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Filosofia Joelson

Filosofia Política Moderna

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Adamo Luís
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Filosofia Política Moderna

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ESCOLA COMUNITÁRIA DE FRATERNIDADE-PEMBA

TRABALHO DE FILOSOFIA

Tema: Noções gerais da filosofia

12ª Classe
B1/3

Pemba aos 12 de Junho de 2024

1
ESCOLA COMUNITÁRIA DE FRATERNIDADE-PEMBA

TRABALHO DE FILOSOFIA

Tema: Noções gerais da filosofia

Nome do aluno
Angito Anli Miriue
No 10
12ª Classe
B1/3

Trabalho de carácter avaliativo que será entregue


individual da disciplina de Agropecuária, lecionado pelo
Docente: Dr. Luciano

Pemba aos 12 de Junho de 2024

2
Índice

Introdução..........................................................................................................................4
Filosofia política…………………....................................................................................5

Curiosidade........................................................................................................................5

A diferença entre filosofia política e ciência política……………......................................6

Filosofia Antiguidade........................................................................................................6
Contexto Histórico do Surgimento da Filosofia………….................................................7
Filosofia Grega..................................................................................................................7

Principais Escolas Filosóficas da Filosofia Antiga.............................................................7

Principais Filósofos da Antiguidade...................................................................................8


Filosofia Política Moderna.................................................................................................9

Contexto Histórico…………….........................................................................................9

Principais Características.................................................................................................10
Principais Filósofos Modernos.........................................................................................10

Filosofia Política na idade média......................................................................................14

Características da Filosofia Medieval………………………..........................................14


Períodos da Filosofia Medieval e Principais Filósofos.....................................................14

Filosofia dos Padres Apostólicos…..................................................................................15


Filosofia dos Padres Apologistas…..................................................................................15
Conclusão........................................................................................................................16

Referência Bibliográfica..................................................................................................17

3
Introdução

A filosofia política é uma área de estudo da filosofia que analisa as questões da vida
política dos seres humanos. O seu objetivo é compreender as questões da
convivência humana em todos os seus aspetos, principalmente a relação entre os
grupos humanos e as instituições de poder

O presente trabalho esta estruturada da seguinte maneira:

Capa;

Contra capa;

Índice;

Introdução;
Desenvolvimento (o próprio trabalho);

Conclusão;

Referencias bibliografia.

Submetida com uma linguagem clara e objectiva para a melhor compreensão do mesmo. Para
efectivação deste trabalho, foi necessária a consulta bibliográfica de obras que posteriormente
encontra-se citada nas referências bibliográficas

4
Filosofia política é uma vertente da filosofia que procura estudar as questões a respeito da
convivência entre o ser humano e as relações de poder.

Também analisa temas a respeito da natureza do Estado, do governo, da justiça, da liberdade e do


pluralismo.

A política, na filosofia, deve ser entendida num sentido amplo, que envolve as relações entre os
habitantes de uma comunidade e seus governantes e não apenas como sinônimo de partidos
políticos.
Definição de Filosofia Política

A filosofia política ocidental surgiu na Grécia Antiga e dizia a respeito sobre a convivência dos
habitantes dentro das cidades-estado gregas. Estas eram independentes e muitas vezes rivais entre
si.
Tais cidades contemplavam as mais variadas formas de organização política como a aristocracia,
democracia, monarquia, oligarquia e até a tirania.
À medida que as cidades foram crescendo, o termo política passou a ser aplicado a todas as esferas
onde o poder estava envolvido.

Assim, num sentido amplo, existe política desde aqueles que habitam aldeias, como aqueles que
moram em estados-nacionais.

Curiosidade
A palavra política é de origem grega (pólis) e significa cidade.

Principais Filósofos Políticos


Inúmeros autores se dedicaram à filosofia política, porém destacaremos os mais importantes como
Aristóteles, N
icolau Maquiavel e Jean-Jacques Rousseau.
Aristóteles
Aristóteles descreveu a política como um meio pelo qual a coletividade chega à felicidade

Entre as obras mais influentes da filosofia política está a "Política", de Aristóteles.


