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História e Conceitos de Ética

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SEMINÁRIO METODISTA ÉTICA

CÉSAR DACORSO FILHO Professor: Pr André Moliterno

COMPETÊNCIAS
Introdução a Ética
Conceitos de Ética e Moral
A ação humana e os valores
Ética e Cidadania
Princípios Éticos
Ética Comportamental
Ética Cristã
Boa e má reputação

A história da Ética.

Ao longo da história da humanidade o homem


foi se desenvolvendo através de suas
descobertas e se organizando conforme
adquiria conhecimentos, até que passou a
viver em sociedade.
Na Pré-História enxergamos isso de maneira
muito clara.
No Período Paleolítico o homem era nômade
e vivia basicamente de sua caça, pesca e
colheitas. Ele descobre o fogo e passa a se comportar de maneira diferente,
usufruindo dos benefícios de sua nova descoberta.
No Período Neolítico, o homem deixa de ser nômade e passa a ser sedentário
e começa a prática da agricultura e consequentemente começa a viver
coletivamente, um desafio para quem vivia de maneira individual.
A Grécia é considerada o berço da civilização ocidental. Foi lá que surgiram as
primeiras ciências como História, Filosofia e Matemática. Desde pequenas, as
crianças já eram educadas pelos mais sábios gregos, aprendendo sobre a
História das civilizações, Astronomia, Música e Teatro.
Durante a Antiguidade, a Grécia era dividida em cidades-Estados. Cada uma
delas, por sua diversidade cultural, tinha autonomia e sua própria forma de
governar. Enquanto Esparta preparava seus jovens para as guerras,
mandando-os ainda criança para o exílio, instruindo-os com táticas militares e
treinamento físico; Atenas incentivava o intelecto e obteve grande destaque em
vários ramos culturais como como o teatro e a arquitetura.
Na Filosofia, destacou-se os pensadores Sócrates, Platão e Aristóteles. Os
filósofos gregos foram os primeiros a pensar o conceito de ética, associando a
tal palavra a ideia de moral e cidadania. Sócrates, Platão e Aristóteles são os
pensadores gregos mais citados no campo da ética.
Logo o conceito de ética surgiu na Grécia Antiga durante o século V a.C., em
um contexto de intensa reflexão a respeito das regras de convívio social.
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SEMINÁRIO METODISTA ÉTICA
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Sócrates foi considerado o Pai da Ética porque a partir dele a filosofia na


antiguidade grega saiu do foco da cosmologia e entrou na própria ética.
Aristóteles (384 a.C. - 322 a.C.) foi o primeiro filósofo a tratar da ética como
uma área própria do conhecimento, sendo considerado o fundador da ética
como uma disciplina da filosofia.
Ética – “Ethos” grego – Modo de ser. Olhar nos valores para um
comportamento individual com relação ao outro na sociedade.

Moral – “Mores” Latim – Conduta especifica e normativa, ou seja, o que a


sociedade define como certo ou errado, permitido ou proibido.

A ética socrática reside no conhecimento e em


vislumbrar na felicidade o fim da ação. Essa ética
tem por objetivo preparar o homem para
conhecer-se, tendo em vista que o
conhecimento é a base do agir ético. Ao
contrário de fomentar a desordem e o caos, a
filosofia de Sócrates prima pela submissão, ou
seja, pelo primado da ética do coletivo sobre
a ética do individual. Neste sentido, para esse
pensador, a obediência à lei era o limite entre a civilização e a barbárie.
Segundo ele, onde residem as ideias de ordem e coesão, pode-se dizer
garantida a existência e manutenção do corpo social. Trata-se da ética do
respeito às leis, e, portanto, à coletividade.
A Ética de Platão está direcionada a alcançar o BEM. Platão defendia o
desprezo aos prazeres da vida, as riquezas e
as honras, ensinando que a vida humana
deveria estar voltada essencialmente para a
prática do BEM. No entanto, não descartava
totalmente esses prazeres, posto que pregava
a necessidade de equilíbrio entre elementos
diversos que levariam a um mesmo fim. Por
exemplo, a justa medida entre o prazer e a inteligência, é por meio deste
equilíbrio que as ações humanas atingem o bem. Mas, importante ressaltar
que, para Platão, o BEM não se realizava nas coisas materiais, mas em tudo
que engrandecesse a alma.
A Ética aristotélica realiza uma interpretação das ações humanas
fundamentadas em análises de meio e de fim, resultando da definição de
determinadas práticas humanas onde o
conteúdo moral estará relacionado à prática de
ações específicas. Tais ações devem ser

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implementadas não apenas por parecerem corretas aos olhos de quem as


pratica, mas porque através dessas ações o homem estará mais próximo do
bem.

Podemos destacar três âmbitos de investigação do comportamento


moral:

Normativo: pretendem estabelecer os critérios que distinguem as ações em


corretas’, ‘erradas’, ‘permitidas’, etc. Pretendem esclarecer as dificuldades
morais que experimentamos e propor normas de conduta. Esses estudos
perguntam como devemos agir, se ou quando estamos moralmente obrigados
a agir e quais valores morais devem orientar nossas ações. Desenvolvem-se,
com essas investigações, as diversas teorias morais.

A ética normativa tenta entender o comportamento ético criando um conjunto


de regras (ou normas) para governar as ações e a conduta humanas. A ética
normativa olha como as coisas deveriam ser, como alguém valoriza as coisas,
que ações estão certas versus as ações que estão erradas e que coisas são
boas e que coisas são más.

A seguir, estão três tipos de teorias em ética normativa.

Consequencialismo

A moralidade de uma ação está baseada em seus resultados. Se houver um


bom resultado, a ação é considerada moralmente correta; se o resultado for
ruim, então, a ação está moralmente errada. No Consequencialismo, os
filósofos analisam o que torna uma consequência positiva, como alguém pode
avaliar uma consequência, quem deveria fazer essa avaliação e quem ganha
mais com uma ação moral. Os exemplos de Consequencialismo incluem o
hedonismo e o utilitarismo.

