Noções de Lógica
Noções de Lógica
SUMÁRIO
- Diagramas lógicos 15
- Lógica de argumentação 17
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LÓGICA MATEMÁTICA
RACIOCÍNIO VERBAL
Avalia a capacidade de interpretar informação escrita e tirar conclusões lógicas.
Uma avaliação de raciocínio verbal é um tipo de análise de habilidade ou aptidão, que pode ser
aplicada ao se candidatar a uma vaga. Raciocínio verbal é parte da capacidade cognitiva ou
inteligência geral; é a percepção, aquisição, organização e aplicação do conhecimento por meio
da linguagem. Nos testes de raciocínio verbal, geralmente você recebe um trecho com
informações e precisa avaliar um conjunto de afirmações, selecionando uma das possíveis
respostas:
A – Verdadeiro (A afirmação é uma consequência lógica das informações ou opiniões
contidas no trecho)
B – Falso (A afirmação é logicamente falsa, consideradas as informações ou opiniões
contidas no trecho)
C – Impossível dizer (Impossível determinar se a afirmação é verdadeira ou falsa sem mais
informações)
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LÓGICA MATEMÁTICA
ESTRUTURAS LÓGICAS
Precisamos antes de tudo compreender o que são proposições. Chama-se proposição toda
sentença declarativa à qual podemos atribuir um dos valores lógicos: verdadeiro ou falso, nunca
ambos. Trata-se, portanto, de uma sentença fechada.
Elas podem ser:
• Sentença aberta: quando não se pode atribuir um valor lógico verdadeiro ou falso para ela (ou
valorar a proposição!), portanto, não é considerada frase lógica. São consideradas sentenças abertas:
- Frases interrogativas: Quando será prova? - Estudou ontem? – Fez Sol ..ontem?
- Frases exclamativas: Gol! – Que maravilhoso!
- Frases imperativas: Estude e leia com atenção. – Desligue a televisão. - Frases sem sentido
lógico (expressões vagas, paradoxais, ambíguas, ...): “esta frase é falsa” (expressão paradoxal) – O
cachorro do meu vizinho morreu
(expressão ambígua) – 2 + 5+ 1
• Sentença fechada: quando a proposição admitir um ÚNICO valor lógico,
seja ele verdadeiro ou falso, nesse caso, será considerada uma frase, proposição ou sentença lógica.
Proposições simples e compostas • Proposições simples (ou atômicas): aquela que NÃO contém
nenhuma outra proposição como parte integrante de si mesma. As proposições simples são
designadas pelas letras latinas minúsculas p,q,r, s..., chamadas letras proposicionais.
• Proposições compostas (ou moleculares ou estruturas lógicas): aquela formada pela
combinação de duas ou mais proposições simples. As proposições compostas são
designadas pelas letras latinas maiúsculas P,Q,R,
R..., também chamadas letras proposicionais.
ATENÇÃO: TODAS as proposições compostas são formadas por duas proposições simples.
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LÓGICA MATEMÁTICA
Em síntese temos a tabela verdade das proposições que facilitará na resolução de diversas
questões.
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LÓGICA MATEMÁTICA
Exemplo:
(MEC – CONHECIMENTOS
BÁSICOS PARA OS POSTOS 9,10,11
E 16 – CESPE)
( ) Certo ( ) Errado
Resolução:
P v (Q↔R), montando a tabela verdade temos:
Resposta: Certo
Proposição
Conjunto de palavras ou símbolos que expressam um pensamento ou uma ideia de sentido
completo. Elas transmitem pensamentos, isto é, afirmam fatos ou exprimem juízos que formamos
a respeito de determinados conceitos ou entes.
Valores lógicos
São os valores atribuídos as proposições, podendo ser uma verdade, se a
proposição é verdadeira (V), e uma falsidade, se a proposição é falsa (F). Designamos as letras V
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LÓGICA MATEMÁTICA
e F para abreviarmos os valores lógicos verdade e falsidade respectivamente. Com isso temos
alguns aximos da lógica:
– PRINCÍPIO DA NÃO
CONTRADIÇÃO: uma proposição não pode ser verdadeira E falsa ao mesmo tempo.
– PRINCÍPIO DO TERCEIRO
EXCLUÍDO: toda proposição OU é verdadeira OU é falsa, verificamos sempre um desses casos,
NUNCA existindo um terceiro caso.
Proposições simples e compostas • Proposições simples (ou atômicas): aquela que NÃO contém
nenhuma outra proposição como parte integrante de si mesma. As proposições simples são
designadas pelas letras latinas minúsculas p,q,r, s..., chamadas letras proposicionais. Exemplos
r: Thiago é careca. s: Pedro é professor.
