Século XII
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Avanços arquitetônicos possibilitaram o desenvolvimento do estilo gótico
O Renascimento do século XII consistiu num conjunto de transformações
culturais, políticas, sociais, e económicas ocorridas nos povos da Europa ocidental.
Nessa época ocorreram eventos de grande repercussão: a renovação da vida
urbana, após um longo período de vida rural, girando em torno dos castelos e
mosteiros; o movimento das Cruzadas, a restauração do comércio, a emergência de
um novo grupo social (os burgueses) e, sobretudo, o renascimento cultural com um
forte matiz científico-filosófico, que preparou o caminho para o renascimento italiano,
eminentemente literário e artístico.
Antecedentes
Herdeiro da desintegração do Império Romano, o Ocidente Europeu do início
da Idade Média era pouco mais que uma colcha de retalhos com populações rurais e
tribos bárbaras. A instabilidade política e o definhar da vida urbana golpearam
duramente a vida cultural do continente. A Igreja Católica, como única instituição que
não se desintegrou juntamente com o extinto império, mantinha o que restava de
força intelectual, especialmente através da vida monástica.
Com o tempo a sociedade foi se estabilizando e, em certos aspectos, no
século IX o retrocesso causado pelas migrações bárbaras já estava revertido, mas
nessa época os pequenos agricultores ainda eram impelidos a se proteger dos
inimigos junto aos castelos. Esse cenário começa a mudar mais fortemente com a
contenção das últimas ondas de invasões estrangeiras no século X, época em que o
sistema feudal começa a ser definido. O período de relativa tranqüilidade que se
segue coincide com um período de condições climáticas mais amenas. A partir do
ano 1000, o Feudalismo entra em ascensão e leva ao período histórico que dá nome
ao presente [Link] seja nasce a Idade Moderna.
Renascimento do século XII
Nos séculos XI e XII começaram a ocorrer várias mudanças sociais, políticas
e econômicas. Evoluções técnicas possibilitaram o cultivo de novas terras e
aumentaram a diversidade dos produtos agrícolas, que sustentaram uma população
que cresceu rapidamente. O crescimento populacional e o aumento da produtividade
agrícola permitiram um fortalecimento da vida urbana. As cidades cresceram e
tornaram-se centros de comércio e artesanato, abandonando a sua dependência
agrária, em torno dos castelos e dos mosteiros. Muitas cidades européias,
chamadas de burgos, acabaram por tornar-se livres das relações servis e do
domínio dos nobres (senhores feudais) se transformando em ilhas de capitalismo em
um continente feudal. O comércio estava em franca expansão e se impôs como uma
das atividades econômicas mais determinantes da sociedade. Surgiu um novo grupo
social: os burgueses (habitantes dos burgos), dedicados essencialmente ao
comércio. Por motivos políticos, os "burgueses" recebiam frequentemente o apoio
dos reis, que muitas vezes estavam em conflito com os outros nobres senhores
feudais. Na língua alemã, o ditado Stadtluft macht frei ("O ar da cidade liberta")
ilustra este fenômeno.
Com o restabelecimento do comércio com o Oriente Próximo e o
desenvolvimento das cidades, começaram a ser minadas as bases da organização
feudal. Na medida em que aumentou a demanda de produtos agrícolas para o
abastecimento da população urbana, elevou-se o preço dessas mercadorias,
permitindo aos camponeses maiores fundos para a compra de sua liberdade. Ao
mesmo tempo, a expansão do comércio e da indústria criou novas oportunidades de
trabalho, atraindo os servos para as cidades. Esses acontecimentos, aliados à
formação dos exércitos profissionais e à insurreição camponesa, contribuíram
depois para o declínio do feudalismo europeu, que viveu seu auge nesse período
prévio ao renascimento.
O renascimento comercial
O renascimento comercial na Idade Média beneficiou principalmente as
cidades italianas, alguns dos motivos foram:
• Localização geográfica favorável (Mar Mediterrâneo);
• Fortalecimento das ligações comerciais com o Oriente, durante a Quarta
Cruzada, onde se obteve o direito à distribuição de mercadorias orientais pelo
continente europeu.
