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Culto à Deusa-Mãe na Pré-História

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22/06/2024, 13:39 Deusa-mãe – Wikipédia, a enciclopédia livre

Deusa-mãe
(Redirecionado de Deusa mãe)
Deusa-Mãe é o nome associado a Deusas que em muitas
culturas matriarcais é vista como criadora de toda a vida. Por
vezes associada à Mãe Terra, devido ao fato da terra ser vista
como sagrada por gerar os alimentos (assim sendo, a que
nutre). Também é associada a natureza, os mares e a
fertilidade; geralmente sendo a generosa personificação da
Terra. Conhecidas como qadesh (sagrado)[1] na maioria das
civilizações pagãs as Deusas são criadoras do Universo, geram
a vida, a cultura, a agricultura, a linguagem e a escrita,
resultando numa complexa estrutura teológica, tais como: a
Deusa hindu Sarasvati, honrada como inventora do alfabeto
original; a Deusa celta da Irlanda, Brígida, honrada entre os
celtas como Deusa da linguagem; Deusa Nidaba[2] da Suméria
(civilização tradicionalmente definida como berço da cultura
da escrita), como aquela que inicialmente inventou a escrita
cuneiforme e a arte da escrita (a escriba oficial da Suméria
também era uma mulher: Enheduana).

Origem do termo
O termo refere-se a uma religião pagã universal[3] de divindade Vênus de Willendorf, do Paleolítico
feminina e seu culto remonta ao início da história humana, Superior, estimada em ter sido
como pode ser observado nas retratações de Vênus da Pré- produzida entre 24 000 e
história. O culto à Deusa ou Deusa-Mãe foi observado 22 000 a.C.
inicialmente na Pré-história[4] (Paleolítico[5] e Neolítico),
aonde foram encontradas estatuetas de culto, estendendo-se ao
Reino da Frígia,[4] aonde ficou mais conhecida como Cibele, e daí às civilizações grega, romana,
egípcia e babilônia onde consolidou-se um enorme panteão de Deusas. A existência do culto em
várias culturas não-frígias[6] evidencia no entanto que Cibele é tão-somente a manifestação local
desta divindade, a qual era identificada, entre os gregos, à Deusa Reia.

Controvérsia
As deidades que se encaixam na moderna concepção de Deusas Mães têm sido claramente
adoradas em muitas sociedades até à actualidade. James Frazer (autor de A rama dourada) e
aqueles a quem influenciou (como Robert Graves e Marija Gimbutas) avançaram a teoria de que
todo o culto na Europa e Egeu que incluiu qualquer tipo de Deusa Mãe tinha origem nos
matriarcados neolíticos pré-indo-europeus, e que as diferentes Deusas de localidades distintas
eram equivalentes.

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Ainda que esta ideia tenha tido boa aceitação como categoria útil para a mitografia, a ideia de que
na antiguidade se cria que todas estas Deusas eram intercambiáveis, tem sido objecto de estudo de
diversos autores,como James Frazer, J. J. Bachofen, Joseph Campbell, James Melaart, Merlin
Stone, Jane Ellen Harrison, Marija Gimbutas, Walter Burkert, entre muitos outros.

Perspectiva não-cristã
A arqueologia pré-histórica, como por exemplo no sítio de Çatalhüyük e a mitologia pagã,
registram esta origem do culto à Deusa Mãe e do ocre vermelho. As mais recentes descobertas de
uma religião humana remontam, inicialmente, ao culto aos mortos (300 000 a.C.) e ao intenso
culto da cor vermelha ou ocre associado ao sangue menstrual e ao poder de dar a vida. Na
mitologia grega, a chamada mãe de todos os deuses, a Deusa Reia (ou Cibele, entre os romanos),
exprime este culto na própria etimologia: reia significa terra ou fluxo.[7] O acadêmico Joseph
Campbell argumenta que Adão—do hebraico ‫ אדם‬relacionado tanto a adamá ou solo vermelho ou
do barro vermelho, quanto a adom ou vermelho, e dam, sangue— foi criado a partir do barro
vermelho ou argila. A identidade da religião com a Mãe Terra, a fertilidade, a origem da vida e da
manutenção da mesma com a mulher, seria, segundo Campbell, retratada também na Bíblia: ...a
santidade da terra, em si, porque ela é o corpo da Deusa. Ao criar, Jeová cria o homem a partir
da terra [da Deusa], do barro, e sopra vida no corpo já formado. Ele próprio não está ali,
presente, nessa forma. Mas a Deusa está ali dentro, assim como continua aqui fora. O corpo de
cada um é feito do corpo dela. Nessas mitologias dá se o reconhecimento dessa espécie de
identidade universal.[8]