• Proposições compostas (ou moleculares ou estruturas lógicas): aquela formada pela combinação
de duas ou mais proposições simples. As proposições compostas são designadas pelas letras latinas
maiúsculas P,Q,R,
R..., também chamadas letras proposicionais.
Exemplo
P: Thiago é careca e Pedro é professor.
ATENÇÃO: TODAS as proposições compostas são formadas por duas proposições simples.
Exemplos:
1. (CESPE/UNB) Na lista de frases apresentadas a seguir: – “A frase dentro destas aspas é uma
mentira.” – A expressão x + y é positiva.
– O valor de √4 + 3 = 7. – Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira.
– O que é isto?
Há exatamente:
(A) uma proposição;
(B) duas proposições;
(C) três proposições; (D) quatro proposições; (E) todas são proposições.
Resolução:
Analisemos cada alternativa:
(A) “A frase dentro destas aspas é uma mentira”, não podemos atribuir valores lógicos a ela,
logo não é uma sentença lógica.
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LÓGICA MATEMÁTICA
(B) A expressão x + y é positiva, não temos como atribuir valores lógicos, logo não é
sentença lógica.
(C) O valor de √4 + 3 = 7; é uma sentença lógica pois podemos atribuir valores lógicos,
independente do resultado que tenhamos
(D) Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira, também podemos atribuir valores lógicos
(não estamos considerando a quantidade certa de gols, apenas se podemos atribuir um valor de V
ou F a sentença).
(E) O que é isto? - como vemos não podemos atribuir valores lógicos por se tratar de uma
frase interrogativa.
Resposta: B.
Conectivos (conectores lógicos) Para compor novas proposições, definidas como composta, a
partir de outras proposições simples, usam-se os conectivos. São eles:
2. (PC/SP - Delegado de Polícia - VUNESP) Os conectivos ou operadores lógicos são palavras (da
linguagem comum) ou símbolos (da linguagem formal) utilizados para conectar
proposições de acordo com regras formais preestabelecidas. Assinale a alternativa que apresenta
exemplos de conjunção, negação e implicação, respectivamente. (A) ¬ p, p v q, p
q
(B) p q, ¬ p, p -> q
(C) p -> q, p v q, ¬ p
(D) p v p, p -> q, ¬ q
(E) p v q, ¬ q, p v q
Resolução:
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LÓGICA MATEMÁTICA
Tabela Verdade
Quando trabalhamos com as proposições compostas, determinamos o seu valor lógico partindo
das proposições simples que a compõe. O valor lógico de qualquer proposição composta depende
UNICAMENTE dos valores lógicos das proposições simples componentes, ficando por eles
UNIVOCAMENTE determinados.
• Número de linhas de uma Tabela Verdade: depende do número de
proposições simples que a integram, sendo dado pelo seguinte teorema: “A tabela verdade de
uma proposição composta com n* proposições simples componentes contém 2n linhas.”
3. (CESPE/UNB) Se “A”, “B”, “C” e “D” forem proposições simples e distintas, então o número
de linhas da tabela-verdade da proposição (A → B) ↔ (C → D) será igual a:
(A) 2; (B) 4;
(C) 8;
(D) 16; (E) 32.
Resolução:
Veja que podemos aplicar a mesma linha do raciocínio acima, então teremos:
Número de linhas = 2n = 24 = 16 linhas.
Resposta D.
• Tautologia: possui todos os valores lógicos, da tabela verdade (última coluna), V (verdades).
Princípio da substituição: Seja P (p, q, r, ...) é uma tautologia, então P (P0; Q0; R0; ...) também é
uma tautologia, quaisquer que sejam as proposições P0, Q0, R0, ...
• Contradição: possui todos os valores lógicos, da tabela verdade (última coluna), F
(falsidades). A contradição é a negação da Tautologia e vice-versa. Princípio da substituição: Seja P
(p, q, r, ...) é uma contradição, então P (P0; Q0; R0; ...) também é uma contradição, quaisquer que
sejam as proposições P0, Q0, R0, ...
• Contingência: possui valores lógicos V e F, da tabela verdade (última coluna). Em outros
termos a contingência é uma proposição composta que não é tautologia e nem
contradição.
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LÓGICA MATEMÁTICA
Resolução:
Considerando P e Q como V. (V→V) ↔
((F)→(F))
(V) ↔ (V) = V
Considerando P e Q como F (F→F) ↔
((V)→(V))
(V) ↔ (V) = V
Então concluímos que a afirmação é verdadeira.
Resposta: Certo.
Equivalência
Duas ou mais proposições compostas são equivalentes, quando mesmo possuindo estruturas
lógicas diferentes, apresentam a mesma solução em suas respectivas tabelas verdade.