• O hedonismo é uma doutrina moral e filosófica que prega a ideia de


prazer extremo, um bem supremo que traz sentido para a vida e
existência humana. Elaborado na Grécia Antiga, acredita que a busca
incessante pelo prazer e a negação das dores são meios para o
encontro da felicidade.
• O utilitarismo é uma doutrina que avalia a moral e, sobretudo, as
consequências dos atos humanos. Caracteriza-se pela ideia de que as
condutas adotadas devem promover a felicidade ou prazer do coletivo,
evitando assim as ações que levam ao sofrimento e a dor

Deontologia

Em vez de verificar as consequências de uma ação, a deontologia verifica


como as ações em si mesmas podem ser certas ou erradas. Os seguidores da
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deontologia afirmam que, ao tomar decisões, a pessoa deve considerar fatores


como os direitos dos outros e suas próprias obrigações. Os tipos de
deontologia incluem: as teorias do direito natural de John Locke e Thomas
Hobbes, que declararam que os seres humanos têm direitos naturais e
universais; a teoria do comando divino, que afirma que Deus dirige as ações

moralmente corretas e que elas são certas quando realizadas como dever ou
obrigação; e, por fim, o imperativo categórico de Immanuel Kant, que
argumentava que o indivíduo deveria agir com base em seu dever e que as
ações estavam certas ou erradas de acordo com as motivações e não com as
consequências. De acordo com o imperativo categórico de Kant, uma pessoa
deveria pensar em suas ações (e, portanto, agir) como se o princípio da
motivação fosse uma lei universal.

Ética da virtude

Na ética da virtude, os filósofos analisam o caráter inerente do indivíduo,


buscando aqueles comportamentos e hábitos que possibilitam que a pessoa

tenha uma boa vida ou atinja um estado de bem-estar. Também oferece


orientação para solucionar os conflitos entre as virtudes e afirma que, para
atingir uma boa vida, o indivíduo deve sempre praticar essas virtudes. Os
exemplos de ética das virtudes incluem o eudemonismo, criado por Aristóteles,
que afirma que uma ação é considerada correta quando leva ao bem-estar e
pode ser alcançada com a prática diária das virtudes; as teorias baseadas em
agentes que declaram que a virtude é fruto de intuições do bom senso em
relação aos traços de caráter que podem ser identificados ao examinar aquelas
pessoas que admiramos; e a ética do cuidado, que considera que a moralidade
e as virtudes são aquelas exemplificadas pelas mulheres (como a habilidade de
nutrir, ter paciência e cuidar dos outros).

Descritivo: investigam a natureza e o status dos valores morais com base em


uma descrição das práticas morais. São estudos da metaética, pois são uma
investigação do próprio agir moral. Podemos, assim, considerar que os valores
morais são relativos a culturas e sociedades, objetivos e incondicionais ou
inexistentes.

Aplicado: abrange a aplicação de teorias normativas e


perspectivas metaéticas a questões específicas, cujo contexto de avaliação da
responsabilidade moral nem sempre se restringe ao individual. Os temas mais
comuns envolvem: ética ambiental, ética médica e ética empresarial. Em todos
esses, além da perspectiva estritamente moral, temos questões legais
envolvidas, pois são âmbitos de ação nos quais agimos não apenas como
indivíduos, mas como profissionais ou representantes de um órgão ou
empresa.

A Metaética é o campo da Ética que consiste em uma investigação e descrição


das práticas morais. Ao usarmos palavras como ‘errado’, ‘permitido’ e outras
em sentido moral, qual é exatamente o sentido dessas palavras? Quando
praticamos uma ação considerada ‘boa’, que elementos a justificam como
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‘boa’? Seria a obrigação moral apenas fruto de um processo de construção


histórico-social? Muitas dessas questões apontam para a reflexão filosófica
implementada por estudos em Metaética.

Como o ser humano é visto e estudado?

Antropologia
Homem biológico, social e cultural.
• Biológico – Aspectos Genéticos da humanidade.
• Social – Sua organização Social e Política.
• Cultural – Sistemas simbólicos, religião e comportamento humano.

Psicologia
O homem diante do que ele se propõem a fazer ou não fazer.
• Alma e corpo.
• Psiquê e Soma.
Psicanálise
Retrato de uma humanidade guiada por dois impulsos principais: sexualidade e
agressão.
Sociologia
A Sociologia é uma das ciências humanas que estuda a sociedade, ou seja,
estuda o comportamento humano em função do meio e os processos que
interligam os indivíduos em associações, grupos e instituições.
Teologia
A Teologia é estudo da fé e das religiões. O prefixo “teo”, em grego, significa
“Deus”, e esta ciência humana analisa como as crenças influenciam culturas e
sociedades, sob pontos de vistas e contextos históricos.
Um Homem tri partido (espírito, alma e corpo).
• Semelhança do seu criador.
• Desafiado a se auto dominar.

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A Ação Humana e os valores


Podemos definir como ação humana toda interferência intencional, consciente
e voluntária que pode mudar o curso de um caminho, o qual poderia ter
seguido em outra direção sem o efeito dessa ação.
ATOS VOLUNTÁRIOS: ações que fazemos de forma consciente, ou seja, com
plena noção do que estamos fazendo.
ATOS INVOLUNTÁRIOS: movimentos que realizamos independentemente da
nossa vontade. Este tipo de ato divide-se em:

• Involuntário e Consciente: quando não temos controlo sobre o que


fazemos, mas temos noção de que o estamos fazendo.

• Involuntário e Inconsciente: quando não temos controle sobre o que
fazemos nem temos ideia de que estamos fazendo.

Intenção – É o propósito que guia a ação. A intenção identifica a ação. Para


que?
Motivo – Explica e interpreta a ação. Justifique a ação respondendo porquê.
Deliberação – Pondera a vontade e a inteligência encontrando as diferentes
possibilidades, identificando os pontos positivos e negativos da decisão.
Decisão – É o processo que elege uma das hipóteses deliberadas, abrindo
mãos das demais.

