Comentário OBF
Ampulheta do Saber
Comentário OBF - Fase 1 Nı́vel II
Autores: Inácio Sampaio e João Victor
Gabarito extraoficial:
• Q1: B • Q6: C • Q11: D • Q16: E
• Q2: B • Q7: B • Q12: D • Q17: A
• Q3: E • Q8: D • Q13: B • Q18: B
• Q4: C • Q9: D • Q14: D • Q19: C
• Q5: B • Q10: C • Q15: B • Q20: -
Autores: Inácio Sampaio e João Victor 1
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Questão 1. Uma escavadeira de brinquedo motorizada está se deslocando sobre
um piso liso em direção oblı́qua a uma região de piso acarpetado. Ao invés de rodas,
o brinquedo possui esteiras rolantes (como um tanque de guerra) e para fazer uma
curva é preciso mudar a velocidade de rolamento relativa entre as esteiras. A figura
representa o instante em que o brinquedo (T), tendo percorrido a trajetória S, está na
iminência de se mover sobre o carpete (representado em verde). Considerando que o
contato do carpete com a esteira rolante faz com que esta se mova mais lentamente,
qual o número da curva pontilhada que melhor representa a trajetória do brinquedo
sobre o carpete?
(a) 1 (b) 2 (c) 3 (d) 4 (e) 5
Solução:
Quando estivermos falando considere sempre o referencial em que a escavadeira
para a frente (de que está dentro dela, e não o da imagem da questão). Aqui
você pode perceber que a roda da direita entra primeiro que a da esquerda
e, portanto, ela faz uma curva a direita, já que existe um ”excesso de veloci-
dade”de um lado, fazendo com que esse lado ande mais.
Após entrar no tapete sua velocidade é constante, por isso não há motivos para
haverem curvas e isto dá como resposta correta a alternativa b.
Questão 2. Em muitas regiões costeiras há um regime de marés no qual há um
intervalo de 6 horas entre a maré alta e a baixa. Considere os seguintes fenômenos.
1. Atração gravitacional Terra-Lua.
2. Rotação da Terra em torno do próprio eixo.
3. Rotação da Lua em torno do próprio eixo.
Os fenômenos acima que influenciam o regime de marés descrito são:
(a) nenhum
(b) apenas 1 e 2
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(c) apenas 1 e 3
(d) Apenas 2 e 3
(e) todos
Solução:
Fenômeno 1: Atração gravitacional Terra-Lua
A atração gravitacional entre a Terra e a Lua é o principal fator que causa
as marés. A força gravitacional da Lua cria uma ”barriga”de água na Terra,
resultando em maré alta nas regiões da Terra mais próximas e mais distantes
da Lua. Esta força é a principal responsável pelo regime de marés.
Verdadeiro. Este fenômeno influencia significativamente o regime de marés.
Fenômeno 2: Rotação da Terra em torno do próprio eixo
A rotação da Terra em torno do próprio eixo também é crucial para o
regime de marés. A Terra gira uma vez aproximadamente a cada 24 horas,
fazendo com que diferentes partes da Terra passem pelas regiões de maré alta e
baixa causadas pela atração gravitacional da Lua. Essa rotação cria os intervalos
de aproximadamente 6 horas entre a maré alta e a maré baixa.
Verdadeiro. Este fenômeno influencia diretamente o intervalo entre as marés.
Fenômeno 3: Rotação da Lua em torno do próprio eixo
A rotação da Lua em torno do próprio eixo ocorre uma vez aproxima-
damente a cada 27,3 dias, o que coincide com seu perı́odo orbital ao redor da
Terra. No entanto, esta rotação não tem um impacto direto e significativo no
regime de marés na Terra.
Falso. Este fenômeno não influencia diretamente o regime de marés descrito.
Conclusão
Os fenômenos que influenciam o regime de marés, onde há um intervalo de 6
horas entre a maré alta e a maré baixa, são:
1. Atração gravitacional Terra-Lua. 2. Rotação da Terra em torno do próprio
eixo.