• Na Europa Setentrional, o comércio ampliou-se na região dos mares Báltico e
do Norte, destacando-se a região de Flandres, devido a sua produção de lã.
• As regiões norte e sul da Europa foram interligadas por rotas terrestres e
fluviais criadas pelas atividades comerciais. As feiras eram os locais de
compra e venda de produtos dos negociantes. Até o século XIV, as feiras
mais importantes eram na região de Champanhe, França.
• Esse comércio possibilitou o retorno das transações financeiras, o
reaparecimento da moeda, ou seja, deu vida às atividades bancárias. Com
isso a terra deixava de ser a única fonte de riqueza e um novo grupo social
surgiu, os mercadores ou comerciantes.
Fatores que contribuíram para o renascimento comercial
• O esgotamento das terras: com o esgotamento de terras férteis, muitos
camponeses se viram sem alternativa de trabalho ou emprego. Por isso o
comércio foi uma opção achada por eles para a entrada nas atividades
comerciais.
• As Cruzadas: ajudaram a expandir as atividades comerciais, pelo menos por
três motivos: os cruzados não eram os únicos a irem as expedições
cruzadistas, os viajantes mercadores iam juntos, e assim serviam como
abastecedores dos peregrinos com seus produtos.
• O contato com o Oriente: esse contato fez nascer o gosto pelos artigos
luxuosos, nos ocidentais, o qual fez ampliar largamente o consumo destes
artigos na Europa.
• O enriquecimento dos nobres: estes iam para as Cruzadas, aumentando a
riqueza em circulação.
Renascimento urbano
As cidades assumiam papéis diversificados durante o passar dos tempos. Na
época do feudalismo, as cidades serviam apenas como centros religiosos e militares
além de serem ligadas ao feudo. O crescimento delas só começou a surgir quando o
comércio se expandiu.
Na época do feudalismo, o Senhor feudal tinha controle tanto no campo como
na cidade. Não havia distinção de cidade e campo. No começo a maioria das
cidades eram cercadas por altas muralhas, fazendo assim um núcleo urbano,
chamado burgo. Mas com o aumento da população os burgos ultrapassaram os
limites das muralhas. Então os habitantes dos burgos passaram a ser os
comerciantes e artesãos, também chamados de burgueses. Com o progresso do
comércio e do artesanato, o crescimento social da burguesia também foi notado.
Estes eram homens livres de laços com senhores feudais.
Mas, a partir do século XI, quando as cidades começaram a crescer e os
burgueses aparecer, a situação mudou. Porque agora as cidades tinham ganho
prestígio econômico e poder e os burgueses, começaram a buscar sua autonomia
em relação ao feudo. Esse movimento de independência das cidades em relação ao
feudo é chamado de movimento comunal.
Esse movimento serviu de base para o processo de emancipação de algumas
cidades. Poderia ocorrer por duas maneiras: ou era por via pacífica , pagando-se ao
senhor feudal; ou pelo uso das armas, através de combate. Se fosse por este meio,
havia a união de reis e burgueses, onde as tropas serviam de instrumento de
intimidação para os nobres aceitarem a liberdade dos burgos. Esse movimento foi
do século XI ao XIII.
As cidades independentes (as comunas), começaram a planejar uma forma
de governo - com direito a prefeitos e magistrados - que se encarregavam de
administrar e defender tanto as cidades como seus interesses, os burgueses de
maior riqueza e poder ocupavam os principais cargos, elaboravam leis, criavam
tributos, controlavam os impostos para fazer e manter a construção de obras e claro
tinham política própria.
Com todos esses atrativos, as cidades passaram a ser um chamariz para os
servos do campo se mudarem para a cidade. Elas passaram a ser encaradas como
locais de segurança e liberdade para os que quisessem sair do poder do senhor
feudal, embora se comprove que muitos dos camponeses que mudavam do campo
para a cidade levavam uma vida difícil, visto que eram considerados trabalhadores
desqualificados e ainda mal remunerados.