Ética e Cidadania
Cidadania é a expressão concreta do exercício da democracia. Exercer a
cidadania plena é ter direitos civis, políticos e sociais. Expressa a igualdade
dos indivíduos perante a lei, pertencendo a uma sociedade organizada.
Ética diz respeito, em última análise, ao que cada pessoa de boa índole tem na
mente e no coração e externa em seus relacionamentos. Cidadania diz respeito
à relação do indivíduo com o Estado, participando como sujeito de direitos e
obrigações.
Temos, portanto, que manter uma postura ética como Igreja do Senhor e como
líderes no bairro e na cidade que estamos tornando a Igreja relevante para a
comunidade. Temos nossos direitos, no entanto precisamos também exercer
nossos deveres.
Você precisa preservar princípios e valores e colaborar com o zelo do
patrimônio público. O dia do legado, celebrado no dia 1 de maio, fortalece esse
pensamento.

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Princípios Éticos

Respeito
Segundo a etimologia, "respeito" é oriundo do latim respectus que significa
"olhar outra vez". Assim, algo que merece um segundo olhar é algo digno de
respeito.
Respeito é um dos valores humanos que fundamentam a vida em sociedade.
Seja em relações interpessoais ou em vista de normas, regras ou de um poder
instituído.
O respeito é um dos valores mais importantes do ser humano e tem grande
importância na interação social. O respeito impede que uma pessoa tenha
atitudes reprováveis, autoritárias ou injustas em relação a outra.
17 Tratem todos com honra, amem os irmãos na fé, temam a Deus e honrem o
rei. I Pedro 2:17
Justiça.
Etimologicamente, este é um termo que vem do latim justitia. É o princípio
básico que mantém a ordem social através da preservação dos direitos em
sua forma legal.
Justiça é a particularidade do que é justo e correto, como o respeito à
igualdade de todos os cidadãos, por exemplo.

Segundo Aristóteles, o termo justiça denota, ao mesmo tempo, legalidade e


igualdade. Assim, justo é tanto aquele que cumpre a lei (justiça em sentido
estrito) quanto aquele que realiza a igualdade (justiça em sentido universal).
14 Portanto, fiquem firmes, cingindo-se com a verdade e vestindo a couraça da
justiça. Efésios 6:14

Honestidade.
Quanto à etimologia, a palavra honestidade tem origem no latim honos, que
remete para dignidade e honra.
Honestidade é a palavra que indica a qualidade de ser verdadeiro: não
mentir, não fraudar, não enganar.
A honestidade pode ser uma característica de uma pessoa ou instituição,
significa falar a verdade, não omitir, não dissimular. O indivíduo que é honesto
repudia a malandragem e a esperteza de querer levar vantagem em tudo.

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1 Melhor é o pobre que anda na sua integridade do que o perverso de


lábios, que é um tolo. Provérbios 19:1

Responsabilidade.
A palavra responsabilidade está relacionada com a palavra em
latim respondere, que significa "responder, prometer em troca". Desta forma,
uma pessoa que seja considerada responsável por uma situação ou por
alguma coisa, terá que responder se alguma coisa corre de forma desastrosa.
Responsabilidade é um substantivo feminino com origem no latim e que
demonstra a qualidade do que é responsável, ou obrigação de responder por
atos próprios, ou alheios, ou por uma coisa confiada.
12Não fuja da responsabilidade, dizendo: “Não sabia o que estava
acontecendo!” Deus conhece os seus pensamentos; ele sabe muito bem o que
se passa no seu coração e dará a cada um a recompensa merecida pelos seus
atos. Provérbios 24:12 NBV

Solidariedade.
A palavra solidariedade tem origem no francês solidarité que também pode
remeter para uma responsabilidade recíproca.
Solidariedade é o substantivo feminino que indica a qualidade de solidário e
um sentimento de identificação em relação ao sofrimento dos outros.
36 Ao ver as multidões, Jesus se compadeceu delas, porque estavam aflitas e
exaustas como ovelhas que não têm pastor. Mateus 9:36

Ética comportamental
A ética comportamental está associada a saúde espiritual e emocional do
indivíduo. Pense que tanto as boas quanto as más práticas irão depender
disso.
Para que aja um comportamento ético é necessário uma saúde espiritual e
emocional.
O comportamento do indivíduo revela de fato quem ele é.
Sensos como, respeito, justiça, honestidade, responsabilidade, solidariedade,
generosidade, empatia...
Não só suas ações como suas reações irão revelar a real identidade de uma
pessoa.
O indivíduo é o que você faz e como reage com o que fazem ele.
Interessante a visão bíblica com relação a isso.
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O indivíduo é aquilo que ele resiste ou aquilo que ele se rende.