O pensamento de Aristóteles aponta que a natureza humana é a justificativa para o homem viver
em grupo e esta é uma das características principais que torna homens e mulheres seres humanos.
A finalidade da vida humana é ser feliz e fazer os outros felizes. Desta maneira, Aristóteles aponta
que o "homem é um animal político", no sentido que ele vive em comunidade.
É importante lembrar que, para Aristóteles, a política era um desdobramento da ética e sem esta
não era possível fazer política.

5
A teologia cristã apropriou-se do pensamento de Aristóteles e o utilizou largamente, conciliando o
pensamento cristão com a filosofia aristotélica.
Essa corrente é percebida nas obras de Santo Agostinho, que enfatiza o Estado como instrumento
de aplicação da moral e São Tomás de Aquino, cuja filosofia escolástica dominou o pensamento
europeu por muitos séculos.

Nicolau Maquiavel
O rompimento do entendimento europeu sobre a filosofia política se dá a partir da obra de Nicolau
Maquiavel (1469-1527). Em "O Príncipe" e "Os Discursos", o filósofo pondera que o bem e o mal
são apenas meios de chegar ao fim.

Dessa maneira, os atos dos governantes não são bons ou maus por si. Eles devem ser analisados
tendo em conta o objetivo final que teriam.

Note que Maquiavel afirma isso ao escrever sobre as ações de governantes. É errôneo adaptar tal
pensamento para se aplicar ao "cidadão comum".

Maquiavel desvincula a política da moral, da ética e da religião cristã. O objetivo é estudar a política
pela política e afastar outras áreas que possam afetar seu resultado.

Jean-Jacques Rousseau
Jean-Jacques Rousseau está entre os autores de destaque dessa época. Sua obra, "O Contrato
Social", publicada em 1762, é uma das mais influentes obras de filosofia política.

Rousseau defendia que a soberania política vinha do povo.


Nela, Rousseau argumenta que os seres humanos fazem uma espécie de contrato social com os
governantes.
Em troca de deixarem a liberdade - o estado natural - alguém superior se encarregará de fazer leis
e fiscalizá-las. Somente desta maneira, os seres humanos poderão viver em paz e prosperar.
Rousseau desenvolve suas ideias no contexto do Iluminismo. Este impõe uma nova ordem do
pensamento ao privilegiar a reflexão científica.
O Absolutismo é questionado, gerando uma série de obras que visam ponderar sobre a origem dos
governos e da política.
A diferença entre filosofia política e ciência política

Considera-se que a filosofia política seja um estudo de cunho normativo, uma vez que suas
propostas envolvem teorizações sobre a política em um contexto estritamente filosófico.

A ciência política, por outro lado, seria a forma de pensamento político voltada à prática da
política, descrevendo o modo como os governos agem em nível nacional e internacional.

Filosofia Antiguidade
A Filosofia Antiga corresponde ao período do surgimento da filosofia grega no século VII a.C.

6
Ela surge da necessidade de explicar o mundo de um novo modo. Os filósofos buscam encontrar
respostas racionais para a origem das coisas, dos fenômenos da natureza, da existência e da
racionalidade humana.

O termo filosofia é de origem grega e significa “amor ao saber”, ou seja, a busca pela sabedoria.
De tal modo que, durante a transição do pensamento mítico para o racional, os filósofos
acreditavam conseguir transmitir a mensagem dos deuses. Os deuses e as entidades mitológicas
serviam de inspiração para a filosofia nascente.

Por esse motivo, no início, a filosofia estava intimamente relacionada com a religião: mitos,
crenças, etc. Assim, o pensamento mítico foi dando lugar ao pensamento racional, ou ainda, do
mito ao logos.
Contexto Histórico do Surgimento da Filosofia

A filosofia antiga surge com a substituição do saber mítico ao da razão e isso ocorreu com o
surgimento da polis grega (cidade-estado).

Essa nova organização grega, foi fundamental para a desmistificação do mundo através da razão e,
com isso, as reflexões dos filósofos.

