Racional, SOFREDOR E MORTAL.
FÉ, A LUZ DO MUNDO

Fé (do Latim fides, fidelidade e do Grego πίστη pistia ) é a adesão absoluta a


uma hipótese, a qual a pessoa que tem fé, passa a considera-la como sendo
uma verdade , sem qualquer tipo de prova ou critério objetivo de verificação, pela
absoluta confiança que se deposita nesta ideia ou fonte de transmissão.

A fé acompanha absoluta abstinência à dúvida pelo antagonismo inerente à


natureza destes fenômenos psicológicos e lógica conceitual. Ou seja, é impossível
duvidar e ter fé ao mesmo tempo. A expressão se relaciona semanticamente com
os verbos crer, acreditar, confiar e apostar, embora estes três últimos não
necessariamente exprimam o sentimento de fé, posto que podem embutir dúvida
parcial como reconhecimento de um possível engano. A relação da fé com os outros
verbos, consiste em nutrir um sentimento de afeição, ou até mesmo amor, por
uma hipótese a qual se acredita, ou confia, ou aposta ser verdade.3 Portanto se uma
pessoa acredita, confia ou aposta em algo, não significa necessariamente que ela
tenha fé. Diante dessas considerações, embora não se observe oposição entre
crença e racionalidade, como muitos parecem pensar, deve-se atentar para o fato
de que tal oposição é real no caso da fé, principalmente no que diz respeito às suas
implicações no processo de aquisição de conhecimento, que pode ser resumidas à

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oposição direta à dúvida e ao importante papel que essa última desempenha na


aprendizagem.

É possível nutrir um sentimento de fé em relação a um pessoa,


um objeto inanimado, uma ideologia, um pensamento filosófico, um sistema
qualquer, um conjunto de regras, um paradigma popular social e historicamente
instituído, uma base de propostas ou dogmas de uma determinada religião. Tal
sentimento não se sustenta em evidências, provas ou entendimento racional (ainda
que este último critério seja amplamente discutido dentro da epistemologia e possa
se refletir em sofismos ou falácias que o justifiquem de modo ilusório) e, portanto,
alegações baseadas em fé não são reconhecidas pela comunidade científica como
parâmetro legítimo de reconhecimento ou avaliação da verdade de um postulado. É
geralmente associada a experiências pessoais e herança cultural podendo ser
compartilhada com outros através de relatos, principalmente (mas não
exclusivamente) no contexto religioso, e usada frequentemente como justificativa
para a própria crença em que se tem fé, o que caracteriza raciocínio circular.

A fé se manifesta de várias maneiras e pode estar vinculada a questões emocionais


(tais como reconforto em momentos de aflição desprovidos de sinais de futura
melhora, relacionando-se com esperança) e a motivos considerados moralmente
nobres ou estritamente pessoais e egoístas. Pode estar direcionada a alguma razão
específica (que a justifique) ou mesmo existir sem razão definida. E, como
mencionado anteriormente, também não carece absolutamente de qualquer tipo
de argumento racional.

CONTEXTO RELIGIOSO

Triunfo da Fé sobre a Idolatria. Jean-Baptiste Théodon (1646–1713)

No contexto religioso, "fé" tem muitos significados. Às vezes quer dizer lealdade a
determinada religião. Nesse sentido, podemos, por exemplo, falar da "fé cristã" ou
da "fé islâmica".

Para religiões que se baseiam em crenças, a fé também quer dizer que alguém
aceita as visões dessa religião como verdadeiras. Para religiões que não se baseiam
em credos, por outro lado, significa que alguém é leal para com uma determinada
comunidade religiosa. A teologia católica define a fé como uma adesão da

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inteligência à verdade revelada por Jesus Cristo, conservada e transmitida aos


homens pelo Magistério da Igreja.4

Algumas vezes, fé significa compromisso numa relação com Deus. Nesse caso, a
palavra é usada no sentido de fidelidade. Tal compromisso não precisa ser cego ou
submisso e pode ser baseado em evidências de carácter pessoal. Outras vezes esse
compromisso pode ser forçado, ou seja, imposto por uma determinada comunidade
ou pela família do indivíduo, por exemplo.

Para muitos judeus, por exemplo, o Talmud mostra um compromisso cauteloso entre
Deus e os israelitas. Para muitas pessoas, a fé, ou falta dela, é uma parte
importante das suas identidades.

Muitos religiosos racionalistas, assim como pessoas não-religiosas, criticam a fé,


apontando-a como irracional. Para eles, o credo deve ser restrito ao que é
diretamente demonstrado por lógica ou evidência, tornando inapropriado o uso da
fé como um bom guia. Apesar das críticas, seu uso como justificativa é bastante
comum em discussões religiosas, principalmente quando o crente esgota todas as
explicações racionais para sustentar a sua crença. Nesse sentido, geralmente as
pessoas racionais acabam aceitando-a como justificativa válida e honrosa,
provavelmente devido ao uso da palavra ser bastante impreciso, e geralmente
associado a uma boa atitude ou qualidade positiva. A atitude também não é
incomum entre alguns cientistas, com destaque para os teístas; embora a ciência,
ao menos como estipulada pelo método científico, estabeleça um método de
trabalho que exclui a fé e os credos como explicações válidas para fenômenos e
evidencias naturais. Em ciência as ideias devem ser testáveis e por tal falseáveis, e
o status de verdadeiro atrelado a uma ideia é mantido apenas durante a ausência
de fato ou evidência científica contraditórios; e obrigatoriamente mediante a
existência de fato(s) ou fenômeno(s) científicos que impliquem corroboração.

Permanece um ponto merecedor de discussão saber se alguém deve ou não usá-la


como guia para tomar decisões, já que essas decisões seriam totalmente
independentes das de outras pessoas e muitas vezes contrárias às delas, gerando
consequências potencialmente danosas para o indivíduo e para a sociedade de que
faz parte. Um exemplo de consequências danosas, curiosamente também fornecido
por pessoas que aceitam o uso da fé (em seus casos particulares), são os ataques
terroristas, onde a suposição de que a fé é um motivo válido para a crença e a
admissão de que o terrorista pode alegar a fé como justificativa do atentado deixa
patente a gravidade do problema.

FÉ EM DEUS

Algumas vezes, fé pode significar acreditar na existência de Deus. Para pessoas


nesta categoria, "Fé em Deus" simplesmente significa "crença de alguém em Deus".

Muitos Hindus, Judeus, Cristãos e Muçulmanos alegam existir evidência histórica da


existência de Deus e sua interação com seres humanos. No entanto, uma parte da
comunidade de historiadores e especialistas discorda de tais evidências. Segundo

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eles, não há necessidade de fé em Deus no sentido de crer contra ou a despeito das


evidências; eles alegam que as evidências naturais são suficientes para demonstrar
que Deus certamente existe, e que credos particulares, sobre quem ou o que Deus
é e por que deve-se acreditar nele são justificados pela ciência ou pela lógica. Em
uma perspectiva cristã protestante, foi no sentido definido pela primeira alegação
citada é que desenvolveu-se, segundo seus autores, a proposta do Design
Inteligente; e segundo as críticas esse desenvolveu-se objetivando apoiar ambas as
alegações.

Consequentemente a maioria acredita ter fé em um sistema de crença que é de


algum modo falso, o qual têm dificuldade em ao menos descrevê-lo. Isso é
disputado, embora, por algumas tradições religiosas, especialmente
no Hinduísmo que sustenta a visão de que diversas "fés" diferentes são só aspectos
da verdade final que diversas religiões têm dificuldade de descrever e entender.
Essa tradição dizem que toda aparente contradição será entendida uma vez que a
pessoa tenha uma experiência do conceito Hindu demoksha. O que se é acreditado
em referência a Deus nesse sentido é, ao menos no princípio, somente a confiança
como evidência e a lógica por qual cada fé é suportada.

Finalmente, alguns religiosos - e muitos dos seus críticos - frequentemente usam o


termo fé como afirmação da crença sem alguma prova, e até mesmo apesar de
evidências do contrário. Muitos judeus, cristãos e muçulmanos admitem que pode
ser confiável o que quer que as evidências particulares ou a razão possam dizer da
existência de Deus, mas que não é essa a base final e única de suas crenças. Assim,
nesse sentido, "fé" pode ser: acreditar sem evidências ou argumentos lógicos,
algumas vezes chamada de "fé implícita". Outra forma desse tipo de fé é
o fideísmo: acreditar-se na existência de Deus, mas não deve-se basear
essa crença em outras crenças; deve-se, ao invés, aceitar isso sem nenhuma
razão. Fé, nesse sentido, simplesmente a sinceridade na fé, crença nas bases
da crença, frequentemente é associado com Soren Kierkegaard e alguns
outrosexistencialistas, religiosos e pensadores.6 William Sloane Coffin fala que fé
não é aceita sem prova, mas confiável sem reserva

JUDAÍSMO

A teologia Judaica atesta que a crença em Deus é altamente meritória, mas não
obrigatória. Embora uma pessoa deva acreditar em Deus, o que mais importa é se
essa pessoa leva uma vida decente. Os racionalistas Judeus, tais como Maimónides,
mantêm que a fé em Deus, como tal, é muito inferior ao aceitar que Deus existe
através de provas irrefutáveis.7

NA TANAKH

Na Bíblia Hebraica a palavra hebraica emet ("fé") não significa uma crença
dogmática. Ao invés disso, tem uma conotação de fidelidade (da forma passiva
"ne'eman" = "de confiança" ou "confiável") ou confiança em Deus e na sua palavra.
A Bíblia hebraica também apresenta uma relação entre Deus e os filhos de Israel
como um compromisso. Por exemplo, Abraão argumenta que Deus não deve

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destruir Sodoma e Gomorra, e Moisés lamenta-se por Deus tratar os Filhos de Israel
duramente. Esta perspectiva de Deus como um parceiro com quem se pode pleitear
é celebrada no nome "Israel," da palavra Hebraica "lutar".