Da Deusa ao Deus
Diversos autores modernos analisam a história da criação do livro do Gênesis sob uma perspectiva
não-cristã, a qual seria definir a Bíblia como uma narrativa alegórica sobre a divindade hebraica
Yavé suplantando a Deusa Mãe, representada pela árvore da vida, e a religião hebraica
suplantando este culto. Argumenta-se que a passagem do Gênesis sobre a origem do pecado,[9] em
que o conhecimento proibido relaciona-se a sexo, sexualidade, e reprodução, especialmente o
conhecimento de que os homens participam da reprodução e que a história descreve o processo
pelo qual sociedades matriarcais tradicionais foram substituídas por sociedades patriarcais.[10]

Diversos autores discutem sobre várias religiões do Oriente Próximo, muitas das quais
representavam a Deusa Mãe por uma serpente e outras por uma simbologia de comunhão
realizada pelo ato de comer uma fruta de uma árvore que crescesse perto do altar dedicado à
Deusa. Estas Deusas, nestas mitologia a primeira e única Deusa Criadora, também representava o
conhecimento, a criatividade humana, sexo, sexualidade, reprodução, novos ciclos e/ou
Destino.[11]

Gênesis e Enuma Elish


São várias as similaridades entre a história da criação no Enuma Elish e a história da criação no
Livro do Gênesis. O Gênesis descreve seis dias de criação, seguido de um dia de descanso,
enquanto que o Enuma Elish descreve a criação de seis deuses e um dia de descanso. Em ambos a

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criação é feita pela mesma ordem, começando na Luz e acabando no Homem. A Deusa Tiamat é
comparável ao Oceano no Gênesis, sendo que a palavra hebraica para oceano tem a mesma raiz
etimológica que Tiamat.[12]

Exemplos de deusas mães

Pelasgos
Eurínome foi a princípio o protótipo da deusa Mãe
Criadora grega e a mais importante divindade dos
pelasgos, o povo que ocupou a região da Grécia em
tempos pré-históricos antes da invasão jônica e
dórica. Após a ascensão do patriarcado, Eurínome
foi rebaixada aos status de amante de Zeus e de
Criadora passou a ser considerada apenas uma
titânide filha de Oceano e Tétis. Todavia, mesmo na
Gravura neolítica de Deusa mãe (representada
versão patriarcal da mitologia grega, Eurínome e com quatro seios) num dólmen
seu consorte Ofíon reinaram sobre o monte Olimpo
até serem derrotados por Reia e Cronos

Deusas sumérias, mesopotâmicas e gregas


Tiamat na mitologia suméria, Ishtar (Inanna) e Ninsuna na caldeia, Asherah em Canaã, Astarté na
Síria e Afrodite na Grécia, por exemplo.

Elam
Uma das mais importantes figuras do panteão foi a deusa Pinikir um nome com cognatos
encontrado em outros sistemas de crença de povos desta região. "O fato de que a precedência foi
dada a uma deusa, a qual estava acima dos demais deuses do panteão elamitas, indica que os
devotos elamitas seguiam o matriarcado nesta religião... No terceiro milênio, estas deusas exibiam
um indiscutível poder à frente do panteão elamita".[13]

Deusas celtas
A deusa irlandesa Anann, às vezes conhecida como Dana, tem um impacto como deusa mãe, a
julgar pelo Dá Chích Anann perto de Killarney (Condado de Kerry). A literatura irlandesa nomeia a
última e mais favorecida geração de deuses como ‘o povo de Danu’ (Tuatha de Dannan), Ceridwen.

Na cultura celta proveniente da Gália, temos a figura de Dea Matrona (considerada por alguns
como um título à Deusa Terra, Nantosuelta). Em contraparte, no próprio mito gaulês, tem a figura
de Eiocha (uma égua mística que teria sido formada da espuma do mar) como a primeira
divindade e mãe dos deuses primordiais Cernuno, Maponos, Taranis, Teutates e Epona.