Renascimento cultural
Um forte movimento de tradução de textos gregos e árabes marca o
fortalecimento da intelectualidade européia.
O desenvolvimento de rotas entre os diversos povos reduziram as distâncias,
facilitando não só o comércio de bens físicos, como também a troca de idéias entre
os países. Nesse ambiente receptivo, começam a ser abertas novas escolas ao
longo de todo o continente, inclusive em cidades e vilas menores.
No campo intelectual, as mudanças são também fruto do contacto com o
mundo oriental e árabe através das Cruzadas e do movimento de Reconquista da
Península Ibérica. Na altura, o mundo islâmico encontrava-se bastante avançado em
termos intelectuais e científicos. Os autores árabes tinham mantido durante muito
tempo um contacto regular com as obras clássicas gregas (Aristóteles, por exemplo),
tendo feito um trabalho de tradução que se tornaria valioso para os povos ocidentais,
já que por este meio voltaram a entrar em contacto com as suas raízes eruditas
entretanto "esquecidas". De facto, seja em Espanha (Toledo), seja no sul de Itália,
os tradutores europeus vão produzir um espólio considerável de traduções que
permitiram avanços importantes em conhecimentos como a astronomia, a
matemática, a biologia e a medicina, e que se tornariam o gérmen da evolução
intelectual européia dos séculos seguintes.
Mapa das universidades medievais. As universidades e as novas ordens
religiosas forneceram infra-estrutura para a formação de comunidades científicas.
Por volta de 1150, são fundadas as primeiras universidades medievais –
Bolonha (1088), Paris (1150) e Oxford (1167) — em 1500 já seriam mais de setenta.
Esse foi efetivamente o ponto de partida para o modelo actual de universidade.
Algumas dessas instituições recebiam da Igreja ou de Reis o título de Studium
Generale; e eram consideradas os locais de ensino mais prestigiados da Europa,
seus acadêmicos eram encorajados a partilhar documentos e dar cursos em outros
institutos por todo o continente.
Tratando-se não apenas de instituições de ensino, as universidades
medievais eram também locais de pesquisa e produção do saber, além de focos de
vigorosos debates e muitas polêmicas. Isso também ficou claro nas crises em que
estas instituições estiveram envolvidas e pelas intervenções que sofreram do poder
real e eclesiástico. A filosofia natural estudada nas faculdades de Arte dessas
instituições tratava do estudo objetivo da natureza e do universo físico. Esse era um
campo independente e separado da teologia; entendido como uma área de estudo
essencial em si mesma, bem como um fundamento para a obtenção de outros
saberes.
Outro fator importante para o florescimento intelectual do período foi a
atividade cultural das novas ordens mendicantes: especialmente os Dominicanos e
os Franciscanos. Ao contrário de ordens monásticas, voltadas para a vida
contemplativa nos mosteiros, essas novas ordens eram dedicadas à convivência no
mundo leigo e procuravam defender a fé cristã pela pregação e pelo uso da razão. A
integração dessas ordens nas universidades medievais proporcionava a infra-
estrutura necessária para a existência de comunidades científicas e iria gerar muitos
frutos para o estudo da natureza, especialmente com a famosa escola Franciscana
de Oxford.
O influxo de textos gregos, as ordens mendicantes e a multiplicação das
universidades iriam agir conjuntamente nesse novo mundo que se alimentava do
turbilhão das cidades em crescimento. Em 1200 já havia traduções latinas
razoavelmente precisas dos principais trabalhos dos autores antigos mais cruciais
para a filosofia: Aristóteles, Platão, Euclides, Ptolomeu, Arquimedes e Galeno.