CRISTIANISMO

Segundo o pensamento cristão, todo o conjunto dos ensinos transmitidos por Jesus
Cristo e seus discípulos constitui a "fé". (Gálatas 1:7-9) A fé cristã baseia-se em
toda a Bíblia como a Palavra de Deus, que inclui as Escrituras Hebraicas, as quais
Jesus e os escritores das Escrituras Gregas Cristãs frequentemente citaram em
apoio das suas declarações. Segundo estas Escrituras, para ser aceitável a Deus, é
necessário exercer fé em Jesus Cristo, e isto torna possível
obter uma condição justa perante Deus.
Fé é acreditar
NOVO TESTAMENTO

Na Bíblia, a palavra fé transmite a ideia de confiança, em coisas que se


fidúcia, firme persuasão. A fé é "o firme fundamento das esperam, a
coisas que se esperam e a prova das coisas que não se convicção de fatos
que se não veem,
vêem" (Hebreus 11:1), é a convicção de algo subjacente a independentement
condições visíveis e que garante uma posse futura, sendo a e daquilo que
base de esperança para se ter convicção a respeito de vemos, ou
realidades não vistas. Segundo Romanos 10,17 a fé vem ouvimos. .
pelo aprendizado da bíblia.
Hebreus 11,1

Comentando a função da fé em relação ao convénio com


Deus, o escritor das cartas aos Hebreus traduz fé com a mesma palavra que
geralmente aparece em antigos papiros oficiais de negócios, dando a ideia que um
convénio é uma troca de garantias que garantam que futuras transferência de
posses descritas no contrato. Nessa visão, Moulton e Milligan sugerem a redenção:
"Fé é o título da ação esperada.". 8 Sintetizando o conceito, no Novo Testamento a fé
é a relação sobre a auto revelação de Deus, especialmente no sentido de
confidência com as promessas e medo de ameaças que estão nas escrituras. Os
escritores evidentemente supõem que os seus conceitos de fé estão enraizados nas
escrituras hebraicas. No mais, os escritores do Novo Testamento igualam fé em
Deus com crença em Jesus.

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

Segundo o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica (CCIC), a fé "é a virtude


teologal pela qual cremos em Deus e em tudo o que Ele nos revelou e que
a Igreja nos propõe para acreditarmos, porque Ele é a própria Verdade. Pela fé, o
homem entrega-se a Deus livremente. Por isso, o crente procura conhecer e fazer
a vontade de Deus, porque «a fé opera pela caridade»" (Gálatas 5,6).

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CATECISMO DE WESTMINSTER

Nas palavras do Catecismo de Westminster: "Fé em Jesus Cristo é a graça da


salvação, por meio de qual nós recebemos e repousamos sobre ele para a salvação,
como ele é ofertado para nós no evangelho". O objeto da fé salvadora é toda a
revelação da palavra de Deus. Fé aceita e acredita nisso como verdade mais certa.
Mas o ato especial de fé que une a Cristo tem como seu objeto a pessoa e o
trabalho do Senhor Jesus Cristo. Esse é o ato específico de fé que um pecador é
justificado perante Deus.

PCNER – 5 EIXOS TEMÁTICOS: 1 - CULTURAS E TRADIÇÕES


RELIGIOSAS

É o estudo do fenômeno religioso à luz da razão humana, analisando questões


como: função e valores da tradição religiosa e ética, teodiceia, tradição religiosa
natural e revelada, existência e destino do ser humano nas diferentes culturas.

CULTURAS E TRADIÇÕES RELIGIOSAS

A Cultura e a Religião do povo brasileiro. O povo brasileiro descende de uma


mistura de etnias. Colonizadores portugueses, nativos e escravos africanos
(originários na sua maioria de Yoruba e Quimbundu que, nos dias de hoje,
correspondem à Nigéria, Benin e Angola) constituíram a base racial. Colonizadores
franceses e holandeses também estiveram no Nordeste do Brasil. No século XX,
massas de imigrantes alemães, italianos, polacos e japoneses acrescentaram novos
elementos a essa mistura. Os brasileiros são, talvez, o povo mais racialmente
miscigenado.

DIVERSIDADE CULTURAL E RELIGIOSA NO BRASIL

A diversidade cultural refere-se aos diferentes costumes de uma sociedade, entre


os quais podemos citar: vestimenta, culinária, manifestações religiosas, tradições,
entre outros aspectos.

A tradição e sua presença na sociedade baseiam-se em dois pressupostos


antropológicos: a) as pessoas são mortais; b) a necessidade de haver um nexo de
conhecimento entre as gerações.

Os aspectos específicos da tradição devem ser vistos em seus contextos próprios:


tradição cultural, tradição religiosa, tradição familiar e outras formas de perenizar
conceitos, experiências e práticas entre as gerações. A tradição toma feições
peculiares em cada crença. Pode-se destacar a presença da tradição nos grandes
grupos religiosos: Religiões Indígenas, Candombleísmo, Umbandismo, Espiritismo,
Judaísmo, Cristianismo, Islamismo, Hinduísmo, Budismo, Confucionismo, Taoísmo,
Zoroastrismo, Xintoísmo...

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O QUE É TRADIÇÃO?

Tradição é uma palavra com origem no termo em latim traditio, que significa
"entregar" ou "passar adiante". A tradição é transmissão de costumes,
comportamentos, memórias, rumores, crenças, lendas, para pessoas de uma
comunidade, sendo que os elementos transmitidos passam a fazer parte da cultura.

Para que algo se estabeleça como tradição, é necessário bastante tempo, para que
o hábito seja criado. Diferentes culturas e mesmo diferentes famílias possuem
tradições distintas. Algumas celebrações e festas (religiosas ou não) fazem parte da
tradição de uma sociedade. Muitas vezes certos indivíduos seguem uma
determinada tradição sem sequer pensarem no verdadeiro significado da tradição
em questão.

No âmbito da etnografia, a tradição revela um conjunto de costumes, crenças,


práticas, doutrinas, leis, que são transmitidos de geração em geração e que
permitem a continuidade de uma cultura ou de um sistema social.

No contexto do Direito, tradição consiste na entrega real de uma coisa para


efeitos da transmissão contratual da sua propriedade ou da sua posse entre
pessoas vivas. A situação jurídica resulta de uma situação de fato: a entrega.
Entretanto, a tradição poderá não ser material, mas apenas simbólica.

TRADIÇÃO RELIGIOSA

Para muitas religiões, a tradição é o fundamento, conservado de forma oral ou


escrita, dos seus conhecimentos acerca de Deus e do Mundo, dos seus preceitos
culturais ou éticos.

No caso do catolicismo, por exemplo, existe a diferenciação entre a tradição oral e a


escritura, sendo que as duas são consideradas fontes comuns da revelação divina.
Essa doutrina foi definida como dogma da fé nos Concílios de Trento em 1546, do
Vaticano I em 1870 e do Vaticano II em 1965. Uma tradição pode ser interpretada
de várias formas diferentes e ainda nos dias de hoje há contradições entre teólogos
protestantes e católicos.

«Enquanto o Ocidente acentua a encarnação humana, e ainda a personalidade e


historicidade de Cristo, o Oriente diz: “Sem princípio, sem fim, sem passado, sem
futuro”. De acordo com a sua crença, o Cristão subordina-se a uma pessoa superior
e divina esperando obter a Sua graça; mas o oriental sabe que a redenção depende
do “trabalho” que o indivíduo fizer sobre si mesmo. O Tao cresce a partir do
indivíduo. A imitação de Cristo tem esta desvantagem: com o correr dos tempos
adora-se como divino exemplo um homem que encarnou o mais profundo
significado da vida e então, empenhados numa perfeita imitação, esquecemo-nos
de tornar real o nosso desígnio mais profundo - a auto realização. Tivesse Jesus feito
isso e Ele teria sido provavelmente um respeitável carpinteiro e não o “rebelde”
religioso que foi.

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A imitação de Cristo deveria ser entendida de uma maneira mais profunda. Devia
ser tomada como o dever de tornar reais as nossas convicções mais profundas, com
a mesma coragem e o mesmo espírito de auto sacrifício revelado por Jesus. Deste
modo, a pessoa de Jesus, situada fora no reino da história, poder-se-ia tornar para o
homem contemporâneo o homem superior que existe dentro de si próprio, o que lhe
permitiria alcançar, à maneira europeia, o estado psicológico correspondente à
“iluminação” no sentido oriental. »

HINDUÍSMO

«O Hinduísmo, ao contrário do Cristianismo, Islamismo ou Budismo não teve


nenhum fundador. Foi crescendo por um período de mais de 5.000 anos,
absorvendo e assimilando todos os movimentos religiosos e culturais da Índia.

Não se pode dizer que o Hinduísmo seja uma filosofia ou religião bem definida. É,
antes, um complexo e vasto organismo sócio religioso formado por inúmeras seitas,
cultos e sistemas filosóficos, envolvendo vários ritos, cerimónias e disciplinas
espirituais, bem assim como a adoração de incontáveis deuses e deusas.

