Afrodite
Afrodite
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2 2 HISTÓRIA
de habrós (ἁβρός) + díaita (δίαιτα), explicando a alter- cido” no Mediterrâneo, local em que as deusas menci-
nância entre b e ph como uma característica «familiar» onadas foram adoradas. Afrodite também é bastante se-
do grego, «obviamente derivada dos macedônios».[13] melhante à deusa Hator do Egito,[17] que era vista como
Afrodite pelos gregos. Vê-se que Astarte, Ishtar, Inanna,
Hator e Afrodite eram deusas de atributos comuns, que
2 História geralmente eram vistas como uma só deusa, sendo di-
fícil determinar com precisão quem influenciou quem,
embora os historiadores concordem que o culto de Afro-
2.1 Origens - Uma deusa importada dite é de origem oriental.[15] No Império Romano, outro
sincretismo ocorreria e Afrodite seria transformada em
Vênus.[18]
Apesar dos esforços dos mitógrafos no sentido de “hele-
nizar“ Afrodite, esta sempre traiu sua procedência asiá-
tica. Já Ilíada isso é bem perceptível. Sua proteção e
predileção pelos troianos que vivem na Ásia Menor e
particularmente por Eneias, fruto de seus amores com
Anquises, denotam sua origem não grega.[19] No Hino
Homérico a Afrodite, o caráter asiático da deusa ainda
é mais claro: apaixonada pelo herói troiano Anquises,
avança em direção a Troia, com o nome Ida (que daria
nome ao monte Ida), acompanhada de ursos, leões e pan-
teras. Sua hierofania voluptuosa transforma até os ani-
mais que se recolhem à sombra dos vales, para se uni-
rem no amor que transborda de Afrodite.[20] Essa marcha
amorosa da deusa seguida por animais em direção a Ílion
(Troia) mostra nitidamente que ela é uma Grande Mãe
semelhante a Astarte, que era representada escoltada por
animais.[15]
Seu amante Adônis nos leva igualmente à Ásia, uma vez
que Adônis é mera transposição do babilônico Tamuz, o
favorito de Istar-Astarté, de que os gregos modelaram sua
Afrodite. Como se pode observar, desde suas caracterís-
ticas e mitos mais importantes, Afrodite nos aponta para
a Ásia.[16] A helenização a transformou de Grande Mãe
Um dos pares de altares dedicados a Afrodite e Adônis, feitos a um dos onze deuses submetidos a Zeus e com papel re-
em Taras, sul da Itália, 400-375 a.C.. A cena, que representa a duzido às paixões humanas. Porém, quando é esculpida
reunião anual de Afrodite e Adônis, mostra o casal se abraçando, e pintada com seus golfinhos, o bode, o ganso, o cisne e a
e conta com duas mulheres. pomba, pode-se vislumbrar claramente sua antiga linha-
gem. Desta maneira a deusa, bem como suas antepassa-
Afrodite é uma deusa tão velha quanto o tempo, perten- das, é um símbolo das forças irrefreáveis da fecundidade,
cendo a uma linhagem de deusas femininas que represen- não propriamente em seus frutos, mas em função do de-
tavam a fertilidade na Antiguidade.[14] O culto de Afro- sejo ardente que essas mesmas forças irresistíveis ateiam
dite foi provavelmente baseado no culto de Astarte da nas entranhas de todas as criaturas. Eis o motivo por que
Fenícia, que era venerada em todo o Oriente Médio como a deusa é frequentemente representada escoltada por ani-
soberana do mundo. Entretanto, como o sincretismo mais ferozes.[21]
religioso era muito forte naquela época, não se sabe
com exatidão qual a origem das deusas.[15] Por exemplo,
no Império Babilônico, Astarte foi relacionada à deusa
Ishtar. Ela também seria associada com a deusa síria
Atargatis e com a deusa do amor suméria, Inanna. Se-
gundo Pausânias, os assírios foram a primeira civiliza-
ção a fundar um culto de Afrodite, tese que faz sen-
tido, tendo em vista uma pesquisa que revela a influência
mesopotâmica sobre a sociedade e mitologia grega, antes
de 700 a.C..[15] O culto de Afrodite na Grécia provavel-
mente foi introduzido da Síria para as ilhas de Chipre,
Citera, Corinto e outras, de onde se espalhou por toda
a região grega.[16] Então, a deusa do amor teria “nas-
2.2 Atributos e epítetos 3
desejo sexual.[18]
Foram os romanos que fizeram da divindade também uma
deusa militar, além da beleza, do amor, da fertilidade e
da sedução. Na mitologia romana, ela é a mãe divina
de Eneias, o ancestral do fundador de Roma, Rômulo.[35]
Em Roma, ela era venerada em um templo no Capitólio.