Nessa altura a filosofia natural (e.g. ciência) contida nesses textos começou a ser
trabalhada e desenvolvida por intelectuais notáveis do escolasticismo. Alguns dos
nomes mais importantes do período são: Robert Grosseteste, Roger Bacon, Alberto
Magno, Tomás de Aquino, Duns Scot, William de Ockham, Jean Buridan e Nicole
d'Oresme. Eles geraram novas tendências para uma abordagem mais concreta e
empírica da natureza, representando um prelúdio do pensamento
moderno.</nowiki>
Tecnologia
O mesmo ciclo de prosperidade que impulsionou a produção cultural traz
também grande impacto na área da técnica. O renascimento do século XII e o
período que se segue a ele também já foi chamado de a Revolução Industrial da
Idade Média, pelo aumento radical no número de invenções e importação de
tecnologias.
Ocorreram muitas inovações na forma de utilizar os meios tradicionais de
produção. No setor agrícola, por exemplo, foi essencial a redescoberta de
ferramentas como a charrua, o peitoral, o uso de ferraduras, e a utilização de
moinhos d'água. Na arquitetura, surgiu o Estilo gótico, que foi possibilitado por
diversos avanços nas técnicas que foram aplicadas à construção das catedrais.
Presenciaram-se descobertas como as dos óculos no século XIII, da prensa móvel
no século XV, o aperfeiçoamento da tecnologia da pólvora (descoberta na China) e a
invenção dos relógios mecânicos, que se espalharam nos ambientes urbanos e
transformaram a noção de tempo daquelas sociedades. Muito importantes foram
também avanços em instrumentos como a bússola e o astrolábio, que, somados às
mudanças na confecção de mapas e à invenção das caravelas, tornaram possível a
expansão marítimo-comercial Européia do início da Idade Moderna.
Fim do período
Por volta de 1340, a população européia teria atingido aproximadamente 80
milhões de pessoas e, segundo alguns, o continente estava superpovoado. Ocorre,
então, uma sensível piora climática. Períodos de fome como o de 1315-1317,
eventos catastróficos como a Peste Negra, além de conflitos como a Guerra dos
cem anos, causam abalos nas estruturas da sociedade e trazem um forte baque no
ciclo de prosperidade que havia se instalado. Algum tempo depois esse baque seria
superado, mas então já estaremos na transição da Idade Média para a Idade
Moderna, com o Renascimento Italiano
ARTE GÓTICA
Texto escrito pela Professora Patrícia Barboza da Silva licenciada pela
Fundação Universidade Federal do Rio Grande – FURG. Colunista Brasil Escola
No período medieval, a maioria das pessoas não sabia ler e escrever. Os
pobres não tinham acesso à escola e os nobres não precisavam ser alfabetizados
para serem cavalheiros e cobrarem os tributos dos servos. Quem estudava e
escrevia livros era o clero, especialmente os monges.
O desenvolvimento do comércio e da vida urbana provocou uma revolução
cultural. O crescimento do urbano estimulou a vida intelectual. Os donos das cidades
(comerciantes e artífices), os chamados burgueses, iniciaram uma luta contra a
velha cultura dos mosteiros (escolas religiosas dos burgos rurais).
Neste século, por estes motivos houve o triunfo de uma nova instituição: a
Universidade. Da mesma forma como esses burgueses criaram suas associações
(Guildas e Corporações), eles se associaram e criaram a Universidade (uma espécie
de corporação da cultura).
A fim de se libertarem do forte poder dos bispos, os burgueses procuraram o
apoio do Papa que, nessa época (século XIII), estava querendo impor o seu poder
sobre as Igrejas locais dominadas pelos bispos. Ela surgiu em cidades como Oxford
(Inglaterra – esta universidade fundada no século XII, é até hoje uma das mais
importantes do mundo), Paris (França) e Bolonha (Itália).
Essas universidades eram protegidas pela igreja, por grandes senhores
feudais e por moradores ricos das [Link] professores da Universidade eram
escolhidos entre o clero. São Tomás de Aquino tornou-se, como mestre da
universidade, a mais importante figura do pensamento do século XIII.