Resposta: b) Apenas 1 e 2
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Questão 3. Uma pessoa lança uma bolinha de borracha verticalmente para cima
em uma região em que há um pergolado (cobertura decorativa vazada exceto pela
presençade caibros horizontais). Os lançamentos são feitos com as mesmas altura e
velocidade iniciais, mas a partir de posições horizontais diferentes. Logo, ao subir,
a bolinha pode ou não colidir com um caibro do pergolado. Quando não colide, o
movimento é idêntico ao de um lançamento vertical e a bola atinge uma altura máxima
h que é o dobro da altura do pergolado. Quando colide, a bola mantém a rapidez e
inverte o sentido de movimento (a velocidade troca de sinal). As figuras abaixo são
de gráficos da posição vertical da bolinha em função do tempo. A curva tracejada em
cada figura corresponde ao caso em que não há colisão.
(a) 1 (b) 2 (c) 3 (d) 4 (e) 5
Solução:
Inicialmente, antes de colidir com o caibro, a bolinha se mantém como as
bolinhas que não colidem com o caibro, visto que possui mesma velocidade
incial. Isto elimina das alternativas a até c. restando d e e. Agora é necessário
notar que, após a colisão com o caibro, a bolinha apenas inverte sua velocidade
e continua em um movimento sob campo gravitacional uniforme, fazendo com
que a função y(t) continue sendo uma parábola, porém refletida.
Essas caracterı́sticas que citamos leva a ser a alternativa correta a letra e, que,
apesar de parecerem duas retas, são dois ”ramos”de parábolas que, devido ao
pequeno tamanho aparentam ser retas. Na alternativa d o trecho vertical re-
presenta uma ”velocidade infinita, já que ele vai de h2 até 0 em um tempo
praticamente zero. Note que o vértice da parábola representa uma ”aceleração
infinita”, já que há uma descontinuidade na velocidade, que inverte instantane-
amente de v para ´v.
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Questão 4. Um lancha parte de um atracadouro e navega 2 km para leste, depois 4
km para o norte, depois 5 km para o oeste. A que distância, em km, aproximadamente,
ela está do atracadouro?
(a) 3 (b) 4 (c) 5 (d) 7 (e) 11
Solução:
Veja o diagrama abaixo representando o movimento:
Podemos facilmente fazer um pitágoras no triângulo com a linha pontilhada
para encontrar:
∆S 2 “ p3q2 ` p4q2 ùñ ∆S “ 5 km
Dando como alternativa correta o item c).
Questão 5. Uma pessoa quer elevar uma carga de peso P de uma altura h.
Ele pode fazer isso diretamente (movimento vertical) ou usando um plano inclinado.
Nesse caso, aplica uma força ao longo do plano inclinado de intensidade F por uma
distância d até que a carga suba até uma altura h (d ą h). Considere que W1 e W2
são, respectivamente, as energias necessárias para realizar a tarefa diretamente ou pelo
plano inclinado e que não haja forças dissipativas (atritos). Considerando o exposto,
assinale a alternativa correta.
(a) F ă P e W1 ă W2.
(b) F ă P e W1 = W2.
(c) F ă P e W1 ą W2.
(d) F = P e W1 = W2.
(e) F ą P e W1 ą W2
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Solução:
Força:
1. **Movimento Vertical Direto**:
- Para elevar a carga diretamente, a força necessária é igual ao peso da
carga, P .
2. **Uso do Plano Inclinado**:
- No plano inclinado, a força F aplicada ao longo do plano é menor que
o peso P devido à decomposição das forças. A relação entre F e P é
dada por:
F “ P senpθq
- Onde θ é o ângulo de inclinação do plano. Como senpθq ă 1, temos
F ă P.
Energia:
A energia necessária para elevar a carga de uma altura h é a mesma, indepen-
dentemente do caminho seguido (movimento vertical direto ou plano inclinado),
pois a energia potencial gravitacional adquirida pela carga depende apenas da
altura h e do peso P .
1. **Movimento Vertical Direto**:
W1 “ P ¨ h
2. **Uso do Plano Inclinado**:
W2 “ F ¨ d
h
- Sabemos que F “ P senpθq e d “ senpθq
.
- Substituindo, obtemos:
ˆ ˙
h
W2 “ pP senpθqq ¨ “P ¨h
senpθq
- Portanto, W1 “ W2 .
Conclusão:
Com base na análise acima, temos:
- F ăP
- W1 “ W2
Resposta: b) F ă P e W1 “ W2 .