Júlio César foi um dos imperadores que adotou Vênus
como sua protetora. Seu mês sagrado era abril, porque
era quando as flores abriam ou floresciam. O Venerália,
sua festa, começou no dia primeiro de abril, e murta e
rosas eram suas flores sagradas.[21]
O monte Érix, na Sicília, foi um local de importante
culto a Vênus no período romano.[21] Pompeia também
foi um importante local de culto a Vênus nesse pe-
ríodo, sendo seu nome oficial Colônia Cornélia Venéria
dos Pompeanos (Colonia Cornelia Veneria Pompeiano-
rum), indicando a importância de Vênus como guardiã
da cidade.[36]
Um culto romano a Vênus foi estabelecido em Cartago,
durante os estágios iniciais da Segunda Guerra Púnica
entre Roma e Cartago.[34] Após a derrota terrível dos
romanos na Batalha do Lago Trasimeno, o oráculo si-
bilino sugeriu que a estátua Ericina (Vênus) que estava
em Erice, ainda em território cartaginês, fosse tomada
de modo a persuadir Erice a mudar sua lealdade de Car-
tago para Roma.[15] Em 217 a.C., os romanos tomaram
Erice e com a cidade capturaram uma imagem da bela
deusa. Como vimos anteriormente no mito da fundação
de Roma, Vênus era uma protetora divina de seu filho
Eneias, por isso a chegada da estátua pode ter sido in-
terpretada uma espécie de regresso a casa. Na Eneida,
Vênus leva Eneias ao Lácio em sua forma celeste, como
a estrela da manhã mais proeminente, brilhando diante
dele no céu amanhecer.[15]
Sexta-feira, que em italiano é venerdì, é o dia da semana
consagrado a Vênus. Venerdì nos vem do latim Morre
Veneris. Vênus também passou a ser identificada com a
deusa germânica Freia (Friijo), portanto, sexta-feira (Fri-
day) em inglês.[15]
3 Mitologia
O Nascimento de Vênus,
de Sandro Botticelli, c. 1485, na Galleria degli Uffizi
Julgamento de Páris ,
ranjado faz com que busque outras companhias masculi-
por Enrique Simonet, 1904, Museu de Málaga.
nas, na maioria das vezes Ares.[43] Com Afrodite no centro acompanhada de Eros. Atena e Hera ao
No conto cantado pelo bardo na sala de Alcino,[45] o deus fundo.
do sol Hélio uma vez espiou Ares e Afrodite amando um
ao outro secretamente na sala de Hefesto, e ele pronta- Ver artigos principais: Julgamento de Páris e Guerra
mente informou o incidente ao cônjuge olímpico de Afro- de Troia
dite. Hefesto conseguiu pegar o casal em flagrante e para
tanto ele fez uma rede especial, fina e resistente como
o diamante para pegar os amantes ilícitos. No momento Afrodite é um dos poucos deuses cujas ações são a maior
apropriado, esta rede foi jogada e encurralou Ares e Afro- causa da Guerra de Troia: ela oferece Helena para Páris
dite em um abraço apaixonado. Mas Hefesto ainda não e é responsável por os dois se tornarem tão apaixonados,
[19]
estava satisfeito com a sua vingança — ele convidou os de modo que Páris acaba raptando Helena. O casa-
deuses e deusas do Olimpo para ver o casal infeliz. Al- mento de Peleu e Tétis foi um grande evento e todos os
guns comentaram a beleza de Afrodite, outros opinaram deuses foram convidados, menos Éris, deusa da discór-
em trocar de lugar ansiosamente com Ares, mas todos dia. Ofendida, lançou um pomo de ouro com a inscrição
zombaram e riram dos dois. Uma vez que o casal foi para a mais bela (kallistei), entre as deusas. Hera, Atena
solto, Ares, embaraçado, fugiu para a sua pátria, Trácia, e Afrodite se consideravam
[46]
as mais belas e disputaram a
e Afrodite, envergonhada, fugiu para Chipre. [nt 1] posse do pomo.