Na época moderna, em parte como reação à atividade missionária cristã, o


interesse popular pelos antigos documentos hindus, como o Upanishads, tem
aumentado. A maior parte dos hindus das classes mais instruídas parece acreditar
no Upanishads, aceitando o mundo como uma manifestação de Brahaman. O
interesse pelas formas menos abstratas do culto religioso tem declinado entre estas
classes e por vezes estas são executadas mais como costumes sociais do que
atividades puramente religiosas. Contudo, uma grande maioria de hindus
economicamente desfavorecidos aproxima-se de Deus através de simples métodos
tradicionais usando os caminhos da devoção (bahkti) e atuação (karma) em vez do
caminho do conhecimento (jnãna). E é precisamente a continuação destes métodos
que é responsável pela falsa crença, de certo modo comum no Ocidente, de que o
Hinduísmo é uma religião politeísta. Se a doutrina de Brahman não for entendida,
este é um erro fácil de cometer, pois no Hinduísmo popular Deus é adorado em
diferentes formas, embora não seja esquecido que Ele é UM. Uma ideia que não
tem sido apenas expressa nas escrituras e textos eruditos, mas cuja verdade é
aceite pela maioria dos devotos mais simples, o que em parte justifica a unidade na
diversidade da sãdhanã (prática espiritual) indiana. Isto é o que Rajjab queria dizer
quando há quatrocentos anos cantou: «a adoração de diferentes seitas, que são
como muitos pequenos riachos, movem-se para encontrar Deus, que é como o
Oceano.

BUDISMO

«O Budismo tem sido, por muitos séculos, a tradição espiritual dominante na maior
parte da Ásia, incluindo os países da Indochina, como o Sri lanka, Nepal, Tibet,
China, Koreia e Japão. Assim como o Hinduísmo na Índia, tem tido uma grande
influência na vida intelectual, cultural e artística destes países. Contudo, de modo
diferente do Hinduísmo, o Budismo remete-se a um único fundador, Siddartha
Gautama, o chamado Buda “histórico”, que viveu na Índia em meados do séc.VI

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A.C. durante o extraordinário período que viu o nascimento de tantos génios


espirituais e filosóficos: Confúcio e Lao Tzu na China, Zoroastro na Pérsia, Pitágoras
e Heráclito na Grécia.

Se o sabor do Hinduísmo é mitológico e ritualista, o do Budismo é definitivamente


psicológico. Buda não estava interessado em satisfazer a curiosidade humana
acerca da origem do mundo, a natureza da Divindade ou questões semelhantes. Ele
estava interessado exclusivamente na situação humana, no sofrimento e
frustrações do ser humano. A sua doutrina, portanto, não era metafísica; constituía
antes uma psicoterapia. Ele apontou a origem das frustrações humanas e a
maneira de as ultrapassar, retomando para este fim os conceitos tradicionais
indianos de ilusão (maya), accção (karma), salvação (nirvana), etc., dando-lhes
uma relevante interpretação psicológica, fresca e dinâmica.

TAOÍSMO

«Taoísmo é o termo usado pelo mundo ocidental para referir um dos maiores
movimentos do pensamento chinês. Mas, ao contrário do Confucionismo, não tem
um ensino sistemático ou credo, nem pode ser transformado num conjunto de
regras a seguir. Em primeiro lugar é uma religião cósmica, consistindo no estudo do
Universo e no lugar e função do homem, de todas as criaturas e fenómenos dentro
dele. A doutrina do Tao existiu provavelmente antes de Lao Tzu, o reputado
fundador do Taoísmo.

O Tao é o mistério derradeiro, “aquele do qual as palavras se desviam”; aquele que


ultrapassa todas as definições e contingências e todo o pensamento finito. No
entanto, embora o Tao não possa ser expresso em palavras, o silêncio também é
inadequado. “Ele não pode ser transmitido pela palavra ou pelo silêncio. A sua
natureza transcendental talvez possa ser apreendida nesse estado que não é
palavra nem silêncio.” Daqui se depreende que o Taoísmo é uma religião puramente
metafísica e mística. Outras religiões têm os seus aspectos místicos; o Taoísmo é
misticismo.

“O Tao é mais a passagem do que o Caminho” - escreve Okakuro Kazuko. É o


espírito da Mudança Cósmica - o desenvolvimento eterno que volta sobre si mesmo
para produzir novas formas. É o princípio de toda a energia, sem ser energia, mas
apenas uma das suas manifestações. É o eterno princípio de toda a vida, mas que
nenhuma vida pode expressar, e todos os corpos e formas materiais não são senão
as suas vestes momentâneas.

JUDAÍSMO
IDOLATRIA - A palavra
«Foi Abraão que quebrou a idolatria e se virou para idolatria herda dos radicais
o serviço do único Deus que ele reconheceu como o gregos eidolon + latreia,
Criador do céu e da terra. Crenças e tendências onde eidolon seria melhor
traduzido por "corpo", e
monoteístas já existiam antes de Abraão surgir. Mas
latreia significando
estas pouco tinham em comum com o monoteísmo "adoração" - neste sentido
representaria mais uma
adoração às aparências
corporais do que de
imagens simplesmente.
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de Abraão. Foi a Abraão que Deus se revelou como YHWH (O Senhor) e mais tarde
a Moisés como “Eu Sou Aquele que Sou”.

A história começa com a criação do mundo por Deus e pela formação do Homem à
Sua imagem. Contudo, este processo criativo não cessou quando o mundo e o
Homem foram feitos, porque aquilo que tinha sido criado tinha de ser alimentado e
desenvolvido. Foi essa a tarefa que Deus confiou ao Homem.

A base desta cooperação criativa é a obediência ao Criador, que se deve expressar


na obediência à lei moral. Esta lei moral divide-se em duas categorias: Justiça, que
diz respeito ao reconhecimento dos direitos humanos, e Retidão, que dá relevo à
aceitação dos deveres.

O primeiro preceito da lei de Justiça foi comunicado à humanidade através de Noé,


quando, depois do Dilúvio, Deus fez um pacto com ele, em que impunha o respeito
pela vida humana. Justiça, no entanto, mesmo no seu sentido mais lato, não é
senão o aspecto negativo da lei moral. Justiça é regulamentadora e não criativa.
Criatividade só entra em plena atividade tanto no homem como na Divindade
quando é movida por Retidão. Esta foi a verdade que Abraão experimentou. E,
como consequência, Deus fez uma aliança com ele dando-lhe direito a si e aos seus
descendentes de servirem como instrumentos para dar a conhecer à humanidade
“os Caminhos do Senhor, praticando a justiça e a retidão”, e deste modo
desempenharem o serviço universal para o qual ele e a sua semente tinham sido
destinados.

Foi em confirmação da Aliança com Abraão, com todas as suas implicações que
viria a ser feita posteriormente a Aliança de Deus com Israel no Monte Sinai,
através de Moisés e dos Dez Mandamentos.

Embora o Decálogo indicasse o alcance da “missão sacerdotal” de Israel ele não


fornecia, no entanto, os deveres específicos e obrigações que se impunham ao povo
como “nação santa”. Estas foram desenvolvidas numa série de revelações a Moisés
que ele transmitiu ao povo e que, incorporando o Decálogo, finalmente se tornou a
Torah, vulgarmente conhecido como a Lei, da qual o Pentateuco é o registo escrito.

No Judaísmo o Deus da Justiça é o Deus da Misericórdia (Amor), uno e inseparável.


Além disto, o Judaísmo acentua a Imanência, Omnipresença, Transcendência,
Omnisciência e Omnipotência Divinas. Imanente e Omnipresente porque a Sua
Providência se estende sobre toda a Criação. Transcendente porque é puro espírito.
Omnisciente porque conhece os atos e pensamentos mais secretos do Homem.
Omnipresente e Omnisciente porque nada poderá frustrar a realização definitiva do
Seu Objetivo, embora para o cumprimento desse objetivo seja necessária a
cooperação do Homem.

No seu contexto Messiânico e de realização terrena o Reino de Deus não é mais do


que a preparação para a consumação do Reino num mundo supra - histórico e
sobrenatural que há de vir, um mundo que na linguagem rabínica “nenhum ouvido
ouviu ou olho viu” (Is 64,3).

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A esta ordem supra histórica e sobrenatural do Reino estão associadas as doutrinas


da Ressurreição dos mortos e o universal Dia do Julgamento, quando o fim de todos
os caminhos de Deus for conhecido e a consumação plena dos seus objetivos se
realizar.

O Judaísmo nega a existência do pecado original. É certo que a ideia de que o


pecado de Adão trouxe a morte a toda a humanidade não é desconhecida na
doutrina judaica, mas refere-se invariavelmente à morte física, e isto não deve
confundir-se com a morte espiritual de que a doutrina cristã diz ninguém poder ser
salvo senão através da fé no Salvador. Portanto, o homem pode alcançar a sua
própria redenção pela penitência, sendo encorajado que o próprio Deus está
sempre pronto, na abundância do Seu Amor, a receber o pecador penitente e a
purificá-lo de toda a iniquidade.

CRISTIANISMO

«Cristianismo é a religião de que Jesus Cristo é, simultaneamente, a origem e o


objeto, o princípio e o fim. Não se trata de pura doutrina, ou de um movimento cuja
autoria se deve a Cristo. Ele próprio está no centro dessa doutrina e da
correspondente atitude religiosa.

Jesus veio para revelar Deus, o Deus que tem poder soberano no mundo. Veio para
nos dizer o que Deus pensa de nós e quer de nós. Veio para proclamar o que Deus
espera fazer por nós. Veio, sobretudo, para anunciar redenção e graça e revelar
uma nova criação.

Jesus não veio resolver os problemas que o próprio Homem pode e deve resolver.
Ele veio para que todos os homens tivessem Nele um amigo, um irmão que faz a
paz e favorece a reconciliação.