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Questão 6. Uma pessoa lança uma pedra em uma piscina quadrada de lado
L “ 6, 00 m com água inicialmente tranquila. A pedra cai verticalmente no centro da
piscina e provoca uma onda circular que se propaga na superfı́cie da água. A onda
atinge os vértices da piscina 0,5 s depois de ter atingido os lados. A velocidade da
onda, em m/s, é aproximadamente:
(a) 1,2 (b) 2 (c) 2,4 (d) 3,6 (e) 4,8
Solução:
Pelo desenho abaixo, podemos equacionar que:
d2
d1
d1
v“
t
d2
v“
t ` 0, 5
?
Em que d1 = L/2 e d2 = L 2/2. Assim, obtemos:
?
d1 d2 L 1 L 2
“ ñ d1 pt ` 0, 5q “ d2 t ñ pt ` q “ tñ
t t ` 0, 5 2 2 2
1 ? 1
t ` “ 2t ñ t “ ? ñ t « 1, 20s
2 2p 2 ´ 1q
Portanto, podemos descobrir v:
L{2
v“ ñ v « 2, 4m{s
t
Levando à alternativa c) como alternativa correta.
Resposta: c)
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Questão 7. Uma pessoa em viagem aos EUA suspeitava que estava com febre e
precisou medir sua temperatura corporal. Ele só encontrou termômetros na escala Fah-
renheit, onde as temperaturas de fusão e ebulição da água são, respectivamente, 32˝ F
e 212˝ F. Ao medir sua temperatura obteve 100,5˝ F. Qual o valor dessa temperatura,
aproximadamente, em graus Celsius?
(a) 37 (b) 38 (c) 39 (d) 40 (e) 41
Solução: Pela conversão entre as escalas termométricas, temos:
θC θF ´ 32˝ F
“ ñ
100˝ C 212˝ F ´ 32˝ F
68, 5
θC “ ˆ 100˝ C ñ θC « 38˝ C
180
Resposta: b)
Questão 8. Em um laboratório de fı́sica há 4 peças metálicas, sendo uma peça
curva no formato de uma letra C e três peças retas. As peças são colocadas sobre
uma base horizontal de cerâmica na configuração mostrada na figura. O conjunto é
cuidadosamente levado a um forno e aquecido de 300˝ C. Considerando que a dilatação
da cerâmica é desprezı́vel comparada à do metal, é correto afirmar sobre a variação
das distâncias d1 e d2 :
(a) ambas aumentam. (b) ambas diminuem. (c) ambas permanecem constantes.
(d) d1 aumenta e d2 diminui. (e) d1 diminui e d2 aumenta.
Solução:
Em primeira análise, as peças retas se dilatam na direção do único eixo delas,
diminuindo assim a distância d2 entre as peças. Por outro lado, a peça curva
é bidimensional, o que implica que sua dilatação térmica é superficial e ocorre
no plano no qual ela está contida. Sendo assim, o raio da peça curvada
aumentará com o aumento da temperatura, que consequentemente aumenta o
arco que separa as duas pontas. Se o arco aumenta, a distância d1 também
deve aumentar. Logo, o item mais adequado é o item d).
Resposta: d) d1 aumenta e d2 diminui.
Questão 9. Um carro está fazendo uma curva à esquerda em uma estrada. Consi-
dere que as rodas do carro estão girando sem deslizar e o carro mantém sua velocidade
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escalar (rapidez) constante durante a curva. Sejam ωi e αi , respectivamente, a veloci-
dade e aceleração angulares das rodas internas (mais próximas do centro de curvatura
da estrada) e ωe e αe as correspondentes grandezas para as rodas externas. É correto
afirmar que:
(a) ωi ă ωe e αi ă αe
(b) ωi ą ωe e αi ą αe
(c) ωi “ ωe e αi “ αe “ 0
(d) ωi ă ωe e αi “ αe “ 0
(e) ωi ą ωe e αi “ αe “ 0
Solução:
Perceba que a velocidade das rodas do lado externo da curva deve ser maior
para que o carro possa realizar esse movimento. Mas, como podemos supor que
as rodas são idênticas, isto faz com que ωe R ą ωi R ùñ ωe ą ωi (R seria o raio
da roda).
Percaba também que a velocidade é constante, portanto αe “ αi “ 0.