Se as proposições P (p,q,r,...) e Q (p,q,r,...) são ambas TAUTOLOGIAS, ou então, são
CONTRADIÇÕES, então são EQUIVALENTES.
5. (VUNESP/TJSP) Uma negação lógica para a afirmação “João é rico, ou Maria é pobre” é:
(A) Se João é rico, então Maria é pobre.
(B) João não é rico, e Maria não é pobre. (C) João é rico, e Maria não é pobre. (D) Se João não é
rico, então Maria não é pobre.
(E) João não é rico, ou Maria não é pobre.
Resolução:
Nesta questão, a proposição a ser negada trata-se da disjunção de duas proposições lógicas simples.
Para tal, trocamos o conectivo por “e” e negamos as proposições “João é rico” e “Maria é pobre”.
Vejam como fica:
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LÓGICA MATEMÁTICA
Resposta: B.
ATENÇÃO
As Leis de Morgan exprimem que NEGAÇÃO transforma:
CONJUNÇÃO em DISJUNÇÃO
DISJUNÇÃO em CONJUNÇÃO
CONECTIVOS
Para compor novas proposições, definidas como composta, a partir de outras proposições simples,
usam-se os conectivos.
Operação: Negação
Conectivo: ~
Estrutura Lógica: Não p Exemplo: A cadeira não é azul.
Operação: Conjunção
Conectivo: ^
Estrutura Lógica: p e q Exemplo: Fernando é médico e Nicolas é Engenheiro.
Operação: Condicional
Conectivo: →
Estrutura Lógica: Se p então q Exemplo: Se Fernando é médico então Nicolas é Engenheiro.
Operação: Bicondicional
Conectivo: ↔
Estrutura Lógica: p se e somente se q Exemplo: Fernando é médico se e somente se Nicolas é
Engenheiro.
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LÓGICA MATEMÁTICA
ATENÇÃO: Sentenças interligadas pelo conectivo “e” possuirão o valor verdadeiro somente quando
todas as sentenças, ou argumentos lógicos, tiverem valores verdadeiros.
Exemplos:
R: Paulo é professor ou administrador
S: Maria é jovem ou idosa
No primeiro caso, o “ou” é inclusivo, pois pelo menos uma das proposições é verdadeira,
podendo ser ambas. No caso da segunda, o “ou” é exclusivo, pois somente uma das proposições
poderá ser verdadeira.
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LÓGICA MATEMÁTICA
Observe que uma subjunção p→q somente será falsa quando a primeira proposição, p, for
verdadeira e a segunda, q, for falsa.
Observe que uma bicondicional só é verdadeira quando as proposições formadoras são ambas falsas
ou ambas verdadeiras.
ATENÇÃO: O importante sobre os conectivos é ter em mente a tabela de cada um deles, para
que assim você possa resolver qualquer questão referente ao assunto.
Ordem de precedência dos conectivos: O critério que especifica a ordem de avaliação dos
conectivos ou operadores lógicos de uma expressão qualquer. A lógica matemática prioriza as
operações de acordo com a ordem listadas:
Em resumo:
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LÓGICA MATEMÁTICA
Exemplo:
(PC/SP - DELEGADO DE POLÍCIA - VUNESP) Os conectivos ou operadores lógicos são
palavras (da linguagem comum) ou símbolos (da linguagem formal) utilizados para conectar
proposições de acordo com regras formais preestabelecidas. Assinale a alternativa que apre- senta
exemplos de conjunção, negação e implicação, respectivamente. (A) ¬ p, p v q, p q
(B) p q, ¬ p, p -> q
(C) p -> q, p v q, ¬ p
(D) p v p, p -> q, ¬ q
(E) p v q, ¬ q, p v q
Resolução:
A conjunção é um tipo de proposição composta e apresenta o conectivo “e”, e é representada pelo
símbolo . A negação é representada pelo símbolo ~ ou cantoneira (¬) e pode negar uma
proposição simples (por exemplo: ¬ p ) ou composta. Já a implicação é uma proposição composta
do tipo condicional (Se, então) é representada pelo símbolo (→).
Resposta: B
CONTRADIÇÕES
São proposições compostas formadas por duas ou mais proposições onde seu valor lógico é
sempre FALSO, independentemente do valor lógico das proposições simples que a compõem.
Vejamos:
A proposição: p ^ ~p é uma contradição, conforme mostra a sua tabela-verdade:
Exemplo:
(PEC-FAZ) Conforme a teoria da lógica proposicional, a proposição ~P ∧ P é:
(A) uma tautologia.
(B) equivalente à proposição ~p ∨ p.
(C) uma contradição.
(D) uma contingência.
(E) uma disjunção.