12 Bem-aventurado é aquele que suporta com perseverança a provação.
Porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor
prometeu aos que o amam.13 Ninguém, ao ser tentado, diga: "Sou tentado por
Deus." Porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo não tenta
ninguém.14 Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando
esta o atrai e seduz.15 Então a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o
pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte. Tiago 1:12-15
Você pode escolher ser separado, consagrado, ético e praticante de princípios
e valores que irão reger a sua vida.
Isso está associado à sua relação com Deus.
O indivíduo é a resposta que ele dá, suas reações.
27 — Digo, porém, a vocês que me ouvem: amem os seus inimigos, façam o
bem aos que odeiam vocês.28 Abençoem aqueles que os amaldiçoam, orem
pelos que maltratam vocês.29 Ao que lhe bate numa face, ofereça também a
outra; e, ao que lhe tirar a capa, deixe que leve também a túnica.30 Dê a todo o
que lhe pedir alguma coisa; e, se alguém levar o que é seu, não exija que seja
devolvido.31 Façam aos outros o mesmo que vocês querem que eles façam a
vocês.
32 — Se vocês amam aqueles que os amam, que recompensa terão? Porque
até os pecadores amam aqueles que os amam.33 Se fizerem o bem aos que
lhes fazem o bem, que recompensa terão? Até os pecadores fazem isso.34 E,
se emprestam àqueles de quem esperam receber, que recompensa terão?
Também os pecadores emprestam aos pecadores, para receberem outro
tanto.35 Vocês, porém, amem os seus inimigos, façam o bem e emprestem,
sem esperar nada em troca; vocês terão uma grande recompensa e serão
filhos do Altíssimo. Pois ele é bondoso até para os ingratos e maus.36 Sejam
misericordiosos, como também é misericordioso o Pai de vocês. Lucas 7:27-36
Conflitos de Gerações e o desafio da postura ética.
O conflito de gerações é o embate entre as diferentes perspectivas e
abordagens das diferentes faixas etárias.
O conflito de gerações, geralmente, ocorre a partir de um desentendimento
motivado pelas diferenças geracionais. Existem muitos fatores que
influenciam a forma como compreendemos o mundo e agimos nele.
Sendo assim, entender o conflito de gerações no ambiente de trabalho é
importante para fomentar a cooperatividade entre diferentes grupos etários,
permitindo a integração de perspectivas diversas e a criação de um ambiente
mais inclusivo, democrático e dinâmico.

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Geração X: nascidos entre 1965 e 1980.


Geração Y: nascidos entre 1981 e 1996.
Geração Z: nascidos entre 1997 e 2010.
Geração Alfa: nascidos a partir de 2010
O comportamento ético intergeracional é de fundamental importância para o
crescimento de grupos de trabalho. E isso não é diferente na realidade da
igreja hoje.
É preciso querer entender pessoas de gerações distintas e buscar um
alinhamento de pensamentos.
É importante destacar que embora gerações diferentes pensem de maneira
diferente elas com certeza podem agregar valores umas as outras. É tudo uma
questão de posicionamento e uma visão ampliada para o crescimento.
A melhor maneira de lidar com esse tipo de conflito está baseado em 4 pilares:
• Comunicação aberta (honestidade e transparência).
• Compartilhar ideias com respeito mútuo.
• Aprender a ouvir.
• Todas as partes envolvidas e comprometidas na solução de problemas.

Porem a dura verdade diante da falta de preparo espiritual, emocional e ético


entre gerações é que o deserto e a moenda irão moldar um novo caráter.
O exercício do ministério pastoral irá exigir de você sabedoria e silêncio
dependo da situação que estiver vivendo.

E como pastor você precisa se posicionar para que atrás de você se


estabeleça um rebanho posicionado. Por que certamente eles:
• irão na direção que vocês for...
• falarão como você...
• agirão como você...
• pensarão como você...

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Duas Reflexões de
grande importância.

1. Você não é a madrasta da branca de neve.


Com certeza você conhece essa fábula da Disney.
O interessante dessa história, embora seja um conto de fadas, é que a história
começa muito bem, com todos bem.
A madrasta está vivendo bem. Branca de Neve, feliz. O Reino estava em paz!
Os anões em sua pequena aldeia cada um a seu modo vivendo bem. O
espelho falante sempre sincero. Na fábula o espelho pode falar.
De repente, a madrasta faz uma pergunta ao espelho. Espelho, espelho meu
existe alguém mais bela do que eu?
E o espelho responde. Sim, A Branca de Neve.
Pronto! o mundo da madrasta desabou.
Ela quebra o espelho, destrói o reino, manda matar Branca de Neve, descobre
que Branca de neve não morreu, atormenta os anões, envenena Branca de
Neve.
Isso tudo só porque ouviu uma verdade que não queria.
No que você é capaz de se transformar quando ouve algo que não quer?
Pensamento filosófico:
“Temos dois ouvidos e uma boca, então devemos ouvir mais do que dizemos”
Filósofo grego Zenão de Cítio. Filosofo helenístico da Grécia antiga. Fundou a
escola Filosófica estóica. Logo defende o pensamento estoicista.
O Estoicismo, baseado numa ética rigorosa de acordo com as leis da natureza,
assegurava que o universo era governado por uma razão universal divina
(Logos Divino). Dessa forma, para os estoicos, a felicidade era encontrada na
dominação do homem ante suas paixões (considerada um vício da alma) em
detrimento da razão.

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Base Bíblia:
19 Vocês sabem estas coisas, meus amados irmãos. Cada um esteja pronto para
ouvir, mas seja tardio para falar e tardio para ficar irado.20 Porque a ira humana não
produz a justiça de Deus.

2. A síndrome do Dono da Bola

Quando criança tínhamos no nosso grupo de amigos um amigo diferenciado.


Ele era o dono da bola.
Aliás ele tinha uma coleção de bolas. E tinha quase todas as camisas dos
times
Só que por ser o dono da bola, ele se achava no direito de escolher quem ia
jogar no time dele, em que posição ele iria jogar, ele definia as regras das
partidas. Melhor de três, 5 minutos ou um gol... enfim as regras que existiam.
Ocorre que qualquer situação de desagradasse o nosso amigo, ele pegava a
bola e se retirava.
Acabava o jogo, separava o grupo, cada um para sua casa, chateados.
Na vida, no ministério em qualquer lugar que seja, mesmo que você seja o
dono da bola, você precisa obedecer a princípios que garantem o bem estar
comum.
O dono da Bola geralmente se acha superior aos outros. E isso não pode ser
verdade. Se você tem a bola, use-a para o bem estar comum.
Base Bíblica
1 Portanto, se existe alguma exortação em Cristo, alguma consolação de amor,
alguma comunhão do Espírito, se há profundo afeto e sentimento de
compaixão,2 então completem a minha alegria, tendo o mesmo modo de
pensar, tendo o mesmo amor e sendo unidos de alma e mente.3 Não façam
nada por interesse pessoal ou vaidade, mas por humildade, cada um
considerando os outros superiores a si mesmo,4 não tendo em vista somente
os seus próprios interesses, mas também os dos outros. Filipenses 2:1-4
Pensamento Filosófico:
Gente grande de verdade sabe que é pequeno e, por isso, cresce. Gente muito
pequena acha que já é grande e o único modo de ela crescer é rebaixando os
outros.
Mário Sergio Cortella.