O que é particularmente notável na sua pregação é a sua insistência de que todos


que O querem seguir não devem odiar ninguém, nem pagar o mal com o mal. De
facto, Ele foi mais longe ainda, pedindo que amássemos os nossos inimigos. O que
Ele queria, acima de tudo, era dar esperança a todos os homens. »

«O Cristianismo proveio do Judaísmo. Logo, não é de admirar se encontrarmos


implantados, tanto no Judaísmo como no Cristianismo, ideias místicas que são
propriedade comum da vida espiritual Grega e Egípcia. »

Vemos, deste modo, que era dentro da religião judaica que existia um solo no qual
um iniciado de tipo único se poderia desenvolver. Ele deveria levar para o mundo
aquilo que o eleito tinha experimentado nos Templos dos Mistérios. Tinha que estar
disposto a assumir em si próprio, através da sua personalidade, de forma a servir
de intermediário entre si e a sua comunidade, aquilo que o Culto dos Mistérios tinha
previamente trazido àqueles que tomaram parte deles. Certamente ele não poderia
dar de imediato a toda a comunidade as experiências dos Mistérios, nem ele
desejava fazê-lo. Apenas desejava dar a todos a certeza da verdade contemplada
nos Mistérios. Ele queria fazer com que a vida, que circulava dentro dos Mistérios,
viesse a circular através da evolução histórica da humanidade e, deste modo,

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elevasse a humanidade a um mais alto grau de existência. Ele queria implantar nos
corações dos homens, de forma inabalável, sob a forma de fé, a certeza de que o
divino realmente existe. E mostrar que o Reino de Deus não depende de cerimónias
exteriores, mas existe dentro de nós.

Se o Verbo tinha de se tornar carne, Ele deveria repetir o processo cósmico numa
existência corporal. Tinha de se submeter a um facto real, um facto que fosse válido
para toda a humanidade. O que tinha ocorrido anteriormente como um processo
nos Mistérios tornou-se, através do Cristianismo, um facto histórico. Logo, o
Cristianismo não era só a realização de tudo aquilo que fora predito pelos profetas
judeus, como também a verdade que tinha sido prefigurada nos Mistérios.

A Cruz do Gólgota é o “culto do Mistério da Antiguidade condensada num facto”. A


cruz é encontrada, pela primeira vez, nas cosmogonias antigas. No início do
Cristianismo encontramo-la dentro de um acontecimento que passaria a ser válido
para toda a humanidade. É deste ponto de vista que o elemento místico no
Cristianismo pode ser compreendido. O Cristianismo como um facto místico é um
marco na evolução humana; e são os acontecimentos dos Mistérios, com os seus
efeitos consequentes, que servem de preparação para este facto místico.

O único Mistério, o Mistério protótipo, o Mistério Cristão, deveria assim substituir os


muitos Mistérios da antiguidade. Jesus, no qual o Verbo se fez carne, tornar-se-ia o
Iniciador de toda a humanidade, e esta humanidade passaria a ser a sua própria
comunidade de místicos - não uma separação de eleitos, mas o elo de ligação entre
todos.

ISLAMISMO

Os árabes são um povo semita, e o semita não é um monoteísta natural como se


supôs cerca de meados do século XIX. Ele é um animista. No século VII D.C. os
árabes ainda eram politeístas na expressão das suas crenças religiosas. (…)»

«Ninguém sabe ao certo quando a Pedra Negra caiu do céu sobre o Deserto Árabe.
Diodorus Silicus, o Grego, menciona-a na sua história universal, escrita no século
que precede a Cristo. (...) Muitos povos vieram depois contemplar o prodígio e em
torno da pedra cresceu uma cidade. E tão preciosa se tornou esta pedra, tanto
religiosa como economicamente, que os seus respeitados e prudentes guardiães
decidiram protegê-la.

Para a mentalidade matemática dos árabes daquele tempo a perfeição era


representada por um cubo. Por isso a casa que construíram, perto de uma antiga
fonte sagrada, para abrigar a sua pedra enviada do céu, chamaram eles “Caaba”,
ou Cubo.

«Maomé - o fundador do Islamismo- nasceu cerca do ano 570 D.C.

Durante as suas viagens como mercador e mesmo na sua terra, Maomé encontrou
em contato com judeus e cristãos, aprendendo com eles as histórias contidas nos
seus livros sagrados. Admirou Abraão, Moisés e Jesus, embora não compreendesse

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a teologia do Judaísmo ou Cristianismo, ou a diferença entre elas. É mesmo de


duvidar que Maomé tenha lido qualquer coisa na Bíblia ou lido e escrito qualquer
coisa até então, já que se chamava a si mesmo o “profeta iletrado”. Tinha, no
entanto, boa memória e recordava-se das tradições orais do judeu, cristão e árabe
pagão, com suave imparcialidade e limitada diferenciação.

 Sob o estímulo da atmosfera íntima e amigável de um grupo de discípulos,


Maomé desenvolveu a sua mensagem, que resumiu nesta frase: “Não há
senão um Deus que é Alá; e Maomé é o Seu profeta”.
 Maomé parece ter identificado Alá com Jeová e feito eco do mandamento
mosaico “não terás outro Deus que não Eu”.
 A recusa dos judeus em aceitarem o que Maomé considerava a pura religião
de Abraão, levou-o a mudar a “Kiblah”, ou direcção da prece, de Jerusalém
para Meca.
 A palavra árabe que significa submissão eram “islam”, e Maomé tanto a
incutiu no espírito dos seus ouvintes que a própria religião por ele fundada
tomou o nome de Islamismo.

A interpretação comum ocidental da filosofia do Islamismo é falsa: ela não quer


dizer mera submissão por necessidade, a resignação fatalista em face do inevitável.
A verdadeira doutrina cifrava-se em: o que tem que acontecer acontece, de
conformidade com a vontade de Alá. Por conseguinte tudo está bem.

Maomé procurou de toda a maneira tornar fácil a religião. Não sobrecarregou o povo
com deveres prescritos, deixando-lhes simplesmente o ambíguo Alcorão e os cinco
deveres principais do verdadeiro muçulmano:

 Aceitação na crença “Não há senão um só Deus que é Alá, e Maomé é o Seu


profeta.”

 Prece.

 Esmola.

 Observância do mês de jejum no mês do Ramadão.

 Peregrinação a Meca. »

«Como muitas outras religiões, em particular o Judaísmo e Hinduísmo, o Islão põe


grande ênfase na distinção entre revelação e inspiração. O Islão ensina que o Corão
foi transmitido a Maomé por intermédio do arcanjo Gabriel e isso situa-se, portanto,
ao nível de pura revelação, tendo o estatuto sacramental de discurso divino. O
Profeta recebeu a revelação através dos vinte e três anos em que profetizou. De
acordo com a tradição muçulmana, Maomé ouviu a primeira dessa revelações na
gruta de Hirã, perto de Meca, com uma voz a comandar-lhe: “Recita, em nome de
Deus”. E continuou a receber a revelação divina até à sua morte, em 632 D.C.»(3)

«Para os Muçulmanos a religião está centrada em “Wahy” (revelação).

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PCNER: 2 - TEXTOS SAGRADOS: ORAIS E ESCRITOS

São textos que transmitem, conforme a fé dos seguidores, uma mensagem do


Transcendente, em que pela revelação, cada forma de afirmar faz conhecer aos
seres humanos seus mistérios e sua vontade, dando origem às tradições. E estão
ligados ao ensino, à pregação, à exortação e aos estudos eruditos.

AS PRINCIPAIS ESCRITURAS SAGRADAS

Dizem que há cerca de 60 mil religiões. Estas muitas religiões se embasam em


textos sagrados, orais ou escritos. Entre estes estão os mais conhecidos: as
diversas Bíblias cristãs, o Alcorão islâmico, o Torá judaico, o livro de mórmon, entre
outros. Neste curso, estamos pesquisando e reunindo informações sobre os textos
sagrados, orais e escritos, das diferentes organizações religiosas.

 Alcorão ou Corão

 Bíblia

 Sunnah ou Hadith

 Torá

 Vedas

 Livro de Mórmon

 Livros Apócrifos

 Ramayanas

 Maabárata

 Pistis Sophia Develada

 Chilam Balam

Alcorão ou Corão - O Alcorão é um registro das palavras exatas reveladas por


Deus por intermédio do anjo Gabriel ao Profeta Mohammad. Foi memorizado por
ele, e então ditado aos seus companheiros, e registrado pelos seus escribas, que o
conferiram durante sua vida. Nenhuma palavra de suas 114 suratas foi mudada ao
longo dos séculos.

Bíblia - Bíblia (do grego βίβλια, plural de βίβλιον, transl. bíblion, rolo ou livro.) se
constitui no texto religioso central do judaísmo e do cristianismo. Foi São Jerónimo,
tradutor da Vulgata latina, que chamou pela primeira vez ao conjunto dos livros do
Antigo Testamento e Novo Testamento de Biblioteca Divina. A Bíblia é uma coleção
de livros catalogados, considerados como divinamente inspirados pelas três
grandes religiões dos filhos de Abraão (além do cristianismo e do judaísmo, o

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islamismo). São, por isso, conhecidas como as religiões do Livro. É sinônimo de


Escrituras Sagradas e Palavra de Deus.

Na composição da Bíblia Sagrada adotou-se os livros considerados inspirados, que


chamaram de canônicos e extirpou-se certos livros, considerados sem inspiração
divina, chamados apócrifos, pelo sistema religioso dominante.

O conteúdo da Bíblia Sagrada não se apresenta uniforme em todas as religiões. As


igrejas cristãs protestantes e outros grupos religiosos, além do protestantismo,
possuem no cânone de textos sagrados de suas Bíblias somente 66 livros: 39
livros no Antigo Testamento e 27 livros no Novo Testamento. A Igreja
Católica inclui sete livros e dois textos adicionais ao Antigo Testamento
como parte de seu cânone bíblico (são eles: Tobias; Judite; Sabedoria;
Eclesiástico ou Sirácides; Baruque; I Macabeus; e II Macabeus, e alguns
trechos nos livros de Ester e de Daniel).