Resposta: d)
Questão 10. Cotidianamente temos contato com várias unidades de energia:
joule, caloria, quilowatt-hora e BTU. O joule (J) é a unidade de energia no Sistema
Internacional (SI), mas não é uma de suas unidades fundamentais, como, por exemplo,
são o metro (m), o quilograma (kg) e o segundo (s). Em termos destas unidades
fundamentais, 1 J é equivalente a:
(a) kg ¨ m2 {s3 (b) kg ¨ m{s2 (c) kg ¨ m2 {s2 (d) kg ¨ m{s3 (e) kg ¨ m3 {s2
Solução: Podemos dimensionar o Joule a partir da energia cinética:
m2
rJs “ rM srV 2 s ñ rJs “ kg ˆ
s2
Resposta: c)
Questão 11. Uma garrafa parcialmente cheia com água e corante pode ser usada
como um prumo rudimentar. Observando o nı́vel d’água, com a garrafa em repouso,
pode-se determinar a direção vertical. As figuras ao lado apresentam fotos que foram
tiradas da garrafa em repouso em diferentes posições. Sobre as fotos foram sobrepostas
setas. Quais das setas indicam, aproximadamente, a direção vertical e para cima do
ambiente no qual as fotos foram tiradas?
(a) Apenas 2 e 4 (b) Apenas 2 e 5 (c) Apenas 3 e 4 (d) Apenas 1, 2 e 3
(e) Apenas 1, 3 e 4
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Solução:
Assim como na primeira questão do simulado AMPS para o nı́vel 3, aqui a su-
perfı́cie do lı́quido fica perpendicular à gravidade e, portanto, à direção vertical.
Mas é importante também notar que o sentido positivo da seta é contrário à
direção da gravidade e, por isso, o lı́quido deve ficar na ”parte de baixo”da seta.
Perceba que os únicos que seguem o que descrevemos são 1, 3 e 4. Dando como
alternativa correta a letra d.
Resposta: d)
Questão 12. Um lápis está apoiado na superfı́cie rugosa de uma mesa, conforme
figura ao lado. A seta vertical representa a força gravitacional aplicada no baricentro
do lápis e a horizontal uma força externa aplicada por uma pessoa na extremidade su-
perior do lápis. As figuras abaixo representam possı́veis diagrama de corpo livre (DCL)
do lápis, nos quais a seta preta representa a força F⃗m que a mesa aplica no lápis. A
figura que melhor representa F⃗m quando o lápis se encontra em equilı́brio estático é:
Solução:
Aqui devemos aplicar o teorema das três forças que enuncia:
Se um corpo está sob ação de três forças e está em equilı́brio estático, então
estas três forças devem ser coplanares e concorrentes a um só ponto ou
paralelas.
Ele basicamente enuncia que deve haver equilı́brio de torques para um corpo
em equilı́brio estático e essa condição só pode ser cumprida se as três forças ou
forem paralelas ou se cruzarem em um ponto. Você pode facilmente perceber
que a única alternativa que apresenta essas caracterı́sticas é a opção d), onde
todas as forças são concorrentes a um só ponto.
Resposta: d)
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Questão 13. Um corpo suspenso inicialmente em equilı́brio estático é posto para
oscilar em movimento harmônico simples no instante t = 0. A figura mostra o gráfico
de seu deslocamento vertical y em relação à posição de equilı́brio inicial em função do
tempo t. Sobre o movimento do corpo é correto afirmar que:
(a) A fase inicial é nula
(b) O perı́odo é aproximadamente 5 s
(c) A frequência é de aproximadamente 0,4 s
(d) A amplitude é de aproximadamente 2 cm
(e) A amplitude é de aproximadamente 6 cm
Solução: Ao analisar o gráfico, podemos obter as seguintes informações:
(a) Falso - Como o corpo inicia o seu movimento em uma posição diferente da
Amplitude A ou ´A, há uma fase inicial associada.
(b) Verdadeiro - Ao escolher um ponto arbitrário, podemos ver que leva um
tempo T = 5 s para que aquele ponto volte para a mesma posição, portanto, o
perı́odo é de 5 segundos.
(c) Falso - Como descobrimos, o perı́odo é T = 5 s, portanto, a frequência f ,
dada pelo inverso do perı́odo, é igual a 0,2 s´1 .
(d) Falso - Ao comparar o y máximo e mı́nimo, percebemos que a amplitude
do movimento é igual a 3 cm.
(e) Falso - Errado pelo mesmo motivo do item anterior.