Mais tarde, as discussões que ocorriam em praça pública juntamente com o poder da palavra e da
razão (logos) levaram a criação da democracia.
Filosofia Grega

A filosofia grega está dividida em três períodos:


Período Pré-socrático (séculos VII a V a.C.): corresponde ao período dos primeiros filósofos
gregos que viveram antes de Sócrates. Os temas estão centrados na natureza, do qual se destaca o
filósofo grego Tales de Mileto.

Período Socrático (séculos V a IV a.C.): também chamado de período clássico, nesse momento
surge a democracia na Grécia Antiga. Seu maior representante foi o filósofo grego Sócrates que
começa a pensar sobre o ser humano. Além dele, merecem destaque: Aristóteles e Platão.
Período Helenístico (séculos IV a.C. a VI d.C.): Além de temas relacionados com a natureza e o
homem, nessa fase os estudos estão voltados para a realização humana por meio das virtudes e da
busca da felicidade.

Principais Escolas Filosóficas da Filosofia Antiga


Agora que você já sabe os períodos em que está dividida, veja quais as principais escolas de
pensamento da filosofia antiga:
Escola Jônica: reuniu os primeiros filósofos na cidade grega de Mileto, localizada na região da
Jônia, no litoral ocidental da Ásia menor (atual Turquia). Além de Mileto, temos a cidade de
Héfeso, com Heráclito como seu principal representante e Samos, com Pitágoras. Na cidade grega
de Mileto destacam-se Tales de Mileto, Anaximandro e Anaxímenes.

7
Escola Itálica: foi desenvolvida na atual região do sul da Itália (na cidade de Elei) e da Sicília (nas
cidades de Aeragas e Lentini). Destacam-se os filósofos Parmênides, Zenão, Empédocles e
Górgias.

Principais Filósofos da Antiguidade


Veja abaixo os principais filósofos e os principais problemas filosóficos refletidos por eles:

1. Tales de Mileto

Tales de Mileto (623-546 a.C.) foi um filósofo pré-socrático, considerado o “Pai da Filosofia”. Ele
propõe que a água é a substância primordial da vida, denominada de arché. Para ele “Tudo é água”.

2. Anaximandro
Anaximandro (610-547 a.C.) foi discípulo de Tales de Mileto. O filósofo procurou buscar o
elemento fundamental de todas as coisas, denominando de ápeiron (o infinito e o indeterminado),
que representaria a massa geradora da vida e do universo.

3. Anaxímenes
Anaxímenes (588-524 a.C.) foi discípulo de Anaximandro. Para o filósofo, a substância primordial
que origina todas as coisas é o elemento ar.
4. Pitágoras
Segundo Pitágoras de Samos (570-490 a.C.), a origem de todas as coisas estava intimamente
relacionada com os números. Suas ideias foram essenciais para a filosofia e a matemática (Teorema
de Pitágoras).

5. Heráclito
Heráclito de Éfeso (535-475 a.C.) foi um filósofo pré-socrático que contribuiu com as reflexões da
existência. Segundo ele, tudo está em processo de mudança e o fluxo constante da vida é
impulsionado pelas forças opostas. Elegeu o fogo como elemento essencial da natureza.

6. Parmênides
Parmênides (510-470 a.C.), considerado um dos principais filósofos pré-socráticos, contribuiu para
os estudos do ser (ontologia), da razão e da lógica. Em suas palavras: “O ser é e o não ser não é”.
7. Zenão de Eleia

Zenão de Eleia (488-430 a.C.) foi discípulo de Parmênides. De suas reflexões filosóficas, destaca-
se o “Paradoxo de Zenão”, no qual pretendia demonstrar que a noção de movimento era
contraditória e inviável.
8. Empédocles

8
Por meio do pensamento racional, Empédocles (490-430 a.C.) defendeu a existência dos quatro
elementos naturais (ar, água, fogo e terra), os quais agiriam de maneira cíclica a partir de dois
princípios: o amor e o ódio.

9. Demócrito
Demócrito de Abdera (460-370 a.C.) foi criador do conceito de Atomismo. Segundo ele, a realidade
era formada por partículas invisíveis e indivisíveis denominadas de átomos (matéria). Nas palavras
do filósofo “Tudo o que existe no universo nasce do acaso ou da necessidade”.