Nas universidades se estudava Medicina, Direito, Teologia (estudo da Bíblia e
das idéias racionais sobre a religião cristã), filosofia. As ciências da natureza não
eram muito desenvolvidas e nas Universidades praticamente se repetia o que os
gregos e os árabes já haviam ensinado. Na Universidade, os problemas da época
não eram estudados. Nela, os homens eram preparados para conhecerem o
passado e viverem o seu presente sem criticá-lo.
Os estudantes destas universidades eram filhos de nobres vindos de toda
Europa. As universidades, portanto, formavam apenas pessoas da elite feudal.
Todos os estudos, medicina, direito, artes, ciências, letras e teologia, eram feitos em
latim. A língua não era problema para eles, por que todos falavam e escreviam em
latim.
O método de ensino era chamado de escolástica. Os alunos estudavam o
texto de um grande autor do passado. Por exemplo, os gregos Platão e Aristóteles,
interpretados pelos mestres da Igreja Medieval, como Santo Agostinho e São Tomás
de Aquino. Os alunos e seus mestres faziam comentário sobre o texto e o debatiam.
Entretanto nesses debates ninguém questionava o que os grandes autores diziam. A
autoridades deles era absoluta. Foi por isso que, séculos mais tarde, a escolástica
foi acusada de ser uma forma de estudo dogmática, ou seja, bitolada.
O mais importante de tudo é que as universidades apresentavam uma grande
novidade: aos poucos, a vida intelectual ia deixando de ser totalmente ligada à
Igreja. O pensamento estava adquirindo autonomia em relação ao clero.
As artes (arquitetura, escultura e pintura) tornaram-se uma expressão do
domínio da vida urbana sobre a vida rural. Embora tenha se aproveitado da
construção românica, a arquitetura deixou-nos igrejas góticas belas e ousadas,
repletas de luz, ao contrário das românicas, cheias de sombras.
As Igrejas em estilo românico eram construídas em pedra, sendo que as
habitações particulares eram em madeira ou tijolo. O interior era colorido e as
paredes e o teto pintado em cores variadas, usando-se na decoração tapeçarias
bordadas. O plano das igrejas era o comumente das basílicas, consistindo de uma
nave central e duas alas ou naves laterais, mas também existiam outros formatos.
O elemento decorativo e a escultura nas igrejas românicas tinham
freqüentemente como tema os monstros, dada a influencia da mitologia celta e
germânica. A escultura também fugiu aos temas românicos (entre eles a morte) e
tomou a vida como modelo, utilizando-se principalmente da flora e da fauna. O
segundo estilo medieval, o gótico não criou raízes na Itália.
O nome do estilo gótico deve-se ao italiano Vassari, que o considerava
bárbaro, isto é, dos godos. O emprego das ogivas e dos arcobotantes permitiu uma
grande leveza interior: já que as cúpulas são sustentadas por esses arcos que
ficavam no interior do edifício, as colunas podem ser finas e elegantes, e as
paredes, não sustentando mais o peso do teto, podem ser rasgadas, para permitir a
iluminação, e assim apareceu à arte dos vitrais.
Nas cátedras góticas, os elementos decorativos são diferentes das igrejas
românicas. Desaparecem os animais, substituídos por estilizações de plantas; nessa
arte, essencialmente aristocrática, torna-se comuns à figura de cavaleiro e
esculturas de tamanho natural nos sarcófagos dos grandes personagens.
Os santos continuavam sendo esculpidos; no entanto, sua fisionomia já não
apresentava tanta santidade, sendo mais real e mais humana. Os traços pessoais
são fielmente copiados, ou no máximo ligeiramente estilizados, mas permanecem
facilmente reconhecíveis e são em muitos casos notáveis retratos psicológicos. O
homem emergia finalmente de dentro da pedra: era uma figura nobre e digna,
ressurgindo dos escombros deixados pelas invasões bárbaras, tendo atravessado
um longo período de nove séculos de conquistas e vitórias.
Referência Bibliográfica
- FERREIRA, José Roberto Martins, História. São Paulo: FTD; 1997.
- MORAES, José Geraldo. Caminho das Civilizações. São Paulo: Atual. 1994.
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