Deusas nórdicas
Entre os povos germânicos provavelmente foi adorada uma deusa na religião da Idade de Bronze
Nórdica, chamada por Jörð que mais tarde foi conhecida como Nerto na mitologia germânica, e
que possivelmente persistiu no culto a Freya da mitologia nórdica. Sua equivalente na

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Escandinávia era a deusa aclamada por "natureza" Jörð e o deus dos mares e da fertilidade Njörðr.
Jord possui diversos aspectos parecidos com as outras deusas, como por exemplo seu nome no
Islandês que é Gyðia e quer dizer "deusa".

Deusas gregas
Nas culturas do Egeu, Anatólia e no antigo Oriente Próximo, uma deusa mãe foi venerada com as
formas de Cibeles (adorada em Roma como Magna Mater, a "Grande Mãe"), de Gaia e de Reia.

As deusas olímpicas da Grécia clássica tinham muitos personagens com atributos de deusa mãe,
incluindo Hera e Deméter.

"As deusas do politeísmo grego, tão diferentes e complementares, são ainda assim
consistentemente similares numa etapa inicial, com uma outra simplesmente
convertendo-se em dominante em um santuário ou cidade. Cada uma é a Grande
Deusa presidindo sobre uma sociedade masculina, cada uma é representada em seu
aspecto de Senhora das Bestas Senhora dos Sacrifícios, incluindo Hera e Deméter".[14]

A deusa minoica representada em achados arqueológicos como selos ou outros restos, a quem os
gregos chamavam Potnia Theron, ‘Senhora das Bestas’, muitos de cujos atributos foram logo
absorvidos também por Artemisa, parece haver sido um tipo de deusa mãe, pois em algumas
representações amamenta os animais que carrega. A arcaica deusa local adorada em Éfeso, cuja
estátua de culto era adornada com colares e cintos sobre os quais colocavam protuberâncias
redondas,A descrição destes como mamas múltiplas ou testículos de touro parece estar
equivocada: veja-se Templo de Artemisa em Éfeso, mais tarde identificada pelos gregos como
Artemisa, foi provavelmente também uma deusa mãe.

A festa de Anna Perenna dos gregos e romanos no Ano Novo, em 15 de março, equinócio do
inverno, pode haver sido uma festa da deusa Mãe. Dado que o Sol era considerado fonte de vida e
alimento, este motivo de festa também se assemelhava com os cultos de deusas-mães.

Deusas romanas
A equivalente de Afrodite na mitologia romana, Vênus, foi finalmente adotada como figura de
deusa mãe. Era considerada a mãe do povo romano, por ser a de seu ancestral, Eneias, e
antepassado de todos os subsequentes governantes romanos. Na época de Júlio César o título da
deusa era Vênus Genetrix (‘Mãe Venus’).

Magna Dea é a expressão latina para ‘Grande deusa’, e pode aludir a qualquer deusa principal
adorada durante a República ou Império romanos. O título "Magna Dea" podia aplicar-se a uma
deusa do panteão, como Juno ou Minerva, ou a uma deusa adorada monoteisticamente.

Deusas mães túrquicas siberianas


Umai, é a deusa mãe dos turcos siberianos. É representada com sessenta tranças douradas, que
parecem raios de sol. Acredita-se que uma vez foi idêntica à Ot Ene dos mongóis.[carece de fontes?].

Deusas Afro-Brasileiras (Orixás)

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Iemanjá, Oxum, Iansã e outras deusas mães compõem o panteão de Orixás das
religiões Afro-brasileiras, e cada uma delas responde por um aspecto da
natureza, da vida das pessoas, etc. Existem muitas particularidades em cada
uma delas, mas algumas em especial podem manipular o tempo, o espaço, os
elementos etc. Tanto no Candomblé como na Umbanda as deusas mães
possuem um papel primordial, e para muitos fiéis, vai além das divindades
masculinas, pois são "adotados" e se tornam "filhos" delas.

Deusas iorubás
O culto Ioruba é o culto que deu origem ao Candomblé Brasileiro. Assim como
no dos orixás, temos nesse culto as "grandes mães". No culto iorubá as
denominadas Iami Oxorongá ou Iami-Ajé. É a sacralização da figura materna,
por isso seu culto é envolvido por tantos tabus. Seu grande poder se deve ao
fato de guardar o segredo da criação.