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Ética Cristã.
Dentre suas principais correntes estão: intuicionismo moral, a ética do dever e
o contratualismo moral.
Intuicionismo Moral.

Isto significa que as normas morais sociais são aprendidas deste a infância,
embora dadas pela evolução. Logo, elas podem ser tomadas como naturais no
sentido que elas são produtos tanto do mundo social como da constituição
biológica do ser humano.

Ética do Dever.

É uma escolha voluntária racional, por finalidade e não causalidade. Superam-


se os interesses e impõe-se o ser moral, o dever. O dever é o princípio
supremo de toda a moralidade (moral deontológica). Dessa forma uma ação é
certa quando realizada por um sentimento de dever.

Contratualismo Moral.

Para o contratualismo, a moralidade é um tipo de instituição social criada com o


fim de atender nossos próprios interesses. Aderir à moral, nesse sentido,
significa aderir a um sistema de “maximização restrita” de nossos próprios
interesses.

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O Que Causa Má Reputação?


Primeiro Paulo apresentou o conceito de ser
"irrepreensível" ou ter "boa reputação", de uma
perspectiva negativa. O que faz que o homem
tenha má reputação? Ele esboçou os
comportamentos que não devem estar presentes
na vida da pessoa.

1. Uma personalidade arrogante

O apóstolo Pedro define este tipo de pessoa mui graficamente em sua segunda
epístola (2 Pedro 2:10). Indivíduos "arrogantes" são os que "andam em
imundas paixões e menosprezam qualquer governo". São "atrevi- dos e
arrogantes" ou de "obstinada vontade própria" como às vezes é traduzida a
palavra "arrogante".

Um cristão "arrogante" é uma pessoa que para si


mesmo é a lei. Essa pessoa quase sempre tem de fazer
as coisas à sua maneira. Os outros estão sempre
errados! Ela está sempre certa! Ela é sua própria
autoridade.

É fácil ver porque este tipo de pessoa não devia ser


nomeada para a liderança espiritual da igreja. Assim
como este tipo de homem como marido ou pai destrói
sua própria mulher e filhos, da mesma forma ele pode
muito facilmente destruir a família de Deus. Tudo o que é preciso é alguém
com esta característica para gerar desunião no corpo de Jesus Cristo.

2. Irascibilidade

A pessoa irascível facilmente perde a estribeira.


Ela não lida com as funções e frustrações
normais da vida com estabilidade emocional;
perde o controle com facilidade e "ataca" os
outros, se não fisicamente, pelo menos de modo
verbal.

Um crente irascível pode ser devastador à causa de Cristo. Não só ele é um


péssimo modelo e exemplo, mas também inevitavelmente ferirá a outros e lhes
cerceará o crescimento espiritual.

Compreenda que a Bíblia não classifica todo a ira como pecado. Paulo,
portanto, escreveu aos efésios "Irai-vos, e não pequeis, não se ponha o sol
sobre a vossa ira" (4:26). Em outras palavras, os crentes devem resolver a sua
ira. Ela deve ser mantida sob controle. O crente irascível está fora do controle.

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3. Ser dado ao vinho

Os crentes do Novo Testamento eram muitas


vezes tentados a voltar ao seu antigo estilo de vida
na questão da bebida. Uma vez que o vinho era
uma bebida muito comum usada nas refeições,
eles poderiam facilmente beber demais.

O crente maduro não deve permitir-se ser


dominado ou controlado por nada que lhe cause
danos ao corpo, que lhe anuvie a mente ou
impeça seu testemunho por Jesus Cristo. Assim,
Paulo escreveu: "Portanto, quer comais, quer
bebais, ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo
para a glória de Deus" (1 Coríntios 10:31).

4. Violência

Ser violento, literalmente significa ser


"atacador"; isto é, uma pessoa que ataca outra
fisicamente. Há, é claro, uma progressão na
lista de características negativas de Paulo a
pessoa "irascível" pode muito facilmente per-
der o controle completo quando se encontra
sob a influência do álcool.

Deve-se notar, contudo, que uma pessoa "verbalmente" pugnaz, por certo é
uma pessoa destrutiva que se torna fisicamente violenta. Infligir dor psicológica
pode ser ainda mais devastadora do que infligir dor física. O abuso verbal pode
deixar cicatrizes na personalidade humana que não se apagam com facilidade.

Não há lugar para este tipo de crente na liderança da igreja. Antes, como Paulo
escreveu a Timóteo: "E repele as questões insensatas e absurdas, pois sabes
que só engendram contendas. Ora, é necessário que o servo do Senhor não
viva a contender, e, sim, deve ser brando para com todos, apto para instruir,
paciente; disciplinando com mansidão os que se opõem, na expectativa de que
Deus lhes conceda não só o arrependimento para conhecerem plenamente a
verdade" (2 Timóteo 2:23- 25).

5. Cobiça de torpe ganância

Uma das marcas do falso mestre ou líder em


Creta eram seus motivos impuros com
referência às coisas materiais. Não apenas
estes homens estavam "ensinando o que não
devem", mas também o faziam por "torpe
ganância" (Tito 1:11). Para combater este
problema, Paulo orientou Tito a nomear

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líderes espirituais que não procurassem o ganho desonesto.

É importante notar que o dinheiro em si mesmo não é mau. Nem é errado os


líderes espirituais aceitarem dinheiro pelo seu trabalho e esforço. De fato, o
próprio Jesus Cristo tornou claro que "digno é o trabalhador do seu salário"
(Lucas 10:7). Paulo também ensinou especificamente que "devem ser
considerados merecedores de dobrados honorários os presbíteros que
presidem bem" (1 Timóteo 5:17); isto é, os presbíteros ou pastores que gastam
muito do seu tempo no ministério, especialmente na área do ensino e da
pregação, devem ser remunerados por sua obra. Entretanto, o ganho financeiro
não é a razão principal para se estar no ministério.