10. Protágoras
Protágoras (480-410 a.C.) foi um filósofo sofista e famoso por sua célebre frase “O homem é a
medida de todas as coisas”. Contribuiu para as ideias associadas ao subjetivismo dos seres.
11. Górgias

Górgias (487-380 a.C.) foi um dos maiores oradores da Grécia antiga. Esse filósofo seguiu os
estudos sobre o subjetivismo de Protágoras, o que o levou a um ceticismo absoluto.

12. Sócrates
Sócrates (469-399) foi um dos maiores filósofos da Grécia antiga que contribuiu para os estudos
do ser e de sua essência.
A filosofia socrática esteve pautada no autoconhecimento (“conhece-te a ti mesmo”), desenvolvida
mediante diálogos críticos (ironia e maiêutica).

13. Platão
Platão (427-347 a.C.) foi discípulo de Sócrates e escreveu sobre as ideias de seu mestre. De suas
reflexões filosóficas destaca-se a “Teoria das Ideias”, a base do platonismo, que seria a passagem
do mundo sensível (aparência) para o mundo das ideias (essência). O “mito da caverna” demostra
essa dicotomia entre a ilusão e a
14. Aristóteles

Suas ideias são consideradas a base do pensamento lógico e científico. Escreveu diversas obras
sobre a essência dos seres (Metafísica), a lógica, a política, a ética, as artes, a potência, etc
Filosofia Política Moderna
A filosofia moderna começa no século XV quando tem início a Idade Moderna. Ela permanece
até o século XVIII, com a chegada da Idade Contemporânea.
Ela marca uma transição do pensamento medieval, fundamentado na fé e nas relações entre os
homens e Deus, para o pensamento antropocêntrico, marca da modernidade, que eleva a
humanidade a um novo status como o grande objeto de estudo.

O racionalismo e o empirismo, correntes de pensamento construídas no período, demostram essa


mudança. Ambos visam dar respostas sobre a origem do conhecimento humano. O primeiro
associando à razão humana e o segundo, baseado-se na experiência.

9
Contexto Histórico

O final de Idade Média esteve calcada no conceito de teocentrismo (Deus no centro do mundo) e
no sistema feudal, terminou com o advento da Idade Moderna.

Essa fase reúne diversas descobertas científicas (nos campos da astronomia, ciências naturais,
matemática, física, etc.) o que deu lugar ao pensamento antropocêntrico (homem no centro do
mundo).
Assim, esse período esteve marcado pela revolução do pensamento filosófico e científico. Isso
porque deixou de lado as explicações religiosas do medievo e criou novos métodos de investigação
científica. Foi dessa maneira que o poder da Igreja Católica foi enfraquecendo cada vez mais.

Nesse momento, o humanismo tem um papel centralizador oferecendo uma posição mais ativa do
ser humano na sociedade. Ou seja, como um ser pensante e com maior liberdade de escolha.

Diversas transformações ocorreram no pensamento europeu da época dos quais se destacam:


a passagem do feudalismo para o capitalismo;

o surgimento da burguesia;
a formação dos estados nacionais modernos;

o absolutismo;
o mercantilismo;
a reforma protestante;

as grandes navegações;
a invenção da imprensa;

a descoberta do novo mundo;


o início do movimento renascentista.

Principais Características
As principais características da filosofia moderna estão pautadas nos seguintes conceitos:
Antropocentrismo e Humanismo
Cientificismo

Valorização da natureza
Racionalismo (razão)

Empirismo (experiências)
Liberdade e idealismo

Renascimento e iluminismo

10
Filosofia laica (não religiosa)

Principais Filósofos Modernos


Confira abaixo os principais filósofos e os problemas filosóficos da Idade Moderna:

Michel de Montaigne (1523-1592)


Inspirado no epicurismo, estoicismo, humanismo e ceticismo, Montaigne foi um filósofo, escritor
e humanista francês. Trabalhou com temas da essência humana, moral e política.
Foi o criador do gênero textual ensaio pessoal quando publicou sua obra “Ensaios”, em 1580.