Tudo o que é redondo remete ao ventre, e por consequência, as Ia Mi. O poder Imai Oxorongá
por Caribé
das grandes mães é expresso entre os orixás: Oxum, Iemanjá, Iansã e Nanã
Buruquê sendo esta ultima divindade a progenitora das Iia Mi. São comumente
representadas por pássaros. Aulo Barretti Filho, escreve em O culto dos eguns no candomblé: "Os
mortos do sexo feminino recebem o nome de Iami Agbá (mãe anciã), mas não são cultuadas
individualmente. Sua energia como ancestral é aglutinada de forma coletiva e representada por
Iami Oxorongá, cultuadas pela sociedade Guelede, compostas exclusivamente por mulheres, e
somente elas detêm este perigoso poder."

A Deusa Mãe na Índia


Na cultura indiana, a presença de uma Mãe Terra aparece já no
Rig Veda, como consorte cósmica de Dhyaus, o Céu. É chamada
de Prithivi (ou Prithivi Mata),[15][16] literalmente "Mãe Terra".
Na literatura védica, Prithivi é a mãe de todos os deuses. É
chamada de Aditi, a Deusa Não Nascida (literalmente, Infinita,
Ilimitada) e os primeiros deuses, seus filhos, são chamados de
adityas.

Alguns dos deuses mais antigos do panteão védico nascem


justamente do amor entre Prithivi e Dhyaus. Entre eles, a chuva
busca a terra: Parjanya (a chuva), mas também Indra (de ind,
"pingo"), é a expressão do amor de Dhyaus por Prithivi; o fogo
busca o Céu: Agni (mas também Surya) é a expressão do amor de
Prithivi por Dhyaus.
A deusa Durga é considerada
A literatura védica também alude a ela, mais esparsamente, como a deusa mãe suprema por
como Viraj, a mãe universal e como Ambhrini, a nascida do alguns hindus
Oceano Primordial. Durga representa o poder e a natureza
protetora da maternidade. Uma encarnação de Durga é Kali, que
nasceu de sua frente durante a guerra (como meio para derrotar o inimigo de Durga,
Mahishasura). Durga e suas encarnações são especialmente adoradas em Bengala.

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Para o indiano, a Devi ("Deusa") assume múltiplas formas. Essas formas representam força
(shakti) de criação, criatividade, fertilidade do mundo (que é prenhe de formas). Aparece como:
Maya, a Grande Ilusão, o aspecto ilusório da realidade que acolhe todos os pranavi ("seres que
respiram"); Prakriti, a Matéria (e o Espaço), a consorte cósmica Purusha, o Homem Cósmico, que
se sacrifica para fecundar Prakrti, que dá à luz a infinitas formas — assim, tudo no Universo possui
tanto espírito quanto forma —, oriundas do encontro dos dois seres primordiais.

A Deusa Mãe na tradição indiana assume diversas facetas além da Mãe Terra no sentido pastoril e
agrícola — isto é, a Mãe fértil que todos acolhe e tudo dá —, mas a presença dessa feição divina da
Natureza pode ser especialmente sentida e venerada, por exemplo, nas figuras de Parvati (filha do
Himalaia), da Deusa Ganga (o Rio Ganges, que eflui da cabeça de Shiva) ou de Sarasvati —
identificada com o rio ancestral cujas águas, por razões geológicas, secaram, o que ocasionou o
final da primeira urbanização do Vale do Indo, ainda no período pré-védico[17].

A mentalidade indiana é, em geral, inclusiva: as divindades femininas podem ser entendidas


comutativamente pelo devoto como expressões da Deusa ou da devi de sua devoção.

Shaktismo
No shaktismo, uma forma de hinduísmo fortemente relacionada com as filosofias hindús de
Vedānta, a Samkhya e o Tantra e definitivamente monista, que tem uma rica tradição de Bhakti
yoga relacionada com ele, a energia feminina (Śakti) se considera a força motriz por de trás de
todas as ações e existência do cosmos fenomenal do hinduísmo. O próprio cosmos é o Brahman, o
conceito da realidade inalterável, infinita, imanente e trascendente que forma o Solo Divino de
todos os seres, a «alma do mundo». a potencialidade masculina é atualizada pelo dinamismo
feminino, personificado em deusas multitudinarias que terminam reconciliadas em uma.

O texto chave é o Devi Mahatmya, que combina as teologias védicas anteriores, as filosofias
upanishádicas emergentes e as culturas tántricas em desenvolvimento em uma exégesis laudatoria
de religião shakti. Os demónios do ego, a ignorância e o desejo atam a alma numa maya (também
alternativamente etérea o personificada) e é a Mãe Maya, a própria shakti, quem pode liberar o
indivíduo atado. a Mãe Imanente, Devi, está por esta razão concentrada na intensidade, o amor e a
concentração autodisolutoria em um esforço por concentrar o shakta (como se chama às vezes a
um seguidor shakti) na autêntica realidade subjacente ao tempo, e espaço e a causalidade,
liberándole assim do ciclo kármico.