Elas resolveram deixar a decisão com Zeus, que, não que-
rendo privilegiar nenhuma, deixou a decisão com Páris,
3.3.1 Divórcio filho de Príamo, príncipe de Troia. As três deusas se exi-
biram para Páris, mas mesmo assim ele não foi capaz de
A história de Homero na Odisseia sobre o adultério decidir e elas recorreram a subornos. No fim, Páris esco-
de Afrodite parece ter terminado com seu divórcio de lheu Afrodite e recebeu da deusa ajuda para receber sua
Hefesto. De fato, na época da Guerra de Troia, Ho- recompensa por tê-la escolhido: o amor da mais bela das
mero descreve a deusa como consorte de Ares, e a esposa mulheres, Helena, esposa do rei de Esparta, Menelau.[47]
de Hefesto sendo Aglaia.[19] Hefesto não teria aceitado a Páris em um ato imaturo raptou Helena, dando início à
traição da deusa com Ares pacificamente e alguns mitos Guerra de Troia. Na guerra, Afrodite se tornou um dos
relatam o deus perseguindo a filha de Afrodite e Ares, deuses protetores de Troia, juntamente com Ares, Apolo,
Harmonia, que teria sido gerada ainda quando Hefesto e Ártemis e Leto. Ela também se tornou protetora de He-
Afrodite eram casados. Hefesto amaldiçoou Harmonia e lena, Heitor e Páris, salvando a vida deste em um du-
8 3 MITOLOGIA
elo. Na guerra, ela também protegeu seu filho mortal, destacavam. O amor proibido de Páris e Helena garantiu
Eneias, e por causa disso acabou sendo ferida em com- a esta a simpatia da deusa até depois do fim da guerra de
bate. Mesmo com a proteção de Afrodite, depois de 10 Troia; graças a Afrodite, Menelau perdoou Helena pela
anos de guerra entre os aqueus e os troianos, Troia foi traição e eles se reconciliaram.[50] Um dos seus abenço-
vencida e destruída.[43] ados mais famosos foi Pigmaleão, um escultor e rei de
Chipre, que se apaixonou por uma estátua que esculpira
ao tentar reproduzir a mulher ideal. Ele havia decidido
3.5 Guardiã de Roma viver em celibato em Chipre por não concordar com a ati-
tude libertina das mulheres dali, que haviam dado fama
Na destruição de Troia, Afrodite falou para seu fi- à mesma como lugar de cortesãs. Afrodite, apiedando-se
lho Eneias pegar seu pai, sua esposa e ir embora de dele e atendendo a seu pedido, não encontrando na ilha
Troia. Eneas fez como sua mãe disse e viajou, orien- uma mulher que chegasse aos pés da que Pigmaleão es-
tado por Afrodite com o nome romano de Vênus, er- culpira, em beleza e pudor, transformou a estátua numa
rante pelo Mediterrâneo até chegar à península Itálica, mulher de carne e osso, com quem Pigmaleão casou-se
onde seus descendentes construíram Roma. Isto é rela- e, nove meses depois, teve uma filha chamada Pafos, que
tado no poema épico de Virgílio, Eneida, obra máxima deu nome à ilha.[51]
da literatura latina.[48] A partir deste épico romano, Vê-
Além de sua proteção aos amantes e apaixonados, a
nus passou a ser considerada a deusa guardiã de Roma.
deusa protegeu membros da sua família, mesmo os dis-
Um mito relata que, quando Juno (Hera romana) procu-
tantes como sua neta Ino, que ela salvou da ira de Hera
rou abrir as portas de Roma para um exército invasor,
transformando-a em ave. Afrodite também concedeu be-
Vênus procurou frustrar seus planos bloqueando o cami-
leza às Coronides, duas filhas de Órion, depois da morte
nho com as águas.[49]
da mãe delas. De forma semelhante, ela cuidou das fi-
lhas órfãs de Pandareus, um favorito de Deméter que foi
3.6 Protegidos da deusa transformado em pedra após tentar roubar bronze do tem-
plo de Zeus. Suas filhas, Cleodora e Mérope, que ficaram
também órfãs de mãe, foram protegidas por Afrodite, que
cuidou delas e as sustentou. Entretanto, quando Afrodite
foi falar com Zeus para garantir um casamento feliz para
as meninas, elas foram levadas pelas Erínias.[50]
3.6.1 Hipômenes
teve Hermafrodito. No caso de Posídon, foi ela que ficou lea Pafos referem-se a ela simplesmente como Wanassa
encantada e agradecida por ele não ter rido dela e de Ares(“a senhora”).[73] O templo de Afrodite estava em uma
quando Hefesto pegou os dois juntos e ainda o convenceu colina a cerca de dois quilômetros para o interior, com
a soltá-los. Com Posídon teve Rode e Herófile.[62][63] vista para o mar. A cidade de Palea logo surgiu ao redor
Seu principal consorte e romance mais longo foi Ares, do templo. Seus símbolos incluem a murta, o golfinho,[16]o
sendo desde a Ilíada retratada como companheira dele. pombo, o cisne, a rosa, a romã, limeira, pérolas e joias.