Esses textos são chamados deuterocanônicos (ou do segundo cânon) pela Igreja
Católica. As igrejas cristãs ortodoxas e as outras igrejas orientais incluem, além de
todos esses já citados, outros dois livros de Esdras, dois de Macabeus, a Oração de
Manassés, e alguns capítulos adicionais ao final do livro dos Salmos (um nas Bíblias
das igrejas de tradição e extração cultural grega, cóptica, eslava e bizantina, e
cinco nas Bíblias das igrejas de tradição siríaca). As igrejas cristãs protestantes,
dentre outros grupos, consideraram todos esses textos como apócrifos, ou seja,
textos que carecem de inspiração divina. No entanto, existem aqueles que
reconhecem esses textos como leitura proveitosa e moralizadora, além do valor
histórico dos livros dos Macabeus. Além disso, algumas importantes Bíblias
protestantes, como a Bíblia do Rei James e a Bíblia espanhola Reina-Valera, os
contêm, ao menos, em algumas de suas edições.

Sunnah ou Hadith - A Sunnah ou Hadith são a segunda fonte da qual os


ensinamentos do Islam são esboçados. Hadith significa literalmente um dito
transmitido ao homem, mas em terminologia islâmica significa os ditos do Profeta
(paz esteja com ele), sua ação ou prática de sua aprovação silenciosa da ação ou
prática. Hadith e Sunnah são usados intercaladamente, mas em alguns casos são
usados com significados diferentes.

Para lidar com o tópico é necessário conhecer a posição do Profeta no Islam, porque
a indispensabilidade do Hadith depende da posição do profeta. Analisando o
problema, podemos visualizar três possibilidades:

1. A obrigação do profeta era apenas transmitir a mensagem e nada mais foi


requerido dele.

2. Ele tinha que não apenas transmitir a mensagem mas também agir de acordo
com ela, e explicá-la. Mas tudo era para um período especificado e, depois de
sua morte, o Quran se torna suficiente para a humanidade.

3. Ele não tinha nenhuma dúvida para transmitir a Mensagem Divina, mas era
também sua obrigação agir de acordo com ela e explicá-la para as pessoas.

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Suas ações e explicações são origem dos ensinamentos para sempre. Seus ditos,
ações, práticas e explicações são origem de luz para todo muçulmano em todas
as épocas.

O Hadith é tão importante que, sem ele, o Livro Sagrado e o Islam não podem ser
completamente compreendidos ou aplicados na vida prática do fiel.

Torá - Torá (do hebraico, significa instrução, apontamento, lei) é o nome dado aos
cinco primeiros livros do Tanakh (também chamados de Hamisha Humshei Torah, as
cinco partes da Torá) e que constituem o texto central do judaísmo. Contém os
relatos sobre a criação do mundo, a origem da humanidade, o pacto de Deus com
Abraão e seus filhos, e a libertação dos filhos de Israel do Egito e sua peregrinação
de quarenta anos até a terra prometida. Inclui também os mandamentos e leis que
teriam sido dadas a Moisés para que entregasse e ensinasse ao povo de Israel.

Chamado também de Lei de Moisés (Torah Moshê), hoje a maior parte dos
estudiosos são unânimes em concordar que Moisés não é o autor do texto que
possuímos, mas sim que se trate de uma compilação posterior. Por vezes, o termo
Torá é usado dentro do judaísmo rabínico para designar todo o escopo da tradição
judaica, incluindo a Torá escrita, a Torá oral (ver Talmud) e os ensinamentos
rabínicos. O cristianismo, baseado na tradução grega Septuaginta, também
conhece a Torá como Pentateuco, que constitui os cinco primeiros livros da Bíblia
cristã.

Divisão da Torá - As cinco partes que constituem a Torá são nomeadas de acordo
com a primeira palavra de seu texto, e são assim chamadas:

 Bereshit - No princípio conhecido pelo público não judeu como Gênesis

 Shemot - Os nomes ou Êxodo

 Vaicrá - E chamou ou Levítico

 Bamidbar- No ermo ou Número

 Devarim - Palavras ou Deuteronômio

Geralmente suas cópias feitas a mão, em rolos, e dentro de certas regras de


composição, usadas para fins litúrgicos, são conhecidas como Sefer Torá, enquanto
suas versões impressas, em livro, são conhecidas como Chumash.

Origens e desenvolvimento da Torá - A tradição judaica mais antiga defende


que a Torá existe desde antes da criação do mundo e foi usada como um plano
mestre do Criador para com o mundo, humanidade e principalmente com o povo
judeu. No entanto, a Torá como conhecemos teria sido entregue por Deus a Moisés,
quando o povo de Israel após sair do cativeiro no Egito, peregrinou em direção à
terra de Canaã. As histórias dos patriarcas, aliados ao conjunto de leis culturais,

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sociais, políticas e religiosas serviram para imprimir sobre o povo um sentido de


nação e de separação de outras nações do mundo.

De acordo com algumas tradições, Moisés é o autor da Torá, e até mesmo a parte
que discorre sobre sua morte (Devarim Deuteronômio 32:50-52) teria sido fruto de
uma visão antecipada dada por Deus. Outros defendem que, ainda que a essência
da Torá tenha sido trazida por Moisés, a compilação do texto final foi executada por
outras pessoas. Este problema surge devido ao fato de existirem leis e fatos
repetidos, narração de fatos que não poderiam ter sido escritos na época em que
foram escritos e incoerência entre os eventos, que mostra a Torá como sendo fruto
de fusões e adaptações de diversas fontes de tradição. A Torá seria o resultado de
uma evolução gradual da religião israelita.

A primeira tentativa de sistematizar o estudo do desenvolvimento da Torá surgiu


com o teólogo e médico francês Jan Astruc. Ele é o pioneiro no desenvolvimento da
teoria que a Torá é constituída por três fontes básicas, denominadas jeovista, eloísta
e código sacerdotal, e mais outras fontes além dessas três. Deve-se enfatizar que,
quando se fala dessas fontes, não se refere a autores isolados, mas sim a escolas
literárias.

Um estudo sobre a história do antigo povo de Israel mostra que, apesar de tudo,
não havia uma unidade de doutrina e desconhecia-se uma lei escrita até os dias de
Josias. As fontes jeovista e eloísta teriam sua forma plenamente desenvolvida no
período dos reinos divididos entre Judá e Israel (onde surgiria também a versão
conhecida como Pentateuco Samaritano). O livro de Deuteronômio só viria a surgir
no reinado de Josias (621 a.C.). A Torá como conhecemos viria a ser terminada nos
tempos de Esdras, onde as diversas versões seriam finalmente fundidas. Vemos
então o início de práticas que eram desconhecidas da maioria dos antigos israelitas,
e que só seriam aceitas como mandamentos na época do Segundo Templo, como a
Brit milá, Pessach e Sucót, por exemplo.

Conteúdo - Em Bereshit é narrada a criação do mundo e do homem sob o ponto de


vista judaico, e segue linearmente até o pacto de Deus com Abraão. São
apresentados os motivos dos sofrimentos do mundo, a constante corrupção do
gênero humano e a aliança que Deus faz com Abraão e seus filhos, justificados pela
sua fé monoteísta, em um mundo que se torna mais idólatra e violento. Nos é
apresentada a genealogia dos povos do Oriente Médio, e as histórias dos
descendentes de Abraão até o exílio de Jacó e de seus doze filhos no Egito.

Em Shemot, mostram-se os fatos ocorridos nesse exílio, quando os israelitas


tornam-se escravos na terra do Egito, e Deus se manifesta a um israelita-egípcio,
Moisés, e o utiliza como líder para libertação dos israelitas, que pretendem tomar
Canaã como a terra prometida aos seus ancestrais. Após eventos miraculosos, os
israelitas fogem para o deserto, e recebem a Torá dada por Deus. Aqui são narrados
os primeiros mandamentos para Israel enquanto povo (antes a Bíblia menciona que
eram seguidos mandamentos tribais), e mostra as primeiras revoltas do povo
israelita contra a liderança de Moisés e as condições da peregrinação.

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Em Vaicrá são apresentados os aspectos mais básicos do oferecimento das


korbanot, das regras de cashrut e a sistematização do ministério sacerdotal.

Em Bamidbar continuam-se as narrações da saga dos israelitas no deserto, as


revoltas do povo no deserto e a condenação de Deus à peregrinação de quarenta
anos no deserto.

Em Devarim estão compilados os últimos discursos de Moisés antes de sua morte e


da entrada na Terra de Israel.

Tri-Pitakas - Os textos começaram a ser escritos na Índia, dois séculos após a


morte de Buda (486 a.C.), quando os discípulos resolveram transcrever os discursos
do mestre.

Porém, a sistematização dos ensinamentos se deu somente com a expansão da


doutrina para o Sudeste Asiático (Budismo Theravada), Extremo Oriente (Budismo
Sinonês) e Nepal (Budismo Tibetano).

Cada corrente tem uma versão própria da Tri-Pitaka, mas em toda a obra divide-se
em três partes: a Sutra-Pitaka, com discursos de Buda; a Vinaya-Pitaka, com normas
para os monges; e a Abidharma-Pitaka, com teses de estudiosos budistas.