Nicolau Maquiavel (1469-1527)


Considerado “Pai do Pensamento Político Moderno”, Maquiavel foi filósofo e político italiano do
período do Renascimento.
Ele introduziu princípios morais e éticos para a Política. Separou a política da ética, teoria analisada
em sua obra mais emblemática “O Príncipe”, publicada postumamente em 1532.
Jean Bodin (1530-1596)

Filósofo e jurista francês, Bodin contribuiu para a evolução do pensamento político moderno. Sua
"teoria do direito divino dos reis", foi analisada em sua obra “A República”.

Segundo ele, o poder político estava concentrado numa só figura que representa a imagem de Deus
na Terra, baseada nos preceitos da monarquia.
Francis Bacon (1561-1626)

Filósofo e político britânico, Bacon colaborou com a criação de um novo método científico. Assim,
é considerado um dos fundadores do "método indutivo de investigação científica", baseado nas
observações dos fenômenos naturais.
Além disso, apresentou a “teoria dos ídolos” em sua obra “Novum Organum”, que, segundo ele,
alteravam o pensamento humano bem como prejudicava o avanço da ciência.
Galileu Galilei (1564-1642)
“Pai da Física e da Ciência Moderna”, Galileu foi um astrônomo, físico e matemático italiano.
Colaborou com diversas descobertas científicas na sua época. Grande parte esteve baseada na teoria
heliocêntrica de Nicolau Copérnico (a Terra gira em torno do sol), contrariando assim, os dogmas
expostos pela Igreja Católica.

Ademais, foi criador do “método matemático experimental”, o qual está baseado na observação
dos fenômenos naturais, experimentações e valorização da matemática.

Baruch Espinosa (1632-1677)


Filósofo holandês, Espinosa baseou suas teorias num racionalismo radical. Criticou e combateu as
superstições (religiosa, política e filosófica) que, segundo ele, estariam pautadas na imaginação.

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A partir disso, o filósofo acreditava na racionalidade de um Deus transcendental e imanente
identificado com a natureza, o qual fora analisado em sua obra “Ética”.
Blaise Pascal (1623-1662)

Filósofo e matemático francês, Pascal contribuiu com estudos pautados na busca da verdade,
refletidos na tragédia humana.

Segundo ele, a razão não seria o fim ideal para provar a existência de Deus, uma vez que o ser
humano é impotente e está limitado às aparências.

Em sua obra “Pensamentos”, apresenta suas principais indagações acerca da existência de um Deus
baseado no racionalismo.

Thomas Hobbes (1588-1679)


Filósofo e teórico político inglês, Hobbes buscou analisar as causas e propriedades das coisas,
deixando de lado a metafísica (essência do ser).
Baseado nos conceitos do materialismo, mecanicismo e empirismo, desenvolveu sua teoria. Nela,
a realidade é explicada pelo corpo (matéria) e por seus movimentos (aliados à matemática).
Sua obra mais emblemática é um tratado político denominado de “Leviatã” (1651), mencionando
a teoria do “contrato social” (existência de um soberano).
John Locke (1632-1704)
Filósofo inglês empirista, Locke foi precursor de muitas ideias liberais criticando assim, o
absolutismo monárquico.
Segundo ele, todo o conhecimento era proveniente da experiência. Com isso, o pensamento
humano estaria pautado nas ideias de sensações e reflexão onde a mente seria uma "tábula rasa" no
momento do nascimento.

Assim, as ideias são adquiridas ao longo da vida a partir de nossas experiências.


David Hume (1711-1776)

Filósofo e diplomata escocês, Hume seguia a linha empirista e do ceticismo. Criticou o


racionalismo dogmático e o raciocínio indutivo, analisados em sua obra “Investigação Acerca do
Entendimento Humano”.
Nessa obra, ele defende a ideia do desenvolvimento do conhecimento a partir da experiência
sensível, donde as percepções estariam divididas em:
impressões (associadas aos sentidos);

ideias (representações mentais resultantes das impressões).


Montesquieu (1689-1755)

Filósofo e jurista francês do iluminismo, Montesquieu foi um defensor da democracia e crítico do


absolutismo e do catolicismo.

12
Sua maior contribuição teórica foi a separação dos poderes estatais em três poderes (poder
executivo, poder legislativo e poder judiciário). Essa teoria foi formulada em sua obra O Espírito
das Leis (1748).