Resolução:
Montando a tabela teremos que:
Como todos os valores são Falsidades (F) logo estamos diante de uma CONTRADIÇÃO.
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LÓGICA MATEMÁTICA
Resposta: C
P(p,q,r,...) ⇒ Q(p,q,r,...).
ATENÇÃO: Os símbolos “→” e “⇒” são completamente distintos. O primeiro (“→”) representa a
condicional, que é um conectivo. O segundo (“⇒”) representa a relação de implicação lógica que
pode ou não existir entre duas proposições.
Exemplo:
Observe:
- Toda proposição implica uma
Tautologia:
Propriedades - Reflexiva:
= P(p,q,r,...) ⇒ P(p,q,r,...)
= Uma proposição complexa, implica ela mesma.
- Transitiva:
= Se P(p,q,r,...) ⇒ Q(p,q,r,...) e Q(p,q,r,...) ⇒ R(p,q,r,...), então
P(p,q,r,...) ⇒ R(p,q,r,...)
= Se P ⇒ Q e Q ⇒ R, então P ⇒ R
Regras de Inferência
Inferência é o ato ou processo de derivar conclusões lógicas de proposições conhecidas ou
decididamente verdadeiras. Em outras palavras: é a obtenção de novas proposições a partir de
proposições verdadeiras já existentes.
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LÓGICA MATEMÁTICA
• Silogismo Disjuntivo
• Modus Ponens
• Modus Tollens
Observe que:
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LÓGICA MATEMÁTICA
→ indica uma operação lógica entre as proposições. Ex.: das proposições p e q, dá-se a nova
proposição p → q. ⇒ indica uma relação. Ex.: estabelece que a condicional P → Q é tautológica.
Inferências
• Regra do Silogismo Hipotético
Princípio da inconsistência
– Como “p ^ ~p → q” é tautológica, subsiste a implicação lógica p ^ ~p ⇒ q – Assim, de uma
contradição p ^ ~p se deduz qualquer proposição q.
- A proposição “(p ↔ q) ^ p” implica a proposição “q”, pois a condicional “(p ↔ q) ^ p → q” é
tautológica.
Entre elas existem tipos e relações de acordo com a qualidade e a extensão, classificam-se em
quatro tipos, representados pelas letras A, E, I e O.
• Universal afirmativa (Tipo A) –
“TODO A é B”
Teremos duas possibilidades.
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LÓGICA MATEMÁTICA
Tais proposições afirmam que o conjunto “A” está contido no conjunto “B”, ou seja,
que todo e qualquer elemento de “A” é tam- bém elemento de “B”. Observe que “Toda A é B” é
diferente de “Todo B é A”. • Universal negativa (Tipo E) – “NENHUM A é B”
Tais proposições afirmam que não há elementos em comum entre os conjuntos “A” e “B”. Observe
que “nenhum A é B” é o mes- mo que dizer “nenhum B é A”. Podemos representar esta universal
negativa pelo seguinte dia- grama (A ∩ B = ø):
Essas proposições algum A é B estabelecem que o conjunto “A” tem pelo menos um elemento em
comum com o conjunto “B”. Con- tudo, quando dizemos que algum A é B, presumimos que nem
todo A é B. Observe “Algum A é B” é o mesmo que “Algum B é A”.
• Particular negativa (Tipo O) - “ALGUM A não é B”
Se a proposição algum A não é B é verdadeira, temos as três representações possíveis:
Proposições nessa forma: Algum A não é B estabelecem que o conjunto “A” tem pelo menos um
elemento que não pertence ao conjunto “B”. Observe que: Algum A não é B não significa o
mesmo que Algum B não é A.
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LÓGICA MATEMÁTICA
Exemplos:
(DESENVOLVE/SP - CONTADOR -
VUNESP) Alguns gatos não são pardos, e aqueles que não são pardos miam alto. Uma afirmação
que corresponde a uma negação lógica da afirmação anterior é: (A) Os gatos pardos miam alto ou
todos os gatos não são pardos.
(B) Nenhum gato mia alto e todos os gatos são pardos.
(C) Todos os gatos são pardos ou os gatos que não são pardos não miam alto. (D) Todos os gatos
que miam alto são pardos.
(E) Qualquer animal que mia alto é gato e quase sempre ele é pardo.
Resolução:
Temos um quantificador particular (alguns) e uma proposição do tipo conjunção (conectivo “e”).
Pede-se a sua negação.
O quantificador existencial “alguns” pode ser negado, seguindo o esquema, pelos quantificadores
universais (todos ou nenhum). Logo, podemos descartar as alternativas A e E.
A negação de uma conjunção se faz através de uma disjunção, em que trocaremos o conectivo
“e” pelo conectivo “ou”. Descartamos a alternativa B.