É por isso que Pedro também instruiu aos presbíteros das várias igrejas
neotestamentárias: "Pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por
constrangidos, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida
ganância, mas de boa vontade" (1 Pedro 5:2). O que, pois, faz que o líder
espiritual tenha má reputação? Se ele for arrogante, irascível, dado ao vinho,
violento e se procura ganho desonesto, ele trará vergo- nha incrível ao nome
de Jesus Cristo. De todas as pessoas, o homem que tem a seu cargo a obra de
Deus deve estar livre de tais características.

O que Causa Boa Reputação?

Paulo, no versículo 8, passa às coisas positivas. Depois de


esboçar o que não deve ser o líder espiritual ele apresenta o
que ele deve ser.

1. Hospitaleiro

Mostrar hospitalidade-partilhar as bênçãos materiais com outros sobressai-se


muitas vezes na Bíblia como uma marca da maturidade cristã. É um reflexo do
amor semelhante ao de Cristo (Romanos 12:9-13; Hebreus 13:1, 2; 1 Pedro
4:8, 9). Não só é ordenado na Bíblia como
responsabilidade espiritual, mas também é
frequentemente ilustrado nas vidas dos crentes
neotestamentários.

Esta qualificação é particularmente importante


para o líder espiritual da igreja. É o oposto de
"busca de torpe ganância", que é um reflexo do
egoísmo. Em contraste, o presbítero deve estar

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disposto a usar suas posses materiais, por magras que sejam, como um
meio de ajudar aos outros.

2. Amigo do bem

Ser "amigo do bem' significa buscar o bem em vez do mal. Com efeito, Paulo
escreveu que o crente maduro deve vencer "o mal com o bem" (Romanos
12:21). Em outra parte, Paulo escreveu que "somos feitura dele, criados em
Cristo Jesus para boas obras" (Efésios 2:10). Esta deve ser a vida cristã
"normal", e nossos esforços na prática do bem devem ser dirigidos para com
todos os homens e não apenas a alguns companheiros
cristãos (Gálatas 6:10).

O ancião deve servir a todos os tipos e classes de


pessoas. É verdade que seu ministério principal é pasto-
rear, ensinar e dirigir o rebanho de Deus. Mas, como
acontece com todos os crentes, ele deve ter um
ministério a "todos os homens", tentar levá-los para o
conheci- mento pleno da verdade, para que retornem à
sensatez, "livrando-se eles dos laços do diabo, tendo
sido feitos cativos por ele, para cumprirem a sua
vontade" (2 Timóteo 2:25, 26). Uma das melhores
maneiras de atingir este alvo é "ser amigo do bem". É esta uma das razões
pelas quais Paulo, em sua carta a Timóteo, deu ênfase ao fato de que o ancião
deve ter "bom testemunho dos de fora" (1 Timóteo 3:7).

3. Ser sóbrio

Sobriedade é uma marca importante na maturidade da vida do crente. Paulo


mostrou especial interesse por ela, especialmente em sua carta a Tito. Com
efeito, ele usou a palavra cinco vezes a fim de dar ênfase à significação desta
qualidade na vida de todos os cristãos (1:8; 2:2, 5, 6, 12).

O que é ser sóbrio? Como é definido biblicamente? A palavra é usada para


descrever uma pessoa que tem controle de suas faculdades físicas,
psicológicas e espirituais. A pessoa sóbria não é cativa dos desejos carnais
nem de seus impulsos e paixões.

Novamente percebemos um contraste com as características arroladas nas


seções anteriores. Obviamente, a pessoa sóbria não é irascível, nem dada ao
vinho, nem violenta.

4. Ser justo

As duas próximas palavras que Paulo usou para descrever a maturidade e os


critérios para selecionar os líderes espirituais têm significados muito similares.
De fato, são sinônimas. Ambas as palavras se referem à santidade prática.

Paulo, Silas e Timóteo demonstraram esta qualidade em suas vidas quando


serviram em Tessalônica. Mais tarde, quando Paulo escreveu à igreja, ele
disse: "Vós e Deus sois testemunhas do modo por que piedosa, justa e

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irrepreensivelmente procedemos em relação a vós outros que credes" (1


Tessalonicenses 2:10).

Estes três líderes neotestamentários eram modelos vivos do Cristianismo. Eles


desejavam que os novos crentes de Tessalônica vissem a justiça de Jesus
Cristo fluindo através de suas vidas. E sem dúvida eles alcançaram este
objetivo, doutra forma não podiam ter escrito a esse respeito e dado Deus
como sua testemunha. É por isso também que Paulo podia escrever aos
coríntios e dizer: "Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo" (1
Coríntios 11:1).

Estas qualidades, mais do que quaisquer outras, resumem a vida de Cristo.


Este é o tipo de homem que ele foi, ainda em sua humanidade. Isto é o que o
tomou grande e aceitável sumo sacerdote (Hebreus 7:26). Ele demonstrou o
que significa "viver neste mundo" sem "fazer parte do mundo". Ele não
somente é nosso Salvador, mas também nosso exemplo em viver uma vida
não dominada pelo pecado. Embora ele fosse perfeito em tudo o que fez e nós
sejamos imperfeitos, devemos, contudo, mediante sua graça e força imitar a
sua vida (Filipenses 2:5).

5. Que tenha domínio de si.

Paulo exemplificou esta qualidade em sua primeira carta aos coríntios.