Segundo ele, essa caracterização protegeria as liberdades individuais, ao mesmo tempo que evitaria
abusos dos governantes.

Voltaire (1694-1778)
Filósofo, poeta, dramaturgo e historiador francês foi um dos mais importantes pensadores do
Iluminismo, movimento baseado na razão.
Defendeu a monarquia governada por um soberano esclarecido e a liberdade individual e de
pensamento, ao mesmo tempo que criticou a intolerância religiosa e o clero.
Segundo ele, a existência de Deus seria uma necessidade social e, portanto, se não fosse possível
confirmar sua existência, teríamos de inventá-lo.
Denis Diderot (1713-1784)

Filósofo e enciclopedista do iluminismo francês, ao lado de Jean le Rond D’Alembert (1717-1783),


ele organizou a “Enciclopédia”. Essa obra de 33 volumes reunia os conhecimentos de diversas
áreas.
Contou com a colaboração de diversos pensadores, tal qual Montesquieu, Voltaire e Rousseau. Essa
publicação foi primordial para a expansão do pensamento moderno burguês da época e dos ideais
iluministas.
Rousseau (1712-1778)

Jean-Jacques Rousseau foi um filósofo social e escritor suíço e uma das mais importantes figuras
do movimento iluminista. Foi um defensor da liberdade e crítico do racionalismo.

Na área da filosofia investigou temas acerca das instituições sociais e políticas. Afirmou a bondade
do ser humano em estado de natureza e o fator de corrupção originado pela sociedade.

Suas obras mais destacadas são: “Discurso sobre a origem e os fundamentos das desigualdades
entre os homens” (1755) e “Contrato Social” (1762).

Adam Smith (1723-1790)


Filósofo e economista escocês, Smith foi o principal teórico do liberalismo econômico, criticando
assim o sistema mercantilista.
Sua obra mais emblemática é o “Ensaio sobre a riqueza das nações”. Aqui, ele defende uma
economia baseada na lei da oferta e procura, o que resultaria na autorregulação do mercado e
consequentemente, supriria as necessidades sociais.

Immanuel Kant (1724-1804)


Filósofo alemão com influência iluminista, Kant buscou explicar os tipos de juízos e conhecimento
desenvolvendo um “exame crítico da razão”.

13
Em sua obra “Crítica da razão pura” (1781) ele apresenta duas formas que levam ao conhecimento:
o conhecimento empírico (a posteriori) e o conhecimento puro (a priori).
Além dessa obra, merecem destaque a "Fundamentação da Metafísica dos Costumes" (1785) e a
“Crítica da razão prática” (1788).
Em resumo, a filosofia kantiana, buscou criar uma ética cujos princípios não se baseassem na
religião e, sim, em um conhecimento fundamentado na sensibilidade e no entendimento.
Filosofia Política na idade média

A filosofia medieval foi desenvolvida na Europa durante o período da Idade Média (séculos V-
XV). Trata-se de um período de expansão e consolidação do Cristianismo na Europa Ocidental.

A filosofia medieval tentou conciliar a religião com a filosofia, ou seja, a consciência cristã com a
razão filosófica e científica.

Características da Filosofia Medieval


As principais características da filosofia medieval são:

Inspiração na filosofia clássica (Greco-romana);


União da fé cristã e da razão;

Utilização dos conceitos da filosofia grega ao cristianismo;


Busca da verdade divina.
Muitos filósofos dessa época também faziam parte do clero ou eram religiosos. Nesse momento,
os grandes pontos de reflexão para os estudiosos eram:
a existência de Deus;

a fé e a razão;
a imortalidade da alma humana;

a salvação;
o pecado;
a encarnação divina
o livre-arbítrio, dentre outras questões.

Sendo assim, as reflexões desenvolvidas no medievo, ainda que pudessem contemplar os estudos
científicos, não podiam se contrapor à verdade divina relatada pela Bíblia.

Períodos da Filosofia Medieval e Principais Filósofos


O objeto de estudo da filosofia medieval começou antes deste período cronológico da história.
Afinal, após a morte de Jesus Cristo, os primeiros cristãos tiveram que conciliar a filosofia grega
com os ensinamentos cristãos.