Tiveram sete filhos: Fobos, Deimos, Harmonia e os Seu festival principal era chamado de Afrodisia e era ce-
Erotes: Eros, Anteros, Himeros e Fotos,[64][65] embora lebrado por toda a Grécia. O festival ocorria durante o
a maioria dos mitos retratem Afrodite gerando Eros mês de Hekatombaion, que reconhecemos como a par-
sozinha.[66] tir da terceira semana de junho à terceira semana de ju-
Entre seus amores mortais, o mais famoso foi Adônis, lho no calendário gregoriano. Fontes textuais mencio-
que era tido como seu grande amor e com quem teve nam explicitamente o festival em Corinto e em Atenas,
Golgos e Béroe, que deu nome à capital do Líbano.[67] onde as muitas prostitutas que residiam na cidade co-
Anquises, príncipe de Troia, foi outro amor famoso, e al- memoram o festival [72]
como um meio de adorar a sua
gumas versões do mito dizem que Afrodite se apaixonou deusa padroeira. No templo de Afrodite no cume da
por ele como punição de Zeus por ela ter feito os deu- Acrópole de Corinto (antes da destruição romana da ci-
ses se apaixonarem por mulheres mortais. Com Anquises dade em 146 a.C.), ter relações sexuais com suas sacer-
teve Eneias e Liros, e logo depois do nascimento dos fi- dotisas foi considerado um método de adoração a Afro-
lhos, sua paixão por Anquises sumiu, embora continuasse dite. Esse ritual é conhecido como prostituição sagrada, e
a protegê-lo e aos seus filhos. [68] as sacerdotisas usavam o dinheiro arrecadado para man-
ter os templos de Afrodite.[74] O templo na Acrópole de
Entre outros amores mortais menos famosos está Corinto não foi reconstruído quando a cidade foi resta-
Faetonte, um senhor de Atenas que se tornou guarda belecida sob o domínio romano em 44 a.C., mas os ritu-
de seu templo, a quem ela amou e com quem teve ais de fertilidade provavelmente continuaram na princi-
Astínoo.[69] Butes, um dos Argonautas, foi salvo por pal cidade perto da ágora.[75] O eufemismo em grego é
Afrodite, que o levou para uma ilha isolada onde fizeram hieródula (hierodoule), “escravo sagrado”. A prática era
amor; ela teve Erix com ele.[70] Há ainda uma daimon, uma parte inerente dos rituais devidos aos antepassados
Peito, que personificava o desejo, uma companheira cons- de Afrodite no Oriente, a sumeriana Inanna e acadiana
tante de Afrodite, e que era vista em uns mitos como filha Ishtar, em cujo templo as sacerdotisas eram as “mulheres
da deusa. Entretanto, os autores desse mito não dizem de Ishtar”, ishtaritum.[57]
quem seria o pai de Peito com Afrodite.[71]
A prática foi documentada na Babilônia, Síria e Palestina,
nas cidades fenícias e nos centros de culto a Afrodite na
Grécia, em Chipre, Citera, Corinto e na Sicília;[57] a prá-
4 Culto tica, porém, não é atestada em Atenas. Por causa da pros-
tituição sagrada, Afrodite era vista em toda parte como
a deusa padroeira da cortesã. Houve um caso de um no-
bre que ganhou um jogo nas Olimpíadas e, como forma
de agradecer a Afrodite por tê-lo ajudado, doou para seu
templo mais de cem prostitutas.[76]
A poetisa Safo, uma das mais famosas da Grécia Antiga
e supostamente lésbica, geralmente se referia a Afrodite
como sua deusa protetora, o que fez alguns autores verem
que Afrodite também poderia ser vista como padroeira
das lésbicas.[77] Mas isso é algo difícil de determinar, por-
que existem poucos relatos na sociedade grega de homos-
sexualidade feminina, que era relegada à obscuridade,
diferentemente da homossexualidade masculina.[78] No
caso dos homens homossexuais, Afrodite era provavel-
mente vista como sua padroeira: seus filhos Erotes,
Ruínas do Templo de Afrodite, em Afrodisias na Turquia eram símbolos do homoerotismo e protegiam o amor
homossexual;[66] e Platão cita Afrodite Urânia como
[32]
O centro do culto de Afrodite foi Chipre. Afrodite era sendo a deusa do amor divino e do amor homossexual.