Conceitos de "deusa mãe" no Cristianismo

Virgem Maria
Muitos cristãos vêm Maria, a Teótoco, como uma "mãe espiritual", já que ela preenche não apenas
um papel maternal como é frequentemente vista como uma força protetora e intercessora divina
pela humanidade, mas ela não é adorada como uma "deusa mãe" divina. As igrejas Católica e
Ortodoxa identificam "a mulher" descrita no Apocalipse de João, capítulo 12, como a Virgem
Maria, pois no 5º versículo esta mulher teria "dado à luz um filho, um varão, destinado a comandar
todas as nações com um cajado de aço",[18] a quem os católicos identificam como Jesus Cristo. A
seguir, no versículo 17 de Apocalipse 12, a Bíblia descreve "o resto de sua prole como "aqueles que
guardaram os mandamentos de Deus e dão testemunho de Jesus." Estes cristãos acreditam ser eles
mesmos o "restante de seus filhos", porque eles tentam "manter os mandamentos de Deus e dar
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testemunho de Jesus", e assim abraçam Maria como sua mãe. João 19:26-27 também é citado,
onde Jesus confia sua mãe ao apóstolo João como evidência de que Maria é a mãe de todos os
cristãos, usando a expressão "eis aqui tua mãe" de forma geral.

A Virgem Maria recebe muitos títulos no Catolicismo, como Rainha do Céu e Rainha do Mar, que
são familiares em tradições ocidentais mais antigas. Devido a esta correlação, protestantes
frequentemente acusam católicos de ver Maria como uma deusa, mas a Igreja Católica sempre
condenou a adoração da Virgem Maria. Parte desta acusação se deve à prática católica de rezar
como uma forma de comunicação, mais que como uma forma de veneração. Os católicos acreditam
que os mortos que seguiram Deus têm vida eterna, e podem ouvir do céu as orações das pessoas
que se encontram na Terra.

Acredita-se que algumas imagens da Madona Negra derivam de representações de deusas antigas,
em particular Isis com seu filho Hórus em seu colo.

Espírito Santo
A Bíblia se refere à Sabedoria Divina personificada (Hagia Sophia) em termos femininos. Muitos
cristãos católicos e acreditam que o Deus Pai é masculino e que Jesus era um homem. A igreja é a
contraparte feminina de Deus e a noiva de Jesus. Alguns cristão discordam deste ensinamento e
afirmam que Deus supera e transcende tanto masculinidade quanto feminilidade. Do ponto de
vista destes cristãos, o gênero gramatical utilizado para se referir a Ele é uma mera convenção, e as
designações masculinas para as pessoas da Trindade caracterizam o relacionamento e não o gênero
verdadeiramente. Contudo, este é um fenômeno relativamente recente, e como tal teria constituído
heresia durante a maior parte da história da Cristandade.

Em muitas linguagens, como o siríaco, a palavra "espírito" existe no gênero feminino. Na literatura
cristã primitiva nessas línguas, o Espírito Santo seria discutido em termos femininos,
especialmente antes de 400 d.C..[19]

Mãe Terra
A Mãe Terra é um tema que aparece em muitas mitologias. Ela é uma Deusa da fertilidade que
personifica e incorpora a Terra fértil e tipicamente é mãe de outras divindades, assim como
patrona da maternidade. Isto deve-se à interpretação de que a terra foi sempre vista como origem
de todas as coisas vivas.

Conceito de deusa mãe na Wicca


Na religião Wicca acredita-se em uma força superior, a Grande Divindade, de onde tudo veio. Essa
força superior é adorada sob a forma de duas divindades básicas: a Grande Mãe e o Deus
Cornífero. Esse Casal Divino representa todos os demais deuses das diversas mitologias adotadas
pelos wiccanos. Como algumas tradições wiccanas seguem uma infinidade de deusas e deuses, a
crença pagã é que todas essas deusas e todos esses deuses são aspectos diferentes da grande deusa
e do grande deus. Daí o ditado da Wicca que diz que "Todas as deusas são uma deusa e todos os
deuses são um deus" (Dualidade cósmica). A Deusa-Mãe é a geratriz de todo o universo e de tudo o
que ele contém, daí a frase: Tudo vem da Deusa e tudo para ela retorna.