14
Uma vez que a Idade Média foi um longo período da história ocidental, dividimos a Filosofia
Medieval em quatro fases:
Filosofia dos Padres Apostólicos;

Filosofia dos Padres Apologistas;


Patrística;

Escolástica.
A filosofia patrística e escolástica, que correspondem aos dois últimos períodos, foram os mais
importantes da filosofia medieval.
Filosofia dos Padres Apostólicos

Nos séculos I e II, a filosofia desenvolvida esteve relacionada com o início do Cristianismo e,
portanto, os filósofos desse período estavam preocupados em explicar os ensinamentos de Jesus
Cristo num meio pagão.
Recebe esse nome, uma vez que esse cristianismo primitivo esteve baseado nos escritos de diversos
apóstolos.
O maior representante desse período foi Paulo de Tarso, o Apóstolo Paulo, que escreveu muitas
epístolas incluídas no Novo Testamento.
Filosofia dos Padres Apologistas
Nos séculos III e IV a filosofia medieval passa para uma nova fase relacionada com a apologia.
Esta era uma figura da retórica que consistia na defesa de algum ideal, nesse caso, a fé cristã.
Os "Padres Apologistas" utilizaram as mesmas figuras de linguagem e argumentos para dialogar
os com helenistas.
Assim, defendiam o cristianismo como uma filosofia natural que seria superior ao pensamento
greco-romano.
Dessa maneira, eles aproximaram o pensamento greco-romano aos conceitos cristãos que estavam
se disseminando pelo Império Romano.
Nesse período destacam-se os apologistas cristãos: Justino Mártir, Orígenes de Alexandria e
Tertuliano.
A filosofia patrística foi desenvolvida a partir do século IV e permaneceu até o século VIII. Recebe
esse nome porque os textos desenvolvidos no período foram escritos pelos chamados "Padres da
Igreja" (Pater, "pai", em latim).

A patrística se preocupava em adaptar os ensinamentos da filosofia grega aos princípios cristãos.


Baseava-se nas obras de Platão e identificava a Palavra de Deus com o mundo das ideias platônicas.

Partiam do princípio de que o homem seria capaz de entender a Deus através da sua revelação.

15
Esta é uma fase inicial de desenvolvimento da filosofia medieval, quando o Cristianismo está
concentrado no Oriente e vai se expandindo pela Europa.
Por isso, a maioria dos filósofos era também teólogos e o tema principal era a relação da razão e
da fé.
Os Padres da Igreja precisavam explicar conceitos como imortalidade da alma, existência de um
só Deus, e dogmas como a Santíssima Trindade, a partir da filosofia grega.
Dentre os Padres da Igreja, destacam-se Irineu de Lyon, Inácio de Antioquia, João Crisóstomo,
Ambrósio de Milão, entre muitos outros.

Conclusão

Concluiu o trabalho com ajuda de internet e obras de filosofia este tema extremamente importante
para sociedade a filosofia é uma ciência e cataloga da vida.

A filosofia política abrange uma multiplicidade de reflexões filosóficas sobre a origem ou a


organização da vida em sociedade e as várias implicações que esse convívio impõe aos indivíduos.
Alguns dos temas que a filosofia.O problema central da filosofia política é como implementar ou
limitar o poder público para manter a sobrevivência e melhorar a qualidade da vida humana.

16
Referência Bibliográfica

Cisneros, Leandro. "Ensino da filosofia:". Revista Sul-Americana de Filosofia e


Educação (RESAFE), n.º 13 (5 de outubro de 2011): 19–30.
http://dx.doi.org/10.26512/resafe.v0i13.4369.

Candiotto, César. "A FILOSOFIA E A POLÍTICA". Revista de Filosofia Aurora 15,


n.º 17 (10 de maio de 2003): 63. http://dx.doi.org/10.7213/rfa.v15i17.3415.

Bernardo, Fernanda. "Derrida – toujours déjà “politique” Écriture – parjure –


pardon". Revista Filosófica de Coimbra 27, n.º 54 (7 de outubro de 2018): 211–48.
http://dx.doi.org/10.14195/0872-0851_54_2.

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