Enquanto escrevia, ele levantou a questão relacionada a uma corrida atlética:
"Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas
um só leva o prêmio?" Então Paulo fez a aplicação à vida cristã: "Correi de tal
maneira que a alcanceis. Todo atleta em tudo se domina; aqueles para
alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível" (1 Coríntios 9:24,
25). Aqui Paulo refere-se ao mesmo processo que mencionou em Tito 1:8. O
treinamento exige autodisciplina. Todo aquele que participa de uma competição
atlética deve preparar-se mental e fisicamente.

Como já mencionamos, Paulo aplicou este conceito à vida cristã que deve ser
disciplinada. Assim, Paulo escreveu a respeito de si mesmo: "Assim corro
também eu, não sem meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar. Mas
esmurro o meu corpo, e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a
outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado" (1 Coríntios 9:26, 27).

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A Ética e a graça.
2. Evitar impiedade.

"Impiedade" é um termo amplo. Inclui tudo o que a pessoa faz sem levar Deus
em consideração. Uma pessoa ímpia tem a si mesma como centro. Ela não
reconhece nem admite sua dependência de Deus como o criador e o
sustentador de toda a vida. Sua filosofia está centraliza- da no homem, e não
em Deus. Os falsos mestres exemplificam melhor este tipo de pensar.

No mundo de hoje a impiedade pode ser ilustrada por duas filosofias principais
o naturalismo e o sobre naturalismo. O naturalista caracteriza-se pela
"impiedade", uma vez que ele não leva a Deus em consideração ao explicar a
vida e o universo. O crente-seja homem ou mulher, jovem ou idoso, escravo ou
liberto que compreende a graça de Deus e é por ela ensinado, deve evitar este
tipo de pensamento. Dizendo de uma maneira mais direta, ele deve rejeitar a
impiedade como verdadeira filosofia de vida.

2. Evitar as paixões mundanas

"Paixões mundanas" ou "lascívia" representam os resultados de uma vida


ímpia. Constituem não apenas uma "maneira de pensar”, mas também um
estilo de vida específico. A pessoa que apresenta este tipo de proceder busca
as coisas que conduzem aos apetites carnais sem levar em conta as leis de
Deus. É materialista e sensual. Não busca em primeiro lugar o reino de Deus e
a sua justiça; busca, antes, tudo o que está no mundo e que satisfaça a seus
desejos carnais e egoístas.

Repito, os falsos mestres ilustram este tipo de procedi- mento. Seu motivo era
o ganho desonesto. Eles se rebelavam contra a vontade de Deus. Para eles
nada era puro. Um de seus filósofos até mesmo os chamou de "Mentirosos,
feras terríveis, ventres preguiçosos". Paulo concordava! Ele disse que eles
eram "insubordinados, palradores frívolos e enganadores, abomináveis,
desobedientes e reprovados para toda boa obra" (Tito 1:10-16). A seguir Paulo
volta-se para uma perspectiva positiva, em certo sentido, apresentando um
ponto de vista oposto. A graça ensina-nos, escreveu ele:

3. A vivermos vidas sensatas

É a quinta vez que encontramos nesta carta esta qualidade de vida. Ela
representa o oposto de permitir que nossos apetites e paixões se desenfreiem.
Significa levar nossos sentimentos humanos e desejos à conformidade com as
expectações de Deus.

4. A vivermos vidas justas

Já examinamos esta qualidade de vida neste estudo. Paulo usou a palavra


justo juntamente com a palavra piedoso a fim de descrever as qualificações do
presbítero (1:8). Como afirmamos antes, o crente que leva este tipo de vida
está exemplificando a vida de Jesus Cristo.
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5. A vivermos vidas piedosas.

Não é preciso dizer que uma vida "piedosa" é o oposto de uma vida "ímpia";
digo-o, porém. A pessoa piedosa ordena sua vida em torno de Jesus Cristo. O
seu processo total de tomada de decisões tem como centro a vontade de Deus
e seus caminhos, quer seja em sua vida pessoal, em sua vida familiar, em sua
vida religiosa quer em sua vida recreativa. Quer ela coma, quer ela beba, tudo
o que ela faz, ela o faz para a glória de Deus (1 Coríntios 10:31).
Parafraseando um escritor do Antigo Testamento, o crente piedoso confia no
Senhor com todo o seu coração, não se estriba em seu próprio entendimento e
reconhece a Deus em todos os seus caminhos (Provérbios 3:5, 6).

Aplicação da graça e da ética no texto de I Samuel 30:1-31

Ziclague é saqueada pelos amalequitas.


1
Aconteceu que, ao terceiro dia, quando Davi e os seus homens chegaram a
Ziclague, os amalequitas já tinham invadido o Sul e a cidade de Ziclague.
Tomaram Ziclague e a incendiaram.2 Levaram cativas as mulheres que lá estavam,
mas não mataram ninguém, nem pequenos nem grandes; tão somente os levaram

consigo e foram embora.3 Davi e os seus homens chegaram à cidade, e viram que
tinha sido queimada, e que as suas mulheres, os seus filhos e as suas filhas
haviam sido levados cativos.4 Então Davi e o povo que estava com ele ergueram a
voz e choraram, até não terem mais forças para chorar.5 Também as duas
mulheres de Davi tinham sido levadas: Ainoã, a jezreelita, e Abigail, a viúva de
Nabal, o carmelita.6 Davi ficou muito angustiado, pois o povo falava de apedrejá-lo,
porque todos estavam amargurados, cada um por causa de seus filhos e suas
filhas. Mas Davi se reanimou no Senhor, seu Deus.

