GRUPO 2
TUBERCULOSE
Anna Beatriz, Danielle Conceição, Davi
de Castro, Isadora Marques, Sirlene
Beltrão.
Professor: Thiago Gontijo
ETIOLOGIA
A TB pode ser causada por qualquer uma das sete espécies que integram o complexo
Mycobacterium tuberculosis: M. tuberculosis, M. bovis, M. africanum, M. canetti, M.
microti, M. pinnipedi e M. caprae. A espécie mais importante é a M. tuberculosis, conhecida
também como bacilo de Koch (BK). É um bacilo álcool-ácido resistente (BAAR), aeróbio,
com parede celular rica em lipídios (ácidos micólicos e arabinogalactano), o que lhe confere
baixa permeabilidade, reduz a efetividade da maioria dos antibióticos e facilita sua
sobrevida nos macrófagos (ROSSMAN; MACGREGOR, 1995).
O M. tuberculosis é transmitido por via aérea, de uma pessoa com TB pulmonar ou
laríngea, que elimina bacilos no ambiente, por exalação de aerossóis oriundos da tosse, fala
ou espirro cujo escarro contém um grande número de organismos (cerca de 10.000
organismos/mL, o limite de detecção por microscopia fluorescente).
PATOLOGIA
E FISIOPATOLOGIA
O M. tuberculosis infecta o organismo e entra nos macrófagos por fagocitose, e vai inibir a
maturação do fagossomo e a formação do fagolisossoma, permitindo sua multiplicação dentro desta
célula de forma descontrolada, protegida da ação dos lisossomos. A infecção primária ocorre ao
primeiro contato com o bacilo de Koch, havendo uma reação do sistema imunológico do indivíduo,
particularmente por meio da fagocitose, como forma de controlar a
infecção
PATOLOGIA
E FISIOPATOLOGIA
Infecção Primária por Tuberculose
Requer inalação de partículas pequenas que atravessam as
defesas respiratórias superiores e se depositam profundamente
no pulmão, nos espaços aéreos subpleurais dos lobos medianos
ou inferiores.
Gotículas maiores tendem a se alojar nas vias respiratórias
proximais e normalmente não resultam em infecção.
PATOLOGIA
E FISIOPATOLOGIA
Infecção latente:
Ocorre após a maioria das infecções primárias.
Focos dos bacilos no pulmão ou em outros locais se transformam
em granulomas de célula epitelial, que podem ter centros caseosos e
necróticos.
O teste cutâneo tuberculínico e os ensaios de liberação de gama-
interferon (IGRA) tornam-se positivos durante a fase latente da
infecção.
PATOLOGIA
E FISIOPATOLOGIA
Infecção Ativa:
Pessoas saudáveis infectadas pela tuberculose têm
aproximadamente 5% a 10% de risco durante a vida de desenvolver
doença ativa, embora a porcentagem varie significativamente de
acordo com a idade e outros fatores de risco.
Doenças que comprometem a imunidade celular (essencial para a
defesa contra a tuberculose) facilitam significativamente a
reativação
PATOLOGIA
E FISIOPATOLOGIA
Pacientes coinfectados pelo HIV e que não recebem terapia
antirretroviral apropriada (TARV) têm cerca de 10% de risco
anual de desenvolver doença ativa.
Outros fatores de risco que facilitam a reativação, mas em menor
grau do que a infecção pelo HIV são:
1. Diabetes
2. Câncer cefálico e cervical
3. Gastrectomia
4. Nefropatia crônica dependente de diálise
5. Uso de fármacos que suprimem o sistema imunitário
SITUAÇÃO
EPIDEMIOLÓGICA
Em 2023, foram identificados 80.012 casos novos de TB no
Brasil, correspondendo a uma incidência de 37,0 casos por 100 mil
hab. O risco de desenvolvera doença ativa diminuiu em 2023,
após dois anos consecutivos de aumento, em 2021 (34,3 casos
por 100 mil hab.) e 2022 (38 casos por 100 mil habitantes).
Coeficiente de incidência de tuberculose (casos por 100 mil hab.) por Unidades da Federação. Brasil, 2023ª
Fonte: Sistema de Informação de Agravos de Notificação/Secretarias Estaduais de Saúde/Ministério da Saúde: Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatistica. Dados extraidos e cuancados em tevereiro/ coc4. Dados preuminares, su eltos a alleracao
Coeficiente de incidência (casos por 100 mil hab.) e número de casos novos de [Link], 2013 a 2023ª
Fonte: Sistema de Informação de Agravos de Notificação/Secretarias Estaduais de Saúde/Ministério da Saúde; Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatistica. Dados extraidos e qualificados em fevereiro/2024. Dados preliminares, sujeitos a alteração.
MORTALIDADE
O coeficiente de mortalidade por Tuberculose apresentou redução até 2020, mantendo-se em
aproximadamente dois óbitos por 100 milhab. ao ano. E, com a pandemia da covid-19, em 2021, foram
registrados 2,40 óbitos/100 mil hab. e, em 2022, 2,72 óbitos por 100 mil hab. pela doença.
Coeficiente de mortalidade (óbitos por 100 mil hab.) e número de óbitos por tuberculosa . Brasil, 2012 a 2022ª
Fonte: Sistema de Informação sobre Mortalidade/Secretarias Estaduais de Saúde/Ministério da Saúde; Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatistica* Dados extraidos em dezembro/2023. Dados preliminares, sujeitos a alteração.