Resposta: b)
Questão 14. Um parafuso se desprende do alto de um beiral de um prédio de
altura h e cai sob a ação exclusiva da gravidade. Ele atinge o solo no instante tf com
velocidade vf . Sejam ta o instante em que o parafuso está a uma altura h{2 e tb o
instante em que a velocidade do parafuso é vf {2. É correto afirmar que:
(a) tb “ ta e tb “ tf {2
(b) tb “ ta e tb ă tf {2
(c) tb “ ta e tb ą tf {2
(d) tb ă ta e tb “ tf {2
(e) tb ą ta e tb “ tf {2
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Solução: A função horária do movimento do parafuso é:
1
yptq “ h ´ gt2
2
1
a
Então o tempo que ele demora para atingir uma altura
a h é ∆t “ 2ph ´ h1 q{g
e nesse ponto ele está com velocidade v “ g∆t “ 2gph ´ h1 q.
a ?
Fazendo h1 “ 0, ?obtemos tf “ 2h{g e vf “ 2gh. Agora, fazendo h1 “ h{2
obtemos ta “ tf { 2. Fazendo v “ vf {2 obtemos tb “ tf {2.
Então, tb ă ta e tb “ tf {2.
Resposta: d).
Questão 15. Em um experimento de fı́sica, um grupo de estudantes mostrou que
a equação horária de uma partı́cula em movimento retilı́neo uniformemente variado
pode ser escrita na forma xptq = 10(3t ´ 5)(2t ´ 1), com x em cm e t em s. Os valores
da velocidade inicial v0 e da aceleração a da partı́cula são:
(a) v0 “ ´130cm/s e a “ 60 cm/s2
(b) v0 “ ´130cm/s e a “ 120 cm/s2
(c) v0 “ 50cm/s e a “ 6 cm/s2
(d) v0 “ 50cm/s e a “ 60 cm/s2
(e) v0 “ 50cm/s e a “ 120 cm/s2
Solução: Ao expandir a equação dada:
xptq “ 10p6t2 ´ 13t ` 5q ñ xptq “ 60t2 ´ 130t ` 50
Ao comparar com a equação do movimento uniformemente acelerado, temos:
1
xptq “ x0 ` v0 t ` at2 6 v0 “ ´130 cm{s
2
a “ 120 cm{s2
Resposta: b)
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Questão 16. Uma pessoa de pé na beirada de uma piscina em um dia ensolarado
observa um peixe. O ponto O da figura indica a posição de observação (olhos) da
pessoa e a imagem do peixe é vista a uma distância horizontal d da beirada.
Seja d0 a distância horizontal real do peixe até a beirada, é correto afirmar que:
(a) d0 ą d, devido à refração da luz vinda do peixe
(b) d0 ă d, devido à refração da luz vinda do peixe.
(c) d0 ă d, devido à refração da luz vinda do sol.
(d) d0 ą d, devido à refração da luz vinda do sol.
(e) d0 “ d, pois a refração afeta apenas a distância vertical (profundidade aparente).
Solução:
Observe o diagrama do dioptro plano a seguir:
P osição Aparente
∆h
P osição Real
Veja que o fenômeno da refração da luz na água apenas garante uma diferença
de altura aparente ∆h, como mostrado na figura. Portanto, a distância real do
peixe até a beirada da piscina é a mesma de sua imagem (item e).
Resposta: e) d0 “ d, pois a refração afeta apenas a distância vertical (profun-
didade aparente).
Questão 17. Um fio ideal está tensionado horizontalmente entre uma parede e
um eixo vertical. Uma de suas extremidades está fixada na parede e a outra está presa
a um anel que pode se mover ao longo do eixo vertical. No instante t0 perturba-se
o fio deformando sua região central conforme mostra a figura fora de escala. Sejam,
respectivamente, t1 ą t0 e t2 ą t1 os instantes antes e imediatamente depois das
primeiras reflexões dos pulsos formados. Qual a alternativa representa corretamente
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o fio nos instantes t1 e t2 ? (A linha pontilhada vermelha na primeira figura de cada
alternativa mostra a perturbação inicial.)
Solução: Primeiramente, após a perturbação, aparecerão duas ondas de mesma
amplitude (metade da originária) e que se propagam em direções opostas. Esse
fato já nos elimina os itens c), d) e e).
Agora, faremos a análise dos dois casos de ondas refletidas: colisão com anteparo
fixo e anteparo móvel. Lembremos da fórmula da amplitude da onda refletida
em função da amplitude da onda incidente e das densidades lineares nos meios
de propagação: ? ?