Vedas - Literatura Sânscrita - A literatura sânscrita pode ser classificada e


conduzida sob seis encabeçamentos, e quatro formas seculares. As seis formas
ortodoxas de divisão são autorizadas pelas escrituras dos Hindus; as quatro
seculares divisões incorporaram o desenvolvimento tardio na literatura clássica
Sânscrita a saber:

As seis escrituras são: (i) Srutis, (ii) Smritis, (iii) Itihasas, (iv) Puranas, (v) Agamas e
(vi) Darsanas. Os quarto Escritos Seculares são: (i) Subhashitas, (ii) Kavyas, (iii)
Natakas e (iv) Alankaras.

Veda – O conhecimento desvelado - Os Srutis são os chamados Vedas, ou os


Amnaya. Os Hindus receberam suas religiões através da revelação dos Vedas. Estas
eram revelações intuicionais diretas e eram seguras para serem consideradas
Apaurusheya ou inteiramente supra-humano, sem nenhum autor em particular. Os
Vedas são as orgulhosas glórias dos Hindus, e de todo o mundo sábio.

O termo Veda advém da raiz sânscrita “Vid”, conhecer. A palavra Veda significa
“conhecimento”. E quando ela se aplica às escrituras, ela significa “livro de
conhecimento”. Os Vedas são o fundamento das escrituras dos Hindus e a origem
de outros cinco grupos de escrituras; razão, até mesmo, do secular e do
materialismo. O Veda é o depósito do conhecimento indiano e glória memorável do
qual o homem jamais poderá esquecer até a eternidade.

Os Vedas são as verdades eternas reveladas por Deus para os antigos grandes
sábios, Rishis, da Índia. A palavra Rishi significa “vidente, ou profeta”, derivado da
palavra sânscrita “dris”, “ver”. Ele é o Mantra-Drashta, vidente do mantra ou do
pensamento. O pensamento não de um sábio particular. Os Rishis viram a verdade

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ou ouviram-na. Portanto, os Vedas são o que foi ouvido (Sruti). O Rishi não os
escreveu. Ele não Os criou fora de si. Ele foi um vidente a partir daquilo que viu
como já existente. Ele somente fez uma descoberta espiritual por intermédio da
meditação. Ele não é o inventor dos Vedas.

A glória dos Vedas - Os Vedas representam as experiências espirituais dos Rishis


de outrora. Os Rishis eram como um médium, ou um agente de transmissão, para
as pessoas, da experiência intuicional que eles tinham recebido. As verdades dos
Vedas são revelações. Todas as outras religiões do mundo afirmam a autoridade
d’Eles como tendo sido entregues por mensageiros especiais de Deus, para certas
pessoas, mas os Vedas não devem Sua autoridade a ninguém. Eles são em si
mesmo a autoridade como eternos; eles são os conhecimentos do Senhor.

O Senhor Brahma, o criador, transmitiu o conhecimento divino para os Rishis


videntes. Os Rishis disseminaram o conhecimento. Os Rishis Védicos eram grandes
pessoas realizadas que possuíam a intuitiva percepção direta do Brahman, ou a
verdade. Eles foram escritores inspirados. Eles edificaram um simples, grande e
perfeito sistema de religião e filosofia, do qual os fundadores e professores de todas
as outras religiões extraíram suas inspirações.

Os Vedas são os antigos livros da biblioteca do homem. As verdades contidas em


todas as religiões são derivadas dos Vedas e são, no final das contas, o que pode
ser seguido pelos Vedas. Eles são a fonte original da religião, são a origem
fundamental para a qual todas as religiões conhecidas podem ser executadas.
Religião é de origem divina. Ela foi revelada por Deus para o homem nos tempos
aurigênicos. Esta é a expressão dos Vedas.

Os Vedas são eternos. Eles não têm começo ou fim. Uma pessoa ignorante talvez
diga como um livro pode começar e terminar, mas nos Vedas isso não ocorre. Os
Vedas surgiram pela respiração do Senhor. Eles não foram compostos por nenhuma
mente humana, jamais foram escritos ou criados. Eles são eternos e impessoais. A
data dos Vedas jamais poderá ser fixada; ela jamais poderá ser determinada. Os
Vedas são verdades eternas espirituais, são a incorporação do Conhecimento
Divino. Os livros podem ser destruídos, mas o conhecimento não pode ser
destruído, é eterno. Neste sentido, os Vedas são eternos.

Divisão dos Vedas - Os Vedas dividem-se em quatro grandes livros: Rig-Veda,


Yajur-Veda, Sama-Veda e Atharva-Veda. O Yajur-Veda é novamente dividido em duas
partes, o Sukla (claro; branco), e o Krishna (escuro; negro). O Krishna ou o Taittiriya
é o livro antigo, e o Sukla, ou o Vajasaneya, é a última revelação do sábio
Yajnavalkya, a partir do resplandecente deus Sol.

O Rig-Veda é dividido em 21 secções; o Yajur-Veda possui 109 secções; O Sama-


Veda possui mil secções e o Atharva-Veda 50 secções. No todo, os Vedas dividem-se
em 1.180 secções.

Cada Veda consiste em quatro partes: o Mantra-Samhitas, ou hinos; os Brahmanas,


ou explanações dos Mantras dos rituais; os Aranyakas e as Upanishads. A divisão

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dos Vedas dentro de quatro partes é para satisfazer os quatro estágios da vida do
homem.

Livro de Mórmon - O Livro de Mórmon é uma das quatro obras-padrão de A Igreja


de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. As demais obras são a Bíblia,
a Doutrina e Convênios e a Pérola de Grande Valor.

A exemplo da Bíblia, o Livro de Mórmon é uma coleção de pequenos livros, ou uma


biblioteca. Note-se que dentre estes pequenos livros há um homônimo Livro de
Mórmon escrito pelo mesmo Mórmon a quem se credita a compilação da biblioteca
que leva seu nome. É chamado pelos mórmons de "O outro testamento de Jesus
Cristo". Os santos dos Últimos Dias são comumente chamados mórmons devido a
este livro.

Livros apócrifo - Os Livros apócrifos (grego: απόκρυφος; latim: apócryphus;


português: oculto[1]), também conhecidos como Livros Pseudo-canônicos, são os
livros escritos por comunidades cristãs e pré-cristãs (ou seja, há livros apócrifos
do Antigo Testamento) nos quais os pastores e a primeira comunidade cristã não
reconheceram a Pessoa e os ensinamentos de Jesus Cristo e, portanto, não foram
incluídos no cânon bíblico.

O termo "apócrifo" foi criado por Jerônimo, no quinto século, para designar
basicamente antigos documentos judaicos escritos no período entre o último livro
das escrituras judaicas, Malaquias e a vinda de Jesus Cristo. São livros que, segundo
a religião em questão, não foram inspirados por Deus e que não fazem parte de
nenhum cânon. São também considerados apócrifos os livros que não fazem parte
do cânon da religião que se professa.

A consideração de um livro como apócrifo varia de acordo com a religião. Por


exemplo, alguns livros considerados canônicos pelos católicos são considerados
apócrifos pelos judeus e pelos evangélicos (protestantes). Alguns destes livros são
os inclusos na Septuaginta por razões históricas ou religiosas.[3] A terminologia
teológica católica romana/ortodoxa para os mesmos é deutero canônicos, isto é, os
livros que foram reconhecidos como canônicos em um segundo momento (do
grego, deutero significando "outro"). Destes fazem parte os livros
de Tobias, Judite, I e II Macabeus, Sabedoria de Salomão, Eclesiástico (também
chamado Sirácide ou Ben Sirá), Baruc (ou Baruque) e também as adições em
Ester e em Daniel - nomeadamente os episódios da História de Susana e de Bel e o
dragão.

Os apócrifos são cartas, coletâneas de frases, narrativas da criação e profecias


apocalípticas. Além dos que abordam a vida de Jesus ou de seus seguidores, cerca
de 50 outros contêm narrativas ligadas ao Antigo Testamento.

O Ramáiana, também conhecido como Ramayana ou Ramaiana é um épico


sânscrito atribuído ao poeta Valmiki, parte importante do cânon hindu. O nome
Rāmāyaṇa é um composto tatpurusa de Rāma e ayana "indo, avançando", cuja
tradução é "a viagem de Rama".

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O Maabárata, conhecido também como Mahabarata, Mahabharata e Maha-


Bharata (devanágari: महहभहरत, transl. Mahābhārata), é um dos dois
maiores épicos clássicos da Índia, juntamente com o Ramáiana. Sua autoria é
atribuída a Krishna Dvapayana Vyasa. O texto é monumental, com mais de 74 000
versos em sânscrito, e mais de 1,8 milhões de palavras; se o Harivamsa for incluído
como sendo anexo e parte da obra, chega-se a um total de 90 000 versos,
compondo o maior volume de texto numa única obra humana.

O Maabárata é visto por alguns autores como o texto sagrado de maior importância
no hinduísmo, e pode ser considerado um verdadeiro manual de psicologia-
evolutiva de um ser humano. A obra discute o tri-vargaou as três metas da vida
humana: kama ou desfrute sensorial, artha ou desenvolvimento econômico
edharma, a religiosidade mundana que se resume a códigos de conduta moral e
rituais.

Além dessas metas mundanas, o Maabárata trata de moksha, ou a liberação do


ciclo de tri-varga e a saída do samsara, ou ciclo de nascimentos e mortes. Em
outras palavras, é uma obra que visa ao conhecimento da natureza do "eu" e à sua
relação eterna com toda a criação e aquilo que transcende a ela.

O Maabárata estabelece os métodos de desenvolvimento espiritual conhecidos


como karma, jñana e bhakti, firmemente adotados pelo hinduísmo moderno.