adorada na maioria das cidades de Chipre, bem como Durante os festivais de primavera dedicados a Afrodite
em Citera, Esparta, Tebas, Delos e Elis, e seu templo e Adônis, procissões separadas de homens e mulheres
mais antigo estava em Pafos.[72] Homero se refere à deusa caminhavam ao longo da Via Sacra de Nova Pafos para
como o Cípria no século VIII a.C. e ela foi chamada de o santuário de Afrodite em Velha Pafos, onde havia jo-
Páfia no século VI a.C. Inscrições no seu santuário em Pa-
4.2 Culto moderno a Afrodite 13
gos e concursos de música e poesia. Esta tradição sobre- vertido numa basílica pelos bizantinos. A cidade se recu-
vive (exceto a prostituição) no moderno festival de pri- sou inicialmente, mas cedeu e foi abandonada no século
mavera, Antistíria (Anthistiria), que é especialmente po- XIV. Hoje é um sítio arqueológico cheio de edifícios no-
pular em Ctíma Pafos. O santuário de Afrodite em Ve- táveis, incluindo o estádio de atletismo, que é dito como
lha Pafos continuou a florescer na época romana. Vários sendo provavelmente o mais bem preservado do seu tipo
imperadores romanos honraram-no, tendo sido visitado no Mediterrâneo.[79]
por Tito em 69 d.C., quando o futuro imperador estava
em seu caminho para o Egito. Ele consultou o oráculo
de Afrodite, que afirmou que ele teria um grande futuro.
O santuário foi reconstruído pelos romanos após o terre- 4.2 Culto moderno a Afrodite
moto de 76 ou 77 d.C., em um projeto que preservou a
arquitetura oriental do original. O culto de Afrodite so-
breviveu em Velha Pafos até o século IV, quando o impe- Mais informações: Dodecateísmo e neopaganismo
rador Teodósio (r. 378–395) proibiu o paganismo. Não
se sabe quando o culto de Afrodite foi suprimido ou se a Como uma das deusas do Olimpo, ela é uma deidade
população local resistiu à proibição.[73] importante, e o culto de Afrodite (ou Aphroditi) como
uma deusa viva é uma das devoções mais proeminentes
no helenismo moderno.[80] Os helenistas revivem as prá-
4.1 Afrodísias ticas religiosas da Grécia Antiga nos dias de hoje.[81]
A adoração a Afrodite, hoje, difere das práticas devo-
cionais dos gregos antigos em várias maneiras. Entre
os helênicos modernos, a visão de Afrodite como uma
deusa da fertilidade e do desejo, em grande medida deu
lugar a uma visão mais suave dela como deusa do amor e
da paixão.[82] Coisas como prostituição ritual são pensa-
dos como, na melhor das hipóteses, completamente ana-
crônicas. Em vez disso, os devotos helenistas modernos
fazem oferendas para ela e invocam o seu nome e suas
bênçãos para relacionamentos amorosos, inclusive sexu-
almente monógamos. Aqui, as convicções éticas de helê-
nicos modernos são inspirados por virtudes gregas antigas
de auto-controle e moderação.[83]
Helênicos na atualidade celebram a sua devoção religiosa
a Afrodite durante três dias principais de festa. Afro-
dísia é o seu principal dia de festa e é celebrado com
o calendário Ático no dia 4 de Hécatombéon, caindo no
calendário gregoriano entre os meses de julho e agosto,
dependendo do ano. Adônia, um festival conjunto de
Afrodite e seu parceiro Adônis, é comemorado na pri-
O tetrápilo, portal monumental da cidade. meira lua cheia após o equinócio da primavera no hemis-
fério norte, frequentemente na mesma semana em que
Ver artigo principal: Afrodísias é celebrada a Páscoa cristã. O quarto dia de cada mês
é considerado um dia sagrado para Afrodite e seu filho
Eros.[83]
Afrodísias era uma pequena cidade na Cária, agora parte