SINAIS
E SINTOMAS
Infecção primária: quase sempre assintomática, mas quando há sintomas, geralmente são
inespecíficos e incluem a presença de febre baixa e fadiga sem tosse proeminente.
O principal sintoma é a tosse na forma seca ou produtiva (com
expectoração purulenta ou mucoide, com ou sem sangue)
Febre vespertina
Sudorese noturna
Emagrecimento
Cansaço/fadiga
DIAGNÓSTICO
Para o diagnóstico da tuberculose são utilizados os seguintes exames:
Bacteriológicos;
Baciloscopia;
Teste rápido molecular para tuberculose;
Cultura para micobactéria;
Imagem (exame complementar);
Radiografia de tórax.
TRATAMENTO
.O tratamento da tuberculose dura no mínimo seis meses, é gratuito e está disponível
no Sistema Único de Saúde (SUS), devendo ser realizado, preferencialmente, em regime
de Tratamento Diretamente Observado (TDO). O tratamento é composto por quatro
fármacos:
Rifampicina;
Isoniazida;
Pirazinamida;
Etambutol.
PAPEL DO ENFERMEIRO
O enfermeiro possui diversas funções no processo de diagnóstico
e cura da Tuberculose, sendo permitido:
Prescrição de medicações para pacientes com diagnóstico
confirmado de acordo com o protocolo de atendimento às
pessoas portadores de Tuberculose disponibilizado
oficialmente pelo Ministério da Saúde.
Além disso, deve deve coletar o histórico pessoal e familiar
do indivíduo, tendo como foco os sinais e sintomas da doença
e os hábitos do paciente.
PAPEL DO ENFERMEIRO
Solicitar exame de escarro mensal (2, 4 e 6 meses para os
doentes em uso dos esquemas básico e básico + etambutol)
para acompanhar o tratamento dos pulmonares bacilíferos.
Transferir o doente da unidade básica de saúde, quando
necessário, com a ficha de referência e contra-referência
devidamente preenchida.
Fazer visita domiciliar para acompanhar o tratamento
domiciliar e supervisionar o trabalho do ACS.
Realizar ações educativas junto à clientela da UBS e no
domicílio.
PAPEL DO ENFERMEIRO
Solicitar baciloscopia dos sintomáticos respiratórios para diagnóstico (duas
amostras).
Aplicar a vacina BCG. Caso não tenha capacitação para tal, providenciar
junto ao gestor da UBS a sua capacitação em outra unidade de saúde.
Fazer teste tuberculínico. Caso não tenha capacitação para tal, encaminhar
para a unidade de referência.
Manter a ficha do SIAB (B-TB) atualizada (Anexo V)
MOS NOS
DE PR
O OT
P
O
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1. VACINA - BCG
A vacina BCG (Bacilo Calmette-Guérin) é ofertada no Sistema Único
de Saúde (SUS) e protege a criança das formas mais graves da
doença, como a tuberculose miliar e a tuberculose meníngea.
A vacina está disponível nas salas de vacinação das Unidades Básicas
de Saúde e maternidades.
Deve ser administrada às crianças ao nascer, ou, no máximo, até os
quatro anos, 11 meses e 29 dias.
Tratamento da Infecção Latente pelo Mycobacterium tuberculosis
2. USO DE E.P.I’S
A adequação do EPI está diretamente vinculada a atividade desenvolvida. São indicados
nas áreas clínicas e de apoio diagnóstico.
Máscara PFF2/N95 – indicada para a proteção de doenças por transmissão aérea
[tuberculose, varicela, sarampo e SARG (síndrome aguda respiratória grave)
Luva de borracha – proteção da pele à exposição de material biológico e produtos
químicos. Deve possuir cano longo quando se prevê uma exposição até antebraço.
Avental impermeável, Capote de manga comprida – para a proteção da roupa e
pele do profissional.
Óculos de acrílico – proteção de mucosa ocular. Deve ser de material acrílico que
não interfira com a acuidade visual do profissional e permita uma perfeita adaptação
à face. Deve oferecer proteção lateral e com dispositivo que evite embaçar.
3. RESPEITAR O ISOLAMENTO
Em geral, recomenda-se que o paciente se mantenha afastado de suas
atividades por 15 a 30 dias após o início do tratamento pois ainda pode
transmitir o bacilo da tuberculose para outras pessoas. Já em casos em
que os pacientes estão sendo tratados em hospital há um isolamento em
quarto especialmente projetado para minimizar o risco dessa infecção se
propagar pelo ar mantendo porta fechada na medida do possível, e o ar
no quarto é trocado de 6 a 12 vezes a cada hora.
OBRIGADO PELA ATENÇÃO E MANTENHA
SEU CARTÃO DE VACINAS ATUALIZADO!
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
[Link]
2024/@@download/file
[Link]
[Link]
Tuberculose: abordagem do enfermeiro no cuidado ao paciente - PEBMED
[Link][Link] › assuntosPDFASSISTÊNCIA DO ENFERMEIRO À PESSOA COM TUBERCULOSE NA ...
[Link]
[Link]
z/t/tuberculose#:~:text=Manter%20ambientes%20bem%20ventilados%20e,domicílio%20e%20em%20ambientes%20públicos.
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rj#:~:text=O%20que%20é%3F,o%20nascimento%2C%20ainda%20na%20maternidade.