O título pode ser traduzido como "a grande Índia" (literalmente "a grande dinastia
de Bárata"), mas o sentido verdadeiro é o de elucidar o grande trajeto percorrido
pelo eu (atma) nesta criação material e fora dela.

A obra é considerada, pelos hindus, uma narrativa histórica real, e parte do Itihasa
(literalmente, "aquilo que aconteceu") hindu, juntamente com o Ramáiana e alguns
textos dos Puranas.

A obra, assim com todos os demais textos sagrados hindus, possui um aspecto
externo mitológico, como o de uma simples lenda mitológica sobre reis e príncipes,
deuses e demônios, sábios e santos, guerra e paz. Mas o sentido exotérico, de certa
forma oculto, na verdade versa sobre tri-varga, e sobre o objetivo mais importante
da existência, moksha e as atividades da alma liberada no seu relacionamento com
a dualidade desta criação e a harmonia não-dual do Absoluto.

O Maabárata contém todos os aspectos do hinduísmo e todos os fundamentos da


filosofia advaita.

Algumas partes da obra são considerados e estudados como trabalhos


fundamentais e analisados e reverenciados isoladamente, tais como:

 Bhagavad Gita, parte do Anushasanaparva

 Damayanti ou Nala e Damayanti, uma fabulosa história de amor, parte


do Aranyakaparva

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 Krishnavatara, a história de Krishna, a Krishna Lila, que se desenvolve em


inúmeros parvas, ou capítulos da narrativa

 Uma versão abreviada do Ramayana no Aranyakaparva

 Vixnu Sahasranama (o hino que descreve os mil nomes de Vixnu, uma das
preces mais famosas do hinduísmo, no Anushasanaparva

Logo no primeiro parva ("seção"), o Maabárata anuncia o seu caráter excepcional:


“O que for encontrado aqui, pode ser encontrado em qualquer outro lugar. Mas o
que não for encontrado aqui, jamais será encontrado em outro lugar.”

Inspirou o filme homônimo, de Peter Brook, de 1989, onde os atores eram de


nacionalidade e raças variadas, para indicar a universalidade dos temas tratados
neste livro. E a novela televisiva homônima, de B.R. Chopra, uma das mais
monumentais obras de Bollywood, enorme êxito televisivo em quase todo o Oriente.

Pistis Sophia - Se constitui num importante texto Gnóstico. As cinco cópias


remanescentes, que os estudiosos datam do período entre 250 a 300 dC, relatam os
ensinamentos Gnósticos do Jesus transfigurado aos apóstolos (incluindo Maria de
Magdala, Maria, mãe de Jesus e Marta), quando o Cristo ressuscitado havia passado
onze anos falando com seus discípulos. Nele as estruturas complexas e as
hierarquias celestes familiares nos ensinamentos Gnósticos são reveladas ( Origem:
Wikipédia, a enciclopédia livre.)

No estudo compardo das diversas escrituras podemos depreender que elas que elas
possuem muita coisa em comum, quanto ao nacismento do mestre, o batismo, os
sacramentos

VIDA APÓS A MORTE

As expressões vida após a morte, além, além-túmulo, pós


vida, ultravida e outro mundo referem-se à suposta continuidade
da alma, espírito ou mente de um ser após a morte física. Os principais pontos-de-
vista sobre o além provém da religião, esoterismo e metafísica. Sob vários pontos
de vista populares, esta existência continuada frequentemente toma lugar
num reino espiritual ou imaterial. Acredita-se que pessoas falecidas geralmente vão
para um reino ou plano de existência específico após a morte, geralmente
determinado por suas ações em vida. Em contraste, o termo reencarnação refere-
se ao renascimento em um novo corpo físico após a morte, isto é, a doutrina da
reencarnação postula um período de existência do ser em outros planos sutis, que
ocorre entre duas existências físicas ou renascimentos. 1

Céticos, tais como materialistas-reducionistas, acreditam na impossibilidade da vida


após a morte e a declaram como inexistente, sendo ilógica ou incognoscível

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TIPOS DE VIDA APÓS A MORTE

Existem dois tipos de opinião, fundamentalmente diferentes, sobre a vida após a


morte: opinião empírica, baseada em supostas observações, e opinião religiosa,
baseada na fé.

 O primeiro tipo de assertiva baseia-se em supostas observações feitas por


humanos ou instrumentos (por exemplo, um rádio ou um gravador de voz,
usados em psicofonia).4Tais supostas observações são feitas a partir de pesquisa
de reencarnação, experiências de quase-morte, experiências extra
corporais, projeção astral, psicofonia, mediunidade, várias formas de fotografias
etc.3 5 A investigação acadêmica sobre tais fenômenos pode ser dividida, grosso
modo, em duas categorias: a pesquisa física geralmente concentra-se no estudo
de casos, entrevistas e relatórios de campo, enquanto a parapsicologia científica
está relacionada estritamente à pesquisa em laboratório.

 O segundo tipo baseia-se numa forma de fé, usualmente fé nas histórias que são
contadas pelos ancestrais ou fé em livros religiosos como a Bíblia, o Qur'an,
o Talmude, os Vedas, o Tripitaka etc. Este artigo trata principalmente deste
segundo tipo.

VIDA APÓS A MORTE EM DIFERENTES MODELOS METAFÍSICOS

Nos modelos metafísicos, teístas geralmente acreditam que algum tipo de ultravida
aguarda as pessoas quando elas morrem. Os ateus geralmente não acreditam que
haja uma vida após a morte. Membros de algumas religiões geralmente não-teístas,
como o budismo, tendem a acreditar numa vida após a morte (tal como
na reencarnação), mas sem fazer referências a Deus.

Os agnósticos geralmente mantém a posição de que, da mesma forma que a


existência de Deus, a existência de outros fenômenos sobrenaturais tais como a
existência da alma ou a vida após a morte são inverificáveis, e portanto,
permanecerão desconhecidos. Algumas correntes filosóficas (por
exemplo, humanismo, pós-humanismo, e, até certo ponto, o empirismo) geralmente
asseveram que não há uma ultravida.

Muitas religiões, crendo ou não na existência da alma num outro mundo, como
o cristianismo, o islamismo e muitos sistemas de crenças pagãos, ou em
reencarnação, como muitas formas de hinduísmo e budismo, acreditam que
o status social de alguém na ultravida é uma recompensa ou punição por sua
conduta nesta vida.

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VIDA APÓS A MORTE EM ANTIGAS RELIGIÕES


EGITO ANTIGO

Seção do Livro dos Mortos.

A ultravida desempenhava um importante papel na antiga religião egípcia, e


seu sistema de crenças é um dos mais antigos conhecidos. Quando o corpo morria,
partes de sua alma conhecidos como ka (corpo duplo) e ba (personalidade) iam
para o Reino dos Mortos. Enquanto a alma residia nos Campos de Aaru, Osíris exigia
pagamento pela proteção que ele propiciava. Estátuas eram colocadas nas tumbas
para servir como substitutos do falecido.

Obter a recompensa no outro mundo era uma verdadeira provação, exigindo um


coração livre de pecados e a capacidade de recitar encantamentos, senhas e
fórmulas do Livro dos Mortos. No Salão das Duas Verdades, o coração do falecido
era pesado contra uma penaShu de verdade e justiça, retirada do toucado da
deusa Maet.7 Se o coração fosse mais leve que a pena, a alma poderia continuar,
mas, se fosse mais pesada, era devorada pelo demônio Ammit.

Os egípcios também acreditavam que ser mumificado era a única forma de garantir
a passagem para o outro mundo. Somente se o corpo fosse
devidamente embalsamado e sepultado numa mastaba, poderia viver novamente
nos Campos de Yalu e acompanhar o Sol em sua jornada diária. Devido aos perigos
apresentados pela ultravida, o Livro dos Mortos era colocado na tumba, juntamente
com o corpo.

ZOROASTRISMO

Zaratustra, que viveu na antiga Pérsia por volta do século VII a.C., pregava que os
mortos serão devorados pelo terror e purificados para viver num mundo material
perfeito no fim dos tempos.

O texto pálavi Dadestan-i Denig ("Decisões Religiosas"), datado de cerca de 900 AD,
descreve o julgamento particular da alma três dias após a morte, sendo cada alma
enviada para o paraíso, inferno ou para um lugar neutro (hamistagan) para
aguardar pelo Juízo Final.9

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RELIGIÃO DA GRÉCIA ANTIGA E ROMANA

Hades e Cérbero, o cão de três cabeças.

Na Odisseia, Homero refere-se aos mortos como "espectros consumidos". Uma


ultravida de eterna bem-aventurança existe nos Campos Elísios, mas está
reservada para os descendentes mortais de Zeus.

Em seu Mito de Er, Platão descreve almas sendo julgadas imediatamente após a
morte e sendo enviadas ou para o céu como recompensa ou para
o submundo como punição. Depois que seus respectivos julgamentos tenham sido
devidamente gozados ou sofridos, as almas reencarnam.

O deus grego Hades é conhecido na mitologia grega como rei do submundo, um


lugar gélido entre o local de tormento e o local de descanso, onde a maior parte das
almas residem após a morte. É permitido que alguns heróis das lendas gregas
visitem o submundo. Os romanos tinham um sistema de crenças similar quanto a
vida após a morte, com Hades sendo denominado Plutão. O príncipe troiano Enéas,
que fundou a nação que se tornaria Roma, visitou o submundo de acordo com
o poema épico Eneida.

RELIGIÃO NÓRDICA

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Barco funerário viking. Esperava-se que pessoas enterradas nestas embarcações


fossem conduzidas em segurança para o Outro Mundo.