Vamos, então, fazer a negação da frase, não esquecendo de que a relação que existe é: Algum A é
B, deve ser trocado por: Todo A é não B.
Todos os gatos que são pardos ou os gatos (aqueles) que não são pardos NÃO miam alto.
Resposta: C
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LÓGICA MATEMÁTICA
(B) Nenhum professor é psicólogo. (C) Nenhum psicólogo é professor. (D) Pelo menos um
psicólogo não é professor.
(E) Pelo menos um professor não é psicólogo.
Resolução:
Se a afirmação é falsa a negação será verdadeira. Logo, a negação de um quantificador universal
categórico afirmativo se faz através de um quantificador existencial negativo. Logo teremos: Pelo
menos um professor não é psicólogo. Resposta: E
Equivalência entre as proposições Basta usar o triângulo a seguir e economizar um bom tempo na
resolução de questões.
Exemplo:
(PC/PI - ESCRIVÃO DE POLÍCIA
CIVIL - UESPI) Qual a negação lógica da sentença “Todo número natural é maior do que ou igual a
cinco”? (A) Todo número natural é menor do que cinco.
(B) Nenhum número natural é menor do que cinco.
(C) Todo número natural é diferente de cinco.
(D) Existe um número natural que é menor do que cinco. (E) Existe um número natural que é
diferente de cinco.
Resolução:
Do enunciado temos um quantificador universal (Todo) e pede-se a sua negação.
O quantificador universal todos pode ser negado, seguindo o esquema abaixo, pelo quantificador
algum, pelo menos um, existe ao menos um etc. Não se nega um quantificador universal com todos e
nenhum, que também são universais.
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LÓGICA MATEMÁTICA
DIAGRAMAS LÓGICOS
Os diagramas lógicos são usados na resolução de vários problemas. É uma ferramenta para
resolvermos problemas que envolvam argumentos dedutivos, as quais as premissas deste
argumento podem ser formadas por proposições categóricas.
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LÓGICA MATEMÁTICA
Exemplo:
(GDF–ANALISTA DE ATIVIDADES
CULTURAIS ADMINISTRAÇÃO
(B) existe teatro que não é casa de cultura. – Errado, pelo mesmo princípio acima.
(C) alguma casa de cultura que não é cinema é teatro. – Errado, a primeira proposição já nos
afirma o contrário. O diagrama nos afirma isso
(D) existe casa de cultura que não é cinema. – Errado, a justificativa é observada no diagrama da
alternativa anterior.
(E) todo teatro que não é casa de cultura não é cinema. – Cor- reta, que podemos observar no
diagrama abaixo, uma vez que todo cinema é casa de cultura. Se o teatro não é casa de cultura
também não é cinema.
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LÓGICA MATEMÁTICA
Resposta: E
LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO
Exemplo:
P1: Todos os cientistas são loucos.
P2: Martiniano é louco.
Q: Martiniano é um cientista.
O exemplo dado pode ser chamado de Silogismo (argumento formado por duas premissas e a
conclusão).
A respeito dos argumentos lógicos, estamos interessados em verificar se eles são válidos ou
inválidos! Então, passemos a entender o que significa um argumento válido e um argumento
inválido.
Argumentos Válidos
Dizemos que um argumento é válido (ou ainda legítimo ou bem construído), quando a sua conclusão
é uma consequência obrigatória do seu conjunto de premissas.
Exemplo:
O silogismo...
P1: Todos os homens são pássaros. P2:
Nenhum pássaro é animal.
Q: Portanto, nenhum homem é animal. ... está perfeitamente bem construído, sendo, portanto, um
argumento válido, muito embora a veracidade das premissas e da conclusão sejam totalmente
questionáveis.
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LÓGICA MATEMÁTICA
Observem que todos os elementos do conjunto menor (homens) estão incluídos, ou seja, pertencem
ao conjunto maior (dos pássaros). E será sempre essa a representação gráfica da frase “Todo A é B”.
Dois círculos, um dentro do outro, estando o círculo menor a representar o grupo de quem se segue à
palavra TODO.
Na frase: “Nenhum pássaro é animal”. Observemos que a palavra-chave desta sentença é NENHUM.
E a ideia que ela exprime é de uma total dissociação entre os dois conjuntos.
Será sempre assim a representação gráfica de uma sentença “Nenhum A é B”: dois conjuntos
separados, sem nenhum ponto em comum.
Tomemos agora as representações gráficas das duas premissas vistas acima e as analisemos em
conjunto. Teremos:
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LÓGICA MATEMÁTICA
Argumentos Inválidos
Dizemos que um argumento é inválido – também denominado ilegítimo, mal construído, falacioso
ou sofisma – quando a verdade das premissas não é suficiente para garantir a verdade da conclusão.