Davi livra os cativos


7 Davi disse a Abiatar, o sacerdote, filho de Aimeleque:
— Traga aqui a estola sacerdotal.
E Abiatar a trouxe a Davi.8 Então Davi consultou o Senhor, dizendo:
— Devo perseguir esse bando? Conseguirei alcançá-lo?
O Senhor respondeu:
— Persiga o bando, porque você certamente o alcançará e libertará os cativos.
9 Então Davi partiu, ele e os seiscentos homens que com ele estavam, e chegaram

ao ribeiro de Besor, onde os retardatários ficaram.10 Davi e quatrocentos homens


continuaram a perseguição, mas duzentos ficaram atrás, por não poderem passar
o ribeiro de Besor, de tão cansados que estavam.
11 Encontraram no campo um homem egípcio e o trouxeram a Davi. Deram-lhe

pão, e ele comeu, e deram-lhe água para beber.12 Deram-lhe também um pedaço
de pasta de figos secos e dois cachos de passas, e ele comeu. Assim, recobrou as
forças, pois havia três dias e três noites que não comia pão, nem bebia
água.13 Então Davi lhe perguntou:
— De quem você é e de onde você vem?
20
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O moço egípcio respondeu:


— Sou servo de um amalequitas, e, meu senhor, me deixou aqui, porque adoeci
há três dias.14 Nós invadimos o lado sul dos queretitas, o território de Judá e o lado
sul de Calebe e pusemos fogo em Ziclague.
15 Então Davi lhe perguntou:

— Você poderia me levar até esse bando?


Ele respondeu:
— Jure por Deus que não vai me matar, nem me entregar nas mãos de meu
senhor, e eu o levarei até esse bando.
16 E ele levou Davi até lá. Eis que os amalequitas estavam espalhados por toda a

região, comendo, bebendo e fazendo festa por todo aquele grande despojo que
tomaram da terra dos filisteus e da terra de Judá.17 Davi os atacou e lutou contra
eles, desde o crepúsculo até a tarde do dia seguinte, e nenhum deles escapou, a
não ser quatrocentos moços que montaram em camelos e fugiram.18 Assim, Davi
salvou tudo o que os amalequitas tinham levado. Também salvou as suas duas
mulheres.19 Não lhes faltou coisa alguma, nem pequena nem grande, nem os
filhos, nem as filhas, nem o despojo, nada do que lhes haviam tomado: Davi trouxe
tudo de volta.20 Davi também tomou todas as ovelhas e o gado. Então levaram
esses animais diante de Davi e disseram:
— Este é o despojo de Davi.

A lei a respeito da divisão da presa


21 Quando Davi se aproximou dos duzentos homens que, de tão cansados que
estavam, não o puderam seguir e ficaram no ribeiro de Besor, estes saíram ao

encontro de Davi e do povo que vinha com ele. Davi se aproximou deles e os
saudou cordialmente.22 Então todos os perversos e malignos, dentre os homens
que tinham ido com Davi, disseram:
— Uma vez que não foram conosco, não lhes daremos nada do despojo que
salvamos. Que cada um leve a sua mulher e os seus filhos e se vá embora.
23 Porém Davi disse:

— Meus irmãos, não façam isto com o que o Senhor nos deu. Ele nos guardou e
entregou em nossas mãos o bando que vinha contra nós.24 E quem lhes daria
ouvidos nisso? Porque a mesma parte que cabe aos que foram à batalha será
também a parte dos que ficaram com a bagagem; receberão partes iguais.
25 E assim, desde aquele dia em diante, isso foi estabelecido por estatuto e direito

em Israel, até o dia de hoje.


26
Quando Davi chegou a Ziclague, enviou parte do despojo aos anciãos de Judá,
seus amigos, dizendo:
— Este é um presente para vocês, tirado do despojo dos inimigos do Senhor.
27 Eleenviou esse presente aos anciãos de Betel, de Ramote do Neguebe, de
Jatir,28 de
Aroer, de Sifmote, de Estemoa,29 de Racal, das cidades dos jerameelitas
e dos queneus,30 de Horma, de Borasã, de Atace,31 de Hebrom e de todos os
lugares em que Davi tinha passado, ele e os seus homens.

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Ética e o Gabinete

Atenção.

Está no ouvir atenciosamente considerando a importância e a relevância do


assunto para aquele que está falando. Assuntos, situações e problemas que para
você não são tão relevantes para o outro pode ser motivo de muita preocupação e
sofrimento.

3 Não façam nada por interesse pessoal ou vaidade, mas por humildade, cada
um considerando os outros superiores a si mesmo,4 não tendo em vista
somente os seus próprios interesses, mas também os dos outros. Filipenses
2:3,4

Discrição.

Está no sigilo daquilo que foi compartilhado. Não temos o direito de comentar o que
ouvimos em gabinete. Até anotações é prudente ter a autorização da pessoa.

14 O presente que se dá em segredo acalma a ira, e a dádiva em sigilo vence a


mais forte indignação. Provérbios 21:14

Imparcialidade.

Problemas de ordem pessoal. Não podemos tomar decisão pela pessoa.


Orientamos e mostramos os diversos caminhos e suas consequências. Cabendo a
ovelha a decisão e escolha.

Problemas que envolvem outras pessoas. Sempre ouvir os dois lados, procurando
a pacificação e entendimento das partes.

17 Mas a sabedoria lá do alto é, primeiramente, pura; depois, pacífica, gentil,


amigável, cheia de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento.
Tiago 3:17

Conselho à luz da Palavra.

Nunca é o que acha nada. Tudo tem que ter base bíblica. Ande na luz da Palavra.
Todo gabinete deve ter um momento de aconselhamento à luz da Bíblia.

16 Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a


repreensão, para a correção, para a educação na justiça,17 a fim de que o
servo de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra. II
Timóteo 3:16,17

Oração.

Apresente sempre a Deus tudo o que foi falado, pessoas que foram citadas. Clame
pela manifestação da vontade de Deus.
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6 Não fiquem preocupados com coisa alguma, mas, em tudo, sejam


conhecidos diante de Deus os pedidos de vocês, pela oração e pela súplica,
com ações de graças.7 E a paz de Deus, que excede todo entendimento,
guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus. Filipenses 4:6,7

Bibliografia:
Getz, Gene A. - A estatura de um cristão
Kleinman, Paul – Tudo o que você precisa saber sobre filosofia.
Enciclopédia Significados - [Link]
Bíblia NAA – Nova Almeida Atualizada – Sociedade Bíblica do Brasil

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