Os Eddas em verso e em prosa, as mais antigas fontes de informação sobre o


conceito nórdico de vida após a morte, variam em sua descrição dos vários reinos
que são descritos como fazendo parte deste tópico. Os mais conhecidos são:

 Valhala: (literalmente, "Salão dos Assassinados", isto é, "os Escolhidos"). Esta


moradia celestial, de alguma forma semelhante aos Campos Elísios gregos, está
reservado aos guerreiros valorosos que morreram heroicamente em batalha.

 Helheim: (literalmente, "O Salão Coberto"). Esta moradia assemelha-se ao


Hades da religião grega, com um local semelhante ao "Campo de Asfódelos"12 ,
onde as pessoas que não se destacaram, seja por boas ou más ações, podem
esperar residir após a morte e onde se reúnem com seus entes queridos.

 Niflheim: (literalmente, "O Escuro" ou "Hel Nevoento"). Este reino é grosso


modo similar ao Tártaro grego. Está situado num nível inferior ao do Helheim, e
aqueles que quebram juramentos, raptam e estupram mulheres, e praticam
outros atos vis, serão enviados para lá com outros do seu tipo, para sofrer
punições severas.

O TRANSCENDENTE

O termo Transcendência, pode ter diferentes significados, como a superação de


limites, por exemplo: um atleta que bate um recorde olímpico, superando uma
marca jamais atingida por outro ser humano. O fato do atleta bater um recorde
olímpico pode ser considerado transcendente, pois exige do atleta, concentração,
disciplina, disposição e um sobre-esforço capaz de superar as barreiras do limite
humano. Por outro lado, a qualidade de "Ser transcendente" é única e
exclusivamente pertencente à Deus, que é o ser por excelência, ou seja, Deus está
acima de qualquer outro ser, e não possui limites e nem barreiras algumas. O ser
humano, pode até transcender (superar) algumas das suas limitações, porém não é
transcendente, apenas Deus o é. Deus é onipotente, onisciente e onipresente.

Alguns atributos divinos:

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Deus é Onipotente porque é todo poderoso, é energia criadora, ordenadora e


mantenedora das coisas criadas. Deus é ilimitado e sobrenatural, está além e acima
de nós os seres criados por Ele. Deus não precisa de outros seres; Deus não possui
necessidades, Deus basta por si mesmo.

Deus é Onisciente porque é a própria consciência cósmica, universal. Deus possui


o conhecimento infuso, que não se aprende de nenhum outro ser, é um
conhecimento único, próprio e perfeito; Deus sabe de tudo inclusive o que passa na
consciência de qualquer ser racional.

Deus é Onipresente, ou seja, está presente em todos os lugares ao mesmo


tempo, mas segundo a nossa concepção monoteísta, não pode ser confundido com
todas as coisas, já que Deus é um Ser Único e indivisível, ou seja não pode ser
dividido e confundido com as coisas criadas. Em outras palavras, Deus está em
tudo, mas nem tudo é Deus.

Agora teste o seu conhecimento:

1. O que significa afirmar que Deus é um Ser ilimitado?

2. É correto afirmar que o ser humano é um ser transcendente por excelência?


Justifique a sua resposta.

3. Qual dos atributos divinos confere à Deus a ideia de uma inteligência


ordenadora do universo?

4. Explique o que você entendeu por: "Deus está em tudo, mas nem tudo é
Deus".

5. Você conhece algum fato concreto em que uma pessoa tenha superado suas
próprias limitações? Relate o fato e com quem aconteceu?

A VIDA EM COMUNIDADE

A pessoa humana só consegue tomar consciência do


mundo e dos outros através do amor e da partilha que se
dá na vida em comunidade.

Pe. Agenor Ginardi

Existem vários tipos de modelo de comunidades. Falamos aqui de comunidades


cristãs, comprometidas pela fé e pelos laços de fraternidade. Viver em comunidade,
é lutar pela justiça no mundo. Não basta estar juntos ou um ao lado do outro. É
preciso que hajas objetivos comuns. É preciso que haja relações interpessoais entre
seus membros. A comunidade cristã sempre apresenta uma dimensão de fé e de
amor que liga e fortalece os seus membros. Um exemplo prático das primeiras
comunidades cristãs: “42Perseveravam eles na doutrina dos apóstolos, na reunião
em comum, na fração do pão e nas orações. 43De todos eles se apoderou o temor,
pois pelos apóstolos foram feitos também muitos prodígios e milagres em

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Jerusalém e o temor estava em todos os corações. 44Todos os fiéis viviam unidos e


tinham tudo em comum. 45Vendiam as suas propriedades e os seus bens, e
dividiam-nos por todos, segundo a necessidade de cada um” (Atos 2,42-45).

Por outro lado, é na comunidade que também acontecem as inevitáveis tensões e


conflitos. A comunidade é o lugar das tensões e dos diversos egoísmos humanos.

Viver em comunidade é sair do anonimato; é se deixar conhecer; é colocar seus


dons e talentos a serviços: “Ninguém acende uma lâmpada e a põe em lugar
oculto ou debaixo da amassadeira, mas sobre um candeeiro, para alumiar
os que entram”. (Lc 11,33). Só quem ama de um modelo pleno entende o que
significa viver em comunidade. Uma pessoa egoísta nunca será um bom membro
de comunidade, pois predominam os seus interesses e não o bem comum.

ATIVIDADE

1) Por que na comunidade acontecem as inevitáveis tensões e conflitos?


2) Por que uma pessoa egoísta nunca será um bom membro de comunidade?
3) Explique a frase: viver em comunidade é sair do anonimato, é se deixar
conhecer.
4) Como é a sua vida na comunidade cristã?
5) O que falta para você ser um(a) bom(a) membro(a) da comunidade?

AS COMUNIDADES CRISTÃS

O cristianismo tem como ápice a vida fraterna e comunitária. A obra fundada por
Jesus é precisamente uma igreja, isto é, a comunidade daqueles que participam da
mesma fé e na mesma eucaristia. O próprio jesus em sua pregação formou uma
“nova comunidade”, o grupo dos doze que seria o fermento novo do Reino. “Então,
Jesus constituiu o grupo dos doze para que ficassem com Ele e para enviá-los a
pregar” (Mc 3,14). Com este grupo Jesus viveu em especial intimidade, através dos
quais foi lhes revelando os mistérios do Reino. Foi nessa comunidade que jesus
também revelou os segredos de Deus, ensinando com a própria vida que o amor é
serviço: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus
amigos” (Jo 15,13).

A vivencia experimentada na comunidade terrena com Cristo, transformou-se


depois na comunidade pós-pascal, a igreja nascente no Espírito Santo, no
CENÁCULO em Jerusalém. “Eu vos mandarei o Prometido de meu Pai; entretanto,
permanecei na cidade, até que sejais revestidos da força do alto” (Lc 24,39;) –
“Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo que se repartiram e
pousaram sobre cada um deles. Ficaram todos cheios do Espírito Santo e
começaram a falar em línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que
falassem” (Atos 2,3-4).

As novas comunidades que se difundiram do cristianismo, acolheram milhares de


homens e mulheres que buscavam um “fermento de amor”, conseguiu transformar
a face do mundo. As cartas de Paulo, o missionário itinerante, constituem
testemunhos vivos na comunidade em que se vivia o cristianismo com uma unidade

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capaz de superar as divisões de raça, de classe social, de tradições religiosas e


culturais. Essas comunidades constituíram os postos missionários avançados do
evangelho, ou seja, fora do padrão que Jesus veio ensinar.

VIVER EM COMUNIDADE HOJE

A vivencia comunitária, hoje, implica na superação do individualismo egoísta, sobre


o qual se assenta, em grande parte, a defesa da pessoa humana, contra os
crescentes e anônimos poderes do Estado e das forças políticas e econômicas.

Se procurarmos viver a experiência comunitária em todos os setores da vida


profissional, nas organizações dos bairros e municípios, na educação dos jovens,
nas festas, nas reuniões sociais, ... Se isso ocorre em todos os planos da sociedade,
é evidente que esse retorno à vivencia comunitária é ainda mais urgente no terreno
religioso e cristão.

Ainda predominam entre nós e em nossas igrejas as formas religiosas


individualistas ou de massas, nas quais não se apresentam as relações
interpessoais e fraternas. Busca-se Deus de uma forma interesseira e egoístas. Não
há partilha de vida. Cada um só pensa em si mesmo. No entanto, não podemos nos
esquecer de que o centro da vida cristã é o amor e a partilha que se dar na vida em
comunidade. É servir uns aos outros. "Eu vim não para ser servido, mas para servir e dar
a vida por resgate de muitos" (Mc 10,45). Mesmo tempo, não podemos perde de vista o
apostolado como os mais necessitados, marginalizados, excluídos e pobres da
sociedade.

A autentica comunidade cristã tem os olhos voltados para a realidade do mundo. O


cristão deve ser um promotor de comunidades nos demais campos da vida social e
profissional, ou seja, lutar pelos direitos dos mais necessitados.

Com sua contribuição e sua fé praticada, o cristão deve tentar dar um testemunho
da vivência comunitária e da injustiça, acima de do particularismo. É preciso levar o
evangelho a este mundo egoísta, que precisa ser renovado a partir deste amor
comunitários.

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REFERÊNCIAS

Leia mais: http://www.mundodosfilosofos.com.br/vanderlei4.htm#ixzz3WqDq3TTW

© Copyright 2001 - Prof. Vanderlei de Barros Rosas - Professor de Filosofia e


Teologia. Bacharel e Licenciado em Filosofia pela Universidade Estadual do Rio de
Janeiro; Bacharel em teologia pelo Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil; Pós-
graduado em Missiologia pelo Centro Evangélico de Missões; Pós-graduado em
educação religiosa pelo Instituto Batista de Educação religiosa.

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