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Uma consequência do culto à Deusa Mãe na Wicca é a super-valorização da natureza, justificada


pela sua ligação à Terra, na forma de Gaia. Além da Terra, outro símbolo muito importante da
Deusa é a Lua, onde se manifesta de três maneiras, na forma de deusa tríplice, sendo a Lua cheia
associada ao seu aspecto de Deusa Mãe.

Uma questão que muitas vezes se levanta na Wicca é se a deusa é mais importante do que o deus. O
que se pode dizer é que é uma discussão inócua. A deusa e o deus são de igual importância na
Wicca. Embora pareça haver mais enfoque à deusa, as duas divindades básicas da Wicca são
complementares. Não há hierarquia entre elas.

Referências
1. History of Religion ([Link]
sh&hl=pt-BR&sa=X&ei=RzedT-edEYys8ATIhdSVDw&ved=0CFYQ6AEwBzgU)
2. Museum, Nidaba ([Link]
3. Britannica, Mother Goddess religion ([Link]
er-goddess)
4. Britannica ([Link]
5. The Mystica ([Link]
6. Encarta, Dana ([Link]
7. Theoi, Rhea ([Link]
8. As máscaras de Deus, p. 104
9. Gênesis, capítulo 3 ([Link]
10. Prodema ([Link]
11. Triplov ([Link]
12. How to read Genesis,p. 71 ([Link]
ntcover&hl=pt-BR,)
13. The Cambridge Ancient History ([Link]
-PA400&lpg=RA1-PA400&dq=pinikir+elam+matriarchy&source=bl&ots=f-_I4x7lfF&sig=nxE0eb-
3ITTlR8jQXO3YOFiTtRQ&hl=pt-BR&ei=2v9ES-SZIYT34AaGstmqCA&sa=X&oi=book_result&ct
=result&resnum=1&ved=0CAoQ6AEwAA#v=onepage&q=matriarchy&f=false) (em inglês).
[S.l.]: Cambridge University Press. 1970. ISBN 9780521086912
14. Burkert, Walter (1983). Homo Necans: The Anthropology of Ancient Greek Sacrificial Ritual and
Myth ([Link]
ecans&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwib1sqapO_cAhVFiZAKHRRhDysQ6AEIKDAA#v=onepa
ge&q=homo%20necans&f=false) (em inglês). [S.l.]: University of California Press.
ISBN 9780520058750
15. Rig Veda 1.164.33.
16. «RigVeda, 1:164.33a» ([Link]
17. THAPAR, Romila (2002). Early India. Nova Delhi: Penguin
18. «Apocalipse 12, Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH) | Capítulo 12» ([Link]
[Link]/pt/bible/211/[Link]). [Link]. Consultado em 15 de agosto de 2018
19. «Women in the Syrian Tradition: Holy Images» ([Link]
2-no-3-summer-1998/women-syrian-tradition-holy-images). Susan Ashbrook Harvey (em
inglês). The St. Nina Quarterly. Consultado em 15 de agosto de 2018

Bibliografia
Neumann, Erich. (1991). The Great Mother. Bollingen; Repr/7th edition. Princeton University
Press, Princeton, NJ. ISBN 0-691-01780-8.
J.F. del Giorgio. The Oldest Europeans. A.J. Place (2006). ISBN 980-6898-00-1
[Link] 8/9
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Goldin, Paul R. (2002) "On the Meaning of the Name Xi wangmu, Spirit-Mother of the West."
Paul R. Goldin. Journal of the American Oriental Society, Vol. 122, No. 1/January-March 2002,
pp. 83–85.
Knauer, Elfried R.(2006)"The Queen Mother of the West: A Study of the Influence of Western
Prototypes on the Iconography of the Taoist Deity." In: Contact and Exchange in the Ancient
World. Ed. Victor H. Mair. University of Hawai'i Press. pp. 62–[Link] 978-0-8248-2884-
4;ISBN 0-8248-2884-4

Ligações externas
«Conception and Evolution of The Mother Goddess in India» ([Link]
cle/mother) by Prof P. C. Jain.
«Reflections on Erta as named on the Franks Casket» ([Link]
[Link]) by Alfred Becker (PhD)
«The Ideals of Motherhood - Aesthetics of Form and Function» ([Link]
article/motherhood) by Sri Nitin Kumar
«A Chapel of Our Mother God» ([Link]

Obtida de "[Link]

[Link] 9/9

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