Exemplo:
P1: Todas as crianças gostam de chocolate. P2: Patrícia não é criança. Q: Portanto, Patrícia não gosta
de chocolate.
Este é um argumento inválido, falacioso, mal construído, pois as premissas não garantem (não
obrigam) a verdade da conclusão. Patrícia pode gostar de chocolate mesmo que não seja criança,
pois a primeira premissa não afirmou que somente as crianças gostam de
chocolate.
Utilizando os diagramas de conjuntos para provar a validade do argumento anterior, provaremos,
utilizando-nos do mesmo artifício, que o argumento em análise é inválido. Comecemos pela primeira
premissa: “Todas as crianças gostam de chocolate”.
Analisemos agora o que diz a segunda premissa: “Patrícia não é criança”. O que temos que fazer
aqui é pegar o diagrama acima (da primeira premissa) e nele indicar onde poderá estar localizada a
Patrícia, obedecendo ao que consta nesta segunda premissa. Vemos facilmente que a Patrícia só não
poderá estar dentro do círculo das crianças. É a única restrição que faz a segunda premissa! Isto
posto, concluímos que Patrícia poderá estar em dois lugares distintos do diagrama:
1º) Fora do conjunto maior; 2º) Dentro do conjunto maior. Vejamos:
Finalmente, passemos à análise da conclusão: “Patrícia não gosta de chocolate”. Ora, o que nos resta
para sabermos se este argumento é válido ou não, é justamente confirmar se esse resultado (se esta
conclusão) é necessariamente verdadeiro!
- É necessariamente verdadeiro que Patrícia não gosta de chocolate? Olhando para o desenho acima,
respondemos que não! Pode ser que ela não goste de chocolate (caso esteja fora do círculo), mas
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LÓGICA MATEMÁTICA
também pode ser que goste (caso esteja dentro do círculo)! Enfim, o argumento é inválido, pois as
premissas não garantiram a veracidade da conclusão!
Exemplo:
Diga se o argumento abaixo é válido ou inválido:
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LÓGICA MATEMÁTICA
Resolução:
- 1ª Pergunta) O argumento apresenta as palavras todo, algum ou nenhum? A resposta é não!
Logo, descartamos o 1º método e passamos à pergunta seguinte. - 2ª Pergunta) O argumento contém
no máximo duas proposições simples? A resposta também é não! Portanto, descartamos também o 2º
método.
- 3ª Pergunta) Há alguma das premissas que seja uma proposição simples ou uma conjunção?
A resposta é sim! A segunda proposição é (~r). Podemos optar então pelo 3º método? Sim,
perfeitamente! Mas caso queiramos seguir adiante com uma próxima pergunta, teríamos:
- 4ª Pergunta) A conclusão tem a forma de uma proposição simples ou de uma disjunção ou de uma
condicional? A resposta também é sim! Nossa conclusão é uma disjunção! Ou seja,
caso queiramos, poderemos utilizar, opcionalmente, o 4º método!
Vamos seguir os dois caminhos: resolveremos a questão pelo 3º e pelo 4º métodos.
Exemplos:
(DPU – AGENTE ADMINISTRATIVO
– CESPE) Considere que as
seguintes proposições sejam verdadeiras.
• Quando chove, Maria não vai ao cinema.
• Quando Cláudio fica em casa, Maria vai ao cinema.
• Quando Cláudio sai de casa, não faz frio.
• Quando Fernando está estudando, não chove.
• Durante a noite, faz frio.
Tendo como referência as proposições apresentadas, julgue o item subsecutivo. Se Maria foi ao
cinema, então Fernando estava estudando.
( ) Certo ( ) Errado
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LÓGICA MATEMÁTICA
Resolução:
A questão trata-se de lógica de argumentação, dadas as premissas chegamos a uma conclusão.
Enumerando as premissas:
A = Chove
B = Maria vai ao cinema
C = Cláudio fica em casa
D = Faz frio
E = Fernando está estudando
F = É noite
A argumentação parte que a conclusão deve ser (V) Lembramos a tabela verdade da condicional:
Logo nada podemos afirmar sobre a afirmação: Se Maria foi ao cinema (V), então Fernando estava
estudando (V ou F); pois temos dois valores lógicos para chegarmos à conclusão (V ou F).