da Turquia. Localizada perto de uma pedreira de már- Oferendas para Afrodite para fins devocionais podem
more, Afrodísias tornou-se um centro de produção de es- incluir incenso, frutas (especialmente maçãs e romãs),
culturas na época helênica e romana. A escola de escul- flores, rosas perfumadas, vinho doce do deserto (par-
turas da cidade era popular, e muitas estátuas foram en- ticularmente o vinho Commandaria de Chipre) e bo-
contradas intactas na região da ágora. O ponto focal da los feitos com mel.[84] Na Wicca, Afrodite também é
cidade, como o nome sugere, era um enorme Templo de adorada como deusa do amor e personificação da deusa
Afrodite, enriquecido com muitas esculturas, sarcófagos mãe.[85][86]
e pedras que ilustravam passagens mitológicas. Entre as
esculturas notáveis, está uma estátua micênica de uma
deusa da fertilidade que foi identificada como sendo uma
antecessora de Afrodite, ou a própria Afrodite, adorada
na região.[79] Poucos aspectos do edifício original do tem- 5 Iconografia
plo sobrevivem, pois posteriormente o templo foi con-
14 5 ICONOGRAFIA
5.1 Antiguidade
"[...] Quando a arte, no ciclo de Afrodite, deixou para trás • Afrodite de Cnido, de
as pedras grosseiras e os ídolos informes do culto primitivo, Praxíteles, cópia do século IV a.C.
a ideia de uma deusa cujo poder se estende por toda parte
e à qual ninguém pode resistir, animou as suas criações;
gostava-se de a representar sentada num trono, segurando
nas mãos os sinais simbólicos de uma natureza repleta de
mocidade e esplendor, de uma luxuriante abundância; a
deusa estava inteiramente envolta nas dobras das suas ves-
tes (a túnica mal lhe deixava à mostra uma parte do seio
esquerdo) que se distinguiam pela elegância, pois precisa-
mente nas imagens de Vênus, a graça rebuscada das vestes
e dos movimentos parecia pertencer ao caráter da deusa.
Nas obras saídas da escola de Fídias, ou produzidas sob
a influência dessa escola, a arte representa em Afrodite o
princípio feminino e a união dos sexos em toda a sua san-
tidade e grandeza. Vê-se ali, antes, uma união durável
formada com o fito do bem geral, e não uma aproxima-
ção efêmera que deve terminar com os prazeres sensuais
que ele proporciona. A nova arte ática foi a primeira que
tratou do tema de Afrodite com um entusiasmo puramente
sensual, e que divinizou, nas representações figuradas da
deusa, já não mais apenas um poder ao qual o mundo
inteiro obedecia, mas antes a individualidade da beleza
feminina.
Como Vênus ou Afrodite, a deusa do amor foi frequen-
temente interpretada por artistas diferentes em épocas
distintas. Poucas pinturas da Grécia e Roma Antiga so-
breviveram. Nas existentes atualmente que retratam a
deusa, ela está representada deitada sobre uma simples
concha como o retrato acima, de Pompeia.[15] Nas mo-
edas, ela foi retratada normalmente em carruagens pu-
xadas pelos tritões e pelas tritônidas, enquanto numero-
sos baixos-relevos de esculturas a apresentam seguida de
hipocampos ou centauros marinhos.[87]
• Vênus de
Milo, no Museu do Louvre
• Estátuas
5.2 Renascimento e Idade Contemporânea 15
•
O Nascimento de Venus, por Alexandre Cabanel, 1863
• A Vênus
Adormecida, de Giorgione, 1510
• Vênus de Urbino,
de Ticiano, 1538 • O Nascimento de Venus,
por William-Adolphe Bouguereau, 1879
como filhas Drew Tanaka e Piper McLean, a qual é [10] Hubert Grimme, «Hethitisches im griechischen Worts-
fruto de um romance com Tristan McLean.[109] chatze» (em alemão), Glotta: Zeitschrift für griechische
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