µ1 ´ µ2
Ar “ ? ? ¨ Ai
µ1 ` µ2
Perceba que a extremidade fixa (a parede), é como um meio de densidade
8 ?
µ2 Ý Ñ, já que a onda não consegue se propagar na parede. Fazendo µ1
?
desprezı́vel em relação a µ2 , chegamos em Ar1 “ ´Ai1 , ou seja, há inversão de
fase. Um raciocı́nio congruente pode ser feito para a extremidade móvel: ela se
comporta como um meio de densidade µ2 “ 0, implicando em Ar2 “ `Ai2 , não
ocorrendo assim inversão de fase. Assim, o item que melhor representa essas
condições é o item a).
Resposta: a)
Questão 18. Uma corda de violão é afinada girando a correspondente tarraxa
localizada na cabeça do violão o que modifica a tensão da corda. Considere que inici-
almente a corda de um violão está levemente desafinada e quando tocada seu primeiro
harmônico de comprimento de onda λc,0 produz ondas sonoras de comprimento de onda
λs,0 . Girando a tarraxa de forma a aumentar a tensão na corda essas grandezas passam
a ser: λc para a onda na corda e λs para a onda sonora produzida. É correto afirmar
que:
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Solução:
Aqui você deve perceber que a questão fala sobre a frequência fundamental, que
corresponde ao harmônico com o maior comprimento de onda de uma corda com
extremidades presas. É importante você perceber também que o comprimento
de onda dese harmônico só depende do tamanho da corda (vale 2L), o que nos
leva a λc “ λc,0 .
Outro detalhe é que, apesar do comprimento de onda na corda estar inalterado,
a velocidade da onda não permanece a mesma, já que é dada por:
d
T
v“
µ
Quando apertamos a tarracha aumentamos a tração e, por consequência, a ve-
locidade da onda. Se a velocidade aumentar, mas o comprimento de onda per-
manecer inalterado então a frequência aumenta também, gerando um aumento
na frequência da nota ouvida. Lembre-se que a frequência da onda na corda do
violão é igual à frequência da nota ouvida, já que é a quantidade de vezes por
segundo que a corda oscila e gera perturbações no ar. Isto leva à λs ă λs,0 .
Resposta: b)
Questão 19. Um motorista está dirigindo em um trecho retilı́neo de uma estrada.
De repente, quando o carro está com velocidade escalar (rapidez) de 20 m/s, ele percebe
que a estrada está completamente bloqueada por uma árvore caı́da e aciona os freios
com o carro 30 m à frente dela. Considere que a frenagem produz uma aceleração
de intensidade constante de 5 m{s2 . Em relação ao instante do inı́cio da frenagem é
correto afirmar, aproximadamente, que:
Solução: Primeiramente, podemos calcular a velocidade do carro depois de
percorrer os 30 m até a árvore:
v 2 “ v02 ´ 2a∆S ñ v 2 “ 202 ´ 2 ˆ 5 ˆ 30 ñ v “ 10m{s
Ou seja, como a velocidade não é nula, significa que o carro colidirá com a
árvore. Agora, precisamos calcular o tempo até a colisão:
v “ v0 ´ at ñ 5t “ 20 ´ 10 ñ t “ 2s
Portanto, o carro colide com a árvore a uma velocidade de 10 m/s, depois de 2
segundos, o que torna verdadeira a alternativa c). Resposta: c)
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Questão 20. Um projétil de massa m é disparado contra um bloco de massa
M que está em repouso apoiado em uma superfı́cie horizontal sem atrito. A figura
A mostra o projétil com velocidade de intensidade vi pouco antes de atingir o bloco.
Após uma colisão instantânea, o projétil fica alojado no bloco, conforme a figura B. A
velocidade vf do conjunto imediatamente após colisão é:
am b
m m m m`M
a
(a) V
M f
(b) V
M `m f
(c) V
M f
(d) V
M `m f
(e) M
Vf
Solução:
Bem, devemos basicamente conservar o momento linear do sistema. Veja que
inicialmente temos:
pi “ mVi
E no fim temos:
pf “ pm ` M qVf
Portanto, no fim obtemos:
m
vf “ Vi
m`M
E note que portanto não há alternativa correta. O que supomos é que tenha
havido um erro de digitação, mas, por mais claro que isso seja, não poderı́amos
considerar nenhuma alternativa correta.
Resposta: Não há resposta correta.
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