Resposta: Errado
Resolução:
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LÓGICA MATEMÁTICA
Vamos analisar cada frase partindo da afirmativa Tristeza não é bruxa, considerando ela como (V),
precisamos ter como conclusão o valor lógico (V), então:
(4) Se Esmeralda é uma fada(F), então
Bongrado é um elfo (F)
→V
(3) Se Bongrado é um elfo (F), então
Monarca é um centauro
(F) →V
(2) Se Monarca é um centauro(F), então
Tristeza é uma bruxa(F)
→V
(1) Tristeza não é uma bruxa (V) Logo:
Temos que:
Esmeralda não é fada (V) Bongrado não é elfo (V) Monarca não é um centauro (V)
Como a conclusão parte da conjunção, o mesmo só será verdadeiro quando todas as afirmativas
forem verdadeiras, logo, a única que contém esse valor lógico é: Esmeralda não é uma fada, e
Monarca não é um centauro.
Resposta: B
Aqui veremos questões que envolvem correlação de elementos, pessoas e objetos fictícios, através de
dados fornecidos. Vejamos o passo a passo:
01. Três homens, Luís, Carlos e Paulo, são casados com Lúcia, Patrícia e Maria, mas não sabemos
quem ê casado com quem. Eles trabalham com Engenharia, Advocacia e Medicina, mas também não
sabemos quem faz o quê. Com base nas dicas abaixo, tente descobrir o nome de cada marido, a
profissão de cada um e o nome de suas esposas.
a) O médico é casado com Maria.
b) Paulo é advogado.
c) Patrícia não é casada com Paulo.
d) Carlos não é médico. Vamos montar o passo a passo para que você possa compreender como chegar
à conclusão da questão.
1º passo – vamos montar uma tabela para facilitar a visualização da resolução, ela deve conter as
informações prestadas no enunciado, nas quais podem ser divididas em três grupos: homens, esposas
e profissões.
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LÓGICA MATEMÁTICA
3º passo - preenchimento de nossa tabela, com as informações mais óbvias do problema, aquelas que
não deixam margem a nenhuma dúvida. Em nosso exemplo:
- O médico é casado com Maria: marque um “S” na tabela principal na célula comum a “Médico” e
“Maria”, e um “N” nas demais células referentes a esse “S”.
ATENÇÃO: se o médico é casado com Maria, ele NÃO PODE ser casado com Lúcia e Patrícia,
então colocamos “N” no cruzamento de Medicina e elas. E se Maria é casada com o médico, logo ela
NÃO PODE ser casada com o engenheiro e nem com o advogado (logo colocamos “N” no
cruzamento do nome de Maria com essas profissões).
– Paulo é advogado: Vamos preencher as duas tabelas (tabela gabarito e tabela principal) agora.
– Patrícia não é casada com Paulo: Vamos preencher com “N” na tabela
principal
– Carlos não é médico: preenchemos com um “N” na tabela principal a célula comum a Carlos
e “médico”.
Notamos aqui que Luís então é o médico, pois foi a célula que ficou em branco. Podemos também
completar a tabela gabarito.
Novamente observamos uma célula vazia no cruzamento de Carlos com Engenharia. Marcamos um
“S” nesta célula. E preenchemos sua tabela gabarito.
4º passo – após as anotações feitas na tabela principal e na tabela gabarito, vamos procurar
informações que levem a novas conclusões, que serão marcadas nessas tabelas.
Observe que Maria é esposa do médico, que se descobriu ser Luís, fato que poderia ser registrado na
tabela-gabarito. Mas não vamos fazer agora, pois essa conclusão só foi facilmente encontrada porque
o problema que está sendo analisado é muito simples. Vamos continuar o raciocínio e fazer as
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LÓGICA MATEMÁTICA
marcações mais tarde. Além disso, sabemos que Patrícia não é casada com Paulo. Como Paulo é o
advogado, podemos concluir que Patrícia não é casada com o advogado.
Verificamos, na tabela acima, que Patrícia tem de ser casada com o engenheiro, e Lúcia tem de ser
casada com o advogado.
Concluímos, então, que Lúcia é casada com o advogado (que é Paulo), Patrícia é casada com o
engenheiro (que e Carlos) e Maria é casada com o médico (que é Luís).
Preenchendo a tabela-gabarito, vemos que o problema está resolvido:
Exemplo:
(TRT-9ª REGIÃO/PR – TÉCNICO
JUDICIÁRIO – ÁREA
ADMINISTRATIVA – FCC) Luiz,
Arnaldo, Mariana e Paulo viajaram em janeiro, todos para diferentes cidades, que foram Fortaleza,
Goiânia, Curitiba e Salvador. Com relação às cidades para onde eles viajaram, sabe-se que:
− Luiz e Arnaldo não viajaram para
Salvador;
− Mariana viajou para Curitiba; − Paulo não viajou para Goiânia;
− Luiz não viajou para Fortaleza.
É correto concluir que, em janeiro, (A) Paulo viajou para Fortaleza.
(B) Luiz viajou para Goiânia.
(C) Arnaldo viajou para Goiânia.
(D) Mariana viajou para Salvador.
(E) Luiz viajou para Curitiba.
Resolução:
Vamos preencher a tabela:
− Luiz e Arnaldo não viajaram para Salvador;
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LÓGICA MATEMÁTICA
Agora, completando o restante: Paulo viajou para Salvador, pois a nenhum dos três viajou. Então,
Arnaldo viajou para Fortaleza e Luiz para Goiânia
Resposta: B
Quantificador
É um termo utilizado para quantificar uma expressão. Os quantificadores são utilizados para
transformar uma sentença aberta ou proposição aberta em uma proposição lógica.
QUANTIFICADOR + SENTENÇA
ABERTA = SENTENÇA FECHADA
Tipos de quantificadores
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LÓGICA MATEMÁTICA
Exemplo:
Todo homem é mortal. A conclusão dessa afirmação é: se você é homem, então será mortal. Na
representação do diagrama lógico, seria:
ATENÇÃO: Todo homem é mortal, mas nem todo mortal é homem. A frase “todo homem é mortal”
possui as seguintes conclusões:
1ª) Algum mortal é homem ou algum homem é mortal.
2ª) Se José é homem, então José é mortal.
A forma “Todo A é B” pode ser escrita na forma: Se A então B.
A forma simbólica da expressão “Todo A é B” é a expressão (∀ (x) (A (x) → B).
Observe que a palavra todo representa uma relação de inclusão de conjuntos, por isso está associada
ao operador da condicional. Aplicando temos:
x + 2 = 5 é uma sentença aberta. Agora, se escrevermos da forma ∀ (x) ∈ N / x + 2 = 5 ( lê-se: para
todo pertencente a N temos x + 2 = 5), atribuindo qualquer valor a x a sentença será verdadeira? A
resposta é NÃO, pois depois de colocarmos o quantificador, a frase passa a possuir sujeito e
predicado definidos e podemos julgar, logo, é uma proposição lógica.
• Quantificador existencial (∃) O símbolo ∃ pode ser lido das seguintes formas:
Exemplo:
“Algum matemático é filósofo.” O diagrama lógico dessa frase é:
O quantificador existencial tem a função de elemento comum. A palavra algum, do ponto de vista
lógico, representa termos comuns, por isso “Algum A é B” possui a seguinte forma simbólica: (∃
(x)) (A (x) ∧ B). Aplicando temos:
x + 2 = 5 é uma sentença aberta. Escrevendo da forma (∃ x) ∈ N / x + 2 = 5 (lê-se: existe pelo menos
um x pertencente a N tal que x + 2 = 5), atribuindo um valor que, colocado no lugar de x, a sentença
será verdadeira? A resposta é SIM, pois depois de colocarmos o quantificador, a frase passou a
possuir sujeito e predicado definidos e podemos julgar, logo, é uma proposição lógica.
ATENÇÃO:
– A palavra todo não permite inversão dos termos: “Todo A é B” é diferente de “Todo B é A”.
– A palavra algum permite a inversão dos termos: “Algum A é B” é a mesma coisa que
“Algum B é A”.
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LÓGICA MATEMÁTICA
Exemplos:
Todo cavalo é um animal. Logo,
(A) Toda cabeça de animal é cabeça de cavalo.
(B) Toda cabeça de cavalo é cabeça de animal.
(C) Todo animal é cavalo.
(D) Nenhum animal é cavalo.
Resolução:
A frase “Todo cavalo é um animal” possui as seguintes conclusões:
– Algum animal é cavalo ou algum cavalo é um animal. – Se é cavalo, então é um animal. Nesse
caso, nossa resposta é toda cabeça de cavalo é cabeça de animal, pois mantém a relação de “está
contido” (segunda forma de conclusão).
Resposta: B
Resolução:
Lemos: para todo x pertencente ao conjunto dos números reais (R) existe um y pertencente ao
conjunto dos números dos reais (R) tal que x + y = x. – 1º passo: observar os quantificadores. X está
relacionado com o quantificador universal, logo, todos os valores de x devem satisfazer a
propriedade. Y está relacionado com o quantificador existencial, logo, é necessário pelo menos um
valor de x para satisfazer a propriedade.
– 2º passo: observar os conjuntos dos números dos elementos x e y. O elemento x pertence ao
conjunto dos números reais. O elemento y pertence ao conjunto os números reais. – 3º passo:
resolver a propriedade (x+ y = x). A pergunta: existe algum valor real para y tal que x + y = x?
Existe sim! y = 0. X + 0 = X.
Como existe pelo menos um valor para y e qualquer valor de x somado a 0 será igual a x, podemos
concluir que o item está correto.
Resposta: CERTO
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